,digital ,collections7 ,,apontamentos ,,sobre ,a ,,via ,,de ,,comunica,o ,,do ,,rio ,,madeira ,,pelo ,engenheiro ,antonio ,rebouas ,,memoria ,,escripta ,,em ,,santiago ,,do ,,chile ,,em #ahfh1 ,e ,,offerecida ,,ao ,,conselheiro ,,felippe ,,lopes ,,netto1 ,,ent,o ,,ministro ,,plenipotenciario ,,do ,,brasil ,,na ,,bolivia4 ,,rio ,,de ,,janeiro4 ,,typographia ,,nacional4 #ahgj4 ,,advertencia4 ,quando1 em #ahfh1 achando-me em ,santiago do ,chile1 emprehendi os estudos que dero em resultado a presente ,memoria1 tinha em vista requerer dos governos do ,brasil e da ,bolivia o privilegio para a construco e custeio de uma estrada1 transitavel a vehiculos de rodas1 ligando a navegao do baixo do alto ,madeira e para o trafego por meio de vapores do ,mamor1 e ,guapor e dos outros rios dessa regio4 ,esse intento1 porm1 frustou-se por causa de meu regresso ao ,brasil em ,abril do mesmo anno e ter seguido logo1 em meiados de ,junho1 para a provincia do ,paran a dirigir a explorao de uma estrada de rodagem com destino a ,matto ,grosso1 commisso que tive a felicidade de concluir no fim do anno passado4 ,achava-me pois distrahido inteiramente de meus planos sobre a via de communicao do rio ,madeira1 quando vi publicado o ,decreto de #bj de ,abril do corrente anno1 concedendo ao coronel ,george ,e4 ,church o privilegio para uma ferro-via lateral s cachoeiras e para a navegao a vapor da parte superior daquelle rio4 ,congratulando-me por ver em caminho de realizao um projecto de tanto alcance politico1 commercial e civilisador1 a bem do ,brasil e de uma ,nao vizinha e amiga1 pareceu-me no ser inopportuno dar luz da imprensa uma ,memoria1 onde eu demonstrra os elementos com que podia contar para fundar-se e progredir a empreza que tomasse a si levar a effeito a mesma obra4 ,oxal posso os factos confirmar minhas esperanas sobre to auspiciosa communicao1 a cujo emprezario1 desejo1 sobejem os meios de executal-a promptamente4 ,rio de ,janeiro1 #ah de ,julho de #ahgj4--;,antonio ,rebouas ,filho1 ,engenheiro4 ,i4 ,opportunidade de leval-a a effeito4--,tratado do ,brasil com a ,bolivia--,abertura do ,amazonas4--,navegao a vapor no baixo ,madeira at a primeira das ,cachoeiras4--,falta transpol-as para lanar o vapor no alto ,madeira e nos seus affluentes navegaveis da ,bolivia e do ,brasil4 ,dous grandes acontecimentos1 desses que fazem poca na historia das naes1 se realizro no decurso do anno de #ahfg1 ambos de influencia transcendente no sentido de estreitar as relaes amistosas de dous estados sul-americanos1 resolvendo as divergencias1 que por acaso entre elles existissem1 e predispondo a communidade dos interesses commerciaes1 que no estado da civilisao actual o mais seguro penhor da paz e da amizade dos povos e tambem dos governos que a estes represento4 ,um foi o tratado de amizade1 limites1 navegao e commercio entre o ,imperio do ,brasil e a republica da ,bolivia1 celebrado em ,la ,paz aos #bg de ,maro e definitivamente concluido pela troca das ratificaes dos dous governos a #bb de ,setembro do anno passado2 o outro o decreto do governo imperial de #g de ,dezembro de #ahff abrindo as aguas do ,amazonas aos navios mercantes de todas as naes1 o que j se verificou no memoravel dia #g de ,setembro daquelle mesmo anno4 ,corollario de to importantes factos ser sem duvida o desenvolvimento rapido das transaces commerciaes entre o ,brasil e a ,bolivia1 as quaes1 iniciadas desde muitos annos1 tm sido at hoje peadas em seu incremento pela barreira ingente1 que intercepta a via de communicao natural existente entre os dous paizes4 ,so as cachoeiras1 que obstruem o curso dos rios ,madeira e ,mamor entre os #h #a_/b e #aa gros de latitude sul1 oppondo difficuldades quasi insuperaveis ao transito do commercio da ,bolivia para o ,atlantico pelas aguas francamente navegaveis do baixo ,madeira e do grandioso ,amazonas4 ,romper este obstaculo ou desvial-o1 abrir as portas da vasta bacia do alto ,madeira2 juntar a navegao do immenso valle do maior dos rios1 cujo tronco se estende desde o centro do ,per at o ,oceano1 abrangendo por seus innumeraveis ramos terras do ,equador1 da ,colombia1 de ,venezuela e do ,brasil1 desde seus confins septentrionaes e occidentaes at o proprio corao1 com a navegao do ,mamor e seus affluentes1 que de um lado tambem se interna no territorio brasileiro at encontrar na serra dos ,parecis as vertentes do rio ,paraguay1 e d'outro irradia em diversas direces at s encostas1 e inda alm at aos cumes dos ,andes1 regando com placida corrente as dilatadas planicies da parte mais rica da ,bolivia2 finalmente1 completar praticamente o grande pensamento de paz e de unio internacional1 ha pouco formulado e consagrado no referido tratado de navegao e commercio e no decreto da abertura do ,amazonas4 ,desde muito o governo e o povo da ,bolivia miro a navegao a vapor dos tributarios do ,alto ,madeira e a communicao facil d'ahi com o ,atlantico como uma necessidade indeclinavel do progresso moral e material da republica e como a base da prosperidade futura de suas ferteis provincias do ,oriente4 ,j nos fins do seculo passado1 em #agib1 quando ainda dominava o regimen colonial1 o sabio naturalista ,tadeu ,haenke1 apresentou ao governo hespanhol o projecto de navegar os rios da ,bolivia4 ,em #ahcc1 o governo da republica instituia premios para os primeiros barcos a vapor que sulcassem seus rios2 em #ahdc e #ahea1 o congresso autorisava o poder executivo a despender at a somma de #bjj4jjj pesos nos servios concernentes mesma navegao e em #ahec1 declarando-a livre ao commercio e aos navios de todas as naes1 renovava a offerta de premios aos que primeiro a emprehendessem1 accrescendo a isto largas concesses de terras4 ,a opinio publica1 manifestada qur na imprensa periodica e nos escriptos dos homens mais illustrados da ,bolivia1 qur por meio de obras praticas1 tem sempre acompanhado neste assumpto s vistas do governo4 ,assim que no falto memorias e outras publicaes demonstrando as innumeras vantagens da communicao do ,madeira e muitas exploraes e at alguns trabalhos de construco ho sido executados tanto nos rios que della fazem parte1 como nas vias terrestres que a elles conduzem4 ,testemunho-n'o1 entre muitos outros factos1 as exploraes do naturalista francez ,alcide d',orbigny1 patrocinadas pelo governo da ,bolivia2 as do parocho de ,exaltacion1 ,dr4 ,d4 ,ramon ,eustaquio ,duran e de ,d4 ,jos ,agustin ,palacios1 governador de ,mojos1 que ambos navegro as cachoeiras do ,madeira2 a tentativa do cidado ,tudela para abrir um caminho breve de ,cochabamba ao ,beni e recentemente1 em #ahfd1 os trabalhos da companhia ,secur1 a fim de realizar o mesmo objecto ligando aquella capital s margens do affluente do ,mamor1 cujo nome a sociedade tomou4 ,estes poucos factos basto para provar que a ida da utilisao effectiva da via do ,madeira tem sido a aspirao constante da ,bolivia desde os primeiros annos de sua independencia e parece indubitavel que1 se o vapor j no cursa hoje as aguas de seus rios1 porque seria quasi impossivel transportal-o subindo as #ag arriscadas cachoeiras1 que os separo das aguas accessiveis do baixo ,madeira4 ,de sua parte o ,brasil1 de alguns annos a esta parte1 no tem poupado trabalho e capital a fim de chegar realizao da mesma ida4 ,desde #ahea que a companhia do ,amazonas1 generosamente subvencionada pelo governo imperial1 percorre as aguas do maximo rio1 cruzando em seu trajecto a embocadura do ,madeira4 ,em #ahfd1 o engenheiro ,j4 ,m4 da ,silva ,coutinho chegou em um vapor brasileiro ao p da cachoeira de ,santo ,antonio e dahi1 embarcado em cana1 explorou na subida e na descida este e todos os outros empecilhos que se succedem at chegar ao de ,guajaramirim no rio ,mamor4 ,no anno proximo findo1 por decreto de #bb de ,junho1 o governo imperial subvencionou a uma companhia que se prope estabelecer uma linha regular de vapores no baixo ,madeira at quella primeira cachoeira#a1 e quasi ao mesmo tempo mandava uma expedio scientifica1 dirigida por dous distinctos engenheiros1 no intuito de averiguar1 por meio de medies hydrographicas exactas1 a possibilidade de canalisar a seco das cachoeiras1 ou1 em caso negativo1 de abrir-lhes um desvio por terra4 #a ,estamos scientes pelos ultimos jornaes do ,brasil que o ,sr4 ,brito e ,amorim1 concessionario desta navegao1 j conseguiu reunir na praa do ,par o capital necessario mesma empreza4 ,ha pois1 tanto na ,bolivia como no ,brasil1 o mais vivo empenho de communicar-se facil e effectivamente pela via do ,madeira1 e ainda que lentamente1 a execuo desta empreza vai caminhando a seu desejado fim4 ,os successos do anno de #ahfg tendem sobretudo a imprimir-lhe mais vitalidade4 ,a politica e a diplomacia a estipulro por actos solemnes e a iniciativa individual1 auxiliada pelo governo do ,brasil1 promette que em breve o vapor percorrer todo o baixo ,madeira e aportar junto ao degro inferior da regio das cachoeiras4 ,conseguido isto1 restar smente franqueal-as artificialmente por agua ou por terra1 a fim de ir tambem lanar o poderoso motor nas aguas superiores do ,madeira4 ,esta a obra1 que cumpre atacar com vigor desde logo1 no deixando escapar a opportunidade presente em que acontecimentos diversos parecem promovel-a e apressal-a4 ,a utilidade1 que della resultar no sentido de crear e desenvolver a industria e o commercio nos paizes a que vai servir1 incontestavel4 ,no ha que discutil-a quanto a seus effeitos sociaes e civilisadores4 ,falta smente apresental-a por sua face pratica1 propagal-a como empreza lucrativa1 revelar suas vantagens economicas1 demonstrar sua exequibilidade immediata e attrahir sobre ella a atteno de emprehendedores e capitalistas4 sob tal ponto de vista que nestes apontamentos nos propomos estudal-a1 posto que baldos de informaes sufficientes e conscios de nossa incapacidade para preencher a tarefa que emprehendemos como conviria importancia subida do assumpto4 ,,ii4 ,idas geraes sobre a bacia do rio ,madeira4--,seu curso e seus affluentes4--,rio ,mamor1 rio ,grande ou ,guapay4--,piray4--,chapar4--,secur4--,g uapor ou ,itenez4--,beni4--,situao e comprimento da estrada das ,cachoeiras4 ,a torrente1 que baixa do nevado de ,chacaltaya e corta a cidade de ,la ,paz1 a mais populosa e importante da ,bolivia1 uma das nascentes mais remotas do ,mosetenes1 cujo nome se troca pelo de ,beni desde o salto de ,ictama#b4 ,na propria cidade de ,cochabamba e em suas vizinhanas se encontro varios cursos d'agua1 que por duas vias differentes vo despejar ao rio ,mamor1 cujo prolongamento o ,madeira4 ,de um lado so as nascentes do ,paracti e do ,colomi1 que so ambos affluentes principaes do ,chapar ou rio de ,s4 ,matheus2 do outro lado o rio ,rocha1 que tambem tem o nome de ,sacaba1 e um dos numerosos tributarios do ,calauta1 confluente do rio ,grande de ,chayanta1 que mais abaixo se chama simplesmente rio ,grande ou ,guapay e o brao mais caudaloso do rio ,mamor4 #b ,estes e os seguintes dados so1 em geral1 extrahidos da excellente obra--,bosquejo estadistico de ,bolivia--por ,jos ,maria ,dalence4 ,chuquisaca1 #ahea4 ,a cidade de ,sucre ou ,chuquisaca est situada na ramificao dos ,andes1 que frma na ,bolivia o divortium aquarum entre o ,amazonas e o ,prata4 ,assim as aguas1 que a banho1 de um lado se dirigem para o ,sul pelo alveo do rio ,pilcomayo1 emquanto que do outro fluem para o j citado ,guapay ou rio ,grande4 ,emfim1 a cidade brasileira de ,mato ,grosso1 antiga capital da capitania1 hoje provincia do mesmo nome1 demora s margens do ,guapor ou ,itenez1 o mais poderoso dos affluentes do ,madeira1 que procedem das bandas do oriente1 principalmente da famosa serra dos ,parecis1 onde se entrelao tantos rios que engrosso as aguas do ,amazonas e do ,prata4 ,o ,beni1 o ,chapar1 o ,guapay e o ,guapor so os ramos mais importantes1 que compem o volumoso tronco1 que toma o nome de ,mamor desde a confluencia do ,chapar com o ,guapay2 recebe o de ,madeira quando se lhe junta o ,beni1 e o conserva at que desemboca no ,amazonas com um cabedal de aguas tamanho1 que o classifica como um de seus maiores affluentes1 seno o maior4 ,assim em longinquas origens de seu curso o ,madeira rega as tres cidades mais consideraveis da ,bolivia1 assim como de mais valor que o ,brasil possue em sua fronteira desse lado4 ,o ,guapay ou rio ,grande1 tronco principal do ,mamor1 se torna um rio notavel desde que se reune o ,calauta1 que vem de ,cochabamba1 ao rio grande de ,chayanta4 ,nessa paragem1 que se acha proximamente aos #ai de latitude1 entre o povo de ,uricari e o de ,poroma1 tem como #c ps ou cerca de #a metro de profundidade#c4 #c ,o p usado na ,bolivia igual a um tero de vara4 ,esta sendo igual a #jm1#hcei1 o dito p vale #jm1#bgh4 ,o p inglez equivalente a #jm1#cjdh4 ,o p portuguez tem #a #a_/b palmos ou #jm1#cc1 conforme o valor de #jm1#bb1 adoptado como o padro do palmo4 com pequena differena igual ao p francez1 que tem #jm1#cbd4 ,em geral se pde tomar approximadamente o metro por #c ps4 ,contada dahi at foz no ,amazonas1 a navegao da arteria mi do ,madeira abraaria mais de #ijj leguas4 ,o rio1 que a principio seguia o rumo de norte a sul1 na dita latitude e na longitude de #fh ,o4 de ,paris1 pouco mais ou menos1 dirige-se para leste em linha quasi recta1 costeando o grande esporo dos ,andes1 cujas contravertentes do para o ,pilcomayo4 ,chega assim aos #fj de longitude1 perto de ,abap1 onde se lhe incorpora o caudaloso rio ,azero1 e livre j dos obstaculos da ,cordilheira torce de repente para norte1 cujo rumo em geral conserva para diante nas innumeraveis sinuosidades de seu leito4 ,antes de receber o ,azero1 j tem o ,guapay duas varas ou #am1#ff de profundidade1 e1 ainda que seja pouco conhecida sua navegabilidade nestes lugares1 ha quem assegure que elle no tem empecilho algum1 pois colloco no rio ,azero uma cachoeira que consta por ahi existir4 ,passa o rio ,grande ou ,guapay a #aj leguas de ,santa ,cruz de la ,sierra1 a cidade campestre1 como a appellida d',orbiguy1 interessante capital do departamento de igual nome2 e mais abaixo recolhe pela margem esquerda as aguas do rio ,piray1 que banha os arrebaldes da mesma cidade e navegado at cerca de #cj leguas a jusante della1 em um porto chamado ,cuatro-,ojos4 depois de receber o ,piray que alguns geographos do ao ,guapay o nome de ,sara1 que guarda at se lhe reunir o ,chapar1 que1 recebendo perto da boca um rio denominado ,mamorechico ou ,mamor#d1 transmitte este nome ao ,sara1 antes ,guapay ou rio ,grande4 #d ,mamor significa em lingua indigena mi dos homens4 ,o rio recebeu este nome porque em sua fonte ha um rochedo pyramidal formado de tres pedras sobrepostas1 que se erguem altura de mais de #bj metros1 e coroado por uma gigantesca arvore de quina4 ,este rochedo adorado pelos indios dessas paragens1 porque crena entre elles que devem sua origem aos amores dessa pedra com um tigre das selvas4--,podia julgar-se1 acrescenta o autor de quem copiamos estas linhas1 que semelhante origem devia tel-os feito selvagens e ferozes3 so ao contrario meigos1 humildes e serviaes4 7,favre--,apuntes sobre la navegacion de los