,,teixeira ,,de ,,pascoaes ,o ,,doido ,e ,a ,,morte ,edio da ,r5asc5a ,portuguesa ,prto--#aiac ,o ,,doido ,e ,a ,,morte ,,obras ,,d ,,autor ,sempre--#ahig ,t]ra ,prohibida--#ahii ,sempre 7#b4;a edio7--#aijb ,jesus e ,pan--#aijc ,p>a a ,luz--#aijd ,vida ,e!rea--#aijf ,z ,sombras--#aijg ,s5hora da ,noite--#aijh ,m>nos--#aiaa ,regresso ao ,p>aiso--#aiab ,o ,esprito ,lusitano ou o ,saudosismo--#aiab ,,teixeira ,,de ,,pascoaes ,o ,,doido ,e ,a ,,morte ,edio da ,r5asc5a ,portuguesa ,prto--#aiac ,impresso em ,fev]eiro de #aiac na ,tipografia ,co/a ,c>regal1 trav4 ,passos ,manuel1 #bg--,prto4 ,a ,philz ,lebesgue ,era uma fria noite de ,natal4 ,j no z5i? a lua d]ramava ,a sua palidez mi/]iosa1 ,transfigur&o z c\sas que se mo/ram ,na sombra1 com seus ge/os de ,phantasma ,e atitudes de e/ranha ,ap>io444 ,nos solit>ios longes montanhosos ,a nevoa e o lu>1 *im]icos1 deliam ,a moribunda face da ,paisagem444 ,e e/a1 por um milagre e encantam5to1 ,se espiritualisava1 conv]t5do-se ,em ,figuras de sonho1 areos ,corpos444 ,e eram p]fis de ,fadas espreit&o1 ,asas de ,s]af9s que1 no seu vo1 ,p>eciam lev> alguma ,virgem444 ,a aragem fria e f9a arripiava ,z arvor's e os nocturnos vi&antes1 ,e retocava o brilho das e/relas4 ,os p9heiros gemiam surdam5te2 ,e na face das p$ras espelhada1 ,o lu> abria n'um sorriso tri/e4 ,vultos negros1 opcos de p5$os ,erguiam-se somnanbulos e mudos ,no crepusculo1 e olhavam como ,esph+es444 ,o ,sil5cio re9ava3 era o ,s5hor ,da noite e da paisagem1 e o seu ,re9o ,p>a alm das e/relas se e/5dia444 ,por um longo cam9ho esbranquiado1 ,entre p9haes sombrios e confusos1 ,a ,morte cavalgava a l>go trote4 ,z patas espectraes d seu ,cavalo ,ouviam-se bat] na t]ra dura ,e sonora que o glo trespassava4 ,e aquele ruido sco1 difund9do-se ,na m]5coria lividez d ceu1 ,o ensombrava de lagrimas e mdos444 ,e figurava o ar a feia ,morte1 ,envolta n'uma tunica de sombra1 ,segur&o na mo1 s feita de ossos1 ,a ,f\ce1 em cuja lam9a lus5te ,se espelhava o lu>444 ,seus fundos olhos ,encovados1 volvidos p>a d5tro1 ,eram poos de treva1 onde os morcgos1 ,z e/rellas1 z arvores1 z nuv5s1 ,iam v] sua imagem reflectida4 ,os pass>os nocturnos1 celebr&o ,a ,noite nos seus cantos agoireiros1 ,esvoaavam de encontro quelas orbitas ,vasias1 desc>nadas3 dois buracos ,apagados de luz1 scos de lagrimas1 ,sobre um ab]to riso emp$]nido4 ,e a ,morte cavalgava a l>go trote1 ,por um ermo cam9ho esbranquiado1 ,no arrepio da ,noite e d ,mi/]io444 ,o v5to f9o e frio maguava ,z arvores1 faz5do fluctu> ,a tunica da ,morte que envolvia ,seu corpo de esqueleto e z l>gas ancas ,d seu ,cavalo1 cuja sombra inquieta ,e n]vosa man*ava a e/rada cl>a4 ,e atravessava agora um indeciso ,planalto1 em =mas vagas1 em]g9do ,da c]rao nocturna dos p9haes4 ,z arvores fugiram444 ,simplesm5te ,um ra/eir9ho tjo agre/e e bravo ,ve/ia de humildade aquela t]ra4 ,nas suas ha/es hirtas e esp9hosas1 ,aqui1 alm1 por toda a p>te1 emfim1 ,gtas de orvalho1 vivas1 acordavam444 ,e em seus liquidos seios de espl5dor1 ,pres5tia-se a lua enc>c]ada ,mo/r&o a face animica e div9a4 ,n'e/a altitude o ,v5to1 embr&ec5do1 ,era uma sombra alada444 ,e a lua1 a prumo1 ,fulgia sobre a ,morte que alongava ,os olhos pelo trbido horisonte ,mais delido no cu e mais long9quo1 ,d'uma mat]ia feita de *im]a444 ,de vez em qu&o1 ouvia-se um confuso1 ,surdo rol> de ro*as que desciam ,dos outeiros s m>g5s dos regatos2 ,iam mat> a sde secul> ,que lhes fic\ dos tempos em que fram ,raios de e/rela floresc5do