,libr>y ( ,portugal 7,biblioteca ,nacional de ,portugal747 99,nota de editor399 ,devido quantidade de erros tipogrficos exi/5tes ne/e texto1 =am tomadas vrias decises quanto v]so f9al4 ,em caso de dvida1 a grafia foi mantida de acordo com o orig9al4 ,no f9al de/e livro encontr> a li/a de erros corrigidos4 ,rita ,f>9ha 7,m>4 #bjjh7 ,,nova ,,academia ,,de ,,p9tura ,,d$icada ,s ,,s5horas ,,portuguezas ,que amo ou se applico ao e/udo das ,bellas ,artes4 4444las ,mug]es qu&o ,talves1 applic> se han vi/o ,a las ,letras1 o las ,artes1 ,los ,hombres han exc$ido4 ,,lisboa3 ,,na ,,impress,o ,,regia4 ,,anno #ahag4 ,com ,lic5a4 ,,proemio4 ,qu&o v\ discorr] sobre a ,arte da ,p9tura1 p>ece que dev]ia comear pelo seu elogio2 mas no o f>ei1 por me p>ec] c\sa sup]flua1 e bem sabida de todos3 obs]v>ei sm5te1 que a ,arte por si s1 inda que fosse levada a hum alto gro de p]feio1 no pod]ia faz] illu/re1 e e/imavel aquelle que tivesse o odioso1 ou ridiculo comportam5to de hum ,br\w]1#a de hum ,aleixo ,transpadano1#b ou de hum ,bufalmaco2#c mas se pelo contr>io1 algum s\besse ajunt> honra1 e virtude os tal5tos de ,rafael1 de ,corregio1 ou de outro gr&e ,p9tor1 e/as r>as qualidades assim reunidas1 con/ituirio 7diz ,ri*>dson7 hum mortal cujo espl5dor pod]ia luzir mito1 mesmo em hum mundo a9da melhor de que e/e4 ,na ,poesia no se admittem m$ianias2 mas na ,p9tura ha tantas e taes difficuldades a v5c]1 que ,o ,p9tor de segunda ou t]ceira classe m]ece o mesmo gro de e/imao que hum homem de primeira ordem em qualqu] outra ,faculdade4 ,mas se e/a sci5tifica ,arte1 pela sua belleza e pr(undidade1 tem sido digna da applicao de muitos hom5s da mais alta esph]a1 no deixa ella tambem1 de s] igualm5te propria1 ou talvez mais propria a9da1 p>a z ,s5horas2 pr9cipalm5te naquelles casos em que so mais necess>ias a graa1 e a delicadeza3 assim1 tem feito z ,naes conhec$oras o maior apreo das obras da ,sirani1 da ,sophonisba1 da ,rosalba1 e de muitas outras1 cujos nomes fazem tanta honra ao bello ,sexo1 como s suas patrias4 ,a ,musica he huma arte angelica1 e pode entret] deliciosam5te qualqu] ,s5hora1 huma ou duas horas cada dia2 a leitura a div]tir tres ou quatro2 mas a ,p9tura faz p>ec] pequ5os os maiores dias de ,junho1 e torna amavel e apetecivel a mesma solido3 he huma arte no s imitadora de toda a ,natureza1 mas tambem creadora2 arte emfim1 que sympa?isa gr&em5te com a vivacidade das pessoas espirituosas1 e discretas1 muitas das quaes desejo sab] p9t>1 e nem sempre o conseguem2 ou por viv]em em t]ras aonde no ha quem z ens9e1 ou por se limit>em nas lies a huma pratica mui sup]ficial4 ,a ,pratica he de absoluta necessidade1 e por ella se deve no s comear1 mas avanar muito1 sem nunca a p]d] de vi/a2 porm ha huma baliza1 alm da qual s5o podem faz] ult]iores progressos sem e/ud> a fundam5to os preceitos !oricos4 ,os ,poetas1 e ,oradores tem z suas regras fundam5taes1 escritas por bons ,au?ores2 ns tambem temos z nossas3 o num]o dos ,escriptores que z trato he muito gr&e2 os idiomas em que correm impressas so mui div]sos2 e he assaz difficultoso pod] faz] dellas huma suffici5te colleco2 e qu&o se fizesse s]viria talvez1 mais p>a confundir a m5te de hum pr9cipiante1 que p>a a illu/r>4 ,ha em taes livros muitas c\sas inuteis1 e outras que p>ecem1 ou so contradictorias2 por tanto he preciso escolh]1 resumir1 e concord>3 he o que ns procurmos faz] ne/a pequ5a obra1 extrah9do de muitas flores1 como fazem z abelhas1 s o balsamo que he proprio p>a compor o mel2 pondo de p>te quanto nos p>eceo improprio1 ou desnecess>io4 ,a ,praxe1 como dissemos1 he indisp5savel aos ,arti/as2 mas a !oria he indisp5savel p]feio da mesma pratica4 ,ella nos manife/a em p\co tempo z descob]tas de muitos seculos4 ,desde que os re/audores da ,arte comero a faz] alguns progressos1 cuidro logo em ir e/abelec5do1 como maximas fundam5taes1 z v]dades que =o descobr9do2 e p>a que ellas fossem bem apuradas e debatidas1 antes de se adopt>em1 e bem int]pretadas depois de e/abelecidas1 fundro ,academias1 compo/as dos mais sabios ,arti/as daquelles tempos2 e s especulaes mais e mais apuradas dos seus ,academicos1 he que se deve a p]feio a que *eg\ a ,arte no tempo de ,raphael3 e como a d\tr9a da nossa nova ,academia he d]ivada1 e recopilada das d\tr9as de todas ellas1 no s] fra de proposito diz] de passagem alguma c\sa a respeito das mais notaveis4 ,t5do-se p]dido a ,arte1 nos seculos que z invases dos ,godos fiz]o b>b>os1 e infelices1 s em ,con/ant9opla1 aonde elles no entrro1 se cons]v\ huma sombra della1 que no seculo ,,xi4 comeou a diffundir-se pela ,italia4 ,pelos annos #ajjj =o alguns daquelles *amados ,p9tores1 faz] de ,mosaico1 o coro da ,igreja de ,santa ,m9iata em ,flor5a3 por #ajgb1 s5do ,doge de ,v5eza1 ,dom+os ,cont>9o1 =o outros ,gregos de ,con/ant9opla orn> tambem de ,mosaico a igreja de ,s4 ,m>cos3 hum seculo depois o ,abbade ,joaquim fez p9t> sobre a porta d ,!s\ro1 como por inspirao1 os retratos de ,s4 ,francisco1 e ,s4 ,dom+os1 que a9da no ero conhecidos3 os ,annaes de ,s5a fazem m5o de alguns e/atutos da ,arte no seculo ,,xiii42 mas huma das mais antigas soci$ades de ,arti/as1 foi a dos ,padres ,gaud5tes1 em ,flor5a1 no fim d mesmo seculo2 muitos dos quaes bordavo1 escrevio bem1 m9iavo1 e p9tavo4 ,gioto1 no pr9cipio d seculo ,,xiv4 fund\ a primeira ,academia das tres ,artes1 em ,flor5a2 e ,jacomo ,cas5t9o concorreo muito p>a se erigir a ,irm&ade de ,s4 ,lucas em ,santa ,m>ia a ,nova4 ,a ,p9tura fazia progressos2 e qu&o z ,artes sobem1 os discipulos exc$em os me/res3 ,?addeo ,gaddi exc$eo seu me/re ,gioto1 no colorido1 e nas expresses3 ,paulo ,ucllo fez gr&es progressos na p]spectiva3 ,p$ro ,cavall9i1 e ,fr4 ,joo ,angelico d]o hum r muito devoto s ,santas ,imag5s3#d o ,massol9o#e deu gr&e nobreza s figuras1 e huma c]ta vida aos olhos2 mas o seu discipulo ,massacio exc$eu-o tanto1 quanto elle havia exc$ido os outros2 porque deu muita =a de relevo1 muita correco1 graa1 e bellas attitudes s p]sonag5s que p9tava2 e pde-se diz] que abrio o templo da ,immortalidade a ,miguel ,angelo1 e a ,raphael4 ,l\r5o de ,m$icis e/abeleceo no seu ,palacio1 e ,j>dim1 huma de/as ,univ]sidades1 ou ,academias1 bem provida de preciosos ,c>tes1 des5hos1 quadros1 e e/atuas2 e dava premios1 e p5ses aos e/udantes mais aproveitados4 ,dalli sahio o ,buon>ota1 o ,torrigiani1 o ,ghirl&ro1 e outros sabios4 ,fr4 ,joo ,angelo1 que era bom ,escultor1 obteve o b5eplacito1 e a proteco d ,gro ,duque1 p>a se re/abelec] a antiga ,academia1 e a ,irm&ade de ,s4 ,lucas1 j quasi ext9ctas1 no ,conv5to dos ,anjos1 e depois em ,s4 ,l\r5o4 ,em quanto i/o se passava em ,italia1 tambem se fundro iguaes e/abelecim5tos quem dos seus montes1 taes como o de ,antu]pia1 o de ,nuremb]g1 o de ,bruxellas1 etc42 s5do hum dos mais antigos o de ,bruges1 aonde ,joo ,van-,ey* no seculo ,,xiv4 inv5t\ a p9tura a oleo4 ,no pr9cipio d seculo ,,xvi4 erigio em ,roma1 o div9o ,raphael1 a mais d\ta ,univ]sidade da ,p9tura que viro os mod]nos2 mas dur\ p\co tempo2 porque falt\ o ,reitor della em #aebj1 e os alumnos todos se disp]sro1 sete annos depois1 qu&o o ex]cito d ,conde/avel ,c>los de ,borbon saque\ aquella ,capital3 porm ,gregorio ,,xiii1 fund\ outra1 em consid]ao d ,musiano1 e d ,zuc>o1 que a dotro4 ,os seus ,academicos edificro o ,templo de ,s4 ,lucas1 e ,santa ,m>t9ha1 hum dos mais bellos e mais sumptuosos de ,roma1 pelos des5hos d famoso ,p9tor ,p$ro de ,cortona2 o qual lhe deix\ #bjjjjj cruzados p>a se con/ruir o ,alt> mr1 de bronzes e m>mores f9os1 e se lhe erigir hum mausolo4#f ,o ,pa9el da dita ,capella mr1 o qual repres5ta ,s4 ,lucas retrat&o ,nossa ,s5hora1 he de ,raphael4 ,pela ,lomb>dia fez a ,arte gr&es progressos1 e teve boas ,academias em ,milo1 ,v5eza1 ,md5a1 ,p>ma1 ,bolonha1 etc4 ,a dos ,c>a*es foi a mais clebre1 pela quantidade de gr&es hom5s que della sahio4 ,alli se e/udavo z tres ,artes1 a gravura1 a p]spectiva1 e a anatomia3 era provda de esqueletos1 manequ9s1 gessos orig9aes1 ve/idos1 armas1 arnezes1 etc4 ,alli se di/ribuio lug>es1 empregos1 e premios1 tudo debaixo da direco de ,luiz ,c>a*e4 ,depois de/a h\ve tambem em ,bolonha a d ,guido1 que teve #bjj discipulos1 a d ,albani1 a d ,pas9elli1 a d ,conde ,cignani1 z d ,conde e d ,s5ador ,ghisili]e1 e outras muitas2 mas como todas ero de p>ticul>es1 depressa se ext+uio4 ,em ,julho de #agjf1 juntro-se #hj ou #ij ,p9tores 7entre os quaes1 diz ,zanoti1 havia alguns que t9ho o seu m]ecim5to7 na ,gal]ia d ,conde ,fava1 que sabia p9t>1 e t9ha boa colleco de p9turas1 a fim de busc>em meios p>a reprimir a ousadia de c]tos artigiani intrusos1 que abus&o da illimitada lib]dade da ,p9tura1 em hum paiz aonde no havia ,academia1 se incumbio da direco de gr&es emprezas1 e r$uzio os habeis arti/as a huma abjecta s]vido4 ,o resultado foi que o dito ,conde1 o ,g5]al ,m>sili1 e ,c>los ,m>atti obtiv]o d ,papa ,clem5te ,,xi41 que se e/abelecesse a desejada ,academia de ,p9tura1 e fosse alojada1 com a ,filos(ia1 no ,palacio d ,in/ituto de ,bolonha1 debaixo da ,proteco de ,santa ,ca?