( public doma9 mat]ial f ,google ,book ,se>*7 ,a ,,h>pa ,,d ,,cr5te4 ,,t5tativas ,,poeticas ,,pelo ,,auctor ,,da ,,voz ,,d ,,propheta4 99 99 99 99 99 ,,lisboa--#ahch ,,na ,,typ4 ,,da ,,soci$ade ,,propagadora ,,dos ,,conhecim5tos ,,uteis4 ,rua direita d ,ars5al--n4 #ee4 ,a ,,h>pa ,,d ,,cr5te4 ,,t5tativas ,,poeticas ,,pelo ,,auctor ,,da ,,voz ,,d ,,propheta4 ,,primeira ,,s]ie4 ,,lisboa--#ahch ,,na ,,typ4 ,,da ,,soci$ade ,,propagadora ,,dos ,,conhecim5tos ,,uteis4 ,rua direita d ,ars5al--n4 #ee4 99,a ,semana ,sancta499 ,a ,s4 ,ex4 ,o ,,m>quez ,,de ,,res5de4 ,em te/emunho de amisade e v5]ao ,(f]ece o ,auctor4 ,a ,semana ,sancta4 ,d] ,g$anke ,gott weckt e95 fur*t]li*em ,na*b> auf1 se9 ,"n heis/ ,ri*t]4 ,s*ill]4 ,i4 ,tibio o sol entre z nuv5s d occid5te ,j l se incl9a ao m>4 ,grave e solemne ,vai a hora da t>de6--,o oe/e passa ,mudo nos troncos da lam$a antiga1 ,que j borbulha voz da primav]a3 ,o oe/e passa mudo1 e cruza a porta ,ponteaguda d templo1 edificado ,por mos rudes de avs1 em monum5to ,de uma h]ana de f1 que nos leg>am1 ,a ns seus netos1 hom5s de alto es=o1 ,que nos rimos da h]ana1 e que insultamos ,a cruz e o templo e a cr5a de outras eras3 ,ns1 hom5s =tes1 s]vos de tyrannos1 ,que sabemos to bem roj> seus f]ros ,sem nos queix>1 m5ospres&o a ,patria ,e a lib]dade1 e o combat] por ella4 ,eu no6--eu rujo escravo2 eu creio e esp]o ,no ,deus das almas g5]osas1 puras1 ,e os despotas maldigo4--,ent5dim5to ,bronco1 lanado em seculo fundido ,na s]vido de goso ataviada1 ,creio que ,deus ,deus1 e os hom5s livres6 ,,ii4 ,oh sim6--rude amador de antigos sonhos1 ,irei p$ir aos tumulos dos velhos ,religioso en?usiasmo1 e canto novo ,hei-de tec]1 que os hom5s d futuro ,ent5d]o3--um canto esc>necido ,pelos filhos de/' po*a mesqu9ha1 ,em que vim p]egr9o a vr o mundo1 ,e *eg> a meu t]mo1 e rep\s>-me ,depois sombra de um cypre/e amigo4 ,,iii4 ,passa o v5to os d portico da ,igreja ,esculpidos umbraes3 corr5do z naves ,sussurr\1 sussurr\ entre z columnas ,de go?ico lavor3 no orgam d coro ,veio em fim murmur> e esvaec]-se4 ,mas porque sa o v5to8--,e/ des]to1 ,sil5cioso a9da o sacro templo3 ,n5huma voz humana a9da recorda ,os hymnos d ,s5hor4 ,a natureza ,foi a primeira em celebr> seu nome ,ne/e dia de lucto e de saudade6 ,trvas da qu>ta feira eu vos saudo6 ,negras p>$es1 velhas te/emunhas ,de todas essas oraes de mgoa1 ,ou esp]ana1 ou gratido1 ou su/os1 ,depositados ante vs nos dias ,de uma cr5a f]v5te1 hoje enlutadas ,de mais escuro d1 eu vos saudo6 ,a l\cura da cruz no morreu toda ,apoz dezoito seculos6--,quem *ore ,d s(rim5to o ,h]e exi/e a9da4 ,eu *or>ei--que z lagrymas so d homem-- ,pelo ,amigo d povo1 assass9ado ,por tyrannos1 e hypocritas1 e turbas ,envilecidas1 b>b>as1 e s]vas4 ,,iv4 ,tu1 ,anjo d ,s5hor1 que acc5des o e/ro2 ,que no espao entre o abysmo e os ceus vagueas1 ,d'onde m]gulhas no oceano a vi/a2 ,tu que d trovador na m5te arrojas ,quanto ha nos ceus esp]anoso e bello1 ,quanto ha no inf]no t5ebroso e tri/e1 ,quanto ha nos m>es mage/oso e vago1 ,hoje te invoco6--oh vem6--lana em m9ha alma ,a h>monia cele/e e o fogo e o g5io1 ,que dm vida e vigor a um c>me pio4 ,v4 ,a noite escura desce3 o sol de todo ,nos m>es se afog\3 a luz dos mortos1 ,dos br&es o cl>o fulgura ao longe1 ,no cruzeiro som5te e em volta da ara3 ,e pelas naves comeou rud ,de compassado &>4 ,fiis acodem ,a visit> o ,et]no1 e ouvir queixumes ,d vate de ,sion4 ,em breve os monges ,lam5tosas ces aos ceus ergu5do1 ,sua voz uniro voz desse orgam1 ,e os sons e os c*os rebo> no templo4 ,mudo o cro depois1 ne/e rec9to ,d5tro em bem p\co re9> sil5cio1 ,o sil5cio dos tumulos1 e z trevas ,cubriro por e/a rea a luz escassa ,desp$ida das lampadas1 que p5dem ,ante os alt>es1 bruxule&o fr\xas4 ,imagem da exi/5cia6--,em quanto passam ,os dias infants1 z paixes tuas1 ,homem1 qual ento s1 so debeis todas3 ,cresce/e3--ei-las torr5te1 em cujo dorso ,sobr5adam a dor1 e o pranto1 e o longo ,gemido d remorso1 a qual lanar-se ,vai1 com r\co e/ridor1 no antro da morte1 ,l onde tudo horror1 sil5cio1 noite4 ,da vida tua in/antes floresc5tes ,=am d\s1 e no mais3 z cz e rugas1 ,breve1 rebate de teu fim te d]am4 ,tu fo/e ap5as som1 que o ar f]9do ,se esvau pelo espao imm5suravel4 ,e a casa d ,s5hor ergueu-se6--o f]ro ,cort\ a p5$ia2 e o canto enorme4 ,polido alveja alli no espesso panno ,d muro collossal1 que ha vi/o z eras ,velhas *eg>1 e adormec]-lhe ao lado3 ,a faia e o sobro no car rang]am ,sob o ma*ado3 a trave affeio\-se2 ,l na cimo p\s\3 re/ruge ao longe ,de m>tellos fragor1 e eis ergue o templo1 ,por entre z nuv5s1 bronzeadas grimpas4 ,homem1 d que s capaz6 ,tu1 cujo al5to1 ,se esve1 como da c]va a leve pi/a ,no p se apaga ao respir> da t>de1 ,d seio dessa t]ra em que s e/ranho ,sar fazes z moles secul>es1 ,que por ti1 morto1 fallem3 ds na ida ,et]na durao s obras tuas6 ,tua alma immortal1 e a prova a d/e6 ,,vi4 ,anoiteceu3--nos clau/ros reso&o ,z pisadas dos monges ouo3 eis entram2 ,eis se curv>am p>a o *o beij&o ,o pavim5to1 a p$ra3 oh sim1 beijai-a6 ,igual vos cubrir a c9za um dia1 ,talvez em breve--e a mim4 ,consolo ao morto a p$ra d tumulo4 ,se-lo-ia ,mais se d ju/o s a h]ana =a2 ,mas tambem ao malvado dada a campa4 ,e o crim9oso dormir quieto ,entre os bons sott]rado6--,oh no6 em quanto ,no templo ondeam sil5ciosas turbas1 ,exult>o d abysmo os moradores1 ,v5do o hypocrita vil1 mais mpio que elles1 ,que esc>nece d ,et]no1 e a si se engana2 ,v5do o que julga que oraes apagam ,vicios e crimes1 e o motejo e o riso ,dado em respo/a s lagrymas d pobre2 ,v5do os que nunca ao infeliz solt>am ,de consolo palavra1 ou de esp]ana3 ,sim3--malvados tambem ho-de pis>-lhes ,os frios re/os que sep>a a t]ra1 ,um punhado de t]ra1 a qual os ossos ,de/es ha-de cubrir em tempo breve1 ,como cubriu os seus1 qual vai sum9do ,nos my/]ios da campa a humanidade4 ,porm a turba esvae-se3 ermam bem p\cos ,d templo na amplido3 s l no fundo ,de affumada capella1 o ju/o z preces ,ergue pio ao ,s5hor1 z preces puras ,de um corao que esp]a1 e no m5tidas ,de labios de impo/or1 que engana z turbas ,com seu m5eio hypocrita1 calc&o ,na alma lodosa da blasphemia o grito4 ,ento exult>o os bons1 e o mpio1 ,que pass\1 trem]4 ,em fim1 de vivos1 ,da voz1 d respir> o som confuso ,vem-se v]t] no sussurr> das praz1 ,e pela galil s ruge o v5to4 ,em trevas no fic\ sil5ciosas ,o sagrado rec9to3 os c&ieiros1 ,no gelado ambi5te ard5do a cu/o1 ,espalham debeis raios que reflectem ,das p$ras pela alvura2 o negro mo*o1 ,companheiro d morto1 horrido pio ,solta l da cornija2 pelas f5das ,dos sepul*ros deslisa um fumo espesso1 ,onda pela nave--esvi-se3 um longo ,suspiro no se ouviu6--,olhai6 l se erguem ,de umas espectros palidos1 m$onhos1 ,a quem bao cl>o da luz dos mortos ,a9da cu/a a s(fr]3--eis de outras surgem ,radiosos espiritos que o premio ,da virtude1 nos ceus1 ho recebido3 ,alli treme ante o pobre o rico1 e o =te ,ante o humilde1 que nelle os olhos fita ,sev]o3--oh que torm5to6 inf]naes dores ,so doces p>a o mu1 a p> d aspecto ,d bom1 que mudo lhe recorda os crimes4 ,ai6--nem paz cabe nos mortos6 ,entre z campas ,a9da habita o remorso4 ,embalde1 espectro1 ,te curvas ante z aras que insulta/e3 ,debalde imploras o p]do cele/e4 ,expira/e3 o p]do morreu comtigo4 ,infeliz p>a sempre1 a mo levanta ,a essa fronte gelada2 entre teus olhos ,de azulado fulgor ampla rajada ,toca--et]no signal que no p]v]so ,d *]ubim da morte a dextra e/ampa3 ,toca-a444 ,deus reprov\-te2 a h]ana tua ,volveu-se em maldico3 luz de esp]ana ,p>a ti apag\-se3 o abysmo evoca ,o filho seu2 desp5ha-te no abysmo6 ,,vii4 ,vaga m$itao onde arroja/e ,m9ha imag9ao6--s horas mortas ,de alta noite1 no templo solit>io1 ,e em congresso de mortos1 qu&o o espanto ,os resgu>da co'z azas acurvadas ,da vi/a d que vive6--,alli corria ,m9ha m5te1 qual vaga a m5te d homem1 ,que em febre ard5te desvair\ por sonhos1 ,onde se ajunctam troos de exi/5cias1 ,em nebuloso quadro2 ou como ondea1 ,entre a esp]ana e o su/o1 o moribundo1 ,a quem d passam5to o vu j c+e ,a am>ellada fronte1 e a quem j pesam ,sobre os olhos z palpebras1 que affr\xa ,d anjo da morte o resonante grito4 ,,viii4 ,mas troa a voz d monge1 e no meu seio ,o corao bateu4 ,eia1 retumbem ,pela abobada aguda os sons dos psalmos1 ,que em dia de afflico ignoto vate ,teceu1 banhado em dr3 talvez foi elle ,o primeiro cantor que em v>ias cordas1 sombra das palmeiras da ,idumea1 ,s\be ento> melodioso um hymno4 ,deus inspirava ento os trovadores ,d seu povo qu]ido1 e a ,pale/9a1 ,rica dos meigos dons da natureza1 ,t9ha o sceptro tambem d en?usiasmo4 ,virgem o g5io a9da1 o e/ro puro ,l\vava ,deus som5te1 luz da aurora1 ,e ao escond]-se o sol entre z montanhas ,de ,be?oron3--agora o g5io morto ,p>a o ,s5hor1 e os cantos dissolutos ,d lodoso folgu$o os ares rompem1 ,ou sussurram por paos de tyrannos1 ,assellados de putrida lisonja1 ,por preo vil1 como o cantor que os tece4 ,,ix4 ,o ,psalmo4 ,quanto gr&e o meu ,deus6444 ,t onde *ega ,o seu pod] imm5so6 ,elle abaix\ os ceus1 desceu1 calc&o ,um nevoeiro d5so4 ,dos *]ub9s nas azas radiosas ,s5tado elle vo\3 ,e sobre turbilhes de rijo v5to ,o mundo rode\4 ,se lana t]ra o olh>1 a t]ra treme1 ,e os m>es assu/ados ,bramem ao longe1 e os montes lanam fumo1 ,da sua mo tocados4 ,se p5s\ no ,univ]so1 ei-lo pat5te ,todo p]ante o ,et]no3 ,se o quiz1 o firmam5to os seios abre1 ,abre os seios o inf]no4 ,dos olhos d ,s5hor1 homem1 se podes1 ,esconde-te um mom5to3 ,v onde encontr>s log> que fique ,da sua vi/a is5to3 ,sobe aos ceus1 transpe m>es1 busca o abysmo1 ,l teu ,deus has-de a*>2 ,elle te gui>1 e a dextra sua ,l te ha-de su/5t>3 ,desce sombra da noite1 e no seu manto ,involv]-te procura2 ,mas z trvas p>a elle no so trvas2 ,nem a noite escura4 ,no dia d furor1 em vo buscras ,fugir ante o ,deus =te1 ,qu&o d arco trem5do1 irado1 impelle ,setta em que p\sa a morte4 ,mas o que o teme dormir tranquillo ,no dia extremo seu1 ,qu&o na campa se rasg> da vida ,das illuses o vu4 ,x4 ,call\-se o monge3 sepul*ral sil5cio sua voz seguiu-se3 e um som soturno ,de orgam p>tiu-o2 som que assemelhava ,o suspiro saudoso1 e os ais de filha1 ,que *ora solit>ia o pe1 que dorme ,seu ultimo1 pr(undo e et]no somno4 ,h>monias depois solt\ mais doces ,o in/rum5to suave2 e ergueu-se o canto1 ,o lam5toso canto d propheta1 ,da patria sobre o fado4 ,elle1 que o vra1 ,s5tado entre ru9as1 contempl&o ,seu avto espl5dor1 seu mal pres5te1 ,a quda lhe *or\3 l na alta noite1 ,modul&o o ,nebel1 via-se o vate ,nos d]rubados porticos1 abrigo ,d immundo /ellio e gem$ora p\pa1 ,extasiado--e a lua sc9till&o ,na sua calva fronte1 onde pesavam ,annos e annos de dor3 ao v5]&o ,nas encovadas faces fundos regos ,t9ham ab]to z lagrymas3 ao longe1 ,nas m>g5s d ,k$ron1 a ra grasn&o ,quebrava a paz dos tumulos4 ,que tumulo ,era ,sion6--o va/o cemit]io ,dos =tes de ,israel4 ,mais v5turosos ,que seus irmos1 morr]am pela patria2 ,a patria os sepult\ d5tro em seu seio3 ,elles1 em ,babylonia1 z mos em f]ros1 ,passam de escravos mis]&a vida1 ,que ,deus pes\ seus crimes1 e1 ao pes-los1 ,a dextra lhe v]g\4 ,no mais no templo ,a nuvem rep\sra1 e os ceus de bronze ,dos prophetas aos rogos se amo/ravam1 ,o vate de ,ana?o? a voz soltra ,entre o povo infiel1 de ,eloha em nome3 ,ameaz1 promessas1 tudo inutil2 ,de f]ro os coraes no se dobr>am4 ,vibr\-se a maldico3 bem como um sonho ,j]usalem pass\3 sua gr&esa ,som5te exi/e em d]rocadas p$ras4 ,o vate de ,ana?o?1 sobre seus re/os1 ,com tal lam5to se doeu da patria3 ,canto de morte alou3 da noite z l>vas ,o som lhe ouviram3 squallido esqueleto1 ,rang5do os ossos1 d'entre a h]a e musgos ,d portico d templo erguia um p\co1 ,alvej&o1 a caveira3--era-lhe alivio ,d sagrado cantor a voz suave ,desf]ida ao lu>1 tri/e1 no meio ,da va/a solido que o circumdava3 ,o propheta gemeu3 no era o e/ro1 ,ou o vivido jbilo que outrora ,inspirra ,moyss3 o s5tim5to ,fui sim pung5te d sil5cio e morte1 ,que da patria lhe fez sobre o cadav] ,a elegia da noite ergu]1 e o pranto ,d]ram> da esp]ana e da saudade4 ,,xi4 ,a ,lam5tao4 ,como assim jaz e solit>ia e quda ,e/a cidade outrora populosa6 ,qual viuva fic\ e tribut>ia ,a s5hora das g5tes4 ,*or\ durante a noite3 em pranto z faces ,sos9ha1 entregue dr1 nas p5as suas ,n+uem a consol\3 os mais qu]idos ,contr>ios se volv]am4 ,z amplas ruas de ,sion so ermas1 ,e cub]tas de relva3 os sac]dotes ,gemem3 z virg5s pallidas suspiram ,involtas na am>gura4 ,dos filhos de ,israel nas cavas faces ,e/ p9tada a macil5ta fome2 ,m5digos vo p$ir1 p$ir a e/ranhos1 ,um po de infamia eivado4 ,o tremulo ancio1 de longe1 os olhos ,volta a ,j]usalem1 della fug9do2 ,v-a1 suspira1 ce1 e em breve expira ,com seu nome nos labios4 ,que horror6--z proprias mes os seus filh9hos ,desp$aaram3 b>b>as quaes tygres1 ,os sangu9osos membros palpitantes ,no v5tre sepult>am4 ,gr&e ,deus1 nosso opprobrio olha pi$oso6 ,cessa de ,te v+>6 ,v-nos escravos1 ,s]vos de s]vos em paiz e/ranho2 ,adoa nossos males6 ,acaso s]s ,tu sempre inflexivel8 ,esquec/e de todo a nao tua8 ,o pranto dos hebreus no ,te commove8 s surdo a seus lam5tos8 ,,xii4 ,doce era a voz d velho3 o som d ,nablo ,sonoro3 o ceu s]5o3 cl>a a t]ra ,pelo br&o fulgor d a/ro da noite3 ,e o propheta p>\3 erguidos t9ha ,os olhos p>a o ceu1 onde buscava ,um raio de esp]ana e de con=to3 ,e elle calra j1 e a9da os ec*os1 ,entre z m9as sussurr&o1 ao longe ,iam os sons lev> de seus queixumes4 ,,xiii4 ,*ro pi$oso1 o *ro consagrado s desditas dos seus4 ,honra ao propheta6 ,oh m>g5s d ,jordo1 paiz to l9do1 ,que fo/es e no sois1 tambem suspiro ,dd vos consagro6--,assim f5ecem ,imp]ios1 re9os1 solides tornados6444 ,no3--n5hum de/e modo3 o p]egr9o ,pra em ,palmyra e p5sa3 o brao d homem ,a sacudiu t]ra1 o fez dormissem ,o seu ultimo somno os filhos della-- ,e elle o veio dormir p\co mais longe3 ,mas se *ega a ,sion treme1 enx]g&o ,seus lac]ados re/os4 ,pelas p$ras1 ,aqui e alli disp]sas1 a9da escripta ,p>ece vr-se uma inscripo de ag\ros1 ,bem como aquella que at]r\ um mpio ,qu&o1 no meio de ruidosa fe/a1 ,blasphemava dos ceus1 e mo ignota ,o dia extremo lhe apont\ de crimes4 ,a maldico d ,et]no e/ vibrada ,sobre ,j]usalem6--,quanto t]rivel ,a v+ana de ,deus6 ,o ,israelita1 ,sem patria1 e sem abrigo1 vagabundo1 ,odio dos hom5s1 ne/e mundo arra/a ,uma exi/5cia mais cruel que a morte1 ,e que vem t]m9> a morte e inf]no4 ,desgraada nao6--aquelle solo ,onde manava o mel1 onde o c>valho1 ,o c$ro e a palma o v]de1 ou cl>o ou torvo1 ,to grato vi/a1 em bosques mi/uravam3 ,onde o lyrio e a cecem nos prados t9ham ,crescim5to espontaneo entre z roseiras1 ,hoje1 campo de lagrymas1 s cria ,humilde musgo de escalvados c]ros4 ,,xiv4 ,ide vs a ,mambr3--l1 bem no meio ,de um valle1 outrora de v]dura am5o1 ,erguia-se um c>valho mage/oso3 ,debaixo de seus ramos1 l>gos dias ,abraho rep\s\3 na primav]a ,v9ham os moos adorn>-lhe o tronco ,de capellas *eirosas de bon9as1 ,e corz g5tis traar-lhe em roda4 ,nasceu com o orbe a planta v5]avel1 ,viu pass> g]aes1 julg\ seu dia ,f9al fosse o d mundo1 e qu&o airosa ,por entre z d5sas nuv5s se elevava1 ,m&\ o ,nume aos aquiles rugssem4 ,ei-la por t]ra6 ,z folhas1 p\co a p\co1 ,mur*>am-se cando1 e o rei dos bosques ,s]vio d pa/o aos tragadores v]mes3 ,deus e/5deu a mo3--no mesmo in/ante ,a v9ha se mirr\3 juncto aos ribeiros ,da ,pale/9a os platanos frondosos ,no mais cresc]am1 como d'antes1 bellos3 ,o arm5to1 em vez de relva1 a*\ nos prados ,som5te +ratas1 esp9hosas urzes4 ,no ,golgo?a plantada1 a ,cruz clamra ,ju/ia3 a seu clamor horrido espectro ,no ,moriah s5t\-se2 era seu nome ,assolao--e despreg&o um grito1 ,cau com longo som de um povo a campa4 ,assim a h]ana de ,judah1 outrora ,grata ao ,s5hor1 exi/e s nos ec*os ,d tempo que j foi1 e que ha passado ,como hora de praz] entre desditas4 ,m9ha ,patria onde exi/e8 l som5te6 ,oh lembrana da ,patria acabrunhada ,um suspiro tambem tu me has p$ido3 ,um suspiro arrancado aos seios d'alma ,pela (fuscada gloria1 e pelos crimes ,dos hom5s que ora so1 e pelo opprobrio ,da mais illu/re das naes da t]ra6 ,a m9ha tri/e ,patria era to bella1 ,e =te1 e virtuosa6 e ora o gu]reiro ,e o sabio e o homem bom acol dormem1 ,acol1 nos sepul*ros esquecidos1 ,que a seus netos infames nada contam ,da antiga honra e pudor e et]nos feitos4 ,o escravo portuguez agrilhoado ,c>comir-se-lhes deixa juncto s l\sas ,os decepados troncos desse arbu/o1 ,por mos delles plantado lib]dade1 ,e por tyrannos d]rubado em breve1 ,qu&o patrias virtudes se acab>am1 ,como um sonho da infancia4 ,o vil escravo ,imm]so em vicios1 em bruteza e infamia ,no ergu] os mac]ados olhos ,p>a esses troncos1 que de/roem v]mes ,sobre z c9zas de h]es1 e1 acceso em pejo1 ,no surgir jmais8--,no ha na t]ra ,corao portuguez1 que m&e um brado ,de maldico atroz1 que v crav>-se ,na vigilia e no somno dos tyrannos1 ,e env55>-lhes o praz] nos braos ,das pro/itutas vs1 e em seus banquetes ,de embriaguez1 lanar fel e am>guras8 ,no6--,bem como um cadav] j corrupto1 ,a nao se dissolve3 e em seu le?>go ,o povo1 involto na mis]ia1 dorme4 ,,xv4 ,oh1 talvez1 como o vate1 a9da algum dia ,t]ei de ergu] ,patria hymno de morte1 ,sobre seus mudos re/os vague&o6 ,sobre seus re/os8--,nunca6 ,et]no1 escuta ,m9has preces e lagrymas3--se em breve1 ,qual jaz ,sion1 jaz] deve ,ulissea3 ,se o anjo d ext]m9io ha-de risc-la ,d meio das naes1 que d'entre os vivos ,risque tambem meu nome1 e no me deixe ,na t]ra vague>1 orpham de ,patria4 ,,xvi4 ,cess\ da noite a gro solemnidade ,consagrada tri/eza1 e a memor&as ,recordaes3--os monges se pro/r>am ,a face unida p$ra3 a mim1 a todos ,correm dos olhos lagrymas suaves ,de compunco4 ,a!u1 entra no templo2 ,no temas esse ,deus1 que os labios negam1 ,e o corao confessa3 a corda d arco ,da v+ana1 em que a morte se debrua ,fr\xa e/2 ,deus bom2 entra no templo4 ,tu p>a quem a morte ou vida frma1 ,frma sm5te de mais puro b>ro1 ,que nada crs1 mas nada esp]as1 olha1 ,olha o con=to d *ri/o3 se o calis ,da am>gura a prov> os ceus lhe d]am1 ,elle se consol\3 balsamo sancto ,d5tro no corao a f lhe entorna ,deus pi$ade t]6--,eis seu gemido3 ,porque a esp]ana lhe sussurra emtorno3 ,aqui--ou l--a ,provid5cia ju/a4 ,a!u1 a quem o mal fiz]a escravo1 ,teu futuro qual 8 ,quaes so teus sonhos8 ,no dia da afflico emmudece/e ,ante o espectro d mal4 ,e a quem alaras ,o gem5te clamor8--,ao m>1 que z ondas ,no alt]a por ti8--,ao ar1 que "s ,pela sua amplido z queixas tuas8 ,aos ro*$os alpe/res1 que no s5tem1 ,nem s5tir podem teu gemido inutil8 ,tua dr1 teu praz] exi/em1 passam1 ,sem porvir1 sem passado1 e sem s5tido4 ,nas angu/ias da vida1 o teu consolo ,o suicidio s1 que te promette ,rica messe de goso1 a paz d nada6-- ,e ai de ti1 se busca/e1 em fim1 rep\so1 ,no limi> da morte indo ass5t>-te6 ,alli grita uma voz no ultimo in/ante ,d passam5to3 a voz att]radora ,da ,consci5cia ella3 e has-de escut-la ,mau grado teu3 e trem]s em su/os1 ,desesp]ado aos ceus ergu5do os olhos ,irados1 de travez1 amortecidos-- ,aos ceus1 cujo cam9ho a ,et]nidade ,co'a vag>osa mo te vai c]r&o1 ,p>a gui>-te solido das dores1 ,onde maldigas teu primeiro al5to1 ,onde maldigas teu extremo arranco1 ,onde maldigas a exi/5cia e a morte4 ,,xvii4 ,cal\ tudo no templo3 o ceu puro3 ,a tempe/ade ameaadora dorme4 ,no espao imm5so os a/ros sc9tillantes ,o ,rei da creao l\vam com hymnos1 ,no ouvidos por ns1 nas pr(undezas ,d nosso abysmo4 ,e aos cantos d ,univ]so1 ,ante milhes de e/rellas1 que recamam ,o firmam5to1 ajunct> seu canto ,mesqu9ho trovador8--,que vale uma h>pa ,mortal1 no meio da h>monia e!rea1 ,no conc]to da noite8 ,oh1 no sil5cio1 ,eu pequ59o v]me irei s5t>-me ,aos ps da ,cruz1 nas trvas d meu nada4 ,assim se apaga a lampada nocturna ,ao despont> d sol o alvor primeiro3 ,por entre a escurido deu cl>idade1 ,mas d dia ao nasc]1 que j rutila1 ,z torr5tes de luz v]t5do ao longe1 ,da lampada o cl>o sumiu-se inutil ,nesse fulgido m>1 que inunda a t]ra4 ,lisboa--#ahbi4 99,,notas499 ,,notas4 ,eis o poema da m9ha mocidade3 so os unicos v]sos que cons]vo desse tempo1 em que nada ne/e mundo deixava p>a mim de respir> poesia4 ,se hoje me dissessem3 faze um poema de qu9h5tos v]sos c]ca da ,semana ,sancta1 eu olh>ia ao primeiro aspecto e/a proposio como um absurdo3 entretanto eu mesmo ha nove annos realizei esse absurdo4 ,no e/a a primeira das m9has contradicces1 e esp]o em ,deus1 e na m9ha s9c]a consci5cia1 que no seja a ultima4 ,qu&o compuz e/es v]sos1 a9da eu possuia toda a vigorosa ignorancia da juv5tude2 a9da eu cria conceb] toda a magnific5cia d gr&e drama d *ri/ianismo1 e que a m9ha h>pa e/ava aff9ada p>a cant> um tal objecto4 ,enganava-me2 a ,semana ,sancta d poeta no sau semelhante ,semana ,sancta da ,religio4 ,o que e/a1 de feito8--,um poema repres5tado1 um drama1 cuja ess5cia um facto univ]sal1 o maior de todos2 o que veio mud> idz1 civilisao1 e de/9os d g5]o humano inteiro4 ,t9ha eu =z p>a o tract>8 ,no por c]to2 porque at hoje s h\ve um ,klop/ock2 talvez s um hav] at a consummao dos seculos4 ,assim1 eu corri z memorias d passado1 e z esp]anz d fucturo2 *orei sobre ,j]usalem1 e sobre a m9ha patria2 subi aos ceus1 e desci aos inf]nos2 saudei o sol1 e z trvas da noite2 em tudo1 e em toda a p>te busquei inspiraes1 m5os onde z devia busc>2 por que acima da m9ha compreh5so e/ava o meu objecto--a r$empo1 e z suas consequ5cias4 ,foi di/o ju/am5te que eu no tractei2 e era di/o que eu devia tract>1 se o podesse ou s\besse faz]4 ,porque1 pois1 no acompanh>am e/es v]sos os outros da primeira mocidade no cam9ho da fogueira6 ,porque publco um poema falho na mesmissima ess5cia da sua concepo6 ,porque t5ho a consci5cia de que ha ahi poesia2 e porque no ha poeta1 que1 t5do essa consci5cia1 cons9ta de bom grado em deix> nas trvas o fructo das suas vigilias4 ,pag4 #i4 ,a l\cura da ,cruz no morreu toda ,v]bum enim ,crucis p]euntibus quidem /ultitia e/4 ,paul4 ,ad ,cor9?4 #a4--a4 ,pag4 #ae4 ignoto vate ,teceu ,a9da que os ,psalmos se attribuam g]alm5te a ,david1 ha c]ca disso muita inc]tesa1 e o que1 ao m5os1 p>ece indubitavel que alguns lhe no p]t5cem1 por fall>em no captiveiro de ,babylonia1 e traz]em alluses a po*as mais rec5tes4 ,v]dade que se *eg\ a cr] h]etica semelhante op9io2 mas os ,padres gregos1 e com elles ,sancto ,hil>io1 e ,s4 ,j]onymo1 julgam absurdo attribui-los todos a ,david4 ,esdras volt&o d captiveiro foi quem reuniu e/es hymnos1 e nessa colleco provavel fizesse entr> todas os poesias hebraicas de/e g5]o lyrico e religioso4 ,pag4 #af4 ,e ao escond]-se o sol entre z montanhas ,de ,be?oron ,be?oron inf]ior1 cidade situada p]to de ,gad>a ou ,gaz>a e de ,be!l1 e todas ellas em uma s]ie de montanhas no extremo da ,tribu de ,ephraim1 ao occid5te de ,j]usalem4 ,cumpre no a confundir com a outra ,be?oron ou ,be?ra1 a quatro milhas de ,j]usalem p>a o norte1 no cam9ho de ,si*em ou ,naplusa4 ,pag4 #af4 ,o ,psalmo4 ,commota e/1 et contremuit t]ra3 fundam5ta montium conturbata sunt1 et commota sunt1 quoniam iratus e/ eis4 ,asc5dit fumus 9 ira ejus3 et ignis facie ejus ex>sit3 c>bones succ5si sunt ab eo4 ,incl9avit coelos et desc5dit3 et caligo sub p$ibus ejus4 ,et asc5dit sup] *]ubim1 et volavit3 volavit sup] p5nas v5torum4 ,psalm4 #ag--v4 #h--i--aj--aa4 ,qu ibo a spiritu tuo8 et qu facie tua figiam8-- ,si asc5d]o 9 coelum1 tu illic es3 si desc5d]o 9 inf]num1 ades4 ,si sumps]o p5nas meas diluculo1 et habitav]o 9 extremis m>is3 ,et5im illuc manus tua d$ucet me3 et t5ebit me dext]a tua4 ,et dixi3 ,=sitan t5ebrae conculcabunt me3 et nox illum9atio mea 9 deliciis meis4 ,quia t5ebrae non obscurabuntur a te1 et nox sicut dies illum9abitur3 sicut t5ebrae ejus1 sicut et lum5 ejus4 ,psalm4 #ach--v4 #g--h--i--aj--aa--ab4 ------- arcum suum tet5dit et p>avit illum4 ,et 9 eo p>avit vasa mortis1 sagittas suas ard5tibus effecit4 ,psalm4 #g--v4 #ac--ad4 ,pag4 #ah4 ------ e um som soturno ,d orgam p>tiu-o3 ,o orgam um in/rum5to propriissimo p>a acompanh> os hymnos religiosos4 ,os prote/antes1 ap>t&o-se da communho romana1 e faz5do volt> o culto quasi simplicidade primitiva1 cons]v>am nos seus templos e/e in/rum5to1 cujos sons melodiosos1 e ao mesmo tempo sev]os1 se adaptam to bem s idz que suscitam os cantos da ,igreja4 ,o primeiro orgam1 que se viu no occid5te da ,europa1 foi o que m&\1 em #geh1 ,con/ant9o ,copronymo1 imp]ador de ,con/ant9opola1 a ,pep9o1 pae de ,c>los-,magno4 ,depois o seu uso se tom\ quasi exclusivo nos templos4 ,pag4 #ah4 ,modul&o o ,nebel ,o ,nebel1 que os gregos traduzem por ,psalt]ion ou ,nablon1 era entre os hebreus um in/rum5to proprio da musica religiosa1 como entre os *ri/os o orgam4 ,a sua frma triangul>1 e o s] in/rum5to de cordas1 fez com que na ,vulgata se v]tesse a palavra hebraica ,nebel1 umas vezes por lyra1 outras por cy?>a1 sem s] n5huma das duas c\sas4 ,veja-se a ,diss]tao de ,calmet c]ca da musica dos hebreus4 ,pag4 #ah4 ,d immundo ,/ellio ,o ,/ellio o lag>to da #a4 especie1 ou a salam&ra de ,lacep$e4 ,/ellio manibus nititur et moratur 9 a$ibus regis4 ,prov4 #cj v4 #bh--,migale1 et *amaeleon1 et /ellio1 et lac]ta1 et talpa4 ,levit4 #aa--v4 #cj4 ,pag4 #ai4 ,nas m>g5s d ,k$ron a ra grasn&o ,a torr5te de ,k$ron1 que passa entre ,j]usalem e o monte ,olivete1 ao ori5te da cidade1 scca inteiram5te no e/io1 e no hynv]no z suas aguas so torvas e av]melhadas4 ,d'ahi o seu nome1 que sa como--torr5te da tri/eza--4 ,alguem lhe *am\--torr5te dos c$ros1 tom&o a palavra hebraica ,k$ron pelo plural grego ,k$ron4 ,pag4 #ai4 ,o vate de ,ana?o? ,j]emias era natural de ,ana?o? cidade sac]dotal na ,tribu de ,b5jamim4--,v]ba ,j]emiae filii ,helciae1 de sac]dotibus qui fu]unt 9 ,ana?o?1 9 t]ra ,b5jamim4 ,j]4 #a--a4 ,pag4 #ai4 ,entre o povo infiel1 de ,eloha em nome ,eloha ou ,elah--,nome de ,deus em hebraico1 ou antes *aldaico1 e palavra asss commum na ,biblia4 ,o auctor d ,g5esis usa d plural ,elohim ou ,elahim p>a signific>1 ora o ,deus uno1 ora os deuses dos pagos4 ,consulte-se ,volney1 ,re*]*es sur l'hi/oire anci5ne4 ,cap4 #ag4 ,pag4 #ai4 ,inspirra ,moyss ,alluso ao cantico depois da passagem d m> roxo4 ,pag4 #bj4 ,a ,lam5tao4 ,quomodo s$et sola civitas pl5a populo6--,facta e/ quasi vidua ,dom9a ,g5tium3 pr9ceps prov9ci>um facta e/ sub tributo4 ,plorans ploravit 9 nocte1 et la*rymae ejus 9 maxillis ejus3 non e/ qui consoletur eam ex omnibus c>is ejus3 omnes amici ejus sprev]unt eam1 et facti sunt ei inimii4 ,viae ,sion lug5t1 e quod non s9t1 qui v5iant ad solemnitatem3 omnes portae ejus de/ructae3 sac]dotes ejus gem5tes3 virg9es ejus squallidae1 et ipsa oppressa am>itud9e4 ,?r5i c4 #a--v4 #a--b--d4 ,omnis populus ejus gem5s1 et qua]5s panem3 d$]unt pretiosa quaeque piro cibo ad refocil&um animam4 ,c4 #a--v4 #aa4 ,a ,egypto d$imus manum1 et ,assyriis ut satur>emur pane4 ,oratio ,j]em4 #f4 ,jacu]unt 9 t]ra =is pu]1 et s5ex4 ,?r5i c4--v4 #ba4 ,manus muli]um mis]icordium cox]unt filios suos3 facti sunt cibus e>um 9 contritione filiae populi mei4 ,?r54 #d4--v4 #aj4 ,record>e ,dom9e quid accid]it nobis3 intu]e et respice opprobrium no/rum4 ,ha]$itas no/ra v]sa e/ ad ali5os2 domus no/rae ad extraneos4 ,s]vi dom9ati sunt no/ri3 non fuit qui r$im]et de manu eorum4 ,qu>e 9 p]petuum oblivisc]is noatri8 d]el9ques nos 9 longitud9e di]um8 ,orat4 ,j]4 v4 #a--b--h--aj4 ,pag4 #bb4 ,bem como aquella que att]r\ um mpio4 ,baltas> rex facit gr&e convivium optimatibus suis mille2 et unusquisque secundm suam bibebat aetatem4 ,praecepit ergo jam temul5tus ut aff]r5tur vasa aurea et arg5tea1 quae asportav]at ,nabu*odonosor pat] ejus de templo1 quod fuit 9 ,j]usalem1 ut bib]5t 9 eis rex et optimates ejus1 uxoresque ejus1 et concub9ae4 ,tunc allata sunt vasa aurea et arg5tea1 quae asportav]at de templo1 quod fu]at 9 ,j]usalem3 et bib]unt 9 eis rex1 et optimates ejus1 uxores et concub9ae illius4 ,bibebant v9um el laudabant deos suos aureos1 et arg5teos1 a]eos1 t]reos1 ligneosque et lapideos4 ,9 eadem hora ap>u]unt digiti1 quasi manus hom9is scrib5tis contra c&elabrum 9 sup]ficie p>ietis aulae regiae3 et rex aspiciebat articulos manus scrib5tis4 ,tunc facies regis commutata e/1 et cogitationes ejus conturbabant eum2 et compages r5um ejus solvebantur1 et g5ua ejus ad se invicem collidebantur4 ,haec e/ autem scriptura1 quae dige/a e/3 ,mane1 ,!cel1 ,ph>es4 ,et haec e/ int]pretatio s]monis3 ,mane3 num]avit ,deus regnum tuum et complevit illud4 ,!cel3 app5sus es 9 /at]a1 et inv5tus es m9us hab5s4 ,ph>es3 divisum e/ regnum tuum1 et datum e/ ,m$is1 et ,p]sis4 ,danielis ,proph4 c4 #e--v4 #a a #f--be a #bh4 ,pag4 #bc4 ,hoje1 campo de lagrymas1 s cria ,humilde musgo de escalvados c]ros4 ,v>ios passos1 cem vezes citados1 de ,tacito e de outros escriptores gravissimos da antiguidade1 nos provam que a ,judea foi um paiz f]acissimo4 ,os viajantes mod]nos no-la descrevem como uma regio arida e inculta4 ,o despotismo1 que ha seculos tem opprimido a ,syria1 e a rapacidade dos arabes2 so em gr&e p>te causa da aniquilao da agricultura na ,pale/9a2 porm a sua e/]ilidade no se pde attribuir1 por c]to1 a uma causa politica4 ,os sect>ios d ,crucificado no podem deix> de vr ne/e ph5om5o os effeitos da maldico de ,deus sobre a t]ra que bebeu o sangue d ,filho d ,homem4 ,pag4 #bc4 ,ide vs a ,mambr3 ,o valle de ,mambr e/ava situado juncto de ,k>ia?