a ,lua4 ,e v9ham na asa mrmura da aragem ,bat] de palmas1 risos de cri/al1 ,rasg&o agudas f5das no ,sil5cio4 ,eram ,bruxas malditas1 pobres ,n9fas1 ,amantes d ,demonio em vez de ,pan2 ,amam a noite tri/e e os rmos sitios444 ,troc>am seu antigo amor div9o ,pela ironia escura e demoniaca2 ,e z flore/as sagradas e o sol cl>o ,pelos bcos pr(undos1 pela noite1 ,pelos silvaes espssos e aguas rmas ,que a sombra torna lividas e mortas1 ,e onde z c\sas nocturnas se reflectem ,desmat]ialisadas1 r$usidas ,ao seu simples e animico esqueleto444 ,e outras ,bruxas1 em b&os lu>5tos1 ,passavam1 no ar1 dan&o em turbilho ,com alados ,demonios coruscantes444 ,e o ,md1 av remoto de ,phantasmas1 ,sombra ance/ral de ,deus e da ,pi$ade1 ,cond5sava o lu> em frias lagrimas1 ,m>morisava os fluidos ,longes vagos444 ,z ,figuras da ,noite1 z ,creaturas ,d nosso ,p5sam5to1 desp]tavam ,mal ouviam trot> a ,morte444 ,e a lm9a ,da sua ,f\ce ia1 em curva1 pelo cu ,de horisonte a horisonte2 e a sua tnica ,p>ecia man*> toda a ,paisagem444 ,subito1 a ,morte s(fre\ z r$eas ,d ,cavalo-,phantasma em que montava1 ,e/ac&o no meio d planalto4 ,e a sua sombra morta se torn\ ,imovel1 negra sobre a t]ra branca ,e sonora e m>morea d cam9ho4 ,surgira1 d'improviso1 um vulto humano ,ante o vulto *im]ico e fatidico ,da ,amazona da ,noite que escondra1 ,na tunica de outomno e de crepusculo1 ,o r/o de caveira1 onde o lu> ,batia1 como sobre um frio m>more4 ,e antes que ela falsse1 aquele ,vulto ,solt\ no ar sombrio1 uma risada2 ,e o ,e*o1 e/remunh&o1 repetiu-a1 ,e foi1 de vale em vale1 desfaz]-se1 ,c9za de som1 na c9za da ,di/ancia4 ,e ela1 irada1 agit&o a relus5te ,f\ce cruel1 grit\3 ,quem s8 ,quem s8 ,mas quem se atreve assim a rir da ,morte8 --,eu--e/e doido espirito que ri444 ,go/o1 s vezes1 de rir1 nas horas mortas444 ,e de s5tir o riso hum$ecido ,das lagrimas das c\sas que murmuram ,escuros1 demoniacos segrdos444 ,doido que s\1 meu riso de alegria444 ,vae atravs da noite1 em alvoro2 ,e logo acorda z ,almas1 e revela ,vultos1 ,p]fis1 ,figuras p]pass&o ,em turbilho1 nos ares444 borbor9hos ,de invisiveis espiritos sem nome444 ,os v5tos que o meu rir des5cadeia6 ,foi luz d meu riso lampejante ,que teu vulto nocturno conqui/\ ,e/e rumor e sombra que ,pres5a444 ,e a ,amazona da ,noite3 ,pois c]to ,que o riso doido grava no sil5cio ,imag5s que tm alma e vida propria8 -- c]to que1 ao beij>-me a tua sombra1 ,ela se fez em riso nos meus labios444 s a fonte s9i/ra d meu riso444 ,e o meu riso te ve/e de app>5cias444 --,so escuras palavras444 no ent5do4 ,eu qu]o conhec]-te4 ,quem s tu8 --,mas eu no sei quem s\4 ,nunca me vi4 ,o nosso olh>1 mal nasce1 bate z asas1 ,e no regressa mais ao l> pat]no444 ,leva comsigo a imagem v]dadeira ,das c\sas1 viva imagem transc5d5te1 ,que a lagrima f9al1 j d'alm-mundo1 ,reflecte em sua esfra de agonia4 ,ah1 se1 ao m5os1 pudesse v] a imagem1 ,phanta/ica de bruma1 que projecto ,nos teus olhos que z lagrimas abriram ,em m>moreas angu/ias1 ptreas dres8 ,teus olhos so esph+icos3 devoram6 ,no sei quem s\1 no sei444 ,mas que m'importa8 ,meu g/o rir1 de noite1 no sil5cio444 ,e outra vez1 o nocturno ,vi&ante ,en*eu de riso o espao e o lu> extatico3 ,a debil luz anmica embeb5do-se ,em sol de primav]a e de l\cura4 --,no me conheces1 no4 ,se tu s\besses ,a quem falas1 o riso dos teus labios ,caria gelado n'uma lagrima4 ,no me conheces1 no4 ,tu nunca vi/e1 ,de p]to1 a m9ha ,f\ce1 acresc5t\ ,a ,morte1 n'uma voz de irrealidade ,e de haluc9ao e de *im]a ,que os ,e*os1 nem de leve1 repetiram4 --,enganas-te4 ,conheo-te4 ,de balde ,escond/e nas dobras d teu manto ,o r/o cadav]ico e z falanges ,que seguram z r$eas que dirigem ,teu ,cavalo-,phantasma1 irmo d ,v5to4 ,ignoras o relvo e a nitidez ,espelh5ta dos ossos ao lu>444 ,e conheo-te mesmo pela ,f\ce ,que ceifa a se>a humana e z outras se>as444 assim1 com esse aspecto1 que ap>eces1 ,em publico1 p9tada nos pa9eis4 ,a ,morte sil5ciosa desv5d\ ,a desc>nada e lgubre ,figura1 ,emudecida e tri/e contempl&o ,aquela vida humana que1 a um seu ge/o1 ,subito1 baix>ia et]na sombra4 ,e disse logo o ,doido com espanto3 ,ah1 sim1 tu ris tambem444 mas esse riso riso ab]to em p$ra444 quem o ouve8444 ,um riso todo feito de sil5cio444 --,um dia1 os teus ouvidos ho de ouvi-lo2 ,e v]s a alegria que ele espalha ,nas almas1 j lib]tas1 a vo>444 --,eu conheo o teu riso2 nos meus labios ap5as um sorriso2 vem de longe2 ,p]de o vigor ard5te no cam9ho444 ,o sorriso dos labios no mais ,que um palido lu>1 um arremd ,d gr&e riso et]no da caveira4 ,mas eu amo outro riso1--o que desp]ta ,z almas1 os espiritos da ,noite3 ,o que trespassa a treva de espl5dor1 ,e se ouve no inf9ito e luz de e/rela4 ,e1 de novo1 o sil5cio se int]pz ,entre a ,morte div9a e o ,sr humano4 ,v9ham dos p9heiraes sussurros vagos1 ,prsos na asa da aragem444 oraes ,que z c\sas rmas rezam ,saudade3 ,virgem d ,novo ,crd amanhec5te1 ,em seu alt> de lagrimas e risos1 ,erigido no ,templo da noss',alma1 ,e no ,templo mais va/o da ,natura ,de arbori=mes naves v]dejantes4 ,app>ies dos rmos ao lu>1 ,p]fis occultos de ,almas j sem corpo1 ,almas a9da sonh&o a ,=ma viva2 ,z figuras da ,noite rodeavam ,a ,morte e o seu ,cavalo1 egual queles ,que s5tiram1 outrora1 z mos de ,apolo4 ,tudo era sonho e vida em trno ,morte4 ,e eis que ela exclama ento3 ,dize o meu nome2 ,dize o meu nome1 v1 se me conheces444 ,e responde o nocturno ,vi&ante3 ,eu sei bem o teu nome4 ,quantas vezes1 ,em igneas1 vivas letras de oiro1 fulge ,p]ante o meu espirito de amor4 ,e quem te baptis\8 ,meu corao4 ,de agua lu/ral banh\-te a negra fronte444 ,e sua voz anciosa1 nome&o-te1 ,r\b\ assim a morte propria morte4 ,eu sei tir> das c\sas o seu intimo ,signal h>monioso1 a sua =ma ,transc5d5te e v]bal1 que seu espirito444 ,a h>moniosa imagem despr5dida1 ,j lib]ta das ,c\sas1 vem morr] ,nos meus ouvidos de alma444 e ali r5asce444 ,e ei-la ,co4 ,o ,v]bo o meu ,delirio3 ,passo a vida a cant> por e/es rmos444 ,e a ,morte1 surpre5dida1 assim lhe disse3 ,em ti1 fala o delirio1 a exaltao ,que s meu t5ebroso olh> acalma4 ,a ,vida o anormal1 o excesso1 a febre2 ,a ,vida uma do5a1 uma velhice ,dos mundos3 o seu fim4 ,odeio a ,vida2 ,ela e/ fra j das leis de ,deus4 ,mas quem s\ eu1 quem s\1 ao p de ti8 --,s\ a ,razo ao lado da ,l\cura444 ,v que di/ancia im5sa nos sepra444 ,sumiu-se a voz da ,morte que fic\ ,p5sativa ao lu>444 ,depois1 n'um ge/o ,esqueletico e duro1 rep\s&o ,nas ancas d ,cavalo a mo direita ,ac>iciadra e desc>nada1 ,novam5te fal\ ao vi&ante3 ,mas1 emfim1 ha di/ancias que aproximam4 ,e no te oculto mais a simpatia ,que j por ti eu s9to1 muito embora ,os ,de/9os e os ,fados me proibam ,qualqu] dce fraqusa ou s5tim5to ,que possam1 por v5tura1 humanis>-me4 ,tua voz me p]segue444 e at p>ece ,amolec]1 fundir a dura p$ra ,de que meus ossos glidos so feitos444 ,embr&eceu-me de alma a tua voz444 ,apega/e-me a vida444 o mal que s(fres444 ,a ,morte1 pronunci&o e/as palavras1 ,cons]vra-se imovel3 seu ,cavalo ,era