>9a de ,vigri1 religiosa de ,s4 ,dom+os1 e ,p9tora ,bolonheza4 ,os ,au?ores ,francezes fallo em des5hos seus1 feitos p5na no seculo ,,xii41 com e/ylo nada inf]ior ao que depois us\ ,cimabue3#g e nos tempos de ,gioto1 t9ho j muitos daquelles que alli se *amo b>b\illeurs1 =mado huma corporao1 mecanica sim1 mas muito privilegiada pelo ,p>lam5to2 e em virtude dos seus privilegios ousro incommod> os gr&es ,p9tores1 que app>ec]o no tempo de ,luiz ,,xiv4 ,e/es1 indignados contra a sua audacia1 fundro a ,academia ,real de ,p9tura1 e ,esculptura1 que em #affc foi dotada com #d libras annuaes2 mas ,luiz ,,xvi4 lhe condeo #aj4 ,mr4 ,urry1 director das obras ,reaes1 em #agcg1 inv5t\ o *amado ,salo2 lug> aonde de dois em dois annos1 os ,arti/as expem ao ,publico z melhores obras que vo faz5do2 c\sa que foi mui vantajosa ,arte4 ,no lhe =o m5os uteis os que se *amo quadros de ,maio3 os ,ourives comero em #addi a (f]ec] a ,nossa ,s5hora com gr&e solemnidade1 hum ramo v]de1 a que *amavo o ,maio3 depois1 juntro aos ramos c]tas maqu9etas2 e por f9s1 desde #afcj comero a (f]ec] cada anno1 hum pa9el1 feito sempre por algum dos melhores ,p9tores da ,frana4 ,luiz ,,xv4 e/abeleceo o gr&e ,concurso da ,academia ,real em ,p>s1 s5do o premio dos v5c$ores1 a su/5tao em ,roma 7aonde tem outra ,academia7 por tempo de quatro annos1 p>a se ap]feio>em4 ,na ,hespanha fundro-se tambem v>ias ,academias2 mas a mais famosa foi a de ,sevilha1 ab]ta por ,morilho em #affj4 ,a de ,madrid e/abeleceo-se muito mais t>de pelas diss5ses dos mesmos ,arti/as4 ,o p>tido dos m5os habeis1 que era muito maior1 triumph\ por mais de #abj annos1 at o de #agdd2 tempo em que ,philippe ,v4 m&\ absolutam5te que se fundasse4 ,f]n&o ,,vi41 dois annos depois1 a dot\ em #ab pezos2 e exalt\-a extraord9>iam5te1 e aos seus pr(essores4 ,inda que e/as mimosas ,artes sejo mui p\co fecundas nos climas frios1 tem-se e/abelecido z suas ,academias na ,d9am>ca1 na ,russia1 e por todo o ,norte da ,europa4 ,os ,p9tores ,+lezes tambem se associro em ,s4 ,m>t9's-lane em #agej1 a fim de deit>em os fundam5tos n'huma especie de ,academia3 dez annos depois convi]o em faz] huma exhibio publica das suas melhores obras1 em hum salo similhante ao de ,frana1 aonde se entr>ia por d9heiro4 ,em #fe obtiv]o o b5eplacito ,regio p>a se e/abelec]em2 e em #fh teve a ,soci$ade o titulo de ,academia ,real das tres ,artes4 ,o dote era o producto das exhibies2 mas como nos primeiros annos no *egasse p>a z despezas1 supprio o bols9ho ,real a falta de #de cruzados4 ,os ,arti/as expem v5da1 ou c5sura pblica1 naquelle ,salo1 z obras que qu]em2 e os curiosos que z p]t5dem v]1 pago pela entrada hum xelim cada hum3 e/as entradas produziro #ac a #ad cruzados annuaes at o anno #aggi2 mas no segu9te1 que foi o primeiro da exhibio em ,som]set-,palace1 subio a receita a #bg cruzados2 e dalli at o anno de #if &\ sempre por #bb a #bc de sorte que exc$5do a receita a despeza1 compr\ a ,academia huma boa propri$ade1 e applic\ os seus r5dim5tos em b5eficio dos ,arti/as precisados4 ,e/e e/abelecim5to1 s(freo tambem1 como todos os mais1 gr&es opposies2 porque os no admittidos em a nova ,academia1 fundro outra2 e outra exhibio2 mas como no t9ho gr&e cr$ito1 tudo desapp>eceo em p\co tempo4 ,de todas e/as1 e outras famosas ,es*las1 he que d]iva a ,d\tr9a1 que em comp5dio vamos ens9> ne/a nova ,academia3 mas antes de comear z lies1 he preciso d> s nossas illu/res ,academicas huma idea v]dadeira da ,arte4 ,a ,p9tura pde s] consid]ada de duas sortes1 ou como natural1 ou como artificial4 ,a ,p9tura natural he aquella que naturalm5te se imprime na ret9a dos nossos olhos2 e dalli1 pelos n]vos opticos1 se communica alma2 e a ,p9tura artificial1 he a imitao da ,p9tura natural4 ,a e/a imitao1 se he bem feita1 *ama-se ,v]dade4 ,a ,v]dade na ,p9tura1 ou he simples1 ou ideal1 ou compo/a de huma e outra3 ,v]dade simples he a imitao exacta da ,p9tura natural1 tal como ella se e/ampa d5tro dos nossos olhos1 com todas z suas bellezas1 e defeitos3 ,v]dade ideal1 he a imitao daquellas imag5s1 que se nos repres5to na imag9ao3 ,v]dade mixta he a imitao da ,p9tura natural1 em5dada nos seus defeitos1 pelos modelos de p]feio que o gr&e ,arti/a concebe na sua m5te4 ,e/a v]dade mixta1 ou compo/a1 he a que se a*a nas obras de ,raphael1 e de outros gr&es hom5s2 mas pr9cipalm5te no ,antigo4#h ,os que e/udo a ,arte devem1 primeiro que tudo1 adquirir a pratica da v]dade simples1 co/um&o-se a imit> p]feitam5te tudo quanto se apres5t> diante dos seus olhos2 mas podem1 e devem faze-lo de sorte que em virtude da boa escolha dos objectos1 a*em tambem nos seus exempl>es a v]dade compo/a4 ,z ,p9turas d ,c>a*e no palacio ,f>nesio1 e z de ,raphael no ,vaticano so z duas gr&es es*las de ,des5ho4 ,a t]ceira1 e no m5os importante p>a os que e/o mais adiantados1 he a das boas e/atuas antigas3 os que no pud]em e/ud> pelos orig9aes1 ba/a que e/udem por exactissimas copias4 ,a ,p9tura compreh5de tudo quanto se pde v]1 e imag9>2 e como he to va/a1 divide-se em muitas p>tes1 e em muitos g5]os4 ,os g5]os1 so3 #a4o o ,hi/orico1 ou 7como os au?ores lhe *amo7 o gr&e ,g5]o3 #b4o o dos ,retratos3 #c4o o das ,batalhas3 #d4o o das ,bambo*atas3 #e4o o das ,paizag5s e ,p]spectivas3 #f4o o das ,m>9has3 #g4o o dos ,animaes3 #h4o o das c\sas inanimadas1 como flores1 fructos1 ornatos1 quadraturas1 etc4 ,z p>tes de que se compe a ,p9tura1 so3 a ,inv5o2 a ,expresso2 a ,di/ribuio1 ou ,disposio2 o ,des5ho2 o ,colorido2 o ,cl>'escuro2 o ,e/ylo1 ou ,p9cel2 a ,graa2 a ,gr&eza2 o bello ,ideal2 etc4 etc43 mas todas e/as p>tes se podem reunir debaixo de tres pr9cipaes *efes1 que vem a s]3 ,composio1 ,des5ho1 e ,colorido4 ,na ordem dos e/udos praticos1 comea-se pelo ,des5ho2 mas na ordem da d\tr9a !orica pr9cipia-se pela ,composio1 por s] a primeira c\sa que o p9tor habil tem a faz] qu&o qu] comear o seu pa9el2 motivo porque pr9cipi>emos tambem por e/a p>te o nosso comp5dio4 ,,nova ,,academia ,,de ,,p9tura ,,primeira ,,p>te4 ,composio4 ,cre>1 ou p>a diz] melhor1 reproduzir de novo z obras d ,creador2 r5ov> e p]petu> sobre hum pa9el os feitos h]oicos1 os acontecim5tos memoraveis1 he o mais nobre emprego d g5io pitoresco4 ,dispr z idz em huma bella ordem1 apres5ta-las debaixo d'hum aspecto lum9oso1 he o gr&e primor da arte4 ,de/a duplicada op]ao1 da ,arte1 e d ,g5io1 nasce a ,composio4 ,os p5sam5tos so os seus membros4 ,mas assim como os mat]iaes de hum edificio no o pod]io =m>1 se no e/ivesse cada hum no seu lug>2 assim z idz no repres5t>io bem huma passagem hi/orica1 s5o e/ivessem di/ribuidas na composio d quadro1 com sabia economia1 e com reflexo magi/ral4 ,a composio divide-se em ,inv5o1 e ,disposio4 ,,sec,o ,i4a ,inv5o4 ,a inv5o he a comb9ao dos p5sam5tos que concorrem p>a a composio de qualqu] assumpto3 he huma ,musa que s5do dotada de todas z bellas qualidades das suas irms1 z ,musas das ,bellas letras1 e inspirada pelo espirito de ,apolo1 vem por isso mesmo a s] mais elevada1 e a respl&ec] com mais viva flamma3 he hum tal5to natural que se no adquire pelo e/udo1 nem pela pratica2 porque a fonte das inv5es e/ na faculdade imag9ativa1 e requ] tres c\sas1 imag9ao1 prud5cia1 erudio4 ,no ha regras p>a a ,inv5o1 porque a arte de imag9> no se communica2 mas podem hav] conselhos uteis4 ,rac9e1 qu&o compunha z suas trag$ias fazia todos os es=os p>a entr> nos s5tim5tos que qu]ia d> a ,hippolito1 a ,ph$ra1 a ,a?alia1 e a ,e/h]4 ,a ,inv5o he a poesia da ,p9tura1 e a p>te mais propria p>a descobrir o tal5to d arti/a3 ella des5volve a primeira ida de toda a obra2 e o ,p9tor no a deve p]d] de vi/a at a ultima p9celada4 ,no ba/a que elle en*a hum pa9el com muitas e boas figuras1 se e/as no s]virem todas p>a explic> o pr9cipal objecto2 e se a totalidade da obra no decl>> logo ao espectador qual he o assumpto de que se trata2 prep>&o1 e dispondo a m5te de quem v a p9tura1 p>a s] commovida com z expresses1 e affectos das figuras pr9cipaes3 sem o que1 de nada s]viria d>-lhes expresses viol5tas e exagg]adas1 como fazem aquelles que qu]em affect> muito espirito4 ,o excesso1 ou affectao he a c\sa mais nociva boa inv5o4 ,a ,p9tura su/5ta-se1 assim como a ,poesia1 pela fabula1 e vive de fices2 cada virtude se trans=ma n'huma div9dade3 ,m9]va he a ,prud5cia2 ,v5us a =mosura2 ,diana a ca/idade2 *o no he hum som1 he huma nympha2 o cabo das torm5tas no he hum promontorio1 he o gigante ,adama/or4 ,assim o ,p9tor1 e o ,poeta1 orno e elevo todas z c\sas4 ,he tambem importante1 associ> escolha dos objectos todas z circum/ancias1 e todos os episodios1 que podem augm5t> o seu int]esse2 t5do porm muito cuidado em que os accessorios no prejudiquem em c\sa alguma a aco pr9cipal4 ,z p>ticul>idades relativas ao co/ume devem s] exactam5te obs]vadas na ,inv5o3 transportemo-nos em ida aos div]sos paizes2 *amemos nossa imag9ao os passados seculos2 occupemo-nos dos usos1 co/umes1 e trajes de todas z p]sonag5s1 p>a no cahir-mos naquelles ana*ronismos1 que so capazes de tir> o m]ecim5to ao quadro mais felizm5te concebido1 e executado4 ,tudo o que se *ama orig9al he inv5tado2 mas nem tudo o que he inv5tado m]ece o titulo de orig9al2 porque e/a palavra no s d ida de inv5o1 mas tambem de gr&e magi/]io4 ,arroj>-se a inv5t> sem t] subido todos os degros da escada optica1 he qu]] precipit>-se4 ,alguns desfiguro s vezes os seus p5sam5tos qu]5do enriquece-los4 ,la o ,p9tor muitas vezes a hi/oria que ha de compr1 e qu&o e/iv] bem s5hor della imag9e z p]sonag5s3 