,digital ,collections7 ,,apontam5tos ,,sobre ,a ,,via ,,de ,,comunica,o ,,d ,,rio ,,madeira ,,pelo ,eng5heiro ,antonio ,reb\z ,,memoria ,,escripta ,,em ,,santiago ,,d ,,*ile ,,em #ahfh1 ,e ,,(f]ecida ,,ao ,,conselheiro ,,felippe ,,lopes ,,netto1 ,,ent,o ,,m9i/ro ,,pl5ipot5ci>io ,,d ,,brasil ,,na ,,bolivia4 ,,rio ,,de ,,janeiro4 ,,typographia ,,nacional4 #ahgj4 ,,adv]t5cia4 ,qu&o1 em #ahfh1 a*&o-me em ,santiago d ,*ile1 empreh5di os e/udos que d]o em resultado a pres5te ,memoria1 t9ha em vi/a requ]] dos gov]nos d ,brasil e da ,bolivia o privilegio p>a a con/ruco e cu/eio de uma e/rada1 transitavel a vehiculos de rodas1 lig&o a navegao d baixo d alto ,madeira e p>a o trafego por meio de vapores d ,mamor1 e ,guapor e dos outros rios dessa regio4 ,esse int5to1 porm1 fru/\-se por causa de meu regresso ao ,brasil em ,abril d mesmo anno e t] seguido logo1 em meiados de ,junho1 p>a a prov9cia d ,p>an a dirigir a explorao de uma e/rada de rodagem com de/9o a ,matto ,grosso1 commisso que tive a felicidade de concluir no fim d anno passado4 ,a*ava-me pois di/rahido inteiram5te de meus planos sobre a via de communicao d rio ,madeira1 qu&o vi publicado o ,decreto de #bj de ,abril d corr5te anno1 conc$5do ao coronel ,george ,e4 ,*ur* o privilegio p>a uma f]ro-via lat]al s ca*oeiras e p>a a navegao a vapor da p>te sup]ior daquelle rio4 ,congratul&o-me por v] em cam9ho de realizao um projecto de tanto alcance politico1 comm]cial e civilisador1 a bem d ,brasil e de uma ,nao viz9ha e amiga1 p>eceu-me no s] inopportuno d> luz da impr5sa uma ,memoria1 onde eu demon/rra os elem5tos com que podia cont> p>a fund>-se e progr$ir a empreza que tomasse a si lev> a effeito a mesma obra4 ,oxal posso os factos confirm> m9has esp]anz sobre to auspiciosa communicao1 a cujo emprez>io1 desejo1 sobejem os meios de executal-a promptam5te4 ,rio de ,janeiro1 #ah de ,julho de #ahgj4--;,antonio ,reb\z ,filho1 ,eng5heiro4 ,i4 ,opportunidade de leval-a a effeito4--,tratado d ,brasil com a ,bolivia--,ab]tura d ,amazonas4--,navegao a vapor no baixo ,madeira at a primeira das ,ca*oeiras4--,falta transpol-z p>a lanar o vapor no alto ,madeira e nos seus afflu5tes navegaveis da ,bolivia e d ,brasil4 ,d\s gr&es acontecim5tos1 desses que fazem poca na hi/oria das naes1 se realizro no decurso d anno de #ahfg1 ambos de influ5cia transc5d5te no s5tido de e/reit> z relaes ami/osas de d\s e/ados sul-am]icanos1 resolv5do z div]g5cias1 que por acaso entre elles exi/issem1 e pr$ispondo a communidade dos int]esses comm]ciaes1 que no e/ado da civilisao actual o mais seguro p5hor da paz e da amizade dos povos e tambem dos gov]nos que a e/es repres5to4 ,um foi o tratado de amizade1 limites1 navegao e comm]cio entre o ,imp]io d ,brasil e a republica da ,bolivia1 celebrado em ,la ,paz aos #bg de ,m>o e def9itivam5te concluido pela troca das ratificaes dos d\s gov]nos a #bb de ,setembro d anno passado2 o outro o decreto d gov]no imp]ial de #g de ,dezembro de #ahff abr9do z aguas d ,amazonas aos navios m]cantes de todas z naes1 o que j se v]ific\ no memoravel dia #g de ,setembro daquelle mesmo anno4 ,coroll>io de to importantes factos s] sem duvida o des5volvim5to rapido das transaces comm]ciaes entre o ,brasil e a ,bolivia1 z quaes1 iniciadas desde muitos annos1 tm sido at hoje peadas em seu increm5to pela b>reira +5te1 que int]cepta a via de communicao natural exi/5te entre os d\s paizes4 ,so z ca*oeiras1 que ob/ruem o curso dos rios ,madeira e ,mamor entre os #h #a_/b e #aa gros de latitude sul1 oppondo difficuldades quasi insup]aveis ao transito d comm]cio da ,bolivia p>a o ,atlantico pelas aguas francam5te navegaveis d baixo ,madeira e d gr&ioso ,amazonas4 ,romp] e/e ob/aculo ou desvial-o1 abrir z portas da va/a bacia d alto ,madeira2 junt> a navegao d imm5so valle d maior dos rios1 cujo tronco se e/5de desde o c5tro d ,p] at o ,oceano1 abrang5do por seus innum]aveis ramos t]ras d ,equador1 da ,colombia1 de ,v5ezuela e d ,brasil1 desde seus conf9s sept5trionaes e occid5taes at o proprio corao1 com a navegao d ,mamor e seus afflu5tes1 que de um lado tambem se int]na no t]ritorio brasileiro at encontr> na s]ra dos ,p>ecis z v]t5tes d rio ,p>aguay1 e d'outro irradia em div]sas direces at s enco/as1 e inda alm at aos cumes dos ,&es1 reg&o com placida corr5te z dilatadas planicies da p>te mais rica da ,bolivia2 f9alm5te1 complet> praticam5te o gr&e p5sam5to de paz e de unio int]nacional1 ha p\co =mulado e consagrado no ref]ido tratado de navegao e comm]cio e no decreto da ab]tura d ,amazonas4 ,desde muito o gov]no e o povo da ,bolivia miro a navegao a vapor dos tribut>ios d ,alto ,madeira e a communicao facil d'ahi com o ,atlantico como uma necessidade indecl9avel d progresso moral e mat]ial da republica e como a base da prosp]idade futura de suas f]teis prov9cias d ,ori5te4 ,j nos f9s d seculo passado1 em #agib1 qu&o a9da dom9ava o regim5 colonial1 o sabio naturali/a ,tadeu ,ha5ke1 apres5t\ ao gov]no hespanhol o projecto de naveg> os rios da ,bolivia4 ,em #ahcc1 o gov]no da republica in/ituia premios p>a os primeiros b>cos a vapor que sulcassem seus rios2 em #ahdc e #ahea1 o congresso autorisava o pod] executivo a desp5d] at a somma de #bjj4jjj pesos nos s]vios conc]n5tes mesma navegao e em #ahec1 decl>&o-a livre ao comm]cio e aos navios de todas z naes1 r5ovava a (f]ta de premios aos que primeiro a empreh5dessem1 accresc5do a i/o l>gas concesses de t]ras4 ,a op9io publica1 manife/ada qur na impr5sa p]iodica e nos escriptos dos hom5s mais illu/rados da ,bolivia1 qur por meio de obras praticas1 tem sempre acompanhado ne/e assumpto s vi/as d gov]no4 ,assim que no falto memorias e outras publicaes demon/r&o z innum]as vantag5s da communicao d ,madeira e muitas exploraes e at alguns trabalhos de con/ruco ho sido executados tanto nos rios que della fazem p>te1 como nas vias t]re/res que a elles conduzem4 ,te/emunho-n'o1 entre muitos outros factos1 z exploraes d naturali/a francez ,alcide d',orbigny1 patroc9adas pelo gov]no da ,bolivia2 z d p>o*o de ,exaltacion1 ,dr4 ,d4 ,ramon ,eu/aquio ,duran e de ,d4 ,jos ,agu/9 ,palacios1 gov]nador de ,mojos1 que ambos navegro z ca*oeiras d ,madeira2 a t5tativa d cidado ,tudela p>a abrir um cam9ho breve de ,co*abamba ao ,b5i e rec5tem5te1 em #ahfd1 os trabalhos da companhia ,secur1 a fim de realiz> o mesmo objecto lig&o aquella capital s m>g5s d afflu5te d ,mamor1 cujo nome a soci$ade tom\4 ,e/es p\cos factos ba/o p>a prov> que a ida da utilisao effectiva da via d ,madeira tem sido a aspirao con/ante da ,bolivia desde os primeiros annos de sua indep5d5cia e p>ece indubitavel que1 se o vapor j no cursa hoje z aguas de seus rios1 porque s]ia quasi impossivel transportal-o sub9do z #ag arriscadas ca*oeiras1 que os sep>o das aguas accessiveis d baixo ,madeira4 ,de sua p>te o ,brasil1 de alguns annos a e/a p>te1 no tem p\pado trabalho e capital a fim de *eg> realizao da mesma ida4 ,desde #ahea que a companhia d ,amazonas1 g5]osam5te subv5cionada pelo gov]no imp]ial1 p]corre z aguas d maximo rio1 cruz&o em seu trajecto a embocadura d ,madeira4 ,em #ahfd1 o eng5heiro ,j4 ,m4 da ,silva ,c\t9ho *eg\ em um vapor brasileiro ao p da ca*oeira de ,santo ,antonio e dahi1 emb>cado em ca1 explor\ na subida e na descida e/e e todos os outros empecilhos que se succ$em at *eg> ao de ,guaj>amirim no rio ,mamor4 ,no anno proximo f9do1 por decreto de #bb de ,junho1 o gov]no imp]ial subv5cion\ a uma companhia que se prope e/abelec] uma l9ha regul> de vapores no baixo ,madeira at quella primeira ca*oeira#a1 e quasi ao mesmo tempo m&ava uma exp$io sci5tifica1 dirigida por d\s di/9ctos eng5heiros1 no intuito de av]igu>1 por meio de m$ies hydrographicas exactas1 a possibilidade de canalis> a seco das ca*oeiras1 ou1 em caso negativo1 de abrir-lhes um desvio por t]ra4 #a ,e/amos sci5tes pelos ultimos jornaes d ,brasil que o ,sr4 ,brito e ,amorim1 concession>io de/a navegao1 j conseguiu reunir na praa d ,p> o capital necess>io mesma empreza4 ,ha pois1 tanto na ,bolivia como no ,brasil1 o mais vivo emp5ho de communic>-se facil e effectivam5te pela via d ,madeira1 e a9da que l5tam5te1 a execuo de/a empreza vai cam9h&o a seu desejado fim4 ,os successos d anno de #ahfg t5dem sobretudo a imprimir-lhe mais vitalidade4 ,a politica e a diplomacia a e/ipulro por actos solemnes e a iniciativa individual1 auxiliada pelo gov]no d ,brasil1 promette que em breve o vapor p]corr] todo o baixo ,madeira e aport> junto ao degro inf]ior da regio das ca*oeiras4 ,conseguido i/o1 re/> sm5te franqueal-z artificialm5te por agua ou por t]ra1 a fim de ir tambem lanar o pod]oso motor nas aguas sup]iores d ,madeira4 ,e/a a obra1 que cumpre atac> com vigor desde logo1 no deix&o escap> a opportunidade pres5te em que acontecim5tos div]sos p>ecem promovel-a e apressal-a4 ,a utilidade1 que della result> no s5tido de cre> e des5volv] a indu/ria e o comm]cio nos paizes a que vai s]vir1 inconte/avel4 ,no ha que discutil-a quanto a seus effeitos sociaes e civilisadores4 ,falta sm5te apres5tal-a por sua face pratica1 propagal-a como empreza lucrativa1 revel> suas vantag5s economicas1 demon/r> sua exequibilidade imm$iata e attrahir sobre ella a att5o de empreh5d$ores e capitali/as4 sob tal ponto de vi/a que ne/es apontam5tos nos propomos e/udal-a1 po/o que baldos de in=maes suffici5tes e conscios de nossa incapacidade p>a pre5*] a t>efa que empreh5demos como conviria importancia subida d assumpto4 ,,ii4 ,idz g]aes sobre a bacia d rio ,madeira4--,seu curso e seus afflu5tes4--,rio ,mamor1 rio ,gr&e ou ,guapay4--,piray4--,*ap>4--,secur4--,gua por ou ,it5ez4--,b5i4--,situao e comprim5to da e/rada das ,ca*oeiras4 ,a torr5te1 que baixa d nevado de ,*acaltaya e corta a cidade de ,la ,paz1 a mais populosa e importante da ,bolivia1 uma das nasc5tes mais remotas d ,moset5es1 cujo nome se troca pelo de ,b5i desde o salto de ,ictama#b4 ,na propria cidade de ,co*abamba e em suas viz9hanz se encontro v>ios cursos d'agua1 que por duas vias diff]5tes vo despej> ao rio ,mamor1 cujo prolongam5to o ,madeira4 ,de um lado so z nasc5tes d ,p>acti e d ,colomi1 que so ambos afflu5tes pr9cipaes d ,*ap> ou rio de ,s4 ,ma!us2 d outro lado o rio ,ro*a1 que tambem tem o nome de ,sacaba1 e um dos num]osos tribut>ios d ,calauta1 conflu5te d rio ,gr&e de ,*ayanta1 que mais abaixo se *ama simplesm5te rio ,gr&e ou ,guapay e o brao mais caudaloso d rio ,mamor4 #b ,e/es e os segu9tes dados so1 em g]al1 extrahidos da excell5te obra--,bosquejo e/adi/ico de ,bolivia--por ,jos ,m>ia ,dal5ce4 ,*uquisaca1 #ahea4 ,a cidade de ,sucre ou ,*uquisaca e/ situada na ramificao dos ,&es1 que frma na ,bolivia o divortium aqu>um entre o ,amazonas e o ,prata4 ,assim z aguas1 que a banho1 de um lado se dirigem p>a o ,sul pelo alveo d rio ,pilcomayo1 emquanto que d outro fluem p>a o j citado ,guapay ou rio ,gr&e4 ,emfim1 a cidade brasileira de ,mato ,grosso1 antiga capital da capitania1 hoje prov9cia d mesmo nome1 demora s m>g5s d ,guapor ou ,it5ez1 o mais pod]oso dos afflu5tes d ,madeira1 que proc$em das b&as d ori5te1 pr9cipalm5te da famosa s]ra dos ,p>ecis1 onde se entrelao tantos rios que engrosso z aguas d ,amazonas e d ,prata4 ,o ,b5i1 o ,*ap>1 o ,guapay e o ,guapor so os ramos mais importantes1 que compem o volumoso tronco1 que toma o nome de ,mamor desde a conflu5cia d ,*ap> com o ,guapay2 recebe o de ,madeira qu&o se lhe junta o ,b5i1 e o cons]va at que desemboca no ,amazonas com um cab$al de aguas tamanho1 que o classifica como um de seus maiores afflu5tes1 s5o o maior4 ,assim em long9quas orig5s de seu curso o ,madeira rega z tres cidades mais consid]aveis da ,bolivia1 assim como de mais valor que o ,brasil possue em sua fronteira desse lado4 ,o ,guapay ou rio ,gr&e1 tronco pr9cipal d ,mamor1 se torna um rio notavel desde que se reune o ,calauta1 que vem de ,co*abamba1 ao rio gr&e de ,*ayanta4 ,nessa p>agem1 que se a*a proximam5te aos #ai de latitude1 entre o povo de ,uric>i e o de ,poroma1 tem como #c ps ou c]ca de #a metro de pr(undidade#c4 #c ,o p usado na ,bolivia igual a um t]o de v>a4 ,e/a s5do igual a #jm1#hcei1 o dito p vale #jm1#bgh4 ,o p +lez equival5te a #jm1#cjdh4 ,o p portuguez tem #a #a_/b palmos ou #jm1#cc1 con=me o valor de #jm1#bb1 adoptado como o padro d palmo4 com pequ5a diff]5a igual ao p francez1 que tem #jm1#cbd4 ,em g]al se pde tom> approximadam5te o metro por #c ps4 ,contada dahi at foz no ,amazonas1 a navegao da art]ia mi d ,madeira abraaria mais de #ijj leguas4 ,o rio1 que a pr9cipio seguia o rumo de norte a sul1 na dita latitude e na longitude de #fh ,o4 de ,p>is1 p\co mais ou m5os1 dirige-se p>a le/e em l9ha quasi recta1 co/e&o o gr&e esporo dos ,&es1 cujas contrav]t5tes do p>a o ,pilcomayo4 ,*ega assim aos #fj de longitude1 p]to de ,abap1 onde se lhe incorpora o caudaloso rio ,az]o1 e livre j dos ob/aculos da ,cordilheira torce de rep5te p>a norte1 cujo rumo em g]al cons]va p>a diante nas innum]aveis s9uosidades de seu leito4 ,antes de receb] o ,az]o1 j tem o ,guapay duas v>as ou #am1#ff de pr(undidade1 e1 a9da que seja p\co conhecida sua navegabilidade ne/es lug>es1 ha quem assegure que elle no tem empecilho algum1 pois colloco no rio ,az]o uma ca*oeira que con/a por ahi exi/ir4 ,passa o rio ,gr&e ou ,guapay a #aj leguas de ,santa ,cruz de la ,si]ra1 a cidade campe/re1 como a appellida d',orbiguy1 int]essante capital d dep>tam5to de igual nome2 e mais abaixo recolhe pela m>gem esqu]da z aguas d rio ,piray1 que banha os arrebaldes da mesma cidade e navegado at c]ca de #cj leguas a jusante della1 em um porto *amado ,cuatro-,ojos4 depois de receb] o ,piray que alguns geographos do ao ,guapay o nome de ,s>a1 que gu>da at se lhe reunir o ,*ap>1 que1 receb5do p]to da boca um rio d5om9ado ,mamore*ico ou ,mamor#d1 transmitte e/e nome ao ,s>a1 antes ,guapay ou rio ,gr&e4 #d ,mamor significa em l+ua indig5a mi dos hom5s4 ,o rio recebeu e/e nome porque em sua fonte ha um ro*$o pyramidal =mado de tres p$ras sobrepo/as1 que se erguem altura de mais de #bj metros1 e coroado por uma gigantesca arvore de qu9a4 ,e/e ro*$o adorado pelos indios dessas p>ag5s1 porque cr5a entre elles que devem sua origem aos amores dessa p$ra com um tigre das selvas4--,podia julg>-se1 acresc5ta o autor de quem copiamos e/as l9has1 que semelhante origem devia tel-os feito selvag5s e f]ozes3 so ao contr>io meigos1 humildes e s]viaes4 7,favre--,apuntes sobre la