,,boletim ,,da ,,real ,,associa,o ,c5tral da ,agricultura ,portugueza ,,sep>ata ,o cr$ito agricola em ,portugal 7,conf]5cia realisada na ,real ,associao ,c5tral da ,agricultura ,portugueza7 ,,por ,,jayme ,,de ,,magalh,,es ,,lima #ahii ,,typ4 ,,e/ev,o ,,nunes ,,filhos ,r4 d',assumao1 #ah a #bd ,,lisboa ,,boletim ,,da ,,real ,,associa,o ,c5tral da ,agricultura ,portugueza ,,sep>ata ,o cr$ito agricola em ,portugal 7,conf]5cia realisada na ,real ,associao ,c5tral da ,agricultura ,portugueza7 ,,por ,,jayme ,,de ,,magalh,,es ,,lima #ahii ,,typ4 ,,e/ev,o ,,nunes ,,filhos ,r4 d',assumao1 #ah a #bd ,,lisboa ,sep>ata d ,boletim da ,real ,associao ,c5tral da ,agricultura ,portugueza ,o cr$ito agricola em ,portugal ,conf]5cia realisada na sde da ,associao em a noite de #ai de abril por ,,jayme ,,de ,,magalh,,es ,,lima ,,meus ,,s5hores3 ,encontr&o-me n'e/e log> por virtude d'um convite da ,real ,associao ,c5tral da ,agricultura ,portugueza1 a m9ha primeira obrigao agradec] a honra que esse convite p>a mim significa4 ,essa obrigao cumpro-a com devoo1 no s pelo respeito que me m]ecem z pessoas que me convid>am mas a9da pela sup]ior consid]ao que ha muito votei classe a que p]t5cem4 m9ha convico que1 se ha possibilidade de consolidao e des5volvim5to nacional1 n5huma classe e/ de/9ada a t] n'essa gr&e obra maior e mais proveitosa influ5cia d que a dos agricultores e propriet>ios ruraes2 porque em n5huma outra mais intimo e con/ante o contacto de gr&es e pequ5os1 a p5etrao das div]sas condies n'um labor conjugado e solid>io e1 por consegu9te1 em n5huma outra dev] manife/>-se mais int5sam5te e/a h>monia social1 e/e equilibrio moral e economico que a cora de toda a gr&eza politica e que a condio fundam5tal da paz e da v]dadeira prosp]idade4 ,mo/r\ a direco d'e/a ,real ,associao desejos de que me occupasse d cr$ito agricola4 ,at por e/e lado o convite me foi agradavel6 ,o cr$ito agricola uma que/o sempre e p>a todos int]essante1 mas p>ticul>m5te p>a ns1 n'e/e mom5to1 da maior opportunidade4 ,e/udado ha muito pelos trabalhos dos publici/as e pelas t5tativas dos legisladores1 no se pde diz] a9da uma que/o resolvida mas pde affirm>-se que nunca como hoje se approxim\ tanto d'uma soluo pratica e efficaz1 d'uma soluo1 direi mesmo1 iniciada com gr&es b5eficios e com esp]anz a9da maiores4 ,oxal a m9ha capacidade correspondesse magnitude d problema6 ,bem sei que infelizm5te no corresponde e que d'elle se di/ancia de modo incomm5suravel4 ,por isso no confiado n'ella que v5ho aqui mas pura e unicam5te na c]teza de que o sab] e a indulg5cia dos que me ouvirem supprir a insuffici5cia dos meus conhecim5tos e a e/reiteza d meu p5sam5to4 ,o cr$ito agricola 1 meus s5hores1 uma que/o e/udada pelos nossos publici/as4 ,entre os seus trabalhos1 que so num]osos e de valor1 avultam o que em #ahhh public\ o illu/re agronomo sr4 ,joo ,a*illes ,ripamonti e z longas pag9as que no seu ultimo livro1 ,a ,t]ra1 o sr4 ,anselmo d',&rade consagr\ a e/e assumpto2 ambos conqui/>am log> privilegiado na litt]atura agricola nacional1 o primeiro pelos elem5tos que colligiu sobre z in/ituies d re9o e o segundo pela pr(undeza e pela multiplicidade d'aspectos com que enc>a o problema4 ,s]ia (f5d] a illu/rao dos que me ouvem fall>-lhes dos bancos da ,allemanha1 da ,escocia e da ,italia que fazem descontos lav\ra ou por qualqu] outro modo lhe pre/am s]vios4 ,so d conhecim5to de todos2 a sua organisao e/ descripta innum]as vezes e z suas vantag5s teem sido to l>gam5te apregoadas como reconhecidas4 ,demais1 uma outra razo me obriga a s] breve n'e/e ponto4 que temos uma in/ituio nacional que nada fica a dev] em b5eficios aos bancos popul>es e/rangeiros e que1 no sei bem por que capri*o1 muito p\co conhecida entre ns4 ,refiro-me ,caixa ,economica d',aveiro4 ,a ,caixa ,economica d',aveiro foi fundada ha c]ca de qu>5ta annos 7em #aheh7 pelo fallecido sr4 ,nicolau de ,bett5c\rt que1 s]v9do n'aquella cidade o log> de gov]nador civil e t5do fundado nos ,aores1 d'onde era natural1 uma caixa inteiram5te igual1 