faa o des5ho int]no na sua ida2 porque sem isso rascunh> muito1 e no f> nada4 ,depois da composio m5tal1 qu]5do pass> execuo da obra1 retire-se d tumulto2 porque entre rumores1 e e/rpitos nada se f> com ac]to4 ,no p9te s5o qu&o se s5tir excitado por hum c]to impulso2 porque a pez> das ,musas no se pde faz] obra l\vavel4 ,a ,inv5o requ] muito fogo1 e muito g5io2 e a ,disposio muita fleuma1 e prud5cia3 e como e/as c\sas to oppo/as r>as vezes se comb9o1 por isso tem sido r>os os gr&es ,p9tores4 ,he porm mais facil mod]> o g5io de fogo1 que escald> o de gelo4 ,nem todos os p5sam5tos so proprios p>a =m> huma intelligivel e elegante composio4 ,lucas ,jordo rejeit\ z ,inv5es dos sabios que por ordem de ,c>los ,,ii4 lhe davo assumptos ,!ologicos p>a elle execut> no ,escurial4 ,todos ero or?odoxos1 discretos1 eruditos2 mas no ero capazes de faz] por elles huma bella e pittoresca composio3 portanto deve-se escolh] hum assumpto nobre1 e que seja susceptivel de bom colorido1 graa1 belleza1 in/ruco1 recreio1 etc43 escolh5do1 p>a o compor1 o mais bello de toda a ,natureza1 segundo o go/o dos antigos1 e dos mod]nos que melhor os s\b]o imit>4 ,a escolha das ,inv5es deve s] analoga aos lug>es que ellas vo orn>4 ,nas ,casas ,reaes convem z aces dos ,pr9cipes1 e dos gr&es ,capites2 convm triumphos1 victorias1 e outros assumptos capazes de levant> o nosso espirito a p5sam5tos h]oicos1 e a desejos de honra1 e de gloria4 ,o gr&e ,arti/a pde1 e deve s] grato aos b5eficios que recebe da ,patria1 dos ,pr9cipes1 e dos gr&es ,s5hores3 e se ,virgilio immortalis\ os ,romanos1 ,cames os ,portuguezes1 e ,hom]o os ,gregos2 tambem ,raphael teve pod] p>a p]petu> a gloria de ,julio ,,ii41 e ,leo ,x42 ,lebrun a de ,luiz ,,xiv42 e o ,ticiano a de ,c>los ,v4 ,nos ,consi/orios ecclesia/icos1 tem bom lug> a assembla dos ,filos(os1 ou o concilio dos ,!ologos2 como fez ,raphael no palacio ,pontificio3 mas nos secul>es1 no s] impropria a p9tura d conselho dos ,gregos p>a a exp$io de ,troya3 a de ,licurgo1 ,demo/h5es1 etc4 ,nos templos cl>os pode-se p9t> ,s4 ,joo prg&o turba2 a absolvio da ,adult]a2 a conv]so de ,s4 ,paulo2 e outras passag5s alegres3 mas n'hum tribunal de ,ju/ia s] a proposito repres5t> o juizo de ,salomo2 aquelles que se d$icro morte por amor das leis2 e outros semelhantes4 ,nos j>d9s1 ao p das fontes1 no s]o improprias z metamorphoses de ,acteon1 ,are?usa1 ,salmacis1 ,n>ciso1 e ,eg]ia2 mas entre os bosques ,hippom5es1 ,atalanta1 ,meleagro1 ,m>syas1 ,apollo2 os quatro tempos1 e os mezes d anno2 bailes de nynfas1 e satyros2 e tambem algumas p]spectivas1 e paizag5s1 com ,cephalo1 etc4 ,sobre z *am9s das salas p9t>-se-ha ,prome!u furt&o o fogo d ,ceo1 ,h]cules na pyra1 ,ascanio com a flamma nos cabellos1 ,vulcano1 ,phaetonte1 ,p]illo1 ,scevola1 ,curcio1 ,m$a1 ,c]es procur&o a filha1 e outras4 ,os corr$ores ou gal]ias ab]tas1 s5do nobres como so z lojas de ,raphael1 ou o ,clau/ro d ,escurial1 podem s] enfeitados com elegantes ornatos1 e arabescos1 compo/os de aves1 flores1 fructos1 m$alhas de e/uque1 paizag5s1 p]spectivas1 folhag5s1 animaes1 insectos1 mon/ros1 figuras humanas1 e tudo quanto cria a ,natureza1 e a ida pde imag9>4 ,z gal]ias int]iores1 bem p9tadas1 so como preciosos volumes1 sempre ab]tos1 e escriptos em huma l+uagem univ]sal1 que todos ent5dem2 onde vemos descriptas z proezas de ,luiz ,,xiv42 a proteco efficaz que elle conc$eo s ,artes e ,sci5cias2 z aces de ,francisco ,i42 e tantas outras c\sas nobres1 sublimes1 e int]essantes1 executadas pelo ,rosso1 pelo ,primaticio1 pelo div9o ,raphael1 por ,le ,brun1 por ,mign>d1 e por muitos outros sapi5tissimos ,p9tores4 ,rub5s na ,gal]ia d palacio de ,luxemburgo1 edificado por ,m>ia de ,m$icis1 tambem deix\ em v9te e quatro pa9eis immortalisadada a vida daquella h]o9a4 ,no primeiro1 onde e/ repres5tado o seu de/9o1 app>ecem z tres p>cas fi&o os bellos dias da futura ,ra9ha1 debaixo dos auspicios de ,juno1 e de ,jupit]4 ,no segundo e/ ,luc9a allumi&o com a sua flamma z ,graz da ,pr9ceza recem-nascida2 e deposita-a entre z mos da ,cidade de ,flor5a3 ,os ,de/9os espalho sobre ella flores s mos *eias3 o signo de ,sagitt>io indica o tempo d seu nascim5to3 o ,g5io da felicidade1 deix&o v] a coroa1 o sceptro1 e z flores de liz1 cl>am5te manife/a que aquella m59a nasce p>a s] ,ra9ha de ,frana4 ,a ,inv5o dos outros quadros1 que he igualm5te poetica1 e pittoresca1 contm3 a educao da ,ra9ha3 o aju/e d seu casam5to com ,h5rique ,,iv43 ,o casam5to effectuado3 o desemb>que da ,ra9ha em ,m>selha3 a ,cidade de ,lyo1 que lhe sahe ao encontro3 o nascim5to d ,delphim3 ,h5rique ,,iv4 se dispe a p>tir p>a a gu]ra d',alemanha1 em soccorro dos ,m>quezes de ,br&eburgo1 e de ,neuburgo3 coroao da ,ra9ha como ,reg5te3 ,apo!ose de ,h5rique ,,iv41 e ,reg5cia da ,ra9ha3 o seu gov]no3 viagem milit> da ,ra9ha ,ponte de ,c1 p>a reprimir a gu]ra civil3 a troca das duas ,ra9has1 ,isabel de ,frana1 que cas\ com ,filippe ,,iv41 e ,anna de ,au/ria1 com ,luiz ,,xiii41 em #i de ,novembro de #afae3 felicidade da ,reg5cia3 maioridade de ,luiz ,,xiii43 fugida da ,ra9ha d ,ca/ello de ,blois1 onde seu filho a t9ha presa3 a ,ra9ha acceita a paz1 e a conclue com seu filho3 a mesma paz confirmada no ,ceo3 o tempo descobr9do a ,v]dade4 ,alguns de/es assumptos so assaz triviaes1 e p>ecem e/]eis2 mas o gr&e e fecundissimo ,g5io de ,rub5s s\be a*> p>a todos z mais bellas imag5s1 que se podio desej>4 ,,sec,o ,,ii4a ,disposio4 ,a disposio he pr em boa ordem z idz a*adas pelo g5io da ,inv5o1 a fim de compr com magi/]io a sc5a de hum pa9el4 ,toda a composio he hi/orica1 allegorica1 ou mixta3 a que he hi/orica tem por objecto repres5t> hum facto1 com z circum/ancias allegadas pelos hi/oriadores3 a que he allegrica relata os acontecim5tos meta=icam5te2 exprim9do debaixo d'hum vo figurado1 hum s5tido div]so da expresso lit]al3 a mixta diz a v]dade hi/orica1 ornada ou corroborada com alguma agudeza da allegoria1 que lhe sirva de comm5to2 e sem a qual no se pod]ia ent5d] bem o que se quiz diz]4 ,,artigo ,i4 ,da ,disposio relativa ao ,gr&e ,g5]o4 ,a ,inv5o1 diz ,du ,fresnoy1 a*a os conv5i5tes objectos2 e a ,disposio os arranja2 mas a di/ribuio ha de faz]-se de sorte1 que o tom1 e a sc5a d quadro1 primeira vi/a1 inspirem a pr9cipal paixo no animo dos espectadores3 i/o he1 que inspire alegria se o assumpto = alegre2 ou que infunda tri/eza1 e horror1 se = tri/e1 e horroroso4 ,z composies sejo con=me os textos dos bons escriptores1 e segundo os tempos1 co/umes1 e naes3 a lic5a que ,horacio conc$e aos p9tores1 e aos poetas1 deve t] os limites1 que elle mesmo prescreve2 nada de sonhos1 ou delirios extravagantes4 ,aquelles que quiz]em faz] progressos na ,p9tura hi/orica1 dev]o famili>is>-se com os livros1 que podem elev> z suas idz2 p>a1 nos seus vos1 no se s]virem de alheias azas1 de que no conheo bem o uso1 nem a =a4 ,qu&o se escolh]em z attitudes das figuras1 devem-se prev] os effeitos e h>monia das luzes1 e cores2 p>a colloc> tudo de hum modo natural1 e vantajoso1 e rejeit> o que pde faz] confuso3 imit&o a trag$ia1 irm da p9tura1 a qual emprega todas z =z da sua arte onde recahe o =te da aco4 ,p>a o ,h]oe1 e p>a z pr9cipaes figuras1 escolh-se attitudes cujos membros sejo gr&iosos1 amplos1 e desiguaes nas suas posituras2 de maneira que os de diante contra/em com os de traz1 e todos sejo balanceados1 ou equilibrados no seu c5tro commum4 ,a pr9cipal figura app>ea no meio d quadro1 debaixo da mais viva luz1 t5do alguma c\sa notavel que a di/+a de todas z outras2 nem seja affrontada por alguma dellas4 ,os gruppos sejo sep>ados por hum vacuo1 p>a no faz]em confuso2 evit&o nelles repeties de fysionomias1 e movim5tos2 ou t5d5cia p>a a mesma p>te4 ,entre v>ias figuras de fr5te e/eja tambem alguma de lado1 ou de co/as3 advirta-se que o pezo da composio no p5da p>a hum s lado4 ,evite-se o gr&e num]o de figuras2 mas se o assumpto o p$ir1 att5da-se primeiram5te h>monia d todo1 e depois se cuid> em cada objecto2 c$5do o int]esse de cada hum em p>ticul> ao bem commum de todos4 ,z figuras1 que e/iv]em atraz de outras1 no t]o graa se os movim5tos das mos no =em p]feitam5te de acrdo com z expresses dos semblantes4 ,evitem-se os escoros1 z aces viol5tas1 ou p\co naturaes1 e tudo quanto = desagradavel vi/a2 como l9has p>allelas1 ou figuras geometricas1 que pela sua regul>idade fao mo effeito nas composies2 porque a boa composio he huma bella desordem4 ,no vos sujeiteis tanto ,natureza1 que no possais faz] c\sa alguma sem a t] diante dos olhos2 nem a ab&oneis de modo1 que tudo p9teis de pratica1 porque hum tal co/ume s]ia huma lib]t9agem anti-pittoresca4 ,qu&o o quadro tiv] huma s figura1 dev] ella s] bellissima1 e realada com vivas cores4 ,z r\pag5s devem t] simplicidade1 e natureza2 t5do sempre att5o s qualidades das pessoas que z ve/em3 z dos ,s5adores sejo amplas2 z das donzellas leves1 e suaves2 z dos ru/icos grossas e e/reitas4 ,p>a encade> z luzes1 he preciso s vezes1 relev> algumas dobras sobre espaos mais pr(undos4 ,z divisas das virtudes1 ou di/9ctivos das sci5cias2 os in/rum5tos de gu]ra1 e dos sacrificios1 pela sua nobreza1 concorrem muito p>a o ornato das figuras2 mas o ouro1 e z joias sejo r>os4 ,fuja-se dos ornam5tos gticos2 porque so outros tantos