,,olisipo ,,todos ,,os ,,direitos ,,res]vados ,nota d ,transcritor3 ,aqui surge a ass9atura d autor4 ,a ,,inv5,o ,,d ,,dia ,,cl>o ,escripta de uma s maneira p>a todas z espcies de orgulho1 seguida das dm>*es p>a a ,inv5o e acompanhada das confid5cias mais intimas e g]aes4 ,ensaios p>a a iniciao de portuguezes na revelao da p9tura ,com um retrato d autor por elle-proprio primeiro milh> ,,lisb,a ,,olisipo1 ,,ap>tado #ade #aiba ,,n\s ,,savons ,,donn] ,,notre ,,vie ,,t\te ,,enti,,re ,,t\s ,,les ,,j\rs4 ,b,,nnissons ,,la ,,vie6 ,,saluons ,,la ,,naissance ,,du ,,travail ,,n\veau4 ,,le ,,monde ,n',a ,,pas ,d',,ges1 ,l',,humanit ,,se ,d,,place ,,t\t ,,simplem5t4 ,,je ,,ne ,,suis ,,pas ,,prisonni] ,,de ,,ma ,,raison4 ,,dieu ,,fait ,,ma ,,=ce ,,et ,,je ,,l\e ,,dieu4 ,,spl5deurs ,,des ,,villes4 ,,po9t ,,de ,,cantique--,,t5ir ,,t\j\rs ,,le ,,pas ,,gagn4 ,rimbaud ,nota d ,transcritor3 ,aqui surge o retrato d autor por ele prprio4 ,,ao ,,meu ,,amigo ,,f]n&o ,,amado ,o ,,livro ,entrei numa livr>ia4 ,puz-me a cont> os livros que ha p>a l] e os anos que t]ei de vida4 ,no *egam1 no duro nem p>a metade da livr>ia4 ,deve c]tam5te hav] outras maneiras de se salv> uma pessoa1 s5o e/\ p]dido4 ,no entanto1 z pessoas que entravam na livr>ia e/avam todas muito bem ve/idas de quem precisa salv>-se4 99 99 99 99 99 ,comprei um livro de filos(ia4 ,filos(ia a sci5cia que trata da vida2 era ju/am5te d que eu necessitava--pr sci5cia na m9ha vida4 ,li o livro de filos(ia1 no ganhei nada1 ,me6 no ganhei nada4 ,diss]am-me que era necess>io e/> j iniciado1 ora eu s t5ho uma iniciao1 e/a de t] sido po/o ne/e mundo imagem e semelhana de ,deus4 ,no ba/a8 99 99 99 99 99 ,imag9ava eu que hava tratados da vida das pessoas1 como ha tratados da vida das plantas1 com tudo to bem explicado1 assim p>ecidos com o tratam5to que ha p>a os animaes dome/icos1 no 8 ,como os cavalos to bem feitos que ha6 ,imag9ava eu que havia um livro p>a z pessoas1 como ha ho/ias p>a cuid> da febre4 ,um livro com tanta c]teza como uma ho/ia4 ,um livro pequ59o1 com duas pag9as1 como uma ho/ia4 ,um livro que dissesse tudo1 cl>o e depressa1 como um c>taz1 com a morada e o dia4 99 99 99 99 99 ,no a*as1 ,me8 ,por exemplo4 ,ha um co vadio1 sujo e com fome1 cuida-se de/e co e ele deixa de s] vadio1 deixa de e/> sujo e deixa de t] fome4 ,at z crianz j lhe fazem fe/as4 ,cuid>am d co porque o co no sabe cuid> de si--no sab] cuid> de si s] co4 ,ora eu no qu]ia que cuidassem de mim1 mas go/ava que me ajudassem1 p>a eu no e/> assim1 p>a que fosse eu o dono de mim1 p>a que os que me vissem dissessem3 ,que bem que aquele s\be cuid> de si6 99 99 99 99 99 ,eu qu]ia que os outros dissessem de mim3 ,olha um homem6 ,como se diz3 ,olha um co6 qu&o passa um co2 como se diz3 olha uma arvore6 qu&o ha uma arvore4 ,assim1 inteiro1 sem adjectivos1 s de uma pea3 ,um homem6 99 99 99 99 99 ,mas eu &ei a procur> por todas z vidas uma p>a copi> e n5huma era p>a copi>4 ,como o livro1 z pessoas t9ham pr9cipio1 meio e fim4 ,a pr9cipio o livro *amava-me1 no meio o livro deu-me a mo1 no fim fiquei com a mo suada d livro de me t] e/5dido a mo4 ,talvez que nos outros livros444 mas os titulos dos livros so como os nomes das pessoas--no qu]e diz] nada1 s p>a no se confundir444 99 99 99 99 99 ,na montra e/ava um livro *amado ,o lial conselheiro4 ,escrito antigam5te por um ,rei dos ,portuguezes6 ,escrito de uma s maneira p>a todas z especies de seus vassalos6 ,bemdito homem que foi na v]dade ,rei6 ,o ,me/re que qu]e que eu seja ,me/re6 ,eu a*o que todos os livros deviam *am>-se assim3 ,o lial conselheiro6 ,no a*as1 ,me8 ,o ,me/re escreveu o que sabia--por isso ele foi ,me/re4 ,z palavras torn>am pres5tes como o ,me/re fazia at5o4 ,e/as palavras fic>am escritas por causa dos outros tambem4 ,os outros apr5diam a l] p>a *eg>em a ,me/res--era com e/a int5o que se apr5dia a l] antigam5te4 99 99 99 99 99 ,sonhei com um paz onde todos *egavam a ,me/res4 ,comeava cada qual por faz] a caneta e o ap>o com que se punha escuta d univ]so2 em seguida1 fabricava desde a mat]ia prima o papel onde ia ass5t&o z confid5cias que recebia directam5te