,libr>y ( ,portugal 7,biblioteca ,nacional de ,portugal747 99,nota de editor399 ,devido quantidade de erros tipogrficos exi/5tes ne/e texto1 =am tomadas vrias decises quanto v]so f9al4 ,em caso de dvida1 a grafia foi mantida de acordo com o orig9al4 ,no f9al de/e livro encontr> a li/a de erros corrigidos4 ,rita ,f>9ha 7,dez4 #bjjg7 ,,biblioteca ,,d ,s,,culo ,,xviii ,,ii ,,c>tas ,s,,bre ,a ,,educa,o ,,da ,,mocidade ,,por ,a4 ,n4 ,,ribeiro ,,san*es ,,nova ,,edi,o ,,revi/a ,e ,,prefaciada ,,pelo ,dr4 ,,maximiano ,,lemos ,,coimbra ,,impr5sa ,,da ,,univ]sidade #aibb ,,c>tas ,s,,bre ,a ,,educa,o ,,da ,,mocidade ,,biblioteca ,,d ,s,,culo ,,xviii ,,ii ,,c>tas ,s,,bre ,a ,,educa,o ,,da ,,mocidade ,,por ,a4 ,n4 ,,ribeiro ,,san*es ,,nova ,,edi,o ,,revi/a ,e ,,prefaciada ,,pelo ,dr4 ,m,,ximiano ,,de ,,lemos ,,coimbra ,,impr5sa ,,da ,,univ]sidade #aibb ,de/a edio fez-se uma tiragem especial de #ajj exempl>es1 num]ados e rubricados4 ,n4o ,,n,,cia ,,bibliogr,,fica ,z ,c>tas sbre a educao da mocidade que a b5em]ncia d sr4 dr4 ,joaquim de ,c>valho hoje colocam nas mos dos e/udiosos so uma das obras mais r>as1 se no a mais r>a1 d gr&e sbio que se *am\ ,antnio ,nunes ,ribeiro ,san*es4 ,no admira que i/o suc$a1 vi/o que hoje se sabe que a tiragem foi ap5as de c9qenta exempl>es que em ,p>is =am entregues a ,mons5hor ,p$ro da ,co/a de ,almeida ,salema que em ,frana nos repres5tava#a4 ,a quem eram dirigidas e/as c>tas8 ,o sr4 dr4 ,tefilo ,braga1 na sua ,hi/ria da ,univ]sidade1 vol4 ,,iii1 pg4 #cdi1 afirma que o de/9atrio era o pr9cipal ,almeida que fra nomeado director g]al dos e/udos e remet]a a ,san*es o alv> de #bh de junho de #agei abol9do z classes e colgios dos jesuitas4 ,no assim4 ,z ,c>tas =am dirigidas a ,mons5hor ,salema e a le se ref]e ,san*es ao escrev]3 ,qu&o ,v4 ,illu/rissima foi s]vido communic>me o ,alv> sobre a re=ma dos ,e/udos1 que ,s4 ,mage/ade ,fidelissima foi s]vido decret> no mez de julho passado e juntam5te z ,in/ruo5s p>a os ,pr(essores de ,gramatica ,lat9a1 etc41 logo det]m9ei manife/> a ,v4 ,illu/rissima o gr&e alvoroo que me caus\ a real disposio sobre a ,educao da ,mocidade ,portugueza2 mas emb>aado com algua dep5d5cia que ento me inquietava e com a saude mui quebrantada ao mesmo tempo1 no pude satisfaz] logo o meu dezejo4 ,camilo ,ca/elo ,branco no possua exempl> impresso das ,c>tas1 mas t9ha em seu pod] uma cpia que comeou a public> no ,at5eu1 revi/a conimbric5se4 ,no id5tificava o manuscrito que possuia com z ,c>tas sbre a educao da mocidade1 mas a obra era dirigida a ,p$ro da ,co/a de ,almeida ,salema4 ,e/a idea v>reu-se-lhe com o tempo4 ,nas ,noites de insmnia1 n4o #b1 de fev]eiro de #ahgd num artigo intitulado ,o orculo d ,m>quez de ,pombal diz3 ,o ,m>quez de ,pombal1 ou no quiz1 ou apes> da sua omnipot5cia no logr\ assegur> rep\so na patria ao seu d\to oraculo1 em paga dos conselhos e projectos de boa adm9i/rao que o neto d hebreu lhe sugg]iu de ,p>is1 e o valido +rato aproveit\1 occult&o-lhes a proc$5cia4 ,a creao d ,collegio dos nobres por c>ta de lei de #g de m>o de #agfa havia sido aconselhada por c>ta de ,ribeiro ,san*es1 datada em ,p>is1 em #ai de novembro de #agei4 ,e/a data precisam5te aquela que se l no t]mo das ,c>tas sobre a educao da mocidade4 ,public\ ,camilo alguns tre*os d seu manuscrito4 ,o que sau no ,at5eu compre5de z primeiras #af pg9as da edio orig9al que correspondem s primeiras #bb pg9as de/a2 os que ap>ec]am nas ,noites de insmnia so transcritos das ,c>tas a cont> da pg4 #ajd que correspondem a pg4 #afh de/a4 ,no ,p]fil d ,m>quez de ,pombal de novo consid]a ,ribeiro ,san*es o mais pr(ici5te collaborador das re=mas pombal9as e diz que le imprimiu em #agfj umas c>tas sob o ttulo de ,c>tas sbre a educao da mocidade1 provvelm5te enviadas ao ,conde de ,oeiras4 ,e/a hiptese encontra a desm5t-la o tratam5to de ,vossa ,ilu/rissima que le d pessoa a quem se dirigia4 ,e/amos hoje em circun/ncias de diz] dum modo inconte/vel que o correspond5te de ,san*es era ,mons5hor ,salema4 ,os dois docum5tos que pela primeira vez =am publicados no nosso livro a que atrs fizemos ref]ncia o ate/am4 ,o ,dr4 ,san*es me remetteu hoje o livro incluso com a c>ta junta1 obra que j ins9uei a ,v4 ,ex4a e que me p>ece m]ec] a att5o de ,el ,rey ,nosso ,s5hor e d seu sabio e respeitavel m9i/]io pelos mesmos objectos de utilidade que ella prope p>a a educao e ilu/rao da mocidade portugueza e que a mat]ia de v>ias conv]saes que tive com e/e d\to e honrado patriota2 julg&o-a de gr&e proveito1 lhe signifiquei a quiz]a pr por escripto p>a que de/e modo resultasse ao nosso re9o todo o bem que se pde tir> da dita obra3 a m5cionada c>ta n>ra o motivo porque p>eceu mais conv5i5te que se pref]isse a impresso d manuscripto1 e/&o c]to que o num]o de exempl>es no exc$e o de que o autor faz m5o e que amanh vem todos p>a meu pod]#b4 ,junta v9ha a c>ta de ,san*es a ,mons5hor ,salema com a mesma data3 ,illu/rissimo e ,rev]5dissimo ,s5hor4--,foi ,v4 ,illu/rissima s]vido conc$]-me m&>-lhe esse exempl> d manuscripto que tive a honra de communic>-lhe1 p$9do-lhe seja s]vido remettel-o nossa ,corte1 e das precaues que tomei p>a que toda a impresso viesse a fic> no pod] de ,v4 ,ill4ma1 como con/a da obrigao d impressor aqui junta3 to 7bem7 peo a ,v4 ,illu/rissima humildem5te queira decl>> o motivo porque se imprimiu e/e papel1 r$uz9do-se todo a dim9uir o volume d manuscripto1 e p>a que se lesse o conted com mais facilidade e egual recato4 ,esp]o amanh lev> a ,v4 ,illu/rissima os c9co5ta exempl>es1 porque no foi possivel e/>em promptos mais d que esse unico que remetto agora4 ,se ,v4 ,illu/rissima fr s]vido tambem de d> p>te nossa ,crte que dita impresso fic> no seu pod] at receb] ordem p>a dispr della2 porque s de/e modo fic> a nossa ,crte p]suadida que no s5do d seu agrado e/e impresso n+uem o v]1 nem l]444 ,os dois docum5tos provam que z ,c>tas =am dirigidas a ,mons5hor ,salema e que /e at tomava p>a si uma p>te da autoria d livro1 ao m5os como colaborador4 ,o livro um opsculo de #acj pg9as alm de #b de ndices4 ,o frontispcio o segu9te3 ,c>tas _/ sobre _/ a educao _/ da mocidade _/ 7uma v9heta7 _/ em ,colonia _/ 7um filete7 _/ ,,mdcclx4 ,na ltima pg9a1 remata3 ,deos gu>de a ,v4 ,illu/rissima muitos anos4 ,p>is #ai ,novembro #agei4 ,i/o em letra de frma e em letra manuscrita1 mas no de ,ribeiro ,san*es1 a ass9atura3 ,antonio ,nunes ,ribeiro ,san*es4 ,os docum5tos que atrs reproduzimos demon/ram que a impresso foi feita em ,p>is4 ,se no tivessemos e/a prova irrefragvel1 torn>ia muito provvel a ass]o de que a impresso t9ha sido feita em ,frana a circun/ncia de que a taboa das diviso5s1 ou1 como hoje diriamos1 o ndice1 tem a segu9te indicao1 em seguida designao ,das ,escolas e dos ,e/udos dos ,*ri/os at o tempo de ,c>los ,magno1 no anno #hjj444 ,page #e ,o =mato de #j1hfj1ae1 t5do cada pg9a #df l9has4 ,o tipo empregado foi o elzevir de corpo #h4 ,,c>tas ,,sobre ,a ,,educa,a ,,da ,,mocidade4 ,,em ,,colonia4 ,m4 ,,dcc4 ,,lx4 7,reproduo d frontispcio da #a4;a edio7 ,l5do o livro1 no se encontram nele1 s5o por excepo1 z notas pessoais que tanto int]sse do ao ,mtodo p>a apr5d] e e/ud> a m$ic9a1 mas e/as de/acamos3 ,no que se intitula dos ,e/udos ,mayores ou ,colegios ,reaes 7pg4 #ie da edio orig9al2 pg4 #aed de/a7 ref]9do-se a um dos ,colgios ,reais que se deviam fund> na ,univ]sidade escreve3 ,mas como s\ obrigado escrev] d mtodo de ens9> e apr5d] a ,m$ic9a1 ento he que trat>ei mais p>ticul>m5te de/a ,escola4 ,outra passagem fez-nos descobrir uma edio de ,cames em que le colabor\3 ,e por e/a razo mo/rei eu a necessidade que t9ho z ,escolas ,portuguezas de adopt> o ,poema de ,camo5s1 p>a educ> a ,mocidade1 como se pod] v] no ,prefacio da ultima edio 7pag4 #aja74 ,a edio a que ,san*es se ref]e a que em #agei public\ em ,p>is o editor ,p$ro ,g5dron e (]eceu ao nosso m9i/ro em ,p>is1 ,p$ro da ,co/a de ,almeida ,salema4 ,efectivam5te em uma adv]tncia que se encontra no primeiro volume com o ttulo ,ao leitor lem-se z segu9tes palavras3 ,que consid]em agora aquelles que tem pela maior fidelidade de um e/ado a boa educao da mocidade1 que effeitos no produziria nella1 se nas escolas onde se apr5de a l] e escrev] ou nas d latim1 se explicassem aquelles log>es em que o ,poeta exprime1 com imag5s to vivas e amaveis1 a fidelidade e a ob$i5cia devida aos ,paes e ao seu ,sob]ano2 a esp]ana e um animo invicto aos p]igos2 a circun/ancia das gr&ezas humanas e o p\co que so o illu/re d nascim5to1 honras e riquezas1 ao s]em decl>adas com a virtude1 valor1 sci5cia1 indu/ria e amor d bem publico6 ,e/e e outros muitos preceitos da vida civil1 que se lem ne/e ,poema1 =m>iam em t5ra edade um c>act] nacional to l\vavel e de tanta importancia no re/o da vida1 que ,portugal v]ia a9da r5asc] hom5s to excell5tes1 como o ,poeta cant\ em todas z suas obras4 ,se tivesse tanta =tuna que fizesse pres5te a ,portugal d mais excell5te ,auctor classico p>a a in/ruco da sua mocidade2 se eu visse a9da que havia me/res to amantes da sua patria e da virtude1 que adoptassem e/e ,poeta p>a in/ruir e plant> no corao dos seus discipulos os fundam5tos de toda a felicidade humana1 fic>ia bem recomp5sado d trabalho que tomei em imprimil-o e da despeza que fiz imit&o z edies d melhor ,elzevir p>a m]ec] e/a obra 7a9da por e/e titulo7 o nome de primeiro ,autor classico portuguez4 ,ento fic>ei satisfeito por que contribui p>a augm5t> a gloria da nao portugueza3 e que dei motivo de lembr>-se das aces h]oicas que tem obrado1 p>a p]petual-z por e/a in/ruco mais dilatada po/]idade4 ,dissemos no ,ribeiro ,san*es que no julgavamos fcil det]m9> a p>te que o gr&e sbio tom\ ne/a edio d poeta por quem t9ha tanta admirao4 ,p5demos1 todavia1 p>a acr$it> que o seu papel se no limit\ a escrev] e/a pequ5a adv]tncia e que z palavras que se lem no pr9cpio das ,c>tas sbre a educao da mocidade sbre os motivos que ret>d>am a escrita d/e livro3 emb>assado com algua dep5d5cia que ento me inquietava se relacionam com a edio de ,cames4 ,r>ssimas1 z ,c>tas sbre a educao da mocidade h\ve uma ocasio em que se p\de julg> que se torn>iam mais divulgadas4 ,em #ahhb comearam elas a s] republicadas pela b5emrita ,soci$ade de ,in/ruo d ,prto na ,revi/a que era o seu boletim4 ,no nm]o de #a de maio comearam a ap>ec] com e/a nota3 ,e/as c>tas so r>as1 como preciosas so publicadas por iniciativa d ,presid5te d'e/a ,soci$ade que possue o exempl> impresso em ,colonia em #agfj na sua escolhida livr>ia4 ,inoc5cio da ,silva 7,dicc4 ,bibliogr47 decl>a na biographia d celebre m$ico conhec] ap5as um unico exempl> que exi/ia em ,lisboa4 escusado enc>ec] o valor sci5tifico das ,c>tas4 ,ellas fall>o por si4 ,f>emos uma tiragem p>te d'ellas que d>emos pelo cu/o aos socios e assignantes da ,revi/a1 e pelo dobro aos extranhos4 ,a publicao seguir in9t]rupta1 d&o-se cada mez #af pag4 de modo a complet>-se a colleco at ao fim d anno corr5te4 ,o snr4 ,presid5te ,jos ,fructuoso ,ayres de ,g\va ,osorio f> uma introduco especial a e/e notavel trabalho d m$ico portuguez4 ,e/as promessas no =am inteiram5te cumpridas4 ,ne/e ano de #ahhb1 o p]idico public\ com toda a regul>idade z ,c>tas e a9da sairam no primeiro nm]o de #ahhc2 a introduo de ,aires de ,g\veia nunca se escreveu e s agora1 passados qusi qu>5ta anos1 z famosas ,c>tas reap>ecem completas2 e1 coisa s+ul>1 o mesmo exempl> que s]viu p>a a publicao da ,revi/a da ,soci$ade de ,in/ruo o que s]ve p>a e/a edio4 ,esse exempl> p]t5ce hoje ao dr4 ,jos ,c>los ,lopes1 filho d ilu/re pr(essor da ,escola ,mdica ,cirrgica d ,prto que teve o mesmo nome4 ,a reproduo faz-se com toda a exactido1 limit&o-se a nossa colaborao reviso das provas e colocao dalgumas vrgulas e ac5tos4 ,setembro de #aibb4 ,maximiano ,lemos4 ,,c>tas ,,sobre ,a ,,educa,o ,,da ,,mocidade ,illu/rissimo ,s5hor1 ,qu&o ,v4 ,illu/rissima foi s]vido communic>me o ,alv> sobre a re=ma dos ,e/udos1 que ,s4 ,mage/ade ,fidelissima foi s]vido decret> no mez de ,julho passado1 e juntam5te z ,in/ruo5s p>a os pr(essores da ,grammatica ,lat9a1 4 logo det]m9ei manife/> a ,v4 ,illu/rissima1 o gr&e alvoroo que me cauz\ a real disposia sobre a educaa da ,mocidade ,portugueza2 mas emb>assado com algua dep5d5cia que enta me inquietava1 e com a saude mui quebrantada ao mesmo tempo1 na pude satisfaz] logo o meu dezejo2 na s applaud9do o util de/a ley1 mas tabem1 r5ov&o os mais ard5tes votos pela vida e cons]vaa de ,s4 ,mage/ade que ,deos gu>de1 que com o seu pat]nal amor cuida ta efficazm5te no augm5to1 como tabem na gloria dos seus amantes e fieis ,subditos4 ,e/a ley1 ,illu/rissimo ,s5hor1 incit\ o meu animo1 a9da que pelos a*aques abatido1 a revolv] no p5sam5to o que t9ha ajuntado da m9ha lectura sobre a ,educaa civil e politica da ,mocidade1 de/9ada a s]vir sua patria tanto no tempo da paz como no da gu]ra4 ,n+uem conhece milhor a importancia de/a mat]ia1 que ,v4 ,illu/rissima1 e ne/a consid]aa he que det]m9o pat5te>-lhe na s hua succ9ta hi/oria da ,educaa civil e politica que tiv]am os ,*ri/as ,ca?olicos ,romanos at os nossos tempos1 mas tabem hua noticia das ,univ]sidades1 com a utilidade ou inconv5i5tes1 que dellas result>a ao ,e/ado ,civil e ,politico1 e ,religia4 ,esp]o que s] d agrado de ,v4 ,illu/rissima que me ocupe ne/a indagaa por algum tempo1 e que admir>1 depois de s] s]vido l-la1 a admiravel provid5cia de ,s4 ,m4 ,fidelissima1 expressada ne/e ,alv> que v5ho de lr novam5te4 ,v] ,v4 ,illu/rissima que na temos inveja aos ,imp]adores ,!odosio1 ,anton9o ,pio1 ou a ,c>los ,magno2 porque a9da que todas z mon>*ias1 e ,republicas decretra leis p>a reg]-se a ,educaa da ,mocidade1 na li ategora que ,sob]ano algum de/ruisse os abuzos da errada1 e que em seu lug> decretasse a mais recom5davel4 ,mo/r>ei pelo discurso de/e papel1 que toda a ,educaa1 que teve a ,mocidade ,portugueza1 desde que no ,reyno se fundra ,escolas e ,univ]sidades1 foi m]am5te ,ecclesia/ica1 ou con=me os dictames dos ,ecclesia/icos2 e que todo o seu fim foi1 ou p>a cons]v> o ,e/ado ,ecclesia/ico1 ou p>a augm5talo4 ,som5te ,s4 ,mage/ade ,fidelissima foi o primeiro entre os seus ,augu/os ,pr$ecessores1 que tom\ a si aquelle ,jus da ,mage/ade de ord5> que os seos ,subditos apr5da de tal modo1 que o ens9o publico possa utilis> os seus dilatados ,dom9ios4 ,s e/e gr&e ,rey conheceo que como a alma gov]na os movim5tos de todo o corpo p>a cons]valo2 assim elle1 como alma e intellig5cia sup]ior d seu ,e/ado1 era obrigado 7a7 promov] a sua cons]vaa1 e o seu augm5to por aquelles meyos que concebeo mais adequados4 ,aquelle b5egnissimo ,alv> nos d a conhec] que s a ,educaa da ,mocidade1 como deve s]1 he o mais effectivo e o mais necess>io4 ,porque ,s4 ,mage/ade1 que ,deos gu>de com alta provid5cia1 consid]a que lhe sa necess>ios ,capita5s p>a a def5sa2 ,conselheyros d\tos e exp]im5tados2 como tabem ,juizes1 ,ju/iz1 e ,adm9i/radores das r5das ,reais2 e mais que tudo na situaa em que e/ hoje a ,europa1 ,embayxadores1 e ,m9i/ros publicos1 que cons]vem a h>monia de que necessita os seus ,e/ados2 e/a ,educaa na s]ia completa se ficasse som5te d$icada ,mocidade ,nobre2 ,sua ,mage/ade t5do ord5ado z ,escolas publicas1 nas ,cabez das ,com>cas1 qu] que nellas se in/rua aquelles que ha de s] ,m]cadores1 ,directores das ,fabricas1 ,ar*itectos de ,m> e ,t]ra1 e que se introduza z ,artes e ,sci5cias4 vi/a d ref]ido p]mittame ,v4 ,illu/rissima que satisfaa aquelle ard5te desejo1 que cons]vei sempre1 a9da ta di/ante e por tantos annos longe de ,portugal1 de s]vi-lo d modo que posso1 ou que p5so lhe s]vir de algua utilidade4 ,nem a ambia de sahir d meu e/ado1 nem a cobia de fazelo mais commodo1 me obriga a occup> aquelle p\co tempo1 que me deyxa os a*aques1 em ajunt> ne/e papel tudo aquillo que tem connexa com o ,alv> que ,v4 ,illu/rissima foi s]vido ultimam5te communic>me4 ,he som5te aquelle ard5te zelo1 he som5te aquelle amor da patria1 que ,v4 ,illu/rissima ac5deo de novo em mim pelo seu cl>o e p5etrante ent5dim5to ta judiciosam5te cultivado1 pela sua clem5cia1 pela sua pi$ade1 e por aquelle ardor de promov] tudo p>a mayor felicidade da nossa patria2 que satisfaa que t5ho ne/e in/ante6 que l\vo e/as virtudes1 ta r>as nos nossos dias1 sem a m9ima adulaa1 e sem o m9imo int]esse s]vil4 ,aquelles ,portuguezes que vivem pela pi$ade de ,v4 ,illu/rissima1 e todos1 na s confirm>ia o p\co que digo1 mas augm5t>ia de tal modo o que agora callo1 que tem]iamos ficasse (f5dida aquella mode/ia e aquella inimitavel affabilidade1 com que ,v4 ,illu/rissima sabe r5d] os nossos corao5s4 4 ,das ,escolas1 e dos ,e/udos dos ,*ri/aons at o tempo de ,c>los ,magno1 no anno #hjj ,logo que os ,santos ,apo/olos sahira de ,hi]usalem a prg> os preceitos d seu ,div9o ,me/re1 e e/abelec]a ,congregao5s de fieis ,*ri/as1 e juntam5te ,escolas p>a ens9> a ,d\tr9a ,*ri/a3 os ,me/res que nellas residia era os ,bispos1 e os ,diaconos1 e tabem alguns ,*ri/as mais bem in/ruidos1 que ens9ava quelles1 que qu]ia bautis>se4 ,o ,abbade de ,fleury#c que seguiremos ne/as noticias1 dis que ne/es tres primeiros seculos da *ri/&ade na havia outras ,escolas publicas1 entre os ,*ri/as1 que z ref]idas4 ,a d\tr9a que se ens9ava ne/as ,escolas era a explicaa das sagradas ,escrituras1 os ,my/]ios da ,f1 e tudo o que conduzia p>a a obs]vancia da ,religia ,*ri/a4 ,na ,escola de ,alex&ria1 ,orig5es e ,clem5te de ,alex&ria ens9ra e/a d\tr9a1 e na lemos nas suas obras1 que ens9assem sci5cia algua humana1 como tabem nas de ,santo ,a?anasio1 ,san ,joo ,*ryso/omo1 ,san ,cyrillo1 ou ,santo ,augu/9ho1 que todos ens9ra1 e =mra discipulos excell5tes4 ,a9da que ,clem5te de ,alex&ria1 e quasi todos os ,santos ,padres fossem d\tissimos1 e inteiram5te in/ruidos nas sci5cias humanas1 na z t9ham apr5dido nas ,escolas ,*ri/as1 mas nas dos ,g5tios ,gregos1 e ,romanos2 e como de/es muitos se conv]t]a ,religia ,*ri/a1 daqui proc$eo s]em in/ruidos ta cabalm5te em toda a sorte de ,litt]atura2 porque naquelles tempos a ,egreja na necessitava p>a a sua cons]vaa e augm5to1 que da sci5cia das ,c\sas ,div9as1 poisque vivia debayxo d ,dom9io das ,pot5cias mundanas2 e se t9ha enta por pr(anos aquelles ,ecclesia/icos que ens9ava1 ou e/udava outros conhecim5tos1 que os sagrados4 ,o me?odo de ens9> ne/as ,escolas ,sagradas era primeiram5te corregir e arranc> d animo daquelles que se qu]ia bautis>1 os mos co/umes1 que t9ha contrahido na sua educaa2 qu&o hua vez *egava a sahir d cam9ho dos vicios1 e que nelles se obs]vava o ard5te dezejo de bautiz>-se1 era admitidos s in/ruo5s mais elevadas como sa z da ,f e das ,escrituras ,sagradas4 ,ja vemos ne/as ,congregao5s dos primeiros ,*ri/as duas sortes de ens9o1 o primeiro dos bons co/umes1 e o segundo dos my/]ios da ,religiam4 ,d primeiro t9ha cuidado dos ,inspectores ou gu>das dos ,co/umes2 e d segundo os ,me/res que era os ,bispos1 ,diaconos1 e os mais in/ruidos nas ,escrituras ,sagradas4 ,de ta limitados pr9cipios1 como v]emos pelo discurso de/e papel1 sahio aquelle pod] que tem os ,bispos sobre todos os ,e/udos e ,escolas da ,*ri/&ade1 como tabem aquella g]al inspeca sobre os co/umes3 v]emos que os ,emp]adores ,*ri/as1 e os ,mon>*as seus sucessores deyxra no seu pod] e arbitrio1 e/as duas obrigao5s1 que tem de m&> educ> os seus ,subditos pelas suas direo5s1 e de corrigir e regr> os co/umes nos seos ,dom9ios4 ,no pr9cipio d ,,iv seculo j e/ava a ,religia ,*ri/a espalhada por quasi todo o mundo conhecido2 j florecia z ,escolas ,*ri/as em ,alex&ria1 e ,hi]usalem1 ,antio*ia1 e em ,roma2 ja nellas se ens9ava a ,grammatica1 z ,humanidades1 e a ,philosophia1 e pr9cipalm5te depois que comeou a reyn> ,con/ant9o ,magno1 e seu ,filho ,con/ancio4 ,porque vemos que o ,imp]ador ,juliano ,apo/ata prohibio por hua ley decretada no anno #cfbd1 que n5hum ,*ri/a ens9asse publicam5te a ,grammatica ou ,philosophia1 nem outra qualqu] sci5cia2 s9al evid5te que os ,*ri/as naquelles tempos era j ,pr(essores de/as sci5cias4 ,mas como e/a prohibia na dur\ muito tempo1 ficra os ,pr(essores ,*ri/as s5hores das ,escolas1 nas quais ens9ava antes4 ,porque por hua ley dos ,emp]adores ,val5t9iano1 e ,val5te1 decretada no anno #cfe entrra de posse os ,me/res das ,escolas nos seus c>gos#e4 ,e p>a que mais facilm5te se compreh5da1 que toda a ,educaa da ,mocidade ,*ri/a fic\ disposia dos ,bispos1 tanto na in/rua como nos co/umes1 relat>mos aqui z leys que decret\ ,con/ant9o ,magno em seu favor1 e da ,religio ,*ri/a1 p>a fic>mos p]suadidos d que fica dito antec$5tem5te4 ,relata ,b>onio#f que ,con/ant9o ,magno m&\ abolir os templos da idolatria e os collegios dos seos ,sac]dotes1 que p]mittio aos ,bispos d> lib]dade aos ,escravos que abraassem a ,religia ,*ri/a1 au?oridade que s t9ha o ,pretor ,romano com muitas =malidades3 que ord5ra aos ,!z\reyros1 e aos ,collectores dos ,selleyros de todo o ,imp]io1 d> aos ,bispos a quantidade de trigo que lhes p$issem p>a di/ribuir por aquelles ,*ri/as que fizessem ou tivessem feito voto de ca/idade2 abrog&o ao mesmo tempo a ley ,julia ,papia e ,poppea de ,augu/o ,ces>1 pela qual os ,celibat>ios ficavam excluidos das h]anz dos gros transv]sais4 ,que todos os ,ecclesia/icos fossem iz5tos de todo o c>go civil e milit>2 abrog&o por e/a ley a d ,imp]io1 no qual p>a entr> nos gr&es c>gos da ,republica era preciso e/> ali/ado em algum collegio ,sac]dotal d ,g5tilismo4 ,p]mitio tanto aos ,secul>es como aos ,ecclesia/icos1 apell> p>a os ,bispos depois da f9al s5t5a nos ,tribunaes ,secul>es1 e que d ,tribunal dos ,bispos na hav]ia apellaa#g3 que os ,bispos e os ,cl]igos se ve/issem da mesma sorte de ve/idos1 de que uzava os ,sac]dotes da ,g5tilidade3 p]mitio a cada qual te/> b5s moveis e immoveis em favor das ,igrejas1 a9da que e/a ley foi abrogada pelos ,emp]adores seus successores3 que z t]ras p]t5c5tes ,igreja s]ia iz5tas de todas z tassas e tributos4 ,e/a ley he a ultima que se l no ,codex ,!odosiano com data d anno #cae2 e a mayor p>te dos ,comm5tadores a tem por espuria4 ,na era factivel em hum ,imp]io ta dilatado1 como era enta o ,romano1 que todas e/as leys se executassem como requ]ia o zelo dos ,ecclesia/icos2 mas he c]to que no tempo d ,emp]ador ,!odosio o ,gr&e1 a mayor p>te das leys ref]idas1 ou e/ava em seu vigor1 ou t9ha sido re=madas em utilidade1 mais da ,religia ,*ri/a e ,ecclesia/icos1 que d ,e/ado4 ,autorizados os ,bispos com a jurisdia d ,pretor1 e da div9a in/ituia1 de ens9> e de prg>1 in/ituira cada qual nas suas ,igrejas1 na som5te z ,escolas p>a apr5d] a ,religia ,*ri/a1 mas a9da z sci5cias humanas1 que naquelles tempos1 quasi todas se r$uzia eloqu5cia e sci5cia moral d ,evangelho e ao mesmo tempo tomra a si a incumb5cia de regr> os co/umes1 com tanta exactida que d tempo de ,con/ant9o1 acab\ em um seu ,tio aquelle honorifico e trem5do c>go de ,c5sor1 dignidade de/e ,imp]io1 p>a correca dos co/umes da ,g5tilidade4 ,at o tempo de ,s4 ,gregorio o ,magno1 a mais ,illu/re ,escola foi a de ,roma1 a9da que exi/ia aquella de ,alex&ria e de ,con/ant9opla2 mas ou porque z sci5cias humanas na era necess>ias p>a o augm5to da ,f1 ou por outras cauzas que relat>emos1 he c]to que d tempo de ,!odorico1 primeiro ,rey dos ,godos em ,italia1 no anno #did1 reynava tanta ignorancia1 que todas z lettras se ext+uiria totalm5te1 se os ,frades de ,s4 ,b5to1 de ,s4 ,basilio1 e os ,ecclesia/icos nas suas ,ss1 na cons]vassem os orig9ais ,gregos e ,romanos1 que temos a9da nos nossos tempos4 ,na som5te a invasa das ,nao5s b>b>as no dom9io d ,imp]io ,romano de/ruio z sci5cias1 mas tabem a errada economia d ,emp]ador ,ju/9iano#h4 ,e/e supprimio os sall>ios aos ,me/res e ,pr(essores nas ,escolas e nas ,academias tanto de ,a!nas1 ,alex&ria e ,roma1 como no re/o d ,imp]io2 porque e/e ,emp]ador1 como nos con/a de ,procopio#aj e ,zon>as#i1 disp5dia pr(usissimam5te em edific> ,igrejas e muitos outros edificios2 e na ba/&o z r5das ,imp]iais a tantas despezas1 lhe foi preciso supprimir aquellas que fazia o ,imp]io com os ,me/res e ,pr(essores das sci5cias4 ,entre os ,canones d ,concilio de ,c>?ago1 celebrado no anno #fhfaa1 se l que dali por diante na fosse p]mitido a n5hum secul> entr> nas ,igrejas ,ca!drais1 e que n5hum ,bispo pudesse l] livros compo/os por ,autores idolatras4 ,at ao septimo seculo1 todos os frades era leygos1 e todos pela ,regra de ,s4 ,b5to#ab trabalhava sete horas por dia1 e o re/o d tempo ga/ava na m$itaa dos div9os preceitos4 ,mas depois que acresc5t>am o (ficio de ,nossa ,s5hora ao gr&e (ficio ou reza1 e hum gr&e num]o de ,psalmos1 o que tudo se cantava j pelo ,canto ,gregoriano que ,s4 ,gregorio ,magno t9ha introduzido nos ,conv5tos e nas ,ca!drais pelos annos #fjj1 na havia mais tempo1 que p>a satisfaz] a obrigaa d ,coro1 falt&o aquelle que se empregava no trabalho corporal1 e nos e/udos das letras sagradas e pr(anas3 como j ne/es tempos havia ,conv5tos bem dotados com t]ras em ,italia1 ,allemanha e ,frana1 sempre nelles se cons]vra z ,escolas e p]si/ira na ,ordem de ,s4 ,b5to1 at ao anno #accg2 e ne/e mesmo1 o ,papa ,b5$icto ,,xii lhes prohibio que ens9assem2 ord5&o som5te que os ,frades e/udassem a ,philosophia e a ,!ologia#ac4 ,no seculo ,,viii comeou a ,ordem dos ,conegos de ,s4 ,*rodegang2 vivia nos seos cabidos d mesmo modo que os ,frades nos seos ,conv5tos2 ens9avam publicam5te a ,grammatica1 a ,rhetorica1 a ,ari?metica1 a ,musica1 a ,geometria e a ,a/ronomia2 mas com tam p\co conhecim5to da v]dadeyra sci5cia1 que passa e/es tempos por b>b>os1 e os mais depravados nos co/umes#ad4 ,nos ,capitul>ios de ,c>los ,magno#ae1 decretados no anno #ghg1 se ord5a que se erigissem ,escolas de l] p>a os m59os2 e que em cada ,mo/eyro1 e em cada ,s h\vessem ,me/res que ens9assem a ,grammatica1 o ,canto ,gregoriano e a ,ari?metica2 e/a ley na era mais que p>a obrig> aos ,bispos1 e aos ,prelados dos ,conv5tos1 a obs]v> pontualm5te o co/ume que t9ha de ens9> na s z artes ref]idas ne/e ,capitul>io1 mas tabem a ,!ologia e o ,direito ,canonico4 ,d ref]ido vemos cl>am5te que at o ,,ix seculo som5te se ens9>a nos ,mo/eyros e nas ,ss a ,grammatica1 a ,ari?metica1 o ,canto ,gregoriano1 a ,rhetorica1 a ,dialectica1 a ,!ologia e o ,direito ,canonico2 que os ,me/res era unicam5te os ,frades e os ,ecclesia/icos1 e que na havia ,escola algua onde ens9assem os ,secul>es4 ,desde o anno #ejj1 qu&o toda a ,europa se desva/ava em gu]ras cont9uas pelas b>b>as ,nao5s d ,norte e os ,s>rac5os1 n5hum ,pr9cipe t9ha outra mayor necessidade d que t] um ex]cito pot5te p>a resi/ir a ta pod]osos inimigos4 ,n5hum ,secul> t9ha tempo de applic>se s letras1 e era r>os naquelles tempos os que sabia l]1 ou escrev]3 foi preciso aos ,ecclesia/icos applic>emse s letras1 na s p>a ens9> a ,religia ,*ri/a1 mas tabem p>a s]virem aquelles ,e/ados1 que todos por necessidade vi]a a s] milit>es4 ,necessitava os ,pr9cipes de ,m9i/ros de ,e/ado1 de ,embaxadores1 e de ,m$icos2 necessitava os povos de ,juizes1 de ,advogados1 de ,not>ios publicos1 s nos ,conv5tos e nos ,cabidos a*ava z pessoas que podia ex]cit> e/es c>gos4 ,na nos devemos admir> que os ,frades e os mais ,ecclesia/icos s]vissem e/es empregos m]am5te secul>es1 consid]&o a ignorancia daquelles tempos1 causada pela irrupa de tantas ,nao5s b>b>as e conqui/adoras de toda a ,europa4 4 ,reflexo5s sobre z ,escolas ,ecclesia/icas ,l\vemos e admiremos1 ,illu/rissimo ,s5hor1 a real disposia de ,s4 ,maje/ade1 que ,deos gu>de1 de supprimir z ,escolas que e/ava no pod] dos ,ecclesia/icos ,regul>es3 alegremonos e r$upliquemos os nossos ard5tes e amorosos votos pela sua cons]vaa1 qu&o temos nelle hum ta amoroso ,pay como ,s5hor provid5te no nosso bem e d nosso augm5to4 ,tem vi/o ,v4 ,illu/rissima que z ,escolas ecclesia/icas =a som5te in/ituidas p>a ens9> a d\tr9a ,*ri/a1 a sab] os ,my/]ios da ,f1 expressados nas sagradas ,escrituras e nos ,sanctos ,padres4 ,todo o fim1 e todo o cuidado daquelles primeiros ,me/res1 era de =m>em hum p]feito ,*ri/a1 e na p5sava ens9> aos seos discipulos aquelles conhecim5tos necess>ios p>a viv] no ,e/ado civil1 ou p>a o s]vir nos seos c>gos3 ,e/ava aquelles pi$osos ,*ri/as ta fra de s]vir a ,republica1 que t9ha enta por peccado ass5t> praa de soldado1 ou s] ,juiz p>a julg> cauzas ,civis ou de ,crime4 ,gov]nra os ,santos ,apo/olos1 e os ,bispos seus sucessores z suas ,igrejas1 ou z ,congregao5s de ,fieis2 como se gov]nra depois os ,conv5tos dos ,frades2 todos uni=mes na ,santa ,f1 todos unidos pela c>idade ,*ri/a2 e se havia algum entre elles que se na con=mava santa d\tr9a que pr(essava a ,congregaa1 lhe negava os ,santos ,sacram5tos1 e lhe imp$ia assi/ir aos ,(ficios ,div9os4 ,assim viv]a e/es ,*ri/as nos primeiros tres seculos da ,*ri/&ade1 huz vezes tol]ados com clem5cia pelo ,e/ado dom9ante1 outras vezes com crueldade pelos ,pr9cipes tyranos2 mas sempre =a ob$ecidos1 e v5]ados1 a pez> de sua tyrania2 porque lhes pagava os tributos como devidos1 e executava z suas leys como fieis1 e ob$i5tes ,subditos4 ,s]ia naquelles tempos peccado que os ,bispos ou ,prelados p5sassem a possuir b5s de raiz1 a t] jurisdia temporal sobre os leigos1 e a s]vir c>gos da ,republica4 ,rep\zava no gov]no politico que os def5dia das invaso5s dos inimigos d ,e/ado2 porque t9ha por peccado p]t5c]lhe p>a o sirvirem2 e/&o todos d$icados a s]vir som5te de todo o coraa1 e com todas z suas =z1 a seu ,div9o ,me/re ,nosso ,s5hor ,jesus ,*ri/o4 ,mas logo que o ,emp]ador ,con/ant9o ,magno abraou o ,*ri/ianismo2 logo que m&\ fe*> os templos da idolatria1 iz5t> os ,ecclesia/icos de s]vir c>gos da ,republica1 e ao mesmo tempo d> jurisdia aos ,bispos de julg> cauzas ,civis1 e de s]em sem apellaa z suas s5t5z1 imm$iatam5te sahira os ,*ri/as ,secul>es e ,ecclesia/icos1 daquella santidade de vida1 e p>a fall>mos ao modo dos nossos tempos1 pode-se diz]1 que os ,*ri/as d tempo de ,con/ant9o voltra p>a o seculo3 porque pelas doao5s que fazia s ,igrejas e aos ,conv5tos1 ja t9ha b5s moveis1 e de raiz2 ja s]via c>gos ,civis e milit>es2 ja era reputados por ,subditos p>a s]virem a sua patria4 ,mas o que he digno de rep>o ne/a mudana de vida1 he que na mudra nem adiantra o ens9o das ,escolas que t9ha antes de ,con/ant9o2 e que adiantra com excesso aquella incumb5cia de ens9>1 e de corregir os co/umes2 o que v]emos abayxo4 ,p>ece que os ,ecclesia/icos1 ,me/res das ,escolas no tempo de/e ,emp]ador1 era obrigados a ens9> z obrigao5s com que nascem todos os ,subditos antes de s] ,*ri/as3 porque logo que por ley d ,imp]io a ,religia ,*ri/a era a dom9ante1 logo que os ,*ri/as era obrigados a concorr] com os seos b5s1 ou com z suas pessoas1 a s]vir a sua patria2 p>ece era da obrigaa daquelles ,me/res educalos com tais pr9cipios1 que satisfizessem obrigaa com que nac]a1 e obrigaa que contrahira1 qu&o se bautiz>a4 ,ja z ,escolas d ,g5tilismo pela mayor p>te e/ava ext9ctas3 j na havia outras mais que z dos ,ecclesia/icos2 e se ne/as a ,mocidade na fosse educada p>a apr5d] o que havia de obr> pelo re/o da vida1 ficava de/ituida de todos os fundam5tos p>a viv] como bom ,cidada e como bom ,*ri/a4 ,mas que fiz]a os me/res das ,escolas nos ,mo/eyros1 e nos ,cabidos das ,ss8 ,na ens9ra outra d\tr9a1 nem outros conhecim5tos1 que aquelles que contribuia p>a faz] hum bom ,*ri/a1 ou hum bom ,ecclesia/ico4 ,e que fiz]a os ,bispos auctorizados ja a gov]n> e a reg] os co/umes8 ,ext5d]a e/e pod] na s d5tro dos seos ,cabidos e das suas ,igrejas1 mas a9da d5tro de todas z cidades e aldeas1 obrig&o a viv] como vivia os ,*ri/as d5tro dos ,conv5tos1 ou naquellas ,congregao5s da primeira ,*ri/&ade das quais dissemos assima a sua con/ituia e gov]no4 ,de tal modo que os ,ecclesia/icos quiz]a gov]n> e gov]nra o ,e/ado civil1 pelas regras e pelas con/ituo5s dos ,conv5tos e das ,ca!drais1 onde se vivia em communidade2 onde os b5s temporais era em commum1 onde z vontades e z op9io5s tanto nas c\zas cele/es1 como nas mundanas1 era e devia s] con=mes1 poisque todos vivia debaixo da regra1 e d m&o de hum ,prelado4 ,mas o que deu mayor movim5to a e/as disposio5s ecclesia/icas1 =a z leis ref]idas assima de ,con/ant9o ,magno4 ,e/e pio ,emp]ador poz em execua1 como tabem seus sucessores1 ,que o ,e/ado civil fosse regido e gov]nado pelas regras e con/ituio5s dos ,conv5tos e dos ,cabidos2 abrog&o e d]og&o ao mesmo tempo z leis civis1 e z politicas d ,imp]io ,romano1 como vimos assima1 abol9do o c>go de ,c5sor1 d qual se apod]ra os ,bispos3 d]og&o ao c>go de ,pretor1 ou ,*ancell] ,mor1 o pod] de d> al=ria aos ,escravos1 e que z s5t5z dos ,bispos fossem sem apellaa2 abol9do a natureza das c\zas que ha de s]vir ao ,e/ado em todo o tempo2 d&o immunidades aos ,subditos delle1 e aos seos b5s de raiz1 p>a na s]virem1 nem pag>em os tributos1 sem os quais na se pde cons]v> hua ,republica4 ,a9da que muitas cauzas concorr]a p>a a de/ruia d ,imp]io ,romano1 he evid5te que e/as disposio5s e leys de ,con/ant9o =a a cauza pr9cipal4 ,mas ja me ap]cebo que v\ sah9do muito d objecto de/e papel que propz a ,v4 ,illu/rissima p>a v] o fundam5to da ,educaa politica1 que deve t] hum ,e/ado ,*ri/a ,ca?olico4 ,e como z ,univ]sidades sa hoje os ,sem9>ios d ,e/ado politico e religioso da ,republica ,*ri/a1 p]mita-me1 ,v4 ,illu/rissima1 indag> a sua origem e seos objectos1 e quantas circum/ancias concorr]a p>a que os ,emp]adores1 ,reys e ,republicas fossem gov]nadas1 como sa a9da hoje1 por e/as ,escolas4 4 ,cont9a a mesma ,mat]ia ,j que os summos ,pontifices e os ,bispos#af se arrogra o pod] absoluto da ,educaa das ,escolas da ,*ri/&ade1 e de corregir os co/umes1 he preciso que indaguemos a origem d'e/es pod]es3 e enta v]emos que ,sua ,mage/ade ,fidelissima he o ,s5hor com legitimo ,jus de decret> leys p>a a ,educaa dos seos leaes ,subditos1 na s nas ,escolas da pu]icia2 mas tabem em todas aquellas onde apr5de a ,mocidade4 ,p>eceme1 ,illu/rissimo ,s5hor1 s] da mayor importancia e/a mat]ia1 porque ategora na a*ei ,autor que tratasse della1 como necessita o ,jus da ,mage/ade4 ,a =ma1 a unia1 o v9culo d ,e/ado civil e politico1 e o seu pr9cipal fundam5to he aquelle cons5tim5to dos ,povos a ob$ec] e s]vir com z suas pessoas e b5s ao ,sob]ano2 ou que e/e cons5tim5to seja reciproco1 ou que seja tacito ou decl>ado1 sempre =ma hum ,e/ado1 ou ,mon>*ico1 ou ,republicano4 ,mas o que con/itue s] o ,e/ado hum ajuntam5to1 ou corpo civil e sagrado1 he o juram5to de fidelidade mutuo entre o ,sob]ano e os ,subditos1 tacita ou decl>adam5te4 ,no acto de/a conv5a invoca os contractantes de/e pacto ou contracto1 a ,div9dade que mais v5]a por te/emunha e cauam1 que ha de execut> o que prometem2 sujeit&ose ao premio ou ao ca/igo1 con=me o comprirem4 ,d'aqui vem que todos os ,e/ados ,sob]anos e/a =mados por invocaa daquella ,div9dade1 que mais v5]ava os ,povos e o ,sob]ano#ag4 ,daqui vem *am>se o ,e/ado1 sacrosanto1 e c\sa sagrada4 ,daqui proc$e que n5hum e/ado civil pode =m>se1 nem exi/ir em seu vigor1 sem hua ,religia1 e sem obs]v>se o sagrado d juram5to4 ,eu bem sei que nas ,mon>*ias1 que se fundra conqui/&o1 na entreveyo nellas aquelle cons5tim5to mutuo1 nem juram5to de fidelidade1 no in/ante que se =mra pela =a da espada4 ,mas logo que o ,conqui/ador quiz] cons]v> a sua conqui/a1 he necess>io decret> leys2 he necess>io que elle d a conhec] aos povos ,conqui/ados1 que viv] mais felizes no pres5te gov]no1 que no passado2 os povos cons5tem tacita ou decl>adam5te1 da juram5to p>a ex]cit> os c>gos daquelle ,e/ado1 e de/e modo o ,conqui/ador e os ,conqui/ados1 cada qual por seu int]esse proprio1 convem reciprocam5te2 o ,sob]ano1 de os cons]v>1 e os ,subditos1 de ob$ec]1 invoc&o a ,div9dade por caua e te/emunha da conv5a que celebra4 ,qu&o os ,portuguezes no campo de ,ourique acclam>a ,dom ,affonso ,h5riques por seu ,rey2 qu&o em ,coimbra acclam>a o ,me/re de ,avis por ,rey de ,portugal1 tacita ou decl>adam5te1 lhes d]a todos ,juram5to de ,fidelidade1 invoc&o o ,summo ,deos como te/emunho e caua que lhes ob$ec]ia e s]viria com suas pessoas e b5s1 com tanto que e/es ,reis os gov]nassem e def5dessem1 e que vivessem mais felizes1 que no ,e/ado prec$5te4 ,de/e modo ta livre e ta excell5te1 fic\ o ,e/ado de ,portugal =mado3 os seos ,sob]anos na conhecem sup]ior1 mais d que a ,div9dade suprema1 que invocro no acto d juram5to de fidelidade1 que lhe prometia os seos povos1 promet5do tacita ou decl>adam5te1 de gov]na-los de tal modo que fossem mais felizes d que antes era4 ,daqui provem o sagrado d ,e/ado1 porque foi =mado com invocaa d ,altissimo como te/emunha e como caua dos juram5tos reciprocos4 ,daqui vem1 o supremo pod] dos nossos ,reis1 que tem em si v9culadas todas z jurisdio5s d primeiro ,g5]al1 que pode d> juram5to1 levantalo1 ali/> tropas1 e lic5cealas1 c4 tem a jurisdia de primeiro ,juiz1 pode cond5> a p5as pecuni>ias1 exilio1 e de vida e morte2 he o primeiro ,vdor da faz5da d ,e/ado1 pode cunh> mo$a1 faz] todas z leys que a*> sa necess>ias p>a promov] toda a sorte de agricultura1 com]cio e indu/ria3 he o primeiro pay e cons]vador dos seos ,e/ados2 he o ,s5hor de decret> todas z leis que a*> necess>ias p>a a cons]vaa e augm5to dos seos dom9ios2 fund&o e/abelecim5tos p>a =m> toda a sorte de ,subditos na ,educaa da mocidade1 nas artes lib]aes e mecanicas1 nas sci5cias necess>ias no tempo da paz1 e da gu]ra1 c4 ,e/ tabem incluido no ,jus da ,mage/ade aquelle supremo c>go de primeiro ,me/re ou de primeiro ,sac]dote da ,religia natural1 desde aquelle in/ante que se =m\ o seu ,e/ado civil e politico pelo juram5to4 ,na se (f5d]1 ,v4 ,illu/rissima1 de/e attributo1 que d\ aos ,mon>*as ,*ri/as ,ca?olicos3 todos se conv5c]a facilm5te d que affirmo1 qu&o p5s>em que z duas leis mais irrefragaveis de qualqu] ,e/ado assim =mado1 sa z segu9tes4 ,que a cons]vaa d ,e/ado civil he a primeira e a pr9cipal ley4 ,que cada subdito e/ obrigado a obr> com os outros1 como elle quiz]a que obrassem como elle4 ,em quanto os hom5s vivia como f]as1 e como vivem a9da hoje muitos povos da ,am]ica e da ,affrica1 o mais es=ado1 e o mais val5te era o que ca&o e mat&o1 t9ha o mayor dom9io2 porque e/es hom5s1 ou vivia e vivem da caa1 ou dos frutos1 con*as1 peyxes da borda d m>3 e o mais exp]im5tado s]ia1 e he a9da hoje1 o maioral daquelles ran*os4 ,ja se sabe que a mayor p>te de/es povos vivem sem n5hum conhecim5to da ,div9dade1 como na ,ilha de ,s4 ,l\r5o1 e em outros muitos lug>es d mundo habitado4 ,mas tanto que os hom5s se ajuntra por pacto e cons5tim5to mutuo de se ajud>em e soccorr]em entre si1 ja nem o mais val5te1 nem o mais ouzado1 ha de s] o primeiro4 ,porque os hom5s no ponto daquelle contracto mutuo depus]a no pod] e na disposia d ,sob]ano ou ,mayoral1 todas z aco5s volunt>ias que obrava antes que se ajuntassem em ,soci$ade2 depus]a nas suas mas aquelle pod] que t9ha1de mat>1 de furt>1 e todas aquellas aco5s que s]ia nocivas1 e de/ruidoras da ,soci$ade4 ,fic\ enta em deposito na ma d ,sob]ano aquelle pod] dos ,subditos p>a obr> aco5s ext]iores2 fic\ sua disposia regralas por leis1 prev5ir que se na cometesse insulto que alt]asse ou corrompesse a unia e h>monia que deve ,reyn> no ,e/ado ,civil2 fic\ no seu pod] ca/igalas como a*asse conv5i5te p>a a sua cons]vaa4 ,duas c\zas ficra som5te no pod] dos ,subditos1 mesmo naquelle in/ante que d]a juram5to de fidelidade ao seu ,sob]ano4 ,a primeira3 a ,propri$ade dos seus b5s1 com obrigaa tacita ou decl>ada1 que p>te da sua r5da s]ia p>a su/5t> o ,e/ado4 ,a segunda3 ,aquella lib]dade int]ior de qu]]1 na qu]]1 am>1 aborrec]1 julg>1 ou na julg>1 v]1 ou na v]3 que sa z aco5s int]iores que passa d5tro de ns1 e que se na mo/ra por aco5s ext]iores1 que todo o mundo possa obs]v> visivelm5te4 ,de/e e/ado da ,soci$ade civil1 assim =mado1 resultra logo a igualdade entre todos os ,subditos1 e a subord9aam aos magi/rados4 ,porque todos os ,subditos1 em quanto ,subditos1 em quanto e/a ligados por aquelle juram5to de fidelidade1 todos sa iguais2 e a maior ru9a de hum ,e/ado1 he que entre elles haja div]sidade1 huns com obrigaa de ob$ec]1 e outros absolutos2 huns sujeitos s ju/iz1 e outros sem n5hum ,imp]io#ah4 ,como o ,pr9cipe ,sob]ano na pode ex]cit> todos os c>gos dos seos ex]citos1 e das suas armadas2 como na pode julg> todos os processos e dem&as2 como he impossivel a pessoa humana comprir com todos os c>gos que requ] a faz5da ,real e os tributos p>a su/5to d ,e/ado1 o que faz he d> e/as v>ias incumb5cias quelles ,subditos que =em mais capazes de z ex]cit>1 e comprir4 ,assim que cada hum de/es condecorado com p>te1 ou pora d ,pod] da ,mage/ade4 ,daqui vem que toda a di/9a1 subord9aa1 preem95cia que h\v] entre os ,subditos1 provem som5te d ,jus da ,mage/ade4 ,aquella di/9a de ,nobreza1 e da ,fidalguia1 provem som5te d ,pod] d ,sob]ano1 e na da asc5d5cia1 nem da g]aa3 