mon/ros produzidos nos seculos infelices4 ,z paizag5s1 ou ar*itecturas nos fundos dos quadros1 sejo executadas segundo o co/ume e natureza d seculo1 nao1 ou paiz da sc5a4 ,he mui difficil exprimir bem z paixes d'alma2 nem ellas podem s] naturaes s5o nas pessoas v]dadeiram5te apaixonadas3 he onde o ,arti/a z deve e/ud>4 ,fazei o maior es=o p>a d> a tudo muita graa1 e muita nobreza2 mas e/e dom dimana antes d ,ceo1 que dos e/udos4 ,leon>do de ,v9ci tambem nos deix\ muitos1 e optimos docum5tos sobre a ,composio4 ,qu&o s\b]des1 diz elle1 esboar bem huma figura por todos os lados1 apr5dei a compr2 e comeai por dois combat5tes de igual valor1 des5h&o-os em v>ios aspectos1 e em diff]5tes attitudes2 depois fazei o val5te brig&o com hum cob>de1 tudo bem e/udado3 e aproveita-te das man*as casuaes das p>$es1 e dos m>mores1 que repres5tem frmas de batalhas1 e de outras c\sas4 ,e/es acasos sugg]em muitas inv5es f]til imag9ao4 ,depois de conhec]es bem z p>tes de cada membro1 e a totalidade dos corpos inteiros1 nota1 e obs]va com dilig5cia os seus p>ticul>es movim5tos2 mas de modo que z g5tes no ent5do que z obs]vas1 p>a que no mudem de affectos3 assim podes e/ud> a cl]a1 a ira1 a dor1 a admirao1 etc42 e tudo apont>s no livro de memoria1 feito de papel gessado1 com ponteiro de prata2 e depois o tir>s a limpo p>a s] o teu me/re nas composies4 ,faze z figuras de modo1 que ent5damos pelas suas mos1 olhos1 sobrolhos1 e por todos os g/os d corpo1 o que nos qu]em diz]2 como f>io os mudos1 ou os pantomimos p>a se explic>em3 att5d5do porm mais ou m5os gravidade das pessoas que fallo1 e natureza das c\sas que nos dizem4 ,o ,pr9cipe1 ou o sabio1 t5ho diff]5a das g5tes vulg>es2 com tanto1 que os tri/es sempre p>eo mais ou m5os tri/es1 e os alegres alegres4 ,nos gruppos mi/urem-se objectos de todas z sortes2 mulh]es1 hom5s1 moos1 velhos1 animaes1 arvores1 montanhas1 edificios1 etc41 etc42 obs]v&o com tudo1 que os membros e g/os d'hum velho sejo de velho1 e os de hum moo sejo de moo3 os dos gordos ou magros2 preguiosos ou dilig5tes1 sejo como convem a cada hum4 ,no se mi/urem muitos rapazes com muitos velhos1 nem moos com m59os1 nem mulh]es com hom5s1 se a hi/oria o no p$ir4 ,faze p\cos velhos1 porque os velhos so mais r>os2 e sep>a-os dos moos1 de cujo g5io no go/o2 e onde no ha uni=midade de co/umes1 falta a amizade1 e e/a falta motiva a sep>ao3 mas se o assumpto = de conselho prud5te1 fao-se p\cos moos1 porque no go/o de bons conselhos4 ,se hum fall> a muitos1 em mat]ia p]suasiva1 sejo os seus g/os apropriados mesma mat]ia2 mas1 se trat> de c\sa demon/rativa1 tome com dois d$os da mo direita hum da esqu]da1 t5do os dois m5ores fe*ados3 a boca e/eja hum tanto ab]ta p>a p>ec] que falla2 e o ro/o voltado p>a o povo4 ,se e/iv] ass5tado1 p>ea que se eleva hum p\co1 direito1 e com a cabea incl9ada p>a diante2 mas se e/iv] em p1 t5ha algum tanto o peito e a cabea incl9ados p>a o povo2 o qual povo tacito e att5to olhe p>a o orador com actos admirativos4 ,se fiz]es huma s figura1 p>a evit> a critica da ignorancia1 foge no s d escoro total1 mas tambem dos p>ciaes2 porm na multido1 e pr9cipalm5te em batalhas1 faze-os de todos os modos4 ,z c\sas que fiz]es n'hum quadro1 no z repitas em outro4 ,faze tudo contrapo/o3 o feio ao bello1 o fraco ao =te1 o velho ao moo4 ,obs]va o decro2 i/o he1 a conv5i5cia da attitude1 ve/ido1 sitio1 e z demais circum/ancias das c\sas que qu]es repres5t>3 hum ,rei t5ha o r mage/oso1 e e/eja n'huma sc5a bem ornada2 e os circum/antes e/ejo com rev]5cia e admirao3 mas nos assumptos baixos seja tudo pelo contr>io4 ,z attitudes de hum m59o1 de hum velho1 de hum moo1 e de huma mulh]1 sejo todas div]sas1 e apropriadas1 cada huma ao seu actor4 ,o ,cavalleiro ,sir ,josu ,reynolds1 gr&e ,p9tor de retratos1 e tambem de hi/oria1 d ultimo seculo1 ens9ava aos seus discipulos que se em hum quadro de hi/oria entrassem alguns retratos1 devia s] de sorte que no p>ecessem retratos4 ,hum p9tor retrati/a1 lhes dizia elle1 que qu] faz] algum quadro de hi/oria1 e no e/ bem co/umado1 entra ins5sivelm5te nas m9ucias1 e d hum c]to r de retratos s suas cabez1 como fazio os p9tores g?icos1 antes que z gr&es idz fossem bem ent5didas1 e praticadas4 ,hum p9tor hi/orico p9ta o homem em g]al2 o retrati/a imita hum p>ticul>1 e por consequ5cia defeictuoso modelo3 por tanto1 a pratica habitual em algum dos ramos m5os elevados da ,arte1 pde s] hum ob/aculo p>a possuir p]feitam5te o mais sublime4 ,a v>i$ade he huma das c\sas mais recomm5dadas pelos au?ores3 com tudo1 dizia ,claudio ,coelho1 e dizia bem que e/&o j todas z bellas attitudes a*adas1 e executadas pelos melhores arti/as1 nem por isso dev]iamos escolh] z ms1 p>a evit> z repeties4 ,g]>do ,lairesse1 *amado por antonomasia o ,raphael ,holl&ez1 diz que o ,arti/a1 p>a bem compr1 deve t] a mo prompta1 e ob$i5te2 boa memoria1 e bem ex]citada2 juizo so1 e cultivado4 ,qu&o occorr]em boas idz1 no se demre a execuo2 p>a evit> o pes> d esquecim5to4 ,em hum lug> tranquillo traaremos o plano1 e o horisonte d pa9el1 e m>c>emos com l9has os lug>es1 e z gr&ezas1 que devem t] z figuras1 e os outros objectos1 que occup>em o primeiro e o segundo pavim5to4 ,recomearemos depois pela figura pr9cipal1 consid]&o qual he a paixo que lhe compete1 a attitude que deve t]1 e o que devem faz] z outras2 se voo1 se correm1 se &o1 ou se e/o quietas2 como recebem a luz2 de que sorte devem contrapr1 e de/ac>2 e tudo i/o se del9e> sobre outro papel4 ,comearemos t]ceira vez a exam9> quaes corpos devem s] ns1 ou ve/idos2 quaes t]o nobre c>act]2 quaes commum2 p>a depois pass> eleio das cres locaes4 ,o ,p9tor no deve s] plagi>io2 nem cont5t>-se com s] m5os que ,raphael4 ,faa-se hum esquisso1 bosquejo1 ou rascunho da hi/oria que se qu] trat>2 e depois leo-se os melhores hi/oriadores1 que sobre ella escrev]o3 e aponte-se no esquisso o que tiv] esquecido4 ,note-se depois o paiz1 o mez1 e a hora em que se pass\ a aco1 p>a abrir1 ou ap]t> mais a luz1 e enriquec] o fundo4 ,o fim da aco deve-se colloc> no primeiro pavim5to1 e o pr9cipio della nos longes4 ,indicai tudo no esquisso1 e tornai a l] v9te vezes o vosso assumpto4 ,cada dia pela manh imag9ai que sois algum dos actores1 e que e/aes transportado ao lug> da sc5a3 m>cai logo os gruppos1 e z attitudes2 escrev5do o nome de cada p]sonagem4 ,ponde o h]e no c5tro d quadro1 e em lug> sup]ior4 ,o maior defeito que pde t] hum pa9el1 he o de no deix> v] logo qual he o assumpto que repres5ta4 ,se hum orador que quizesse l\v> ,alex&re1 empregasse z mais bellas figuras da ,rhetorica p>a elogi> o ,bucfalo1 s]ia bem mo compositor4 ,de ord9>io ha no quadro tres pavim5tos3 no primeiro1 que he lum9oso1 e/o os pr9cipaes h]oes2 o segundo he sombrio2 no t]ceiro1 outra vez cl>o1 e/>o os objectos m5os importantes3 colloquem-se z gr&es figuras atraz das pequ5as3 a luz opponha-se sombra1 ou ao m5os cr sombria4 ,i/o feito1 fazei novo esquisso3 des5hai os ns d natural1 e z r\pas de manequ9s1 o mais acabado que fr possivel1 d&o a cada objecto p>ticul> a mesma luz g]al de todo o quadro1 e os mesmos pontos de vi/a1 e de di/ancia4 ,os des5hos1 e e/ampas so utilissimos p>a v]1 e exam9> como os gr&es me/res s\b]o fecund>1 e enriquec] os assumptos1 que p>ecio mais e/]eis1 e pobres4 ,o assumpto h]oico deve s] nobre1 e grave2 o jocoso engraado2 z bambo*atas c>regadas4 ,em hum gr&e concurso devem hav] div]sas frmas de corpos1 e v>ias propores4 ,a paixo d h]e faz nasc] muitas3 qu&o hum ,filos(o discorre1 os discipulos att5dem4 ,deve-se imag9>1 e indic> em cada actor1 a aco prec$5te1 a actual1 e a consequ5te4 ,p9te-se o que he hone/o1 e capaz de inspir> virtude2 e fuja-se d que = lascivo1 e cruel4 ,entre os bons escriptores da ,arte tem ,joo ,paulo ,lomazo hum dos primeiros lug>es2 e l-se nos seus escriptos que o famoso ,leon>do de ,v9ci qu]5do p9t> em hum pa9el muitas figuras ru/icas1 e alegres1 convid\ huns p\cos de camponezes engraados2 e em quanto elles comio e bebio foi-lhes cont&o z c\sas mais l\cas e ridiculas d mundo2 de modo tal que os fez rir desat9adam5te3 elle obs]v\ tudo2 e p9t&o-os depois com os mesmos g/os e attitudes1 provocava tanto a riso a p9tura1 como os mesmos orig9aes4 ,pass&o depois aos preceitos1 diz4 ,o movim5to int]no he motivado pelas paixes da alma2 e o movim5to ext]no1 que exactam5te lhe corresponde1 faz conhec] que paixes so3 por elle se conhece o que e/ tri/e ou alegre1 morto ou vivo2 por elle se di/+uem o l\co e o sabio2 o humilde1 e o sob]bo4 ,o conhecim5to de/e movim5to he tido na ,arte por c\sa mui difficil1 e e/imado como hum dom cele/e3 e/e he o furor pictorico com que deve nasc] o ,p9tor2 mas e/e furor ou en?usiasmo ha de t] huma m$ida tal1 que no toque no fogo da impaci5cia1 nem no gelo da extrema regul>idade4 ,os movim5tos naturaes so engraados1 e os contrafeitos so des5graados2 mas z mesmas paixes fazem effeitos v>ios em div]sas pessoas segundo os seus temp]am5tos3 os movim5tos d melancolico1 que he trreo1 s]o p5d5tes e acanhados2 mas o col]ico todo se retorce1 como o fogo de que he compo/o4 ,todo o corpo concorre p>a a expresso das paixes2 mas pr9cipalm5te os olhos1 que so como z janellas da alma3 elles mo/ro o praz]1 o abatim5to1 o enfado1 a sev]idade1 a am5idade1 a col]a1 a admirao1 etc4 