,o ,vegetarismo e a ,moralidade das raas ,composio e impresso --,emprsa ,grfica ,a ,,universal-- ,,de ,,figueirinhas ,,mota ,,ribeiro1 ,l4,,da --,rua ,duque de ,loul1 #aaa--,prto-- #i4o volume da ,biblioteca ,vegetariana ,dr4 ,jaime de ,magalhes ,lima ,o ,vegetarismo e a ,moralidade das raas --,notavel ,conferencia realisada no ,,ateneu ,,comercial ,,do ,,porto em #ad de ,junho de #aiab------------ ,,sociedade ,,vegetariana--,editra #cic1 ,,avenida ,,rodrigues ,,de ,,freitas ,p,,rto ,o vegetarismo e a moralidade das raas ,i ,tem os seus pergaminhos o vegetarismo4 ,no uma doutrina nascida de ontem4 ,tem ttulos autnticos de nobreza prolongada durante geraes sem nmero1 respeitada nas mais altas civilizaes em cujas superiores aspiraes colaborou1 definindo-as eloquentemente pela voz das suas mais belas e autorizadas individualidades e corroborando-as ardentemente pelo exemplo dos seus mais devotados apstolos4 ,sem nos afastarmos da nossa propria civilizao1 sem sairmos d'este fco de cultura chamado o ocidente da ,europa onde nos criamos e onde os nossos mais remotos avs se criaram e educaram1 legando-nos um esplio de sentimentos e ideias que constituem toda a nossa alma e que nos cumpre cultivar e aperfeioar para o transmitirmos aos nossos filhos acrescentado em formosura e benefcios1 emendado1 corrigido e depurado em seus vcios e insuficincias2 dentro dste crculo devras estreito relativamente aos largos espaos em que fra dele outras raas e outras condies naturais formaram sociedades que igualmente engrandeceram e honram a humanidade pelas concepes da vida que realizaram e de que foram veiculo e sublime instrumento no mundo2 limitando-nos exgua mancha do globo que o nosso bero e o nosso lar e fazendo-o1 no porque alm dele no conheamos coraes iguais aos nossos1 vivendo do mesmo alento1 crentes na mesma f e enamorados da mesma elevao mas smente porque para o fim muito restrito que neste instante temos em vista convm no distrair a ateno do que de mais nos toca e por isso ser mais claramente demonstrativo3 neste cantinho que acendeu seus fachos de luz em volta do ,mediterraneo e de l a fez irradiar atravs das montanhas at aos mares do norte1 o vegetarismo foi e uma das caracteristicas do zenit moral das civilizaes1 e como tal o aceitaram1 proclamaram e praticaram os gnios que mais fundamente as compreenderam e mais brilhantemente as serviram4 ,o reconhecimento deste facto hoje uma verdade corrente4 ,o mais rudimentar estudo do vegetarismo no deixar de o apontar4 ,por certo somaro milhes as folhas impressas em que se encontram os nomes de vegetarianos que foram na histria dos povos da ,europa como signais da sua grandeza e juizes e farois do seu tempo e dos tempos futuros4 ,mas nem justo que se invoque o seu valor moral sem lembrar os que por uma sublimada inspirao no-lo mostraram1 nem to pouco seria prudente que1 smente porque uma verdade se tornou indiscutivel e porventura banal entre homens cultos1 deixssemos de a repetir to inumerveis vezes quantas necessrias fossem para que ela se propague e produza todos os bens que s pela sua larga disseminao poder produzir4 ,e o vegetarismo1 tendo j os seus altares e o seu herico punhado de fieis em todos os paises que atingiram a sensibilidade moral e religiosa1 est infelizmente longe de ter penetrado na concepo vulgar das obrigaes humanas1 como mister para a redeno de tantos e to dolorosos males que nos afligem e perseguem por culpa da nossa cegueira e obscuridade4 ,recordemos pois muito de passagem as lies dos profetas e mestres4 dever e utilidade4 ,e pena que no possamos agora faz-lo com a pausa que o encanto das suas palavras nos pede e que o proveito da prpria educao imperiosamente nos aconselha4 ,de ,pitgoras a ,shelley ou a ,wagner ou a ,e4 ,rclus ou a ,tolstoi que arautos no teve o vegetarismo1 que divinos clamores no fez ouvir s multides ignorantes da prpria fortuna1 escravas da primitiva animalidade ou ensandecidas e aviltadas em srdidos prazeres6444 ,desde que a nossa civilizao pde gravar seu rasto na histria1 a tradio do vegetarismo jmais se interrompe completamente4 ,em mais de vinte e cinco sculos a sua taa passa de mo em mo1 e ora se expe luz de sol erguida por austeros e hercleos sacerdotes cuja rectido e fra nos subjugam1 ora guardada devota e humildemente em solitrias ermidas1 mas jmais se partiu ou sequer arrefeceu desamparada do alento de lbios que nela busquem beber a essencia do vigor do corpo e do esprito4 ,a escola de ,pitgoras cujas tradies de superioridade moral so memorveis e cuja profunda e duradoura influncia na filosofia1 na scincia e na teologia antiga1 se alargaram desde os tempos pre-socrticos at aos tempos do imprio romano1 na ,itlia1 na ,grcia e na ,alexandria1 seis sculos antes de ,cristo1 j reivindicava para a vida de pureza moral a abstinncia de alimentao carnvora1 assim como de todo o derramamento de sangue1 ainda que pretendesse justificar-se pelo sacrifcio aos deuses4 ,outros eram os seus altares e1 seja qual fr a estreiteza de informao escrita que do profeta de ,samos e seus discpulos nos houvesse ficado1 o vigor da tradio por tal modo se acentua neste ponto de regime diettico que no nos pde restar a menor duvida de que nas origens da nossa civilizao se encontra imposta1 como preceito fundamental1 a abstinncia de carne aos que pretenderem seguir na vida o caminho da dignidade4 ,cinco sculos mais tarde1 essa tradio vive por tal forma na memria e nas paixes ntimas dos grandes espritos da poca que ,ovdio1 o poeta1 no-la repetir nestes termos3 ,havia em ,crotona um homem da ilha de ,samos que se exilara da ptria pelo dio que tinha aos tiranos444 ,tinha com os deuses aturado comrcio444 ,o que sabia comunicava-o a uma multido de discpulos que em um grande silncio o admiravam444 ,foi o primeiro que condenou o uso de comer a carne dos animais3 doutrina sublime1 e to pouco apreciada1 cuja paternidade se lhe atribuia4 ,deixai1 mortais1 dizia1 deixai de vos servir de manjares abominveis3 do-vos os campos searas abundantes2 para vs vergam de frutos as rvores com os mais belos pomos e produzem uvas as vinhas4 ,tendes legumes dum suave gsto1 excelentes alguns quando cozidos4 ,o mel e o leite no vos so defesos4 ,enfim para vs1 a terra prdiga de suas riquezas e oferece-vos toda a espcie de alimento sem que necessiteis para sustentar-vos de recorrer morte e carnagem4 ,s aos animais convm o comer carne1 e ainda nem todos se sustentam dela4 ,os cavalos1 os bois e as ovelhas vivem s de ervas2 apenas as feras1 os tigres1 os lies1 ursos e lobos fazem da carne seu sustento habitual4 ,que crime horrvel lanar em nossas entranhas as entranhas de seres animados1 nutrir na sua substncia e no seu sangue o nosso corpo6 ,para conservar a vida a um animal1 porventura mister que morra um outro8 ,porventura mister que em meio de tantos bens que a melhor das mes1 a terra1 d aos homens com tamanha profuso1 prdigamente1 se tenha ainda de recorrer morte para o sustento1 como fizeram ciclopes1 e que s degolando animais seja possvel cevar a nossa fome8 ,procedia diferentemente a idade de ouro1 ditosos tempos que ns assim chamamos4 ,contente com as plantas e os frutos que a terra produz1 o homem no manchava a sua bca com o sangue dos animais4 ,as aves voavam sem temor no meio dos ares444 ,o universo tranqilo desconhecia laos e ciladas4 ,tudo era paz4 ,aquele1 seja quem fr1 que para desgostar os homens dos alimentos inocentes com que se alimentavam1 criou o costume de comer a carne dos animais1 abriu na mesma hora a porta a crimes de todo o gnero2 porque foi sem dvida pela carnificina dsses animais que o ferro comeou a ser ensanguentado4 ,na verdade1 permitido tirar a vida aos animais que nos atacam1 mas no nutrir-nos com a sua carne4 ,todavia1 fomos mais longe ainda2 quizemos sacrifical-os aos deuses444 ,que crime tinheis cometido1 ovelhas inocentes1 rebanhos tranqilos1 que dais aos homens um nectar delicioso1 que para os cobrir vos deixais despojar do vosso manto e que enfim lhes sois mais teis quando vos deixam viver do que quando vos matam8 ,que mal faz o boi1 doce animal1 incapaz de vos prejudicar e que no seno para o trabalho8 necessario ser ingrato1 desnaturado1 de todo indigno dos bens que nos d a terra1 quando vamos tirar da charrua esse animal tranqilo1 o melhor dos nossos obreiros1 para o conduzir ao altar a receber o golpe fatal nessa cabea que tantas vezes gemeu sob o jugo e1 por um trabalho duro e penoso1 tantas vezes nos renovou as searas4 ,no bastava aos homens cometerem to grandes crimes1 precisavam ainda da cumplicidade dos deuses1 crendo que lhes podia ser agradavel o sacrificio d'um animal to til444 ,levam assim a vitima ao altar2 l1 recitam sbre ela oraes que ela no ouve2 pe-lhe entre as pontas1 que foram doiradas1 um bolo feito d'aquele mesmo gro que ele cultivou1 e afunda-se-lhe no seio a lmina sagrada444 ,logo lhe tiram as entranhas ainda palpitantes1 para as consultarem e lerem n'elas os segredos dos deuses4 ,dizei-me1 homens insaciveis1 d'onde vem esta avidez que s pde fartar-se em carnes probidas4 ,deixai to criminoso uso4 ,segui os