quiz assignal> a sua passagem no gov]no d di/ricto com uma creao cujos b5eficios j por exp]i5cia conhecia4 ,p>a isso p$iu1 in/\ e conseguiu a coop]ao de todos os pr9cipaes propriet>ios e capitali/as da t]ra que no eram muitos4 ,esses propriet>ios reuniram-se e por escriptura publica =m>am uma associao de/9ada a receb] depositos em conta corr5te com o juro de #e ao anno1 no pod5do z respectivas entradas s]em sup]iores a #cjjjj ris nem inf]iores a #ajj ris e no pod5do a somma total de cada depositante exc$] a quantia de #djjjjj ris4 ,p>a g>antia d'e/as op]aes os socios obrigavam-se por det]m9ada importancia com que podiam s] obrigados a entr>1 no v5c5do todavia essas importancias juro algum4 ,o fundo con/ituido pelos depositos e pelas entradas dos socios s]ia negociado em empre/imos sobre p5hores d'ouro1 prata1 objectos de valor e facil v5da e a9da sobre lettras g>antidas por firmas acr$itadas4 ,a organisao era e simples3 tres directores1 presid5te1 secret>io e !s\reiro1 eleitos annualm5te e que so ao mesmo tempo a mesa da assembla g]al1 assembla g]al que pde funccion> e delib]> validam5te e/&o pres5te a qu>ta p>te dos socios4 ,actualm5te1 como os accioni/as no *egam a c9co5ta1 a assembla g]al funcciona com treze socios4 ,na ,caixa ,economica d',aveiro1 tudo comeou por favor e empre/imo2 no sei mesmo se o papel p>a o primeiro exp$i5te foi um favor da rep>tio d gov]no civil e se o c(re que gu>dava toda a c>teira comm]cial era o simples cuidado da pessoa que tom\ isso a seu c>go4 ,pois essa in/ituio iniciada e cont9uada n'um regim5 que em mat]ia banc>ia se pde diz] ar*aico1 sem t] mudado de e/atutos e com a sua adm9i/rao patri>*al1 e/ava em #ca de dezembro de #ahih na segu9te situao3 ,t9ha #bjf3gjijjj ris em #b4jab depositos1 dos quaes #a4dbf1 ou seja #gj1i no exc$iam a #ajjjjj ris4 ,n'um movim5to de ris #idg3dchijj em lettras1 #b4bij em #b4gjj ou #hd4h no so sup]iores a #ajjjjj ris1 emquanto em #d4jja p5hores1 repres5t&o um movim5to de #abd3ihadbj ris1 #c4jga ou #gf1g no exc$em #ajjjj ris4 ,se a i/o accresc5t>mos que a maior p>te d movim5to em lettras resulta de transaces com propriet>ios e lavradores1 escusamos diz] mais p>a mo/r> o que a ,caixa ,economica d',aveiro1 que b5eficios pre/a1 que classes ajuda e que significao lhe podemos attribuir como in/ituio s]v9do a agricultura4 ,no creio que e/abelecim5to algum e/rangeiro m]ea mais o nosso e/udo e att5o d que e/a s+ela in/ituio nacional4 ,s]ia agora occasio de me ref]ir aos celleiros communs1 to bellam5te e/udados no livro d sr4 ,ripamonti4 ,sobre elles direi ap5as que1 sem emb>go1 pre/>am s]vios mas a sua hora pass\2 os cam9hos de f]ro1 a int5sidade da vida economica que resulta da facilidade de communicaes exigem hoje qualqu] c\sa mais l>ga e mais g]al d que pod]iam s] esses e/abelecim5tos m9usculos1 dissem9ados desigualm5te1 sem relao entre si1 sujeitos unicam5te a condies locaes4 ,no se re/auram facilm5te in/ituies que caduc>am por condies de vida nova que no podiam pre5*]4 ,no ha c\sa mais captivante que uma cidade m$ieval e todavia no nos s]ia possivel cre> um s organismo social d'esse typo4 ,e assim em tudo o mais3 outros tempos1 outras necessidades4 ,d e/udo1 que os publici/as teem feito entre ns d cr$ito agricola1 tres concluses p>ecem d$uzir-se que nos ho de s]vir de guia p>a o que de futuro possamos resolv]3 #a4 ,a desc5tralisao dos capitaes4 necess>io que os e/abelecim5tos de cr$ito compreh5dam uma pequ5a rea2 s assim se pod] conhec] inteiram5te a solvabilidade dos que contract>em1 o seu valor pessoal e o de/9o que do aos seus capitaes1 a sua vida moral e o seu t9o economico1 e s assim1 por consegu9te1 o cr$ito pod] al>g>-se com confiana4 ,d'outro modo o capital retre-se e deve retrair-se porque no pde corr] av5turas4 ,os melhores e/abelecim5tos extrangeiros assim como a ,caixa ,economica d',aveiro1 todos funccionam n'uma e/reitissima rea2 a ,caixa ,economica pde diz]-se que no vae alm dos concelhos de ,aveiro e ,ilhavo e a9da um p\co d'aquelles que lhes so imm$iatam5te vis9hos4 #b4 ,a promiscuidade de op]aes4 ,todas z boas in/ituies de cr$ito popul> descontam indiff]5tem5te ao comm]cio1 lav\ra ou indu/ria1 a todos aquelles que do g>antia de satisfao dos seus compromissos4 ,no ha situaes privilegiadas2 o cr$ito s um4 ,nem convm que z haja3 no se compreh5de como os diff]5tes ramos da actividade economica d'uma soci$ade devam t] cr$ito diff]5te se todos so igualm5te lucrativos e igualm5te uteis pois d'outro modo no devem subsi/ir4 ,pde a natureza das op]aes exigir diff]5tes condies de contractos1 con=me uma liquidao mais ou m5os rapida1 con=me o maior ou m5or risco e consequ5te necessidade de amortisao1 mas essas como muitas outras circum/ancias s att+em propriam5te a adm9i/rao banc>ia e nunca o cr$ito1 a possibilidade fundam5tal de desconto4 ,a9da n'e/e ponto1 in/ituies nacionaes e extrangeiras nos indicam a boa regra4 #c4 ,a int]f]5cia d ,e/ado4 uma concluso muito p>ticul>m5te p>a o nosso paiz e/a int]v5o d ,e/ado que os trabalhos dos publici/as nos indicam como a iniciadora d cr$ito agricola e de todo o cr$ito popul>2 uma condio nacional1 mas p>ece-me s] uma condio4 s+ul> que at a ,caixa ,economica d',aveiro1 to prosp]a e to bellam5te mantida e adm9i/rada1 por iniciativa p>ticul>1 fosse creada por es=o e delig5cia d'um homem que juntava sympa?ia pessoal que m]ecia a qualidade de alto funccion>io adm9i/rativo1 que no foi nem podia s] indiff]5te ao bom resultado da sua t5tativa4 ,os celleiros communs =am na sua quasi totalidade de creao e adm9i/rao ou das corporaes municipaes ou dos juizes de direito ou de qualqu] outra entidade relacionada com os pod]es d ,e/ado4 ,adm9i/rao livre e indep5d5te caso r>o1 r>issimo4 ,e e/e facto deve1 a meu vr1 tir>-nos quaesqu] illuses e esp]anz que possamos t] sobre a in/ituio d cr$ito agricola por iniciativa individual4 ,no essa a tradio nacional nem1 digamol-o de passagem1 se vem pres5tem5te meios e t5d5cias de entr> em novos co/umes4 ,disse que o cr$ito agricola e/ava tambem e/udado entre ns pelas t5tativas dos legisladores4 ,att5temos agora um mom5to n'e/e segundo ponto4 ,d'essas t5tativas tres so notabilissimas1 j pela alta capacidade dos hom5s que a ellas presidiram1 j pelos elem5tos d'e/udo que nos =necem4 ,o projecto de ,alex&re ,h]culano em #ahee1 z leis de ,&rade ,corvo em #ahff e #ahfg e f9alm5te o projecto d homem sup]ior que foi o meu qu]ido me/re e que at agora no tem successor1 o projecto de ,oliveira ,m>t9s em #ahhg1 con/ituem um fundo de subsidios p>a o e/udo da que/o que pe a nossa litt]atura agricola ao p> das melhores que se teem occupado da mat]ia4 ,o projecto ,h]culano e/ n'uma propo/a da ,cam>a municipal de ,belem1 de que era presid5te1 ao p>lam5to p>a que lhe p]mittisse cre> uma ,caixa de ,soccorros ,agricolas nas condies que lhe designava4 ,esse projecto vem prec$ido d'um relatorio que hoje um docum5to precioso p>a e/ud>mos z necessidades e o c>act] das nossas populaes ruraes2 a gr&eza d me/re at alli transp>ece com uma inegavel evid5cia4 ,pret5dia a ,cam>a municipal de ,belem cre> um fundo de/9ado a subm9i/r> capitaes b>atos aos cultivadores e p>a isso res]v>ia annualm5te tres qu>tos d producto d impo/o sobre a f>9ha fabricada at complet> a somma de #ce3jjjjjj ris4 ,depois1 esse capital assim creado pass>ia por empre/imo s mos dos cultivadores em condies altam5te vantajosas que a lei indicava4 ,e/a lei1 se tivesse sido votada1 s]ia uma concesso ,cam>a de ,belem1 mas evid5tem5te deixava a porta ab]ta p>a o e/abelecim5to d cr$ito agricola no paiz porque no havia motivo p>a que no fosse applicada d'uma maneira g5]ica4 ,e/abelecia-o por um processo d mais rematado socialismo2 i/o 1 a ,cam>a res]vava p>a si1 por todos os meios co]citivos de que dispe1 uma p>te da riqueza p>ticul>1 e em seguida di/ribuia-a p>a b5efici> uma classe que c>ecia d'auxilio4 ,nada mais captivante1 mas logo se p]gunta onde vamos por e/e cam9ho4 ,porque um b5eficio lav\ra com excluso d comm]cio e da indu/ria8 ,no so porv5tura todos esses factores d'igual valor na soci$ade que os deve