,o ,veget>ismo e a ,moralidade das raz ,composio e impresso --,emprsa ,grfica ,a ,,univ]sal-- ,,de ,,figueir9has ,,mota ,,ribeiro1 ,l4,,da --,rua ,duque de ,l\l1 #aaa--,prto-- #i4o volume da ,biblioteca ,veget>iana ,dr4 ,jaime de ,magalhes ,lima ,o ,veget>ismo e a ,moralidade das raz --,notavel ,conf]5cia realisada no ,,at5eu ,,com]cial ,,d ,,porto em #ad de ,junho de #aiab------------ ,,soci$ade ,,veget>iana--,editra #cic1 ,,av5ida ,,rodrigues ,,de ,,freitas ,p,,rto ,o veget>ismo e a moralidade das raz ,i ,tem os seus p]gam9hos o veget>ismo4 ,no uma d\tr9a nascida de ontem4 ,tem ttulos autnticos de nobreza prolongada durante g]aes sem nm]o1 respeitada nas mais altas civilizaes em cujas sup]iores aspiraes colabor\1 def99do-z eloqu5tem5te pela voz das suas mais belas e autorizadas individualidades e corrobor&o-z ard5tem5te pelo exemplo dos seus mais devotados ap/olos4 ,sem nos afa/>mos da nossa propria civilizao1 sem sairmos d'e/e fco de cultura *amado o ocid5te da ,europa onde nos criamos e onde os nossos mais remotos avs se cri>am e educ>am1 leg&o-nos um esplio de s5tim5tos e ideias que con/ituem toda a nossa alma e que nos cumpre cultiv> e ap]feio> p>a o transmitirmos aos nossos filhos acresc5tado em =mosura e b5efcios1 em5dado1 corrigido e depurado em seus vcios e insuficincias2 d5tro d/e crculo devras e/reito relativam5te aos l>gos espaos em que fra dele outras raz e outras condies naturais =m>am soci$ades que igualm5te engr&ec]am e honram a humanidade pelas concepes da vida que realiz>am e de que =am veiculo e sublime in/rum5to no mundo2 limit&o-nos exgua man*a d globo que o nosso b]o e o nosso l> e faz5do-o1 no porque alm dele no conheamos coraes iguais aos nossos1 viv5do d mesmo al5to1 cr5tes na mesma f e enamorados da mesma elevao mas sm5te porque p>a o fim muito re/rito que ne/e in/ante temos em vi/a convm no di/rair a at5o d que de mais nos toca e por isso s] mais cl>am5te demon/rativo3 ne/e cant9ho que ac5deu seus fa*os de luz em volta d ,m$it]raneo e de l a fez irradi> atravs das montanhas at aos m>es d norte1 o veget>ismo foi e uma das c>act]i/icas d z5it moral das civilizaes1 e como tal o aceit>am1 proclam>am e pratic>am os gnios que mais fundam5te z compre5d]am e mais brilhantem5te z s]viram4 ,o reconhecim5to de/e facto hoje uma v]dade corr5te4 ,o mais rudim5t> e/udo d veget>ismo no deix> de o apont>4 ,por c]to som>o milhes z folhas impressas em que se encontram os nomes de veget>ianos que =am na hi/ria dos povos da ,europa como signais da sua gr&eza e juizes e f>ois d seu tempo e dos tempos futuros4 ,mas nem ju/o que se invoque o seu valor moral sem lembr> os que por uma sublimada inspirao no-lo mo/r>am1 nem to p\co s]ia prud5te que1 sm5te porque uma v]dade se torn\ indiscutivel e porv5tura banal entre hom5s cultos1 deixssemos de a repetir to inum]veis vezes quantas necessrias fossem p>a que ela se propague e produza todos os b5s que s pela sua l>ga dissem9ao pod] produzir4 ,e o veget>ismo1 t5do j os seus alt>es e o seu h]ico punhado de fieis em todos os paises que at+iram a s5sibilidade moral e religiosa1 e/ infelizm5te longe de t] p5etrado na concepo vulg> das obrigaes humanas1 como mi/] p>a a r$5o de tantos e to dolorosos males que nos afligem e p]seguem por culpa da nossa cegueira e obscuridade4 ,recordemos pois muito de passagem z lies dos pr(etas e me/res4 dev] e utilidade4 ,e p5a que no possamos agora faz-lo com a pausa que o encanto das suas palavras nos p$e e que o proveito da prpria educao imp]iosam5te nos aconselha4 ,de ,pitgoras a ,%elley ou a ,wagn] ou a ,e4 ,rclus ou a ,tol/oi que arautos no teve o veget>ismo1 que div9os clamores no fez ouvir s multides ignorantes da prpria =tuna1 escravas da primitiva animalidade ou ens&ecidas e aviltadas em srdidos praz]es6444 ,desde que a nossa civilizao pde grav> seu ra/o na hi/ria1 a tradio d veget>ismo jmais se int]rompe completam5te4 ,em mais de v9te e c9co sculos a sua taa passa de mo em mo1 e ora se expe luz de sol erguida por au/]os e h]cleos sac]dotes cuja rectido e fra nos subjugam1 ora gu>dada devota e humildem5te em solitrias ermidas1 mas jmais se p>tiu ou sequ] arrefeceu desamp>ada d al5to de lbios que nela busquem beb] a ess5cia d vigor d corpo e d esprito4 ,a escola de ,pitgoras cujas tradies de sup]ioridade moral so memorveis e cuja pr(unda e durad\ra influncia na filos(ia1 na scincia e na teologia antiga1 se al>g>am desde os tempos pre-socrticos at aos tempos d imprio romano1 na ,xlia1 na ,grcia e na ,alex&ria1 seis sculos antes de ,cri/o1 j reiv9dicava p>a a vida de pureza moral a ab/9ncia de alim5tao c>nvora1 assim como de todo o d]ramam5to de sangue1 a9da que pret5desse ju/ific>-se pelo sacrifcio aos deuses4 ,outros eram os seus alt>es e1 seja qual fr a e/reiteza de in=mao escrita que d pr(eta de ,samos e seus discpulos nos h\vesse ficado1 o vigor da tradio por tal modo se ac5tua ne/e ponto de regime diettico que no nos pde re/> a m5or duvida de que nas orig5s da nossa civilizao se encontra impo/a1 como preceito fundam5tal1 a ab/9ncia de c>ne aos que pret5d]em seguir na vida o cam9ho da dignidade4 ,c9co sculos mais t>de1 essa tradio vive por tal =ma na memria e nas paixes ntimas dos gr&es espritos da poca que ,ovdio1 o poeta1 no-la repetir ne/es t]mos3 ,havia em ,crotona um homem da ilha de ,samos que se exil>a da ptria pelo dio que t9ha aos tiranos444 ,t9ha com os deuses aturado comrcio444 ,o que sabia comunicava-o a uma multido de discpulos que em um gr&e silncio o admiravam444 ,foi o primeiro que cond5\ o uso de com] a c>ne dos animais3 d\tr9a sublime1 e to p\co apreciada1 cuja pat]nidade se lhe atribuia4 ,deixai1 mortais1 dizia1 deixai de vos s]vir de manj>es abom9veis3 do-vos os campos se>as abundantes2 p>a vs v]gam de frutos z rvores com os mais belos pomos e produzem uvas z v9has4 ,t5des legumes dum suave g/o1 excel5tes alguns qu&o cozidos4 ,o mel e o leite no vos so defesos4 ,enfim p>a vs1 a t]ra prdiga de suas riquezas e (]ece-vos toda a espcie de alim5to sem que necessiteis p>a su/5t>-vos de recorr] morte e c>nagem4 ,s aos animais convm o com] c>ne1 e a9da nem todos se su/5tam dela4 ,os cavalos1 os bois e z ovelhas vivem s de ervas2 ap5as z f]as1 os tigres1 os lies1 ursos e lobos fazem da c>ne seu su/5to habitual4 ,que crime horrvel lanar em nossas entranhas z entranhas de s]es animados1 nutrir na sua sub/ncia e no seu sangue o nosso corpo6 ,p>a cons]v> a vida a um animal1 porv5tura mi/] que morra um outro8 ,porv5tura mi/] que em meio de tantos b5s que a melhor das mes1 a t]ra1 d aos hom5s com tamanha pr(uso1 prdigam5te1 se t5ha a9da de recorr] morte p>a o su/5to1 como fiz]am ciclopes1 e que s degol&o animais seja possvel cev> a nossa fome8 ,proc$ia dif]5tem5te a idade de ouro1 ditosos tempos que ns assim *amamos4 ,cont5te com z plantas e os frutos que a t]ra produz1 o homem no man*ava a sua bca com o sangue dos animais4 ,z aves voavam sem temor no meio dos ares444 ,o univ]so tranqilo desconhecia laos e ciladas4 ,tudo era paz4 ,aquele1 seja quem fr1 que p>a desgo/> os hom5s dos alim5tos inoc5tes com que se alim5tavam1 cri\ o co/ume de com] a c>ne dos animais1 abriu na mesma hora a porta a crimes de todo o gn]o2 porque foi sem dvida pela c>nific9a dsses animais que o f]ro comeou a s] ensangu5tado4 ,na v]dade1 p]mitido tir> a vida aos animais que nos atacam1 mas no nutrir-nos com a sua c>ne4 ,todavia1 fomos mais longe a9da2 quizemos sacrifical-os aos deuses444 ,que crime t9heis cometido1 ovelhas inoc5tes1 rebanhos tranqilos1 que dais aos hom5s um nect> delicioso1 que p>a os cobrir vos deixais despoj> d vosso manto e que enfim lhes sois mais teis qu&o vos deixam viv] d que qu&o vos matam8 ,que mal faz o boi1 doce animal1 incapaz de vos prejudic> e que no s5o p>a o trabalho8 necess>io s] +rato1 desnaturado1 de todo indigno dos b5s que nos d a t]ra1 qu&o vamos tir> da *>rua esse animal tranqilo1 o melhor dos nossos obreiros1 p>a o conduzir ao alt> a receb] o golpe fatal nessa cabea que tantas vezes gemeu sob o jugo e1 por um trabalho duro e p5oso1 tantas vezes nos r5ov\ z se>as4 ,no ba/ava aos hom5s comet]em to gr&es crimes1 precisavam a9da da cumplicidade dos deuses1 cr5do que lhes podia s] agradavel o sacrificio d'um animal to til444 ,levam assim a vitima ao alt>2 l1 recitam sbre ela oraes que ela no ouve2 pe-lhe entre z pontas1 que =am doiradas1 um bolo feito d'aquele mesmo gro que ele cultiv\1 e afunda-se-lhe no seio a lm9a sagrada444 ,logo lhe tiram z entranhas a9da palpitantes1 p>a z consult>em e l]em n'elas os segr$os dos deuses4 ,dizei-me1 hom5s insaciveis1 d'onde vem e/a avidez que s pde f>t>-se em c>nes probidas4 ,deixai to crim9oso uso4 ,segui os conselhos