,libr>y ( ,portugal 7,biblioteca ,nacional de ,portugal7474 ,,opusculos 99,,opusculos99 ,,por ,a4 ,,h]culano ,,socio ,,de ,,m]ito ,,da ,,academia ,r4 ,,das ,,sci5cias ,,de ,,lisboa ,,socio ,,e/rangeiro ,,da ,,academia ,r4 ,,das ,,sci5cias ,,de ,,bavi]a ,,socio ,,correspond5te ,,da ,r4 ,,academia ,,da ,,hi/oria ,,de ,,madrid ,,d ,,in/ituto ,,de ,,fran,a 7,,academia ,,das ,,inscrip,,es7 ,,da ,,academia ,r4 ,,das ,,sci5cias ,,de ,,turim ,,da ,,soci$ade ,,hi/orica ,,de ,,nova-,,york1 ,,etc4 ,,tomo ,,viii ,,que/,,es ,,publicas ,,tomo ,v #a4;a ,,edi,o ,,lisboa ,,tav>es ,,c>doso ,,irm,o--,,editores #e1 ,l>go de ,cames1 #f ,,mcmi ,typ4 a vapor da ,empreza ,litt]>ia e ,typographica #agh1 rua de ,d4 ,p$ro1 #ahd--,porto ,,adv]t5cia ,,adv]t5cia ,=mosos eram os tempos em que pelejavamos pela lib]dade d povo2 to =mosos1 quo negros e/es em que a plebe peleja pela lic5a4--,a4 ,h]culano--,voz d ,propheta--#ahcf4 ,os breves artigos com que abre o pres5te tomo sob z epigraphes--,da p5a de morte--e--,a ,impr5sa1--=am escolhidos entre v>ios outros de propag&a social publicados por ,a4 ,h]culano nos num]os de janeiro a maio d ,di>io d ,gov]no de #ahch4 ,ent5demos que deviamos recolh-los ne/a colleco por cont]em a op9io d ,auctor em assumptos de elevado alcance1 embora resumidam5te expo/a4 ,convem not> que o ,di>io d ,gov]no era ento propri$ade dos (ficiaes das secret>ias d e/ado3 dos (ficiaes maiores1 seus amigos e dirig5tes da empresa1 acceit>a o publici/a o enc>go de r$actor com o int5to que naquelles artigos evid5ci\ de encam9h> o espirito pblico1 to conturbado a esse tempo por paixes politicas1 p>a a boa prctica e compreh5so d regim5 repres5tativo e outros ideaes conduc5tes prosp]idade moral e mat]ial d pas4 ,dahi proveiu a desusada feio que a folha (ficial apres5t\ durante aquelles meses1 s5do p>a regi/>1 como nota c>act]i/ica daquella epo*a1 que os setembri/as exaltados1 a quem a cate*ese d escriptor era pr9cipalm5te de/9ada e no r>as vezes irritava1 por des=o o increpassem nas suas folhas de protector de malfeitores1 por elle s] contrrio p5a capital2 como se a exi/5cia d algoz fosse po/ulado d cr$o democratico que o/5tosam5te apregoavam4 ,ao acaso alguns publici/as teem propalado que fra em #ahcg e no em #ahch que ,a4 ,h]culano escrev]a no ,di>io d ,gov]no1 t5do ento de contradiz] z suas ant]iores cr5z politicas2 mas o que acabamos de diz] e os leitores podem v]ific> demon/ra a inexactido de taes ass]es4 ,seguem-se no tomo d\s escriptos c]ca de in/ruco pblica1 de in/ruco popul> pr9cipalm5te1 com os quaes se liga como complem5to de uma nota a um delles um artigo bibliographico que tr\xmos d vol4 ,,ii da #b4;a srie d ,panorama4 ,os d\s escriptos =am ambos publicados em #ahda1 s5do o ,auctor deputado s crtes pela cidade d ,porto1 e pelas ref]5cias que enc]ram a factos p>lam5t>es nos (f]ecem ensejo de expr alguns escl>ecim5tos que1 alm de facilit>em a sua melhor apreciao1 int]essam sob um ponto de vi/a g]al aos demais trabalhos contidos no tomo4 ,junctos aos acima esboados completam e/es escl>ecim5tos uma p>te p\co conhecida e que por isso tem sido em mais de um ponto adult]ada1 da biographia de ,a4 ,h]culano1 no p]odo a que respeitam4 ,a cam>a a que o publici/a p]t5ceu foi a que reuniu em maio de #ahdj em sub/ituio da que fra dissolvida em fev]eiro d mesmo anno4 ,repres5tava ella na sua gr&e maioria assignalado triumpho que ao cabo de ard5tes e prolongadas luctas o p>tido c>ti/a obt9ha na op9io pblica contra o setembri/a1 triumpho que muitos factos faziam prev] e que ap5as secund>iam5te1 porv5tura na escolha de alguns nomes1 dep5d]a da influ5cia d gov]no no acto eleitoral4 ,o m9i/]io exi/5te era pela conjunctura em que subira ao pod] e pelos hom5s que o con/ituiam um m9i/]io de transio1 no s5do todos os seus membros c>ti/as tradicionaes1 nem cont&o elle entre e/es num]o suffici5te dos mais notaveis4 ,era o falado gab9ete de #bf de novembro de #ahci4 ,mas como qu] que a maioria da cam>a compreh5desse a sua misso1 o c]to que ella se submetteu politica m9i/]ial1 mant5do-se o pacto sem quebra =mal1 e sem emb>go d que p>a alguns dos membros da maioria tiv]a de irritante uma p>cial recomposio d gab9ete occorrida em #ahda1 at que1 ao abrir-se em janeiro de #ahdb a ltima sesso da cam>a1 que acto contnuo foi adiada1 veiu a revoluo milit> iniciada na cidade d ,porto e consumada em ,lisboa nesse int]regno p>lam5t>1 d]rub> a con/ituio vig5te e proclam> a re/aurao da c>ta4 ,importa record> que s primeiras demon/raes d movim5to revolucion>io logo se organis\ em ,lisboa a famosa colligao lib]al em que z maiorias de ambas z cam>as notoriam5te se repres5t>am e que pblica e solemnem5te prote/\ contra elle4 ,a e/a colligao se associ>am por actos (ficiaes a cora1 o m9i/]io exceptu&o um dos seus membros que tom\ o p>tido dos revoltosos1 e outro gab9ete que a9da subiu ao pod] e *eg\ a plane> m$idas enrgicas p>a re/abelec] a ordem4 ,sem emb>go a revoluo conseguiu triumph> e no s ou no tanto pelo imprio da =a1 mas porque o e/ado de c\sas a que o proc$im5to dos pod]es con/ituidos at ento conduzira1 lhe abrira cam9ho e facilit>a o triumpho4 ,ao passo que decorridas duas sesses p>lam5t>es a9da e/ava por def9ir em pontos primordiaes o def9itivo plano politico que o p>tido c>ti/a h\vesse de adopt>1 qu] ao sabor de exaltados qu] ao de mod]ados1 vi/o que fabianam5te se fugira das que/es con/itucionaes que podiam acl>-lo1 como era a da reorganisao da segunda cam>a1 t9ham-se re/r+ido todas z lib]dades popul>es e nas mos d executivo se haviam conc5trado por esse e outros processos habituaes1 meios de aco politica e adm9i/rativa to pronunciados que1 por ap5as o acautel>em contra z turbul5cias d setembrismo1 deix&o-o todavia expo/o a surpresas da p>te dos seus correligion>ios1 tanto podiam demon/r> o s9c]o propsito de mant] a todo o transe a ordem pblica1 como o res]vado intuito de acab> radicalm5te com a politica transitoria1 recorr5do sem temor de resi/5cias a processos mais ou m5os summ>ios4 ,de modo que o proc$im5to d c>tismo milit> se r$uziu a empolg> por favoravel s suas conhecidas paixes uma situao que lhe t9ham creado e que de improviso no s]ia possivel mud>4 ,z memorias de que vamos extrah9do e/a p]functoria noticia nos do como pr9cipaes planeadores daquella politica como que prep>atoria1 alm d m9i/ro que ousadam5te des]t\ d gov]no p>a os revolucion>ios1 um outro bem notavel pela sagacidade que sempre lhe foi attribuida1 o que na imp]feita e t>dia recon/ituio m9i/]ial de #ahda1 pass>a da pa/a d re9o dos e/rangeiros e que1 ao v] que o primeiro lhe disputava a preem95cia politica nos acontecim5tos que am decorr5do1 e que o plano em que collabor>a se complicava gravem5te1 por ltimo resolveu acompanh> com os seus demais collegas a cora s5o encam9h-la p>a o lado da colligao4 ,assim e/a1 embora v5cida1 adquiriu propores de facto no m5os assignalado que a revoluo1 cobr9do at onde possivel responsabilidades contrahidas por muitos dos colligados e e/rem&o novos arraiaes p>a z campanhas politicas que depois agit>am o pas4 ,h\v]a1 porm1 alguns deputados c>ti/as que no t9ham acompanhado a maioria na sua submisso ao m9i/]io1 nem esp]ado pela revolta milit> p>a pugn> pelos bons dictames d c>tismo d\tr9>io4 ,a tempo haviam elles combatido os excessos de auctoridade e propo/as d gov]no absorv5tes das pr]ogativas p>lam5t>es ou contrrias s normas con/itucionaes1 e pela =mao de um m9i/]io g5u9am5te c>ti/a que em vez de sobrexcit> z paixes lhes impusesse respeito1 mant5do o seu p>tido d5tro daquellas normas e honr&o-o com uma politica leal e patriotica4 ,taes eram os deputados d grupo *amado da opposio c>ti/a1 que teve por orgos na impr5sa--,o ,director--em #ahdj e--,o ,con/itucional--em #ahda e foi da opposio p>lam5t> seguram5te o mais notavel e o mais temido pelo m9i/]io4 ,a e/e grupo1 como o leitor t] previ/o1 p]t5ceu ,a4 ,h]culano1 gu>dada a indep5d5cia das suas op9ies em assumptos especiaes1 result&o-lhe de tal filiao s] alvo de aggravos na cam>a e na impr5sa m9i/]ial1 onde elle e os seus amigos eram accusados de trnsfugas aos quaes cegava a cubia de asc5d] ao pod]4 ,alguns m9i/ros *eg>am ao excesso de t5t> compromett] ,a4 ,h]culano com el-rei ,d4 ,f]n&o cujo biblio!c>io era1 no v+&o a intriga1 graz g5tileza d prncipe e en]gia nunca desm5tida d escriptor2 e to vivas eram z animadv]ses contra a opposio c>ti/a1 que a9da depois da revoluo consumada1 e como se e/a tivesse triumphado com g]al acolhim5to1 cont9u>am os seus apologi/as a julg> segundo z proprias paixes os hom5s daquelle grupo1 especialm5te ,a4 ,h]culano1 qu] em publicaes qu] em conv]saes p>ticul>es4 ,emfim1 succ$e que a9da em rec5tes escriptos app>eam reflexos desses juizos que o facciosismo daquella po*a havia inspirado4 ,mas a noticia que deixamos expo/a ba/ante circum/anciada p>a que se possa concluir que elles so hoje e =am na sua origem to infundados quanto os que j rebatemos a respeito da r$aco d ,di>io d ,gov]no em #ahch4 ,a v]dade que ,a4 ,h]culano manteve na cam>a os mesmos pr9cipios em que toda a colligao lib]al e os pod]es con/ituidos e/rib>am depois os seus prote/os contra a nova soluo de cont9uidade d sy/ema repres5tativo4 ,a v]dade que1 sem quebra allegavel de rigor p>tid>io1 elle os havia in9t]ruptam5te su/5tado desde que vi]a a pblico com o seu ard5te opusculo ,a ,voz d ,propheta4 ,=am tambem esses pr9cipios que lhe s]viram de base no transumpto hi/orico que se l no tomo ,i de/a colleco1 c]ca dos nossos acontecim5tos politicos1 desde a revoluo de setembro at a de #ahdb4 ,assim z increpaes de incoh]5cia politica lanadas naquella po*a contra o nosso escriptor1 e mais t>de reproduzidas sem exame1 r$uzem-se a e/ranh> que elle no tivesse tido duas consci5cias1 uma p>a condemn> os actos desord5ados d setembrismo e outra p>a se con=m> com os analogos dos seus correligion>ios4 ,ass5te e/e ponto fundam5tal dos escl>ecim5tos em que vamos prosegu9do1 podemos agora c+ir-nos aos que mais de p]to se ligam ao conted d tomo4 ,como ao con/ituir-se aquella cam>a no e/ivesse pat5teada n5huma das divises possiveis d c>tismo p>lam5t>1 =am eleitos membros da commisso d'in/ruco pblica ,a4 ,h]culano e mais d\s deputados d seu grupo4 ,occorreu ento ao incansavel e patriotico publici/a o p5sam5to de e/ud> e r$igir com o auxilio de um de/es deputados1 o l5te da ,univ]sidade e seu p>ticul> amigo ,v4,f4 ,netto de ,paiva1 um projecto de organisao de in/ruco popul>4 ,no lhe vi]a de salto esse p5sam5to4 ,j na folha--,o ,repositorio ,litt]>io--publicada de #ahcd a #ahce na cidade d ,porto1 elle comeara a manife/> o seu int]esse pela in/ruco d povo1 descrev5do ahi z es*olas d'in/ruco elem5t> da ,prussia e enc>ec5do-z como modlos no g5]o4 ,evid5tem5te pret5d]a ento impression> o pblico pondo em confronto o e/ado intellectual de/e pas com o d nosso1 i/o 1 faz5do de/ac> os d\s extremos4 ,em #ahch voltava ao mom5toso assumpto1 por incid5te em lum9osa passagem d artigo sobre monum5tos patrios publicado no ,panorama1 e no ,di>io d ,gov]no em uma srie de artigos que no incluimos ne/e tomo por dispormos de mais completos trabalhos d ,auctor sobre a mat]ia4 ,aquelle projecto no s]ia1 pois1 mais que nova phase de uma propag&a que o ,auctor fra des9volv5do p> a p> com a relativa ao regim5 politico rec5tem5te implantado entre ns1 e que elle reputava to fundam5te correlacionada com e/a quanto pelas suas eloqu5tes palavras os leitores pod]o em breve apreci>4 ,fundada esp]ana de bom exito t9ha ,a4 ,h]culano ne/a t5tativa porque contava com a boa vontade de todos ou quasi todos os seus collegas da commisso e com a acquiesc5cia d m9i/ro d re9o1 a quem o pr5diam relaes de amizade4 ,foi de c]to a p>tir dessa po*a que essas relaes comearam a esfri>1 deg5]&o mais t>de em animosidades que concorr]am p>a p]turb> gravem5te a c>reira litt]>ia d escriptor2 mas at ahi e desde o crco d ,porto haviam sido cordealissirnas e firmadas em repetidas provas de mtua confiana4 ,de/a vez1 no tractava1 pois1 o insigne patriota ap5as de ajunct> mais um brado em prol da gr&e causa a que se d$icava1 mas de um acto decisivo e que1 por bem concebido e del9eado t]ia resultados seguros4 ,porm1 a p\cos passos z div]g5cias politicas que j descrevemos d]am por t]ra com e/as illuses4 ,mesmo no decorr] da sesso de #ahdj apres5tava o m9i/ro d re9o cam>a um projecto seu que no teve seguim5to mas que sem dvida imp$ia a prem$itada comb9ao2 e ab]ta a sesso de #ahda1 logo ,a4 ,h]culano e os seus amigos =am ac9tosam5te excluidos da commisso de in/ruco pblica1 sem que a maioria de/a se res5tisse d facto4 ,depois1 qu&o no progresso da sesso o m9i/ro mudava de pa/a e de/a mudana e d subsequ5te cam9h> dos negocios1 se podia d$uzir que o assumpto no viria a s] v5tilado na cam>a1 resolveu o escriptor lev-lo p>a a impr5sa1 expondo em successivos artigos publicados de setembro a novembro na folha--,o ,con/itucional1 z !ses que sobre elle havia apurado e exam9&o luz dellas o projecto m9i/]ial4 ,so esses artigos que con/ituem um dos e/udos sobre in/ruco ins]tos ne/e tomo e no qual1 por em5da deixada pelo ,auctor1 sub/ituimos a epigraphe primitiva de--,in/ruco ,nacional pela de--,in/ruco ,pblica4 ,a9da na sesso de #ahdj um deputado da maioria apres5t>a cam>a um projecto de re/abelecim5to de ana*ronicos in/itutos de ens9o pblico mortos pela ditadura setembri/a e de ext9co de outros que ella cre>a p>a os sub/ituir4 ,o pr9cipal objectivo d propon5te era a quda da es*ola polyte*nica e a re/aurao d collegio dos nobres1 e contra essa ida to retrgrada deu p>ec] a commisso de in/ruco pblica1 s5do relator ,a4 ,h]culano2 mas como a que/o ficasse res]vada1 succ$eu que alguem int]essado nella m&\ di/ribuir aos deputados na sesso de #ahda1 antes d adiam5to da cam>a decretado em m>o1 uma analyse impressa refut&o aquelle p>ec]4 ,reab]ta a cam>a respondeu ,a4 ,h]culano com o seu opusculo--,da ,es*ola ,polyte*nica e d ,collegio dos ,nobres1--que o outro dos d\s ref]idos e/udos1 o que contm mais vivas alluses s occorr5cias p>lam5t>es e o primeiro na ins]o em ob$i5cia ordem *ronologica4 ,po/o que ne/a noticia deixemos p>a o leitor a detida apreciao dos trabalhos que vamos apont&o e dos pr(undos p5sam5tos philosophicos que os abrilhantam e ligam como los da mesma cadeia1 convem not> que ,a4 ,h]culano def5dia ne/e opusculo a ameaada es*ola pelo que ella podia concorr]1 indep5d5tem5te de outras funces1 p>a a in/ituio das es*olas de/9adas a d]ram> o ens9o g]al sup]ior1 def9ido nos artigos d ,con/itucional1 e por isso mesmo dissmos a pr9cpio que o assumpto dom9ante de/es e/udos era a in/ruco popul>1 admittida a amplitude que o escriptor lhe attribuia4 ,a escola polyte*nica a9da foi objecto de novas solicitudes de ,a4 ,h]culano d\s annos depois delle a def5d] na cam>a4 ,p>ec5do que tambem z c\sas alm das pessoas se conspiravam contra ella1 um inc5dio vi]a de/ruir-lhe o edificio e o mat]ial de ens9o1 contr>i$ade sobre modo grave1 att5ta a mngua dos recursos pecuni>ios d e/ado4 ,succ$ia1 porm1 &> a esse tempo em projecto erigir-se por meio de subscripo pblica uma e/tua a ,d4 ,p$ro ,,iv1 circum/ancia que o nosso escriptor aproveit\ p>a advog> calorosam5te em uma srie de notaveis artigos publicados na ,revi/a ,univ]sal ,lisbon5se1 a ida de que1 emvez de e/tua1 frma monum5tal h]dada de eras pagans1 o monum5to ao glorioso caudilho das nossas lb]dades fosse aquella es*ola re/aurada4 ,v]dadeiros modlos de erudio e dialectica s]vem e/es artigos de fe*o ao pres5te tomo1 onde pelo assumpto de que tractam t9ham o seu log> m>cado4 ,o monum5to-e/tua triumph\1 mas ,a4 ,h]culano torn>a moralm5te impossivel que a es*ola fosse lanada ao olvido1 a tal ponto que ella foi re/aurada antes daquelle s] erguido1 v9do a ju/ific> pela brilhante situao que depois conqui/\1 z campanhas era que o em95te publici/a tanto se emp5h>a p>a enc>ec-la no espirito pblico4 ,o exame das sesses p>lam5t>es de #ahdj a #ahda1 a9da ab/rah9do das re/rices de lib]dade que limit>am a vida con/itucional d pas1 acub]t&o-se com aspiraes ordeiras1 e das inve/idas contra o progresso de in/ituies de ens9o1 (f]ece-nos seguras provas de que no gov]no e na maioria da cam>a havia no p\cos espiritos mais ho/is que favoraveis s melhores conqui/as da revoluo lib]al1 affront&o at o cr$o politico de que ambas z entidades se apregoavam su/5tculos1 como se pat5teia nas t5tativas a que nos vamos ref]ir1 embora e/as no alcanassem imm$iato triumpho4 ,com effeito1 alguns deputados da maioria firmavam com os seus nomes uma propo/a tributria em cujo preambulo se dizia que um dos gr&es erros da primeira dictadura fra acab> com os tributos que os povos desde sculos pagavam sem reluctancia4 ,os propon5tes reputavam1 pois1 ac]vo de gr&es erros z leis daquella dictadura1 e pr(]iam e/a s5t5a condemnatoria como se ella h\vesse passado em julgado1 como se exprimisse uma v]dade que j n+uem ousasse conte/>4 ,por sua p>te o m9i/]io p>ecia abund> nas mesmas idz1 porquanto apres5t>a cam>a um projecto nada m5os que t5d5te a annull> o memoravel decreto de #ac d'ago/o de #ahcb sobre =aes4 ,e assim se ameaavam em pl5o p>lam5to e sombra da b&eira c>ti/a z tradies com que mais deviam glori>-se os que o/5tavam de leaes s]vidores dessa b&eira4 ,contra taes t5d5cias que p>eciam inspiradas pelo absolutismo1 se l no opusculo c]ca da es*ola polyte*nica uma vehem5te ap/rophe de ,a4 ,h]culano1 hav5do e/e j exaltado ant]iorm5te a excell5cia das leis de ,d4 ,p$ro em artigos publicados na primeira folha da opposio c>ti/a4 ,mas o leitor tem no pres5te tomo um trabalho especial que lana gr&e luz sobre o assumpto e cujo manuscripto a*mos nos papeis d ,auctor com a data de #ahdb4 a analyse de um acrdo da ,relao de ,lisboa em litgio sujeito ao decreto que acabamos de cit>1 na qual o ,auctor demon/ra a iniquidade d acrdo e exproba ao pod] judicial o propsito de associ>-se quelle p]igoso movim5to reaccion>io4 ,o manuscripto tem a designao de--communicado--1 mas ignoramos se elle viu ou no a luz pblica4 ,sabemos1 porm1 que pelo m5os uma cpia delle s5o a impresso t]ia sido (f]ecida ao jurisconsulto ,a4,c4,c4 de ,f>ia1 o qual em c>ta que temos vi/a agradece ou uma ou outra c\sa1 *am&o-lhe artigo talvez por cont] aquella designao4 defesa e apo!ose assim iniciadas das gr&es concepes legislativas de ,m\s9ho da ,silveira1 deu ,a4 ,h]culano mais t>de l>gas propores como con/a dos tomos ,,ii1 ,,iv e ,,vii de/a collecco4 que no convulsionado p]odo que se seguiu revoluo milit> de #ahdb1 havia o c>tismo espurio que o calumni>a de transfuga1 conseguido realis> em p>te z aspiraes que manife/>a na cam>a contra z leis de ,d4 ,p$ro1 no s5do p>a e/ranh> que t5tasse proseguir nesse cam9ho4 ,mas z p>ticul>idades1 que no viriam aqui a ponto1 da segunda phase de/a importante propag&a de ,a4 ,h]culano1 tem-nas o leitor naquelles tomos1 no esquec5do z que apontmos na ,adv]t5cia d ltimo4 ,quis]amos incluir ne/e livro alguns dos discursos p>lam5t>es d nosso escriptor1 e o pequ5o opusculo--,o ,cl]o portugus--publicado em #ahda sobre um assumpto ento submettido cam>a dos deputados4 ,de/e modo e cont&o com outros artigos avulsos j ins]tos em tomos ant]iores1 bem p\co falt>ia p>a que ficasse con/&o da colleco toda a obra de ,a4 ,h]culano relativa a que/es pblicas1 no p]odo de que nos ocupamos4 ,mas aquelles discursos1 de breve ext5so em sua maioria1 s em memoria especial t]iam cabim5to1 acompanhados de um summ>io das controv]sias a que se lig>am1 similhana d que fizmos em anotaes a e/e tomo1 nas quaes apres5tamos os transumptos de d\s delles4 ,quanto ao opusculo o facto de t] sido pelo ,auctor retirado da publicidade p\co depois de vir a lume torn>ia inadmissivel a sua incluso1 mas e/ d5tro dos limites de/a noticia d>mos ida da sub/ancia delle e conjectur> sobre os motivos que lev>am o ,auctor a supprimi-lo4 ,inspir&o-se nos mesmos s5tim5tos que no anno segu9te1 como se l no tomo ,i1 o mov]am a expor condol5cia pblica a mis]ia a que e/avam r$uzidos os velhos egressos1 vctimas de excessos revolucion>ios a9da no rem$iados1 e mais t>de a proc$] d mesmo modo em favor das freiras de ,lorvo1 naquelle seu opusculo comeara ,a4 ,h]culano por condo]-se da sorte d cl]o p>o*ial1 a quem a revoluo em seu diz] tambem deix>a a viv] de esmolas4 ,em commov5te quadro ahi descrevia elle os longos s]vios sociaes da democracia d cl]o1 e recorr5do a consid]aes hi/oricas que os leitores pod]o v] muito ampliadas nos notaveis artigos--,o ,pas e ,a ,nao1 tomo ,,vii1 argum5tava que ella no dev]a s] att+ida pela onda revolucionria1 porque no t9ha a responsabilidade dos abusos e extorses de que haviam desfructado durante sculos z altas classes ecclesia/icas4 ,mas se ne/a p>te o opusculo no era mais que o inicio de uma propag&a de pi$ade de/9ada a mod]> dios a9da subsi/5tes entre v5cidos e v5c$ores1 nelle aproveitava o ,autor o ensejo p>a de c]to modo deprimir em transp>5te alluso1 o m9i/ro que ref]5d>a o decreto de #ahcd sobre corporaes religiosas1 not&o que o p5sam5to de/e decreto1 no que tiv]a de