mant] sos e vigorosos n'uma boa economia8 ,a p\cos passos e/>iamos n'um p]feito communismo1 o ,e/ado receb5do e di/ribu9do os capitaes da communa2 no era facil pr limites a e/a socialisao da riqueza uma vez iniciada1 tanto mais que z reclamaes no t>d>iam a surgir in/antes1 maneira que z necessidades se mo/rassem4 ,depois1 quem adm9i/ra esses capitaes8 ,a cam>a municipal1 uma corporao eleita por todos os que teem capacidade politica8 ,aqui e/amos pois *egados a todos os males da politica e das eleies que infelizm5te sabemos bem o que so4 ,qu&o z assemblz g]aes dos bancos e companhias so j p]turbadas to frequ5tem5te por ambies de toda a ca/a e da mais duvidosa legitimidade1 o que s]iam essas assemblz g]aes d banco communal em que se confundiam z cobiz da politica e os int]esses da suprema di/ribuio d capital8 ,evid5tem5te1 o cam9ho era p]igoso2 ou por isso ou por quaesqu] outros motivos que desconheo1 o projecto no teve seguim5to4 ,outro tanto no succ$eu a ,&rade ,corvo que viu conv]tido em lei o seu p5sam5to sobre o cr$ito rural4 ,deu aos hospitaes1 mis]icordias1 confr>ias e id5ticas corporaes a faculdade de =m>em com os seus capitaes bancos prov9ciaes ou di/rictaes de cr$ito agricola e indu/rial com privilegios e g>antias que os incitavam a aproveit>-se das concesses da lei4 ,e todavia muito p\cos us>am os b5eficios da lei2 quasi todos cont9u>am na antiga vida4 ,porque8 ,essas corporaes t9ham por c]to os seus capitaes collocados e toda a trans=mao iria f]ir int]esses ou1 pelo m5os1 traz] incommodos que haviam de s] um e/orvo ao novo e/ado que se pret5dia cre>4 ,deus sabe mesmo at que ponto1 com os abusos que so insep>aveis da adm9i/rao da faz5da commum1 os proprios g]5tes d'essas corporaes s]iam os int]essados em z mant] no e/ado em que se encontravam6 ,mas1 qu&o assim no fosse1 qu&o a lei1 alis to bem p5sada1 d',&rade ,corvo tivesse op]ado a trans=mao que ambicionava1 a9da assim a que/o no e/>ia resolvida4 ,ficava de p o que tem sido uma das gr&es *agas da economia nacional1 a div]sidade d preo dos capitaes que vae de #d at #aj ou #bj4 ,quem era rico1 ficava rico2 quem era pobre1 ficava pobre4 ,cada um viv]ia sobre si1 por isso que os bancos se con/ituiam com os recursos locaes e op]>iam n'uma pequ5a rea2 hav]ia regies de sup]abundancia e regies de extrema mis]ia4 ,e1 depois1 talvez succ$esse que esses capitaes que se pret5dia *am> lav\ra j na lav\ra e/ivessem2 ao tempo em que a lei foi publicada1 a e/reiteza d comm]cio e da indu/ria era entre ns tamanha que fra de ,lisboa no hav]ia collocao segura de capitaes que de p]to ou de longe no int]essasse agricultura4 ,era depois d'e/as exp]i5cias e t5tativas que app>ecia o projecto de lei de fom5to rural de ,oliveira ,m>t9s1 t5do1 como no podia deix> de t] em obra de tamanha va/ido e alcance1 um capitulo consagrado ao cr$ito rural4 ,creava um banco com o capital de #aj3jjj contos de ris1 especialm5te de/9ado a proporcion> capitaes1 qu] lav\ra1 qu] propri$ade ru/ica1 no s p>a o desbravam5to dos t]r5os incultos como p>a o melhoram5to dos cultivados4 ,o banco t]ia uma ag5cia em cada concelho de populao igual ou sup]ior a #dj3jjj habitantes1 ou em cada grupo de concelhos de #ej a #fj3jjj habitantes4 ,o ,e/ado con/ituia o banco adm9i/rador legal de todos os b5s actuaes e futuros1 compreh5d5do os fundos consolidados1 das segu9tes pessoas moraes3 igrejas1 corporaes religiosas1 irm&ades1 confr>ias1 mis]icordias e quaesqu] outros e/abelecim5tos de b5efic5cia ou pidade4 ,ao banco competiam v>ias obrigaes1 entre z quaes se compreh5dia a fiscalisao pelos seus ag5tes da applicao d d9heiro1 e eram-lhe conc$idos privilegios que iam at g>antia d juro pelo ,e/ado4 ,completava-se d'e/e modo a lei d',&rade ,corvo1 torn&o obrigatorio o que fra facultativo e traz5do lav\ra d'uma maneira segura os capitaes das corporaes2 e1--ponto capital d projecto em que transp>ecia o g5io d me/re1--realisava-se por meio d'uma c5tralisao1 seguida d'um d]ramam5to uni=me1 essa di/ribuio igual de capitaes em todo o paiz de que devia