d univ]so2 depois1 descia at ao fundo dos ro*$os por causa da t9ta negra dos *cos2 gravava letra por letra o tipo com que compunha z suas palavras2 e arrancava da arvore a pr5sa onde ap]tava com segurana z descob]tas p>a irem t] com os outros4 ,era assim que ne/e pas todos *egavam a ,me/res4 ,era assim que os ,me/res iam escrev5do z frases que ho-de salv> a humanidade4 99 99 99 99 99 ,qu&o eu nasci1 z frases que ho-de salv> a humanidade j e/avam todas escritas1 s faltava uma coisa--salv> a humanidade4 --,o pequ5o como o gr&e4 --,o que e/ em cima analogo ao que e/ em baixo4 --,o int]ior como o ext]ior das coisas4 --,tudo e/ em tudo4 ,,h]mes ,,trimegi/a ,i ,,p>te ,,&aimes ,e ,v,,sp]as ,a ,,conf]5cia ,,improvisada ,m9has ,s5horas e meus ,s5hores3 ,mulh]es e hom5s so z duas metades da humanidade--a metade mascul9a e a metade fem99a4 ,ha coisas inteiras feitas de duas metades e aonde no se pode cort> ao meio p>a sep>> essas duas metades4 ,exemplo3 a humanidade com a metade mascul9a e a metade fem99a4 ,so duas metades que deixam1 cada uma1 de s] uma metade se no h\v] a outra metade4 ,a l9ha que passa por entre e/as duas metades p>ecidissima com o ar por d5tro de uma esponja d m>1 sca4 ,,c]ca ,,d ,,homem ,e ,,da ,,mulh] ,lembro-me de uma oleografia que havia em m9ha casa4 ,a oleografia e/ava *eia de am>ello d ,des]to4 ,o am>ello d ,des]to era mais comprido d que a vida de um homem se no fsse o galope d cavallo onde o arabe rapta a m59a loira4 ,na oleografia havia uma palmeira4 ,a palmeira era to pequ5a como a esm]alda d anel da m59a loira4 ,a palmeira era assim to pequ5a porque e/ava muitissimo longe4 ,era em direco palmeira que a a corr] o cavallo4 ,havia outra oleografia qu&o j t9ham *egado sombra da palmeira4 ,o cavallo e/ava como morto por t]ra4 ,o arabe1 sse1 a9da nunca t9ha e/ado cado--t9ha a m59a loira nos braos1 como a esm]alda e/ava no anel4 ,eram trez z oleografias4 ,na t]ceira oleografia e/ava ss9ha a m59a loira a d> de mam> a um m59o v]dadeiro4 ,,c]ca ,,das ,,tres ,,oleografias ,e/as trez oleografias explicam muito bem como se pode s] s5hora e como se deve s] homem4 ,z s5horas como a m59a loira4 ,os hom5s como o arabe4 ,um homem--sab] rapt>2 uma s5hora--m]ec] s] raptada4 ,exemplo de homem que s\be rapt>3 o arabe4 ,exemplo de s5hora que m]eceu s] raptada3 a m59a loira da oleografia4 ,s] o arabe p>a des5cant> a m59a loira2 s] a m59a loira p>a que haja o arabe4 ,,at5,o ,mas no fallmos sem alic]ces4 ,ns no e/amos algres4 ,ns e/amos aqui d5tro d'e/a sala1 onde eu e/\ a diz] a conf]5cia--o *o1 o tecto1 e quatro p>$es4 ,vocs e eu4 ,p>a nos ori5t>mos melhor1 aqui onde e/\ fica s5do o ,norte1 l no fundo da sala o ,sul1 /e ali e ,o/e d'aquelle lado4 ,que i/o fique assim bem comb9ado entre ns1 de tal maneira que1 qu&o eu *am> ,sul aqui ao log> onde e/\1 vocs se levantem1 prote/em1 e digam que no1 que o ,sul l no fundo da sala4 ,,z ,,palavras ,o preo de uma pessa v-se na maneira como go/a de us> z palavras4 ,l-se nos olhos das pessz4 ,z palavras danam nos olhos das pessz con=me o palco dos olhos de cada um4 ,,viag5s ,,das ,,palavras ,z palavras teem moda4 ,qu&o acaba a moda p>a umas comea a moda p>a outras4 ,z que se vo embora voltam depois4 ,voltam sempre1 e mudadas de cada vez4 ,de cada vez mais viajadas4 ,depois dizem-nos adeus e a9da voltam depois de nos t]em dito adeus4 ,emfim--toda essa t\rne m>avilhosa que nos pe a cabea em agua at ao dia em que j smos ns quem d corda s palavras p>a ellas e/>em a danar4 ,,hi/oria ,,das ,,palavras ,z mulh]es e os hom5s e/avam espalhados pela ,t]ra4 ,uns e/avam m>avilhados1 outros t9ham-se cado4 ,os que e/avam m>avilhados abriam a bocca1 os que se t9ham cado tambem abriam a bocca4 ,ambos abriam a bocca4 ,h\ve um homem ss9ho que se poz a espreit> e/a dif]5a--havia pessoas m>avilhadas e outras que e/avam cadas4 ,depois a9da espreit\ melhor3 ,todas z pessoas e/avam m>avilhadas1 depois no sabiam agu5t>-se m>avilhadas e ficavam cadas4 ,z pessoas e/avam tri/es ou alegres con=me a luz p>a cada um--mais luz1 alegres--m5os luz1 tri/es4 ,o homem ss9ho fic\ a p5s> n'e/a dif]5a4 ,p>a no esquec] fez