conselhos que vos dou4 ,sabei que1 quando comeis a carne do boi que acabais de degolar1 comeis aquele que vos lavrou o campo4 ,pois que um deus que me inspira1 s falo segundo a sua vontade444 ,as nossas almas so sempre as mesmas1 embora tomem formas diferentes conforme os corpos que animam4 ,que a piedade no seja sacrificada vossa gula1 que para vos saciar no expulseis dos seus corpos as almas dos vossos pais nem vos alimenteis do seu sangue444 acostumar-nos a derramar o sangue humano degolar animais inocentes e ouvirmos sem piedade seus tristes gemidos4 desumanidade no nos comovermos com a morte do cabrito1 cujos gritos tanto se assemelham aos das crianas1 e comermos as aves a que tantas vezes dmos de comer4 ,ah6 quo pouco dista d'um enorme crime6 ,funesta aprendizagem6 ,deixai tranqilamente o boi lavrar a terra e seja a sua morte o termo natural da sua velhice4 ,contente-nos o velo do rebanho que nos livra da atmosfera agreste1 e o leite que as cabras do para nos nutrir3 parti os vossos laos e as redes1 no mais o visco engane a ave crdula4 ,no mais se leve ao crco o tmido veado1 perturbado com as penas que o espantam1 e que no mais se oculte o anzol em traioeiro engdo4 ,matai os animais que podem fazer mal2 mas contentai-vos em s lhes dar a morte e no os comer1 e que s vos sirvam alimentos legitimos4 ,assim se compreendia a doutrina de ,pitgoras cinco sculos depois de haver deixado a terra o seu fundador e assim a compreendia e traduzia o talento d'um dos espritos mais cultos duma grande poca4 ,a vitalidade da doutrina e a superioridade do interprete so garantia de que no se tratava de qualquer coisa passageira1 d'uma tendencia que s as circunstncias de determinado momento haviam originado e desenvolvido1 mas antes nos encontravamos em presena de problemas morais e solues que se mostravam capazes de afrontar diverssssimas situaes histricas e de lhes sobreviverem1 representando por conseguinte elementos essenciais existncia das comunidades cultas4 ,de resto1 a doutrina diettica de ,pitgoras atravessava sse longo e acidentado perodo dos primeiros sculos da nossa civilizao refazendo-se1 alargando-se e confirmando-se na meditao dos homens cujas lies de sabedoria ficariam nos evangelhos eternos da nossa raa4 ,no foi estranha prodigiosa obra de ,plato4 ,e ,sneca1 o filsofo1 lembra-a nestes termos de simpatia3 ,desde que comecei a contar-vos com que vivo ardor entrei a estudar a filosofia na minha mocidade1 no devo envergonhar-me de confessar a afeio que ,focion me inspirou pelo ensino de ,pitgoras4 ,instruiu-me dos motivos por que ele mesmo1 e depois dele ,sxtio1 resolveu abster-se da carne dos animais4 ,cada um tinha a sua razo1 mas em ambos os casos era magnfica4 ,focion sustentava que o homem pde encontrar alimento bastante sem o derramamento do sangue e que a crueldade se torna habitual quando uma vez a pratica da carnificina se aplicou ao prazer do apetite4 ,acrescentava ele que nosso dever limitar os materiais da luxria4 ,que1 todavia1 a variedade de alimentos nociva sade e no natural ao nosso corpo4 ,se estas mximas 7da escola de ,pitgoras7 so verdadeiras1 ento abster-nos da carne dos animais animar e promover a inocncia2 se mal fundadas1 ensinam-nos ao menos a frugalidade e a simplicidade de vida4 ,e que perdeis vs perdendo a nossa crueldade8 ,apenas vos privo do alimento dos lies e dos abutres4 ,levado por stes e semelhantes argumentos1 resolvi abster-me de carne1 e ao fim dum ano o hbito da abstinncia no s me era fcil mas delicioso4 ,creio firmemente que as faculdades do meu esprito eram mais activas444 ,perguntais-me porque que eu voltei atrs e abandonei esse sistema de vida8 ,ao que eu respondo que a sorte dos meus primeiros dias foi lanada no reino do imperador ,tibrio4 ,certas religies estranhas tornaram-se objecto das suspeitas imperiais1 e entre as formas de adeso aos cultos ou supersties estranhas1 estava o de abstinncia de carne dos animais4 ,da por instancias de meu pai1 que na realidade no tinha medo de que essa pratica se tornasse motivo de acusao1 mas que odiava a filosofia1 fui induzido a voltar aos meus antigos hbitos dietticos1 e no teve ele maior dificuldade em me persuadir a voltar a refeies mais suntuosas444 ,isto digo com a inteno de vos provar como so poderosos os primeiros impulsos da mocidade para o que mais verdadeiro e melhor1 sob a exortao e incentivo de virtuosos mestres4 ,erramos1 em parte por culpa dos nossos guias1 que ensinam como se disputa e no como se vive3 e em parte por nossa culpa1 aguardando que os mestres cultivem no tanto a disposio do esprito como as faculdades da inteligncia4 ,d'esta forma1 o que foi filosofia1 tornou-se em filologia4 7,epistola ,,cviii47 ,em outras passagens1 condenando o luxo e os desmandos sensuais da sua poca1 se refere ,seneca aos escravos do ventre que1 como ,salstio1 quer que sejam contados entre os animais inferiores e no entre os homens e lembra que em tempos mais simples no havia necessidade em to larga escala de tantos mdicos supranumerrios1 nem de tantos instrumentos cirrgicos1 nem de tantas caixas de drogas4 ,a sade era simples por uma razo simples4 ,muitos pratos trouxeram muitas doenas4 ,note-se que vasta quantidade de vidas um estmago absorve--devastador da terra e do mar4 ,no de espantar que em to discordante dieta a doena varie incessantemente444 contem os cozinheiros e no mais se espantaro do nmero incontvel das doenas humanas4 ,por sse mesmo tempo ,musnio ,rufo1 outro filsofo eminente1 sectrio tambm do melhor estoicismo1 declarava brutal o uso da carne1 smente prprio de animais selvagens1 pesado e empecendo o pensamento e a inteligncia4 ,os vapores que dele vem so trbidos e escurecem a alma1 de modo que os que dele partilham abundantemente mostram-se os mais lentos em apreender4 ,mas para que alongar-nos em citaes de nomes e rememorao de doutrinas dos filsofos e moralistas do classicismo greco-romano1 que condenou por nocivo justia e ao entendimento o carnivorismo8 ,para que1 se um s homem nessas horas remotas de extrema actividade mental e da mais exaltada sensibilidade moral1 pde por honra da espcie e glria da humanidade resumir todo o problema diettico com uma profundeza exaustiva e uma lucidez inexcedivel que os apstolos da sua doutrina at hoje tem invocado como um evangelho a que a experiencia de muitos seculos pouco ou nada acrescentou8 ,leiam-se as obras morais de ,plutarco1 que viveu do primeiro ao segundo sculo da ra crist4 ,so um monumento1 at hoje e por certo para sempre inabalvel1 da dignidade humana4 ,l encontraremos a causa do vegetarismo posta em termos de tal evidencia que constituem como a razo ultima da sua legitimidade e do seu valor moral1 religioso e fisiolgico4 ,perguntas-me1 diz ,plutarco1 por que motivos ,pitgoras se absteve de se alimentar com a carne dos animais4 ,pela minha parte1 pasmo de que espcie de sentimento1 espirito ou razo estava possuido aquele que primeiro poluiu a sua boca com sangue e consentiu que os seus lbios tocassem a carne dum ser assassinado1 que espalhou sbre a sua mesa os membros despedaados de corpos mortos e pediu como alimento quotidiano e prato delicado o que ha pouco era um ser dotado de movimento1 de percepo e de voz8444 ,que luta pela existncia ou que excitada loucura incitou a ensopar em sangue as tuas mos1 a ti que tens sempre abundancia de todas as coisas necessrias para viveres8 ,porque desmentes a terra como se ela fosse incapaz de te alimentar e nutrir8 ,porque atormentas ,ceres que humaniza1 e desonras as doces e suaves ddivas de ,baco1 como se no tivesses nelas o bastante8 ,no te envergonhas de misturar o assassinio e o sangue aos seus frutos benficos8 ,chamas selvagens e ferozes outros carnivoros1 os tigres1 os lies e as serpentes1 enquanto manchas no sangue as tuas mos e em espcie alguma de barberie lhes ficas inferior4 ,e para eles1 todavia1 o assassinio apenas o meio de se sustentarem2 para ti1 uma lascivia suprflua4 ,de facto1 no so lies e lobos que ns matamos para comer como em defeza prpria o poderiamos faser--pelo contrrio deixamo-los inclumes2 e entretanto1 aos inocentes1 aos mansos1 aos que no tem auxilio nem defesa1--a esses perseguimo-los e matamo-los1 queles que a natureza parecia ter dado vida para sua beleza e graa444 ,nada nos perturba1 nem a beleza encantadora das suas formas1 nem a dorida doura da sua voz e do seu grito nem a sua inteligencia1 nem a pureza da sua dieta nem a superioridade do entendimento4 ,s para ter um pedao da sua carne1 privamo-los da luz do sol1 da vida para que nasceram4 ,tomamos por inarticulados e inexpressivos os gritos de queixume que eles soltam e voam em todas as direces2 quando na realidade so instncias e suplicas e rogos que cada um deles nos dirige dizendo3--,no da verdadeira satisfao das vossas reais necessidades que queremos livrar-nos mas da complacente luxuria dos nossos apetites4 ,depois de mostrar com uma nitidez que uma antecipao da sciencia contempornea como o carnivorismo no pode justificar-se pela anatomia do homem1 sem dentes nem garras nem boca nem intestinos que tal processo de nutrio