etc4 ,depois dos olhos e d ro/o1 z mos so z s]vas1 e z int]pretes da alma3 os seus inf9itos movim5tos explico o desejo1 a esp]ana1 a supplica1 o horror1 os ameaos1 e tantas outras c\sas3 com z mos tememos1 p]guntamos1 approvamos1 recusamos1 duvidamos2 e podemos concluir que assim como z mos supprem nos mudos a falta da voz articulada1 tambem no devem contribuir p\co p>a fall> huma l+uagem muda1 qual a da ,p9tura4 ,no se pdem d> regras precisas p>a exprimir todas z paixes1 e p>a z v>i> sempre2 porque a obra s]ia inf9ita4 ,qu9tiliano he de p>ec] que1 a pes> da sua difficuldade1 pde-se a*> hum cam9ho que nos conduza a e/a p>te importantissima da ,p9tura1 e da ,rhetorica2 e que e/e cam9ho he1 como j dissemos1 o e/udo da ,natureza4 ,o ,dom5i*9o1 que foi optimo nas expresses1 e/udava-z diante d espelho1 depois de entr> elle mesmo nas paixes que qu]ia imit>4 ,horacio he tambem de p>ec] que os movim5tos se exprimiro muito melhor1 e s]o mais naturaes1 se o ,poeta1 7ou ,p9tor1 que ne/e caso he o mesmo7 imag9> que se a*a no mesmo e/ado1 em que se dev]io a*> z pessoas v]dadeiram5te apaixonadas4 ,he preciso1 diz tambem ,qu9tiliano1 que sejamos os primeiros a s5tir huma paixo1 se quiz]mos commov] os coraes alheios3 mas como8 ,=m&o-se fantasmas1 e imag5s das c\sas aus5tes1 como se effectivam5te z tivessemos diante dos olhos2 e aquelle que conceb] mais vivam5te aquellas imag5s1 exprimir melhor z paixes4 ,entre os mais celebres escriptores da ,arte ha hum ,portuguez1 de quem os e/rangeiros se tem aproveitado1 e ns ap5as conhecemos3 he ,francisco de ,holl&a1 que foi ,p9tor d',el-,rei ,d4 ,joo ,,iii4 ,queixava-se elle1 no seu livro1 de que em ,portugal no se dava a devida e/imao ,p9tura1 por culpa talvez dos ,p9tores1 que se cont5tavo s com a mant5a1 ou no sabio ex]ce-la com primor4 ,p>a rem$i> em p>te aquelles inconv5i5tes1 aponta algumas adv]t5cias1 e faz discretas obs]vaes4 ,o ,p9tor p>a s] p]feito ha de t]1 diz elle1 o g5io d5tro em si mesmo1 como a sem5te tem o fructo4 ,na pu]icia o deix> v]2 na adolesc5cia exc$] os outros1 e sonh> com p9turas4 ,deve t] espirito magnanimo2 porque sem elle nunca f> obras sublimes3 ha de e/ud> muito o ,antigo p>a a gr&e inv5o1 graa1 decro2 e escolh] d melhor o optimo1 sem confuso2 ha de evit> os gr&es defeitos1 7que os pequ5os passo bem7 e faz] os erros com o maior acrto possivel4 ,a nobreza1 e propria casa da ,p9tura he sab] reunir bem a natureza disp]sa1 e rejeit> o que no convem2 e se e/a escolha = bem feita1 t] feito com isso a melhor p>te da obra4 ,antes de comear a empreza ha de t] a ida da obra1 como vi/a em sonho1 e p9tada na fantasia4 ,z figuras no occupem confusam5te toda a taboa2 mas fiquem int]vallos p>a d>em despejo e cl>eza obra2 e p>a os olhos dos espectadores descanarem4 ,z attitudes sejo graves e mode/as2 e que humas figuras no damnem z outras1 7antes se possa pr1 que tir> alguma c\sa7 e todas fao com efficacia os seus (ficios4 ,he necess>ia tanta arte p>a faz] bem z figuras ociosas1 como z occupadas4 ,o m5imo seja rolio1 o mancebo ousado1 o velho prud5te1 o do5te languido1 o morto hirto2 o que corre p>ea que corre1 e o que &a p>ea que se move4 ,faa z idades1 physionomias1 cores de c>nes1 movim5tos1 mos1 ps1 tudo div]so e contrapo/o2 hum de p]fil1 outro de co/as2 e/e voltado p>a baixo1 aquelle p>a cima2 aquell'outro deitado1 escorado1 etc4 ,figuras escoradas sejo z m5os possiveis4 ,z r\pas1 os edificios1 e os outros accessorios sejo os que competem ao assumpto2 mas no p>ea que se poz alli todo o sab]4 ,se o assumpto1 ou imagem = tri/e1 no o repres5temos em j>d9s1 ou sc5as alegres2 antes p>ea que os mesmos brutos1 arvores1 p5$os1 e at os ,ceos s5tem a sua tri/eza4 ,a dr da pessoa aflicta no se mo/re com lagrimas2 mas no semblante angu/iado1 no ve/ido1 na solido4 ,o do5te no p>ea so1 nem o morto semivivo1 nem o que dorme acordado3 escolha-se de tudo o mais =moso1 e grave p>a se imit>2 enco/&o-se sempre ao ,antigo4 ,o primor da ,p9tura consi/e tanto no que se faz1 como no que s5o quiz faz]2 antes no que deix\ de faz] se conhece melhor o gr&e p9tor1 assim como o ignorante em en*] tudo de arvor$os1 rios1 cam9hantes1 ca/ellos1 cidades1 e paizag5s3 o mais santo1 e l\vavel he faz] p\cas figuras1 p\co rumor de paizes1 m5os a9da de edificios2 mas o p\co seja tal que valha mais que o muito3 porque e/e he o faz] de avisado e gravissimo me/re1 e o outro de obreiro e apr5diz4 ,o que dizemos d total1 appliquemos tambem a cada p>ticul> objecto3 nelle no se faa c\sa que se no desejasse v] da maneira que e/ feita2 porque e/a he a admiravel d\tr9a da ,arte4 ,o mesmo ,au?or escreveo c]tas maximas sobre o que se deve seguir1 e o que se deve evit> na ,arte da ,composio4 ,p>a seguir3 ,despejo de p\ca obra2 =mosura bem escolhida2 decro2 deix> de faz] muitas c\sas2 bello r em todas z c\sas2 div]sidade nas figuras2 ousadia nas sombras2 antigas1 e escolhidas novidades2 escolha de ar*itectura2 n p]feito1 e hone/o2 bons pannos2 bom encaixe de pescoo2 mos to boas como o ro/o2 ps to bons como a figura2 bons animaes2 bons cavallos2 gravidade1 e mage/ade2 etc4 ,p>a evit>3 ,affectao2 confuso2 muita obra2 fealdade2 desproporo2 desr nas figuras2 ro/os repetidos2 o muito vulg>2 mos ns2 muito panno2 ms mos2 p\ca rev]5cia2 indiscries2 etc4 ,rugrio de ,piles1 amigo de ,c>los du ,fresnoy1 e o melhor comm5tador d seu poema de ,artegraphica1 tambem enriqueceo a biblioteca da ,arte com d\tas obs]vaes suas3 ,a boa disposio1 diz elle1 =ma os gruppos2 e o v]dadeiro modo de grupp> a*a-se em ,raphael1 ,julio ,romano1 ,polidoro1 e outros gr&es me/res4 ,a escolha das bellas attitudes faz a maior p>te das bellezas d gruppo3 a contraposio faz o re/o4 ,deve hav] contra/e no s nas figuras1 mas tambem nas c\sas inanimadas2 hav5do em todos os objectos huma opposio de l9has1 e contornos1 pela qual elles se fao val] huns os outros1 e augm5tem a graa1 que he to necess>ia em tudo4 ,o modo de deit> z prgas tambem p]t5ce composio dos gruppos3 o primeiro requisito das r\pas he que indiquem o que ellas cobrem1 de sorte que se conheo z propores1 e a elegancia das frmas das pessoas1 que z ve/em2 por tanto convem que antes de ve/ir a figura se des5he toda na4 ,z dobras que se encruzo com os membros d corpo no p>eo1 por =tes1 to pr(undas que posso p5etr> z c>nes4 ,z pregas sejo p\cas1 e gr&es2 mas se alguma vez se fiz]em miudas1 siga-se a maxima dos antigos1 que em tal caso z collocavo aos lados dos membros1 e no em cima delles4 ,z gr&es no s ho de contra/> o n1 mas tambem humas z outras1 p>a t]em vida1 e movim5to3 a contraposio he huma especie de gu]ra1 que anima tudo2 mas he necess>ia muita prud5cia1 pr9cipalm5te nas figuras em p1 aonde z contraposies so muitas vezes inv]osimeis1 porque o peso da r\pa a faz cahir direita4 ,a ordem das pregas1 s5do hum effeito dos movim5tos d corpo1 tambem d vida aos mesmos membros1 que p>ecem move-las3 huma discreta repetio de pregas1 em ordem circul>1 ajuda muito o bom effeito dos escoros4 ,z r\pas devem-se sempre e/ud> d natural3 z d manequim p>ecem immoveis1 e he preciso que se lhes tire aquella app>5cia3 os pequ5os figur9os ve/idos de papel molhado podem s]vir p>a o todo de huma composio1 e no p>a cada objecto de p]si4 ,leo ,bapti/a ,alb]ti affirma que no compr1 ou di/ribuir bem os objectos consi/e todo o eng5ho4 ,a v>idade deleita tanto a vi/a1 como o ouvido1 e o palad>4 ,os espectadores n'hum quadro1 inda que e/ejo quietos1 exprimo os seus s5tim5tos4 ,a cabea1 a fronte1 e todos os membros d que e/ tri/e descahem4 ,de sete modos se inovem os corpos3 p>a cima1 e p>a baixo2 p>a a direita1 e p>a a esqu]da2 p>a diante1 e p>a traz2 e em fim gir&o ao r$or3 todos e/es movim5tos entrem nas composies3 huns vo1 outros v5ho4 ,os movim5tos sejo naturaes e suaves3 os arti/as fogosos cuido que z attitudes viol5tas so mais vivas1 e engano-se4 ,os cabellos1 e z r\pas t5ho tambem os sete movim5tos2 mas os ramos das arvores1 agitados pelo v5to1 corr5do todos p>a a mesma p>te1 so bellissimos4 ,qu&o quiz]es compr1 p5sa1 l1 esquissa1 modla1 e p$e conselho aos amigos e talvez aos inimigos1 porque no lisongeo4 ,o ,p9tor deve s] bom1 hone/o1 civil1 e d\to nas bellas ,artes2 deve l] poetas1 hi/oriadores1 oradores1 e sabios1 p>a pod] bem inv5t>4 ,a aco1 diz o ,raphael ,francez ,nicolo ,pus9no1 he a voz da ,p9tura2 sem ella no ha p]suaso4 ,a ,arte sublime requ] quatro c\sas3 #a4;a mat]ia ou argum5to3 #b4;a conceito3 #c4;a e/ructura ou composio3 #d4;a e/ilo4 ,o ,argum5to deve s] gr&e1 h]oico1 e delle se devem de/]r> z c\sas miudas4 ,conceito he hum p5sam5to alto1 elevado1 como o de ,hom]o p>a o seu ,jupit]1 que s com o p5sam5to movia a t]ra1 o ,ceo1 e o m> irado4 ,a composio seja natural1 e no exagg]ada1 ou extravagante4 ,o ,e/ilo he hum modo p>ticul> de p9t> proc$ido d g5io de cada hum1 e que nasce naturalm5te d seu eng5ho4 ,muito agrada a novidade na ,p9tura2 mas e/a novidade no consi/e em a*> assumptos ou motivos novos1 s5o em compor os antigos por novo modo4 ,se o ,p9tor quiz] que o admirem1 no se faa e/ranham5te s+ul>2 mas procure faz] tudo com prud5cia1 e p]feio4 ,a composio de hum quadro 7diz ,ri*>dson7 he de gr&issima consequ5cia2 he a primeira c\sa que se apres5ta nossa vi/a1 e que nos pde prev5ir em seu favor1 ou desgo/>-nos