uns signaes n'uma p$ra4 ,e/e homem ss9ho era da m9ha raa--era um ,egypcio6 ,os signaes que elle grav\ na p$ra p>a m$ir a luz por d5tro das pessz1 *am>am-se hi]oglifos4 ,mais t>de veiu outro homem ss9ho que torn\ e/es signaes a9da mais faceis4 ,fez v9te e dois signaes que ba/avam p>a todas z comb9aes que ha ao ,sol4 ,e/e homem ss9ho era da m9ha raa--era um ,ph5icio6 ,cada um dos v9te e dois signaes era uma lettra4 ,cada comb9ao de lettras uma palavra4 ,,c5t5>io ,,das ,,palavras ,todos os dias faz annos que =am inv5tadas z palavras4 preciso fe/ej> todos os dias o c5t5>io das palavras4 ,,valor ,,das ,,palavras ,ha palavras que fazem bat] mais depressa o corao--todas z palavras--umas mais d que outras1 qualqu] mais d que todas4 ,con=me os log>es e z posies das palavras4 ,segundo o lado d'onde se ouvem--d lado d ,sol ou d lado onde no d o ,sol4 ,cada palavra um p$ao d univ]so4 ,um p$ao que faz falta ao univ]so4 ,todas z palavras juntas =mam o ,univ]so4 ,z palavras qu]em e/> nos seus log>es6 ,n,s ,e ,,z ,,palavras ,ns no somos d seculo d'inv5t> z palavras4 ,z palavras j =am inv5tadas4 ,ns somos d seculo d'inv5t> outra vez z palavras que j =am inv5tadas4 ,,z ,,palavras ,e ,,eu ,g/o os dias a exp]im5t> log>es e posies p>a z palavras4 uma paci5cia de que eu g/o4 o meu g/o4 ,tudo se passa aqui pelas palavras--todos os g/os4 ,collei algumas d'e/as paci5cias com palavras4 ,so e/as z palavras que trago aqui4 ,a9da no e/o promptas--so p$aos de coisas1 aqui e alli1 como um rapaz novo1 como uma rap>iga nova4 ,como os cavallos qu&o a9da so petizes--v-se j que se trata de um cavallo1 mas tambem se v que a9da no e/ concluido4 ,z p]nas cresc]am mais depressa d que a esp9ha4 ,a cabea muito gr&e que j e/ d tamanho em que ha-de fic>4 ,tudo se agu5ta de p provisoriam5te--a9da no e/ prompto1 v-se p]feitam5te que a9da no tudo4 ,ag>rei uma man*eia de palavras e espalhei-z em cima da meza4 ,fic>am n'e/a posio3 ,,p>abola ,a humanidade abriu alas--z duas gr&es alas da humanidade4 ,uma direita1 a outra esqu]da4 ,em baixo a ,t]ra1 em cima o ,sol4 ,vae acontec] qualqu] coisa--os que passam vo mais depressa1 os outros j e/o espreita4 ,z duas gr&es alas da humanidade l e/o z duas em fr5te uma da outra4 ,no levantem os braos6 no virem z cabez6 ,em baixo a ,t]ra1 em cima o ,sol6 ,a9da no *eg\ o homem-que-sabe-viv]6 ,z duas gr&es alas da humanidade qu]em v] com olhos da c>a o homem-que-sabe-viv]6 ,z duas gr&es alas da humanidade no qu]em s5o v] com os olhos da c>a o homem-que-sabe-viv]6 ,em baixo a ,t]ra1 em cima o ,sol6 ,jesus-,*ri/o desce ss9ho por entre z duas gr&es alas da humanidade4 ,z duas gr&es alas da humanidade e/5dem os braos p>a ,jesus-,*ri/o4 ,uma das duas alas accusa a outra ala1 e e/a accusa aquella4 ,jesus-,*ri/o desce ss9ho por entre z duas gr&es alas da humanidade1 sem se approxim> de uma nem da outra4 ,z duas gr&es alas da humanidade4 ,jesus-,*ri/o acab\ de pass> por entre z duas gr&es alas da humanidade1 sem se t] approximado de uma nem da outra4 ,z duas gr&es alas da humanidade4 ,em baixo a ,t]ra1 em cima o ,sol4 ,,uma ,,cruz ,,na ,,encruzilhada ,qu&o acab\ a p>abola1 z duas gr&es alas da humanidade desconjunct>am-se4 ,havia uma cruz na encruzilhada4 ,a cada um que passava dizia o ,*ri/o de p$ra3 ,em vez de t] morrido n'uma cruz1 por ti1 antes tivesse pegado na lana que me abriu o peito1 p>a com ella te rasg> os olhos da c>a4 ,p>a deix> entr> cl>idade p>a d5tro de ti pelos buracos dos teus olhos rasgados4 ,tudo quanto eu te disse fic\ escrito e tudo a9da hoje t5ho p>a te diz]4 ,se me fiz crucific> p>a t'o diz] porque no te deixas crucific> p>a sabres como eu t'o disse8 ,no posso1 por mais que t5te1 livr> uma das mos1 preg>am-m'z bem1 como se prega um crucificado2 no posso1 por mais que t5te1 livr> uma das mos1 p>a te sacudir a cabea qu&o vires ajoelh>-te aqui aos ps da m9ha cruz4 ,se fsse o teu orgulho de joelhos1 a9da era o teu orgulho1 mas so z tuas p]nas dobradas com o pezo d ar4 ,no t5ho uma das mos livre p>a te empurr> d'aqui da m9ha cruz at ao teu log> l em baixo na t]ra4 ,levanta-te1 homem6 ,no dia em que tu nasc/e1 nasceu no