suponham ou autorizem1 ,plutarco aponta os subterfugios de que nos servimos para consumar o nosso crime contra a natureza4 ,porque no fazes como o lio e o tigre1 pergunto1 e no arrancas o corao tua vitima8 ,nem mesmo depois que foi morta a comers como veio do aougue4 ,has-de ferv-la1 ass-la e inteiramente a transformars pelo fogo e pelos condimentos4 ,completamente alteras e disfaras o animal morto1 usando dez mil ervas doces e especiarias1 para que o vosso paladar seja enganado e se prepare para receber o alimento que no natural4 ,foi uma admoestao prpria e sagaz a do espartano que comprou um peixe e o deu ao cozinheiro para o preparar4 ,quando este lhe pediu manteiga e azeite e vinagre1 respondeu-lhe3--,se eu tivesse tudo isso no tinha comprado o peixe444 ,a tal ponto fazemos do sangue uma luxuria que chamamos carne delicadeza e logo reclamamos delicados condimentos para essa mesma carne e misturamos azeite e vinho e mel e molhos e vinagre e todas as especiarias da ,sria e da ,arbia1 de todo o mundo1 como se estivssemos a embalsamar um cadver humano4 ,depois que todas estas substncias heterognias se misturaram e dissolveram e at certo ponto se corromperam1,a cabe sem dvida ao estmago assimil-las1 se podr4 ,e posto que isso possa no momento fazer-se1 a sua consequencia natural a variedade de doenas produzidas pelas digestes imperfeitas e pela repleio444 ,no s contra a natureza da nossa constituio fsica o uso da carne4 ,o esprito e a inteligncia tornam-se pesados pela supreabundncia e pela repleio2 possivel que a carne e o vinho tendam a dar robustez ao corpo1 mas para o espirito trazem smente fraqueza4 ,alm e acima de todas estas razes1 no parecer admirvel criar hbitos de filantropia8 ,quem to bondoso e gentil para os seres duma outra espcie inclinar-se- algum dia a injuriar o seu prprio gnero8 ,lembro-me de ter ouvido em uma conversao1 como dito por ,xencrates1 que os atenienses impunham penas a quem esfolasse viva uma ovelha4 ,aquele que tortura um ser vivo um pouco pior1 parece-me1 do que aquele que sem necessidade priva da vida e mata rapidamente4 ,temos1 ao que parece1 mais clara percepo do que contrrio propriedade e ao custume do que daquilo que contrario natureza444 ,com ,plutarco1 o vegetarismo1 ou melhor1 a condenao do carnivorismo passou a ser nas preocupaes morais do homem culto um caso julgado1 eloquentemente e inabavelmente julgado4 ,os que se lhe seguiram1 e so legio de gnios e de santos1 nada acrescentaram s razes basilares dos seus principios dietticos1 embora brilhantemente os interpretassem e devotadamente os praticassem em um apostolado verdadeiramente religioso1 atravs de todas as contrariedades e adversidades4 ,os padres da igreja crist primitiva1 quando ela ainda se encontrava em toda a pureza1 no se esqueceram1 como no podiam esquecer-se1 de verberar rigidamente as crueldades e a insnia do carnivorismo4 ,e os filsofos estranhos ao cristianismo e at mesmo os que o combatiam mas que vinham repassados do platonismo helnico no foram menos ardentes na flagelao d'aquele vicio a todos os respeitos mortal4 ,dstes notvel pela solidez e desenvolvimento da argumentao que emparelha a de ,plutarco na repulso do carnivorismo1 ,porfirio da ,alexandria1 homem extraordinrio1 discpulo de ,plotino4 ,santo ,agostinho coloca-o acima de ,plato4 ,para sse tambem o vegetarismo era salvao de muita angstia e tormento1 desde que nem o mdico nem o filsofo nem o atleta se atreviam a afirmar que a dieta carnivora era melhor para a sade e para o vigor4 ,sendo assim1 porque1 dizia1 no nos revoltamos e libertamos duma supreabundncia de inquietaes8 ,para aqule que se habitua a contentar-se com o menor luxo1 ser isso a redeno no de uma mas de mil inquietaes--dos servios de criados em excesso1 duma multido de variados estorvos1 dum estado fsico de letargia e depresso1 dum nmero infinito de doenas severas1 da necessidade dos mdicos1 do incentivo devassido1 de pesadas imaginaes1 de desordens infinitas e superfluas1 dos ferros de grosseiros hbitos do corpo1 dos excesso de fra fisica excitando a actos de violncia--em suma1 duma ,ilada de males4 ,de tudo o que o alimento inocente que no rouba a vida e que a todos fcilmente acessvel nos liberta1 dando paz alma enquanto oferece ao corpo meios de sade4 ,no dos que comem o gro1 diz ,digenes1 que vem as guerras e a pirataria2 mas dos que comem carne que vem os tiranos e os opressores4 ,e diz tambm3 ,deixo de insistir no facto de que1 se nos pozermos na dependencia do argumento da necessidade ou da utilidade 7do carnivorismo71 no podemos deixar de admitir por implicao que ns mesmos fomos criados s por causa de certos animais destruidores1 como os crocodilos1 as serpentes e outros monstros1 porque no recebemos dles o menor benefcio4 ,pelo contrrio1 so eles que apanham1 destroem e devoram os homens que encontram--fazendo o que no procedem de modo algum menos cruelmente do que ns4 ,de resto1 eles so assim selvagens por necessidade e fome2 e ns por insolente lascivia e luxuriosos prazeres1 divertindo-nos1 como usamos no circo e nos morticnios da caa4 ,em tais aces fortificamos em ns uma natureza brbara e brutal que torna os homens insensveis ao sentimento da piedade e compaixo4 ,aqules que primeiro perpetraram essas iniquidades fatalmente entorpeceram a parte mais importante da alma4 ,por isso que os discpulos de ,pitgoras consideram a bondade e a graa com os animais inferiores um exercicio de filantropia e graa4 ,com ,porfirio fecham-se as lies magnificas de vegetarismo que a antiguidade nos legou4 ,seguem-se-lhe na ordem cronolgica as desordens e violncias da idade mdia1 o desabar dum mundo em grande parte caduco e a anciedade duma renovao que sabe mal os seus trmites e anciosamente os procura4 ,mas nem assim1 nem em meio dessas ruinas e tumulto1 o vegetarismo ser uma doutrina morta4 ,aqui e alm sentimos-lhe as palpitaes2 nas homlias dum ,joo ,crisstomo cujos ascetas no conheciam entre si1 segundo a expresso do ,santo1 nem os rios de sangue1 nem a matana e nem o cortar da carne no aougue1 nem cozinhas delicadas1 nem o peso da cabea1 nem as exalaes horrveis dos manjares carnvoros e os fumos desagradveis das cozinhas2 nas comunidades dos cataros perseguidos pela igreja catlica1 que nem mesmo perante o cadafalso se sujeitaram a matar um frango1 quando em #ajeb1 em ,goslar1 eram enforcados2 e ,deus sabe em quantas ermidas1 nas quais os revoltados contra a ortodoxia eclesistica que na solido procuravam refugio das torturas que os ameaavam1 guardavam as melhores tradies dos paulicianos e dos albigenses1 esperando no futuro melhor religio e mais pura moralidade4 ,pelo que toca superioridade moral dos seus preceitos anti-carnvoros1 sses herejes1 que assim se chamavam e como tais eram martirizados1 at entre os seus cruis inimigos encontraram quem lhes fizesse justia4 ,s4 ,bernardo foi um dos que condenando os crimes e as imoralidades da ortodoxia do seu tempo reconheceu virtude em uma dieta anti-carnvora4 ,no sculo ,,xvi entramos na renascena e com ela1 reatado o fio da cultura antiga1 d signais de vida o senso moral que em tal agudeza sentimos nos primeiros tempos do imprio romano4 ,vem o ,compndio da ,vida ,sbria do celebre ,cornaro que1 fraco e arruinado aos trinta anos por excessos de gula1 consegue prolongar a vida alm dos cem por uma dieta rigorosa4 ,vem a ,utopia de ,toms ,moore1 a cujo povo modlo no era permitido acostumar-se a matar os animais pelo uso dos quais julgavam que a clemncia1 a mais graciosa afeio da nossa natureza decaa e morria4 ,e vem finalmente a ressurreio plena da filosofia humanitria em ,miguel de ,montaigne4 ,grande leitor de ,plutarco1 seu legitimo discpulo1 ,montaigne renova brilhantemente as exortaes do mestre contra as intolerveis crueldades do carnivorismo4 ,pela sua parte1 disse1 nunca foi capaz de vr sem desgsto perseguir e matar um animal inocente e sem defesa1 do qual no haviamos recebido mal ou ofensa4 ,quando um gamo1 como vulgarmente acontecia1 esfalfado e sem fras1 sem outro recurso1 se prostrava e rendia1 como se pelas lgrimas pedisse misericrdia aos seus algozes1 sempre lhe pareceu um desagradvel espectculo4 ,raro ou nunca apanhou vivo um animal que no o restituisse liberdade4 ,pitgoras tinha o costume de comprar para o mesmo fim aos passarinheiros e aos pescadores as suas vctimas4 ,as disposies sanguinrias relativamente aos outros animais demonstram uma crueldade natural com a nossa prpria espcie4 ,desde que em ,roma se habituaram ao espectculo da chacina dos outros animais1 passaram dos homens e dos gladiadores4 ,temia que a natureza tivesse dado certo instinto de desumanidade s inclinaes humanas4 ,ningum tira prazer de vr os outros animais alegres e afagando-se2 e ningum deixa de se alegrar vendo-os desmembrados e feitos em pedaos4 ,repetindo o exemplo de ,plutarco1 ,montaigne considera um caso de conscincia mandar para o matadoiro a vaca que tantos anos nos serviu4 ,com ,plutarco e ,porfrio aponta os prejuizos sobre as faculdades mentais das raas no humanas1 insistindo em que a diferena de grau e no de espcie4 ,plato diz1 no seu