porque todos os ,subditos pelo juram5to de fidelidade sa iguais1 como fica demon/rado4 4 ,ida das ,obrigao5s da ,vida ,civil1 e d ,v9culo da mesma ,soci$ade ,ja vimos o ,e/ado ,civil =mado pelo juram5to de fidelidade1 j vimos que o ,sob]ano1 como alma1 e sup]ior intellig5cia de/e corpo civil1 era aquelle que mod]ava1 que movia1 e ret9ha z aco5s delle p>a a sua cons]vaa1 e seu augm5to2 auctorizado com o pod] de todas z aco5s ext]iores dos ,subditos1 de f9talos naquella p>te dos seos proprios b5s p>a cons]vaa d ,e/ado1 de obrigalos a s]vir pessoalm5te p>a o mesmo fim1 e por ultimo a nome> os ,subditos mais capazes p>a execut>em z v>ias obrigao5s da ,mage/ade4 ,ponhamos agora em ex]cicio e/a ,soci$ade ,civil1 e/e ,reyno1 e/a ,republica1 assim =mada e unida2 m&emo-la app>ec] em hua feyra1 ou em hua praa4 ,huns tr>ia ali faz5das a v5d]1 outros p>a troc>1 ou compr>3 ,huns qu]]ia compr> hum campo1 hua caza1 fret> hum navio3 outros qu]]ia busc> hum ,amo3 era necess>io que cada hua de/as pessoas fallassem em hua l+oa1 p>a se ent5d]em2 e que cada hum que procurava sua utilidade e/ivesse p]suadido que o que adquiria ne/e trato lhe p]t5cia em propri$ade4 ,ali s]ia necess>ia a affabilidade1 a v]dade1 a f1 a pontualidade2 o ouvir facilm5te1 o respond] com agrado2 a cada hum era necess>ia hua c]ta igualdade2 em fim todas aquellas qualidades1 e virtudes civis que sa necess>ias p>a o trato1 e p>a o com]cio da vida1 sem o qual na pode subsi/ir o vigor de hua ,republica4 ,supponhamos que todos os que app>ec]a ne/a feira ou praa1 que cons]vava a9da aquelles co/umes silve/res1 duros1 e b>b>os2 que em lug> de contract>1 que r\bassem2 que em lug> de p]suadir com razo5s1 que pelejassem1 se debatessem1 ou f]issem2 que allegassem1 que por s]em filhos de fulano1 e fulano que na devia pag> pelo que comprava2 que por p]t5c]em a c]to ,s5hor1 que podia tom> o que lhes agradasse3 ja toda a ,soci$ade1 ja toda a feyra se revolv]ia1 e acab>ia por desordem e confuza4 ,de/e tosco retrato da vida civil po/a em aca1 se v cl>am5te1 que p>a a cons]vaa de cada qual1 lhe sa necess>ios tais habitos1 e tais virtudes1 que dep5da d pr9cipio segu9te4 ,todas z aco5s que na =em uteis a si1 e ao ,e/ado1 e ao mesmo tempo que na =em dec5tes1 sa viciosas1 de/ruidoras da cons]vaa propria1 e por consequ5cia da vida civil4 ,todas z leis que decret> o mais excel5te ,legislador1 todo o trabalho e indu/ria de cada p>ticul>1 se na lev> a utilidade por ultimo fim1 vem a s] a de/ruia d ,subdito1 e d mesmo ,e/ado3 assim que a utilidade publica e p>ticul> vem a s] o v9culo e alma da vida civil#ai2 e/a utilidade deve s] sempre acompanhada com a dec5cia1 que he aquella virtude que mod]a os excessos1 a9da aquelles da mesma virtude1 por que de outro modo s]ia vicio4 ,em quanto z ,republicas da ,grecia e a ,romana1 cons]vra z virtudes ref]idas com a frugalidade1 a f p>ticul>1 e publica nos ,tratados2 o respeito1 e a obs]vancia d juram5to de fidelidade2 a v]dade1 a s9c]idade1 a con/ancia1 e aquela subord9aam admiravel entre os ,subditos1 e os ,magi/rados sempre se cons]v>a pot5tes1 e conqui/>a seos inimigos com gloria4 ,a9da que t9ha ,religia1 e mui v>ias sortes de ,sac]dotes ador&o muitas ,div9dades1 e/es ,m9i/ros ,g5tios na t9ha incumb5cia algua de ens9>em z virtudes ref]idas1 nem o m9imo cuidado da consci5cia3 ,s4 ,augu/9ho1 e ,lactancio ,firmiano#bj o affirma cl>am5te3 o seu (ficio era decl>> aos povos os dias de fe/a1 celebr>em os seos sacrificios1 presidirem nas procisso5s1 e mais spectaculos publicos1 em jant>es1 em danz1 e outras aco5s1 que todas era ext]iores2 som5te os ,philosophos1 e os mais velhos t9ha e/e cuidado1 como lemos nas obras de ,m>co ,aurelio4 ,de tudo o ref]ido se v cl>am5te que he d jus da ,mage/ade fom5t> e promov] a utilidade publica e p>ticul>1 com dec5cia2 e que n5hua requ] maior att5a no animo d ,sob]ano1 d que a ,educaam da ,mocidade1 que deve toda empreg>-se no conhecim5to1 e na practica das virtudes sociaveis ref]idas1 e em todos os conhecim5tos necess>ios p>a s]vir a sua patria4 ,mas antes de entr> no plano d'e/a educaa1 satisf>emos o promettido assima1 que he mo/r> mais circum/anciadam5te4 4 ,a ,con/ituam ,fundam5tal da ,soci$ade ,*ri/a ,eu sei que os livros1 que tratam da ,origem d pod] ,ecclesia/ico1 como sa z obras d ,abbade de ,fleury1 de ,gianoni1 ,natal ,alex&re e outros mais1 sa prohibidos pela ,inquisia2 que o ,direito ,canonico1 que se contem no ,decreto1 ,decretais1 ,sexto1 e ,clem5t9as1 se ens9a1 e se cr como de f nas ,univ]sidades1 e que quasi todos aquelles que e/a empregados nos c>gos publicos tom>a o seu gro n'aquella ,faculdade2 e que todos aquelles que o toma na ,univ]sidade de ,coimbra1 que jura def5d] z leis d'ella1 que sa z ,ecclesia/icas3 bem sei que se a*ra muitos ,graduados em ,portugal1 tanto ,m9i/ros ,secul>es1 como ,ecclesia/icos1 levados d ens9o que tiv]a em ,coimbra1 e da lectura d ,direito ,canonico1 e ,concilio de ,tr5to1 que duvidra se ,s4 ,mage/ade tem pod] p>a ord5> ,escolas1 e ,univ]sidades2 porque e/a mat]ia dep5dia ategora dos ,bispos1 e d ,summo ,pontifice4 ,consid]e ,v4 ,illu/rissima1 que bem executadas s]a z ,ord5s de ,s4 ,mage/ade ord5adas pelo ,alv> ref]ido1 se e/a sorte de ,d\tores =em os executores8 ,bem v ,v4 ,illu/rissima ja z consequ5cias1 e tabem a indisp5savel obrigaa que t5ho de trat> com cl>eza1 da origem d ,pod] dos ,ecclesia/icos1 que se arrogra fund> z ,escolas1 z ,univ]sidades1 como tabem a correa dos co/umes4 ,deos seja l\vado que me *eg\ a9da a tempo que os ,,pp4 da ,companhia de ,jesus1 na sa ja ,confessores nem ,me/res2 porque se cons]vassem a9da aquella acquisia1 ta antiga1 n5hua das v]dades1 que se l] ne/e papel pod]ia s] c>act]izadas com outro titulo1 que de h]ezias6 ,a ,deos seja dadas z graz1 que pela infatigavel provid5cia de ,s4 ,mage/ade1 todos e/es ob/aculos se dissipra1 e que como no tempo de ,n]va posso diz] com ,tacito3 ,r>a temporum felicitate1 ubi s5tire quae velis1 quae s5tias dic]e licet#ba4 4 ,cont9a a mesma mat]ia ,o ,fundam5to da ,religia ,*ri/a1 he aquella *>idade1 aquelle amor d proximo que obriga por preceito div9o1 nam s a p]do> z (f5sas1 mas a9da soccorr] e faz] bem a quem (f5deo4 ,he c]tissimo que a ,igreja fundada por ,*ri/o1 e os seos ,apo/olos tem jurisdia sobre z consci5cias1 sobre todas z aco5s m5tais1 d mesmo modo que a jurisdia civil tem todo o pod] sobre todas z aco5s ext]iores humanas4 ,e/a sagrada jurisdia deu ,*ri/o aos seos ,apo/olos1 diz5do-lhes#bb3 ,&ai e ens9ai todas z ,nao5s1 e tambem z bautiz>eis en nome d ,padre1 d ,filho e d ,espirito ,santo1 ens9&oas a obs]v> tudo o que vos ord5ei4 ,v-se cl>am5te que toda a jurisdia que ,*ri/o deu sua ,igreja1 se r$uz a ens9> os preceitos d seu ,evangelho1 e a adm9i/r> os ,sacram5tos1 inclu9dose todos na base delles1 que he o bautismo4 ,mas e/a jurisdia toda se r$z aos b5s espirituais1 graa1 santificaa das almas1 e vida et]na2 porque ,*ri/o decl>\ elle mesmo que o seu ,imp]io nam era de/e mundo1 nem sobre z aco5s ext]iores dos hom5s4 ,recuz\ s] arbitro entre dois ,irmas que qu]ia rep>tir a sua h]ana1 diz5do3 ,e quem me autoriz\ a mim p>a vos julg>#bc4 ,deu tambem auctoridade aos ,apo/olos de absolv] os peccados1 e de neg> a absolviam aos peccadores imp5it5tes#bd4 ,e/a he a base e o fundam5to ess5cial da ,religia ,*ri/a4 ,se os ,ecclesia/icos cons]vassem e/a santa d\tr9a1 se consid]assem que o seu pod] se r$uzia todo d5tro da ,igreja sobre os ,fieis que espontaneam5te qu]ia p>ticip> aos ,my/]ios div9os1 jamais p5s>ia ca/igalos com p5as corporais1 como se tivessem cometido crimes contra o ,e/ado civil3 disproporcion&o o ca/igo1 contra o que ,*ri/o e os seus ,apo/olos ens9ra ta cl>a e ta evid5tem5te3 confundira os peccados d ,*ri/a com os crimes d ,subdito3 os peccados de ,*ri/a sa culpas m5tais contra a f1 contra a esp]ana e contra a *>idade *ri/a1 que ,*ri/o ord5\ se ca/igassem sm5te com p5as espirituais1 i/o he a p5it5cia ecclesia/ica ou a privaa da ,congregaa ,*ri/a e div9os ,my/]ios3 e/as aco5s peccam9osas sa m5tais1 e o seu ca/igo ha de s] espiritual4 ,pelo contr>io os crimes d ,subdito d ,e/ado civil sa aces ext]iores1 como mat> e r\b>1 sa aco5s que p]turba o v9culo d ,e/ado civil1 e o ca/igo proporcionado ha de s] nos b5s1 na honra e na vida4 ,mas e/a santa policia ecclesia/ica logo se alt]\ tanto1 que ,con/ant9o ,magno e os seos successores d]a jurisdia aos ,bispos1 e dotra z ,igrejas com b5s moveis e de raiz3 tanto que lhes conc$]a ens9> publicam5te nas escolas d ,e/ado1 logo tomra a si a re=ma dos co/umes da ,republica1 e todo o ens9o da ,mocidade4 ,mas quem diss]a no pr9cipio d ,,iv seculo que d ,sacram5to da p5it5cia havia de sahir aquelle pod] dos ,ecclesia/icos que fundra p\co a p\co at o seculo ,,xii hua ,mon>*ia d5tro d ,e/ado civil8 ,quem p5s>ia enta que d mesmo ,santo ,sacram5to havia de sahir os abuzos das ,indulg5cias1 z ,rom>ias1 z ,cruzadas1 p>a conqui/> a ,t]ra ,santa1 z ,ord5s ,milit>es1 os de/]ros1 excommunho5s1 com aquellas t]riveis clauzulas1 confiscaam de b5s1 incapacidade de s]vir c>go publico1 nota de infamia1 prizam1 relax> ao brao ecclesia/ico8 ,mas qual s]ia a causa porque os ,pr9cipes cons5tira a tanta usurpaa da sua auctoridade e jurisdia8 ,p]mitame ,v4 ,illu/rissima1 indag> com algum cuidado1 z cauzas de ta notaveis alt]ao5s no ,e/ado civil e na policia ,ecclesia/ica desde o seculo ,,iv at o ,,xii porque me p>ece necess>io e/eja in=mados d'ellas na s aquelles que ha-de execut> z ,ord5s de ,s4 ,maje/ade em consequ5cia d seu ,alv> sobre os ,e/udos1 mas tabem os que ha de e/ud> o que n'elle se ord5a4 ,todos confessa pellos monum5tos que temos na hi/oria1 que o ,imp]io ,romano foi subjugado e desp$aado pelas ,nao5s ,b>b>as d ,norte1 e que de/es de/roos se =mra z ,republicas de ,italia1 e z ,mon>*ias de ,frana e ,espanha4 ,a politica de/as ,nao5s1 antes da ,conqui/a1 e depois que fundra os seos ,e/ados1 se r$uzia a premi> o mais val5te e o mais ouzado com os primeiros c>gos d ex]cito1 com propri$ades de t]ras1 e com z primeiras honras daquellas ,mon>*ias2 e/as ,nao5s por natureza caadoras1 vivia d r\bo e de rap9a2 na conhecia a agricultura1 o com]cio1 z artes1 nem z sci5cias como base d ,e/ado civil3 e/as ,mon>*ias se gov]nava como hum ex]cito sempre acampado1 prompto p>a acomett]1 subjug> e conqui/>1 porque a sua cons]vaa e o seu augm5to dep5dia d que conqui/ava sobre z ,nao5s v5cidas1 que era aquellas que dep5dia d ,imp]io ,romano3 assim a val5tia e o es=o1 era a sua base fundam5tal4 ,todas z suas leis e co/umes t5dia p>a cons]v> e augm5t> aquella =a e aquella ouzadia1 p>a v5c] e conqui/>4 ,depois de feita a conqui/a1 t9ha seos concelhos g]ais que *amava ,p>lam5tos1 que em ,espanha se *amra ,cortes1 nas quais t9ha ass5to os ,g5]ais e os ,(ficiais da primeira di/9a4 ,ali se rep>tia z t]ras1 z ,prov9cias1 z ,com>cas1 z ,cidades1 e z ,villas1 com os seos t]mos1 pelo ,mon>*a e pelos ,g5]ais4 ,pelas leis decretadas n'aquellas ,cortes1 ao ,s5hor da t]ra ou ,cidade se dava pod] sob]ano nos povos que a habitava3 t9ha a ,jurisdiam de vida e morte1 na honra e nos b5s2 de tal modo que ficava despido o ,mon>*a de toda a ,jurisdia que devia t] naquelles ,subditos2 que vemos a9da hoje em ,frana de algum modo1 e em ,ca/ella e ,portugal a9da se cons]va o nome ,s5hor de b>ao e cutello4 ,dava e/as ,cortes aquellas t]ras em ,feudo1 que qu] diz] que o ,possuidor s]ia obrigado em tempo de gu]ra vir em pessoa s]vir com os seos villo5s no num]o1 propora das t]ras de que era ,s5hor3 sm5te os desc5d5tes ,v>o5s depois de faz] nova om5agem ou ob$i5cia1 podia possuir e/as t]ras4 ,ellas era consid]adas p]t5c]em ao ,e/ado2 e pagava som5te no s]vio da gu]ra2 e n5hua outra decima1 peita1 nem sisa pagava ao ,mon>*a1 nem ao ,e/ado4 ,a nossa ,ley ,m5tal teve aqui a sua origem3 s p]mittia possuirem z t]ras da ,coroa1 aquelles que podia s]vir na gu]ra2 depois por graa e favor dos ,reys1 veyo o sexo a goz> de/es dons da ,coroa1 como os ,v>o5s4 ,os ,bispos e os ,prelados os possuem hoje sem irem gu]ra1 como hia at o anno #adjj2 e a9da na paga c\za algua e/as t]ras ao ,e/ado4 ,os co/umes de/es ,imp]ios ,godos todos se r$uzia a faz] o corpo robu/o pela caa1 por esc>amuz1 alcancias1 torneos e ju/as1 fe/as onde a ambia de s] applaudido pelo sexo teve muita p>te3 na necessitava a con/ituia d ,imp]io simplesm5te milit>1 naquelles tempos sem polvora1 e sem =tificao5s regul>es1 de outra sci5cia1 mais d que d valor e da =a2 e p>a adquirir e/as qualidades se empregava toda a ,mocidade3 na sabia l] nem escrev]1 e desprezava todas z sci5cias3 z sup]/io5s1 os ag\ros1 os vas progno/icos da ,a/rologia1 como prosapia legitima da ignorancia1 occupava g]alm5te os animos d povo e da ,nobreza1 apez> de tantos ,concilios que prohibira todos e/es abusos4 ,he hoje maxima inconte/avel que os bons ou maos co/umes de hua ,naa1 a sua sci5cia e valor dep5dem das leis da ,mon>*ia1 d trato e d emprego dos ,gr&es1 e da ,corte que os dom9a4 ,muitos de/es ,mon>*as1 logo no pr9cipio da conqui/a d ,imp]io ,romano1 abraara a ,religia ,*ri/a2 pelo discurso d tempo todas e/as ,nao5s ,b>b>as1 que ou era ,g5tias1 ou infectadas com a h]esia de ,arius1 vi]a ,*ri/as ,ca?olicas2 como dom9ava e gov]nava aos ,*ri/as antigos1 entrava a possuir os c>gos da ,igreja1 sem repugnancia dos ,bispos2 todos era ,*ri/as1 e hum ,bispo ,godo ou ,cl]igo1 era de ta bom sangue1 como um ,italiano ou ,ca/elhano4 ,mas os ,bispos1 os ,cl]igos e os povos conqui/ados tomra os co/umes dos ,mon>*as e dos ,gr&es daquellas ,mon>*ias4 ,os ,bispos tiv]a tabem t]ras d ,e/ado em lotaa1 e tabem muitos ,prelados de ,conv5tos2 t9ha a jurisdia ou m]o ,imp]io1 sobre os seos villo5s1 d mesmo modo que a t9ha os ,nobres3 t9ha tabem ass5to em ,cortes porque era ,s5hores de t]ras e s\b]a nellas adquirir o primeiro ass5to2 vi]a ,condes e ,duques1 como se v hoje em ,allemanha1 e no ,conde d',arganil ,bispo de ,coimbra2 vi]a os ,bispos e os ,prelados ,gu]reyros1 porque aceitava os ,s5horios com essa condia de s]vir pessoalm5te na gu]ra com os seos villo5s1 o que comprira at anno #adjj2 z suas t]ras na pagava c\za algua ao ,e/ado1 na porque p]t5cia ,igreja2 mas porque era dadas com obrigaa de s]vir na gu]ra o ,possuidor1 d mesmo modo que os ,s5hores ,secul>es z possuia4 ,vi]a os ,bispos e os ,prelados caadores1 dissipadores1 banquete&o1 su/5t&o ,cavallos1 cons]v&o num]osa familia2 e como lhes era preciso faz] frequ5tes jornadas1 huz vezes p>a assi/ir nas ,cortes1 outras nos ,concilios1 que at o anno #hjj se celebrava cada anno1 e z vezes duas1 no mesmo espao de tempo con=me o primeiro ,concilio de ,nicea no pr9cipio d ,,iv seculo1 tal excesso dissipra os b5s da ,igreja que t9ha em feudo1 ou por e/a obrigaa de faz] jornadas1 ou pela vida dissoluta milit>1 que foi prohibido por ,concilios que os b5s da ,igreja fossem inali5aveis1 e de/a origem he que veyo aquelle de/rutivo inv5to p>a o ,e/ado de se e/abelec]em os ,morgados1 cujas t]ras applicadas a hua capella sa inali5aveis1 como z dos ,cabidos e dos ,conv5tos4 ,a ignorancia de/es ,mon>*as na politica1 consid]&o todos z ,nao5s viz9has por inimigas1 e na conhec5do n5hum ,direito das ,g5tes2 a ignorancia dos ,g5]ais1 e dos seos ,conselheyros na conhec5do pr9cipio algum d ,e/ado civil1 nem das obrigao5s da ,soci$ade1 na sab5do l]1 nem escrev]1 se espalh\ pelos ,ecclesia/icos2 ficra e/es por tanto com os conhecim5tos necess>ios p>a adm9i/r> os ,sacram5tos1 ens9> os povos na d\tr9a *ri/a1 e ens9> nas ,escolas das ,ss1 e dos ,conv5tos2 i/o he que sabia l]1 escrev]2 e aquella l+oa lat9a corrupta1 que se ext5deo at o anno #addj2 porque ne/a se escrevia at o anno #abbj todas z resoluo5s das ,cortes1 todos os processos1 e dem&as2 e el ,rey ,dom ,d9is foi o primeyro ,rey de ,portugal que ord5\ se processasse em ,portugues1 e na na l+oa lat9a4 ,e/a sup]ioridade no sab]1 a9da que mui limitada1 comp>ada com o sab] dos ,reis e dos seos ,gr&es1 valeo aos ,ecclesia/icos s]em ,s5hores de todas z disposio5s das ,mon>*ias em ,frana1 ,italia e ,espanha1 e mais p>ticul>m5te1 porque t9ha ,escolas donde toda a ,mocidade era educada4 ,vejamos os rodeos que fes ne/as ,mon>*ias o viciozo circulo da ignorancia1 e na nos admir>emos enta d atrevim5to que tiv]a os ,ecclesia/icos de dom9> os ,reis e de deplos4 ,como ne/as ,mon>*ias cada anno se celebrava ,cortes1 e como nellas se delib]ava o que era necess>io p>a cons]valas e augm5talas2 como ali se nomeava os ,embayxadores2 se despa*ava z graz1 se resolvia os ca/igos1 era necess>ios ,conselheyros1 ,secret>ios e outros c>gos que s\bessem l] e escrev]1 e aquellas leis e co/umes que se obs]vava naquelles ,imp]ios4 ,mas entre todos os que t9ha ass5to naquellas ,cortes1 som5te os ,bispos1 e os ,prelados1 porque sabia escrev]1 podia s]vir e/es empregos3 daqui he que vemos aquelles ,concilios de ,tol$o1 de ,sevilha e de ,mila1 s]em hua compilaa de leis civis e ecclesia/icas2 porque os ,bispos era os unicos que r$igia por escrito e/es actos2 nada se fazia sem seu p>ec]1 e tudo se publicava e decretava pelo seu voto e approvaa#be2 mas na som5te nas ,cortes t9ha o primeiro log> e voto os ,ecclesia/icos1 elles era os primeiros ,conselheiros nas ,cortes dos ,reis1 os ,*ancel]es1 os ,juizes1 os ,m$icos1 os ,embayxadores2 os ,cl]igos era ,secret>ios1 os ,not>ios publicos1 os ,advogados2 emfim tudo o que era necess>io escrev] ne/as ,mon>*ias at o seculo ,,xii o adm9i/rava e executava os ,ecclesia/icos4 ,no ,concilio de ,tol$o t]ceyro celebrado no anno #ehi1 no tempo del ,rey ,rec>$o1 se ord5a que os ,bispos celebrem hua vez por anno ,concilio1 e que nelle assi/a os ,int5d5tes del ,rey1 p>a apr5d]em da boca dos ,bispos1 como devia gov]n> os povos1 e que elles s]ia os ,inspectores#bf4 ,como era co/ume d'aquelles tempos m&>em os ,reys cri> seos ,filhos nos ,conv5tos dos ,frades1 j se sabe que os ,filhos dos ,cortezo9s t]ia o mesmo ens9o e educaa2 e como toda a ,nobreza por co/ume1 por vangloria1 e sobre tudo por int]esse1 imita com go/o1 a9da os mesmos vicios dos ,mon>*as1 bem se pode consid]>1 que se reputria felizes os ,nobres que tiviessem aquella educaa3 j vimos assima o que se ens9ava ne/as ,escolas3 no tempo de ,c>los ,magno e de seos ,filhos e/ava tanto em voga o ,canto ,gregoriano que nelle se consumia a mayor p>te d tempo2 h\ve repetidos dezafios entre os ,musicos ,italianos e ,francezes#bg1 e na se desprezra os ,reis entr> ne/a cont5da1 porque a sua educaa t9ha sido a mayor p>te ne/e ex]cicio4 ,enta he que vi]a os ,reis e z suas ,cortes ignorantissimas1 crueis1 falsas e sup]/iciozas3 o ens9o na t9ha sido mais1 que faz] o corpo robu/o e ouzado2 e z pot5cias da alma embebidas som5te p>a v5]>em os ,ecclesia/icos que t9ha sido seus ,me/res2 e/es ja ignorantes1 como vimos1 ja sob]bos1 poisque era e que vivia como ,s5hores1 j ,s5hores das resoluo5s das ,cortes e de todas aquellas que occorria em todo o ,reyno1 bem podemos v] cl>am5te a origem de todas aquellas cont5das que h\ve entre os ,ecclesia/icos1 e os ,reis e ,imp]adores at o anno #acej4 ,deploremos com o ,imp]ador ,diocleciano#bh1 o ,e/ado dos ,reis que tem maos ,conselheiros1 mas a9da muito mais aquelles que tiv]a som5te por ,me/res os ,ecclesia/icos naquelle tempo que havia de apr5d] a obrigaa de ,rey e de ,subdito4 4 ,cont9a a mesma ,mat]ia ,ja os ,ecclesia/icos era os arbitros nos ,gab9etes dos ,reis e dos ,emp]adores ,*ri/as1 ja era ,sob]anos nas ,cortes1 onde por direito da ,mon>*ia t9ha ass5to2 ja t9ha jurisdia civil nos povos dos seos ,bispados#bi2 ja todos os ,cl]igos e/ava empregados nos c>gos civis2 ja t9ha univ]salm5te a educao de toda a ,mocidade1 at os filhos dos ,reis sua conta2 t9ha a correa dos ,co/umes1 como d seu c>go e da sua obrigaa decretada1 por v>ios ,concilios ,prov9ciais1 quais sa os de ,braga1 ,tol$o#cj1 ,sevilha1 ,s>agoa1 e inf9idade de outros celebrados em ,frana1 ,+lat]ra1 ,allemanha e ,italia2 mas e/es ,concilios na era univ]sais1 nem s]via de ley na ,igreja2 era necess>io aos ,ecclesia/icos leis univ]sais que toda a *ri/&ade v5]asse1 que toda a *ri/&ade temesse1 e que cada *ri/a1 fosse ca/igado se z quebrantasse3 ja a ,mon>*ia ,ecclesia/ica e/ava e/abelecida1 mas na t9ha leis politicas p>a gov]n>se3 app>eceo no fim d ,,viii seculo ,isidoro ,m]cator1 com z suas falsas ,decretais#ca que todos os ,ecclesia/icos seguira por v]dadeyras naquelles tempos1 a tal excesso que ,graciano no seu ,decreto na s se funda nellas1 mas a9da enxirio e adiant\ aquella d\tr9a4 ,vejamos e/a jurisprud5cia nova desconhecida aos santos ,apo/olos e seos successores1 at o fim d ,,viii seculo4 ,que na he p]mittido celebr> ,concilio algum sem p]misso d ,papa#cb4 ,que os ,bispos na podia s] julgados def9itivam5te que pelo ,papa som5te#cc4 ,que na som5te qualqu] ,bispo1 mas todo o ,cl]igo1 ou ,*ri/a leygo1 que se vio vexado por pot5cia alguma secul>1 ou ecclesia/ica1 pde em todas z occasio5s appell> p>a o ,papa#cd4 ,o ,decreto de ,graciano adiant\ mais e/as pr]ogativas1 diz5do3 ,que os ,papas na e/ava1 nem devia e/> sometidos aos ,canones da ,igreja#ce4 ,que os ,cl]igos na podem s] julgados pelos ,juizes leygos em n5hum cazo#cf4 ,que o ,sacram5to da ordem imprime hum c>act] indelevel no ,cl]igo ou ,sac]dote1 s5do que pelos ,canones dos ,apo/olos#cg o ,cl]igo ladra ou man*ado com crimes publicos1 era depo/o d ,sac]docio1 e ficava no e/ado de leygo1 como qualqu] ,subdito d ,e/ado2 practica da ,igreja ,grega at o dia de hoje4 ,he v]dade que z ref]idas leis nunca =a conhecidas nem seguidas pelos ,tribunais de ,frana at o dia de hoje2 mas nos ,dom9ios de ,italia e das ,espanhas e/a nova jurisprud5cia foi abraada e seguida nos seos ,tribunais at os nossos tempos4 ,ja a ,mon>*ia ,ecclesia/ica e/ava def5dida e =tificada por e/as leis1 e os ,bispos cada dia adiantava e/a auctoridade nos seos ,bispados de mil modos2 todas z cauzas onde podia hav] peccado1 todos os contractos ou ,tratados de paz entre ,pr9cipes1 onde concorria juram5to2 todas z promessas ou votos1 onde se podia incorr] em peccado1 todas dep5dia d ,tribunal ,ecclesia/ico3 de/a origem vi]a aquellas cauzas mixti=i que recebem e seguem z nossas ,ord5ao5s#ch4 ,e de/e modo ficra os ,tribunaes secul>es1 p>a execut> o que os ,ecclesia/icos s5t5ceava#ci4 ,at o anno #adjj1 lemos na ,hi/oria ,ecclesia/ica e ,pr(ana tantas cont5das e tantas disputas entre os ,papas1 e os ,reis e ,emp]adores3 se hum ,rey tirava z t]ras a hum ,bispo que t9ha em ,feudo1 ou =o1 porque na compria com a obrigaa de ir a gu]ra2 se o obrigava a pag> algum equival5te1 o ,bispo appellava p>a o ,papa2 o summo ,pontifice ou nomeava hum ,legado1 ou m&ava hum a lat]e1 p>a decidir a cont5da2 daqui z concordias#dj sempre feitas com dim9uia d ,direito da ,mage/ade4 ,na entr>ei na desolaa que cauzava hum ,legado a lat]e1 por onde passava com ,comitiva de ,pr9cipe su/5tado1 cu/a dos povos1 por onde passava1 pres5teado pelos cont5dores1 e bem pagos exorbitantem5te os seos ,cancell>ios4 ,se os ,reis qu]ia def5d] os seos povos das vexao5s das excommunho5s dos ,p>ro*os e daquellas dos ,bispos1 e/es appelava p>a o ,papa2 nova cont5da1 e logo trazia consigo os ,legados1 e cada cont5d5te da sua p>te ,!ologos1 que =a de syllogismos provava que os ,reis na t9ha raza#da1 e que o summo ,pontifice era o ,rey dos ,reis1 e que lhe =a dadas duas ,espadas1 huma p>a julg> z cauzas espirituais1 e outra p>a z temporais4 ,de/a pret5dida auctoridade veyo s] o ,emp]ador ,h5rique ,,iv1 e nosso ,rey ,dom ,san*o segundo *amado o ,capello1 depo/o d ?rono1 e os seos ,subditos absolvidos d juram5to de fidelidade4 ,no anno #fhj se celebr\ o ,concilio de ,tol$o ,,xii4 ,nelle foi depo/o el ,rey ,vamba por #ce ,bispos1 quatro ,abbades e #ae ,s5hores4 ,era o co/ume que se hum cahia enf]mo1 e p]dia conhecim5to1 deitava-lhe o habito de ,frade por p5it5cia2 se v9ha a si1 ficava ,frade2 assim suc$eo a el ,rey ,vamba3 v5dose ,frade decl>\ por successor a ,ervigio1 e foi reconhecido por ,rey ne/e ,concilio#db4 ,mas na acab>ia ta depressa1 ,illu/rissimo ,s5hor1 se quizesse abrevi> o que se l na ,hi/oria ,ecclesia/ica desde o seculo oitavo at o anno #adjj3 deyxo e/a mat]ia a quem quiz] l] com cuidado1 les ,disc\rs sur l',hi/oire ,ecclsia/ique1 p> ,m4 l',abb de ,fleury4 ,p>is4 #b vol4 9 #h4o 4 ,como os ,ecclesia/icos introduziram gov]n> os ,e/ados ,ca?olicos1 pelas ,congregao5s dos primeiros ,*ri/aons1 e pelas ,regras dos ,conv5tos ,bem me p]suado1 ,illu/rissimo ,s5hor1 consid]&o o cl>o juizo de ,v4 ,illu/rissima que me na accuz>1 que tomo mais a peito relat> os abuzos dos ,ecclesia/icos1 d que trat> da ,educao ,politica1 que prometi no pr9cipio de/e papel3 porque o meu int5to s5do p>a demon/r> que he p]judicial ao ,jus da ,mage/ade e ao bem d ,reyno1 que os ,ecclesia/icos seja os ,me/res da ,mocidade1 de/9ada a s]vir a sua patria no tempo da paz e da gu]ra1 p>eceome mui necess>io trat>1 tabem que assim1 como os ,ecclesia/icos na tem legitimam5te pod] algum nem jurisdia que no espiritual sobre os ,fieis d5tro da ,igreja1 que d mesmo modo1 na tem auctoridade alguma p>a ens9> a ,mocidade1 que puram5te na d\tr9a *ri/a3 porque ,v4 ,illu/rissima vio assima que a jurisdia1 que ,*ri/o deu aos ,apo/olos foi som5te espiritual2 que os m&\ prg> o ,evangelho1 i/o he ens9> a d\tr9a *ri/a1 e a bautiz>1 i/o he adm9i/r> os sacram5tos1 com pod] de lig> e desat> con=me ent5dessem3 e que como he abuzo notorio que os ,ecclesia/icos ext5dessem a jurisdia espiritual que lhes p]t5ce1 at suffoc> e absorb] quasi toda a jurisdia politica e civil1 assim he abuzo1 e p]juizo ,mon>*ia1 que elles ens9em a ,mocidade de/9ada a s]vir a sua patria4 ,e p>a que ,v4 ,illu/rissima julgue se t5ho fundam5to no que digo1 qu]o em breves palabras mo/r>-lhe que todo o mal que temos exp]im5tado desde o pr9cipio da ,mon>*ia provem3 ,que os ,ecclesia/icos quiz]a1 como ,con/ant9o ,magno1 gov]n> os ,reynos e os ,imp]ios1 pelas regras e leis das primeiras ,igrejas e ,conv5tos1 que sa puram5te espirituaes2 na att5d5do ao ,sagrado d ,e/ado civil1 nem sua indep5d5cia3 na att5d5do que todo o seu pod] he sobre os ,*ri/as1 e nunca sobre os ,subditos d ,e/ado4 ,a pr9cipal maxima que s]vio aos ,ecclesia/icos de ext5d] a sua jurisdio sobre os leigos1 foi a segu9te3 ,que a ,igreja em virtude d pod] das *aves de ,san ,p$ro1 tem direito de conhec]1 e julg> de tudo aquillo que he peccado1 p>a e/> inteirada se deve absolv] delle o peccador1 ou neg>-lhe a absolvia3 e como 7cont9a l',abb de ,fleury1 ,disc\rs ,,vii1 page #bbd7 em qualqu] conte/ao por int]esses temporais1 ord9>iam5te hua das duas p>tes def5de hua pret5a inju/a1 e z vezes ambas ellas2 e que e/a inju/ia he peccado2 daqui he que conclia que p]t5cia e/a cauza ao ,tribunal ,ecclesia/ico3 por e/a maxima os ,bispos vi]a 7a s]7 os ,juizes de todas z dem&as e de todos os processos dos seus ,bispados1 e os ,papas de todas z gu]ras entre os ,sob]anos2 qu] diz] que de/e modo o ,papa era o unico ,sob]ano no mundo#dc4 ,i/o he qu]]em os ,ecclesia/icos gov]n> z ,mon>*ias pelas leis d ,sacram5to da ,p5it5cia2 o ca/igo dos peccados sa z p5it5cias ecclesia/icas#dd3 os ca/igos aqui sa espirituais1 que os ,fieis va busc> d5tro da ,igreja p>a remirem os seos peccados3 confundira os ,ecclesia/icos a jurisdia espiritual1 com a jurisdia civil1 e quiz]a gov]n> o ,reyno pela auctoridade daquella3 como os ,bispos depois d ,,vi seculo vi]a 7a s]7 ,s5hores de t]ras com jurisdia civil nos povos dos seus ,bispados1 como vimos assima1 t9ha cadeas e julgava z cauzas ecclesia/icas com p5as corporais4 ,de/a mi/ura de jurisdia ecclesia/ica e secul> nos mesmos ,bispos ou ,prelados1 veyo aquelle pod] que se arrogra s]em tutores dos orphas e das viuvas1 a9da mesmo das ,ra9has e dos ,pr9cipes4 ,no pr9cipio da ,*ri/&ade cu/umava os ,bispos por c>idade amp>> os orphas e z viuvas1 na som5te soccorr5doas com os alim5tos de que necessitava1 mas def5d5doas das vexao5s que lhes int5tava os secul>es4 ,e/5d]a e/a c>idade *ri/a a r$uzila em direito de pr em depozito e a sua ordem os b5s das viuvas e dos orphas1 e 7a7 e/>em debayxo da sua tutela1 que mant9ha pelas leis civis4 ,t9ha o mesmo pod] nos b5s dos ,romeiros e no dos ,cruzados ,t]ra ,santa1 e nos hospitais dos leprosos1 e nos b5s de/es que ficava ord9>iam5te s ,igrejas se v9ha a morr] os legitimos propriet>ios4 ,a santa e exempl> vida dos primeiros ,bispos fez nac] a v5]aa que t9ha nelles os primeiros ,*ri/as3 se entre elles havia cont5das1 porque huma das p>tes na comprio o pacto1 ou contracto que concordra2 nas alt]ao5s que sobrevem nos ,matrimonios1 ou na execua dos ,te/am5tos1 escolhia e/es ,prelados por arbitros1 que a*ava ta ju/os1 que =a pref]idas z suas s5t5z1 quellas das ju/iz dos ,emp]adores1 debayxo d qual ,dom9io vivia4 ,z leis de ,con/ant9o1 de ,arcadio1 de ,!odosio e ,ju/9iano1 p]mitira e/a practica1 e a =tificra por leis a seu favor3 mas qu&o os ,bispos se vira ,s5hores de t]ras com jurisdia civil1 vi]a arbitros na por c>idade1 mas por direito1 e decretra em muitos ,concilios1 que no mesmo tempo era ,cortes1 que em todos os ,contractos1 ,matrimonios e te/am5tos1 adonde havia juram5to1 ,sacram5tos1 ou promessa de obras pias1 que todas e/as transaco5s era da sua jurisdia2 t9ha a seu c>go t] cuidado dos dottes e das arras em cazo de adult]io1 e no e/ado dos filhos que proc$ia de/e matrimonio1 p>a julg> se era espurios ou legitimos4 ,por cauza das obras pias expressadas nos te/am5tos1 e/ava det]m9ado nas ,cortes de judicatura ecclesia/ica1 que todos fossem feitos diante dos ,p>ro*os2 e os ,bispos obrigava aos te/am5teyros d>lhes conta se e/ava executados1 e todas z m&as satisfeitas2 daqui v9ha que os ,ecclesia/icos fazia todos os inv5t>ios1 e que levantava os sellos nos depositos1 c4 ,dilat>a e e/5d]a a jurisdia ,ecclesia/ica1 que s t9ha legitimam5te d5tro da ,igreja1 a ca/ig> com p5as civis todas z aco5s crim9ozas que (f5dia a ,religia2 a h]ezia1 a blasphemia1 a s*isma1 a uzura1 o concub9ato1 e outros mais cazos *amados mixtif=i 7sic7#de4 ,ja notamos assima que e/es mesmos t9ha naquellas ,congregao5s dos ,*ri/as sua conta a inspeca dos co/umes3 depois que os ,emp]adores ,romanos abraara o ,*ri/ianismo1 por v>ias leis1 e pr9cipalm5te pelas d ,codigo#b ficra debayxo da sua direca os ,co/umes1 e a hone/idade publica4 ,se os ,pais ou os ,s5hores qu]ia pro/ituir z suas filhas ou ,escravos1 podia e/es implor> a protea d ,bispo1 p>a cons]v> a sua inoc5cia3 os ,bispos juntam5te com o ,magi/rado cons]vava a lib]dade aos ,engeitados4 ,na se podia eleg] ,tutores ou ,curadores dos m5ores ou dos ,m5tecaptos sem int]v5a dos mesmos ,prelados3 era tabem da sua obrigaa visit> huma vez por semana z prizo5s2 in=m>em-se da cauza da priza1 e advirtirem os ,magi/rados de comprir com elles a sua obrigaa1 e em cazo de neglig5cia d>em p>te ao ,emp]ador4 ,j vimos de que modo os ,bispos e os ,papas quiz]a gov]n> z ,mon>*ias pelas leis e pelas regras dos ,conv5tos2 agora v]emos com que p5as os ca/igava2 se era com aquellas primitivas espirituais1 que se r$uzem a p5it5cia1 ou z corporais1 nos b5s1 na honra e na vida1 como ca/iga o ,e/ado ,civil4 ,ja notei assima1 fundado nos ,auctores ,ecclesia/icos1 que qu&o o peccador espontaneam5te buscava o ,sacram5to da p5it5cia1 que compria aquella que o ,confessor lhe impunha2 e que de/e modo reconciliado tornava a goz> da communicaa dos ,fieis1 e p>ticipaa dos ,div9os my/]ios4 ,ne/es primeiros tres seculos da ,*ri/&ade1 e/ava na livre vontade de cada ,*ri/a confess>se3 os ,bispos1 ou ,p>ro*os na obrigava1 nem t9ha pod] algum p>a obrigalos a desobrig>emse da qu>esma1 nem em outro qualqu] tempo1 som5te no cazo que e/e peccador cauzasse esc&alo ,congregaa dos fieis1 ou que dogmatizasse contra a ,religia revelada e e/ablecida1 nesse cazo os ,bispos lhe negava a entrada naquelles santos lug>es1 p>a imp$ir o contagio que se podia communic> aos mais3 r>issimas vezes excommungava1 e antes cons5tia com c>idade que tornasse p>a o g5tilismo1 d que *eg> a tal excesso de excommung> hum peccador que esc&alizava4 ,mas logo que os ,bispos se vira com ,jurisdia que lhes conc$]a os ,emp]adores ,romanos1 logo que se vira ,s5hores de t]ras com ,jurisdia ,civil1 dilat>a aquella p5it5cia espiritual1 conv]t5do-a em ca/igo corporal1 com p]da de b5s1 com infamia4 ,no ,,vii ,seculo os ,bispos de ,espanha#dg v5do que muitos peccadores na v9ha somet]se ao ,tribunal da p5it5cia1 se queyxra nas ,cortes de/a omissa1 e supplicra aos ,mon>*as de os =ar pelo brao secul>4 ,practica desconhecida at li na ,igreja1 e que a9da na he conhecida hoje em ,frana3 e com raza1 porque de/e modo de proc$]1 se seguem cada anno inf9itos sacrilegios4 ,em ,portugal e ,ca/ella he obrigaa de desobrig>se todo o adulto pela ,qu>esma2 se na se desobriga he p]seguido por monitorios1 e por ultimo excomungado2 se cont9ua hum anno ne/e e/ado1 he reputado pelo ,tribunal ,ecclesia/ico por h]eje1 enta toma conhecim5to de/e cazo a ,inquizia1 process&o-o segundo z disposio5s d seu ,directorio4 ,de/e modo he que d ,sacram5to da ,p5it5cia fiz]a hum ,tribunal ,civil1 gov]n&o o ,e/ado pelas leis das ,congregao5s dos ,fieis1 e dos ,conv5tos4 ,mo/rase mais vizivelm5te e/a int5a dos ,ecclesia/icos em ,portugal e ,ca/ella1 e em alguz p>tes de ,italia1 pelo que v\ a relat>4 ,cu/umava a antiga ,igreja impr p5it5cias por muitos annos por hum peccado habitual1 como vimos assima1 e s de/e modo he que se conciliava com a ,congregaa dos fieis4 ,mas no cazo que re9cidisse no mesmo peccado1 no cazo que e/e peccador espontaneam5te fosse busc> o rem$io a sua culpa no ,sacram5to da ,p5it5cia1 a discipl9a daquelles tempos lhe refusava totalm5te confess>se3 dali por diante se lhe negava a ,communicaa dos ,fieis1 e p>ticip> aos ,my/]ios ,div9os4 ,mas e/e peccador fra da ,igreja na era vexado1 nem p]seguido1 nem ficava excommungado4 ,corr]a os tempos1 mitig\se a sev]idade de/a discipl9a1 e j se admitia os que re9cidia nas mesmas culpas1 ao ,sacram5to da ,p5it5cia1 como tabem aos mais ,sacram5tos4 ,no ,,xiii seculo1 pelo ,concilio de ,n>bone#dh1 os ,inquisidores obs]vra com os ,albig5ses h]ejes1 a mesma sev]idade da ,primitiva ,igreja1 na admit9do ,confissa ,sacram5tal o peccador que re9cidisse no mesmo peccado2 mas aquelle ,tribunal1 como hoje o de ,portugal e ,ca/ella1 na se cont5tava uz> com aquelles relapsos da mesma pi$ade e mod]aa1 como uzava os antigos ,prelados4 ,relaxava ao brao secul> com infamia e p]da de b5s1 como fazem hoje z ,inquizio5s de ,ca/ella e ,portugal1 priv&oos mesmo na ora da morte d ,sacram5to da ,eu*>i/ia1 a9da que prote/em morr] na ,ley de ,*ri/o4 ,de onde se v cl>am5te que os ,ecclesia/icos gov]na a9da hoje o ,e/ado ,civil pelas ,regras das ,congregao5s ,*ri/as1 v-se cl>am5te que s no ,tribunal da ,inquisia fic\ e/a practica de na admitir a p5it5cia1 o que re9cidio no peccado1 porque e/e ,tribunal tem por executores1 sem vi/as dos ,autos e das ,s5t5z1 os ,magi/rados#di4 ,gov]na o ,e/ado ,civil1 tabem com z ,regras das primitivas ,igrejas e ,conv5tos admit9do a ,intol]ancia ,civil1 pondoas em todos os ,tribunais ,ecclesia/icos e ,secul>es1 como base e fundam5to da ,religia e da ,mon>*ia4 ,vejamos os fundam5tos de/a ,ley ta auctorizada1 contra a qual n5hum ,magi/rado1 nem ,rey ,ca?olico jamais se atreveo faz] a m9ima objeca4 ,era ju/o1 era santo que naquellas primitivas ,igrejas d ,*ri/ianismo1 nas quais os ,*ri/as vivia em communidade1 todos con=mes pela ,ley de ,*ri/o na mesma f1 c>idade1 e pureza de coraa1 com os b5s em commum1 como he a practica dos ,conv5tos1 vivessem todos nas mesmas ideas1 e p5sam5tos sobre os ,my/]ios de f1 conhec5do1 e rev]5ci&o a ,missa de ,jesus ,*ri/o3 era ju/o que aquelle *ri/a que na p5sava assim1 que dogmatizava contra a ,d\tr9a e/abelecida1 ou que na frequ5tava a ,igreja1 viv5do ao mesmo tempo em peccado publico1 que se lhe negasse a entrada naquella ,congregaa1 e a p>ticipaa aos soccorros c>itativos1 e aos ,my/]ios ,div9os4 ,que assim vivia os ,*ri/as1 ,clem5te de ,alex&ria1 ,orig5es1 e ,t]tuliano1 e outros muitos ,padres o relata3 ,pl9io mesmo ,g5tio#ej1 em hua c>ta que escreve ao ,emp]ador ,trajano o diz ta cl>am5te1 que he o mayor elogio da primitiva ,*ri/&ade3 era ju/o ento que fossem os ,*ri/as intol]antes1 e que entre elles na cons5tissem algum ou ,scismatico1 ou ,h]eje4 ,d mesmo modo que hoje approv>iamos que hum ,gu>dia mettesse em hum c>c]e1 a pa e agoa1 aquelle ,frade que na compria com a ,regra1 e que a contr>iasse de palavra1 e por escripto3 e/a ,intol]ancia1 ,ecclesia/ica1 ,frat]nal e *ri/a he fundada na natureza das soci$ades feitas por contracto1 adonde todos mutuam5te se promet]a cr]1 obr>1 e ex]cit> z mesmas c\sas1 que ne/e cazo era os artigos da f1 e os dez ,m&am5tos4 ,mas que os ,ecclesia/icos queyra gov]n> o ,e/ado ,civil e ,politico1 por e/a ,intol]ancia ,ecclesia/ica1 e que os ,reis corroborem1 e =tifiquem por leis e p5as corporais e/as ,regras das primeyras ,congregao5s dos ,*ri/as1 he o mesmo que dissolv] e arru9> o ,e/ado ,civil1 e quebr> o fundam5to e base da sua in/ituia4 ,vimos assima que qu&o o subdito d juram5to de fidelidade ao seu ,sob]ano1 cl>a ou tacitam5te1 qu&o d todo o seu cons5tim5to p>a s] regido1 e gov]nado1 que s depem no seu pod] todas z suas aco5s ext]iores1 i/o he aquella =a e vigor1 com que podia f]ir1 mat>1 furt>1 (f5d]2 fica e/es pod]es no ,sob]ano1 p>a uz> delles como a*> que convem milhor cons]vao dos seos ,subditos2 mas n5hum ,subdito se despio daquellas aco5s int]iores m5tais1 que sa qu]]1 na qu]]1 aborrec]1 cr]1 julg>1 ou na julg>2 nem jamais ficra no pod] d ,sob]ano1 qu&o recebeo o cons5tim5to univ]sal de s] ob$ecido4 ,porque da natureza d ,e/ado ,civil1 som5te z aco5s ext]iores viol5tas sa aquellas que o alt]a1 e que o podem de/ruir4 ,o am>1 aborrec]1 julg>1 ou s] m5tecapto1 no mesmo ,e/ado1 se reputa como se nunca exi/ira2 porque se na demon/ram com aco5s1 que p]turbem e arru9em a concordia da ,soci$ade ,civil4 ,no contracto entre ,*ri/a e ,*ri/a na mesma ,igreja se e/ipul\ s]em todos concordes na mesma cr5a1 na mesma f1 recit>em z mesmas orao5s1 celebr>em com o mesmo coraa os mesmos ,div9os ,my/]ios4 ,pois se z conv5o5s d ,e/ado ,civil e da ,igreja sa ta diff]5tes1 como pde s] ju/o e util p>a ambas1 que a ,intol]ancia ,*ri/a1 se e/5da a s] ,intol]ancia civil8 ,se os ,ecclesia/icos v5]assem mais os ,e/ados ,civis d que fiz]a atgora1 se os consid]assem como c\sa ,sacrosanta1 porque foi =mado com a caua da ,suprema ,div9dade1 e invocada como te/emunha1 na havia de ass5t> por maxima a ,intol]ancia ,civil1 que he a sua ru9a e a sua de/ruio4 ,mas que hade s]1 ,illu/rissimo ,s5hor1 o ,papa ,gregorio ,,vii1 no seculo ,,xii1 nas suas ,bullas e breves affirma1 e def5de z maximas segu9tes contra os ,sob]anos e contra z ,mon>*ias#ea4 ,que a ,igreja t5do toda a ,jurisdia das c\zas espirituais1 que com mais =te raza a tem de julg> z temporais4 ,que o m9imo ,exorci/a he ,sup]ior aos ,emp]adores1 pois que elle tem m&o sobre os ,demonios2 e que a ,sob]ania1 ou o (ficio dos ,reis he obra d ,demonio1 fundada na sob]ba humana2 em lug> que o ,sac]docio he obra de ,deos2 e que o m9imo ,*ri/a virtuozo1 he mais v]dadeyram5te ,rey1 que um ,rey crim9ozo1 porque e/e ,pr9cipe logo fica despido da ,sob]ania1 que j na he ,rey legitimo1 mas que vem naquelle in/ante ,tyranno1 4 ,a intol]ancia com que uz\ ,ca/ella com os ,moiros depois da conqui/a de ,gr5ada1 =m>a aquellas pot5cias da ,africa que com os seos ,cors>ios cada dia p]secuta a ,religia1 e z ,mon>*ias ,ca?olicas4 ,relat> aqui os males que fez a ,intol]ancia1 s]ia deyx> de mo/r> o que me propuz2 mas de passo direi que aquella que ,portugal desde el ,rey ,dom ,joa o ,,iii pratic\ com os ,,xx4 ,,nn4 foi a origem da p]da das ,indias ,ori5tais1 d ,e/abelecim5to da ,republica de ,holl&a1 das m>quezas de ,hamburgo1 e da gr&eza d comm]cio de ,+lat]ra4 ,a9da t5ho mais provas inconte/aveis p>a mo/r> a ,v4 ,illu/rissima que os ,ecclesia/icos gov]nra1 e a9da gov]na pela ignorancia dos ,magi/rados1 o e/ado ,civil com z suas regras1 e con/ituio5s da ,primitiva ,igreja1 e dos ,conv5tos4 ,bem se v cl>am5te pelo que ref]i d ,papa ,gregorio ,,vii que elle se consid]ava ,sup]ior a todos os ,reis1 e que todos devia pag> tributo ao ,solio ,romano1 porque s de/e ,pot5tado t9ha z suas ,dignidades4 ,viviam os ,*ri/as1 como j dissemos tantas vezes1 em commum1 som5te os v]dadeyros fieis1 como era ju/o1 p>ticipava z esmolas daquella ,congragaa ou ,conv5to4 ,se e/e ,*ri/a pela sua vida1 pelas suas palavras1 ou aco5s esc&alizava seos ,irmas1 se lhe negava os soccorros temporais e espirituais4 ,daqui sahio que com ju/ia1 som5te aos ,santos e aos ,ju/os p]t5cia os b5s