mesmo dia um log> p>a ti1 l em baixo na t]ra4 ,esse log> o teu6 o teu log> a tua =tuna6 o teu log> a tua gloria4 ,no deixes o teu log> vazio1 nem te deixes pr'hi sem log>4 ,no te aleijes a procur> outras =tunas que no t]s1--ha uma s p>a ti-- a unica que ha p>a ti1 no s]ve s5o p>a ti1 no s]ve p>a os outros1-- por i/o que ella a tua =tuna6 ,porque vi/e ajoelh>-te aqui aos ps da m9ha cruz8 ,foi porque a tua cabea se en*eu de duvida8444 ,tanto melhor6 ,aproveita agora que t5s a duvida d5tro da tua cabea1 aproveita a sorte de tres a duvida d5tro da tua cabea4 ,no te cances de t] e/a sorte6 ,no t5has md de e/>es a v] a tua cabea a ir directam5te p>a a l\cura1 no t5has md6 ,deixa-a ir at l\cura6 ajuda-a a ir at l\cura4 ,vae tu tambem pessoalm5te1 co'a tua cabea at l\cura6 ,vem l] a l\cura escripta na palma da tua mo4 ,fe*a a tua mo1 com =a4 ,ag>ra bem a l\cura d5tro da tua mo6 ,s5o444 se t5s md da duvida e te pes a fugir d'ella por mr da l\cura que j e/ vi/a1 se no comez desde j a desba/> a fantasia que cresceu no log> m>cado p>a ti1 l em baixo na t]ra2 se no pret5des trans=m> essa fantasia em imag9ao tranquilla e creadora444 444 um dia a l\cura vir plo seu proprio p bat] tua porta1 e tu1 desprev5ido1 e tu sem mos p>a a esgan>1 porque a l\cura j s] maior d que na palma da tua mo1 porque a l\cura s] maior d que z tuas mos1 porque a l\cura pod] mais d que tu com z tuas mos2 e ella f> de ti o pior de todos1 por no t]es sabido s]vir-te d'ella como tu devias sabe-lo qu]]6 ,,fim ,,de ,,dia ,um por um1 toda a humanidade ouviu a ,cruz da encruzilhada1 e a cada um p>ecia-lhe reconhec] aquelle modo de fall>4 ,havia oliveiras beira da e/rada p>a a g5te se enco/>4 ,antes de cada um *eg> a casa havia um *af>iz p>a mat> a sde4 ,eu no sabia que o *af>iz t9ha tanto que vr--havia muitos soldados por causa das rap>igas a en*] z bilhas6 ,depois o ,sol comeou a fic> muito enc>nado e cada vez maior por detraz das dunas1 muito enc>nado1 e deix\-me ss9ho em cima d muro4 ,d lado d m> ouvia-se uma nra a pux> agua4 ,o boi t9ha os olhos gu>dados p>a no entontec]4 ,os alcatruzes da nra subiam por um lado e desciam plo outro lado--como hontem6 ,a musica da nra s tem uma volta4 ,todos os dias4 manh tambem1 os alcatruzes da nra vo subir por aqui e desc] por l4 ,todos os dias4 ,em baixo a ,t]ra1 em cima o ,sol4 ,qu&o olh>am p>a traz1 a ,cruz da encruzilhada j e/ava muito longe4 ,era necess>io ac]t> a vi/a p>a a reconhec]4 ,mas1 era sem duvida ella1 a cruz inconfundivel--aquella onde cabe um homem inteiro e de p6 ,,fim ,,da ,,primeira ,,p>te ,,confid5cias ,me6 a oleografia e/ a entorn> o am>ello d ,des]to por cima da m9ha vida4 ,o am>ello d ,des]to mais comprido d que um dia todo6 ,me6 eu qu]ia s] o arabe6 ,eu qu]ia rapt> a m59a loira6 ,eu qu]ia sab] rapt>4 ,d-me um cavallo1 me6 ,at palmeira v]de esm]alda6 ,e o anel86 ,a m9ha cabea amollece ao sol sobre a areia mov$ia d ,des]to6 ,a m9ha cabea e/ molle como a m9ha alm(ada6 ,ha uns signaes d5tro da m9ha cabea1 como os signaes d ,egypcio1 como os signaes d ,ph5icio4 ,os signaes d'e/es j teem antec$5tes e eu a9da v\ p>a a vida4 ,no ha muros p>a que haja e/rada6 ,no ha muros p>a pr c>tazes6 ,no e/ a mo de t9ta preta a apont>--por aqui6 ,s ha sombra d ,sol nas l>angeiras da outra m>gem2 e todas z noites o somno *ega r\bado6 ,me6 ,z e/rellas e/o a m5tir4 ,luzem qu&o m5tem4 ,m5tem qu&o luzem4 ,e/o a luzir1 ou m5tem8 ,j ia a cuspir p>a o ceu6 ,me6 a m9ha e/rella doida6 ,c\be-me nas sortes a ,e/rella-doida6 ,me6 d-me um cavallo6 ,eu j s\ o gallope6 ,ha uma palmeira1 ,me6 ,o que qu] diz] um anel8 ,tem uma esm]alda4 ,me6 eu qu]o s] z trez oleografias6 99 99 99 99 99 ,me6 ,em cima das e/atuas e/ o v]bo ganh>1 ,me6 s] p>a mim8 ,qu&o passo pelas e/atuas fico p>ado4 ,a olh> p>a cima das e/atuas4 ,fico p>ado a subir4 ,no sei quem me ag>ra p>a me levant> ao ar4 ,ag>ram-me por debaixo dos braos p>a me levant> ao ar4 ,p>a eu v] o v]bo ganh> em cima das e/atuas4 99 99 99 99 99 ,me6 eu no sei nada6 ,eu no me lembro de nada6 ,ah6 lembro-me6 ,lembro-me de t] ajudado a lev> p$ras p>a z pyramides d ,egypto6 ,tambem me lembro de me