alcance na op]ada trans=mao social1 no era inv5to de alguem que isoladam5te pret5desse jact>-se da sua concepo1 mas subord9ado aos ant]iores decretos da dictadura e desde muito tempo def9ido e amadurecido em todos os espiritos lib]aes4 ,sobrec>reg&o o m9i/ro com a responsabilidade das imp]feies sem todavia lhe conc$] qualqu] p>tilha de gloria na promulgao d famoso diploma1 dir-se-hia que o escriptor se deix>a mom5taneam5te v5c] por algum s5tim5to de represalia contra elle2 e assim provavel que fosse1 porque o homem pblico cuja conhecida altivez acaso pret5dia abat] com z suas palavras1 o mesmo que na recomposio m9i/]ial de #ahda assumiu a presid5cia d gab9ete recon/ituido1 pelo seu c>act] aggressivo m5os dignam5te o provoc>a a um jogo de increpaces irritantes na sesso p>lam5t> d anno ant]ior4 ,de n5hum outro assumpto tractava o opusculo e no difficil presumirmos quaes fossem z causas da sua suppresso4 ,p>a e/a pod]iam t] concorrido algumas discordancias entre z g5]alidades nelle resumidas e c]tas d\tr9as de hi/oria patria que o ,auctor a esse tempo &ava apur&o e no t>d\ a traz] luz pblica em c>tas que public\ logo em comeo de #ahdb4 ,mas em relao mat]ia d opusculo essas discordancias eram ap5as como que de l+uagem1 no affect&o z concluses tiradas e pod5do at s] attribuidas necessidade de evit> explanaes4 ,por isso nos p>ece que p>a o facto tambem concorresse o t] pesado na au/]a consci5cia d escriptor a animosidade que revel>a na alluso que acabamos de apont>4 ,s5do ,a4 ,h]culano como era o mais en?usia/a e o mais sci5te def5sor dos gr&es decretos de ,d4 ,p$ro1 gu>dava sempre p>a segundo exame os pontos em que cumpria corrigi-los e des5volv-los1 segu9do z mesmas normas no julgam5to dos m9i/ros que os t9ham ref]5dado4 ,no admir>ia1 pois1 que elle tivesse retirado o opusculo da publicidade pr9cipalm5te como nota de/oante de/as normas1 quanto ao valor de um desses m9i/ros4 ,taes so os escl>ecim5tos biographicos que nos propusemos expor4 ,de outros necessitamos agora tract>4 ,havia ,a4 ,h]culano comeado a rev] os seus d\s e/udos sobre in/ruco pblica1 faz5do leves correces em toda a ext5so de ambos e a reviso def9itiva de algumas pg9as d publicado em artigos4 ,tal como o apres5tamos fic>a e/e ltimo por concluir e fra de/9ado a um opusculo1 como no-lo indicam antigas provas pag9adas que ao auctor s]viram p>a a reviso4 ,notemos1 porm1 que o no prejudica em pontos ess5ciaes a falta de remate1 e se acaso elle tivesse v9do completo lus pblica1 c\sa de que at hoje no tivemos noticia nem esp]amos tr1 fcil s]ia de futuro rem$i> o erro4 ,o que provavelm5te succ$eu foi ir-se pag9&o em sep>ado ao passo que a publicao seguia no jornal1 susp5d5do-se uma e outra c\sa por t] cessado a remessa d manuscripto4 ,quanto ao outro trabalho1 j depois de o p]corr] e corrigir quasi todo retroc$eu o ,auctor com o provavel intuito de o limit> em c]tas explanaes e vehem5cias de l+uagem onde a mat]ia controv]tida no s(fresse com isso4 ,assim o fazem crr traos em *eio passados sobre log>es seguidos que rematam o capitulo ,i1 indic&o que esses log>es s]iam supprimidos ou modificados e o capitulo arr$ondado por outra frma4 ,mas e/es novos prep>ativos no tiv]am seguim5to1 e por isso nos limitmos a introduzir em ambos os e/udos z em5das explicitam5te m>cadas pelo ,auctor1 apont&o em notas pag9aes at onde *eg\ a reviso completa de um delles e d outro os log>es m>cados p>a crte ou remodelao4 ,razes plausiveis nos lev>am1 porm1 a resumir em nota1 que opportunam5te s] indicada1 d\s docum5tos--o projecto de re/aurao d collegio dos nobres e o respectivo p>ec] da commisso de in/ruco pblica1 que o ,auctor ajunct>a ao seu opusculo como provas4 ,por meio della se f> cl>a ida d !or e argum5tos de taes provas em tudo que possam aproveit> ao assumpto de que tractam1 ao passo que evitamos que1 num livro de/9ado como todos os d ,auctor1 a p]duravel exi/5cia1 se notem repeties a que a reproduco completa dos d\s docum5tos t]ia de conduzir4 ,a consci5cia nos diz que o ,auctor proc$]ia de modo anlogo1 salva a p]feio com que o fizesse4 ,se o desejo de record> um p]odo m5os conhecido da vida de ,a4 ,h5ulano nos lev\ a along> e/a adv]t5cia1 um dev] imp]ioso que no pudmos cumprir no tomo ant]ior1 nos obriga a annex>-lhe mais algumas pg9as4 ,e/avam j impressas z primeiras folhas desse tomo qu&o em #ca de janeiro de #ahih1 falleceu o illu/re academico e antigo (ficial maior d ar*ivo da ,torre d ,tombo ,joo ,p$ro da ,co/a ,ba/o1 dirig5te de/a publicao por morte d ,auctor4 ,int]pret&o disposies de ltima vontade de ,a4 ,h]culano1 haviam tractado os seus d\s te/am5teiros1 legat>ios de seus manuscriptos e artigos avulsos1 de colligir uns e outros de/es elem5tos p>a s]em incorporados em livros1 como se adv]tiu no tomo ,,iv e o te/am5to auctorisava4 ,entre ambos se dividiram os div]sos trabalhos a empreh5d]1 cab5do ao fallecido1 como era proprio das suas luzes1 alm dos rep>tidos em commum1 os de maior pond]ao1 inclu9do a sup]9t5d5cia na organisao de novos livros1 tomos de opusculos na sua maioria e a reviso de provas4 ,igualm5te tom\ elle sobre si rev] z reimpresses de todas z demais obras de ,a4 ,h]culano1 reimpresses que de anno p>a anno =am progressivam5te augm5t&o como at agora tem succ$ido1 e lhe absorviam l>gas horas de escrupulosa att5o4 ,e to s+ul> desvelo punha ne/es trabalhos que1 no r>o1 folheava importantes obras ou recorria aos p]gam9hos p>a v]ific> nos livros de hi/oria citaes e datas que acaso pudessem t] sido alt]adas em ant]iores edies4 ,com gr&e mgua sua deix\ ap5as de rev] a #e4;a edio1 impressa em #ahhh1 d tomo ,,ii da ,hi/oria de ,portugal1 cujas provas no lhe =am enviadas e o typo foi alt]ado1 porque o ento propriet>io da primitiva casa editora1 ignorava os compromissos que a tal respeito exi/iam4 ,cumpria-nos1 pois1 regi/> ne/as pg9as a data em que cess>am p>a a memoria d illu/re academico z responsabilidades inh]5tes a e/es enc>gos1 e desde a qual toda a b5evol5cia pblica se torn\ impresc9divel em favor de quem1 por dev]1 tem de proseguir nelles como qu] que lhe seja possivel4 ,cumpria-nos tambem d> aqui te/emunho como s+elam5te damos1 da devoo1 e da compet5cia at onde por intuio natural pudmos apreci-la1 com que o fallecido zelava z glorias d que fra seu gr&e me/re e amigo4 ,e ne/e ponto ajunct>emos mais um facto que h>monisa com os expo/os real&o-lhes o valor4 ,por motivos de dignidade pessoal se desp$ira ,a4 ,h]culano em #ahgc de director da importante publicao academica--,portugaliae ,monum5ta ,hi/orica4 ,conv]s&o ento p>ticul>m5te c]ca d futuro de/a publicao dizia elle que ,joo ,p$ro da ,co/a ,ba/o pod]ia cont9u-la ao m5os at det]m9ado fascculo4 ,alguns annos depois da morte de ,a4 ,h]culano tambem a ,academia ,real das ,sci5cias ajuizava d mesmo modo1 convid&o o illu/re discpulo d hi/oriador p>a aquella esp9hosa empresa e no t>d&o a elev-lo de socio correspond5te que era a socio effectivo4 ,a idade j avanada e sobretudo o mel9droso e/ado de sade d (ficial-maior da ,torre d ,tombo1 difficultavam-lhe sobraar enc>go de tamanha responsabilidade4 ,po/o no hav] que m$it> sobre o j def9ido plano da publicao e em gr&e p>te executado1 a escolha1 int]pretao e cpia dos diplomas que t9ham de s] agrupados1 exigiam alm de consumada compet5cia na mat]ia1 aturado labor pbysico e m5tal4 ,mas ,joo ,ba/o no ignorava z expressivas palavras de ,a4 ,h]culano a seu respeito1 bem que z recatasse na consci5cia1 e fra uma das te/emunhas d entranhado affecto com que elle se entreg>a durante annos a trabalhosas inve/igaes1 p>a colligir e apur> os preciosos monum5tos da hi/oria patria e traz-los luz pblica4 ,por v5tura aquellas palavras exprimiam um desejo de ,a4 ,h]culano1 uma esp]ana de que a publicao a9da h\vesse de proseguir4 ,por isso o honroso convite que em melhores dias e em vida d hi/oriador t]ia decl9ado sem hesitao1 agora lhe p>ecia moralm5te irrecusavel4 ,acceit\-o1 pois1 esquec5do-se d seu e/ado valetud9>io2 acceit\-o m5os p>a ampli> os seus =os de erudito pr(essor de diplomatica1 que p>a honr> a palavra d me/re e faz] resurgir d e/acionam5to em que jazia a obra patriotica em que elle tanto se emp5h>a4 ,na coord5ao de volumosos fasciculos que pr(ici5tem5te *eg\ a concluir dessa obra e ajunct\ aos ant]iorm5te publicados1 e nas outras devoes j descriptas1 consumiu1 emfim1 o fallecido academico os d]radeiros dias da sua oppressa exi/5cia1 e s ab&on\ a cella da ,torre d ,tombo onde esses labores o attrahiam1 qu&o uma completa ext9co de =z d'alli o afa/\ p>a sempre4 ,no cab]ia ne/e log> o elogio em que h\vessem de s] commemorados todos os relevantes s]vios e acc5tuadas virtudes de ,joo ,p$ro da ,co/a ,ba/o1 nem sob ponto de vi/a algum s]iamos compet5tes p>a o tec]4 ,por ambas z razes o intuito que nos gui\ nas palavras que ficam expo/as1 foi ap5as como que o de lavr> uma inscripo que recordasse a memoria d devotado amigo de ,a4 ,h]culano1 e a9da i/o em desemp5ho de um dev] porque de um dev] se tractava1 embora gratissimo4 ,todavia1 por mais s+ela que seja e/a inscripo1 o livro a que vai juncta no a deix> cair no esquecim5to4 ,o segundo legat>io4 ,,da ,,p5a ,,de ,,morte #ahch ,,da ,,p5a ,,de ,,morte ,i ,ba/>ia att5d] aos v]dadeiros pr9cipios em que ass5ta a ordem social1 p>a conhec] que a p5a de morte um absurdo4 ,tudo aquillo em que a soci$ade limita a nossa lib]dade1 (f5de os nossos int]esses p>ticul>es1 nos causa p5a ou dr1 so direitos c$idos pelo indivduo que se resolve a d-los em troca de outros b5s que a soci$ade lhe (f]ece4 ,ne/a cesso nunca pod] entr> o direito sobre a prpria vida1 porque n+uem o tem p>a lhe pr t]mo2 portanto no pacto tcito d indivduo com a totalidade nunca pod] entr> a transmisso de um direito que no exi/e4 ,se qu]eis legitim> a p5a de morte1 legitimai primeiro o suicidio4 ,supponhamos os crimes mais horrorosos commettidos por qualqu]3 v5ha entre ns o p>ricida1 o sacrlego1 o assass9o culpado de muitas mortes3 ponhamos diante delles o cadv] pat]no e a hi/oria d cordeiro pisado aos ps1 e os infelizes salteados na via pblica e cosidos de punhaladas3 s5temo-nos como juizes1 e int]roguemos a voz s9c]a da nossa consci5cia4 ,alli e/o os crim9osos maniatados1 cub]tos das maldies e affrontas das turbas que os rodeiam3 alli e/o z victimas transmudadas1 envoltas em sangue2 alli o monum5to d insulto commettido contra ,deus4 ,o livro da lei e/ ab]to1 e nelle a condemnao escripta2 ao longe ergue-se o patibulo1 e atrs delle se e/5dem z trvas da et]nidade1 prec$idas