temporais1 e espirituais1 e que os impios e os peccadores e/ava privados delles4 ,levantasse na ,africa a h]ezia dos ,donati/as e a p$itorio de ,s4 ,augu/9ho se executa z ,leis ,imp]iais contra os ,h]eges2 fica privados dos seos b5s1 e das suas ,igrejas3 queyxase e clama1 e o mesmo ,santo lhes responde#eb1 levado de hum santo zelo1 sem p5s> mais d que ,con/ituia da ,religia ,*ri/a1 e a ,discipl9a ,ecclesia/ica que se t9ha obs]vado nos primeiros seculos1 sem p5s> ,ley ,regia d ,imp]io1 nem ,con/ituia da ,republica de quem era subdito1 d-lhes por toda a raza que com ju/ia os priv>a dos seos b5s1 e das suas ,igrejas1 porque s os ,ju/os sa os legitimos possuidores1 e que os impios na possuem c\za algua a ju/o titulo1 e confirma e/a decisa argu9doos3 os fundam5tos que t5deis p>a def5d] b5s e ,igrejas sa a ,ley ,div9a1 ou a dos ,emp]adores3 por ,ley ,div9a e/ais privados de todo bem porque sois h]eges2 pelas ,leis dos ,emp]adores ta bem e de/e modo na t5des de que vos queyx> que de vs mesmos4 ,aqui temos a decisa de confisc> os b5s aos h]eges1 que seguio ,gratiano no seu ,decreto1 que se ens9\ e ens9a nas ,univ]sidades1 que por elle se s5t5cea z cauzas ,ecclesia/icas1 e mixti=i em todos os ,tribunaes de ,portugal e ,ca/ella4 ,admira-se todos que ,s4 ,augu/9ho s5do ta d\to1 na di/+uisse n'e/a occasia a ,con/ituia d ,e/ado ,civil1 daquella d ,e/ado ,*ri/a1 gov]nado por ,bispos1 e por ,prelados nos primeiros tres seculos4 ,dis cl>am5te que a propri$ade dos b5s1 7que o mesmo que a propria cons]vaa71 dep5de ou da auctoridade ,div9a1 ou da auctoridade dos ,emp]adores3 o que intol]avel4 ,a propri$ade dos b5s1 he ant]ior a todas z ,soci$ades2 ella he de ,direito ,natural1 como he def5d] a sua vida e a sua honra2 na dep5de a legitima posse1 e disposia d seu proprio bem1 de ley algua positiva4 ,he v]dade que os primeiros *ri/as peccadores devia s] privados dos seos b5s logo que o seu peccado era publico2 porque t9ha contractado viv] em commum1 e t9ha c$ido tudo o que t9ha communidade1 qu&o entrava nella1 practica hoje dos ,conv5tos1 onde se cons]v\ e/e modo de contract>4 ,mas no ,e/ado ,civil n+uem fez cessa de b5s ao mesmo ,e/ado antes de d> juram5to de fidelidade2 logo incoh]5te que se julguem z cauzas civis pelas leis dos ,conv5tos1 e das ,igrejas da primitiva ,*ri/&ade2 logo aquellas ,leis que priva os h]ejes dos seos b5s1 p]t5c5do ao ,e/ado como subditos1 na sa ,leis ,civis1 sa ,leis ,ecclesia/icas prev]tidas4 ,na entr>ey na especificaa daquelle proc$] viol5to que tiv]a os ,papas com os ,emp]adores ,*ri/as depois d ,,xii seculo2 bem pode ,v4 ,illu/rissima consid]>1 o que result>ia das maximas de ,gregorio ,,vii1 que ref]i assima2 bem pod] consid]> como s]ia tratados os ,mon>*as por ,innoc5cio ,,iii1 d seculo ,,xiii1 qu&o escrevia que ,deos crira duas ,luzes no ,univ]so1 hua mayor e outra m5or1 que pela primeira se ent5dia o pod] ,pontifical1 e pela segunda o pod] ,real4 ,que ,*ri/o d]a a ,s4 ,p$ro duas espadas1 hua p>a gov]n> o espiritual1 e outra o temporal4 ,com semelhantes allegorias1 que he arbitr>io conc$ellas1 ou negallas1 porque na tem outro fundam5to d que a imag9aa viva1 e z vezes viciada1 de quem z applica s c\zas s5siveis1 e/ava in/ruidos os ,me/res que ens9ava nas ,escolas1 e/ava in/ruidos os ,tribunaes1 e disgraadam5te os ,reis1 que vexados e despidos da sua ,real autoridade1 brotava em cont5das fune/as cada dia com os ,ecclesia/icos1 e por ultimo com os ,papas1 d que temos ba/antes monum5tos na nossa ,hi/oria naquellas concordias feitas com os ,reis de ,portugal desde el ,rey-,d4 ,alfonso ,,ii1 at ,d4 ,phelipe t]ceyro1 que selem em ,gabriel ,p]eyra de ,ca/ro#ec como ta bem que el ,rey ,dom ,seba/ia por ,alv> seu deu tal pod] aos ,ecclesia/icos que absorb]a o ,jus da ,mage/ade#ed4 ,na consid]ra atgora os ,ecclesia/icos a di/+uir entre o ,sagrado da ,mage/ade e entre o bauptismo de ,*ri/a3 como ,mon>*a dep5de som5te d ,altissimo ,deos1 porque he a cabea d ,e/ado1 =mado com o cons5tim5to dos ,povos que o invoc>a no acto d juram5to de fidelidade como te/emunha e caua d'aquelle facto2 na teve1 nem t] jamais o ,papa1 nem o ,*ri/ianismo1 int]v5a algua ne/e acto de =m> o ,e/ado4 ,a pessoa d ,rey he ,*ri/a1 e como tal dep5de da ,igreja1 e por consequ5cia d ,papa que he a ,suprema ,cabea3 todo pod] que tem ne/e ,*ri/a1 he semelhante ao que tem em qualqu] outro4 ,bem sei que na admittem e/a necess>ia di/9a2 mas que me digam1 qu&o um ,fisico ,mor ord5a ao seo ,rey que lhe s>jem o lado doloroso de hum pleuris1 e que o ,rey ob$ece e se deyxa cort>1 e banh> em sangue1 p]guntase8 ,a quem ord5\ o ,physico ,mor1 faz] aquella op]aa8 foi a el ,rey8 ao ,*ri/a8 ou ao ,homem8 ,el ,rey ob$eceo ao seu ,fisico ,mor1 na como ,rey1 mas como ,homem1 como hua p>te da natureza humana2 e que o ,m$ico s5do ,m9i/ro da natureza tem autoridade de gov]nalla d modo mais a proposito p>a cons]v> a vida4 ,todos approvra e/a di/9a3 e porque na qu]em admittir aquella que ha entre o ,rey1 e o ,*ri/a4 ,a*a o ,rey a sua consci5cia gravada2 *ega aos pes d ,confessor1 e confessasse3 p]guntase1 quem se e/ ali confess&o1 he el ,rey1 ou o ,*ri/a8 ,quem s\b] que o ,confessor na he ,deos1 quem s\b] que elle he som5te naquelle acto hum ,m9i/ro da ,religia1 dir logo3 ali se e/ confess&o hum ,*ri/a2 porque el ,rey na adora1 nem deve ador> mais que a ,deos em quem cr1 e de quem som5te dep5de na t]ra2 porque d mesmo modo que o ,fisico ,mor ord5\ a el ,rey que o s>gem p>a curallo1 assim o ,confessor ord5\ a el ,rey que fassa p5it5cia2 ob$ece o ,rey ao ,confessor como ,*ri/a1 d mesmo que ob$eceo ao ,fisico ,mor1 porque he ,homem4 ,p>eceme que t5ho mo/rado com ba/ante cl>eza o que prometi no titulo de/e p>agrapho2 e he facil tir> dali a consequ5cia que ja os ,ecclesia/icos t9ha fundado hua ,mon>*ia a seu modo d5tro da ,mon>*ia ,civil3 ja t9ha decretado leis p>a su/ela1 e =tificala2 ja os tribunais1 e z ,cortes dos ,reis z obs]vava1 e ja o ,e/ado ,civil e/ava gov]n&ose no ,,xii seculo1 pelas falsas ,decretais de ,isidoro ,m]cator1 e pelo ,decreto de ,graciano3 ja se ens9ava nas ,escolas1 mas a9da nellas na e/ava introduzidos aquelles gros de ,d\tor1 e de ,ba*>el2 a9da na e/ava decorados com dignidades aquelles que e/udava o ,direito ,canonico1 e a*>a no seculo ,,xiii os ,papas todos os meyos p>a os decret>em1 =tific&o de/e modo o seu novo pod] de tal modo que ficra z ,mon>*ias dep5d5tes da ,corte de ,roma1 tanto no espiritual como no temporal2 e he o que mo/r>ei no p>agrapho segu9te4 4 ,das ,univ]sidades ,na he o meu int5to trat> aqui das ,univ]sidades1 que p>a mo/r> a ,v4 ,illu/rissima1 se z que exi/em actualm5te sa uteis ao ,e/ado1 e se nellas se ens9a todas z sci5cias necess>ias ao seu gov]no civil e politico2 se nellas a ,mocidade de/9ada a s]vir a sua ,patria1 pod]a s] educada p>a s]vila no tempo da paz e da gu]ra1 no tempo em que e/iv] occupada1 e tempo d descano4 ,suc9tam5te decl>>ei se =a in/ituidas e auctorizadas a ens9> e gradu> aos que nellas e/uda pelo pod] ,real1 ou d ,papa1 na int5a de mo/r> evid5tem5te que ,s4 ,mage/ade he o ,s5hor de abolir e de in/ituir z ,escolas e ,univ]sidades que a*> sa p]judiciaes ou uteis cons]vaa dos seos dilatados ,dom9ios4 ,ja vimos assima que pelas leis d ,codex ,!odosiano podia os ,ecclesia/icos ens9> publicam5te2 e pelos ,capitul>ios de ,c>los ,magno foi ord5ado que nas ,igrejas ,ca!drais1 e nos ,conv5tos se ens9assem z sci5cias conhecidas naquelles tempos3 vimos tabem que j os ,ecclesia/icos t9ha e/abelecido leis reconhecidas pelos ,p>lam5tos e ,cortes1 e que os ,tribunais tanto secul>es1 como ,ecclesia/icos julgava por ellas3 agora v]emos que logo que ,graciano ,frade ,b5to de ,bolonia public\ a sua ,colea intitulada1 ,concordia ,discordantium ,canonum1 no anno #aaea2 e que ,gregorio ,,ix no anno #abcj public\ os c9co livros das suas ,decretais2 e o ,papa ,bonifacio ,,viii o sexto livro1 que he a cont9uaa1 no anno #abii2 e que ,clem5te ,v no anno #acaa augm5t\ e/a colleca com z suas ,con/ituio5s1 *amadas ,clem5t9as1 que fic\ mais que nunca e/abelecida a ,mon>*ia ,ecclesia/ica2 porque o ,decreto1 z ,decretais e z ,clem5t9as ref]idas comeara a s] ens9adas nas ,univ]sidades#ee4 ,at o anno #abcj p\co mais ou m5os1 n5hua das ,escolas e/abelecidas na ,ca!dral de ,p>is1 de ,bolonia1 de ,roma1 e outros ,conv5tos1 n5hua se *am\ ,univ]sidade3 e/e nome tiv]a z ,escolas publicas1 logo que os summos ,pontifices in/ituira n'ellas aquellas dignidades ou ,gras de ,ba*>el1 ,lic5ciado e ,d\tor nas quatro ,faculdades de ,!ologia1 ,canones1 ,leis1 e ,m$ic9a3 indicio c]to que e/as ,escolas com gros sa da in/ituia ,pontificia4 ,m4 ,b\laeus1 na ,hi/oria da ,univ]sidade de ,p>iz#ef1 affirma que pelos annos #aaej todos os ,e/udantes que e/udava em ,bolonia o ,direito1 se applicava a ouvir z lio5s de ,irn]io1 que naquelle tempo ens9ava ali o ,direito ,civil1 com univ]sal applauso2 e que ,graciano v5do que os ,e/udantes na e/ud>ia o ,direito ,canonico que se cont9ha no seu ,decreto1 que p\co tempo depois recorr]a ao ,papa ,eug5io ,,iii1 propondolhe que in/ituisse alguz honras academicas1 com z quais fossem condecorados aquelles que e/udassem os ,canones2 e que ,p$ro ,lomb>do1 *amado o me/re das ,s5t5z1 =a o primeiro que na ,univ]sidade de ,p>is z introduzio4 ,o mesmo ,m4 ,b\laeus affirma que na con/a pelos regi/ros da ,univ]sidade em que anno comeara e/es ,gros mas que j no anno #abcf se a*a ass5tos de ,e/udantes que t9ha sido condecorados com elles4 ,que z ,univ]sidades sa ,corpos ,ecclesia/icos2 e que ,phelipe ,augu/o no anno #abjj1 d]a um ,decreto a favor dos ,e/udantes matriculados na de ,p>is1 que se fossem prezos pelas suas ju/iz1 que s]ia entregues a ,ju/ia ,ecclesia/ica4 ,que os mesmos ,e/udantes1 na som5te goza das immunidades dos ,cl]igos1 mas que &am ve/idos d mesmo ve/ido4 ,que os gros de ,ba*>el1 e de ,d\tor sa dados pelo ,cancell>io que he o ,legado d ,bispo2 porque os ,bispos sa consid]ados os ,juizes ord9>ios das ,univ]sidades4 ,que aquellas insignias1 qu&o se d\tor>a os ,e/udantes1 de habito tal>1 capello1 livro1 anel1 e beijo de paz1 =a in/ituidas1 como se o ,d\torado entrasse no ,e/ado sac]dotal1 a9da que seja leygo1 tom&o o gro de ,d\tor em ,leis ou em ,m$ic9a3 e que e/as honras provem orig9alm5te d summo ,pontifice1 e jamais de ,pr9cipe ou ,mon>*a4 ,p>ece que ,nicolao ,,iv foi aquelle que in/ituio e/as insignias1 porque elle foi o primeiro que ord5\ que os ,c>deiaes tr\xessem *apeo =rado de s$a v]melha2 e como os d\tores mesmo de ,!ologia ve/em a roba tall> d'e/a cr =rada de arm9hos1 7e/e he o co/ume da ,univ]sidade de ,p>is1 com o capello d mesmo =ro71 p>ece que delle veyo e/a introduca4 ,a tradia o mo/ra cl>am5te1 por que em ,frana e em ,italia antigam5te *amava a todos os ,d\tores1 ,cl]igos2 e os ,m$icos da ,faculdade de ,p>is na lhes era p]mitido cas>emse1 a9da que fossem leygos at o anno #adej1 p\co mais ou m5os1 qu&o o ,c>deal de ,e/\tiville1 como ,legado d ,papa1 os disp5s\ de/a obrigaa#eg2 e que os ,reis de ,frana som5te depois d anno #aegc comera a t] auctoridade sobre a ,univ]sidade de ,p>is1 porque de antes som5te dep5dia d ,papa4 ,qu&o hum de/es e/udantes toma o gro de ,d\tor jura nas mas d ,cancell>io que s] sempre fiel e con/ante a def5d] os ,direitos da ,univ]sidade1 e a ,d\tr9a que se ens9a nella1 de tal modo que todo aquelle assim graduado1 que fall> ou escrev] contra os dogmas e d\tr9a d'ella1 fic> p]juro1 e por consequ5cia excomungado2 e que s5a retract>1 que s] p]secutado como h]ege4 ,eu na a*ei prova mais au!ntica p>a prov> o que p5sa a nossa ,univ]sidade de ,coimbra d pod] d ,papa e da sua ,jurisdia1 d que a approvaa que ella deu ,s5do ,reytor ,nuno da ,silva ,telles no anno #agag1 ,bulla unig5itus1 em clau/ro pl5o1 ass9&o aquellas deciso5s todos os ,d\tores ,secul>es e ,ecclesia/icos#eh4 ,lam5temos1 ,illu/rissimo ,s5hor1 o e/ado de hum ,mon>*a1 que na tem1 nem pode t] hum ,conselheyro1 hum ,juis1 nem hum ,procurador da ,coroa1 que na e/eja ligado por juram5to def5d] todo o que tem decretado hua ,pot5cia ,extrangeyra1 hua ,pot5cia que fund\ na sua ,mon>*ia1 outra que faz os mesmos effectos que aquellas plantas *amadas p>asitas que se su/5ta d succo da arvore1 adonde e/a pegadas2 lam5temos que e/ ,s4 ,maje/ade1 e cada hua das suas villas1 su/5t&o a nossa ,univ]sidade1 p>a dim9uir o ,pod] ,real1 p>a absorb]-lhe a jurisdia que tem nos seos ,subditos1 e em ,portugal hum em v9te1 pela d\tr9a da ,univ]sidade1 fica subtrahidos d'aquella indisp5savel obrigaa3 e assim he que se consid]a os ,ecclesia/icos4 ,vejamos agora se sam uteis ou p]niciosas ao ,e/ado ,civil8 ,p>a satisfaz] a e/a que/a1 he necess>io decl>> aqui summ>iam5te o que se ens9a na nossa ,univ]sidade1 e de que modo se ens9a4 ,bem vejo que na s]ei exacto1 mas com tudo na deyx>ei de satisfaz] em g]al ao que p$e e/e papel4 4 ,dos ,e/udos da ,univ]sidade de ,coimbra1 depois da sua ,r5ovaam no anno #aeec ,v4 ,illu/rissima me excuz> facilm5te se omittir aqui z mudanz que teve a ,univ]sidade de ,coimbra desde el ,rey ,dom ,d9is seu fundador1 e em que tempo foi transf]ida de ,lisboa1 p>a aquella cidade e de/a p>a ,lisboa1 at que tom\ o ass5to que hoje tem no tempo del ,rey ,dom ,joa o ,,iii4 ,e/e ,mon>*a su/5tava em ,p>is no ,collegio de ,santa ,b>ba desde o anno #aecj1 p\co mais ou m5os1 alguns ,e/udantes ,portuguezes1 na int5o de =m> ,mission>ios p>a z ,indias ,ori5tais2 de/es ,e/udantes como =a os dois ,g\veas e ,diogo de ,teyve1 e alguns extrangeyros ,francezes1 e ,bu*anan ,escosses1 se compoz a ,univ]sidade de ,coimbra ne/a sua r5ovaa2 e podemos diz] que ella he filha da ,univ]sidade de ,p>is2 porque em ambas se ens9a a mesma d\tr9a4 ,no que toca a ,discipl9a ,ecclesia/ica1 ,v4 ,illu/rissima sabe o que se ent5de p\r les ,lib]ts de l',eglise ,gallicane4 ,v4 ,illu/rissima sabe muito milhor d que eu1 de que modo se ens9a a ,!ologia1 e o ,direito ,canonico na ,univ]sidade de ,coimbra4 ,mas na he de/e papel m5cion> e/as sci5cias3 por essa reza na fall>ei nellas1 porque tomra que se apr5dessem sep>adam5te em tres ,collegios3 v4 g4 em ,braga1 ,lisboa1 e ,evora1 sep>ados de todos os outros1 ou da ,univ]sidade onde se devia ens9> z ,sci5cias humanas1 de que necessita o ,e/ado ,civil4 ,e/udasse a ,jurisprud5cia1 ou z ,leis ,romanas1 e ,v4 ,illu/rissima sabe que r>issimo he o ,e/udante que toma o gro ne/a ,faculdade3 muitas sa z cauzas2 mas na call>ei todas2 a9da que todas era necess>ias1 se e/e papel fosse hum livro4 ,entra hum e/udante na ,univ]sidade1 in/ruido bem ou mal na ,l+oa ,lat9a1 matriclase em ,leis ord9>iam5te p>a ouvir1 ou sab] a aula1 onde se explica z ,in/ituio5s de ,ju/9iano4 ,cont9a quatro annos o ,direito ,civil1 escrev5do o que o seu ,l5te lhe dicta2 *ega ao qu9to anno1 e faz a sua conta2 que lhe s] mais util faz] z suas concluzo5s em ,canones1 ou o seu ,ba*>el2 porque s5do canoni/a3 #a4o ,pode l] no ,pao p>a seguir z v>as2 #b4o ,opporse aos ,b5eficios das ,ord5s ,milit>es1 e dos ,cabidos2 #c4o ,s] ,pregador2 #d4o ,s] ,vig>io ,g]al1 ,provisor1 ou ,promotor de algum ,bispado2 #e4o ,advog>4 ,e que faz enta8 faz petia ao ,reytor1 p$9do que se lhe commutem os annos1 que e/ud\ em ,leis1 nos cursos d ,direito ,canonico2 e sahe despa*ado como p$e4 ,i/o he o commum1 e igualm5te mui notorio4 ,mas o que hade s]8 ,a ,univ]sidade he ,ecclesia/ica2 augm5t> o num]o dos ,canoni/as he s]vila1 he augm5tal-a4 ,o ,e/ado s]ve-se delles porque todas z suas ,leis e/a re/rictas pelas ,leis d ,decreto1 das ,decretais1 e mesmo das ,clem5t9as4 ,mas conc$amos que e/ud\ leis por sete annos1 e que ne/a ,faculdade fez os seos ,actos approvado1 nem9e discrepante4 ,que me diga em que pod] s]vir ao ,e/ado e/e ,ba*>el1 ou e/e ,d\tor em ,jurisprud5cia8 ,sabe ,deos se compreh5deo z ,in/ituio5s de ,ju/9iano1 com ,m9s+]o1 ou ,v9nio3 porque na creyo que o commum de/es ,e/udantes vira jamais z ,p&ectas4 ,e/ud\ por sete annos p>a s] letrado1 ou ,juis1 e na e/ud\ naquelle tempo z ,ord5ao5s d ,reyno4 ,mas hum ,juis1 e um ,letrado1 que ha de s]vir a sua patria1 necessita t] um conhecim5to na ord9>io da ,hi/oria ,romana1 d ,gov]no daquella ,republica1 da sua ,religia1 e dos seos co/umes2 como tabem t] igual noticia dos seculos b>b>os1 da ,hi/oria patria1 e de ,ca/ella1 porque de outro modo na ent5d] jamais z ,leis das ,p&ectas1 nem z das nossas ,ord5ao5s4 ,mas na ,univ]sidade de ,coimbra na ha taes ,cadeyras2 como tabem na ha aquella p>a ens9> o ,direito publico com a ,hi/oria da ,europa1 s5do absolutam5te necess>ias a hum ,juis1 e a hum ,letrado que ha de s]vir os empregos e os ,c>gos na sua patria4 ,mas e/a ,univ]sidade he ,pontificia como z mais da ,europa2 e na convem1 e s]ia ca/igado aquelle que votasse1 que tais conhecim5tos se ens9assem publicam5te4 ,deyxo por agora aquelles dois abuzos notaveis1 introduzidos pela b>b>idade das ,escolas scola/icas1 def5d] concluzo5s1 e faz] os exames1 por ,syllogismos2 aquellas lio5s de ponto1 e z o/5tao5s1 a ab]tura das ,p&ectas1 ou d ,direito ,canonico1 subir cadeyra1 e discutilo ex tempore4 ,p]suadome que de/a vez sahio fra dos ,dom9ios de sua ,mage/ade aquella ,philosophia das ,escolas depois que se public\ o seu ,alv> sobre a re=ma dos ,e/udos3 e por essa cauza na alleg>ei tudo aquillo que t9ha det]m9ado escrev] contra ella2 por tanto na call>ei tres males que cauza4 ,o primeiro1 que se um rapas tem boa letra1 que p]de e/a bella pr5da1 escrev5do em sima d joelho por tres annos1 o que seu ,me/re lhe dicta4 ,o segundo1 que se appr5deo algum p$ao de ,latim nativo de ,cic]o1 ,qu9to ,curcio1 ou ,virgilio1 que o p]de por aquella ,l+oa de/as ,escolas1 com nomes1 e frzes ta b>b>as1 que nem sa ,latim1 nem ,l+oa algua conhecida4 ,o t]ceyro1 que depois de e/ud> e/a ,filos(ia1 que o ,e/udante saye1 ou com o juizo torto1 ou que fica incapas de e/ud>1 e de applic>se por toda a vida4 ,se e/e ,e/udante tem boa capacidade1 se se applic\ s]iam5te1 e compreh5deo aquella giria filosophica1 fic\ de/ituido de todo o juizo natural1 e na pode fall> que por syllogismos2 contradiz tudo1 e tudo prova com a sua dialectica1 a9da mesmo aquellas noo5s commuas1 o total he mayor que a sua p>te2 fica in*ado e desvanecido de hua sob]ba insoportavel1 porque n+uem o pode conv5c]2 e fica o seu coraa mais depravado d que o seu juizo4 ,mas no cazo que o pobre ,e/udante na apr5deo1 nem concebeo aquella l+oa de giria1 esmorece1 na e/uda1 aborrece a applicaa porque na tem go/o algum na lectura1 adquirio habito de na indag> c\za algua2 occupa o tempo em apr5d] a ,musica1 a jug> z c>tas1 a espada preta1 e queyra ,deos que na occupe aquelle tempo de/9ado p>a apr5d]1 em vicios que o f>a inhabel p>a si1 e p>a a sua patria4 ,n+uem que pass\ por aquellas ,escolas neg> o ref]ido3 e/a ,filos(ia he a produa dos seculos da ,ignorancia1 d ocio dos ,frades depois que deixra o trabalho de mas que ord5ava a sua regra2 he a produa da ,mon>*ia ,go?ica onde o v5er1 e ignor> z leis da humanidade1 era o seu fundam5to4 ,o fructo1 que deve pret5d] o ,legislador dos e/udos da ,mocidade1 he que saya das escolas com o conhecim5to das primeyras noo5s das c\zas naturais1 e das c\zas civis2 com o juizo tabem =mado que saiba o que he util a si e a sua patria1 o que he licito1 o que he dec5te3 e quem sahio com e/es elem5tos das ,escolas1 os adiant> facilm5te na ,soci$ade ,civil pela lectura1 e pelo trato dos hom5s in/ruidos4 ,mas das ,escolas de ,filos(ia que havia em ,coimbra tudo se obs]vava em contr>io2 e se he licito diz] outro tanto dos ,e/udos da ,univ]sidade1 he c]to que m]ecem igual re=ma1 como ,s4 ,mage/ade ord5\ nos e/udos das ,classes4 4 ,resume d ,ref]ido ,t5ho mo/rado a ,v4 ,illu/rissima1 me p>ece1 com a brevidade e cl>eza que me foi possivel1 a ,con/ituiam da ,mon>*ia ,civil1 e tabem aquella da ,mon>*ia ,ecclesia/ica1 e/ablecida d5tro da mesma4 ,mo/rei o ,sagrado da primeira1 fundada1 especialm5te ,portugueza pelo cons5tim5to g]al dos ,povos1 pelo juram5to de ,fidelidade aos ,reis que invocra a mesma ,div9dade1 que os seos ,povos1 como te/emunha e como caua daquella conv5a1 e solemne pacto4 ,mo/rei que todos os ,mon>*as1 e com especialidade os nossos1 tem em si incluido todos os pod]es1 que t9ha os seos subditos antes daquella solemne transaca2 e que ,nelles exi/e a ,jurisdiam d ,primeiro ,juis1 d ,primeyro ,g5]al2 d ,primeyro ,pay1 d ,primeyro ,c5sor2 auctorizado 7a7 decret> todas z leis que =em uteis p>a a cons]vaa e augm5to d seo ,e/ado4 ,mo/rei tabem que pelos primeiros tres seculos da ,*ri/&ade1 vivia os ,*ri/as em commum debayxo d ,gov]no dos ,bispos1 ligados em ,congregao5s1 como aquellas ,soci$ades de ,*ri/as h]eges em ,holl&a1 e ,alemanha *amadas ,hurr5hutt]s1 p]mitidas e s vezes p]secutadas pelo ,e/ado ,civil4 ,que os ,*ri/as ne/as primeyras ,congregao5s1 como os frades de ,/4 ,basilio1 e ,/4 ,b5to vivia em communidade de b5s1 de vontades1 de cr5a1 na ,f1 e na *>idade *ri/a4 ,que os b5s de/as ,igrejas consi/ia em esmolas dos ,fieis1 das quaes se su/5tava os ,sac]dotes1 os pobres1 e cons]vava edificios1 onde se celebrava os ,div9os ,my/]ios4 ,que o (ficio dos ,bispos consi/ia a ens9> os ,my/]ios ,div9os1 a adm9i/ralos1 e a inculcalos pelos s]mo5s1 e practicas espirituais2 e tabem a ord5> e a =m> ,p>ro*os1 e ,diaconos p>a ex]cit>em z mesmas funo5s4 ,que na t9ha pod] algum coactivo nos ,*ri/as1 con=me a d\tr9a d ,evangelho2 que ca/igava som5te refuz&o os ,sacram5tos aos ,peccadores esc&olozos1 ou que recahia no mesmo peccado1 e s vezes at ora da morte3 que impunha p5it5cias graves por muitos annos1 aquelles que espontaneam5te procurava alivi> a sua consci5cia pelo ,sacram5to da ,p5it5cia4 ,mo/rei que ,con/ant9o ,magno foi o primeiro que gov]n\ o ,e/ado ,civil1 por e/as ,leis e regras das ,congregao5s ,*ri/as1 e dos ,conv5tos2 d&o ,jurisdia aos ,bispos de ,pretores1 e de ,c5sores2 premi&o a cont95cia1 e abrog&o z ,leis ,civis d ,imp]io2 e que de/e modo ficra os ,bispos e os ,prelados1 ,s5hores das ,escolas da ,mocidade1 e ,c5sores dos ,co/umes ,civis4 ,que os ,bispos augm5tra a sua auctoridade no temporal tanto que os ,mon>*as ,godos ja ,*ri/as lhes d]a t]ras1 e villas em propri$ade1 e com ,jurisdia de vida e morte2 a9da que com obrigaa de irem gu]ra com os seos villo5s4 ,que e/a auctoridade no civil cresceo pelas ,leis das dittas ,mon>*ias1 nas quais todos aquelles que era ,s5hores de t]ras com ,jurisdia1 t9ha ass5to nos ,p>lam5tos1 e nas ,cortes que celebrava frequ5tem5te4 ,que como a ignorancia era univ]sal1 que n+uem sabia l] nem escrev]1 exceptu&o os ,ecclesia/icos2 que por essa cauza elles era os ,concelheyros dos ,pr9cipes1 os ,*ancel]es1 os ,embayxadores1 os que r$igia os actos das ,cortes1 os que era ,secret>ios1 ,juizes1 ,not>ios1 ,advogados1 e os ,m$icos4 ,que os mesmos ,reis cahira na ignorancia que reynava1 porque os seos filhos1 e da ,nobreza1 era educados nos ,conv5tos4 ,que todo o ens9o que h\ve na ,europa at p]da d ,imp]io ,grego no anno #adec e/ava nas ,ss1 nos ,conv5tos e ,univ]sidades1 adonde todos os ,me/res era ,ecclesia/icos1 ou que vivia con=me a ,discipl9a ,ecclesia/ica e/abelecida por muitos ,concilios1 e pr9cipalm5te os de ,tol$o1 que durra at o anno #gja2 pelas falsas ,decretais de ,isidoro ,m]cator1 e sobre tudo pelo ,decreto de ,graciano1 pelas ,decretais1 e pelas ,clem5t9as4 ,que z ,mon>*ias ,godas era totalm5te ignorantes da sua ,jurisdia3 que dava villas e cidades com ella a seos filhos e molh]es1 e outros subditos que na conhecia outra que de primeiros ,g5]ais2 e que por essa cauza os ,ecclesia/icos1 ne/a ignorancia dos ,direitos da ,mage/ade1 os absorb]a1 e uzra delles1 como ,s5hores4 ,que na di/+uira nunca entre o ,*ri/a e o ,rey1 e o ,homem2 que t9ha por maxima1 e que a9da se cons]va hoje1 que o ,e/ado de ,*ri/a apaga o ,e/ado de ,rey1 de ,magi/rado e de ,homem2 e que de/e modo elles era os ,s5hores de tudo que dep5dia d ,*ri/a1 d ,homem1 d ,subdito1 ou d ,sob]ano4 ,e p>a que se compr5da como foi gov]nada a ,europa ,ca?olica por treze seculos1 tr>ei um exemplo que o mo/r> evid5tem5te4 ,p>eceme que vejo um ,sa*ri/a ens9&o a d\tr9a *ri/a1 rodeado de m59os3 por cada erro1 ou falta que algum1 ou por ignorancia ou por inadv]t5cia1 fez1 o ca/igo he imm$iato1 sem di/9a se he filho de ,nobre1 ou plebeo1 ou se he livre ou escravo3 todos e/es ouv9tes recebem aquelle ca/igo com a mayor submissa4 ,mo/rei que z ,univ]sidadas ,ca?olicas so de ,in/ituia ,ecclesia/ica1 e que nellas se ens9a sm5te aquelles conhecim5tos1 que cons]va e augm5ta a auctoridade e primazia dos ,ecclesia/icos2 e que s5do sm5te da sua obrigaa ens9> nas ,igrejas1 e nas ,ss a ,d\tr9a ,*ri/a1 a ,!ologia1 e z ,escrituras ,sagradas1 que por sua auctoridade e direa ord5ra ens9> z sci5cias humanas1 sobre z quais na tem nem devem t] inspea algua2 que os ,privilegios dos primeyros ,emp]adores ,*ri/as aos ,bispos1 a ignorancia dos ,reys ,godos1 e ,visigodos1 o t]em ass5to em ,cortes1 e possuirem t]ras com jurisdia civil1 foi a cauza que os mesmos uzurpra gov]n> pelas leis da ,igreja o ,e/ado1 como tabem ens9a z sci5cias humanas1 a9da que ta prec>iam5te1 que vem s] inuteis ao mesmo2 que nas ,univ]sidades na se ens9a a ,physica1 a ,hi/oria ,natural1 z ,ma!maticas1 a ,a/ronomia1 a ,philosophia ,moral1 o ,direito das ,g5tes1 nem z nossas ,ord5ao5s1 ,sci5cias das quais necessita o ,e/ado p>a o seu bom gov]no1 e augm5to3 e que s ao ,sob]ano p]t5ce fund> e/es ,e/udos1 e aos ,me/res ,secul>es ens9> nelles2 d mesmo modo que s he da ,compet5cia dos ,ecclesia/icos ens9> a ,!ologia1 ,escritura ,sagrada e ,canones1 e a elles mesmos e/ud> e/as sci5cias4 ,que ,sua ,mage/ade he o ,sob]ano ,s5hor de fund> ,univ]sidades ou ,escolas onde se ens9em z sci5cias naturais1 e z ,civis1 na dep5d5do e/as por n5hum pr9cipio da auctoridade ,ecclesia/ica3 que tem a mesma p>a decor> com honras aos que tiv]em e/udado com applauzo1 sem int]v5a d ,summo ,pontifice1 ou dos ,bispos4 ,he o que por agora ouzo prez5t> a ,v4 ,illu/rissima2 e se a*> que foi d seo agrado o que acabo de escrev]1 cont9u>ei o que t5ho m$itado sobre a ,educaa da ,mocidade ,portugueza1 e a d> z mais inconte/aveis provas d mayor respeito que cons]vo p>a ,v4 ,illu/rissima1 que ,deos gu>de muitos annos4 ,illu/rissimo ,s5hor3 ,na introdua assima vio ,v4 ,illu/rissima1 que toda a ,educaa que tivemos at os nossos tempos1 foi con=me z maximas ,ecclesia/icas1 tanto nas ,escolas d ,latim e ,philosophia1 como nas ,univ]sidades4 ,agora mo/r>ei os seos effeitos3 mo/r>ei z ,leis que sahira de/e ens9o2 e tabem os co/umes que sahira de/as ,leis3 mo/r>ei de passo o prejuizo que recebeo o ,reyno1 e a ,religia2 e que se o ,reyno se podia cons]v> com aquella ,educaa em quanto havia conqui/as1 e podia conqui/>1 que actualm5te na z hav5do j1 que se deve mud> aquella antiga ,educaa que t9hamos2 e que por exi/ir a9da hoje1 que vem a s] mui prejudicial ao ,e/ado4 ,ajunta-se a e/es inconv5i5tes que o nosso ,e/ado actualm5te he hua mi/ura da ,con/ituia ,go?ica1 e da ,con/ituia daquellas ,mon>*ias1 das quais a base consi/e no trabalho e na indu/ria3 porque cons]v&o z conqui/as1 e z ,colonias que temos1 somos obrigados 7a7 cons]val-z pela agricultura e pelo comm]cio2 e p>a fund> e/es empregos1 e cons]valos1 como base d ,e/ado1 necessitamos d]og> z ,leis ,go?icas que temos1 que se r$uzem aos excessivos ,privilegios da ,nobreza e s ,immunidades dos ,ecclesia/icos1 z quais contr>ira sempre todo o bom ,gov]no ,civil4 ,em quanto exi/irem e/es ob/aculos1 que sa firmados pelas ,leis das nossas ,ord5ao5s1 he impossivel introduzir-se hua ,educaa univ]sal da ,mocidade de/9ada a s]vir a sua patria no tempo da occupaa e d descano1 no tempo da paz e da gu]ra4 ,eu bem sei1 ,illu/rissimo ,s5hor1 que nem tudo se pode faz] de hua vez2 bem sei que os ob/aculos que imp$em o bem1 devem s] att5didos muitas vezes com mayor pond]aa1 d que o proveito e utilidade que se vai busc>1 qu&o =em v5cidos3 mas se tudo se na pode faz]1 he da obrigaa d juiso humano prev] tudo1 e conhec] z cauzas das desord5s pres5tes1 p>a evitalas1 ou supprimilas pelo discurso d tempo4 ,esp]o d cl>o ent5dim5to de ,v4 ,illu/rissima que na accuze o meu ob$i5te e f]voroso animo no s]vio de ,s4 ,mage/ade1 se adiant> algua decisa que indique erigirme em ,legislador1 ou que reprovo z ,leis fundam5tais d ,reyno4 ,o meu int5to he decl>> ,v4 ,illu/rissima o que t5ho p5sado e p5so sobre o ,e/ado de ,portugal2 huz vezes l5do1 outras escrev5do1 e m$it&o depois de muitos annos3 na pret5do que se siga o que o meu rev]5te animo ouza communic> ,v4 ,illu/rissima2 nem confio de mim tanto1 que me p]suada seja irrefragavel o que digo4 ,no cazo que me engane1 s] um proveito p>a a ,patria1 que t5ha ,subditos que com milhores e mais ac]tadas razo5s1 me contradiga2 porque esses mesmos aceit>a com milhor me?odo1 de propor z ,leis pelas quais se deve gov]n> o ,reyno e a ,educaa da ,mocidade4 4 ,effeitos que cauzram em ,portugal z ,escolas1 e z ,univ]sidades da ,europa e d mesmo ,reyno ,vio1 ,v4 ,illu/rissima1 na introduca assima a total ignorancia dos povos ,*ri/as da ,europa desde o anno de #fjj1 at o de #adjj3 e que s os ,ecclesia/icos por sab]em l]1 e escrev] a ,l+ua ,lat9a1 e alguz sci5cias1 t9ha no seu pod] a ,legislaa dos ,reynos ,*ri/as1 e toda a ,educaa da ,mocidade1 e a9da aquella dos mesmos ,reis1 educados nos ,conv5tos e sempre ens9ados por ,ecclesia/icos4 ,vio1 ,v4 ,illu/rissima1 tabem que toda a ,*ri/&ade foi gov]nada pelos ,papas1 e pelos ,bispos1 e que sem a m5or repugnancia ob$ecia1 na s a abraar a d\tr9a1 mas a9da o ca/igo4 ,de/e modo he que fiz]a ,leis de ,discipl9a que exi/em no ,decreto1 e ,decretaes2 erigia-se ,univ]sidades com os seus ,e/atutos ,ecclesia/icos1 adonde apr5dia aquelles ,subditos que havia de s]vir hum dia a sua patria1 nos ,c>gos de ,conselheyros de ,e/ado1 de ,secret>ios de ,e/ado1 de ,magi/rados1 ,juises1 ,advogados1 ,embayxadores1 ,enviados1 etc4 ,e que e/es na t5do apr5dido outra sci5cia nem conhecim5to sci5tifico1 7como tabem os ,reis dos seos ,me/res7 que nas ,univ]sidades dittas1 era =a que tudo o que fizessem publica e p>ticul>m5te1 fosse con=me z ,leis decretadas pelas ,decretais1 e ens9adas nas ,univ]sidades4 ,de/a ,origem vi]am z nossas ,leis e z nossas ,ord5ao5s4 ,joa das ,regras1 ens9ado na ,univ]sidade de ,bolonia por ,b>?olo1 ord5\ em hum volume z ,leis de ,portugal1 que &ava disp]sas1 e lhes ajunt\ z ,leis d ,codigo1 com z ,int]pretao5s de ,b>?olo e ,acursio1 que val]ia por leis1 e assim z public\ no anno de #adbe4 ,no tempo del ,rey ,dom ,affonso o ,qu9to1 o ,infante ,dom ,p$ro s5do ,reg5te1 =a re=madas3 el ,rey ,dom ,manoel1 no anno de #aead1 z m&\ public> com e/e titulo1 ,ord5ao5s d ,reyno de ,portugal3 =am reimpressas com augm5tao5s por m&ado dos ,reis ,dom ,joa o ,,iii1 ,dom ,seba/ia1 ,dom ,felipe o ,primeiro1 e ,t]ceiro1 ,dom ,joa o ,qu>to1 ,dom ,p$ro1 e ,dom ,joa o ,qu9to4 ,e em tantas e ta v>iadas impresso5s sempre e/a obra con/\ de c9co livros1 e cada hum de div]sos titulos1 que se =a augm5t&o ou dim9u9do con=me os directores da impressa1 como diz ,diogo ,b>bosa ,ma*ado na sua ,biblio!ca ,lusitana1 no articulo ,joam das ,regras4 ,a primeira ,educaa regul> de que temos noticia da ,hi/oria1 comeou no tempo del ,rey ,dom ,d9is2 elle mesmo foi educado por ,me/res ,francezes1 e p>ticul>m5te por ,dom ,aym]ico1 que foi ,bispo de ,coimbra1 que seu pay ,affonso ,t]ceiro t9ha vi/o em ,frana1 qu&o e/ava cazado com a ,condessa ,ma?ilde4 ,e/e ,pr9cipe assim educado1 tanto que possuio o ?rono1 erigio hua ,univ]sidade1 onde se ens9ava o ,direito1 e a ,m$ec9a2 porque a ,!ologia se ens9ava nos ,conv5tos de ,s4 ,dom+os e ,s4 ,francisco4 ,cont9u\ e/a ,univ]sidade huz vezes em ,lisboa1 outras em ,coimbra1 at os nossos tempos2 e sem emb>go que nella apr5dia a ,mocidade ,portugueza1 sempre aquella que mais se qu]ia di/+uir sahia apr5d] em ,bolonia1 ,flor5cia1 e ,p>is1 como era co/ume no tempo del ,rey ,dom ,joa o ,segundo1 el ,rey ,dom ,manoel1 e ,dom ,joa o ,t]ceiro1 p>ticul>m5te em ,p>is4 ,o ,*ancell] ,mor ,joa ,teyxeyra1 e seu filho ,luiz ,teyxeyra1 ,jurisconsultos d\tissimos1 t9ha apr5dido em ,flor5cia1 e e/e ultimo com ,angelo ,policiano4 ,z sci5cias que se ens9a e ens9ava ne/as ,univ]sidades desde o seu e/ablecim5to tanto em ,portugal1 como no re/o da ,europa ,ca?olica1 sempre =a z mesmas2 e z deciso5s d ,decreto1 das ,decretais e das ,clem5t9as =a ta obs]vadas e ens9adas como z deciso5s d ,concilio de ,tr5to3 a ,mocidade na podia apr5d] outra d\tr9a2 e qu&o v9ha a s] ,magi/rados ,dezemb>gadores d ,pao1 e em outros ,tribunaes1 na podia propor lei algua nova1 ou abrog> algua velha1 que na fosse con=me d\tr9a recebida que apr5d]a nas ,univ]sidades ,ca?olicas2 e como os ,reis na t9ha outra sorte de ,me/res1 nem de ,conselheyros1 firmava tudo o que se lhes propunha1 julg&o-o util p>a a cons]vaa d ,e/ado4 ,de/e modo he que se compuz]a z ,ord5ao5s2 e vemos nellas aquellas leis em favor dos ,ecclesia/icos1 como se na fossem reputados ,subditos d ,e/ado4 ,que sejam exemplos1 e excusos de pag>em decima1 portagem1 siza1 d que compr>em e v5d]em1 elles e todos os seos dome/icos4 ,ord4 liv4 #b4 tit4 ,,xi4 ,julgam todas z cauzas ,mixti=i1 na s5do prev5tos pelas ju/iz secul>es 7o que succ$e r>issimas vezes74 ,ord4 liv4 #b4 tit4 ,,ix4 ,que z ,ju/iz d ,reyno executem tudo o que a inquisia lhes ord5>4 ,ibi4 tit4 ,,vi4 e outras mais immunidades1 e ,jurisdia em mat]ias qu&o ouv] peccado1 como pod]a v] mais p>ticul>m5te os que am>em e/a indigaa1 nas mesmas ,ord5ao5s4 ,como os ,dezemb>gadores que propuz]a z ditas ord5ao5s na t9ha apr5dido a diff]5a entre hua ,mon>*ia fundada e cons]vada com a espada1 e entre aquella fundada pelo trabalho e indu/ria1 seguira cegam5te na sua composia1 mesmo at os nossos tempos1 z maximas da nossa antiga ,mon>*ia1 que ess5cialm5te he a ,go?ica2 cons]vra nellas aquelles exorbitantes privilegios aos ,fidalgos1 e aos ,dezemb>gadores4 ,que os seus dome/icos1 lavradores1 criados1 na paguem peitas1 f9tas1 p$idos1 nem talhas4 ,ord4 liv4 #b4 tit4 #eh #ei4 ,z suas pessoas na podem s] prezas por dividas nem v5d]em-se os ,morgados1 nem s]em prezos por crimes leves4 ,ibi4 liv4 #e4 tit4 #abj4 liv4 #c4 tit4 #ed4 4 #ae4 liv4 #e4 tit4 #acd1 tit4 #be4 e outros muitos que se lem em muitos log>es das mesmas ,ord5ao5s4 ,de/a ,origem aquellas ,leis1 de/rutivas da agricultura1 e d ,com]cio sobre os ,regu5gos2 almotaar z c>nes1 o peyxe1 os frutos1 e o pa2 prohibirem que se possa negoce> com os frutos e sem5tes1 como se faz com]cio com os panos de ,l9ho e de ,lam3 he v]dade que os ,reis igualm5te in/ruidos fiz]a1 de seu moto proprio1 ,leis de/ruidoras d ,e/ado e da ,agricultura4 ,el ,rey ,dom ,joo o segund por hum mal ent5dido zelo ord5\ que se executassem z ,bullas dos ,summos ,pontifices1 sem s]em revi/as pelos seos ,m9i/ros2 o que e/ava em uzo de antes1 e e/ablecido por muitas ,concordias ou ,concordatas entre os nossos ,reis e os ,papas4 ,el ,rey ,dom ,manoel e/&o em aragoa decret\ hua ,lei1 de seu moto propio1 sem int]v5a das ,cortes1 pela qual eximio todos os ,ecclesia/icos 7de7 pag>em peitas1 sisas1 e outros tributos1 que pagavam de antes1 como os ,leigos1 como diz o seu ,croni/a ,damia de ,goes4 ,e o mesmo ,rey decret\ outra1 com summa p]da da nossa agricultura1 que os frutos e sem5tes que desemb>cassem nos portos d ,reyno4 s5do e/rangeiros1 na pagassem tributo1 portagem1 nem outro qualqu] direito4 ,a ignorancia d ,jus da ,mage/ade1 da obrigaa que tem todas z t]ras1 rios1 portos1 m>es1 e enseadas de pag>em ao ,e/ado a propora d seu r5dim5to2 a ignorancia da obrigaa que todos os subditos tem de pag>em1 ou com os seos b5s1 ou com o s]vio pessoal1 tassas ao ,e/ado1 foi a causa daquellas ,leis das ,ord5ao5s1 e ,leis decretadas por e/es ,reis4 4 ,cont9a a mesma ,mat]ia4 ,effeitos que caus>am nos co/umes z ,leis ref]idas ,e/es privilegios e immunidades =a a cauza dos ,cu/umes depravados1 e por consequ5cia da m ,educaa1 =a os que p]d]a a igualdade entre os ,subditos1 consid]ados unicam5te como ,subditos de hum ,e/ado ,civil2 e de/ruida e/a igualdade1 ja na pode hav] ju/ia1 propri$ade de b5s1 respeito aos ,magi/rados1 nem subord9ao4 ,e eu1 ,illu/rissimo ,s5hor1 na escrevo e/e papel que p>a introduzir e/a ,educaa3 na emprego tanto tempo p>a propor meyos que facilite a ,mocidade ,portugueza s] d\ta2 o meu int5to he propor1 e p]suadir mesmo que seja boa1 e util a sua patria1 consid]&o z sci5cias que ha de apr5d] como meyos1 mas na por ultimo fim4 ,eu bem sei que p>a cons]v> a ,con/ituia da ,mon>*ia ,go?ica1 que era necess>ios tantos privilegios como tem hoje a ,fidalguia1 porque at o tempo del ,rey ,dom ,joa o t]ceyro1 cons]v&ose o ,reyno pela conqui/a1 e conqui/&o1 era indisp5savel enta premi> ta prodigiozam5te aquelles que se empregava naquellas gu]ras4 ,mas como trato agora dos effeitos que cauzra e/es privilegios nos ,cu/umes e na ,educaa1 p\co importa que seja fundados em ju/ia1 ou na sem raza4 ,o ,fidalgo e/&o co/umado av] criados e villo5s nas suas t]ras que p]t5cem ,coroa1 e nos seos ,morgados1 os trata em escravos2 i/o he que o criado1 nem o villa diante d ,fidalgo na he propriet>io d seu corpo1 porque o s5hor o maltrata qu&o qu]2 nem dos seos b5s1 nem da sua honra2 todo o bem de/e ,subdito he prec>io4 ,daqui proc$e que no animo d ,fidalgo na ha ju/ia1 porque na att5de a igualdade que deve exi/ir entre elle e o seu criado1 ou villa2 de/ruido e/e v9culo da ,soci$ade1 j na ha excesso que na possa s] cometido por quem assim foi criado4 ,como pela ,ley d ,reyno na pode s] prezo por dividas1 como os seos b5s na podem s] v5didos p>a pagal-z1 daqui vem que e/e ,s5hor he dissipador1 nem sabe o que tem1 nem o que deve2 p]de toda a idea da ju/ia1 da ordem1 da economia2 p$e pre/ado com m&o1 maltrata1 e arru9a aquem lhe refuza2 os seos dome/icos imita e/e proc$]1 e cometem propora z mesmas faltas3 o povo nas cidades1 nas villas1 e nas aldeas imita em todo o mundo1 o trato e os co/umes dos ,s5hores das t]ras2 e ba/a dois delles em hua ,com>ca e/ablecidos1 p>a faz]em p]d] nella toda a idea da equidade e da ju/ia4 ,e/es sa os effeitos de/es ,privilegios da ,fidalguia nos ,cu/umes dos ,criados1 e dos ,villo5s2 mas o peyor he que fica fru/rado o ,c>go dos ,magi/rados1 e o ,jus da ,mage/ade4 ,a ,fidalguia por e/es ,privilegios despreza z ,ju/iz d ,reyno1 e pelo m5os d5tro de si z consid]a p>a ca/ig> som5te os seos inf]iores que sa o povo2 resi/e1 e insulta a todo o ,magi/rado que qu] execut> a incumb5cia d seu c>go3 consid]em-se e/as consequ5cias1 e que z ,leis das nossas ,ord5ao5s sa a cauza dellas4 ,mas z immunidades dos ,ecclesia/icos1 expressadas nas nossas ,ord5ao5s1 de/roem toda a subord9aa1 toda a igualdade1 e toda a ju/ia d ,e/ado ,civil3 que a pessoa d ,m9i/ro da ,religia seja respeitada1 consid]ada1 que fique is5ta de todo o c>go publico1 e de s]vir pessoalm5te ao ,e/ado1 he da obrigaa d ,e/ado ,civil ,*ri/a2 mas que os seos criados1 e familia1 z suas t]ras1 o que compra e v5dem1 e/eja privilegiados1 na pag&o z alf&egas1 etc41 como paga os ,leigos1 isso he arru9> o ,e/ado ,civil1 e por ultimo de/ruir a ,santidade da ,religia4 ,na necessito outra vez pr deante dos olhos de ,v4 ,illu/rissima1 que os b5s da ,coroa1 que d]a os nossos ,reis s ,ord5s ,milit>es1 aos ,bispos1 e aos ,prelados1 como aquelles que d]o aos ,s5hores1 era com expressa obrigaa de irem gu]ra1 e fazella aos ,m\ros que era inimigos de dia e noite pois que e/ava a9da e/ablecidos em ,portugal3 =a por ultimo expulsados2 acab\se a obrigao que t9ho os ,ecclesia/icos1 ficra lhe z t]ras sem n5hua e por consequ5cia fic\ o ,e/ado defraudado daquelle ,s]vio ,milit>1 ou dos r5dim5tados daquelles b5s4 ,os ,ecclesia/icos por e/as immunidades1 e pelas ,leis d ,direito ,canonico1 e pelos ,privilegios dos nossos ,reys se consid]a huma c]ta ,mon>*ia1 cuja cabea he o ,papa2 indep5d5te del ,rey p>a ob$ec] lhe1 e p>a s]vilo1 nem com os seos b5s1 nem com os seos dome/icos3 consid]a-se sup]iores s ,ju/iz d ,reyno1 e a todos os que os s]vem2 que os b5s que tem1 e os tributos que no paga1 que lhes so devidos1 como um tributo ,igreja1 e na por favor e graa dos ,reis4 ,ba/a app>ec] hum ,frade na ,alf&ega1 p>a tir> a m]cancia que qu]2 porque o respeito que e/ de posse d animo dos ,gu>das e d ,prov$or1 e o m$o da excomunha em que incorr]ia se lhe resi/issem1 deyxava faz] o ,frade e o ,cl]igo ousado2 e com raza1 porque sabe que n+uem se atrev] a toc>-lhe3 nas ,prov9cias cons]va o mesmo despotismo com os ,juizes1 com os ,meyr9hos1 e com todos os ,subditos1 qu&o qu]em ex]cit> os seus c>gos4 ,os effeitos que cauza e/as pr]ogativas nos animos dos ,subditos sa p]d]em o habito de ex]cit>em a sua obrigaa nos seos c>gos1 