que vos d\4 ,sabei que1 qu&o comeis a c>ne d boi que acabais de degol>1 comeis aquele que vos lavr\ o campo4 ,pois que um deus que me inspira1 s falo segundo a sua vontade444 ,z nossas almas so sempre z mesmas1 embora tomem =mas dif]5tes con=me os corpos que animam4 ,que a pi$ade no seja sacrificada vossa gula1 que p>a vos saci> no expulseis dos seus corpos z almas dos vossos pais nem vos alim5teis d seu sangue444 aco/um>-nos a d]ram> o sangue humano degol> animais inoc5tes e ouvirmos sem pi$ade seus tri/es gemidos4 desumanidade no nos comov]mos com a morte d cabrito1 cujos gritos tanto se assemelham aos das crianz1 e com]mos z aves a que tantas vezes dmos de com]4 ,ah6 quo p\co di/a d'um enorme crime6 ,fune/a apr5dizagem6 ,deixai tranqilam5te o boi lavr> a t]ra e seja a sua morte o t]mo natural da sua velhice4 ,cont5te-nos o velo d rebanho que nos livra da atmosf]a agre/e1 e o leite que z cabras do p>a nos nutrir3 p>ti os vossos laos e z r$es1 no mais o visco engane a ave crdula4 ,no mais se leve ao crco o tmido veado1 p]turbado com z p5as que o espantam1 e que no mais se oculte o anzol em traioeiro engd4 ,matai os animais que podem faz] mal2 mas cont5tai-vos em s lhes d> a morte e no os com]1 e que s vos sirvam alim5tos legitimos4 ,assim se compre5dia a d\tr9a de ,pitgoras c9co sculos depois de hav] deixado a t]ra o seu fundador e assim a compre5dia e traduzia o tal5to d'um dos espritos mais cultos duma gr&e poca4 ,a vitalidade da d\tr9a e a sup]ioridade d int]prete so g>antia de que no se tratava de qualqu] coisa passageira1 d'uma t5d5cia que s z circun/ncias de det]m9ado mom5to haviam orig9ado e des5volvido1 mas antes nos encontravamos em pres5a de problemas morais e solues que se mo/ravam capazes de afront> div]ssssimas situaes hi/ricas e de lhes sobreviv]em1 repres5t&o por consegu9te elem5tos ess5ciais exi/ncia das comunidades cultas4 ,de re/o1 a d\tr9a diettica de ,pitgoras atravessava sse longo e acid5tado p]odo dos primeiros sculos da nossa civilizao refaz5do-se1 al>g&o-se e confirm&o-se na m$itao dos hom5s cujas lies de sab$oria fic>iam nos evangelhos et]nos da nossa raa4 ,no foi e/ranha prodigiosa obra de ,plato4 ,e ,sneca1 o fils(o1 lembra-a ne/es t]mos de simpatia3 ,desde que comecei a cont>-vos com que vivo ardor entrei a e/ud> a filos(ia na m9ha mocidade1 no devo env]gonh>-me de confess> a afeio que ,focion me inspir\ pelo ens9o de ,pitgoras4 ,in/ruiu-me dos motivos por que ele mesmo1 e depois dele ,sxtio1 resolveu ab/]-se da c>ne dos animais4 ,cada um t9ha a sua razo1 mas em ambos os casos era magnfica4 ,focion su/5tava que o homem pde encontr> alim5to ba/ante sem o d]ramam5to d sangue e que a crueldade se torna habitual qu&o uma vez a pratica da c>nific9a se aplic\ ao praz] d apetite4 ,acresc5tava ele que nosso dev] limit> os mat]iais da luxria4 ,que1 todavia1 a v>i$ade de alim5tos nociva sade e no natural ao nosso corpo4 ,se e/as mximas 7da escola de ,pitgoras7 so v]dadeiras1 ento ab/]-nos da c>ne dos animais anim> e promov] a inocncia2 se mal fundadas1 ens9am-nos ao m5os a frugalidade e a simplicidade de vida4 ,e que p]deis vs p]d5do a nossa crueldade8 ,ap5as vos privo d alim5to dos lies e dos abutres4 ,levado por /es e semelhantes argum5tos1 resolvi ab/]-me de c>ne1 e ao fim dum ano o hbito da ab/9ncia no s me era fcil mas delicioso4 ,creio firmem5te que z faculdades d meu esprito eram mais activas444 ,p]guntais-me porque que eu voltei atrs e ab&onei esse si/ema de vida8 ,ao que eu respondo que a sorte dos meus primeiros dias foi lanada no re9o d imp]ador ,tibrio4 ,c]tas religies e/ranhas torn>am-se objecto das suspeitas imp]iais1 e entre z =mas de adeso aos cultos ou sup]/ies e/ranhas1 e/ava o de ab/9ncia de c>ne dos animais4 ,da por in/ancias de meu pai1 que na realidade no t9ha m$o de que essa pratica se tornasse motivo de acusao1 mas que odiava a filos(ia1 fui induzido a volt> aos meus antigos hbitos dietticos1 e no teve ele maior dificuldade em me p]suadir a volt> a refeies mais suntuosas444 ,i/o digo com a int5o de vos prov> como so pod]osos os primeiros impulsos da mocidade p>a o que mais v]dadeiro e melhor1 sob a exortao e inc5tivo de virtuosos me/res4 ,erramos1 em p>te por culpa dos nossos guias1 que ens9am como se disputa e no como se vive3 e em p>te por nossa culpa1 agu>d&o que os me/res cultivem no tanto a disposio d esprito como z faculdades da inteligncia4 ,d'e/a =ma1 o que foi filos(ia1 torn\-se em filologia4 7,epi/ola ,,cviii47 ,em outras passag5s1 cond5&o o luxo e os desm&os s5suais da sua poca1 se ref]e ,s5eca aos escravos d v5tre que1 como ,sal/io1 qu] que sejam contados entre os animais inf]iores e no entre os hom5s e lembra que em tempos mais simples no havia necessidade em to l>ga escala de tantos mdicos supranum]rios1 nem de tantos in/rum5tos cirrgicos1 nem de tantas caixas de drogas4 ,a sade era simples por uma razo simples4 ,muitos pratos tr\x]am muitas do5z4 ,note-se que va/a quantidade de vidas um e/mago absorve--deva/ador da t]ra e d m>4 ,no de espant> que em to discordante dieta a do5a v>ie incessantem5te444 contem os coz9heiros e no mais se espant>o d nm]o incontvel das do5z humanas4 ,por sse mesmo tempo ,musnio ,rufo1 outro fils(o em95te1 sectrio tambm d melhor e/oicismo1 decl>ava brutal o uso da c>ne1 sm5te prprio de animais selvag5s1 pesado e empec5do o p5sam5to e a inteligncia4 ,os vapores que dele vem so trbidos e escurecem a alma1 de modo que os que dele p>tilham abundantem5te mo/ram-se os mais l5tos em apre5d]4 ,mas p>a que along>-nos em citaes de nomes e rememorao de d\tr9as dos fils(os e morali/as d classicismo greco-romano1 que cond5\ por nocivo ju/ia e ao ent5dim5to o c>nivorismo8 ,p>a que1 se um s homem nessas horas remotas de extrema actividade m5tal e da mais exaltada s5sibilidade moral1 pde por honra da espcie e glria da humanidade resumir todo o problema diettico com uma pr(undeza exau/iva e uma lucidez inexc$ivel que os ap/olos da sua d\tr9a at hoje tem invocado como um evangelho a que a exp]i5cia de muitos seculos p\co ou nada acresc5t\8 ,leiam-se z obras morais de ,plut>co1 que viveu d primeiro ao segundo sculo da ra cri/4 ,so um monum5to1 at hoje e por c]to p>a sempre inabalvel1 da dignidade humana4 ,l encontr>emos a causa d veget>ismo po/a em t]mos de tal evid5cia que con/ituem como a razo ultima da sua legitimidade e d seu valor moral1 religioso e fisiolgico4 ,p]guntas-me1 diz ,plut>co1 por que motivos ,pitgoras se ab/eve de se alim5t> com a c>ne dos animais4 ,pela m9ha p>te1 pasmo de que espcie de s5tim5to1 espirito ou razo e/ava possuido aquele que primeiro poluiu a sua boca com sangue e cons5tiu que os seus lbios tocassem a c>ne dum s] assass9ado1 que espalh\ sbre a sua mesa os membros desp$aados de corpos mortos e p$iu como alim5to quotidiano e prato delicado o que ha p\co era um s] dotado de movim5to1 de p]cepo e de voz8444 ,que luta pela exi/ncia ou que excitada l\cura incit\ a ensop> em sangue z tuas mos1 a ti que t5s sempre abundancia de todas z coisas necessrias p>a viv]es8 ,porque desm5tes a t]ra como se ela fosse incapaz de te alim5t> e nutrir8 ,porque atorm5tas ,c]es que humaniza1 e desonras z doces e suaves ddivas de ,baco1 como se no tivesses nelas o ba/ante8 ,no te env]gonhas de mi/ur> o assass9io e o sangue aos seus frutos b5ficos8 ,*amas selvag5s e f]ozes outros c>nivoros1 os tigres1 os lies e z s]p5tes1 enquanto man*as no sangue z tuas mos e em espcie alguma de b>b]ie lhes ficas inf]ior4 ,e p>a eles1 todavia1 o assass9io ap5as o meio de se su/5t>em2 p>a ti1 uma lascivia suprflua4 ,de facto1 no so lies e lobos que ns matamos p>a com] como em defeza prpria o pod]iamos fas]--pelo contrrio deixamo-los inclumes2 e entretanto1 aos inoc5tes1 aos mansos1 aos que no tem auxilio nem defesa1--a esses p]seguimo-los e matamo-los1 queles que a natureza p>ecia t] dado vida p>a sua beleza e graa444 ,nada nos p]turba1 nem a beleza encantadora das suas =mas1 nem a dorida dura da sua voz e d seu grito nem a sua intelig5cia1 nem a pureza da sua dieta nem a sup]ioridade d ent5dim5to4 ,s p>a t] um p$ao da sua c>ne1 privamo-los da luz d sol1 da vida p>a que nasc]am4 ,tomamos por in>ticulados e inexpressivos os gritos de queixume que eles soltam e voam em todas z direces2 qu&o na realidade so in/ncias e suplicas e rogos que cada um deles nos dirige diz5do3--,no da v]dadeira satisfao das vossas reais necessidades que qu]emos livr>-nos mas da complac5te luxuria dos nossos apetites4 ,depois de mo/r> com uma nitidez que uma antecipao da sci5cia contempornea como o c>nivorismo no pode ju/ific>-se pela anatomia d homem1 sem d5tes nem g>ras nem boca nem inte/9os que tal processo de nutrio suponham