result> a uni=midade na taxa d desconto4 ,era uma obra v]dadeiram5te nacional1 de/ru9do toda a desigualdade de m]cado de capitaes1 faz5do acudir os c5tros de ple?ora s regies de mis]ia4 ,se exceptu>mos a g>antia de juro pelo ,e/ado1 que entre ns tem dado sempre uma confuso de contos on]osissima p>a o !s\ro publico1 o projecto de ,oliveira ,m>t9s era o que de mais captivante se tem apres5tado ao p>lam5to portuguez sobre e/e assumpto4 ,embora ab&onado1 por motivos que no qu]o sab]1 o tempo veiu d>-lhe raso2 esse projecto e/ hoje realisado1 em p>te1 por via de circum/ancias inteiram5te alheias que/o4 agora occasio de diz] em que razes me fundo p>a affirm> que o cr$ito agricola tem em ,portugal um inicio de soluo4 ,depois da apres5tao d projecto de fom5to rural de ,oliveira ,m>t9s1 deu-se na vida economica portugueza um facto da maior gr&eza de/9ado a t] em toda a nossa actividade z mais l>gas e fecundas consequ5cias4 ,e/abeleceu-se o ,banco emissor4 ,o ,e/ado1 p>a accresc5t> z suas receitas1 segundo creio1 contract\ com o ,banco de ,portugal o privilegio da emisso fiduci>ia1 receb5do em troca v>ias e complexas vantag5s4 ,em virtude d'esse contracto1 o banco ficava s5do o !s\reiro d ,e/ado e d'aqui prov9ha que1 p>a o cumprim5to das suas obrigaes1 t9ha de e/abelec] ag5cias em todas z capitaes de di/ricto4 ,creio que o fim primitivo d'essas ag5cias era unicam5te realis> z op]aes d ,e/ado1 mas o c]to que uma vez e/abelecidas n5huma razo havia p>a que no fizessem simultaneam5te op]aes comm]ciaes3 em #ca de dezembro de #ahih app>ecem-nos com #a3ded contos de ris de lettras descontadas em c>teira1 ao mesmo tempo que se mo/ra que o banco emissor teve no re9o e ilhas adjac5tes um movim5to de transf]5cias comm]ciaes por meio de lettras que somm\ #af3bdi contos4 ,e/ assim realisada a aspirao de ,oliveira ,m>t9s2 temos um banco dispondo de l>gos capitaes e descont&o por preo uni=me em todo o paiz1 faz5do essa op]ao no s sem subsidio mas antes com b5eficio d !s\ro4 ,e temos a9da mais uma facilidade de cobranz b>atas sem prec$5tes1 o d9heiro viaj&o de ,melgao a ,villa ,real de ,santo ,antonio por um preo unico1 por uma tabella uni=me4 ,todas z vantag5s fundam5taes d'uma economia bem organisada possuimos2 s falta que a lav\ra d'ellas p>ticipe como d seu int]esse e d int]esse d paiz4 ,multiplic> z ag5cias d banco emissor1 exactam5te n'aquella proporo que ,oliveira ,m>t9s e/abelecia1 i/o 1 uma ag5cia por cada #ej a #fj3jjj habitantes1 e res]v> p>a a lav\ra uma p>te da emisso1--n'i/o reside1 a meu vr1 a soluo d problema d cr$ito agricola4 ,no o digo eu1 alguem com mais compet5cia d que eu o disse j1 antes de mim4 ,o sr4 ,anselmo d',&rade1 com a pr(undeza e lucidez que c>act]isam o seu bello livro1 ,a ,t]ra1 escreveu3 444 a uma economia no emprego da mo$a dev]iam correspond] r$uces na circulao fiduci>ia que p]mittissem ao banco ap>t> um fundo de capitaes disponiveis p>a agricultura4 ,pod]ia essa disponibilidade con/ituir o capital p>a desconto e r$esconto d papel dos ,syndicatos agricolas1 m]ec$ores de confiana pela qualidade das pessoas que os compozessem e dirigissem1 no s5do muito que nos contractos d ,gov]no com o banco emissor1 e em conta d preo da emisso1 entrasse como clausula obrigatoria a res]va d'uma importancia a fix>1 e a juro que tambem se fixasse1 p>a desconto d'esse papel agricola4 ,e/a frma de proteco saa1 por assim diz]1 de graa ao ,e/ado1 e ba/>ia como meio de fom5to p>a que z associaes de cr$ito se des5volvessem e g5]alisassem no paiz1 sombra de uma frma proteccioni/a que lhe g>antisse1 a juro modico1 o desconto d seu papel4 v]dade que pelo seu contracto tem o ,e/ado uma p>ticipao nos lucros d banco1 mas se c]to que o banco deve ao ,e/ado o seu privilegio1 tambem c]to que deve ao mundo dos negcios os seus lucros1 s5do por isso ju/o e necess>io que elle multiplique os seus s]vios torn&o-os ext5sivos a ca!gorias de cli5tes1 que actualm5te p\co se aproveitam d'elles1 como so os agricultores444 ,a comm]cialisao dos agricultores que se inscrevessem