contra o juram5to que d]a qu&o entr>a nelles3 depois p]dem aquella inviolavel v5]aa que devem t] p>a z ,ord5s d seu ,sob]ano1 vicio o mayor que pode hav] em hua ,mon>*ia1 p]dese toda a idea da igualdade1 da ju/ia1 e d bem comum1 que deve exi/ir no animo d mais infimo ,subdito4 ,de/e modo cada ,portuguez qu] s] ,s5hor no seu e/ado2 repreh5de ao rapas que vae cant&o pela rua1 porque lhe na agrada2 e julga que tem au?oridade p>a fazello emmudec]4 ,e/ em companhia1 obs]va algua aco que lhe na agrada1 com a mesma fanta/ica au?oridade o repreh5de e o maltrata1 porque se imag9a ,s5hor1 e porque o ,fidalgo faz o mesmo1 e o ,ecclesia/ico1 a9da muito mais nas aco5s que na sa da sua compet5cia4 ,por e/es privilegios e immunidades fica hua ,naa ta dividida entre ella mesma1 que vem a s] insociavel2 por isso sempre armada1 sempre em def5sa1 como se os seos compatriotas fossem seos inimigos decl>ados4 ,mas o mayor mal que cauza e/as ,leis vem a s]1 que cada dia e/a sah9do d e/ado de villa e de cidada muitos e muitos ,subditos1 p>a entr>em naquelle da ,nobreza1 e dos ,ecclesia/icos4 ,todos os hom5s leva por objecto nas aco5s que fazem1 ou no trabalho que empr5dem1 o proveito1 a di/9ca1 e a honra2 e se lhes falta e/as esp]anz1 esmorecem1 e p]dem todos os e/imulos p>a obr>4 ,em ,portugal todo o que na nasceo ,nobre1 ou na he ,ecclesia/ico1 dezeja vir a s] m5bro de/es dois ,corpos respeitaveis1 adonde a conv5i5cia1 a honra1 a di/9a e o proveito tem ali o seu ass5to3 o ,lavrador1 o ,obreyro1 o ,(ficial trabalha dia e noyte p>a faz]em hum ,cl]igo1 hum ,abbade1 e hum ,cavalheyro d ,habito de ,*ri/o2 hua viva e tres ou quatro filhas e/a fi&o dia e noyte p>a met]em um filho ,frade1 pela honra que d> familia1 e porque v9do a s] ,pregador ou ,prov9cial a e/ablec] toda com honra e cab$ais4 ,todo o ,comum d ,reyno e/ cont9uam5te trabalh&o1 e =cej&o p>a sahir d e/ado em que naceo2 todo se consid]a viol5tado1 porque lhe falta aquelle ,s5horio que v no ,nobre1 e no ,ecclesia/ico3 p>a i/o s]vem z ,leis que temos1 e p>a i/o som5te he que ga/a o ,reyno tanto1 na ,educaa das ,escolas e das ,univ]sidades4 ,pezame1 ,illu/rissimo ,s5hor1 s] obrigado a diz] aqui sem rebuo1 que naquelles ,e/ados que tem por base a sua cons]vao no trabalho1 e na indu/ria1 no ha nelles n5huma sorte de ,subdito mais p]niciozo a sua h>monia1 d que he hum ,nobre1 ou hum ,fidalgo com os ,privilegios que lhe p]mettem z nossas ,ord5ao5s4 ,a ,nobreza he ess5cial naquellas ,mon>*ias ,go?icas como a nossa1 em quanto dep5dia a sua cons]vao de conqui/> e de subjug> os seos inimigos2 mas logo que se acab\ a conqui/a1 logo que no h\ve que conqui/>1 he necess>io que o ,legislador mude z leis3 o ,e/ado que tem t]ras e l>gos dom9ios1 e que delles ha de tir> a sua ,cons]vao1 necessita decret> ,leis p>a promov] o trabalho e a indu/ria1 e d]og> ou abrog> aquellas que se e/ablec]a no tempo que adquiria com a espada4 ,de/e modo podia fic> os ,ecclesia/icos possuidores das villas1 e t]ras que tem2 podia ,alcobaa fic> com z suas tr9ta e duas villas1 e a ordem de ,malta com quatorze ou qu9ze3 mas que pagassem aquelles b5s de raiz d mesmo modo que os dos villo5s2 que os mesmos lag>es1 mo9hos1 e az5has no tivessem privilegios2 que a jurisdia que tem tornasse ,coroa de donde sahio1 e que o equilibrio entre os b5s d ,subdito se re/ablecesse1 p>a fund>-se aquella to natural ,ley da propri$ade dos b5s1 base da ,mon>*ia fundada no trabalho e na indu/ria1 entre z quais entr\ a nossa1 depois que no temos que conqui/>1 o que v]emos pelo discurso de/e papel4 ,no anno de #aejj p\co mais ou m5os1 ,h5rique ,septimo de ,+lat]ra qu]ia dim9uir os privilegios da ,nobreza 7que gozava dos mesmos como a nossa71 e ao mesmo tempo qu]ia introduzir a agricultura e o com]cio1 desconhecido antes naquelle ,reyno2 sem viol5t> n5hum ,nobre1 sem tir>-lhe n5hum privilegio execut\ o que quiz1 e foi a base da gr&eza daquella ,mon>*ia4 ,decret\ huma ley3 ,que cada ,b>o1 ou ,s5hor de t]ras v9culadas1 ou p]t5c5tes ,coroa1 ou a ,morgados1 ficava au?orisado de z v5d]1 ali5>1 ou arr5d>1 dispondo-se de toda a posse e uzo-fruto dellas4 ,o que succ$eo que foi como naquelles tempos comeava o luxo1 os ,s5hores p\co a p\co =a v5d5do1 e ali5&o z suas t]ras1 z quais comprava aquelles que t9ha d9heyro2 de/e modo vi]a os b5s livres e se introduzio a igualdade e a ju/ia naquelle ,reyno1 e foi conhecida a propri$ade dos b5s de cada ,subdito4 4 ,cont9a a mesma mat]ia4 ,e sobre a ,escravidam1 e sobre a intol]ancia ,civil ,temos vi/o que da ,educaa das ,escolas e ,univ]sidades proc$]a z nossas ,ord5ao5s2 temos vi/o que das ,leis que temos1 proc$em os nossos cu/umes3 agora v]emos que dos privilegios da ,fidalguia conc$ida pela con/ituia da ,mon>*ia ,go?ica1 se seguio a escravidam4 ,he facil conceb] e/a consequ5cia3 porque todas z ,nao5s conqui/adoras como z d ,ori5te1 os ,gregos1 ,romanos1 e ,godos1 conhec]a1 e uz>a dos povos v5cidos por escravos4 ,e/a pratica se cons]v\ em ,portugal pela conqui/a d ,reyno contra os ,mahometanos2 e se cont9u\ pela conqui/a de ,gu9 e de ,angola4 ,hoje he p]mitida em todo o ,dom9io ,portuguez2 e na creyo que at agora n+uem cuid\ pond]> os males que causa ao ,e/ado1 ,religia1 e ,educaa da ,mocidade4 ,a escravida sem t]mo1 como he a que se practica em ,portugal1 he p]nicioza ao ,e/ado4 ,porque no recupra pelos ,escravos1 os ,subditos que p]de na conqui/a1 na navegaa e nos e/ablecim5tos que tem na ,africa4 ,j disse que os ,romanos p]mitia aos escravos caz>emse1 mesmo a9da com z molh]es ,romanas1 e que os seus netos v9ha a s] cidado5s1 e de/e modo cada anno recup]ava a ,republica pela escravida1 o que p]dia pela conqui/a4 ,portugal na tem s5a a p]da dos ,subditos por e/as victorias e acquisio5s4 ,eu no posso conceb] como os ,ecclesia/icos no tem remorsos de consci5cia em p]mitirem que fique escravo o m59o que naceo de ,pay ou ,may escrava1 no meyo d ,reyno e da ,religio ,ca?olica4 ,que o adulto que foi captivo1 ou comprado na ,affrica1 ou na ,isla de ,s4 ,l\r5o1 fique escravo depois que foi bautizado1 passe por razo5s politicas1 e na por aquellas d ,evangelho2 mas que o mesmo se uze com seu filho nacido nos ,dom9ios ,portuguezes1 e bauptizado nos braos da ,may ,*ri/a1 i/o he p>a mim incompreh5sivel6 ,aqui s sa incoh]5tes z maximas ,ecclesia/icas3 ellas gov]nra a ,republica ,*ri/a e ,civil1 e/5d5do o seu pod] =a da ,igreja1 e gov]n&o a ,soci$ade ,civil em todo o ,dom9io da ,mon>*ia como vimos3 mas pela ,religio ,*ri/a todos os ,fieis sa iguais em quanto obs]va os ,m&am5tos da ,igreja2 porque cons5tem os ,ecclesia/icos e/a desigualdade de ,escravo e ,homem livre entre os mesmos ,*ri/os2 porque na e/5dem =a da ,igreja e/a igualdade1 e fazem entr> os ,escravos ,*ri/os na classe d ,subdito livre1 e cidado8 ,e/a contradia he notoria2 e indigna de cons]v>-se na ,*ri/&ade1 pela honra1 pela ,santidade1 e pela v5]aa que devemos t] p>a a ,religia ,*ri/a4 ,se eu pret5d]a sm5te que a ,mocidade ,portugueza fosse p]feitam5te in/ruida1 como ja disse assima1 no havia de reprov> a ,escravidam introduzida em ,portugal3 o meu int5to he que seja dotada de humanidade1 de aquelle amor de cons]v> os seos semelhantes1 e de promov] a paz e a unia da sua familia1 como aquella de toda a sua patria4 ,mas no he possivel que se introduza e/as virtudes em quanto hum ,s5hor tiv] hum ,negro a quem d hua b(etada pelo m5or descuido2 em quanto cada m59o1 ou m59a1 rica1 tiv] o seu negr9ho1 ou negr9ha4 ,aquella ,companhia ta intima pela criaa alt]a o animo daquelles ,s5hor9hos1 que fica sob]bos1 inhumanos1 sem idea alguma de ju/ia1 nem da dignidade que tem a natureza humana4 ,eu vivi muitos annos em t]ras adonde a escravida dos ,subditos he g]al1 e vi e obs]vei que nellas na se concebe idea da humanidade1 e corao maviozo1 capas de obr> aco5s de ju/ia1 de ordem1 com aquelle amor p>a a especie humana4 ,por e/a raza na creyo que se pod] e/ablec] jamais educaa boa nem p]feita naquelle ,e/ado1 adonde a ,escravida e/iv] introduzida1 ou a tempo1 ou sem t]mo4 ,e/a mat]ia he ta cl>a que com razo5s n+uem se pod] conv5c]1 se elle mesmo na reflectir int]iorm5te1 lembr&ose d que vio1 e ouvio ne/a mat]ia1 e cada ,portugues t] muitas provas d que digo assima4 ,como dos ,privilegios dos ,fidalgos e da ,nobreza proc$eo a ,escravidam1 assim das ,immunidades ,ecclesia/icas1 proc$eo a ,intol]ancia ,civil4 ,mas aqui1 ,illu/rissimo ,s5hor1 necessito eu mais o seu favor e a sua b5ignidade1 p>a p]mittirme que diga alguma c\za de hua mat]ia1 da qual n+uem ouz\ mesmo fall> onde o pod] ,ecclesia/ico teve o m5or asc5d5te nas mon>*ias4 ,nem p]suado1 nem aconcelho nos nossos dias1 a ,lib]dade da consci5cia nos ,dom9ios de sua ,mage/ade3 nem escrev]ei contra z deciso5s da ,igreja univ]sal1 s quais sempre me submeto1 s5do hua das pr9cipaes1 que =a da ,igreja no ha salvaa2 nem contra os ,politicos que ass5tra1 ha #bjj annos1 que a donde exi/irem muitas ,religio5s com lib]dade de consci5cia no mesmo ,e/ado1 que hav] sublevao5s1 gu]ras civis1 traio5s1 e ru9a total d ,e/ado1 que he o mayor mal que pode succ$] ao g5]o humano em ,soci$ade4 ,eu no f>ei agora sobre z ref]idas deciso5s1 mais d que alguz obs]vao5s fundadas no conhecim5to das c\sas ord9>ias1 e na exp]i5cia que t5ho dos ,e/ados onde a lib]dade de consci5cia he p]mitida e premiada3 nem me val]ei de au?oridades1 nem a9da daquellas sagradas1 nem dos ,santos ,padres1 a favor da ,tol]ancia1 mesmo ,*ri/a2 e por ultimo mo/r>ei a ,v4 ,illu/rissima1 o prejuizo e o dno que cauza boa educao a ,intol]ancia1 e que p>ece impossivel introduzir-se o trabalho e a indu/ria1 como base de hua ,mon>*ia1 onde exi/ir e/a ,lei4 ,que nas ,congregao5s dos primeyros ,*ri/as1 que nos ,conv5tos no fosse nem seja p]mitido ,*ri/a ou ,frade1 que no seja da mesma ,religio1 he ju/o e he necess>io1 porque a sua ,con/ituio e cons5tim5to comum assim o requ]ia3 mas que e/as ,congregao5s1 ou ,conv5tos queyra obrig> com prizo5s e excomunho5s aos ,subditos d ,e/ado que seja ,*ri/as1 he contra a ,ley ,*ri/a1 que ord5a na viol5t> z consci5cias de quem na he a9da ,*ri/a3 a que/a agora he se e/as ,congregao5s1 ou ,igrejas ,*ri/as tem pod] coactivo p>a obrig> hum ,*ri/a bauptizado ja1 cont9u> na pratica da mesma ,religia no cazo que na queyra obs]vala1 ou mesmo declam> e escrev] contra ella8 ,n5hum ,bispo1 nem ,prelado tem pod] coacitvo1 nem mesmo por auctoridade div9a3 todo o seu pod] he espiritual4 ,os ,emp]adores ,romanos d qu>to e qu9to seculo conc$]a algum pod] aos ,ecclesia/icos sobre os ,secul>es ,*ri/as2 e e/e pod] se augm5t\ qu&o os ,bispos vi]a em ,frana1 e em ,espanha ,s5hores de t]ras com jurisdio1 como vimos assima4 ,mas e/e pod] de que uzra1 e uza a9da os ,bispos1 e o seu ,app5dix que he a ,inquisia1 he hua uzurpao da ,jurisdia da ,mage/ade2 e he contr>io in/ituia da ,religia ,*ri/a4 ,o ,pod] ,ecclesia/ico he e deve s] sobre aquelle ,*ri/a que vai espontaneam5te (f]ec]se ,igreja p>a satisfaz] sua consci5cia3 mas no tem direito n5hum sobre aquelle *ri/a1 ou ,g5tio que no qu] entr> na ,igreja4 ,logo os ,ecclesia/icos no podem ass5t> por maxima univ]sal que a ,tol]ancia1 ou ,lib]dade de consci5cia1 he ,contr>ia ,cons]vao da ,religio4 ,he contr>ia na v]dade naquellas ,congregao5s ,*ri/as1 e ,conv5tos2 he contr>ia entre os mesmos socios1 e que vivem de comum cons5tim5to em communidade de b5s1 mas de n5hum modo he contr>ia cons]vao d ,e/ado ,civil4 ,ponhamos diante dos olhos o que se practica em ,holl&a1 e sobre tudo em ,russia3 ne/es dois ,e/ados tem livres ex]cicios todas z ,religio5s1 que na sa contr>ias s ,leis fundam5tais delles4 ,em ,holl&a1 como em ,russia ha ,igrejas ,ca?olicas ,romanas2 os ,ca?olicos que vivem ali va espontaneam5te ,igreja1 e se con=ma d\tr9a e discipl9a ,*ri/a ,ca?olica3 hum de/es1 por exemplo1 se na quiz confess>se1 se quiz mud> de ,religia1 s] ,calv9i/a1 ou da ,religia ,grega1 que he a dom9ante de ,russia1 o ,p>rhoco1 ou ,mission>io na tem que faz] com e/e ,apo/ata2 negalhe os sacram5tos1 e obriga-o a sahir da ,igreja1 se qu] entr> nella3 mas na tem outro pod]4 ,mas se e/e ,apo/ata cometeo algum crime1 ou fez aca contr>ia ,ley civil da t]ra1 he ca/igado por ella4 ,de/e modo se v o que he a intol]ancia ,*ri/a e o que he a tol]ancia civil3 e/a pode exi/ir sem prejuiso algum da ,religia ,*ri/a2 mas aquella na1 por que o ,apo/ata pod] p]suadir a seus antigos ,irmas em communidade de l>g> a ,religia1 como elle fez4 ,a exp]i5cia de quasi trez5tos annos a e/a p>te mo/r\ e/es dois pr9cipios1 incriveis1 e mesmo absurdos no tempo de ,c>los qu9to e de ,phelipe segundo2 sa e/es1 #a4o ,que nos ,reynos adonde ha lib]dade de consci5cia1 cada dia sahem das ,religio5s tol]adas1 que deyxa e abjura1 p>a abraarem a ,religia dom9ante4 #b4o ,que em todos os ,reynos onde exi/e a intol]ancia civil1 que cada dia p]dem ,subditos1 que abjura a ,religia dom9ante1 p>a abraarem outra1 ou tol]ada no mesmo ,reyno1 ou dom9ante nos outros ,reynos4 ,no ,imp]io dos ,turcos cada dia os ,*ri/as ,gregos1 ,arm5ios1 e de outras ,religio5s abraa a ,religia ,mahometana3 em ,+lat]ra os ,*ri/as *amados ,quak]s ou ,trem$ores e ,anabapti/as1 e outros1 abraa a ,religia ,anglicana4 ,em ,russia d mesmo modo tem feito muitos ,prote/antes1 ,ca?olicos1 e ,mahometanos abra&o a ,religia dom9ante que he a ,grega4 ,pelo contr>io em ,italia1 ,frana1 ,ca/ella e ,portugal1 adonde exi/e a intol]ancia civil1 ta sev]am5te obs]vada1 cada dia sayem ,italianos a s] ,prote/antes1 ,soc9ianos1 e s vezes ,turcos4 ,de ,frana se conta que cada anno sayem entre quatro a c9co mil p>a abraarem o ,calv9ismo4 ,de ,ca/ella e ,portugal na qu]o diz] quantos sayem abraar o ,judaismo1 o ,mahometismo1 e o ,prote/antismo3 mas he c]to que na ,suissa1 ,+lat]ra e em ,holl&a ha muitos de/as ,nao5s que na sa ,ca?olicos ,romanos4 ,a intol]ancia dos nossos ,bispos e ,mission>ios nas ,indias ,ori5tais foi a orig9al cauza que os indios bautisados se fiz]a ,calv9i/as1 que fic>a na ,dom9aa dos ,holl&ezes1 dos ,+lezes e ,d9am>quezes3 a intol]ancia dos ,reis ,ca?olicos1 d ,c>deal ,cyreiros1 e d ,frade ,torquemada fez hum prodigioso num]o de ,judeos e de ,m\ros1 que vi]a a s] os ,cors>ios de ,tunes1 ,argel e ,sale1 que tem feito arr5eg> tanto ,*ri/a1 e de/ruido tanta riqueza nos resgates e nos navios1 que vem da ,am]ica1 e que negoceam4 ,em ,holl&a1 ,russia1 e ,prussia1 jamais h\ve a m9ima discordia1 levantam5to1 traia por cauza da ,religia1 em quanto por ,leis e/eve e/ablecida a lib]dade de consci5cia univ]sal a todas z ,religio5s4 ,de onde se v que a diff]5a das ,religio5s na he contr>ia paz1 nem concordia1 nem c>idade que deve reyn> no ,e/ado ,civil bem unido e bem gov]nado4 ,na he de/e lug>1 ,illu/rissimo ,s5hor1 consid]> aqui a ,intol]ancia ,civil nos ,reynos que conqui/amos na ,affrica e na ,asia1 porque v\ applic> o ref]ido ,educaa da ,mocidade3 mas de passo direi que era impossivel cons]v> o que conqui/>a os ,portuguezes1 s5do intol]antes das ,religio5s daquellas ,nao5s conqui/adas3 ,nao5s1 tanto a ,mahometana ou ,indiana1 que na conhecem tal maxima1 qual he a ,intol]ancia3 toda a ,asia e toda ,affrica sa tol]antes2 e ns qu]iamos fund> ne/es povos subjugados ,imp]io ,portuguez4 ,como a ,escravidam cauza di/9a e preem95cia entre os ,subditos1 assim a ,intol]ancia ,civil poem hum muro de sep>aa entre o ,*ri/a da ,religia dom9ante1 e o p]secutado1 ou o intol]ado3 com raza o ,*ri/a ,ca?olico em ,portugal1 ou ,ca/ella1 se consid]a milhor que o ,calv9i/a1 ou o ,judeo de s9al1 fallalhe com agrado pelo int]esse1 e na alma o despreza1 e o tem como c\za danada1 indigno da humanidade e ,c>idade ,*ri/a1 porque na cr como elle4 ,assim se vai cri&o naquelle animo hua av]sa p>a a humanidade2 hum odio p>a os ,hom5s que na e/a sujeitos s mesmas ideas que elles crem1 e adora2 daqui vi]a aquellas tyranas inhumanidades1 que ex]citra os ,ca/elhanos na conqui/a da ,am]ica1 e nos ta bem em alguns lug>es de ,affrica4 ,se a escravida faz p]d] aquella igualdade civil que faz o v9culo e a =a d ,e/ado1 a intol]ancia faz p]d] aquella humanidade1 que he o dezejo de a cons]v> p>a imit> o ,supremo ,creador1 que tudo cre\1 e tudo e/ cont9uam5te cons]v&o4 ,e/es sa os males que c\za a ,escravidam e a ,intol]ancia civil ,educaa da ,mocidade2 quem mais tiv] a peito a sua p]feia e adiantam5to1 p5s> de que modo se devem ext]m9> e/es ob/aculos4 4 ,que a nossa ,mon>*ia se podia cons]v> com a ,educaam ,ecclesia/ica1 que t9hamos1 em quanto conqui/ava3 mas que nam he suffici5te depois de acabadas z ,conqui/as ,se z ,leis se devem mud>1 tanto que muda z circum/ancias nas quaes se cons]vava o ,e/ado ,politico civil2 assim he necess>io mud> a ,educaa da ,mocidade no mesmo ,gov]no4 ,como todo o int5to d ,legislador deve s]1 cons]valo e augm5tlo1 no hesitra jamais de comear a re=m> o que se pode emm5d>1 sem que da emm5da ou re=ma resulte mayor dano que b5eficio4 ,z urg5tes necessidades da ,mon>*ia ,go?ica se r$uzia t] bons ,soldados e ,g5]ais sempre promptos a gu]re>1 como um ex]cito acampado3 z ,leis politicas e civis se cont9ha no limitado circulo das ,assembleas g]aes da ,naa ou ,cortes2 a propri$ade dos b5s1 os conctratos e z successo5s1 s5do os povos ,escravos1 era r>as vezes po/as em litigio1 exceptu&o no ,tribunal das ,cortes1 nas quais os ,juises1 os ,conselheiros1 os ,secret>ios1 os ,letrados era os ,ecclesia/icos4 ,de/e modo na necessitva o ,e/ado mayores conhecim5tos1 nem e/ablecim5tos p>a cons]v>se2 e s]ia enta inutil 7at o anno de #adej p\co mais ou m5os7 hav] hum ,tribunal p>a a ,navegaa e o ,com]cio4 ,e como a ,mon>*ia ,go?ica na conhecia o ,direito das ,g5tes1 consid]&o z mais ,pot5cias como inimigas1 daqui vem que na necessitava t] ,escolas1 p>a apr5d] a ,hi/oria antiga e mod]na1 z ,l+oas que se falla hoje1 aquellas sci5cias que ens9a a gov]n> os ,e/ados e a cons]valos por allianz e a dirigirem-se p>a p]pectu> hua paz com reputaa da ,mon>*ia4 ,mas e/as circum/ancias em que se cons]v\ a ,mon>*ia acabra1 e se levantra em toda a ,europa outras mui diff]5tes1 e tabem no ,reyno1 o que mud\ totalm5te o ,e/ado ,politico e ,civil d mundo ,*ri/a conhecido4 ,d4 ,affonso o ,v1 e ,dom ,joa o segundo1 =a os primeiros ,reis ,portuguezes que da conqui/a das ,ilhas de ,gu9 e de ,angola tiv]a riquezas1 e os ,subditos comeara a t] cab$ais3 tr9ta annos depois descobre ,*ri/ova ,colombo a ,am]ica1 e o nosso ,p$ro ,alv>es ,cabral p\cos annos depois o ,brazil3 e no anno de #adig descobrio ,vasco da ,gama a ,india ,ori5tal4 ,z riquezas que vi]a de/es ,cont95tes descob]tos1 em ouro1 prata1 p$ras preciozas1 especi>ias1 s$as1 r\pas1 e outras commodidades da vida p>a o luxo e p>a z artes1 mud>a a face da ,europa totalm5te4 ,e foi preciso a ,portugal1 e a ,espanha acresc5t> con/ituia ,go?ica1 com que se gov]nava1 aquella d trabalho e da indu/ria1 que na subsi/e sem artes e sci5cias4 ,como em ,portugal nem em ,ca/ella havia todos os mat]iaes p>a faz] navios1 em ta gr&e num]o1 p>a naveg> p>a os novos mundos1 os comprava em ,g5ova e no ,norte3 como na t9ha fabricas1 nem p>a todo o ve/ido1 nem p>a o luxo1 comprava e/as m]cancias em ,fl&res1 em ,frana1 ,+lat]ra e ,allemanha1 e tabem em ,v5eza e ,flor5a1 ,reynos que e/ava ja com mais artes e fabricas d que nos t9hamos e os ,ca/elhanos4 ,lisboa e ,sevilha vi]a z feiras de todo o mundo2 ali se trocava z m]cancias da ,europa1 pelas riquezas d ,ori5te e da ,am]ica1 como em ,portugal na havia fabricas suffici5tes1 passavam de ma em ma aquelles !s\ros at irem p>> na ma de quem trabalh\1 o que passava a ,india1 o que succ$ia igualm5te com ,ca/ella4 ,de/e modo toda a ,europa mud\ de face3 de antes se cons]vava r\b&o e conqui/&o1 depois das ,descob]tas dos novos mundos comeou a cons]v>se pelo trabalho e indu/ria1 base da ,navegao e d ,com]cio4 ,outra novidade na m5os notavel alt]\ o ,gov]no ,go?ico da ,europa1 e =a z sci5cias e o conhecim5to da ,hi/oria ,antiga4 ,mahomet ,,ii subjuga o ,imp]io ,grego1 e toma ,con/ant9opla no anno #adec1 dezampra muitos ,gregos1 hom5s d\tos1 a sua patria1 a*a refugio em ,italia1 e protea no ,papa ,nicolau ,v1 na casa de ,m$icis1 e na de ,e/e3 communica aos ,italianos a ,l+oa ,grega1 e z sci5cias que nella se cont9ha2 e como de toda a ,europa hia e/ud> a ,bolonia1 ,padua e ,flor5a1 em p\cos annos se espalh\ por toda ella1 pelo m5os aquelle conhecim5to das ,hi/orias da antiguidade1 a ,eloqu5cia e a ,philosophia ,moral de ,plata e de ,ari/oteles1 e =a ba/antes e/es conhecim5tos1 p>a que toda a ,europa mudasse o modo de p5s>1 em que t9ha vivido quasi por #ae seculos4 ,desde aquelle tempo comera os ,europeos a conhec] ,direitos da ,mage/ade2 a ,jurisdiam ,ecclesia/ica2 a ,subord9aam aos ,magi/rados3 e de/a origem disputada e agitada com mil controv]sias1 sempre com mayor animozidade1 que c>idade *ri/a1 result\ o ,lu!ranismo e o ,calv9ismo1 e outras iguais transao5s1 mo/r&ose que n5hum bem succ$e ta puro aos hom5s na soci$ade1 que na v9ha abr9do a porta a algua desv5tura4 ,ne/e mesmo tempo se descobrio a arte da ,impressam1 ou em ,franc(ort1 ,/rasburgo ou ,h>lem1 e se communic\ por e/e meyo a sci5cia ta rapidam5te1 que v9te annos depois j muitos ,europeos era celebres nas ,sci5cias ,div9as e humanas4 ,j se t9ha descob]to a polvora1 e com a ajuda da ,geometria edificrase =talezas con=me z regras daquella sci5cia2 e mud\ e/a prep>ao *imica o modo de faz] a gu]ra em todo o mundo4 ,todos e/es conhecim5tos descob]tos no espao de p\co mais de um seculo d]a fundam5to a =m>se ,europa como hua gr&e ,republica2 a communic>em-se z suas ,pot5cias1 como amigas1 e a conhec]em z obrigao5s da humanidade1 como he da obrigao de cada homem com outro1 cons]v>emse mutuam5te em quantos ambos tem daquella amizade a sua cons]vaa4 ,desde aquelle tempo comeou a m9>se e a desfaz]se a con/ituio da ,mon>*ia ,go?ica1 fundada na =a e na viol5cia2 e no mesmo comeou abrot> o fundam5to da ,mon>*ia ,politica e ,civil1 que tantas vezes dissemos1 consi/e na igualdade dos ,subditos 7no das condio5s7 na propri$ade dos b5s1 no trabalho e na indu/ria4 ,necessitava tanto ,portugal comear a mud> z ,leis d ,reyno no tempo del ,rey ,dom ,manoel e de ,dom ,joa o ,t]ceyro1 que a9da na supposia que ,+lat]ra e ,fl&res1 e de algum modo ,frana z no mudasse 7como mudra71 era-lhe preciso tom> e/a necess>ia precaua4 ,porque t5dose acabado z gu]ras com os povos ,conqui/ados1 e/ava na indisp5savel obrigao de cons]v> e/as conqui/as2 e p>a cons]valas1 n5hum outro meyo lhe ficava d que pelas disposio5s segu9tes4 ,nas conqui/as adonde os povos era b5ignos e mansos1 adonde na havia temor que se levantassem1 e/abelec] ali a agricultura e z artes que necess>iam5te dep5dem della3 naquellas onde os povos era f]oces1 e que levava mal o jugo1 o com]cio com a agricultura devia s] promovido entre elles3 n5hua c\za faz os hom5s mais humanos e mais doceis1 d que o int]esse3 o com]cio tras consigo a ju/ia1 a ordem e a lib]dade3 e e/es era os meyos1 e o sa a9da1 de cons]v> z conqui/as que temos4 ,agricultura e ,com]cio sa z mais indissoluveis =z p>a su/5t> e cons]v> o conqui/ado3 mas e/a vida de ,lavradores1 de ,(ficiaes1 de ,m]cadores1 de ,m>9heiros e ,soldados1 no se cons]va com privilegios dos ,fidalgos1 com immunidades e jurisdia civil dos ,ecclesia/icos1 com escravida e com a intol]ancia civil4 ,na se cons]va com a educaa de sab] l] e escrev]1 z quatro regras da ,ari?metica1 latim1 e a l+oa patria1 e por toda a sci5cia o cate*ismo da d\tr9a ,*ri/a2 na se cons]va como ocio1 dissolua1 mont> a cavallo1 jug> a espada preta1 e ir a caa3 he necess>ia ja outra educaa1 porque j o ,e/ado tem mayor necessidade de ,subditos in/ruidos em outros conhecim5tos3 ja na necessita em todos elles aquelle animo altivo1 gu]reyro1 aspir&o sempre a s] nobre e di/+uido1 at *eg> a s] ,cavalheyro ou ,eclesia/ico4 4 ,objecto que devia t] a ,educaam da ,mocidade ,portugueza1 no tempo del ,rey ,dom ,joam ,o ,t]ceyro1 e p>ece que a9da hoje ,todos sabem que o objecto da ,educaa da ,mocidade deve s] proporcionado s leis e aos co/umes d ,e/ado a quem ella p]t5ce3 he sup]fluo relat> aqui a ,educao dos ,p]sas1 dos ,lac$emonios e dos ,romanos4 ,z ,leis de/as ,mon>*ias1 era milit>es1 o seu objecto era v5c] e conqui/>1 como era o das ,mon>*ias ,go?icas2 e a sua educao era milit>4 ,p>a det]m9>mos o objecto da ,mocidade ,portugueza naquelle tempo desde o anno de #aejj at #aehj1 qu&o ,portugal cahio debayxo d jugo ,ca/elhano1 vejamos em que e/ado se a*ava enta1 e os ,reynos seos viz9hos da ,europa4 ,el ,rey ,dom ,manoel e el ,rey ,dom ,joa o ,t]ceiro nunca tiv]a gu]ra na ,europa3 e e/e ,rey foi o que deyx\ aquella conqui/a da ,affrica1 cons]v&o som5te tres ou quatro portos ou praz naquelle ,cont95te3 resoluo p>ece ac]tada1 ja que t9ha det]m9ado de/ruir todos aquelles que na era ,ca?olicos ,romanos1 ou conv]telos3 z riquezas da ,affrica e de toda a ,india ,ori5tal 7porque d ,brazil1 exceptu&o papagayos1 algua madeyra1 e asuc>1 na *egava a ,portugal outro r5dim5to7 cobria z prayas de ,lisboa3 e/as imm5sas riquezas a mayor p>te dellas proc$idas da conqui/a de m> e t]ra1 outra dos tributos dos ,regulos conqui/ados se di/ribuia pelo ,sob]ano1 pelos ,fidalgos e val5tes ,soldados1 e pelos ,ecclesia/icos3 tanta riqueza nos primeyros tr\x]a o mayor luxo que jamais t9ha vi/o ,portugal3 el ,rey ,dm ,manoel com pessimo concelho foi o primeiro que deyx\ o ve/ido ,portuguez nas ,solemnidades1 ve/9dose huz vezes ,flam5ga1 e outras ,franceza3 prodigiosa quantidade de ,conv5tos se edificra de novo por e/es annos1 de ,capellas e de ,oratorios1 mas he rep>> que na se augm5tra z p>rho*ias3 cresc]a z immunidades dos ,bispos e dos ,prelados2 a sua jurisdia pelo novo ,tribunal da ,inquizia e pod]em por sua ordem por seos ,meyr9hos e ,famili>es pr5d] os leigos3 porque e/a ,mon>*ia j =mada t9ha p>a faz] os ga/os nas suas pret5o5s4 ,mas no ,reyno na se fabricava n5hua mat]ia de luxo1 nem a9da tudo o necess>io p>a viv]1 pois que no anno de #aeai1 lib]t\ el ,rey ,dom ,manoel os trigos e mais sem5tes e/rangeiras de pag>em direitos da alf&ega3 indicio c]to que faltava g5te que cultivasse4 ,era preciso que todas aquellas riquezas fossem p>> em ,+lat]ra1 ,italia1 ,frana1 e em ,fl&res2 muita p>te tabem em ,roma4 ,como o povo ,portuguez na entrava na ,legislaa da ,mon>*ia ,go?ica1 n5hua p>te d'aquellas riquezas se di/ribuia por elle2 e exceptu&o alguns ,palacios em ,lisboa e qu9tas1 e c\tadas dos ,arr$ores1 ,igrejas e ,conv5tos1 nada ficava mais em ,portugal de/as riquezas3 assim vemos a9da o ,reyno sem cam9hos1 sem pontes1 com os portos e fozes dos rios entupidas1 s9al c]to que na se espalhra aquellas riquezas pelos (ficiaes1 nem pelos ,m]cadores d ,reyno4 ,se el ,rei ,dom ,joo o ,t]ceyro fosse ta tol]ante com os seos ,subditos1 como ,c>los ,qu9to com ,ca/ella e ,fl&res1 pod]ia rep>tirse muita p>te de/as riquezas das ,indias por todo o ,reyno3 havia naquelle tempo em ,lisboa milh>es da desc5d5cia dos ,judeos bautizados1 que com]ava com z ,nao5s ,e/rangeiras3 a ,inquizia desde o anno de #aedd ou #aede1 fez tal e/rago ne/es ,m]cadores1 que a mayor p>te se foi e/ablec] em ,anv]es1 ,londres e ,hamburgo1 e no s levra ,cab$ais imm5sos1 mas ens9ra quellas ,nao5s m]cadoras ja1 o com]cio da ,navegao ,portugueza2 e de/a origem veyo aquella pot5te ,companhia das ,indias de ,holl&a e a de ,+lat]ra fundadas pelos annos de #afjj p\co mais ou m5os4 ,qu&o consid]o z im5sas riquezas que *egra aos portos d ,reyno1 quasi por oit5ta annos1 e que todas hia p>> nas mas de quem trabalhava o que disp5dia os ,portuguezes1 p>eceme que era impossivel cons]v>se ,portugal por hum seculo mais1 a9da que na viesse a cahir 7como veyo7 debayxo d dom9io ,ca/elhano3 porque e/as riquezas fiz]a os ,+lezes1 os ,holl&ezes1 os ,hamburguezes1 e muita p>te da ,italia1 ricos e pot5tes1 augm5t&ose na agricultura1 nas artes e nas sci5cias1 e d e/ado em que e/ava antes bem mod]ado e mesmo abatido1 vi]a depois da descob]ta dos dois mundos1 pod]osos e altivos a pod] mole/> os seos ,descobridores4 ,hua como epidemia affligio e tran/orn\ o juizo quasi de toda a ,europa desde o anno de #aebj1 qu&o ,lu!ro em ,saxonia comeou a preg> contra z indulg5cias1 em ,suissa ,zu+lio1 e ,calv9o em ,frana1 contra a ,eu*>i/ia1 primazia d ,papa1 e celibado dos ,cl]igos1 que poz em confuza e/es ,e/ados1 e tabem ,fl&res e ,+lat]ra4 ,como todos e/es ,pot5tados era ,ca?olicos1 e pelas suas ,leis1 a h]esia era cond5ada com p5as de b5s1 c>gos1 honras1 e mesmo da vida1 de/a origem se augm5t\ o trabalho e a indu/ria prodigiosam5te3 porque z familias p]secutadas fic&o pobres1 s no trabalho t9ha o seu su/5to4 ,muitos mais ouzados se fiz]a pyratas1 assalt>a z nossas frotas e z ,ca/elhanas1 e buscra rem$ios a sua p]secuo3 de/e modo pass>a de ,frana muitos milh>es p>a ,+lat]ra no tempo da ,reyna ,izabel1 e tabem de ,fl&res1 qu&o ,phelipe ,segundo1 bem diff]5te de proc$] de seu pay1 e seu ,tio o ,emp]ador ,f]n&o1 p]secut\ e de/ruio tantos ,flam5gos4 ,ne/es tempos he que se e/abelec]a ta imm5sas e ricas manufacturas em todo o g5]o de m]cancia por todos aquelles que abraara o ,prote/antismo que at infect\ muitos lug>es de ,italia1 donde sahira muitas artes p>a se cultiv>em no ,norte4 ,e/e incid5te d ,prote/antismo1 junto com a sev]idade das ,inquizio5s de ,ca/ella e de ,portugal em todos os seos ,dom9ios1 fiz]a e/as ,nao5s mais pobres1 e mais faltas de ,subditos uteis4 ,p>ece que o ,concelho de ,e/ado de ,dom ,joa o ,t]ceyro e de el ,rey ,dom ,seba/ia tomava de proposito z resoluo5s mais contr>ias cons]vaa de ,portugal e da ,india4 ,ne/a p>te d mundo qu]ia e/ablec] a ,religia1 pela =a e pela intol]ancia2 o ,e/ado ,milit> e ,civil pela tyrania e pelas ,leis ,civis3 e/ablec]a ,bispados1 ,cabidos1 ,conv5tos e ,sem9>ios1 ,tribunaes ,civis2 a mesma con/ituia da ,mon>*ia ,go?ica1 com privilegios aos ,fidalgos1 e com immunidades aos ,ecclesia/icos1 cons]v&o a ,escravido e a intol]ancia3 o que tudo era ignorancia ou insano zelo dos ,conselheyros1 porque o objecto de cons]v> e de augm5t> aquellas conqui/as e ,colonias1 devia s] a navegaa1 o com]cio1 a agricultura1 a igualdade dos ,subditos2 hua ,ju/ia ,civil1 p>a julg> z c\zas d com]cio1 onde os ,m]cadores fossem os ,juizes1 sem ,letrados1 nem ,procuradores2 hua ju/ia p>a o crime1 semelhante d ,auditor de um ex]cito em ,campanha2 p>a mant] e espalh> a ,religia1 ,som5te ,mission>ios ,portuguezes 7e na ,e/rangeyros como foi e he de co/ume7 sem ,jurisdia1 pod] nem auctoridade1 nem nas ,igrejas1 nem nos ,*ri/as ,portuguezes nem ,indios2 e cada um de/es ,mission>ios devia t] a sua p>rho*ia2 e se h\vesse mais ,mission>ios que ,igrejas1 fic>ia det]m9ado o num]o exorbitante nas mesmas p>rho*ias sem pod] de adquirir b5s de raiz3 na era necess>ios ,bispos1 nem apr5d] ,latim1 nem t] impresso5s2 muito m5os ,tribunal da ,inquizia p>a ca/ig> feyticeiros e embu/eyros ,indios1 practicas de ,ca/ella na ,am]ica1 e que nos imitmos risca nos nossos ,dom9ios4 ,no tempo ref]ido de el ,rey ,dom ,joa o ,t]ceiro *eg\ a con/ituia d ,reyno a tal e/ado1 que no cazo mesmo que no e/ivessem descub]tas tantas ,ilhas e tantos portos das tres p>tes d mundo1 era de boa politica mud> o sy/ema das ,leis3 a con/ituia da nossa ,mon>*ia s5do s p>a gu]re> e ,conqui/>1 era =a que acabasse logo que hua paz durasse por #hj ou cem annos3 porque n5hua ,lei1 nem ,educaa da mocidade1 havia p>a se empreg> a ,nobreza ne/e tempo d descano4 ,e/a foi a causa1 porque ne/es tempos *egra os vicios ao cume de toda a p]v]sidade2 a ,nobreza rica1 era sob]ba1 ocioza1 e por consequ5cia sepultada nos vicios de toda a dissoluo1 d jogo1 de comidas e trages3 e ga/&o sempre mais que z suas riquezas1 cometia mil extorso5s1 arru9&o de/e modo aquella regul>idade que deve hav] nos portos d com]cio4 ,ne/a situao p]t5cia ao ,legislador e/ablec] por degros alguz ,leis que s]viam de fundam5to a hua ,mon>*ia mi/a de ,milit> e de ,civil2 i/o que cons]v>ia hum ex]cito1 e hua frota1 onde na hav]ia de/9a algua d nascim5to1 mais que aquella que d>ia o gro ,milit>2 e ao mesmo tempo1 imit&o ,h5rique ,septimo de ,+lat]ra1 que por hua ,ley ord5\ era livre a cada ,s5hor ,b>a ou ,morgado1 v5d] ou ali5> z suas t]ras1 e supprimirlhe os privilegios de na s]em v5didas por dividas3 abol9do e suprim9do todos os ,monopolios dos lag>es1 mo9hos1 etc41 como d com]cio2 e prohib9do que n+uem pagasse o que devia em frutos1 exceptu&o os dizimos4 ,de/e modo se ext+uira igualm5te aquelles privilegios da ,nobreza1 como ella se vai ext+u9do pelo ocio e pelos vicios2 pois que no tempo del ,rey ,dom ,manoel havia duz5tas cazas de ,fidalgos1 e hoje na *ega a ses5ta4 ,result>ia daqui que os ,cidado5s1 que t9ha adquirido ,cab$aiz ganhados com z m]cadorias das conqui/as1 entr>ia sem privilegios naquelles b5s2 j e/es pag>ia tassas e os seus ,criados1 como os b5s dos ,villo5s2 e comearia pelo com]cio1 e agricultura e/ablec]se a igualdade1 o trabalho e a indu/ria no ,reyno1 como se e/ableceo desde ,h5rique ,,vii em ,+lat]ra4 ,todas z ,ord5ao5s devia s] re=madas2 supprimir alguns ,tribunais que enta exi/ia1 e em seu lug> erigir outros p>a e/ablec] e cons]v>1 ou pr em execua1 z novas ,leis que devia decret>se p>a e/ablec] a agricultura1 o com]cio e a ,educao da ,mocidade proporcionada quellas ,leis4 ,det]m9adas e decretadas assim z ,leis d ,re9o p>a su/5t> um ex]cito e hua frota p>a def5sa dos ,dom9ios proprios e adquiridos1 e ao mesmo tempo1 p>a e/ablec] o trabalho e a indu/ria1 s]ia j necess>io mud> a ,educaa da ,mocidade ,portugueza1 ap]ceb5dose facilm5te o ,legislador1 que na t9ha ,subditos p>a execut> e/a segunda p>te da ,con/ituia da ,mon>*ia4 ,sempre a ,educaa das ,escolas ,seguio a ,legislaa d ,pot5tado a donde e/a e/ablecidas3 e o ,pod]1 ,jurisdia ,real e/ava enta r$uzida aos dois ,tribunaes d crime e d ,civil1 e todo o seu objecto e ex]cicio1 era ca/ig> os delitos1 e mett] cada hum na posse dos seos b5s4 ,mas faltava naquella situaa hum ,tribunal de economia univ]sal no ,reyno e nos seos ,dom9ios3 faltava um ,tribunal d ,com]cio1 com jurisdia especial p>a que z suas cauzas se processassem de modo mui diff]5te e mais summ>io1 d que he a practica d ,direito ,civil3 faltava um ,tribunal ta bem que tivesse a seu cuidado a ,educaam da ,mocidade1 e a correa dos co/umes2 c\za na v]dade desconhecida na ,legislaa dos ,reynos ,ca?olicos1 porque os ,ecclesia/icos t9ha tomado sua conta e/as incumb5cias3 mas apez> d seu zelo na vemos que naquelles tempos se prev5ia nem os crimes1 nem os maos co/umes1 nem os erros da ,f2 porque aquelle seculo foi o mais e/ragado e luxurioso1 que conheceo ,portugal2 e como a ,inquizia ca/ig\ mais de c9co mil apo/atas ,portuguezes1 era =a que fossem muito mal in/ruidos na ,religia ,*ri/a4 ,j vimos assima1 ,s5hor ,illu/rissimo1 a que se r$uz a sci5cia com que sahimos das ,escolas1 e que toda se r$uzia a s5t5ce> hum matador ou ladra1 ou met] deposse a cada um no seu bem3 agora v]emos que ja d tempo del ,rey ,dom ,joa o ,t]ceyro necessitava o ,reyno de outra ,sorte de ,educaa1 e necessit> sempre logo que tiv] ,ilhas1 ,colonias e ,dom9ios de ,ultram>2 logo que = obrigado a t] allianz com ,espanha1 com ,frana1 ,holl&a ou ,+lat]ra4 4 ,da ,natureza da ,educaam da ,mocidade1 e d ,objecto que deve t] no ,e/ado onde he nacida ,na trat>ei aqui daquella ,educaa p>ticul>1 que cada ,pay deve d> a seos filhos1 nem daquella que ord9>iam5te tem a ,mocidade nas ,escolas4 ,s]ia sup]fluo e/e trabalho vi/a d p]feito livro que compz aquelle ,vrro ,portuguez ,m>t9ho de ,m5dona de ,p9a e de ,pro5a1 intitulado ,apontam5tos p>a a ,educaa de hum ,m59o ,nobre e de v>ios ,autores que tratra da ,educaa nas ,escolas1 que relata ,morh(io no seu ,polyhiflor ,litt]>ius4 ,o meu int5to he propor tal ens9o a toda a ,mocidade dos dilatados ,dom9ios de ,sua ,maje/ade1 que no tempo da occupaa e d trabalho1 e no tempo d descano lhe seja util1 e a sua patria#ei3 propondo a virtude1 a paz e a boa f1 por alvo de/a educaa1 e a d\tr9a e z sci5cias1 como meyo p>a adquirir e/as virtudes sociaveis e *ri/as4 ,nunca me sahir d p5sam5to =m> hum ,subdito obdi5te e delig5te a comprir z suas obrigao5s1 e hum ,*ri/a resignado a imit> sempre1 d modo que alcanamos aquellas imm5sas aco5s de bondade e de mis]icordia4 ,a ,educaa da ,mocidade no he mais que aquelle habito adquirido pela cultura e direa dos ,me/res1 p>a obr> com facilidade e alegria aco5s uteis a si e ao ,e/ado onde naceo4 ,mas p>a se cultiv> o animo da ,mocidade1 p>a adquirir a facilidade de obr> bem e com dec5cia1 na ba/a o bom exemplo dos ,paes1 nem o ens9o dos ,me/res2 he necess>io que no e/ado exi/a tais ,leis que premem a quem = mais bem creado1 e que ca/iguem aquem no qu] s] util1 nem a si1 nem sua patria4 ,logo me p]guntra se toda a mocidade d ,reyno deve s] educada por ,me/res1 se o ,e/ado ha de cont> entre e/a ,mocidade o filho d ,pa/or1 d ,jornaleyro1 d ,c>reteyro1 d ,criado1 d ,escravo e d ,pescador8 ,se convem que nas ,aldeas e lug>es de v9te ou tr9ta fogos1 haja escolas de l] e de escrev]8 ,se convem ao ,e/ado que os ,curas1 os ,sa*ri/a5s1 e alguns ,devotos1 cujo in/ituto he ens9> a ,mocidade a l] e a escrev]1 t5ha escolas publicas ou p>ticul>es de graa ou por d9heyro1 p>a ens9> a ,mocidade1 que pelo seu nascim5to1 e suas p\cas posses1 he obrigada a ganh> a vida pelo trabalho corporal8 ,com tanta miudeza me det5ho ne/a classe de ,subditos1 porque obs]vo nos ,autores ta p\ca pond]aa d seu e/ado2 e he por tanto donde dep5de o mais =te balu>te da ,republica1 e o seu mayor selleiro e armazem4 ,os que qu]em e p]suadem que a classe dos ,subditos ref]idos apr5da todos a l] e a escrev]1 e ari?metica vulg>1 dizem p>a prov> a sua resolua que tanto mais se cultiva o ent5dim5to1 tanto mais se abr&a o coraa2 que a pi$ade e a clem5cia sa tanto mayores virtudes1 quanto sa mayores os conhecim5tos das obrigao5s com que nascemos1 de ador> o ,supremo ,creador1 de ob$ec] a nossos ,paes e ,sup]iores1 e de am> os nossos iguais#fj4 ,he v]dade mas e/es ,auctores levados d seu bom coraa ass5tam e/as maximas como se todos os hom5s h\vessem de habit> no p>aizo t]re/re1 ou na lhe s] necess>io ganh> toda a sua vida1 o seu limitado su/5to1 com o trabalho de suas mas1 e com o suor d seu ro/o4 ,que filho de ,pa/or qu]] t] aquelle (ficio de seu pay1 se idade de doze annos s\besse l] e escrev]8 ,que filhos de ,jornaleyro1 de ,pescador1 de ,tambor1 e outros (ficios vis e mui p5ozos1 sem os quaes na pode subsi/ir a ,republica1 qu]]a fic> no (ficio de seos pais1 se s\b]em ganh> a vida em outro mais honrado e m5os trabalhoso8 ,o ,rapas de doze ou qu9ze annos1 que *eg\ a sab] escrev] hua c>ta1 na qu]] ganh> a sua vida a traz] hua ovelha cada s co/as1 a roar depella manha at noyte1 nem a cav>4 ,ha p\cos annos que nos ,e/ados del ,rey de ,s>d5ha se promulg\ hua ley1 que todos os filhos dos lavradores fossem obrigados a fic>em no (ficio de seos pays2 d&o por raza1 que todos dezemp>ava os campos1 e que se refugiava p>a z cidades adonde apr5dia outros (ficios3 ,ley que p>ece mal concebida1 e que jamais t] execua4 ,se os filhos dos lavradores dezemp>a a casa de seos pais1 he porque tem esp]ana de ganh>em a sua vida com a sua indu/ria e intellig5cia2 e j lhe na sa necess>ias z simples maons p>a su/5t>se2 sabem l] e escrev]2 tiv]a nas aldeas onde nasc]a escolas pias de graa ou por mui vil preo1 e d mesmo modo z molh]es1 que ens9a os seos filhos a escrev]1 qu&o na tem d9heiro p>a pag> ,me/res2 e e/a he a origem porque os filhos dos ,lavradores fogem da caza de seos pais3 o rem$io s]ia abolir todas z escolas em semelhantes lug>es4 ,queyxase em ,frana que depois c5to e tr9ta annos se despovoa os campos1 e que todos busca z cidades ou se expatria a busc> =tuna em outros climas3 a cauza he a inf9idade de ,escolas de l] e escrev] na m9ima aldea de dez ou doze cazas2 ha c]tas ord5s ,religiozas sem clausura espalhadas por cada p>rho*ia que tem e/a incumb5cia2 todo o rapaz1 e rap>iga1 sabe l]1 escrev] o seu cate*ismo e o ,te/am5to novo na ,l+oa ,mat]na3 v5do-se com e/a educaa idade de doze ou qu9ze annos na qu]em fic> em hum (ficio laborioso1 p5ivel e s vezes infame4 ,por isso1 dizia o ,c>deal de ,ri*elieu ja d seu tempo1 que todo o proveito que retirava o ,e/ado de tanta ,escola de l] e de escrev]1 consi/ia no r5dim5to d ,correyo4 ,n5hum ,reyno necessita de mayor rigor na suppressa total d ens9o de l] e escrev]1 nem a9da p]mittido aos ,ecclesia/icos de graa1 d que o nosso3 o clima cria aquelles espiritos altivos1 mais p>a dom9>1 que p>a s]vir2 at nos animais dome/icos se obs]va e/a indocilidade4 ,a may d ,jornaleyro na cess> cada dia que ve ir seu filho escola de lembr>-lhe que tem um ,tio1 ,frade ou cura em tal lug>3 o rapaz j