ou autorizem1 ,plut>co aponta os subt]fugios de que nos s]vimos p>a consum> o nosso crime contra a natureza4 ,porque no fazes como o lio e o tigre1 p]gunto1 e no arrancas o corao tua vitima8 ,nem mesmo depois que foi morta a com]s como veio d aougue4 ,has-de f]v-la1 ass-la e inteiram5te a trans=m>s pelo fogo e pelos condim5tos4 ,completam5te alt]as e disf>z o animal morto1 us&o dez mil ervas doces e especi>ias1 p>a que o vosso palad> seja enganado e se prep>e p>a receb] o alim5to que no natural4 ,foi uma admoe/ao prpria e sagaz a d esp>tano que compr\ um peixe e o deu ao coz9heiro p>a o prep>>4 ,qu&o e/e lhe p$iu manteiga e azeite e v9agre1 respondeu-lhe3--,se eu tivesse tudo isso no t9ha comprado o peixe444 ,a tal ponto fazemos d sangue uma luxuria que *amamos c>ne delicadeza e logo reclamamos delicados condim5tos p>a essa mesma c>ne e mi/uramos azeite e v9ho e mel e molhos e v9agre e todas z especi>ias da ,sria e da ,arbia1 de todo o mundo1 como se e/ivssemos a embalsam> um cadv] humano4 ,depois que todas e/as sub/ncias het]ognias se mi/ur>am e dissolv]am e at c]to ponto se corromp]am1,a cabe sem dvida ao e/mago assimil-las1 se podr4 ,e po/o que isso possa no mom5to faz]-se1 a sua consequ5cia natural a v>i$ade de do5z produzidas pelas dige/es imp]feitas e pela repleio444 ,no s contra a natureza da nossa con/ituio fsica o uso da c>ne4 ,o esprito e a inteligncia tornam-se pesados pela supreabundncia e pela repleio2 possivel que a c>ne e o v9ho t5dam a d> robu/ez ao corpo1 mas p>a o espirito trazem sm5te fraqueza4 ,alm e acima de todas e/as razes1 no p>ec] admirvel cri> hbitos de filantropia8 ,quem to bondoso e g5til p>a os s]es duma outra espcie incl9>-se- algum dia a injuri> o seu prprio gn]o8 ,lembro-me de t] ouvido em uma conv]sao1 como dito por ,x5crates1 que os at5i5ses impunham p5as a quem esfolasse viva uma ovelha4 ,aquele que tortura um s] vivo um p\co pior1 p>ece-me1 d que aquele que sem necessidade priva da vida e mata rapidam5te4 ,temos1 ao que p>ece1 mais cl>a p]cepo d que contrrio propri$ade e ao cu/ume d que daquilo que contr>io natureza444 ,com ,plut>co1 o veget>ismo1 ou melhor1 a cond5ao d c>nivorismo pass\ a s] nas preocupaes morais d homem culto um caso julgado1 eloqu5tem5te e inabavelm5te julgado4 ,os que se lhe seguiram1 e so legio de gnios e de santos1 nada acresc5t>am s razes basil>es dos seus pr9cipios dietticos1 embora brilhantem5te os int]pretassem e devotadam5te os praticassem em um apo/olado v]dadeiram5te religioso1 atravs de todas z contr>i$ades e adv]sidades4 ,os padres da igreja cri/ primitiva1 qu&o ela a9da se encontrava em toda a pureza1 no se esquec]am1 como no podiam esquec]-se1 de v]b]> rigidam5te z crueldades e a insnia d c>nivorismo4 ,e os fils(os e/ranhos ao cri/ianismo e at mesmo os que o combatiam mas que v9ham repassados d platonismo helnico no =am m5os ard5tes na flagelao d'aquele vicio a todos os respeitos mortal4 ,d/es nvel pela solidez e des5volvim5to da argum5tao que emp>elha a de ,plut>co na repulso d c>nivorismo1 ,porfirio da ,alex&ria1 homem extraord9rio1 discpulo de ,plot9o4 ,santo ,ago/9ho coloca-o acima de ,plato4 ,p>a sse tambem o veget>ismo era salvao de muita ang/ia e torm5to1 desde que nem o mdico nem o fils(o nem o atleta se atreviam a afirm> que a dieta c>nivora era melhor p>a a sade e p>a o vigor4 ,s5do assim1 porque1 dizia1 no nos revoltamos e lib]tamos duma supreabundncia de inquietaes8 ,p>a aqule que se habitua a cont5t>-se com o m5or luxo1 s] isso a r$5o no de uma mas de mil inquietaes--dos s]vios de criados em excesso1 duma multido de v>iados e/orvos1 dum e/ado fsico de let>gia e depresso1 dum nm]o inf9ito de do5z sev]as1 da necessidade dos mdicos1 d inc5tivo devassido1 de pesadas imag9aes1 de desord5s inf9itas e sup]fluas1 dos f]ros de grosseiros hbitos d corpo1 dos excesso de fra fisica excit&o a actos de violncia--em suma1 duma ,ilada de males4 ,de tudo o que o alim5to inoc5te que no r\ba a vida e que a todos fcilm5te acessvel nos lib]ta1 d&o paz alma enquanto (]ece ao corpo meios de sade4 ,no dos que comem o gro1 diz ,dig5es1 que vem z gu]ras e a pirat>ia2 mas dos que comem c>ne que vem os tiranos e os opressores4 ,e diz tambm3 ,deixo de insi/ir no facto de que1 se nos poz]mos na dep5d5cia d argum5to da necessidade ou da utilidade 7d c>nivorismo71 no podemos deix> de admitir por implicao que ns mesmos fomos criados s por causa de c]tos animais de/ruidores1 como os crocodilos1 z s]p5tes e outros mon/ros1 porque no recebemos dles o m5or b5efcio4 ,pelo contrrio1 so eles que apanham1 de/roem e devoram os hom5s que encontram--faz5do o que no proc$em de modo algum m5os cruelm5te d que ns4 ,de re/o1 eles so assim selvag5s por necessidade e fome2 e ns por insol5te lascivia e luxuriosos praz]es1 div]t9do-nos1 como usamos no circo e nos morticnios da caa4 ,em tais aces =tificamos em ns uma natureza brb>a e brutal que torna os hom5s ins5sveis ao s5tim5to da pi$ade e compaixo4 ,aqules que primeiro p]petr>am essas iniquidades fatalm5te entorpec]am a p>te mais importante da alma4 ,por isso que os discpulos de ,pitgoras consid]am a bondade e a graa com os animais inf]iores um ex]cicio de filantropia e graa4 ,com ,porfirio fe*am-se z lies magnificas de veget>ismo que a antiguidade nos leg\4 ,seguem-se-lhe na ordem cronolgica z desord5s e violncias da idade mdia1 o desab> dum mundo em gr&e p>te caduco e a anci$ade duma r5ovao que sabe mal os seus trmites e anciosam5te os procura4 ,mas nem assim1 nem em meio dessas ru9as e tumulto1 o veget>ismo s] uma d\tr9a morta4 ,aqui e alm s5timos-lhe z palpitaes2 nas homlias dum ,joo ,cris/omo cujos ascetas no conheciam entre si1 segundo a expresso d ,santo1 nem os rios de sangue1 nem a matana e nem o cort> da c>ne no aougue1 nem coz9has delicadas1 nem o peso da cabea1 nem z exalaes horrveis dos manj>es c>nvoros e os fumos desagradveis das coz9has2 nas comunidades dos cat>os p]seguidos pela igreja catlica1 que nem mesmo p]ante o cadafalso se sujeit>am a mat> um frango1 qu&o em #ajeb1 em ,gosl>1 eram en=cados2 e ,deus sabe em quantas ermidas1 nas quais os revoltados contra a ortodoxia eclesi/ica que na solido procuravam refugio das torturas que os ameaavam1 gu>davam z melhores tradies dos paulicianos e dos albig5ses1 esp]&o no futuro melhor religio e mais pura moralidade4 ,pelo que toca sup]ioridade moral dos seus preceitos anti-c>nvoros1 sses h]ejes1 que assim se *amavam e como tais eram m>tirizados1 at entre os seus cruis inimigos encontr>am quem lhes fizesse ju/ia4 ,s4 ,b]n>do foi um dos que cond5&o os crimes e z imoralidades da ortodoxia d seu tempo reconheceu virtude em uma dieta anti-c>nvora4 ,no sculo ,,xvi entramos na r5asc5a e com ela1 reatado o fio da cultura antiga1 d signais de vida o s5so moral que em tal agudeza s5timos nos primeiros tempos d imprio romano4 ,vem o ,compndio da ,vida ,sbria d celebre ,corn>o que1 fraco e arru9ado aos tr9ta anos por excessos de gula1 consegue prolong> a vida alm dos cem por uma dieta rigorosa4 ,vem a ,utopia de ,toms ,moore1 a cujo povo modlo no era p]mitido aco/um>-se a mat> os animais pelo uso dos quais julgavam que a clemncia1 a mais graciosa afeio da nossa natureza decaa e morria4 ,e vem f9alm5te a ressurreio pl5a da filos(ia humanitria em ,miguel de ,montaigne4 ,gr&e leitor de ,plut>co1 seu legitimo discpulo1 ,montaigne r5ova brilhantem5te z exortaes d me/re contra z intol]veis crueldades d c>nivorismo4 ,pela sua p>te1 disse1 nunca foi capaz de vr sem desg/o p]seguir e mat> um animal inoc5te e sem defesa1 d qual no haviamos recebido mal ou (5sa4 ,qu&o um gamo1 como vulg>m5te acontecia1 esfalfado e sem frz1 sem outro recurso1 se pro/rava e r5dia1 como se pelas lgrimas p$isse mis]icrdia aos seus algozes1 sempre lhe p>eceu um desagradvel espectculo4 ,r>o ou nunca apanh\ vivo um animal que no o re/ituisse lib]dade4 ,pitgoras t9ha o co/ume de compr> p>a o mesmo fim aos pass>9heiros e aos pescadores z suas vctimas4 ,z disposies sangu9rias relativam5te aos outros animais demon/ram uma crueldade natural com a nossa prpria espcie4 ,desde que em ,roma se habitu>am ao espectculo da *ac9a dos outros animais1 pass>am dos hom5s e dos gladiadores4 ,temia que a natureza tivesse dado c]to in/9to de desumanidade s incl9aes humanas4 ,n+um tira praz] de vr os outros animais alegres e afag&o-se2 e n+um deixa de se alegr> v5do-os desmembrados e feitos em p$aos4 ,repet9do o exemplo de ,plut>co1 ,montaigne consid]a um caso de conscincia m&> p>a o matadoiro a vaca que tantos anos nos s]viu4 ,com ,plut>co e ,porfrio aponta os prejuizos sobre z faculdades m5tais das raz no humanas1 insi/9do em que a dif]5a de grau e no de espcie4 ,plato diz1 