nos regi/os comm]ciaes1 a int]v5o dos ,syndicatos agricolas e associaes de cr$ito rural na di/ribuio de capitaes pelos associados1 e a creao de um fundo especial de/9ado no ,banco de ,portugal ao cr$ito agricola1 so portanto condies de vida nova1 capazes de egual> p]ante o cr$ito a agricultura e o comm]cio444 ,so1 sem duvida1 condies de vida nova1 d'uma infallivel prosp]idade p>a a agricultura2 enc]ram p>a ns a soluo d problema e enc]ram tambem a prova d desat9o gov]nativo da nao4 ,porque preciso sab]-se e repetir-se1 p>a que se lhe d rem$io1 se esp]anz de rem$io pde hav]1 que o ,banco emissor fe*ava o anno de #ahih t5do nas suas ag5cias #a3ded contos de ris em lettras descontadas qu&o em #ahig fe*ava a sua conta com #a3fhd contos sob igual rubrica4 ,baix\ #bcj contos e1 se to p\co baix\1 deve-o s in/ancias d comm]cio1 da lav\ra e da indu/ria e nunca ao zelo d ,e/ado4 ,como se explica e/e retrocesso1 se a prosp]idade d paiz vae cresc5do e se o int]esse d banco al>g> z suas op]aes8 ,unica e exclusivam5te1 todos o sabem e o proprio relatorio d banco o confessa aos accioni/as1 pela abusiva int]v5o d ,e/ado1 pela absorpo1 com uma avidez insaciavel1 de toda a nova emisso fiduci>ia na conta d !s\ro4 ,de frma que esse mesmo ,e/ado que devia s] o maior propulsor da actividade economica o seu maior inimigo1 pela des5freada concorr5cia que lhe faz no m]cado dos capitaes4 ,assim1 toda a t5tativa de cr$ito agricola ou de qualqu] outra especie de cr$ito v1 trabalho baldado4 ,o ,e/ado lev\ todo o d9heiro d ,brazil no tempo em que elle de l v9ha com abundancia2 consumiu mais t>de todo o oiro e/rangeiro qu&o o cr$ito das praz europeias nos trazia em con/ante abundancia2 absorve toda a emisso fiduci>ia agora que os in/rum5tos de circulao nos p]t5cem4 ,emquanto ao m]cado concorr] um cli5te assiduo que tem mais de #ej3jjj contos de ris de r5dim5to por anno e outros que no teem #ejjjj ris1 des5ganemo-nos1 a victoria s] sempre d mais rico1 tanto mais que esse tem na sua mo uma arma =midavel e vem a s]3 que elle que faz a lei p>a si1 p>a os outros1 p>a aquelles proprios que lhe devem4 ,ouvi que o ,e/ado ia r5ov> o seu contracto com o ,banco de ,portugal e que d'ahi tir>ia um accrescimo de receita no valor de trez5tos contos de ris4 ,se alguma c\sa me fosse dado p$ir1 p$iria que1 uma vez ao m5os1 o ,e/ado abr&asse a sua voracidade e1 em log> de exigir mais trez5tos contos p>a si1 exigisse a multiplicao das succursaes d ,banco de ,portugal1 dotadas de capital ba/ante e adm9i/radas em condies idoneas ao s]vio da lav\ra4 ,iria mesmo mais longe4 ,a9da mais uma vez commung&o nas ideias d sr4 ,anselmo d',&rade1 acceit>ia o alvitre que esse illu/re publici/a propunha n'um artigo publicado no ,jornal d ,comm]cio de #ae de m>o ultimo4 ,no v]ia o m5or p]igo n'um pequ5o al>gam5to da circulao fiduci>ia com tanto que esse al>gam5to fosse unica e exclusivam5te de/9ado ao desconto m]cantil e agricola2 pelo contr>io1 tanto enfraquece o banco a emisso absorvida pelo ,e/ado como re=a a sua solidez e o seu cr$ito a emisso trans=mada em c>teira comm]cial4 ,qu&o o banco tivesse creado cem ag5cias1 e/ava realisada a ambio de ,oliveira ,m>t9s1 di/ribuidos os e/abelecim5tos de cr$ito n'aquella proporo com a populao que elle indicava4 ,pois essas cem ag5cias no dem&>iam uma despeza inicial sup]ior a #bjj contos1 despeza que com o tempo havia de annul>-se completam5te e at mesmo conv]t]-se em b5eficio4 ,fossem essas ag5cias dotadas com tr9ta contos de ris cada uma1--e no cons5tiria em que nos primeiros annos tivessem maior dotao porque a collocao de capitaes s l5tam5te pde realis>-se com inteiro proveito1 e os exagg]ados al>gam5tos de desconto so mais nocivos economia nacional que um desm$ido retraim5to2--fossem essas ag5cias dotadas com tr9ta contos e no hesito em affirm> que to e/reita somma1 e to b>ata p>a a adm9i/rao publica1 havia de produzir milagres de prosp]idade4 ,j no so pequ5os os que produzem os mis]os #a3ded contos de ris que o banco emissor tem na c>teira comm]cial