navegacion de los rios de ,boliyia4 ,co*abamba4 #aheh74 ,o ,*ap> digno de m5o no tanto pelo avultado cab$al de suas aguas como pela navegao franca que (f]ece qur em seu proprio curso1 qur no de seus num]osos tribut>ios1 entre outros o ,mamor *ico1 o ,*imor e o ,coni4 ,traz5do1 como fic\ dito1 suas nasc5tes dos arr$ores de ,co*abamba1 tem a #ce leguas#e de/a cidade o porto de ,v9*uta1 junto embocadura d ,coni1 d'onde possivel naveg> a vapor at a sua foz no ,mamor2 pois ne/e espao1 que regul> em #bjj milhas#f1 o rio nunca tem m5os de #b metros 7#f ps7 de fundo nem corr5teza sup]ior a de #a #a_/b milhas por hora ou #j1gg metros por segundo4 #e ,alguns autores que consultamos dizem s] de #cj leguas a di/ancia de ,co*abamba a ,v9*uta2 outros fazem-n'a de #dj4 ,decidimo-nos pela m$ia dos d\s alg>ismos1 approxim&o-nos muito da op9io de ,gibbon1 que attribue #cd leguas ao mesmo cam9ho4 #f ,z di/ancias em milhas que citamos so extrahidas da obra de ,gibbon ou fundadas no seu mappa4 ,suppomos s] a milha m>itima de #fj ao gro1 equival5te a um t]o de legua de #bj ao gro e a #a4heb metros4 ,e/a legua tem pois #e4eef metros e p\co diff]5te da boliviana1 que igual a #e4efd metros4 ,no rio ,gr&e ou ,guapay o mesmo sy/ema de navegao talvez possa1 na e/ao das aguas1 comear desde muito arriba no seu curso2 e no duvidoso que alcanar ao lug> *amado ,paylas1 situado mais ou m5os fronteiro a ,santa ,cruz4 ,dahi p>a baixo a navegao s]ia desimp$ida em todo o anno1 se na secca no se =masse um rapido ou uma ca*oeira1 que difficulta a subida alm de um porto conhecido pelo nome de ,bivosi4 ,entre e/e e a foz d ,*ap> no con/a que o ,guapay t5ha empecilhos e dessa foz at ,tr9idad1 capital d dep>tam5to d ,b5i1 foi av]iguado por ,gibbon que a pr(undidade d'agua na secca nunca inf]ior a #g metros1 #ba ps1 e a corr5teza por hora no passa de #a_/b milha4 ,prosegu9do em condies de pre/> transito a vapores sem necessidade de obras d'arte1 o ,mamor passa p]to de ,exaltacion1 outra cidade d ,b5i1 e cada vez com mais fundo e corr5te m5os rapida1 *ega conflu5cia d ,guapor ou ,it5ez1 proximam5te a #abj milhas da cidade de ,tr9idad4 ,e/e ultimo rio1 que reune a maior massa1 que engrossa o ,mamor pela m>gem d ,ori5te1 =mado pelo concurso de muitos mananciaes que descem da s]ra dos ,p>ecis1 com outros que provm da de ,aguapehy e das v]t5tes e lagz da prov9cia de ,*iquitos4 ,t5do1 porm1 z fontes de seu tronco pr9cipal na s]ra dos ,p>ecis1 aos #ado #db' de latitude e a #b leguas das d ,juruema1 brao importante d rio ,tapajoz1 outro gr&e afflu5te d maximo ,amazonas1 o ,guapor1 se precipita pelas enco/as das montanhas1 d'onde se orig9a1 em saltos a ca*oeiras repetidas1 que no faculto s5o mui emb>aada navegao at cidade de ,mato ,grosso4 ,corre primeiro a ,,s at os #aeo1 #aj' de latitude1 segu9do p>allelo ao curso d ,jaur1 tribut>io d rio ,p>aguay1 e depois volta bruscam5te torn&o o rumo de norde/e1 que cons]va at desemboc> no ,mamor1 aos #aao #ed' #df de latitude #fho #a' #cj de longitude oe/e de ,p>is4 ,seus conflu5tes mais notaveis so na m>gem direita o ,s>> e o ,gal]a2 e na esqu]da o ,b>bados1 o ,v]de1 o ,branco ou ,baures e o caudaloso ,magdal5a ou ,itonama4 pelo rio ,b>bados e seu afflu5te1 o rio ,alegre1 que cruza z nasc5tes com o ,aguapehy1 tribut>io d ,jaur1 que o d ,p>aguay1 que s] possivel e/abelec] o mais curto canal de unio entre z aguas d ,amazonas e d ,prata1 cort&o o i/hmo que sep>a o ,alegre e o ,aguapehy e que se e/reita a ponto de r$uzir-se l>gura de #e4bhj metros ou #b4djj braz d ,brasil4 ,o ,guapor1 desde a povoao de ,mato ,grosso at a sua boca1 na ext5so de #bje leguas#g1 no tem saltos nem gr&es ca*oeiras1 mas sm5te alguns ro*$os e muitos baixios1 e/es produzidos pelo excessivo espraiam5to d seu alveo e que no tempo da secca no p]mittem *eg> quella cidade emb>caes de mais de #a metro ou tres ps de calado4 #g ,e/a di/ancia tirada d roteiro da commisso portugueza de limites1 que curs\ o ,madeira e seus afflu5tes nos annos de #aghj e segu9tes4 ,si a legua de/a m$io no fr a m>itima de #bj ao gro1 deve s] a de #ag #a_/b ao gro1 que p>ece foi a e/ipulada nos tratados de ento entre ,portugal e ,hespanha4 ,na en*5te porm1 que se eleva de #aj metros ou #cj ps1 como no ha corr5tezas =tes1 navios de maior porte e movidos a vapor at l pod]o ir2 e suppe-se que em qualqu] tempo naveg>io sem e/orvo1 pelo m5os at o =te d ,pr9cipe da ,beira e mesmo talvez1 segundo outra op9io1 at defronte das s]ranias de ,s4 ,c>los1 a #gj leguas proximam5te a jusante da dita cidade de ,mato ,grosso4 ,depois de receb] o ,guapor a9da corre o ,mamor sem emb>ao algum por espao de #bf leguas1 no fim das quaes apres5ta-se a corr$eira de ,guaj>amirim1 o primeiro da longa s]ie de ob/aculos1 que int]rompem a cont9uidade da navegao entre o alto e o baixo ,madeira4 ,at ao ponto em que o ,mamor1 assob]bado com z aguas d ,b5i1 adopta o nome de ,madeira1 elle contm1 n'uma di/ancia de #ah leguas1 #e ca*oeiras1 d5om9adas na ordem da descida ,guaj>amirim1 ,guaj>aass1 ,bananeiras1 ,po ,gr&e e ,lag5s4 ,o ,b5i1 que como vimos1 vai busc> sua origem dos picos nevados viz9hos de ,la ,paz1 ou mais longe a9da1 con=me affirma ,dal5ce1 de p]to de ,oruro nos altos de ,pongo e ,calliquiri1 aos #aho de latitude1 se une ao ,mamor aos #ajo1 #bb'1 #cj1 t5do ento a l>gura de #fdj metros e a pr(undidade de #ahm ou #ed ps 7,gibbon74 ,con/a que seu curso ob/ruido por muitos bancos1 saltos e ca*oeiras1 dos quaes so nomeados o salto de ,ictama1 onde o ,b5i deixa de *am>-se ,moset5es1 e d\s que se encontro a p\cas leguas acima da conflu5cia com o ,mamor1 o ,salto de ,yata e a ,ca*oeira de ,borda1 to temiveis que imp$iro o passo exp$io d boliviano ,d4 ,agu/9 ,palacios1 qu&o em #ahdf pret5deu subil-os p>a explor> o mesmo ,b5i4 sabido1 porm1 que os indios de suas m>g5s viajo-n'o em balsas desde o ,povo de ,reyes e outros muito arriba no seu curso1 e diz-se no s] impossivel lev> a navegao pelo seu ramo1 o rio ,coroico1 at o lug> de/e nome1 p\co di/ante da cidade de la ,paz4 ,falto1 comtudo1 dados exactos sobre a navegabilidade d rio ,b5i1 que at hoje c>ece de uma explorao sci5tifica4 ,o ,madeira1 ao =m>-se pela junco d ,b5i ao ,mamor1 tem a l>gura de uma milha ou #a4heb metros e pr(undidade que att+e a mais de #cj4 ,prosegue a9da ao rumo de norte1 em que v9ha o ,mamor1 e no corre gr&e tre*o antes de desp5h>-se em uma ca*oeira1 que leva seu proprio nome e d pr9cipio s]ie das #ab1 encadeadas por espao de #fe leguas 7de #bj ao gro7 at alcanar z aguas placidas d baixo ,madeira1 que sem mais tropeo algum conduzem ao ,amazonas e dahi ao ,oceano4 ,os #ab degros1 que int]cepto o leito d ,madeira =m&o outros tantos ob/aculos1 so conhecidos pelos segu9tes nomes de cima p>a baixo3 ,madeira1 ,mis]icordia1 ,ribeiro1 ,ar>as1 ,p$]neiras1 ,p>$o1 ,tres ,irmos1 ,giru1 ,caldeiro d ,inf]no1 ,morr9hos1 ,salto ,!otonio e ,santo ,antonio1 d'entre os quaes os de passagem mais difficultosa so os saltos ,ribeiro1 ,giru e ,!otonio4 ,gibbon avalia em #bej milhas a di/ancia occupada tanto por e/es impecilhos como pelos d rio ,mamor e nota que na p>te correspond5te os d\s rios descrevem uma curva1 que tem a concavidade voltada p>a le/e e cujos ramos1 um m$e #aij milhas em rumo g]al de norte1 desde ,guajamirim at s imm$iaes da ca*oeira das ,p$]neiras1 ou melhor at ponta d ,abuna1 como d5om9>o os geographos portuguezes e/e ponto1 um dos mais occid5taes d t]ritorio brasileiro2 e o outro ramo tem #aej milhas dahi ca*oeira de ,santo ,antonio1 em rumo de ,,ene4 ,a l9ha recta1 que frma a corda da mesma curva1 se e/5de toda em t]ras d ,imp]io e m$e proximam5te #ahj milhas de ext5so1 segu9do a direco de ,,ne--,,s4 ,desde o p da ca*oeira de ,santo ,antonio1 que se entra na regio d baixo ,madeira1 o qual se des5volve por #agj leguas mais ou m5os1 sempre com gr&e fundo e velocidade de aguas muito mod]ada1 at que desemboca no ,amazonas1 na latitude de #co #bc' #dc e longitude de #fao #cg' #ee1 ,o de ,p>is e na di/ancia approximada de #bgj leguas d ,atlantico1 pelo canal d gr&ioso rio4 ,portanto1 o unico ob/aculo que se oppe communicao d ,oceano com o va/o paiz banhado pelo ,mamor e seus tribut>ios1 o qual se pde design> como a bacia d alto ,madeira1 so z #ag ca*oeiras1 que se succ$em no espao de #bej milhas1 desde a de ,guaj>amirim no ,mamor ate de ,santo ,antonio no ,madeira4 ,no re/a duvida que ellas int]pe uma b>reira inv5civel a qualqu] g5]o de navegao regul>2 pois assim no se pde qualific> a que hoje atravez dellas tem lug>1 corr5do innum]os riscos e pesadissimos trabalhos1 desc>reg&o a cada passo z emb>caes e lev&o z c>gas por t]ra e por vezes arra/&o os proprios vehiculos por cam9hos m>g9aes em longos tre*os4 ,p>a d> ida das contr>i$ades que encontra e/a viagem1 ba/a m5cion> que z cz de comm]cio ga/o at #e mezes em subir z ca*oeiras1 entretanto que a descida se pde realiz> em #ab dias1 como a fez ,gibbon1 e at em #g #a_/b como aconteceu ao eng5heiro brasileiro ,c\t9ho4 ,a explorao pr(issional1 que ora devem e/> lev&o a effeito por ordem d gov]no imp]ial os illu/rados eng5heiros ,kell]1 resolv] com dados positivos--si essas ca*oeiras podem s] canalisadas p>a pre/> navegao desimp$ida1 quaes z obras necess>ias a e/e effeito e emquanto import>4 vi/a1 porm1 das noticias de exp$ies ant]iores1 desde a da commisso portugueza dem>cadora dos limites de #aggg at s mod]nas d boliviano ,palacios1 d norte-am]icano ,gibbon e d brasileiro ,c\t9ho1 nada ha de tem]>io em assegur> que a canalisao das ca*oeiras d ,madeira1 sem s] um projecto inexequivel1 obra de tal magnitude e por consegu9te exigir to enormes capitaes1 que no p>a s] t5tada no pres5te1 nem e/ em relao com a gr&eza dos int]esses1 que por meio della se pret5de promov]4 ,p>a suppril-a de prompto e qui prep>> z c\sas p>a sua futura execuo1 a op9io g]al prop5de p>a uma outra empreza1 que evit> a travessia das ca*oeiras em vez de removel-z1 s5do mais realisavel por s] m5os cu/osa4 a de abrir uma via t]re/re desde ,santo ,antonio at ,guaj>amirim1 segu9do mais ou m5os a corda d arco que descreve o rio1 cujo comprim5to ,gibbon avali\ em #ahj milhas i/o 1 #fj leguas de #bj ao gro#h4 ,e/a e/rada1 que toda fic> em t]ritorio d ,brasil1 tem segundo o mesmo viajante todas z probabilidades de p]corr] um t]r5o livre de inundaes1 sem s] muito accid5tado4 #h ,o di/9cto eng5heiro ,c\t9ho e com elle o ,dr4 ,tav>es ,ba/os e outros illu/res brasileiros1 que mod]nam5te se ho occupado da communicao d ,madeira1 do mesma l9ha o comprim5to de #ej leguas4 ,a diff]5a de/e num]o p>a o que apres5tamos e que em diante adopt>emos1 provm da especie de legua consid]ada4 ,assim a ext5so de #ahj milhas1 r$uzida a leguas de #bj ao gro ou de #e4eee metros1 produz #fj leguas2 s de #ah ao gro ou de #f4agc metros sm5te #ed e s de #c4jjj braz ou #f4fjj metros ap5as #ej4 ,sem duvida o eng5heiro ,c\t9ho consid]\ z leguas de/a ultima especie1 que so z mais usuaes no ,brasil4 ,se no o seguimos ne/a p>te1 porque adopt&o a legua de #e4eee metros r$uzimos facilm5te z m$ies de ,gibbon1 avaliadas em milhas m>itimas1 e sobretudo porque1 ref]9do-nos frequ5tem5te aos roteiros da ,bolivia1 era a que mais conv9ha por s] a de valor mais aproximado ao da boliviana1 que como j foi dito tem #e4efd metros4 ,os que fazem a e/rada das ca*oeiras sm5te de #cb leguas1 provavelm5te suppem-n'a come&o no de ,guaj>amirim1 mas da boca d ,b5i1 cons]v&o a navegao das #ah leguas d ,mamor1 onde ha c9co ca*oeiras4 por tal meio que nos p>ece se devem unir os valles d alto e d baixo ,madeira1 abr9do assim cam9ho franco ao comm]cio da ,bolivia com o ,atlantico pelas aguas d ,amazonas4 ,conjunctam5te com o b5eficio de/a e/rada1 o vapor sulc> z aguas d ,mamor e de suas gr&es ramificaes1 e aproveit&o-se da navegabilidade que e/es rios (f]ecem nas ext5sas planicies de ,mojos1 ,santa ,cruz e ,*iquitos1 irradi> em todos os s5tidos e ir fecund> com a indu/ria e com o comm]cio a um va/o paiz1 que p>a des5volv]-se e prosp]> sm5te agu>da a possibilidade de export> o seus productos4 a ext5so d seu t]ritorio1 sua populao e seu comm]cio e os recursos que contem em si o que revi/>emos em seguida1 a fim de d$uzir os elem5tos com que se pde cont> p>a retribuir os capitaes necess>ios empreza de torn> regul>es e exp$itos os transportes por toda a via d ,madeira4 ,,iii4 ,regio boliviana da bacia d ,madeira4--,sua ext5so e populao4--,condies de seu comm]cio4--,e/ado pres5te4--,conjecturas sobre seu futuro4--,cont+5te d ,brasil p>a o trafego da via d ,madeira4 ,o sy/ema orologico da ,bolivia divide physicam5te o seu t]ritorio em quatro gr&es regies1 cada uma das quaes v]te z aguas que z rego com de/9o dif]5te3 #a4o ,a regio situada ao occid5te da ,cordilheira dos ,&es1 a qual z despeja no oceano ,pacifico4 #b4o ,a regio da elevada altiplanicie entre z duas ramificaes da mesma ,cordilheira1 que quasi toda desagua no lago ,titicaca1 o qual--na op9io dos naturali/as mais seguida--no tem sahida nem p>a o ,pacifico nem p>a o ,atlantico4 #c4o ,a regio da bacia d ,madeira1 que occupa o norde/e da republica1 compreh5d5do um imm5so t]ritorio desde z v]t5tes da ,cordilheira ,ori5tal e de seus ramos1 que ao norte sep>o e/a bacia da d ,purs e ao sul da d ,pilcomayo1 at z fronteiras d ,brasil e l9ha das contra v]t5tes d rio ,p>aguay4 #d4o ,emfim a regio da bacia d ,prata1 que em sua maior p>te fica ao sul da prec$5te em posio symetrica1 regada por afflu5tes d ,pilcomayo e d ,v]mejo e qual tambem p]t5ce a zona da extrema ori5tal da ,bolivia1 que contm o rio ,otuquis e desl9da com o ,brasil pela srie de lagz1 que acompanho a m>gem direita d rio ,p>aguay4 ,se uma v]dade irrecusavel1 como os factos sempre comprovo1 que z corr5tes d'agua so z directrizes naturaes de quaesqu] vias de communicao1 se so ellas que aponto a v]$a das e/radas e dos cam9hos t]re/res1 assim como a dos canaes artificiaes1 qu&o em seu proprio alveo no pre/o navegao ou sem auxilio d trabalho d homem ou com elle1 z sahidas d comm]cio da ,bolivia e/o de antemo designadas pelo curso de seus rios4 ,z da regio das v]t5tes d ,pacifico devem s] os portos de ,arica1 ,cobija e outros da co/a de/e m>4 ,z da bacia d ,madeira os portos d ,b5i1 d ,*ap>1 d ,guapay1 d ,mamor1 d ,guapor e de seus respectivos afflu5tes1 d'onde z m]cadorias segu9do a corr5teza das aguas *eg> ao ,atlantico1 atravs d ,madeira e d ,amazonas4 ,os productos da bacia d ,prata busc> os