qu] s] ,frade3 e como s no ,ecclesia/ico se a*a honra sem faz] o ,pay despeza1 ba/a z inquirio5s p>a *eg> aquelle ,e/ado1 e fic> a caza d ,pay sem successor4 ,todo o rapaz ou rap>iga que apr5deo a l] e a escrev]1 se ha de ganh> o seu su/5to com o seu trabalho1 p]de muito da sua =a em quanto apr5de2 e adquire um habito de p]guia e de lib]dade de%one/a4 ,como sa os ,me/res de l] e escrev]1 hom5s rudes1 ignorantes1 sem criaa1 nem conhecim5to algum da natureza humana1 tem aquelles m59os tres horas pela manha e tres de t>de1 ass5tados1 sem bolir1 sempre trem5do e tem5do3 p]dem a =a dos membros1 aquella des5voltura natural1 porque a agitaa1 o movim5to e a incon/ancia he propria da idade da m59isse3 e na convem hua educao ta molle a quem ha de s]vir ,republica de ps e de maons1 por toda vida4 ,assim o ,m9i/ro ou o ,tribunal que havia de t] inspeca da ,educao da ,mocidade1 p>ece havia de ord5> ,que em n5hua ,alda1 ,lug>1 ou ,villa onde na h\vessem duz5tos fogos1 na fosse p]mittido a ,secul>1 nem ,ecclesia/ico1 ens9> por d9heyro ou de graa a l] ou a escrev]4 ,mas j vejo que clam>ia os ,bispos e os ,p>rhocos1 e tabem muitos devotos1 que1 pela ley propo/a1 era trat> a mocidade plebea em be/as sylve/res1 de/ituida d ens9o da ,religia ,*ri/a1 na pod5do l]1 nem ent5d] o ,cate*ismo2 e que ficava sem pr9cipio algum de humanidade1 nem de virtude ou ob$i5cia4 ,se e/es que assim arguirem1 s\bessem a obrigaa dos ,p>rhocos e ,sa*ri/a5s1 se s\bessem que o trabalho corporal1 t] o animo occupado1 he a mayor virtude3 se s\bessem que adquir9do aquelle habito de trabalh> desde a primeira m59isse que lhe s]viria da melhor in/ruca por toda a vida1 se retract>ia1 e na clam>ia4 ,nos ,dom+os e dias de ,fe/a devia o ,p>rhoco e o ,sa*ri/a ens9> a d\tr9a ,*ri/a a e/es m59os2 e com a sua dilig5cia fic>ia o m59o in/ruido na obrigaa de ,*ri/a2 e na s]ia necess>ia a escola1 p>a apr5d] o cate*ismo2 porque e/a obrigaa p]t5ce ,igreja1 e na ao ,me/re de l]1 nem de escrev]2 a9da que abayxo se lhe impor e/a obrigaa4 ,se hua vez o ,e/ado abraar faz] execut> a ,ley assima1 conceb] no mesmo in/ante que o trabalho e a indu/ria se deve consid]> como base d ,e/ado ,civil3 helhe necess>ia a provid5cia de procur> pela agricultura e pelas artes onde o povo adquira o seu su/5to3 helhe necess>io e/ablec] pelo m5os hum com]cio int]ior1 e communicaa de villa a villa1 de com>ca a com>ca1 p>a promov] a circulaa1 que sem ella na cont9u> o trabalho d povo1 nem a indu/ria2 em hua palavra1 era necess>io p>a e/ablec] a prohibia das ,escolas de l] nas ,aldeas1 ga/> o ,e/ado hua c]ta p>te d seu r5dim5to na erea1 e fundam5tos d trabalho e da indu/ria4 ,na necessit>ia e/a classe d povo de outra educaa d que os ,paes e ,ma5s e/ivessem empregadas no trabalho1 e seos filhos1 na t5do outro recurso p>a ganh>em a vida1 seguiria aquelle cam9ho que ex]citava os prog9itores e os tutores4 ,quem trabalha faz hum acto virtuoso1 evita o ocio2 vicio o mayor contra a ,religia e contra o ,e/ado3 e ,/4 ,b5to a*\ o trabalho de maons de tanta virtude que o poz por regra de sete oras cada dia4 ,i/o he o que ba/a p>a a boa educaa da mocidade plebea4 ,alem disso o povo na faz boas nem mas aco5s1 que por co/ume e por imitaa2 e r>issimas vezes se move por sy/ema nem por reflexa2 s] corts ou grosseyro1 sesudo ou ralhador1 pacifico ou insultador1 con=me = tratado1 pelo seu ,cura1 pelo seu ,juis1 pelo ,escudeyro ou ,lavrador honrado4 ,o povo imita z aco5s dos seos mayores2 a g5te das ,villas imita o trato das ,cidades a roda2 z ,cidades o trato da ,capital1 e a ,capital da ,corte3 de/e modo que a mocidade plebea t5ha ou na t5ha me/re1 os co/umes que tiv] s]a sempre a imitaa dos que vivem nos seos mayores1 e na d ens9o que tiv]a nas escolas4 ,todo o ponto1 he que z ,leis d ,e/ado e/eja de tal modo decretadas1 que na falte mais infima classe dos ,subditos o trabalho1 e que se disp5da ni/o1 o que se disp5de nos ,hospitaes g]aes1 e nas ,confr>ias4 ,mas na se imag9em os ,bispos1 nem os ,devotos1 que pela ,ley assima ficam excluidos de apr5d] a l] e a escrev] os filhos dos ,lavradores e (ficiaes que tiv]em cab$al1 p>a su/5tallos nas p5so5s ou sem9>ios que proporemos abaixo erigidos nas villas ou lug>es que exc$]em duz5tos viz9hos3 com e/a provid5cia1 s]ia l\vada a ,ley1 que na h\vesse escolas nas ,aldeas4 4 ,qualidades dos ,me/res1 p>a ens9> a l] e a escrev]1 ,o ,me/re que ens9a a l] e a escrev]1 he hum c>go publico1 na de ta p\ca consequ5cia p>a a ,republica como vulg>m5te se consid]a3 ord9>iam5te sa empregados ne/e m9i/]io hom5s ignorantes1 muitas vezes com vicios notorios1 que esc&aliza4 ,p>a ex]cit> e/e (ficio ba/a hua in=maa de vita moribus1 e com ella alcana d ,bispo a p]missa de ens9>2 alguz vezes ouvi que se requ]em z inquirio5s de sangue1 p>a o mesmo emprego4 ,nem z ,cam>as das ,villas1 nem das ,cidades1 nem z ,ju/iz ,reais1 tem m&o ou inspeca ne/as ,escolas2 e com raza1 porque na tem n5hum sall>io publico2 o proveito de/es ,me/res he ta t5ue que ap5as os tira =a d e/ado da mis]ia4 ,hum ,me/re de escola na deve t] defeito vizivel no seu corpo1 nem vesgo1 torto1 corcovado1 nem coxo2 porque se viu por exp]i5cia hua escola de m59os s]em vesgos1 porque o seu ,me/re t9ha aquelle defeito4 ,imitamos o que vemos1 e sem nos ap]ceb]mos d que fazemos1 adquirimos o habito1 antes de p5s> que he vicioso3 somos dotados de/a admiravel propri$ade1 que influe tanto em todas z aco5s da vida humana2 e por isso no convem que t5ha aquella t5ra idade ta apta a imit> e ta subcetivel das impresso5s extraord9>ias1 t] por objecto cont9uado hum ,me/re no corpo defeituoso1 e muito m5os no animo2 e por essa raza devia s] de co/umes approvados e conhecidos com l\vor4 ,mas nem e/as qualidades1 nem a sua capacidade no que devia ens9>1 s]ia ba/antes p>a ex]cit> e/e emprego4 ,n5hum ,me/re pod]ia t] escola 7d modo que propomos7 sem s] cazado1 condia sem a qual na ob/ante todas z mais qualidades1 na pod]ia ex]cit> e/a funa2 e no cazo que ficasse viuvo1 s]ia obrigado caz>se d5tro de p\co tempo ou obrigado a deyx> a ,escola4 ,e/e me/re he o primeiro que v a ,mocidade de/9ada pela mayor p>te a s]vir a sua patria2 desde aquella mais t5ra idade dev] t] por objecto hum cidada3 alem disso os hom5s cazados1 se tem filhos1 sa mais c>9hosos e maviosos1 com os m59os1 d que os solteyros4 ,deyxo consid]aa de quem conhece o que he hum homem que sahio d recto cam9ho da virtude1 se convem ne/e p]igo1 que hum homem solteyro seja ,me/re de m59os e rapazes8 e se s] ac]tado que o publico ponha nas maons d ,celibato a inoc5cia da primeira idade8 ,mas o bem publico e o sagrado d ,e/ado me favorece ne/a occazia mais que nunca4 ,todos os ,subditos empregados no s]vio ,civil1 como ,me/res1 ,juizes1 ,not>ios1 ,secret>ios1 e todos aquelles que tivessem sall>io d ,e/ado1 devia s] cazados2 condia sem a qual na pod]ia ex]cit> ,c>go algum ,civil1 como ,m$ico ou ,letrado1 com sall>io d ,reyno3 ,som5te os ,sexag5>ios1 t5do filhos1 s]ia disp5sados de/a condia sem excepa4 ,e/e ,me/re p>a s] admitido a t] escola publica1 t5do z qualidades e requesitos ref]idos1 devia faz] petia ao ,director dos ,e/udos e das ,escolas da ,prov9cia1 p>a s] exam9ado3 e no exame havia de con/>3 #a4o ,que sabia a ,l+oa ,lat9a1 e a ,mat]na1 com propri$ade2 #b4o ,que sabia bem escrev]2 #c4o ,como tabem a ,ari?metica1 pelo m5os z quatro ,regras2 e s]ia conv5i5te com a de tres1 e z frao5s1 ou dos quebrados2 #d4o ,que sabia de que modo se tem pelo m5os o livro de conta e raza1 pelo d deve e hade hav]1 com index ou alphabeto1 ou de cayxa dos ,m]cadores4 ,con/&o pelo exame propo/o1 que satisfizesse ao que se pret5dia delle1 o ,director lhe pass>ia provisa p>a ex]cit> o emprego de ,me/re de ,escola1 com obrigaa de alcanar outra d ,bispo1 por cuja ordem s]ia exam9ado no ,cate*ismo da ,religia ,*ri/a3 e munido com e/as duas proviso5s se pres5t>ia1 no lug> adonde havia de ens9>1 ao ,delegado d ,direitor dos ,e/udos e ,escolas1 p>a ex]cit> o seu c>go4 ,s]ia necess>io que e/ivessem compo/as e impressas z ,direo5s1 s quais cada ,me/re de ,escola se devia con=m> no seu emprego3 e na visita que devia faz] hua ou duas vezes por anno ne/as ,escolas pelos ,delegados dos lug>es1 onde e/ava e/ablecidas1 se tom>ia conta se o ,me/re satisfazia z dittas in/ruco5s4 ,e/e ,me/re alem de paga de cada discipulo devia t] sall>io d publico1 ta suffici5te que ba/asse p>a su/5t>se com dec5cia2 att5d5do a c>e/ia e ao trato da ,villa1 onde ens9>a4 ,e/es sall>ios ta p\co a c>go d ,e/ado1 f>ia sollicit> e/es empregos hom5s mais capazes d que hoje se emprega nelles3 s]ia tabem mais respeitados1 o que convem aquem ha de ens9> publicam5te4 4 ,d que haviam de apr5d] os ,m99os alem de l]1 escrev] e cont>1 etc4 ,bem sei1 ,illu/rissimo ,s5hor1 que me accuzra de ga/> assim o tempo ne/as p>ticul>idades que p]t5cem a m59isse1 de hum modo ta ra/eiro1 e =a de todo o discurso que n+uem que pret5de a algum gro de litt]atura ga/> o seu tempo em l] o que escrevo2 mas no o julg\ assim ,plut>*o#fa ,qu9tiliano#fb nem aquelles re/auradores das letras humanas ,erasmo#fc1 nem ,luis ,vives em muitas das suas obras a9da que decorado com o honroso c>go de ,me/re de ,phelipe ,segundo3 e/es ref]idos ,au?ores puz]a todo o seu cuidado na educaa da primeira infancia1 porque daquelles pr9cipios dep5de a disgraa ou a felicidade de toda a vida4 ,que auctoridade na a*>ia eu p>a prov> o que digo8 ,mas que provas so necess>ias1 qu&o a propria exp]i5cia nos conv5ce2 e a alheya nos admoe/a que ponhamos todo o nosso cuidado ne/es pr9cipios d ,e/ado e da ,religia4 ,queyxasse ,david ,hume e l',abb de ,/4 ,pi]re1 que nas ,escolas se en*em os juisos da ,mocidade de muita in/rua1 e que n5hum cazo fazem os ,me/res de =m> os co/umes1 nem de faz] o m59o bom3 todo o seu disvello he que saiba muito1 que recitem de memoria muitas laudas de proza1 e outras tantas de v]sos4 ,s]ia ta necess>io que os m59os que sayem da escola1 ficassem tabem in/ruidos na obrigaa que tem de s]em hom5s de bem1 como na de ,*ri/a4 ,cada m59o naquelle tempo apr5de o seu cate*ismo3 s]ia necess>io que no mesmo tempo apr5desse outro1 p>a sab] z obrigao5s com que naceo4 ,se h\vesse hum livr9ho impresso em ,portuguez1 por onde os m59os apr5dessem a l] 7e na por aquelles feitos de letra tabalioa71 onde se incluissem os pr9cipios da ,vida ,civil1 de hum modo ta cl>o que fosse a d\tr9a compreh5dida por aquella idade2 e ao mesmo tempo1 que o ,me/re a fizesse pratic> na classe com ca/igos e com premios1 co/um&o aquella idade1 mais a obr> con=me a raza1 d que a discorr]2 me p>ece que se na sahissem dali com outro ens9o1 que t]ia aproveitado mais1 d que se apr5dessem tudo aquillo que os ,pais dezeja4 ,se ne/e livr9ho e cate*ismo da ,vida ,civil e/ivessem decl>adas z propri$ades d homem no e/ado natural1 que consi/e em busc> o que lhe he necess>io p>a cons]v>se1 satisfaz5do fome e a s$e1 e que naturalm5te temos1 aquella propri$ade de imit> o que vemos com amor e com admiraa1 que temos naturalm5te2 a pi$ade e a compaixa de v] s(fr] e maltrat> os nossos semelhantes#fd1 e que de/es dois pr9cipios provem todas z aco5s que obramos1 em quanto na =em suffocados pelos maos exemplos de sob]ba1 de tyrania1 de crueldade1 que da os ,pays1 z ,ma5s1 e os que cria aquella aurora da humanidade#fe4 ,quanto cuidado devia t] os ,pays e os ,magi/rados1 que z ma5s e z amas s\bessem cri> z crianz at sahirem d seu colo8 ,em outro lug> se toc> o mal que r$unda a hua ,naa de na cri>em z ,ma5s os seos ,filhos4 ,se o ,me/re de/as ,escolas explicasse com exemplos e/e ,comp5dio que proponho da vida civil2 se o fizesse obs]v> por aco5s1 e habitu> aquella infancia a obralas1 e a fazelas1 e ao mesmo tempo lhes inculcasse1 e lhes fizesse applic> e/e pr9cipio em todas z suas aco5s3 ,que o homem nacido entre os hom5s devia obr> e faz] tudo con=me z ,leis e/abelecidas entre elles2 que a n+uem era licito viv] con=me a sua vontade1 con=me o seu praz] e fantasia4 ,no mesmo ,comp5dio qu]ia eu que e/ivessem escritas z obrigao5s com que nacemos3 como devemos v5]> a ,deos3 como somos obrigados honr> nossos ,pays1 e a quem tem o seu lug>3 que temos a mesma obrigaa de respeit> os mais velhos3 que devemos s] amigos fieis3 gu>d>-lhe segr$o1 palavra1 cuid> d seu bem1 como d nosso propio3 e como nos amamos naturalm5te a nossa patria1 assim devemos s]-lhe fieis2 cuid> em tudo d seu bem1 que he o nosso3 e como el ,rey he a cabea della1 que a e/e1 como a nosso primeyro ,pay na t]ra1 devemos respeyt> e honr>4 ,aquella t5ra idade pod]ia compreh5d] qu&o os ca/iga 7na b>b>am5te com aoutes e palmatoadas71 que na adv]sidade n+uem se deve abat]3 que sempre ha de fic> a esp]ana ou de se emm5d>1 ou de melhor faz]3 qu&o = premiado1 faz]-lhe not> o pr9cipio d ,cate*ismo1 que n+uem na prosp]idade e na gr&e alegria se deve desvanec] nem ensob]bec]3 porque somos nacidos p>a viv] hua vida c]ceada sempre pela alegria e pela tri/eza2 que n5hum bem he sem mi/ura de mal1 nem n5hum mal sem mi/ura de bem4 ,a m59isse he capas de/a in/ruca1 se o me/re lhe fall> na l+oa e na frase que he propria aquella idade4 ,he admiravel o juizo humano3 na idade de tres annos apr5deo hum m59o a sua l+oa2 fall> sem sab] o que fas1 com o nom9ativo1 com o v]bo no s+ul>1 ou plural1 no tempo1 no modo1 etc4 ,o que he ta difficil aos adultos que apr5dem z l+oas d\tas ou e/rangeiras4 ,pode o m59o apr5d] no dia1 de trez ou quatro ,me/res1 sem confundir o que apr5de4 ,mas abayxo mais di/9tam5te trat>emos de/a mat]ia4 ,p>eceome advirtir aqui que necessitava o ,director1 ou o ,concelho da ,educao1 m&> compr hum piqu5o livro em #h4o de #aej a #bjj pag9as1 com o titulo ,arte de t] livros de conta e razam4 ,e/e s]ia o modelo p>a que cada qual s\besse gov]n> a sua casa1 onde hav]ia exemplos de alguz c>tas de rois1 de quitanz1 de letras de cambio e de procurao5s3 faz5do cope> a cada ,discipulo hum livro semelhante1 ditado pelo seu ,me/re4 ,bem sei a difficuldade de a*> ,me/res nas ,prov9cias que possa pr em practica o que cont] o livro propo/o3 he a difficuldade que encontra sempre os nossos e/ablecim5tos4 ,mas he necess>io hum pr9cipio2 e os hom5s pelo uzo1 com o premio1 e a esp]ana1 e pelo m$o de p]da1 e pela de%onra1 augm5ta os seos conhecim5tos1 e in/iga z pot5cias da alma a p5etr> e v5c] z difficuldades d seu (ficio4 4 ,das ,escolas da ,l+oa ,lat9a e da ,grega1 ,humanidades1 e da ,l+oa ,mat]na ,na he o meu int5to1 ,illu/rissimo ,s5hor1 indic> aqui a m9ima in/ruca p>a apr5d] z ,l+oas1 ,lat9a1 ,grega1 e ,hebraica1 nem z ,humanidades1 por que j ,s4 ,mage/ade que ,deos gu>de1 foi s]vido ord5> aos ,pr(essores seguirem aquellas1 que decret\ ne/e anno1 e que =a impressas em caza de ,miguel ,rodrigues4 ,o meu int5to he som5te de mo/r> qual deve s] o fim de/as ,escolas2 como devem s] dirigidas p>a s]em de utilidade ao ,e/ado2 que qualidades devia t] os ,me/res que havia de ens9> ne/as1 e aquellas que havia de t] os discipulos2 e z duas diff]5tes classes delles2 e como dos mesmos ,mossos ali educados1 havia de sahir ,me/res p>a ens9> nas ,escolas onde faltassem4 ,porque como1 ,v4 ,illu/rissima sabe que deve o ,e/ado retir> hum proveito proporcionado despeza que fiz] com e/e ens9o2 e essa he a razo que me move a satisfaz] e/e objecto4 ,a ,l+oa ,lat9a he necess>ia a todos os ,m9i/ros da ,religio ,ca?olica ,romana1 a todos os ,conselheyros de ,e/ado1 ,m9i/ros publicos1 ,magi/rados1 ,juizes1 ,letrados e ,m$icos3 e outros empregos1 e c>gos que hoje na temos a9da em ,portugal4 ,repres5t>ei aqui todos os males que fazem o gr&e num]o das ,escolas d ,latim1 e p>ticul>m5te gratuitas3 mo/r>ei cl>am5te que vem a s]vir de escolas d ocio1 da dissoluo1 e de toda a desordem civil1 ta commua como se obs]v\ atgora4 ,entra cem ,m59os a apr5d] ,latim1 e o e/d>a at idade de quatorze at desaseis annos4 ,pond]emos quantos =a que apr5d]a e/a ,l+oa1 capazes de se matricul>em na ,univ]sidade1 ou de ent5d] hum ,autor ,lat9o8 ,a*>emos que ap5as sahir a t]a p>te4 ,mas qu]o que c9co5ta aproveitassem o seu tempo3 vejamos a de/9ao de/es c9co5ta at e/>em e/ablecidos4 ,v]emos que tr9ta delles vira a s] ,ecclesia/icos1 ds viro a s] ,juizes ou ,letrados1 e outros ds vira a s] ,m$icos4 ,os c9co5ta que1 ou por lhes falt> quem os su/5tasse1 no acabra os seos ,e/udos1 ou por s]em ta rudes1 e de maos cu/umes1 que no se aplicra1 sahira ignorantes1 e incapazes de proseguir os ,e/udos2 sigamos a sua de/9ao4 ,o raps que no pode apr5d] ,latim1 fica impossibilitado p>a apr5d] hum (ficio3 naquelle tempo que devia apr5delo se co/um\ ao ocio nas ,escolas1 adquirio a sob]ba e a vaidade2 despreza hum (ficio me*anico1 e qu] ganh> a sua vida a cavalheyra4 ,de/a origem vem aquella multida de individuos sem (ficio1 nem b5eficio4 ,de/a classe de ,e/udantes reprovados sayem os jugadores1 os alborcadores1 os tratantes1 os que tem titulo de page1 ,me/re sala1 os escrev5tes1 os t5deyros1 tanto ,frade ,leygo1 e sobre tudo1 tantos e tantos1 que passa ultram> a busc> =tuna4 ,so e/es ,subditos pela mayor p>te p]didos p>a o ,e/ado4 ,e/e he hum dos m5ores males que cauzava z ,escolas d ,latim demasiadas1 e pr9cipalm5te aquellas gratuitas4 ,mas o mayor a meu v]1 he que so a cauza de tanto ,ecclesia/ico sem vocao3 o ,pay e a ,may qu]em pela mayor p>te1 entre a g5te ord9>ia1 hum filho ,ecclesia/ico p>a honr> a familia2 o mesmo filho entra naquelle int5to1 e p>a t] a sua subsi/5cia com honra e sem trabalho1 sempre se a*>a devotos que da o que ba/a1 a9da por titulos falsos1 p>a faz] o patrimonio3 p>a entr> nas ,communidades ,religiosas ,m5dicantes1 a9da ha mayores facilidades4 ,he c\za notavel que p>a que hum (ficial possa t] logea ab]ta que necessite apr5d] por seis ou sete annos1 su/5t&o-o seus ,paes1 ou pag&o o ens9o1 e que hum raps que apr5deo o ,latim nas ,escolas gratuitas1 sem ga/o algum1 que s] ve/ido e su/5tado por seos ,paes1 que possa adquirir um e/ablecim5to1 e que a sua patria o p]ca2 e que seja educado e/e ,subdito at idade de #ba annos p>a entr> debayxo de outra ,mon>*ia1 que he a ,ecclesia/ica6 ,philipe ,qu>to no anno de #afbcff1 att5d5do aos males que cauzava tantas ,escolas de ,latim decret\1 hua ,ley1 que copi>ei aqui4 ,porque de hav] en tantas p>tes de/os ,reynos ,e/udios de ,grammatica1 se consid]an algunos inconv5i5tes1 pues ni en tantos lug>es pu$e av] comodidad p>a ens5>la1 ni los que la appr5d51 qu$an con el fundam5to necess>io p>a otras facultades3 ,m&amos que en nue/ros ,reynos no pu$a av]1 ni aya ,e/udios de ,grammatica1 s9o es en las ciudades1 y villas donde ay ,corrigidores1 en que entr5 tambi5 ,t5i5tes ,gov]nadores1 y ,alcaides ,mayores de lug>es de las ,ord5es1 y solo uno en cada ,ciudad1 ,villa3 y que en todas las fundaciones de p>ticul>es ,colegios1 que ay enc>go de le] ,grammatica1 cuya r5ta no llega a treci5tos ducados#fg no se pu$e le]4 ,y prohibimos el pod] fund> n+un p>ticul> e/udio de ,grammatica1 con mas ni m5os r5ta de treci5tos ducados1 s9o fu]e como di*o es en la ciudad y villa1 donde huvi]e ,corrogimi5to1 o ,t55cia3 y se se fundre no se pod] le]2 s9o es que en el no aya otro2 porque en tal cazo p]mitimos1 que se pu$a fund>1 y in/ituir1 si5do la r5ta en cantidad de los di*os treci5tos ducados1 y no m5os4 ,y assi mismo m&amos que no pu$a av] e/udios de ,grammatica en los ,hospitales donde se crian nios expue/os e desamp>ados1 y que los ,adm9i/radores y ,sup]9t5d5tes t5gan cuidado de applic>los a otros actos y p>ticul>m5te al ex]cicio de la ,m>9]ia1 en que s]an mui utiles1 por la falta que ay en e/os ,reynos de ,pilotos3 p]o qu]emos que se cons]v5 los ,sem9>ios que con=me al ,santo ,concilio de ,tr5to ha de hav]4 ,mas e/a ,ley produzio effeitos contr>ios1 ou que pret5dia prohibir4 ,obs]vra os ,secul>es e/a ,ley1 e faltava z ,escolas nas villas e nas cidades3 ne/e cazo v5do z ,communidades ,religiosas1 que tantos m59os no apr5dia ,latim por falta de ,escolas1 ou por c>idade ou por int]esse comeara a ens9> ,latim2 e succ$eo que hoje em todo aquelle ,reyno ha mais de/as ,escolas1 que no tempo de ,phelipe ,qu>to4 ,de/e modo1 pois que pelo ,decreto de sua ,mage/ade se det]m9a o num]o das ,escolas1 e os lug>es onde ho de s] fundadas1 havia de hav] def5sa expressa que n5hua ,communidade ,religiosa1 n5hum ,ecclesia/ico1 ou ,secul> pudesse ens9> publicam5te1 ou t] ,escola da ,l+oa ,lat9a1 sem p]missa d ,director dos ,e/udos4 ,ne/a ,ley se conc$em aos ,bispos os seos ,sem9>ios e/ablecidos pelo ,concilio de ,tr5to1 que acceitra ,portugal e ,ca/ella4 ,ne/e cazo podia cada ,bispo fund> a sua vontade muitos ,sem9>ios no seu ,bispado com mui p\ca despeza3 cons]v>iam hum ,me/re de ,latim e trez ou quatro ,sem9>i/as em cada ,sem9>io1 e d>ia lib]dade a cada ,pay de m&> apr5d] o ,latim naquellas ,escolas a seos filhos1 e de/e modo fic>ia fru/radas z utilissimas disposio5s de ,s4 ,mage/ade1 e a sua clem5tissima ,ley4 ,mas se fosse d ,real agrado de ,s4 ,mage/ade decret> hum ,supplem5to a ditta ,ley2 que os ,bispos cons]vassem os seos ,sem9>ios1 e que nelles m&assem apr5d] e que ord5a o ,concilio de ,tr5to2 mas que na s]vissem z ,escolas dos ,sem9>ios1 mais que p>a os ,sem9>i/as educados e su/5tados a cu/a d mesmo ,sem9>io2 prohib9do admitirem nelle a ,mocidade que he su/5tada e educada em caza de seos ,pays3 pondo obrigaa s ,ju/iz d ,reyno1 e aos ,delegados d ,inspector dos ,e/udos1 de mant] a obs]vancia de/a ,ley4 ,alleg>ia os ,bispos e os ,prov9ciais das ,ord5s ,mona/icas e ,m5dicantes1 que det]m9&o ,s4 ,maje/ade o num]o das ,escolas ,lat9as1 e prohib9do o ex]cicio de todas z mais que havia de antes2 que no hav]ia ,sac]dotes ba/antes1 p>a s]vir z ,p>rho*ias1 nem ,frades p>a povo> os ,conv5tos4 ,e/as to app>5tes difficuldades se podia v5c]1 e fic> no seu vigor a ,ley de ,s4 ,mage/ade4 ,no t9ha os ,bispos mais d que calcul> quantos ,p>ro*os lhes s]io necess>ios nos seos ,bispados1 e a propora logo sab]ia quantos ,cl]igos simplices lhes era necess>ios no mesmo ,bispado3 e se na ba/asse hum ,sem9>io1 p>a =m> e/es ,m9i/ros da ,religia1 que fundassem dois1 ou mais se necess>ios fossem4 ,se z r5das d ,bispado fossem suffici5tes1 p>a su/5t> os ,sem9>i/as propo/os1 o ,bispo f>ia essa despeza2 qu&o na1 se podia transmut> muitas ,igrejas collegiadas em simples ,p>ro*ias1 e applic> aquellas r5das p>a o su/5to dos ,sem9>ios3 d mesmo nas ,abbadias e ,priorados d r5dim5to alem de mil cruzados2 ,vig>ios s]viria e/as ,abadias1 e os r5dim5tos primitivos s]ia applicados aos dittos ,sem9>ios4 ,assim hav]ia ,p>ro*os mais bem educados e in/ruidos2 nem tanto ,cl]igo ,simples1 que na conheceo a primitiva ,igreja2 por que todo o que v9ha a s] ,sac]dote era p>a s] ,cura de almas3 e e/a he hua innovao de hav] ,cl]igos tonsurados com b5eficios1 e ,sac]dotes simplices1 que os ,bispos introduzira1 tanto que os ,papas lhes tirra a ,jurisdia espiritual nos seos ,bispados4 ,muito mais facilm5te se podia respond] aos ,prov9ciais das ,ord5s3 he notorio que depois d ,noviciado1 que tem os ,frades que apr5dem a ,philosophia e a ,!ologia dos ,collegios ou ,conv5tos3 e porque na apr5d]a a ,l+oa ,lat9a depois de t]em pr(essado8 ,e/e he o modo mais efficaz de entr>em z ,ord5s ,regul>es no seu primitivo in/ituto3 todos os ,frades era ,leygos1 e a sua occupaa era or>1 e trabalh> trabalho de mas2 e s um ou dois ,sac]dotes t9ha em cada communidade p>a adm9i/r>-lhe os sacram5tos2 e de/e modo he que hoje dia se gov]na os ,conv5tos de ,s4 ,basilio na ,igreja ,grega4 ,mas depois que os ,frades usurpra o (ficio dos ,p>ro*os2 depois que os ,papas os is5tra da visita e da dom9aa dos ,bispos1 e que dep5dem sm5te da ,s ,apo/olica1 exceptu&o p>a confess> e prg>1 no puz]a t]mo s suas pret5es4 ,pdia apr5d] ,latim depois de pr(essos como apr5dem a ,philosophia e a ,!ologia1 e a9da lhes fic>ia muito mais tempo1 p>a apr5d] e/a l+oa1 p>a trabalh> e confess>1 como j fica dito se faz em ,napoles1 se lhe fosse prohibido absolutam5te prg> qualqu] sorte de ,s]mo1 fra dos seus ,conv5tos3 fic&o som5te aos ,p>ro*os e/a incumb5cia1 ou l5do de pulpito p>a bayxo s]mes impressos1 ou aquelles que elles compuzessem3 he c]to que mui p\cos ,frades enta e/ud>ia nem ,philosophia1 nem ,!ologia3 porque falt&o-lhes o proveito1 lhes falt>ia a vontade de e/ud>em4 ,he c\za notavel que pret5da os ,bispos e os ,frades1 que e/eja su/5t&o e educ&o os ,subditos a seos filhos at a idade de dezoito annos1 p>a ir faz] pres5te delles ,mon>*ia ,ecclesia/ica1 da qual som5te o ,e/ado tem necessidade na pessoa dos ,bispos1 e dos ,p>ro*os6 4 ,dos ,me/res e dos ,discipulos das ,escolas d ,latim etc4 ,e/e c>go de ens9> a ,rhetorica e z ,humanidades1 era no tempo dos ,gregos e dos ,romanos1 hum dos pr9cipaes daquellas ,republicas1 como vemos pelas ,leis ,romanas a seu favor4 ,pela de/ruio d ,imp]io ,romano d ,occid5te1 e pela fundao das ,univ]sidades no ,seculo ,,xiii1 fic>a os ,grammaticos ou ,humani/as excluidos das honras e dos premios com que =am decoradas z quatro ,faculdades2 e a9da que no ,,xv e ,,xvi seculo ,l\r5o ,vala1 ,angelo ,policiano1 ,joviano ,pontano em ,italia1 e outros muitos por toda a ,europa1 como ,erasmo1 ,luiz ,vives1 ,turnebo1 e os nossos ,g\veas illu/r>a z letras humanas1 sempre os ,me/res das ,l+oas ,lat9a e ,grega ficra excluidos daquellas honras1 e emolum5tos das ,univ]sidades1 e pr9cipalm5te depois que se erigira z ,escolas gratuitas das ,ord5s ,regul>es4 ,sua ,maje/ade ,fidelissima pelo seu ,alv> a favor de/as ,escolas re/ableceo e/e importante c>go da ,republica ao seu antigo espl5dor1 in/all&o-o nas honras1 com que z ,leis ,romanas o decorava4 ,e/\ p]suadido que o ,director dos ,e/udos d ,reyno1 p>a satisfaz] pi$ade com que ,sua ,mage/ade favorece os seos povos1 empreg> ,me/res to ,capazes1 que seja sup]fluas todas z consid]ao5s tocante o ex]cicio de seos c>gos3 o meu dezejo =a que tomassem mais a peito =m> o animo dos seos discipulos d que amonto> na sua memoria todos aquelles conhecim5tos que se ens9a ne/as ,escolas4 ,desej>a todos os bons ,portuguezes que t5ha por alvo z suas fadigas e o seu disvello1 =m>em discipulos que seja capazes de obr> tais aco5s1 que m]ea fic> cons]vadas na hi/oria1 ou t]em de escreve-las com tal en]gia1 que fique a sua memoria v5c$ora d esquecim5to3 que p5sassem que o p]feito conhecim5to da ,l+oa ,lat9a e da ,grega1 da ,hi/oria ,sagrada e pr(ana1 e das ,antiguidades d'e/as ,nao5s1 etc41 no so o fim d seu emprego1 que sa som5te os meyos p>a vir no conhecim5to d que he util e dec5te1 que sa som5te meyos1 p>a p5s> e obr> com ju/ia1 equidade e amor das suas familias1 d seu ,rey e da sua ,patria2 que p5sem frequ5tem5te que o ,e/ado deve s] recomp5sado com s]vios reais e importantes1 pelas gr&es despezas1 e cuidado que toma na sua propria cons]vaa1 e no seu ens9o3 que evitem na cahirem na vangloria1 vaidade1 e suffici5cia1 com que sahia infectados aquelles que e/udava nas ,escolas felism5te ext+uidas4 ,no ref]ido ,alv> no se det]m9a a condia dos ref]idos ,me/res1 se s]a ,secul>es ou ,ecclesia/icos4 ,nessa consid]aa propuzra que havia de s] cazados1 pelas mesmas razo5s que indiquei asima1 qu&o fallei dos ,me/res das ,escolas de l] e escrev]3 alm disso1 como ,escolas d ,latim1 etc41 devem s] erigidas em =ma de ,collegio1 como proporemos abayxo1 crece a necessidade de que e/es ,me/res seja cazados1 e que jamais seja admitido algum no e/ado d celibato4 4 ,necessidade que tem o ,reyno de ,escolas em modo de ,sem9>ios ,trat>ei primeiram5te daquellas ,escolas que havia de s] e/ablecidas em =ma de ,sem9>ios1 ou ,p5so5s como dizem em ,frana3 e p>a mo/r> a necessidade que temos dellas1 e a sua utilidade g]al1 s]ei algum tanto mais difuso d que p]mite e/e papel4 ,dissemos acima que s]ia necess>io1 v5do a gr&e necessidade que o ,reyno tem de habitantes1 que ,s4 ,mage/ade ord5asse ,que na h\vesse ,escolas publicas nem p>ticul>es1 por d9heyro ou de graa1 nas ,aldeas e nos ,lug>es que contassem som5te de duz5tos fogos4 ,ne/a ,supposia que se decretasse e/a ,ley1 supponhamos que vivia em hua ,aldea de c9co5ta viz9hos hum ,escudeyro1 ou hum lavrador rico1 e que quizessem educ> seos filhos a apr5d] a l] e a escrev]3 nesse cazo e/es ,pays se v]ia emb>assados e afflictos3 na s]ia talvez ta ricos p>a t] ao seu s]vio em casa hum ,me/re3 na villa onde e/ivesse e/ablecida a ,escola publica no t]ia p>5tes p>a viv] seos filhos em sua caza3 clam>ia contra a dita ,ley e/es bons e fieis ,subditos1 ou a defraud>ia fund&o hua ,escola na dita ,aldea4 ,em ,frana1 ,+lat]ra e ,holl&a1 e em toda a ,alemanha1 ou ,ca?olica ou ,prote/ante1 he co/ume hav] ,me/res de l] e escrev]1 etc41 t5do a sua cu/a hua gr&e caza1 ord9>iam5te nos arrabaldes das ,villas ou ,cidades1 onde su/5ta muitos discipulos1 com tudo o necess>io p>a viv] e apr5d]1 por hum tanto por anno1 que ord9>iam5te sa preos mui razoaveis4 ,bem sei z difficuldades de introduzir hoje nas ,prov9cias e/es sem9>ios 7que daqui por diante *am>emos ,p5so5s1 p>a na confundilos com os dos ,bispos74 ,os ,pays e z ,ma5s ,portuguezas ama tanto seos filhos1 que na os qu]]a m&> a apr5d] =a de caza4 ,alem disso os nossos ,me/res ,portuguezes na qu]]ia1 ou na sab]ia gov]n> e/es m59os em communidade1 ou su/5tallos1 como se fossem seos filhos4 ,mas e/as difficuldades se podem v5c] tom&o z segu9tes precauo5s3 ,que o ,me/re tivesse sal>io publico3 que se lhe pagasse a caza ou cazas1 onde e/>ia a p5sa3 que o ,delegado d ,director dos ,e/udos tivesse e/a incumb5cia de =m> e/as p5so5s primeiram5te na ,corte e nas ,cidades capitais2 e tanto que hua ou duas e/ivesse e/ablecida1 se dev]ia imprimir in/ruo5s1 p>a se e/ablec] nas mais ,villas e ,cidades4 ,deyxo a consid]ao de quem deseja v] augm5tado o num]o dos ,subditos1 por seu nacim5to e e/ado s]em z maons e os ps da ,republica1 se entr> na utilidade publica o e/ablecim5to d'e/as p5so5s3 todo o cu/o s]ia no e/ablecim5to das primeiras quatro ou c9co2 e em p\co tempo muitos ,me/res1 sem s]em obrigados1 z fund>ia com p]missa e approvaa sempre d ,delegado ,director dos ,e/udos e ,educaa4 4 ,cont9a a mesma ,mat]ia1 e das ,p5so5s das ,escolas d ,latim no ,reyno1 por cauza da ,educaam da ,mocidade das ,colonias e das ,conqui/as de ,ultram> ,z nossas ,colonias e/a fundadas pelas maximas da ,mon>*ia ,go?ica e ,ecclesia/ica1 e por n5hua da ,mon>*ia ,civil3 cada ,colonia ou ,conqui/a he hum p>to de ,portugal3 porque na ,india1 por exemplo1 se in/ituio hua ,relaa1 como a de ,lisboa e com a mesma ,jurisdia e modo de process>3 os mesmos ,correg$ores e ,juizes dos ,orphas3 hum ,arcebispo1 com seu ,cabido compo/o de muito ,conego p>a cant>1 em hum porto ganhado com tanto sangue1 p>a com]ci>2 hum ,tribunal d ,santo ,(ficio1 emfim hum pequ99o ,portugal4 ,fundra ,conv5tos1 ,escolas de ,latim1 ,!ologia1 ,philosophia3 l pode a ,mocidade tom> z ,ord5s ,sagradas2 l mesmo tem os ,vice-,reis e ,gov]nadores auctoridade e ,jurisdia p>a d> c>gos1 honras e prem95cias1 e me p>ece que podem d> o gro de ,nobreza3 e de/e modo p>ece que ,portugal1 desde el ,rey ,dom ,manoel1 na fez mais que p>ir outros ,reynos1 e desfaz]-se p>a crealos e cons]valos4 ,quem sabe de que modo os ,romanos fundava z suas ,colonias1 e de que modo z cons]vava1 a*> quasi tudo o contr>io ao que fizemos nas nossas2 quem sabe o que fiz]a os ,ca/elhanos1 os ,francezes1 os ,+lezes e z mais ,nao5s dos nossos tempos que tem ,dom9ios na ,am]ica1 na ,affrica e na ,asia1 o dano ou o proveito que tiv]a pelo gov]no que d]a a e/es ,dom9ios de ,ultram>1 pod] julg> se z maximas segu9tes sa necess>ias s nossas ,colonias ou ,conqui/as1 ou se lhe sa p]niciozas4 #a4o ,que o unico objecto das ,colonias e das ,conqui/as1 7fal&o como ,cidada7 deve s] a agricultura univ]sal1 e o comm]cio2 mas com tal precaua que a agricultura e comm]cio d ,reyno na fique prejudicado4 #b4o ,som5te os ,lavradores1 os ,pescadores1 os ,(ficiais ,me*anicos1 os ,pr(essores das artes lib]ais1 os ,m]cadores devia s] os legitimos habitantes das ,colonias1 os ,s5hores das t]ras1 eng5hos1 mo9hos1 fabricas1 cazas e outros b5s de raiz4 ,de/e modo na hav]ia ,morgados1 ,b5s ecclesia/icos1 ,nobreza h]dada nem e/ablecida com t]ras3 porque hua ,colonia deve se consid]> no ,e/ado politico1 como hua ,aldea a respeito da ,capital4 ,n5hum ,gov]nador1 ,magi/rado1 nem ,ecclesia/ico com ,c>go1 ou ,jurisdia1 pod]ia s] ,s5hor de t]ras4 #c4o ,que s]ia prohibido ens9> a ,l+oa ,lat9a1 ,grega e ,philosophia a n5hum ,secul>1 mesmo a9da d5tro dos ,cabidos ou ,conv5tos2 que som5te s]ia p]mitidas z ,escolas de l] e de escrev]1 da arte de ens9> os livros de conta e raza1 e tudo o mais que se ens9asse nas ,escolas de l] e de escrev] e/ablecidas no ,reyno4 ,na he de/e lug> along>me mais no que p]t5ce s ,colonias2 ba/ame o ref]ido1 p>a mo/r> a necessidade que tem ,portugal de fund>emse nelle ,p5so5s ou ,escolas collegiadas1 onde possa vir apr5d] ,latim e ,humanidades aquelles nacidos nas ,ilhas1 e nos ,cont95tes dos ,dom9ios de ,ultram>4 ,prohibemse z ,escolas d ,latim1 etc41 nas ,colonias1 p>a evit> o summo prejuizo que causa ao ,reyno1 que nellas os ,subditos nativos posso adquirir honras1 e tal e/ado que saya da classe dos ,lavradores1 ,m]cadores1 e ,(ficiaes4 ,porque todas z honras1 c>gos e empregos devia sair som5te da auctoridade e da ,jurisdia d ,sob]ano1 p>a fic> dep5d5te a dita ,colonia da ,capital3 mas n5hum me?odo mais effectivo p>a e/e fim1 d que cri>se a ,mocidade dos ,dom9ios de ,ultram> no ,reyno3 e consid]&o o ,e/ado a summa utilidade de/e int5to1 havia de e/ablec] todos os meyos em ,lisboa1 no ,porto e em outros lug>es a roda1 onde pudessem vir apr5d] tudo o necess>io1 p>a entr> no ,e/ado ,ecclesia/ico1 e matricul>emse nas ,univ]sidades ,reais4 ,se nos ref]idos lug>es se e/abelecessem ,p5so5s1 p>a apr5d] ,latim1 etc41 na t9ha raza de se queyx>em os habitantes dos ,dom9ios de ,ultram>1 que ficava excluidos seos filhos da ,educaa +5ua1 porque lhes ficava a porta ab]ta p>a sobirem aos c>gos honrosos de todo o ,reyno4 ,o ,e/ado ganh>ia a circulaa d d9heyro das ,colonias p>a a ,capital1 e tabem a circulaa dos ,subditos2 porque muitos nacidos em ,ultram> educados assim no ,reyno se e/ablec]ia nelle1 m&>ia vir z suas riquezas2 e ne/as mudanz ganh>ia sempre a agricultura e o comm]cio3 se voltassem p>a a sua ,colonia natal1 sempre cons]v>ia mayor amor p>a o lug> onde foi criado2 por e/a circulao se augm5t>ia o amor dos povos p>a a sua patria1 e pr9cipalm5te se outras in/ituio5s1 que no so de/e lug>1 se entroduzissem no ,gov]no dos ditos ,dom9ios1 inclu9do nelles todas z ,ilhas4 ,temos vi/o o bem que result>ia ao ,reyno1 det]m9&ose hum c]to num]o de ,escolas1 p>a apr5d] a l] e a escrev]1 como tabem p>a apr5d] a ,l+oa ,lat9a3 temos vi/o que ne/e cazo sa necess>ias e/as ,escolas com ,p5so5s1 p>a s]em su/5tados e educados aquelles discipulos que quiz]em apr5d] a sua cu/a4 ,de que modo devia s] gov]nadas e/as ,p5so5s1 quem havia de t] incumb5cia d5tro dellas1 da economia1 ens9o1 no he de/e lug>4 4 ,das tres ,classes de ,discipulos das ,escolas ,lat9as1 etc4 ,todos aquelles que qu]em em ,portugal apr5d] a ,l+oa ,lat9a1 a ,philosophia1 e/ud> os ,canones1 a ,jurisprud5cia e a ,m$ic9a1 o podem faz] sem o m5or ob/aculo3 todos e/es ,e/udantes sa tidos e havidos por ,subditos d ,e/ado2 e a ,igreja na lhes refuza os ,santos ,sacram5tos4 ,mas e/a lib]dade he cauza da de/ruio e desolao de muitas familias honradas2 he causa da mais in9telligivel contradio entre a ,igreja e entre o ,e/ado3 ponhamos dois ,e/udantes1 por exemplo1 secul>es1 hum matriculado em ,leys1 e outro em ,m$ic9a1 e sigamolos nos seos e/udos2 tabem e depois que tom>em os seos gros na univ]sidade4 ,o e/udante ,legi/a j =mado *ega a sua t]ra1 que supporemos s] hua villa com ,juis de =a1 ou cabea de com>ca1 e pret5de s] letrado da ,cam>a3 ord9>iam5te tem por despa*o1 que tire primeyro z suas ,inquirio5s de limpeza de ,sangue1 e que s] def]ido3 se e/e ,ba*>el em ,leys1 ou ,lic5ciado no se det]m9\ a advog>1 e quis l] no ,dezemb>go d ,pao1 p>a seguir z v>as1 he obrigado em primeiro lug> tir> z suas ,inquirio5s1 e pres5talas juntam5te com o seu requ]im5to4 ,mas se o mesmo ,ba*>el em ,leys no quis seguir o ex]cicio da sci5cia que apr5deo1 nem na ,advocacia1 nem na ,magi/ratura1 e quis som5te s] ,cavalheyro d habito de algua ,ordem ,milit>1 ou pelos s]vios de seus antepassados1 ou pelo seu nacim5to nobre1 he obrigado pela meza da consci5cia pres5t> z suas ,inquirio5s1 juntam5te com o seu requirim5to4 ,sigamos agora o ,e/udante ,m$ico3 e/e no primeiro ou no segundo anno dos seos ,e/udos1 se qu] opporse a aquelles p>tidos que d a ,univ]sidade aos ,e/udantes b5em]itos1 he necess>io que tire z suas inquirio5s1 e que os prez5te com o seu requirim5to ,univ]sidade4 ,supponhamos e/e ,e/udante j =mado em ,m$ic9a1 que *ega sua t]ra1 onde ha p>tido da ,cam>a1 de que goza hum ,,xn ,m$ico3 ne/e caso o novo ,m$ico se tir> z suas inquiries de limpeza de sangue1 alcanar o p>tido que pret5de2 e o ,m$ico que na pode tir> ,inquirio5s limpas fica rejeitado delle1 a9da que s]visse a dita ,cam>a por qu>5ta annos4 ,ja se v que e/e ,m$ico rejeitado na pode t] c>go honroso2 como s] ,m$ico de hum ,hospital famoso2 s] famili> d ,santo ,(ficio1 nem s] de n5huma ordem ,milit>1 nem mesmo s] ,t]ceyro d ,habito de ,san ,francisco4 ,todo o ref]ido he a con/ante pratica em ,portugal2 e/e ,legi/a e e/e ,m$ico =mados1 at o tempo que quiz]a t] algum c>go honroso ou proveitozo1 era conhecidos pelo ,e/ado1 como bons e como fieis ,subditos2 tiv]a nelle toda a protea2 e e/o condecorados com z honras dos gros da ,univ]sidade3 por todo o tempo dos seos ,e/udos e depois de =mados1 a ,igreja os conheceo1 e teve por v]dadeyros ,*ri/as1 a quem nunca refuz\ os ,sacram5tos4 ,porque cauza logo se refuz>a os c>gos e honras d ,e/ado a e/es dois ,lic5ciados em ,jurisprud5cia e ,m$ic9a8 ,que crime comet]a8 ,se o comet]a8 porque na =a ca/igados pela ,igreja e pelo ,e/ado8 ,ne/e modo de proc$] &a incoh]5tes tanto o ,tribunal secul>1 como o ,ecclesia/ico4 ,se e/es ,e/udantes sa indignos de honras1 porque os decor\ a ,univ]sidade com os seos gros8 porque cons5te o ,e/ado1 que os ,letrados1 sem t]em ,inquirio5s de ,sangue1 advoguem publicam5te1 def5d5do e acuz&o a honra1 os b5s1 e a vida dos ,subditos8 ,porque cons5te que semelhantes ,m$icos t5ha z vidas e a honra dos seus ,subditos no seu pod]4 ,porque raza a ,igreja da f s suas atte/ao5s que os seos enf]mos podem com] c>ne na qu>esma8 e ao mesmo tempo o ,e/ado e a ,igreja tem e/es ,cidado5s e ,*ri/as por indignos de ex]cit> c>gos honrosos1 e entr> no ,e/ado ,ecclesia/ico4 ,p>a evit> tantos absurdos s]ia indisp5savel det]m9> o ,concelho da ,educaa da ,mocidade1 que todo aquelle que quizesse apr5d] ,latim1 que fosse obrigado traz] hua c]tida de vita moribus1 com outra semelhante de seos ,pays firmada pelo ,v]eador mais velho1 ou juiz de ,=a1 tabem pelo seu ,p>ro*o1 sem z quais c]tido5s no s]ia p]mitido a n+uem de se matricul> n'e/as ,escolas ,reais4 ,acabados os ,e/ados de/es ,e/udantes1 a cada hum se d>ia hua atte/aa au!ntica d que e/ud\ e que l\vores m]eceo nos e/udos que fez1 da qual fic>ia o orig9al no ,c>torio3 sem e/a atte/aa n5hum e/udante pod]ia s] matriculado na ,univ]sidade nem em n5hum dos ,e/udos que *ama mayores2 e com a mesma atte/aa pod]ia pret5d] a todos os c>gos1 honras1 e dignidades a que os conduzem os seos e/udos1 tanto ,secul>es1 como ,ecclesia/icos1 sem outro acto algum com titulo de ,inquirio5s de ,sangue1 ,limpeza de ,sangue1 ou outra qualqu] inv5a di/urbadora e de/ruidora d ,e/ado4 ,e na creyo que hav] homem s5sato que tema por e/a provid5cia que se introduza a sup]/ia judaica 7porque na ha outro ,judasmo em ,portugal7 ou o mahometismo3 porque he evid5tissimo que n5hum ,juiz ou ,magi/rado1 n5hum ,p>ro*o1 nem vig>io d>a jamais a hum m59o atte/aa de vita moribus1 e de seos ,pays1 se e/es =em tidos e havidos por ,*ri/as novos1 ou algum delles tivesse e/ado na ,inquizia2 e de/e modo fic>ia excluidos de apr5d] ne/as ,escolas todos os filhos dos ,*ri/as novos2 e e/es se acab>ia de/e modo1 e muita p>te d ,reyno recobr>ia a honra de s] ,*ri/a ,velho1 que t9ha p]did pelas ,inquirio5s1 e inv5to diabolico =jado em ,ca/ella por ,joo ,m>t9s ,silicius1 ,arobispo de ,tol$o#fh4 4 ,cont9a a mesma ,mat]ia ,p>a que e/as ,escolas seja p]man5tes1 e que z despezas que com ellas fiz] o ,e/ado seja recomp5sadas com utilidade publica e gloria da ,mon>*ia1 devese consid]> logo na sua fundaa1 se habit>ia os ,me/res com suas familias porque necess>iam5te havia de s] cazados7 e hum c]to num]o de e/udantes1 no num]o de qu9ze at v9te1 su/5tados e mantidos a ,cu/a ,real1 como filhos adoptivos d ,e/ado8 ,e bem se pod] consid]> que p>a adquirir hua adopa ta ,illu/re1 que