das suas ag5cias2 tanto me ba/a p>a avali> d futuro4 ,qu&o o ,e/ado tivesse assim cumprido a sua misso1 e/>ia1 a meu vr1 t]m9ada a sua t>efa4 ,cessava aqui a soluo d problema por p>te dos pod]es publicos1 a que/o ia mud> d'aspecto e de que/o economica conv]t]-se-ia n'uma que/o moral4 ,o ,e/ado poz capitaes disposio dos lavradores1 a e/es que agora compete d>em g>antia ba/ante p>a o levantam5to d'esses capitaes4 ,luzzati1 cuja pr9cipal gloria e/ em t] iniciado e propagado os bancos popul>es na ,italia1 exclamava apreci&o-os3 ,mas o que s]iam z nossas casas de cr$ito sem os bons co/umes dos seus socios6 ,entre ns1 pelo que sabemos da ,caixa ,economica d',aveiro1 pod]iamos diz] outro tanto4 facil a con/ituio de casas de desconto3 o que p>ece mais difficil a creao d'esses bons co/umes que ho de faz] que ellas funccionem com inteiro proveito p>a a riqueza publica e p>ticul>1 p>a a boa ordem social4 ,o p5hor nas mos d mutuante ou d mutu>io1 a g>antia na alfaia e nos fructos p5d5tes1 a associao de qualqu] especie como int]m$i>ia e pr9cipal responsavel entre os bancos e os lavradores1 a simples fiana pelo acceite em lettras de cambio1 tudo so processos que podem utilm5te s] aproveitados e a n5hum d'elles ous>ei conte/> valor b5efico4 ,mas sempre direi que tudo o que no seja a s+ela assignatura em uma letra de cambio g>antida com duas firmas que1 pelos seus b5s e pr9cipalm5te pelo seu t9o e hone/idade1 m]eam confiana1 mais um signal de descr$ito d que de cr$ito4 ,ai d'aquelle cuja reputao no ba/a e precisa s] amp>ada por qualqu] c\sa d'ordem mat]ial6 ,ha muito o comm]cio e a indu/ria assim o compreh5d]am e no sei nem posso att+ir1 a no s] que os procure em viciosos co/umes1 os motivos porque um indu/rial pde levant> d9heiro n'um banco na supposio de que no dispor das m]cadorias fabricadas sem satisfaz] os seus compromissos e outro tanto no pde faz] o lavrador que tambem fabricante de productos comm]ciaveis4 ,no sei por que ao comm]ciante se entregam capitaes n'um aju/e tacito de que a elles ficam obrigados os g5]os que gu>da na loja1 e no se pde faz] outro tanto com o lavrador que tem celleiro e adega onde gu>da objectos igualm5te comm]ciaveis4 muito facil a um negociante de c]eaes ou de v9hos encontr> cr$ito1 mas difficil alcanal-o o lavrador que primitivam5te produziu e possuiu aquellas mesmas m]cadorias4 ,adm9i/rei a ,caixa ,economica d',aveiro durante c9co annos1 ha c]ca de seis annos que s\ ag5te d ,banco de ,portugal2 qu] n'um qu] n'outro log> t5ho contractado muito com lavradores por meio de lettras de cambio4 ,pois no exagg]o diz5do que nunca com elles p]di um real e que a ,caixa ,economica d',aveiro d o primeiro log> na sua c>teira comm]cial ao papel firmado por lavradores4 ,tudo e/ unicam5te no t9o de quem adm9i/ra esses e/abelecim5tos1 no zelo com que procura av]igu> da applicao a que o d9heiro se de/9a e das qualidades pessoaes de quem o procura4 ,a fiana1 o simples acceite n'uma lettra de cambio1 a equip>ao d lavrador e d comm]ciante1 eis o que a m9ha e/reita exp]i5cia me indica como o processo mais facil1 mais prompto1 e porv5tura mais seguro1 de op]aes de cr$ito1 qu] agricola qu] de qualqu] outra especie4 ,p>a isso porm1 torna-se necess>io que propriet>ios e lavradores compreh5dam z suas obrigaes de patronato4 ,da maneira como ellas so ignoradas p]mitta-se-me que recorde um exemplo que c>act]i/ico4 ,conheci uma regio no di/ricto de ,coimbra1 t]ra f]til1 f]acissima1 abundantem5te regada1 com um magnifico clima1 em que o primeiro dos qu>5ta maiores contribu9tes pagava de contribuio pr$ial #djjjjj ris1 o qu>to #djjjj ris1 o quadragesimo #acjjj ris4 ,calcule-se por ahi a di/ribuio da propri$ade1 monopolisada nas mos dos p\cos de que dep5dia uma ba/a legio de arr5dat>ios4 ,z r5das eram exag]adissimas1 r>o o anno em que1 o arr5dat>io z podia pag> por completo4 ,e/ranhei e/e sy/ema a um propriet>io que1 na melhor boa f e julg&o prov> assim capacidade de adm9i/r>1 me respondeu2-- muito bom4 ,d'e/e modo e/o sempre em divida e pagam o mais