portos d ,otuquis1 d ,p>aguay1 d ,pilcomayo e d ,v]mejo1 por cujos canaes se encam9h> p>a a art]ia pr9cipal d ,prata1 que tambem os lev> ao ,atlantico4 ,quanto bacia d lago ,titicaca1 ella s] uma especie de t]ritorio neutro1 cujo comm]cio se di/ribuir p>te p>a o ,pacifico e p>te p>a o ,atlantico1 como o det]m9e a lei economica dos fretes4 ,consid]&o p>ticul>m5te a regio boliviana da bacia d ,madeira1 nota-se que a mais va/a e importante das quatro em que a natureza dividio essa republica4 ,de facto ella compreh5de os dep>tam5tos de ,co*abamba1 d ,b5i e de ,santa ,cruz em sua integridade e uma boa p>te dos de ,la ,paz e ,*uquisaca4 ,seu p]imetro d lado occid5tal abrange z tres capitaes mais ricas e populosas da ,bolivia2 e duas outras de gr&e porvir1 ,santa ,cruz e ,tr9idad1 a*o-se em posies mui favoraveis p>a colh]em gr&es vantag5s da navegao effectiva da r$e fluvial d ,madeira4 ,calcula-se que a regio de que se trata m$e #bgj leguas de norte a sul e #aaj de le/e a oe/e1 naquella direco desde os conf9s da altiplanicie dos ,&es at s fronteiras d ,brasil1 ne/a desde z s]ranias1 que dividem o valle d ,madeira d d ,purs1 at s que fazem o mesmo effeito p>a o d ,pilcomayo4 ,a sup]ficie que lhe p]t5ce se e/ima em mais de #bj4jjj leguas quadradas1 quasi metade da da ,bolivia inteira1 avaliada em #ec4bjj4 ,em #ahfd1 a populao total da republica era computada em #b4aee4cbi habitantes#i4 ,de/es #ehd4iad p]t5cio aos tres dep>tam5tos de ,co*abamba1 d ,b5i e de ,santa ,cruz1 cab5do #cgi4ghc ao primeiro1 ao segundo #fj4ddg e ao t]ceiro #add4fhd4 ,o dep>tam5to de ,la ,paz por si s cont9ha #eai4dfe habitantes e o de ,*uquisaca #aic4abd4 #i ,e/ractos d--,guia ,g]al de ,rck--,sucre--#ahfe4 ,d&o que sm5te um t]o da povoao de cada um de/es dep>tam5tos viva na bacia d ,madeira1 s]o mais #bcj4jjj almas pelo m5os a acresc5t> somma daquelles tres dep>tam5tos1 result&o um total de mais de #hjj4jjj p>a o num]o dos habitantes da ,bolivia exi/5tes na regio dessa bacia4 ,z circum/ancias especiaes1 em que se a*a e/e paiz1 torno difficil s5o impossivel comput> com exactido a gr&eza d comm]cio1 que elle pde entret] com o ext]ior4 ,segregada por longas e invias di/ancias das transaces com os outros povos1 a mr p>te de sua populao vive quasi exclusivam5te de sua propria indu/ria1 p]mut&o mui p\co com o e/rangeiro4 ,um tal e/ado de c\sas1 porm1 no pde s]vir de norma p>a o futuro4 ,elle a consequ5cia da difficuldade das communicaes1 orig9ada sobretudo pelo ob/aculo =midavel das ca*oeiras d ,madeira1 que1 c]r&o o cam9ho natural de/a regio p>a o ,atlantico1 obriga seus habitantes a comm]ci> a gr&e cu/o pela co/a d ,pacifico1 v5c5do enormes di/ancias1 aggravadas demais pela trabalhosa travessia de duas cordilheiras e seus frequ5tes ramaes1 na qual sah9do de climas tropicaes se galga altitude das neves p]petuas p>a depois baix> aos portos daquella co/a1 d'onde p>a *eg> aos emporios d comm]cio d mundo a9da necess>io naveg> quasi at o polo au/ral1 a fim de effectu> a volta d cont95te sul am]icano pelo torm5toso cabo de ,horn4 ,qu&o1 porm1 se desemb>aar a via directa p>a o ,atlantico1 segu9do z aguas d ,madeira e d ,amazonas1 uma nova ra pr9cipi> p>a a ,bolivia ori5tal1 cujo trafego com o int]ior1 mud&o de direco1 s(fr] uma revoluo ess5cial1 que1 reproduz9do a phrase de um di/9cto escriptor mod]no#aj1 s] lhe ha to importante e b5efica3 como a que no comm]cio d mundo op]\ a descob]ta da passagem p>a z ,indias pelo ,cabo da ,boa ,esp]ana ou a que ha de faz] no seculo actual a navegao directa pelo i/hmo de ,suez e o ,m> ,v]melho4 #aj ,o ,dr4 ,a4 ,c4 ,tav>es ,ba/os em sua excell5te obra--,o valle d ,amazonas4--,rio de ,janeiro4--#ahff4 ,ento a produco desse paiz1 que hoje se r$uz ao consumo dos proprios habitantes1 d> abundantes sobras que s]o levadas aos m]cados e/rangeiros1 d'onde em retorno vir z manufacturas da indu/ria a mais ap]feioada1 que alli *eg> por to baixo preo que z grosseiras d paiz no pod]o com ellas competir4 ,conhecidas z vantag5s da p]muta int]ior1 habituados os individuos s commodidades que ella proporciona1 creadas todas z necessidades de uma civilisao mais ref9ada1 cresc5do a produco conjuntam5te com o consumo1 no ha duvid> que o movim5to comm]cial augm5t> progressivam5te em avultada proporo tir&o p>tido da f]acidade prov]bial de/as t]ras dotadas dos mais v>iados fructos1 correspond5tes aos diff]5tes climas que nellas se encontro1 desde o gelido das ,punas at o mais calido da zona int]tropical4 ,assim os dep>tam5tos de ,co*abamba1 ,*uquisaca e ,la ,paz1 em suas prov9cias que gozo de um clima temp]ado1 pod]o export> os c]eaes e os fructos proprios d mesmo clima1 os quaes sem irem mais longe1 a*> consummidores em todo o valle d ,amazonas e no norte d ,brasil2 entretanto que d ,b5i e d ,santa ,cruz sahir p>a os m]cados da ,europa e de ,norte-,am]ica o caf1 o algodo1 o caco1 o fumo e os demais artigos tropicaes1 que nos t]r5os de/es dep>tam5tos se crio to excell5tes como os melhores d mundo4 ,por outro lado a m9]ao inexplorada das enco/as ori5taes dos ,&es1 dos depositos f]rug9osos de ,mojos e de ,*iquitos1 to preconisados pelo sabio d',orbigny#aa1 e das m9as de ouro da ultima prov9cia1 que agora e/o attrah9do exploradores1 proporcion> outras tantas fontes de riqueza e de comm]cio2 assim como tambem a extraco dos productos silve/res1 da qu9a1 da borra*a1 das raizes1 drogas1 especi>ias e madeiras preciosas1 que abundo sem conta nas flore/as d ,b5i1 d ,mamor e d ,it5ez ou ,guapor4 ,nos espaosos campos de ,mojos e ,*iquitos a criao de gado vaccum1 cavall> e lanig]o1 que nelles j se a*a e/abelecida1 pde muito augm5t> e1 uma vez que ahi se obt5ha o sal por baixo preo1 o *>que e outras c>nes salgadas pass> a s] objecto de exportao mui lucrativa1 mesmo p>a a p>te sup]ior d valle d ,amazonas1 que c>ece de/es g5]os e os compra por elevado preo4 #aa ,alcide d',orbigny em sua viagem s prov9cias de ,mojos e ,*iquitos trata mais de uma vez dos gr&es depositos de f]ro hydratado1 que con/ituem todo o slo da misso de ,sant',anna e dos pla9os de ,concepcion no paiz de ,*iquitos1 de ,mojos e nos arr$ores da misso de ,s4 ,joaquim1 que e/ a beira d rio ,ma*upo1 tribut>io d ,magdal5a ou ,itonama1 que desagua oo ,guapor1 quasi defronte d =te d ,pr9cipe da ,beira4 ,o mesmo naturali/a mo/ra z imm5sas vantag5s da explorao de/e m9]io pelo me?odo ,catalo1 no falt&o combu/ivel nas flore/as viz9has e dispondo-se de rios navegaveis p>a lev> o f]ro a lug>es da ,bolivia e d ,brasil em que elle tem gr&e valor4 pois de toda a probabilidade que1 logo que seja franqueada a e/rada das ca*oeiras e introduzido o vapor nos rios da ,bolivia1 c]ca de #hjj4jjj de seus habitantes se utilis> de/es meios de communicao p>a *eg> ao ,atlantico e ahi entabol> transaces com os pr9cipaes c5tros d comm]cio d mundo4 ,a corr5te dos negocios infallivelm5te deve encam9h>-se a e/e m> segu9do o curso dos rios1 e no deix> de cresc] rapidam5te1 qu&o a facilidade e pre/eza dos transportes1 juntam5te com a modicidade dos fretes1 tiv] induzido a s] productora e comm]ciante uma populao num]osa1 que p>a ex]cit> suas =z e sua intellig5cia posse uma natureza ub]rima1 onde no ha indu/ria que no a*e seu lug>4 ,o comm]cio exi/5te da ,bolivia pela via d ,madeira1 insignificante como 1 j revela a prop5so1 por assim diz] innata1 dos povos d ,b5i e de ,santa ,cruz1 de pratical-o por ahi4 ,em #ahfe1 o valor da exportao e importao foi de #fd3jjj ou c]ca de #cb4jjj pesos#ab1 s5do de #cb4jjj arrobas a quantidade das m]cadorias4 ,e/e r$uzido comm]cio occup\ #ih emb>caes1 tripoladas por #a4bgf indios1 que de c]to na viagem r$onda no ga/> m5os de seis mezes6#ac4 ,e/es alg>ismos1 melhor que quaesqu] pond]aes1 demon/ro cabalm5te que s um vehem5te desejo de comm]ci> lev>ia a empreg> tanto mat]ial1 tantos braos e tanto tempo1 p>a conseguir resultado to exiguo1 corr5do demais os riscos inh]5tes p]igosa travessia de #ag ca*oeiras4 #ab ,no corr] de/e trabalho avali>emos sempre o peso em d\s mil ris de mo$a brasileira4 ,o conto de ris vale #ejj pesos na dita hypo!se4 #ac ,dados d relatorio da companhia d ,amazonas no anno de #ahff1 citados na obra--,o valle d ,amazonas--d ,dr4 ,tav>es ,ba/os4 ,entretanto o mesmo comm]cio tem feito notavel progresso nos ultimos tempos1 pois ,dal5ce diz que em #ahfd seu valor no passava de #a4jjj pesos#ad4 #ad ,bosquejo /ati/ico de ,bolivia1 por ,d4 ,jos ,m>ia ,dal5ce--,*uquisaca--#aheg4 ,s]ia gravem5te erroneo ajuiz> d trafego futuro da via d ,madeira pelo que e tem sido at o pres5te4 ,por ora elle ap5as repres5ta z transaces excepcionaes de um povo isolado1 que re/r+e sua produco e a seu consumo por no t] meios de export> vantajosam5te e que s por vezes se av5tura com gr&es sacrificios a troc> com seus viz9hos o p\co que lhe sobeja pelos artigos que de todo no pde fabric>4 ,mas depois que os transportes p>a o ext]ior se torn>em exp$itos e b>atos1 o e/imulo d lucro promov] a produco1 o consumo acompanhal-a-ha em progresso corelativa e a circulao comm]cial1 que se d]iva da troca dos g5]os de consumo pelos de produco1 adquirir a importancia que se t] nos paizes que se a*o no gremio d movim5to indu/rial e civilisador das naes mais adiantadas4 ,a d$uco d valor d futuro comm]cio da ,bolivia pelo ,madeira1 p>t9do da importancia total d que e/a republica faz actualm5te com o ext]ior1 na mr p>te pela via d ,pacifico1 vai =nec]-nos conjecturas1 mais ou m5os acceitaveis1 a fim de d> ida de sua gr&eza2 z quaes1 porm1 antes fic> aquem d que ultrapass> da realidade1 porque1 graz s facilidades da nova communicao1 o paiz entr> em condies de export> e import> muito mais favoraveis d que z tem tido at agora4 ,a exportao de toda a ,bolivia foi1 em #ahfd1 avaliada em #b4eci4ief pesos#ae4 ,a cifra exacta da importao nos desconhecida4 ,vimol-a em um di>io de ,la ,paz e/imada aproximadam5te em #c4gjj4jjj pesos1 valor que nos p>ece v]dadeiro1 pois p\co sup]ior ao que se d$uz pela consid]ao d num]>io exportado no mesmo anno1 o qual1 segundo a di/ribuio das p>cellas da exportao acima citada1 figura pela quantia de #a4jeg4edc pesos1 sem duvida remettida ao e/rangeiro p>a sald> o excesso da importao4 ,dahi se conclue que e/a provavelm5te dev]ia t] subido a mais de #c4ejj4jjj pesos2 e portanto os valores da exportao e importao reunidos seguram5te exc$]o de #f4jjj4jjj de pesos1 ou #ab4jjj contos de ris em mo$a brasileira4 ,si se rep>te a cifra de/e comm]cio ext]ior por toda a populao da ,bolivia1 suppo/a de #b4jjj4jjj de almas em num]o r$ondo1 cab]ia tres pesos por cabea e aos #hjj4jjj habitantes da regio d ,madeira #b4djj4jjj pesos1 ou #d4hjj contos de ris entre exportao e importao4 #ae ,guia ,g5]al de ,ruck4 #ahfe4 ,d mesmo artigo1 em que a*amos e/imada a importao da ,bolivia em #c4gjj4jjj pesos1 era e/a somma rep>tida como segue pelos dep>tam5tos da republica3 ,co*abamba #a4jjj4jjj ,oruro #ajj4jjj ,*uquisaca #ejj4jjj ,la ,paz #a4jjj4jjj ,potosi e ,t>ija #a4jjj4jjj ,santa ,cruz #ajj4jjj ,somma #c4gjj4jjj ,no se m5ciona o dep>tam5to d ,b5i1 porque seu consumo de m]cadorias e/rangeiras =necido de ,la ,paz e ,co*abamba4 ,si com e/es alg>ismos se faz a conta da importao da bacia d ,madeira1 inclu9do nella toda a dos dep>tam5tos de ,co*abamba e ,santa ,cruz e um t]o dos de ,la ,paz e ,*uquisaca1 semelhana d que praticamos no calculo da populao1 a*a-se o valor de #a4fjj4jjj pesos4 ,seguram5te e/a quantia no agora retribuida no todo com productos exportados1 mas sel-o-ha infallivelm5te e qui com demasia1 logo que o comm]cio p>a o ext]ior tom> o seu curso normal pela via dos rios1 removidos os empecilhos que hoje a difficulto e aproximadas z di/ancias com o auxilio d vapor4 ,ento a importao e exportao sommadas mont> a #c4bjj4jjj pesos ou #f4djj contos1 quantia1 que de esp]>1 no t>d> em s] exc$ida em virtude d increm5to rapido das transaces1 que em toda a p>te consequ5cia imm$iata das communicaes regul>es4 ,assim1 por meio de racioc9ios diff]5tes1 *egamos aos alg>ismos de #b4djj4jjj pesos e #c4bjj4jjj pesos como repres5t&o os valores d futuro comm]cio ext]ior da p>te da ,bolivia1 p]t5c5te bacia d ,madeira2 attribu9do-lhe talvez no primeiro resultado uma p>te maior no comm]cio g]al da republica1 d que a que pres5tem5te lhe compete2 no segundo consid]&o mais o que s] aquelle comm]cio no futuro1 e em tal caso1 a nosso v]1 avali&o-o antes mode/a d que exag]adam5te4 o que se confirma de um modo positivo conjectur&o sobre o progresso d mesmo comm]cio por comp>ao com o que se tem obs]vado em outros paizes1 cujas circum/ancias so muito semelhantes s da regio de que se trata4 ,ref]imo-nos s prov9cias d ,p]1 situadas no valle d alto ,amazonas1 no ha muito vivificadas pela navegao a vapor e que1 quanto di/ancia em que se a*o d oceano1 quanto indole de seus habitantes1 gro de sua civilisao e artigos que produzem e consomem1 apres5to num]osos pontos de contacto com os dep>tam5tos bolivianos1 ribeir9hos d ,madeira4 ,em #ahee1 p\co depois de iniciada a communicao a vapor daquellas prov9cias com o porto d ,p> pelo curso d ,amazonas1 a importancia total d seu comm]cio nasc5te no exc$eu durante o anno1 de #ahj contos ou #ij4jjj pesos4#af4 #af ,e/e e os segu9tes dados sobre o comm]cio da prov9cia de ,loreto e1 em g]al1 d valle d ,amazonas1 so tirados da obra j citada d ,dr4 ,tav>es ,ba/os1--que de muito pre/imo foi p>a a nossa in/ruco no assumpto de/es apontam5tos4 ,em #ahfe1 dez annos mais t>de1 elle passava de #a4ajj contos ou #eej4jjj pesos1 num]o mais de seis vezes sup]ior ao primeiro6 ,j em #aheg1 s a exportao das mesmas prov9cias1 quasi subia a #ejj contos1 ou #bej4jjj pesos1 e embora a mr p>te da importao a9da se effectuasse ento pelos portos d ,pacifico1 o comm]cio ext]ior nos d\s s5tidos j equivalia ne/e anno a mais d triplo d que fra em #ahee6 ,entretanto p\co exc$e de #ej4jjj almas a populao da prov9cia de ,loreto1 que a p>te d ,p] que concorre effectivam5te p>a alim5t> esse comm]cio6 ,s nos d\s dep>tam5tos d ,b5i e de ,santa ,cruz1 ha mais de #bjj4jjj habitantes1 populao quadrupla da que tem a prov9cia de ,loreto2 e #af vezes maior d que a de/a toda a que vive na regio da ,bolivia1 cuja sahida natural so z aguas d ,madeira6 1 pois1 presumivel que1 logo depois de melhorada a via de/e rio1 o comm]cio que a ,bolivia v5ha a faz] por meio delle seja quatro vezes maior d que era em #ahee o da prov9cia de ,loreto1 ou de #cfj4jjj pesos mais