pelo espectro da p]ptua ignom9ia4 ,e os remordim5tos e/ampados nas faces dos culpados1 e o clamor que se alevanta d sangue ou d fundo d sanctu>io1 e a letra da lei1 os gritos d povo1 tudo nos incita a pronunci> o voto fatal2 o corao deve e/> seguro1 a mo firme1 os olhos enxutos4 ,porm no6 ,embora tudo ao r$or de ns vozeie morte6 ,embora a indignao1 a lei1 a v+ana a aconselhe2 a confisso d crim9oso a admitta2 a alma recua espavorida1 e a consci5cia nos grita mais alto e nos diz3 olha que vais s] um assass9o4 ,o juiz1 habituado a subjug> a voz da consci5cia1 a vr na lei a razo suprema1 usado ao tracto e aspecto h$iondo da culpa1 famili>isado com a imagem d patbulo escrev]1 sem trem]1 a s5t5a da condemnao4 ,mas1 ao d-la1 a p5na cair das mos daquelle que pela primeira vez se ass5t> na cadeira d magi/rado1 p>a ex]c] o mais t]rivel dos seus dev]es1 o assign> uma s5t5a de morte4 ,no campo de batalha t]m9am-se muitas vezes mais exi/5cias em um s dia1 d que nos cadafalsos em um sculo4 ,o soldado cub]to de sangue dos inimigos1 dorme tranquillo juncto dos seus cadv]es1 seja vet]ano ou bisonho3 porque no s]iam1 pois1 tranquillas z nossas noites depois de condemn> um crim9oso ao ltimo supplcio1 embora fosse pela primeira vez da nossa vida1 que dssemos trabalho de sangue s mos maldictas d algoz8 ,aproveitai todas z subtilezas da ideologia p>a d> a razo de/as diff]5z4 ,debalde z aproveit>eis1 se no quis]des confess> que ao juiz clama a consci5cia que o acto por elle praticado foi um absurdo cruel1 em quanto diz ao soldado1 que1 levado ao combate ou pela salvao da patria ou por =a irresi/ivel de tyrannos1 a defesa da propria vida lhe deu o direito de pr t]mo d contrrio4 ,os def5sores da p5a de morte a9da teem uma ltima crca donde procuram repellir os tiros dos que os accomettem4 ,l os iremos busc>4 ,dizem que a faculdade que tem a soci$ade de impor a p5a ltima o direito da defesa natural transmittida pelo indivduo repblica4 ,p>ece-nos i/o fugir de um absurdo p>a outro4 ,essa transmisso acaba1 esse direito cessa1 logo que o indivduo cessa de exi/ir3 o morto precisa acaso de defesa natural8 ,por outra3 o indivduo assass9ado1 ent]rado e talvez j corrupto1 qu&o o seu matador condemnado1 a9da salvo da morte com a condemnao de/e8--,onde e/1 pois1 o direito da propria defesa2 onde e/ a legitimao d supplcio8 ,se z consid]aes ab/ractas e/o contra a p5a de morte1 vejamos se a necessidade1 a inexoravel necessidade1 que a suprema lei das naes1 bem como dos individuos1 nos obriga a cons]v> nos cdigos e/a punio atroz4 ,p>a outro artigo gu>damos a inve/igao de/e ponto importantissimo4 ,,ii ,consid]mos j em si a p5a de morte3 vimos que n5huma sanco t9ha nos pr9cipios con/itutivos da soci$ade2 antes era1 em respeito a elles1 um absurdo contradictorio4 ,falta exam9> a que/o pelo lado da necessidade3 vr1 se como qu] ,de ,mai/re1 todo o pod]1 gr&eza e subord9ao rep\sam no algoz2 e se a espada da ju/ia deve e/> sempre desembanhada p>a ameaar e f]ir de morte4 ,tirai1 diz aquelle fautor e apologi/a d despotismo1 tirai d mundo o c>rasco1 esse ag5te incompreh5sivel1 e no mesmo in/ante a ordem se troc> em *os1 os ermos sov]t]-se-ho1 a soci$ade desapp>ec]4 e/a a l+uagem de um dos mais habeis propugnadores d absolutismo na ,europa4 ,foi e/e o resultado rigorosam5te logico que elle d$uziu dos seus pr9cipios politicos4 ,qual s] a d$uco de pr9cipios contr>ios1 de pr9cipios lib]aes8 ,p>ece que a oppo/a4 ,e com effeito foi a que delles d$uzimos no antec$5te artigo3 vejamos agora qual a necessidade e a utilidade social da p5a de morte4 ,e um facto ahi e/--um facto p]5ne e innegavel--a hi/oria crim9al dos povos mod]nos1 comp>ada com a frequ5cia dos supplicios4 ,no fal>emos de po*as de convulses politicas2 porque a exaltao das paixes conv]te ento o homem em anjo de h]oismo e resignao1 ou em demonio de b>b>ia e vileza3 mas consid]emos os tempos ord9>ios de cada soci$ade1 seja qual fr a sua frma politica de exi/ir2 vejamos se o cadafalso s]ve1 em v]dade1 p>a reprimir crimes1 porque1 na falta de outros meios p>a alcanar aquelle fim1 elle s]ia uma necessidade pblica4 ,como no possvel *am> a juizo a hi/oria de todas z naes da ,europa1 at porque escaceiam os apontam5tos e/ati/icos de/a especie na maior p>te dellas1 olhemos s p>a a ,frana e ,+lat]ra4 ,na ,frana indubitavel que ha uma repugnancia visivel comm9ao da p5a de morte3 a guilhot9a1 to rica de victimas durante a revoluo1 quasi que se v hoje ab&onada2 e se muitas vezes a br&ura e a philosophia faltam nas leis1 e/o no c>ct] d povo1 e na consci5cia dos juizes4 ,a ,+lat]ra foi no sculo ,,xviii1 e a9da nos segundos dez annos d re9ado de ,jorge ,,iii1 o pas classico da frca1 e a p5a capital1 segundo ,mr4 ,phillips1 dava a ,londres umas p>ec5z de aougue2 hoje a ,+lat]ra e/ longe de/a crueldade1 mas a9da exc$e muito a ,frana no num]o das execues annuaes4 ,em ,frana1 segundo um relatorio d m9i/ro da ju/ia1 de #ahbi1 v-se que num anno1 de #ddge crim9osos julgados1 t9ham sido condemnados morte s #hi4 ,no anno de #ahcc aquelle pas1 t5do crescido em populao t9ha dim9uido em crim9osos1 pois s h\ve #ddah1 dos quaes ap5as #gd =am condemnados p5a ltima4 ,todos sabem que a populao da ,+lat]ra ba/ante inf]ior da ,frana4 ,a somma dos crim9osos conv5cidos na ,gr-,bretanha era de p\co mais de #aj3jjj em #ahbi1 s5do de/es condemnados p5a ltima #a3caa4 ,em #ahcb h\ve #ad3idg s5t5z2 no sabemos quantas de morte3 mas ba/a-nos sab] que a p5a ltima impo/a nona p>te dos crim9osos em ,+lat]ra1 em #ahbi1 s5do em ,frana1 no mesmo anno1 impo/a qu9quagesima p>te delles1 no emb>aou que naquelle pas a crim9alidade fosse em progresso1 emquanto ne/e foi em dim9uio4 ,que prova i/o8 ,que o supplcio nada influe nas aces dos hom5s3 que se devem busc> z causas que os levam a p]petr> delictos1 p>a z remov]1 emvez de ergu] cadafalsos1 que de/roem o crim9oso1 mas no imp$iram que elle o fosse4 ,um homem honrado ultrajado1 no di/a um passo de s] um assass9o3 no esp]eis que elle o seja1 p>a depois o en=c>des3 dai-lhe leis que tomem a seu c>go desaffront-lo4 ,um desgraado1 rodeado de filhos1 sem t] um bocado de po que lhes d1 vai conv]t]-se num salteador da via pblica2 no esp]eis que elle o seja p>a depois o en=c>des3 abri ao povo o cam9ho de ganh> a vida na lav\ra1 no comm]cio ou na indu/ria1 e os salteadores desapp>ec]o4 ,uma creana de t5ra idade mo/ra ndole p]v]sa1 annuncia p>a a idade viril um malvado3 mod]ai-lhe e torcei-lhe essa ndole na infancia1 cre&o uma educao pblica1 que no exi/e2 no esp]eis que ella seja homem e crim9oso1 p>a depois a en=cades3 guiai bem a mocidade e os crimes r>e>o4 ,vir alguem com diz] que no e/ado actual da soci$ade1 exi/9do essas causas de crimes que apontmos1 no possivel apag> dos cdigos crim9aes z leis escriptas com sangue8 ,pr e/a objeco s] daqui a c9co5ta annos uma v]gonha3 ha tambem c9co5ta annos que se julgava impossivel su/5t> colonias sem o trfico dos negros3 quem1 sem cr>1 se atrev] a diz-lo hoje8 ,a9da ha p\quissimos sculos1 os tractos e z fogueiras eram no ent5d] de muitos politicos in/rum5tos necess>ios da exi/5cia social4 ,no tempo dos hebreus era consid]ado o ext]m9io de raz inteiras como outro elem5to da soci$ade4 ,se conhecessemos a hi/oria primitiva d gn]o-humano1 talvez l a*ssemos a9da mais horriveis necessidades sociaes4 ,felizm5te o progresso intellectual e moral no pra3 a ltima preocupao das po*as de b>b>idade pass>3 a palavra algoz *eg> a s] um ar*aismo3 e os cadafalsos apodrecidos e rodos dos v]mes s]o algum dia1 um monum5to dos delirios e erros d passado4 ,a ,,impr5sa #ahch ,a ,,impr5sa ,se a arte d escrev] foi o mais admiravel inv5to d homem1 o mais pod]oso e fecundo foi c]tam5te a impr5sa4 ,no ella mesma uma =a1 mas uma ins5sivel mola d mundo moral1 inlellectual e physico1 cujos regi/os motores e/o em toda a p>te e ao alcance de todas z mos1 a9da que mo n5huma1 embora o presuma1 ba/e s por si p>a a faz] jog>4 ,imag9avam os antigos uma urna de de/9os1 a que os tempos e os hom5s corriam sujeitos3 a impr5sa a urna dos de/9os trasladada p>a a t]ra2 pot5cia m>avilhosa1 =m&o z op9ies sem t] uma op9io1 cre&o z vontades sem t] uma vontade1 cond5s&o ou dissip&o =z sem t] =a1 arra/&o aquelles mesmos que julgam dirigi-la1 p>alis&o e quebr&o o brao sacrlego que se lhe atreve1 m$r&o com a prosp]idade1 m$r&o a9da mais com a p]seguio2 sol novo que o homem acc5deu e no pod]ia apag>1 sol que alumia ou aquece1 deslumbra ou abrasa1 des9volve flores e fructos1 v55os e s]p5tes6 a impr5sa o maior facto da soci$ade mod]na1 o que m>c\ a maior po*a da hi/oria univ]sal1 faz5do surgir a revoluo me1 a revoluo das revolues1 a revoluo por excell5cia4 ,se a civilisao progride com tanta rapidez1 a e/e seu inv5to o deve1 que se torn\ o seu c>ro triumphal1 que movido por vapor ou por electricidade1 arremette com todos os cam9hos f]rados ou p$regosos1 devora com igual facilidade os pla9os e os alcantis1 passa por cima de todos os ob/aculos e inimigos1 e l vai p>a o horizonte incgnito que ,deus lhe tem apontado4 ,quantos milh>es de cabez na hora em que i/o escrevemos se e/o em toda a sup]ficie d globo repass&o da palavra impr5sa6 ,em quantos infantes ou adolesc5tes se e/ =m&o o homem futuro1 e quanta virilidade app>elh&o p>a gr&es c\sas6 ,quantos c5t5>es e milh>es de p5nas e/o ne/e mom5to lan&o p>a d5tro de/e vaso1 sempre em f]vura1 os mi/os mais e/ranhos2 a v]dade1 o sophisma1 a m5tira2 a impi$ade ou a f1 o fel da calumnia ou o inc5so da lisonja1 a c>idade ou o dio1 a innoc5cia ou a corrupo1 a honra ou o desafro1 a animao ou o desal5to1 z sem5tes da paz ou z da gu]ra6 ,qu&o se imag9a e/a imm5sa e afogueada lida d incansavel e contradictorio espirito humano1 cuida-se e/> v5do aquella tem]osa magica ,m$a1 como no-la p9ta ,ovidio1 coz9h&o todo o g5]o de drogas1 p>a apur> o lquido milagroso que havia de re/ituir a mocidade a um velho decrpito4 ,o pau secco de oliveira com que ella mexia o mi/o em ca*o1 rev]deceu1 brot\ folhas e azeitonas1 nos diz o poeta2 a t]ra1 embeb5do z espumas que d vaso transbordavam1 relv\ e floriu1 e o caduco ,eson1 injectado que lhe foi o remdio1 reapp>eceu m59o1 fresco e vioso4 ,sim1 por arte tal conc]t\ ,deus o mundo1 que h\vessem os b5s de nasc] da mi/ura de b5s e males1 p>a que nada h\vesse que fosse e/reme e absoluto mal1 e nada tambem que fosse o bem p]feito antes da outra vida4 ,ao som de b5os e maldices vai portanto a impr5sa prep>&o e op]&o a metamorphose e r5ovao d orbe4 ,a bons f9s a guie ,deus1 que s ,deus