-,arb ,hebron na tribu de ,judah1 e ao ,meio-dia de ,j]usalem4 ,o c>valho ou t]eb9?o de ,abraho1 que1 segundo o te/emunho de ,s4 ,j]onymo1 a9da exi/ia no tempo de ,con/ant9o1 o tornava notavel4 c]ca de/a arvore clebre exi/em muitas tradies entre os ,judeus2 e at p>a os *ri/os dos primeiros seculos era o valle de ,mambr um log> de devoo e romagem4 ,sozom5o nos descreve o ,valle de ,t]eb9?o como um sitio de fe/ivas reunies1 e foi a sua n>rao quem suscit\ e/e p$ao de ,poema4 ,pag4 #bc4 na primav]a ,v9ham os moos adorn>-lhe o tronco ,aqui em ,mambr ha um log> que hoje *amam ,t]eb9?o1 di/ante de ,*ebron1 que lhe fica ao meio-dia1 #ae /adios1 e de ,j]usalm quasi #bej4--,os habitantes de/e sitio1 no tempo d e/io1 fazem uma feira a que concorrem os viz9hos d valle1 e a9da povos mais remotos1 como os ,pale/9os1 os ,arabes1 e os ,ph5icios4 ,sozom4 ,hi/or4 ,eccles4 ,pag4 #bd4 ,no ,golgo?a plantada a cruz clamra ,o monte ,golgo?a ou ,calv>io foi o log> onde crucific>am ,j4 ,c4--,e/a palavra significa3 ,log> onde rep\sam os craneos dos mortos4 ,pag4 #bd4 ,no ,moriah s5t\-se3 ,o monte ,moriah1 onde e/ava o templo de ,salomo1 levantava-se no meio de ,j]usalem1 e ficava-lhe ao norte o monte ,sion4 ,diz-se que ne/e log> e/iv]a ,abraho p>a sacrific> seu filho4--,calmet ,diction4 ,a ,,h>pa ,,d ,,cr5te4 ,,t5tativas ,,poeticas ,,pelo ,,auctor ,,da ,,voz ,,d ,,propheta4 ,,segunda ,,s]ie4 ,,lisboa--#ahch ,,na ,,typ4 ,,da ,,soci$ade ,,propagadora ,,dos ,,conhecim5tos ,,uteis4 ,rua direita d ,ars5al--n4 #ee4 99,a ,arrabida499 ,a ,,rodrigo ,,da ,,fonseca ,,magalh,,es1 ,,ornam5to ,,da ,,tribuna ,,portugueza1 ,em te/emunho da s9c]a amizade1 ,(f]ece o ,auctor4 ,a ,arrabida4 #ahcj4 ,i4 ,salve1 oh valle d sul1 saudoso e bello6 ,salve1 oh t]ra de paz1 des]to sancto1 ,onde no *ega o sussurr> das turbas6 ,slo sagrado a ,deus1 podesse o b>do ,s] um dos teus1 e no volt> ao mundo6 ,,ii4 ,suspira o v5to no alamo frondoso2 ,z aves soltam matut9o canto2 ,late o lebreu na enco/a1 e o m> sussurra ,nos ro*$os da concava bahia3 ,eis o ruido de ermo6--,ao longe o negro1 ,insondado oceano1 e o ceu c]uleo ,se abraam no horizonte3 imm5sa imagem ,da et]nidade e d inf9ito1 salve6 ,,iii4 ,oh1 como surge mage/osa e bella1 ,com vio da creao1 a naturesa1 ,no solit>io valle6--,e o leve insecto1 ,e a relva1 e os matos1 e a fragrancia pura ,das bon9as da enco/a e/o cont&o ,mil saudades de ,deus1 que os ha lanado1 ,com mo pr(usa1 no regao am5o ,da solido1 onde se esconda o ju/o4 ,e l campeam no alto das montanhas ,os escalvados p9c>os1 sev]os1 ,quaes gu>dadores de um log> que sancto3 ,atalaias que ao longe o mundo obs]vam1 ,c]r&o at o m> o ultimo abrigo ,da cr5a viva1 da orao pi$osa1 ,que se ergue a ,deus de labios innoc5tes4 ,sobre e/a sc5a o sol v]te em torr5tes ,da manhan o cl>o2 a brisa esvae-se ,por esses matos de alecrim flord1 ,embalsam&o o ar de br&o aroma3 ,o roco da noite rosa agre/e ,no seio d]ram\ frescor suave1 ,e 'inda exi/5cia lhe d> um dia6 ,=moso ermo d sul1 outra vez1 salve6 ,,iv4 ,negro1 e/]il ro*$o1 que contra/as1 ,na mudez tua1 o placido sussurro ,das arvores d valle1 que v]decem1 ,ricas d'encantos1 co'a e/ao propicia2 ,suavissimo aroma1 que man&o ,das v>iegadas flores1 d]ramadas ,na s9uosa enco/a da montanha1 ,d alt> da solido sub9do aos ares1 s digno inc5so ao ,creador erguido2 ,livres aves1 vs filhas da espessura1 ,que s teceis da natureza os hymnos2 ,o que cr1 o cantor1 que foi lanado1 ,e/ranho ao mundo1 no bulicio delle1 ,vem saud>-vos1 s5tir um goso puro1 ,dos hom5s esquec] paixes e opprobrio1 ,e vr1 sem v]-lhe a luz pre/> a crimes1 ,o sol1 e uma s vez pura saud>-lha4 ,comvosco eu s\ maior3 mais longe a m5te ,pelos seios dos cu se imm]ge livre1 ,e se despr5de de mortaes memorias ,na solido solemne1 onde1 incessante1 ,em cada p$ra1 em cada flor se escuta ,d ,sempit]no a voz1 e v-se impressa ,a dextra sua em multi=me quadro4 ,v4 ,escalvado p5$o1 que rep\sas ,l no cimo d monte1 amea&o ,ru9a s matas de alecrim e murta1 ,que ne/a enco/a ondeam1 m5eadas ,pelo v5to d sul1 fo/e j l9do1 ,j te cubriram cesp$es vir5tes2 ,mas o tempo vo\1 e nelle involta ,a tua =mosura3 z grossas *uvas1 ,desp$idas das nuv5s1 se arroj>am ,sobre ti1 oh ro*$o1 arrebat&o ,a t]ra e o vio1 que te ornava o cimo4 ,eis-te n esqueleto6--o sol queim\-te3 ,tua alvura pass\3 to negro s hoje1 ,quanto de m> erguido escuras vagas4 ,cveira da montanha1 ossada imm5sa1 tua campa o ceu3 sepul*ro o valle ,um dia te s]4 ,qu&o s5tires ,rugir com som m$onho a t]ra ao longe1 ,na expanso dos volces1 e o m> bram9do1 ,lanar praia vagalhes cruzados2 ,trem]-te a l>ga base1 e sacudir-te ,d va/o dorso1 o fundo de/e valle ,te ve s]vir de tumulo3 e os c>valhos ,d mundo primog5itos1 e os freixos1 ,arra/ados por ti l da coll9a1 ,comtigo ho-de jaz]4--,de novo a t]ra ,te cubrir o dorso s9uoso3 ,outra vez sobre ti nasc5do os lyrios1 ,d seu puro c&or ho-de adorn>-te3 ,e tu1 ora m$onho1 e n1 e tri/e1 ,a9da bello s]s1 ve/ido e alegre4 ,mais que o homem feliz6--,qu&o eu no valle ,dos tumulos cair2 qu&o uma p$ra ,os ossos me esmag>1 se me fr dada1 ,no mais reviv]ei3 no mais meus olhos ,v]o o pr d sol1 em dia e/ivo1 ,se em turbilhes de purpura1 que ondeam ,pelo extremo dos cu sobre o occid5te1 ,ve prov> que um ,deus ha a e/ranhos povos1 ,e alem das ondas tremulo sumir-se2 ,nem1 qu&o1 l d cimo das montanhas1 ,com torr5tes de luz inunda z veigas3 ,nem mais v]ei o refulgir da lua ,no irrequieto m>1 na paz da noite1 ,por horas em que vla o crim9oso1 ,a quem ntima voz r\ba o socego1 ,e em que o ju/o descana1 ou1 solit>io1 ,ergue ao ,s5hor um hiymno h>monioso4 ,,vi4 ,hontem1 s5tado n'um p5hasco1 e p]to ,das aguas1 ento qudas1 d oceano1 ,eu tambem o l\vei1 sem s] um ju/o3 ,e m$itei--e a m5te extasiada ,deixei corr] pela amplido das ondas4 ,como abrao mat]no1 era suave ,a aragem fresca d car das trvas1 ,em quanto1 involta em gloria1 a cl>a lua ,sumia em seu fulgor milhes d'e/rellas4 ,tudo calado e/ava3 o m> som5te ,z h>monias da creao soltava1 ,em seu rugido2 e o freixo d des]to ,se agitava1 gem5do e murmur&o1 ,ante o sopro de oe/e3--alli dos olhos ,o pranto me correu1 sem que o s5tisse1 ,e aos ps de ,deus se d]ram\ m9ha alma4 ,,vii4 ,oh1 que viesse o que no cr1 comigo1 vecejante ,arrabida1 de noite1 ,e se ass5tasse aqui sobre e/as fragas1 ,escut&o o sussurro inc]to e tri/e ,das mov$iz ramas1 que povoa ,de saudade e de amor nocturna brisa2 ,que visse a lua1 o espao oppresso de a/ros1 ,e ouvisse o m> so&o3--elle *orra1 ,qual eu *orei1 z lagrymas d goso1 ,e ador&o o ,s5hor dete/>ia ,de uma sci5cia van seu vo orgulho4 ,,viii4 aqui ne/e valle1 ao qual no *ega ,humana voz e o tumultu> das turbas1 ,onde o nada da vida sonda livre ,o corao1 que busca ir abrig>-se ,no futuro1 e debaixo d amplo manto ,da pi$ade de ,deus3 aqui s]5a ,vem a imagem da campa1 como a imagem ,da patria ao de/]rado3 aqui1 solemne1 ,brada a montanha1 memor&o a morte4 ,essas p5has1 que1 l no alto da enco/a1 ,negras1 despidas1 dormem solit>ias1 ,p>ecem imit> da sepultura ,o aspecto melan*olico1 e o rep\so ,to desejado d que em ,deus confia4 ,bem semelhante paz1 que se ha s5tado ,por seculos1 alli1 nas s]ranias1 o sil5cio d adro1 onde reunem ,os cypre/es e a cruz o cu e a t]ra4 ,como tu v5s c]cado de esp]ana1 ,p>a o innoc5te1 oh placido sepul*ro6 ,juncto das tuas bordas pavorosas ,o p]v]so reca horrorisado3 ,aps si volve os olhos2 na exi/5cia ,des]to rido s descobre ao longe1 ,onde a virtude no deix\ um trilho4 ,mas o ju/o *eg&o meta extrema1 ,que sep>a de ns a et]nidade1 ,transpoem-a sem temor1 e em ,deus exulta4 ,o infeliz e o feliz l dormem ambos1 ,tranquillam5te3 e o trovador mesqu9ho1 ,que p]egr9o vague\ na t]ra1 ,sem encontr> um corao de fogo1 ,que o ent5desse1 a patria de seus sonhos1 ,ignota1 por l busca2 e qu&o z eras ,vi]em juncto s c9zas colloc>-lhe ,t>dios l\ros1 que escondra a inveja1 ,elle no ergu] a mo mirrada1 ,p>a os c+ir na regelada fronte4 ,ju/ia1 gloria1 amor1 saudade1 tudo1 ,ao p da sepultura1 som