ou m5os1 a9da na supposio de que a pr9cipio no seja =necido s5o pelos dep>tam5tos d ,b5i e de ,santa ,cruz4 ,d5tro de d\s annos1 se cresc] na mesma proporo que o d ,p]1 pod] triplic> como l aconteceu1 elev&o-se a mais de #a4jjj4jjj pesos2 somma que subiria de um modo espantoso1 caso j ento entrassem com algum cont+5te ,co*abamba1 ,sucre e ,la ,paz1 cujos dep>tam5tos no todo ou em p>te e/o de/9ados a s] tambem tribut>ios da l9ha d ,madeira4 ,no t]mo de #aj annos1 se cont9u> a progr$ir como o comm]cio da prov9cia p]uana1 sm5te o dos dep>tam5tos de ,santa ,cruz e d ,b5i mont> ao sextuplo de #cfj4jjj pesos ou a mais de #c4jjj4jjj1 e o comm]cio g]al da via d ,madeira att+ir a avultada cifra de #h4fdj4jjj ou mais de #af4jjj contos1 se ne/e p]iodo de tempo1 como de todo provavel1 j fr alim5tado pela produco e pelo consumo dos #hjj4jjj bolivianos1 que bebem das aguas d ,madeira4 ,i/o em nada p>ece inv]osimil qu&o se reflecte que hoje o comm]cio int]ior d porto d ,p>1 que o emporio d valle d ,amazonas1 se eleva a #ae4jjj3jjjjjj ou #gej4jjj pesos#ag1 prov9do entretanto de uma populao1 que mesmo reun9do os cont+5tes d ,p]1 de ,v5ezuela e at da propria ,bolivia1 que nelle tm p>te1 inf]ior a #djj4jjj almas4 #ag ,e/es alg>ismos repres5to o resultado d anno f9anceiro de #ahfd-ahfe4 ,no de #ahea-aheb1 que prec$eu ao e/abelecim5to da navegao a vapor d ,amazonas1 o valor d mesmo comm]cio no alcanou a #e4jjj3jjj4 ,por consegu9te em m5os de #ae annos elev\-se a mais d triplo1 graz ao melhoram5to dos meios de transporte6 ,se se e/abelece a proporo entre o valor d comm]cio e a populao1 *ega-se a concluso de que a ,bolivia pod] vir a export> e import> pelo ,amazonas o duplo d que hoje corresponde a todo o valle1 i/o 1 #ae milhes de pesos ou #cj mil contos1 o que tem muitas probabilidades de v]ific>-se com o corr] dos annos1 pois que os bolivianos da bacia d ,madeira no so m5os activos e indu/riosos d que a g5]alidade dos productores d valle d ,amazonas e porque tambem1 ao passo que aqui os artigos de exportao consi/em quasi exclusivam5te nos productos da indu/ria extractiva1 l podem abrang]1 alm dos de/a1 os da m9eira1 agricultora e criadora1 accresc5do sobre i/o que hav] a p]mut> no sm5te os fructos da zona int]tropical1 como tambem os de todos os climas1 que se succ$em nos degros dos ,&es desde suas fraldas at seus elevadissimos planaltos4 ,z cifras adduzidas em resultado dos calculos que fizemos p>a e/im> a gr&eza d futuro comm]cio da regio boliviana d ,madeira1 se bem que no passem de m]as conjecturas1 comtudo m]ecem alguma confiana1 pois se baseo em dados irrecusaveis e dos mais compet5tes p>a =nec]em apreciaes aproximadas d que esse comm]cio pod] s]1 qu&o torn>-se uma realidade pratica a facilidade e a b>ateza dos transportes d mesmo paiz p>a o ,atlantico pela via d ,madeira4 ,tambem d t]ritorio brasileiro1 a9da que em muito m5or escala d que da ,bolivia1 proc$]o elem5tos p>a engross> a circulao da mesma via4 ,toda a regio da m>gem direita d ,mamor e d ,guapor at s v]t5tes da s]ra dos ,p>ecis e a da m>gem esqu]da d ultimo rio p]t5c5te ao ,imp]io1 p>a cima da foz d rio ,v]de1 escondem em suas virg5s flore/as riquezas vegetaes e m9]aes1 que no deix> de s] exploradas logo que h\v] meio regul> de comm]cio dahi com os m]cados e/rangeiros4 ,a populao da prov9cia brasileira de ,matto ,grosso s] no maximo de #ajj4jjj habitantes1 dos quaes talvez no passem de #bj4jjj os que exi/em na regio m5cionada4 ,mas a riqueza aurif]a e diamant9a de seus t]r5os1 que p>a ahi attrahio da beira d ,oceano1 atravs de c5t5>es de leguas de des]tos e de mil p]igos1 os primeiros povoadores portuguezes1 qui volva a s] a causa de sua mod]na colonisao1 lev&o os novos colonos p>a a explorao das m9as a sci5cia e z ma*9as ap]feioadas com que a indu/ria actual sabe economis> o trabalho e multiplic> o r5dim5to4 ,seja1 pois1 de tal origem ou antes da colheita dos productos silve/res ou dos da agricultura1 ha razes p>a progno/ic> que o t]ritorio d ,brasil no alto ,madeira no deix> de contribuir com v>iados artigos de p]muta p>a augm5t> a importancia d trafego da communicao de que nos occupamos4 ,,iv4 ,at onde economicam5te se pde e/5d] na ,bolivia o trafego pela ,via d ,madeira4--,preos a adopt> na via de navegao a vapor e nas seces de cam9hos t]re/res4--,frete de uma tonelada da ,europa s pr9cipaes cidades da ,bolivia pela via d ,madeira4--,confrontao com o frete de igual peso pelos portos d ,pacifico4--,quadro synoptico comp>ativo4--,concluses4 ,o curso dos rios1 consid]ado como a directriz de qualqu] g5]o de vias de communicao1 m>c\1 como vimos1 os limites naturaes da regio boliviana1 que deve lev> ao ,amazonas o tributo de seu comm]cio1 como leva o das aguas que a f]tilizo4 ,a economia dos fretes1 motivo de influ5cia prepond]ante p>a dirigir a corr5te d trafego pelo cam9ho1 que a produz em gro mais alto1 de pref]5cia a qualqu] outro1 no s no re/r+e aquelles limites1 como ao contr>io al>ga-os consid]avelm5te1 acresc5t&o novas prov9cias p>te da ,bolivia1 que tem de s] tribut>ia da via d ,madeira4 o que vamos evid5ci> por um e/udo comp>ativo dos preos dos fretes por e/a via1 em relao aos que tm lug> pelas dos portos de ,arica e ,cobija1 os pr9cipaes que agora s]vem s transaces da ,bolivia com o e/rangeiro4 ,ne/e intuito1 comearemos por e/abelec] os preos dos transportes1 que razoavelm5te pod]o s] adoptados na communicao fluvial e t]re/re d ,madeira1 val5do-nos p>a i/o da exp]i5cia adquirida na navegao a vapor d ,amazonas e na explorao de algumas e/radas regul>es d ,brasil4 ,uma arroba de c>ga dos artigos de p\co valor paga d ,p> a ,manos1 na subida d ,amazonas #cjj rs41 #ae c5tavos1#ah s5do a di/ancia de #hfb milhas ou #bhg leguas4 ,de ,manos a ,tabat+a1 que so #hei milhas ou #bhf leguas1 o frete augm5ta-se com mais #bgj rs4 ou #ac1e c5ts4 ,emfim de ,tabat+a a ,yurimaguas1 no ,huallaga1 di/ancia de #gji milhas1 #bfc1f leguas1 o transporte d mesmo peso cu/a #gib rs41 quasi #dj c5tavos4 ,d$uz-se1 portanto1 vi/a de/es alg>ismos1 que o frete entre o ,p> e ,tabat+a regula em m5os de #a real ou #a_/bj d c5tavo por legua e por arroba e que entre ,tabat+a e ,yurimaguas no alto ,amazonas e no seu afflu5te o ,hullaga1 elle monta a mais de #a real por milha1 #c ris ou #c_/bj d c5tavo por legua#ai4 #ah ,devemos e/es dados1 como tantas outras in=maes1 aproveitadas ne/e escripto1 preciosa obra d ,dr4 ,tav>es ,ba/os--,o valle d ,amazonas4 #ai ,a arroba portugueza1 usual em todo o ,brasil e a que se ref]em os preos citados1 sup]ior em peso arroba hespanhola1 usada na ,bolivia e em g]al nas republicas da mesma origem4--,aquella tem #cb libras ao passo que e/a s tem #be4--,quanto s libras1 portugueza e hespanhola1 a diff]5a entre ellas mui pequ5a1 s5do a primeira equival5te a #deh1ibh grammos e a segunda a #dfj grammos--d sy/ema decimal francez4 ,a arroba1 que p>a adiante adopt>emos nos calculos1 s] a boliviana de #be libras--2 no lev&o porm em conta1 na maioria dos casos a diff]5a entre ella e a brasileira1 embora i/o aggrave notavelm5te o preo dos fretes e/abelecidos sob a base de dados proc$5tes d ,brasil4 ,z condies da navegao d ,madeira at o p da ca*oeira de ,santo ,antonio so semelhantes s que exi/em d ,p> a ,tabat+a4 ,por consegu9te natural que os preos dos fretes nas duas l9has t5ho valores analogos1 proporcionalm5te aos respectivos comprim5tos4 ,ora1 s5do a di/ancia d ,p> quella ca*oeira de #ddj leguas mais ou m5os1 a sab] #bgj no curso d ,amazonas e c]ca de #agj no d ,madeira1 tom>emos o cu/o d transporte de uma arroba entre os d\s pontos val5do #ejj ris ou #be c5ts41 cu/o que evid5tem5te contm um excesso de #fj ris ou #c c5ts4 sobre o preo proporcional di/ancia na razo de #a real por arroba e por legua4 ,atravessada a seco das ca*oeiras pelo cam9ho t]re/re1 que suppomos se con/rua p>a evit> o seu trajecto1 *ega-se a ,guaj>mirim1 donde deve comear a navegao a vapor nas aguas d alto ,madeira4 ,consid]>emos que d'ahi os vapores se dirijo de um lado a ,v9*uta1 ultimo porto d rio ,*ap>1 accessivel a gr&es b>cos1 toc&o em ,exaltacion1 ,loreto e ,tr9idad1 e de outro lado1 feitas z mesmas escalas1 prosigo pelo alveo pr9cipal d ,mamor e aportem em ,bivosi1 ,paylas ou melhor no porto a que posso *eg> mais proximo da cidade de ,santa ,cruz de la ,si]ra4 ,a primeira de/as l9has tem o comprim5to de #ejj milhas1 segundo a op9io de ,gibbon1 e admitte at o ponto t]m9al vapores de #f ps1 quasi #b metros de calado4 ,suas condies a assemelho c>reira dos vapores p]uanos1 que funcciona entre ,tabat+a e ,yurimaguas1 onde o frete1 como fic\ dito1 regula de #a real ou #a_/bj d c5tavo por milha e por arroba4 ,admitt9do-se e/e frete no trajecto de ,guaj>amirim a ,v9*uta1 o transporte de uma arroba import> em #ejj rs4 ou #be c5ts4 ,na t9ha de ,guaj>amirim ,santa ,cruz a di/ancia muito maior d que na prec$5te4 ,os roteiros bolivianos attribuem-lhe #aij leguas ou #egj milhas1 viaj&o sempre pelo tronco d ,mamor1 tambem appellidado ne/e int]vallo ,s>1 ,guapay e ,rio ,gr&e1 s5do m5or o trajecto pelo rio ,piray1 seu afflu5te4 ,e/e1 porm1 por causa dos baixios e corr$eiras1 que tem durante a secca1 no praticavel s5o nas en*5tes e s at o porto de ,cuatro ,ojos1 a #cj leguas a jusante de ,santa ,cruz2 emquanto que o rio ,gr&e o em todo o anno e por elle possivel aport> a uma di/ancia m5or da mesma cidade1 a qual avalio em c]ca de #aj leguas4 ,d&o1 pois1 que seja pref]ida a navegao d rio pr9cipal1 a*a-se o comprim5to total da l9ha de ,guaj>amirim a ,santa ,cruz1 addicion&o a ref]ida di/ancia de #aij leguas ou #egj milhas de #cjj milhas1 que tanto ha de ,tr9dade a ,guaj>amirim4 ,de/e modo obtm-se #hgj milhas p>a a di/ancia que os vapores t]o de p]corr] desde a e/ao t]m9al da e/rada das ca*oeiras at o porto d ,guapay1 fronteiro a ,santa ,cruz4 ,por consegu9te1 o transporte de uma arroba entre os d\s portos sahir por #hgj rs4 ou melhor #ijj rs41 ou #de c5tavos em cifra r$onda1 na hypo!se j feita de cu/> #a real ou #a_/bj d c5tavo por cada milha4 ,quanto ao transporte no desvio das ca*oeiras1 adopt>emos o preo g]al de #a c5tavo ou #bj rs4 por legua e por arroba boliviana de #be libras1 frete correspond5te com pequ5a diff]5a ao de #be rs4 por arroba de #cb libras1 que o maximo mais em voga nas t>ifas das vias f]reas d ,brasil e um preo que nos p>ece modico e ao mesmo tempo remun]ativo s emprezas de transporte1 sobretudo qu&o e/e se effeita em vehiculos de rodas por e/radas regul>es4 ,s5do de #fj leguas a ext5so da mesma l9ha1 o transporte da arroba cu/> #abjj ou #fj c5ts4 ,addicion&o z diff]5tes p>cellas supraditas1 o transporte de uma arroba entre o ,p> e ,v9*uta import> em #bbjj ou #a1aj a sab]3 ,d ,p> a ,santo ,antonio #ejj rs4 #j1be ,a ,guaj>amirim #abjj #j1fj ,a ,v9*uta #ejj #j1be ,somma #bbjj #a1aj ,o mesmo transporte at o porto da cidade de ,santa ,cruz compr-se-ha das segu9tes p>cellas3 ,d ,p> a ,guaj>amirim 7ut supra7 #agjj #j1he ,de ,guaj>amirim ao porto de ,santa ,cruz #ijj #j1de ,somma #bfjj #a1cj ,a e/a somma ha que ajunt> o valor d transporte t]re/re na di/ancia de #aj leguas1 que1 con/a1 sep>a a m>gem d ,guapay da cidade de ,santa ,cruz4 ,or&o em dez c5ts4 ou #bjj rs4 por arroba1 frma-se em def9itiva o total de #bhjj ou #a1dj p>a o frete de uma arroba entre o ,p> e a mesma capital4 ,calcul&o o frete da tonelada metrica de #ajjj kilogrammas ou #hj arrobas bolivianas proximam5te1 a*o-se os segu9tes preos3 ,d ,p> a ,v9*uta #agfjjj #hh ,d ,p> a ,santa ,cruz #bbdjjj #aab ,v9*uta1 no e/ado dos conhecim5tos que possuimos sobre a navegabilidade dos afflu5tes d alto ,madeira1 o porto accessivel a b>cos de vapor1 mais proximo da cidade de ,co*abamba1 capital d dep>tam5to de igual nome1 da qual ap5as di/a #ce leguas p\co mais ou m5os#bj4 ,e/a capital1 que conta #de4jjj habitantes1 dos mais intellig5tes1 civilisados e empreh5d$ores da republica1 situada no c5tro de um paiz to f]til e abundante nas produces da agricultura1 que m]eceu o nome de--celleiro da ,bolivia--reune muitas condies p>a vir a s] o entrepo/o pr9cipal d comm]cio ext]ior d c5tro e d norte da republica pela via d ,madeira4 #bj ,temos noticia das t5tativas feitas p>a communic> ,co*abamba com a navegao d ,mamor por via d ,secur e de seu tribut>io1 o ,isiboro2 t5tativas em que d',orbigny tom\ p>te em #ahcb1 cuja iniciativa ,dal5ce attribue ao boliviano ,tudela1 e que em #ahfc a companhia ,secur1 organisada em ,co*abamba1 pret5deu lev> a effeito4 ,no e/amos in=mados se e/a companhia logr\ abrir o cam9ho projectado4 ,sabemos1 porm1 que seu comprim5to era avaliado de #dj a #de leguas1 sup]ior por consegu9te ao que se dirige a ,v9*uta4 ,demais1 sobre a navegabilidade a vapor d ,isiboro e d ,secur falto-nos in=maes autorisadas como z que ,gibbon deu sobre o ,*ap>4 ,pres5tem5te conv]gem a ,co*abamba cam9hos1 que a ligo a todas z povoaes da ,bolivia1 que d'ahi tiro os c]eaes e outros productos de que c>ecem3 e j exi/e ab]ta e utilisada uma v]$a que conduz da mesma cidade a ,v9*uta1 desc5do rapidam5te z +remes ladeiras da ,cordilheira ,ori5tal1 pois ,co*abamba demora n'um valle elevado1 a #b4dgh metros sobre o nivel d m> 7,dal5ce74 ,o melhoram5to de tal v]$a p>a tornal-a um cam9ho regul> s] uma consequ5cia necess>ia da ab]tura effectiva da l9ha d ,madeira1 pois com toda a probabilidade ella tem de s] uma das gr&es art]ias1 por cujo conducto a altiplanicie dos ,&es e os ricos valles de sua ramificao ori5tal entr> em relao com z aguas que fluem p>a o curso d ,amazonas e por elle com o ,atlantico4 ,em #ahea1 qu&o ,gibbon desceu de ,co*abamba a ,v9*uta1 ga/\ #aj dias na viagem 7#ce leguas71 e pag\ #h pesos pela c>ga de cada mula1 ord9>iam5te de #aj arrobas de #be libras2 o que vem a d> em p\co mais de #b #a_/d c5tavos ou #de rs4 por legua e por arroba e em #fd pesos ou #abhjjj por tonelada metrica4 ,e/e preo exorbitante era devido inviabilidade d cam9ho1 que consi/ia em uma tosca picada1 e/reita e mal traada1 atravancada de arvores a cada passo e com declives inadmissiveis4 ,b5eficiada que seja e/a s5da de modo a d> passagem franca a animaes de c>ga1 os fretes entre ,co*abamba e ,v9*uta pod]o baix> ao preo m$io de #bj rs4 ou #a c5tavo por legua e por arroba1 e talvez a muito m5os1 a julg> pelo que de ord9>io cu/o z conduces em outros cam9hos da ,bolivia1 que tambem descem a enco/a ori5tal da ,cordilheira1 e que1 no s5do to mos como o de que se trata1 