devia s] bem exam9ados na capacidade1 e no tal5to2 e que se na aproveitassem1 o que se v]ia por cada exame annual1 que s]ia rejeitado1 con=me z ,in/ruo5s1 e o ,alv> de ,sua ,maje/ade4 ,a de/9aa de/es ,e/udantes int]nos s]ia p>a s]em ,me/res nas ,escolas onde faltassem3 s]ia p>a pass>em a e/ud> a ,jurisprud5cia1 a ,phisica1 z ,ma!maticas1 e a ,m$ic9a3 e ultimam5te p>a viaj>em pela ,europa1 e in=m&ose e apr5d5do con=me z in/ruo5s impressas1 s quais cada hum delles devia con=m>se4 ,a necessidade que tem o ,e/ado de/es ,e/udantes int]nos1 educados d modo propo/o1 e de/9ados p>a p]petu> z sci5cias humanas na sua patria1 he evid5tissima a todo aquelle que conhece a difficuldade de adquirir e/as sci5cias sua cu/a4 ,no ba/> o ens9o de ,portugal1 a9da que t5ha os mais p]feitos ,me/res1 p>a ens9> e gov]n> e/as ,escolas4 ,s]ia necess>io que viajassem por quatro ou c9co annos1 pelos ,pot5tados onde se ens9a z sci5cias humanas4 ,he c]to que s em ,holl&a1 ,alemanha1 ,+lat]ra e ,frana exi/em hoje z humanidades1 o p]feito conhecim5to das ,l+oas d\tas1 a ,sci5cia da ,physica g]al1 z ,ma!maticas1 a ,jurisprud5cia univ]sal1 a ,philosophia e a ,m$ic9a1 e que s nas suas ,escolas e ,univ]sidades se tem a*ado o melhor me?odo de apr5d] e de ens9> e/as sci5cias4 ,tanto que h\vesse o num]o de quatro ou c9co ,discipulos int]nos das mais capazes de/as ,escolas ,reais1 o ,director dos ,e/udos lhes d>ia a cada hum sua in/ruca impressa p>a cont9u> os seos ,e/udos nas ,univ]sidades da ,europa1 pr9cipalm5te nas segu9tes3 ,edimburgo em ,escocia1 ,utre*t e ,leyde em ,holl&a1 ,gott+ue e ,leypsic em ,alemanha1 e ,/rasburgo e ,p>is em ,frana3 nas quais devia not> de que modo se gov]na1 de que modo ens9a os ,pr(essores1 de que modo apr5dem os ,discipulos1 por quantos annos e/uda1 e como fazem os seus actos4 ,cada hum de/es ,e/udantes havia de correspond]-se com hum ,me/re das ,escolas ,reais a quem m&>ia o jornal das suas obs]vao5s1 e a conta dos seos ,e/udos2 de/e modo pela practica1 e pelo e/udo1 viria a s] hom5s consumados p>a ens9> e p>a gov]n> z ,escolas2 tanto que e/es primeyros quatro ou c9co ,e/udantes tivessem viajado por quatro ou c9co annos1 volt>ia p>a ,portugal1 e outros s]ia m&ados em seu lug>1 p>a que sempre e sem int]missa h\vesse =a no mesmo emprego quatro ou c9co de/es discipulos4 ,j fica evid5te que de/e modo na pod]ia jamais fic>em dittas ,escolas sem ,me/res dignos de ta excell5te in/rua4 ,o re/o de/es discipulos int]nos1 acabados os seos ,e/udos1 dev]ia pass> a viv] nos ,collegios onde se ens9>a z ,sci5cias1 ou ,e/udos ,mayores1 que indic>emos abaixo2 ne/es mesmos s]ia educados e su/5tados ,cu/a ,real1 na s p>a virem a s] ,me/res dos mesmos ,e/udos1 mas tabem p>a s]virem o publico4 ,a segunda sorte de ,discipulos de que se devia compor e/a ,escola ,real1 s]ia ,p5sion>ios1 ou ,porcioni/as4 ,mo/ramos assima a necessidade que tem o ,reyno de/a in/ituio das ,p5so5s tanto nas ,escolas de escrev] e l]1 mas tabem nas d ,latim2 necessidade indisp5savel1 se se prohibirem z ,escolas nas ,aldeas1 e nos piqu5os lug>es ou villas1 e tabem aquellas da ,grammatica e d ,latim em todos os ,dom9ios de ,ultram>4 ,e/a ,educaa dos ,collegios he utilissima ,mocidade1 e por consequ5cia a sua patria3 ali p]dem aquelle mimo e regalo que tem ord9>iam5te na caza de seos ,pays2 adquirem pelo trato e communicaa dos condiscipulos mayores conhecim5tos da vida civil2 e/&o sempre gu>dados e obs]vados pelos seos ,me/res e ,inspectores1 na se e/raga com vicios2 adquirem hum animo de patriotismo1 e se consid]a p]t5c]em ao ,e/ado3 o animo he mais elevado1 o trato civil mais livre e facil pelo co/ume de e/>em sempre em gr&e ,soci$ade4 ,por e/as vantag5s de que c>ece hoje a ,mocidade ,portugueza1 devia o ,director dos ,e/udos pr todo o disvelo de introduzir no ,reyno e/as p5so5s cada qual a sua cu/a1 que todos l\v>ia1 pr9cipalm5te1 se o ,e/ado augm5tasse mais ,c>gos ,civis d que hoje tem1 p>a s]em s]vidos por e/es ,p5sion>ios1 e como e/a mat]ia requ] mayor evid5cia1 della fall>emos em outro lug> aqui abayxo4 4 ,digressam sobre z ,p5so5s e sobre a ,l+oa ,lat9a tanto no ,reyno1 como nas ,colonias ,p>a que todos conhea a impossibilidade de e/abelec]emse ,p5so5s de ,escolas de l] e escrev]1 e aquellas propo/as das ,escolas d ,latim1 ouamos fall> na sua ,aldea hum ,lavrador honrado1 sobre e/a ley que prohibio z ,escolas nas povoao5s limitadas4 ,queyx>se hia e/e ao seu ,cura d modo segu9te3 ,ora que f>ei eu com esses dois rapazes que t5ho8 qu]em por =a faz]nos tontos1 e que na saibamos faz] mais que hua crus no fim d ,te/am5to4 ,deytra =a da nossa ,aldea o ,me/re que ens9ava os ,m59os1 e nos fazem sab] por hum edital1 que na ,villa daqui tres legoas pod]emos l m&> apr5d] os rapazes a l] e a escrev]1 e outras muitas c\zas da moda2 e vivira em p5sa em casa d ,me/re1 a condia que lhe paguem por cada ,m59o tr9ta mil ris por anno1 e a metade adiantado4 ,mas quem me d> tanto d9heyro1 p>a faz] e/es ga/os8 ,recolhi qu9h5tos sacos de trigo e c5teyo1 e ,deos sabe onde elles vo2 paguei ao ,f]reyro pelo conc]to das relhas p$oas e road\ras qu>5ta sacos2 ao ,b>beyro paguei des2 ao apateiro paguei v9te2 ao ,mayoral e aos ,mossos paguei c9co5ta2 como me morr]a dois bois e a m9ha egoa1 foi necess>io ga/> cem sacos de trigo que dei por e/es animaes2 he necess>io gu>d> p>a seme>1 e su/5t> a caza com aquelles que me fica1 e na t5ho nem p>a v5d]1 nem d> a esse ,s5hor ,me/re de l] que vive na ,villa1 porque diz que na aceita mais que d9heyro1 e na e/ pelo acordo d ,me/re que t9hamos aqui a quem davamos por ens9> cada rapas hum saco de c5teyo4 ,quis assim d> a ent5d] que os alim5tos em ,portugal s]vem de d9heyro1 e que na sa m]cancia3 quis mo/r> que na pod] subsi/ir jamais o ,e/ado ,civil em quanto nelle na e/iv] em vigor aquella ,ley1 que se fassa com]cio com os alim5tos1 como se faz com os panos1 com z baetas1 e outras m]cancias2 porque z ,leis das nossas ,ord5ao5s1 e o errado das nossas ,alf&egas1 sa a cauza d'e/as desord5s4 ,no livro qu9to das ,ord5ao5s1 tit4 #gf e #gg se leem ,leis contr>ias ao augm5to da ,agricultura e circulaa que deve cont9u> no ,e/ado ,civil3 ali se def5de que pessoa alguma compre trigo1 f>9ha1 c5teyo1 cevada1 nem milho p>a torn> a v5d]444 ,que n+uem atravesse o po que de =a d ,reyno vi]1 e que s quem o tr\x] o possa v5d]2 que todos os que tr\x]em po de ,ca/ella o possa v5d] livrem5te onde quiz]em2 o mesmo se det]m9a ali com o v9ho e azeite p>a rev5d]4 ,pela practica con/ante1 e contr>ia totalm5te a e/as ,leis1 que tem hoje ,+lat]ra e ,frana1 se v que na pod] jamais ,portugal t] agricultura em quanto se obs]v>em2 como tabem em quanto os ,almotaceis#fi almotaarem os frutos1 z sem5tes1 o peyxe d ,reyno1 e z c>nes3 s hum bem tem e/as almotaarias1 que he almotaarem o bacalhao1 e o peyxe salgado dos e/rangeyros3 de/e modo fazem que nos na levem mais de dois milho5s por anno1 como se z co/as dos nossos m>es na tivessem peyxe4 ,de tudo o ref]ido se ve que os ,lavradores na tem1 nem podem t] d9heyro1 nem os ,f]reyros1 ,b>beyros1 ,m$icos das ,prov9cias1 ,lettrados1 ,(ficios1 e outros ,c>gos3 porque todos sa pagos com os frutos1 que s]vem de d9heyro2 hav5do de s]vir em boa politica de m]cancia1 com tanta lib]dade de compralos e de v5delos1 como se faz com tudo o que he fabricado no ,reyno4 ,em quanto z r5das das t]ras se pag>em em fructos1 e na em d9heyro1 o que havia de s] po/o por ,ley2 em quanto se p]mittir entrem trigos de =a d ,reyno por m> e t]ra sem pag> ,direito algum1 ou sem faz] ,selleyros de/es gras e/rangeyros p>a se v5d]em som5te na falta d trigo nacional2 prohib9do a todo o ,e/rangeyro de v5d] o seu trigo mais que ao ,director d ,selleyro daquelle porto1 sempre hav] mis]ia no lavrador1 e na t] d9heyro1 nem p>a educ> seos filhos nem p>a augm5t> a sua lav\ra4 ,e/a introduca de pag>em os ,lavradores1 os ,r5deyros e os ,s5hores de t]ras z suas dividas com os frutos1 he antiquissima no ,reyno2 mas isso mesmo prova que o povo era enta escravo d ,s5hor da t]ra3 prova que na havia agricultura1 que p>a satisfaz] a necessidade2 prova tabem que na havia com]cio2 daqui vi]a aquelles p]niciozos co/umes da mayor p>te das t]ras dadas a =o1 que se paga em sem5tes1 em gal9has1 em ovos1 em porcos1 em prezuntos e em gado miudo e em vacum4 ,a9da muitos ,comm5dadores arr5da z suas comm5das1 com z clausulas expressas de s]em pagos em p>te com alim5tos e com proviso5s4 ,muitos ,conv5tos1 ,hospitais paga com frutos e com poro5s alim5ticias2 o que tudo devia s] r$uzido a d9heyro e obrig> por e/e modo ao ,lavrador v5d] nas praz publicas os frutos da sua agricultura4 ,na he necess>ia almotaaria1 porque hav5do muitos que v5dem no mesmo lug>1 o concurso de tantos v5d$ores regra o preo d que v5dem3 de/e modo se promove a circulaa2 o ,lavrador sempre tem que v5d]2 tem com que su/5te a sua familia e educala1 com que compre animais1 p>a augm5t> a sua lav\ra2 ou das t]ras incultas1 fazelas f]teis4 ,he natural a todo ,pay de familias p5s> a e/ablec] seos filhos naquelle e/ado que lhe sirva p>a pass> a vida com honra1 com proveito e com descanzo4 ,hum ,pay em ,portugal que tem tres filhos1 homem ord9>io1 mas cidada1 (ficial por exemplo1 ou que tem cem mil reis de r5da da sua v9ha1 olival e j>dim1 ve-se na mayor preplexidade1 se se a*> nas circum/ancias segu9tes3 primeyram5te se vive em alguma villa de ,prov9cia2 #b4o ,se na podem tir> seos filhos z suas ,inquirio5s limpas2 #c4o ,se sa ta e/upidos ou extravagantes1 que jamais apr5d]a ,latim4 ,e/es rapazes s]ia som5te capazes de apr5d] hum (ficio me*anico2 mas o ,pay v5do que na s] ba/ante p>a adquirir o seu su/5to2 v5do o e/ado abatido e desprezado dos (ficiaes1 a mis]ia em que vivem1 jamais se det]m9a s5a na ultima necessidade1 a faz] apr5d] seos filhos algum (ficio3 porque na hav5do com]cio int]no algum em ,portugal1 nem com os frutos1 nem com z fabricas1 os (ficios me*anicos e todas z artes1 fica no mayor abatim5to e mis]ia4 ,mas se e/es rapazes podessem tir> z suas ,inquirio5s1 que f>ia todo o pay naquellas circun/ancias8 he natural que dissesse1 que apr5da ,latim2 se na =em ,cl]igos1 s]a ,frades2 se apr5d]em mal1 t5ho amigos que se emp5ham p>a entr>em na ,ordem dos ,capu*os2 e se na apr5d]em c\sa alguma1 s]o ,frades ,leygos1 ou ,donatos3 t]a que com]1 e fic> a m9ha caza honrada com e/es ,religiozos4 ,de/e modo todos va apr5d] ,latim1 porque o ,latim he o passaporte p>a entr>em no ,p>aizo t]re/re1 onde se come sem trabalh>1 onde ha tantos e/ablecim5tos em cada ,villa e ,aldeas1 como sa os ,conv5tos e ,capellas1 falt&o s vezes z ,p>rho*ias4 ,logo a cauza porque a mayor p>te da ,naa apr5de o ,latim1 provem porque no ,reyno ha p\cos e/ablecim5tos p>a ganh> a vida2 falta muitos ,c>gos publicos que pud]amos t]1 se tivessemos comm]cio int]ior1 e a agricultura como comm]cio1 e como base d comm]cio2 provem que o ,soldado1 o ,g5]al1 o ,juis de ,=a1 e o ,dezemb>gador na som5te he pago em sua vida1 mas a9da depois de morto1 o ,e/ado recomp5sa mais gr&iozam5te2 os filhos de/es ,soldados e ,magi/rados1 e outros que s]vira a patria1 requ]em t5z1 honras1 comm5das1 (ficios de escriva da ,cam>a1 dos ,orfas1 das ,alf&egas a p]petuidade 7s vezes7 pelos s]vios de seos ,pays1 como se jamais fossem pagos1 ou recomp5sados em quanto s]vira2 o que he c]to1 que o ,e/ado def]e s pret5o5s e supplicas de/es filhos e h]deyros4 ,daqui vem o ocio1 e o qu]] viv] ,cavalheyra2 porque muitos de/es premiados fica ,cavalheyros das ,ord5s ,milit>es4 ,daqui vem tanta g5te inutil1 que se na =a aquellas recomp5sas1 s]viria como seos ,pais ou apr5d]ia hum emprego1 ou (ficio4 ,de/e modo o ,reyno em lug> de t] na sua ma aquella clem5cia de faz] trabalh> e ag5ci> os ,subditos1 s tem p>a promov] o torpe ocio1 a vaidade e a dissolua4 ,i/o he o que confirma o pr9cipio assima3 ,que das boas ou ms ,leis de um ,reyno dep5dem os bons ou maos co/umes delle2 e que todos os ,s]mo5s1 ,misso5s1 ,nov5as1 ,vias ,sacras1 ,rom>ias1 ,irm&ades e ,confr>ias sa inuteis p>a faz] bons ,*ri/as e bons ,cidado5s1 em quanto exi/irem z mesmas ,leis ,politicas e ,civis no mesmo ,reyno4 ,como em ,portugal ha tantos e/ablecim5tos no ,e/ado ,ecclesia/ico1 onde residem a honra1 e a subsi/5cia1 e que o ,latim he a porta p>a entr> nelles1 he natural que todos queyra apr5d] e/a ,l+oa4 ,como os premios se da a quem na s]vio o ,e/ado1 e s aos ,h]deyros que na fiz]a s]vio algum1 daqui vem o odio1 e o desprezo p>a o trabalho1 e p>a a indu/ria4 ,se o ,e/ado na puz] por alvo a honra e a conv5i5cia em outro lug> que no ,ecclesia/ico e na ,nobreza1 todos os plebeos qu]]a s] ,ecclesia/icos ou ,nobres4 ,disp5da o ,e/ado a in/ituir ,c>gos p>a promov] a agricultura como comm]cio e a indu/ria2 occupe os ,soldados com dobre e triple paga a faz] cam9hos de c>ros2 m&e des5tupir z fozes dos rios que entra d m>1 p>a se desalag>em os campos conv]tidos em alagoas1 atoleyros e pales2 logo s]a necess>ios ,ar*itectos1 ,eng5heyros1 ,ma*9i/as1 ,contadores1 ,inspectores1 ,escriva5s e ,secret>ios1 e outro gr&e num]o de g5te empregada ne/as obras p>a hav] ,com]cio int]ior e agricultura2 sem ellas na he possivel que haja indu/ria1 nem trabalho no ,reyno4 4 ,da t]ceyra ,classe de ,e/udantes que apr5d]ia nas ,escolas ,reais a ,l+ua ,lat9a1 ,grega1 etc4 ,pois que em ,portugal e/ introduzido que os ,m59os e rapazes saya todos os dias da casa de seos ,pays ir apr5d] nas ,escolas publicas l]1 e escrev]1 e o ,latim1 s]ia mui c5surada a resoluo de prohibir e/a sorte de ,discipulos e ,e/udantes4 ,admirome por tanto d ,santo zelo e f]vor1 que tantos bons e pios ,ecclesia/icos mo/rra p>a promov] a ,santidade dos bons ,co/umes1 que na rep>assem atgora na origem de tanto vicio e dissoluo da ,mocidade ,portugueza1 p>a d>-lhe o rem$io mais efficas6 ,he impossivel que na e/eja p]suadidos que nas ,escolas publicas apr5dem muita ruimdade e maldade3 a sua propria exp]i5cia os conv5c]ia4 ,disgraadam5te quem pod] rem$e> e/e dano na foi educado nas ,escolas publicas3 porque a primeira ,nobreza e a ,fidalguia todos da ,me/res p>ticul>es a seos filhos1 que apr5dem em caza dos ,pays2 e na podem jamais vir no conhecim5to da de/ruio dos bons co/umes1 que se adquire em quanto os ,m59os e os ,rapazes frequ5ta z ,escolas d modo ref]ido4 ,sah9do cada dia de caza duas vezes tem occazio e/es ,e/udantes de se communic>em1 e de apr5d]em todos os maos co/umes d povo1 e queyra ,deos que na apr5da tabem os vicios2 o c]to que naquella lib]dade em que va ,escola1 e volta p>a suas cazas1 adquirem desob$i5cia1 p]guia1 rudz e ob/9aa que obs]va nelles os ,me/res1 talves falt&o s classes por sua culpa1 talves desculp&ose com mil m5tiras por semelhantes faltas4 ,se fosse possivel que todos os ,e/udantes das ,escolas ,reais vivessem em clauzura1 s]ia o melhor me?odo de receb] aquella t5ra idade a melhor educaa possivel3 z v5tag5s que tem e/a educaa em commum direi adiante1 qu&o trat> da ,escola ,milit>4 4 ,dos ,e/udos ,mayores1 ou ,collegios ,reais ,dilateyme mais tempo nas obs]vao5s sobre z ,escolas ,reais1 por me p>ec] necess>io d> a conhec] os inconv5i5tes que imp$iria a sua utilidade1 e algum me?odo p>a evitalos4 ,he c]to que o fim ord9>io de/as ,escolas d ,latim1 tem ord9>iam5te por objecto e/ud> z ,sci5cias e ex]citalas p>a utiliz> o ,e/ado3 vejamos primeyram5te que necessidade tem dellas1 e z que devem apr5d] aquelles subditos de/9ados a s]vir a sua ,patria4 ,p>eceme que todas z ,sci5cias de que necessita hum ,reyno *ri/a nos nossos tempos se podia ens9> em trez ,escolas4 ,na primeyra4 ,toda a ,hi/oria da ,natureza ,univ]sal1 da ,natureza humana2 z produo5s que resulta da comb9aa de v>ios ,corpos2 z suas propri$ades e virtudes2 e a applicaa dellas p>a uzo e utilidade da vida humana1 e vida civil4 ,ne/a ,escola se ens9>ia a ,hi/oria natural1 a ,botanica1 a ,anatomia1 a ,*imica1 a ,metallurgia1 e a ,m$ec9a com todas z suas p>tes4 ,mas como s\ obrigado escrev] d me?odo de ens9> e apr5d] a ,m$ec9a1 ento he que trat>ei mais p>ticul>m5te de/a ,escola4 ,na segunda ,escola4 ,todos os conhecim5tos que necessita o ,e/ado ,politico e ,civil p>a gov]n>se e cons]v>se1 e viv]em os subditos naquella felicidade a que pode conduzir a intellig5cia humana4 ,ne/a se ens9>ia a ,hi/oria ,univ]sal1 ,pr(ana e ,sagrada2 a ,philosophia ,moral1 o ,direito das ,g5tes1 o ,direito ,civil1 z ,leis ,patrias3 a economia civil1 que se r$uz ao ,gov]no int]ior de cada ,e/ado4 ,na t]ceyra ,escola4 ,todas z c\zas que p]t5cem ,sagrada ,religia e ao seu ex]cicio4 ,mas como s os ,ecclesia/icos devem ens9>1 e apr5d] e/as ,div9as ,sci5cias1 no me p]t5ce a mim indic> o que nellas se devia apr5d]4 ,na ,univ]sidade de ,coimbra se ens9a a ,!ologia1 o ,direito ,canonico1 a ,jurisprud5cia e a ,m$ec9a1 que compoem z quatro ,faculdades2 e na v]dade que e/e ens9o a9da que com v9te e quatro ,l5tes1 e muitos ,conduct>ios1 no he suffuci5te p>a se educ>em os ,subditos1 de que tem necessidade o ,reyno2 porque ne/as quatro ,faculdades no entra a ,sci5cia ,natural1 que indicamos assima na primeira ,escola4 ,porque a ,faculdade de ,m$ec9a que exi/e em ,coimbra he insuffici5te p>a apr5d] o que necessita o ,naturali/a1 o ,physico1 o ,*imico1 o ,m$ico e o ,anatomi/a4 ,a ,jurisprud5cia1 e o ,direito ,canonico que se ens9a actualm5te na nossa ,univ]sidade1 na sa ba/antes p>a =m> ,conselheyros de ,e/ado1 ,secret>ios de ,e/ado1 ,embayxadores1 ,g5]ais1 ,almirantes1 etc4 ,necessita o ,e/ado d'e/a sorte de ,c>gos1 s]vidos por ,subditos que apr5dessem o que indiquei assima na segunda ,escola ,mayor4 ,com e/a cl>eza o ,director dos ,e/udos pod]ia repres5t> a ,s4 ,mage/ade1 que como z sci5cias que se ens9ava na ,univ]sidade de ,coimbra era insuffici5tes p>a a ,educaa da ,mocidade1 de/9ada a s]vir o ,e/ado1 que necess>iam5te devia s] re=mada2 e que deyxava disposia de ,s4 ,mage/ade a execua da propo/a segu9te4 ,que a ,faculdade de ,!ologia1 e o ,direito ,canonico1 s5do ,sci5cias ,ecclesia/icas1 e que som5te os ,ecclesia/icos z seguia e z ens9ava1 devia s] sep>adas das sci5cias humanas1 especificadas aqui assima na primeyra e na segunda ,escola ,mayor2 que s aos ,bispos p]t5cia gov]n> e/as ,sci5cias ,sagradas1 e que a elles fic>ia toda a incumb5cia de cons]v> e/es ,e/udos4 ,que ,s4 ,mage/ade lhes det]m9>ia hua ,cidade d ,reyno1 por exemplo ,evora1 ,lisboa1 ,coimbra1 ou ,braga1 p>a e/ablec]em ali a ,univ]sidade ,ecclesia/ica1 re/ricta som5te a ens9> z duas ,faculdades de ,!ologia1 e d ,direito ,canonico4 ,onde n5hua concluza1 livro1 nem escrito1 ou deciso daquellas duas ,faculdades1 sahiria a publico1 sem approvao de dois ,fiscais ,secul>es auctorizados por ,s4 ,mage/ade a rev]em1 e a approv>em tudo o que se imprimiria1 ou se decret>ia naquella ,univ]sidade1 p>a que nella se na ens9asse maxima algua contra z ,leis d ,e/ado2 e que e/es dois ,fiscais s]ia os primeiros p]ante os quais fossem prez5tados os ,escritos que se havia de imprimir1 e que som5te com sua approvaa pod]ia pass> a s] revi/os pelos ,c5sores1 ,qualificadores1 ou ,vig>ios ,g]ais dos ,bispos e da ,inquizio4 ,o ,cons]vador1 ou ,fiscal que ,s4 ,mage/ade tem em ,coimbra p>a a inspeca que se no imprima concluzo5s1 ou outros quaisqu] actos contra z ,leys d ,reyno1 vem inutil e de n5hum ex]cicio4 ,por hum abuzo in9teligivel tudo aquillo que se imprime em ,coimbra o primeiro ,tribunal1 onde se p$e a lic5a p>a imprimir-se1 he no d ,santo ,(ficio1 tanto que z concluzo5s1 por exemplo1 ou outro qualqu] acto1 ou livro saye com z lic5cias de/e ,tribunal2 vai enta diante d ,cons]vador assima ou ,fiscal2 e/e v5do z ,lic5z da ,inquizia firma e cons5te que se imprima tudo4 ,e/e mesmo abuzo se practica em ,lisboa3 quem tivesse que imprimir algum escrito devia em primeiro lug> supplic> ao ,dezemb>go d ,pao1 como ao primeiro ,tribunal d ,reyno1 que julg>ia se contem algua proposio contra a au?oridade ,real2 depois devia o ,autor d livro supplic> ao ,ord9>io1 o qual julg>ia se havia nelles c\za contra a ,religia e bons ,co/umes1 que he a quem toca de direito e/a mat]ia2 e em ultimo lug> 7pois que assim o quiz]a os ,bispos7 iria ,inquisia1 a quem toca som5te inquirir da h]esia4 ,e/e he o me?odo natural e juridico2 em lug> que hoje pela confuza das jurisdio5s tudo he pelo contr>io4 ,que hav5do tantos ,cabidos e ,collegiadas1 e tantas ,abbadias das ,ord5s ,mona/icas dotadas com tantas r5das que podia p>te de/as s]vir a mant] e/as duas ,faculdades1 com tanta mais razo1 porque s os ,sac]dotes ,secul>es e os ,frades ens9>ia e e/ud>ia ne/a ,univ]sidade4 ,que ,s4 ,mage/ade a imitaa de ,fr$]ico ,segundo ,emp]ador e ,rey de ,napoles1 e ,francisco ,primeyro1 ,rey de ,frana1 pod]ia1 sem int]v5a algu da ,corte de ,roma1 fund> z duas ,escolas ,mayores1 ou ,collegios ,reais3 a primeyra p>a se ens9> tudo o que p]t5ce natureza univ]sal e humana1 e a segunda p>a se ens9> tudo o que p]t5ce ao ,gov]no da ,mon>*ia4 ,na consid]aa que z nossas ,ord5ao5s devia s] re=madas1 he que insi/o que a ,!ologia e o ,direito ,canonico fique unicam5te no pod] dos ,ecclesia/icos1 e que som5te e/es devia apr5d] e/as duas ,faculdades2 mas no cazo que na se re=mem1 na necessita a9da os ,secul>es tom> gro algum na ,faculdade de ,canones1 porque os ,secul>es que e/ud>em na ,univ]sidade ,real propo/a1 z ,leis ,civis e z ,leis ,patrias1 por si mesmo se pod]a in/ruir d ,direito ,canonico1 como dos ,concilios1 e da ,hi/oria ,ecclesia/ica2 e como nas ,univ]sidades actuais n5hum ,secul> nem ,ecclesia/ico toma gro na ,hi/oria ,ecclesia/ica1 ou na dos ,concilios1 assim he c\za sup]flua que os ,secul>es conhea tal ,faculdade *amada ,canones1 no cazo que os ,ecclesia/icos quizessem cons]v> aquelles uzos actuais tom&o gros de ,d\tor em ,canones com capello v]de1 s]ia os arbitros1 com tanto que fosse cu/a das suas r5das4 ,aquellas pessoas a quem ,s4 ,mage/ade comett]ia re=m> z nossas ,ord5ao5s1 necess>iam5te devia t] e/ado alguns annos em ,frana1 e pr9cipalm5te em ,turim2 p>a v]em e apr5d]em z ,leis de/es ,reynos1 e que pod] e auctoridade tem o ,direito ,canonico nelles2 porque na he possivel os nossos ,jurisconsultos1 a9da que d\tissimos1 s5do educados na ,univ]sidade de ,coimbra1 possa julg> ne/a mat]ia4 ,que e/es dois ,collegios ou ,escolas fic>ia e/ablecidas no lug> que p>ecesse o mais conv5i5te a sua de/9aa2 que na devia fic> na mesma cidade1 onde ficassse a ,univ]sidade de ,!ologia e ,direito ,canonico1 por evit> muitas cont5das que se levant>ia indisp5savelm5te pelo concurso dos ,e/udos ,ecclesia/icos e ,secul>es1 regrados ta diff]5tem5te4 ,z r5das e os emolum5tos da ,univ]sidade de ,coimbra sa ta consid]aveis1 que fica cada anno em deposito muitos mil cruzados4 ,se =em adm9i/radas com intellig5cia e integridade1 se a agricultura se augm5t>1 e se se d] a provid5cia que se su/5te o ,reyno unicam5te das suas produo5s1 s]a muito mais consid]aveis1 e s]a ba/antes no som5te z duas ,escolas ,mayores1 mas de cons]valas com o mayor lu/re1 e igual utilidade d ,reyno4 ,bem se pod]a prev] os ob/aculos que oppora os ,ecclesia/icos com a ,corte de ,roma1 que e/es b5s da ,univ]sidade actual1 s5do pela mayor p>te ,ecclesia/icos1 que na pod]a s] applicados a fund> e mant] ,collegios ,secul>es1 onde os ,l5tes s]o =osam5te cazados4 ,mas como ja os ,papas p]mitira que a ,faculdade de ,m$ic9a fosse su/5tada com os mesmos b5s1 na ob/ante s] toda secul>1 bem pod]a z mais sci5cias goz> da mesma approvaa e cons5tim5to3 alem que s5do os b5s ,ecclesia/icos de/9ados p>a su/5t> e mant] a ,igreja1 e os pobres1 e p>a educ> a ,mocidade1 com tanta ju/ia1 como p>a resgat> os ,escravos2 e por f9al raza que a cons]vaa d ,e/ado he a pr9cipal ,ley2 e n5hu c\za pod] cons]v> mais efficasm5te d que a boa ,educaa da ,mocidade4 ,ne/as duas ,escolas ,mayores ou ,collegios1 que daqui por diante *am>emos o da ,physica e da ,legislaam1 deviao viv] os ,l5tes com suas familias1 porque todos devia s] cazados1 juntam5te com qu9ze at v9te ,discipulos int]nos1 ou mayor num]o1 con=me se a*assem os r5dim5tos1 todos su/5tados e entretidos a cu/a ,real2 e acabados os seos ,e/udos1 alguns daquelles mais capazes devia viaj>1 e ir apr5d] nas mais celebres ,univ]sidades da ,europa1 com in/ruo5s e occupaa semelhantes a aquelles que ins9uei assima qu&o fallei das ,escolas ,lat9as2 de tal modo que de cada ,escola ,mayor e/ivesse sempre viaj&o e apr5d5do quatro de seos ,discipulos4 ,qu&o trat> d me?odo de ens9> e de apr5d] a ,m$ec9a1 ento entr>ei na obrigaa e no ex]cicio dos ,l5tes e dos ,e/udantes tanto int]nos como ext]nos1 como dos seos gros1 ou ,lic5a ,real1 p>a ex]cit>em z ,sci5cias que apr5d]a2 e nessa consid]aa he que agora supprimirei o que p>ecia aqui necess>io4 4 ,sobre o ens9o que deve prec$] z ,escolas ,mayores1 qu] diz]1 da ,physica e da ,legislaam ,p>ece necess>io que fiquem in=mados todos aquelles1 que tiv]em a ,educaa da ,mocidade a seu c>go1 daquelles e/udos int]m$ios que prec$em z sci5cias das escolas mayores4 ,atgora se ens9a em c]tos ,collegios1 e v9ha a s] aquella ,philosophia ,b>b>a das ,escolas1 com o nome de ,logica1 ,physica1 ,metaphysica1 nas quais p]dia o tempo de tres ou quatro annos4 ,agora mo/r>emos quais devem s] e/es e/udos4 ,de c9co modos illu/ramos o nosso ent5dim5to1 o primeyro he pela ,obs]vaam1 que he aquella p]cepo ou conhecim5to das c\zas que occorrem na vida ord9>ia1 ou e/as c\zas seja intellectuais1 ou seja das pessoas1 ou das c\zas mat]iais1 ou de nos mesmos4 ,o segundo he pela ,liam2 pela qual illu/ramos o nosso ent5dim5to com que os nossos ,mayores apr5d]a e exp]im5tra1 como se nos valessemos das riquezas que ajuntra nossos antepassados4 ,o t]ceyro1 pelo ,ens9o dos ,me/res de viva vz1 e na por po/ilas1 nem !mas1 explic&o o que deve inculc> no animo dos discipulos1 p]gunt&o1 or&o1 s vezes1 e argu9do1 no por sillogismos1 mas em =ma d dialogo4 ,o qu>to pela ,conv]saam1 na qual apr5demos o que outros sabem3 promovemos z =z d nosso ent5dim5to1 imit&o sem nos ap]ceb]mos o judiciozo1 que ouvimos e que admiramos2 e com agrado e amor da ,soci$ade trans=mamos o nosso ent5dim5to1 naquelle com quem tratamos4 ,o qu9to pela ,m$itaam1 l5do1 escrev5do ou m$it&o3 ,ne/e ultimo se enc]ra todos os quatro modos assima3 e e/e ultimo he a *ave de todos os ref]idos3 sem reflexa1 sem hua att5a madura d que sabemos1 n5hua aco s]ia regul>1 n5hua op]aa da alma s]ia sem defeito4 ,deviamos cultiv> a memoria naquella edade1 qu&o he mais vigorosa1 pela obs]vao1 lectura1 ens9o e conv]sao4 ,a hi/oria s]ia o primeiro ens9o3 e como resulta hum p>ticul> go/o sab] qu&o succ$eo tal c\sa1 e em que lug>1 d'aqui vem necessidade de e/ud> a ,geographia e a ,*ronologia4 ,mas e/a hi/oria no se ha de incluir a quantos ,reis teve hua ,mon>*ia2 quantas vezes foi conqui/ada1 e quantos ,reynos conqui/\4 ,na hi/oria se incluem o conhecim5to das c\zas naturais1 que contem aquella obra de ,pl9io ,segundo3 entramos em hum ,cab9ete de ,c\zas ,naturais3 ali notamos o globo t]re/re e o cele/e3 ali notamos os sy/emas planet>ios onde se veem o sitio onde exi/e o sol1 os planetas e a t]ra1 o lug> das e/rellas fixas e o zodiaco2 ali vemos de que modo se movem e em que lug> os vemos2 de/e modo com a explicaa de um intellig5te ,me/re t] o ,m59o hua idea cl>a1 o que he a ,geographia e a ,a/ronomia4 ,ne/e ,cab9ete vemos z ,aves1 os ,peyxes1 os ,animais1 os ,insectos1 z ,arvores1 e z ,plantas da ,affrica1 da ,asia e da ,am]ica2 e pela mesma sep>ao vamos not&o os ,m9]ais1 z ,p$ras1 os m>mores1 z ,p$ras preciosas1 os ,sais1 os ,bitumes1 os ,balsamos1 e z diff]5tes t]ras e b>ros2 e/a he a ,hi/oria ,natural1 e como he ta natural sab] p>a que s]vem e/as produo5s da ,natureza1 o ,me/re lhes dir z propri$ades e seu uso na ,m$ic9a e nas artes me*anicas e lib]ais4 ,l em hum lug> sep>ado e espaciozo1 v hua ,pompa pneumatica1 hum ,telescopio1 hum ,microscopio1 hum prisma1 hum modelo de hum mo9ho de v5to1 hum ,relogio3 mo/ra o ,me/re o uzo de/es in/rum5tos1 e de outros mais ou m5os complicados2 ali adquirir o ,discipulo z primeiras idz das propri$ades dos ,elem5tos1 da ,optica1 das ,me*anicas e da ,/atica3 a curiozidade que he ta natural pu]icia dotada de boa indole1 o incit> a p]gunt> a cauza d'aquelles effeitos1 que ve obr> por aquelles in/rum5tos1 e fic> in=mado a no t] por milagres o que so effeitos da natureza2 fic> in=mado daquelles primeiros conhecim5tos1 que lhe s]vira por toda a vida em qualqu] e/ado que a =tuna o puz] na ,soci$ade ,civil4 ,mas na ba/a p>a a vida civil t] a memoria enriquecida de/es conhecim5tos da ,hi/oria ,sagrada1 ,pr(ana1 ,fabuloza e ,natural2 necessitamos p>a s] exactos pez>mos1 midirmos e cont>mos tudo aquillo que temos adquirido pela obs]vaam1 lectura e ens9o1 4 ,a ,ari?metica1 ,algebra1 ,geometria1 ,trigonometria plana1 sa necess>ias p>a m$irmos z alturas1 os comprim5tos1 z di/ancias e z pr(undidades4 ,alem de/a utilidade1 tem e/as ,sci5cias outro bem necess>io ,mocidade3 ellas co/uma a s]em att5tivos e exactos no que fazem1 a na cr] de leve1 a fic> conv5cido pela sua raza2 in/iga a seguir e indag> o que he evid5te1 ou pelo m5os c]to1 e a descans>1 qu&o se a*\ a v]dade4 ,falta a9da a e/e ens9o aquella arte de diz] e repres5t>1 por palavras1 e pela escriptura1 o que qu]emos que outros saibam1 e fiquem p]suadidos1 tanto pela arte de excit> z payxo5s da alma1 como pela p]spicuidade1 elegancia e urbanidade d discurso4 ,e/a arte de sab] diz] ens9a a ,rhetorica em ,prosa2 e em v]so a ,poesia4 ,duvidra alguns ,me/res da ,educao se a ,poesia devia entr> no seu ens9o3 z razo5s segu9tes sa em seu favor4 ,todos os hom5s se det]m9a a afront> os mayores p]igos e os mayores trabalhos1 pela esp]ana1 que tem de descanarem e viv]em felizes3 alem disso sem rep\zo1 na pode hav] trabalho1 nem fadiga por muito tempo2 evit>ia os hom5s muitas desgraz se no tempo d descanso1 d rep\zo e da tranquilidade1 pudessem viv] consigo4 ,quem foi bem in/ruido na ,mocidade1 na hi/oria e na lectura dos bons ,poetas1 tem e/a vantagem sobre os hom5s ord9>ios1 que podem e/> ss1 e div]tirem-se sem companhia2 porque augm5ta a sua felicidade com o que p5so1 ou com a lectura em que =a educados2 div]tese a fantasia2 o juizo aproveita1 e =tificase a virtude3 e de/e modo evita mil disgo/os1 mil desord5s1 que succ$em no curso da vida por na pod] e/> s hum in/ante1 como vemos fazem aquelles que na tiv]a huma educaa +5ua1 e que vivem pela vontade1 e pelo p>ec] dos outros3 o que ,horacio#gj p9ta com tanta vivacidade e elegancia4 ,e por e/a razo mo/rei eu a necessidade que t9ha z ,escolas ,portuguezas de adopt> o ,poema de ,camo5s1 p>a educ> a ,mocidade1 como se pod] v] no ,prefacio da ultima edia feita em ,p>is4 ,entra ne/es e/udos int]m$ios a ,logica e a ,metaphysica2 porque o seu objecto he de discorr] com me?odo e ordem2 t] uma idea cl>a tanto das palavras e das c\zas1 di/+u9do e sep>&o o que nellas ha de commum com z outras1 e de p>ticul>2 e/as duas p>tes da ,philosophia se r$uzem a t] me?odo e ordem em tudo que se diz e escreve4 ,na se ent5de aqui por ,logica e ,metaphysica1 aquella das ,escolas2 ja se tem por absurdo ga/> tres annos em apr5dellas4 ,a ,logica e a ,metaphysica hoje explicadas por hum bom ,me/re he e/udo de quatro meses1 se se explic>em os ,comp5dios que de/as sci5cias se tem escrito em muitas p>tes da ,europa4 ,a ,physica exprim5tal entra na mesma classe2 e como ja temos na nossa ,l+oa a obra intitulada1 ,recreaam ,philosophica1 na necessito de nome> o seu objecto4 ,e/es sa os conhecim5tos prelim9>ios1 p>a entr> nas ,escolas mayores2 e ja e/\ ouv9do que tantas sci5cias confundira o animo dos m59os e rapazes1 que ou fic>a e/upidos1 ou que tudo que apr5d]a s] ta sup]ficialm5te1 que toda e/a in/rua lhe v5ha a s] inutil4 ,mas ,qu9tiliano ja respondeo a e/a difficuldade1 e o nosso ,m>t9ho de ,m5dona1 nos seos ,appontam5tos p>a a ,educaam de hum ,m59o ,nobre1 livro tantas vezes citado3 a difficuldade na e/ na capacidade dos m59os2 toda ella residir nos ,me/res2 e se dissipra1 se s\b]em ens9> com me?odo e com ordem2 explic&o de viva vs hum comp5dio de cada sci5cia que ens9>em2 pondo diante dos olhos1 humas vezes em mappas1 outras em taboas *ronologicas1 outras em modelos e in/rum5tos1 e com a inspeca das mesmas c\zas que ens9>em2 de/e modo p]gunta7n7d1 capacit&o o auditorio1 e fic&o elle mesmo inteirado que compreh5dem1 adiant> o seu ens9o4 ,e/e modo de ens9> explic&o de viva vs1 e p]gunt&o pelo comp5dio ou comp5dios da sci5cia que apr5dem os ouv9tes1 he o mais efficaz1 p>a compreh5d]em huma mat]ia inteira4 ,se e/ivessemos d5tro da salla de hum palacio1 na v]iamos mais que os objectos1 onde se t]m9ava a vi/a3 mas na t]iamos n5huma ideia da sua gr&eza1 da sua propora1 da sua elevaa2 mas se e/ivessemos =a1 po/os a huma c]ta di/ancia1 e em tal sitio que descubrissemos o frontispicio1 a sua elevaa1 contempl&o z proporo5s entre o corpo d palacio e das mais p>tes1 ento he que podiamos =m> juizo da sua gr&eza1 utilidade e mage/ade2 na sab]iamos aquellas miudezas da di/ribuia dos apos5tos1 da cl>idade das gall>ias1 mas o juizo que =m>iamos de todo elle1 s]ia sup]ior ao conhecim5to acanhado que t]iamos1 fic&o d5tro4 ,assim p>a compre5d] primeira vi/a huma sci5cia1 he necess>io v] som5te z suas pr9cipaes p>tes3 explique o ,me/re o que falt> naquella inspeo que o discipulo obs]va2 e de/e modo se evit> aquella confusa que se teme4 ,fallo com exp]i5cia3 hum ,m59o pode por dia tom> quatro lio5s de mat]ias diff]5tes com summa utilidade da sua educaa4 4 ,em que lug> se haviam de ens9> z sci5cias ref]idas ,os ,grammaticos ,gregos e ,romanos ens9ava na mesma ,escola z sci5cias assima3 he v]dade que na t9ha tanta difficuldade1 como nos temos1 p>a apr5d] z ,l+oas em que e/a z sci5cias escritas2 porque po/o que os ,romanos apr5dessem a ,grega1 mais a apr5dia pelo ex]cicio1 hav5do tantos ,gregos mi/urados com os ,romanos1 que por regras e ,diccion>ios4 ,p>a evit> muita desordem1 ga/os1 bulhas litt]>ias1 e p>a proveito da ,educaa da ,mocidade1 s]ia mui ac]tado que nas mesmas ,escolas ,reaes1 onde se apr5dem a ,l+oa ,lat9a1 ,grega e a ,rhetorica1 se apr5dessem z sci5cias ref]idas1 que sa como ja disse a ,hi/oria ,pr(ana e ,sagrada1 a ,fabulosa1 com a ,natural1 a ,geographia1 ,*ronologia1 ,a/ronomia1 a ,ari?metica1 ,algebra1 ,trigonometria1 ,logica1 ,metaphysica1 e a ,physica ,exp]im5tal4 ,e/as sci5cias int]m$ias ou prep>atorias1 p>a se matricul>em os e/udantes nas ,escolas ,mayores1 ou ,univ]sidade ,real1 podia ens9>se nas tres ,escolas ,reaes d ,latim e d ,grego1 e/ablecidas pelo ,alv> de sua ,mage/ade1 em ,coimbra1 ,lisboa e ,evora1 p>a fic>em no lug> daquellas onde se apr5dia a ,philosophia ,escola/ica4 ,nas mais ,escolas d ,reyno e/ablecidas nas ,cabez das ,com>cas1 ba/>ia o ens9o alem das ,l+oas ,lat9a e ,grega1 os ,pr9cipios da ,philosophia ,moral1 a ,rhetorica1 a ,hi/oria e a ,geographia4 ,convem ao ,e/ado que todo o ,e/udante que apr5d] ,latim e ,grego1 fique in/ruido das obrigao5s de ,*ri/a e de ,cidada1 que fique in/ruido na ,hi/oria e na ,geographia1 que ent5da a ,poesia1 e que saiba escrev] ou na ,l+oa ,lat9a1 ou na sua1 com elegancia e propri$ade3 porque o ,e/ado na som5te tem necessidade de ,letrados1 ,jurisconsultos e ,m$icos1 mas tabem de ,secret>ios1 de ,not>ios publicos1 de ,int5d5tes1 de ,conselheyros e ,assessores1 nos ,tribunaes ou ,collegios que devem gov]n> a economia politica e civil d ,reyno4 ,tanto mais in/ruidos sahirem e/es ,e/udantes das ,escolas ref]idas1 tanto melhor ex]cit>a os c>gos em que s]a empregados1 e occup>a o tempo d descano com mayor utilidade e satisfaa4 ,todo o ponto e/ que haja ,me/res ta capazes1 que saiba plant> no animo dos ,discipulos de/as ,escolas z sem5tes de/as sci5cias4 ,elles mesmos f>a crec] e/es pr9cipios pela sua applicaa1 levados d go/o que cauza1 qu&o se compreh5dra cl>a ou di/9ctam5te4 ,se eu na fosse obrigado1 ,illu/rissimo ,s5hor1 trat> d ,me?odo de ens9> e apr5d] a ,m$ic9a em obra sep>ada1 havia de trat> aqui das ,escolas ,mayores ou da ,univ]sidade1 onde se deve ens9> a ,jurisprud5cia univ]sal1 e a ,m$ic9a1 a sua =ma1 o lug> onde se e/ablec]ia1 o que nella se devia ens9> com especialidade1 e com que gros ,academicos s]ia decorados os que t9ha e/udado com applauzo1 etc4 ,mas como trat>ei da ,m$ic9a especialm5te1 enta he que trat>ei da =ma dos ,e/udos da ,jurisprud5cia2 e occup>ei agora aquelle espao com mat]ia1 pod] s]1 igualm5te util p>a o s]vio da patria que he trat> da ,educaa da ,mocidade ,nobre4 4 ,da ,educaam da ,fidalguia e dos ,fidalgos1 que tem ,ass5tam5to e ,=o na ,caza ,real ,vimos assima que desde o anno de #aejj at o anno de #aegj1 exi/io o mayor luxo que jamais vio ,portugal4 ,el ,rey ,dom ,manoel o introduzio na ,corte1 e foi o primeiro que se ve/io humas vezes ,franceza e outras ,flam5ga2 como na teve gu]ra na ,europa nem seu ,filho1 nem seu ,bisneto el ,rey ,dom ,seba/ia1 com z riquezas d ,ori5te cahio a ,fidalguia no mayor luxo1 e por consequ5cia naquelle total esquecim5to da boa educaa1 que t9ha ou no ,pao dos ,reis antigos1 ou em caza de seos ,pays4 ,no tempo del ,rey ,dom ,p$ro o ,ju/iceyro1 tanto que se sabia no ,pao t9ha nascido algum filho a algum ,fidalgo1 m&ava logo el ,rey a sua caza a provisa da moradia ou =o1 que deyxava em pod] da ,may ou da ,ama que criava o ,m59o2 e ne/es tempos se *amava os ,reys ,pays de seos ,vassallos#ga4 ,depois cresc5do o num]o1 se ord5\ que som5te se uzasse de/a graa1 com o primog5ito2 e de/a resolua1 veyo a descahir aquelle amor da patria1 porque falt\ a boa educaa1 que t9ha no ,pao todos os filhos dos ,fidalgos com moradia4 ,no tempo del ,rey ,dom ,joa o ,segundo1 lhe repres5tra em ,cortes1 que ord5asse se criassem os ,fidalgos no ,pao1 como era co/ume antigam5te3 s9al c]to que se educava ali a primeira ,mocidade d ,reyno4 ,ja dissemos assima que a educaa da ,nobreza toda se r$uzia a faz] o corpo robu/o e =tissimo1 o animo ouzado e de/emido2 alem daquelle agrado que reynava no galanteo e s]vio das ,s5horas1 na deyxava de in/ruir o animo com aquelles p\cos conhecim5tos sci5tificos que se conhecia3 som5te na familia d ,infante ,dom ,h5rique foi e/a educao mais consid]avel1 porque sahira muitos d ,pao daquelle famozo ,pr9cipe1 excell5tem5te in/ruidos nas ,ma!maticas e boas letras1 como foi o ,gr&e ,albuqu]que e ,dom ,joo de ,ca/ro4 ,el ,rey ,dom ,manoel1 como ref]e ,alv>o ,f]reyra de ,v]a#gb1 ap]feio\ os e/ados dos ,ricos ,hom5s e ,infano5s1 e deu a cada hum em sua ,caza ,real o lug> que por sua qualidade m]ecia1 faz5do tres sortes de g5te4 ,no primeiro lug> pz os ,ricos ,hom5s2 no segundo os ,infano5s2 no t]ceyro os ,plebeos1 com e/a di/9a na moradia3 aos ,filhos dos ,ricos ,hom5s tom\ por ,moos ,fidalgos com mil reis de ,fro#gc cada mes1 e alqueyre e meyo de cevada por dia2 e daqui os acresc5tava a ,fidalgos ,cavalleyros1 sob9dolhe a moradia t quatro mil reis1 o que era despois de s]em armados ,cavalleyros1 por algum feito honrozo que fazia na gu]ra4 ,aos ,filhos dos ,infano5s tom\ por ,moos da ,cam>a1 com quatroc5tos e seis reis2 e tres qu>tas de cevada por dia3 e da mesma maneira lhes acresc5tava a moradia1 que a mayor subia t mil e qu9h5tos reis com o titulo de ,cavalleyro ,fidalgo1 a que hoje muitos no qu]em subir por fic> antes no =o de moos d s]vio1 pelas mays entradas que tem na casa e s]vio d seu ,rey4 4444444444444444444444444444444444444444 4444444444444444 ,os ,plebeos tabem admittio no seu s]vio1 tom&o-os por moos da ,e/ribeira2 e daqui os acresc5tava a ,escudeyros e ,cavalleyros razos 7que he ,cavalleyros sem ,nobreza71 e os que qu]ia1 que gozassem de alguns ,privilegios se *amava ,cavalleyros confirmados3 no que havia muita ordem4 ,quem quiz] sab] o que he a ,nobreza ,natural e ,politica1 como se adquire e como se p]de1 e outras mais propri$ades1 que tem a origem dos titulos em ,portugal1 pod] l] e/e excell5te ,autor1 esquecido nos nossos tempos1 e que m]ecia s] conhecido de todos os ,nobres ,portuguezes1 p>a sab]em z suas obrigao5s4 ,vejase tabem ,noticias de ,portugal de ,manoel ,sev]im de ,f>ia1 ,discurso ,,iii1 e o ,prologo s ,memorias ,hi/oricas e ,g5ealogicas dos ,gr&es de ,portugal por ,antonio ,caetano de ,s\sa4 ,lisboa #agdb4 ,d ref]ido se collige que os ,reys de ,portugal sempre tiv]a especial cuidado da ,educao da ,fidalguia1 e que dahi veyo *am>emse creados de caza ,real1 e/5d5dose e/e nome por corrupo aos que s]vem4 ,em quanto h\ve gu]ras cont9uadas1 em quanto t9ha necessidade da ,fidalguia1 p>a gu]re> e conqui/>1 sempre h\ve a ,educaa no ,pao3 acab\se aquella urg5te necessidade1 e a*\ el ,rey ,dom ,manoel a proposito de desobrig>se da ,educaa1 e de pag>lhe huma c]ta quantia1 como vimos assima1 p>a s]em educados em caza de seos ,pays4 ,em quanto se