rios de ,boliyia4 ,cochabamba4 #aheh74 ,o ,chapar digno de meno no tanto pelo avultado cabedal de suas aguas como pela navegao franca que offerece qur em seu proprio curso1 qur no de seus numerosos tributarios1 entre outros o ,mamor chico1 o ,chimor e o ,coni4 ,trazendo1 como ficou dito1 suas nascentes dos arredores de ,cochabamba1 tem a #ce leguas#e desta cidade o porto de ,vinchuta1 junto embocadura do ,coni1 d'onde possivel navegar a vapor at a sua foz no ,mamor2 pois neste espao1 que regular em #bjj milhas#f1 o rio nunca tem menos de #b metros 7#f ps7 de fundo nem correnteza superior a de #a #a_/b milhas por hora ou #j1gg metros por segundo4 #e ,alguns autores que consultamos dizem ser de #cj leguas a distancia de ,cochabamba a ,vinchuta2 outros fazem-n'a de #dj4 ,decidimo-nos pela media dos dous algarismos1 approximando-nos muito da opinio de ,gibbon1 que attribue #cd leguas ao mesmo caminho4 #f ,as distancias em milhas que citamos so extrahidas da obra de ,gibbon ou fundadas no seu mappa4 ,suppomos ser a milha maritima de #fj ao gro1 equivalente a um tero de legua de #bj ao gro e a #a4heb metros4 ,esta legua tem pois #e4eef metros e pouco differente da boliviana1 que igual a #e4efd metros4 ,no rio ,grande ou ,guapay o mesmo systema de navegao talvez possa1 na estao das aguas1 comear desde muito arriba no seu curso2 e no duvidoso que alcanar ao lugar chamado ,paylas1 situado mais ou menos fronteiro a ,santa ,cruz4 ,dahi para baixo a navegao seria desimpedida em todo o anno1 se na secca no se formasse um rapido ou uma cachoeira1 que difficulta a subida alm de um porto conhecido pelo nome de ,bivosi4 ,entre este e a foz do ,chapar no consta que o ,guapay tenha empecilhos e dessa foz at ,trinidad1 capital do departamento do ,beni1 foi averiguado por ,gibbon que a profundidade d'agua na secca nunca inferior a #g metros1 #ba ps1 e a correnteza por hora no passa de #a_/b milha4 ,proseguindo em condies de prestar transito a vapores sem necessidade de obras d'arte1 o ,mamor passa perto de ,exaltacion1 outra cidade do ,beni1 e cada vez com mais fundo e corrente menos rapida1 chega confluencia do ,guapor ou ,itenez1 proximamente a #abj milhas da cidade de ,trinidad4 ,este ultimo rio1 que reune a maior massa1 que engrossa o ,mamor pela margem do ,oriente1 formado pelo concurso de muitos mananciaes que descem da serra dos ,parecis1 com outros que provm da de ,aguapehy e das vertentes e lagas da provincia de ,chiquitos4 ,tendo1 porm1 as fontes de seu tronco principal na serra dos ,parecis1 aos #ado #db' de latitude e a #b leguas das do ,juruema1 brao importante do rio ,tapajoz1 outro grande affluente do maximo ,amazonas1 o ,guapor1 se precipita pelas encostas das montanhas1 d'onde se origina1 em saltos a cachoeiras repetidas1 que no faculto seno mui embaraada navegao at cidade de ,mato ,grosso4 ,corre primeiro a ,,so at os #aeo1 #aj' de latitude1 seguindo parallelo ao curso do ,jaur1 tributario do rio ,paraguay1 e depois volta bruscamente tornando o rumo de nordeste1 que conserva at desembocar no ,mamor1 aos #aao #ed' #df de latitude #fho #a' #cj de longitude oeste de ,paris4 ,seus confluentes mais notaveis so na margem direita o ,sarar e o ,galera2 e na esquerda o ,barbados1 o ,verde1 o ,branco ou ,baures e o caudaloso ,magdalena ou ,itonama4 pelo rio ,barbados e seu affluente1 o rio ,alegre1 que cruza as nascentes com o ,aguapehy1 tributario do ,jaur1 que o do ,paraguay1 que ser possivel estabelecer o mais curto canal de unio entre as aguas do ,amazonas e do ,prata1 cortando o isthmo que separa o ,alegre e o ,aguapehy e que se estreita a ponto de reduzir-se largura de #e4bhj metros ou #b4djj braas do ,brasil4 ,o ,guapor1 desde a povoao de ,mato ,grosso at a sua boca1 na extenso de #bje leguas#g1 no tem saltos nem grandes cachoeiras1 mas smente alguns rochedos e muitos baixios1 estes produzidos pelo excessivo espraiamento do seu alveo e que no tempo da secca no permittem chegar quella cidade embarcaes de mais de #a metro ou tres ps de calado4 #g ,esta distancia tirada do roteiro da commisso portugueza de limites1 que cursou o ,madeira e seus affluentes nos annos de #aghj e seguintes4 ,si a legua desta medio no fr a maritima de #bj ao gro1 deve ser a de #ag #a_/b ao gro1 que parece foi a estipulada nos tratados de ento entre ,portugal e ,hespanha4 ,na enchente porm1 que se eleva de #aj metros ou #cj ps1 como no ha correntezas fortes1 navios de maior porte e movidos a vapor at l podero ir2 e suppe-se que em qualquer tempo navegario sem estorvo1 pelo menos at o forte do ,principe da ,beira e mesmo talvez1 segundo outra opinio1 at defronte das serranias de ,s4 ,carlos1 a #gj leguas proximamente a jusante da dita cidade de ,mato ,grosso4 ,depois de receber o ,guapor ainda corre o ,mamor sem embarao algum por espao de #bf leguas1 no fim das quaes apresenta-se a corredeira de ,guajaramirim1 o primeiro da longa serie de obstaculos1 que interrompem a continuidade da navegao entre o alto e o baixo ,madeira4 ,at ao ponto em que o ,mamor1 assoberbado com as aguas do ,beni1 adopta o nome de ,madeira1 elle contm1 n'uma distancia de #ah leguas1 #e cachoeiras1 denominadas na ordem da descida ,guajaramirim1 ,guajaraass1 ,bananeiras1 ,po ,grande e ,lagens4 ,o ,beni1 que como vimos1 vai buscar sua origem dos picos nevados vizinhos de ,la ,paz1 ou mais longe ainda1 conforme affirma ,dalence1 de perto de ,oruro nos altos de ,pongo e ,calliquiri1 aos #aho de latitude1 se une ao ,mamor aos #ajo1 #bb'1 #cj1 tendo ento a largura de #fdj metros e a profundidade de #ahm ou #ed ps 7,gibbon74 ,consta que seu curso obstruido por muitos bancos1 saltos e cachoeiras1 dos quaes so nomeados o salto de ,ictama1 onde o ,beni deixa de chamar-se ,mosetenes1 e dous que se encontro a poucas leguas acima da confluencia com o ,mamor1 o ,salto de ,yata e a ,cachoeira de ,borda1 to temiveis que impediro o passo expedio do boliviano ,d4 ,agustin ,palacios1 quando em #ahdf pretendeu subil-os para explorar o mesmo ,beni4 sabido1 porm1 que os indios de suas margens viajo-n'o em balsas desde o ,povo de ,reyes e outros muito arriba no seu curso1 e diz-se no ser impossivel levar a navegao pelo seu ramo1 o rio ,coroico1 at o lugar deste nome1 pouco distante da cidade de la ,paz4 ,falto1 comtudo1 dados exactos sobre a navegabilidade do rio ,beni1 que at hoje carece de uma explorao scientifica4 ,o ,madeira1 ao formar-se pela junco do ,beni ao ,mamor1 tem a largura de uma milha ou #a4heb metros e profundidade que attinge a mais de #cj4 ,prosegue ainda ao rumo de norte1 em que vinha o ,mamor1 e no corre grande trecho antes de despenhar-se em uma cachoeira1 que leva seu proprio nome e d principio serie das #ab1 encadeadas por espao de #fe leguas 7de #bj ao gro7 at alcanar as aguas placidas do baixo ,madeira1 que sem mais tropeo algum conduzem ao ,amazonas e dahi ao ,oceano4 ,os #ab degros1 que intercepto o leito do ,madeira formando outros tantos obstaculos1 so conhecidos pelos seguintes nomes de cima para baixo3 ,madeira1 ,misericordia1 ,ribeiro1 ,araras1 ,pederneiras1 ,paredo1 ,tres ,irmos1 ,giru1 ,caldeiro do ,inferno1 ,morrinhos1 ,salto ,theotonio e ,santo ,antonio1 d'entre os quaes os de passagem mais difficultosa so os saltos ,ribeiro1 ,giru e ,theotonio4 ,gibbon avalia em #bej milhas a distancia occupada tanto por estes impecilhos como pelos do rio ,mamor e nota que na parte correspondente os dous rios descrevem uma curva1 que tem a concavidade voltada para leste e cujos ramos1 um mede #aij milhas em rumo geral de norte1 desde ,guajamirim at s immediaes da cachoeira das ,pederneiras1 ou melhor at ponta do ,abuna1 como denominaro os geographos portuguezes este ponto1 um dos mais occidentaes do territorio brasileiro2 e o outro ramo tem #aej milhas dahi cachoeira de ,santo ,antonio1 em rumo de ,,ene4 ,a linha recta1 que frma a corda da mesma curva1 se estende toda em terras do ,imperio e mede proximamente #ahj milhas de extenso1 seguindo a direco de ,,ne--,,so4 ,desde o p da cachoeira de ,santo ,antonio1 que se entra na regio do baixo ,madeira1 o qual se desenvolve por #agj leguas mais ou menos1 sempre com grande fundo e velocidade de aguas muito moderada1 at que desemboca no ,amazonas1 na latitude de #co #bc' #dc e longitude de #fao #cg' #ee1 ,o de ,paris e na distancia approximada de #bgj leguas do ,atlantico1 pelo canal do grandioso rio4 ,portanto1 o unico obstaculo que se oppe communicao do ,oceano com o vasto paiz banhado pelo ,mamor e seus tributarios1 o qual se pde designar como a bacia do alto ,madeira1 so as #ag cachoeiras1 que se succedem no espao de #bej milhas1 desde a de ,guajaramirim no ,mamor ate de ,santo ,antonio no ,madeira4 ,no resta duvida que ellas interpe uma barreira invencivel a qualquer genero de navegao regular2 pois assim no se pde qualificar a que hoje atravez dellas tem lugar1 correndo innumeros riscos e pesadissimos trabalhos1 descarregando a cada passo as embarcaes e levando as cargas por terra e por vezes arrastando os proprios vehiculos por caminhos marginaes em longos trechos4 ,para dar ida das contrariedades que encontra esta viagem1 basta mencionar que as canas de commercio gasto at #e mezes em subir as cachoeiras1 entretanto que a descida se pde realizar em #ab dias1 como a fez ,gibbon1 e at em #g #a_/b como aconteceu ao engenheiro brasileiro ,coutinho4 ,a explorao profissional1 que ora devem estar levando a effeito por ordem do governo imperial os illustrados engenheiros ,keller1 resolver com dados positivos--si essas cachoeiras podem ser canalisadas para prestar navegao desimpedida1 quaes as obras necessarias a este effeito e emquanto importar4 vista1 porm1 das noticias de expedies anteriores1 desde a da commisso portugueza demarcadora dos limites de #aggg at s modernas do boliviano ,palacios1 do norte-americano ,gibbon e do brasileiro ,coutinho1 nada ha de temerario em assegurar que a canalisao das cachoeiras do ,madeira1 sem ser um projecto inexequivel1 obra de tal magnitude e por conseguinte exigir to enormes capitaes1 que no para ser tentada no presente1 nem est em relao com a grandeza dos interesses1 que por meio della se pretende promover4 ,para suppril-a de prompto e qui preparar as cousas para sua futura execuo1 a opinio geral propende para uma outra empreza1 que evitar a travessia das cachoeiras em vez de removel-as1 sendo mais realisavel por ser menos custosa4 a de abrir uma via terrestre desde ,santo ,antonio at ,guajaramirim1 seguindo mais ou menos a corda do arco que descreve o rio1 cujo comprimento ,gibbon avaliou em #ahj milhas isto 1 #fj leguas de #bj ao gro#h4 ,esta estrada1 que toda ficar em territorio do ,brasil1 tem segundo o mesmo viajante todas as probabilidades de percorrer um terreno livre de inundaes1 sem ser muito accidentado4 #h ,o distincto engenheiro ,coutinho e com elle o ,dr4 ,tavares ,bastos e outros illustres brasileiros1 que modernamente se ho occupado da communicao do ,madeira1 do mesma linha o comprimento de #ej leguas4 ,a differena deste numero para o que apresentamos e que em diante adoptaremos1 provm da especie de legua considerada4 ,assim a extenso de #ahj milhas1 reduzida a leguas de #bj ao gro ou de #e4eee metros1 produz #fj leguas2 s de #ah ao gro ou de #f4agc metros smente #ed e s de #c4jjj braas ou #f4fjj metros apenas #ej4 ,sem duvida o engenheiro ,coutinho considerou as leguas desta ultima especie1 que so as mais usuaes no ,brasil4 ,se no o seguimos nesta parte1 porque adoptando a legua de #e4eee metros reduzimos facilmente as medies de ,gibbon1 avaliadas em milhas maritimas1 e sobretudo porque1 referindo-nos frequentemente aos roteiros da ,bolivia1 era a que mais convinha por ser a de valor mais aproximado ao da boliviana1 que como j foi dito tem #e4efd metros4 ,os que fazem a estrada das cachoeiras smente de #cb leguas1 provavelmente suppem-n'a comeando no de ,guajaramirim1 mas da boca do ,beni1 conservando a navegao das #ah leguas do ,mamor1 onde ha cinco cachoeiras4 por tal meio que nos parece se devem unir os valles do alto e do baixo ,madeira1 abrindo assim caminho franco ao commercio da ,bolivia com o ,atlantico pelas aguas do ,amazonas4 ,conjunctamente com o beneficio desta estrada1 o vapor sulcar as aguas do ,mamor e de suas grandes ramificaes1 e aproveitando-se da navegabilidade que estes rios offerecem nas extensas planicies de ,mojos1 ,santa ,cruz e ,chiquitos1 irradiar em todos os sentidos e ir fecundar com a industria e com o commercio a um vasto paiz1 que para desenvolver-se e prosperar smente aguarda a possibilidade de exportar o seus productos4 a extenso do seu territorio1 sua populao e seu commercio e os recursos que contem em si o que revistaremos em seguida1 a fim de deduzir os elementos com que se pde contar para retribuir os capitaes necessarios empreza de tornar regulares e expeditos os transportes por toda a via do ,madeira4 ,,iii4 ,regio boliviana da bacia do ,madeira4--,sua extenso e populao4--,condies de seu commercio4--,estado presente4--,conjecturas sobre seu futuro4--,contingente do ,brasil para o trafego da via do ,madeira4 ,o systema orologico da ,bolivia divide physicamente o seu territorio em quatro grandes regies1 cada uma das quaes verte as aguas que as rego com destino diferente3 #a4o ,a regio situada ao occidente da ,cordilheira dos ,andes1 a qual as despeja no oceano ,pacifico4 #b4o ,a regio da elevada altiplanicie entre as duas ramificaes da mesma ,cordilheira1 que quasi toda desagua no lago ,titicaca1 o qual--na opinio dos naturalistas mais seguida--no tem sahida nem para o ,pacifico nem para o ,atlantico4 #c4o ,a regio da bacia do ,madeira1 que occupa o nordeste da republica1 comprehendendo um immenso territorio desde as vertentes da ,cordilheira ,oriental e de seus ramos1 que ao norte separo esta bacia da do ,purs e ao sul da do ,pilcomayo1 at as fronteiras do ,brasil e linha das contra vertentes do rio ,paraguay4 #d4o ,emfim a regio da bacia do ,prata1 que em sua maior parte fica ao sul da precedente em posio symetrica1 regada por affluentes do ,pilcomayo e do ,vermejo e qual tambem pertence a zona da extrema oriental da ,bolivia1 que contm o rio ,otuquis e deslinda com o ,brasil pela srie de lagas1 que acompanho a margem direita do rio ,paraguay4 ,se uma verdade irrecusavel1 como os factos sempre comprovo1 que as correntes d'agua so as directrizes naturaes de quaesquer vias de communicao1 se so ellas que aponto a vereda das estradas e dos caminhos terrestres1 assim como a dos canaes artificiaes1 quando em seu proprio alveo no presto navegao ou sem auxilio do trabalho do homem ou com elle1 as sahidas do commercio da ,bolivia esto de antemo designadas pelo curso de seus rios4 ,as da regio das vertentes do ,pacifico devem ser os portos de ,arica1 ,cobija e outros da costa deste mar4 ,as da bacia do ,madeira os portos do ,beni1 do ,chapar1 do ,guapay1 do ,mamor1 do ,guapor e de seus respectivos affluentes1 d'onde as mercadorias seguindo a correnteza das aguas chegar ao ,atlantico1 atravs do ,madeira e do ,amazonas4 ,os productos da bacia do ,prata buscar os portos do ,otuquis1 do ,paraguay1 do ,pilcomayo e do ,vermejo1 por cujos canaes se encaminhar para a arteria principal do ,prata1 que tambem os levar ao ,atlantico4 ,quanto bacia do lago ,titicaca1 ella ser uma especie de territorio neutro1 cujo commercio se distribuir parte para o ,pacifico e parte para o ,atlantico1 como o determine a lei economica dos fretes4 ,considerando particularmente a regio boliviana da bacia do ,madeira1 nota-se que a mais vasta e importante das quatro em que a natureza dividio essa republica4 ,de facto ella comprehende os departamentos de ,cochabamba1 do ,beni e de ,santa ,cruz em sua integridade e uma boa parte dos de ,la ,paz e ,chuquisaca4 ,seu perimetro do lado occidental abrange as tres capitaes mais ricas e populosas da ,bolivia2 e duas outras de grande porvir1 ,santa ,cruz e ,trinidad1 acho-se em posies mui favoraveis para colherem grandes vantagens da navegao effectiva da rede fluvial do ,madeira4 ,calcula-se que a regio de que se trata mede #bgj leguas de norte a sul e #aaj de leste a oeste1 naquella direco desde os confins da altiplanicie dos ,andes at s fronteiras do ,brasil1 nesta desde as serranias1 que dividem o valle do ,madeira do do ,purs1 at s que fazem o mesmo effeito para o do ,pilcomayo4 ,a superficie que lhe pertence se estima em mais de #bj4jjj leguas quadradas1 quasi metade da da ,bolivia inteira1 avaliada em #ec4bjj4 ,em #ahfd1 a populao total da republica era computada em #b4aee4cbi habitantes#i4 ,destes #ehd4iad pertencio aos tres departamentos de ,cochabamba1 do ,beni e de ,santa ,cruz1 cabendo #cgi4ghc ao primeiro1 ao segundo #fj4ddg e ao terceiro #add4fhd4 ,o departamento de ,la ,paz por si s continha #eai4dfe habitantes e o de ,chuquisaca #aic4abd4 #i ,estractos do--,guia ,geral de ,rck--,sucre--#ahfe4 ,dando que smente um tero da povoao de cada um destes departamentos viva na bacia do ,madeira1 sero mais #bcj4jjj almas pelo menos a acrescentar somma daquelles tres departamentos1 resultando um total de mais de #hjj4jjj para o numero dos habitantes da ,bolivia existentes na regio dessa bacia4 ,as circumstancias especiaes1 em que se acha este paiz1 torno difficil seno impossivel computar com exactido a grandeza do commercio1 que elle pde entreter com o exterior4 ,segregada por longas e invias distancias das transaces com os outros povos1 a mr parte de sua populao vive quasi exclusivamente de sua propria industria1 permutando mui pouco com o estrangeiro4 ,um tal estado de cousas1 porm1 no pde servir de norma para o futuro4 ,elle a consequencia da difficuldade das communicaes1 originada sobretudo pelo obstaculo formidavel das cachoeiras do ,madeira1 que1 cerrando o caminho natural desta regio para o ,atlantico1 obriga seus habitantes a commerciar a grande custo pela costa do ,pacifico1 vencendo enormes distancias1 aggravadas demais pela trabalhosa travessia de duas cordilheiras e seus frequentes ramaes1 na qual sahindo de climas tropicaes se galga altitude das neves perpetuas para depois baixar aos portos daquella costa1 d'onde para chegar aos emporios do commercio do mundo ainda necessario navegar quasi at o polo austral1 a fim de effectuar a volta do continente sul americano pelo tormentoso cabo de ,horn4 ,quando1 porm1 se desembaraar a via directa para o ,atlantico1 seguindo as aguas do ,madeira e do ,amazonas1 uma nova ra principiar para a ,bolivia oriental1 cujo trafego com o interior1 mudando de direco1 soffrer uma revoluo essencial1 que1 reproduzindo a phrase de um distincto escriptor moderno#aj1 ser lhe ha to importante e benefica3 como a que no commercio do mundo operou a descoberta da passagem para as ,indias pelo ,cabo da ,boa ,esperana ou a que ha de fazer no seculo actual a navegao directa pelo isthmo de ,suez e o ,mar ,vermelho4 #aj ,o ,dr4 ,a4 ,c4 ,tavares ,bastos em sua excellente obra--,o valle do ,amazonas4--,rio de ,janeiro4--#ahff4 ,ento a produco desse paiz1 que hoje se reduz ao consumo dos proprios habitantes1 dar abundantes sobras que sero levadas aos mercados estrangeiros1 d'onde em retorno vir as manufacturas da industria a mais aperfeioada1 que alli chegar por to baixo preo que as grosseiras do paiz no podero com ellas competir4 ,conhecidas as vantagens da permuta interior1 habituados os individuos s commodidades que ella proporciona1 creadas todas as necessidades de uma civilisao mais refinada1 crescendo a produco conjuntamente com o consumo1 no ha duvidar que o movimento commercial augmentar progressivamente em avultada proporo tirando partido da feracidade proverbial destas terras dotadas dos mais variados fructos1 correspondentes aos differentes climas que nellas se encontro1 desde o gelido das ,punas at o mais calido da zona intertropical4 ,assim os departamentos de ,cochabamba1 ,chuquisaca e ,la ,paz1 em suas provincias que gozo de um clima temperado1 podero exportar os cereaes e os fructos proprios do mesmo clima1 os quaes sem irem mais longe1 achar consummidores em todo o valle do ,amazonas e no norte do ,brasil2 entretanto que do ,beni e do ,santa ,cruz sahir para os mercados da ,europa e de ,norte-,america o caf1 o algodo1 o caco1 o fumo e os demais artigos tropicaes1 que nos terrenos destes departamentos se crio to excellentes como os melhores do mundo4 ,por outro lado a minerao inexplorada das encostas orientaes dos ,andes1 dos depositos ferruginosos de ,mojos e de ,chiquitos1 to preconisados pelo sabio d',orbigny#aa1 e das minas de ouro da ultima provincia1 que agora esto attrahindo exploradores1 proporcionar outras tantas fontes de riqueza e de commercio2 assim como tambem a extraco dos productos silvestres1 da quina1 da borracha1 das raizes1 drogas1 especiarias e madeiras preciosas1 que abundo sem conta nas florestas do ,beni1 do ,mamor e do ,itenez ou ,guapor4 ,nos espaosos campos de ,mojos e ,chiquitos a criao de gado vaccum1 cavallar e lanigero1 que nelles j se acha estabelecida1 pde muito augmentar e1 uma vez que ahi se obtenha o sal por baixo preo1 o charque e outras carnes salgadas passar a ser objecto de exportao mui lucrativa1 mesmo para a parte superior do valle do ,amazonas1 que carece destes generos e os compra por elevado preo4 #aa ,alcide d',orbigny em sua viagem s provincias de ,mojos e ,chiquitos trata mais de uma vez dos grandes depositos de ferro hydratado1 que constituem todo o slo da misso de ,sant',anna e dos plainos de ,concepcion no paiz de ,chiquitos1 de ,mojos e nos arredores da misso de ,s4 ,joaquim1 que est a beira do rio ,machupo1 tributario do ,magdalena ou ,itonama1 que desagua oo ,guapor1 quasi defronte do forte do ,principe da ,beira4 ,o mesmo naturalista mostra as immensas vantagens da explorao deste minerio pelo methodo ,catalo1 no faltando combustivel nas florestas vizinhas e dispondo-se de rios navegaveis para levar o ferro a lugares da ,bolivia e do ,brasil em que elle tem grande valor4 pois de toda a probabilidade que1 logo que seja franqueada a estrada das cachoeiras e introduzido o vapor nos rios da ,bolivia1 cerca de #hjj4jjj de seus habitantes se utilisar destes meios de communicao para chegar ao ,atlantico e ahi entabolar transaces com os principaes centros do commercio do mundo4 ,a corrente dos negocios infallivelmente deve encaminhar-se a este mar seguindo o curso dos rios1 e no deixar de crescer rapidamente1 quando a facilidade e presteza dos transportes1 juntamente com a modicidade dos fretes1 tiver induzido a ser productora e commerciante uma populao numerosa1 que para exercitar suas foras e sua intelligencia posse uma natureza uberrima1 onde no ha industria que no ache seu lugar4 ,o commercio existente da ,bolivia pela via do ,madeira1 insignificante como 1 j revela a propenso1 por assim dizer innata1 dos povos do ,beni e de ,santa ,cruz1 de pratical-o por ahi4 ,em #ahfe1 o valor da exportao e importao foi de #fd3jjj ou cerca de #cb4jjj pesos#ab1 sendo de #cb4jjj arrobas a quantidade das mercadorias4 ,este reduzido commercio occupou #ih embarcaes1 tripoladas por #a4bgf indios1 que de certo na viagem redonda no gastar menos de seis mezes6#ac4 ,estes algarismos1 melhor que quaesquer ponderaes1 demonstro cabalmente que s um vehemente desejo de commerciar levaria a empregar tanto material1 tantos braos e tanto tempo1 para conseguir resultado to exiguo1 correndo demais os riscos inherentes perigosa travessia de #ag cachoeiras4 #ab ,no correr deste trabalho avaliaremos sempre o peso em dous mil ris de moeda brasileira4 ,o conto de ris vale #ejj pesos na dita hypothese4 #ac ,dados do relatorio da companhia do ,amazonas no anno de #ahff1 citados na obra--,o valle do ,amazonas--do ,dr4 ,tavares ,bastos4 ,entretanto o mesmo commercio tem feito notavel progresso nos ultimos tempos1 pois ,dalence diz que em #ahfd seu valor no passava de #a4jjj pesos#ad4 #ad ,bosquejo statistico de ,bolivia1 por ,d4 ,jos ,maria ,dalence--,chuquisaca--#aheg4 ,seria gravemente erroneo ajuizar do trafego futuro da via do ,madeira pelo que e tem sido at o presente4 ,por ora elle apenas representa as transaces excepcionaes de um povo isolado1 que restringe sua produco e a seu consumo por no ter meios de exportar vantajosamente e que s por vezes se aventura com grandes sacrificios a trocar com seus vizinhos o pouco que lhe sobeja pelos artigos que de todo no pde fabricar4 ,mas depois que os transportes para o exterior se tornarem expeditos e baratos1 o estimulo do lucro promover a produco1 o consumo acompanhal-a-ha em progresso corelativa e a circulao commercial1 que se deriva da troca dos generos de consumo pelos de produco1 adquirir a importancia que se ter nos paizes que se acho no gremio do movimento industrial e civilisador das naes mais adiantadas4 ,a deduco do valor do futuro commercio da ,bolivia pelo ,madeira1 partindo da importancia total do que esta republica faz actualmente com o exterior1 na mr parte pela via do ,pacifico1 vai fornecer-nos conjecturas1 mais ou menos acceitaveis1 a fim de dar ida de sua grandeza2 as quaes1 porm1 antes ficar aquem do que ultrapassar da realidade1 porque1 graas s facilidades da nova communicao1 o paiz entrar em condies de exportar e importar muito mais favoraveis do que as tem tido at agora4 ,a exportao de toda a ,bolivia foi1 em #ahfd1 avaliada em #b4eci4ief pesos#ae4 ,a cifra exacta da importao nos desconhecida4 ,vimol-a em um diario de ,la ,paz estimada aproximadamente em #c4gjj4jjj pesos1 valor que nos parece verdadeiro1 pois pouco superior ao que se deduz pela considerao do numerario exportado no mesmo anno1 o qual1 segundo a distribuio das parcellas da exportao acima citada1 figura pela quantia de #a4jeg4edc pesos1 sem duvida remettida ao estrangeiro para saldar o excesso da importao4 ,dahi se conclue que esta provavelmente deveria ter subido a mais de #c4ejj4jjj pesos2 e portanto os valores da exportao e importao reunidos seguramente excedero de #f4jjj4jjj de pesos1 ou #ab4jjj contos de ris em moeda brasileira4 ,si se reparte a cifra deste commercio exterior por toda a populao da ,bolivia1 supposta de #b4jjj4jjj de almas em numero redondo1 caberia tres pesos por cabea e aos #hjj4jjj habitantes da regio do ,madeira #b4djj4jjj pesos1 ou #d4hjj contos de ris entre exportao e importao4 #ae ,guia ,general de ,ruck4 #ahfe4 ,do mesmo artigo1 em que achamos estimada a importao da ,bolivia em #c4gjj4jjj pesos1 era esta somma repartida como segue pelos departamentos da republica3 ,cochabamba #a4jjj4jjj ,oruro #ajj4jjj ,chuquisaca #ejj4jjj ,la ,paz #a4jjj4jjj ,potosi e ,tarija #a4jjj4jjj ,santa ,cruz #ajj4jjj ,somma #c4gjj4jjj ,no se menciona o departamento do ,beni1 porque seu consumo de mercadorias estrangeiras fornecido de ,la ,paz e ,cochabamba4 ,si com estes algarismos se faz a conta da importao da bacia do ,madeira1 incluindo nella toda a dos departamentos de ,cochabamba e ,santa ,cruz e um tero dos de ,la ,paz e ,chuquisaca1 semelhana do que praticamos no calculo da populao1 acha-se o valor de #a4fjj4jjj pesos4 ,seguramente esta quantia no agora retribuida no todo com productos exportados1 mas sel-o-ha infallivelmente e qui com demasia1 logo que o commercio para o exterior tomar o seu curso normal pela via dos rios1 removidos os empecilhos que hoje a difficulto e aproximadas as distancias com o auxilio do vapor4 ,ento a importao e exportao sommadas montar a #c4bjj4jjj pesos ou #f4djj contos1 quantia1 que de esperar1 no tardar em ser excedida em virtude do incremento rapido das transaces1 que em toda a parte consequencia immediata das communicaes regulares4 ,assim1 por meio de raciocinios differentes1 chegamos aos algarismos de #b4djj4jjj pesos e #c4bjj4jjj pesos como representando os valores do futuro commercio exterior da parte da ,bolivia1 pertencente bacia do ,madeira2 attribuindo-lhe talvez no primeiro resultado uma parte maior no commercio geral da republica1 do que a que presentemente lhe compete2 no segundo considerando mais o que ser aquelle commercio no futuro1 e em tal caso1 a nosso ver1 avaliando-o antes modesta do que exageradamente4 o que se confirma de um modo positivo conjecturando sobre o progresso do mesmo commercio por comparao com o que se tem observado em outros paizes1 cujas circumstancias so muito semelhantes s da regio de que se trata4 ,referimo-nos s provincias do ,per1 situadas no valle do alto ,amazonas1 no ha muito vivificadas pela navegao a vapor e que1 quanto distancia em que se acho do oceano1 quanto indole de seus habitantes1 gro de sua civilisao e artigos que produzem e consomem1 apresento numerosos pontos de contacto com os departamentos bolivianos1 ribeirinhos do ,madeira4 ,em #ahee1 pouco depois de iniciada a communicao a vapor daquellas provincias com o porto do ,par pelo curso do ,amazonas1 a importancia total do seu commercio nascente no excedeu durante o anno1 de #ahj contos ou #ij4jjj pesos4#af4 #af ,este e os seguintes dados sobre o commercio da provincia de ,loreto e1 em geral1 do valle do ,amazonas1 so tirados da obra j citada do ,dr4 ,tavares ,bastos1--que de muito prestimo foi para a nossa instruco no assumpto destes apontamentos4 ,em #ahfe1 dez annos mais tarde1 elle passava de #a4ajj contos ou #eej4jjj pesos1 numero mais de seis vezes superior ao primeiro6 ,j em #aheg1 s a exportao das mesmas provincias1 quasi subia a #ejj contos1 ou #bej4jjj pesos1 e embora a mr parte da importao ainda se effectuasse ento pelos portos do ,pacifico1 o commercio exterior nos dous sentidos j equivalia neste anno a mais do triplo do que fra em #ahee6 ,entretanto pouco excede de #ej4jjj almas a populao da provincia de ,loreto1 que a parte do ,per que concorre effectivamente para alimentar esse commercio6 ,s nos dous departamentos do ,beni e de ,santa ,cruz1 ha mais de #bjj4jjj habitantes1 populao quadrupla da que tem a provincia de ,loreto2 e #af vezes maior do que a desta toda a que vive na regio da ,bolivia1 cuja sahida natural so as aguas do ,madeira6 1 pois1 presumivel que1 logo depois de melhorada a via deste rio1 o commercio que a ,bolivia venha a fazer por meio delle seja quatro vezes maior do que era em #ahee o da provincia de ,loreto1 ou de #cfj4jjj pesos mais ou menos1 ainda na supposio de que a principio no seja