no seu quadro da ,idade d',oiro conta entre z pr9cipais vantag5s dos hom5s d'aqule tempo o comrcio que les t9ham com os outros animais1 inve/ig&o1 in/ru9do-se e apr5d5do z suas v]dadeiras qualidades e z dif]5z entre ns e les1 pelo que adquiriam um p]feitssimo conhecim5to e inteligncia e d/e modo fiz]am z suas vidas mais felizes d que a nossa4 ,i/o digo com o fim de nos faz] retroc$] e junt>-nos multido4 ,no e/amos nem acima nem abaixo d re/o4 ,quantos e/o sob o cu diz o sbio judeu1 s(rem igual lei e de/9o4 ,ha c]ta dif]na1 ha ord5s e gru1 mas a*am-se sob o aspecto duma nica e igual natureza4 ,depois de ,montaigne1 ,p$ro ,gass5di que repete z lies de ,plut>co1 enquanto m$ita a ,vida e ,moral de ,epicuro que sabiam5te traou1 encontr&o1 como e/e1 o bem supremo1 summum bonum no seu pequ5o j>dim4 ,e logo aps a sua morte1 d5tro de p\cos anos1 nasce ,hecquet que por sua vez1 no seculo ,,xvii v9ha acresc5t> ,bblia ,veget>iana pg9as def9itivas4 ,a sse nvel re=mador da arte mdica p>ecia incrvel a soma de prejuizos que se deix>am trabalh> em favor da c>ne1 qu&o tantos factos se opem pret5sa necessidade d seu uso4 ,r5ova todo o argum5to fisiolgico contra a dieta c>nvora e1 cit&o num]osos exemplos de hom5s em95tes e de naes que em todos os tempos a cond5avam1 obs]va com muito p>ticul> e inatacvel sagacidade que e/ provado que no difcil su/5t> sem c>ne os animais que vivem de c>ne1 enquanto qusi impossvel alim5t> com c>ne aqules que vivem ord9riam5te de sub/ncias vegetais4 ,gr&e poca de morali/as1 o seculo ,,xvii no deix>ia escap> sem reflexo os problemas morais da dieta1 e de facto os julg\ com a sev]idade que uma s moral reclama4 ,onde se ins9u>em s5tim5tos de simples ju/ia1 p>te mesmo toda a exaltao religiosa ou qualqu] fr\xa inspirao de poesia1 logo a baixeza d c>nivorismo s] apontada e ca/igada como infrao de pr9cpios supremos4 ,b]n>do de ,m&eville1 que nasceu em #afgj1 com5ta ne/es belos t]mos os hbitos c>nvoros que ao tempo dev]iam e/> em pl5a expanso entre nobres e g5te aba/ada3 ,muitas vezes p5sei que1 se no fosse pela tirania que o co/ume ex]ce em ns1 os hom5s duma natureza m$ianam5te boa nunca se reconcili>iam com a aco de mat>em tantos animais p>a seu su/5to quotidiano1 enquanto a lib]alidade da t]ra to abundantem5te lhes faculta z delicadas v>i$ades de vegetais4 ,sei que a razo nos provoca a compaixo mas fr\xam5te1 e por isso no me admira que os hom5s sejam to desapi$ados com criaturas imp]feitas como o c>anguejo1 a o/ra1 a ameijoa e1 em g]al1 todo o peixe1 porque so mudas e o seu intimo e a sua configurao ext]na l>gam5te dif]em de ns4 ,p>a ns1 exprimem-se in9teligivelm5te1 e por consegu9te no de e/ranh> que a sua dr no afecte o nosso ent5dim5to que ela no alcana2 pois coisa alguma nos move mais seguram5te pi$ade d que os s9tomas de misria que f]em im$iatam5te os nossos s5tidos4 ,encontrei comov5do-se com o rumor que uma lago/a faz qu&o a espetam g5te que com praz] mat>ia meia dzia de aves4 ,animais p]feitos como z ovelhas e os bois1 nos quais o corao1 o crebro1 e os n]vos dif]em to p\co dos nossos1 e a sep>ao d sangue e d esprito1 os rgos dos s5tidos1 e por consequncia o prprio s5tim5to1 so os mesmos que so em criaturas humanas1 no posso imag9> como um homem que no e/eja endurecido no massacre e no sangue pde vr indif]5te a sua morte e z agonias em que ela se consuma4 ,em respo/a a isso1 a maior p>te das pessoas julg>o sufici5te diz] que1 t5do sido feitas z coisas p>a utilidade d homem1 no pde hav] crueldade em d> s criaturas o uso p>a que =am designadas4 ,mas t5ho ouvido e/a rplica1 enquanto a natureza ntima de quem a d$uz lhe acusa a falsidade da ass]o4 ,se no foi criado num aougue1 no hav] numa multido um homem entre dez que por sua vontade escolhesse entre todas z pr(isses a de mag>efe2 e p]gunto se sequ] algum mat\ pela primeira vez sem relutncia uma gal9ha4 ,alguns no podem resolv]-se a prov> de quaisqu] criaturas que t5ham vi/o todos os dias e que conhessem qu&o e/avam vivas4 ,outros no levam os escrpulos alm daquelas criaturas que viram todos os dias e conhec]am enquanto vivas e lhes p]t5ciam4 ,outros limitam esses escrpulos s suas prprias aves1 e recusam-se a com] daquelas que su/5t>am e cuid>am4 ,todavia1 todos se alim5tam1 sem remorsos e de corao leve1 de c>ne de caa1 de c>neiro e de aves qu&o foi comprada no m]cado4 ,ne/e proc$im5to1 imag9o1 transp>ece qualqu] coisa como a conscincia da culpa2 p>ece que se es=am por se salv>em da imputao dum crime 7cujas ligaes p]cebem7 afa/&o de si quanto possivel a respectiva causa4 ,e nisso descubro vivos s9ais da primitiva pi$ade e inocncia1 que o pod] arbitrrio d co/ume e a violncia da luxria a9da no =am capazes de conqui/>4 ,por /e mesmo tempo de ,b]n>do de ,m&eville1 no p]odo to fecundo de r5ovao religiosa e filosfica que vai d meiado d sculo ,,xvii ao meiado d sculo ,,xviii1 o respeito da vida dos animais inf]iores encontr\ inv>iavelm5te def5sores convictos nos melhores espritos da poca4 ,wesley foi um dsses e ,pope1 o clebre poeta +lez1 record&o lies d excel5te ,plut>co que1 dizia1 t9ha mais impulsos de boa natureza nos seus escritos d que qualqu] outro autor de que se lembrasse1 repete-lhe os conselhos analis&o e cond5&o os co/umes sangu9rios de ento que1 como hoje1 passavam p>a o maior nm]o por admirvel de/reza fsica e modos sos e legtimos de exi/ncia moral e fisiolgica4 ,no posso imag9> extravagante1 escreveu ,pope1 que o gn]o humano seja1 relativam5te1 m5os responsvel pelo mau uso d seu domnio sbre z camadas inf]iores dos s]es d que o pelo ex]cicio da tirania sbre a sua prpria espcie4 ,quanto mais completam5te a criao inf]ior se encontra submetida nossa fra mais responsveis dev]emos fic> pelo seu mu govrno2 por maioria de razo se deve consid]> e/a responsabilidade1 vi/o que a prpria natureza dos animais inf]iores os torna incapazes de receb]em em outro mundo qualqu] recomp5sa dos mu tratos que s(r]em n/e4 de not> que os animais nocivos1 com mais pod]osas qualidades p>a nos faz]em mal1 evitam naturalm5te os hom5s e nunca nos (5dem s5o provocados ou coagidos pela fome444 ,no p>ece fcil def5d] m]am5te por sport a de/ruio de qualqu] coisa que t5ha vida4 ,todavia z crianz so educadas ne/a ideia e um dos primeiros praz]es a lic5a de infligir p5as a animais sem defeza4 ,mal nos tornamos s5siveis ao que a vida p>a ns1 fazemos um passatempo de a r\b>mos aos outros444 ,qu&o crescemos e nos fazemos hom5s1 temos outra srie de passatempos sangu9rios1 p>ticul>m5te a caa4 ,no ouso atac> um div]tim5to que tem a su/5t-lo tal autoridade e co/ume2 mas cons9tam-me que t5ha a op9io de que a agitao daqule ex]ccio1 com o exemplo e o nm]o dos caadores1 contribue no p\co p>a resi/ir queles impulsos que a compaixo naturalm5te sug]e a favor dos animais p]seguidos4 ,mas se os nossos sports so de/ruidores1 muito mais o a nossa gula e duma frma muito mais desumana4 ,z lago/as assadas vivas1 os porcos fu/igados at morte1 z aves amanhadas1 so te/emunho da nossa luxria4 ,aqules que1 na frase de ,sneca1 rep>tem a vida entre uma conscincia ambiciosa e um e/mago enauseado1 teem a ju/a recomp5sa da sua gula nas do5z que ela ac>reta4 ,porque os selvag5s humanos1 como os outros animais bravios1 encontram ratoeiras e v55os nas provises da vida e enganados pelo apetite correm propria de/ruio4 ,no conheo nada mais repel5te d que o aspecto duma das suas coz9has cob]ta de sangue onde se ouvem os gritos dos s]es que expiram em torturas4 ,d-nos a imagem da cav]na dum gigante nos romances1 juncada de cabez disp]sas e membros lac]ados daqules que a sua crueldade *ac9\4 ,com to bons guias1 *eg>emos ao humanismo d sculo ,,xviii que ,r\sseau e ,voltaire consub/anci>am m>avilhosam5te4 ,voltaire1 no ,dicionrio filosfico1 discorr5do sbre a palavra c>ne1 escreveu3 ,sabe-se que ,pitgoras1 que e/ud\ com os brahmanes a geometria e a moral1 adopt\ a sua d\tr9a humana e tr\xe-a p>a a ,xlia4 ,muito tempo a seguiram os seus discipulos3 os clebres filsophos ,plot9o1 ,jmblico e ,porfrio1 recom5d>am-na e at mesmo a pratic>am1 po/o que seja muito r>o faz] aquilo que prgamos4 ,a obra de ,porfrio sbre a ab/9ncia de c>nes animais1 escrita pelo meiado d nosso t]ceiro sculo1 muito e/imada dos eruditos mas no fez mais discpulos entre ns que o livro d mdico ,hecquet4 em vo que ,pr(rio prope p>a modelos os brahmanes e os magos p]sas de primeira classe que t9ham horror ao co/ume de engolf> nas suas entranhas z entranhas das suas criaturas4 ,no seguido hoje s5o pelos padres da ,trapa4 ,o escrito de ,porfrio dirigido a um dos seus discpulos1 ,firmus1 que1 diz-se1 se fez cri/o p>a t] a lib]dade de com] c>ne e de beb] v9ho4 ,adv]te a ,firmus que ab/5do-nos da c>ne e dos