cont9ura z ,conqui/as da ,india1 e a florec5te navegaa1 empregava-se ne/e s]vio os ,fidalgos1 e na se ap]cebia o ,e/ado da falta da ,educaa no ,pao3 mas no tempo del ,rey ,dom ,joa o ,t]ceyro acab\ a ,conqui/a da ,affrica1 e da ,india2 ja na havia mais gu]ra1 que p>a cons]v> o conqui/ado3 e como z riquezas era imm5sas1 introduziose o luxo na ,fidalguia1 e ja se ap]cebia o ,e/ado da falta da sua ,educaa1 porque foi o mayor que se conheceo na ,europa4 ,a con/ituia ,go?ica d ,reyno1 det]m9ava a ,fidalguia s]em gu]reyros =ozam5te no tempo da gu]ra2 e acabada ella fic>em nas suas t]ras1 e cuid>em da agricultura2 na t9ha outro int5to no tempo da paz que cons]v>se viv5do d producto das suas t]ras2 na cultivava p>a v5d] nem com]ci> com os fructos2 e de/e co/ume vi]a z nossas ,leis das ,ord5ao5s1 que def5dem faz] com]cio com os gras1 v9ho e azeite4 ,mas tanto que os ,reys tiv]a mays que d> que z t]ras da ,coroa2 tanto que tiv]a ,comm5das1 ,gov]nos e ,c>gos lucrativos1 tanto nas ,conqui/as1 como no ,reyno1 logo os ,fidalgos comeara a c]c> os ,reys1 e fic>em na ,corte2 porque pela adulaa1 pelo agrado1 e pelas artes dos ,corteso5s sabia ganh> z vontades dos ,reys1 na t5do aquellas occasio5s =ozas de obr>em aco5s illu/res p>a s]em premiados por ellas4 ,i/o vemos succ$eo no tempo del ,rey ,d4 ,du>te1 qu&o ord5\ que todo o ,fidalgo que na tivesse ,c>go na ,corte1 que fosse a viv] nas suas t]ras4 ,logo que todos os ,fidalgos fix>a a sua assi/5cia na ,corte no tempo da paz1 logo que seos filhos era educados em suas cazas1 ja ricas e pod]osas pelas dadivas dos ,reys em ,comm5das1 ,p5so5s1 ,gov]nos e ,c>gos1 necess>iam5te se havia de seguir huma educaa e/ragada1 a ,m59ice entregada na ma das amas e de mulh]es commuas1 a pu]icia entre z mas dos ,criados e dos ,escravos2 at o tempo del ,rey ,d4 ,seba/ia p\cos sabia mais que l] e escrev]2 porque ja a ,escola d ,infante ,dom ,h5rique e/ava acabada2 e toda a educaa se r$uzia a sab] os ,my/]ios da ,f1 porque os seos ,me/res s5do ,ecclesia/icos e ignorantes da obrigao de ,subdito1 de ,filho e de ,m>ido1 *egava idade da adolesc5cia com o animo depravado1 sem humanidade1 porque na conhecia igual2 sem subord9aa1 porque era educados por escravas e escravos2 ficava aquelle animo possuido de sob]ba1 vangloria1 sem conhecim5to da vida civil1 nem com a m9ima idea d bem commum3 assim deg5]\ aquella educaa d ,pao na qual pelo m5os apr5dia a ob$ec]1 na mais insol5te tyrania de todos aquelles com quem tratava4 ,a que/a agora he som5te1 se s] d ,real agrado de ,s4 ,mage/ade cont9u> ne/a pi$osa e utilissima int5a1 e no cazo que assim det]m9asse1 ficava a sab] que sorte de educaa conv9ha ,fidalguia exi/5te8 em que lug> devia s] educada8 e quais devia s] os ,me/res8 ,discutirei e/es tres pontos com a cl>eza que me = possivel4 4 ,que sorte de ,educaam convem ,fidalguia ,portugueza1 que seja util a si e sua ,patria8 ,quem melhor conhec] a ,con/ituio d ,e/ado de ,portugal actual1 resolv]ia melhor e/a importante que/a4 ,tanto quanto eu pude alcans>1 por in=maa e por lectura1 a*o que he ,reyno pelo seu sitio1 entre tres ,m>es1 nos quaes navega o com]cio de todo o mundo1 totalm5te m>itimo2 bordado1 pela sua mayor p>te1 d ,m> ,oceano com oito portos navigaveis1 a9da que alguns damnificados1 e que com cu/o e trabalho podia s] re/aurados2 que tem ,ilhas e ,cont95tes va/issimos e riquissimos nas tres p>tes d mundo conhecidas4 ,que por ,tratados e ,allianz de ,com]cio e boa amizade e/ ligado com muitas ,pot5cias2 humas que o podem (f5d] por m>1 e huma s por t]ra4 ,e/es limitados conhecim5tos det]m9>a logo a quem p5s> na cons]vaa da nossa ,mon>*ia1 que necessita de ,(ficiais de ,m> e ,t]ra2 i/o he1 de hum ex]cito1 e de hua frota4 ,he c]to que s entre a ,nobreza se a*a z pessoas mais aptas p>a ex]cit> e/es ,c>gos2 e na necessito aqui de amonto> lug>es communs p>a prov> o que todos sabem por exp]i5cia4 ,mas ao mesmo tempo todos ass5t>a que a ,educaa que se deve d> ,nobreza e ,fidalguia ,portugueza1 deve proporcion>-se necessidade e ao e/ado actual da sua patria4 ,antes que se usasse da polvora1 e que se =tificassem z ,prazas pelas ,leis da ,geometria e ,trigonometria1 na necessitava o ,g5]al d ex]cicio das ,ma!maticas e de algus p>tes da ,physica3 a =a1 o animo ouzado e a val5tia ja na sa ba/antes p>a v5c]1 como qu&o faziamos a gu]ra expuls&o os ,m\ros da patria4 ,a ,arte da gu]ra hoje he sci5cia fundada em pr9cipios que se apr5dem e devem apr5d]1 antes que se veja o inimigo3 necessita de e/udo1 de applicaa1 de att5a e reflexa2 que o ,gu]reyro tome a p5na e saiba tabem calcul> e escrev]1 como he obrigado combat] com a espada e com o esponta3 o v]dadeyro ,gu]reyro he hoje hum mi/o de homem de letras e de soldado4 ,de/e modo adquirio nos nossos tempos immortal fama o ,m>e*al de ,saxe1 e por e/e cam9ho vai com igual gloria el ,rey da ,prussia4 ,mas hum ,almirante1 ou hum ,capita de ,m> e ,gu]ra na som5te deve t] toda a in/rua de que necessita hum ,g5]al1 mas a9da aquella de m&> no m>3 na som5te necessita da in/rua das ,ma!maticas1 ,a/ronomia e ,sci5cia ,nautica1 mas de muitos e muitos conhecim5tos politicos p>a comprir os seos importantes ,c>gos4 ,de/e modo necessita os que ha de gov]n> hum ,regim5to1 ou hum ,ex]cito1 hum ,navio de ,gu]ra1 ou huma armada1 t] tal educaa1 que seja capazes de obr>em aco5s illu/res1 e de z escrev]1 como fez ,x5ophonte1 ,ces>1 e o ,m>e*al de ,saxe nos nossos tempos1 e outros muitos dignos de/es importantes ,c>gos4 ,no tempo de ,philippe ,qu>to pres5tra ao ,conde ,duque de ,oliv>es hum retrato d ,e/ado ,politico de ,ca/ella1 e das ,cauzas da sua decad5cia#gd3 e huma das pr9cipais que allega1 se r$uz segu9te discussa2 que a ,cauza da decad5cia daquella ,mon>*ia foi que o valor e a =a no =a conduzida nem ajudada pela sci5cia1 nem pela arte2 que confi&osse na riqueza da ,mon>*ia1 que desprezra os ,tratados de ,allianz3 e que nas ,embayxadas empregava os ,s5hores mais au?orizados e ricos1 sem att5o alguma da sua capacidade2 que tomava por ,secret>ios aquelles hom5s que e/ava de antes ao seu s]vio1 ou debayxo da sua proteco1 sem dep5d5cia alguma da ,corte1 e ignorantes dos negocios politicos2 que de/e modo1 tudo o que se trat\ com z ,pot5cias ,e/rangeyras1 foi com prejuizo d ,reyno1 como se exp]im5ta nos ,tratados de paz1 e de com]cio1 e nos regram5tos dos ,correyos1 e outras e/ipulao5s publicas3 que semelhantes ,secret>ios devia s] educados con=me p$ia o seu emprego2 porque e/es sa aquelles que pem em ordem os despa*os1 e tudo aquillo que o ,embayxador ou o ,enviado consid]a ou nota s] necess>io sahir da ,secret>ia2 e que d bem ord5ado1 ou bem escrito1 he que dep5de mui frequ5tem5te o feliz successo4 ,o ,duque de ,lor5a1 ,g5]alissimo dos ,ex]citos d ,emp]ador ,leopoldo#ge1 reprez5t\ a e/e ,mon>*a que na podia subsi/ir aquelle ,imp]io por falta da ,educaa da ,nobreza1 s5do incapaz de s]vir os ,c>gos publicos1 ou na gu]ra ou em tempo de paz2 e que p>a occorr] total ru9a d ,e/ado1 que propunha huma ,escola que se devia erigir a propozito p>a satisfaz] e/a necessidade4 ,o ,hi/oriador ,cone/agio#gf relat&o a desordem e a pobreza em que e/ava o ,reyno antes da infeliz exp$io del ,rey ,dom ,seba/ia p>a ,affrica1 diz que nunca ,portugal =a ta feliz1 que tivesse hum homem dotado de tanta capacidade e intellig5cia que s\besse gov]n> z r5das ,reais3 porque o ,c>go de ,veador da faz5da se dava sempre por favor1 e p>a gratific> os ,cortezas1 sem att5d]em a n5hum m]ecim5to2 e por essa cauza1 no hav5do nem cuidado1 nem conhecim5to daquelle emprego1 que todos os r5dim5tos se ga/ava nos sall>ios dos ,m9i/ros1 nos dos ,magi/rados1 e dos ,gov]nadores2 que o ,e/ado e/ava ta pobre que os ,ecclesia/icos pagra enta c5to e c9co5ta mil ducados2 e os ,*ri/as novos duz5tos e v9te c9co mil1 com promessa que se fossem prezos pela ,inquisia que no s]ia os seos b5s confiscados4 ,d ref]ido se ve a necessidade que tem o ,reyno da ,educaa da ,fidalguia1 no s nas letras humanas1 mas tabem na ,politica e nas ,ma!maticas1 p>a s]vir a sua patria1 nos c>gos da gu]ra1 e nos da paz2 e que por falt> semelhante ,educaa1 *eg>a tantas ,mon>*ias na ,europa quella decad5cia desde o anno de #aejj1 que p>ece impossivel relev>se1 se no se re=m> e/a omissa ta consid]avel4 4 ,cont9ua a mesma ,mat]ia4 ,em que lug> devia s] educada a ,fidalguia e ,nobreza de ,portugal ,todos reprov>a o ens9o da ,mocidade1 que vive em caza de seos ,pays1 e que va duas vezes por dia a apr5d] nas ,escolas publicas4 ,ja vimos assima que e/e modo de apr5d] he o mais prejudicial2 e como he notorio a cada hum1 que apr5deo assim1 e/e dano1 na necessito outra vez repetir o que mo/rei assima4 ,milh>es de tratados se tem impresso da ,educaa dome/ica1 e o mais excell5te1 a meu v]1 he o de ,m>t9ho de ,m5doa e ,p9a1 que citei assima3 e/a educaa pode faz] hum rapaz hum pio ,*ri/a2 pod] s] in/ruido naquelles conhecim5tos que dep5dem da simplez memoria1 mas sempre lhe falt> a emulaa1 que eleva o juizo1 p>a se adiant> aos seos iguais2 sempre lhe falt> a imitaa1 pelo qual se =ma z ideas mais completas das aco5s e das obras dos ,me/res e ,gov]nadores publicos1 que sempre influem no animo muito mais1 d que tudo o que diss] ou obr> o ,me/re dome/ico2 de/e modo fic> sempre o natural de/es m59os acanhado e encolhido1 falt&o lhe o trato e o conhecim5to da vida civil2 qu&o acaba aquelles e/udos dome/icos1 ou fica ignorantes1 ou nos co/umes da vida civil m59os1 ou com o animo depravado3 felicidade gr&e s] que no fiquem e/ragados os co/umes1 pela companhia dos ,criados e dos ,escravos3 se os ,pays =a ta cautelozos que evitra e/e ord9>io precipicio1 cayem em outro1 ta contr>io ao bem commum1 como a p]da dos bons co/umes1 a sua consci5cia e a sua cons]vaa2 fica e/upidos1 *eyos de vaidade1 na conhecem por sup]ior mais que seos ,pays1 porque no tem a m9ima idea da subord9aa que deve t] como ,subdito e como ,*ri/a4 ,d'e/a origem provem que a ,nobreza e ,fidalguia he hoje empregada nos c>gos e nos gov]nos1 qu&o *ega quella idade1 onde comea a descahir z =z1 e a con/ituia com a*aques4 ,na idade de qu9ze ou v9te annos1 como a sua educaa foi dome/ica1 tem da vida civil tanto conhecim5to como hum m59o3 entra1 como dizem1 no mundo2 e sua cu/a1 e por muitos annos adquirio algua exp]i5cia1 e essa lhe s]ve de toda a in/rua p>a s]vir a sua patria3 mas no he conhecida a sua capacidade1 que da idade de qu>5ta annos2 enta he que o ,sob]ano o emprega nos c>gos publicos1 e s vezes de idade mais crescida2 mas ne/a idade ou z =z comea a enfraquec] ou a con/ituia2 daqui he que os ,e/ados hoje onde a ,criaa he dome/ica se s]vem sempre de pessoas a quem falta aquelle vigor1 altives1 ambia1 e animo da adolesc5cia e da idade viril4 ,admiramonos hoje qu&o lemos que ,pompeo e ,scipio ,affricano comm&ava ex]citos de idade de v9te e hum annos2 e que os ,romanos dessem os ,c>gos de ,que/or1 de ,pretor1 de ,proconsul ,mocidade da ,nobreza ,romana2 mas o que mais deviamos admir> he que naquella primeira idade obrava aco5s ta illu/res1 que se obs]va na hi/oria3 na v]dade que de v9te e c9co annos1 at tr9ta ou qu>5ta1 e/ o corpo mais apto p>a obr> z mais elevadas aco5s2 e por isso me p>ece1 qu&o comp>o a ,republica ,romana com os ,reynos dos nossos tempos1 que ne/es1 aquelles que os s]vem1 todos sa velhos e decrepitos1 e que naquella ,republica todos era ,v>o5s nas armas e velhos no ,concelho4 ,mas se quiz]mos sab] a cauza de/a imm5sa desigualdade1 inquiramos a ,educaa da ,nobreza ,romana1 e logo p>> a nossa admiraa4 ,o seu ens9o1 no tempo da pu]icia1 se r$uzia a ,philosophia ,moral e trato da vida1 que lhes ens9ava os ,philosophos2 mas e/a in/rua era practica2 entrava no ,s5ado com seos ,pays ou ,tutores1 como ouv9tes2 ali ouvia practic> o que apr5dia em caza2 de tal modo que hum ,m59o da idade de desasete annos e/ava in/ruido na eloqu5cia1 na arte de sab] escrev]1 porque sabia fall>1 nas ,leis ,patrias1 no ,sac]docio1 nas ,leis ,civis e ,politicas1 que pela practica apr5dia2 e v5do diante de si aquelles ,s5adores1 hum que t9ha triumphado1 outro que t9ha ganhado hum ,reyno1 outro que t9ha decretado leis como ,consul1 en*iase o coraa daquelles illu/res objectos1 p>a imit> aquellas aco5s ord5&o1 m&&o e obr&o4 ,assim vemos que ,ces> de desasete annos orava com tanto applauso1 que entr\ no c>go d ,sac]docio4 ,lemos a ,educaa de ,m>co ,aurelio ,emp]ador1 que elle mesmo relata logo no pr9cipio das suas obras1 que so os p5sam5tos da sua vida4 ,nos nossos tempos el ,rey de ,danam>ca ord5\ que em cada ,tribunal assi/isse hum c]to num]o de ,moos ,nobres1 som5te p>a s]em ouv9tes1 e p>a apr5d]em ali pella practica z ,leis ,patrias1 e o que he a vida ,civil2 os ,magi/rados tem pod] de lhes faz]em p]guntas de tempo em tempo p>a obrig> e/a ,mocidade a att5d]em ao que ouvem4 ,o mayor proveito que retir>ia o ,e/ado de/a ,educaa1 s]ia que p5sasse e que reflectisse maduram5te1 e que na passasse a vida naquella v>i$ade1 e encadeam5to de div]tim5tos1 caz1 jogos1 dansas1 bayles e outros semelhantes4 ,n5hua c\za pod]ia fix> a volatilidade daquella idade1 d que de/9ala1 logo que e/ivesse in/ruida1 a assi/ir nos ,tribunaes como ouv9tes1 e de respond]em por escrito ou de palavra1 qu&o fossem p]guntados pellos ,magi/rados3 alem de que lhes na fic>ia tanto tempo p>a empreg> naquella vida area1 se co/um>ia a p5s> e a reflectir1 que he a mayor difficuldade que se encontra naquella idade1 e o mayor bem que se pode alcanar na sua educaa4 ,sem que eu o diga1 todos v]a que se se tom>em taes meyos com e/a mocidade1 que pod] s] empregada nos c>gos e po/os d ,e/ado1 de idade de v9te1 e de v9te e c9co annos1 e que evit>ia o ,rey no s] s]vido1 ou por velhos1 ou por a*acados nos c>gos que necessita vigi>1 &> a ,cavallo1 naveg>1 inquirir1 v]1 obs]v>1 e despa*>4 ,p>eceme que vi/os os notaveis inconv5i5tes da ,educaa dome/ica1 e das ,escolas ord9>ias1 que na fica outro modo p>a educ> a ,nobreza e a ,fidalguia1 d que apr5d] em ,soci$ade1 ou em ,collegios2 e como na he c\za nova hoje em ,europa e/a sorte de ens9o1 com o titulo de ,corpo de ,cadetes1 ou ,escola ,milit>1 ou ,collegio dos ,nobres1 atrevome a propor m9ha ,patria e/a sorte de ,collegios1 na som5te pella summa utilidade que tir> de/a ,educaa a ,nobreza1 mas sobre tudo1 o ,e/ado e todo o povo4 4 ,o que sam z ,escolas ,milit>es ,he huma ,escola ,milit> hum ,corpo de ,gu>da1 onde os ,soldados sa os m59os e moos ,nobres ou ,fidalgos3 e/es sa os que fazem z s9t9ellas e z rondas d5tro da ,escola3 ali se ex]cita na ,arte ,milit>2 e toda ella he gov]nada por e/a discipl9a2 e aquelle tempo que os ,soldados nos ,corpos de ,gu>da consomem a jug>1 a fum> tabaco1 e a zomb>1 occupa os moos ,nobres de/as ,escolas nos e/udos +5uos1 que sa aquelles que s]vem p>a s]vir e m&> na sua ,patria4 ,no anno #agca1 o ,feld-,m>e*al ou ,capita ,g5]al ,conde de ,munni* no s]vio d ,imp]io da ,russia1 s5do obrigado busc> ,(ficiais ,majores por toda a ,europa pella falta que delles havia em ,russia1 props ,imp]atriz ,anna ,juan[na hum ,collegio ,milit> ou ,escola p>a se educ>em nella quatroc5tos m59os ou moos ,nobres1 de/9ados a s]vir nos ex]citos e nos ,c>gos civis4 ,e/a ,escola se abrio naquelle tempo1 e cont9ua a9da hoje1 e com tanta utilidade daquelle ,imp]io que desde o anno #agdj1 r>issimo he o ,(ficial ,e/rangeyro que se a*a ali/ado no s]vio daquelle ,imp]io4 ,foi facil a e/e ,gr&e ,g5]al a*> e/udantes p>a entr>em naquella ,escola2 porque por huma ley de ,p$ro ,primeiro1 ,emp]ador daquelle ,imp]io no anno #agjg1 todos os filhos dos ,nobres *egados a idade de treze annos sa obrigados virem ass5t> praa na ,v$oria de ,gu]ra1 ou na ,v$oria da ,m>9ha1 ,ley que se obs]va a9da inviolavelm5te3 e tanto que huma vez e/ e/e m59o matriculado naquellas v$orias na pode entr> em ,conv5to algum de ,frades1 sem lic5a especial d ,sob]ano3 7porque em ,russia n5hum ,nobre entra no ,e/ado de cl]igo1 por s]em e/es tirados som5te das familias d povo74 ,por ,director de/a ,escola fic\ o mesmo ,conde de ,munni*1 que procur\ todos os ,(ficiais ,milit>es das tropas de ,prussia e os ,me/res p>a z ,sci5cias1 e ,l+oas1 de toda a ,alemanha1 e dos ,canto5s ,suissos4 ,no anno #agdb p\co mais ou m5os1 ,s4 ,maje/ade ,imp]ial a ,ra9ha de ,hungria1 ou por lembr>se d projecto d ,duque de ,lor5a assima ref]ido1 ou pela sua alta intellig5cia1 in/ituio em ,vi5a de ,au/ria o ,collegio ,!reziano p>a o mesmo fim1 mas mui p\cos aprovro a ,escola dos ,jesuitas por ,me/res1 e que se admitissem nelle ,p5sion>ios2 e por e/a cauza1 ou pela p\ca disposia1 na se tem vi/o atgora daquelle magnifico in/ituto aquella utilidade que se esp]ava4 ,no anno #agea se e/abeleceo em ,p>is a ,escola ,real ,milit>3 a sua in/ituia he p>a educ>se nella qu9h5tos ,g5tis hom5s a cu/a ,real2 os ,milit>es sa os ,me/res p>a ens9> a arte da gu]ra1 e os secul>es ,hom5s de ,lettras z artes e z sci5cias3 mas como na ,encyclop$ia impressa em ,p>is1 se a*a hua exacta descripo de/a famoza ,escola no articulo cole ,militaire1 tome c9quime1 na necessito entr> aqui em mayor explicao2 e s f>ei algumas obs]vao5s sobre o que se podia imit> de l\vavel em ,portugal de/a in/ituio4 ,em ,d9am>ca1 em ,suecia e em ,prussia1 se in/itura e cons]va ,escolas ,milit>es ,semelhantes1 in/ituidas depois de p\cos annos2 e no fallo da ,escola ,real de ,madrid1 porque p>ece que a sua de/9aa na he p>a que os seos ,e/udantes sirva o ,e/ado4 ,p>ece que ,portugal e/ hoje quazi obrigado1 na s a fund> huma ,escola ,milit>1 mas de pref]ila a todos os e/ablecim5tos litt]>ios1 que su/5ta com ta excessivos ga/os4 ,o que se ens9a e tem ens9ado atgora nelles1 he p>a *eg> a s] ,sac]dote e ,jurisconsulto2 e como j vimos assima1 na tem a ,nobreza ens9o algum p>a s]vir a sua patria1 em tempos de paz nem da gu]ra4 ,proporei aqui o que a*> mais necess>io1 p>a e/ablec] e/a ,escola2 e no cazo que seja acceite o meu trabalho e o dezejo da execuo1 supprirei z omisso5s1 que de proposito cometo por na s] porlixo com a mayor exactida1 se me = ord5ado4 4 ,propoemse huma ,escola ,real ,portugueza1 p>a s] nella educada a ,nobreza e a ,fidalguia ,,economia ,,int]ior ,qu&o se compreh5d] o int5to com que se propoem e/a ,escola1 pod] s] que se l\ve a sorte da economia int]ior que ha de s]vir p>a conseguilo4 ,he educ> subditos amantes da ,patria1 ob$i5tes s ,leis1 e ao seu ,rey2 intellig5tes p>a m&>1 e virtuozos p>a s]em uteis a si1 e a todos com quem devem trat>4 ,s] facil conceb] a quem e/iv] inteyrado de/e int5to1 que e/a ,escola ,real deve fic> affa/ada tanto da ,corte1 que nem ,e/udantes nem os ,me/res e/eja di/rahidos pellas visitas dos p>5tes e amigos1 e muito m5os pellos div]tim5tos de huma capital4 ,s]ia facil a*>se edificio j feito1 ou dois ou tres edificios1 juntos1 rep>ados1 e conc]tados p>a se e/ablec] e/a escola2 deyx&o p>a melhor occasia faz] hum aproposito1 ou occup> algum que prez5t> o acazo4 #a4o ,que na habit>ia d5tro d'e/e edificio ,gov]nador1 ,me/re1 ou outro qualqu] empregado no s]vio de/a ,escola1 sem s] cazado4 #b4o ,que na s]ia p]mitido a n5hum e/udante t] criado em p>ticul>4 #c4o ,que p>a o s]vio dos mesmos ,e/udantes1 qu] diz]1 b>r] os seos qu>tos1 alimpallos1 faz]lhe a cama1 e outros s]vios dome/icos1 hav]ia huma molh] de idade de c9co5ta annos p>a diante1 de/9ada a s]vir a cada c9co1 de tal modo que n5hum de/es ,educ&os se consid]asse que t9ha criado ou criada em p>ticul>#gg4 #d4o ,todos os qu>tos1 salas1 cam>as1 tanto d ,gov]nador1 ,(ficiais1 ,me/res1 como dos educ&os1 s]ia adornados da mesma sorte de alfayas sem di/9o de pessoa#gh1 e todas ellas devia s] feitas no ,reyno4 #e4o ,tudo o que s]visse de alim5to e de bebida ne/a ,escola ,real devia s] produa d ,reyno1 e dos dom9ios de ,s4 ,mage/ade1 como tabem tudo aquillo que ve/issem1 calassem2 a9da mesmo z esp+>das1 espadas1 b&oleyras1 e tudo que s]visse no manejo1 e na coz9ha#gi4 #f4o ,como e/es educ&os havia de e/> ali/ados em companhias cada hu de v9te1 ou v9te e quatro1 gov]nadas pella discipl9a milit>1 ja se ve que devem ve/irse com uni=mes2 e d mesmo modo os ,(ficiais1 e ,inspectores1 cada qual com di/9a d seu gro#hj4 #g4o ,todos e/es educ&os devia com] em communidade1 e no s]lhe p]mitido n5huma sorte de alim5to no seu qu>to#ha4 #h4o ,de sol nacido at sol po/o1 sempre hav] huma companhia de educ&os de ,gu>da3 s]a os que e/>a de s9t9ella d5tro d edificio nos lug>es que o ,comm&ante a*> aproposito4 ,e como p>a a gu>da de todo o edificio deve hav] huma companhia de ,soldados tirada d regim5to da gu>nia mais *egada1 e/es s]a os que e/>a de s9t9ella s portas de entrada e sahida dia e noyte4 #i4o ,a n5hum de/es educ&os s]ia p]mitido entr> no qu>to ou cam>a dos seos collegas2 nem dos ,(ficiais de gu]ra1 ,me/res1 ou ,(ficiais de economia sub p5a de rigoroza prizo4 #aj4o ,ao t55te del ,rey1 ou ,comm&ante d'e/a ,escola ,real1 ,int5d5te ,director dos ,e/udos1 ,(ficiais de ,gu]ra1 e ,me/res1 e outros ,(ficiais economicos lhes s]ia dada a cada hum sua p>ticul> in/rua p>a ex]cit>em o seu c>go4 #aa4o ,na s]ia p]mitido aos ,me/res1 nem aos ,(ficiais de ,gu]ra ca/ig> com ca/igo corporal3 s pod]ia m&> pr5d]2 e d> por escrito a falta1 ou culpa d educ&o ao ,conselho economico da ,escola1 que se t]ia huma1 ou duas vezes por semana1 no qual se det]m9>ia o ca/igo4 ,o ,mayor que s5te a ,nobreza h a de%onra3 o s] cond5ado a na frequ5t> z classes3 o e/> de p em p>ada sem espada1 e sem esp+>da vi/a dos ,me/res e de seos iguais1 s]viria da mais efficas correa#hb4 ,vejase a dita ,encyclop$ia tom4 ,v1 no lug> citado assima4 4 ,em que idade deviam entr> os ,educ&os na ,escola ,real ,milit>8 ,se os educ&os entrassem ne/a ,escola na unica int5a de sahirem in/ruidos nas l+oas e nas sci5cias1 n5hum dev]ia entr> antes da idade de doze1 ou quatorze annos4 ,mas o int5to pr9cipal he que seu animo saya de/as escolas tabem in=mado na virtude1 no amor da ,patria1 e na ob$i5cia s ,leis2 que pella imitao da boa companhia1 e pella practica das boas aco5s1 fiquem in/ruidos ne/as ta importantes obrigao5s3 pelo que bem pod]a entr> os educ&os desde a idade de oito ou nove annos1 e se fosse possivel a9da mais c$o pellas razo5s segu9tes4 ,tanto que z riquezas da ,affrica e d ,ori5te entr>a em ,portugal1 logo comeou a mo/r>se o luxo nos ve/idos1 comidas1 e mais commodidades e/rangeiras2 comeou a esfri>se o amor das familias1 e por ultimo da ,patria4 ,el ,rey ,dom ,joo o ,t]ceyro1 foi o ultimo ,rei que foi criado com ama ,nobre2 e ja seos ,filhos1 nem seu ,neto el ,rey ,d4 ,seba/ia1 tiv]a amas mais que da classe plebea3 indicio c]to que z ,s5horas na criava ja seos filhos1 como nos tempos ant]iores4 ,introduziose e/e de/ruitivo co/ume da raa humana1 d amor filial e dos bons co/umes2 e a pez> de tanto s]ma1 misso5s1 e practicas espirituais1 n5huma ,s5hora qu] sacrific> a sua =mozura criaa de seos filhos1 que ho de s] a cauza da felicidade1 ou dos in=tunios d re/o da sua vida4 ,s]ia l\cura p]suadir o que n+uem qu] abraar#hc4 4 ,consequ5cias por nam cri>em z ,mays seos filhos ,tem p>a si e/as ,mays1 que na cria1 que cons]v>a por mais tempo a =mozura1 e que dilat>a a vida com mais vigor e =z1 e que p]d]ia a sua boa con/ituia1 cri&o por dezoito mezes ou dois annos4 ,mas he engano manife/o2 e o contr>io se sabe pela exp]i5cia1 e pela boa ,physica4 ,a molh] que p>io1 e que na cria o seo p>to1 em p\co tempo vem a conceb] de novo3 a pr5hs de nove mezes he huma enf]midade1 que enfraquece mais o corpo d que cri> aos peitos por anno e meyo3 e como concebem antes que z p>tes da g]aa adquirissem pelo rep\zo a sua natural consi/5cia1 succ$e que e/as ,s5horas aborta mais frequ5tem5te3 enf]midade ta consid]avel1 que muitas ou p]dem a vida1 ou fica a*acadas1 p]d5do em p\cos annos o idolo da sua belleza1 fic&o fru/radas d seu int5to1 e expo/as a viv]em por toda a vida a mil desgo/os e pez>es4 ,a molh] que cria o seu p>to =tifica o seu corpo2 porque a natureza incl9&ose a lanar p>a os peitos muita p>te dos alim5tos1 nesse mesmo tempo z p>tes da g]aa se alimpa dos humores que e/iv]a detidos por nove mezes1 e alimp&osse cada dia adquirem o seu vigor natural2 e de/e modo a molh] que cria o seu p>to1 e que o su/5ta s com o seu leite por hum anno1 na concebe1 que difficilm5te2 se concebem de antes1 he por que na da leite na quantidade necess>ia1 tem5do e/as ,mays e ,amas enfraquec]se1 o que he engano manife/o4 ,e/e o mal que cauza s ,mays na cri>em seos filhos1 vejamos agora os danos a que e/a expo/os os p>tos viv5tes e a9da os mais vivazes4 ,a molh] que concebeo d5tro d anno em que p>io1 na deu tempo p>a que z p>tes da g]ao adquirissem aquelle vigor natural1 que lhe he natural3 a prole concebida na t] tanto espao p>a se e/5d]2 fic> mais fraco1 porque o lug> onde vai cresc5do e/ relaxado1 e fatigado pela pr5hs1 e p>to antec$5te3 daqui he que sahir luz com m5os vigor e com m5os es=o p>a cresc]4 ,e s] e/a a causa que nos nossos seculos a especie humana he mais piqu5a e mais fraca1 que nos seculos ant]iores8 pelo m5os p>ece s] huma cauza de/a pequ5hs4 ,atgora os danos que s(rem z ,mais e os seos p>tos no corpo2 mas os mais consid]aveis e lam5taveis sa aquelles que se imprimem no animo das crianz criadas por amas4 ,se =amos nacidos p>a viv] nos des]tos da ,affrica1 ou nos bosques da ,am]ica1 p\co importava que z amas imprimissem no nosso animo aquellas ideas de t]ror1 de feitios1 de feiticeyras1 de du5des1 de crueldade1 e de v+ana2 mas somos nacidos em soci$ade civil1 e *ri/a2 aquellas ideas que nos da z amas sa de/rutivas de tudo o que devemos cr]1 e obr>3 fica aquellas crianz expo/as ao ens9o de molh]es ignorantes1 sup]/iziozas2 sa os primeyros ,me/res da l+oa1 dos dezejos1 dos apetites1 e das payxo5s depravadas4 ,*eg\ o m59o a fall>1 ja e/a c]cado de duas ou tres molh]es1 mais ignorantes1 mais sup]/iziozas1 d que a ama2 por que e/as sa mais velhas1 e sabem mais de/ruir aquella primeira intellig5cia d m59o2 *ega a idade de cam9h>1 ja tem seu moc9ho1 ord9>iam5te escravo1 e como =a pelas ,mays criados por taes amas1 e velhas1 sa os t]ceyros ,me/res at a idade de seis ou sete annos3 e se o mo exemplo d ,pay e da ,may pem o sello a e/a educaa fica o m59o embebido ne/es dete/aveis pr9cipios1 que mui difficilm5te os milhores ,me/res podem arranc> aquelles vicios pelo discurso da idade pu]il4 ,s] impossivel introduzirse a boa educaa na ,fidalguia ,portugueza em quanto na h\v] hum ,collegio1 ou ,recolhim5to1 qu]o dis] huma ,escola com clauzura p>a se educ>em ali z m59as ,fidalgas desde a mais t5ra idade2 porque por ultimo z ,ma5s1 e o sexo fem59o sa os primeyros ,me/res d nosso2 todas z primeyras ideas que temos1 provem da criaa que temos das mays1 amas1 e ayas2 e se e/as =em bem educadas nos conhecim5tos da v]dadeyra ,religia1 da vida civil1 e das nossas obrigao5s1 r$uz9do todo o ens9o de/as m59as ,fidalgas ,geographia1 ,hi/oria sagrada e pr(ana1 e ao trabalho de mas s5horil1 que se emprega no risco1 bord>1 p9t>1 e e/(>1 na p]d]ia tanto tempo em l] novellas amorozas1 v]sos1 que nem todos sa sagrados3 e em outros passatempos1 onde o animo na s se dissipa1 mas s vezes se corrompe2 mas o peyor de/a vida assi empregada he que se communica aos filhos1 aos irmas1 e aos m>idos4 ,daqui vem1 que s5do na mesma ,naa1 da mesma familia1 e da mesma caza1 e/a introduzidas duas sortes de l+oa1 ou modos de fall>1 a conv]saa que se deve t] com z s5horas1 no ha de s] sobre mat]ia grave1 sria2 e/as conv]sao5s judiciosas fica res]vadas p>a algum velho1 ou p>a algum notado de extravagante3 e assim succ$e que fica z ,s5horas por toda a vida 7ord9>iam5te7 m59as no modo de p5s>2 e com ta mis]aveis pr9cipios vem ellas1 z suas amas1 z suas ayas1 e donas1 a s]em os ,me/res daquelles de/9ados a s]vir os ,reis4 ,na me acuze ,v4 ,illu/rissima1 que sahi =a d int5to que lhe prometi4 ,a*ei que trat> da educaa que deva t] m59as ,nobres e ,fidalgas m]ecia a mayor att5a porque por ultimo vem a s] os primeyros ,me/res de seos filhos1 irmans e m>idos4 ,v4 ,illu/rissima sabe muito melhor d que eu1 aquelles monum5tos que temos na ,hi/oria ,romana1 e tabem na nossa1 de tantas ,mays que por cri>em e ens9>em seos filhos =a os que salv>a a ,patria1 e a illu/r>a3 h\ve em ,roma muitas ,cornelias1 como em ,portugal muitas ,phelipas de ,vilh5a4 ,mas naquelle tempo a9da o luxo ou a dissolua na se t9ha apod]ado d animo ,portugues1 porque z riquezas na era ta apetecidas4 ,a connexa que tem a educaa da ,mocidade ,nobre que prometi a ,v4 ,illu/rissima1 me obriga a pond]>1 se no s]ia mais util p>a a cons]vaa e augm5to da ,religia ,ca?olica1 trans=m>se tantos ,conv5tos de ,freyras e das ,ord5s1 pr9cipalm5te ,milit>es sem ex]cicio algum da sua de/9aa1 ne/es e/ablecim5tos que proponho1 tanto p>a a ,mocidade ,nobre ,mascul9a1 como ,fem59a8 ,com o exemplo das educ&as1 ou ,filles de ,sa9t ,cyr1 fundaa p]to de ,v]sailles1 e com o da ,escola ,real ,milit>1 se pod]ia fund> no ,reyno outros a9da mais v5tajozos1 p>a a mesma ,nobreza1 e p>a cons]vaa e augm5to da ,religia e d ,reyno4 ,mas esp]o a9da v] nos meos dias e/ablecim5tos semelhantes em tudo1 ou em p>te1 que satisfaa todo o meu dezejo4 4 ,dos ,me/res da ,escola ,real ,milit>1 p>a a ,arte da ,gu]ra e das ,sci5cias ,a9da que na ,encyclop$ia citada1 no articulo ,escola ,milit> se contem o que devem apr5d] os ,educ&os da ,escola ,milit>1 julguei aproposito aplic> o que contem de util ,escola propo/a em ,portugal2 s5do essa a razo1 que me move a not> o que se deve seguir ou evit>1 deyx&o p>a os que a dirigirem entr> nas p>ticul>idades d ens9o1 que s com a exp]i5cia e com o tempo se pode fix> hua ,ley con/ante e univ]sal2 bem ent5dido que subsi/a z mesmas circun/ancias4 ,o primeyro e quotidiano ens9o de/a ,escola deve s] a ,religio1 p>a comprirmos a brigaa de ,*ri/a3 e/a ,escola devia consid]>se como hua ,p>ro*ia debayxo da ,jurisdia imm$iata d ,ord9>io que pres5t>ia o ,p>rhoco e hum ou dois ,vig>ios1 na s p>a adm9i/r> os ,sacram5tos1 mas p>a in/ruir nos ,dom+os e dias de ,fe/a na ,religia3 mas sem ,nov5as1 ,irm&ades1 ,confr>ias1 e outras ,in/ituio5s1 que na sa ess5ciais ,religia ,ca?olica3 e/e mesmo ,p>rhoco e ,vig>ios1 ja se sabe que inculc>a na s o que sa obrigados a ens9>1 mas a s]em os milhores ,subditos1 porque sa os mais bem premiados d ,e/ado4 ,a segunda sorte de ,me/res1 s]ia os ,milit>es e todos aquelles que ens9>ia os ex]cicios corporais1 p>a =tific> o corpo1 faze-lo agil e endurecido ao trabalho e fadiga que requ] a gu]ra4 ,he necess>io consid]>-se em ,portugal se a*>a ,(ficiais ,milit>es1 que ens9em o manejo das armas1 z ,evoluo5s e a ,tactica3 he necess>io pond]> qual sorte de ,(ficiais devem s] pref]idos p>a ens9> ne/a ,escola1 se os ,e/rangeyros1 se os ,nacionais8 ,p>ece que o fim e o pr9cipal objecto de/a ,escola deve s]1 ,que a ,nobreza e a ,fidalguia fique tabem in/ruida1 e tabem morig]adas quo ob$ea s ,leis ,patrias1 subord9aa dos ,mayores1 e que p]ca aquella idea que devem s] premiados por desc5d]em de tal ou tal caza3 e que fiquem no habito de p5s>em1 que s pelo seu m]ecim5to *eg>a aos po/os e s honras a que aspira a sua educaa4 ,se e/e = o int5to de sua ,mage/ade1 fic> facil decidir que devem s] pref]idos os ,(ficiais ,milit>es ,e/rangeyros aos ,nacionais3 o ,(ficial ,portuguez1 que ens9> ou in/ruir na sua obrigaa hum ,m59o ,fidalgo1 sempre lhe mo/r> huma di/9a ou sumissa1 e no se atrev] a execut> com elle1 o que p$e a discipl9a ,milit>3 e/a he e deve s] cega p>a m&> a ,nobreza1 a9da da mayor esph]a3 e de/e modo p>ece que s os ,(ficiais ,milit>es ,e/rangeyros podia cabalm5te satisfaz] e/a ta ess5cial p>te d ens9o que se pret5de4 ,seis at oito ,(ficiais ,mayores1 como1 por exemplo1 hum ,mayor1 hum ,vice-,mayor1 tres ou quatro ,capita5s1 e outros tantos ,t55tes ,e/rangeyros s]ia ba/antes2 porque o ,comm&ante1 ou ,t55te del ,rey1 a cujo c>go e/>ia a dita ,escola1 s5do ,(ficial ,g]al devia s] ,nacional1 e dos mesmos educ&os podia sahir os ,s>g5tos de num]o1 de supra1 os ,cabos de esquadra1 etc4 e por muitas consid]ao5s que na p]t5cem aqui1 devia s] e/es ,e/rangeiros da ,naa ,suissa1 na s5do ob/aculo p>a e/e effeito a ,religia ,prote/ante que seguem aquelles ,republicanos pela mayor p>te4 ,o dia da qu9ta feyra s]ia de/9ado enteyram5te p>a o ex]cicio milit>1 o manejo da ,esp+>da1 z ,evoluo5s ,milit>es e a ,tactica4 ,assima fica propo/o que cada companhia con/>ia de v9te ou v9te e quatro ,educ&os1 o que se deve ent5d] no pr9cipio de/e e/ablecim5to2 mas podia e/5d]se e/e num]o at cem em cada companhia1 e pod]iase complet> os ,(ficiais de cada huma dellas1 como ,alf]es e ,t55tes1 com ,(ficiais ,educ&os4 ,s]ia util que o re/o dos ,me/res1 p>a ens9> todos os ex]cicios d corpo1 como so a dansa1 a esgrima1 mont> a cavallo e nad>1 fossem ,portuguezes1 com aquellas qualidades necess>ias p>a ens9>2 e/es ex]cicios s]ia quotidianos e di/ribuidos no tempo que indic>emos abayxo1 qu&o trat>mos da in/rua nas ,l+oas e ,sci5cias4 ,os ,me/res p>a ens9> a ,l+oa ,ca/elhana1 ,franceza e ,+leza1 necess>iam5te devia s] ,e/rangeiros2 e na ,escola ,milit> de ,p>is os s]v5tes sa ,alema5s e ,italianos1 p>a que1 pelo uzo1 apr5da aquelles ,educ&os e/as ,l+oas1 alem d ens9o1 que tem dos ,me/res3 me?odo que se devia imit>4 ,igualm5te s]ia necess>io hav] mais ,me/res ,e/rangeiros1 p>a ens9> z sci5cias1 ou na ,l+oa ,franceza1 ou na ,lat9a1 e mesmo de ,religia ,prote/ante1 o que na sei1 se s] bem aceita e/a propo/a4 ,mas consid]&o que s entre os ,alema5s e os ,suissos sa bem conhecidas a ,philosophia ,moral1 ,origem d ,direito das ,g5tes e d ,civil1 a ,hi/oria ,antigua e a ,politica dos nossos tempos1 n+uem duvid> escolh] os ,hom5s d\tos de/as ,nao5s1 p>a e/e ens9o4 ,na he novo ens9>em os ,prote/antes nas ,escolas publicas ,ca?olicas3 a ,univ]sidade de ,padua teve ,l5tes de ,ma!matica ,prote/antes1 como foi ,m4 ,h]man ,suisse1 ,autor da ,phoronomia4 ,em muitos ,e/ados ,ca?olicos de ,alemanha he a practica ord9>ia1 porque cada ,me/re ou ,l5te se contem a ens9> unicam5te a ,sci5cia que pr(essa1 e como os ,educ&os s]a in/ruidos cada dia pelos ,ecclesia/icos da mesma ,escola1 e pelos ,me/res ,portuguezes ao mesmo tempo1 na se pod] tem] com raza1 que o ens9o dos ,e/rangeiros possa prejudic> a ,educaa no que toca ,religia1 nem santidade dos co/umes4 ,z leis da economia int]ior de/a ,escola1 e a sua exacta obs]vancia1 z in/ruo5s que cada ,me/re havia de receb]1 qu&o entrasse no seu c>go1 com juram5to de z obs]v>1 con=me sua ,religia1 s]ia o me?odo effectivo da boa ordem e da utilidade de/a ,escola4 ,porque como toda ella devia dep5d] imm$iatam5te de ,s4 ,mage/ade1 e fic> na dep5d5cia d ,secret>io d ,e/ado1 por o ,gov]no int]ior d ,reyno1 s]ia mui facil obvi> a qualqu] desordem1 e execut> tudo o que e/ivesse decretado4 4 ,das ,l+oas e ,sci5cias que se deviam ens9> ne/a ,escola1 e em que tempo8 ,nos c9co dias1 vem a sab]1 secunda feira1 t]a feira1 qu>ta feira1 sexta feira1 e sabado pod]ia e/es ,educ&os occup>se em v9te lio5s4 ,c9co lio5s de ,grammatica da sua propria l+oa2 escrevela e compr nella com propri$ade e elegancia2 a l+oa ,lat9a1 ,ca/elhana1 ,franceza e ,+leza4 ,tres lio5s de ,ari?metica1 ,geometria1 ,algebra1 ,trigonometria1 ,seco5s conicas1 etc4 ,tres lio5s de ,geographia1 ,hi/oria pr(ana1 sagrada1 e milit>4 ,duas ou tres d ,risco1 ,=tificaa1 ,ar*itectura milit>1 naval1 civil1 com os in/rum5tos e modelos necess>ios p>a apr5d] e/as ,sci5cias4 ,duas de ,hydrographia1 ,nautica1 com os in/rum5tos4 ,c9co dos ex]cicios corporaes3 dana1 esgrimir1 manejo da esp+>da1 mont> a cavallo1 e nad>4 ,ja se v que ao passo que os educ&os s\b]em a sua l+oa1 a ,lat9a1 e a ,franceza1 a ,geographia1 a ,*ronologia1 e os ,elem5tos da ,hi/oria1 que devem pass> a outras classes onde se ens9>a z sci5cias que dep5dem de/es conhecim5tos4 ,alem das ref]idas necess>iam5te se devia ens9>3 ,a ,philosophia ,moral por !oria e practca3 ,o ,direito das ,g5tes1 os ,pr9cipios d ,direito ,civil1 ,politico e ,patrio1 que devia s] z nossas ,ord5ao5s re=madas1 imitaa daquellas de ,tur9 publicadas e decretadas por ,victor ,amadeo no anno de #agba e #agbd3 ,a ,economia ,politica d ,e/ado1 i/o he o conhecim5to da ,agricultura univ]sal3 a ,navigaa1 e o ,comm]cio nos ,m>es conhecidos4 ,pode se duvid> com raza se todos os educ&os devem apr5d] sem di/9a a ,l+oa ,lat9a1 e z ,sci5cias mais elevadas4 ,he c]to que devia hav] excepa ne/a mat]ia2 e con=m> o ens9o ao g5io1 incl9aa e eng5ho dos educ&os2 sem emb>go de/a precaua todos s]ia obrigados apr5d] sem di/9a o segu9te3 ,sab] escrev] a sua l+oa com propri$ade1 e com a mesma fall> a ,ca/elhana 7de que inju/am5te fazemos p\co cazo71 a ,franceza1 e a ,+leza4 ,a ,geographia1 sem a qual na sab]emos nem a9da a nossa ,hi/oria que devia todos sab]1 com a de ,ca/ella1 de ,frana1 ,+lat]ra1 e o pr9cipal da ,ecclesia/ica3 pelo m5os aquelles ,discursos de l',hi/oire ,ecclsia/ique de ,m4 l',abb de ,fleury4 ,a ,arte de ,gu]ra e da ,nautica2 e/a tambem por practica1 emb>c&ose em cada viagem de ,navios de ,gu]ra p>a z nossas ,colonias alguns de/es educ&os4 ,todos os ,e/atutos ,milit>es1 e ,nauticos2 mas na sup]ficialm5te1 como he mo co/ume2 mas com exactido e intellig5cia4 ,todos os ex]cicios d corpo ref]idos2 e sab] arte de conhec] os cavallos1 os seus petre*os1 o seu su/5to1 e tudo que toca ao ,inspector ,g5]al da ,cavall>ia2 necess>ia precauo p>a s] (ficial p]feito ne/a p>te d ex]cito3 d mesmo modo se devia apr5d] tudo que p]t5ce a hum navio de gu]ra3 e na ,artilh>ia1 e ,ar*itectura ,milit>4 ,o que se contem naquelle livr9ho1 que dissemos assima se e/ compondo tocante s ,obrigao5s1 que sa os ,pr9cipios da ,philosophia moral practica4 ,no cazo que o juizo de algum educ&o fosse ta e/upido que no seja caps de apr5d] o ref]ido1 pelas in/ruo5s ,reais p>a z ,escolas1 devia s] rejeitado de/a ,escola ,real2 e como lhe ficassem a9da braos p>a manej> huma esp+>da1 ou p>a def5d] o seu po/o em hum navio de gu]ra1 e/a s]ia sua di/9aa2 s]v9do de utilissimo monum5to e/a pi$oza resolua p>a o ,e/ado e p>a e/a ,escola ,real ,milit>2 que assim sabia trat> os educ&os m5os habeis4 4 ,pond]aam sobre a ,l+oa ,lat9a ,ent5d] e sab] a ,l+oa ,lat9a com algua p]feia na se e/ima ord9>iam5te por qualidade necess>ia3 mas he notado de m creaa e he reputado por ignorante1 quem a na ent5de2 tantos ,au?ores que escrev]a era inutil a hum ,milit>1 a hum ,capita de ,m>1 e outros ,c>gos publicos1 na tem outro fundam5to mais1 d que mo/r>em que tem na sua propria ,l+oa todas z ,sci5cias e ,artes escriptas1 e que sab5doa com p]feia aproveita o tempo em apr5dellas1 que p]dia c]tam5te em quanto e/udava o ,latim3 mas he engano manife/o4 ,quem assim escreve1 e assim declama1 sabe ,l+oa ,lat9a1 e na se ap]cebe que se a na s\besse1 t]ia milh>es de occasio5s de dezej> sabla4 ,not\ ,m4 de ,voltaire que ,l\is ,quatorze1 e ,m4 ,colb]t seu ,secret>io de ,e/ado na sabia ,latim1 e que elles promov]a z ,sci5cias mais que os ,reis1 e ,m9i/ros que =am d\tos2 e que ,m4 ,colb]t1 s5do ja ,m9i/ro apr5dia e/a ,l+oa4 ,c>los ,qu9to1 ,h5rique ,t]ceyro de ,frana lam5trase muitas vezes que a ignor>em3 todos aquelles de quem se pode esp]> tiv]a boa creaa1 sa reputados sab]em latim3 porque todos os ,my/]ios da nossa ,religia1 todos os actos ,religiosos della sa ne/a ,l+oa1 e s] c\za lam5tavel que hum ,g5tilhomem na ,igreja int5da tanto como o ,villa1 ou hua criada4 ,no trato d mundo occorrem mil occazio5s de sab] ,latim1 hua s5t5a que se dis ne/a ,l+oa em conv]saa2 o titulo de hum livro lat9izado1 ou em latim2 e/&o nos ,c>gos ou civis ou politicos1 ou nos da gu]ra ha milh>es de occazio5s onde o ,latim he necess>io2 de outro modo fica o ,m9i/ro1 ou o ,g5]al env]gonhado1 e confuzo4 ,p>a resolv] se hum mosso ,nobre1 ne/a ,escola que se propoem1 devia apr5d] o ,latim ou na1 na devia s] aquelle que o sabe4 ,pelo contr>io devia s] hum ,g5tilhomem1 ou ,fidalgo com conhecim5tos da vida civil e politica1 que o na s\besse3 e/\ c]to que o seu voto ne/a mat]ia s]ia pela affirmativa1 porque t] exp]im5tado quanta confuza1 v]gonha1 e mortificaa lhe cauz\ s vezes no ent5d] o ,evangelho1 os textos dos ,prgadores2 os ,hymnos1 z ,s5t5z1 e palavras ,lat9as encadeadas na lectura da ,l+oa vulg>1 e sobre tudo na conv]saa4 ,alem d ref]ido1 que he a nossa ,l+oa1 a*>emos que a ,ca/elhana1 a ,italiana1 a ,franceza1 e muita p>te da ,+leza1 na he mais que a ,l+oa ,lat9a1 ou corrupta1 ou com t]m9ao5s diff]5tes3 como he possivel que hum ,portugues t5ha hua idea di/9cta1 cl>a e completa de/as palavras3 ,conc$]1 sujeit>1 res]v>1 resolv]1 public>1 exc$]1 promov]1 etc41 sem sab] a ,l+oa ,lat9a8 ,a9da que apr5da a ,grammatica da nossa ,l+oa1 a9da que v5ha ,bluteaus novos de ,irl&a a faz]nos ,dicion>ios#hd1 jamais a sab]emos