quadro da ,idade d',oiro conta entre as principais vantagens dos homens d'aqule tempo o comrcio que les tinham com os outros animais1 investigando1 instruindo-se e aprendendo as suas verdadeiras qualidades e as diferenas entre ns e les1 pelo que adquiriam um perfeitssimo conhecimento e inteligncia e dste modo fizeram as suas vidas mais felizes do que a nossa4 ,isto digo com o fim de nos fazer retroceder e juntar-nos multido4 ,no estamos nem acima nem abaixo do resto4 ,quantos esto sob o cu diz o sbio judeu1 sofrem igual lei e destino4 ,ha certa diferna1 ha ordens e grus1 mas acham-se sob o aspecto duma nica e igual natureza4 ,depois de ,montaigne1 ,pedro ,gassendi que repete as lies de ,plutarco1 enquanto medita a ,vida e ,moral de ,epicuro que sabiamente traou1 encontrando1 como este1 o bem supremo1 summum bonum no seu pequeno jardim4 ,e logo aps a sua morte1 dentro de poucos anos1 nasce ,hecquet que por sua vez1 no seculo ,,xvii vinha acrescentar ,bblia ,vegetariana pginas definitivas4 ,a sse notvel reformador da arte mdica parecia incrvel a soma de prejuizos que se deixaram trabalhar em favor da carne1 quando tantos factos se opem pretensa necessidade do seu uso4 ,renova todo o argumento fisiolgico contra a dieta carnvora e1 citando numerosos exemplos de homens eminentes e de naes que em todos os tempos a condenavam1 observa com muito particular e inatacvel sagacidade que est provado que no difcil sustentar sem carne os animais que vivem de carne1 enquanto qusi impossvel alimentar com carne aqules que vivem ordinriamente de substncias vegetais4 ,grande poca de moralistas1 o seculo ,,xvii no deixaria escapar sem reflexo os problemas morais da dieta1 e de facto os julgou com a severidade que uma s moral reclama4 ,onde se insinuarem sentimentos de simples justia1 parte mesmo toda a exaltao religiosa ou qualquer frouxa inspirao de poesia1 logo a baixeza do carnivorismo ser apontada e castigada como infrao de princpios supremos4 ,bernardo de ,mandeville1 que nasceu em #afgj1 comenta nestes belos termos os hbitos carnvoros que ao tempo deveriam estar em plena expanso entre nobres e gente abastada3 ,muitas vezes pensei que1 se no fosse pela tirania que o costume exerce em ns1 os homens duma natureza medianamente boa nunca se reconciliariam com a aco de matarem tantos animais para seu sustento quotidiano1 enquanto a liberalidade da terra to abundantemente lhes faculta as delicadas variedades de vegetais4 ,sei que a razo nos provoca a compaixo mas frouxamente1 e por isso no me admira que os homens sejam to desapiedados com criaturas imperfeitas como o caranguejo1 a ostra1 a ameijoa e1 em geral1 todo o peixe1 porque so mudas e o seu intimo e a sua configurao externa largamente diferem de ns4 ,para ns1 exprimem-se ininteligivelmente1 e por conseguinte no de estranhar que a sua dr no afecte o nosso entendimento que ela no alcana2 pois coisa alguma nos move mais seguramente piedade do que os sintomas de misria que ferem imediatamente os nossos sentidos4 ,encontrei comovendo-se com o rumor que uma lagosta faz quando a espetam gente que com prazer mataria meia dzia de aves4 ,animais perfeitos como as ovelhas e os bois1 nos quais o corao1 o crebro1 e os nervos diferem to pouco dos nossos1 e a separao do sangue e do esprito1 os rgos dos sentidos1 e por consequncia o prprio sentimento1 so os mesmos que so em criaturas humanas1 no posso imaginar como um homem que no esteja endurecido no massacre e no sangue pde vr indiferente a sua morte e as agonias em que ela se consuma4 ,em resposta a isso1 a maior parte das pessoas julgaro suficiente dizer que1 tendo sido feitas as coisas para utilidade do homem1 no pde haver crueldade em dar s criaturas o uso para que foram designadas4 ,mas tenho ouvido esta rplica1 enquanto a natureza ntima de quem a deduz lhe acusa a falsidade da assero4 ,se no foi criado num aougue1 no haver numa multido um homem entre dez que por sua vontade escolhesse entre todas as profisses a de magarefe2 e pergunto se sequer algum matou pela primeira vez sem relutncia uma galinha4 ,alguns no podem resolver-se a provar de quaisquer criaturas que tenham visto todos os dias e que conhessem quando estavam vivas4 ,outros no levam os escrpulos alm daquelas criaturas que viram todos os dias e conheceram enquanto vivas e lhes pertenciam4 ,outros limitam esses escrpulos s suas prprias aves1 e recusam-se a comer daquelas que sustentaram e cuidaram4 ,todavia1 todos se alimentam1 sem remorsos e de corao leve1 de carne de caa1 de carneiro e de aves quando foi comprada no mercado4 ,neste procedimento1 imagino1 transparece qualquer coisa como a conscincia da culpa2 parece que se esforam por se salvarem da imputao dum crime 7cujas ligaes percebem7 afastando de si quanto possivel a respectiva causa4 ,e nisso descubro vivos sinais da primitiva piedade e inocncia1 que o poder arbitrrio do costume e a violncia da luxria ainda no foram capazes de conquistar4 ,por ste mesmo tempo de ,bernardo de ,mandeville1 no perodo to fecundo de renovao religiosa e filosfica que vai do meiado do sculo ,,xvii ao meiado do sculo ,,xviii1 o respeito da vida dos animais inferiores encontrou invariavelmente defensores convictos nos melhores espritos da poca4 ,wesley foi um dsses e ,pope1 o clebre poeta inglez1 recordando lies do excelente ,plutarco que1 dizia1 tinha mais impulsos de boa natureza nos seus escritos do que qualquer outro autor de que se lembrasse1 repete-lhe os conselhos analisando e condenando os costumes sanguinrios de ento que1 como hoje1 passavam para o maior nmero por admirvel destreza fsica e modos sos e legtimos de existncia moral e fisiolgica4 ,no posso imaginar extravagante1 escreveu ,pope1 que o gnero humano seja1 relativamente1 menos responsvel pelo mau uso do seu domnio sbre as camadas inferiores dos seres do que o pelo exercicio da tirania sbre a sua prpria espcie4 ,quanto mais completamente a criao inferior se encontra submetida nossa fra mais responsveis deveremos ficar pelo seu mu govrno2 por maioria de razo se deve considerar esta responsabilidade1 visto que a prpria natureza dos animais inferiores os torna incapazes de receberem em outro mundo qualquer recompensa dos mus tratos que sofrerem nste4 de notar que os animais nocivos1 com mais poderosas qualidades para nos fazerem mal1 evitam naturalmente os homens e nunca nos ofendem seno provocados ou coagidos pela fome444 ,no parece fcil defender meramente por sport a destruio de qualquer coisa que tenha vida4 ,todavia as crianas so educadas nesta ideia e um dos primeiros prazeres a licena de infligir penas a animais sem defeza4 ,mal nos tornamos sensiveis ao que a vida para ns1 fazemos um passatempo de a roubarmos aos outros444 ,quando crescemos e nos fazemos homens1 temos outra srie de passatempos sanguinrios1 particularmente a caa4 ,no ouso atacar um divertimento que tem a sustent-lo tal autoridade e costume2 mas consintam-me que tenha a opinio de que a agitao daqule exerccio1 com o exemplo e o nmero dos caadores1 contribue no pouco para resistir queles impulsos que a compaixo naturalmente sugere a favor dos animais perseguidos4 ,mas se os nossos sports so destruidores1 muito mais o a nossa gula e duma frma muito mais desumana4 ,as lagostas assadas vivas1 os porcos fustigados at morte1 as aves amanhadas1 so testemunho da nossa luxria4 ,aqules que1 na frase de ,sneca1 repartem a vida entre uma conscincia ambiciosa e um estmago enauseado1 teem a justa recompensa da sua gula nas doenas que ela acarreta4 ,porque os selvagens humanos1 como os outros animais bravios1 encontram ratoeiras e venenos nas provises da vida e enganados pelo apetite correm propria destruio4 ,no conheo nada mais repelente do que o aspecto duma das suas cozinhas coberta de sangue onde se ouvem os gritos dos seres que expiram em torturas4 ,d-nos a imagem da caverna dum gigante nos romances1 juncada de cabeas dispersas e membros lacerados daqules que a sua crueldade chacinou4 ,com to bons guias1 chegaremos ao humanismo do sculo ,,xviii que ,rousseau e ,voltaire consubstanciaram maravilhosamente4 ,voltaire1 no ,dicionrio filosfico1 discorrendo sbre a palavra carne1 escreveu3 ,sabe-se que ,pitgoras1 que estudou com os brahmanes a geometria e a moral1 adoptou a sua doutrina humana e trouxe-a para a ,itlia4 ,muito tempo a seguiram os seus discipulos3 os clebres filsophos ,plotino1 ,jmblico e ,porfrio1 recomendaram-na e at mesmo a praticaram1 posto que seja muito raro fazer aquilo que prgamos4 ,a obra de ,porfrio sbre a abstinncia de carnes animais1 escrita pelo meiado do nosso terceiro sculo1 muito estimada dos eruditos mas no fez mais discpulos entre ns que o livro do mdico ,hecquet4 em vo que ,profrio prope para modelos os brahmanes e os magos persas de primeira classe que tinham horror ao costume de engolfar nas suas entranhas as entranhas das suas criaturas4 ,no seguido hoje seno pelos padres da ,trapa4 ,o escrito de ,porfrio dirigido a um dos seus discpulos1 ,firmus1 que1 diz-se1 se fez cristo para ter a liberdade de comer carne e de beber vinho4 ,adverte a ,firmus que abstendo-nos da carne