t] *amado ,jos1 antigam5te1 com meus irmos e uma mulh]6 ,me6 ,e/\ a lembr>-me6 ,tu j f/e a m59a loira6 ,eu j fui o m59o v]dadeiro a quem tu davas de mam>6 ,eu j e/ive comtigo na t]ceira oleografia6 ,lembro-me exactam5te6 ,qu&o tu me beijavas1 o sol no da tanto na m9ha pelle6 ,me6 ,e/\ a lembr>-me6 ,e z t>des qu&o iamos todos juntos solt> palavras no caes e vr *eg> mais l>anjas6 ,outras vezes juntavamo-nos na praia p>a nad> melhor d que os outros e deix> o sol queim> quem mais m]ecsse4 ,j z l>anjas e/avam cont5tes com o que *egasse primeiro6 ,o melhor jovem ganhava a melhor rap>iga4 ,os outros sabiam aquella que t9ham ganhado4 ,eu t9ha ganho a m9ha6 ,de uma vez1 qu&o deixavamos o caes1 entorn\-se o c/o das tang]9as4 ,foi a alegria6 ,e uma das rap>igas pz-se a cant> o succ$ido s tang]9as a rol> pr m>3 tam tam-tam tanque e/anque tang]9a bola tang]9a boia tang]9a ina tang]99ha pacote rto batuque n qu9tal da nra e o dique e o ,duque e o acqu$ucto d ,cco ,rei ,c>mim e tam>9dos e am>ellos de ,mahomet alli e l e acol 444 99 99 99 99 99 ,me6 ,vem ouvir a m9ha cabea a cont> hi/orias ricas que a9da no viageie4 ,traze t9ta enc>nada p>a escrev] e/as coisas6 ,t9ta cr de sangue1 sangue6 v]dadeiro1 enc>nado6 ,me6 passa a tua mo pela m9ha cabea6 ,eu a9da no fiz viag5s e a m9ha cabea no se lembra s5o de viag5s6 ,eu v\ viaj>4 ,t5ho sde6 ,eu prometo sab] viaj>4 ,qu&o volt> p>a subir os degraus da tua casa1 um por um4 ,eu v\ apr5d] de cr os degraus da nossa casa4 ,depois v5ho s5t>-me a teu lado4 ,tu a cosres e eu a cont>-te z m9has viag5s1 aquellas que eu viagei1 to p>ecidas com z que no viagei1 escritas ambas com z mesmas palavras4 ,me6 ata z tuas mos s m9has e d um n-cego muito ap]tado6 ,eu qu]o s] qualqu] coisa da nossa casa4 ,como a meza4 ,eu tambem qu]o t] um feitio1 um feitio que sirva exactam5te p>a a nossa casa1 como a meza4 ,me6 passa a tua mo pela m9ha cabea6 ,qu&o passas a tua mo na m9ha cabea tudo to v]dade6 ,,ii ,,p>te ,a ,,viagem ,,ou ,o ,,que ,n,o ,,se ,,pode ,,prev,r ,a ,et]nidade exi/e mas no to devag>6 7,,quadrado ,,azul1 #aiag74 ,,p>is ,e ,,eu ,um dia foi a m9ha vez de ir a ,p>is4 ,foi necess>io um passaporte4 ,p$iram a m9ha pr(isso4 ,fiquei atrapalhado6 ,p5sei um p\co p>a respond] v]dade e disse a v]dade3 ,poeta6 ,no acceit>am4 ,tambem p$iram o meu e/ado4 ,fiquei atrapalhado4 ,p5sei um p\co p>a respond] v]dade e disse a v]dade3 ,m59o6 ,tambem no acceit>am4 ,e p>a t] o passaporte tive de diz] o que era necess>io p>a t] o passaporte1 i/o --uma pr(isso que h\vsse6 e um e/ado que h\vsse6 ,,p>tida ,,p>a ,,p>is desp$ida os viz9hos d]am-me o melhor conselho3 ,juizo6 ,,p>is ,em ,p>is tudo de c>ne e osso1--,o ,sacr-,coeur1 ,o ,sna e a ,torre ,eiffel--z casas1 z pessoas1 os dom+os e os outros dias4 ,ha em ,p>is uma ,ro*a ,t>peia que no feita de ro*a1 feita de dom+os e dos outros dias4 ,,eu ,qu&o digo ,eu no me refiro ap5as a mim mas a todo aquelle que c\br d5tro d geito em que e/ empregado o v]bo na primeira pessa4 ,,lib]dade ,qu&o entrei na cidade fiquei ss9ho no meio da multido4 ,em r$or z portas e/avam ab]tas4 ,a multido entrava naturalm5te pelas portas ab]tas4 ,por cima das portas havia taboltas onde e/ava collada aquella palavra que sbe--,lib]dade6 ,entrei por uma porta4 ,entrei como uma f>pa6 ,era uma ratoeira1 ,me6 era uma ratoeira6 ,se eu tivesse entrado como uma agulha podia t] sahido como uma agulha1 mas entrei como uma f>pa1 fiz sangue v]dadeiro1 j no me esquece4 ,aconteceu exactam5te4 ,dei um mau geito nos r9s por causa da ratoeira6 ,a9da me lembro da palavra--,lib]dade6 ,me6 ,v\ cont>-te como foi4 ,havia dois vazos iguaes4 ,um t9ha um licor bonito4 ,o outro p>ecia t] agua simples4 ,um t9ha a felicidade1 o outro no t9ha a felicidade4 ,era sorte4 ,a casa e/ava *eia de g5te4 ,n+uem qu]ia s] o primeiro a comear4 ,depois1 comearam a beb] o licor4 ,diziam coisas to felizes6 ,coisas qu5tes que en*em a cabea toda e deixam os olhos escanc>ados6 ,eu vi-os1 ,me6 e/avam a augm5t> a olhos vi/os1 juro-te6 ,os que beb]am d outro vazo no div]tiam n+uem4 ,iam-se logo embora4 ,e n+uem j se lembrava d'elles4 ,s fic>am os que go/avam d