bem1 sem t] primeiro apr5dido o ,latim1 e na creyo que jamais ,portugues sem ella a escrev] rectam5te1 apez> das or?ographias ,italiana que comea a vog> nas p5nas dos ,noveleiros e de quem se preza sab] antes a ,l+oa ,e/rangeyra d que a sua propria4 ,por e/as razo5s1 p>ece que he indisp5savel que e/a ,l+oa entre na educaa da ,mocidade ,nobre3 todo o ponto e/ que qu&o a apr5d]em lhes na ens9em ,grammatica em lug> da ,l+oa ,lat9a2 a ,grammatica ou se deve ens9> explic&o a ,l+oa mat]na1 ou depois de sab] m$iocrem5te a ,lat9a2 e o primeiro dia que comearia a apr5d] e/a1 nesse mesmo comearia a traduzir ou algum ,evangelho1 ou os ,prov]bios de ,saloma1 por s] o ,latim mais commum1 como sa ord9>iam5te todas z v]so5s1 ou int]pretao5s4 4 ,empregos e ,honras com que haviam de sahir os ,b5em]itos de/a ,escola ,*egados os educ&os quelle tempo que podem t] algum emprego =a da ,escola ,milit>1 devia s] empregados con=me o g5io1 a capacidade1 z =z1 e os seos ,e/udos3 o ,director dos ,e/udos d>ia conta ao ,conselho de/a ,escola1 onde presidiria hum ,secret>io d ,e/ado1 na s d proveito que cada educ&o adquirira nos seos ,e/udos1 mas que tal e tal pod]ia s] util nos ,negocios ,e/rangeyros2 outro nos ,tribunais economicos d int]ior d ,reyno2 outro no s]vio da frota1 e outro no ex]cito4 ,antes de s]em decorados com ,c>gos publicos1 s]ia conv5i5te1 que se ex]citassem aquelles de/9ados a naveg> nos ,navios de ,gu]ra exp$idos a combat] os ,cors>ios1 ou a conduzir z frotas3 outros assi/irem em c]tos ,tribunais1 e ,conselhos1 como ouv9tes1 outros faz5do campanhas1 ou fic&o por alguns mezes nas ,praz fronteyras d ,reyno2 e tabem algum num]o delles no s]vio da ,corte2 mas sempre com obrigaa de volt> a viv] na ,escola ,milit>1 onde devia cons]v> o seu po/o at sahirem empregados nos ,c>gos publicos1 e com t5z proc$idas de alguma ,ordem ,milit>1 ou ja e/ablecida ou que devia e/ablec]se p>a e/e fim4 ,os ,educ&os que sayem da ,escola ,milit> de ,russia depois de rigurozo exame no que apr5d]a1 sa empregados primeiram5te no ex]cito no po/o de ,t55tes1 de ,capita5s1 de primeiro e de segundo ,mayor3 outros sa de/9ados a sirvirem no ,collegio dos ,negocios ,e/rangeyros1 outros nos ,collegios de ,ju/ia e ,r5das ,reais4 ,como naquelle ,imp]io o ,almirantado tem huma ,escola de ,nautica1 com ,p5sion>ios ou ,gu>das ,m>9has1 todos igualm5te ,nobres1 n5hum ,educ&o da ,escola ,milit> he empregado no ,almirantado4 ,os ,educ&os da ,escola ,milit> de ,p>is1 sayem p>a s] empregados no ex]cito1 e tem por premio d seu aproveitam5to nos ,e/udos1 os po/os de ,t55tes1 ,capita5s e segundos ,mayores3 alem disso sahem decorados com huma ,ordem ,milit>1 e huma p5sa por toda a vida de #cj4jjj reis1 at #dh4jjj reis1 paga s vezes pela mesma ,escola1 e outras cu/a da ,ordem ,milit> que pr(essa4 ,assim somos feitos3 ,se na cons]vamos a esp]ana fundada na honra1 no proveito e na di/9a glorioza1 he impossivel =ar a nossa natureza a trabalh>1 nem a cultiv> o ent5dim5to1 sorte de trabalho mais p5ivel1 e que requ] mais con/ancia1 d que o corporal4 4 ,utilidades que result>iam tanto ao ,reyno1 como ao ,sob]ano d exacto ex]cicio de/a ,escola ,milit>1 que se propoem4 ,t5ho mo/rado por todo e/e papel1 ,illu/rissimo ,s5hor1 que o trato e os co/umes de huma ,naa provem orig9alm5te daquelles que tem os ,s5hores das t]ras1 e os que ex]cita os ,c>gos d ,e/ado4 ,que me conc$a que os ,g5]ais1 os ,almirantes1 os ,magi/rados1 e todos os ,c>gos da ,corte seja adm9i/rados por hom5s educados em huma escola1 como a que acabo de propor1 e/\ c]to que s] hum ,reyno bem gov]nado1 com tanto que o ,sob]ano preme e ca/igue risca1 con=me z leis decretadas4 ,i/o he facil de conceb]3 mas se pelo contr>io os mesmos ,g5]ais e ,c>gos da ,corte =em adm9i/rados por hom5s educados em caza de seos ,pays 7como he hoje co/ume71 onde os ,me/res temem de advirtir e ca/ig> os seos discipulos2 onde a ,ama ou a ,aya1 o ,criado e o ,page so os ,companheyros dos ,m59os1 os seos ,manos1 toda a sua companhia1 os seos confid5tes em todos os seos dezejos e apetites1 enta pod]emos julg> que e/e m59o cons]v> em quanto viv] aquelles pessimos habitos1 que adquirio com os seos inf]iores3 na sab] rep>tir o tempo p>a ex]cit> o seu emprego1 p>a descans>1 nem p>a dormir3 busc> em quanto viv] todos os meyos p>a div]tirse1 e jamais consid]> occup>se1 e muito m5os cumprir com a sua obrigaa4 ,os l\vaveis effeitos da boa educaa ne/a ,academia s] o primeiro de sab] regr> cada qual o seu tempo em todo o dia3 co/umados a levant>se c$o1 ficalhes tempo p>a applic>se e p>a se div]tir hone/am5te4 ,todas aquellas m>avilhas que obr\ ,p$ro ,primeiro1 ,emp]ador da ,russia1 a*o que no tiv]a outra origem que sab] regr> o seu tempo4 ,e/e r>o e gr&e ,pr9cipe1 era o primeiro homem que se levantava no seu ,imp]io1 e o primeiro que se deitava a dormir4 ,levantavase de v]a e de inv]no s tres horas da manha1 ou e/ivesse na ,corte1 ou em campanha1 ou viaj&o2 tanto que se levantava e/ava pres5te o ,secret>io d ,cab9ete1 com z petio5s e papeis1 que necessitava de despa*o2 punhase a despa*l-z at z quatro ou c9co horas da manha3 sahia dali e p>tia sem c]emonia na c>ruagem de v]a ou de inv]no1 acompanhado som5te de dois ,drago5s a cavallo3 entrava no ,almirantado1 onde j e/ava l os ,almirantes e os c>gos d ,conselho d'aquelle ,tribunal2 e aquelle que faltava era apontado o sall>io d'aquelle dia1 pela primeira vs4 ,ali prezidia despa*&o com huma ta ord5ada actividade que admirava1 mesmo quelles os mais practicos naquelle c>go4 ,ali ficava das seis at s sete da manha4 ,sahia daquelle ,tribunal e *egava ao ,s5ado1 que he o ,tribunal supremo que corresponde1 me p>ece1 ao nosso ,dezemb>go d ,pao3 com a mesma ord5ada exactido despa*ava1 e z nove horas da manha e/ava j na sua ,corte3 onde a*ava o ,gran ,*ancell]1 ou primeiro ,secret>io de ,e/ado1 com dois mais1 que lhe pres5tava os ,negocios ,e/rangeiros1 que ouvia e despa*ava3 depois de/e tempo dava audi5cia aos ,m9i/ros ,e/rangeiros1 e a todos os mais que lha p$ia4 s onze horas sem falta jantava ou na ,corte ou em caza de algum ,gr&e ou de algum ,m9i/ro ,e/rangeyro3 recolhiase a meyo dia2 e at s tres da t>de1 tudo e/ava na ,corte no mais recatado sil5cio1 porque sempre durmio a se/a4 ,sahia s tres horas a exam9> o que se passava no ,collegio de ,gu]ra2 outras vezes hia ao ,collegio d ,comm]cio e das ,m9as2 outras1 a v] z ,fabricas que t9ha erigido2 outras1 a v] z obras publicas que t9ha ord5ado2 ceava entre z seis e z sete1 e s sete horas da noite se deitava3 apagava-se z luzes na ,corte2 o sil5cio era igual ao de hum ,conv5to3 e de/e modo conheci eu muitos ,s5hores ,russos1 e o ,feld-,m>e*al ,conde de ,munni*1 que vivia d mesmo modo1 educados no s]vio daquelle gran ,mon>*a4 ,e/e foi todo o segr$o daquelle ,emp]ador1 p>a obr> em tr9ta e seys annos que reyn\2 que p>ece1 pelas incriveis c\zas que fes1 que viveo duz5tos4 ,em sab] di/ribuir e aproveit>se d tempo1 consi/io todo e/e artificio1 que s com a educaa mascul9a se apr5de4 ,se consult>mos os monum5tos da ,hi/oria1 a*>emos que a gloria e augm5to dos ,reynos na lhes veyo dos num]ozos ex]citos1 nem das riquezas2 a*>emos que =a illu/res pela ,educaa dos seos ,mon>*as e dos seos ,subditos4 ,relata ,diodoro de ,sicilia#he1 que o ,pay de ,seso/ris1 ,rey d ,egypto1 v5do que lhe nac]a hum filho ord5\ que todos os ,m59os que nac]a no mesmo dia1 fossem creados e educados com tanto cuidado e d\tr9a1 que viessem capazes de s]em ,companheyros e ,me/res por habito e companhia d ,pr9cipe2 e que e/e vi]a ta excell5te e ta admiravel1 pelas virtudes daquelles ,companheyros1 que na s na ,mocidade conqui/ra z ,arabias1 mas em idade avanada1 s5do ja ,rey conqui/ra desde a ,india at o ,m> ,negro4 ,excell5te modo de educ> os ,pr9cipes1 pela companhia dos iguais na idade1 nas incl9ao5s1 e div]tim5tos1 e s]ia bem av5turados os nossos tempos1 se e/a sorte de ens9o resuscitasse nelles4 ,educaa que teve el ,rey ,dom ,d9is devemos tanta gloria como alcanou o ,reyno em s] povoado1 rico1 pot5te e respeitado2 el ,rey ,d4 ,du>te ta *eyo de virtudes1 como vexado por disgraz1 s5do educado por sua ,may a ,raynha ,dona ,phelipa1 mo/r\ quanto z ,mays podem contribuir p>a a felicidade dos filhos4 ,o pod] a que *eg\ ,frana no tempo de ,luis ,quatorze1 e gloria que cons]va a9da1 teve origem na boa educaa de ,h5rique o ,qu>to e d seu ,m9i/ro o ,duque de ,sully2 ambos nascidos de ,pais ,prote/antes1 ambos educados au/]am5te1 com ,me/res excell5tes nas sci5cias e nos co/umes1 =m>a o animo de/e ,rey e de/e seu privado1 que toda a sua vida foi hum modelo da ordem nos negocios e na applicaa4 ,o ,duque de ,sully s5do de huma familia ta ,nobre na era a pessoa p>a adm9i/r> z ,r5das ,reais1 porque e/es c>gos &ra sempre ex]citados pelos ,r5deyros da ,faz5da ,real3 mas a necessidade em que se a*ava ,h5rique ,qu>to p$ia hum amigo p>a rem$ila1 e na a*\ outro que o duque de ,sully1 o qual na rep>&o bayx>se p>a levant> o seu ,rey1 com o ,reyno1 dezemp5h\ o ,e/ado1 ajunt\ !z\ros1 de/ruio os inimigos1 resuscit\ a agricultura d ,reyno que e/ava p]dida1 introduzio o com]cio1 e in/ituio a cultura das s$as1 e fabricas de/as e das lans4 ,que se leam z ,memorias#hf de/e gr&e ,m9i/ro1 e ento fic>a todos p]suadidos que o segr$o de adquirir immortal fama nos po/os e nos c>gos com utilidade publica1 consi/e na di/ribuia d tempo1 na ordem da vida e regra de viv]2 o que sm5te se apr5de na primeira idade1 como habito que fica por toda a vida4 ,dizia ,socrates1 que era c\za notavel que hav5do ,me/res1 e ,escolas p>a apr5d] tudo o que era necess>io p>a s] rico1 consid]ado1 e auctorizado1 que s na conhecia huma onde os hom5s e os m59os fossem a apr5d] a s] bons4 ,eu sem tantos conhecim5tos1 e com m5or virtude a*o que em ,portugal t] a ,nobreza e a ,fidalguia ,me/res a milh>es que lhes ens9em z l+oas1 danar1 esgrimir1 mont> a cavallo1 e sobre tudo z ,g5ealogias1 mas na posso consid]> que haja hum1 que lhes ens9e que he obrigado a ob$ec] aos ,magi/rados1 e a todos aquelles empregados no s]vio d ,e/ado1 como seja seos ,mayores2 na posso consid]> que possa a ,fidalguia p]d] aquella sob]ba com que nace1 e aquella indep5d5cia1 d que em huma ,escola ,milit>1 gov]nada pella discipl9a ,milit>1 que na conhece outra ,g5ealogia1 nem ,sangue ,real1 d que o c>go e o m]ecim5to4 ,se e/a mocidade desde a idade de nove ou ds annos e/iv] co/umada s] m&ada1 e po/a em priza por hum ,t55te1 ou ,capita nobre1 ou na ,nobre2 se = ca/igada por t] insultado o seu ,me/re1 ou hua criada ou s]v5te da dita ,escola1 p]d] aquelle habito que contrahio em caza em companhia das ,ayas1 e dos creados graves1 e queyra ,deos1 que no fosse contrahido com dome/icos de esf]a mais inf]ior8 ,e/a discipl9a ,milit>1 e/a ordem1 e sab] rep>tir o seu tempo1 se espalh>ia por todas z tropas1 e por toda a armada1 porque ja dissemos que todos os subalt]nos imita os vicios1 ou z virtudes1 o trato1 e o modo de viv] dos sup]iores4 ,que ,escolas temos no ,reyno onde a ,fidalguia na primeyra idade possa apr5d] a mod]> z suas payxo5s8 a s] con/ante nas adv]sidades1 e nos p]igos8 ,felis s]ia a ,corte que con/asse dos que =o assim educados6 ,z ,leis t]ia vigor1 porque os ,subditos z execut>ia2 e e/&o autorizados1 z obs]v>ia2 conhec5do int]iorm5te t]em sup]ior1 e que sa nacidos ,subditos4 ,em que ,escola se apr5de hoje no ,reyno am> a sua ,patria8 na consi/e e/e amor p]d] a vida por ella1 atac&o hum ,cors>io1 ou sub9do por hua bre*a2 a gloria que r$unda de/as aco5s1 recomp5sa bem o p]igo3 e/e amor consi/e em s]lhe util1 e em augm5t> por todos os meyos a sua cons]vaa1 e a sua gr&eza3 ama a sua ,patria o ,s5hor de t]ras1 que z faz f]teis1 que multiplica por cazam5tos z aldeas1 contribu9do com o seu1 e com z suas t]ras a su/5t> e/es ,subditos1 e os que ha de vir de/a unia3 ama a sua ,patria aquelle que pod5do compr> hum ve/ido de pano de ,+lat]ra o m&a faz] de covilha2 e/es sa os ,patriotas1 e aquelles que conhecem no que consi/e a sua cons]vaa1 e a sua ru9a4 ,sm5te na ,escola propo/a se pod]a adquirir e/es conhecim5tos1 e adquirir e/es habitos virtuozos4 ,admiramonos da tem]idade del ,rey ,dom ,seba/ia1 na s por expor-se cotidianam5te aos p]igos mais im95tes1 mas de pass> a ,affrica como hum av5tureyro2 accuzamos1 a9da que com raza seos ,me/res os ,jesuitas1 e sobre todos ,p$ro ,gonsalves da ,cam>a1 e na accuzamos os co/umes e/ragados1 e a ignorancia da ,fidalguia daquelles tempos4 ,e n5hum inc5tivo mayor t]a jamais os ,nossos ,reys p>a cuid>em da sev]a educaa da sua ,fidalguia d que a cata/rophe d ref]ido ,rey2 porque he c]to que se fosse como p$ia o seu nacim5to1 que na cahiria o ,reyno naquelle ta lam5tavel abatim5to4 ,os ,reys que tiv]em p>ticul> cuidado da educaa dos ,nobres e dos ,fidalgos1 he o mesmo que =tific> praz1 faz] frotas1 e multiplic> a felicidade dos seos dom9ios1 fim de toda a ,legislao de qualqu] ,e/ado4 ,relata ,m4 ,ricaut#hg que a gr&eza e a cons]vaa d ,imp]io de ,turquia dep5de totalm5te da educaa que o ,gran ,s5hor d no ,s]aillo mocidade1 que elle adopta e cria sua cu/a4 ,o ref]ido ,auctor no lug> citado dis assim#hh ,o ,gra ,s5hor na consid]a nos seos ,m9i/ros1 nem o nacim5to1 nem z riquezas3 elle tem por maxima empreg> aquelles que =a educados a sua cu/a2 e como elles na tem outro arrimo1 nem outra esp]ana1 daqui he que sa obrigados gratida e a s]virem com a mayor fidelidade444444444444444444444444444444 4444 ,os m59os de/9ados a s]vir os mayores ,c>gos daquelle ,imp]io1 que os ,turcos *ama ,i*oglans1 =ozam5te ho de s] filhos de ,*ri/as tomados na gu]ra1 e de t]ras di/antes da capital44444444444 ,antes que e/es m59os entrem no lug> de/9ado p>a se cri>em os prez5ta ao ,gra ,s5hor2 e os envia ou ao s]rail de ,p]a1 ou ao de ,adrianopoli1 ou ao de ,con/ant9opla4 ,ali sa d\tr9ados naquelles tres ,collegios1 ou p5so5s com toda a sev]idade pelos ,eunu*os2 ali apr5dem todos os ex]cicios milit>es1 escrev]1 e a sua ,religia1 e z ,l+oas ,p]siana1 e ,arabiga3 e ne/es filhos adoptivos se provem todos os ,c>gos d ,imp]io2 e/es sa aquelles que vem a s] ,ba*as1 ,vizires1 etc4 ,he facil prev] que s5do educados assim todos aquelles que ha de s]vir hum ,e/ado1 que s]a os mais gratos1 e os mais fieis ao seu ,sob]ano1 que sempre consid]>a como piissimo ,pay4 ,se fossem educados +5uam5te com os conhecim5tos da ,europa1 e com z maximas da ,religia ,*ri/1 ta excell5tes p>a cons]v> a paz1 a humanidade1 e cordialidade entre os iguais e sup]iores1 s5tiria aquelle ,e/ado muito mayor utilidade daquella excell5te educaa1 porque na he possivel consid]> outro melhor me?odo p>a cons]v> huma mon>*ia1 e p>a promov] a felicidade de hum ,rey4 ,t5ho acabado o que prometi a ,v4 ,illu/rissima1 e sem emb>go que e/eja p]suadido que na satisfis a tudo que p]t5ce mat]ia que tratei1 na duvido s] de algua utilidade1 e s] a mayor1 a meu v]1 hav] mo/rado a necessidade que tem o ,reyno de huma educaa univ]sal da ,mocidade1 gov]nada por hum novo ,tribunal1 dep5d5te de hum ,secret>io de ,e/ado4 ,os defeitos1 ou omisso5s que ,v4 ,illu/rissima not> ne/e papel1 ou cauzados pela auz5cia de tantos annos da ,patria1 ou pela ignorancia das circun/ancias1 facilm5te se rem$e>a1 se ,v4 ,illu/rissima = s]vido notalos1 porque enta me s] mais facil ac]t> com a idea da p]feita educaa da ,mocidade ,portugueza4 ,fico p>a ob$ec] a ,v4 ,illu/rissima com o mayor respeito4 ,deos gu>de a ,v4 ,illu/rissima muitos annos ,p>is1 #ai ,novembro #agei4 ,antonio ,nunes ,ribeiro ,san*es4 ,,taboa ,,das ,,diviso5s ,das ,escolas1 e dos ,e/udos dos ,*ri/aons at o tempo de ,c>los ,magno1 no anno #hjj1 ,page #d ,reflexo5s sobre z ,escolas ,ecclesia/icas1 #ab ,cont9a a mesma ,mat]ia1 #ag ,ida das ,obrigaco5s da ,vida ,civil1 e d ,v9culo da mesma ,soci$ade1 #bc ,a ,con/ituiam ,fundam5tal da ,soci$ade ,*ri/a1 #bf ,cont9a a mesma ,mat]ia1 #bg #cg ,como os ,ecclesia/icos introduziram gov]n> os ,e/ados ,ca?olicos1 pelas ,congregao5s dos primeiros ,*ri/aons1 e pelas ,regras dos ,conv5tos1 #db ,das ,univ]sidades1 #ei ,dos ,e/udos da ,univ]sidade de ,coimbra1 depos da sua ,r5ovaam no anno #aeec1 #fe ,resumo d ,ref]ido1 #fi ,effeitos que cauzram em ,portugal z ,escolas1 e z ,univ]sidades da ,europa e d mesmo ,reyno1 #gg ,cont9a a mesma ,mat]ia4 ,effeitos que caus>am nos co/umes z ,leis ref]idas1 #ha ,cont9a a mesma mat]ia4 ,e sobre a ,escravidam1 e sobre a ,intol]ancia ,civil1 #hh ,que a nossa ,mon>*ia se podia cons]v> com a ,educaam ,ecclesia/ica1 que t9hamos3 em quanto conqui/ava3 mas que nam he suffici5te depois de acabadas z ,conqui/as1 #if ,objecto que devia t] a ,educaam da ,mocidade ,portugueza1 no tempo del ,rey ,dom ,joam ,o ,t]ceyro1 e p>ece que a9da hoje1 #aja ,da ,natureza da ,educaam da ,mocidade1 e d ,objecto que deve t] no ,e/ado onde he nacida1 #ajh ,qualidades dos ,me/res1 p>a ens9> a l] e a escrev]1 1 #aae ,d que haviam de apr5d] os ,m99os alem de l]1 escrev] e cont>1 1 #aah ,das ,escolas da ,l+oa ,lat9a e da ,grega1 ,humanidades1 e da ,l+oa ,mat]na1 #abd ,dos ,me/res e dos ,discipulos das ,escolas d ,latim 1 #aca ,necessidade que tem o ,reyno de ,escolas em modo de ,sem9>ios1 #acc ,cont9a a mesma ,mat]ia1 e das ,p5so5s das ,escolas d ,latim no ,reyno1 por cauza da ,educaam da ,mocidade das ,colonias e das ,conqui/as de ,ultram>1 #ace ,das tres ,classes de ,discipulos das ,escolas ,lat9as1 1 #ach ,cont9a a mesma ,mat]ia1 #adb ,digressam sobre z ,p5so5s e sobre a ,l+oa ,lat9a tanto no ,reyno1 como nas ,colonias1 #adf ,da t]ceyra ,classe de ,e/udantes que apr5d]ia nas scolas ,reais a ,l+ua ,lat9a1 ,grega1 1 #aeb ,dos ,e/udos ,maiores1 ou ,collegios ,reais1 #aec ,sobre o ens9o que deve prec$] z ,escolas ,mayores1 qu] diz]1 da ,physica e da ,legislaam1 #afj ,em que lug> se haviam de ens9> z ,sci5cias ref]idas1 #aff ,da ,educaam da ,fidalguia e dos ,fidalgos1 que tem ,ass5tam5to e ,=o na ,caza ,real1 #afh ,que sorte de ,educaam convem ,fidalguia ,portugueza1 que seja util a si e sua ,ptria81 #agd ,cont9ua a mesma ,mat]ia4 ,em que lug> devia s] educada a ,fidalguia e ,nobreza de ,portugal1 #agh ,o que sam z ,escolas ,milit>es1 #ahb ,propoemse huma ,escola ,real ,portuguesa1 p>a s] nella educada a ,nobreza e a ,fidalguia4 ,economia int]ior1 #ahe ,em que idade deviam entr> os ,educ&os na ,escola ,real ,milit>81 #ahh ,consequ5cias por nam cri>em z ,mays seos filhos1 #ahi ,dos ,me/res da ,escola ,real ,milit>1 p>a a ,arte da ,gu]ra e das ,scencias1 #aid ,das ,l+oas e ,sci5cias que se deviam ens9> n/a ,escola1 e em que tempo81 #aih ,pond]aam sobre a ,l+oa ,lat9a1 #bjj ,empregos e ,honras com que haviam de sahir os ,b5em]itos de/a ,escola1 #bjc ,utilidades que result>iam tanto ao ,reyno1 como ao ,sob]ano d exacto ex]cido de/a ,escola ,milit>1 que se propoem1 #bjd 99_/ ,,fim ,,da ,,taboa 99,publicados399 ,,cavaleiro ,,de ,,oliveira4--,disc\rs ,pa?tique au sujet des calamits prs5tes1 arrives en ,portugal4 ,nova ed4 seguida duma ncia bibliogrfica pelo ,dr4 ,joaquim de ,c>valho4 ,,ribeiro ,,san*es4--,c>tas sobre a educao da mocidade4 ,ed4 prefaciada e revi/a pelo ,dr4 ,maximiano ,lemos4 99,no prlo399 ,,cavaleiro ,,de ,,oliveira4--,reflexo5s de ,felix ,vieyra ,corv9a de ,arcos1 ,*ri/am ,velho ,ulissypon5se sobre a ,t5tativa ,!ologica1 compo/a pello ,rev]5do e d\to ,padre ,antonio ,p]eyra da ,congregaam d ,oratorio de ,lisboa4 ,,jos ,,da ,,cunha ,,bro*ado4--,memorias p>ticul>es1 ou an$otas da ,corte de ,frana apontadas no tempo que s]vio de ,enviado naquella ,corte4 ,notas3 #a ,maximiano ,lemos--,ribeiro ,san*es1 doc4 #bc e #bd a pg4 #cde e #cdf4 #b ,(cio de ,mons5hor ,salema de #g de janeiro de #agfj4 #c ,disc\rs sur l',hi/oire cclesia/ique1 ,disc\rs ,,ii4 ,,xiii4 ,p>is1 #agej4 9-#h4o #d ,apud ,b>onium1 tom4 ,,iv4 pag4 #ajg #ajh4 ,ed4 ,romanae1 ex ,epi/ol4 #db ,julian4 ,apo/at4 #e ,apud ,b>onium1 tom4 ,,iv pag4 #agb4 ,si quis erudi5dis adolesc5tibus vita p>it] facundia idoneus erit1 vel novum in/ituat auditorium1 vel repetat int]missum4 ,dat4 ,,iii4 ,id4 ,janu>4 ,divo ,jovian4 ,v>roniano4 ,coss4 #f ,tom4 #c4 ,editionis ,romanae1 p] totum4 #g ,no ,decreto de ,graciano4 ,"p4 ,,ii4 ,causa ,,xi4 ,cap4 #b #c4 #cf #cg4 ,vid4 ,fleury1 ,hi/oire ,eccles4 liv4 #ei4 n4o #bh4 les ,disc\rs ,,vii sur l',hi/oire ,ecclesia/ique4 #h ,apud ,h]m4 ,conr+ium de antiquitatibus ,academicis1 editionis ,heumanni1 ,diss]t4 ,,vii4 ,got+ae1 #d4o ibi pag4 #cc4 ,diss]t4 prima4 ,o ,emp]ador ,ju/9iano viveo no anno #efe4 #i ,9 arcana ,hi/oria1 pag4 #aac4 #aj ,tom4 #c4 #aa ,trait des ,ecoles ,episcopales ,ecclsia/iques1 p> ,claude ,joly1 ,p>is1 #afgh4 ibi1 pag4 #ib1 #aab #aac4 #ab ,escrita por e/e ,patri>*a1 no anno #ecj4 #ac ,joly1 ibi1 cap4 ,,xxi4 #ad ,disc\rs sur l',hi/oire ,eccls4 de ,m4 l'abb de ,fleury4 ,disc\rs ,,iii4 #ae ,apud ,joly1 ,trait des ,ecoles ,episcopales1 cap4 #ah4 #af ,decretalium lib4 ,v4 tit4 #cc4 de ,privilegiis ,cap4 sup] specula4 ,sane licet ,sancta ,ecclesia legum secul>ium non respuat famulatum444 firmit] int]dicimus di/rictius inhibemus1 ne ,p>isiis1 vel 9 civitatibus1 seu aliis locis vic9is1 quisquam doc]e vel audire jus civile praesumat4 ,gregor4 ,,ix4 ,praefat4 lib4 ,i1 ,decretal4 ,vol5tes igitur ut hac tantum compilatione ,univ]si utantur 9 ,judiciis 9 ,s*olis1 di/rictius prohibemus1 ne quis praesumat aliam fac]e absque autoritate ,s$is ,apo/olicae speciali4 ,e o ,papa ,joam ,,xxii4 no anno #acaf no ,prefacio s ,clem5t9as1 feitas p>a a ,univ]sidade de ,bolonha1 dis ,univ]sitati ve/rae p] ,apo/olica ,scripta m&antes1 quat5us eas promptu affectu suscipiatis1 /udio alacri1 eis1 sic vobis1 manife/atis1 cognitis1 usuri de caet]o 9 ,judictis1 9 ,s*olis4 #ag ,concilio de ,tr5to1 ,sess4 ,,xxv4 de ,re=mat4 ,cap4 ,,ii4 #ah ,plata lib4 ,v4 de ,republica4 #ai ,atque ipsa utilitas ju/i prope mat] aequi4 ,horat4 ,i4 ,s]mon4 #c4 ,v4 #ih4 #bj ,de civitate ,dei lib4 ,,ii4 cap4 ,,vi4 ,alii religionis anti/ites p] quos sap]e non aditur1 app>et1 nec illam esse v]am sapi5tiam1 nec hanc v]am ,religionem4 ,lactant4 lib4 v ,div94 ,in/itit4 cap4 ,,iii4 n4o #a4 ,nihil ibi def9itur quod pr(iciat ad mores excol5dos1 vitamque =m&am2 nec habet inquisitionem aliquam v]itatis1 s$ tantummodo ritum col5di1 qui non (ficio m5tis1 s$ m9i/]io corporis con/at4 #ba ,footnote #a3 ,hi/or4 lib4 ,i1 cap4 ,i4 #bb ,ma?4 #bg1 ,v4 #ah4 ,data e/ mihi omnis pote/as1 9 caelo 9 t]ra3 ,euntes ergo1 docete omnes g5tes1 baptizantes 9 ,n4 ,p4 ,f4 ,s4 ,s4 doc5tes eos s]v>e omnia quaecumque m&avi vobis4 #bc ,joann4 ,,xviii1 ,v4 #cf4 e ,luc4 ,,xii4 #ad4 #bd ,mat?4 ,,xviii4 ,v4 #ah4 #be ,qu&o os ,reis de ,portugal decretava alguma ley sem conhecim5to dos ,bispos1 e/es se queyxava aos ,papas1 e os summos ,pontifices def5dia z pret5so5s daquelles4 ,daqui aquella concordia de el ,rey ,d4 ,affonso #c4o1 onde promete3 ,quod omnibus negotiis cont+5tibus /atum bonum ,regni1 cum ,consilio ,praelatorum1 vel aliquorum eorum proc$am1 qui conv5i5t] voc>i pot]unt4 secundum tempus locum1 bona fide4 ,com el ,rey ,d4 ,joa o ,i1 succ$]a z mesmas queyxas1 e el ,rey por huma concordia responde3 ,que qu&o ha alguma c\za gr&e1 que se cumpre a bom e/ado d ,reyno1 e a seu s]vio1 sempre uza *am> os ,prelados1 c4 ,vejase ,gabriel ,p]eira de ,ca/ro de ,manu ,regia4 ,lugduni #afgc4 fol4 pag4 #cbj e #cie3 e mais concordias dos ,nossos ,reis no mesmo lug>4 #bf ,fleury1 ,hi/4 ,eccles4 liv4 #cd4 n4o #ef4 #bg ,can5di artificium ecclesia/icum hoc seculo 7era o oitavo7 obt9uisse1 eumque pro insigni ,philosopho1 viroque eruditissimo reputatum fuisse1 qui optime omnium cantasset444 ,9 vita ,c>oli ,m4 n>rat ,mona*us ,engolis m5sis4 ,ecce orta e/ cont5tio p] dies fe/os ,pas*ae int] ,cantores ,romanorum ,gallorum3 ,dicebant ,galli melius se cant>e pul*rius1 quam ,romani4 ,dicebant se ,romani doctissime ,cantil5as ,ecclesia/icas pr(]re444 quae cont5tio ante ,dom9um ,regem ,c>olum p]v5it4 ,non aff]emus reliqua1 quibus n>rat1 quomodo ,gallorum cantum ad normam ,gregoriani cantus re=mav]it ,imp]ator4 ,vid5dus ,launoius de ,s*olis celebrioribus1 cap4 ,i4 ,bruck]us1 ,hi/or4 ,critica ,philosophiae1 tom4 ,,iii1 p4 #ega #gb1 ,lipsiae1 #agdc1 #d4o #bh ,dixisse1 nihil esse difficilius quam b5e imp]>e4 ,colligunt se quatuor vel qu9que1 atque unum consilium ad decipi5dum ,imp]atorem capiunt2 dicunt quid prob&um sit4 ,imp]ator qui domi clausus e/1 v]a non novit3 cogitur hoc tantum scire1 quod illi loquuntur3 facit judices quos fi]i non oportet1 amovet1 ,republica quod debebat obt9]e2 quid multa8 ut ,diocletianus ipse dicebat2 ,bonus1 cautus1 optimus1 v5ditur ,imp]ator4 ,haec ,diocletiani v]ba sunt4 ,flavius ,vopiscus 9 ,aureliano pag4 #ccj4 ,hi/oria ,augu/a edit4 ,causabon4 ,p>isiis1 #afjc1 #d4o #bi ,pelo ,concilio ,,xiii1 celebrado no tempo de ,ervigio1 no anno #fha1 se decret\ que n5huma ,ra9ha viuva se podesse caz>2 quazi todos os seos canones con/a de mat]ias temporais4 #cj ,no ,concilio ,,xi de ,tol$o1 anno #fge1 se decret\ pela primeira vez que os ,bispos tivessem o pod] de m&> pr5d]1 e de de/]r>4 #ca ,vide ,epi/ol>am ,decretalium ,isidori ,m]catoris figm5ta a ,blondel4 ,g5evae #afce1 #d4o #cb ,fleury1 ,hi/4 ,eccles41 lib4 #dd4 n4 #bb1 ,disc\rs #g4 #cc ,fleury1 ,hi/4 ,eccles41 lib4 #dd4 n4 #bb1 ,disc\rs #g4 #cd ,ibid4 #ce ,fleury1 ,hi/4 ,eccles41 liv4 #gj4 n4 #bh4 #cf ,ibid4 #cg ,apo/olorum ,canon4 #bd4 ,episcopus1 aut ,presbyt]1 aut ,diaconus 9 =nicatione1 aut p]jurio1 aut furto depreh5sus1 deponitor2 non tam5 a ,communione excluditor4 ,dicit enim scriptura3 bis de eodem delicto v9dictam non exiges4 #ch ,liv4 #b4 tit4 ,,ix4 #ci ,ibi4 tit4 ,,vi4 #dj ,p]eyra de ,ca/ro de ,manu ,regia3 tras todas z concordias feitas entre os ,nossos ,reis1 e os ,papas ali se pod]a v] de que modo absorbia os ,ecclesia/icos o ,pod] ,real4 ,vejase da pag4 #cac1 ate #dca1 da edia de ,lea de ,frana4 #da ,o ,c>deal ,b>onius dis ao anno #ajgc1 que no ,concilio de ,worms convocado pelo ,emp]ador ,h5rique ,,iv1 e pelo ,arobispo de ,colonia1 e outros ,prelados1 v9ha acompanhados de ,!ologos4 ,/ipatus ut]que magno grege ,philosophorum1 immo ,sophi/>um1 quos ex div]sis locis summo /udio consciv]ant1 ut ,canones sibi non pro rei v]itate1 s$ pro ,episcopi voluntate int]pret>5tur4 #db ,fleury1 ,hi/4 ,eccl41 liv4 #dj1 n4 #bi4 ,m>iana1 ,hi/oria de ,espanha1 lib4 #g1 cap4 #ad4 #dc ,disc\rs sur l',hi/oire cclesia/ique1 vol4 #b4o ,p>is1 9-#h4o #dd ,era e/as nos primeiros seculos da ,*ri/&ade priv> aos peccadores dos ,sacram5tos por qu9ze1 e por v9te annos1 e algumas vezes por toda a vida2 humas vezes ficava debaixo d alp5dre =a da ,igreja2 outras vezes d5tro1 mas deytados de bruos3 obrigava 7a7 jeju> pa e agoa1 7a7 traz] cilicios1 c9zas sobre a cabeza1 deyx> crec] a b>ba1 e o cabelo1 fic> enc]rado1 e r5unci> ao com]cio d mundo3 exi/e a9da hoje hum ,tribunal adonde os culpados sa =ados 7a7 s(r] e/as p5it5cias3 ap>t&ose d co/ume da ,igreja primitiva que som5te z impunha aquem p$ia espontaneam5te p]da dos seus peccados1 e os confessava4 #de ,ord5ao5s1 liv4 #b1 tit4 ,,ix4 ,p>a que cessem duvidas que pdem hav] sobre quaes sa os ,cazos1 e delitos ,mixti=i1 em que os ,prelados1 e seus ,(ficiaes1 podem conhec] contra ,leygos444 os dittos cazos ,mixti=i so segu9tes4 ,qu&o se proc$e contra publicos adult]ios1 b>regueiros1 concub9>ios1 alcoviteiros1 e os que cons5tem z molh]es faz]em mal de sy em suas cazas1 ince/uozos1 feiticeyros1 b5z$eiros1 sacrilegos1 blasphemos1 p]juros1 onz5eiros1 simoniacos444 tabolag5s de jogo444 po/o que ne/e cazo ouvesse duvida1 se era mixti=i1 ou na1 c4 #df ,apud ,fleury1 ,disc\rs ,,vii1 sur l',hi/oire ,ecclsia/ique1 pag4 #cbj4 #dg ,fleury1 ,disc\rs troisime de l',hi/oire ,ecclsia/ique1 tom4 ,i1 pag4 #bcc #bcd4 #dh ,fleury1 ,hi/4 ,eccles41 liv4 #hj1 n4 #ea4 #di ,ord5ao5s1 liv4 #b4 tit4 ,,vi4 lib4 ,v4 tit4 ,i4 #ej ,lib4 ,x4 ,epi/ol4 ,,xcvii4 ,cognitionibus de ,cri/ianis int]fui nunquam444 adfirmabant autem hanc fuisse summam1 vel culpae suae1 vel erroris1 quod ess5t soliti /ato die ante lucem conv5ire3 c>m5que ,*ri/o1 quasi ,deo1 dic]e secum invicem3 seque ,sacram5to non 9 scelus aliquod ob/r+ete1 s$ ne furta1 ne latroc9ia1 ne adult]ia committ]5t1 ne fidem fall]5t1 ne depositum appellati abneg>5t3 quibus p]actis morem sibi disc$5di fuisse1 rursusque coundi ad capi5dum cibum1 promiscuum tam5 innoxium1 quod ipsum fac]e desisse po/ edictum meum1 quo secundum m&ata tua haet]ias1 7so soci$ades1 ajuntam5tos ou confr>ias71 esse vetu]am4 #ea ,lib4 ,,vi4 ,epi/4 #b4 apud ,fleury1 ,disc\rs sur l',hi/oire ,ecclesia/ique1 tom4 ,i4 pag4 #bdf4 ,e na ,hi/oria de/e ,autor1 liv4 #fb4 n4 #cf4 #eb ,jam v] prud5t] intueamur1 quod scriptum e/1 fidelis hom9is totus mundus diviti>um e/1 infidelis autem nec obolus 7e/e texto no se l assim nos ,prov]bios de ,salama71 nonne omnes1 qui sibi vid5tur gaud]e licite conquisitis1 eisque uti nesciunt1 ali5a possid]e conv9cimus8 ,hoc enim c]te ali5um e/ quod jure possidetur3 hoc autem jure1 quod ju/e1 hoc ju/e quod b5e3 omne igitur quod male possidetur1 ali5um e/444 donec fideles pii quorum jure funt omnia4 ,epi/ol4 #ed4 vulg tom4 ,,ii1 vel #aec4 ,et quamvis res quaeque t]r5a non recte quoquam possid]i non possit nisi vel jure div9o1 quod cuncta ju/orum sunt1 vel jure humano1 quod 9 pote/ate ,regum e/ t]rae444 ,epi/4 #ic4 7vulgo #dh7 9 ,joannis ,evang4 tract4 ,,vi4 4 #be4 ,de todos e/es lug>es se aproveit\ ,gratiano ,di/9ct4 ,,viii4 ,caus4 ,,xxiii4 ,quae/4 ,,vii4 p>a seguir a d\tr9a que relatamos p>a confisc>emse os b5s dos h]eges com ju/ia4 ,vejase ne/a mat]ia ,b>beyrac1 ,trait de la ,morale des ,p]es4 ,am/4 #agbh4 #d4o pag4 #bib1 segu9tes4 #ec ,de ,manu ,regia1 p4 #dcd4 edit4 ,lugdun4 #ed ,ibi4 ,"p4 segunda1 pag4 #aei444 ,regio ,diplomate ,seba/iani ,regis emanato anno #aefi1 p] quod ,praelatis fid lib]a facultas capi5di1 puni5di ,laicos1 illis casibus1 quibus a sacro ,concilio ad p]missum imp]atum e/4 ,ali tras o ,alv>2 que c]tam5te foi ordido pelos ,padres jesuitas que enta gov]nava o animo d ,c>deal ,h5rique1 que naquelle tempo era ,reg5te d ,reyno3 os mesmos jesuitas gov]nva enta ,portugal como hum conv5to de ,frades2 porque prohibira todo o luxo1 det]m9>a a quantidade de ,comida nas mezas1 e outras sev]idades ,mona*ais4 ,vide ,cone/agio1 ,hi/oria de ,portogallo4 ,gabriel ,p]eyra de ,ca/ro diz1 depois de cope> o ditto ,alv>3 ,an ,rex p] se solus s9e publicis comitiis hoc potuisset fac]e vid4 etc4 #ee ,gregorius ,,ix1 9 ,praefatione ,i4 ,decretalium4 ,et ,joann4 ,,xxii4 ann4 #acaf1 ,praefatione ad ,clem5t9as4 #ef ,hi/oria ,univ]sitatis ,p>i5sis1 ,a ,caes>e ,hagasio ,bulsaeo ,p>isiis #affe1 fol4 tom4 ,,ii1 secul4 ,,iv1 pag4 #bee1 ad annum #aaej4 ,siguiremos e/e ,autor1 e ,cor+io de ,antiquitatibus ,academicis1 ,diss]tationes ,,vii1 cum ,supplem5tis1 recognovir ,*ri/ianus ,aug4 ,heummannus4 ,gott+ae #agci1 #d4o1 e a ,hi/oria ,ecclesia/ica de ,m4 l',abb de ,fleury4 #eg ,vide ,pancirollum v>iat4 ,lectionum lib4 ,i4 cap4 apud ,cor+ium ,diss]tat4 ,,iv4 4 ,,viii4 #eh ,s5sus ,sacrae ,facultatis ,!ologiae ,conimbri5sis circa ,con/itutionem1 quae incipit ,unig5itus ,dei ,filius4 ,conimbricae #agag1 #d4o ,ibi pag4 ,,xvii4 #a4 ,romanum ,pontificem1 etiam extra ,concilium1 supra quod e/1 de re dogmatica1 sive de rebus1 ad ,fidem mores p]t95tibus e ,ca!dra doc5tem ,univ]sae ,ecclesiae ,fideles hab]e assi/5tiam infallibilem ,_ss ,sancti1 pro9deque1 nec decipi1 nec decip]e posse4 #b4 ,con/ituitiones ,pontificias non indig]e1 ad suum robur ac vigorem obt95dam1 fidelum populorum acceptationem1 aut cons5su1 nec pro9de talem acceptationem1 aut cons5sum aliquo modo au?oritativum4 #c4 ,s5tire omnes ad valorem alicujus ,bullae ,pontificiae ,dogmaticae1 multo m9us requiri acceptationem aut cons5sum alicujus p>ticul>is ,ecclesiae1 s$ suffic]e solum locutionem ,pontificis ex ,ca!dra univ]sam ,ecclesiam doc5tis4 #d4 ,omnes te/ati sunt se non causa accept&i1 pra$ictam ,con/ituitionem conv5isse1 quasi ipsa tali acceptatione indig]et ad suum valorem1 s$ tantum ad eam v5]&am1 ac debitam eam ob$i5tiam prae/&am4 ,quapropt] c5su]unt omnes ,sacrae ,!ologicae2 ,facultatis ,magi/ri ,doctores4 #e4 ,oport]e ut omnes1 non solum ,sacrae ,!ologicae ,facultatis1 s$ aliorum etiam ,doctorum1 ,magi/ri444 se jurejur&o ob/r+]5t ad pra$ictam ,bullam1 c4 ,e toda a ,univ]sidade jur\ e/as proposio5s assima1 e a ,bulla igualm5te4 #ei ,ari/oteles ,polit4 ,lib ,,viii1 p] totum4 #fj ,clem5s clem5tia1 a col]e m5tem cultura m5tis prov5iunt4 #fa ,de ,lib]is educ&is4 #fb ,in/it4 ,orator4 lib4 ,i4 cap4 ,i4 e comea assim ,igitur nato ,filio ,pat]4444 ,desde o b]o comeou a ,educaa d ,orador1 d ,orador que ha de s] huns dos pr9cipaes ,subditos d ,e/ado4 #fc ,de ,civilitate morum pu]ilium4 ,p>isiis #aecg4 #h4o e nas suas obras em #aj volumes 9 fol4 ,edit4 ,lugd4 ,batavorum4 ,m>co ,antonio ,muretto escreveo p>a um sobr9ho que t9ha1 a sua ,in/itutio ,pu]ilis1 que comea assim3 ,dum t5] es1 ,murette1 avidis haec auribus hauri1 ,nec memori modo conde animo1 s$ exprime factis3 ,m5tiri noli1 c4 #fd ,a natureza nos deu e/a propri$ade d coraa maviozo e pi$ozo que se afflige d mal que ve s(r] ao seu semelhante1 porque p>te delle3 ,juv5al1 ,satyre ,,xv1 ,v4 #aca4 4444444444444444,molissima corda ,humano g5]i d>e se naturu fatetur ,quae lacrymas d$it haec no/ri p>s optima s5sus3 ,plor>e ergo jubet caussam dic5tis amici1 ,squallorem que rei4444444444444444 ,naturae imp]io gemiamus1 cum funus adultae ,virg9is occurrit1 vel t]ra clauditur infans4 ,e/a pi$ade e t]nura d coraa se mo/ra pelas lagrimas1 que sa ta proprias ao homem3 s elle *ora1 e he tudo o que pode faz] qu&o nace3 ,ja que na posso p9t> e/e e/ado como ,pl9io1 val]me-ei das suas palavras3 ,hom9em tantum nudum1 9 nuda humo natali die abjicit ad vagitus /atim ploratum444 ,itaque felicit] natus jacet manibus1 p$ibusque dev9ctis1 fl5s animal cet]is imp]aturum4 7,praef4 lib4 #g1 ,hi/4 ,mundi74 ,mas e/e pr9cipio pela m educaa ord9>iam5te fica sepultado em ns4 #fe ,sei que se e/ compondo e/e comp5dio p>a satisfaz] e/e int5to1 e e/\ p]suadido que se execut> com summa utilidade con=me o dezejo de cada bom patriota4 #ff ,recopilacion de las ,leyes de/os ,reynos1 por ,philipe ,qu9to4 ,madrid #agbc1 fol4 ,i1 tit4 #g1 ,ley ,,xxxiv4 #fg ,hum ducado ,ca/ellano de onze rales era naquelles tempos d valor de #fej reis1 que multiplicados por #cjj ducados1 fazia #aie4jjj reis3 e como o valor da prata augm5t\ d anno #afbc a quasi a metade1 vem a s] e/es #cjj ducados nos nossos tempos quasi #djj4jjj reis4 ,he defeito de se d>em os sal>ios pelo valor num]>io2 s]ia mais e/avel que fossem det]m9ados por m>cos de prata3 essa he a cauza porque z cadeyras das ,univ]sidades valem hoje to p\co4 ,no tempo del ,rey ,dom ,joo o ,t]ceyro e/ava o m>co a #b4fjj reis1 e hoje #fj4jjj reis3 assim a cadeyra que t9ha de r5da ento #bjj4jjj reis1 val]ia hoje p\co mais ou m5os #dej4jjj reis3 e por essa razo s]ia mais ju/o qu&o se fundo tais cadeyras de det]m9>-lhe o sal>io em m>cos de prata1 por s] o pezo inalt]avel4 #fh ,me/re de ,phelipe segundo ord5\ ,ne quis e ,/irpe g5tis ,hebraeae opimis ,ecclesiae ,toletanae ,sac]dotiis potiretur3 quamobrem invidiam s$ con/anti animo su/9uit1 ,judaeorumque apologiam ,lutetiae editam1 calumniam elusit4 ,biblio!ca ,hispanica ,&reae ,s*otti1 tom4 ,,iii1 pag4 #ega4 ,em outro lug> mo/rei que o co/ume de tir> ,inquirio5s de ,sangue na he ley das ,ord5ao5s1 nem da ,igreja univ]sal2 e que e/e abuso he contr>io ao ,concilio de ,bazilea3 que foi inv5to ,ca/elhano1 que abraamos qu&o o ,reyno foi uzurpado por ,phelipe ,segundo2 que s]vio p>a multiplic> a sup]/io ,judaica1 a de%onra das familias nobres1 p>a de/ruir a h>monia e a paz entre os ,subditos d mesmo ,e/ado1 e que deve reyn> nos ,corao5s ,*ri/as4 #fi ,ibid4 ,liv4 ,i4 tit4 #fh4 #aj1 #aa #ab4 #gj 44444444444444444444444,adde quod idem ,non horam tecum esse potes1 non otia recte ,pon]e1 teque ipsum vitas fugitivus1 erro2 ,jam v9o qua]5s1 jam somno falt]e curam4 ,fru/ra2 nam comes atra premit1 sequiturque fugacem4 ,,ii4 ,s]tn4 #g1 v]s4 ,,iii4 #ga ,manoel de ,s\sa ,f>ia1 ,europa ,portugueza1 ,tom4 ,,iii1 ,"p4 ,,iv1 cap4 ,i1 ,pag4 #bae4 #gb ,origem da ,nobreza politica4 ,lisboa #afca1 #d4o1 cap4 #b1 pag4 #c4 #gc ,o m>co de prata valia1 no tempo del ,rey ,dom ,manoel1 #bcdj reis e como os ,fidalgos ,cavalleyros t9ha da sua moradia #d4jjj reis por mes1 e por anno #dh4jjj reis1 e que o m>co de prata amo$ado vale hoje #f4jjj reis1 os #dh4jjj reis daquelle tempo valem hoje #ia4ibj reis1 e como tabem recebia alqueyre e meyo de cevada por dia1 cont&o som5te a #abj reis por alqueyre1 valia no tempo pres5te #fc4bdj reis1 que juntos com os #ia4ibj reis assima1 fazia toda a soma #aee4afj reis4 ,e como tabem os ,cavalleyros ,fidalgos t9ha moradia que *egava a #a4ejj reis por mes1 e por anno #ah4jjj reis1 com tres qu>tas de cevada1 regulada por anno tabem a #abj reis por alqueyre1 valia pelo preo de hoje #cb4djj2 e como os #ah4jjj naquelle tempo1 e/&o o m>co de prata a #b4cdj reis1 e hoje a #f4jjj reis1 valem hoje a soma de #fa4ibj reis1 que juntos aos #cb4djj de cevada1 fazia #id4cbj reis4 ,ajunt&o agora e/as duas moradias de ,fidalgo ,cavalleyro e de ,cavalleyro ,fidalgo em huma soma e rep>t9doas1 a*>seha que cada huma de/as moradias vale hoje a soma de #abd4gdj reis1 soma suffici5te p>a su/5t> e educ> em huma ,escola ,milit> hum ,moo ,fidalgo4 #gd ,indisposizione g5]alle della ,mon>*ia di ,spagna1 sue cause e rem$i4 ,e/a repres5taa se le no fim da ,hi/oria della ,desunione del ,regno di ,portogallo dalla ,corona di ,ca/iglia1 dal ,dottore ,gio4 ,bapt4 ,birago4 ,am/]dam1 #afdg1 #h4o #ge ,te/am5t ,politique1 da ,edia de ,leipsic1 e na daquella de ,p>is #age444 7sic74 #gf ,hi]on4 ,cone/agii 7alguns dizem que ,joa da ,silva ,conde de ,portalegre =a o ,a4 v]dadeyro de/a ,hi/oria7 de ,portugalliae ,ca/ellae ,conjunctione1 ,tom ,,ii1 ,hispan4 ,illu/rat4 ,tradua da ,l+oa ,italiana na ,lat9a1 page #ajff #ajgj4 #gg ,bem se pode consid]> a necessidade da obs]vancia de/as disposio5s4 ,evit> os crimes que sa contra a ,religia1 e que pelas nossas ,ord5ao5s sa ca/igados1 he da obrigaa d ,legislador3 mas ne/e cazo1 s5do el ,rey o ,pay de/a ,educaa da ,nobreza1 deve hav] enta mais effectiva provid5cia2 todos ent5dem e/a mat]ia e os males que resulta da dissolua da ,mocidade2 p]mitte a ,discipl9a ,ecclesia/ica aos ,p>rhocos t]em amas de c9co5ta annos em suas cazas2 e podia a ,escola ,milit> imit> e/a in/ituio3 no livro ,i1 tit4 #id das ,ord54 ,sam obrigados os que tem (ficio de julg> e de escrev] s]em cazados3 e quanto mais s]a obrigados os que ha de gov]n> e ens9> a ,mocidade8 #gh ,no int5to que apr5da os ,educ&os a viv] com o necess>io1 e na hav] di/9a ne/a mat]ia naquella ,escola1 e tabem p>a que apr5da am> a sua patria1 e na fic>em desde m59isse imbebidos que tudo que na he e/rangeyro1 he mao e mal feito4 #gi ,era huma ,ley dos antigos ,reis da ,p]sia e d ,egypto4 ,s de/e modo mo/ra hum patriota que ama a sua patria1 e que faz e/imaa della2 quem assim na = educado nem sab] o que he o bem commum1 nem z obrigao5s com que naceo4 ,e/es dois articulos se obs]va risca na ,escola ,milit> de ,p>is4 #hj ,no collegio ,!reziano de ,vi5na cada educ&o se ve/e como qu]3 a di/9a entre os mesmos ,socios1 todos filhos adoptivos d ,e/udo faz p]d] o objecto da in/ituia4 #ha ,he p>a ex]cit> a ley de/e ,in/ituto1 ,que n+uem ha de viv] por sua vontade1 mas con=me ,ley4 #hb ,o ca/igo que da os quatro ,collegios ,mayores de ,salamanca aos ,novios1 7que todos so ,nobres71 he ord5>lhes que fiquem de p arrimados aos lados das portas dos ,clau/ros1 e s vezes por hum dia enteyro1 a vi/a de todos os que entra e sayem2 e por exp]i5cia se sabe que tem produzido e/e ca/igo admiraveis mudanz nos co/umes4 #hc 444444444,desp]at tractata nitesc]e posse1 rel9quit et quae4 ,horat4 de ,art4 ,poet4 ,v4 #aej4 #hd ,o ,diction>io de ,bluteau1 em tantos volumes em folio1 m]ecia correa de muitos lug>es1 por algum d\to ,portuguez p>a s] v]dadeyram5te util4 #he ,lib4 ,i4 ,hi/ori>um1 p4 #di4 ,ed4 ,franc(4 #hf ,mmoires du ,duc de ,sully4 ,m4 de ,rosny4 #d ,vol4 #d4o ,p>is4 #hg ,hi/oire de l',etat prs5t de l',empire ,ottoman4 ,lib4 ,i4 ,cap4 ,v4 ,p>is1 #afgj1 #h4o #hh ,pag4 #hc4 ,li/a de erros corrigidos ,aqui encontram-se li/ados todos os erros encontrados e corrigidos3 ---------------------------------------- ---------- ,orig9al ,correco ---------------------------------------- ---------- pg4 ,,viii m os mesmos pg4 ,,ix flc> fic> pg4 #cj ,ecclesla/ica ,ecclesia/ica pg4 #cg ,ecelesia/icos ,ecclesia/icos pg4 #acb eons]vaa cons]vaa pg4 #adb quo t9ha que t9ha pg4 #agi conhocem conhecem pg4 #aia aqueilas aquellas pg4 #aii ma mo nota #fg det]m9>-lhe det]m9>-lhe e sal>io o sal>io 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