fornecido seno pelos departamentos do ,beni e de ,santa ,cruz4 ,dentro de dous annos1 se crescer na mesma proporo que o do ,per1 poder triplicar como l aconteceu1 elevando-se a mais de #a4jjj4jjj pesos2 somma que subiria de um modo espantoso1 caso j ento entrassem com algum contingente ,cochabamba1 ,sucre e ,la ,paz1 cujos departamentos no todo ou em parte esto destinados a ser tambem tributarios da linha do ,madeira4 ,no termo de #aj annos1 se continuar a progredir como o commercio da provincia peruana1 smente o dos departamentos de ,santa ,cruz e do ,beni montar ao sextuplo de #cfj4jjj pesos ou a mais de #c4jjj4jjj1 e o commercio geral da via do ,madeira attingir a avultada cifra de #h4fdj4jjj ou mais de #af4jjj contos1 se neste periodo de tempo1 como de todo provavel1 j fr alimentado pela produco e pelo consumo dos #hjj4jjj bolivianos1 que bebem das aguas do ,madeira4 ,isto em nada parece inverosimil quando se reflecte que hoje o commercio interior do porto do ,par1 que o emporio do valle do ,amazonas1 se eleva a #ae4jjj3jjjjjj ou #gej4jjj pesos#ag1 provindo entretanto de uma populao1 que mesmo reunindo os contingentes do ,per1 de ,venezuela e at da propria ,bolivia1 que nelle tm parte1 inferior a #djj4jjj almas4 #ag ,estes algarismos represento o resultado do anno financeiro de #ahfd-ahfe4 ,no de #ahea-aheb1 que precedeu ao estabelecimento da navegao a vapor do ,amazonas1 o valor do mesmo commercio no alcanou a #e4jjj3jjj4 ,por conseguinte em menos de #ae annos elevou-se a mais do triplo1 graas ao melhoramento dos meios de transporte6 ,se se estabelece a proporo entre o valor do commercio e a populao1 chega-se a concluso de que a ,bolivia poder vir a exportar e importar pelo ,amazonas o duplo do que hoje corresponde a todo o valle1 isto 1 #ae milhes de pesos ou #cj mil contos1 o que tem muitas probabilidades de verificar-se com o correr dos annos1 pois que os bolivianos da bacia do ,madeira no so menos activos e industriosos do que a generalidade dos productores do valle do ,amazonas e porque tambem1 ao passo que aqui os artigos de exportao consistem quasi exclusivamente nos productos da industria extractiva1 l podem abranger1 alm dos desta1 os da mineira1 agricultora e criadora1 accrescendo sobre isto que haver a permutar no smente os fructos da zona intertropical1 como tambem os de todos os climas1 que se succedem nos degros dos ,andes desde suas fraldas at seus elevadissimos planaltos4 ,as cifras adduzidas em resultado dos calculos que fizemos para estimar a grandeza do futuro commercio da regio boliviana do ,madeira1 se bem que no passem de meras conjecturas1 comtudo merecem alguma confiana1 pois se baseo em dados irrecusaveis e dos mais competentes para fornecerem apreciaes aproximadas do que esse commercio poder ser1 quando tornar-se uma realidade pratica a facilidade e a barateza dos transportes do mesmo paiz para o ,atlantico pela via do ,madeira4 ,tambem do territorio brasileiro1 ainda que em muito menor escala do que da ,bolivia1 procedero elementos para engrossar a circulao da mesma via4 ,toda a regio da margem direita do ,mamor e do ,guapor at s vertentes da serra dos ,parecis e a da margem esquerda do ultimo rio pertencente ao ,imperio1 para cima da foz do rio ,verde1 escondem em suas virgens florestas riquezas vegetaes e mineraes1 que no deixar de ser exploradas logo que houver meio regular de commercio dahi com os mercados estrangeiros4 ,a populao da provincia brasileira de ,matto ,grosso ser no maximo de #ajj4jjj habitantes1 dos quaes talvez no passem de #bj4jjj os que existem na regio mencionada4 ,mas a riqueza aurifera e diamantina de seus terrenos1 que para ahi attrahio da beira do ,oceano1 atravs de centenares de leguas de desertos e de mil perigos1 os primeiros povoadores portuguezes1 qui volva a ser a causa de sua moderna colonisao1 levando os novos colonos para a explorao das minas a sciencia e as machinas aperfeioadas com que a industria actual sabe economisar o trabalho e multiplicar o rendimento4 ,seja1 pois1 de tal origem ou antes da colheita dos productos silvestres ou dos da agricultura1 ha razes para prognosticar que o territorio do ,brasil no alto ,madeira no deixar de contribuir com variados artigos de permuta para augmentar a importancia do trafego da communicao de que nos occupamos4 ,,iv4 ,at onde economicamente se pde estender na ,bolivia o trafego pela ,via do ,madeira4--,preos a adoptar na via de navegao a vapor e nas seces de caminhos terrestres4--,frete de uma tonelada da ,europa s principaes cidades da ,bolivia pela via do ,madeira4--,confrontao com o frete de igual peso pelos portos do ,pacifico4--,quadro synoptico comparativo4--,concluses4 ,o curso dos rios1 considerado como a directriz de qualquer genero de vias de communicao1 marcou1 como vimos1 os limites naturaes da regio boliviana1 que deve levar ao ,amazonas o tributo de seu commercio1 como leva o das aguas que a fertilizo4 ,a economia dos fretes1 motivo de influencia preponderante para dirigir a corrente do trafego pelo caminho1 que a produz em gro mais alto1 de preferencia a qualquer outro1 no s no restringe aquelles limites1 como ao contrario alarga-os consideravelmente1 acrescentando novas provincias parte da ,bolivia1 que tem de ser tributaria da via do ,madeira4 o que vamos evidenciar por um estudo comparativo dos preos dos fretes por esta via1 em relao aos que tm lugar pelas dos portos de ,arica e ,cobija1 os principaes que agora servem s transaces da ,bolivia com o estrangeiro4 ,neste intuito1 comearemos por estabelecer os preos dos transportes1 que razoavelmente podero ser adoptados na communicao fluvial e terrestre do ,madeira1 valendo-nos para isto da experiencia adquirida na navegao a vapor do ,amazonas e na explorao de algumas estradas regulares do ,brasil4 ,uma arroba de carga dos artigos de pouco valor paga do ,par a ,manos1 na subida do ,amazonas #cjj rs41 #ae centavos1#ah sendo a distancia de #hfb milhas ou #bhg leguas4 ,de ,manos a ,tabatinga1 que so #hei milhas ou #bhf leguas1 o frete augmenta-se com mais #bgj rs4 ou #ac1e cents4 ,emfim de ,tabatinga a ,yurimaguas1 no ,huallaga1 distancia de #gji milhas1 #bfc1f leguas1 o transporte do mesmo peso custa #gib rs41 quasi #dj centavos4 ,deduz-se1 portanto1 vista destes algarismos1 que o frete entre o ,par e ,tabatinga regula em menos de #a real ou #a_/bj do centavo por legua e por arroba e que entre ,tabatinga e ,yurimaguas no alto ,amazonas e no seu affluente o ,hullaga1 elle monta a mais de #a real por milha1 #c ris ou #c_/bj do centavo por legua#ai4 #ah ,devemos estes dados1 como tantas outras informaes1 aproveitadas neste escripto1 preciosa obra do ,dr4 ,tavares ,bastos--,o valle do ,amazonas4 #ai ,a arroba portugueza1 usual em todo o ,brasil e a que se referem os preos citados1 superior em peso arroba hespanhola1 usada na ,bolivia e em geral nas republicas da mesma origem4--,aquella tem #cb libras ao passo que esta s tem #be4--,quanto s libras1 portugueza e hespanhola1 a differena entre ellas mui pequena1 sendo a primeira equivalente a #deh1ibh grammos e a segunda a #dfj grammos--do systema decimal francez4 ,a arroba1 que para adiante adoptaremos nos calculos1 ser a boliviana de #be libras--2 no levando porm em conta1 na maioria dos casos a differena entre ella e a brasileira1 embora isto aggrave notavelmente o preo dos fretes estabelecidos sob a base de dados procedentes do ,brasil4 ,as condies da navegao do ,madeira at o p da cachoeira de ,santo ,antonio so semelhantes s que existem do ,par a ,tabatinga4 ,por conseguinte natural que os preos dos fretes nas duas linhas tenho valores analogos1 proporcionalmente aos respectivos comprimentos4 ,ora1 sendo a distancia do ,par quella cachoeira de #ddj leguas mais ou menos1 a saber #bgj no curso do ,amazonas e cerca de #agj no do ,madeira1 tomaremos o custo do transporte de uma arroba entre os dous pontos valendo #ejj ris ou #be cents41 custo que evidentemente contm um excesso de #fj ris ou #c cents4 sobre o preo proporcional distancia na razo de #a real por arroba e por legua4 ,atravessada a seco das cachoeiras pelo caminho terrestre1 que suppomos se construa para evitar o seu trajecto1 chega-se a ,guajarmirim1 donde deve comear a navegao a vapor nas aguas do alto ,madeira4 ,consideraremos que d'ahi os vapores se dirijo de um lado a ,vinchuta1 ultimo porto do rio ,chapar1 accessivel a grandes barcos1 tocando em ,exaltacion1 ,loreto e ,trinidad1 e de outro lado1 feitas as mesmas escalas1 prosigo pelo alveo principal do ,mamor e aportem em ,bivosi1 ,paylas ou melhor no porto a que posso chegar mais proximo da cidade de ,santa ,cruz de la ,sierra4 ,a primeira destas linhas tem o comprimento de #ejj milhas1 segundo a opinio de ,gibbon1 e admitte at o ponto terminal vapores de #f ps1 quasi #b metros de calado4 ,suas condies a assemelho carreira dos vapores peruanos1 que funcciona entre ,tabatinga e ,yurimaguas1 onde o frete1 como ficou dito1 regula de #a real ou #a_/bj do centavo por milha e por arroba4 ,admittindo-se este frete no trajecto de ,guajaramirim a ,vinchuta1 o transporte de uma arroba importar em #ejj rs4 ou #be cents4 ,na tinha de ,guajaramirim ,santa ,cruz a distancia muito maior do que na precedente4 ,os roteiros bolivianos attribuem-lhe #aij leguas ou #egj milhas1 viajando sempre pelo tronco do ,mamor1 tambem appellidado neste intervallo ,sar1 ,guapay e ,rio ,grande1 sendo menor o trajecto pelo rio ,piray1 seu affluente4 ,este1 porm1 por causa dos baixios e corredeiras1 que tem durante a secca1 no praticavel seno nas enchentes e s at o porto de ,cuatro ,ojos1 a #cj leguas a jusante de ,santa ,cruz2 emquanto que o rio ,grande o em todo o anno e por elle possivel aportar a uma distancia menor da mesma cidade1 a qual avalio em cerca de #aj leguas4 ,dando1 pois1 que seja preferida a navegao do rio principal1 acha-se o comprimento total da linha de ,guajaramirim a ,santa ,cruz1 addicionando a referida distancia de #aij leguas ou #egj milhas de #cjj milhas1 que tanto ha de ,trindade a ,guajaramirim4 ,deste modo obtm-se #hgj milhas para a distancia que os vapores tero de percorrer desde a estao terminal da estrada das cachoeiras at o porto do ,guapay1 fronteiro a ,santa ,cruz4 ,por conseguinte1 o transporte de uma arroba entre os dous portos sahir por #hgj rs4 ou melhor #ijj rs41 ou #de centavos em cifra redonda1 na hypothese j feita de custar #a real ou #a_/bj do centavo por cada milha4 ,quanto ao transporte no desvio das cachoeiras1 adoptaremos o preo geral de #a centavo ou #bj rs4 por legua e por arroba boliviana de #be libras1 frete correspondente com pequena differena ao de #be rs4 por arroba de #cb libras1 que o maximo mais em voga nas tarifas das vias ferreas do ,brasil e um preo que nos parece modico e ao mesmo tempo remunerativo s emprezas de transporte1 sobretudo quando este se effeita em vehiculos de rodas por estradas regulares4 ,sendo de #fj leguas a extenso da mesma linha1 o transporte da arroba custar #abjj ou #fj cents4 ,addicionando as differentes parcellas supraditas1 o transporte de uma arroba entre o ,par e ,vinchuta importar em #bbjj ou #a1aj a saber3 ,do ,par a ,santo ,antonio #ejj rs4 #j1be ,a ,guajaramirim #abjj #j1fj ,a ,vinchuta #ejj #j1be ,somma #bbjj #a1aj ,o mesmo transporte at o porto da cidade de ,santa ,cruz compr-se-ha das seguintes parcellas3 ,do ,par a ,guajaramirim 7ut supra7 #agjj #j1he ,de ,guajaramirim ao porto de ,santa ,cruz #ijj #j1de ,somma #bfjj #a1cj ,a esta somma ha que ajuntar o valor do transporte terrestre na distancia de #aj leguas1 que1 consta1 separa a margem do ,guapay da cidade de ,santa ,cruz4 ,orando em dez cents4 ou #bjj rs4 por arroba1 frma-se em definitiva o total de #bhjj ou #a1dj para o frete de uma arroba entre o ,par e a mesma capital4 ,calculando o frete da tonelada metrica de #ajjj kilogrammas ou #hj arrobas bolivianas proximamente1 acho-se os seguintes preos3 ,do ,par a ,vinchuta #agfjjj #hh ,do ,par a ,santa ,cruz #bbdjjj #aab ,vinchuta1 no estado dos conhecimentos que possuimos sobre a navegabilidade dos affluentes do alto ,madeira1 o porto accessivel a barcos de vapor1 mais proximo da cidade de ,cochabamba1 capital do departamento de igual nome1 da qual apenas dista #ce leguas pouco mais ou menos#bj4 ,esta capital1 que conta #de4jjj habitantes1 dos mais intelligentes1 civilisados e emprehendedores da republica1 situada no centro de um paiz to fertil e abundante nas produces da agricultura1 que mereceu o nome de--celleiro da ,bolivia--reune muitas condies para vir a ser o entreposto principal do commercio exterior do centro e do norte da republica pela via do ,madeira4 #bj ,temos noticia das tentativas feitas para communicar ,cochabamba com a navegao do ,mamor por via do ,secur e de seu tributario1 o ,isiboro2 tentativas em que d',orbigny tomou parte em #ahcb1 cuja iniciativa ,dalence attribue ao boliviano ,tudela1 e que em #ahfc a companhia ,secur1 organisada em ,cochabamba1 pretendeu levar a effeito4 ,no estamos informados se esta companhia logrou abrir o caminho projectado4 ,sabemos1 porm1 que seu comprimento era avaliado de #dj a #de leguas1 superior por conseguinte ao que se dirige a ,vinchuta4 ,demais1 sobre a navegabilidade a vapor do ,isiboro e do ,secur falto-nos informaes autorisadas como as que ,gibbon deu sobre o ,chapar4 ,presentemente convergem a ,cochabamba caminhos1 que a ligo a todas as povoaes da ,bolivia1 que d'ahi tiro os cereaes e outros productos de que carecem3 e j existe aberta e utilisada uma vereda que conduz da mesma cidade a ,vinchuta1 descendo rapidamente as ingremes ladeiras da ,cordilheira ,oriental1 pois ,cochabamba demora n'um valle elevado1 a #b4dgh metros sobre o nivel do mar 7,dalence74 ,o melhoramento de tal vereda para tornal-a um caminho regular ser uma consequencia necessaria da abertura effectiva da linha do ,madeira1 pois com toda a probabilidade ella tem de ser uma das grandes arterias1 por cujo conducto a altiplanicie dos ,andes e os ricos valles de sua ramificao oriental entrar em relao com as aguas que fluem para o curso do ,amazonas e por elle com o ,atlantico4 ,em #ahea1 quando ,gibbon desceu de ,cochabamba a ,vinchuta1 gastou #aj dias na viagem 7#ce leguas71 e pagou #h pesos pela carga de cada mula1 ordinariamente de #aj arrobas de #be libras2 o que vem a dar em pouco mais de #b #a_/d centavos ou #de rs4 por legua e por arroba e em #fd pesos ou #abhjjj por tonelada metrica4 ,este preo exorbitante era devido inviabilidade do caminho1 que consistia em uma tosca picada1 estreita e mal traada1 atravancada de arvores a cada passo e com declives inadmissiveis4 ,beneficiada que seja esta senda de modo a dar passagem franca a animaes de carga1 os fretes entre ,cochabamba e ,vinchuta podero baixar ao preo medio de #bj rs4 ou #a centavo por legua e por arroba1 e talvez a muito menos1 a julgar pelo que de ordinario custo as conduces em outros caminhos da ,bolivia1 que tambem descem a encosta oriental da ,cordilheira1 e que1 no sendo to mos como o de que se trata1 todavia longe esto de serem bons4 ,assim1 por exemplo1 no de ,sucre ,santa ,cruz