p]dido ,de h>pa eolia esquecida em br5ha ou selva3 ,o desp]t> um pae1 que saborea1 ,entre os braos1 da morte o extremo somno1 ,j no dado ao filial suspiro3 ,em vo o amante1 alli1 da amada sua ,de rosas sobre a c'roa debruado1 ,rega de am>go pranto z mur*as flores ,e a fria p$ra3 a p$ra sempre fria1 ,e p>a sempre z flores se mur*>am1 ,,ix4 ,bello ermo6 eu hei-de am>-te1 em quanto e/'alma1 ,aspir&o o futuro alm da vida1 ,e um halito dos ceus1 gem]1 atada columna d exilio1 a que se *ama1 ,em l+ua vil e m5tirosa1 o mundo4 ,eu hei-de am>-te1 oh valle1 como um filho ,dos sonhos meus4 ,a imagem d des]to ,gu>da-la-hei no corao1 bem juncto ,com m9ha f1 meu unico !s\ro4 ,qual pomposo j>dim de v]me illu/re1 ,*amado rei ou nobre1 ha-de comtigo ,comp>>-se1 oh des]to8--,aqui no cresce ,em vaso de alaba/ro a flor captiva1 ,ou arvore educada1 por mo d homem1 ,que lhe diga3 s escrava3 e erga um f]ro1 ,e lhe decepe os troncos4 ,como livre ,a vaga d oceano1 livre no ermo ,a bon9a ra/eira1 e o freixo altivo3 ,no lhes diz3 nasce aqui1 ou l no cresz3 ,humana voz4 ,se baque\ o freixo1 ,deus o m&\2 se a flor p5dida mur*a1 que o rocio no desceu de noite1 ,e da vida o ,s5hor lhe nega a vida4 ,ceu livre1 t]ra livre1 e livre a m5te1 ,paz ntima1 e saudade1 mas saudade ,que no doe1 que no mirra1 e que consola ,so z riquezas d ermo1 onde sorriem ,das procellas d mundo os que o deix>am4 ,ahi1 na br&a enco/a1 hontem de noite1 ,alvejava por entre z az9heiras ,d solit>io a habitao tranquilla3 ,e eu vagueei por l3 pat5te e/ava ,o pobre alv]gue d eremita humilde1 ,onde jazia o filho da esp]ana1 ,sob z azas de ,deus1 luz dos a/ros1 ,em leito1 duro sim1 no de remorsos1 ,oh1 com quanto socego o bom d velho ,dormia6--,a leve aragem lhe ondeava ,z r>as cz na fronte1 onde se lia ,a bella hi/oria de passados annos4 ,de alto *\po atravez passava um raio ,da lua--a/ro de paz1 a/ro que *ama ,os olhos p>a o ceu1 e a ,deus a m5te-- ,e em luz pallida z faces lhe banhava3 ,e talvez ne/e raio o ,pae cele/e ,da patria et]na lhe enviava a imagem1 ,que o sorriso dos labios lhe fugia1 ,como se um sonho de v5tura e gloria ,na t]ra de antemo o consolasse4 ,e eu comp>ei o solit>io obscuro ,ao inquieto filho das cidades2 ,comp>ei o des]to sil5cioso ,ao p]ptuo ruido que sussurra ,pelos palacios d aba/ado e nobre1 ,pelos paos dos reis2 e condo-me ,d corteso sub]bo1 que s cura ,de honras1 hav]es1 gloria1 que se compram ,com maldices e p]5nal remorso4 ,gloria6--,a sua qual 8--,pelas camp9as1 ,cub]tas de cadav]es1 regadas ,de negro sangue1 elle seg\ seus l\ros2 ,l\ros que vo c+ir-lhe a fronte altiva1 ,ao som d *oro da viuva1 e d orpham2 ,ou1 dos su/os s5hor1 em seu delirio1 ,os hom5s--seus irmos--flagella e opprime4 ,l o filho d p se julga um nume1 ,porque a t]ra o ador\3 o desgraado ,p5sa1 talvez1 que o v]me dos sepul*ros ,nunca se ha-de *eg>1 p>a traga-lo1 ,ao banquete da morte1 imag9&o ,que uma lagem de m>more1 que esconde ,o cadav] d gr&e1 mais duravel ,d que esse *o sem inscripo1 sem nome1 ,por onde o oppresso1 o mis]o1 procura ,o rep\so1 e se atira aos ps d ?rono ,d ,omnipot5te1 a dem&> ju/ia ,contra os =tes d mundo--os seus tyrannos4 ,x4 ,oh cidade1 cidade1 que trasbordas ,de vicios1 de paixes1 e de am>guras6 ,tu l e/s1 na tua pompa involta1 ,sub]ba pro/ituta1 al>de&o ,os !atros1 e os paos1 e o ruido ,das c>roz dos nobres1 recamadas ,de ouro e prata1 e os pras]es de uma vida ,tempe/uosa1 e o trope> contnuo ,dos frvidos g9etes1 que alevantam ,o p e o lodo corteso das praz2 ,e z g]aes corruptas de teus filhos ,l se revolvem1 qual monto de v]mes ,sobre um cadav] putrido6--,cidade1 ,branqueado sepul*ro1 que mi/uras ,a opul5cia1 a mis]ia1 a dr e o goso1 ,honra1 infamia1 pudor1 e impudicicia1 ,ceu e inf]no1 que s tu8--,esc>neo ou gloria ,da humanidade8--,o que o s\b] que o diga6 ,bem negra avulta aqui1 na paz d valle1 ,a imagem desse povo1 que reflue ,das moradas rua1 praa1 ao templo1 ,que a noite sorve1 e que vomita o dia1 ,que ri1 e *ora1 e folga1 e geme1 e morre1 ,que adora ,deus1 e que o pragueja1 e o teme2 ,absurdo mixto de baixesa extrema ,e de extrema ousadia2 vulto enorme1 ,ora aos ps de um vil despota e/5dido1 ,ora surg9do1 e arremess&o ao nada ,z memorias dos seculos que =am2 ,e depois sobre o nada adormec5do4 ,v-lo1 rico de opprobrio1 ir ass5t>-se ,em joelhos1 nos atrios dos tyrannos1 ,onde1 entre o lampej> de armas de s]vos1 ,o s]vo popul> adora um tigre8 ,esse tigre o idolo d povo6 ,saudae-o2 que elle o m&a3 ab5oae-lhe ,o f]reo sceptro3 ide folg> em roda ,de cadafalsos1 povoados sempre ,de victimas illu/res1 cujo arranco ,seja como h>monia1 que adorm5te1 ,em seus t]rores1 o s5hor das turbas4 ,passae depois4 ,se a mo da ,provid5cia ,esmigalh\ a fronte tyrannia2 ,se o dspota cau1 e e/ deitado ,no lodaal da sua infamia1 a turba ,l vai busc> o sceptro dos t]rores1 ,e diz-- meu--2 e ass5ta-se na praa2 ,e involta em roto manto1 e julga e re9a4 ,se um mpio1 ento1 na affogueada boca ,de volco popul> sacode um fa*o1 ,eis o inc5dio que muge1 e a lava sobe1 ,e ref]ve1 e trasborda1 e se d]rama ,pelas ruas alm3 clamor retumba ,de an>*ia impud5te1 e o brilho de armas ,pelo escuro transluz1 como um presagio ,de assolao2 e se amontoam vagas ,desse m> d'abjeco1 *amado o vulgo2 ,desse vulgo1 que ao som de inf]naes hymnos1 ,cava fundo da ,patria a sepultura1 ,onde1 abra&o a gloria d passado ,e d futuro a ultima esp]ana1 ,z esmaga comsigo1 e ri morr5do4 ,tal s cidade1 lic5ciosa ou s]va6 ,outros l\vem teus paos sumptuosos1 ,teu ouro1 teu pod]3--s5t9a impura ,da corrupo1 eu no s]ei teu b>do6 ,,xi4 ,cantor da solido1 eu me hei s5tado ,juncto d v]de cesp$e d valle2 ,e a paz de ,deus d mundo me consola4 ,avulta aqui1 e alveja1 entre o arvor$o1 ,um pobre conv5t9ho4 ,homem pi$oso ,o alevant\ ha seculos1 pass&o1 ,como orvalho d ceu1 por e/e sitio1 ,de virtudes depois to rico e f]til4 ,como um pae de seus filhos rodeado1 ,pelos matos d outeiro o vo c]c&o ,os tugurios de humildes eremitas1 ,onde o cilicio e a compunco apagam ,da lembrana de ,deus passados erros ,d peccador1 que recl9\ a fronte ,p5it5te no p4 ,o sac]dote ,dos remorsos lhe ouviu z am>guras2 ,e p]do\-lhe1 e consol\-o em nome ,d que espir&o p]doava1 o ,ju/o ,que entre os humanos no a*\ pi$ade4 ,religio6 d mis]o con=to1 ,abrigo extremo de alma1 que ha mirrado ,o longo agonis> de uma saudade1 ,da de%onra1 d exilio1 ou da inju/ia1 ,tu consolas aquelle1 que ouve o v]bo1 ,que r5ov\ o corrompido mundo1 ,e que mil povos p\co a p\co ouviram4 ,nobre1 plebeu1 dom9ador1 ou s]vo1 ,o rico1 o pobre1 o valoroso1 o fraco1 ,da desgraa no dia ajoelh>am ,no limi> d solit>io templo4 ,ao p desse portal1 que ve/e o musgo1 ,encontr\-os *or&o o sac]dote1 ,que da s]ra descia meia-noite1 ,pelo s9o das preces convocado3 ,ahi os viu ao despont> d dia1 ,sob os raios d sol1 a9da *or&o4 ,passados mezes1 o burel grosseiro1 ,o leito de cortia1 e a f]vorosa ,e contnua orao =am c]r&o ,nos coraes dos mis]os z *agas1 ,que o mundo sabe abrir1 mas que no cura4 ,aqui1 depois1 qual halito suave ,da primav]a1 lhes correu a vida1 ,at sumir-se no adro d conv5to1 ,debaixo de uma lagem tosca e humilde1 ,sem nome1 nem palavra1 que recorde ,o que a t]ra abrig\ no somno extremo4 ,eremit]io antigo1 oh se podesses ,dos annos que l vo cont> a hi/oria2 ,se ora1 voz d cantor1 possivel fosse ,transsud> desse *o1 gelado e mudo1 ,o mudo pranto1 em noites dolorosas1 ,por naufragos d mundo d]ramado ,sobre elle1 e aos ps da cruz6444 se vs podesseis1 ,broncas p$ras1 fall>1 o que dirieis6 ,quantos nomes mimosos da v5tura1 ,conv]tidos em fabula das g5tes1 ,desp]t>iam o ec*o das montanhas1 ,se aos negros troncos d sobreiro antigo ,m&asse o ,et]no sussurr> a hi/oria ,dos que vi]am desnud>-lhe o cepo1 ,p>a um leito =m>1 onde velassem ,da magoa1 ou d remorso z longas noites6 ,aqui veio talvez busc> asylo ,um pod]oso1 outr'ora anjo da t]ra1 ,desp5hado nas trvas d in=tunio3 ,aqui1 talvez1 gemeu o amor trahido1 ,ou pela morte conv]tido em cancro ,de inf]nal desesp]o3 aqui so>am ,d arrep5dido os ultimos gemidos1 ,depois da vida d]ramada em gosos1 ,depois d goso conv]tido em t$io4 ,mas quem =am8--,na t]ra1 onde deix>am ,suas ve/es mortaes1 n5hum ve/igio ,re/a dos nomes seus4--,e isso que importa1 ,se ,deus os viu2 se z lagrymas dos tri/es ,elle cont\1 p>a z pag> com gloria8 ,a9da em curvo outeiro1 ao fim da s5da1 ,que dos montes alm conduz ao valle1 ,sobre o m>co de p$ra a cruz se eleva1 ,como um ph>ol de vida1 em m> de escolhos3 ,ao *ri/o infeliz acolhe no ermo1 ,e consol&o-o1 diz-lhe3 a patria tua l no ceu3--abraa-te comigo3 ,juncto della esses hom5s1 que pass>am ,acurvados na dr1 z mos ergu]am ,p>a o ,deus1 que p]doa1 e que con=to ,dos que aos ps de/e symbolo da esp'rana ,vem d]ram> seu corao afflicto3 d des]to a hi/oria a cruz e a campa2 ,e sobre tudo o mais p\sa o sil5cio4 ,,xii4 ,feliz da t]ra1 os monges no maldigas2 ,d que em ,deus confi\ no esc>nez6-- ,folg&o segue a trilha1 que ha juncado1 ,p>a teus ps1 de flores a =tuna1 ,e sobre a morta cr5a1 em paz descana4 ,que mal te faz1 que goso vae r\b>-te ,o que ensangu5ta os ps nas bravas urzes1 ,e sobre a fria p$ra enco/a a fronte8 ,que mal te faz uma orao erguida1 ,nas solides1 por voz sumida e fr\xa1 ,e que1 sub9do aos cu1 s ,deus escuta8 ,oh1 no insultes lagryimas alheias1 ,e