todavia longe e/o de s]em bons4 ,assim1 por exemplo1 no de ,sucre ,santa ,cruz de la ,si]ra1 cuja diff]5a de nivel entre os pontos t]m9aes maior d que a de ,co*abamba p>a ,v9*uta1 na di/ancia de #abg leguas a c>ga de #aj arrobas no paga s5o seis a sete pesos1 o que vem a s] no caso mais c>o m5os de #ab reis ou #j1f d c5tavo por legua e por arroba1 e por tonelada em todo o trajecto #dh a #ef pesos#ba4 ,a9da n'um outro cam9ho1 que con/a s] dos mais ru9s e que desce a cordilheira de um dos povoados mais elevados d seu plat sup]ior#bb1 o frete inf]ior a um c5tavo ou #bj reis por legua e por arroba4 #ba ,os preos dos fretes que transcrevemos1 so colhidos de v>ios docum5tos sobre a ,bolivia1 que temos revi/ado1 e pr9cipalm5te d int]essante opusculo de ,favre1--,apuntes sobre la navegacion de los rios de ,bolivia4 #bb ,taes so z altitudes em metros das pr9cipaes cidades da ,bolivia4 ,la ,paz #cgje1bm2 ,potosi #ddaf1em2 ,sucre #bghg1cm2 ,co*abamba #bdgh1jm2 ,oruro #dhai1jm4 ,ref]imo-nos ao cam9ho de ,potosi a ,t>ija1 onde se paga sete pesos por #aj arrobas na di/ancia de #hj leguas1 regul&o por consegu9te em m5os d #ah ris ou #h1i c5ts4 por legua e por arroba4 ,os fretes p>a os portos d ,pacifico1 que depois apres5t>emos1 so em g]al muito mais c>os d que os j citados1 em razo1 sobretudo1 da aridez e sol$ade da maior p>te dos cam9hos junto s difficuldades dos passos da cordilheira occid5tal que elles atravesso4 ,nos que cruzo a cordilheira ori5tal1 sobretudo no de ,sucre a ,santa ,cruz1 ao contr>io1 a l9ha quasi sempre povoada e cultivada1 nunca falt&o boas p\sadas com pa/o e agua p>a os animaes2 o que acontec] tambem entre ,co*abamba e ,v9*uta1 logo que o respectivo cam9ho seja melhorado e frequ5tado4 pois ju/ificavel1 relativam5te aos fretes co/umados na ,bolivia1 e/abelec] ne/e cam9ho o preo de um c5tavo por legua e por arroba4 ,ne/a hypo!se1 a arroba de c>ga pag> entre ,v9*uta e ,co*abamba1 di/ancia avaliada em #ce leguas1 #ce c5ts4 ou #gjj ris1 e a tonelada #bh ou #efjjj4 ,e d ,p> a ,co*abamba s] o frete de uma arroba #a1debijj1 e o de uma tonelada #aaf1jbcbjjj4 ,p>a obt] o preo d transporte da ,europa a ,co*abamba ou vice-v]sa1 ha que ajunt> e/as sommas o frete ord9>io d ,p> p>a os portos daquelle cont95te4 ,p>a ,liv]pool ou p>a o ,havre elle commumm5te no passa de #afjjj ou oito pesos por tonelada4 ,por consegu9te1 uma vez regul>isada a communicao d ,madeira1 um tal peso de m]cadorias1 pag>1 em t]mo mdio1 entre os portos pr9cipaes da ,europa e ,co*abamba1 ou vice-v]sa1 o frete de #abd ou #bdhjjj4 ,confrontemos agora e/e preo com o que actualm5te cu/a igual transporte pelos portos d ,pacifico4 ,por onde elle m5os disp5dioso p>a ,co*abamba pela via de ,arica e de ,la ,paz3 ,da ,europa a ,arica o frete usual por tonelada #ba #dbjjj ,de ,arica a ,la ,paz a c>ga de #aj arrobas paga entre #af e #bj pesos ou na mdia #ah s5do por tonelada #add #bhhjjj ,somma da ,europa a ,la ,paz #afe #ccjjjj ,de ,la ,paz a ,co*abamba1 segu9do o frete normal de #a c5t4 ou #bj rs4 por legua e arroba1 importa na di/ancia de #hj leguas em #h pesos por c>ga2 por tonelada #fd #abhjjj ,frete total de uma tonelada da ,europa a ,co*abamba pela via de ,arica e ,la ,paz #bbi #dehjjj ,idem pela d ,p> e de ,v9*uta #abd #bdhjjj ,diff]5a #aje #bajjjj ,hav]1 portanto1 a p\pana de/a avultada quantia na conduco de cada tonelada1 faz5do-se o comm]cio de ,co*abamba com a ,europa pela via d ,madeira4 ,sucre1 capital da ,bolivia1 demora a #fe leguas de ,co*abamba e a #abg de ,santa ,cruz2 e por int]m$io de qualqu] de/as cidades pde comm]ci> com o ,atlantico de pref]5cia via usada hoje de ,cobija4 ,com effeito1 a tonelada de m]cadorias paga pres5tem5te3 ,da ,europa a ,cobija #ba #dbjjj ,de ,cobija a ,sucre1 #ahg leguas1 paga-se de #bd a #dj pesos por c>ga de mula2 #aib a #cbj pesos por tonelada1 em t]mo mdio #bef #eabjjj ,somma #bgg #eedjjj ,se ,sucre supprir-se por int]m$io de ,santa ,cruz1 o frete da tonelada compor-se-ha da segu9te frma3 ,da ,europa a ,santa ,cruz #aab #bbdjjj ,de ,santa ,cruz a ,sucre paga-se agora de #f a #g pesos por c>ga ou por tonelada #dh a #ef1 seja #ef #aabjjj ,total #afh #ccfjjj ,frete pela via d ,pacifico #bgg #eedjjj ,diff]5a a favor da via d ,amazonas #aji #bahjjj ,no caso de tom>-se o frete de #a c5tavo por legua e por arroba entre ,santa ,cruz e ,sucre1 vem a sahir o transporte de uma tonelada entre os d\s log>es por #aja1f #bjcbjj ,e de ,europa a ,sucre #bac1f #dbgbjj ,economis&o todavia em cada tonelada sobre o frete actual por ,cobija #ff1d #acbhjj ,f9alm5te1 si se adopt> o cam9ho que passa por ,v9*uta e ,co*abamba1 o frete da tonelada s]3 ,da ,europa a ,co*abamba #abd #bdhjjj ,de ,co*abamba a ,sucre1 #fe leguas a razo de #a c5tavo ou #bj rs4 por legua e por arroba1 por tonelada #eb #ajdjjj ,somma #agf #cebjjj ,frete por ,cobija #bgg #eedjjj ,diff]5a a favor da via d ,amazonas #aja #bjbjjj ,de/es alg>ismos evid5cia-se que a capital da ,bolivia auf]ir vantag5s consid]aveis comm]ci&o com o ext]ior pela via d ,madeira de pref]5cia co/umada de ,cobija1 qu] faa seu entrepo/o em ,santa ,cruz de la ,si]ra1 qu] em ,co*abamba1 cidades e/as que pod]o disput> entre si os b5eficios de s]vil-a4 ,o natural1 porm1 que1 respeit&o a corr5te dos negocios j e/abelecida1 ,santa ,cruz com seu porto no ,guapay seja a primeira escala p>a o ,atlantico d trafego de ,sucre1 de seu dep>tam5to e tambem de toda a p>te m]idional da ,bolivia1 ao passo que ,co*abamba com o porto de ,v9*uta sel-o-ha p>a o c5tro e norte da republica4 ,applic&o calculos analogos s capitaes dos outros dep>tam5tos1 *ega-se aos resultados1 que vo consignados no adjunto quadro synoptico e que demon/ro com o argum5to inconte/avel dos alg>ismos toda a amplido1 que capaz de alcanar em virtude da economia dos fretes o comm]cio da ,bolivia por meio das aguas d ,amazonas1 qu&o o vapor sulc&o z vias navegaveis encurt> todas z di/ancias e uma e/rada de rodagem supprimir o transito difficultoso das ca*oeiras d ,madeira4 ,quadro synoptico1 comp>ativo dos fretes da ,europa s capitaes dos dep>tam5tos da ,bolivia1 pela via d ,pacifico e pela d ,amazonas4 ,frete de uma tonelada ,diff]5a4 ,nomes ,por ,arica ,pela favoravel - favoravel das ou por via d via d via d capitaes4 ,cobija4 ,amazonas ,pacifico4 ,amazonas ,tr9idad4 #bfh1bj7a7 #gf1jj - #aib1bj ,santa ,cruz4 #ccc1jj7b7 #aab1jj7c7 - #bba1jj ,co*abamba4 #bbi1jj7d7 #abd1jj7e7 - #aje1jj ,oruro4 #bdc1dj7f7 #aef1hj7g7 - #fh1fj ,sucre4 #bgg1jj7h7 #afh1jj7i7 - #aji1jj ,potosi4 #bbc1dj7aj7 #aia1bj7aa7 - #cb1bi ,t>ija4 #bgi1dj7ab7 #bdd1hj7ac7 - #cd1fj ,la ,paz4 #afe1jj7ad7 #ahh1jj7ae7 #bc1jj 7#a7 ,cam9ho de ,la ,paz1 ,co*abamba1 ,v9*uta e d'ahi desc5do os rios ,*ap> e ,mamor4 7#b7 ,via de ,cobija e ,sucre com o modico preo d'ahi a ,santa ,cruz de #g pesos por c>ga de #aj arrobas4 7#c7 ,pela navegao dos rios at o porto d ,rio ,gr&e1 a #aj leguas da cidade de ,santa ,cruz4 7#d7 ,via de ,arica e ,la ,paz4 7#e7 ,navegao fluvial at ,v9*uta4 ,cam9ho melhorado d'ahi a ,co*abamba1 ,frete de #a c5tavo por legua e por arroba4 7#f7 ,via de ,arica e ,la ,paz4 ,fretes actuaes4 7#g7 ,por ,v9*uta e ,co*abamba4 ,frete por t]ra de #a c5tavo por legua e por arroba4 7#h7 ,pelo porto de ,cobija com os fretes usuaes4 7#i7 ,via de ,santa ,cruz e porto fronteiro d rio ,mamor4 ,transporte de ,santa ,cruz a ,sucre a #g pesos por #aj arrobas4 7#aj7 ,pelo porto de ,cobija4 ,fretes co/umados4 7#aa7 ,via de ,santa ,cruz e ,sucre4 7#ab7 ,por ,cobija e ,potosi4 ,entre ,potosi e ,t>ija #h pesos por c>ga de #aj arrobas4 7#ac7 ,pelo cam9ho de ,sucre a ,t>ija4 ,frete de #a c5tavo por legua e por arroba4 7#ad7 ,via de ,arica4 7#ae7 ,via de ,v9*uta e ,co*abamba4 ,os alg>ismos1 confrontados no quadro prec$5te1 pat5teio que ha vantagem economica de comm]ci> pela via d ,madeira1 p>a #g dos #i dep>tam5tos em que a ,bolivia se a*a dividida4 ,os que re/o1 p>a que app>ece pref]ivel a via d ,pacifico1 so3 ,la ,paz pelo porto ,p]uano de ,arica1 e ,cobija que pelo facto de fic> a beira m> e/ fra de que/o4 ,comtudo1 po/o que a via de ,arica se avantaje de ,co*abamba e ,v9*uta p>a o trafego de ,la ,paz com o ext]ior1 fica a9da por decidir se o mesmo acontec]1 dada a possibilidade de naveg>-se o ,b5i e algum de seus afflu5tes at o p da ,cordilheira4 ,em tal caso1 ,la ,paz possuiria um porto fluvial com sahida p>a o ,atlantico em posio analoga de ,v9*uta relativam5te a ,co*abamba1 e no necessit&o o seu comm]cio de faz] o longo rodeio por e/a cidade p>a *eg> ao pr9cipio da navegao fluvial1 provavelm5te pod]ia conseguir pelas aguas d ,madeira fretes m5os elevados d que os que ora lhe faculta a via d ,pacifico4 ,entretanto1 indep5d5te di/o1 p>a z prov9cias d dep>tam5to de ,la ,paz compreh5didas n'um circulo de #cj a #dj leguas traado com o c5tro em ,co*abamba1 o calculo dos fretes a9da leva a pref]ir o comm]cio pela via d ,madeira1 pass&o por e/a cidade1 ao que se faz pelo ,pacifico2 assim como p>a z prov9cias1 situadas nas enco/as e nos pla9os baixos a le/e da ,cordilheira1 o cam9ho natural o curso d ,b5i4 ,ne/as e naquellas prov9cias c]tam5te o dep>tam5to de ,la ,paz contm um t]o de sua populao total1 que foi a p>te que suppozemos concorr]ia nelle p>a o trafego da l9ha d ,madeira4 ,portanto1 pela consid]ao dos fretes no s subsi/em a ext5so e a populao1 attribuidas em virtude da di/ribuio dos rios regio boliviana1 tribut>ia d futuro comm]cio d ,madeira1 como ellas se augm5to consid]avelm5te apropri&o-se das que p]t5cem ao dep>tam5to de ,oruro1 p>te excluida d de ,sucre e at aos de ,potosi e ,t>ija2 apez> de que e/e ultimo j e/eja nos valles d ,pilcomayo e d ,v]mejo1 tribut>ios que so d ,prata2 e o de ,potosi1 tanto pela viz9hana com o de ,t>ija1 como tambem pelo escoam5to de suas aguas1 p>ea dev] adopt> p>a p]mut> com o e/rangeiro os canaes que conduzem a esse gr&e rio4 ,c]tam5te assim dev] s]1 qu&o a navegao d ,pilcomayo e d ,v]mejo = um facto consummado4 ,por emquanto1 admittido que tal navegao seja praticavel por vapor sem prvias obras d'arte1 o que que/ionavel sobretudo quanto ao ,pilcomayo1 ella uma empreza por cre> e effeitu> como a d lanam5to d vapor no ,mamor e seus ramaes e a con/ruco da e/rada das ca*oeiras d ,madeira4 ,p>ece1 porm1 fra de duvida que e/e ultimo projecto conta mais d que o outro com motivos capazes de fazel-o nasc] e prosp]>2 pois na ,bolivia int]essa directam5te a um t]ritorio muito mais va/o e a uma populao mais num]osa2 e alm di/o tem a seu favor o concurso d ,brasil1 a quem cabe faz] a p>te da obra mais difficil1 a e/rada das ,ca*oeiras1 e que tem o maior emp5ho em v] exp$ita a communicao d ,madeira p>a des5volv] sua prov9cia de ,matto ,grosso e colh] os imm5sos b5eficios1 que podem provir d transito em seus portos d ,amazonas d valioso comm]cio da ,bolivia4 ,se1 pois1 como tudo induz a cr]1 a l9ha d ,madeira = a primeira a receb] os melhoram5tos de que c>ece1 a lei effici5te dos fretes det]m9a que por ella se encam9he o movim5to de p]muta com o ext]ior no s dos c9co dep>tam5tos da propria bacia d ,madeira1 como tambem de quasi todas z prov9cias da altiplanicie dos ,&es e at mesmo das dos valles tribut>ios da bacia d ,prata4 ,assim no s]o sm5te1 como suppozemos1 #hjj4jjj habitantes os que se utilis> daquella via de communicao1 mas p\co m5os da totalidade da populao boliviana4 ,v9*uta e o porto d ,rio ,gr&e1 correspond5te a ,santa ,cruz1 pass>o a s] na navegao int]ior da republica o que hoje so ,arica e ,cobija no litoral d ,pacifico1 um o emporio d comm]cio d norte da republica1 o outro o d sul2 e z j importantes cidades de ,co*abamba e ,sucre1 collocadas a meia altura dos ,&es e a beira de sua ramificao ori5tal1 prosp]>o imm5sam5te p]mut&o no ext]ior os productos de seu delicioso clima e s5do demais os entrepo/os da exportao e importao de todo o paiz circumviz9ho4 ,na d$uco dos resultados ref]idos1 consid]amos que de ,guaj>amirim1 t]mo sup]ior da e/rada das ,ca*oeiras1 sm5te p>tissem duas l9has de vapores1 uma p>a ,v9*uta e outra p>a o porto da cidade de ,santa ,cruz2 deix&o de trat> da via fluvial d ,b5i e d ,guapor ou ,it5ez1 das quaes1 sobretudo a primeira1 j contm elem5tos de comm]cio mui dignos de s]em att5didos4 que a navegabilidade d ,b5i p>a b>cos a vapor a9da problematica e o uso de tal motor foi condio primordial dos fretes que hemos applicado4 ,entretanto cumpre obs]v>1 que a empreza da communicao d ,madeira no pde presc9dir d importante cont+5te1 que devem traz]-lhe os paizes ribeir9hos d ,b5i2 e e/es de sua p>te tm por ahi o seu cam9ho directo1 que deve succ$] ao retrogrado1 hoje praticado1 transpondo enormes di/ancias atravs de duas cordilheiras4 ,a f]til prov9cia de ,campolican posse rios que desaguo no ,b5i4 ,o ,tai*i1 um dos tribut>ios de/e1 cruza quasi pelo meio o rico di/ricto de ,apolobamba4 ,d\s outros1 o ,guanay e o ,mapiri1 que o sabio ,ha5ke affirma hav] navegado com seguridade1 rego os pla9os ori5taes de ,l>ecaja2 e o ,coroico e o ,yrupama p]correm a fecundissima prov9cia de ,yungas e outros di/rictos d dep>tam5to de ,la ,paz1 indo busc> aguas de sua propria capital4 de/as com>cas d valle d ,b5i que se exporta a preciosa qu9a ou casc>illa de que se extrahe a qu99a1 e cujo comm]cio entra na somma da exportao da ,bolivia como uma das p>cellas de mais vulto4 ,nellas tambem o cacu1 o caf1 o fumo1 a canna de assuc> e todos os fructos da zona torrida se crio das qualidades mais apreciadas4 ,se no fr possivel que sejo navios a vapor os que um dia conduzo taes productos at s aguas d ,madeira e em retorno introduzo no paiz z m]cadorias e/rangeiras1 cumpre acoroo> e regul>is> no ,b5i o trafego de canoas e botes1 que j exi/e1 qu&o no seja desob/ru9do o rio e abr9do canaes lat]aes1 ao m5os facilit&o o transito dos rapidos e das ca*oeiras por meio de cam9hos m>g9aes1 que sirvo p>a pux> z emb>caes a sirga e mesmo p>a transport> por t]ra z c>gas1 caso i/o seja indisp5savel4 ,com e/as e outras m$idas semelhantes1 s] possivel dim9uir em muito os riscos e emb>aos que e/orvo a navegao d ,b5i1 dos quaes os de mais valor1 con/a1 a*o-se p]to de sua foz1 em tal situao que p>ecem s] =mados pela int]seco com o curso d rio das mesmas jazidas de ro*as1 que produzem z c9co ca*oeiras d ,mamor1 logo antes de confluir com o mesmo ,b5i4 ,no caso porm de s] demasiado trabalhoso o transito de/e rio em sua p>te inf]ior1 ha como evital-o por meio de alguns afflu5tes d ,mamor4 ,so pr9cipalm5te o ,yacuma e o ,yrnyane1 dos ques o primeiro praticavel desde sua embocadura ate o povo de ,santa ,cruz1 situado a #ab leguas de ,reyes1 misso que demora beira d ,b5i4 ,a via d ,yacuma pde1 pois1 supprir a navegao d ,b5i at ,reyes1 e1 se torn>-se frequ5tada1 de esp]> que no futuro1 p>a salv> z #ab leguas de trajecto t]re/re de/e povo ao de ,santa ,cruz1 se abra um canal artificial1 a cuja escavao o t]r5o int]m$io deve pre/>-se optimam5te1 si fr *ato como em g]al toda a zona entre o ,b5i e o ,mamor4 ,alm d comm]cio1 alim5tado pela regio qu5te das planicies1 que se e/5dem nas fraldas e a le/e da cordilheira em longas di/ancias1 o ,b5i1 como j notamos ant]iorm5te1 deve s] o meio de transporte p>a o curso d ,madeira d comm]cio que pde entret] a cidade de ,la ,paz1 assim como toda a poro da altiplanicie circumviz9ha1 f]tilisada pelas aguas que confluem a =m> o mesmo rio4 ,p>a que i/o acontea1 a condio necess>ia que se e/abelea nelle uma navegao desimp$ida2 o que feito1 a primeira cidade da ,bolivia1 em populao e em comm]cio1 fic> no caso de comm]ci> pela via d ,amazonas1 provavelm5te com mais economia d que pelo porto de ,arica1 p>ticip&o assim dos b5eficios que suas irmes1 ,co*abamba e ,sucre1 ho de auf]ir infallivelm5te1 logo que se v]ifique a desejada rev]so da corr5te dos negocios d ,occid5te p>a o ,ori5te1 ab&on&o z aridas e inhospitas co/as d ,pacifico pelas fecundas e =mosas m>g5s dos tribut>ios d ,madeira4 ,a navegao d ,guapor ou ,it5ez pde tambem contribuir com um bom cab$al de p]mutas p>a a circulao da via d ,madeira2 pois aproveita s prov9cias bolivianas de ,*iquitos e ,gu>ayos e tambem s t]ras da bacia d alto ,madeira1 p]t5c5tes ao ,imp]io d ,brasil4 ,b>cos a vapor sub9do o proprio ,guapor podem *eg> nas *eias at cidade de ,matto ,grosso1 e pelos aflu5tes d'elle da m>gem m]idional1 o ,magdal5a ou ,itonama com seus braos o ,ma*upo e o ,s4 ,miguel1 o ,baures ou rio ,blanco e outros1 p5etr> at muitas misses ,bolivianas1 que demoro s m>g5s e nas proximidades de/es rios4 ,assim a navegao a vapor pod] exp&ir-se at mui longe em diff]5tes direces na bacia d ,guapor1 em cujo solo ub]rimo sobejo artigos de p]muta1 qu] nos fructos silve/res1 qu] nos que o homem pde conseguir da cultura da t]ra1 da criao de gados e da m9]ao4 ,em summa1 a inve/igao economica dos fretes al>g&o consid]avelm5te o p]imetro da regio1 que em consequ5cia d escoam5to das aguas physicam5te tribut>ia d ,madeira1 leva a compreh5d] nella a maior p>te da ,bolivia2 que entr> em communicao com a gr&e art]ia d mesmo rio por #d gr&es canaes d modo que se segue3 #a4o ,o d ,b5i1 que s] o conducto d comm]cio das prov9cias de ,caupolican1 ,apolobamba1 ,l>ecaja1 ,yungas e todos os paizes de sua va/a bacia1 inclu9do at a propria cidade de ,la ,paz e por via della gr&e p>te da altiplanicie d ,lago ,titicaca4 #b4o ,o canal d ,mamor1 cont9uado pelo ,*ap>1 por onde o vapor ir at o porto de ,v9*uta1 de/9ado a s] o entrepo/o da indu/riosa cidade de ,co*abamba e por meio della d c5tro da ,bolivia at cidade de ,oruro e qui todo o seu dep>tam5to4 #c4o ,a l9ha d ,mamor e seu prolongam5to1 o ,s>a1 ,guapay ou ,rio ,gr&e1 que vai s]vir cidade de ,santa ,cruz de la ,si]ra com todo o paiz de seus contornos e d'ahi tambem a ,sucre1 d'onde ha possibilidade de e/5d]-se o comm]cio da via d ,madeira a todo o sul da ,bolivia1 inclusive z cidades de ,potosi e ,t>ija e seus dep>tam5tos4 ,no seu trajecto e/a l9ha s]vir1 assim como a prec$5te1 ,tr9idad1 capital d ,b5i1 e s outras povoaes que se a*o na ribeira ou a p\ca di/ancia d rio ,mamor4 #d4o ,emfim o canal d ,guapor ou ,it5ez1 que a sahida natural de uma gr&e p>te da prov9cia brasileira de ,matto ,grosso1 e das ,bolivianas de ,*iquitos e ,gu>ayos1 z quaes p>a communic>-se com o rio ,guapor tm excell5tes l9has navegaveis no ,itonama ou ,magdal5a e seus braos1 o ,s4 ,miguel e o ,ma*upo1 no ,baures ou rio ,branco1 no ,s]re e no rio ,v]de4 ,v4 ,esboo d projecto de melhoram5to da via d ,madeira4--,plankroad ou madeiroc>ril das ca*oeiras4--,sua con/ruo e seu cu/o4--,ensaio da navegao a vapor4--,primeiras l9has a e/abelec]4--,oram5to da despeza respectiva4--,importancia total d capital da empreza4 ,d que tem sido mais de uma vez exp5dido no corr] de/e trabalho1 se depreh5de que consi/e em duas obras di/9ctas o que ha a faz] p>a e/abelec] na l9ha d ,madeira um sy/ema de meios de transporte1 regul> e economico3 #a4o ,abrir uma via t]re/re p>a disp5s> a navegao trabalhosa das ca*oeiras1 que sep>o o alto d baixo ,madeira4 #b4o ,cre> c>reiras de vapores na art]ia mi d alto ,madeira1 i/o 1 no rio ,mamor e tambem em alguns de seus afflu5tes1 z quaes entr>o em correspond5cia pela e/rada com a l9ha que em breve deve funccion> lig&o os portos d ,amazonas e o ,atlantico a ,santo ,antonio1 ao p da primeira ca*oeira4 ,fic\ manife/o que n'um futuro mais ou m5os afa/ado o comm]cio da communicao de que se trata1 *eg> s propores mais elevadas2 mas =oso confess> que s] mode/o em seu pr9cipio4 ,a empreza projectada vai desc]r> z portas de um paiz dotado de uma natureza prodiga e j em p>te povoado1 cont5do por consegu9te em si todos os elem5tos ess5ciaes p>a produzir e consumir em gr&e escala4 ,mas a corr5te de suas transaes com os outros paizes ou no se a*a e/abelecida1 ou1 onde j exi/e1 se esca em direco div]sa de communicao que nos cccupa4 ,ha1 pois1 de um lado tudo por cre>1 d outro que alt]> um antigo e/ado de c\sas1 contr>i&o habitos invet]ados1 int]esses individuaes arraigados1 a que se junt> o espirito de rot9a1 que no deixa de desp]t>-se sempre que se trata de faz] opposio a qualqu] re=ma por mais vantajosa que ella seja4 ,infallivelm5te trav>-se-ha a luta d co/ume entre z novas e z antigas vias2 e em quanto a luz irrecusavel dos factos no escl>ec] aos mais ob/9ados e no revel> que1 se a innovao prejudicial a alguns1 r$unda em proveito d maior num]o1 emquanto de outra p>te1 z fontes de produco no se fund>em e comearem a d> fructos abundantes1 corr] algum tempo antes que a circulao da via d ,madeira att9ja a gr&eza correspond5te ext5so1 fecundidade e ao num]o de habitantes d t]ritorio1 de cujo comm]cio a sahida natural e a mais conv5i5te4 ,portanto1 no projecto dos melhoram5tos1 que nella ha que introduzir1 convem no p]d] de vi/a1 que no se trata de uma communicao de um trafego exi/5te em altas propores1 mas sm5te de um cam9ho1 que se pde *am> de explorao1 pois que de/9ado a s] o proprio creador e promotor da indu/ria e d comm]cio que ha de su/5tal-o em seus primeiros annos e depois p\co a p\co =nec] recursos p>a ap]feioal-o successivam5te1 satisfaz5do sempre s exig5cias da frequ5tao cresc5te que delle se utilise4 ,assim que o desvio das ca*oeiras d ,madeira no pde s] de pr9cipio um meio de viao p]feito1 s5o uma e/rada das mais simples1 cujo cu/o de e/abelecim5to possa a*> comp5sao lucrativa nos fretes d limitado trafego1 que nos primeiros tempos della se aproveite2 e de sua p>te a navegao a vapor d alto ,madeira1 c+9do-se s mesmas idz1 no deve pass> de um mode/o ensaio4 ,entre os sy/emas de vias t]re/res b>atas1 o mais facil e commum o que s d lug> ao transporte com animaes de c>ga4 ,tal sy/ema1 em sua s+eleza primitiva1 pde no pass> de uma e/reita v]$a mais ou m5os segu9do um rumo c]to1 de que no se desvia nem por causa de subidas e descidas +remes1 nem por outros impecilhos naturaes1 s5o qu&o so inteiram5te inaccessiveis ao p seguro da mula ou dos outros animaes1 que habitualm5te c>rego sobre o dorso4 ,sem duvida e/a especie de cam9hos realisa a extrema b>ateza1 mas em contra/e tambem d mais insignificante effeito util1 quanto ao trabalho que nelles fazem os motores empregados1 comp>ativam5te a outras vias de transporte m5os imp]feitas4 sabido1 com effeito1 que o producto d trabalho dos animaes1 qu&o c>regados sobre o dorso1 muito inf]ior ao de sua =a de traco1 aproveitada em conduzir pesos por meio de vehiculos de rodas1 cuja aco mecanica occasiona a multiplicao da pot5cia motriz dim9u9do proporcionalm5te z resi/5cias passivas1 que se oppoem ao movim5to4 ,de/as resi/5cias a mais importante o attrito entre o contorno das rodas e a sup]ficie d solo1 attrito cuja int5sidade dep5de pr9cipalm5te d gro de solidez e de lisura d mat]ial sobre que z rodas giro4 ,de taes pr9cipios1 baseados nas leis physicas e confirmados pela exp]i5cia1 proc$e a sup]ioridade consid]avel das e/radas de rodagem sobre os cam9hos de c>gueiros1 e1 confrontados entre si os div]sos sy/emas daquellas1 a sup]ioridade das de leito emp$rado sobre z que o tem d t]r5o natural1 a dos madeiro-c>ris ou plankroads sobre z emp$radas e a excell5cia sobre todas z outras dos c>ris de f]ro ou railways4 ,se1 pois1 no projecto da l9ha d ,madeira se pret5d]1 como de razo1 p\p> =a motriz1 e com i/o realis> economia e pre/eza nos transportes1 cumpre presc9dir de adopt> ahi um cam9ho de c>gueiros1 pref]9do-lhe uma e/rada propria p>a vehiculos de rodas4 ,e1 como1 convem r$uzir quanto possivel o capital necess>io p>a sua con/ruco1 a escolha d'entre os diff]5tes sy/emas de taes e/radas deve fix>-se na que concilie melhor1 no caso pres5te1 os requisitos de viabilidade e b>ateza4 ,a e/rada das ca*oeiras d ,madeira1 provavelm5te vir a s] um f]ro-c>ril1 com o decorr] dos annos1 qu&o j e/eja des5volvido na gr&eza a que pde att+ir o comm]cio da dilatada bacia d ,alto ,madeira4 ,por ora1 porm1 o alto preo da fundao de/e sy/ema de viao exclue sua applicao1 no s no e/ado p]feito em que adoptado locomoo a vapor1 como mesmo no m5os disp5dioso em que s s]ve p>a a de motores animaes4 ,tambem no admissivel o emprego das mais b>atas d'entre todas z e/radas de c>ros1 quaes z que tm o leito d proprio solo natural1 porque em uma regio *uvosa e humida1 como em g]al o valle d ,amazonas1 ellas s]io quasi sempre intransitaveis4 ,re/a a escolh] entre z e/radas emp$radas e os madeiro-c>ris4 ,p>t9do de que seja uma companhia que con/rua e explore a e/rada d ,madeira1 o monopolio d transito condio implicita de sua concesso4 ,por consegu9te1 o movim5to d transito pde s] submettido a uma c]ta organisao me?odica1 faz5do-o por combois de c>ros1 que como os tr5s das vias f]reas "po a horas fixas1 cam9hem com uma velocidade conhecida e se cruzem com os v9dos em s5tido oppo/o em lug>es de antemo det]m9ados4 ,i/o p]mitte realiz> uma economia importante na con/ruco de qualqu] sy/ema de e/rada com fazel-a em quasi toda sua ext5so sm5te com a l>gura indisp5savel p>a a passagem de um vehiculo1 dispondo de di/ancia em di/ancia log>es com dupla l>gura1 p>a o cruzam5to dos c>ros1 precisam5te como se s] nos f]ro-c>ris a vapor de uma s via2 com a diff]5a porm de que empreg&o-se motores animaes z collises so is5tas de p]igos e por consegu9te o telegrapho electrico1 que nos f]ro-c>ris1 de/9ado a prev5il-z1 deixa de s] um acessorio impresc9divel4 ,dado pois que o leito da e/rada das ca*oeiras s t5ha a l>gura necess>ia ao transito de um c>ro1 a qual pde no exc$] de #c metros1 a consid]ao das circum/ancias peculi>es d t]r5o que tem de p]corr] e da facilidade de traco ou viabilidade nos induz a pref]ir p>a sua consolidao uma sup]/ructura de madeira em vez de um emp$ram5to4 que nos p>ece que o traado da e/rada em que/o t] de se des5rol>1 p>te nos t]r5os de alluvio que con/ituem z imm5sas planuras d valle d ,amazonas1 p>te nas fraldas e enco/as da cadeia de montanhas1 cujo encontro com o curso d ,madeira d lug> s ca*oeiras de/e rio e que deve s] um prolongam5to da s]ra dos ,p>ecis1 onde con/a s] o grz v]melho a ro*a dom9ante4 ,a s] assim1 de cr] que em gr&e ext5so da l9ha a p$ra seja escassa e at possa falt>1 e na p>te em que abunde seja de uma qualidade p\co adequada con/ruco de emp$ram5tos solidos4 ,entretanto que z gr&iosas flore/as1 que cobrem o o mesmo t]r5o1 (f]ecem uma proviso inesgotavel de madeiras rijas e durad\ras1 que z mais das vezes nem s] preciso cort> de proposito1 mas ap5as escolh] z mais conv5i5tes das d]rubadas feitas p>a desassombr> o cam9ho4 ,com troncos falquejados n'uma face compor-se-ho os d\s c>ris p>allelos1 sobre que z rodas dos c>ros devem ass5t> e que p>a mais firmeza s]o apoiados em madeiros transv]saes ent]rados4 ,o int]vallo entre os c>ris1 onde ho de cam9h> os animaes no trabalho da traco1 s] consolidado ou tambem com madeira ou com mat]iaes p$regosos1 onde e/es se encontrem mais a mo4 ,o plankroad1 executado sob e/as prescripes1 alm de t] a seu favor mais probabilidades de con/ruco facil e b>ata d que a e/rada emp$rada1 apres5ta a9da a vantagem ess5cial de oppor m5os resi/5cia traco1 s5do por consegu9te mais viavel d que ella4 ,na v]dade1 a exp]i5cia tem provado que1 ao passo que n'uma via macadamisada horizontal um cavallo de =a mdia no puxa nos c>ros usuaes mais de #b4ajj kilogrammas1 ou c]ca de #age arrobas de #be libras1 n'um madeiro c>ril tambem de nivel1 transporta at #d4ijj kilogrammas ou p]te de #djj arrobas1 s5do que nas declividades sempre se d vantagem p>a e/a especie de cam9ho1 embora com m5os diff]5a4 ,os alg>ismos adduzidos s]vem igualm5te p>a d> a m$ida da gr&e sup]ioridade das vias de rodagem a que elles se ref]em1 sobre z que s pre/o p>a animaes de c>ga1 qu&o em confrontao se consid]a que um c>gueiro conduz ord9>iam5te #aj arrobas1 #bej libras ou c]ca de #abj kilogrammas1 i/o 1 m5os de #a_/ah de peso que o mesmo animal capaz de transport> em c>ro sobre e/rada emp$rada e #a_/dj d que pde fazel-o sobre c>ris de madeira1 s5do em ambos os casos o t]r5o horizontal4 ,sub9do planos incl9ados1 z ditas relaes torno-se m5os avultadas1 porm at os declives de #c e #e a9da d5oto que muito mais vantajoso utiliz> os animaes pela =a de traco d que c>reg&o-os sobre o dorso4 ,contra os madeiro-c>ris no ha que object> s5o a p\ca durao d mat]ial de sua /ructura sup]ficial1 sujeito a det]ior>-se promptam5te nas condies em que p]manece1 expo/o aco simultanea d calor atmosph]ico e da humidade p]5ne d solo4 ,e/e inconv5i5te1 que tambem assi/e s e/radas de f]ro1 onde na g5]alidade se emprego dorm5tes de madeira1 no ob/ante aggrav> consid]avelm5te z despezas de cons]vao1 decresce de importancia na e/rada de que se trata1 porque z madeiras ahi so abundantissimas4 ,demais ha todo o fundam5to p>a presagi> que o madeiro-c>ril s] um sy/ema provisorio1 a que succ$] um f]ro-c>ril de sangue ou qui de vapor depois de um curto p]iodo1 logo que t5ho fructificado os g]m5s de indu/ria e civilisao que a ab]tura