j agora lhe sup]ior4 ,a lib]dade de impr5sa um dogma1 o primeiro da religio politica mod]na1 e p>a muitos at um axioma de philosophia3 uma pot5cia ess5cialm5te sup]ior a todas =osam5te livre4 ,fique portanto dogma e axioma1 porm ent5da-se qual o s5tido que ne/e caso cabe palavra lib]dade4 ,ni/o v>iam os auctores4 ,em g]al os mais sisudos e moraes circumscrevem-lhe os limites onde a nossa natureza m>c\ os d ju/o2 outros m5os g5]osos e mais int]esseiros1 e/5dem-na at aos conf9s d util1 palavra et]nam5te vaga pelo p]ptuo conflicto das utilidades maiores com z m5ores1 das maiores ou das m5ores entre si1 das da humanidade com z da patria1 das da patria com z da cidade1 das da cidade com z da familia1 das da familia com z d sujeito1 das utilidades dos contemporaneos com z dos v9d\ros1 das mat]iaes com z espirituaes1 das politicas com z religiosas3 outros em fim no lhe qu]em raias algumas1 e esses so os hom5s das !orias1 que a9da nem sequ] sond>am o ve/bulo da es*ola d mundo real2 so coraes magnanimos que vem o mundo de =mosas cres1 porque o olham pelo seu prisma int]ior1 ou coraes p]v]sos1 a quem no importa o sacrificio das famas porque no teem um nome1 nem o dos b5s porque no teem que p]d]1 nem o da paz porque s aps a gu]ra vem o saque1 nem o da v]dade porque no a conhecem1 nem o da virtude porque nunca lhe sabore>am z delcias4 ,a op9io desses mon/ruosa porque extrema e no m5os absurda que a da abolio da impr5sa1 que o outro extremo oppo/o4 ,no imprimir nada ou imprimir tudo1 so em muitos s5tidos uma s e a mesma c\sa3 mas no falamos aqui s5o em relao moral e politica4 ,a impr5sa mod]ada produz a v]dade e a animao p>a o bem3 o sil5cio da impr5sa ou o delirio fr5tico da impr5sa1 ennublam a v]dade1 tiram a en]gia e o go/o d bem1 fazem que a op9io tornada fallivel1 nem seja prmio a bons nem ca/igo a maus1 porque maus e bons a desprezam1 como ella m]ece3 qu&o se pode *am> e se *ama ladro a todos1 o que o consola-se com a honrada companhia em que o mett]am2 o que o no era1 talvez1 e at por despeito1 se decide a aproveit> os prs d (ficio1 de que j lhe fiz]am s(fr] os precalos4 ,a applicao copiosa e inju/a da p5a1 quebr\-lhe o que ella t9ba de doloroso1 cre\ uma especie de impunidade1 equival5te a uma mudez pr(unda da op9io4 uma faculdade natural a palavra1 nos dizem3 quem o nega8 ,tambem o us> das mos e =cas physicas uma faculdade natural1 e comtudo no se segue dahi que o filho possa en=c> o pae1 o pae esfol> os filhos1 o viz9ho ap$rej> os viz9hos1 nem o passageiro lanar fogo m9ha propri$ade4 ,tem a soci$ade direito sua felicidade e bom regim5to1 e cada um dos membros della a tudo o que no prejudica os outros1 a todos os seus commodos possiveis1 e pr9cipalm5te1 note-se bem i/o1 pr9cipalm5te ao seu crdito1 porque o crdito mais bem e mais nosso1 mais digno de se vel> com ciumes d que os b5s ext]iores e passageiros da =tuna4 ,todo aquelle1 portanto1 que viol> e/e patrimonio dos individuos ou das soci$ades1 transgr$iu os limites da ju/a lib]dade1 e se a soci$ade o no punisse1 deix>ia talvez em boa philosophia1 o direito1 e em alguns casos ao (5dido a obrigao de o punir4 ,outra prova de quanto v]dadeira a !oria dos extremos1 que a lib]dade sobeja nos escrev$ores se conv]te numa v]dadeira escravido p>a os outros4 ,qu&o um homem se arvor\ a si mesmo em c5sor pblico1 qu&o de dia e de n\te elle e seus cmplices &am devass&o p>a pr ao olho d sol os segr$os das familias1 z aces irresponsaveis dos p>ticul>es1 qu&o condemna e infama por app>5cias1 qu&o torce e adult]a factos1 qu&o de possibilidades faz probabilidades e das probabilidades c]tezas1 qu&o lana ao pblico tudo quanto sonh\ depois de f>to e embriagado com o preo das lagrymas alheias1 ou tudo quanto ouviu da boca de outros calumniadores1 que de propsito e p>a f9s p>ticul>es1 semeiam o esc&alo2 qu&o em fim um tal homem mais infame d que o c>rasco1 porque assass9a sem processo1 porque assass9a culpados e innoc5tes1 porque assass9a na alma e no no corpo1 porque assass9a por d9heiro e sem que n+uem o obrigue a assass9>2 qu&o um tal homem1 digo1 *ama todos os dias o povo a applaudir o espectaculo mais immoral que ao povo se pode apres5t>1 e p>a o embrutec] de todo lhe tem p]5nem5te ab]to um circo como o dos antigos romanos1 em que elle e outras fras devoram os ju/os1 e consumam1 entre risos1 v]dadeiros m>tyrios1 onde e/ j ahi a lib]dade dos cidados8 ,z c\sas que a lei lhes no prohibe1 tambem lh'z no prohibiu mas pune-lh'z e/e executor da baixa inju/ia4 ,se foi vi/o conv]s> com o seu amigo ou com o seu conhecido1 so d\s conspiradores que tramam uma revoluo4 ,a casa que frequ5ta por =a um club t5ebroso4 ,se escreve o que a sua consci5cia lhe dicta1 v5deu-se4 ,se magi/rado e teve a desgraa de condemn> um crim9oso compadre desse dspota obscuro1 provocam-se contra elle os punhaes4 ,se pugna pela ordem1 um inimigo d progresso que deve s] ext]m9ado4 ,se prga o respeito s leis e auctoridade1 d5uncia-se s virtuosas massas como traidor4 ,se aspira a um log> onde sirva a sua patria1 e donde lucre uma fatia de po p>a a sua mulh] e filhos1 um ambicioso3 se o obteve e o ex]cita1 a9da que sua mulh]1 seus filhos e elle cont9uem a morr] fome1 um devorador da sub/ancia pblica4 ,que digo6 ,se tive/es a desv5tura de nasc] com uma p]na torta1 se uma enf]midade vos desfigur\ o ro/o1 se uma bala vos mutil\1 se a idade vos despiu a cabea de cans1 tudo isso so crimes que l viro a t]reiro1 qu&o z v]dades ou z calumnias no ba/>em p>a en*] a folha d dia segu9te1 e por j t] soado a meia n\te1 fr necess>io m&> alguma c\sa p>a a impr5sa1 p>a que no outro dia1 logo pela manhan1 no falte ao povo1 s horas d almoo1 o picado de c>ne humana4 ,de/a maneira evid5te que a lib]dade que sobeja sob a p5na desse m9otauro1 fica falt&o em igual proporo no re/o d pblico1 que tem nelle um tyranno absoluto2 e c5t5>es de pessoas hone/as deix>o de faz] o que todas z leis div9as e humanas lhes p]mitiram1 deix>o at de sair de suas casas1 s p>a se no exporem a s] avi/adas pelos collaboradores1 que por ahi &am d]ramados caa de artigos1 no s como espies mas como v]dadeiro b&o de assass9os4 ,a lib]dade de impr5sa1 como z demais lib]dades1 deve1 portanto t] sua m$ida e e/a m$ida no pode s] outra s5o a que naturalm5te limita todas essas lib]dades p>a que possam coexi/ir em proveito de todos os cidados4 ,e assim1 at onde *eg> a esph]a de aco d corpo social1 no se deve por modo algum p]mittir que aquella lib]dade deg5]e em lic5a p>a infam>2 alis um v]gonhoso absurdo se apres5t>ia qual o da p5na de um quidam pod5do mais que o sceptro e que a v>a da ju/ia1 qual o de um p>ticul> alevant&o-se por cima das leis e da ordem pblica4 ,tal espectaculo inju/o e iniquo1 immoralissimo e summam5te p]igoso1 porque abre porta s v+anz1 que os (f5didos tom>o por direito natural qu&o z leis no os protejam e elles o pud]em faz] impunem5te2 emfim brb>o e v]gonhoso numa soci$ade civilisada4 ,lemos ns com espanto o que os viajantes nos ref]em de pases de an?ropphagos onde ha aougues de c>ne humana3 no se espant>iam esses selvag5s1 se lhes fossem diz]1 que em nossa ,europa ha lojas onde se v5de todos os dias por preo mdico o pudor dos cidados pequ5os e gr&es1 reis1 m9i/ros1 magi/rados1 plebeus1 hom5s e mulh]es1 bons e maus1 de todos emfim1 excepto dos que fazem esse trfico1 pela unica razo de que no teem esses1 nem t]o nunca v]gonha que v5d]8 ,contradictorio e incrivel emfim esse espectaculo nas soci$ades onde o que r\ba1 a9da que seja um l5o1 o que f]e1 a9da que lvem5te1 o que na rua injuria pela palavra a9da que com razo1 so presos e punidos segundo z leis4 ,a lib]dade de c5sur> deve portanto1 ns o repetimos1 comear onde a lib]dade social de int]vir tiv] p>ado2 e a9da ento os que se inve/irem na t]rivel magi/ratura de c5sores pblicos1 devem trem] da imm5sa responsabilidade que lhes imp5de4 ,sabe um desses hom5s de%umanos todas z consequ5cias que pode t] a setta env55ada1 que d fundo d seu gab9ete disp>a contra um homem que l &a pelo meio d povo1 que t] filhos a quem leg> um nome e subsi/5cia8 ,no1 elles no o sabem1 e nem a maior p>te das vezes esses sic>ios teem nome1 nem filhos1 nem futuro4 ,no so hom5s porque abjur>am a humanidade2 nem cidados porque turbam a cidade2 nem lib]aes porque desacatam z leis e os pod]es con/ituidos2 nem virtuosos inexoraveis porque a virtude b5vola3 nem d povo1 a9da que delle se digam1 porque a canalha no o povo2 nem sequ] escriptores porque toda a especie de tal5to e de in/ruco lhes falta4 ,ha1 nem podia deix> de hav] em todos os paises livres1 uma lei de re/rices p>a a impr5sa4 ,no exam9>emos a nossa2 o que se escreveu escreveu-se2 lei1 respeitemo-la1 e como lei desej>emos v-la rigorosam5te obs]vada4 ,no d5unciamos n+uem1 mas lembramos s auctoridades enc>regadas dessa p>te da ordem pblica1 magi/rados v]dadeiram5te lib]aes e sabios1 que sejam ne/e p>ticul> vigilantes1 inexoraveis e =tissimos2 no deixem corr] impunem5te ar*otes nas mos de furiosos1 por cima de uma m9a atacada de polvora e f5dida por todas z p>tes4#a #a ,e/as ultimas expresses e algumas outras vehem5cias de l+uagem d artigo1 bem d5unciam a gu]ra ab]ta d auctor contra os setembri/as mais exaltados1 que nas suas folhas o atacavam desbragadam5te e p>a os quaes p>ecia no exi/ir outro ideal que no fosse a revoluo *ronica das ruas4 ,quanto d\tr9a d artigo a mesma quo o auctor applic\ sempre a todas z lib]dades individuaes1 conv9do1 todavia1 p>a sua completa intellig5cia1 que exponhamos aqui o transumpto de uma breve orao que sobre a mat]ia elle pr(]iu na sesso de #ahdj1 da cam>a dos deputados4 ,e/ava em discusso uma propo/a gov]nam5tal de lei de impr5sa exig9do habilitaes disp5diosas p>a a publicao de jornaes politicos1 e ,a4 ,h]culano impugn\-a4--,classific&o os abusos de impr5sa em abusos contra a segurana d e/ado1 a religio1 a moral pblica e a honra dos cidados1 decl>ava que n5huma dvida t]ia de aprov> uma lei que def9isse com cl>eza esses delictos e lhes applicasse p5as sev]as1 prov5do tambem organisao de tribunaes adequados ao seu julgam5to4 ,porm o gov]no no v9ha regul> mas re/r+ir a lib]dade de impr5sa1 qu]5do que ella fosse privilegio d quem dispusesse de l>gos recursos pecuni>ios p>a se habilit>1 e elle orador votava contra e/a e similhantes disposies de c>act] prev5tivo2 porquanto1 regul> um direito de todos1 to importante como o de que se tractava1 no era priv> delle a maioria dos cidados4 ,reputava1 pois1 a propo/a d gov]no incon/itucional e contrria aos pr9cipios