licor4 ,eu fiquei com e/es4 ,eu tambem bebi d licor4 ,no imag9as1 ,me6 nunca subi to alto6 ,a9da mais alto d que o v]bo ganh>6 ,havia uma r que t9ha entrado comigo ao mesmo tempo4 ,a r tambem e/ava a augm5t>4 ,depois1 qu&o j e/ava quasi d tamanho de um boi1 a r e/oir\4 ,coitada6 ,como antigam5te1 em latim4 ,ento1 puz-me logo a escorreg> desde l de cima1 at aonde eu j t9ha am>9hado2 desde mais alto d que o v]bo ganh>4 ,a escorreg>1 a s] necess>io escorreg>1 a qu]] por =a escorreg>1 a cu/> imm5so escorreg>1 a faz] do] escorreg>1 a escorreg>4--,o v]bo des9*>6 ,o v]bo des9*> dura muito tempo4 ,no fim d v]bo des9*> outra vez a t]ra1 c em baixo4 ,,fim ,,da ,,segunda ,,p>te ,,confid5cias ,me6 doe-me o peito4 ,bati com o peito contra a e/atua que tem em cima o v]bo ganh>4 ,a9da no sei como foi4 ,eu ia to cont5te6 eu ia a p5s> em ti e no v]bo sab] e no v]bo ganh>4 ,e/ava tudo a s] to facil6 ,j e/ava a imag9> a tua alegria qu&o eu voltsse a casa com o v]bo sab] e o v]bo ganh>1 um em cada mo6 ,doe-me muito o peito1 ,me6 passa a tua mo pela m9ha cabea6 ,me6 ,j no volto cidade sem ir comtigo6 p>a a cidade s] bonita4 ,irmos os dois juntos de brao-dado1 e &>mos assim a passe>2 p>a v] como tudo e/ p/o na cidade por causa de ti e de mim e por causa dos outros que &am de brao-dado4 ,me6 dize essa metade que tu sabes d que necess>io sab]1 dize essa metade que tu sabes to bem6 p>a eu p5s> na outra metade4 ,se no h\vsse s5o hom5s e saltimbancos eu ia busc> a outra metade1 mas os saltimbancos e/o ve/idos como os hom5s1 e os hom5s e/o ve/idos como os saltimbancos1 ambos e/o ve/idos de uma s maneira1 no sei quaes so os hom5s nem os saltimbancos1 elles tambem no o sabem1--no ha s5o losangos de arlequim6 ,me6 ,qu&o eu v9ha p>a casa a multido ia na outra direco4 ,tive de me faz] a9da mais pequ5o e escorregado1 p>a no ir na onda4 ,p]guntei p>a onde iam to unidos1 assim1 com tanto balano4 ,respond]am-me3 ,p>a deante6 p>a a fr5te6 ,iam p>a deante6 iam p>a a fr5te6 ,fiquei a p5s> na multido4 ,o meu anjo da gu>da disse-me3 ,prompto6 ,a multido j pass\1 lev\ um qu>to d'hora a pass>4 ,a multido no s5o aquillo que lev\ um qu>to d'hora a pass>4 ,prompto6 j e/ vi/a6 &a d'ahi6 ,o meu anjo da gu>da e/ sempre diz]-me3 ,de que e/s esp]a8 ,v1 &a6 ,comea j6 ,comea j a cuid> da tua pres5a6 ,no sei o que o meu anjo da gu>da qu] que eu adv9he em taes palavras4 ,outras vezes1 o meu anjo da gu>da p$e-me p>a que seja eu o anjo da gu>da d'elle4 ,me6 ,hoje acordei todo virado p>a deante4 ,assim1 como tu o compre5des1 ,me6 ,vi z coisas d ar que havia1 z coisas que e/avam focadas com o ar de hoje4 ,z lembranz j e/o inteiras1 muito p\cos os m9utos falsos4 ,fiz todas z horas d ,sol e z da sombra4 ,ao *eg> a noite e/ive de accordo com o ,sol no que h\ve desde manh at s] ba/ante a luz por hoje4 ,depois veiu o somno4 ,e o somno *eg\ a horas4 ,antes d somno a9da h\ve uma imagem--um leo a dormir6 ,na v]dade1 no ha somno mais bem ganho d que o de um leo a dormir com re/os de sangue a9da no foc9ho1 como os lees de p$ra que ha nas escad>ias por onde se sobe depois da batalha6 ,,retrato ,,da ,,e/rella ,,que ,,gui\ ,o ,,filho ,,prodigo ,,na ,,volta ,,casa ,,pat]na ,na praia uma m59a p]gunt\-me se eu era rico4 ,e/ava de gatas e muito longe1 a p]gunt>-me se eu era rico4 99 99 99 99 99 ,todas z manhs ia br9c> com os viz9hos p>a a sombra da egreja4 ,depois d almoo a sombra era d outro lado4 99 99 99 99 99 ,qu&o z m59as corriam no j>dim1 os cabellos e os ve/idos ficavam p>a traz4 99 99 99 99 99 ,a rap>iga das l>anjas t9ha uma l9da voz p>a v5d] l>anjas4 ,z pessoas ficavam co'z l>anjas na mo a ouv-la4 99 99 99 99 99 ,a l>angeira ao p da nra j me conhecia--punha-se a f+ir que era o v5to que a fazia mex]4 99 99 99 99 99 ,a*o mais s9c]os os dias de *uva4 ,nos dias em que *ove ponhome a p5s> que no s\ eu s que vivo arreliado4 ,depois1 o *eiro da t]ra molhada que me faz de novo anim>4 99 99 99 99 99 s vezes ponho-me a p5s> em coisas que eu nunca vi4 ,naturalm5te s ha muito longe1 nas outras t]ras6 99 99 99 99 99 ,e/\ a esp]a de s] gr&e p>a v] se o que eu p5so v]dade ou no4 ,se no fr1 mato-me6 