def9itiva da communicao d ,madeira vai d]ram> no solo fecundo das prov9cias da ,bolivia e d ,brasil1 situadas no valle sup]ior d mesmo rio4 ,e com taes vi/as mais uma razo p>a antepr o madeiro-c>ril s simples e/radas de rodagem o elle assemelh>-se na frma e no s]vio s vias f]reas1 cujo p]cursor tem de s]1 esbo&o no t]r5o o traado e nivelam5to1 que po/]iorm5te s c>ec]o de ap]feioam5to nas curvas e nos declives p>a receb] os rails e d> passo veloz locomotiva4 ,admittido1 pois1 que a e/rada das ca*oeiras seja um madeiro c>ril de tosca sup]/rutura1 compo/o como acima foi descripto2 suppondo demais que elle se amolde s s9uosidades d t]r5o1 quanto seja compativel com uma traco regul>1 adopte pontes e obras de arte1 da con/ruco mais s+ela e economica1 e emfim c9ja-se em todas z suas p>tes s condies m5os disp5diosas2 porque preo pod] s] con/ruido8 ,impossivel resolv] e/a que/o com exactido1 qu&o no ha1 como acontece no caso actual1 conhecim5to completo d t]r5o1 que a l9ha tem de p]corr]1 s5do no emtanto indisp5savel p>a organis> um oram5to regul> de qualqu] via e/udos previos e m9uciosos de seu traado e de seu nivellam5to longitud9al e transv]sal4 ,na falta total de taes dados1 s nos re/a o recurso de av5tur> uma e/imativa provavel fund&o-a no preo mdio1 que commumm5te pod] cu/> um madeiro-c>ril em circun/ancias naturaes1 p>ecidas s que attiribuimos da l9ha das ca*oeiras1 onde no suppozemos que o t]r5o seja de todo facil nem tambem que se encontrem ob/aculos de gr&e vulto e em extremo cu/osos de v5c]4 ,ne/a con=midade1 apoi&o-nos na autoridade de eng5heiros compet5tes e em alguma pratica que temos de obras semelhantes1 nos abalanamos a orar o preo g]al d madeiro-c>ril das ca*oeiras em #bj contos d ris ou #aj4jjj pesos por cada legua 7de #e4eee metros72 importancia que no exc$]ia uma via da mesma especie1 atravs de flore/as1 em qualqu] p>te d ,brasil1 com o preo dos sal>ios e dos mat]iaes1 mais commum no paiz e num t]r5o da natureza antes difficultosa d que facil4 ,adoptada e/a e/imativa1 z #fj leguas de e/rada d ,madeira import> em #a4bjj contos de ris ou #fj4jjj pesos4 ,a e/e cu/o1 que o da via unicam5te1 ha que aggreg> o d mat]ial1 c>ros e animaes1 o das e/aes t]m9aes com seus armaz5s de deposito1 o das int]m$ias p>a p\sadas e casas de po/a com os campos e culturas necess>ias1 e o de outros accessorios mais1 que a communicao exigir4 ,d&o que ni/o se disp5da at #cjj contos ou #aej4jjj pesos1 *ega-se ao total de #a4ejj contos ou #gej4jjj pesos p>a a importancia d e/abelecim5to completo da e/rada em que/o4 ,falta comput> o capital preciso p>a simultaneam5te com a ab]tura de/a e/rada introduzir a navegao a vapor no tronco e nos ramaes d ,mamor4 ,qu&o se reflecte no processo a seguir na execuo da e/rada1 app>ece o mais conv5i5te acommett] os trabalhos della a um tempo pelos d\s extremos1 por ,santo ,antonio no baixo ,madeira e por ,guaj>amirim no ,mamor4 ,daquelle lado se receb]io p>a a obra op]>ios1 in/rum5tos de trabalho e meios de manut5o de ,crato e de ,borba no baixo ,madeira1 dos portos d ,amazonas e at d ,p>1 aproveit&o p>a i/o a communicao j contractada e que em breve e/> funccion&o at o p da primeira ca*oeira4 ,mas p>a mant] relaes promptas e regul>es de ,guaj>amirim com ,tr9idad1 ,exaltacion1 ,santa ,cruz e z demais povoaes da ,bolivia ,ori5tal1 donde possivel tir> a maior cpia de recursos1 conviria lanar um ou d\s vapores nas aguas dos rios que a ellas conduzem4 ,ba/>io p>a e/e fim simples lan*as movidas por ma*9as locomoveis1 com capacidade de reboc> cz1 pran*as e b>cas *atas de lotao mod]ada4 ,o casco de/as lan*as1 se de necessidade devem s] de f]ro1 pod]ia s] transportado atravs das ca*oeiras em seces de p\co peso1 juntam5te com os orgos compon5tes de suas ma*9as motrizes1 da mesma frma por que at agora se levo z c>gas que por ahi transito4 ,talvez tambem no fosse impossivel conduzir z mesmas lan*as inteiras1 se suas dim5ses e seu peso no exc$essem s dos b>cos que desde tempo remoto sobem o ,madeira at ,matto ,grosso1 pass&o atravs das ca*oeiras1 cuja lotao alcana a #b4jjj arrobas de #cb libras1 proximam5te #cj toneladas metricas4 ,no caso porm1 de no hav] inconv5i5te de s]em de madeira z lan*as a vapor1 em vez de transport> os cascos dellas a gr&e cu/o1 s]ia pref]ivel fabrical-z em ,guaj>amirim1 reun9do ahi p>a e/e fim c>p9teiros1 seja bolivianos de ,santa ,cruz ou de ,mojos1 seja brasileiros levados d ,amazonas com a primeira exp$io de/9ada ao s]vio da e/rada4 ,qualqu] porm que seja o meio de obtel-z nas aguas d alto ,madeira1 z lan*as de que nos occupamos s]o z iniciadoras da navegao a vapor ne/e rio e em seus tribut>ios1 s]v9do a transport> op]>ios1 animaes e provises p>a os trabalhos da e/rada1 auxili&o desde logo ao comm]cio exi/5te e pr$ispondo z populaes ribeir9has1 in/ru9do-z pela exp]i5cia pratica das vantag5s dos navios movidos a vapor1 a se aprompt>em a utilis>-se em escala maior d b5eficio completo da e/rada e da navegao a vapor def9itiva4 ,e/a no s]ia inaugurada s5o depois de concluida a e/rada das ca*oeiras1 por onde s]io levados sem e/orvo os b>cos adequados1 ou por p>tes assim como suas ma*9as1 se que elles devessem s] de f]ro1 ou sm5te e/as1 no caso de s]em os cascos de madeira e e/es con/ruidos em ,guaj>amirim1 como acima propuzemos4 ,p>a encet> a navegao a companhia emprez>ia pod]ia applic> sm5te d\s vapores2 um de/9ado a curs> o ,mamor e o ,*ap>1 com escalas em ,exaltacion1 ,tr9idad e ,loreto1 at o ,porto de ,v9*uta2 outro a seguir sempre o tronco pr9cipal d ,mamor o ,s>a e o ,guapay1 seus prolongam5tos1 at o porto fronteiro ,santa ,cruz de la ,si]ra4 ,a e/es d\s vapores se junt>io z duas lan*as j ref]idas1 que s]virio p>a suppril-os e coadjuval-os nas respectivas c>reiras e p>a entret] uma communicao p]iodica pelo ,guapor acima1 que *eg>ia pelo m5os at o =te d ,pr9cipe da ,beira1 em qualqu] e/ao d anno e na en*5te qui at cidade de ,matto ,grosso1 recolh5do no trajecto os productos das misses de ,*iquitos e ,gu>ayos1 que exi/em s m>g5s dos tribut>ios m]idionaes d dito ,guapor4 ,com e/es quatro b>cos a vapor e mais o num]o conv5i5te de b>caz1 cz e emb>caes proprias p>a &> a reboque1 a companhia t]ia o mat]ial suffici5te p>a ensai> o seu primeiro trafego4 ,e/e mat]ial1 avaliado com l>gueza1 no exc$] de #cjj contos ou #aej4jjj pesos1 di/ribuidos como se segue3 ,d\s vapores de calado de m5os de d\s metros1 ma*9a de #ej a #hj cavallos1 capazes de conduzir no casco ou a reboque de #aej a #bjj toneladas1 compreh5dido o respectivo transporte at o porto sup]ior das ca*oeiras #ajj4jjj pesos4 ,duas lan*as a vapor com os mesmos ga/os de transporte #cj4jjj ,emb>caes div]sas proprias p>a &>em a reboque1 etc41 etc #bj4jjj ,somma #aej4jjj ,sobre e/a somma dev] a companhia t] disposio mais uns cem contos ou #ej4jjj pesos p>a con/ruir pontes de emb>que e desemb>que1 com armaz5s1 etc41 nos pontos pr9cipaes1 e cre> factorias ou ag5cias de deposito na embocadura d ,b5i e de alguns conflu5tes d ,mamor e d ,guapor1 em cujo curso haja povoados donde conv5ha facilit> z transaces com o int]ior por meio dos vapores4 ,s]io por consegu9te #djj contos de ris ou #bjj4jjj pesos no todo1 o capital preciso p>a organis> z primeiras l9has de paquetes no alto ,madeira4 ,addicion&o a mesma quantia de #a4ejj contos ou #gej4jjj pesos1 importe da e/rada das ca*oeiras1 a*a-se a somma de #a4ijj contos ou #iej4jjj pesos2 a que acresc5t&o mais #ajj contos ou #ej4jjj pesos p>a despezas g]aes e imprevi/as1 d$uz-se a f9al a cifra r$onda de #bjjj contos ou #a milho de pesos1 como s5do capital necess>io p>a lev> a effeito a communicao exp$ita pela via d ,madeira2 no1 por c]to1 de um modo p]feito1 mas como convm que pr9cipie1 nas propores de um ensaio dos mais mode/os1 porm em sua ess5cia adequado a trans=m>-se progressivam5te1 ap]feio&o-se na razo d increm5to que o trafego tiv]4 ,re/a agora1 p>t9do dos fretes admittidos em um dos capitulos prec$5tes1 d$uzir-se a quantidade d trafego que deve circul> annualm5te na via de que se trata1 p>a que no s se consiga r5da com que cobrir z despezas d cu/eio1 como tambem sobra capaz de comp5s> os int]esses d capital1 no valor qne vimos de fix>-lhe4 ,,vi4 ,que circulao necess>ia p>a retribuir ao capital da empreza--,d$uco d trafego de que precisa a e/rada das ca*oeiras4--,o mesmo trafego mais que suffici5te p>a su/5t> a navegao a vapor4--,probabilidades de que elle se v]ifique na l9ha d ,madeira4--,necessidade de auxilios empreza por p>te dos gov]nos int]essados4--,em que podem consi/ir4--,soluo a mais simplificada d melhoram5to da communicao d ,madeira4--,concluso4 ,das duas obras1 que tem de effectu> a empreza da communicao regul> d ,madeira1 a de mais monta e cujo valor m5os susceptivel de r$uco a e/rada das ca*oeiras4 ,p>a s] viavel por c>ros1 ella difficilm5te pod] s] mais b>ata d que foi avaliada1 e a condio de pre/>-se ao transporte sobre rodas impresc9divel p>a obt]-se o baixo preo dos transportes e p>a que a via possa ap]feio>-se p>a diante sem mud> de direco1 mas sm5te por modificaes mais ou m5os pr(undas em seu e/ado primitivo4 ,a navegao a vapor1 ao contr>io1 exig9do p>a seu e/abelecim5to sm5te um t]o da importancia da e/rada1 sem hav] tamanha desigualdade entre os fretes respectivos1 evid5tem5te pod] su/5t>-se e at auf]ir lucro de um trafego m5os avultado d que o que aquella necessita p>a os mesmos effeitos4 ,e qu&o tal no acontecesse1 a empreza da navegao1 no t5do como a da e/rada a necessidade =osa de con/ruir e cons]v> uma via apropriada a seu s]vio1 pois que aproveita a natural dos rios1 gosa da faculdade de proporcion> at c]to ponto seus ga/os gr&eza d trafego1 r$uz9do o num]o dos seus vapores ao e/rictam5te preciso ou mesmo e/abelec5do que1 em vez de s]em z viag5s m5saes ou em curtos p]iodos1 t5ho lug> sm5te qu&o haja c>regam5to completo p>a os b>cos1 n'um ou n'outro s5tido4 1 pois1 presumivel que o trafego1 que ba/> p>a cobrir o cu/eio e o int]esse d capital da e/rada1 em todo o caso *eg> p>a z mesmas despezas conc]n5tes navegao a vapor2 ass]to que se evid5cia melhor dos calculos em que vamos entr>1 pr9cipi&o por d$uzir a quantidade de m]cadorias1 que deve transit> na e/rada das ca*oeiras p>a cobrir a despeza annual que lhe compete1 e mo/r&o em seguida que a mesma frequ5tao d tambem r5dim5to suffici5te p>a equilibr> z despezas das c>reiras de vapores1 organisadas no p em que z suppozemos4 ,a despeza annual de uma empreza qualqu] de viao1 em e/ado de s]vio normal1 con/a em g]al de duas p>cellas em que se podem incluir todos os diff]5tes desembolsos4 ,uma a d cu/eio1 compreh5d5do quaesqu] quantias que se empreguem na direco e adm9i/rao da empreza1 na cons]vao e rep>ao da via e d mat]ial de transporte1 nos sal>ios d pessoal e em outros f9s semelhantes4 ,a outra p>cella a d s]vio d capital1 que consi/e na importancia de seu juro1 qual se junta ord9>iam5te uma quota1 ou p>a fundo de res]va1 a fim de occorr] a futuras re=mas ou melhoram5tos na via ou no mat]ial1 ou p>a a amortisao progressiva d capital desde que se decide comeal-a4 ,a e/a p>te deve satisfaz] a r5da liquida da empreza1 que no s5o a diff]5a entre a r5da bruta ou o r5dim5to total dos transportes e z despezas d cu/eio4 ,se1 como de cr]1 s5do uma companhia que tome a si e/abelec] a e/rada e a navegao d ,alto ,madeira1 att5ta a escassez de capitaes e ao p\co espirito empreh5d$or que ha nos paizes mais int]essados nessas obras1 ella se con/ituir com capitaes europeus1 o juro de #g ao anno1 pde s] consid]ado como ba/ante remun]ativo4 ,suppondo que alem de/e int]esse se de/9e annualm5te #a d capital1 seja p>a sua amortisao paulat9a1 seja p>a fundo de res]va1 vem a s] de #h d mesmo capital a quantia a que deve mont> a r5da liquida da empreza ou a sobra de sua r5da bruta1 feita a d$uco das despezas d cu/eio4 ,quanto a e/as despezas1 p>a cada especie de cam9ho1 evid5tem5te v>io com a quantidade d trafego2 porm1 tem-se obs]vado que nas emprezas de viao1 adm9i/radas regul> e economicam5te1 e onde a circulao no inf]ior nem exc$e capacidade d sy/ema de transporte1 d-se uma c]ta relao entre o importe d cu/eio e a r5da bruta1 a qual no v>ia notavelm5te embora o trafego cresa ou decresa d5tro de c]tos limites4 ,assim que em todas z vias frreas1 em e/ado de explorao normal1 cujo trafego ba/ante avultado p>a tir> um p>tido pr(icuo da locomoo a vapor1 o importe d cu/eio oscilla nas imm$iaes d valor de #ej ou metade da r5da bruta1 s5do por consegu9te igual r5da liquida que a outra metade repres5ta4 ,e/e dado nos s]vir de fundam5to p>a arbitr>mos um valor approximado despeza d cu/eio d madeiro c>ril das ca*oeiras1 onde em razo de s] mais on]osa a cons]vao d que numa via frrea1 assim como a traco de animaes relativam5te de locomotivas1 razoavel suppor que o cu/eio absorv]1 em vez de #ej ou metade1 #ff1f ou #b_/c d r5dim5to total d trafego4 ,em tal hypo!se1 o t]o re/ante s] a quantia correspond5te r5da liquida1 igual por consegu9te metade d importe d cu/eio4 ,e1 pois que a dita r5da liquida equivale1 como suppozemos1 a #h d capital1 e s5do elle no caso pres5te de #a4ejj contos ou #gej4jjj pesos2 eis como se compor a r5da bruta annual3 ,r5da liquida1 #h d capital de #gej4jjj pesos #fj4jjj ,despezas d cu/eio #abj4jjj ,r5da bruta #ahj4jjj ,ora1 fic\ dito que o frete de uma arroba de c>ga em todo o trajecto das #fj leguas d madeiro-c>ril das ca*oeiras pag>ia #fj c5tavos ou #abjj1 razo de #bj ris ou um c5tavo por legua4 ,como o trafego em g]al curs> toda a l9ha1 no lev&o em conta s5o o de m]cadorias1 facil d$uzir sua gr&eza em arrobas divid9do a importancia d r5dim5to total pelo preo d transporte da mesma unidade de c>ga4 ,de/e modo a*a-se que necess>ia a circulao de #cjj4jjj arrobas de m]cadorias nos d\s s5tidos d trajecto1 p>a que a empreza d madeiro-c>ril em que/o consiga mant]-se com sua propria r5da1 d&o demais o lucro liquido de #h d capital empregado em sua fundao4 ,agora na condio de s] de #cjj4jjj arrobas o trafego d desvio das ca*oeiras1 possivel av]igu> por meio de uma e/imativa aproximada que suffici5te a quantia de #abj4jjj pesos ou #bdj contos de ris p>a cobrir z despezas annuaes d cu/eio4 ,com effeito1 a nosso v]1 e/as despezas podem s] oradas da frma que se segue3 ,cons]vao da via4 ,em #fj leguas razo de #a4jjj pesos ou #b contos de ris por legua #fj4jjj ,s]vio dos transportes1 etc4 #ajj jornaleiros1 c>roceiros1 c>regadores1 s]v5tes1 