e dos licores fortes conservamos a sade da alma e do corpo1 vivemos mais tempo e com mais inocncia4 ,todas estas reflexes so dum telogo escrupuloso1 dum filsofo rgido e duma alma doce e sensvel4 ,julgariamos ao l-lo que ste grande inimigo da ,igreja um padre da ,igreja4 ,considera os animais como nossos irmos porque so animados como ns1 porque teem os mesmos princpios de vida1 porque teem1 assim como ns1 ideias1 sentimento1 memria1 engenho4 ,s lhes falta a palavra4 ,se a tivessem1 ousaramos mat-los e com-los8 ,ousaramos cometer fratricdios8 ,qual o brbaro que poderia assar um cordeiro1 se sse cordeiro nos conjurasse por um discurso comovedor a que no fssemos ao mesmo tempo assassinos e antropfagos8 ,este livro prova pelo menos que entre os gentlicos houve filsofos da mais austera virtude2 mas no conseguiram prevalecer contra os magarefes e os glutes4 ,a gula1 o jgo e a preguia baniram do mundo toda a virtude4 ,ao mesmo tempo que ,voltaire1 ,rousseau fazia suas as ideias de ,plutarco sbre o regime alimentar2 e proclamando-as com a violncia habitual do seu carcter1 com aquela mesma impetuosidade que incansavelmente empregou em fustigar a depravao do seu tempo e em incitar a uma regresso salutar ao contacto e simplicidade da natureza1 inscreveu o vegetarismo entre os artigos da nova f4 ,sobretudo na educao da criana quer que rigorosamente o vegetarismo prevalea porque uma das provas de que o sabor da carne no natural ao homem a indiferena das crianas por este gnero de alimento e a preferncia que elas do aos alimentos vegetais como as sopas1 as massas1 os frutos1 etc4,b de suprema importncia que no se lhes desnature o gsto primitivo e no se tornem carnvoras1 seno por motivos de sade1 pelo menos por causa do carcter4 ,porque1 seja qual fr a explicao da experincia1 certo que os grandes comedores de carne so1 em geral mais cruis e ferozes do que os outros homens4 ,esta observao verdadeira em todos os lugares e em todos os tempos4 bem conhecida a grosseria inglesa4 ,os gauros1 pelo contrrio1 so os mais gentis dos homens4 ,todos os selvagens so crueis1 e no a sua moral que os leva a isso2 a sua crueldade provm do seu alimento4 ,vo para a guerra como para a caa e tratam os homens como tratam os ursos4 ,mesmo na ,inglaterra os magarefes no so admitidos como testemunhas legais1 assim como os cirurgies4 ,os grandes criminosos endurecem-se para o assassinio bebendo sangue4 ,homero representa os ciclopes1 que eram carnvoros1 como homens terrveis1 e os lotfagos como um povo to doce que mal algum tinha comrcio com le1 logo esquecia tudo e a sua ptria para viver com le444 ,j se viu algum aborrecer o po e a gua8 ,veja-se o cunho da ,natureza6 ,veja-se a pois uma regra de vida4 ,conservemos na criana pelo mais largo tempo possvel o seu gsto primitivo2 deixemos que o seu alimento seja simples e vulgar2 faamos que o seu paladar smente se familiarize com os aromas naturais e que no se forme gsto algum exclusivo444 ,algumas vezes observei a gente que d importncia a viver bem1 que pensa1 mal acorda1 no que ha-de comer durante o dia e descreve um jantar com mais exactido do que ,polbio usa na descripo duma batalha4 ,pensei que todos esses chamados homens eram apenas crianas de quarenta anos1 sem vigor e sem consistncia4 ,a gula o vcio das almas que no teem fundo4 ,a alma do gluto est no seu paladar4 ,veio ao mundo para devorar4 ,na sua estpida incapacidade1 s mesa est vontade4 ,a sua capacidade de julgar limita-se s suas iguarias4 ,um ,shelley1 um ,lamartine1 um ,michelet ou um ,gleizs tiveram na verdade bem desbravado o terreno para deixarem voar livres os seus sonhos duma nova existncia toda de pureza que aborrecesse a carnificina e o sangue onde quer que os encontrasse1 na floresta1 no lar ou no campo da batalha1 e smente alimentasse o corpo e a alma nos inocentes e perfumados frutos da terra4 ,o desenvolvimento do vegetarismo no sculo ,,xix1 a discusso e consolidao da sua doutrina e o derramamento da sua prtica1 no sero j a aspirao de gnios privilegiados mas o patrimnio comum de milhares e milhares de espritos esclarecidos e de coraes exaltados em amor4 ,convinha que assim acontecesse1 desde que uma vaga de libertao da humanidade1 sem precedentes na histria1 nos punha deante de ,deus1 da natureza e do dever desprendidos de todo o estrvo da opresso do costume e das tiranias sectrias4 ,mas no ser em vo que os mais bem inspirados combatem pelo advento do novo reino4 ,a liberdade de proceder no significa o domnio e a supresso da ruindade4 ,o que nesse campo havia e ha a conquistar e o legado funesto de geraes sbre geraes de crueldade1 infinito4 ,o que se conquistou minimo relativamente ao que importa conquistar4 ,por isso um homem como ,wagner descer do altssimo pedestal a que o prprio talento e a fama o ergueram e vir com os mais humildes exortar os infieis e os ignorantes a iniciarem a sua redeno no vegetarismo4 ,lichtenberger1 no seu excelente estudo de ,ricardo ,wagner como poeta e pensador1 expe-nos nestes termos as ideias daqule soberbo gnio sbre o vegetarismo1 particularmente sbre a importncia que ele lhe atribuia na regenerao fsica e moral das sociedades humanas4 ,a citao ser longa mas convm que se faa1 indispensvel1 aponta dados primaciais do problema3 ,se consideramos primeiro a evoluo humana como fenmeno fisiolgico1 verificamos1 segundo ,wagner1 que duas causas trouxeram a degenerao da raa branca3 a m alimentao1 que do homem primitivamente frugvoro fez um carnvoro1 e a mistura das raas que profundamente alterou o temperamento primitivo e as virtudes hereditrias dos antigos arias4 ,estas duas causas tem por efeito uma alterao do prprio sangue entre os povos modernos e em particular no povo alemo1 alterao que deve ser considerada como a razo fisiolgica1 como o princpio inicial da corrupo profunda que hoje aparece no seio das naes europeias4 ,o homem natural1 inocente e feliz1 de que ,wagner traara outrora a imagem ideal no seu moo ,siegfredo1 no mais se concebe agora 7nesta poca da sua vida7 sob as linhas do germnico belo e vigoroso1 sempre pronto para a guerra e para as aventuras1 belicoso pelo prazer de medir suas fras com os rivais1 e inacessivel ao temor4 agora o ndio dos tempos primitivos1 o ndio morigerado e reflectido por uma religio de suavidade3 ,uma natureza generosa lhe oferecia o que era necessrio para satisfazer as necessidades da vida2 a vida contemplativa1 a meditao sria podia levar estes homens1 livres de todo o cuidado da sua sustentao1 a reflectirem profundamente sobre a natureza deste mundo onde1 como a experincia passada lhes havia mostrado1 reinava a indigncia1 o cuidado1 a dura necessidade do trabalho e mesmo da luta e do combate para a posse dos bens materiais4 ,ao brahmane1 possudo do sentimento de ter em certo modo entrado em uma vida nova1 o guerreiro parecia-lhe necessrio como guarda da segurana exterior e por esta razo tambm digno de piedade2 o caador1 pelo contrrio inspirava-lhe um horror profundo e o carrasco dos animais domsticos parecia-lhe inconcebvel4 ,estes homens de costumes to doces sabiam todavia dar provas duma fra dalma sem igual1 quando disso era ensejo prprio3 nenhuma tortura1 nenhuma promessa pde jmais obriga-los a renunciarem sua f religiosa2 e ,wagner cita com admirao a histria comovente de tres milhes de indios que1 por ocasio duma fome causada pelos especuladores ingleses1 preferiram morrer de fome a tocar nos seus animais domsticos4 ,mas o homem primitivo1 vegetariano e manso1 que recusa derramar o sangue dos seus semelhantes e o dos seus irmos inferiores1 os animais1 degenera pouco a pouco sob a presso das circunstncias exteriores4 ,transportado1 no correr das emigraes1 para climas menos clementes1 torna-se caador e carnvoro1 para escapar fome2 aprende a alimentar-se com a carne dos animais domsticos4 ,desde os primeiros tempos da histria1 vemo-lo transformar-se assim em um animal de prsa vido de sangue e por fim deleitando-se em matar1 no s para satisfazer a fome mas pelo prazer de matar4 ,este animal de prsa conquista vastas provncias1 subjuga raas frugivoras1 funda por guerras sucessivas grandes imprios1 dita leis e cria civilizaes para gozar em paz da sua rapina1 ,hoje mais perigoso e mais sanguinrio do que nunca2 aperfeioou dum modo terrvel os engenhos de destruio1 exgota-se em armamentos estreis e vive num estado de paz armada periodicamente interrompida por carnificinas medonhas4 ,depois1 ao lado do homem de prsa militar desenvolveu-se no correr dos sculos o homem de prsa especulador1 to de temer e to mortfero posto que menos bravo do que o primeiro1 e cuja aco devastadora se exerce sem interrupo sobre a massa do povo que le votou miseria e ruina4 ,mas se o homem de prsa domina o mundo como a fera reina na floresta1 como ela degenerado3 ,do mesmo modo que o animal de prsa no prospera1 diz ,wagner1 do mesmo modo vemos o homem de prsa vitorioso finar-se lentamente4 ,por causa do alimento contra a natureza que le usa1 vtima das doenas que s nle aparecem1 e nunca alcana nem o termo normal dos seus dias nem uma morte doce3 sob o aguilho de sofrimentos e de