licores =tes cons]vamos a sade da alma e d corpo1 vivemos mais tempo e com mais inocncia4 ,todas e/as reflexes so dum telogo escrupuloso1 dum fils(o rgido e duma alma doce e s5svel4 ,julg>iamos ao l-lo que /e gr&e inimigo da ,igreja um padre da ,igreja4 ,consid]a os animais como nossos irmos porque so animados como ns1 porque teem os mesmos pr9cpios de vida1 porque teem1 assim como ns1 ideias1 s5tim5to1 memria1 eng5ho4 ,s lhes falta a palavra4 ,se a tivessem1 ous>amos mat-los e com-los8 ,ous>amos comet] fratricdios8 ,qual o brb>o que pod]ia ass> um cordeiro1 se sse cordeiro nos conjurasse por um discurso comov$or a que no fssemos ao mesmo tempo assass9os e antropfagos8 ,e/e livro prova pelo m5os que entre os g5tlicos h\ve fils(os da mais au/]a virtude2 mas no conseguiram prevalec] contra os mag>efes e os glutes4 ,a gula1 o jg e a preguia baniram d mundo toda a virtude4 ,ao mesmo tempo que ,voltaire1 ,r\sseau fazia suas z ideias de ,plut>co sbre o regime alim5t>2 e proclam&o-z com a violncia habitual d seu c>ct]1 com aquela mesma impetuosidade que incansavelm5te empreg\ em fu/ig> a depravao d seu tempo e em incit> a uma regresso salut> ao contacto e simplicidade da natureza1 inscreveu o veget>ismo entre os artigos da nova f4 ,sobretudo na educao da criana qu] que rigorosam5te o veget>ismo prevalea porque uma das provas de que o sabor da c>ne no natural ao homem a indif]5a das crianz por e/e gn]o de alim5to e a pref]ncia que elas do aos alim5tos vegetais como z sopas1 z massas1 os frutos1 etc4,b de suprema importncia que no se lhes desnature o g/o primitivo e no se tornem c>nvoras1 s5o por motivos de sade1 pelo m5os por causa d c>ct]4 ,porque1 seja qual fr a explicao da exp]incia1 c]to que os gr&es com$ores de c>ne so1 em g]al mais cruis e f]ozes d que os outros hom5s4 ,e/a obs]vao v]dadeira em todos os lug>es e em todos os tempos4 bem conhecida a gross]ia +lesa4 ,os gauros1 pelo contrrio1 so os mais g5tis dos hom5s4 ,todos os selvag5s so crueis1 e no a sua moral que os leva a isso2 a sua crueldade provm d seu alim5to4 ,vo p>a a gu]ra como p>a a caa e tratam os hom5s como tratam os ursos4 ,mesmo na ,+lat]ra os mag>efes no so admitidos como te/emunhas legais1 assim como os cirurgies4 ,os gr&es crim9osos endurecem-se p>a o assass9io beb5do sangue4 ,hom]o repres5ta os ciclopes1 que eram c>nvoros1 como hom5s t]rveis1 e os lotfagos como um povo to doce que mal algum t9ha comrcio com le1 logo esquecia tudo e a sua ptria p>a viv] com le444 ,j se viu algum aborrec] o po e a gua8 ,veja-se o cunho da ,natureza6 ,veja-se a pois uma regra de vida4 ,cons]vemos na criana pelo mais l>go tempo possvel o seu g/o primitivo2 deixemos que o seu alim5to seja simples e vulg>2 faamos que o seu palad> sm5te se famili>ize com os aromas naturais e que no se =me g/o algum exclusivo444 ,algumas vezes obs]vei a g5te que d importncia a viv] bem1 que p5sa1 mal acorda1 no que ha-de com] durante o dia e descreve um jant> com mais exactido d que ,polbio usa na descripo duma batalha4 ,p5sei que todos esses *amados hom5s eram ap5as crianz de qu>5ta anos1 sem vigor e sem consi/ncia4 ,a gula o vcio das almas que no teem fundo4 ,a alma d gluto e/ no seu palad>4 ,veio ao mundo p>a devor>4 ,na sua e/pida incapacidade1 s mesa e/ vontade4 ,a sua capacidade de julg> limita-se s suas igu>ias4 ,um ,%elley1 um ,lam>t9e1 um ,mi*elet ou um ,gleizs tiv]am na v]dade bem desbravado o t]r5o p>a deix>em vo> livres os seus sonhos duma nova exi/ncia toda de pureza que aborrecesse a c>nific9a e o sangue onde qu] que os encontrasse1 na flore/a1 no l> ou no campo da batalha1 e sm5te alim5tasse o corpo e a alma nos inoc5tes e p]fumados frutos da t]ra4 ,o des5volvim5to d veget>ismo no sculo ,,xix1 a discusso e consolidao da sua d\tr9a e o d]ramam5to da sua prtica1 no s]o j a aspirao de gnios privilegiados mas o patrimnio comum de milh>es e milh>es de espritos escl>ecidos e de coraes exaltados em amor4 ,conv9ha que assim acontecesse1 desde que uma vaga de lib]tao da humanidade1 sem prec$5tes na hi/ria1 nos punha deante de ,deus1 da natureza e d dev] despr5didos de todo o e/rvo da opresso d co/ume e das tiranias sectrias4 ,mas no s] em vo que os mais bem inspirados combatem pelo adv5to d novo re9o4 ,a lib]dade de proc$] no significa o domnio e a supresso da ru9dade4 ,o que nesse campo havia e ha a conqui/> e o legado fune/o de g]aes sbre g]aes de crueldade1 inf9ito4 ,o que se conqui/\ m9imo relativam5te ao que importa conqui/>4 ,por isso um homem como ,wagn] desc] d altssimo p$e/al a que o prprio tal5to e a fama o ergu]am e vir com os mais humildes exort> os infieis e os ignorantes a inici>em a sua r$5o no veget>ismo4 ,li*t5b]g]1 no seu excel5te e/udo de ,ric>do ,wagn] como poeta e p5sador1 expe-nos ne/es t]mos z ideias daqule sob]bo gnio sbre o veget>ismo1 p>ticul>m5te sbre a importncia que ele lhe atribuia na reg5]ao fsica e moral das soci$ades humanas4 ,a citao s] longa mas convm que se faa1 indisp5svel1 aponta dados primaciais d problema3 ,se consid]amos primeiro a evoluo humana como f5m5o fisiolgico1 v]ificamos1 segundo ,wagn]1 que duas causas tr\x]am a deg5]ao da raa branca3 a m alim5tao1 que d homem primitivam5te frugvoro fez um c>nvoro1 e a mi/ura das raz que pr(undam5te alt]\ o temp]am5to primitivo e z virtudes h]$itrias dos antigos arias4 ,e/as duas causas tem por efeito uma alt]ao d prprio sangue entre os povos mod]nos e em p>ticul> no povo alemo1 alt]ao que deve s] consid]ada como a razo fisiolgica1 como o pr9cpio inicial da corrupo pr(unda que hoje ap>ece no seio das naes europeias4 ,o homem natural1 inoc5te e feliz1 de que ,wagn] traara outrora a imagem ideal no seu moo ,siegfr$o1 no mais se concebe agora 7ne/a poca da sua vida7 sob z l9has d g]mnico belo e vigoroso1 sempre pronto p>a a gu]ra e p>a z av5turas1 belicoso pelo praz] de m$ir suas frz com os rivais1 e inacessivel ao temor4 agora o ndio dos tempos primitivos1 o ndio morig]ado e reflectido por uma religio de suavidade3 ,uma natureza g5]osa lhe (]ecia o que era necessrio p>a satisfaz] z necessidades da vida2 a vida contemplativa1 a m$itao sria podia lev> e/es hom5s1 livres de todo o cuidado da sua su/5tao1 a reflectirem pr(undam5te sobre a natureza de/e mundo onde1 como a exp]incia passada lhes havia mo/rado1 re9ava a indigncia1 o cuidado1 a dura necessidade d trabalho e mesmo da luta e d combate p>a a posse dos b5s mat]iais4 ,ao brahmane1 possud d s5tim5to de t] em c]to modo entrado em uma vida nova1 o gu]reiro p>ecia-lhe necessrio como gu>da da segurana ext]ior e por e/a razo tambm digno de pi$ade2 o caador1 pelo contrrio inspirava-lhe um horror pr(undo e o c>rasco dos animais dom/icos p>ecia-lhe inconcebvel4 ,e/es hom5s de co/umes to doces sabiam todavia d> provas duma fra dalma sem igual1 qu&o disso era ensejo prprio3 n5huma tortura1 n5huma promessa pde jmais obriga-los a r5unci>em sua f religiosa2 e ,wagn] cita com admirao a hi/ria comov5te de tres milhes de indios que1 por ocasio duma fome causada pelos especuladores +leses1 pref]iram morr] de fome a toc> nos seus animais dom/icos4 ,mas o homem primitivo1 veget>iano e manso1 que recusa d]ram> o sangue dos seus semelhantes e o dos seus irmos inf]iores1 os animais1 deg5]a p\co a p\co sob a presso das circun/ncias ext]iores4 ,transportado1 no corr] das emigraes1 p>a climas m5os clem5tes1 torna-se caador e c>nvoro1 p>a escap> fome2 apr5de a alim5t>-se com a c>ne dos animais dom/icos4 ,desde os primeiros tempos da hi/ria1 vemo-lo trans=m>-se assim em um animal de prsa vido de sangue e por fim deleit&o-se em mat>1 no s p>a satisfaz] a fome mas pelo praz] de mat>4 ,e/e animal de prsa conqui/a va/as provncias1 subjuga raz frugivoras1 funda por gu]ras sucessivas gr&es imprios1 dita leis e cria civilizaes p>a goz> em paz da sua rap9a1 ,hoje mais p]igoso e mais sangu9rio d que nunca2 ap]feio\ dum modo t]rvel os eng5hos de de/ruio1 exgota-se em armam5tos e/reis e vive num e/ado de paz armada p]iodicam5te int]rompida por c>nific9as m$onhas4 ,depois1 ao lado d homem de prsa milit> des5volveu-se no corr] dos sculos o homem de prsa especulador1 to de tem] e to mortf]o po/o que m5os bravo d que o primeiro1 e cuja aco deva/adora se ex]ce sem int]rupo sobre a massa d povo que le vot\ mis]ia e ru9a4 ,mas se o homem de prsa dom9a o mundo como a f]a re9a na flore/a1 como ela deg5]ado3 ,d mesmo modo que o animal de prsa no prosp]a1 diz ,wagn]1 d mesmo modo vemos o homem de prsa vitorioso f9>-se l5tam5te4 ,por causa d alim5to contra a natureza que le usa1 vtima das do5z que s nle ap>ecem1 e nunca alcana nem o t]mo normal dos seus dias nem uma morte doce3 sob o aguilho de s(rim5tos e de torturas que s le conhece e