99 99 99 99 99 ,g/o mais dos bois de b>ro que dos bois v]dadeiros4 99 99 99 99 99 ,o gabo d j>d9eiro era =rado d'azul6 99 99 99 99 99 ,a rosa enc>nada *eira a branco4 99 99 99 99 99 ,qu&o vejo o cr-de-rosa p>ece que se ref]em a mim4 ,,confid5cias ,bom-,dia1 ,me6 ,bem nos t9ham dito6--,esprem6 foi o que nos t9ham dito4 ,e ns esp]mos4 ,ah6 que sempre tive a c]teza que havia de *eg> o desc]r> d escuro6 7,,an!ro1 ,sonetos47 ,a et]nidade e um in/ante a mesma coisa4 ,,santo ,,ago/9ho4 ,bom-,dia1 ,me6 ,s5ta-te ao meu lado1 que eu v\ cont>-te a viagem que eu fiz4 ,dme a tua mo p>a que eu a conte bem6 ,dei a volta ao mundo1 fiz o it9]>io univ]sal4 ,tudo con/a d meu di>io intimo onde memoravel a viagem que eu fiz desde e univ]so at ao meu peito quotidiano4 ,vim de muito longe at fic> d5tro d meu proprio peito e def5dido pelo meu proprio corpo4 ,durante a viagem encontrei tudo dispo/o de antemo p>a que nunca me ap>tasse dos meus s5tidos4 ,e assim aconteceu sempre desde aquelle dia inolvidavel em que rep>ei que t9ha olhos na m9ha propria c>a4 ,foi precisam5te n'esse dia inolvidavel que eu s\be que tudo o que ha no univ]so podia s] vi/o com os dois olhos que e/o na nossa propria c>a4 ,no foi1 portanto1 sem orgulho que con/atei que era precisam5te por causa de cada um de ns que havia o univ]so4 ,e assim foi que1 todas z coisas que a pr9cipio me p>eciam to e/ranhas1 comearam logo desde esse dia inolvidavel a dirigirem-se-me e a int]rog>em-me1 qu&o a9da hontem era eu que lhes preguntava tudo4 ,foi-me facil compreh5d] que o univ]so era precisam5te o resultado de hav] quem tivesse olhos na propria c>a4 ,muito maior foi o meu orgulho1 portanto1 qu&o tive a c]teza de que hoje o univ]so esp]ava anciosam5te por cada um de ns4 ,hontem1 cada um de ns viajava por todas z p>tes d univ]so1 com aquelle desejo legitimo de se encontr>1 e se a viagem demor\ mais d que devia porque no s]ia facil acr$it> imm$iatam5te que cada um de ns e/ava1 na v]dade1 em todas z p>tes d univ]so4 ,confesso que no pude supr logo d'entrada que o papel de que s]iamos incumbidos c na t]ra fsse precisam5te o mais importante de todos4 ,a9da hontem o univ]so me p>ecia um gigante colossal capaz de me atropell> sem qu]]2 e emquanto eu procurava a maneira de no fic> espes9hado plo gigante1 quem pod]ia1 ,me1 t]-me conv5cido de que eramos ns-proprios o gigante8 ,todas z coisas d univ]so aonde1 por tanto tempo1 me procurei1 so z mesmas que encontrei d5tro d peito no fim da viagem que fiz pelo univ]so4 ,,iii ,,p>te ,o ,,regresso ,,ou ,o ,,homem ,,s5tado ,,ao ,,joaquim ,,gra,a ,a ,,flor --,je travaille tant que je peux et le mieux que je peux1 t\te la j\rne4 ,je donne t\te ma mesure1 t\s mes moy5s4 ,et aprs1 si ce que j'ai fait n'e/ pas bon1 je n'en suis plus responsable2 c'e/ que je ne peux vraiem5t pas faire mieux4 ,h5ri ,matisse4 ,p$e-se a uma creana4 ,des5he uma flor6 ,da-se-lhe papel e lapis4 ,a creana vae s5t>-se no outro canto da sala onde no ha mais n+uem4 ,passado algum tempo o papel e/ *eio de l9has4 ,umas n'uma direco1 outras n'outras2 umas mais c>regadas1 outras mais leves2 umas mais faceis1 outras mais cu/osas4 ,a creana quiz tanta =a em c]tas l9has que o papel quasi que no resi/iu4 ,outras eram to delicadas que ap5as o pezo d lapis j era demais4 ,depois a creana vem mo/r> essas l9has s pessz3 ,uma flr6 ,z pessz no a*am p>ecidas e/as l9has com z de uma flr6 ,comtudo1 a palavra flr &\ por d5tro da creana1 da cabea p>a o corao e d corao p>a a cabea1 procura das l9has com que se faz uma flr1 e a creana pz no papel algumas d'essas l9has1 ou todas4 ,talvez z tivesse p/o fra dos seus log>es1 mas1 so aquellas z l9has com que ,deus faz uma flr6 ,,c]ca ,,da ,,p9tura ,,de ,c,,zanne ,e ,,de ,,matisse3 ,elle v\s donne la scurit4 ,*>les ,pqu94 ,scurit--,m4 f4 7lat4 securitas7 ,confiance1 tranquilit d'esprit resultant de l'ide1 qu'il n'ya de pril cra9dre3 l'indu/rie a beso9 de scurit4 ,petit ,l>\sse4 ,a ,,m9ha ,,vez ,tu sep>]as la t]re du feu1 le subtil de l'pais--d\cem5t-avec gr&e indu/rie4 ,,h]mes ,,trimegi/a ,o des5ho das creanz como o das pessz que no sabem des5h>--ambos dizem1 