delle2 por tanto1 z figuras de hum pa9el1 e os seus fundos1 devem compr massas de luz1 e de sombra1 que mesmo de longe1 sejo gratas vi/a4 ,em cada pa9el ha de hav] hum sitio mais rico1 e brilhante2 e alli he o lug> da pr9cipal p]sonagem1 e da aco mais notavel1 aonde tudo deve s] mais bello1 e bem acabado4 ,os outros objectos sejo todos subord9ados a e/e2 mas cada hum delles ha de t] huma p>te que dom9e z outras1 e se deixe logo v]4 ,se o ,p9tor fr obrigado a colloc> alguma das figuras pr9cipaes a hum lado1 e em meia luz1 faa-a di/+uir pela cr viva d ve/ido1 como fez o ,ticiano no ,bacco e ,ariana2 ou de outra maneira discreta1 e artificiosa4 ,o ,p9tor deve sab] p]feitam5te a hi/oria que qu] p9t>1 e m$it> depois se pde accresc5t> algum incid5te de sua inv5o1 que no seja inv]osimil4 ,pde tambem s vezes 7mas r>as vezes7 ap>t>-se da v]dade natural1 e hi/orica1 como fez ,raphael1 muito discretam5te1 no ,c>to da ,psca miraculosa1 onde p9t\ huma b>ca muito pequ5a1 proporo das figuras1 a fim de no en*] o pa9el com hum b>co1 ou de no faz] z figuras pequ59as2 c\sa que torn>ia a composio mesqu9ha3 tambem se ap>t\ o mesmo au?or da v]dade hi/orica1 no outro ,c>to d ,p>alytico1 aonde a ar*itectura da entrada p>a o ,templo he de sua inv5o1 e no como con/a que ella era2 mas aquella lic5a foi muito feliz1 porque deo hum r mais nobre1 e mage/oso a todo o pa9el4 ,e/as excepes da regra so p]mittidas2 mas p\cas vezes4 ,cada pa9el hi/orico ha de repres5t> hum unico in/ante de tempo1 e seja quelle que = mais vantajoso4 ,n5hum objecto1 por excell5te que seja1 int]rompa a att5o devida ao h]e4 ,no se introduzo figuras1 ou ornam5tos sup]fluos2 antes pelo contr>io1 conc$a-se alguma c\sa imag9ao1 e ao desejo dos espectadores4 ,em tudo haja gr&e v>i$ade4 ,b>don affirma que o pittoresco de huma composio consi/e em huma s+ul>1 e exquisita escolha dos effeitos da ,natureza1 ajudada pelo go/o1 e espirito su/5tados pela razo4 ,o ,h]oe d quadro deve brilh> alli1 como hum mon>ca entre os seus cortezos1 e attrahir z vi/as d espectador por algum accid5te de luz1 ou p>ticul> effeito de cr2 ou tambem por alguma privao da mesma luz1 manejada com arte4 ,o ,pus9no1 e ,paulo ,v]onez modelavo a composio inteira1 giravo ao r$or della1 e escolhio o ponto de vi/a1 e o aspecto mais vantajoso1 p>a o seguir1 e imit>4 ,a luz pr9cipal deve s] unica2 mas p>a que o effeito d quadro no p>ea de lant]na1 ou luz de noite1 hajo alguns reclamos della nas pr9cipaes p>tes da composio2 sempre em m>*as diagonaes4 ,&r ,felibi51 trat&o da composio1 inculca como o mais r>o e p]feito exemplo de/a p>te ess5cial da ,arte1 o precipicio dos gigantes p9tado por ,julio ,romano no palacio d ,t4 ,como ,julio era tambem o ar*itecto daquelle palacio1 m&\ faz] o salo r$ondo1 e lizo como hum =no3 os mesmos aliz>es1 e a *am91 ero feitos vontade da p9tura4 ,toda a casa p>ecia hum s pa9el repres5t&o huma va/a camp9a por onde muitos gigantes levo montanhas s co/as1 e vo colloca-las em cima d'outras p>a d> hum assalto ao ,olimpo4 ,a d]rota comea3 os gigantes maiores e/o no primeiro pavim5to j pro/rados por t]ra3 alguns jazem debaixo das montanhas2 e ,bri>o e/ quasi todo sot]rado4 ,pelo rto de huma gruta se avi/o muitos ao longe1 que fogem am$rontados1 e so colhidos pelos raios de ,jupit]4 ,no mesmo tempo1 os templos1 e os gr&es edificios cahem arru9ados em cima de outros2 fic&o a *am91 entre p>$es e columnas precipitadas1 f+9do p>te da ru9a2 e to arti/am5te executada1 que qu&o se acc5de o lume1 p>ece que ardem os gigantes1 e que he huma boca d inf]no1 por onde ,pluto1 em companhia das ,furias1 se vai precipit> no ,t>t>o4 ,qu&o se compe1 deve-se deix> o g5io em pl5a lib]dade2 e s depois de feita a composio he que se ha de consult> a natureza2 e depois o ,antigo1 p>a em5d> por elle os defeitos d natural4 ,he preciso v>i> todos os objectos1 mas sem viol5cia nem affectao3 ha de p>ec] que z figuras se collocro por si mesmas2 e ni/o consi/e a graa da disposio4 ,antonio ,rafael ,m5gs1 a quem os arti/as mod]nos *amo o ,raphael ,alemo1 ens9a que o ,p9tor1 antes de comear qualqu] composio1 deve-se faz] s5hor no s daquella passagem hi/orica que qu] p9t>1 mas tambem de toda a hi/oria que lhe he relativa1 p>a conhec] p]feitam5te z indoles de todas z p]sonag5s que ha de pr na sc5a2 o que se no pod]ia faz] com muito ac]to sem z conhec] a fundo1 e sem sab] com quaes vi/as se movo a aco2 por que se deve manife/>1 na pessoa que a e/ faz5do1 e na sua fysionomia1 o seu proprio c>act]1 e qual seja o motivo porque a faz4 ,he preciso tambem transf]ir-se ao tempo1 ao lug>1 e aos usos das g5tes que se repres5to2 e d>-lhes os ve/idos proprios das suas naes1 e dos seculos em que viv]o1 ou s5o con/> bem1 ao m5os os das naes com quem tratavo1 ou donde proc$io4 ,em quanto s contraposies nas figuras1 siga-se como regra g]al1 que1 se hum brao avanar1 a p]na daquella p>te1 e o outro brao devem recu>3 os dois braos nunca ho de avanar1 porque n+uem pod] recu> ambas z p]nas sem cahir3 a cabea incl9e-se p>a a p>te d brao levantado1 e volte-se p>a onde a mo e/iv] mais avanada3 n5hum membro deve =m> angulo recto2 nem dois membros ho de s] reciprocam5te p>allelos4 ,huma das mos nunca se deve a*> defronte da outra2 e n5huma extremidade e/eja na mesma l9ha v]tical1 ou horisontal de outra2 nem se encontrem duas mos e hum p1 ou dois ps e huma mo1 collocados em l9ha recta4 ,o gruppo he huma unio de figuras que se ho de encade> humas com outras1 e em num]o imp>2 como #c1 #e1 #g1 ou ao m5os seja compo/o de dois num]os imp>es como #f1 #aj1 #ad4i ,a composio d gruppo seja piramidal1 mas de planta r$onda1 como huma fogueira3 z gr&es massas ho de e/> no meio3 os lug>es das figuras =mem l9ha curva1 e no recta3 no concorro duas cabez na mesma l9ha horisontal ou v]tical3 os dois braos ou z duas p]nas da mesma figura nunca t5ho escoro igual2 e a que nos mo/ra a palma de huma das mos1 deixe v] a co/a da outra4 ,app>eo z p>tes mais bellas dos corpos1 como z juntas1 o pescoo1 z espaduas1 os cotovelos1 pulsos1 joelhos1 co/as1 e peitos2 e i/o por dois motivos2 primeiro1 porque nas extremidades1 e articulaes pode-se deix> v] muita expresso1 e muita sab$oria2 segundo1 porque os peitos e z espaduas so z p>tes mais gr&iosas d corpo1 e z mais capazes1 por isso mesmo1 de reunir no gruppo gr&es massas de luz1 e de cr agradavel1 qual he a das c>nes4 ,nas mulh]es1 todas z p>tes nuas1 que se podem v] hone/am5te1 so mui gratas vi/a2 mas algumas1 como os peitos1 p>ecem mais bellas no e/&o de todo descub]tas4 ,qu&o se comb9o v>ios gruppos tambem devem s] em num]o imp>1 ou hum inteiro no meio d quadro1 e duas ametades aos lados4 ,a figura mais nobre e/eja sempre no d meio1 e z mais notaveis aproximem-se ao h]e2 mas e/e e/eja no segundo pavim5to1 e no no primeiro1 p>a s] como o c5tro no circulo dos espectadores4 ,a tortuosidade na planta d gruppo1 pde s] concava1 ou convexa2 porque de ambas z sortes se pde colloc> no meio o objecto pr9cipal1 e o mais brilhante4 ,inda que se deva faz] al>do das mais bellas p>tes1 evitem-se com gr&e cuidado z rplicas2 porque sem a v>i$ade no ha agrado4 ,qu&o fr possivel1 meto-se na composio pessoas d'ambos os sexos1 e de todas z idades2 o que produzir huma v>idade muito grata nas expresses1 e nas aces4 ,corregio di/ribuia assaz bem os gruppos2 mas dispunha-os antes p>a produzirem bellas massas de cl>'escuro1 que p>a exprimir quaesqu] affectos4 ,foi admiravel nos escoros1 e he de cr] que fazia figur9os de c]a p>a todas z composies dos tctos1 a fim de pod] obs]v> bem os contornos1 e o cl>'escuro das figuras escoradas2 e e/e era o =te da sua composio4 ,fugia de deix> v] nos corpos que p9tava1 z p>tes rectas2 e tanto1 que r>as vezes fez cabez que no fossem vi/as debaixo1 ou de cima2 e nunca de fr5te4 ,o mais egrgio ,p9tor cujas obras se conhecem1 ,raphael1 foi no s sublime1 mas s+ul> na composio2 e e/a he a p>te da ,p9tura em que foi mais sabio4 ,elle a inv5t\2 porque nem entre os p\cos quadros antigos que pde v]1 nem entre os mod]nos1 a*\ p]feito modlo p>a imit>4 ,a pr9cipal c\sa que se deve obs]v> em hum quadro he a inv5o2 i/o he1 a expresso v]dadeira de hum assumpto3 e ni/o no teve igual4 ,n5huma das figuras que elle poz em sc5a pod]ia s]vir em assumpto de div]sa expresso4 ,o p5sativo1 o alegre1 o melancolico1 o col]ico1 todos se a*o na sua compet5te situao3 nem a expresso p]feita se a*a s em cada figura2 mas todas ellas1 e os episodios1 correspondem p]feitam5te paixo da pr9cipal p]sonagem4 ,mo/r\ gr&issimo tal5to na v>i$ade com que s\be exprimir huma gr&e paixo1 faz5do s vezes int]vir muitas figuras em hum movim5to p>cial2 e i/o no por acaso1 ou por en*] o quadro1 mas pelo p$ir assim a =a da expresso4 ,nos seus quadros ha de ord9>io muita v>i$ade de c\sas1 sem contradies2 paixes viol5tas1 sem de=midades2 mo/r&o a expresso algumas vezes1 at no movim5to de hum d$o1 e no effeito que fazem z paixes sobre z p>tes t5d9osas1 e aponevroticas4 ,muitas c\sas que em outros s]io defeitos1 ero nelle gr&es bellezas pelo modo com que z accommodava4 ,entre hum quadro de ,raphael1 e o de qualqu] outro ,p9tor ha a mesma diff]5a1 que hav]ia entre hum h]e como ,alex&re1 e hum com$iante que o quizesse repres5t>2 e i/o1 porque os outros toco algum dos