que lhe f]em o corpo como a alma1 apressa-se atravs duma vida de agitaes vs1 p>a um fim sempre t]rvel4 ,mas d mesmo modo que o homem primitivo1 colocado em circun/ncias desfavorveis1 teve de troc> a alim5tao vegetal pela alim5tao animal1 d mesmo modo pod]1 qu&o tiv] conscincia da sua mis]ia e s\b] reconhec] como seus todos os s(rim5tos dos hom5s e dos animais1 volt> por um es=o de vontade a uma alim5tao exclusivam5te vegetal4 ,s por tal preo pde esp]> a reg5]ao4 ,assim no se deix> desanim> ne/a empresa por n5huma dificuldade de ordem prtica4 ,wagn] consid]a como uma v]dade exp]im5tal demon/rada que o homem pode amold>-se a um regime veget>iano em todas z latitudes4 ,mas no hesita em decl>> que no caso em que se reconhecesse a necessidade duma alim5tao animal nos climas d norte1 z raz sup]iores dev]iam emigr> si/ematicam5te p>a regies mais favorecidas d sol4 ,desde j consid]a como in/ituies de salvao z ligas de veget>ianos1 z associaes p>a a proteco dos animais e z associaes de temp]ana que procuram lib]t> o homem da tirania m$onha d lcool4 ,qu&o e/as associaes fracas1 desprezadas e hoje um p\co ridculas1 tiv]em mais inteira conscincia d fim sublime que teem em vi/a e se apres5t>em ao pblico no como mode/os ap/olos dum m$iocre p5sam5to utilitrio mas como os mission>ios da d\tr9a da reg5]ao1 pod]o torn>-se os in/rum5tos eficazes da r$empo d mundo mod]no4 ,eis a o que ,wagn] p5sava d veget>ismo1 da alta misso social que lhe e/ gu>dada e da influncia fundam5tal que tem na moralidade das raz4 ,e pronunci&o o seu nome desnecessrio se torne lembr> em que assombrosas faculdades e/a d\tr9a encontr\ proteco e imp5etrvel escudo4 ,acresc5temos a9da a essa voz de excepcional pod] mais um depoim5to4 o de ,e4 ,rclus4 ,o seu tal5to1 o seu sab]1 os seus inf9itos conhecim5tos da t]ra e dos hom5s z suas virtudes morais1 a sua s9c]idade1 a sua inteireza e a sua coragem que ele sujeit\ s mais crueis provaes e que de todas sairam vitoriosas1 a sua prpria exp]incia d veget>ismo que pratic\ durante mais de sess5ta anos consecutivos e que no o imp$iu de morr] com mais de oit5ta duma vida de trabalho infatigvel e de ard5te apo/olodo1 todas e/as e muitas outras circun/ncias congn]es lhe do um lug> privilegiado que convm respeit>1 no por sua glria que d nosso humilde respeito no c>ece1 mas por nosso int]esse que d seu conselho no pde presc9dir4 ,no era qumico nem d\tor1 confessa1 no m5cion> nem o azote nem a album9a1 nem reproduzir z frmulas dos anali/as mas cont5t>-se- simplesm5te diz5do z suas impresses pessoais que de re/o co9cidem com z de muitos veget>ianos4 ,foi virtualm5te um veget>iano desde criana4 ,uma pessoa de familia m&\-o um dia ao aougue busc> um p$ao de c>ne1 e p]ante os horrores que l viu1 desmai\4 ,ouvia que o dono d talho o tr\x]a a casa sem s5tidos4 ,foi esse o seu baptismo veget>iano4 ,no o apr5deu nas academias1 nos hospitais ou nos laboratrios4 ,nasceu-lhe no corao4 ,cada um de ns1 diz ,rclus1 especialm5te aqules que viv]am em um canto da provncia1 muito longe das cidades vulg>es ord9rias1 onde todas z coisas e/o metodicam5te classificadas e disf>adas1--cada um de ns tem vi/o alguma coisa dessas b>b>idades cometidas pelos que comem c>ne contra os animais que les comem4 ,no ha necessidade de ir a n5huma ,porcopolis da ,amrica d ,norte ou a uma salad]a de ,la ,plata1 p>a contempl> os horrores dos massacres que con/ituem a condio primria d nosso alim5to quotidiano4 ,mas e/as impresses ga/am-se com o tempo2 c$em p]ante a p]niciosa influncia da nossa educao de todos os dias1 que t5de a arra/> o indivduo p>a a m$iocridade1 e o despoja de quanto concorra p>a o torn> uma p]sonalidade orig9al4 ,pais1 me/res1 por (icio ou por amizade1 d\tres1 p>a no fal> de/a pod]osa individualidade que *amamos toda a g5te1 todos trabalham juntos p>a endurec]em o c>ct] da criana com respeito a /e alim5to de quatro ps que1 todavia1 ama como ns amamos1 s5te como ns s5timos1 e sob a nossa influncia progride ou retroc$e como ns444 ,no uma digresso m5cion> os horrores da gu]ra em conjuno com o massacre dos gados e os banquetes c>nvoros4 ,a dieta dos indivduos corresponde exactam5te aos seus modos4 ,o sangue p$e sangue4 ,n/e ponto1 quem rememor> z suas lembranz daqules que tem conhecido1 encontr> que no pde hav] dvida possvel quanto ao contra/e que exi/e entre os veget>ianos e os grosseiros com$ores de c>ne--vidos beb$ores de sangue--na am5idade dos seus modos1 na g5tileza de disposio e regul>idade de vida4 c]to que e/as qualidades no so muito apreciadas daquelas pessoas sup]iores que1 no s5do de frma alguma melhores que os outros mortais1 so sempre mais arrogantes e imag9am que acresc5tam a sua importncia depreci&o os humildes e exalt&o os =tes4 ,p>a elas1 dura significa fraqueza3 os do5tes so um tropo1 e s]ia c>idade v>rl-os d cam9ho4 ,se no =em mortos1 deve-se pelo m5os deix> que morram4 ,mas ju/am5te e/a g5te delicada que resi/e do5a melhor d que os robu/os444 ,seja porm como fr1 ap5as digo que p>a a gr&e maioria dos veget>ianos a que/o no se os seus biceps e triceps so mais slidos d que os daqules que comem c>ne1 nem se o seu organismo e/ mais apto a resi/ir aos riscos da vida e s cont+ncias da morte1 no isso o mais importante2 p>a eles o ponto importante o reconhecim5to dos laos de afeio e ba vontade que unem o homem aos *amados animais inf]iores e a ampliao at sses nossos irmos d s5tim5to que j pz t]mo ao canibalismo ntre os hom5s444 ,o cavalo e a vaca1 o coelho e o gato1 o gamo e a lebre1 o feiso e a cotovia1 so-nos mais agradveis como amigos d que como comida4 ,qu]emos cons]v-los ou como respeitados companheiros de trabalho ou simplesm5te como companheiros na alegria da vida e na amizade4 ,e1 *egado a /e ponto1 seja-me p]mitido presc9dir das re/antes te/emunhas que so a9da dez5as e dez5as dos que deix>am o ra/o m>cado na hi/ria da civilizao4 ,presc9do de depoim5tos preciosos1 presc9do1 por agora1 da sano d veget>ismo pela autoridade de individualidades to altas como1 por exemplo1 ,leo ,tol/oi1 p>a o qual o veget>ismo o primeiro passo1 ou como sse outro pr(ta de alm-m>1 ,h5rique ,david ,?oreau que julgava um b5feitor da sua raa aqule que ens9asse os hom5s a limit>em-se a uma dieta mais inoc5te e salut> d que aquela mis]vel de degol> cordeiros4 ,no ignoro que riquezas de elucidao e de exemplo deixo de us>1 nem o fao sem mgoa4 ,o meu desejo e o int]esse da causa a que to s9c]am5te consagro os meus pobres es=os1 s]ia repetir l9ha a l9ha e grav> na memria dos que me escutam esse admirvel brevirio de ,h[>d ,williams que tem por titulo ,a ,etica da ,dieta e ao qual fui beb] a maior p>te de aquilo que aqui reuni e coligi4 ,mas o que deixo apontado s] por v5tura o ba/ante p>a a demon/rao da tse que me propus def5d]2 e a necessidade de concluir e/e primeiro ponto das m9has consid]aes no p]mite que mais me alongue na apres5tao dos docum5tos em que se fundam4 ,,ii ,disse que o veget>ismo tem os seus p]gam9hos1 que possue ttulos autnticos de nobreza4 ,provam-no os docum5tos que apres5tei4 ,a hi/ria da civilisao regi/\-lhe a antiguidade2 e z virtudes e os m]ecim5tos dos hom5s em95tes que o s]viram pela palavra e pelo exemplo so g>antia da sua excelncia4 ,quid inde8 ,com que direitos e por que trmites se cri\ essa nobreza e por que razes ha-de p]si/ir em nossos dias8 ,consid]emos por um in/ante os mom5tos em que a defesa e a prtica d veget>ismo se mo/r>am mais calorosas1 mais ac5tuadas nas afirmaes e mais dissem9adas na aco4 ,im$iatam5te se nos revel> o seu c>ct] e a sua influncia na moralidade das raz4 ,ap>ece-nos primeiro o veget>ismo1 cl>am5te def9ido e apregoado como m&am5to ess5cial de bem viv]1 na escola de ,pitgoras1 na aurora d hel5ismo1 qu&o ele comeou a t] consci5cia dos seus de/9os e a m$it> lucidam5te nas responsabilidades d homem p]ante a vida univ]sal4 ,r5ova-se seis sculos mais t>de com ,plut>co1 qu&o uma pausa nas disputas d mundo suc$5do amlgama de dif]5tes raz e div]sssimas aspiraes religiosas em uma s e nova civilizao p]mitiu aos hom5s que int]rogassem o seu ntimo e conhecessem o que qu]iam da t]ra e o que lhe deviam1 que f9s e obrigaes os encam9havam e pr5diam4 ,p\co depois encontramo-lo em ,alex&ria onde ,porfrio e a pliade de fils(os que naquelas t]ras m$itava a exp]incia de quasi dez sculos de vida social int5sa inve/igavam z consequncias que de a d]ivavam p>a a compre5o d'e/e pequ59o s] que o homem4 ,escurece-se na pulv]izao d imprio romano1 enquanto o tumulto das gu]ras e a poeira d desab> de ru9as no cons5tiam p>ana em que os problemas morais da nossa vida se traassem e solvessem4 ,mas logo a breve tre*o eis r5ascido com ,montaigne o veget>ismo em toda a sua pureza e =mosura