mas no sabem o que dizem4 ,no sabem desemb>aar z l9has de uma coisa das l9has das outras coisas que veem ao mesmo tempo d5tro da mesma palavra4 ,a prova que no so capazes de imit> o que da primeira vez lhes escorreg\ d corpo pela mo p>a o papel4 ,eu-proprio1 ap5as agora comeo a sab] record> o que =am os meus des5hos de ha dez e v9te annos1 qu&o fiz uns traos em p$aos de papeis que gu>d>am4 ,escuto e/es des5hos como a um homem1 d campo que diz1 sem qu]]1 coisas mais importantes d que o que e/ a cont>1 e que pe tudo mo/ra sem d> por isso4 ,atravez d'e/es des5hos sigo grafologicam5te o meu in/9cto esp]a da m9ha vontade1--a m9ha qu]ida ignorancia a aquec] ao sol e a trans=m>-se na m9ha vez c na t]ra4 ,,fim ,,da ,,t]ceira ,,p>te ,,uma ,,frase ,,que ,,sobej\ ,qu&o copiei pela ultima vez a ,inv5o d ,dia ,cl>o1 sobej\ uma frase que no me recordo a que alturas p]t5ce4 ,a frase e/a3 ,ha sy/emas p>a todas z coisas que nos ajudam a sab] am>1 s no ha sy/emas p>a sab] am>6 ,,nota--,seguem-se z dm>*es p>a a ,inv5o4 ,foi-nos completam5te impossivel incluir na pres5te edio z dm>*es4 ,no entanto1 reproduzimos como specim5 a mais antiga de todas p>a que o leitor se conv5a d seu int]esse quotidiano e im$iato4 ,n'e/a1 como em todas z outras dm>*es p>a a ,inv5o flagrante a maneira como se repres5ta a =tuna que nos rodeia todos os dias4 ,a ,,v]dade ,je ne crois que les hi/oires dont les tmo9s se f]ai5t gorg]6 ,,p5s,,es1 ,,pascal4 ,eu t9ha *egado t>de escola4 ,o me/re quiz1 por =a1 sab] porqu4 ,e eu tive que diz]3 ,me/re6 qu&o sahi de casa tomei um c>ro p>a vir mais depressa mas1 por infelicidade1 deante d c>ro cahiu um cavalo com um ataque que dur\ muito tempo4 ,o me/re zang\-se comigo3 ,no m9ta6 diga a v]dade6 ,e eu tive de diz]3 ,me/re6 qu&o sahi de casa444 m9ha me t9ha um irmo no extrangeiro e1 por infelicidade1 morreu hontem de rep5te e ns ficmos de luto c>regado4 ,o me/re a9da se zang\ mais comigo3 ,no m9ta6 diga a v]dade66 ,e eu tive de diz]3 ,me/re6 qu&o sahi de casa 444 e/ava a p5s> no irmo de m9ha me que e/ no extrangeiro ha tantos annos1 sem escrev]4 ,ora i/o a9da peor d que se elle tivesse morrido de rep5te porque ns no sabemos se e/amos de lucto c>regado ou no4 ,ento o me/re p]deu a cabea comigo3 ,no m9ta1 ouviu8 diga a v]dade1 j lh'o disse6 ,fiquei muito tempo calado4 ,de rep5te1 no sei o que me pass\ pela cabea que acr$itei que o me/re qu]ia effectivam5te que lhe dissesse a v]dade4 ,e1 creana como eu era1 puz todo o pezo d corpo em cima das pontas dos ps1 e com o corao solta confessei a v]dade3 ,me/re6 antes de *eg> ,escola ha uma casa que v5de bonecas4 ,na montra e/ava uma boneca ve/ida de crde-rosa6 ,me/re6 a boneca e/ava ve/ida de cr-de-rosa6 ,a boneca t9ha a pelle de cra4 ,como z m59as6 ,a boneca t9ha os olhos de vidro4 ,como z m59as6 ,a boneca t9ha z tranz cahidas4 ,como z m59as6 ,a boneca t9ha os d$os f9os4 ,como z m59as6 ,me/re6 ,a boneca t9ha os d$os f9os444 ,,jos ,,de ,,almada-,,negreiros 99 99 99 99 99 ,o ,,mo9ho #a ,,acto #bc1 #b4,o ,,&> #c ,,actos ,,antes ,,de ,,come,,ar #a ,,acto ,,os ,,outros #c ,,actos 99 99 99 99 99 ,o ,,m5des--,a ,,engomadeira--,,h]cules ,,da ,,silva ,a ,,sc5a ,,d ,,odio ,,saltimbancos--,,mima ,,fat,,xa--,,la ,,femme ,,lectrique ,o ,,quadrado ,,azul 99 99 99 99 99 ,d,,m>*es ,,p>a ,a ,,inv5,o ,,d ,,dia ,,cl>o ,,da ,,arte ,,de ,,atravess> ,a ,,multid,o1 ,,com ,,apontam5tos ,,sobre ,o ,,que ,,eu ,,quiz ,,diz]4 ,,pobreza ,,volunt>ia ,,dados ,,arbitr>ios ,,p>a ,a ,,futfura ,,ari/ocracia 99 99 99 99 99 ,,z ,,trez ,,idades ,,de ,,cada ,,um --,,z ,,trez ,,idades ,,de ,,cada ,,um ,o ,,ovo ,,de ,,colombo6 ,dr4 ,f4 ,alves de ,azev$o4 99 99 99 99 99 ,o ,,m59o ,d',,olhos ,,de ,,gigante ,,feito ,,com ,a ,,pret5,o ,,de ,,poema ,,univ]sal4 ,,com ,,uma ,,posi,o ,,geografica ,,portugueza ,,na ,,=ma ,,poetica ,,da ,,tont]ia ,,popul>4 ,,acabada ,d',,imprimir ,,aos ,,tr9ta ,,dias ,,d ,,mez ,,de ,,novembro ,,de ,,mil ,,novec5tos ,e ,,v9te ,e ,,um1 ,,nas ,,(ic9as ,,da ,,soci$ade ,,nacional ,,de ,,tipografia1 ,,rua ,,d ,,seculo1 #ei1 ,,fic&o ,,deposit>ia ,,portugal ,e ,,brazil1 ,,rua --,,g>rett1 #eh1 #fj1 ,,lisboa4--