uma e/atua1 um m>more de sombra4 ,e o ,l\co1 de cabelo desgr5hado ,que o lu>1 como o tempo1 prateava1 ,ve/ia com a aurora dos seus olhos ,a ,amazona da ,noite4 ,e1 n'um delirio ,os braos lhe e/5deu1 e assim lhe disse3 ,tu s a ,morte2 s a ,mulh]1 portanto4 ,desce d teu ,cavalo e vem comigo1 ,porque o ,desejo corre no meu sangue6 ,morte1 vem comigo6 ,sobre a t]ra ,vagueia o corpo em flr d nosso ,idilio444 ,ah1 sim1 o nosso idilio ant]ior s nossas proprias almas4 ,desde a origem ,que ele &a pelo mundo e nos procura4 ,morte1 vem comigo6 ,eu s\ a ,vida6 ,entrega-te aos meus braos6 ,qu]o am> ,esse corpo de ,espectro4 ,que os meus beijos ,p\sem1 a ard]1 na tua bocca esp>sa ,em nevoa e cond5sada em frio m>more6 ,n'um movim5to rpido e g5til1 ,ape\-se a ,morte2 e1 subito1 entre z urzes1 ,a l>ga ,f\ce tragica escondra4 ,e logo o seu ,cavalo1 em lib]dade1 ,comeou a pa/> z invisiveis ,erv9has1 transc5d5tes floresc5cias ,que luz da lua crescem e g]m9am1 ,onde mais viva a t]ra e mais s5sivel1 ,e a humidade de lagrima *orada4 ,eis aqui tua ,dama1 murmur\ ,a ,morte comovida1 (]ec5do-lhe1 ,a def9hada mo gelada e branca1 ,e crav&o nos olhos amorosos ,da creatura humana a escurido ,das suas fundas orbitas vasias4 ,era a ,p>ca fit&o ,apolo2 a ,noite ,os braos e/5d5do com luxria ,ao ,sol =moso1 ard5te e juv5il4 ,e1 n'um gr&e delirio voluptuoso1 ,o ,doido vagabundo1 em suas mos ,tom\1 beij&o-a1 a fria mo da ,morte4 ,e1 olhae6 em vez d glido contacto ,d'uma ossada1 s5tiu toc>-lhe os labios ,a c>ne viva1 qu5te1 apetecida6 ,caiu aos ps da ,morte a sua tunica3 ,e a rep5t9a luz d'um corpo em flr1 ,beij\-lhe os olhos vidos1 acsos1 ,onde o ,desejo ardia e fumegava4 ,e o ,doido balbuci\3 ,no s a ,morte2 s a ,mulh]1 a ,vida1 a ,primav]a1 ,obra de encantam5to e de milagre6 ,tua sombra lu> de =mosura444 ,v9ham agora nitidas no v5to ,z risadas maleficas das ,bruxas ,e o sussurro das aguas nos audes4 ,qual sonho j sonhado1 branca nuvem ,entremo/rava os falecidos seios1 ,e a bocca fria e morta1 n'um sorriso444 ,e figur&o o ar saudoso e tri/e1 ,p]fis mi/]iosos palpitavam ,atravs da p5umbra alumiada4 ,e z aves agoireiras1 na embriagus ,da sombra que1 em seus peitos1 se embebia1 ,voavam cant&o sobre os dois ,amantes4 ,e agora o ,doido e a ,morte apaixonados1 ,de mos dadas1 erravam1 no planalto1 ,entre o lu> e a noite1 o ceu e a t]ra444 ,e dizia-lhe o ,doido3 s a ,mulh] ,disf>ada n'um lgubre esqueleto1 ,cavalg&o atravs das noites cl>as444 ,am$rontas os hom5s que te vm2 ,mas a mim1 que s\ ,doido1 revela/e ,o teu mi/]io que1 af9al1 a vida4 ,deante de mim1 tira/e aquela msc>a ,que ri p]petuam5te2 caiu-te aos ps ,a tunica de nevoa e de crepusculo2 ,e os meus olhos ento amanhec]am ,sobre esse belo corpo resurg9do ,d seu nocturno tumulo brumoso4 ,e a ,morte3 ,a fala viva crepit\ ,na c9za fria e morta que o ,delirio ,espalha aos quatro v5tos da ,emoo4 ,eu amo os ,doidos1 sim1 porque a ,l\cura o des5cantam5to d meu sr1 ,r$uz-me ao meu s5tido v]dadeiro4 --,adoro a ,morte s porque ,donzela6 ,na tua mo direita que1 inda ha r\co1 ,br&ia a ,f\ce tragica de sombra1 ,floresce um lirio branco2 e a luz da lua1 ,toc&o-te na fronte1 virg9dade3 ,beijo444 lagrima esp>sa444 veu de noiva444 ,tu s ,v5us1 ,morte4 ,os ,amorz9hos ,em trno d teu ,vulto1 alegres1 vam444 ,vejo1 na t]ra1 o abril sob os teus ps1 ,embriagam o ,azul p]fumes mi/icos444 ,o lu>1 ao p\s>1 nas tuas mos1 ,dir-se- que se conv]te em pombas brancas4 ,e a nevoa sobe como ins5so1 e vem ,na tua direo3 um