lib]aes4 ,,da ,,es*ola ,,polyte*nica ,e ,,d ,,collegio ,,dos ,,nobres #ahda ,em um dos ltimos dias que prec$]am o adiam5to da cam>a dos deputados na pres5te sesso de #ahda1 di/ribuiu-se alli1 conjunctam5te com o ,di>io d ,gov]no1 um papel impresso1 cujo ttulo era3 ,analyse ao ,p>ec] da ,commisso d',in/ruco ,publica da ,cam>a dos ,s5hores ,deputados sobre o ,projecto de ,lei n4o #eh--;,a4 ,t5do p]t5cido no anno antec$5te quella commisso e hav5do sido enc>regado por ella de r$igir1 vi/a das op9ies dos seus membros1 o p>ec] analysado1 li att5tam5te o papel que me fra di/ribuido4 ,era mat]ia delle a def5so d projecto de lei d deputado por ,lamego1 sr4 ,jos ,manuel ,botelho1 p>a a ext9co da es*ola polyte*nica e re/abelecim5to d collegio dos nobres1 e a impugnao d p>ec] da commisso d'in/ruco pblica1 no qual se propunha cam>a a rejeio d ref]ido projecto4 ,apes> da n5huma importancia da anlyse1 onde nem uma s reflexo de monta1 nem um s racioc9io conclud5te1 e porv5tura nem um s facto1 que no fosse ou inexacto ou torcido1 se encontrava1 todavia p]suadi-me de que algum dos membros da actual commisso1 os quaes na sua maioria t9ham p]t5cido ant]ior1 tom>ia a seu c>go respond] a esse papel1 no tanto pela sub/ancia delle1 que bem enfezado e desconjunctado veiu o mis]o luz de/e mundo1 mas porque1 trazida assim a que/o p>a o campo da impr5sa1 cumpria que tambem ahi se pleiteasse o negocio1 afim de se no p]v]t] a op9io g]al c]ca da capacidade da commisso d'in/ruco pblica1 na qual dos seus primitivos membros s faltamos eu e os meus amigos os s5hores ,f]r] e ,naz>e?1 que a maioria da cam>a prud5tem5te allivi\ desse enc>go como m5os aptos p>a elle4 ,no succ$eu1 porm1 o que eu esp]ava3 a commisso deix\ sem respo/a a anlyse1 talvez porque att5d5do s valia intr9seca e absoluta della1 no pond]\ que alguem f>ia crr aos incautos e insci5tes1 que o p>ec] t9ha sido pulv]isado1 e que a pobre commisso fra con/rangida ao sil5cio4 ,com effeito assim se v]ific\4 ,afa/ado dos negocios politicos2 longe das ambies mesqu9has e torpes1 que no hesitam em sacrific> z conv5i5cias pblicas aos int]esses p>ticul>es1 c me so\ no meu retiro que a boa da anlyse &ava s5horil e donosa por gab9etes e praz1 levada em triumpho tal1 que no ba/>ia a descrev-lo a p5na de ,amador ,arraes2 que por ella se jurava a morte da es*ola polyte*nica e o exalam5to glorioso d collegio dos nobres1 com z opas1 sota9as1 fitas e m$alhas1 gregos1 lat9s1 rhetoricas1 esgrimas1 danz e mais petre*os1 a que1 com muitissima graa1 se *ama1 creio eu1 elem5tos de uma educao lib]al2 que j z p>$es dessa famosa coz9ha1 p]fumada durante mais de meio sculo pelos vapores suavissimos de saborosos guisados1 hoje b>b>am5te conv]tida em laboratorio *imico e empe/ada por mox9ifadas que o proprio satans revel\ a ,lavoisi] p>a p]d] o g5]o humano2 que essas p>$es1 digo1 como que j sorriam esp]ana de um melhor futuro1 e que os e*os das abobadas d v5]&o edificio1 obrigados a repetir hoje o latim arrevesado1 os grecismos endiabrados dos naturali/as1 phsicos1 *imicos e ma!maticos1 se aprimoravam e puliam p>a rep]cutir a melodiosa decl9ao de hora horae1 os sonoros aori/os d v]bo tio e os compassados galopes da contradana e da equitao2 que1 emfim1 os nomes dos membros da commisso d'in/ruco pblica1 assignalados com o f]rete da ignorancia1 pregados no pel\r9ho daquella anlyse1 s]iam talvez legados po/]idade1 como a e/tua de ,lecl]c1 p>a todos os que passassem lhes cuspirem affrontas1 at a consummao dos sculos4 necess>io confess> que e/e fado fra atroz6 ,e eu1 pobre v]me1 que passo na t]ra p>a morr] e esquec]1 affligi-me por mim1 com essa s5t5a que a f]ir nomes illu/res e que me p>eceu absurda e inju/a4 ,ento1 na falta de melhor def5sor1 escrevi tambem um papel1 levado no s das consid]aes de legitimo amor proprio1 mas porque notorio hav] uma conspirao de int]esses ap\cados e noj5tos p>a de/ruir a es*ola polyte*nica1 o que na m9ha humilde op9io uma calamidade p>a a j to desprezada1 mal organisada e ca*etica in/ruco pblica d nosso pas4 ,i ,em trs pontos se divide a que/o alevantada pelo projecto de lei d sr4 deputado por ,lamego1 c]ca d re/abelecim5to d collegio dos nobres e de/ruio da es*ola polyte*nica3--que/o sobre a origem da dotao em b5s da faz5da1 que pass\ daquelle p>a e/e in/ituto2--que/o da importancia litt]>ia relativa entre ambos3--que/o d'economia1 quanto despesa que faziam os e/abelecim5tos supprimidos pela creao da es*ola1 comp>ada com a que e/a faz actualm5te nao4 ,pr9cipal e importantissima *ama o ,auctor da anlyse primeira3 aqui descobre elle o seu ntimo p5sam5to com uma s+eleza e v]dade evangelicas3 ni/o se resume1 com effeito1 toda a grita e mat9ada erguida contra a es*ola poliyte*nica4 ,reconheo que duro v] resolv] em fumo roda de ns cmmodos1 regalos1 prs e precalos3 dahi nascem em gr&e p>te os pleitos civis4 ,quem gozava os prov5tos de propri$ade mal possuida1 no deixa de lam5t>-se1 e/orc]-se e raiv>1 qu&o *ega o dia da ju/ia4 ,na mesma cam>a onde app>eceu o engraadissimo projecto de =aes1 em que se dizia que a ext9co delles era um r\bo1 devia s] apres5tado outro em que se dissesse que a ext9co d collegio dos nobres era um sacrilegio4 ,com o re/abelecim5to das ord5anz1 o cyclo dos poemas h]oe-comicos dos donat>ios da cora ficava completo3 b]o de prpura e ouro p>a a infancia2 bailes1 esgrima e equitao p>a a juv5tude2 ba/o de alcaide ou capito-mr p>a a idade grave1 eis uma vida de invej> e ao mesmo tempo de honra e gloria p>a a patria4 ,como na ,tempe/ade de ,%akespe>e os espiritos dan&o roda da mesa d banquete do mutuam5te z mos1 assim entre e/es projectos ha uma cadeia invisivel1 um p5sam5to nico4 ,receio porm 7e receio s9c]am5te7 que tambem1 como no velho drama +ls1 algum ,ariel conv]tido em h>pia v5ha e arrebate tudo1 rasg&o at os mant5s4 ,mas1 deix&o e/as reflexes tri/es1 que no produzem s5o calumnias cov>des e insultos insol5tes p>a o tri/e que ousa faz-las na s9c]idade d seu corao1 v5hamos ao primeiro ponto da que/o1 pr9cipal e importantissimo segundo o ,auctor da anlyse4 ,no projecto de lei d ,sr4 deputado por ,lamego1 e no p>ec] da commisso d'in/ruco pblica1 que no fim se a*>o como provas#a1 e/ em resumo a hi/oria da te/am5t>ia d almirante de ,ca/ella1 que =m\ p>te da dotao d collegio1 e da qual suppomos que j no exi/e o docum5to orig9al1 o te/am5to1 mas ap5as uma cpia delle1 sem f pblica1 lanada em um livro d c>torio d dicto collegio4 ,qu&o o p>ec] da commisso foi ex>ado1 faltavam aos membros de/a1 occupados com z obrigaes de deputados1 o tempo e os meios p>a apur> a hi/oria dessa te/am5t>ia2 por isso se cont5t>am nessa p>te com os factos apontados no relatorio d projecto de lei1 e foi desses mesmos factos e da letra d te/am5to1 que d$uziram os argum5tos p>a prov> que o gov]no e/ava auctorisado a ext+uir o collegio1 e d> aos seus b5s uma applicao div]sa4 ,cumpre1 porm1 hoje pr e/a mat]ia sua v]dadeira luz4 ,tanto no relatorio que prec$e o projecto de lei1 como na anlyse se inculca um facto inteiram5te falso1 i/o 1 que os jesuitas1 acceit&o a te/am5t>ia d almirante1 pass>am a compr> o t]r5o em que e/ con/ruido o edificio da es*ola polyte*nica3 alevant>am e/e1 e/abelec]am na igreja delle z capellas in/ituidas pelo te/ador1 d5om9>am o novo noviciado--da ,s5hora da ,conceio1--e comearam a educ> ahi mission>ios p>a irem prg> o evangelho aos infiis4 ,nada di/o assim succ$eu4 ,o actual edificio da es*ola polyte*nica foi fundado em #afjc1 s5do o t]r5o delle dado companhia por ,f]no ,telles de ,m5ezes1 gov]nador da ,india em tempo de ,philippe ,,ii2 os b5s que o fundador do\ p>a e/e objecto quella congregao montavam ao valor de v9te mil cruzados1 somma avultada a9da naquella po*a4 ,o ttulo da nova casa foi--de ,nossa ,s5hora da ,assumpo1 e em #afai e/avam acabados os lanos que olham p>a o po5te1 nasc5te e sul e a igreja como actualm5te exi/e1 porque um negociante flam5go1 que entr\ na companhia1 applic\ a essa obra todos os grossos cab$aes que possuia4 ,ento o noviciado1 que at ahi e/iv]a na qu9ta de ,campolide1 uma das que deix>a ,f]no ,telles de ,m5ezes1 se mud\ p>a a nova resid5cia1 onde subsi/iu at a expulso daquella ordem4 ,o ,p4 ,franco na obra intitulada--,imagem da virtude em ,lisboa1 nos capitulos #b4o e #c4o d livro #a4o1 n>ra miudam5te e/e negcio1 e provavelm5te elle sabia melhor a hi/oria da sua congregao que o s5hor deputado por ,lamego1 ou o ,auctor da anlyse1 que dizem o contrrio di/o4 ,at a ext9o dos jesuitas e/e noviciado cons]v\ o titulo--da ,s5hora d',assumpo4 ,em #ageh lhe dava essa d5om9ao o ,p4 ,joo ,bapti/a de ,ca/ro 7,mappa de ,port4 tomo #e4 pag4 #dhc-d47 accresc5t&o3 exp]im5t\ e/e templo seu de/roo 7com o t]remoto7 mas j se a*a re/abelecido4 ,o citado ,p4 ,franco1 individu&o todos os que contribuiram1 a9da com legados mnimos1 p>a a feitura daquella casa1 conta por ltimo o ,p4 ,miguel ,dias1 que nella vivia em #agag1 po*a da impresso da ,imagem da ,virtude em ,lisboa1 e nem a mais remota alluso faz ao almirante de ,ca/ella1 cuja h]ana to avultada era4 ,donde1 pois1 nasc] o qu]]-se inculc> a ida de que tudo quanto con/ituia a dotao d collegio prov9ha da te/am5t>ia de ,d4 ,joo ,?omaz ,h5riques1 cujo te/am5to tem a data de #agje8 ,s] da m f1 ou da ignorancia8 ,f>ei o favor de suppr que os ,auctores d projecto e da anlyse ignoram que o anno de #afjc pass\ muito antes d de #agje1 e que o de #agag po/]ior a e/e4 ,em seis ou sete log>es d te/am5to d almirante se fala d noviciado que se havia de fund>1 como de uma c\sa futura2 nem de outro modo podia s]1 vi/o que a execuo desse te/am5to dep5dia d resultado da gu]ra da successo1 facto que foi resolvido em #agac pelo tractado d',utre*t4 ,era ento que os jesuitas podiam sab] se o log> dessa fundao era ,lisboa ou ,madrid4 ,mas aquelles sanctos v>es p>ece que nunca reconhec]am ,philippe ,v1 e talvez e/ribados em alguma di/9co !ologica1 =am devor&o os r5dim5tos da te/am5t>ia sem cur>em d nuevo noviciado titulo de ,nue/ra ,seora de la ,concepcion1 que o bom almirante t9ha tanto a peito fosse edificado4 ,de duas c\sas uma3 ou os jesuitas adjudic>am a te/am5t>ia ao noviciado da ,s5hora d',assumpo1 ou no o fiz]am1 e cons]v>am em seu pod] essa h]ana desde #agac at a sua expulso1 sem cumprirem a vontade d te/ador1 vi/o que e/e ord5ava se edificasse o nuevo noviciado em ,lisboa1 logo que se decidisse contra o ar*iduque ,c>los a que/o de ,hespanha1 completam5te p]dida p>a e/e desde a paz d',utre*t4 ,se o ,auctor da anlyse acceit> a primeira hypo!se1 