que podem4 ,qu&o se *egava a junho ou julho1 o mais t>d>1 o arr5dat>io j no t9ha po e ia procur> um homem que inv>iavelm5te lhe accudia4 ,esse homem retratava-o ,h]culano1 no relatorio que prec$e o seu projecto de cr$ito agricola1 com uma fidelidade e um relevo que a mais ap]feioada ma*9a photographica nunca alcanar3 homem *o1 mode/o1 exacto no cumprim5to dos seus dev]es civis1 laborioso1 val$or3 quasi um bom homem4 ,ignora z p>tidas dobradas e repugnam-lhe por via de regra no s os juros exorbitantes1 mas at o juro legal4 ,qu&o empre/a o seu d9heiro ao agricultor por d d'elle2 p>a lhe acudir n'um apuro4 ,o que qu] assegur> o reembolso da somma mutuada4 ,t5do horror s dem&as1 se o lavrador propriet>io no lhe acceita o pr$io como hypo!ca1 porque conhece a imp]feio das nossas leis hypo!c>ias2 se o no 1 nem por isso qu] ab&onal-os4 ,n'e/a situao que faz8 ,empre/a sem juro2 mas exige um contracto que lhe d a c]teza d reembolso4 ,o cultivador ha de pag> em g5]o na eira4 ,e como ha de s] o pagam5to8 ,os c]eaes regul>-se-ho pelos preos mais inf]iores d g5]o n'essa conjunctura4 uma precauo4 ,p>a os riscos das baixas possiveis1 que depois sobrev5ham1 de uma v5da ant]ior1 d'uma divida desconhecida1 de uma colheita insignificante1 etc41 o mutu>io promette o abatim5to de um1 de dois1 de tres v9t5s ou mais em alqueire4 outra precauo4 ,o usur>io compassivo1 b5evolo p>a com a sua victima1 mas precisa de s] prud5te4 ,o contracto fica secreto1 no se escreve porque o mutuante conta com a probidade d mutu>io1 ou p>a melhor diz]1 com o temor que e/e t] de a*> em novos apuros condies mais on]osas1 e esses apuros so quasi inevitaveis desde que o pobre cultivador cahiu uma vez nas suas mos4 ,e/e homem bemfazejo1 na regio a que me refiro1 cont5ta-se com p\co2 empre/a em junho uma mo$a p>a receb] em setembro ou outubro o capital e mais um alqueire de trigo e at s vezes de milho4 ,preo modico1 um juro que oscilla entre #bj e #cj ao anno4 ,conheci um que1 no t5do propri$ades1 t9ha um celleiro p>a receb]444 os juros4 ,e/ assim fe*ado o c]co2 onde no *ega o propriet>io com z suas brutaes exig5cias accode galh>dam5te o usur>io4 ,que fica ao agricultor8 ,o direito de emigr>8 ,no1 que tambem no ha d9heiro p>a a passagem4 ,s]vo da gleba1 mis]ia e humildade1 a a/ucia de%one/a p>a accresc5t> o que o trabalho no d1--eis o seu tri/e de/9o4 ,p5s&o bem1 talvez n+uem tivesse lucrado4 ,o propriet>io desvalorisa a propri$ade t5do-a em meio d'uma populao indig5te e anniquill&o assim o m]cado em que a podia negoci> por bom preo2 o agricultor tem a sorte que sabemos2 e at o usur>io444 no1 o usur>io esse accresc5ta a sua =tuna rapidam5te4 ,alguem havia de capitalis> o trabalho d lavrador de cujo producto e/e s usufrue uma p>te m9ima4 ,emquanto taes co/umes se mantiv]em1 emquanto z obrigaes e os int]esses d patronato1 de auxilio e proteco aos humildes no entr>em na vida corr5te dos propriet>ios e dos mais aba/ados1 emquanto no se compreh5d] que uma p>te da nossa =tuna consi/e sempre em a possuirmos entre g5te rica e por isso enriquec5do o vis9ho nos enriquecemos tambem1 emquanto assim fr1 z l\curas da adm9i/rao d ,e/ado encontr>o digna imagem na incapacidade individual4 ,mas que a boa razo1 qu] d'um qu] d'outro lado1 comece de prevalec] e o problema d cr$ito agricola em ,portugal no t>d> a t] soluo4 ,uma d]radeira abs]vao4 ,eu acceitei o alvitre d sr4 ,anselmo d',&rade qu&o propunha que o banco emissor descontasse aos syndicatos que s]iam os fiadores e pr9cipaes pagadores dos cr$itos individuaes2 mas1 ent5da-se bem1 i/o s] unicam5te um dos processos de negoci>4 ,o desconto directo ao lavrador porm uma necessidade sempre que o cr$ito d'e/e o p]mitta4 ,porque1 d'outro modo1 os int]m$i>ios1 sejam elles quaes =em1 ho de reclam> o preo d seu risco e d seu trabalho e aqui temos iniciado um cam9ho p]igoso que deixa m>gem a muito negocio escuro4 ,tal 1 meus s5hores1 sobre a que/o d cr$ito agricola o meu p5sam5to1 na exposio d qual abusei talvez da vossa bondosa att5o que1 reconhecido1 agradeo4