de la ,sierra1 cuja differena de nivel entre os pontos terminaes maior do que a de ,cochabamba para ,vinchuta1 na distancia de #abg leguas a carga de #aj arrobas no paga seno seis a sete pesos1 o que vem a ser no caso mais caro menos de #ab reis ou #j1f do centavo por legua e por arroba1 e por tonelada em todo o trajecto #dh a #ef pesos#ba4 ,ainda n'um outro caminho1 que consta ser dos mais ruins e que desce a cordilheira de um dos povoados mais elevados do seu plat superior#bb1 o frete inferior a um centavo ou #bj reis por legua e por arroba4 #ba ,os preos dos fretes que transcrevemos1 so colhidos de varios documentos sobre a ,bolivia1 que temos revistado1 e principalmente do interessante opusculo de ,favre1--,apuntes sobre la navegacion de los rios de ,bolivia4 #bb ,taes so as altitudes em metros das principaes cidades da ,bolivia4 ,la ,paz #cgje1bm2 ,potosi #ddaf1em2 ,sucre #bghg1cm2 ,cochabamba #bdgh1jm2 ,oruro #dhai1jm4 ,referimo-nos ao caminho de ,potosi a ,tarija1 onde se paga sete pesos por #aj arrobas na distancia de #hj leguas1 regulando por conseguinte em menos do #ah ris ou #h1i cents4 por legua e por arroba4 ,os fretes para os portos do ,pacifico1 que depois apresentaremos1 so em geral muito mais caros do que os j citados1 em razo1 sobretudo1 da aridez e soledade da maior parte dos caminhos junto s difficuldades dos passos da cordilheira occidental que elles atravesso4 ,nos que cruzo a cordilheira oriental1 sobretudo no de ,sucre a ,santa ,cruz1 ao contrario1 a linha quasi sempre povoada e cultivada1 nunca faltando boas pousadas com pasto e agua para os animaes2 o que acontecer tambem entre ,cochabamba e ,vinchuta1 logo que o respectivo caminho seja melhorado e frequentado4 pois justificavel1 relativamente aos fretes costumados na ,bolivia1 estabelecer neste caminho o preo de um centavo por legua e por arroba4 ,nesta hypothese1 a arroba de carga pagar entre ,vinchuta e ,cochabamba1 distancia avaliada em #ce leguas1 #ce cents4 ou #gjj ris1 e a tonelada #bh ou #efjjj4 ,e do ,par a ,cochabamba ser o frete de uma arroba #a1debijj1 e o de uma tonelada #aaf1jbcbjjj4 ,para obter o preo do transporte da ,europa a ,cochabamba ou vice-versa1 ha que ajuntar estas sommas o frete ordinario do ,par para os portos daquelle continente4 ,para ,liverpool ou para o ,havre elle commummente no passa de #afjjj ou oito pesos por tonelada4 ,por conseguinte1 uma vez regularisada a communicao do ,madeira1 um tal peso de mercadorias1 pagar1 em termo mdio1 entre os portos principaes da ,europa e ,cochabamba1 ou vice-versa1 o frete de #abd ou #bdhjjj4 ,confrontemos agora este preo com o que actualmente custa igual transporte pelos portos do ,pacifico4 ,por onde elle menos dispendioso para ,cochabamba pela via de ,arica e de ,la ,paz3 ,da ,europa a ,arica o frete usual por tonelada #ba #dbjjj ,de ,arica a ,la ,paz a carga de #aj arrobas paga entre #af e #bj pesos ou na mdia #ah sendo por tonelada #add #bhhjjj ,somma da ,europa a ,la ,paz #afe #ccjjjj ,de ,la ,paz a ,cochabamba1 seguindo o frete normal de #a cent4 ou #bj rs4 por legua e arroba1 importa na distancia de #hj leguas em #h pesos por carga2 por tonelada #fd #abhjjj ,frete total de uma tonelada da ,europa a ,cochabamba pela via de ,arica e ,la ,paz #bbi #dehjjj ,idem pela do ,par e de ,vinchuta #abd #bdhjjj ,differena #aje #bajjjj ,haver1 portanto1 a poupana desta avultada quantia na conduco de cada tonelada1 fazendo-se o commercio de ,cochabamba com a ,europa pela via do ,madeira4 ,sucre1 capital da ,bolivia1 demora a #fe leguas de ,cochabamba e a #abg de ,santa ,cruz2 e por intermedio de qualquer destas cidades pde commerciar com o ,atlantico de preferencia via usada hoje de ,cobija4 ,com effeito1 a tonelada de mercadorias paga presentemente3 ,da ,europa a ,cobija #ba #dbjjj ,de ,cobija a ,sucre1 #ahg leguas1 paga-se de #bd a #dj pesos por carga de mula2 #aib a #cbj pesos por tonelada1 em termo mdio #bef #eabjjj ,somma #bgg #eedjjj ,se ,sucre supprir-se por intermedio de ,santa ,cruz1 o frete da tonelada compor-se-ha da seguinte frma3 ,da ,europa a ,santa ,cruz #aab #bbdjjj ,de ,santa ,cruz a ,sucre paga-se agora de #f a #g pesos por carga ou por tonelada #dh a #ef1 seja #ef #aabjjj ,total #afh #ccfjjj ,frete pela via do ,pacifico #bgg #eedjjj ,differena a favor da via do ,amazonas #aji #bahjjj ,no caso de tomar-se o frete de #a centavo por legua e por arroba entre ,santa ,cruz e ,sucre1 vem a sahir o transporte de uma tonelada entre os dous logares por #aja1f #bjcbjj ,e de ,europa a ,sucre #bac1f #dbgbjj ,economisando todavia em cada tonelada sobre o frete actual por ,cobija #ff1d #acbhjj ,finalmente1 si se adoptar o caminho que passa por ,vinchuta e ,cochabamba1 o frete da tonelada ser3 ,da ,europa a ,cochabamba #abd #bdhjjj ,de ,cochabamba a ,sucre1 #fe leguas a razo de #a centavo ou #bj rs4 por legua e por arroba1 por tonelada #eb #ajdjjj ,somma #agf #cebjjj ,frete por ,cobija #bgg #eedjjj ,differena a favor da via do ,amazonas #aja #bjbjjj ,destes algarismos evidencia-se que a capital da ,bolivia auferir vantagens consideraveis commerciando com o exterior pela via do ,madeira de preferencia costumada de ,cobija1 quer faa seu entreposto em ,santa ,cruz de la ,sierra1 quer em ,cochabamba1 cidades estas que podero disputar entre si os beneficios de servil-a4 ,o natural1 porm1 que1 respeitando a corrente dos negocios j estabelecida1 ,santa ,cruz com seu porto no ,guapay seja a primeira escala para o ,atlantico do trafego de ,sucre1 de seu departamento e tambem de toda a parte meridional da ,bolivia1 ao passo que ,cochabamba com o porto de ,vinchuta sel-o-ha para o centro e norte da republica4 ,applicando calculos analogos s capitaes dos outros departamentos1 chega-se aos resultados1 que vo consignados no adjunto quadro synoptico e que demonstro com o argumento incontestavel dos algarismos toda a amplido1 que capaz de alcanar em virtude da economia dos fretes o commercio da ,bolivia por meio das aguas do ,amazonas1 quando o vapor sulcando as vias navegaveis encurtar todas as distancias e uma estrada de rodagem supprimir o transito difficultoso das cachoeiras do ,madeira4 ,quadro synoptico1 comparativo dos fretes da ,europa s capitaes dos departamentos da ,bolivia1 pela via do ,pacifico e pela do ,amazonas4 ,frete de uma tonelada ,differena4 ,nomes ,por ,arica ,pela favoravel - favoravel das ou por via do via do via do capitaes4 ,cobija4 ,amazonas ,pacifico4 ,amazonas ,trinidad4 #bfh1bj7a7 #gf1jj - #aib1bj ,santa ,cruz4 #ccc1jj7b7 #aab1jj7c7 - #bba1jj ,cochabamba4 #bbi1jj7d7 #abd1jj7e7 - #aje1jj ,oruro4 #bdc1dj7f7 #aef1hj7g7 - #fh1fj ,sucre4 #bgg1jj7h7 #afh1jj7i7 - #aji1jj ,potosi4 #bbc1dj7aj7 #aia1bj7aa7 - #cb1bi ,tarija4 #bgi1dj7ab7 #bdd1hj7ac7 - #cd1fj ,la ,paz4 #afe1jj7ad7 #ahh1jj7ae7 #bc1jj 7#a7 ,caminho de ,la ,paz1 ,cochabamba1 ,vinchuta e d'ahi descendo os rios ,chapar e ,mamor4 7#b7 ,via de ,cobija e ,sucre com o modico preo d'ahi a ,santa ,cruz de #g pesos por carga de #aj arrobas4 7#c7 ,pela navegao dos rios at o porto do ,rio ,grande1 a #aj leguas da cidade de ,santa ,cruz4 7#d7 ,via de ,arica e ,la ,paz4 7#e7 ,navegao fluvial at ,vinchuta4 ,caminho melhorado d'ahi a ,cochabamba1 ,frete de #a centavo por legua e por arroba4 7#f7 ,via de ,arica e ,la ,paz4 ,fretes actuaes4 7#g7 ,por ,vinchuta e ,cochabamba4 ,frete por terra de #a centavo por legua e por arroba4 7#h7 ,pelo porto de ,cobija com os fretes usuaes4 7#i7 ,via de ,santa ,cruz e porto fronteiro do rio ,mamor4 ,transporte de ,santa ,cruz a ,sucre a #g pesos por #aj arrobas4 7#aj7 ,pelo porto de ,cobija4 ,fretes costumados4 7#aa7 ,via de ,santa ,cruz e ,sucre4 7#ab7 ,por ,cobija e ,potosi4 ,entre ,potosi e ,tarija #h pesos por carga de #aj arrobas4 7#ac7 ,pelo caminho de ,sucre a ,tarija4 ,frete de #a centavo por legua e por arroba4 7#ad7 ,via de ,arica4 7#ae7 ,via de ,vinchuta e ,cochabamba4 ,os algarismos1 confrontados no quadro precedente1 patenteio que ha vantagem economica de commerciar pela via do ,madeira1 para #g dos #i departamentos em que a ,bolivia se acha dividida4 ,os que resto1 para que apparece preferivel a via do ,pacifico1 so3 ,la ,paz pelo porto ,peruano de ,arica1 e ,cobija que pelo facto de ficar a beira mar est fra de questo4 ,comtudo1 posto que a via de ,arica se avantaje de ,cochabamba e ,vinchuta para o trafego de ,la ,paz com o exterior1 fica ainda por decidir se o mesmo acontecer1 dada a possibilidade de navegar-se o ,beni e algum de seus affluentes at o p da ,cordilheira4 ,em tal caso1 ,la ,paz possuiria um porto fluvial com sahida para o ,atlantico em posio analoga de ,vinchuta relativamente a ,cochabamba1 e no necessitando o seu commercio de fazer o longo rodeio por esta cidade para chegar ao principio da navegao fluvial1 provavelmente poderia conseguir pelas aguas do ,madeira fretes menos elevados do que os que ora lhe faculta a via do ,pacifico4 ,entretanto1 independente disto1 para as provincias do departamento de ,la ,paz comprehendidas n'um circulo de #cj a #dj leguas traado com o centro em ,cochabamba1 o calculo dos fretes ainda leva a preferir o commercio pela via do ,madeira1 passando por esta cidade1 ao que se faz pelo ,pacifico2 assim como para as provincias1 situadas nas encostas e nos plainos baixos a leste da ,cordilheira1 o caminho natural o curso do ,beni4 ,nestas e naquellas provincias certamente o departamento de ,la ,paz contm um tero de sua populao total1 que foi a parte que suppozemos concorreria nelle para o trafego da linha do ,madeira4 ,portanto1 pela considerao dos fretes no s subsistem a extenso e a populao1 attribuidas em virtude da distribuio dos rios regio boliviana1 tributaria do futuro commercio do ,madeira1 como ellas se augmento consideravelmente apropriando-se das que pertencem ao departamento de ,oruro1 parte excluida do de ,sucre e at aos de ,potosi e ,tarija2 apezar de que este ultimo j esteja nos valles do ,pilcomayo e do ,vermejo1 tributarios que so do ,prata2 e o de ,potosi1 tanto pela vizinhana com o de ,tarija1 como tambem pelo escoamento de suas aguas1 parea dever adoptar para permutar com o estrangeiro os canaes que conduzem a esse grande rio4 ,certamente assim dever ser1 quando a navegao do ,pilcomayo e do ,vermejo for um facto consummado4 ,por emquanto1 admittido que tal navegao seja praticavel por vapor sem prvias obras d'arte1 o que questionavel sobretudo quanto ao ,pilcomayo1 ella uma empreza por crear e effeituar como a do lanamento do vapor no ,mamor e seus ramaes e a construco da estrada das cachoeiras do ,madeira4 ,parece1 porm1 fra de duvida que este ultimo projecto conta mais do que o outro com motivos capazes de fazel-o nascer e prosperar2 pois na ,bolivia interessa directamente a um territorio muito mais vasto e a uma populao mais numerosa2 e alm disto tem a seu favor o concurso do ,brasil1 a quem cabe fazer a parte da obra mais difficil1 a estrada das ,cachoeiras1 e que tem o maior empenho em ver expedita a communicao do ,madeira para desenvolver sua provincia de ,matto ,grosso e colher os immensos beneficios1 que podem provir do transito em seus portos do ,amazonas do valioso commercio da ,bolivia4 ,se1 pois1 como tudo induz a crer1 a linha do ,madeira for a primeira a receber os melhoramentos de que carece1 a lei efficiente dos fretes determina que por ella se encaminhe o movimento de permuta com o exterior no s dos cinco departamentos da propria bacia do ,madeira1 como tambem de quasi todas as provincias da altiplanicie dos ,andes e at mesmo das dos valles tributarios da bacia do ,prata4 ,assim no sero smente1 como suppozemos1 #hjj4jjj habitantes os que se utilisar daquella via de communicao1 mas pouco menos da totalidade da populao boliviana4 ,vinchuta e o porto do ,rio ,grande1 correspondente a ,santa ,cruz1 passaro a ser na navegao interior da republica o que hoje so ,arica e ,cobija no litoral do ,pacifico1 um o emporio do commercio do norte da republica1 o outro o do sul2 e as j importantes cidades de ,cochabamba e ,sucre1 collocadas a meia altura dos ,andes e a beira de sua ramificao oriental1 prosperaro immensamente permutando no exterior os productos de seu delicioso clima e sendo demais os entrepostos da exportao e importao de todo o paiz circumvizinho4 ,na deduco dos resultados referidos1 consideramos que de ,guajaramirim1 termo superior da estrada das ,cachoeiras1 smente partissem duas linhas de vapores1 uma para ,vinchuta e outra para o porto da cidade de ,santa ,cruz2 deixando de tratar da via fluvial do ,beni e do ,guapor ou ,itenez1 das quaes1 sobretudo a primeira1 j contm elementos de commercio mui dignos de serem attendidos4 que a navegabilidade do ,beni para barcos a vapor ainda problematica e o uso de tal motor foi condio primordial dos fretes que hemos applicado4 ,entretanto cumpre observar1 que a empreza da communicao do ,madeira no pde prescindir do importante contingente1 que devem trazer-lhe os paizes ribeirinhos do ,beni2 e estes de sua parte tm por ahi o seu caminho directo1 que deve succeder ao retrogrado1 hoje praticado1 transpondo enormes distancias atravs de duas cordilheiras4 ,a fertil provincia de ,campolican posse rios que desaguo no ,beni4 ,o ,taichi1 um dos tributarios deste1 cruza quasi pelo meio o rico districto de ,apolobamba4 ,dous outros1 o ,guanay e o ,mapiri1 que o sabio ,haenke affirma haver navegado com seguridade1 rego os plainos orientaes de ,larecaja2 e o ,coroico e o ,yrupama percorrem a fecundissima provincia de ,yungas e outros districtos do departamento de ,la ,paz1 indo buscar aguas de sua propria capital4 destas comarcas do valle do ,beni que se exporta a preciosa quina ou cascarilla de que se extrahe a quinina1 e cujo commercio entra na somma da exportao da ,bolivia como uma das parcellas de mais vulto4 ,nellas tambem o cacu1 o caf1 o fumo1 a canna de assucar e todos os fructos da zona torrida se crio das qualidades mais apreciadas4 ,se no fr possivel que sejo navios a vapor os que um dia conduzo taes productos at s aguas do ,madeira e em retorno introduzo no paiz as mercadorias estrangeiras1 cumpre acorooar e regularisar no ,beni o trafego de canoas e botes1 que j existe1 quando no seja desobstruindo o rio e abrindo canaes lateraes1 ao menos facilitando o transito dos rapidos e das cachoeiras por meio de caminhos marginaes1 que sirvo para puxar as embarcaes a sirga e mesmo para transportar por terra as cargas1 caso isto seja indispensavel4 ,com estas e outras medidas semelhantes1 ser possivel diminuir em muito os riscos e embaraos que estorvo a navegao do ,beni1 dos quaes os de mais valor1 consta1 acho-se perto de sua foz1 em tal situao que parecem ser formados pela interseco com o curso do rio das mesmas jazidas de rochas1 que produzem as cinco cachoeiras do ,mamor1 logo antes de confluir com o mesmo ,beni4 ,no caso porm de ser demasiado trabalhoso o transito deste rio em sua parte inferior1 ha como evital-o por meio de alguns affluentes do ,mamor4 ,so principalmente o ,yacuma e o ,yrnyane1 dos ques o primeiro praticavel desde sua embocadura ate o povo de ,santa ,cruz1 situado a #ab leguas de ,reyes1 misso