sacrificio ,deusa que tu s444 ,a ,natursa ,arde no fg et]no dos teus olhos3 ,z suas lab>das so folhag5s1 ,faulas1 soltas no ar1 os pass>9hos1 ,e o sonho humano c9za d]ramada444 ,e assim diz a ,donzela3 ,vs o ,amr ,onde outros vm a ,morte444 ,eis o ,milagre6 ,tu vs na ,morte o ,amr444 ,e quantas almas1 ,embora eu fsse o ,amr como tu dizes1 ,v]iam sempre em mim a negra ,morte6 ,e diz o ,doido3 ,eu s\ a ,creatura ,que vive1 a ss1 cant&o pelos montes1 ,e subo aos altos p9c>os cant&o444 ,canto os ,beijos e os ultimos ,suspiros2 ,canto a ,morte tambem1 porque ela vive1 ,deante dos meus olhos1 e ,mulh]4 ,e s9to que em meus cantos se reflectem ,z falecidas c\sas que se animam1 ,e vo sub9do ao cu na m9ha voz4 ,vive d5tro de mim um r\x9ol ,que espreita a luz d lu> pelos meus olhos ,e canta nos meus labios toda a noite4 ,vivo a cant> porque no caibo em mim2 ,porque me exc$o e subo muito acima ,da altitude a que fica o meu espirito4 ,e vae a m9ha vida no meu canto444 ,e1 fra d meu corpo1 se cond5sa ,em ,figuras viv5tes que me falam4 ,meu canto diz aos mortos3 ,resurgi6 ,e eis que eles resuscitam4 ,diz s c\sas ,brutas2 amae1 *orae6 ,e eis que elas *oram4 ,s\ doido444 ,s passeio em sitios rmos1 ,atravs dos p9haes1 luz da lua ,que traz1 no seu palr1 delidas man*as ,de phanta/icos montes e des]tos1 ,sil5cios de outro mundo1 sol$ades ,de paisag5s defuntas que o ,remoto1 ,com suas mos de sombra1 amortalh\4 ,amo o ,sil5cio1 o ,lu>1 a ,solido444 ,sim1 porque sei fal> ao meu espirito ,que me fala e contempla444 e outro ,sr444 ,o ruido e o sol o ,espirito afug5tam4 ,o creador das almas foi aquele ,primeiro corpo erguido contra a luz444 ,o espirito amoroso irmo da ,sombra444 ,eis porque adoro a ,morte1 s5do humano4 ,e a ,donzela responde3 ,e/e desejo ,que me inc5deia os ossos reve/idos ,da luz d teu olh>1 a qual se fez ,rubr de c>ne viva1 anceio de alma1 --,e/e ,desejo a ard] que me aproxima ,de ti1 a tua sombra444 nada mais444 ,pois que s\ em mim propria8 ,o teu amor4 ,e o ,doido3 ,e em mim que s\8 ,e/a ,ap>5cia1 ,vago ,lu> que vem de longe1 errante ,figurao de sonho sobre a t]ra444 ,s a tua ,pres5a me def9e ,e abrasa em cl>as =mas de relvo4 ,a luz d meu espirito1 incid9do ,sobre o teu sr-phantasma1 j visivel3 ,em ti1 cl>idade que alumia444 ,e os meus olhos fiz]am-se fecundos1 ,e eu vejo o ,amor1 a ,vida444 o meu delirio3 ,e/a sombra espectral que se int]pe ,entre o meu sr e z outras creaturas1 ,transfigur&o imag5s1 =mas1 vultos1 ,que se tornam cahoticos1 g5esicos1 ,conceb5do1 na ,sombra1 um novo ,ritmo444 ,e a nocturna e phanta/ica ,donzela1 ,encantada1 nevo5ta de volupia1 ,s5tia-se animada pela e/ranha ,l\cura1 fogo animico e amoroso ,que dos olhos d ,doido se exalava ,envolto em trva luz vision>ia4 ,era a t]ra queimada pelo inc5dio ,canicul>1 beij&o o orvalho fresco3 ,a propria dr da noite caida em lagrima444 --,que mudanz s(fri6 ,nem me conheo ,desde que te encontrei6 ,meu esqueleto ,de viva c>ne em flr se reve/iu3 ,assim o musgo cresce n'uma ro*a1 ,dilu9do-lhe z nitidas are/as1 ,sua bruta dureza ent]nec5do4 ,nos buracos horriveis dos meus olhos ,duas m59as1 r9do1 se debruam3 ,duas =mosas noivas radiosas444 ,e no glido vacuo d meu peito ,fez-se um calor de sol2 a ,primav]a ,corre nas m9has veias1 j floresce ,e/e b>ro de sombra que meu corpo4 ,ah1 sim1 eu desconheo-me6 ,no s\ ,quem fui6 ,no s\ a ,morte3 s\ o ,amor4 ,que da morte que fui8 ,onde e/ ela8 ,l\cura magnifica6 ,delirio6 ,vida que z e/relas inc5deias ,e abres1 