porque se reatava o fio p]dido e quebrado da cultura antiga4 ,ac>icia-o em seguida o humanismo d seculo ,,xviii1 at que no seculo ,,xix lhe abrem de p> a p> z portas da cidade e porv5tura lhe do +resso no templo os mais v5]&os levitas da r$5o humana4 ,i/o --sempre que z soci$ades europeias pod]am pelo gru de cultura que at+iam ouvir a voz da conscincia moral e pre/> ob$incia aos seus ditames1 o veget>ismo surge e impe-se como uma lei a que no p]mitido esquiv>-nos1 sob p5a de ignom9iosa traio d dev] e de crueis remorsos4 ,no outra a lio da hi/ria sbre e/a d\tr9a1 nem outra pde s] a int]pretao das vicissitudes por que tem d passado1 dos entusiasmos que desp]t\1 e dos dios que o p]seguirem e da irrepressvel expanso que em nossos dias o propaga4 um f5m5o da conscincia moral1 inv>iavelm5te pres5te onde qu] que a conscincia moral assi/a1 seu filho e s]vo4 ,no um devaneio filosfico1 que/o de si/ema ou de lgica1 um acto de religio4 ,por isso teve e tem inimigos1 porque no pde dom9> sem (f5d] cr5z arreigadas e pote/ades criadas1 sem sobretudo esc&aliz> esse pod] arbitrrio d co/ume e a violncia da luxria de que fal\ ,b]n>do d ,m&eville e que encontram na f veget>iana como uma acusao dos seus crimes e uma ameaa de abolio contra z quais se revoltam4 ,s+ul> co9cidncia6 ,os ap/olos d veget>ismo no m]ec]am em regra z boas graz dos pod]es politicos con/itudos4 ,so aborrecidos de todos os despotismos4 ,s5do o veget>ismo uma d\tr9a de amor1 porv5tura odiada de toda a opresso e egoismo4 ,o c]to que os discpulos de ,pitgoras =am p]seguidos2 ,ovdio foi de/]rado e ,sneca foi cond5ado morte e os cat>os s(r]am da igreja catlica z mais brb>as crueldades4 ,na v]dade1 significa uma pr(unda revoluo moral com todas z consequncias sociais que necessriam5te importa4 ,como tal o devem consid]> os que o seguirem1 arm&o-se com a coragem indisp5svel p>a afront>em todas z p5as e riscos d'uma revoluo4 ,se os nossos tempos no tol]am m>trios1 nem por isso pdem presc9dir de t5acidade e firmeza d'animo onde uma gr&e aspirao se propos] conqui/> o seu lug> no mundo4 ,a t>efa s] tanto mais rdua quanto c]to que o veget>ismo se v enleiado e combatido por tradies t]rveis4 ,toda a nossa civilizao filha da civilizao romana4 ,dela viemos e na realidade nela nos mantemos2 quanto julgamos progresso no mais d que o natural des5volvim5to das bases em que ela se fund\4 ,a nossa e/rutura m5tal como a nossa e/rutura econmica1 como1 sobretudo os nossos problemas sociais1 tudo a repetio e a ampliao em volume e complexidade d que o romano s5tiu1 cri\ e nos leg\4 ,ora1 no nos iludmos2 no h talvez pior inimigo d veget>ismo d que a cultura lat9a4 ,comp>e-se a civilizao lat9a com z civilizaes ori5tais e a sup]ioridade moral de/as ltimas im$iatam5te se nos mo/ra com evidncia4 ,a intemp]ana1 a gula e a crueldade =am vcios c>at]/icos d mundo romano1 que na escala dos valores morais o deix>am inf]ior1 no j puresa d budismo1 que com sse o confronto inadmssivel sb /e aspecto1 mas at mesmo sobri$ade e frugalidade d grego1 de cuja civilizao desc5dia em l9ha recta4 ,aos banquetes de ,luculo correspondiam z atrocidades d circo1 tal qual como agora a uma hecatombe de vitelas e aves corresponde a embriaguez das t\radas4 ,por todos os lados corre igualm5te a jorros o sangue inoc5te dos mansos animais e nles se deleitam o nosso v5tre1 o palad> e os olhos4 ,p>ece que h mais de v9te e c9co sculos a nossa raa vive sb um antema irrevogvel de crueldade1 tanto mais pung5te quanto cl>a a conscincia da maldio que nos atorm5ta4 ,cato1 o ,c5sor1 diz-nos como orgulhoso d feito que1 qu&o foi cnsul1 deix\ na ,espanha o seu cavalo de gu]ra p>a alivi> o tes\ro pblico dsse enc>go4 ,e ,plut>co1 ref]9do o facto1 acresc5ta3--,se tais coisas so exemplos de gr&eza ou de mesqu9hez de alma1 o leitor que o julgue4 ,so exemplos de mesqu9hez2 s5tia-o o hi/oriador to bem como ns o s5tamos4 ,mas a enf]midade p]si/e e at hoje no podemos v5c-la e sob o seu deprim5te influxo nos arra/amos4 ,o catonismo torn\-se s5o um ttulo pejorativo1 pelo m5os um e/igma de desumanidade4 ,mas nem por isso cond5&o-o em palavras1 banimos o catonismo dos nossos coraes e deixamos de sacrific> sua desapi$ade sob]ba tanto os hom5s nossos irmos como os animais a que z demncias da nossa vaidade pass>am diploma de inf]ioridade4 ,dobramos o cabo das ,torm5tas1 escravizmos o ndio1 e amea&o a t]ra1 o m> e o mundo1 tudo calcmos victoriosos e em nossos triunfos nos glorificmos4 ,se porm me fosse dado escolh] entre a sorte d v5c$or e a d v5cido1 diria1 com p5a de incorrr em acusao de traio ao amor da ptria1 que a todas z nossas glrias1 que so muitas1 sem emb>go1 e brilhantes1 eu pref]iria que como na ndia d seculo ,,xviii1 trez milhes de portuguezes tivessem a coragem1 que o ndio teve1 de pref]irem morr] de fome a mat> os animais seus companheiros e seus s]vos e amigos4 ,no sei de maior gr&eza na hi/ria4 ,no sei de exemplo de mais sublimada moralidade duma raa1 de mais gr&iosa1 p]feita e absoluta imolao ao amor1 a e/e amor que a essncia da vida1 a razo de s] da nossa exi/ncia1 o padro nico por que se pde af]ir a gr&eza humana1 o como de todo o p5sam5to digno d'e/e nome na feliz expresso de ,c>lyle4 ,h]osmo por h]osmo1 o d'esses v5cidos que maltratmos1 foi inf9itam5te sup]ior s faanhas milit>es de que tanto nos orgulhamos4 ,,iii ,se porm o veget>ismo fsse incapaz de captiv> os hom5s de inteligncia lcida e corao recto s pelo seu valor moral absoluto1 pelo que repres5ta como signal da mais alta concepo moral das relaes d homem com o univ]so e p>ticul>m5te com os s]es vivos que nos c]cam1 no pod]ia deix> de p]suadir os mais rebeldes pela sua influncia directa1 im$iata1 como mecnica1 na dissipao de flaglo que pres5tem5te o maior e mais t]rvel dissolv5te da moralidade das raz--o alcoolismo4 ,no /e o ensejo de nos ocup>mos de semelhante calamidade p>a afa/> a qual todo o esfro s] p\co4 ,mas n+um d'olhos ab]tos e m$ianam5te preocupado com a vida das soci$ades e a sua =tuna pod] deix> de reconhec] com ,j4 ,re9a* que1 se a que/o d alcoolismo no toda a que/o social1 a mais t]rvel e a mais grave das que/es sociais4 ,o que a sse respeito se passa em o nosso pas1 no o sei eu4 ,suponho que s] trem5do1 a julg> por aquilo que casualm5te encontro a cada passo na vida quotidiana1 pelo que vejo nas ruas e em todos os ajuntam5tos dos dias de descanso1 pelo que se ouve nos tribunais onde qusi no h crime de violncia contra z pessz que no seja cometido sob a aco prxima ou remota d lcool1 pelo movim5to dos hospitais onde sob inum]veis frmas essa desgraa vai p$ir socorro e o mais das vezes acab>4 ,no o sei4 ,z e/at/icas d nosso pas so m5os d que incompletas ou defici5tes a tal respeito2 so nada4 ,p>ece que tememos sab] toda a v]dade e pref]mos afund>-nos em cegueira total e em crim9osa indif]5a1 embora o exemplo dos demais pases nos assegure que no assim que cada um cumpre o que deve ptria1 humanidade e conscincia4 ,mas conheo um p\co e de v]dade c]ta o que se passa im$iatam5te em volta de mim1 no lug> que habito1 e isso ba/a p>a me at]r> infund9do-me no esprito z mais lugubres preocupaes sobre o futuro da nossa raa4 ,pelas e/at/icas municipais corrigidas por quem por longa exp]incia conhece o movim5to dos impo/os1 ,aveiro com os seus #aj3jjj habitantes dev] t] consumido em #aiaa 7num]os r$ondos73 #a4jda3jjj litros de v9ho comum4 #g3ejj litros de v9hos licorosos4 #aa3jjj litros de agua-ard5te4 ,i/o equival]ia na mais b5igna hiptese a uma despeza de #ej contos de reis e a um consumo de lcool puro de #g1e litros por habitante1 pelo m5os4 ,se nos lembr>mos da soma de mulh]es e crianz que se a*a includa nos #aj3jjj habitantes d total da populao da cidade1 pod]emos faz] uma vaga ideia das p]c5tag5s extremas que deve at+ir o consumo p>a os consumidores efectivos e tambm da precipitao de decadncia fsica1 moral e econmica que e/ m9&o a raa4 ,ora eu no posso crr que ,aveiro seja um lug> de maldio no pas4 ,pelo contrrio1 incl9o-me antes a p5s> que s] uma das t]ras d pas m5os desmoralizadas no s ne/e ponto mas em absoluto4 ,e s5do assim1 como tudo leva a cr]1 pod]emos bem imag9> por e/e m9sculo exemplo em que inf]no e/amos viv5do1 a que p5as e/amos sujeit&o os nossos filhos e o futuro da nossa ptria1 que trem5das responsabilidades de ignomnia e de traio no e/amos tom&o p]ante a hi/ria1 porque outra traio mais infame eu no conheo d que aquela que resulta no aviltam5to fsico e moral dos nossos filhos4 ,salvao1 se a pde hav]1 e sem dvida a hav] porque assim o teem demon/rado os pases mais adeantados d que o nosso que consci5tes d mal no descansam em lhe acudir com todos os pres]vativos e remdios que a exp]incia lhes vai aconselh&o1 