que apes> de falsa lhe mais favoravel1 fica provado que a vontade d te/ador foi (f5dida1 pois o noviciado nem era nuevo nem de ,nue/ra ,seora de la ,concepcon1 caso grave no ent5d] d ,auctor da anlyse2 e se os p>5tes d almirante no vi]am ento rev9dic> essa h]ana das mos dos jesuitas1 de c]to o no f>o agora que teem decorrido #acj annos bem m$idos por cima dos ossos d honrado ca/elhano3 se pref]ir a segunda hypo!se1 que suppomos s] a v]dadeira1 dobrada razo havia p>a j t] sido feita ha um sculo essa rev9dicao1 porque em tal caso mais flagrante fra o no cumprim5to da ltima vontade d te/ador4 ,se eu me p]suadisse de que os jesuitas t9ham sabido arranj> o negocio de modo que essa casa da ,cotovia ficasse s5do1 relativam5te aos b5s doados por ,f]no ,telles1 o noviciado da ,s5hora da ,assumpo fundado em #afjc1 e relativam5te aos b5s legados pelo almirante o noviciado da ,s5hora da ,conceio fundado em 7871 no s cr]ia quantas calumnias o m>quez de ,pombal disse da companhia no livro que ps s co/as de ,jos de ,seabra1 *amado ,d$uco ,*ronologica1 mas at cr]ia qua os jesuitas eram capazes de realis> impossiveis1 i/o 1 faz] que duas c\sas div]sas fossem uma s1 ou que uma s fosse duas4 ,desej>ia eu que o auctor da anlyse me dissesse o ms1 o anno e o log> em que se lanou a primeira p$ra d novo noviciado da companhia debaixo d ttulo da ,s5hora da ,conceio1 em cumprim5to da mui explicita e t]m9ante disposio d te/am5to de ,d4 ,joo ,?omaz ,h5riques4 ,era e/e um ponto de ar*eologia monum5tal que muito me importava no ignor>4 ,o que tudo i/o vem a s] uma deploravel mis]ia4 ,t9ha a commisso pond]ado1 e no meu ent5d] com ju/o fundam5to1 que se pela falta d ttulo da ,s5hora da ,conceio e das opas1 g>na*as ou bal&raus dos collegiaes1 que1 no ent5d] d ,auctor da anlyse1 p>ece que sub/ituiam piam5te z sota9as jesuiticas1 corria a faz5da pblica o risco de uma aco de rev9dicao1 por maioria de razo a devia recei> por legados pios1 impo/os nos b5s dos conv5tos e mo/eiros e no cumpridos pela maior p>te1 desde a incorporao delles nos proprios da nao4 ,o ,auctor da anlyse de/roe e/e racioc9io com duas palavras4 ,diz que--os b5s dos mo/eiros e conv5tos so absolutam5te casos diff]5tes2 porque eram doaes regias de b5s proprios d ,e/ado1 p>a us(ructo das ord5s1 que s eram adm9i/radoras1 e no podiam ali5>1 e por consequ5cia o gov]no doava d que ento era seu e podia do>2 e j se v que1 no exi/9do os us(ructu>ios1 que o mesmo gov]no t9ha o pod] e direito d'ext+uir1 os b5s rev]t]am sua origem pelos mesmos titulos1 e porque no eram proprios1 nem podiam s]1 e a9da que o fossem havia h]deiros a elles1 pois sabido que os frades no podiam possuir b5s alguns1 e portanto tambem no podiam1 nem t9ham que te/>4 ,fiquei extasiado qu&o li e/e p]odo6 ,confesso com a mo na consci5cia1 que nunca vi alg>avia similhante1 apes> de t] vi/o ba/ante typo e papel e/ragados4 ,um f>do ap]tado em pr5sa hydraulica difficultosam5te s] to macisso1 como o feixe de disp>ates que enc]ram essas p\cas l9has4 ,pois os b5s dos mo/eiros1 que eram casos e eram doaes 7falt\ *am>-lhes di/9es p>a t]mos nelles um curso de grammatica1 direito e !ologia7 eram todos orig9>iam5te b5s da cora8 ,que o ,auctor da anlyse se approxime d primeiro c>torio mona/ico que lhe fic> a geito1 abra o primeiro masso de doaes ou c>tas de te/am5to que lhe cair nas mos1 leia1 se pod] entr> com elle1 o primeiro p]gam9ho que a*>1 e t] nove probabilidades contra uma de encontr> nelle alguma doao p>ticul>4 preciso t] trazido toda a vida1 no digo j os olhos e ouvidos c]rados p>a nunca sab] os mais sup]ficiaes rudim5tos da hi/oria economica d nosso pas1 mas at os poros betumados de modo que nem deixem transud> no espirito esses rudim5tos1 p>a affirm> similhante despropsito1 que em v]dade no m]ece respo/a4 ,agora por outra p>te1 se o ,auctor qu]e sab] se porv5tura z ord5s mona/icas podiam ali5> seus b5s1 p]gunte a qualqu] jurisconsulto o que det]m9avam z leis d'amortisao1 e/abelecidas entre ns desde o comeo da mon>*ia1 e po/as tantas vezes em novo vigor1 quantas o abuso z t9ha feito esquec]4 ,mas p>a que ga/> tempo em esmiuar uma enfiada de c\sas1 que con/ituem aquillo que os +leses *amam um p]feitissimo nons5se8 ,diz o ,auctor da famosa anlyse1 que bem s+ul> a comp>ao d noviciado dos jesuitas com o collegio dos nobres1 feita pela commisso4 ,p\co importa sab] se tal comp>ao s+ul>3 o que importava era av]igu> se ella v9ha a ponto1 e s]via p>a o int5to de prov> que era um descommunal de/emp]o pret5d] que o collegio dos nobres fosse ap5as uma leve trans=mao ou antes cont9uao d noviciado jesutico4 ,p>a refut> to ridculo sophisma foi que a tri/e commisso d'in/ruco pblica da cam>a dos deputados1 comp>\ o in/ituto e f9s d noviciado com o in/ituto e f9s d collegio1 e dahi concluiu que n5huma p>idade havia entre z duas c\sas2 e eu torno a repetir que ha tanta analogia entre ellas como entre o preto e o branco1 entre o m> e a t]ra1 entre o ,auctor da anlyse e um homem que saiba grammatica1 logica e hi/oria4 ,o que1 porm1 iguala1 s5o v5ce1 qualqu] das melhores sc5as de ,molire vr1 tanto no relatorio d projecto como na anlyse1 os ,auctores de/es d\s papis immortaes1 *eios de sancto respeito pela memoria d m>quez de ,pombal1 como ,ces> p]ante a imagem da patria na passagem d ,rubicon1 desb>ret>em-se e curv>em-se ante o nome d gr&e m9i/ro1 s5o em cada l9ha1 ao m5os em cada p>grapho1 mas no tocante natureza1 ndole1 e objecto d collegio dos nobres1 diz]em-lhe sem c]emonia3 m5tes1 oh gr&e m9i/ro6 ,com effeito1 o m>quez de ,pombal assev]a no prembulo d regulam5to de/e in/ituto que o seu intuito era faz] resurgir ne/a nova creao os antigos collegios de ,s4 ,miguel e de ,todos os ,sanctos1 e/ragados e successivam5te aniquilados pelos jesuitas1 a quem o m>quez attribue a decad5cia litt]>ia de ,portugal como lhes co/umava attribuir1 creio eu1 at o demasiado frio1 ou o excessivo calor4 ,j se v1 portanto1 que bem longe de in/ituir no novo collegio uma rem9isc5cia jesutica1 era o apag-las todas que elle t9ha em mira2 e de c]to que ,seba/io ,jos de ,c>valho ent5dia1 como a commisso d'in/ruco pblica1 que o collegio no s nada t9ha com um noviciado da companhia1 mas at lhe era diametralm5te oppo/o em ndole e f9s2 alis o l>go prembulo daquelles e/atutos s]ia um absurdo1 uma especie de projecto de lei n4o #eh-;,a1 ou uma ca/a d'anlyse como a que s]ve de contra=te a essa magnifica pea d'ar*itectura legislativa4 ,ne/e ponto me vejo eu con/rangido a mud> de tom e a tract> sria e sev]am5te o que na v]dade o no m]ec]a1 se a dobrez e m f pudessem jamais s] ap5as ridiculas1 a9da qu&o afogadas em um trem$al d'9pcias4 ,t9ha dito o sr4 deputado r$actor d projecto de lei n4o #eh1 no seu relatorio--,pela ext9co dos ,jesuitas conhec5do o gov]no que aquelles b5s no eram delles in/ituiu o d5om9ado ,collegio dos ,nobres com os mesmos onus etc4--,diz o ,auctor da anlyse--a es*ola no se intitula ,collegio de ,n4,s4 da ,conceio1 como det]m9a o te/am5to que po/o e/e objecto seja pela ,commisso tractado bem levem5te1 comtudo vontade expressa d te/ador 7pobre grammatica67 e tanta consid]ao m]eceu e/a circum/ancia ao ,s5hor ,d4 ,jos #a4o1 que no s deu igual d5om9ao ao ,collegio ,real dos ,nobres1 porm1 etc4--,deix&o de p>te a trapaa de confundir noviciado e collegio1 com o diz] que o te/am5teiro det]m9a1 que o novo in/ituto se intitule collegio de ,nossa ,s5hora da ,conceio1 qu&o o que nesse papel se dispe a in/ituio de um noviciado2 deix&o de p>te1 digo1 e/a esp]teza aldean1 #b f>ei s uma obs]vao sobre o que se contm nas duas passag5s citadas1 e conhec]-se-ha a boa f dos pios re/auradores d collegio dos nobres4 ,e/a obs]vao simplicissima3--a data da c>ta de lei da in/ituio d collegio de #g de m>o de #agfa1 e a da c>ta de doao da te/am5t>ia d almirante de ,ca/ella e dos b5s d noviciado da ,cotovia1 feita ao mesmo collegio1 de #ab d'outubro de #agfe3 de modo que veiu a causa quasi c9co annos depois d effeito6--,o nome que i/o m]ece no s]ei eu quem o lance sobre o papel1 a consci5cia dir a alguem qual elle seja4 repreh5dida a commisso pelo ,a4 da anlyse de t] tractado levem5te a que/o d ttulo de ,nossa ,s5hora da ,conceico1 cons]vado pelo collegio1 e no pela es*ola polyte*nica1 o que con/itue1 segundo o ,a4 da anlyse1 um dos pond]osos motivos p>a a ext9co della4 ,a commisso tract\ e/e objecto como todo e qualqu] homem s5sato o tract>ia1 e p]suadiu-se de que n+uem v]ia nisso o m5oscabo da religio1 que de c]to modo se lhe pret5de attribuir4 ,membros t9ha essa commisso1 cujas op9ies em mat]ia de cr5a so asss conhecidas1 p>a que se no pudesse duvid> um mom5to d seu respeito div9a philosophia d ,calv>io4 ,mas cumpre que eu diga ao ,a4 da anlyse1 que o *ri/ianismo no consi/e em apoi> no cu int]esses mesqu9hos da t]ra2 que sm5te aquelles que no teem a seu favor razes ou factos1 so os que co/umam invoc> o nome de ,deus ou dos sanctos1 p>a resolv]em que/es mat]iaes e positivas2 e que ,jesu-,*ri/o1 o qual1 em c\sas de religio1 sabia ao m5os tanto como o mui ascetco ,a4 da anlyse1 pref]ia os publicanos e g5tios aos escribas e ph>iseus1 porque p>a elle1 entre todos os vicios e crimes que se an9ham no corao humano1 o mais atroz e dete/avel era a hypocrisia4 ,com effeito1 que significa no sculo actual occup> uma cam>a legislativa com que/es de beatas8 ,que tem o sublime evangelho d ,crucificado com o d5om9>-se tal ou tal edificio da ,s5hora da ,conceio1 da ,assumpo1 das ,dores1 da ,pi$ade ou d'outra qualqu] invocao8 ,que teem com isso a moral pblica ou z virtudes privadas8 ,o que v]dade que se o collegio dos nobres cons]v\ algum ve/gio d noviciado da ,cotovia1 foi a =a d'inspir> z artimanhas jesuticas que fiz]am app>ec] no anno de #ahdj um p>grapho 9dito e de mat]ia nova1 p>a addicion> ao capitulo das unhas b5tas1 que se l em c]to livro attribuido a um dos mais clebres membros da companhia de ,jesus4 ,se eu quisesse toc> em todos os erros1 inexactides e mis]ias1 que1 tanto no relatorio d projecto de lei como na anlyse1 se encontram c]ca da origem1 natureza e circum/ancias desses b5s que hoje con/ituem a dotao da escola polyte*nica1 f>ia um livro bem ext5so e bem imp]t95te1 porque a sub/ancia d comm5t>io havia =osam5te de s] da mesma especie da d texto2 mas no posso deix> de not> a insi/5cia v]dadeiram5te cmica com que se repete que no =am os jesuitas os h]deiros d almirante1 mas sim ,nossa ,s5hora da ,conceio4 ,como o ,a4 da anlyse foi membro da junta da faz5da d collegio1 desej>ia eu que elle