etc41 pagos razo d preo m$io de #bjj pesos ou #djjjjj por anno #bj4jjj ,cons]vao1 rep>o e r5ovao de todo o mat]ial1 c>ros1 e/aes1 etc41 #aj por c5to de seu valor orado em #ej4jjj pesos #e4jjj ,su/5to de #bjj animaes razo de #ajj pesos por anno p>a cada um #abj4jjj ,remonta dos mesmos de #e em #e annos1 #bj por c5to de seu cu/o avaliado em #aj4jjj pesos #b4jjj ,somma #ajg4jjj ,saldo p>a ga/os de adm9i/rao #ac4jjj ,total #abj4jjj quantia que1 portanto1 satisfaz a todas z exig5cias d cu/eio4 ,cumpre em seguida v] como o mesmo trafego de #cjj4jjj arrobas tambem s] lucrativo p>a a navegao a vapor4 ,no lev&o em conta s5o z duas c>reiras pr9cipaes que propuzemos2 a #a4;a que1 s]v9do a ,exaltacion1 ,tr9idad e ,loreto t]m9a em ,v9*uta1 porto que s] a sahida da cidade de ,co*abamba e por ella d c5tro e d norte da ,bolivia2 e a #b4;a1 que faz5do escala tambem naquellas povoaes1 se de/9a a conduzir o comm]cio da cidade de ,santa ,cruz de la ,si]ra e por int]m$io della o de ,sucre1 capital da republica1 e a de suas prov9cias m]idionaes1 supporemos que em cada uma das citadas l9has haja movim5to igual de negocios1 e record>emos que de ,guaj>amirim1 t]mo da e/rada das ca*oeiras1 a ,v9*uta o frete foi avaliado em #be c5ts4 ou #ejj rs4 e que o daquelle porto ao d ,rio ,gr&e1 fronteiro a ,santa ,cruz1 o foi em #de c5ts4 ou #ijj rs4 ,o t]mo m$io de/es fretes sbe a #ce c5ts4 ou #gjj rs41 preo que na hypo!se que indicamos de hav] trafego igual nas duas l9has1 repres5ta o valor m$io d frete da navegao a vapor4 ,r$uzil-o-hemos porem a #cj c5tavos ou #fjj rs4 att5d5do que na frequ5tao1 qu] da l9ha de ,guaj>amirim a ,v9*uta1 qu] na que vae a ,santa ,cruz1 t] alguma p>te o comm]cio de ,tr9idad1 ,loreto1 ,exaltacion etc41 cujos fretes rasoavelm5te devem s] inf]iores aos citados1 de cuja fuso result\ aquella m$ia4 ,s5do pois de #cj c5tavos ou #fjj rs4 o frete g]al de cada arroba de c>ga na navegao d alto ,madeira1 o trafego annual de #cjj4jjj arrobas vem a produzir a r5da bruta de #ij4jjj pesos ou #ahj contos de ris1 somma que facil demon/r>1 exc$e necess>ia p>a equilibr> o cu/eio e deix> o lucro liquido de #h por c5to ao capital1 applicado no mat]ial da navegao e em todos os seus accessorios1 que admittimos fosse qu&o muito de #bej4jjj pesos ou #ejj contos4 ,de facto1 subtrahidos os #h por c5to de/a somma1 que monto a #bj4jjj pesos ou #dj contos1 de #ij4jjj pesos ou #ahj contos1 total d r5dim5to dos transportes1 sobro #gj4jjj pesos ou #adj contos p>a cubrir z despezas d cu/eio4 ,na supposio de que se faa uma viagem r$onda por mez em cada uma das l9has ref]idas1 e/imamos como segue os ga/os respectivos3 #a4;a ,l9ha de ,guaj>amirim a ,v9*uta4 ,di/ancia #ejj milhas4 ,subida em #gb horas4 ,descida em #dh4 ,viagem r$onda #abj horas4 ,despeza m5sal de um vapor da =a de #ej cavallos e porte de #aej a #bjj toneladas3 ,tripolao#bc #gej ,combu/ivel#bd #cjj ,despezas div]sas #bjj ,somma #abej #bc ,consid]amos a tripulao de cada vapor compo/a como segue e t5do os soldos designados2 #a me/re #ajj2 #a piloto #ej2 #a ma*9i/a #aej2 #a fogui/a #ej2 #af hom5s de tripulao a #be pesos por mez-- #djj4 ,somma #gej2 como foi adoptado acima4 #bd ,a despeza de combu/ivel fui calculada sobre a base da m$ia de alguns dados relativos ao consumo de l5ha dos vapores da companhia d ,amazonas4 ,d$uzimos assim que uma ma*9a de #ej cavallos consumiria1 na m$ia1 #abe a*as por hora1 cujo valor foi calculado pelo preo commum no ,amazonas1 i/o #bj ou #djjjj rs4 por milheiro4 #b4;a l9ha4--,de ,guaj>amirim ao porto de ,santa ,cruz4 ,di/ancia #hgj milhas4 ,subida #acj horas4 ,descida #ij4 ,viagem r$onda #bbj horas4 ,despeza m5sal p>a um vapor nas condies precitadas3 ,tripolao #gej ,combu/ivel #eej ,despezas div]sas #bjj ,somma #a4ejj ,logo nas #ab viag5s r$ondas d anno se desp5d]ia3 ,na #a4;a l9ha #ae4jjj ,na #b4;a #ah4jjj ,total #cc4jjj ,confrontada e/a somma com a de #gj4jjj pesos1 que1 como se vio acima1 fica disponivel p>a o cu/eio1 d$uz-se o excesso de #cg4jjj pesos por anno1 quantia mais que suffici5te p>a occorr] aos ga/os d s]vio das lan*as a vapor e das emb>caes m5ores1 cons]vao e r5ovao d mat]ial1 manut5o dos armaz5s e ag5cias e a todos os mais desembolsos conc]n5tes navegao4 ,em summa1 em resultado d que fica expo/o1 se depreh5de que a empreza da e/rada das ca*oeiras e da navegao d alto ,madeira pod]ia subsi/ir por si s e realiz> um b5eficio razoavel se pudesse cont> annualm5te com um trafego effectivo de #cjj4jjj arrobas1 tanto de exportao como de importao4 ,probabilidades bem fundadas exi/em de que o comm]cio de/a communicao att9ja de pr9cipio a e/a quantidade e depois progrida cada dia consid]avelm5te1 quanto p]mitto a produco e o consumo cresc5tes dos num]osos habitantes da ,bolivia e d ,brasil1 que nella vo a*> um conducto livre de emb>aos p>a fom5t> z relaes com o ext]ior de que at hoje tm e/ado privados4 ,na p>te t]ceira de/es apontam5tos apreciamos o valor que um tal comm]cio alcanaria1 a julg> pelo que hoje faz a ,bolivia inteira pelos portos d ,pacifico1 e comp>ativam5te ao actual da prov9cia p]uana de ,loreto1 situada em circum/ancias muito p>ecidas s das prov9cias bolivianas da bacia d ,madeira4 ,ento vimos que1 a julg> pela populao dos dep>tam5tos de ,santa ,cruz e d ,b5i unicam5te1 sem trat> da de outros1 que no todo ou em p>te movida pela razo decisiva da economia dos fretes1 adopt> a via d ,amazonas de pref]5cia a qualqu] outra1 populao aquella que quadrupla da da prov9cia de ,loreto1 o comm]cio dos mesmos d\s dep>tam5tos pod]ia adquirir em curto prazo o valor de #cfj4jjj pesos ou #gbj contos de ris1 quatro vezes tambem o que era em #ahee o da prov9cia p]uana1 p\co depois de favorecida com a l9ha de vapores da companhia d ,amazonas4 ,p>a avali> o peso de m]cadorias correspond5te a e/e valor1 no possuimos mais d que um dado1 que porm digno de toda a confiana por s] tambem ref]ante ao comm]cio da ,bolivia pela via d ,madeira4 ,no anno de #ahfj1 como j foi dito1 a quantidade de #cb4jjj arrobas de exportao e importao correspondeu a um valor de p\co mais de #cb4jjj pesos ou #fd contos1 ou crca de #a peso ou #bjjj por cada arroba4 ,a cont9u>1 s5do e/e o preo m$io dos artigos de comm]cio1 a somma de #cfj4jjj pesos repres5t> o valor de mais de #cjj4jjj arrobas1 quantidade em que1 segundo os calculos prec$5tes1 foi orado o trafego capaz de comp5s> vantajosam5te o e/abelecim5to e o cu/eio da e/rada e da navegao d alto ,madeira4 ,se a9da nos reportamos a outras apreciaes1 ant]iorm5te apres5tadas sobre o des5volvim5to progressivo d comm]cio da ,bolivia pela mesma via1 os resultados dos annos segu9tes no deixo duvid> que a empreza com o tempo prosp]> enormem5te4 ,em v]dade1 qu&o o valor de seu trafego mont> a mais de #a milho de pesos1 como pde acontec] em #b annos1 ou a mais de #b milhes1 como pde s] em #aj1 con=me conjecturamos som5te sobre os d\s dep>tam5tos de ,santa ,cruz e d ,b5i1 a9da por comp>ao com o progresso obs]vado no comm]cio da prov9cia de ,loreto pelo ,amazonas1 ento s] infallivel que a quantidade de m]cadorias1 correspond5te aos ditos valores1 no s alcanar a #cjj4jjj arrobas1 como exc$] de muito1 por mais valiosos que sejo os objectos de p]muta4 ,e que propores no tom> o trafego da via d ,madeira1 qu&o ella torn>-se o cam9ho da exportao e importao da metade1 pelo m5os1 da populao da ,bolivia1 no isolada d re/o d mundo1 p\co productiva e m5os consumidora1 como hoje se a*a1 mas aproximada pelo vapor dos gr&es c5tros comm]ciaes d ,atlantico1 laboriosa pela c]teza de obt] l>ga recomp5sa dos es=os que empreg> na produco1 civilisada e indu/riosa pelo trato e pelo exemplo dos e/rangeiros activos e empreh5d$ores1 que de toda a p>te vir a explor> e cultiv> regies quasi desconhecidas1 que occulto imm5sos !s\ros em seu solo66 ,qu&o se recolho em pr(uso os fructos das sem5tes ahi depositadas desde o comeo d novo e/ado de c\sas1 que a empreza d ,madeira vai cre>1 temos confiana que no ba/> o tosco plankroad primitivo nem o r$uzido num]o de vapores1 que propuzemos1 p>a d> vaso ao comm]cio que ento exi/ir4 ,elle exigir p>a seu escoam5to um f]ro-c>ril ou um canal artificial de gr&es dim5ses1 auxiliado com muitos vapores2 e tamanho engr&ecim5to de meios de viao se effectu> nessa occasio na escala conv5i5te com pl5a segurana de que a circulao produzir r5da suffici5te p>a remun]> com usura quaesqu] melhoram5tos4 ,p>a aquelles1 que tm e/udado os v]dadeiros milagres op]ados pelas vias de communicao1 exp$itas e b>atas1 em todos os paizes d mundo1 onde ho sido introduzidas1 no pde hav] temor algum de que a empreza que advogamos c>ea de elem5tos p>a fund>-se1 subsi/ir e prosp]>4 ,talvez em seus primeiros passos haja alguma c\sa de inc]to2 porm sua prosp]idade no porvir segura e infallivel como o progresso dos povos da ,bolivia e d ,brasil1 qu&o sejo vivificados pela sci5cia e pela indu/ria1 que lhes ho de vir dos paizes mais adiantados atravs dessa communicao1 cujo projecto t5tamos esboar4 ,os gov]nos d ,brasil e da ,bolivia1 directam5te int]essados nas consequ5cias fecundas da empreza d ,madeira1 no devem p\p> es=os p>a fundal-a e promovel-a4 ,talvez p>ecesse vantajoso que de accordo mutuo1 ambos por si mesmo abrissem a e/rada das ca*oeiras e lanassem os primeiros vapores nas aguas d alto ,madeira4 ,a ns1 porm1 p>ece e/a m$ida a m5os conv5i5te e efficaz1 e que no deve s] adoptada s5o no caso de se fru/>em todas z t5tativas p>a organis> uma companhia p>ticul> que se incumba de effectu> taes melhoram5tos4 ,se e/ reconhecido g]alm5te a inf]ioridade da adm9i/rao de emprezas de/as pelo ,e/ado1 comp>ativam5te de associaes p>ticul>es1 nas condies pres5tes app>ece a9da m5os conte/avel e/e facto1 att5ta a desmesurada di/ancia em que se a*a o lug> da obra a empreh5d] dos c5tros dos gov]nos nella int]essados4 ,a aco de/es1 em nossa op9io1 no deve pois e/5d]-se aos cuidados d e/abelecim5to e d cu/eio dos meios de transporte projectados1 mas r$uzir-se a facilit> e acoroo> a creao da companhia1 que di/o se enc>regue1 e depois a protegl-a por todos os meios opportunos4 ,a semelhana de todas z emprezas1 que tm de op]> em paizes novos e p\co conhecidos e c>ecem de fund>-se com capitaes ang>iados nos m]cados e/rangeiros1 a da e/rada e navegao d alto ,madeira1 no ob/ante seu futuro esp]anoso1 no pde presc9dir de g>antias effectivas1 capazes de inspir> confiana mesmo aos mais timoratos ou incr$ulos4 ,a melhor frma p>a conseguir tal effeito s]ia1 a nosso v]1 g>antir uma c]ta quota de juros annual1 que dsse um int]esse razoavel aos capitaes engajados na empreza1 at um maximo de antemo fixado4 ,um tal favor junto com o privilegio d transito na e/rada e nos rios por um l>go prazo1 concesses de t]ras com lib]alidade1 direito de explorao de m9as numa c]ta zona e outras concesses semelhantes1 das que sem faz]-se s emprezas de viao mais favorecidas1 no deix>io de actu> no s5tido de alcanar a incorporao de uma companhia4 ,em taes concesses os gov]nos d ,brasil e da ,bolivia tom>io a p>te que naturalm5te a cada um devesse competir2 e/e promov5do sobre tudo a navegao de seu sy/ema fluvial1 aquelle1 com especialidade1 a ab]tura da e/rada das ca*oeiras1 que toda deve e/5d]-se em t]ritorio brasileiro4 ,mas si1 contra nossa spectao1 de todo no fosse possivel con/ituir-se uma companhia p>a realiz> na via d ,madeira os melhoram5tos concebidos1 s]ia como j indicamos1 o caso de tom>em a si a empreza os gov]nos d ,brasil e da ,bolivia4 ,ento no aconselh>iamos se pozesse em obra um projecto nas propores d que deixamos esboado1 mas outro muito mais simples e b>ato1 porm capaz todavia de attrahir e fom5t> o trafego da va/a regio d alto ,madeira p>a o ,atlantico segu9do o curso de seus rios4 ,com taes vi/as1 proporiamos que nas ca*oeiras d ,madeira1 p>a torn> m5os difficultosa e demorada sua travessia1 se fizessem algumas obras de p\ca monta a fim de desob/ruir os canaes que quasi todas tm2 que se abrissem cam9hos m>g9aes regul>es nos passos mais trabalhosos p>a facilit> o s]vio da halagem a sirga dos b>cos e mesmo p>a s]vir ao transporte das c>gas e at das proprias emb>caes1 qu&o i/o fosse de todo indisp5savel1 e que se fundassem de di/ancia em di/ancia beira d rio nucleos coloniaes1 situados adequadam5te no intuito de proteg]em a passagem das mesmas ca*oeiras no s com re=o de g5te1 como tambem com mantim5tos e outros soccorros4 ,caso porm no fossem efficazes exp$i5tes semelhantes p>a desemb>aar e abrevi> de um modo s5sivel a navegao das ca*oeiras1 sobretudo na subida1 e h\vesse que recorr] necess>iam5te a um desvio t]re/re1 ento em vez de abril-o como uma e/rada de c>ros1 pod]ia no pass>-se de um simples trilho p>a animaes de c>ga1 a cujos lados se colloc>io os e/abelecim5tos coloniaes1 de que atraz fallamos1 a fim de ahi s]em d mesmo pre/imo que lhes de/9amos na travessia das ca*oeiras4 ,entretanto em qualqu] alt]nativa1 qu] se t5ha de lev> a effeito a empreza da utilisao da via d ,madeira ne/as r$uzidas propores ou nas que ant]iorm5te del9eamos1 ha que faz] um trabalho prelim9> de uma utilidade inconte/avel1 cuja execuo recomm5damos in/antem5te aos gov]nos d ,brasil e da ,bolivia p>a s] empreh5dido sem det5a4 ,por p>te d primeiro proseguir nas exploraes que por sua ordem pres5tem5te e/o em actividade no curso d ,madeira1 applic&o-z no s seco das ca*oeiras1 na ida de desob/ruil-z ou canalisal-z1 como tambem l9ha t]re/re que pde desvial-z2 e alm di/o ao curso sup]ior d ,mamor1 d ,guapor e dos afflu5tes de/es rios que rego o t]ritorio brasileiro4 ,ao gov]no da ,bolivia compete m&> explor> sci5tificam5te a magnifica r$e dos afflu5tes d alto ,madeira1 que banha suas ricas prov9cias d ori5te2 a importante art]ia d ,b5i com seus braos1 a d gr&e ,mamor no seu dilatado curso e em seus num]osos tribut>ios e a de todos esses caudalosos rios1 que desaguo no ,guapor ou ,it5ez pela m>gem m]idional e que con/a (f]ecem navegao to facil quanto ext5sa4 ,com os resultados de taes e/udos1 juntos a dados e/ati/icos exactos e rec5tes sobre o comm]cio da regio d alto ,madeira e os recursos que ella contem p>a des5volvel-o p>a diante progressivam5te1 se possuirio z in=maes necess>ias a fim de proc$] com segurana e ac]to no projecto e na execuo da importante obra1 cujos traos g]aes1 com debil p5na e mal habilitados1 temos del9eado ne/es ligeiros apontam5tos4 ,santiago1 #ai de ,fev]eiro de #ahfh4--;,antonio ,reb\z1 eng5heiro4