que demora beira do ,beni4 ,a via do ,yacuma pde1 pois1 supprir a navegao do ,beni at ,reyes1 e1 se tornar-se frequentada1 de esperar que no futuro1 para salvar as #ab leguas de trajecto terrestre deste povo ao de ,santa ,cruz1 se abra um canal artificial1 a cuja escavao o terreno intermedio deve prestar-se optimamente1 si fr chato como em geral toda a zona entre o ,beni e o ,mamor4 ,alm do commercio1 alimentado pela regio quente das planicies1 que se estendem nas fraldas e a leste da cordilheira em longas distancias1 o ,beni1 como j notamos anteriormente1 deve ser o meio de transporte para o curso do ,madeira do commercio que pde entreter a cidade de ,la ,paz1 assim como toda a poro da altiplanicie circumvizinha1 fertilisada pelas aguas que confluem a formar o mesmo rio4 ,para que isto acontea1 a condio necessaria que se estabelea nelle uma navegao desimpedida2 o que feito1 a primeira cidade da ,bolivia1 em populao e em commercio1 ficar no caso de commerciar pela via do ,amazonas1 provavelmente com mais economia do que pelo porto de ,arica1 participando assim dos beneficios que suas irmes1 ,cochabamba e ,sucre1 ho de auferir infallivelmente1 logo que se verifique a desejada reverso da corrente dos negocios do ,occidente para o ,oriente1 abandonando as aridas e inhospitas costas do ,pacifico pelas fecundas e formosas margens dos tributarios do ,madeira4 ,a navegao do ,guapor ou ,itenez pde tambem contribuir com um bom cabedal de permutas para a circulao da via do ,madeira2 pois aproveita s provincias bolivianas de ,chiquitos e ,guarayos e tambem s terras da bacia do alto ,madeira1 pertencentes ao ,imperio do ,brasil4 ,barcos a vapor subindo o proprio ,guapor podem chegar nas cheias at cidade de ,matto ,grosso1 e pelos afluentes d'elle da margem meridional1 o ,magdalena ou ,itonama com seus braos o ,machupo e o ,s4 ,miguel1 o ,baures ou rio ,blanco e outros1 penetrar at muitas misses ,bolivianas1 que demoro s margens e nas proximidades destes rios4 ,assim a navegao a vapor poder expandir-se at mui longe em differentes direces na bacia do ,guapor1 em cujo solo uberrimo sobejo artigos de permuta1 quer nos fructos silvestres1 quer nos que o homem pde conseguir da cultura da terra1 da criao de gados e da minerao4 ,em summa1 a investigao economica dos fretes alargando consideravelmente o perimetro da regio1 que em consequencia do escoamento das aguas physicamente tributaria do ,madeira1 leva a comprehender nella a maior parte da ,bolivia2 que entrar em communicao com a grande arteria do mesmo rio por #d grandes canaes do modo que se segue3 #a4o ,o do ,beni1 que ser o conducto do commercio das provincias de ,caupolican1 ,apolobamba1 ,larecaja1 ,yungas e todos os paizes de sua vasta bacia1 incluindo at a propria cidade de ,la ,paz e por via della grande parte da altiplanicie do ,lago ,titicaca4 #b4o ,o canal do ,mamor1 continuado pelo ,chapar1 por onde o vapor ir at o porto de ,vinchuta1 destinado a ser o entreposto da industriosa cidade de ,cochabamba e por meio della do centro da ,bolivia at cidade de ,oruro e qui todo o seu departamento4 #c4o ,a linha do ,mamor e seu prolongamento1 o ,sara1 ,guapay ou ,rio ,grande1 que vai servir cidade de ,santa ,cruz de la ,sierra com todo o paiz de seus contornos e d'ahi tambem a ,sucre1 d'onde ha possibilidade de estender-se o commercio da via do ,madeira a todo o sul da ,bolivia1 inclusive as cidades de ,potosi e ,tarija e seus departamentos4 ,no seu trajecto esta linha servir1 assim como a precedente1 ,trinidad1 capital do ,beni1 e s outras povoaes que se acho na ribeira ou a pouca distancia do rio ,mamor4 #d4o ,emfim o canal do ,guapor ou ,itenez1 que a sahida natural de uma grande parte da provincia brasileira de ,matto ,grosso1 e das ,bolivianas de ,chiquitos e ,guarayos1 as quaes para communicar-se com o rio ,guapor tm excellentes linhas navegaveis no ,itonama ou ,magdalena e seus braos1 o ,s4 ,miguel e o ,machupo1 no ,baures ou rio ,branco1 no ,serre e no rio ,verde4 ,v4 ,esboo do projecto de melhoramento da via do ,madeira4--,plankroad ou madeirocarril das cachoeiras4--,sua construo e seu custo4--,ensaio da navegao a vapor4--,primeiras linhas a estabelecer4--,oramento da despeza respectiva4--,importancia total do capital da empreza4 ,do que tem sido mais de uma vez expendido no correr deste trabalho1 se deprehende que consiste em duas obras distinctas o que ha a fazer para estabelecer na linha do ,madeira um systema de meios de transporte1 regular e economico3 #a4o ,abrir uma via terrestre para dispensar a navegao trabalhosa das cachoeiras1 que separo o alto do baixo ,madeira4 #b4o ,crear carreiras de vapores na arteria mi do alto ,madeira1 isto 1 no rio ,mamor e tambem em alguns de seus affluentes1 as quaes entraro em correspondencia pela estrada com a linha que em breve deve funccionar ligando os portos do ,amazonas e o ,atlantico a ,santo ,antonio1 ao p da primeira cachoeira4 ,ficou manifesto que n'um futuro mais ou menos afastado o commercio da communicao de que se trata1 chegar s propores mais elevadas2 mas foroso confessar que ser modesto em seu principio4 ,a empreza projectada vai descerrar as portas de um paiz dotado de uma natureza prodiga e j em parte povoado1 contendo por conseguinte em si todos os elementos essenciaes para produzir e consumir em grande escala4 ,mas a corrente de suas transaes com os outros paizes ou no se acha estabelecida1 ou1 onde j existe1 se esca em direco diversa de communicao que nos cccupa4 ,ha1 pois1 de um lado tudo por crear1 do outro que alterar um antigo estado de cousas1 contrariando habitos inveterados1 interesses individuaes arraigados1 a que se juntar o espirito de rotina1 que no deixa de despertar-se sempre que se trata de fazer opposio a qualquer reforma por mais vantajosa que ella seja4 ,infallivelmente travar-se-ha a luta do costume entre as novas e as antigas vias2 e em quanto a luz irrecusavel dos factos no esclarecer aos mais obstinados e no revelar que1 se a innovao prejudicial a alguns1 redunda em proveito do maior numero1 emquanto de outra parte1 as fontes de produco no se fundarem e comearem a dar fructos abundantes1 correr algum tempo antes que a circulao da via do ,madeira attinja a grandeza correspondente extenso1 fecundidade e ao numero de habitantes do territorio1 de cujo commercio a sahida natural e a mais conveniente4 ,portanto1 no projecto dos melhoramentos1 que nella ha que introduzir1 convem no perder de vista1 que no se trata de uma communicao de um trafego existente em altas propores1 mas smente de um caminho1 que se pde chamar de explorao1 pois que destinado a ser o proprio creador e promotor da industria e do commercio que ha de sustental-o em seus primeiros annos e depois pouco a pouco fornecer recursos para aperfeioal-o successivamente1 satisfazendo sempre s exigencias da frequentao crescente que delle se utilise4 ,assim que o desvio das cachoeiras do ,madeira no pde ser de principio um meio de viao perfeito1 seno uma estrada das mais simples1 cujo custo de estabelecimento possa achar compensao lucrativa nos fretes do limitado trafego1 que nos primeiros tempos della se aproveite2 e de sua parte a navegao a vapor do alto ,madeira1 cingindo-se s mesmas idas1 no deve passar de um modesto ensaio4 ,entre os systemas de vias terrestres baratas1 o mais facil e commum o que s d lugar ao transporte com animaes de carga4 ,tal systema1 em sua singeleza primitiva1 pde no passar de uma estreita vereda mais ou menos seguindo um rumo certo1 de que no se desvia nem por causa de subidas e descidas ingremes1 nem por outros impecilhos naturaes1 seno quando so inteiramente inaccessiveis ao p seguro da mula ou dos outros animaes1 que habitualmente carrego sobre o dorso4 ,sem duvida esta especie de caminhos realisa a extrema barateza1 mas em contraste tambem do mais insignificante effeito util1 quanto ao trabalho que nelles fazem os motores empregados1 comparativamente a outras vias de transporte menos imperfeitas4 sabido1 com effeito1 que o producto do trabalho dos animaes1 quando carregados sobre o dorso1 muito inferior ao de sua fora de traco1 aproveitada em conduzir pesos por meio de vehiculos de rodas1 cuja aco mecanica occasiona a multiplicao da potencia motriz diminuindo proporcionalmente as resistencias passivas1 que se oppoem ao movimento4 ,destas resistencias a mais importante o attrito entre o contorno das rodas e a superficie do solo1 attrito cuja intensidade depende principalmente do gro de solidez e de lisura do material sobre que as rodas giro4 ,de taes principios1 baseados nas leis physicas e confirmados pela experiencia1 procede a superioridade consideravel das estradas de rodagem sobre os caminhos de cargueiros1 e1 confrontados entre si os diversos systemas daquellas1 a superioridade das de leito empedrado sobre as que o tem do terreno natural1 a dos madeiro-carris ou plankroads sobre as empedradas e a excellencia sobre todas as outras dos carris de ferro ou railways4 ,se1 pois1 no projecto da linha do ,madeira se pretender1 como de razo1 poupar fora motriz1 e com isto realisar economia e presteza nos transportes1 cumpre prescindir de adoptar ahi um caminho de cargueiros1 preferindo-lhe uma estrada propria para vehiculos de rodas4 ,e1 como1 convem reduzir quanto possivel o capital necessario para sua construco1 a escolha d'entre os differentes systemas de taes estradas deve fixar-se na que concilie melhor1 no caso presente1 os requisitos de viabilidade e barateza4 ,a estrada das cachoeiras do ,madeira1 provavelmente vir a ser um ferro-carril1 com o decorrer dos annos1 quando j esteja desenvolvido na grandeza a que pde attingir o commercio da dilatada bacia do ,alto ,madeira4 ,por ora1 porm1 o alto preo da fundao deste systema de viao exclue sua applicao1 no s no estado perfeito em que adoptado locomoo a vapor1 como mesmo no menos dispendioso em que s serve para a de motores animaes4 ,tambem no admissivel o emprego das mais baratas d'entre todas as estradas de carros1 quaes as que tm o leito do proprio solo natural1 porque em uma regio chuvosa e humida1 como em geral o valle do ,amazonas1 ellas serio quasi sempre intransitaveis4 ,resta a escolher entre as estradas empedradas e os madeiro-carris4 ,partindo de que seja uma companhia que construa e explore a estrada do ,madeira1 o monopolio do transito condio implicita de sua concesso4 ,por conseguinte1 o movimento do transito pde ser submettido a uma certa organisao methodica1 fazendo-o por combois de carros1 que como os trens das vias ferreas parto a horas fixas1 caminhem com uma velocidade conhecida e se cruzem com os vindos em sentido opposto em lugares de antemo determinados4 ,isto permitte realizar uma economia importante na construco de qualquer systema de estrada com fazel-a em quasi toda sua extenso smente com a largura indispensavel para a passagem de um vehiculo1 dispondo de distancia em distancia logares com dupla largura1 para o cruzamento dos carros1 precisamente como se ser nos ferro-carris a vapor de uma s via2 com a differena porm de que empregando-se motores animaes as collises so isentas de perigos e por conseguinte o telegrapho electrico1 que nos ferro-carris1 destinado a prevenil-as1 deixa de ser um acessorio imprescindivel4 ,dado pois que o leito da estrada das cachoeiras s tenha a largura necessaria ao transito de um carro1 a qual pde no exceder de #c metros1 a considerao das circumstancias peculiares do terreno que tem de percorrer e da facilidade de traco ou viabilidade nos induz a preferir para sua consolidao uma superstructura de madeira em vez de um empedramento4 que nos parece que o traado da estrada em questo ter de se desenrolar1 parte nos terrenos de alluvio que constituem as immensas planuras do valle do ,amazonas1 parte nas fraldas e encostas da cadeia de montanhas1 cujo encontro com o curso do ,madeira d lugar s cachoeiras deste rio e que deve ser um prolongamento da serra dos ,parecis1 onde consta ser o grz vermelho a rocha dominante4 ,a ser assim1 de crer que em grande extenso da linha a pedra seja escassa e at possa faltar1 e na parte em que abunde seja de uma qualidade pouco adequada construco de empedramentos solidos4 ,entretanto que as grandiosas florestas1 que cobrem o o mesmo terreno1 offerecem uma proviso inesgotavel de madeiras rijas e duradouras1 que as mais das vezes nem ser preciso cortar de proposito1 mas apenas escolher as mais convenientes das derrubadas feitas para desassombrar o caminho4 ,com troncos falquejados n'uma face compor-se-ho os dous carris parallelos1 sobre que as rodas dos carros devem assentar e que para mais firmeza sero apoiados em madeiros transversaes enterrados4 ,o intervallo entre os carris1 onde ho de caminhar os animaes no trabalho da traco1 ser consolidado ou tambem com madeira ou com materiaes pedregosos1 onde estes se encontrem mais a mo4 ,o plankroad1 executado sob estas prescripes1 alm de ter a seu favor mais probabilidades de construco facil e barata do que a estrada empedrada1 apresenta ainda a vantagem essencial de oppor menos resistencia traco1 sendo por conseguinte mais viavel do que ella4 ,na verdade1 a experiencia tem provado que1 ao passo que n'uma via macadamisada horizontal um cavallo de fora mdia no puxa nos carros usuaes mais de #b4ajj kilogrammas1 ou cerca de #age arrobas de #be libras1 n'um madeiro carril tambem de nivel1 transporta at #d4ijj kilogrammas ou perte de #djj arrobas1 sendo que nas declividades sempre se d vantagem para esta especie de caminho1 embora com menos differena4 ,os algarismos adduzidos servem igualmente para dar a medida da grande superioridade das vias de rodagem a que elles se referem1 sobre as que s presto para animaes de carga1 quando em confrontao se considera que um cargueiro conduz ordinariamente #aj arrobas1 #bej libras ou cerca de #abj kilogrammas1 isto 1 menos de #a_/ah de peso que o mesmo animal capaz de transportar em carro sobre estrada empedrada e #a_/dj do que pde fazel-o sobre carris de madeira1 sendo em ambos os casos o terreno horizontal4 ,subindo planos inclinados1 as ditas relaes torno-se menos avultadas1 porm at os declives de #c e #e ainda denoto que muito mais vantajoso utilizar os animaes pela fora de traco do que carregando-os sobre o dorso4 ,contra os madeiro-carris no ha que objectar seno a pouca durao do material de sua structura superficial1 sujeito a deteriorar-se promptamente nas condies em que permanece1 exposto aco simultanea do calor atmospherico e da humidade perenne do solo4 ,este inconveniente1 que tambem assiste s estradas de ferro1 onde na generalidade se emprego dormentes de madeira1 no obstante aggravar consideravelmente as despezas de conservao1 decresce de importancia na estrada de que se trata1 porque as madeiras ahi so abundantissimas4 ,demais ha todo o fundamento para presagiar que o madeiro-carril ser um systema provisorio1 a que succeder um ferro-carril de sangue ou qui de vapor depois de um curto periodo1 logo que tenho fructificado os germens de industria e civilisao que a abertura definitiva da communicao do ,madeira vai derramar no solo fecundo