fal&o1 ouvidos nos ro*$os6 ,deus o ,doido suprmo6 ,olhae a t]ra ,inda mo/r&o a sombra desvairada ,desse antigo e div9o ,pesadlo3 ,assim a p$ra ru/ica dum l> ,mo/ra a amorosa mo que a trabalh\4 ,tua vida no vive em ti sm5te2 ,vive alm d teu sr2 talvez alcance ,vagos mundos remotos e p]didos444 ,quem sabe z creaturas que te vm ,de inf9itas di/ancias e que *oram ,se uma lagrima inunda o teu cant>8444 ,eu1 que era a ,morte1 a fria ,indif]5a1 ,ins5sibilis&o z creaturas ,em que p\sava a m9ha mo fatidica2 ,eu que vivia1 enfim1 a m9ha morte ,assim como tu vives tua vida1 --,ouv9do-te fal>1 deixei de s] ,o ,esqueleto-,phantasma que apavora ,tudo quanto s5sivel e viv5te1 ,p>a s] a ,mulh]1 o ,encanto1 a ,flr1 ,v5us1 bria de sol1 fit&o o ,sol444 ,s\ a tua ,l\cura feita ,virgem2 ,teu ,sonho feito ,corpo2 a tua ,sombra1 ,at aqui negra e morta sobre a t]ra1 ,n'e/e in/ante1 de p1 reanimada1 ,*eia de luz1 fal&o-te e sorr9do4 ,se s um doido cant&o pelo mundo1 ,s\ a tua ,co444 ,e o ,doido errante3 s a m9ha co444 por isso mesmo ,tu s alguem que eu s9to ao p de mim2 ,vejo1 ao lu>1 a sombra que tu fazes6444 ,e acresc5t\ depois1 olh&o1 ao longe1 ,*im]icos esbos de montanhas1 ,crros d'alm d mundo1 nevoas mortas1 ,a ,saudade along&o-se em ,paisagem3 ,todas z c\sas rmas que o crepusculo ,deixa entrevr1 so cantos que eu cantei2 ,p\s>am1 por in/antes1 na m9h'alma444 ,olha e/e ramo de urze ra/eir9ho1 ,e aquele sc9tilante orvalho vivo1 ,e aquela ro*a de p]fil esph+ico444 ,fram cantos1 outrora1 nos meus labios1 ,lagrimas nos meus olhos444 ,e1 depois1 ,no sei porque t]rivel maldio1 ,ei-los cri/alisadas1 fulm9adas ,app>5cias de in]cia e de brutsa6 ,talvz 7quem sabe87 a maldio t]rivel ,que a resurgida ,eurdice1 de novo1 ,em morta ,sombra fria conv]teu6 ,a maldio que vae na luz d olh>1 ,e mata1 sem pi$ade1 o nosso amr3 ,a creatura amada que ns vmos ,nasc] viva das ondas da ,h>monia1 ,como ,v5us das ondas ocanicas4 ,ai d'aqueles que1 um dia1 contempl>am ,a creatura amada1 face a face6 ,ai de ti1 ai de ti1 div9o ,orfeu6 ,lira des5cantada e r$usida ,a uma cruz de p5umbra e de sil5cio444 ,e o ,doido cont9u\1 mas br&o e tri/e3 ,qu&o me deito sombra d'um ro*$o ,ou sombra mais leve d'uma nuvem1 ,eis que ela p\sa logo em meus ouvidos ,h>moniosa da co que foi444 ,sim3 na imagem extatica das ,c\sas ,rep]cute-se a9da vagam5te ,o cantico g]ado em meu espirito444 ,vejo ,saudade e ,eurdice444 ,p]passam ,na nebl9a que a vi/a1 enfraquec5do1 ,ergue nos ensombrados1 rmos longes4 ,e sempre que a ,saudade se aproxima ,de ,eurdice1 alta ,sombra de belsa1 ,e/a quasi resurge2 e1 no seu ro/o1 ,vago1 sangu9eo alvr1 sorr9do1 aflora4 sil5cio dos rmos6 meu canto1 ,p]dido e morto1 em mim1 revive6 ,aquece ,os troncos esquelticos das arvores1 ,a noite fria n'um suor de e/relas6 ,anima a luz d lu>444 ,que a tua voz ,lhe afogueie o sorriso arrefecido4 ,e volv5do ,donzela o ,doido errante ,os olhos1 onde a imagem da ,l\cura ,t9ha a trana revlta e a face plida3 ,quiz]a vr teu bu/o luz d sol2 ,a luz viva que sabe def9ir1 ,beij&o-z1 com amor1 z =mas f9as ,da ,c>ne e d ,desejo1 e lhes insufla ,a cr primav]il1 o sangue1 a rosa444 ,e a ,morte lhe dizia como em sonhos3 ,no *ames pelo sol3 des5canto4 ,o sol apaga z ,almas qu&o nasce2 ,ele no ama o teu delirio444 e odeia-me44 ,e o lu> nos protege3 nosso amigo4 ,seu mi/ico sorriso encantam5to ,e respl5dor de espirito que anima ,corpos mortos de nevoa444 ,app>ies444 ,s\ a tua ,co imorr$oira1 ,et]nam5te alada1 fluida e viva6 ,s\ a tua