torturas que s le conhece e que lhe ferem o corpo como a alma1 apressa-se atravs duma vida de agitaes vs1 para um fim sempre terrvel4 ,mas do mesmo modo que o homem primitivo1 colocado em circunstncias desfavorveis1 teve de trocar a alimentao vegetal pela alimentao animal1 do mesmo modo poder1 quando tiver conscincia da sua miseria e souber reconhecer como seus todos os sofrimentos dos homens e dos animais1 voltar por um esforo de vontade a uma alimentao exclusivamente vegetal4 ,s por tal preo pde esperar a regenerao4 ,assim no se deixar desanimar nesta empresa por nenhuma dificuldade de ordem prtica4 ,wagner considera como uma verdade experimental demonstrada que o homem pode amoldar-se a um regime vegetariano em todas as latitudes4 ,mas no hesita em declarar que no caso em que se reconhecesse a necessidade duma alimentao animal nos climas do norte1 as raas superiores deveriam emigrar sistematicamente para regies mais favorecidas do sol4 ,desde j considera como instituies de salvao as ligas de vegetarianos1 as associaes para a proteco dos animais e as associaes de temperana que procuram libertar o homem da tirania medonha do lcool4 ,quando estas associaes fracas1 desprezadas e hoje um pouco ridculas1 tiverem mais inteira conscincia do fim sublime que teem em vista e se apresentarem ao pblico no como modestos apstolos dum mediocre pensamento utilitrio mas como os missionarios da doutrina da regenerao1 podero tornar-se os instrumentos eficazes da redempo do mundo moderno4 ,eis a o que ,wagner pensava do vegetarismo1 da alta misso social que lhe est guardada e da influncia fundamental que tem na moralidade das raas4 ,e pronunciando o seu nome desnecessrio se torne lembrar em que assombrosas faculdades esta doutrina encontrou proteco e impenetrvel escudo4 ,acrescentemos ainda a essa voz de excepcional poder mais um depoimento4 o de ,e4 ,rclus4 ,o seu talento1 o seu saber1 os seus infinitos conhecimentos da terra e dos homens as suas virtudes morais1 a sua sinceridade1 a sua inteireza e a sua coragem que ele sujeitou s mais crueis provaes e que de todas sairam vitoriosas1 a sua prpria experincia do vegetarismo que praticou durante mais de sessenta anos consecutivos e que no o impediu de morrer com mais de oitenta duma vida de trabalho infatigvel e de ardente apostolodo1 todas estas e muitas outras circunstncias congneres lhe do um lugar privilegiado que convm respeitar1 no por sua glria que do nosso humilde respeito no carece1 mas por nosso interesse que do seu conselho no pde prescindir4 ,no era qumico nem doutor1 confessa1 no mencionar nem o azote nem a albumina1 nem reproduzir as frmulas dos analistas mas contentar-se- simplesmente dizendo as suas impresses pessoais que de resto coincidem com as de muitos vegetarianos4 ,foi virtualmente um vegetariano desde criana4 ,uma pessoa de familia mandou-o um dia ao aougue buscar um pedao de carne1 e perante os horrores que l viu1 desmaiou4 ,ouvia que o dono do talho o trouxera a casa sem sentidos4 ,foi esse o seu baptismo vegetariano4 ,no o aprendeu nas academias1 nos hospitais ou nos laboratrios4 ,nasceu-lhe no corao4 ,cada um de ns1 diz ,rclus1 especialmente aqules que viveram em um canto da provncia1 muito longe das cidades vulgares ordinrias1 onde todas as coisas esto metodicamente classificadas e disfaradas1--cada um de ns tem visto alguma coisa dessas barbaridades cometidas pelos que comem carne contra os animais que les comem4 ,no ha necessidade de ir a nenhuma ,porcopolis da ,amrica do ,norte ou a uma saladera de ,la ,plata1 para contemplar os horrores dos massacres que constituem a condio primria do nosso alimento quotidiano4 ,mas estas impresses gastam-se com o tempo2 cedem perante a perniciosa influncia da nossa educao de todos os dias1 que tende a arrastar o indivduo para a mediocridade1 e o despoja de quanto concorra para o tornar uma personalidade original4 ,pais1 mestres1 por oficio ou por amizade1 doutres1 para no falar desta poderosa individualidade que chamamos toda a gente1 todos trabalham juntos para endurecerem o carcter da criana com respeito a ste alimento de quatro ps que1 todavia1 ama como ns amamos1 sente como ns sentimos1 e sob a nossa influncia progride ou retrocede como ns444 ,no uma digresso mencionar os horrores da guerra em conjuno com o massacre dos gados e os banquetes carnvoros4 ,a dieta dos indivduos corresponde exactamente aos seus modos4 ,o sangue pede sangue4 ,nste ponto1 quem rememorar as suas lembranas daqules que tem conhecido1 encontrar que no pde haver dvida possvel quanto ao contraste que existe entre os vegetarianos e os grosseiros comedores de carne--vidos bebedores de sangue--na amenidade dos seus modos1 na gentileza de disposio e regularidade de vida4 certo que estas qualidades no so muito apreciadas daquelas pessoas superiores que1 no sendo de frma alguma melhores que os outros mortais1 so sempre mais arrogantes e imaginam que acrescentam a sua importncia depreciando os humildes e exaltando os fortes4 ,para elas1 doura significa fraqueza3 os doentes so um tropo1 e seria caridade varrl-os do caminho4 ,se no forem mortos1 deve-se pelo menos deixar que morram4 ,mas justamente esta gente delicada que resiste doena melhor do que os robustos444 ,seja porm como fr1 apenas digo que para a grande maioria dos vegetarianos a questo no se os seus biceps e triceps so mais slidos do que os daqules que comem carne1 nem se o seu organismo est mais apto a resistir aos riscos da vida e s contingncias da morte1 no isso o mais importante2 para eles o ponto importante o reconhecimento dos laos de afeio e ba vontade que unem o homem aos chamados animais inferiores e a ampliao at sses nossos irmos do sentimento que j pz termo ao canibalismo ntre os homens444 ,o cavalo e a vaca1 o coelho e o gato1 o gamo e a lebre1 o feiso e a cotovia1 so-nos mais agradveis como amigos do que como comida4 ,queremos conserv-los ou como respeitados companheiros de trabalho ou simplesmente como companheiros na alegria da vida e na amizade4 ,e1 chegado a ste ponto1 seja-me permitido prescindir das restantes testemunhas que so ainda dezenas e dezenas dos que deixaram o rasto marcado na histria da civilizao4 ,prescindo de depoimentos preciosos1 prescindo1 por agora1 da sano do vegetarismo pela autoridade de individualidades to altas como1 por exemplo1 ,leo ,tolstoi1 para o qual o vegetarismo o primeiro passo1 ou como sse outro profta de alm-mar1 ,henrique ,david ,thoreau que julgava um benfeitor da sua raa aqule que ensinasse os homens a limitarem-se a uma dieta mais inocente e salutar do que aquela miservel de degolar cordeiros4 ,no ignoro que riquezas de elucidao e de exemplo deixo de usar1 nem o fao sem mgoa4 ,o meu desejo e o interesse da causa a que to sinceramente consagro os meus pobres esforos1 seria repetir linha a linha e gravar na memria dos que me escutam esse admirvel brevirio de ,howard ,williams que tem por titulo ,a ,etica da ,dieta e ao qual fui beber a maior parte de aquilo que aqui reuni e coligi4 ,mas o que deixo apontado ser por ventura o bastante para a demonstrao da tse que me propus defender2 e a necessidade de concluir este primeiro ponto das minhas consideraes no permite que mais me alongue na apresentao dos documentos em que se fundam4 ,,ii ,disse que o vegetarismo tem os seus pergaminhos1 que possue ttulos autnticos de nobreza4 ,provam-no os documentos que apresentei4 ,a histria da civilisao registou-lhe a antiguidade2 e as virtudes e os merecimentos dos homens eminentes que o serviram pela palavra e pelo exemplo so garantia da sua excelncia4 ,quid inde8 ,com que direitos e por que trmites se criou essa nobreza e por que razes ha-de persistir em nossos dias8 ,consideremos por um instante os momentos em que a defesa e a prtica do vegetarismo se mostraram mais calorosas1 mais acentuadas nas afirmaes e mais disseminadas na aco4 ,imediatamente se nos revelar o seu carcter e a sua influncia na moralidade das raas4 ,aparece-nos primeiro o vegetarismo1 claramente definido e apregoado como mandamento essencial de bem viver1 na escola de ,pitgoras1 na aurora do helenismo1 quando ele comeou a ter consciencia dos seus destinos e a meditar lucidamente nas responsabilidades do homem perante a vida universal4 ,renova-se seis sculos mais tarde com ,plutarco1 quando uma pausa nas disputas do mundo sucedendo amlgama de diferentes raas e diversssimas aspiraes religiosas em uma s e nova civilizao permitiu aos homens que interrogassem o seu ntimo e conhecessem o que queriam da terra e o que lhe deviam1 que fins e obrigaes os encaminhavam e prendiam4 ,pouco depois encontramo-lo em ,alexandria onde ,porfrio e a pliade de filsofos que naquelas terras meditava a experincia de quasi dez sculos de vida social intensa investigavam as consequncias que de a derivavam para a compreeno d'este pequenino ser que o homem4 ,escurece-se na pulverizao do imprio romano1 enquanto o tumulto das guerras e a poeira do desabar de ruinas no consentiam parana em que os problemas morais da nossa vida se traassem e solvessem4 ,mas logo a breve trecho eis renascido com ,montaigne o vegetarismo em toda a sua pureza e formosura porque se reatava o fio perdido e quebrado da cultura antiga4 ,acaricia-o em seguida o humanismo do seculo ,,xviii1 at que no seculo ,,xix lhe abrem de par a par as portas da cidade e porventura lhe do ingresso no templo os mais venerandos levitas da redeno humana4 ,isto --sempre que as sociedades europeias poderam pelo gru de cultura que atingiam ouvir a voz da conscincia moral e prestar obedincia aos seus ditames1 o vegetarismo surge e impe-se como uma lei a que no permitido esquivar-nos1 sob pena de ignominiosa traio do dever e de crueis remorsos4 ,no outra a lio da histria sbre esta doutrina1 nem outra pde ser a interpretao das vicissitudes por que tem do passado1 dos entusiasmos que despertou1 e dos dios que o perseguirem e da irrepressvel expanso que em nossos dias o propaga4 um fenmeno da conscincia moral1 invariavelmente presente onde quer que a conscincia moral assista1 seu filho e servo4 ,no um devaneio filosfico1 questo de sistema ou de lgica1 um acto de religio4 ,por isso teve e tem inimigos1 porque no pde dominar sem offender crenas arreigadas e potestades criadas1 sem sobretudo escandalizar esse poder arbitrrio do costume e a violncia da luxria de que falou ,bernardo do ,mandeville e que encontram na f vegetariana como uma acusao dos seus crimes e uma ameaa de abolio contra as quais se revoltam4 ,singular coincidncia6 ,os apstolos do vegetarismo no mereceram em regra as boas graas dos poderes politicos constitudos4 ,so aborrecidos de todos os despotismos4 ,sendo o vegetarismo uma doutrina de amor1 porventura odiada de toda a opresso e egoismo4 ,o certo que os discpulos de ,pitgoras foram perseguidos2 ,ovdio foi desterrado e ,sneca foi condenado morte e os cataros sofreram da igreja catlica as mais brbaras crueldades4 ,na verdade1 significa uma profunda revoluo moral com todas as consequncias sociais que necessriamente importa4 ,como tal o devem considerar os que o seguirem1 armando-se com a coragem indispensvel para afrontarem todas as penas e riscos d'uma revoluo4 ,se os nossos tempos no toleram martrios1 nem por isso pdem prescindir de tenacidade e firmeza d'animo onde uma grande aspirao se proposer conquistar o seu lugar no mundo4 ,a tarefa ser tanto mais rdua quanto certo que o vegetarismo se v enleiado e combatido por tradies terrveis4 ,toda a nossa civilizao filha da civilizao romana4 ,dela viemos e na realidade nela nos mantemos2 quanto julgamos progresso no mais do que o natural desenvolvimento das bases em que ela se fundou4 ,a nossa estrutura mental como a nossa estrutura econmica1 como1 sobretudo os nossos problemas sociais1 tudo a repetio e a ampliao em volume e complexidade do que o romano sentiu1 criou e nos legou4 ,ora1 no nos iludmos2 no h talvez pior inimigo do vegetarismo do que a cultura latina4 ,compare-se a civilizao latina com as civilizaes orientais e a superioridade moral destas ltimas imediatamente se nos mostra com evidncia4 ,a intemperana1 a gula e a crueldade foram vcios caratersticos do mundo romano1 que na escala dos valores morais o deixaram inferior1 no j puresa do budismo1 que com sse o confronto inadmssivel sb ste aspecto1 mas at mesmo sobriedade e frugalidade do grego1 de cuja civilizao descendia em linha recta4 ,aos banquetes de ,luculo correspondiam as atrocidades do circo1 tal qual como agora a uma hecatombe de vitelas e aves corresponde a embriaguez das touradas4 ,por todos os lados corre igualmente a jorros o sangue inocente dos mansos animais e nles se deleitam o nosso ventre1 o paladar e os olhos4 ,parece que h mais de vinte e cinco sculos a nossa raa vive sb um antema irrevogvel de crueldade1 tanto mais pungente quanto clara a conscincia da maldio que nos atormenta4 ,cato1 o ,censor1 diz-nos como orgulhoso do feito que1 quando foi cnsul1 deixou na ,espanha o seu cavalo de guerra para aliviar o tesouro pblico dsse encargo4 ,e ,plutarco1 referindo o facto1 acrescenta3--,se tais coisas so exemplos de grandeza ou de mesquinhez de alma1 o leitor que o julgue4 ,so exemplos de mesquinhez2 sentia-o o historiador to bem como ns o sentamos4 ,mas a enfermidade persiste e at hoje no podemos venc-la e sob o seu deprimente influxo nos arrastamos4 ,o catonismo tornou-se seno um ttulo pejorativo1 pelo menos um estigma de desumanidade4 ,mas nem por isso condenando-o em palavras1 banimos o catonismo dos nossos coraes e deixamos de sacrificar sua desapiedade soberba tanto os homens nossos irmos como os animais a que as demncias da nossa vaidade passaram diploma de inferioridade4 ,dobramos o cabo das ,tormentas1 escravizmos o ndio1 e ameaando a terra1 o mar e o mundo1 tudo calcmos victoriosos e em nossos triunfos nos glorificmos4 ,se porm me fosse dado escolher entre a sorte do vencedor e a do vencido1 diria1 com pena de incorrr em acusao de traio ao amor da ptria1 que a todas as nossas glrias1 que so muitas1 sem embargo1 e brilhantes1 eu preferiria que como na ndia do seculo ,,xviii1 trez milhes de portuguezes tivessem a coragem1 que o ndio teve1 de preferirem morrer de fome a matar os animais seus companheiros e seus servos e amigos4 ,no sei de maior grandeza na histria4 ,no sei de exemplo de mais sublimada moralidade duma raa1 de mais grandiosa1 perfeita e absoluta imolao ao amor1 a este amor que a essncia da vida1 a razo de ser da nossa existncia1 o padro nico por que se pde aferir a grandeza humana1 o como de todo o pensamento digno d'este nome na feliz expresso de ,carlyle4 ,herosmo por herosmo1 o d'esses vencidos que maltratmos1 foi infinitamente superior s faanhas militares de que tanto nos orgulhamos4 ,,iii ,se porm o vegetarismo fsse incapaz de captivar os homens de inteligncia lcida e corao recto s pelo seu valor moral absoluto1 pelo que representa como signal da mais alta concepo moral das relaes do homem com o universo e particularmente com os seres vivos que nos cercam1 no poderia deixar de persuadir os mais rebeldes pela sua influncia directa1 imediata1 como mecnica1 na dissipao de flaglo que presentemente o maior e mais terrvel dissolvente da moralidade das raas--o alcoolismo4 ,no ste o ensejo de nos ocuparmos de semelhante calamidade para afastar a qual todo o esfro ser pouco4 ,mas ningum d'olhos abertos e medianamente preocupado com a vida das sociedades e a sua fortuna poder deixar de reconhecer com ,j4 ,reinach que1 se a questo do alcoolismo no toda a questo social1 a mais terrvel e a mais grave das questes sociais4 ,o que a sse respeito se passa em o nosso pas1 no o sei eu4 ,suponho que ser tremendo1 a julgar por aquilo que casualmente encontro a cada passo na vida quotidiana1 pelo que vejo nas ruas e em todos os ajuntamentos dos dias de descanso1 pelo que se ouve nos tribunais onde qusi no h crime de violncia contra as pessas que no seja cometido sob a aco prxima ou remota do lcool1 pelo movimento dos hospitais onde sob inumerveis frmas essa desgraa vai pedir socorro e o mais das vezes acabar4 ,no o sei4 ,as estatsticas do nosso pas so menos do que incompletas ou deficientes a tal respeito2 so nada4 ,parece que tememos saber toda a verdade e prefermos afundar-nos em cegueira total e em criminosa indiferena1 embora o exemplo dos demais pases nos assegure que no assim que cada um cumpre o que deve ptria1 humanidade e conscincia4 ,mas conheo um pouco e de verdade certa o que se passa imediatamente em volta de mim1 no lugar que habito1 e isso basta para me aterrar infundindo-me no esprito as mais lugubres preocupaes sobre o futuro da nossa raa4 ,pelas estatsticas municipais corrigidas por quem por longa experincia conhece o movimento dos impostos1 ,aveiro com os seus #aj3jjj habitantes dever ter consumido em #aiaa 7numeros redondos73 #a4jda3jjj litros de vinho comum4 #g3ejj litros de vinhos licorosos4 #aa3jjj litros de agua-ardente4 ,isto equivaleria na mais benigna hiptese a uma despeza de #ej contos de reis e a um consumo de lcool puro de #g1e litros por habitante1 pelo menos4 ,se nos lembrarmos da soma de mulheres e crianas que se acha includa nos #aj3jjj habitantes do total da populao da cidade1 poderemos fazer uma vaga ideia das percentagens extremas que deve atingir o consumo para os consumidores efectivos e tambm da precipitao de decadncia fsica1 moral e econmica que est minando a raa4 ,ora eu no posso crr que ,aveiro seja um lugar de maldio no pas4 ,pelo contrrio1 inclino-me antes a pensar que ser uma das terras do pas menos desmoralizadas no s neste ponto mas em absoluto4 ,e sendo assim1 como tudo leva a crer1 poderemos bem imaginar por este minsculo exemplo em que inferno estamos vivendo1 a que penas estamos sujeitando os nossos filhos e o futuro da nossa ptria1 que tremendas responsabilidades de ignomnia e de traio no estamos tomando perante a histria1 porque outra traio mais infame eu no conheo do que aquela que resulta no aviltamento fsico e moral dos nossos filhos4 ,salvao1 se a pde haver1 e sem dvida a haver porque assim o teem demonstrado os pases mais adeantados do que o nosso que conscientes do mal no descansam em lhe acudir com todos os preservativos e remdios