extremos nas attitudes1 e nas expresses2 mas ,raphael dava s suas figuras os proprios movim5tos da alma3 p>a esse fim seguia huma pratica div]sa d co/ume4 ,os ,p9tores pem ord9>iam5te toda a sua att5o nos gruppos1 e na composio de cada figura1 segundo z contraposies1 e z regras da ,arte2 porem elle comeava por figur> na sua m5te o total da sua hi/oria1 e todos os objectos que pod]io concorr] p>a a expresso g]al1 e depois he que tratava de cada figura em p>ticul>1 eleg5do os membros que havio de coop]>1 segundo z paixes d animo2 deix&o mais ou m5os quietos os que nellas no t9ho p>te3 obs]v&o o c>act] de cada figura2 porque hum ,apo/olo1 ou hum ,filos(o no se ha de mov] como hum soldado1 nem huma hone/a donzella como huma m]etriz4 ,assim he que demon/rava1 tanto z paixes int]nas que se indico pela te/a1 olhos1 n>iz1 boca1 d$os2 como z ext]nas que movem o corpo todo2 porque o seu excesso no admitte mod]ao4 ,nunca fazia z aces completas2 porque1 se hum homem que cam9ha no tem acabado de =m> o passo1 e/ em movim5to1 tem vida1 e sabemos o que faz2 mas se tivesse acabado o passo no sab]iamos o que t9ha feito nem o que hia faz]4 ,o ,p9tor de ,urb9o t9ha de mais a l\vavel facilidade1 e huma c]ta neglig5cia app>5te1 to difficil de conseguir2 como tambem a arte de occult> com felicidade hum membro1 huma mo1 hum p2 ou p>a no mo/r> p>tes ociosas1 ou p>a no affront> z p>tes pr9cipaes1 ou em fim p>a evit> o mo effeito que pod]io alli faz]4 ,a composio he em g]al de duas especies2 a expressiva1 e a de gr&e effeito3 ne/a1 que he mais propria p>a z gr&es maqu9as1 como cupulas1 tectos1 etc4 =o excell5tes o ,corregio1 o ,lanfranco1 ,p$ro de ,cortona1 e ,lucas ,jordo2 ella agrada muito1 e a muitos4 ,em quanto expressiva1 que sem duvida he a mais sabia1 bella1 e difficultosa1 n5hum *eg\ a ,raphael2 mas o ,dom5iqu9o1 e o ,pus9no approxim>o-se muito4 ,se n'huma composio ,raphael fizesse z figuras1 ,pus9o o fundo1 e ,dom5iqu9o os rapazes1 s]ia ento p]feitam5te expressiva4 ,bem se v que a p>te pr9cipal toca a ,raphael1 e que elle por consequ5cia1 foi na expresso o maior de todos os ,p9tores4 ,o ,abbade ,joo ,bapti/a ,dubs1 nas suas ,reflexes criticas sobre a ,p9tura deixa v] em muitos lug>es1 que p\co ent5dia da ,arte2 mas como era sabio1 e t9ha lido bons au?ores1 diz tambem algumas c\sas att5diveis4 ,elle obs]va que ha assumptos excell5tes p>a a ,poesia1 que nem por isso so bons p>a a ,p9tura4 ,a hi/oria ,sagrada1 a ,grega1 e a ,romana =necem assumptos pittorescos1 e int]essantes2 assim como a hi/oria ,franceza s] bem acceita em ,frana1 e a ,portugueza em ,portugal4 ,o sacrificio de ,efig5ia no he proprio p>a figur9has de huma paizagem4 ,v5us1 e z ,graz no se devem faz] colossaes4 ,le ,brun s]vio-se bem da allegoria mixta qu&o p9t\ ,luiz ,,xiv4 em hum c>ro1 guiado pela ,victoria1 atropel&o z ,cidades e os ,rios da fronteira ,holl&eza4 ,a ,hespanha1 qu]5do susp5d]-lhe a m>*a2 recebe alguns tiros1 e deixa cahir a masc>a4 ,a prud5cia em taes composies he mui precisa2 porque nada faz diz] tantas tolices como o excessivo desejo de p>ec] discreto1 e sabio4 ,claudio ,watelet comps hum elegante poema sobre a ,p9tura3 ,public>o outros dois1 o ,abbade de ,m>sy1 e o ,panegyri/a de ,p$ro ,mign>d3 todos tres fall>o muito bem na composio2 mas como o que sobre ella discorr]o se encontra com o que j temos dito1 ou vamos diz]1 no augm5t>emos e/e volume com inuteis repeties4 ,pelo mesmo motivo omittiremos tambem o que a e/e proposito diss]o ,le ,comte1 e outros muitos4 ,daniel ,webb1 era mais v]sado nas letras humanas1 que practico nas boas artes3 em ,roma frequ5t\ a casa de ,m5gs1 e aproveit\-se dos seus dictames3 apes> disso1 a sua d\tr9a1 inda que corroborada com s5t5z de au?ores gravissimos1 no c>ece de s(ismas4 ,elle diz que a ,hi/oria p9tada t5do muita correlao com o ,poema dramatico podemos alli consid]> a sc5a1 e a poesia4 ,a excell5cia da primeira consi/e em huma agradavel disposio das figuras que compe a aco4 ,se de noite1 prosegue elle1 levant>mos os olhos aos ,ceos1 a nossa att5o no s] attrahida por algumas e/rellas espalhadas c1 e l2 mas recahir logo sobre aquellas que e/o gruppadas em con/ellaes2 e por esse motivo z composies bem gruppadas de ,lanfranco1 e d ,cortona1 agrado muito mais1 que z disp]sas d ,dom5iqu9o2 inda que e/e fosse maior ,p9tor que os outros4 ,francisco ,xavi] ,lobo1 ,p9tor ,lisbon5se1 d ultimo seculo1 era amigo de p5s>1 e dado leitura e especulao da ,arte3 elle escreveo alguns dialogos criticos sobre a ,p9tura pratica1 e especulativa4 ,au?orisa-se com ,leon>do de ,v9ci p>a exigir que o ,p9tor hi/orico n5huma c\sa ignore d que p]t5ce ,arte2 porque no pa9el se ha de a*> tudo2 figura1 ar*itectura1 paizag5s1 fructos1 flores1 etc43 e por isso aqui fall>ei1 diz elle1 d que alguns e/ranh>o que eu falle ,qu&o o ,p9tor di/ribuir z figuras na sua composio deve lembr>-se logo das luzes1 e cres que lhes ha de d>2 d&o-lhes attitudes1 e movim5tos taes1 que no emb>acem o effeito d cl>'escuro4 ,he evid5te que huma cabea voltada contra a luz no faz o mesmo effeito que voltada p>a ella4 ,o objecto pr9cipal no se ponha da p>te da sombra4 ,nas figuras ve/idas p>ea sempre que ha algum r entre a c>ne e z r\pas2 mas nas ,santas ,imag5s deve-se us> i/o com muita mod]ao p>a que no p>eo danar9os2 antes inspirem affectos de devoo4 ,tem muitos au?ores feito os seus pa9eis segu9do dois p5sam5tos1 ambos possiveis2 hum de romp] com cl>o por detras de algum corpo escuro que e/eja no primeiro pavim5to2 i/o he1 logo na entrada d pa9el2 outro de d> a =a da luz ne/a mesma entrada1 e hir por degraos abat5do os cl>os p>a o fundo3 o primeiro me p>ece bom2 o segundo melhor2 porque1 no affecta sab$oria de arte4 ,b5to ,coelho foi sem duvida hum gr&e compositor2 e com tudo1 so r>os os seus quadros que t5ho figuras t5ebrosas na entrada1 z quaes muitas vezes p>ece que furo e recorto o pa9el4 ,atqui o nosso ,lobo2 mas a passagem p>ece-me digna de algumas obs]vaes4 ,o escuro1 diz ,m5gs1 he melhor que o cl>o p>a se pr adiante2 porque1 alm de outras razes muito att5diveis1 por muito cl>os que se fao os objectos p9tados1 sempre p>ec]o fracos1 e p\co brilhantes1 em comp>ao da luz natural2 e por isso1 os habeis arti/as sempre fiz]o alguma massa escura no primeiro pavim5to4 ,e/as regras porm1 tem como todas1 ba/antes excepes4 ,a regra mais univ]sal que se possa seguir1 he1 segundo me p>ece1 que no primeiro pavim5to ha de a =a da massa s] toda oppo/a ao tom d fundo d quadro3 se o dito fundo = cl>o de/ac> bem1 e p>ec] vis9ha a ns huma massa escura2 com tanto que seja mod]ada1 e suave nos contornos2 mas se o fundo fosse escuro1 hum corpo tambem escuro1 inda que e/ivesse no primeiro pavim5to1 p>ec]ia e/> mui longe1 e no f>ia effeito algum4 ,b5to ,coelho1 que fazia os fundos quasi pretos1 punha sempre o branco no primeiro pavim5to1 o v]melho ou am>ello no segundo1 e assim hia degrad&o4 ,raphael us\ tambem pr os brancos1 e os maiores cl>os adiante d pa9el1 a9da mesmo qu&o os fundos no ero muito escuros2 o que se pde v] na ,transfigurao1 na ,batalha de ,con/ant9o1 na ,escla de ,a!nas1 e em quasi todas z suas composies2 mas os ,v5ezianos1 e muitos ,francezes1 como ,le ,brun1 em algumas batalhas de ,alex&re1 e no ,triunfo de ,j]usalem1 tem po/o a diante corpos sombrios2 o que s5do feito em pa9eis de muitas figuras1 e com sabio artificio1 facilita muito o bello effeito d todo4 ,d4 ,jos ,nicolo de ,az>a diz que a ,composio he a arte de bem colloc> z p>tes que compe hum todo4 ,o ,poeta pde repres5t> a sua aco em v>ios pontos2 mas o ,p9tor s pde escolh] hum unico ponto em toda a aco1 e nelle ha de repres5ta-la precisam5te e quasi conc5tra-la1 sem trat> d que o prec$e1 ou d que o segue4 ,e/e ponto deve s] o mais ess5cial da hi/oria1 pelo qual se ent5da facilm5te o re/o2 e1 como dizia ,m5gs1 a hi/oria ha de se explic> pelo quadro1 e no o quadro pela hi/oria4 ,por expresso ent5do a arte de pat5te> conv5i5tem5te os affectos por meio de toda a sorte de s9aes ext]iores4 ,a unio da alma com o corpo1 he tal1 que no pde nella hav] movim5to algum1 que no excite nelle o seu movim5to correspond5te4 ,dev5do pois o ,p9tor d> aco s suas figuras1 e/as devem exprimir nos seus semblantes1 e em todo o re/o dos seus corpos aquellas alt]aes1 que so proprias das paixes que lhes suppomos2 rejeit&o porm z que prejudic>io a graa e a belleza1 ou faz5do-z de hum modo agradavel1 vi/o que1 entre os extremos de todas1 ha hum gr&e num]o de gradaes mais ou m5os viol5tas4 ,o ,laoconte1 e seus filhos1 exprimem a mais dolorosa situao1 que a humanidade possa s(fr]1 sem prejudic> com os seus ge/os1 e convulses a belleza das =mas3 deix&o-se v] no pai1 huma gr&e alma sup]ior sua desgraa2 e nos filhos1 que s5tem iguaes dores1 e p$em soccorro ao pai sem movim5tos1 que desfigurem a belleza de seus corpos1 e sem falt> no mesmo tempo =a da expresso4 ,o gruppo da ,niobe he outro exemplo da nobre maneira1 com que os ,gregos exprimio z situaes mais viol5tas sem alt]> a =mosura dos seus objectos3 c\sa v]dadeiram5te gr&e1 e difficil6 ,os ,gregos possuio e/a arte com tal magi/]io1 que nas suas e/atuas1 p>ece que elles no se occupavo com a expresso2 porque lhes davo sempre hum tal rep\so1 que mo/ro toda a belleza sem alguma alt]ao2 e com