deixa a f ao que no tem mais nada6444 ,e se e/es v]sos te contri/am--rasga-os4 ,teus m5e/reis te v5d]o seus hymnos1 ,nos banquetes opip>os1 em quanto ,o negro po rep>tir comigo1 ,seu trovador1 o pobre ana*oreta1 ,que no te inveja z ditas1 como aos b>dos ,d praz] dissoluto eu no invejo ,essas crz1 que s vezes c+em frontes1 ,onde1 por baixo1 se escreveu--,infamia6-- 99,a ,voz499 ,a ,voz4 to suave ess'hora1 ,em que nos foge o dia1 ,e em que suscita a lua ,das ondas a ard5tia2 ,se em alcants m>9hos ,nas ro*as ass5tado1 ,o trovador m$ita1 ,em sonhos enleiado6 ,o m> azul se encrespa ,co' a vesp]t9a brisa1 ,e no casal da s]ra ,a luz j se divisa4 ,e tudo em roda cala1 ,na praia s9uosa1 ,salvo o som d remanso1 ,quebr&o em furna algosa4 ,alli folga o poeta ,nos desv>ios seus2 ,e nessa paz que o c]ca ,bemdiz a mo de ,deus4 ,mas despreg\ seu grito ,a alcyone gem5te1 ,e nuvem pequ59a ,ergueu-se no occid5te2 ,e sbe1 e cresce1 e imm5sa1 ,nos ceus negra fluctua1 ,e o v5to das procellas ,j v>re a fraga nua4 ,turba-se o va/o oceano1 ,com horrido clamor3 ,d vagalho nas ribas ,expira o vo furor4 ,e d poeta a fronte ,cubriu vu de tri/esa3 ,p>tiu-se luz d raio ,seu hymno naturesa4 ,feia alma lhe vagava ,um negro p5sam5to1 ,da alcyone ao gemido1 ,ao sibill> d v5to4 ,era blasphema ida1 ,que triumphava em fim3 ,mas voz so\ ignota1 ,que lhe dizia assim3 ,cantor1 esse queixume ,da nuncia das procellas1 ,e z nuv5s1 que te r\bam ,myriadas de e/rellas2 ,e o fremito dos euros1 ,e o e/\r> da vaga1 ,na praia1 que revolve1 ,na ro*a1 onde se esmaga2 ,onde espalhava a brisa ,sussurro h>monioso1 ,em quanto d e!r puro ,descia o sol radioso1 ,typo da vida d homem1 d univ]so a vida2 ,depois d afan rep\so1 ,depois da paz a lida4 ,se ergue/e a ,deus um hymno ,em dia de am>gura2 ,se te amo/ra/e grato ,nos dias de v5tura1 ,seu nome no maldigas1 ,qu&o se turba o m>3 ,no ,deus1 que pae1 confia1 ,d raio ao sc9til>4 ,elle o m&\3--a causa ,disso o univ]so ignora-- ,e mudo e/3--seu nume1 ,como o univ]so1 adora6 99 99 99 99 99 ,oh sim3 torva blasphemia ,no man*> seu canto6 ,brama procella embora2 ,pese sobre elle o espanto2 ,que de su' h>pa os hymnos ,d]ram> o b>do1 ,aos ps de ,deus1 qual oleo ,de rec5d5te n>do4 ,lea da ,palmeira #ahce 99,a ,victoria e a ,pi$ade499 ,a ,victoria e a ,pi$ade4 ,eu nunca fiz so> meu canto humilde ,nos paos dos s5hores3 ,eu jmais consagrei hymno m5tido ,da t]ra aos oppressores4 ,mal haja o trovador que vae s5t>-se porta d aba/ado1 ,o qual com ouro paga a alha infamia1 ,o cantico aviltado4 ,o filho das ces1 da gloria o b>do ,no man*\ o alaude2 ,o +5ho seu ha consagrado ,patria2 ,seu canto da virtude4 ,+5ho6--dom dos ceus1 consolo ao tri/e ,nos dias de afflico1 ,qual solto v5to em areal des]to1 ,livres teus cantos so4 ,no despont> da vida1 d in=tunio ,mur*\-me o sopro ard5te3 ,pela t]ra natal1 na flor dos dias1 ,eu suspirei aus5te4 ,o solo d de/]ro1 ah1 quanto +rato p>a o =agido2 ,ennevoado o ceu2 arido o prado2 ,o rio adormecido6 ,eu l *orei1 na idade da esp]ana1 ,da patria a dura sorte3 ,e/a alma encaneceu2--e antes de tempo ,ergueu hymnos morte4 ,e que infeliz ha hi1 a quem no ria ,da sepultura a imagem8 ,alli que se aff]ra o porto amigo1 ,depois de ardua viagem4 ,mas1 qu&o o pranto me queimava z faces1 ,o pranto da saudade1 ,deus escut\ dos pr(ugos z preces1 ,teve de ns pi$ade4 ,armas6--brad>am d de/]ro os filhos3 ,bem-disse-os o ,s5hor3 ,e v5c] ou morr] juncto com elles ,jur\ o trovador4 ,pelas vagas d m> corr5do aff\tos1 gloria nos votmos2 ,e1 nos campos nataes1 p5do invicto ,os livres1 ns1 plantmos4 ,fanatismo1 ignorancia1 odio frat]no2 ,de fogo cu toldados2 ,a fome1 a pe/e1 o m> av>o1 z ho/es ,de innum]os soldados2 ,um futuro sem raio de esp]ana2 ,ouvir o vo lam5to ,de infante1 a vida inc]ta conduzido ,por mo d s(frim5to2 ,compr> com sangue o po1 com sangue o fogo ,em regelado inv]no2 ,eis contra o que1 por mezes de am>gura1 ,nos fez luct> o inf]no4 ,mas con/ancia e valor tudo ha v5cido3 ,ganh\-se et]na gloria2 ,e dos tyrannos apes>1 colhemos ,os l\ros da victoria4 ,tea-se1 pois1 o cantico subido ,aos =tes v5c$ores4 ,livres somos6--,sumiram-se qual fumo ,da ,patria os oppressores4 ,sobre essa enco/a1 sobranceira aos campos1 ,de sangue a9da impuros1 ,onde o canho tro\1 por mais de um anno1 ,contra inv5civeis muros1 ,eu1 tom&o o alade1 irei s5t>-me2 ,p$ir inspiraes ,a amiga noite1 o g5io que me ens9a ,suavissimas ces4 ,re9a em sil5cio a lua1 o m> no brame1 ,os v5tos nem bafejam44444 ,mas que ossadas so e/as1 que na enco/a1 ,aqui e alli1 alvejam8 ,esses8--,so ossos vs1 que no resgu>da ,o sussurr> da gloria2 ,h]deiros s das maldices das g5tes1 ,das maldices da hi/oria3 ,so os re/os dos hom5s1 que luct>am1 ,val5tes no seu crime1 ,contra ns1 contra a mo da ,provid5cia1 ,que os maus d]ruba e opprime4 ,mas quem por padro que aos evos conte1 ,seus feitos d]radeiros6 ,quem dir--aqui dormem portuguezes2 ,aqui dormem gu]reiros--8 ,quem vir na alta noite ergu] por elles ,resas de salvao8 ,quem ous> p$ir p>a o v5cido ,um ai de compaixo8 ,viro1 acaso1 alevant> seus filhos ,o pranto solit>io1 ,pelo que lhes leg\ de avs o nome ,involto em vil sud>io8 ,s] a esposa1 que lhes cubra z c9zas ,com orao pi$osa8 ,no6--n5huma ous> diz]1 *or&o1 ,eu fui d escravo esposa4 ,s] a amante8--,em trem$aes a pura ,rosa nasc] no sabe3 ,a mais bella paixo no de s]vos2 ,vil goso s lhes cabe4 ,de me o amor t5tra1 unicam5te1 ,sobre os corpos gelados1 ,vir *or> a esp]ana1 em flor colhida1 ,de seus annos cansados3 ,mas o espanto lh'o v$a1 e o r\co grito ,d rude velador2 ,da noite os m$os2 de armas1 j sem donos1 ,nas trvas o espl5dor4 ,quem1 pois1 consol> gem5tes sombras1 ,que ondeam juncto a mim8 ,quem seu p]do da ,patria implor> ousa1 ,seu p]do de ,elohim8 ,eu3--o *ri/o3--o trovador d exilio1 ,contr>io em gu]ra crua1 ,mas que no sei cuspir o fel da affronta ,sobre uma ossada nua4 ,o mis]o pa/or desceu dos montes1 ,ab&on&o o gado1 ,p>a z armas ve/ir1 dos cu em nome1 ,por ph>iseus *amado4 ,de um ,deus de paz hypocritas m9i/ros ,os tri/es engan>am3 ,=am elles1 no ns1 que e/as caveiras ,aos v]mes consagr>am4 ,maldicto sejas tu1 mon/ro d inf]no1 ,que d ,s5hor no templo1 ,a virtude insult&o1 ao crime incitas1 ,ds d furor o exemplo6 ,sobre os re/os da ,patria1 tu bem cre/e ,folg> de nosso mal1 ,e1 sobre z c9zas de cidade illu/re1 ,solt> riso inf]nal4 ,tu1 no teu corao insipi5te1 ,disse/e--,deus no ha6-- ,elle exi/e1 malvado6--e ns v5cemos3 ,treme4444 que tempo j4 ,mas esses1 cujos ossos espalhados ,no campo da peleja ,jazem1 exoram a pi$ade nossa2 ,pi$oso o livre seja6 ,eu p$irei a paz dos inimigos1 ,mortos como val5tes1 ,ao ,deus nosso juiz1 ao que di/+ue ,culpados de innoc5tes4 ,p]do\1 expir&o1 o ,filho d ,homem ,aos seus p]seguidores3 ,p]do1 tambem1 s c9zas de infelizes6 ,p]do--oh v5c$ores6 ,no insulteis o morto4 ,elle ha comprado ,bem c>o o esquecim5to1 ,v5cido adormec5do em morte ignobil1 ,sem dobre ou monum5to4 ,que re/a aos desditosos8--,somno et]no1 ,da ,patria a maldico1 ,a ju/ia de ,deus1 trem5da1 ignota1 ,e a humana execrao4 ,mas ns1 saibamos esquec] os odios ,de gu]ra lam5tavel2 g5]oso o =te1 e deixa ao fraco ,o s] inexoravel4 ,oh1 p]do p>a aquelle1 a quem a morte ,no seio agasalh\6 ,elle mudo3--p$i-lo j no pde2 ,o da-lo a ns deix\4 ,da lei a espada puna o crim9oso1 ,que v a luz dos cu3 ,o que leg\ t]ra o p da t]ra1 ,julga-lo cabe a ,deus4 ,e vs1 meus companheiros1 que no vi/es ,nossa inteira victoria1 ,no precisaes d trovador o canto2 ,vosso nome da hi/oria4 ,eu d v5cido consolei a sombra2 ,eu p]doei por vs4 ,filhos da infamia os desgraados eram2 ,ricos de gloria ns4 ,porto--,ago/o de #ahcc ,,nota4 ,e/e fragm5to1 que segue1 e que s]vir p>a intellig5cia dos prec$5tes v]sos1 p]t5ce a um livro j todo escripto no ent5dim5to1 mas de que s alguns capitulos e/o trasladados ao papel4 ,a gu]ra da re/aurao de #ahcb a #ahcc o acontecim5to mais espantoso e mais poetico de/e ,seculo4 ,entre os soldados de ,d4 ,p$ro havia poetas3 militava comnosco o ,auctor de ,d4 ,branca1 d ,cames1 de ,joo ,m9imo2 o ,sr4 ,lopes de ,lima1 e outros3 mas a politica engod\ todos os +5hos1 e lev\-os comsigo4 ,os hom5s de bronze1 os sete mil de ,m9dello no tiv]am um cantor2 e ap5as eu1 o mais obscuro de todos1 salvei em m9ha humilde prosa1 uma dim9uta poro de tanta riquesa poetica4 ,oxal que esse mesmo trabalho1 a9da que de p\ca valia1 no fique esmagado e sumido debaixo d ,levia?an da politica4 ,todos ns temos v5dido a nossa alma ao espirito immundo d ,jornalismo4 ,e o mais que p\cos conhecem uma c\sa3 que polilica de poetas vale1 por via de regra1 tanto como poesia de politicos4 ,fragm5to4 ,o combate da antevesp]a e/ava a9da vivo na m9ha imag9ao3 eu cria vr a9da os cadav]es dos meus amigos e cam>adas1 espalhados ao r$or d fatal r$ucto1 em que e/ava ass5tado3 a9da me soavam nos ouvidos o seu clamor de en?usiasmo ao accommette-lo1 o sibill> das ballas1 o grito dos f]idos1 o som das armas ca9do-lhes das mos1 o gemido doloroso e longo da sua agonia1 o e/]tor de moribundos1 e o arranco f9al d morr]4 ,os d5tes me rang]am de cl]a1 e a lagryma env]gonhada de soldado me escorreg\ pelas faces4 ,o ,porto e/ava desc]cado2 mas quantos val5tes cairam nesse dia6 ,eu ia amaldio> os cadav]es dos v5cidos1 que a9da por ahi jaziam2 porm p>eceu-me