que a experincia lhes vai aconselhando1 a salvao ter de comear pela propagao do regime vegetariano que em semelhante misso1 sem se degradar e antes acrescendo as virtudes1 passar d'um dever moral imprescindvel a uma utilidade social de primeira grandeza4 ,basta a questo do lcool para que o problema da dieta seja digno da ateno de todos os homens que amem a ptria1 escreveu ,russel no seu belo livro ,strength and ,diet1 hoje um clssico4 ,se o vegetarismo o primeiro passo1 na opinio de ,tolstoi1 para a disciplina da nossa vontade na obedincia religiosa1 simultaneamente a primeira regra para nos salvar da decadncia do corpo e do esprito nsse embrutecimento do lcool como ,tardieu lhe chamou1 resumindo em uma s palavra as consequncias de tal processo de envenenamento dos homens e das raas4 ,porque qualis enim esus1 talis est potus2 tal comida1 tal bebida4 ,assim o disse ha longos sculos ,tertuliano meditando nos trmites da vida religiosa1 buscando os caminhos por que a santidade se alcana2 e a scincia dos nossos dias no desmentiu as lucubraes do teologo4 ,pelo contrrio1 absolutamente as confirmou4 ,hoje1 como ento1 a carne e o vinho so companheiros e cmplices nessa embriaguez do nosso sangue e da nossa alma que nos conduz aos infernos de todas as demencias e abjeces4 ,o seu processo na desmoralizao das raas sabido4 ,a atrofia de conscincia que o invarivel resultado de todas as intemperanas da gula comear por ser acidental e transitria na sua victima1 para em seguida se tornar permanente1 constante1 ininterrompida por virtude de repetio1 e para finalmente se transmitir por hereditariedade a toda a descendncia1 por isso mesmo que se tornou verdadeiramente constitucional e orgnica4 n'esta operao de aviltamento da nossa raa que o carnivorismo est colaborando activamente4 ,combater pelo vegetarismo combater o alcoolismo na sua maior fortaleza4 ,dos resultados que os nossos esforos1 podero ter em uma tal calamidade dizem as lies que os pases estrangeiros nos facultam4 ,um s exemplo invocarei4 ,h cerca de cincoenta anos a ,sucia tinha uma taberna por #ajj habitantes e a ,noruega uma por #bjj4 ,hoje a ,sucia tem uma taberna por #e3jjj habitantes e a ,noruega uma por #i3jjj4 ,e isto que gigantesco como capacidade de redeno dum pvo1 no foi a obra do acaso2 foi o produto do mtodo1 sistema e energia de vontade que todas as teraputicas aproveitou4 ,no se uma nao civilizada e digna por menor preo4 ,a ,na verdade1 os processos de cosinha carnvora no so outra coisa seno processos de corrupo2 o alimento ser tanto mais saboroso quanto mais perfeitamente se lhe houver dissipado a exalao fetida primitiva4 ,qualquer dama de mos mimosas que trinca com delicia uma costeleta coberta de po e embalsamada em loiro1 em cravo1 em salsa1 em cebola1 pimenta e limo1 empalidece de nausea sentindo o cheiro do aougue1 considera imundicie um pedao de carne cra nos seus vestidos e foge mais depressa da praa do peixe do que da montureira que aduba a horta4 ,pelo contrario1 na cosinha vegetariana o esmero e a perfeio consistem em conservar inalteravel o sabor proprio de cada alimento4 ,ninguem jmais teve o capricho de querer cosinhar mas para saberem a loiro ou feijes para cheirarem a salsa4 ,b ,no acontece isso smente com as creanas4 ,na gente do povo1 creana tambem pela vitalidade dos instintos primitivos1 mostra-se claramente a mesma tendencia4 ,muitos e muitos que seriam incapazes de roubar de qualquer salgadeira uma grama de toucinho1 no resistem tentao de se aproveitarem do primeiro cacho de uvas que lhes esteja mo4 ,os assaltos s hortas e pomares so frequentes1 e de tal forma isso parece estar na ordem natural que grande numero dos homens rudes no lhes associa nem de longe a noo do crime4 ,longos seculos de corrupo da dieta no conseguiram atrofiar essas tentaes d'uma atiguidade biblica1 as mesmas que desgraaram ,ado e ,eva4 ,livros indispensveis aos ,naturistas e a todos que desejem cultivar a sade e a longevidade1 praticando racionalmente o frugivorismo 7dieta crua71 vegetarismo1 higiene natural pelos exerccios normais combinados com os banhos de ar1 sol e gua1 restrio alimentar1 etc41 em perfeita concordncia com a fisiologia animal da humanidade4 ,edies da ,sociedade ,vegetariana de ,portugal3 99,o ,vegetariano99 #a4;a srie1 brochado4 ,muitas informaes de vegetarismo1 e receitas de culinria natural1 tabelas do valor dos alimentos1 leis de sade e indicaes aos principiantes4 ,para scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #ejj ,preo geral #gjj ,encadernao de luxo1 respectivamente #hjj e #ajjj 99,o ,vegetariano99 #b4;a srie1 brochado4 #ejj pginas de texto4 ,gravuras em couch4 ,tratado completo de frugivorismo1 vegetarismo1 cura natural pela dieta1 ar1 sol1 gua1 exerccio1 etc41 fabrico do vinho sem alcool e adubo natural para as terras4 ,o perigo da vacina1 do alcoolismo1 do tabagismo1 do albuminismo ou carnivorismo1 etc4 ,para scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #ajjj ,preo geral #abjj ,encadernao de luxo1 respectivamente #adjj e #afjj 99,o ,vegetariano99 #c4;a srie4 ,mensrio ,ilustrado de ,naturismo 7em publicao74 ,maior formato1 melhor papel e novas seces de propaganda1 informando de todo o movimento frugivoro--vegetariano--naturista em ,portugal1 ,brasil e outras naes4 ,consultrio naturista gratuito4 ,relato pessoal das curas naturais de doenas rebeldes ou crnicas1 etc41 etc41 rgo da ,s4 ,v4 de ,p4 7continente e colonias71 assinatura anual 7#ab nmeros7 #ajjj reis--,brasil 7moeda fraca7 #cejj reis--,outros paises #g frs4 ,,biblioteca ,,vegetariana 7,ilustrada com fotogravuras7 ,i--99,vivamos de ,frutos991 por ,v4 ,bruant1 trad4 do ,dr4 ,amilcar de ,souza4 ,regime frugivoro e estudo sobre frutarismo4 ,para scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #bjj ,preo geral #cjj ,,ii--99,vinho sem alcool e ,po integral991 #ab gravuras4 ,apreciao pelo ,dr4 ,amilcar de ,souza4 ,indstria e fabrico domestico4 ,para scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #bjj ,preo geral #cjj ,,iii--99,o ,vegetarismo e a ,fisiologia ,alimentar991 pelo ,dr4 ,h4 ,collire1 de ,paris4 ,trad4 de ,angelo ,jorge4 ,anlise1 ao regime misto 7carnivorismo7 e aos regimes naturais2 vegetariano1 vegetalino e frugivoro com demonstraes1 tabelas1 etc41 baseando-se nos melhores autores4 ,para scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #ejj ,preo geral #gjj ,,iv--99,a ,questo ,social e a ,nova ,scincia de ,curar991 por ,angelo ,jorge4 ,apreciaes aos problemas mdico1 alimentar e social4 ,para scios da ,s4 ,v4 de ,portugal ,preo geral ,v--99,dieta ,frugvora e ,renovamento ,fsico991 pelo ,dr4 ,o4 ,l4 ,m4 ,abramowski1 mdico do ,hospital de ,mildura1 ,austrlia4 ,trad4 do ,dr4 ,joo ,volmer4 ,demonstrao prtica e racional do frutarismo scientifico4 ,para scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #ajj ,preo geral #aej ,,vi--99,o ,naturismo991 pelo ,dr4 ,amilcar de ,souza4 ,o livro mais notvel do sculo ,,xx1 versando todos os assuntos relacionados com a vida humana4 ,anlise racional e solues naturistas s questes alimentares1 higinicas1 mdicas1 educativas1 sociais e humanitrias4 ,para scio da ,s4 ,v4 de ,portugal #djj ,preo geral #fjj ,,vii--99,a base de todas as reformas na alimentao991 regenerao fisica e mental do homem pelo frugivorismo3 notvel livro americano de ,otto ,carqu1 esmerada trad4 de ,j4 ,vitorino ,pinto1 estudante de medicina4 ,para scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #aej ,preo geral #bjj ,,viii--99,a ,sade e a longevidade994 7,um grito de alarme71 por ,j4 ,bastos4 ,anlise racional aos erros da vida humana civilizada4 ,a sade1 a alimentao1 a escola1 os remdios e algumas curas relatadas so os captulos nele desenvolvidos com superior criterio e verdade4 ,para scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #cjj ,preo geral #djj ,,ix--99,o ,vegetarismo e a moralidade das raas991 pelo ,dr4 ,jaime de ,magalhes ,lima4 ,notavel conferencia realisada no ,ateneu ,comercial do ,porto em #ad de junho de #aiab4 ,com o retrato do autor em couch4 ,para scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #ajj ,preo geral #aej 99,a ,cura da ,tuberculose pelo ,vegetarismo991 pelo ,dr4 ,paul ,carton2 ,irmania1 novela naturista por ,angelo ,jorge1 ,os ,agentes ,fsicos em ,medicina41 pelo ,dr4 ,j4 ,bentes ,castel-,branco1 etc4 7,a imprimir74 99,la ,hacienda99--,bfalo1 ,amrica--,revista ilustrada sbre agricultura1 arboricultura e industrias rurais1 e consultrio tcnico gratuito para assinantes4 ,o melhor mensrio agricola do mundo editado em portugus1 assina-se na redaco de ,o ,vegetariano4--,prto--7#ab numeros74--,assinatura anual4 ,para scios da ,s4 ,v4 de ,portugal #cfjj ,preo geral #djjj ,todos os pedidos devem ser acompanhados das respectivas importncias em dinheiro1 cheques1 vales ou estampilhas do continente1 endereadas ,sociedade ,vegetariana de ,portugal1 redaco de ,o ,vegetariano--,avenida ,rodrigues de ,freitas1 #cic 7,antiga rua de ,s4 ,lazaro7--,prto4 ,a remessa pelo correio acresce #ge ris de porte e registo sendo para ,portugal1 e para o ,brasil e outros paises #ajj ris4