co4 ,que o meu passado ,no me torne a empec] e a atorm5t>4 ,vivas seras sem fim de creaturas ,ceifei1 cant&o1 s p>a entret] ,meu doloroso esfro e meu suor4 ,mas escondi a ,f\ce3 que a f]rugem1 ,que o tempo lhe embr&ea o f9o gume1 ,sequioso de lagrimas e sangue4 ,ceifei2 mas qu]o agora seme>4 ,e j no mur*a z flres o meu beijo1 ,nem pe nodoas nos olhos das e/relas4 ,meu beijo agora o beijo nupcial3 ,gota de orvalho comung&o o ,sol1 ,a lagrima que tem o ,sol no peito4 ,meu beijo o beijo ideal da ,r5asc5a1 ,p>t9do1 como um raio1 os frios m>mores ,dos tumulos de ,pan e de ,jesus6 ,e a ,morte e o ,doido1 extaticos1 fal>am ,durante muito tempo3 ,ele1 embebido ,em seu pr(undo e vago p5sam5to ,que de inf9ito amr lhe masc>ava ,a c\sa contemplada1 de maneira ,que tudo o que ele via sobre a t]ra ,t9ha o p]fil da sua comoo1 ,t9ha a propria figura da sua alma4 ,era o signal div9o da ,l\cura444 ,ela1 a ,donzela ,morte1 embriagada ,por um calor de vida floresc5te1 ,engr9ald&o em rosas e desejos ,seus resequidos ossos ins5siveis4 ,fal>am muito tempo444 ,e bem se via ,que a voz humana os e*os e/remunha1 ,que a voz da morte os e*os adormece444 ,a ,lua anoitecra444 ,no horisonte ,alvorava atravs de brancas nuv5s ,frio sorriso de oiro e de tri/sa4 ,dir-se-ia que a paisagem se firmava ,em seus aspectos nitidos1 ergu5do1 ,no ar1 z =mas quasi def9idas4 ,e1 sbito1 a ,donzela mi/]iosa1 ,d seu pr(undo sonho desp]t&o1 ,beij\ na face o ,doido2 e assim lhe disse3 o meu ultimo beijo2 no o esquez4 ,lembra-te d'ele sempre at *eg> ,a hora da tua morte444 o meu in/ante4 --,que dizes tu8 ,vaes-me deix>1 acaso8 ,e o ,doido e/remeceu1 s5tiu p\s>-lhe ,na fronte sonhadora1 aquela neve ,que desga/a a belsa1 o sonho1 a graa1 ,ro5do a flr da c>ne1 anoitec5do ,a h>moniosa luz das l9has puras1 ,des5cant&o z =mas1 r$us9do-z sca1 e/]il c9za da ,v]dade4 ,e a ,morte1 ao afa/>-se1 respondeu3 ,que hei de faz]8 ,cumprir o meu fad>io4 ,antes de hav]1 no mundo1 o teu delirio1 ,eu exi/ia j1 tu compre5des8 --,tu s agora1 o amr1 a vida1 emfim6 ,dizes agora1 mas eu digo outrora4 ,volto ao que fui1 ouvi/e8 ,eis o ,de/9o4 ,e o ,doido n'um espanto3 ,d'onde v9has ,qu&o *ega/e ao p de mim8 ,responde6 ,e agora aonde vaes tu8 ,qual o teu rumo8 ,a ,morte1 j a cavalo1 segur&o ,na mo1 a velha ,f\ce relus5te1 ,olhae6 a propria aurora reflect9do444 ,re9tegrada1 de novo1 no seu funebre ,esqueleto que um manto de crepusculo ,em mortu>ias dobras envolvia1 ,na sua voz de ,espectro1 murmur\3 ,vim de fe*> os olhos a uma ,virgem2 ,v\ apag> os olhos d'uma e/rla4 ,e o ,doido viu a ,morte e o seu et]no ,riso rasgado em m>mor de s>casmo1 ,ocult>-se na branca e fria nevoa ,que1 ao receb]1 no seio1 aquele ,espectro1 ,como que *eia de agua1 escureceu4 ,e riu tambem na luz da madrugada444 ,e o seu riso1 toc&o z c\sas mortas1 ,no era luz que acorda1 mas p5umbra ,de esquecim5to1 in]cia1 indif]5a4 ,e o ,doido ento cant\ aos quatro v5tos3 ,tive nos braos a ,morte4 ,tu bem vi/e1 ,noite tri/e6 ,tu nos beija/e a ambos1 v5to norte6 ,teu beijo nos cas\4 ,pz-te o lu> na fronte a branca flr1 meu amor1 ,que a luz da aurora me r\b\6 ,tive a ,morte nos braos1 ,l\cura6 ,que l9do corpo g5til6 ,seu ,phantasma era um abril1 ,seus ossos eram feitos de t]nura6 ,e ri1 de noite2 e o meu riso ,na sombra d ar *orava444 ,e tudo abria os olhos e falava444 ,a noite como o dia d juizo6 ,vi ,mortos resurgidos1 ,mo/r&o a c>ne em flr sobre o esqueleto1 ,qu&o o frio crepusculo se espalha1 ,e os m*os piam nos p9haes