que elles se alevantavam e me diziam3--,lembra-te de que tambem fomos soldados3 lembra-te de que fomos v5cidos6--,e eu bem sabia que inf]no lhes devia t] sido1 no mom5to de expir>em1 z idz de soldado e de v5cim5to1 conglobadas n'uma s1 como trem5da e indelevel ignom9ia1 e/ampada na fronte d que ia transpor os umbraes d outro mundo4 ,ento ore a ,deus por elles3 antes de irmo de armas eu t9ha sido *ri/o2 e ,jesu-,*ri/o p]dora1 entre z affrontas da ,cruz1 aos seus assass9os4 ,a ida de p]do p>ecia me consolava da p]da de tantos e to val5tes amigos4 ,havia nessa ida torr5tes de poesia2 e eu te devi ento1 oh cr5a d ,evangelho1 talvez a melhor das m9has pobres ces4 7,da ,m9ha ,mocidade--,poesia e ,m$itao ,cap44447 ,a ,,h>pa ,,d ,,cr5te4 ,,t5tativas ,,poeticas ,,pelo ,,auctor ,,da ,,voz ,,d ,,propheta4 ,,t]ceira ,,s]ie4 ,,lisboa--#ahch ,,na ,,typ4 ,,da ,,soci$ade ,,propagadora ,,dos ,,conhecim5tos ,,uteis4 ,rua direita d ,ars5al--n4 #ee4 99,deus499 ,deus4 ,nas horas d sil5cio-- meia-noite-- ,eu l\v>ei o ,et]no6 ,ouam-me a t]ra1 e os m>es rugidores1 ,e os abysmos d inf]no4 ,pela amplido dos cu meus cantos soem1 ,e a lua prateada ,p>e no gyro seu1 em quanto pulso ,e/a h>pa1 a ,deus sagrada4 ,antes de tempo hav]1 qu&o o inf9ito ,m$ia a et]nidade1 ,e s d vacuo z solides en*ia ,de ,deus a imm5sidade1 ,elle exi/iu--em sua ess5cia involto2 ,e1 fra delle1 o nada3 ,no seio d ,creador a vida d homem ,e/ava a9da gu>dada3 ,a9da ento d mundo os fundam5tos ,na m5te se escondiam ,d ,omnipot5te1 e os a/ros fulgurantes ,nos cu no se volviam4 ,eis o ,tempo1 o ,univ]so1 o ,movim5to ,das mos se d ,s5hor3 ,surge o sol1 banha a t]ra1 e desabro*a ,uma primeira flor3 ,sobre o invisivel eixo range o globo3 ,o v5to o bosque onda3 ,retumba ao longe o m>3 da vida a =a ,a naturesa anca6 ,quem1 dignam5te1 oh ,deus1 ha-de l\v>-te1 ,ou cant> teu pod]8 ,quem dir de ,teu brao z m>avilhas1 ,fonte de todo o s]1 ,no dia da creao2 qu&o os !s\ros ,da neve amontoa/e2 ,qu&o da t]ra nos mais fundos valles ,z aguas enc]ra/e86 ,e eu onde e/ava1 qu&o o ,et]no os mundos1 ,com dextra pod]osa1 ,fez1 por lei immutavel1 se librassem ,na mole pond]osa8 ,onde exi/ia ento8 ,no typo imm5so ,das g]aes futuras2 ,na m5te d meu ,deus4 ,l\vor a ,elle ,na t]ra e nas alturas6 ,oh1 quanto gr&e o ,rei das tempe/ades1 ,d raio1 e d trovo6 ,quo gr&e o ,deus1 que m&a1 em secco e/io1 ,da t>de a virao6 ,por sua ,provid5cia nunca1 embalde1 ,zumbiu m9imo insecto2 ,nem volveu o elephante1 em campo e/]il1 ,os olhos1 inquieto4 ,no deu ,elle avez9ha o gro da espiga1 ,que ao ceifador esquece2 ,d norte ao urso o sol da primav]a1 ,que o reanima e aquece8 ,no deu ,elle gazella amplos des]tos1 ,ao c]vo o bosque am5o1 ,ao flam+o os paues1 ao tigre um antro1 ,no prado ao t\ro o f5o6 ,no m&\ ,elle ao mundo1 em lucto e trvas1 ,consolao e luz8 ,acaso1 em vo1 algum desv5turado ,curv\-se aos ps da cruz8 ,a quem no ouve ,deus8 ,sm5te ao mpio1 ,no dia da afflico1 ,qu&o pesa sobre elle1 por seus crimes1 ,d crime a punio4 ,homem1 ente immortal1 que s tu p]ante ,a face d ,s5hor8 s a juna d brejo1 h>pa quebrada ,nas mos d trovador6 ,olha o negro p9heiro1 campe&o ,dos ,alpes entre a neve3 ,quem arranca-lo de seu ?rono ousra1 ,quem de/ruir-lhe a seve8 ,n+uem6 ,mas ai d abeto1 se o seu dia ,extremo ,deus m&\6 ,l correu o aquilo3 fundas raizes ,aos ares lhe assopr\4 ,sub]bo1 sem temor1 sau na m>gem ,d caudaloso ,nilo1 ,o corpo mon/ruoso ao sol volt&o1 ,m$onho crocodilo4 ,de seus d5tes em roda o su/o mra3 ,v-se a morte ass5tada ,d5tro em sua g>ganta1 se desc]ra ,a boca affogueada4 ,qual duro arnez de intrepido gu]reiro seu dorso escamoso2 ,como os ultimos ais de um moribundo ,seu grito lam5toso3 ,fumo e fogo respira qu&o irado3-- ,porm1 se ,deus m&\1 ,qual d norte impellida a nuvem passa1 ,assim elle pass\6 ,teu nome ousei cant>6--,p]doa1 oh ,nume2 ,p]doa ao teu cantor6 ,dignos de ti no so meus fr\xos cantos2 ,mas so cantos de amor4 ,embora vs hypocritas te p9tem ,qual b>b>o tyranno2 ,m5tem1 por dom9>1 com f]reo sceptro1 ,o vulgo cego e insano4 ,quem os cr um mpio6--,arrece>-te maldiz]-te1 oh ,deus3 o ?rono dos despotas da t]ra ,ir colloc> nos cu4 ,eu1 por mim1 pass>ei entre os abrolhos ,dos males da exi/5cia ,tranquillo1 e sem t]ror1 sombra po/o ,da tua ,provid5cia4 ,plym\?--,setembro de #ahca4 99,a ,tempe/ade499 ,a ,,ant,,nio ,,feliciano ,,de ,,ca/ilho4 ,alma aff9ada pelas h>pas de anjos2 ,rei das ces--ent5d]s meu hymno6 ,o ,auctor4 ,a ,tempe/ade4 ,sibilla o v5to3--os torrees de nuv5s ,pesam nos d5sos ares3 ,ruge ao l>go a procella1 e encurva z ondas ,pela ext5so dos m>es3 ,a imm5sa vaga ao longe vem corr5do1 ,em seu t]ror involta2 ,e1 d'entre z sombras1 rapidas c5telhas ,a tompe/ade slta4 ,d sol1 no occaso1 um raio d]radeiro1 ,que1 ap5as fulge1 morre1 ,escapa nuvem1 que1 appressada e espessa1 ,p>a apaga-lo corre4 ,tal nos affaga em sonhos a esp]ana1 ,ao despont> d dia1 ,mas1 no acord>1 l vem a consci5cia ,diz] que ella m5tia4 ,z ondas negro-azues se conglob>am2 ,s]ras tornadas so1 ,contra z quaes outras s]ras1 que se arqueam1 ,bat]1 p>tir-se vo4 ,oh tempe/ade6--eu te saudo6 oh nume1 ,da naturesa aoite6 ,tu guias os bulces1 d m> pr9cesa2 ,e teu ve/ido a noite6 ,qu&o no p9heiral1 entre o granizo1 ,ao sussurr> das ramas1 ,vibr&o su/os1 pavorosa ruges1 ,e assolao d]ramas1 ,quem porfi> comtigo1 ento1 ous>a ,da gloria e pod]io2 ,tu que fazes gem] p5dido o c$ro1 ,turb>-se o cl>o rio8 ,quem me d]a s] tu1 por bal\ar-me ,das nuv5s nos ca/ellos1 ,e vr dos f]ros meus1 em fim1 quebrados ,os rebatidos los6 ,eu rodera1 ento1 o globo inteiro3 ,eu sublevra z aguas3 ,eu dos volces1 com raios acc5dra ,amortecidas frguas3 ,d robu/o c>valho e sobro antigo ,accurv>ia z frontes2 ,com furaces1 os areaes da ,lybia ,conv]t]ia em montes3 ,pelo fulgor da lua1 l d norte ,no polo me ass5tra1 ,e vra prolong>-se o gelo et]no1 ,que o tempo amontora4 ,alli eu solit>io1 eu rei da morte1 ,ergura meu clamor1 ,e diss]a3 s\ livre1 e t5ho imp]io3 ,aqui1 s\ eu s5hor6 ,quem se pod] ergu]1 como e/as vagas1 ,em turbilhes inc]tos2 ,e corr]1 e corr]--tro&o ao longe-- ,nos liquidos des]tos6 ,mas entre membros de lodoso b>ro ,a m5te presa e/64444 ,ergue-se em vo aos cu3--precipitada1 ,rapido1 em baixo d4 ,oh morte6--amiga morte6-- sobre z vagas1 ,entre esc>ceus erguidos1 ,que eu te invoco1 p$9do-te f5eam ,meus dias aborridos3 ,quebra duras prises1 que a naturesa ,lanou a e/a alma ard5te2 ,que ella possa vo>1 por entre os orbes1 ,aos ps d ,omnipot5te3 ,sobre a nau1 que me e/reita1 a pr5he nuvem ,desa1 e e/\r&o a esmague2 ,e a grossa proa1 dos tufes ludibrio1 ,solta1 sem rumo vague6 ,porm1 no6--,dormir deixa os que me c]cam ,o somno d exi/ir3 ,deixa-os2 vos sonhadores de esp]anz ,nas trvas d porvir4 ,dce me d rep\so--extremo abrigo ,de um corao oppresso-- ,que ao ligeiro praz]1 dor cada ,negas no seio accesso1 ,no desp]tes--oh no--os que abom9am ,teu amoroso aspeito2 ,febricitantes1 que se abraam1 l\cos1 ,com seu dorido leito6 ,tu1 que ao mis]o ris com rir to meigo1 ,calumniada morte2 ,tu1 que entre os braos teus lhe ds azilo ,contra o furor da sorte2 ,tu que esp]as s portas dos s5hores2 ,d s]vo ao limi>2 ,e et]na corres1 p]egr9a1 a t]ra1 ,e z solides d m>1 ,deixa1 deixa sonh> v5tura os hom5s2 ,j filhos teus nasc]am3 ,um dia acord>o desses delirios1 ,que to gratos lhes eram4 ,e eu1 que vlo na vida1--e j no sonho1 ,nem gloria1 nem v5tura2 ,eu1 que esgotei to c$o1 at z fezes1 ,o calis da am>gura2 ,eu1 vagabundo e pobre1 e aos ps calcado ,de quanto ha vil no mundo1 ,morr] s5t9do inspiraes de b>do1 ,d corao no fundo2 ,sem a*> sobre a t]ra uma h>monia ,de alma1 que a m9ha ent5da2 ,porque seguir1 curvado ante a desgraa1 ,e/a esp9hosa s5da8 ,torvo o oceano vae6--,qual dobre soa ,fragor da tempe/ade2 ,psalmo de mortos1 que retumba ao longe2 ,grito da et]nidade64444 ,p5sam5to inf]nal6--,fugir cob>de ,ante o de/9o iroso8 ,lanar-me1 involto em maldices cele/es1 ,no abysmo torm5toso8 ,nunca6--,deus poz-me aqui p>a apur>-me ,nas lagrymas da t]ra2 ,gu>d>ei m9ha e/ancia attribulada1 ,com meu desejo em gu]ra4 ,o fiel gu>dador t] seu premio1 ,o seu rep\so1 em fim2 ,e atalai> o sol de um dia extremo ,vir outro apoz mim4 ,h]d>ei o morr]6--,como suave ,b5o de pae qu]ido1 ,s] o desp]t>2 vr meu cadav]1 ,vr o grilho p>tido4 ,um consolo1 entretanto1 re/a a9da ,ao pobre velador3 ,deus lhe deix\1 nas trvas da exi/5cia1 ,doce amisade e amor4 ,tudo o mais ,sepul*ro1 branqueado ,por embu/eira mo2 ,tudo o mais vos praz]es1 que s trazem ,remorso ao corao4 ,pass>ei m9ha noite a luz to meiga1 ,at o amanhec]2 ,at que suba patria d rep\so1 ,onde no ha morr]4 ,a bordo da ,juno1 na ,bahia da ,biscaya--,m>o de #ahec4 99,o ,soldado499 ,o ,soldado4 ,i4 ,veia tranquilla e pura ,d meu pat]no rio3 ,dos campos1 que elle rega1 ,mansissimo arm5tio3 ,roco matut9o3 ,prados tao deleitosos3 ,valles1 que assombram selvas ,de s9ceiraes frondosos3 ,t]ra da m9ha infancia3 ,tecto de meus maiores3 ,meu breve j>dimz9ho3 ,m9has p5didas flores3 ,h>monioso e sancto ,s9o d presbyt]io3 ,cruzeiro v5]&o ,d humilde cemit]io1 ,onde os avs dormiram1 ,e dormiro os paes2 ,onde eu talvez no durma1 ,nem rese1 talvez1 mais3 ,eu vos sad6--,e o longo ,suspiro am>gurado ,vos m&o4-- quanto pde ,m&> pobre soldado4 ,sobre z cavadas ondas ,dos m>es procellosos1 ,por vs