tudo1 cada huma diz o que deve diz]1 pois que hum suave e doce movim5to da boca1 dos olhos1 ou sm5te a aco1 exprime o affecto1 encant&o a alma1 e os s5tidos4 ,entre os mod]nos h\v]o muitos que s t9ho por expressivas z figuras espritadas2 faz5do com muito trabalho muito p\co effeito4 ,o celebre ,w9ckelmann obs]v\ que os antigos t9ho adoptado duas regras pr9cipaes de ,composio1 das quaes nunca se affa/avo1 primeira a economia das figuras1 segunda a mod]ao nas suas attitudes4 ,em quanto primeira1 p>ece que a regra de ,sophocles de nunca pr na sc5a mais de tres figuras1 era tambem a regra dos ,p9tores4 ,os ,antigos sabio exprimir muito com p\co4 ,!on p9t\ a lucta de hum s gu]reiro contra muitos adv]s>ios1 sem pr no pa9el mais que o h]oe4 ,d baixo-relevo de ,meleagro1 e de v>ias p9turas d',h]culano1 con/a que elles sabio bem grupp> qu&o lhes conv9ha2 mas no go/avo da confuso3 tambem conhecio o contra/e ou contraposio1 como os poetas1 e oradores conhecio a anti!sis2 mas fazio-a natural1 como nascida d seu assumpto1 e no como filha de hum gr&e es=o d g5io1 como fazem muitos arti/as d'agora1 p>a os quaes o contra/e he tudo1 e desculpa tudo4 ,z ,p]sonag5s d'huma composio devem1 em primeiro lug>1 s] discretas1 e tranquillas2 e no ho de t] movim5tos viol5tos1 e convulsivos1 como z d celebre ,la ,fage3 segundo no se ha de nella introduzir c\sa alguma que seja inutil1 ou ociosa3 t]ceiro tudo deve s] div]sificado1 sem repetio de movim5tos1 attitudes1 etc4 ,aquelle que escrev5do ao seu amigo1 lhe dizia ,eu no t5ho tempo p>a me exprimir mais laconicam5te sabia bem1 que o p\co1 e bom1 he mais difficil1 que a gr&e sup]abundancia4 ,tiepolo#aj fazia mais em hum dia1 que ,m5gs em huma semana2 mas a obra de ,m5gs1 inda que m5or em quantidade1 valia mais4 ,o ,juizo f9al de ,miguel ,angelo1 e a ,batalha de ,con/ant9o de ,rafael1 so duas gr&es esclas de ,composio4 ,a m di/ribuio dos objectos conduzio o ,c>avagio1 e o ,hespanholeto a huma maneira negra1 e mui desagradavel3 os que se colloco com intellig5cia1 como recebem melhor z luzes1 so mais cl>os e mais di/9ctos2 porm os mos conhec$ores daquelle tempo admiravo aquella maneira negra1 e a pref]io dos ,c>a*es1 e d mesmo ,guido1 s porque ero cl>as4 ,p$ro ,mign>d exam9&o huma das ,sagradas ,familias de ,raphael1 da colleco ,real de ,frana1 obs]v\ que s5do a gr&eza da expresso a c\sa mais admiravel daquelle ,arti/a1 e a que lhe dra o titulo de ,div9o1 comearia por l\v> a gr&e mode/ia1 e respeito que se admira no ro/o1 e ge/o de ,nossa ,s5hora2 o amor de/a ,santissima ,mi p>a seu filho1 e a t]nura d ,filho p>a sua ,mi2 a v5]ao de ,santa ,isabel1 e a pr(unda humildade de ,s4 ,joo2 o rep\so de ,s4 ,jos1 e o go/o acompanhado de admirao to bem exprimido nos semblantes dos dois ,anjos4 ,elle disse que naquelle quadro se via bem a elevao d espirito1 e o gr&e juizo d ,au?or1 consid]&o de que maneira elle se conduzira naquelle trabalho1 e a escolha que fiz]a de quanto ha mais bello p>a orn> com decro z suas ,figuras4 ,em quanto ,disposio1 elle z colloc\1 segundo z suas dignidades4 ,poz o ,m59o ,jesus no primeiro lug>1 e ,nossa ,s5hora no segundo3 inda que todas z figuras e/ejo att5tas a hum s objecto1 e occupadas em contempl> o ,deos ,m59o1 no ha huma s1 cujo ro/o no seja vi/o vantajosam5te1 e de que z p>tes todas no e/ejo dispo/as de huma maneira a mais agradavel4 ,mign>d fez tambem v] que pelo meio das luzes1 e sombras1 no sm5te do a =a1 ou debilidade conv5i5te a todos os corpos2 mas fez que a luz p>ecesse mais viva sobre z figuras pr9cipaes1 t5do-a espalhado mais =tem5te sobre o ,corpo d ,m59o1 e depois pelas outras1 com tal discrio1 que no recebem s5o a que lhes he necess>ia p>a faz] todo o effeito que o assumpto requ]4 ,p>a illum9> sup]iorm5te o ,m59o evit\ ,raphael todos os incid5tes que pudessem int]romp] os raios da luz1 e faz]-lhe alguma sombra1 a fim de no hav] a m5or obscuridade naquelle1 que he a fonte de toda a luz4 ,temos allegado ba/antes au?oridades1 e trazido memoria hum num]o de regras1 e preceitos sobre a ,composio1 que p>ece suffici5te p>a encam9h> z ,s5horas applicadas3 re/a-nos sm5te diz] alguma c\sa d que ens9a ,d4 ,antonio ,palom9o4 ,o (ficio de ,polymnia1 diz elle1 he manife/> os conceitos que concebe o ent5dim5to2 o que o ,p9tor pde faz]1 d&o s figuras p9tadas to viva expresso de paixes e affectos1 que p>ea que e/o fall&o4 ,a composio1 seja de huma ou muitas figuras1 deve s] hone/a2 mas a nudeza pde s] hone/a1 e mesmo edificante1 como he em ,jesus ,*ri/o1 em ,susana1 nas ,santas m>tyres1 nas ,almas d ,purgatorio1 e em muitas outras p9turas4 ,o ,padre ,sigu5za1 na ,hi/oria da ,ordem de ,s4 ,j]onymo1 reprova muito o zelo indiscreto dos que m&ro cobrir huma p]na na de ,santa ,m>g>ida em hum quadro d ,ticiano1 que e/ava no ,escurial2 c\sa1 a que outro au?or *am\ scio*issima correzione4 ,a p9tura de corpos ns he indiff]5te em gr&e num]o de fabulas1 ao mesmo tempo que em figuras ve/idas encontro-se s vezes actos provocativos2 e e/as imag5s so obsc5as sem s]em nz4 ,palom9o ens9a tambem outros dois modos mais faceis de inv5t>3 ao primeiro *ama elle faz] por e/ampa2 porque consi/e em p9t> o pa9el todo por huma s e/ampa1 ou des5ho alheio1 pondo o colorido da sua inv5o3 ao segundo *amo os ,p9tores furt>2 porque he furtado de muitas e/ampas4 ,o tal5to de bem furt> he p\co inf]ior ao da total inv5o2#aa porque alm de s] orig9al a composio e colorido1 he preciso gr&e magi/]io p>a arranj> os objectos furtados debaixo de huma s e mesma luz1 e de hum s ponto de vi/a1 e de di/ancia1 de sorte que p>ea que tudo foi feito p>a aquelle lug>2#ab e he muito melhor copi> bem1 ou compr por e/ampas1 que faz] mal de pura ida4 ,mas quem pud] consult> o natural1 e o s\b] imit> bem1 esse s] mais applaudido4 ,tambem se pde seguir a composio de hum quadro1 ou e/ampa1 em quanto s massas de luz e de sombra1 mud&o todas1 ou algumas figuras2 e/ud&o-z porm d natural1 e no faz] de pura pratica2 porque conduz ao maneirado4 ,temos r$uzido a p\cas pag9as quanto se a*a de maior int]esse em muitos volumes sobre a ,composio1 relativa ao gr&e ,g5]o2 e se e/e trabalho = bem acceito1 proseguiremos com go/o o re/o da obra1 que s] igualm5te resumido e int]essante4 ,no fim d>emos tambem hum catalogo das insignes ,p9toras ,portuguezas1 e ,e/rangeiras4 ,,fim4 99,notas399 #a ,br\w] foi hum gr&e ,p9tor ,holl&ez de ,bambo*atas2 mas foi tambem hum gr&e beb$o4 ,de ,piles vie des ,pe9tres1 ,mor]i1 ,h\brak51 etc4 #b ,homem fac9oroso1 que e/eve preso na ,torre de ,civitave*ia2 e s5do p]doado pela sua p]icia na ,arte1 em gratificao p9t\ alli algumas casas1 que os curiosos vo admir>4 ,falla nelle ,vieira no ,canto #g4o pag4 #bea4 #c ,p9tor facto1 que se ridicul>isava em pblico com z suas macaquices4 ,veja-se a sua vida em ,vas>i1 ,de ,piles1 no ,bocacio1 etc4 #d ,o primeiro fez o famoso ,crucifixo que se affirma fallra a ,santa ,brigida3 o segundo era religioso de ,s4 ,dom+os1 muito e/imado d ,papa ,nicolo ,v4 a quem recus\ o ,arcebispado de ,flor5a3 ambos viv]o e morr]o em *eiro de ,santidade4 #e ,massol9o1 he o mesmo que ,?omaz9ho4 #f ,alli j havia huma ,igreja d$icada a ,santa ,m>t9ha1 que ,xi/o ,v4 em #aehh deo ,academia dos ,p9tores1 a qual a re$ific\ com gr&e magnific5cia1 e a d$ic\ a ,s4 ,lucas1 no tempo de ,urbano ,,viii4 #g ,cimabue1 ,flor5t9o1 he consid]ado como o pai da ,p9tura mod]na1 por t] sido o primeiro que deu alguma sombra de regul>idade s figuras p9tadas4 ,morreo em #abid t5do #ha annos de idade4 #h ,por ,antigo ent5dem os ,arti/as z mais bellas esculpturas1 que nos re/o dos antigos ,gregos1 e ,romanos2 taes como a ,v5us de ,m$icis1 o ,apollo1 o ,laoconte1 o ,gladiador1 etc4 #i ,todas z regras g]aes tem v>ias excepes4 #aj ,joo ,bapti/a ,tiepolo1 gr&e ,p9tor a fresco1 ,v5eziano1 concorreo com ,m5gs1 e ,corado na p9tura dos tectos d ,palacio ,real de ,madrid4 ,a sua composio1 e colorido encantavo2 mas na correco d des5ho era muito inf]ior a ,m5gs4 #aa ,era o tal5to de ,&r ,gonalves1 de ,ignacio de ,oliveira1 d ,ro*a1 d ,bruno1 de ,negreiros1 de ,roque ,vic5te1 d ,padro1 e de quasi todos os nossos bons ,p9tores2 porque entre ns he mui difficultoso pod]-se o ,arti/a s]vir d natural2 nem o ,pblico o exige4 #ab ,depois que se inv5tro z e/ampas1 alguns arti/as1 mesmo da primeira ordem1 se s]viro s vezes dellas4 ,miguel ,angelo go/\ tanto d'huma inv5o de ,heemsk]k1 que a p9t\4 ,&r del ,s>to s]vio-se das de ,alb]to ,dur]4 ,muitos habeis ,p9tores d tempo d ,p>maso p9tavo pelas suas e/ampas3 e/a p9tura agrada a muitos1 porque he mais b>ata2 mas toda a nao que se cont5t> com ella1 nunca f> gr&es progressos na p]feio da ,arte3 t] brilhantes cry/aes2 mas no t] diamantes4 ,li/a de erros corrigidos ,aqui encontram-se li/ados todos os erros encontrados e corrigidos3 ---------------------------------------- ------------- ,orig9al ,correco ---------------------------------------- ------------- pg4 #ai ,rephael ,raphael pg4 #cb ,le ,brnn ,le ,brun pg4 #ci muito muita pg4 #ej ,qu9tiliauo ,qu9tiliano pg4 #ed afficta aflicta pg4 #ee p\ a p\ca pg4 #ef elless e elles se pg4 #fi av>i$ade a v>i$ade ---------------------------------------- ------------- ,=am adicionadas aspas onde =am necessrias 7ex3 qu&o se iniciavam e no t]m9avam e vice-v]sa74