tranzidos ,de t]ror secreto1 ,e a dr1 susp5sa no ar1 a t]ra orvalha444 ,e eu ri de noite4 ,e fiz mais3 ,bebi o riso na origem1 ,nesses labios espectraes ,da ,morte ,virgem6 ,vi o riso v]dadeiro1 ,o riso desmasc>ado2 ,no esse riso envolto em nevoeiro1 ,amortalhado444 ,mas o riso--relampago f5d5do ,a nossa magua1 ,e revolv5do1 lagrimas de dr1 teus seios de agua6 ,vi o riso que alumia ,o nosso fim444 ,o cirio et]no a ard] ao p da cova1 ,a et]na flr d ed5ico j>dim3 ,a luz d dia1 ,sempre nova4 ,e ri na c>a da ,morte1 v5to norte1 ,o riso que ela me deu6 ,e de traz d'um ro*$o1 ,ergueu-se o vulto plido d ,md444 ,que frio ge/o e lugubre e/atura bria de ceu1 ,somnambula de ,altura444 ,e vi o fundo ao ,riso4 ,a m9ha dr ,toc\-lhe o fundo4 ,e vi de p]to1 ento1 ,a sombra inicial da ,creao1 ,a luz f9al d ,amor6 ,e eu ri na noite tri/e6 ,e luz da aurora1 ,o meu sorriso empalidece e treme1 ,e geme ,e *ora3 ,assim uma c&eia ,brilha na sombra1 e1 tri/e1 bruxuleia luz d sol to =te1 ,que s outras pobres luzes traz a morte4 ,e o dia vem nasc5do444 ,que tri/sa6 ,manh c9z5ta e baa6 ,como p]de a paisagem a belsa3 ,a p5umbra que a ve/e1 e sonho e graa444 ,adeus1 ,morte1 velha irm ,da sombra1 d sil5cio e d lu>444 frio des5canto da manh6 ,j vejo naufrag>1 ,na voragem da aurora1 o meu cant>6 cl>idade6 sol6 sol6 ,ap>ies d ,ruido6 ,movim5to desm$ido6 ,poeira humana444 ,actividade6 ,lev\-me a luz d dia o que me tr\xe ,a noite1 a solido1 a luz d lu>444 ,e a ,morte1 que em meus braos foi ,donzela ,e corpo de beij>1 ,peg\ da fria ,f\ce ,salt\ ligeira1 r9do1 dura sla ,e foi ceif>1 ceif>6 ,e emquanto o ,doido ao v5to assim cantava1 ,trotava a ,morte ao longo d planalto1 ,na meia luz1 na meia realidade444 ,e a sombra da sua ,f\ce1 em negra curva1 ,ia da aurora ao po5te2 e a d seu corpo1 ,p>ecia man*> toda a ,paisagem4 ,ficra a ss o ,doido e a sua vida2 ,e tres noites cant\ aquela e/ranha1 ,milagrosa av5tura que1 depois1 ,o ,imag9> d ,povo consagr\ ,n'e/a ,l5da1 em que a noite e a luz d sol1 ,a vida e a morte1 z lagrimas e os beijos1 ,so como a propria ,sombra da ,saudade4 ,e ele viu1 atravs d seu delirio1 ,pela primeira vez1 sua figura ,enigmatica1 occulta1 transc5d5te444 ,viu que exi/ia n'ele um outro sr3 ,o que dom9a z trevas e possue ,sempit]na ,pres5a ,espiritual444 ,p>te da sua vida inom9ada ,que no propriam5te a sua vida1 ,e con/itue z vagas e remotas ,fronteiras da sua alma que se p]de1 ,em humildade e amor1 na luz de ,deus4 ,sim3 foi a ,morte1 foi1 que lhe mo/r\ ,o que havia de belo e de p]feito ,na sua escura e mis]a exi/5cia1 ,com esse ge/o desc>nado e glido ,que os sorrisos apaga e que amortece ,todas z vs palavras e ironias1 ,d]ram&o nas ,c\sas e/a sombra ,inf9ita e pr(unda que se *ama ,s]i$ade1 ,religio1 ,mi/]io444 ,novembro de #aiab4 ,biblioteca da ,,r5asc5,a ,,portuguesa ,a guia--,revi/a m5sal4 ,a ,vida ,portuguesa--,qu9z5rio4 ,a ,evocao da ,vida--,augu/o ,casimiro4 ,regresso ao ,p>aiso--,teixeira de ,pascoaes4 ,e/a ,hi/ria p>a os ,anjos--,jaime ,corteso4 ,o ,esprito ,lusitano ou o ,saudosismo--,teixeira de ,pascoaes4 ,a ,s9fonia da ,t>de--,jaime ,corteso4 ,o ,criacionismo--,leon>do ,coimbra4 ,a ,educao dos povos p59sul>es--,rib]a y ,rovira4 ,rom>ias--,antnio ,correia de ,oliveira4 ,a ,primeira ,nau--,augu/o ,casimiro4 ,c9tra--,mrio ,beiro4 ,,no ,,prelo3 ,daquem e ,dalem ,morte 7,contos7--,jaime ,corteso4 ,o ltimo ,lusada--,mrio ,beiro4 ,camilo ,9dito--7,notaes de ,vila ,m\ra74 ,s--,antnio ,nobre 7#c4;a edio1 com notas74 #bjj ris