a salvao t] de comear pela propagao d regime veget>iano que em semelhante misso1 sem se degrad> e antes acresc5do z virtudes1 pass> d'um dev] moral impresc9dvel a uma utilidade social de primeira gr&eza4 ,ba/a a que/o d lcool p>a que o problema da dieta seja digno da at5o de todos os hom5s que amem a ptria1 escreveu ,russel no seu belo livro ,/r5g? & ,diet1 hoje um clssico4 ,se o veget>ismo o primeiro passo1 na op9io de ,tol/oi1 p>a a discipl9a da nossa vontade na ob$incia religiosa1 simultaneam5te a primeira regra p>a nos salv> da decadncia d corpo e d esprito nsse embrutecim5to d lcool como ,t>dieu lhe *am\1 resum9do em uma s palavra z consequncias de tal processo de env55am5to dos hom5s e das raz4 ,porque qualis enim esus1 talis e/ potus2 tal comida1 tal bebida4 ,assim o disse ha longos sculos ,t]tuliano m$it&o nos trmites da vida religiosa1 busc&o os cam9hos por que a santidade se alcana2 e a scincia dos nossos dias no desm5tiu z lucubraes d teologo4 ,pelo contrrio1 absolutam5te z confirm\4 ,hoje1 como ento1 a c>ne e o v9ho so companheiros e cmplices nessa embriaguez d nosso sangue e da nossa alma que nos conduz aos inf]nos de todas z dem5cias e abjeces4 ,o seu processo na desmoralizao das raz sabido4 ,a atr(ia de conscincia que o inv>ivel resultado de todas z intemp]anz da gula comear por s] acid5tal e transitria na sua victima1 p>a em seguida se torn> p]man5te1 con/ante1 in9t]rompida por virtude de repetio1 e p>a f9alm5te se transmitir por h]$it>i$ade a toda a desc5dncia1 por isso mesmo que se torn\ v]dadeiram5te con/itucional e orgnica4 n'e/a op]ao de aviltam5to da nossa raa que o c>nivorismo e/ colabor&o activam5te4 ,combat] pelo veget>ismo combat] o alcoolismo na sua maior =taleza4 ,dos resultados que os nossos es=os1 pod]o t] em uma tal calamidade dizem z lies que os pases e/rangeiros nos facultam4 ,um s exemplo invoc>ei4 ,h c]ca de c9co5ta anos a ,sucia t9ha uma tab]na por #ajj habitantes e a ,noruega uma por #bjj4 ,hoje a ,sucia tem uma tab]na por #e3jjj habitantes e a ,noruega uma por #i3jjj4 ,e i/o que gigantesco como capacidade de r$5o dum pvo1 no foi a obra d acaso2 foi o produto d mtodo1 si/ema e en]gia de vontade que todas z t]aputicas aproveit\4 ,no se uma nao civilizada e digna por m5or preo4 ,a ,na v]dade1 os processos de cos9ha c>nvora no so outra coisa s5o processos de corrupo2 o alim5to s] tanto mais saboroso quanto mais p]feitam5te se lhe h\v] dissipado a exalao fetida primitiva4 ,qualqu] dama de mos mimosas que tr9ca com delicia uma co/eleta cob]ta de po e embalsamada em loiro1 em cravo1 em salsa1 em cebola1 pim5ta e limo1 empalidece de nausea s5t9do o *eiro d aougue1 consid]a imundicie um p$ao de c>ne cra nos seus ve/idos e foge mais depressa da praa d peixe d que da montureira que aduba a horta4 ,pelo contr>io1 na cos9ha veget>iana o esm]o e a p]feio consi/em em cons]v> inalt]avel o sabor proprio de cada alim5to4 ,n+uem jmais teve o capri*o de qu]] cos9h> mas p>a sab]em a loiro ou feijes p>a *eir>em a salsa4 ,b ,no acontece isso sm5te com z creanz4 ,na g5te d povo1 creana tambem pela vitalidade dos in/9tos primitivos1 mo/ra-se cl>am5te a mesma t5d5cia4 ,muitos e muitos que s]iam incapazes de r\b> de qualqu] salgadeira uma grama de t\c9ho1 no resi/em t5tao de se aproveit>em d primeiro ca*o de uvas que lhes e/eja mo4 ,os assaltos s hortas e pom>es so frequ5tes1 e de tal =ma isso p>ece e/> na ordem natural que gr&e num]o dos hom5s rudes no lhes associa nem de longe a noo d crime4 ,longos seculos de corrupo da dieta no conseguiram atr(i> essas t5taes d'uma atiguidade biblica1 z mesmas que desgraaram ,ado e ,eva4 ,livros indisp5sveis aos ,naturi/as e a todos que desejem cultiv> a sade e a longevidade1 pratic&o racionalm5te o frugivorismo 7dieta crua71 veget>ismo1 higi5e natural pelos ex]ccios normais comb9ados com os banhos de ar1 sol e gua1 re/rio alim5t>1 etc41 em p]feita concordncia com a fisiologia animal da humanidade4 ,edies da ,soci$ade ,veget>iana de ,portugal3 99,o ,veget>iano99 #a4;a srie1 bro*ado4 ,muitas in=maes de veget>ismo1 e receitas de cul9ria natural1 tabelas d valor dos alim5tos1 leis de sade e indicaes aos pr9cipiantes4 ,p>a scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #ejj ,preo g]al #gjj ,encad]nao de luxo1 respectivam5te #hjj e #ajjj 99,o ,veget>iano99 #b4;a srie1 bro*ado4 #ejj pg9as de texto4 ,gravuras em c\*4 ,tratado completo de frugivorismo1 veget>ismo1 cura natural pela dieta1 ar1 sol1 gua1 ex]ccio1 etc41 fabrico d v9ho sem alcool e adubo natural p>a z t]ras4 ,o p]igo da vac9a1 d alcoolismo1 d tabagismo1 d album9ismo ou c>nivorismo1 etc4 ,p>a scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #ajjj ,preo g]al #abjj ,encad]nao de luxo1 respectivam5te #adjj e #afjj 99,o ,veget>iano99 #c4;a srie4 ,m5srio ,ilu/rado de ,naturismo 7em publicao74 ,maior =mato1 melhor papel e novas seces de propag&a1 in=m&o de todo o movim5to frugivoro--veget>iano--naturi/a em ,portugal1 ,brasil e outras naes4 ,consultrio naturi/a gratuito4 ,relato pessoal das curas naturais de do5z rebeldes ou crnicas1 etc41 etc41 rgo da ,s4 ,v4 de ,p4 7cont95te e colonias71 ass9atura anual 7#ab nm]os7 #ajjj reis--,brasil 7mo$a fraca7 #cejj reis--,outros paises #g frs4 ,,biblioteca ,,veget>iana 7,ilu/rada com fotogravuras7 ,i--99,vivamos de ,frutos991 por ,v4 ,bruant1 trad4 d ,dr4 ,amilc> de ,s\za4 ,regime frugivoro e e/udo sobre frut>ismo4 ,p>a scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #bjj ,preo g]al #cjj ,,ii--99,v9ho sem alcool e ,po integral991 #ab gravuras4 ,apreciao pelo ,dr4 ,amilc> de ,s\za4 ,ind/ria e fabrico dome/ico4 ,p>a scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #bjj ,preo g]al #cjj ,,iii--99,o ,veget>ismo e a ,fisiologia ,alim5t>991 pelo ,dr4 ,h4 ,collire1 de ,p>is4 ,trad4 de ,angelo ,jorge4 ,anlise1 ao regime mi/o 7c>nivorismo7 e aos regimes naturais2 veget>iano1 vegetal9o e frugivoro com demon/raes1 tabelas1 etc41 base&o-se nos melhores autores4 ,p>a scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #ejj ,preo g]al #gjj ,,iv--99,a ,que/o ,social e a ,nova ,scincia de ,cur>991 por ,angelo ,jorge4 ,apreciaes aos problemas mdico1 alim5t> e social4 ,p>a scios da ,s4 ,v4 de ,portugal ,preo g]al ,v--99,dieta ,frugvora e ,r5ovam5to ,fsico991 pelo ,dr4 ,o4 ,l4 ,m4 ,abram[ski1 mdico d ,hospital de ,mildura1 ,au/rlia4 ,trad4 d ,dr4 ,joo ,volm]4 ,demon/rao prtica e racional d frut>ismo sci5tifico4 ,p>a scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #ajj ,preo g]al #aej ,,vi--99,o ,naturismo991 pelo ,dr4 ,amilc> de ,s\za4 ,o livro mais nvel d sculo ,,xx1 v]s&o todos os assuntos relacionados com a vida humana4 ,anlise racional e solues naturi/as s que/es alim5t>es1 higinicas1 mdicas1 educativas1 sociais e humanitrias4 ,p>a scio da ,s4 ,v4 de ,portugal #djj ,preo g]al #fjj ,,vii--99,a base de todas z re=mas na alim5tao991 reg5]ao fisica e m5tal d homem pelo frugivorismo3 nvel livro am]icano de ,otto ,c>qu1 esm]ada trad4 de ,j4 ,vitor9o ,p9to1 e/udante de m$ic9a4 ,p>a scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #aej ,preo g]al #bjj ,,viii--99,a ,sade e a longevidade994 7,um grito de al>me71 por ,j4 ,ba/os4 ,anlise racional aos erros da vida humana civilizada4 ,a sade1 a alim5tao1 a escola1 os remdios e algumas curas relatadas so os captulos nele des5volvidos com sup]ior crit]io e v]dade4 ,p>a scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #cjj ,preo g]al #djj ,,ix--99,o ,veget>ismo e a moralidade das raz991 pelo ,dr4 ,jaime de ,magalhes ,lima4 ,notavel conf]5cia realisada no ,at5eu ,com]cial d ,porto em #ad de junho de #aiab4 ,com o retrato d autor em c\*4 ,p>a scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #ajj ,preo g]al #aej 99,a ,cura da ,tub]culose pelo ,veget>ismo991 pelo ,dr4 ,paul ,c>ton2 ,irmania1 novela naturi/a por ,angelo ,jorge1 ,os ,ag5tes ,fsicos em ,m$ic9a41 pelo ,dr4 ,j4 ,b5tes ,ca/el-,branco1 etc4 7,a imprimir74 99,la ,haci5da99--,bfalo1 ,amrica--,revi/a ilu/rada sbre agricultura1 arboricultura e indu/rias rurais1 e consultrio tcnico gratuito p>a ass9antes4 ,o melhor m5srio agricola d mundo editado em portugus1 ass9a-se na r$aco de ,o ,veget>iano4--,prto--7#ab num]os74--,ass9atura anual4 ,p>a scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #cfjj ,preo g]al #djjj ,todos os p$idos devem s] acompanhados das respectivas importncias em d9heiro1 *eques1 vales ou e/ampilhas d cont95te1 end]eadas ,soci$ade ,veget>iana de ,portugal1 r$aco de ,o ,veget>iano--,av5ida ,rodrigues de ,freitas1 #cic 7,antiga rua de ,s4 ,laz>o7--,prto4 ,a remessa pelo correio acresce #ge ris de porte e regi/o s5do p>a ,portugal1 e p>a o ,brasil e outros paises #ajj ris4