das provincias da ,bolivia e do ,brasil1 situadas no valle superior do mesmo rio4 ,e com taes vistas mais uma razo para antepr o madeiro-carril s simples estradas de rodagem o elle assemelhar-se na frma e no servio s vias ferreas1 cujo percursor tem de ser1 esboando no terreno o traado e nivelamento1 que posteriormente s carecero de aperfeioamento nas curvas e nos declives para receber os rails e dar passo veloz locomotiva4 ,admittido1 pois1 que a estrada das cachoeiras seja um madeiro carril de tosca superstrutura1 composto como acima foi descripto2 suppondo demais que elle se amolde s sinuosidades do terreno1 quanto seja compativel com uma traco regular1 adopte pontes e obras de arte1 da construco mais singela e economica1 e emfim cinja-se em todas as suas partes s condies menos dispendiosas2 porque preo poder ser construido8 ,impossivel resolver esta questo com exactido1 quando no ha1 como acontece no caso actual1 conhecimento completo do terreno1 que a linha tem de percorrer1 sendo no emtanto indispensavel para organisar um oramento regular de qualquer via estudos previos e minuciosos de seu traado e de seu nivellamento longitudinal e transversal4 ,na falta total de taes dados1 s nos resta o recurso de aventurar uma estimativa provavel fundando-a no preo mdio1 que commummente poder custar um madeiro-carril em circunstancias naturaes1 parecidas s que attiribuimos da linha das cachoeiras1 onde no suppozemos que o terreno seja de todo facil nem tambem que se encontrem obstaculos de grande vulto e em extremo custosos de vencer4 ,nesta conformidade1 apoiando-nos na autoridade de engenheiros competentes e em alguma pratica que temos de obras semelhantes1 nos abalanamos a orar o preo geral do madeiro-carril das cachoeiras em #bj contos do ris ou #aj4jjj pesos por cada legua 7de #e4eee metros72 importancia que no excederia uma via da mesma especie1 atravs de florestas1 em qualquer parte do ,brasil1 com o preo dos salarios e dos materiaes1 mais commum no paiz e num terreno da natureza antes difficultosa do que facil4 ,adoptada esta estimativa1 as #fj leguas de estrada do ,madeira importar em #a4bjj contos de ris ou #fj4jjj pesos4 ,a este custo1 que o da via unicamente1 ha que aggregar o do material1 carros e animaes1 o das estaes terminaes com seus armazens de deposito1 o das intermedias para pousadas e casas de posta com os campos e culturas necessarias1 e o de outros accessorios mais1 que a communicao exigir4 ,dando que nisto se dispenda at #cjj contos ou #aej4jjj pesos1 chega-se ao total de #a4ejj contos ou #gej4jjj pesos para a importancia do estabelecimento completo da estrada em questo4 ,falta computar o capital preciso para simultaneamente com a abertura desta estrada introduzir a navegao a vapor no tronco e nos ramaes do ,mamor4 ,quando se reflecte no processo a seguir na execuo da estrada1 apparece o mais conveniente acommetter os trabalhos della a um tempo pelos dous extremos1 por ,santo ,antonio no baixo ,madeira e por ,guajaramirim no ,mamor4 ,daquelle lado se receberio para a obra operarios1 instrumentos de trabalho e meios de manuteno de ,crato e de ,borba no baixo ,madeira1 dos portos do ,amazonas e at do ,par1 aproveitando para isto a communicao j contractada e que em breve estar funccionando at o p da primeira cachoeira4 ,mas para manter relaes promptas e regulares de ,guajaramirim com ,trinidad1 ,exaltacion1 ,santa ,cruz e as demais povoaes da ,bolivia ,oriental1 donde possivel tirar a maior cpia de recursos1 conviria lanar um ou dous vapores nas aguas dos rios que a ellas conduzem4 ,bastario para este fim simples lanchas movidas por machinas locomoveis1 com capacidade de rebocar canas1 pranchas e barcas chatas de lotao moderada4 ,o casco destas lanchas1 se de necessidade devem ser de ferro1 poderia ser transportado atravs das cachoeiras em seces de pouco peso1 juntamente com os orgos componentes de suas machinas motrizes1 da mesma frma por que at agora se levo as cargas que por ahi transito4 ,talvez tambem no fosse impossivel conduzir as mesmas lanchas inteiras1 se suas dimenses e seu peso no excedessem s dos barcos que desde tempo remoto sobem o ,madeira at ,matto ,grosso1 passando atravs das cachoeiras1 cuja lotao alcana a #b4jjj arrobas de #cb libras1 proximamente #cj toneladas metricas4 ,no caso porm1 de no haver inconveniente de serem de madeira as lanchas a vapor1 em vez de transportar os cascos dellas a grande custo1 seria preferivel fabrical-as em ,guajaramirim1 reunindo ahi para este fim carpinteiros1 seja bolivianos de ,santa ,cruz ou de ,mojos1 seja brasileiros levados do ,amazonas com a primeira expedio destinada ao servio da estrada4 ,qualquer porm que seja o meio de obtel-as nas aguas do alto ,madeira1 as lanchas de que nos occupamos sero as iniciadoras da navegao a vapor neste rio e em seus tributarios1 servindo a transportar operarios1 animaes e provises para os trabalhos da estrada1 auxiliando desde logo ao commercio existente e predispondo as populaes ribeirinhas1 instruindo-as pela experiencia pratica das vantagens dos navios movidos a vapor1 a se apromptarem a utilisar-se em escala maior do beneficio completo da estrada e da navegao a vapor definitiva4 ,esta no seria inaugurada seno depois de concluida a estrada das cachoeiras1 por onde serio levados sem estorvo os barcos adequados1 ou por partes assim como suas machinas1 se que elles devessem ser de ferro1 ou smente estas1 no caso de serem os cascos de madeira e estes construidos em ,guajaramirim1 como acima propuzemos4 ,para encetar a navegao a companhia emprezaria poderia applicar smente dous vapores2 um destinado a cursar o ,mamor e o ,chapar1 com escalas em ,exaltacion1 ,trinidad e ,loreto1 at o ,porto de ,vinchuta2 outro a seguir sempre o tronco principal do ,mamor o ,sara e o ,guapay1 seus prolongamentos1 at o porto fronteiro ,santa ,cruz de la ,sierra4 ,a estes dous vapores se juntario as duas lanchas j referidas1 que servirio para suppril-os e coadjuval-os nas respectivas carreiras e para entreter uma communicao periodica pelo ,guapor acima1 que chegaria pelo menos at o forte do ,principe da ,beira1 em qualquer estao do anno e na enchente qui at cidade de ,matto ,grosso1 recolhendo no trajecto os productos das misses de ,chiquitos e ,guarayos1 que existem s margens dos tributarios meridionaes do dito ,guapor4 ,com estes quatro barcos a vapor e mais o numero conveniente de barcaas1 canas e embarcaes proprias para andar a reboque1 a companhia teria o material sufficiente para ensaiar o seu primeiro trafego4 ,este material1 avaliado com largueza1 no exceder de #cjj contos ou #aej4jjj pesos1 distribuidos como se segue3 ,dous vapores de calado de menos de dous metros1 machina de #ej a #hj cavallos1 capazes de conduzir no casco ou a reboque de #aej a #bjj toneladas1 comprehendido o respectivo transporte at o porto superior das cachoeiras #ajj4jjj pesos4 ,duas lanchas a vapor com os mesmos gastos de transporte #cj4jjj ,embarcaes diversas proprias para andarem a reboque1 etc41 etc #bj4jjj ,somma #aej4jjj ,sobre esta somma dever a companhia ter disposio mais uns cem contos ou #ej4jjj pesos para construir pontes de embarque e desembarque1 com armazens1 etc41 nos pontos principaes1 e crear factorias ou agencias de deposito na embocadura do ,beni e de alguns confluentes do ,mamor e do ,guapor1 em cujo curso haja povoados donde convenha facilitar as transaces com o interior por meio dos vapores4 ,serio por conseguinte #djj contos de ris ou #bjj4jjj pesos no todo1 o capital preciso para organisar as primeiras linhas de paquetes no alto ,madeira4 ,addicionando a mesma quantia de #a4ejj contos ou #gej4jjj pesos1 importe da estrada das cachoeiras1 acha-se a somma de #a4ijj contos ou #iej4jjj pesos2 a que acrescentando mais #ajj contos ou #ej4jjj pesos para despezas geraes e imprevistas1 deduz-se a final a cifra redonda de #bjjj contos ou #a milho de pesos1 como sendo capital necessario para levar a effeito a communicao expedita pela via do ,madeira2 no1 por certo1 de um modo perfeito1 mas como convm que principie1 nas propores de um ensaio dos mais modestos1 porm em sua essencia adequado a transformar-se progressivamente1 aperfeioando-se na razo do incremento que o trafego tiver4 ,resta agora1 partindo dos fretes admittidos em um dos capitulos precedentes1 deduzir-se a quantidade do trafego que deve circular annualmente na via de que se trata1 para que no s se consiga renda com que cobrir as despezas do custeio1 como tambem sobra capaz de compensar os interesses do capital1 no valor qne vimos de fixar-lhe4 ,,vi4 ,que circulao necessaria para retribuir ao capital da empreza--,deduco do trafego de que precisa a estrada das cachoeiras4--,o mesmo trafego mais que sufficiente para sustentar a navegao a vapor4--,probabilidades de que elle se verifique na linha do ,madeira4--,necessidade de auxilios empreza por parte dos governos interessados4--,em que podem consistir4--,soluo a mais simplificada do melhoramento da communicao do ,madeira4--,concluso4 ,das duas obras1 que tem de effectuar a empreza da communicao regular do ,madeira1 a de mais monta e cujo valor menos susceptivel de reduco a estrada das cachoeiras4 ,para ser viavel por carros1 ella difficilmente poder ser mais barata do que foi avaliada1 e a condio de prestar-se ao transporte sobre rodas imprescindivel para obter-se o baixo preo dos transportes e para que a via possa aperfeioar-se para diante sem mudar de direco1 mas smente por modificaes mais ou menos profundas em seu estado primitivo4 ,a navegao a vapor1 ao contrario1 exigindo para seu estabelecimento smente um tero da importancia da estrada1 sem haver tamanha desigualdade entre os fretes respectivos1 evidentemente poder sustentar-se e at auferir lucro de um trafego menos avultado do que o que aquella necessita para os mesmos effeitos4 ,e quando tal no acontecesse1 a empreza da navegao1 no tendo como a da estrada a necessidade forosa de construir e conservar uma via apropriada a seu servio1 pois que aproveita a natural dos rios1 gosa da faculdade de proporcionar at certo ponto seus gastos grandeza do trafego1 reduzindo o numero dos seus vapores ao estrictamente preciso ou mesmo estabelecendo que1 em vez de serem as viagens mensaes ou em curtos periodos1 tenho lugar smente quando haja carregamento completo para os barcos1 n'um ou n'outro sentido4 1 pois1 presumivel que o trafego1 que bastar para cobrir o custeio e o interesse do capital da estrada1 em todo o caso chegar para as mesmas despezas concernentes navegao a vapor2 asserto que se evidencia melhor dos calculos em que vamos entrar1 principiando por deduzir a quantidade de mercadorias1 que deve transitar na estrada das cachoeiras para cobrir a despeza annual que lhe compete1 e mostrando em seguida que a mesma frequentao d tambem rendimento sufficiente para equilibrar as despezas das carreiras de vapores1 organisadas no p em que as suppozemos4 ,a despeza annual de uma empreza qualquer de viao1 em estado de servio normal1 consta em geral de duas parcellas em que se podem incluir todos os differentes desembolsos4 ,uma a do custeio1 comprehendendo quaesquer quantias que se empreguem na direco e administrao da empreza1 na conservao e reparao da via e do material de transporte1 nos salarios do pessoal e em outros fins semelhantes4 ,a outra parcella a do servio do capital1 que consiste na importancia de seu juro1 qual se junta ordinariamente uma quota1 ou para fundo de reserva1 a fim de occorrer a futuras reformas ou melhoramentos na via ou no material1 ou para a amortisao progressiva do capital desde que se decide comeal-a4 ,a esta parte deve satisfazer a renda liquida da empreza1 que no seno a differena entre a renda bruta ou o rendimento total dos transportes e as despezas do custeio4 ,se1 como de crer1 sendo uma companhia que tome a si estabelecer a estrada e a navegao do ,alto ,madeira1 attenta a escassez de capitaes e ao pouco espirito emprehendedor que ha nos paizes mais interessados nessas obras1 ella se constituir com capitaes europeus1 o juro de #g ao anno1 pde ser considerado como bastante remunerativo4 ,suppondo que alem deste interesse se destine annualmente #a do capital1 seja para sua amortisao paulatina1 seja para fundo de reserva1 vem a ser de #h do mesmo capital a quantia a que deve montar a renda liquida da empreza ou a sobra de sua renda bruta1 feita a deduco das despezas do custeio4 ,quanto a estas despezas1 para cada especie de caminho1 evidentemente vario com a quantidade do trafego2 porm1 tem-se observado que nas emprezas de viao1 administradas regular e economicamente1 e onde a circulao no inferior nem excede capacidade do systema de transporte1 d-se uma certa relao entre o importe do custeio e a renda bruta1 a qual no varia notavelmente embora o trafego cresa ou decresa dentro de certos limites4 ,assim que em todas as vias frreas1 em estado de explorao normal1 cujo trafego bastante avultado para tirar um partido proficuo da locomoo a vapor1 o importe do custeio oscilla nas immediaes do valor de #ej ou metade da renda bruta1 sendo por conseguinte igual renda liquida que a outra metade representa4 ,este dado nos servir de fundamento para arbitrarmos um valor approximado despeza do custeio do madeiro carril das cachoeiras1 onde em razo de ser mais onerosa a conservao do que numa via frrea1 assim como a traco de animaes relativamente de locomotivas1 razoavel suppor que o custeio absorver1 em vez de #ej ou metade1 #ff1f ou #b_/c do rendimento total do trafego4 ,em tal hypothese1 o tero restante ser a quantia correspondente renda liquida1 igual por conseguinte metade do importe do custeio4 ,e1 pois que a dita renda liquida equivale1 como suppozemos1 a #h do capital1 e sendo elle no caso presente de #a4ejj contos ou #gej4jjj pesos2 eis como se compor a renda bruta annual3 ,renda liquida1 #h do capital de #gej4jjj pesos #fj4jjj ,despezas do custeio #abj4jjj ,renda bruta #ahj4jjj ,ora1 ficou dito que o frete de uma arroba de carga em todo o trajecto das #fj leguas do madeiro-carril das cachoeiras pagaria #fj centavos ou #abjj1 razo de #bj ris ou um centavo por legua4 ,como o trafego em geral cursar toda a linha1 no levando em conta seno o de mercadorias1 facil deduzir sua grandeza em arrobas dividindo a importancia do rendimento total pelo preo do transporte da mesma unidade de carga4 ,deste modo acha-se que necessaria a circulao de #cjj4jjj arrobas de mercadorias nos dous sentidos do trajecto1 para que a empreza do madeiro-carril em questo consiga manter-se com sua propria renda1 dando demais o lucro liquido de #h do capital empregado em sua fundao4 ,agora na condio de ser de #cjj4jjj arrobas o trafego do desvio das cachoeiras1 possivel averiguar por meio de uma estimativa aproximada que sufficiente a quantia de #abj4jjj pesos ou #bdj contos de ris para cobrir as despezas annuaes do custeio4 ,com effeito1 a nosso ver1 estas despezas podem ser oradas da frma que se segue3 ,conservao da via4 ,em #fj leguas razo de #a4jjj pesos ou #b contos de ris por legua #fj4jjj ,servio dos transportes1 etc4 #ajj jornaleiros1 