j fiz so> ,meus cantos dolorosos4 ,na proa resonante ,eu me ass5tava mudo1 ,e aspirava ancioso ,o v5to frio e agudo2 ,porque em meu sangue ardia ,a febre da saudade1 ,febre que s m9ora ,sopro de tempe/ade2 ,mas que se irrita1 e cresce1 ,qu&o tranquillo o m>2 ,qu&o da ,patria o cu ,cu puro vem lembr>1 ,qu&o1 l no occid5te1 ,a nuvem vaporosa ,a fr\xa luz da t>de ,t+e de cr de rosa2 ,qu&o1 qual globo em brasa1 ,o sol v]melho crece1 ,e paira sobre z aguas1 ,e em fim desapp>ece2 ,qu&o no m> se e/5de ,manto de negro d2 ,qu&o ao quebr> d v5to1 ,noite e sil5cio s2 ,qu&o sussurram meigas ,ondas que a nau sep>a1 ,e a rapida ard5tia ,em torno a sombra acl>a4 ,,ii4 ,eu j ouvi1 de noite1 ,no p9heiral fe*ado1 ,um fremito soturno ,pass&o o v5to irado3 ,assim o murmurio ,d m>1 f]v5do pra1 ,com o gem] d afflicto1 ,sumido1 accorde soa3 ,e o sc9till> das aguas ,g]a am>gura e dr1 ,qual lampada1 que p5de ,no templo d ,s5hor1 ,l pela madrugada1 ,se o oleo lhe escaca1 ,e a espaos expir&o1 ,affr\xa e bruxula4 ,,iii4 ,bem abundante messe ,de pranto1 e de saudade1 ,o =agido errante ,colhe na sol$ade6 ,p>a o que a patria p]de o univ]so mudo2 ,nada lhe ri na vida2 ,mra o fa/io em tudo2 ,no meio das procellas2 ,na calma d oceano2 ,no sopro d gal]no1 ,que enfuna o l>go panno2 ,e no ente/> co'a t]ra ,por abrigado e/eiro2 ,e no p\s> sombra ,d tecto d e/rangeiro4 ,e essas memorias tri/es ,m9ha alma lac]>am2 ,e a s5da da exi/5cia ,bem agra me torn>am3 ,porm nem sempre f]reo ,foi meu de/9o escuro2 ,sulc\ de luz um raio ,z trvas d futuro3 ,d meu paiz qu]ido ,a praia a9da beijei2 ,e o velho ca/anheiro ,no valle a9da abracei6 ,ne/a alma regelada ,surgiu a9da o goso2 ,e um sonho lhe sorriu ,fugaz1 mas amoroso4 ,oh1 foi sonho da infancia ,desse mom5to o sonho6 ,paz e esp]ana v9ham ,ao corao tri/onho4 ,mas o sonh> que monta ,se passa1 e no con=ta8 ,m9h'alma deu em t]ra1 ,como se fosse morta1 ,foi a esp]ana nuvem1 ,que o v5to "s t>de4 ,fa*o de gu]ra acceso ,em lab>$as arde6 ,d fratricidio a luva ,irmo a irmo lanra2 ,e o grito3 ai d v5cido6 ,nos montes retumbra4 ,z armas se ho cruzado3 ,o p mordeu o =te3 ,caiu3 dorme tranquillo3 ,deu-lhe rep\so a morte4 ,ao m5os1 ne/es campos ,sepul*ro conqui/\2 ,e o adro d e/rangeiro ,seus ossos no trag\4 ,elle h]d>1 ao m5os1 ,aos seus honrado nome3 ,paga de curta vida ,s]-lhe-ha l>go r5ome4 ,,iv4 ,e a balla sibill&o1 ,e o trom da artilh>ia1 ,e a tuba clamorosa1 ,que os peitos acc5dia2 ,e z ameaz torvas1 ,e os gritos de furor1 ,e desses1 que expiravam1 ,som cavo de e/]tor2 ,e z pragas d v5cido1 ,d v5c$or o insulto1 ,e a palidez d morto1 ,nu1 sangu5to1 insepulto1 ,eram um *os de dores1 ,em convulso horrivel1 ,sonho de accesa febre1 ,sc5a trem5da e incrivel6 ,e suspirei3--nos olhos ,me borbulhava o pranto2 ,e a dor1 que trasbordava1 ,p$iu-me inf]nal canto4 ,oh1 sim6--maldisse o in/ante1 ,em que busc> vi]a1 ,por entre z tempe/ades1 ,a t]ra em que nascra4 ,que 1 em frat]nas lides1 ,um canto de victoria8 um praz] mesqu9ho2 triumph> sem gloria4 ,maldicto era o triumpho1 ,que rodeava o horror1 ,que me t+ia tudo ,de sangu9osa cr6 ,ento olhei saudoso ,p>a o sonoro m>2 ,da nau d vagabundo ,meigo me riu o arf>4 ,de desesp]o um brado ,solt\1 impio1 o poeta4 ,p]do6--*egra o mis]o ,da desv5tura meta4 ,v4 ,t]ra infame6--de s]vos aprisco1 ,mais *am>-me teu filho no sei3 ,de/]rado1 m5digo s]ei2 ,de outra t]ra meus ossos s]o6 ,mas a escravo1 que pugna por f]ros1 ,que h]d> s maldicta memoria1 ,r5eg&o da t]ra sem gloria1 ,nunca mais d>ei nome de irmo6 ,l>go o mundo ahi '/ ante o livre2 ,que e/e mundo a patria d =te3 ,sobre os pla9os gelados d norte1 ,luz d sol tambem mana d cu3 ,tambem l se erguem montes1 e o prado ,de bon9as1 em maio1 se ve/e2 ,tambem l se m5a um cypre/e ,sobre o corpo que t]ra desceu6 ,que me importa o c>valho da enco/a8 ,que me importa da fonte o ruido8 ,que me importa o saudoso gemido ,da roll9ha s$5ta de amor8 ,que me importam outeiros cub]tos ,da v]dura da v9ha1 no e/io8 ,que me importa o remanso d rio1 ,e1 na calma1 da selva o frescor8 ,que me importa o p]fume dos campos1 ,qu&o passa de t>de a bafagem1 ,que se embebe1 na sua passagem1 ,na fragrancia da flor d alecrim8 ,que me importa8 ,p]gunta d inf]no6 meu b]o6--,a m9h'alma e/ l6 ,que me importa84444 e/a boca o dir86 ,maldico1 maldico sobre mim6 ,combatamos6--,o f]ro se cruze1 ,assobie o pel\ro nos ares2 ,e/es campos conv]tam-se em m>es1 ,onde o sangue se possa beb]6 ,l>ga a valla6--que1 apoz a peleja1 ,ns e elles s]emos unidos6 ,l1 v+ados1 e d odio esquecidos1 ,paz f>emos4444 depois d morr]6 ,,vi4 ,assim1 entre am>guras1 ,me delirava a m5te6-- ,e o sol a fug9do ,no t]mo d occid5te4 ,e os =tes l jaziam ,co'a face ao cu voltada2 ,sorria a noite aos mortos1 ,pass&o socegada4 ,porm1 a noite delles ,no era a que passava6 ,na et]nidade a sua ,corria1 e no f9dava4 ,contr>ios a9da ha p\co1 ,irmos em fim l eram6 ,o seu !s\ro de odio1 ,mord5do o p1 c$]am4 ,no limi> da morte1 ,assim tudo f5ece6 ,inimisades callam1 ,e at o amor esquece6 ,meus dias rodeados ,=am de amor outr'ora2 ,e nem um vo suspiro ,t]ei1 morr5do1 agora3 ,nem o ap]t> da dextra ,ao despr5d] da vida3 ,nem lagryma frat]na ,sobre a f]al jazida4 ,meu d]radeiro al5to ,no colh]o os meus8 ,por m9ha alma att]rada ,quem p$ir a ,deus8 ,n+uem6--,aos ps o s]vo ,meus re/os calc>2 ,e o riso d despreso ,vaidoso solt>4 ,o s9o luctuoso1 ,no lembr> meu fim3 ,preces1 que o morto affagam1 ,no se ergu]o por mim6 ,o filho dos des]tos1 ,o lobo c>niceiro ,ha-de escut> alegre ,meu grito d]radeiro6 ,oh morte6--o somno teu ,s somno mais l>go3 ,porm1 na juv5tude1 o dormi-lo am>go4 ,qu&o na vida nasce ,essa mimosa flor1 ,como a cecem suave1 ,delicioso amor3 ,qu&o a m5te acc5dida ,cr na v5tura e gloria3 ,qu&o o pres5te tudo1 inda nada a memoria2 ,deix> a c>a vida1 ,ento1 doloroso2 ,e o moribundo t]ra ,lana um olh> saudoso4 ,a taa da exi/5cia ,no fundo fezes tem2 ,mas os primeiros tragos ,doces--bem doces--vem4 ,e eu morr]ei agora1 ,sem abraar os meus1 ,sem jubiloso um hymno ,alevant> aos cu8 ,morr]6--,e isso que importa8 ,f9al suspiro1 ouvi-lo ,ha-de a patria4 ,na t]ra ,eu dormirei tranquillo4 ,dormir8--,s dorme o frio ,cadav]1 que no s5te2 ,a alma va1 e se abriga ,aos ps d ,omnipot5te4 ,tambem eu p>a o ?rono ,accorr]ei d ,et]no3 ,crimes no so meu dote2 ,erros no pune o inf]no4 ,e vs entes qu]idos1 ,entes que tanto amei1 ,d&o-vos lib]dade ,cont5te acab>ei4 ,por mim livres *or> ,vs pod]eis um dia1 ,e s c9zas d soldado ,ergu] memoria pia4 ,porto--,julho de #ahcb4 99,d4 ,p$ro499 ,d4 ,p$ro4 ,pela enco/a d ,libano1 rug9do1 ,o nto furioso ,pass\ um dia1 arremess&o t]ra ,o c$ro mais frondoso2 ,assim te sacudiu da morte o sopro ,d c>ro da victoria1 ,qu&o1 ebrio de esp]anz1 tu sorrias1 ,filho c>o da gloria4 ,se1 depois de procella em m> de escolhos1 ,a combatida nave ,v t]ra e o v5to abr&a1 o porto af]ra1 ,com jubilo suave4 ,tambem tu dem&a/e o cu s]5o1 ,depois de uma ardua lida3 ,deus te *am\3--o premio recebe/e ,dos m]itos da vida4 ,que e/a8 ,um ermo de esp9haes cortado1 ,d'onde foge o praz]3 ,p>a o ju/o ella exi/e alm da campa3 ,teme o mpio o morr]4 ,plante-se a acacia1 o symbolo d livre1 ,juncto s c9zas d =te3 ,elle foi rei--e combateu tyrannos-- ,*orae1 *orae-lhe a morte6 ,regada pelas lagrymas de um povo1 ,a planta cresc]2 ,e sombra della a fronte d gu]reiro ,placida p\s>4 ,essa fronte das ballas respeitada1 ,agora a traga o p3 ,d val5te1 d bom1 d nosso ,amigo ,re/am memorias s2 ,mas e/as1 entre ns1 com a saudade ,p]5nes viv]o1 ,em quanto1 voz de patria e lib]dade1 ,ance> um corao4 ,nas orgias de ,roma1 a pro/ituta1 ,folga1 vil oppressor3 ,folga com os hypocritas d ,tibre2 ,morreu teu v5c$or4 ,involto em maldices1 em su/o1 em crimes ,fugi/e1 desgraado3 ,elle1 sub9do ao cu1 ouviu s queixas1 ,e um *oro no comprado3 ,enco/ado na borda d sepul*ro1 ,o olh> atraz volveu1 ,z suas obras contempl\ passadas1 ,e em paz adormeceu3 ,os teus dias tambem s]o contados1 ,cov>de =agido2 ,mas s] de remorso t>do e inutil ,teu ultimo gemido3 ,d passam5to o calis lhe adoaram ,uma filha1 uma esposa3 ,quem1 tigre cru1 te c]c> o leito1 ,n'essa hora pavorosa8 ,deus1 tu s bom3--e o virtuoso em breve ,*amas ao goso et]no1 ,e o mpio deixas saci> de crimes1 ,p>a o sumir no inf]no8 ,alma g5til1 que assim nos has deixado1 ,entregues alta dr1 ,anjo das prces nos s]s1 p]ante ,o ?rono d ,s5hor3 ,e qu&o1 c na t]ra1 o pod]oso ,z ,leis aos ps calc>1 ,juncto d teu sepul*ro ir o oppresso ,seus males deplor>2 ,assim1 no ,ori5te1 de ,alboqu]que s c9zas ,o desvalido indiano ,mais de uma vez foi dem&> v+ana ,de um despota inhumano4 ,mas quem ousra patria tua e nossa ,curv> nobre c]viz8 ,quem r\b> ao lusitano povo ,um povo s] feliz8 ,n+uem6 ,por tua gloria os teus soldados ,juram livres viv]4 ,ai d tyranno que primeiro ousasse ,d voto esc>nec]6 ,n'esse abrao f9al1 que nos lega/e1 ,lega/e o g5io teu3 ,aqui--no corao--ns o gu>dmos2 ,teu g5io no morreu4 ,jaz em paz3 essa t]ra1 que te esconde1 ,o mon/ro abom9ado ,s pis> ao baque> sobre ella ,teu ultimo soldado4 ,eu tambem combati3--nas patrias lides ,tambem colhi um l\ro3 ,o prante> o ,companheiro ext9cto ,no me s] desd\ro4 ,p>a o ,sol d ,ori5te outros se voltem1 ,calor e luz busc&o3 ,que eu pelo bello ,sol1 que jaz no occaso1 ,c fic>ei *or&o4 ,porto--,novembro de #ahcd4