carroceiros1 carregadores1 serventes1 etc41 pagos razo do preo medio de #bjj pesos ou #djjjjj por anno #bj4jjj ,conservao1 reparo e renovao de todo o material1 carros1 estaes1 etc41 #aj por cento de seu valor orado em #ej4jjj pesos #e4jjj ,sustento de #bjj animaes razo de #ajj pesos por anno para cada um #abj4jjj ,remonta dos mesmos de #e em #e annos1 #bj por cento de seu custo avaliado em #aj4jjj pesos #b4jjj ,somma #ajg4jjj ,saldo para gastos de administrao #ac4jjj ,total #abj4jjj quantia que1 portanto1 satisfaz a todas as exigencias do custeio4 ,cumpre em seguida ver como o mesmo trafego de #cjj4jjj arrobas tambem ser lucrativo para a navegao a vapor4 ,no levando em conta seno as duas carreiras principaes que propuzemos2 a #a4;a que1 servindo a ,exaltacion1 ,trinidad e ,loreto termina em ,vinchuta1 porto que ser a sahida da cidade de ,cochabamba e por ella do centro e do norte da ,bolivia2 e a #b4;a1 que fazendo escala tambem naquellas povoaes1 se destina a conduzir o commercio da cidade de ,santa ,cruz de la ,sierra e por intermedio della o de ,sucre1 capital da republica1 e a de suas provincias meridionaes1 supporemos que em cada uma das citadas linhas haja movimento igual de negocios1 e recordaremos que de ,guajaramirim1 termo da estrada das cachoeiras1 a ,vinchuta o frete foi avaliado em #be cents4 ou #ejj rs4 e que o daquelle porto ao do ,rio ,grande1 fronteiro a ,santa ,cruz1 o foi em #de cents4 ou #ijj rs4 ,o termo medio destes fretes sbe a #ce cents4 ou #gjj rs41 preo que na hypothese que indicamos de haver trafego igual nas duas linhas1 representa o valor medio do frete da navegao a vapor4 ,reduzil-o-hemos porem a #cj centavos ou #fjj rs4 attendendo que na frequentao1 quer da linha de ,guajaramirim a ,vinchuta1 quer na que vae a ,santa ,cruz1 ter alguma parte o commercio de ,trinidad1 ,loreto1 ,exaltacion etc41 cujos fretes rasoavelmente devem ser inferiores aos citados1 de cuja fuso resultou aquella media4 ,sendo pois de #cj centavos ou #fjj rs4 o frete geral de cada arroba de carga na navegao do alto ,madeira1 o trafego annual de #cjj4jjj arrobas vem a produzir a renda bruta de #ij4jjj pesos ou #ahj contos de ris1 somma que facil demonstrar1 excede necessaria para equilibrar o custeio e deixar o lucro liquido de #h por cento ao capital1 applicado no material da navegao e em todos os seus accessorios1 que admittimos fosse quando muito de #bej4jjj pesos ou #ejj contos4 ,de facto1 subtrahidos os #h por cento desta somma1 que monto a #bj4jjj pesos ou #dj contos1 de #ij4jjj pesos ou #ahj contos1 total do rendimento dos transportes1 sobro #gj4jjj pesos ou #adj contos para cubrir as despezas do custeio4 ,na supposio de que se faa uma viagem redonda por mez em cada uma das linhas referidas1 estimamos como segue os gastos respectivos3 #a4;a ,linha de ,guajaramirim a ,vinchuta4 ,distancia #ejj milhas4 ,subida em #gb horas4 ,descida em #dh4 ,viagem redonda #abj horas4 ,despeza mensal de um vapor da fora de #ej cavallos e porte de #aej a #bjj toneladas3 ,tripolao#bc #gej ,combustivel#bd #cjj ,despezas diversas #bjj ,somma #abej #bc ,consideramos a tripulao de cada vapor composta como segue e tendo os soldos designados2 #a mestre #ajj2 #a piloto #ej2 #a machinista #aej2 #a foguista #ej2 #af homens de tripulao a #be pesos por mez-- #djj4 ,somma #gej2 como foi adoptado acima4 #bd ,a despeza de combustivel fui calculada sobre a base da media de alguns dados relativos ao consumo de lenha dos vapores da companhia do ,amazonas4 ,deduzimos assim que uma machina de #ej cavallos consumiria1 na media1 #abe achas por hora1 cujo valor foi calculado pelo preo commum no ,amazonas1 isto #bj ou #djjjj rs4 por milheiro4 #b4;a linha4--,de ,guajaramirim ao porto de ,santa ,cruz4 ,distancia #hgj milhas4 ,subida #acj horas4 ,descida #ij4 ,viagem redonda #bbj horas4 ,despeza mensal para um vapor nas condies precitadas3 ,tripolao #gej ,combustivel #eej ,despezas diversas #bjj ,somma #a4ejj ,logo nas #ab viagens redondas do anno se despenderia3 ,na #a4;a linha #ae4jjj ,na #b4;a #ah4jjj ,total #cc4jjj ,confrontada esta somma com a de #gj4jjj pesos1 que1 como se vio acima1 fica disponivel para o custeio1 deduz-se o excesso de #cg4jjj pesos por anno1 quantia mais que sufficiente para occorrer aos gastos do servio das lanchas a vapor e das embarcaes menores1 conservao e renovao do material1 manuteno dos armazens e agencias e a todos os mais desembolsos concernentes navegao4 ,em summa1 em resultado do que fica exposto1 se deprehende que a empreza da estrada das cachoeiras e da navegao do alto ,madeira poderia subsistir por si s e realizar um beneficio razoavel se pudesse contar annualmente com um trafego effectivo de #cjj4jjj arrobas1 tanto de exportao como de importao4 ,probabilidades bem fundadas existem de que o commercio desta communicao attinja de principio a esta quantidade e depois progrida cada dia consideravelmente1 quanto permitto a produco e o consumo crescentes dos numerosos habitantes da ,bolivia e do ,brasil1 que nella vo achar um conducto livre de embaraos para fomentar as relaes com o exterior de que at hoje tm estado privados4 ,na parte terceira destes apontamentos apreciamos o valor que um tal commercio alcanaria1 a julgar pelo que hoje faz a ,bolivia inteira pelos portos do ,pacifico1 e comparativamente ao actual da provincia peruana de ,loreto1 situada em circumstancias muito parecidas s das provincias bolivianas da bacia do ,madeira4 ,ento vimos que1 a julgar pela populao dos departamentos de ,santa ,cruz e do ,beni unicamente1 sem tratar da de outros1 que no todo ou em parte movida pela razo decisiva da economia dos fretes1 adoptar a via do ,amazonas de preferencia a qualquer outra1 populao aquella que quadrupla da da provincia de ,loreto1 o commercio dos mesmos dous departamentos poderia adquirir em curto prazo o valor de #cfj4jjj pesos ou #gbj contos de ris1 quatro vezes tambem o que era em #ahee o da provincia peruana1 pouco depois de favorecida com a linha de vapores da companhia do ,amazonas4 ,para avaliar o peso de mercadorias correspondente a este valor1 no possuimos mais do que um dado1 que porm digno de toda a confiana por ser tambem referante ao commercio da ,bolivia pela via do ,madeira4 ,no anno de #ahfj1 como j foi dito1 a quantidade de #cb4jjj arrobas de exportao e importao correspondeu a um valor de pouco mais de #cb4jjj pesos ou #fd contos1 ou crca de #a peso ou #bjjj por cada arroba4 ,a continuar1 sendo este o preo medio dos artigos de commercio1 a somma de #cfj4jjj pesos representar o valor de mais de #cjj4jjj arrobas1 quantidade em que1 segundo os calculos precedentes1 foi orado o trafego capaz de compensar vantajosamente o estabelecimento e o custeio da estrada e da navegao do alto ,madeira4 ,se ainda nos reportamos a outras apreciaes1 anteriormente apresentadas sobre o desenvolvimento progressivo do commercio da ,bolivia pela mesma via1 os resultados dos annos seguintes no deixo duvidar que a empreza com o tempo prosperar enormemente4 ,em verdade1 quando o valor de seu trafego montar a mais de #a milho de pesos1 como pde acontecer em #b annos1 ou a mais de #b milhes1 como pde ser em #aj1 conforme conjecturamos somente sobre os dous departamentos de ,santa ,cruz e do ,beni1 ainda por comparao com o progresso observado no commercio da provincia de ,loreto pelo ,amazonas1 ento ser infallivel que a quantidade de mercadorias1 correspondente aos ditos valores1 no s alcanar a #cjj4jjj arrobas1 como exceder de muito1 por mais valiosos que sejo os objectos de permuta4 ,e que propores no tomar o trafego da via do ,madeira1 quando ella tornar-se o caminho da exportao e importao da metade1 pelo menos1 da populao da ,bolivia1 no isolada do resto do mundo1 pouco productiva e menos consumidora1 como hoje se acha1 mas aproximada pelo vapor dos grandes centros commerciaes do ,atlantico1 laboriosa pela certeza de obter larga recompensa dos esforos que empregar na produco1 civilisada e industriosa pelo trato e pelo exemplo dos estrangeiros activos e emprehendedores1 que de toda a parte vir a explorar e cultivar regies quasi desconhecidas1 que occulto immensos thesouros em seu solo66 ,quando se recolho em profuso os fructos das sementes ahi depositadas desde o comeo do novo estado de cousas1 que a empreza do ,madeira vai crear1 temos confiana que no bastar o tosco plankroad primitivo nem o reduzido numero de vapores1 que propuzemos1 para dar vaso ao commercio que ento existir4 ,elle exigir para seu escoamento um ferro-carril ou um canal artificial de grandes dimenses1 auxiliado com muitos vapores2 e tamanho engrandecimento de meios de viao se effectuar nessa occasio na escala conveniente com plena segurana de que a circulao produzir renda sufficiente para remunerar com usura quaesquer melhoramentos4 ,para aquelles1 que tm estudado os verdadeiros milagres operados pelas vias de communicao1 expeditas e baratas1 em todos os paizes do mundo1 onde ho sido introduzidas1 no pde haver temor algum de que a empreza que advogamos carea de elementos para fundar-se1 subsistir e prosperar4 ,talvez em seus primeiros passos haja alguma cousa de incerto2 porm sua prosperidade no porvir segura e infallivel como o progresso dos povos da ,bolivia e do ,brasil1 quando sejo vivificados pela sciencia e pela industria1 que lhes ho de vir dos paizes mais adiantados atravs dessa communicao1 cujo projecto tentamos esboar4 ,os governos do ,brasil e da ,bolivia1 directamente interessados nas consequencias fecundas da empreza do ,madeira1 no devem poupar esforos para fundal-a e promovel-a4 ,talvez parecesse vantajoso que de accordo mutuo1 ambos por si mesmo abrissem a estrada das cachoeiras e lanassem os primeiros vapores nas aguas do alto ,madeira4 ,a ns1 porm1 parece esta medida a menos conveniente e efficaz1 e que no deve ser adoptada seno no caso de se frustarem todas as tentativas para organisar uma companhia particular que se incumba de effectuar taes melhoramentos4 ,se est reconhecido geralmente a inferioridade da administrao de emprezas destas pelo ,estado1 comparativamente de associaes particulares1 nas condies presentes apparece ainda menos contestavel este facto1 attenta a desmesurada distancia em que se acha o lugar da obra a emprehender dos centros dos governos nella interessados4 ,a aco destes1 em nossa opinio1 no deve pois estender-se aos cuidados do estabelecimento e do custeio dos meios de transporte projectados1 mas reduzir-se a facilitar e acorooar a creao da companhia1 que disto se encarregue1 e depois a protegl-a por todos os meios opportunos4 ,a semelhana de todas as emprezas1 que tm de operar em paizes novos e pouco conhecidos e carecem de fundar-se com capitaes angariados nos mercados estrangeiros1 a da estrada e navegao do alto ,madeira1 no obstante seu futuro esperanoso1 no pde prescindir de garantias effectivas1 capazes de inspirar confiana mesmo aos mais timoratos ou incredulos4 ,a melhor frma para conseguir tal effeito seria1 a nosso ver1 garantir uma certa quota de juros annual1 que dsse um interesse razoavel aos capitaes engajados na empreza1 at um maximo de antemo fixado4 ,um tal favor junto com o privilegio do transito na estrada e nos rios por um largo prazo1 concesses de terras com liberalidade1 direito de explorao de minas numa certa zona e outras concesses semelhantes1 das que sem fazer-se s emprezas de viao mais favorecidas1 no deixario de actuar no sentido de alcanar a incorporao de uma companhia4 ,em taes concesses os governos do ,brasil e da ,bolivia tomario a parte que naturalmente a cada um devesse competir2 este promovendo sobre tudo a navegao de seu systema fluvial1 aquelle1 com especialidade1 a abertura da estrada das cachoeiras1 que toda deve estender-se em territorio brasileiro4 ,mas si1 contra nossa spectao1 de todo no fosse possivel constituir-se uma companhia para realizar na via do ,madeira os melhoramentos concebidos1 seria como j indicamos1 o caso de tomarem a si a empreza os governos do ,brasil e da ,bolivia4 ,ento no aconselhariamos se pozesse em obra um projecto nas propores do que deixamos esboado1 mas outro muito mais simples e barato1 porm capaz todavia de attrahir e fomentar o trafego da vasta regio do alto ,madeira para o ,atlantico seguindo o curso de seus rios4 ,com taes vistas1 proporiamos que nas cachoeiras do ,madeira1 para tornar menos difficultosa e demorada sua travessia1 se fizessem algumas obras de pouca monta a fim de desobstruir os canaes que quasi todas tm2 que se abrissem caminhos marginaes regulares nos passos mais trabalhosos para facilitar o servio da halagem a sirga dos barcos e mesmo para servir ao transporte das cargas e at das proprias embarcaes1 quando isto fosse de todo indispensavel1 e que se fundassem de distancia em distancia beira do rio nucleos coloniaes1 situados adequadamente no intuito de protegerem a passagem das mesmas cachoeiras no s com reforo de gente1 como tambem com mantimentos e outros soccorros4 ,caso porm no fossem efficazes expedientes semelhantes para desembaraar e abreviar de um modo sensivel a navegao das cachoeiras1 sobretudo na subida1 e houvesse que recorrer necessariamente a um desvio terrestre1 ento em vez de abril-o como uma estrada de carros1 poderia no passar-se de um simples trilho para animaes de carga1 a cujos lados se collocario os estabelecimentos coloniaes1 de que atraz fallamos1 a fim de ahi serem do mesmo prestimo que lhes destinamos na travessia das cachoeiras4 ,entretanto em qualquer alternativa1 quer se tenha de levar a effeito a empreza da utilisao da via do ,madeira nestas reduzidas propores ou nas que anteriormente delineamos1 ha que fazer um trabalho preliminar de uma utilidade incontestavel1 cuja execuo recommendamos instantemente aos governos do ,brasil e da ,bolivia para ser emprehendido sem detena4 ,por parte do primeiro proseguir nas exploraes que por sua ordem presentemente esto em actividade no curso do ,madeira1 applicando-as no s seco das cachoeiras1 na ida de desobstruil-as ou canalisal-as1 como tambem linha terrestre que pde desvial-as2 e alm disto ao curso superior do ,mamor1 do ,guapor e dos affluentes destes rios que rego o territorio brasileiro4 ,ao governo da ,bolivia compete mandar explorar scientificamente a magnifica rede dos affluentes do alto ,madeira1 que banha suas ricas provincias do oriente2 a importante arteria do ,beni com seus braos1 a do grande ,mamor no seu dilatado curso e em seus numerosos tributarios e a de todos esses caudalosos rios1 que desaguo no ,guapor ou ,itenez pela margem meridional e que consta offerecem navegao to facil quanto extensa4 ,com os resultados de taes estudos1 juntos a dados estatisticos exactos e recentes sobre o commercio da regio do alto ,madeira e os recursos que ella contem para desenvolvel-o para diante progressivamente1 se possuirio as informaes necessarias a fim de proceder com segurana e acerto no projecto e na execuo da importante obra1 cujos traos geraes1 com debil penna e mal habilitados1 temos delineado nestes ligeiros apontamentos4 ,santiago1 #ai de ,fevereiro de #ahfh4--;,antonio ,rebouas1 engenheiro4