publicasse z contas corr5tes d noviciado da ,cotovia1 p>a se v] a importancia das remessas dos r5dim5tos que os jesuitas m&avam p>a o cu1 e como elles faziam a diviso desses r5dim5tos1--os da te/am5t>ia d almirante p>a a ,s5hora da ,conceio e os da h]ana de ,f]no ,telles p>a a ,s5hora da ,assumpo1 sua sanctissima irman4 ,nem s]ia de m5os curiosidade o sab] o nome d honrado m]cador que lhes dava z letras de cambio sacadas sobre algum dos banqueiros cele/iaes1 porque era esse um nome digno de pre5*] a lacuna deixada no catlogo dos sanctos1 pela suppresso d de ,b5to ,jos ,labre1 que a ,rota-,romana ps fra d ,santoral1 por t] sido o que muita g5te ne/e valle de lagrimas1 embu/eiro e hypocrita4 ,deixemos j e/a pr9cipal e importantissima que/o dos b5s d collegio2 que/o de s&ices hi/oricas1 jurdicas e canonicas2 que/o de opas e b5t9hos1 bal&raus e g>na*as2 que/o entre productos *imicos e productos cul9>ios2 que/o ftida de cubia e egosmo1 a qual era na v]dade mais digna d'esc>neo que de grave discusso2 porque ha ne/e mundo c\sas to ridculas1 que tractadas sriam5te communicam a quem cai nesse erro uma boa poro da qualidade c>act]i/ica da sua natureza4 ,,ii ,qu&o o g5]o humano1 no seu cam9h> contnuo p>a a p]fectibilidade de que a9da e/ to remoto1 e a que nunca *eg> porv5tura1 agitado por uma ida pr(undam5te progressiva2 qu&o z naes p]egr9as na e/rada inf9ita da civilisao se lanam rapidam5te p>a o futuro1 =oso que essa ida se inc>ne em todos os modos d'exi/ir das soci$ades1 e que cada um delles sirva p>a a faz] triumph>3 se em uma ou outra das frmas sociaes da actualidade ha h>monia com a ida que repres5ta o futuro1 e/a a pule1 melhora e completa3 se pelo contrrio entre o que exi/e e o que deve exi/ir ha de%>monia1 o p5sam5to que repres5ta os factos que ho-de s]1 ou trans=ma ou de/roe os factos que so1 porque o resultado da lucta entre o passado e o porvir nunca duvidoso1 a9da qu&o a favor daquelle e contra e/e e/eja casualm5te a =a mat]ial e a9da a moral1 os int]esses1 os hbitos e a 9rcia natural d homem4 ,cl>a a razo disso3 os dias das naes so os annos1 em quanto os annos p>a os individuos so a vida3 o sepul*ro r>eia de hora a hora z fileiras dos def5sores das in/ituies decrpitas2 de hora a hora engrossa o b]o z alas dos que pelejam sob o e/&>te da esp]ana4 ,assim o progresso social1 l5to e imp]ceptivel muitas vezes p>a os individuos1 rpido p>a z naes4 ,a todos os mom5tos1 no va/o cemit]io dos sculos *amado hi/oria1 se grava sobre z campas das leis e dos factos1 dos co/umes e das g]aes1 das op9ies e dos hom5s um mem5to p>a a curiosidade1 p>a a exp]i5cia e muitas vezes p>a o esc>neo4 ,ni/o me p>ece resumirem-se os annaes de todos os povos3 i/o a sub/ancia d que se tem passado entre ns desde o anno de #ahcc4 ,com effeito1 quem pde duvid> de que a soci$ade portuguesa1 revolta sobre os seus antigos fundam5tos1 trans=m\ a propria exi/5cia8 ,quem pde duvid> de que a classe mdia ensai&o z =z adquiridas l5tam5te1 invade todo o g5]o de dom9io1 e e/5d5do uma das mos p>a z torres de m5agem e a outra p>a z *\panas colmadas1 diz ao nobre que desa e ao humilde que se alevante8 ,quem lhe disputa hoje a palma da intellig5cia1 da propri$ade e da indu/ria8 ,a ida de lib]dade civil e politica1 ida progressiva e de trans=mao repres5tada por essa classe que1 por isso1 =te e dom9adora e p>a ella e por ella se traam e ap]feioam in/ituies e leis4 ,como1 com razo1 diziam ha um seculo ,luiz ,,xiv e ,d4 ,joo v--l'etat c'e/ moi--com razo diz hoje o mesmo de si a classe mdia4 ,vir um dia em que o pr$om9io de/a classe se conv]ta em viol5cia e oppresso1 so&o p>a ella a sua hora de morr]1 qu&o a ida g]adora d progresso pres5te se corrompa e envelhea nas suas mos4 ,que gr&e p5sam5to social surgir ento8 ,no o sei2 nem m'importa porque j no e/>ei ne/e mundo3 mas embora o sangue v]tido pelos sect>ios da lib]dade1 quaes m>tyres d evangelho1 no seja infecundo e a lib]dade e o *ri/ianismo1 ora v5cidos ora v5c$ores1 v5ham1 emfim1 a conqui/> p>a si o imp]io d gn]o humano2 sei que1 bem como h\ve j tyrannias ari/ocraticas e tyrannias mon>*icas1 hav] tyrannias burguesas1 tyrannias d balco1 da (fic9a1 da granja1 da fabrica e at porv5tura da impr5sa1 que ora ruge e agita o mundo em nome da igualdade civil dos hom5s4 ,actualm5te1 porm1 a9da a religio da lib]dade mod]ada bella e pura1 a9da impulsiva d progresso1 porque e/ a9da longe das t]riveis provas por que t] de pass>4 ,e/a cr5a que similhante a todas z cr5z1 uma ida unica1 repetida de muitos modos1 trasladada em muitos factos1 se reproduz entre ns em div]sas ou antes em quasi todas z faces desse gr&e vulto de um povo *amado e/ado social4 ,a t]ra agricultada lib]ta-se1 o privilgio annulla-se1 o cio condemna-se1 a economia proclama-se1 a ind/ria nobilita-se1 o eng5ho tem emfim seu preo e valia4 ,visivelm5te a nao faz-se burguesa4 ,ha todavia ahi uma modalidade1 uma face da soci$ade importantissima1 direi antes capital1 que esqueceu nas mos d tempo que pass\1 e que e/e gu>da como um !s\ro que no ab&on> ao futuro sem combate1 porque a sua ltima1 mas bem fundada esp]ana4 ,e/a modalidade1 e/a =mula a in/ruco pblica4 ,a in/ruco pblica em ,portugal1 tomada na sua g5]alidade1 nas suas feies c>act]i/icas e desprezadas z excepes1 nem p]t5ce a e/e sculo1 nem progressiva1 e por consequ5cia nem realm5te til4 ,qu&o a ari/ocracia resumia a soci$ade1 nos sculos mdios1 os nobres edificavam ca/ellos roqueiros1 agglom]avam z multides s]vas roda delles1 e fe*ados no seu alcc] no conheciam outra occupao que no fosse a caa ou a gu]ra2 outro passatempo que no fosse1 p>a os melhores os jogos gu]reiros e os deleites da mesa2 p>a os peiores o r\bo1 z viol5cias e z tyrannias4 ,p>a taes hom5s a cultura d nimo1 z letras e a sci5cia soavam como palavras sem significado3 a =a physica ajudada da de/reza era quem por assim diz] graduava z hi]>*ias3 os dotes d ent5dim5to eram como (ficios fabris2 e a9da o alfageme que temp]ava uma boa espada se t9ha por homem de maior conta que o clrigo a cujo c>go e/ava o not> ou escrev] os contractos1 z missivas ou z memorias dos reis ou das familias4 ,quem v um velho cdice d sculo ,,xiii ou ,,xiv at nelle a*a um emblema daquellas po*as3 z bblias1 z decretaes ou z obras dos sanctos padres1 que quasi exclusivam5te con/ituam a sci5cia d'ento1 t9ham c]to aspecto gu]reiro e de =a physica3 z pran*as de c>valho ou ca/anho que lhes s]viam de gu>das2 os bronzes ou f]rag5s que os adornavam1 e o seu volume e peso enorme os tornavam1 em caso de ap]tado crco1 bons tiros p>a trons ou eng5hos4 ,a gu]ra era a ida que repres5tava a meia idade3 ella g]\ z cruzadas2 z cruzadas g]>am a navegao1 e a navegao produziu os descobrim5tos e conqui/as1 donde nasc]am o comm]cio e a indu/ria da mod]na ,europa4 ,ida progressiva era pois essa2 e o nobre que se env]gonhava de sab] l] e escrev] t9ha nisso tanta razo relativam5te sua po*a1 quanta hoje tem o mais obscuro cidado em exigir da soci$ade que d gratuitam5te a seus filhos a in/ruco prim>ia1 *ave com que elles pod]o abrir o va/o repositorio d su/5to d espirito4 ,no pr9cpio d sculo xv a mon>*ia que cresc]a sombra da fidalguia1 h]deira das =z que di>iam5te lhe r\bava1 veiu emfim pr-lhe um p de f]ro sobre o gorjal e/alado3 debalde ella se revolveu e escum\ trabalh&o por ergu]-se p>a combat]3 no fim desse mesmo sculo j a lucta era impossivel3 ,d4 ,joo ,,ii prov\-o irrecusavelm5te a ,d4 ,f]n&o de ,bragana e ao duque de ,viseu1 nas !ses d',evora e ,setubal1 !ses de cutello e punhal4 ,em quanto1 similhantes a duas rodas movidas em direco contrria por um plano incl9ado1 a mon>*ia subia e a ari/ocracia descia1 subia e descia com ellas a litt]atura daquella e a ignorancia de/a4 ,d4 ,joo ,i1 que ass5t>a v]dadeiram5te a p$ra angul> d absolutismo na lei m5tal1 foi tambem quem comeou a d> ao seu pas um impulso litt]>io1 e ,d4 ,joo ,,ii que em politica ps o remate ao edificio comeado por seu bisav1 e lev\ igualm5te z letras ao grau de espl5dor a que z vemos *egadas nos comeos d re9ado de ,d4 ,manuel1 grau d'espl5dor conc5trado como era um foco no clebre livro publicado por ,g>cia de ,res5de1 intitulado o ,cancioneiro1 o qual resume e repres5ta a litt]atura d sculo decimo qu9to4 ,mas o que foi a litt]atura portuguesa da poca ,joan9a e da ,manuel9a que veiu aps ella8 ,qual era o c>ct] pr$om9ante da in/ruco nacional nessa po*a8 ,era o especulativo puro1 o metaphysico1 no rigor da significao grega de/a palavra4 ,os re9ados de ,d4 ,du>te1 ,d4 ,affonso ,v e ,d4 ,joo ,,ii respl&ec]am de morali/as1 de hi/oriadores1 de poetas1 de my/icos e a9da de oradores2 tudo quanto repres5ta o mundo das idz4 ,porm a sci5cia d mundo mat]ial1 onde app>ece ella durante esse l>go p]odo8 ,ap5as na es*ola de ,sagres4 ,todavia que livro ou que homem produziu essa es*ola8 ,n5hum4 ,os nomes que figuram por aquelles tempos p]t5cem unicam5te ma!matica1 e na ma!matica especialm5te a/ronomia4 ,a9da assim os sab$ores conspcuos ne/e ramo de uma va/a sci5cia eram quasi todos judeus e r>os e/rangeiros1 dev5do-se o increm5to que ella teve1 por um lado sup]/io1 porque se cria na a/rologia2 por outro lado ambio porque1 j muito havia1 z m5tes dos pr9cipes volviam idz de descobrim5to e conqui/a4 ,no era1 pois1 entre ns a ma!matica mais que uma enx]tia1 uma excepo ou antes uma ab]rao das t5d5cias litt]>ias d pas1 devida a causas e/ranhas ao c>ct] da organisao social de/e1 e por isso de modo n5hum contrria v]dade d pr9cpio e/abelecido4 ,e/a v]dade demon/ra-se priori e po/]iori2 pelos raciocnios e pelos factos4 ,com effeito1 a mon>*ia absoluta nasc]a da especulao2 era filha da jurisprud5cia romana e d direito cnico2 alm disso os pr9cipes1 sub/itu9do successivam5te o temor ao amor1 precisavam de rode> o ?rono das pompas religiosas e civis3 cumpria que a crte por pi$ade e devoo fosse mais viz9ha de ,deus que dos hom5s1 que nella o alt> fosse cosido em ouro1 o fumo d inc5so suavissimo e d5so1 a orao f]v5te e nobre2 que os affectos nas ces dos poetas cortesos fossem incomp>avelm5te mais ideaes que nas rudes trovas d romeiro ou d jogral popul>2 que a prgao d orador sagrado fosse mais eloqu5te e polida que a d mission>io rude2 que os paos dos reis fizessem1 em fim1 um contra/e espantoso com z e/pidas alcovas dos gr&es1 p>a que e/es acceitassem a s]vido d\rada que elles lhes (f]eciam1 e que ao mesmo tempo o vulgo s5tisse pes> sobre si1 ignorante e grosseiro1 intellig5cias puras e =mosas de quanta =mosura ha no mundo moral2 e bemdissesse o pr$om9io dellas1 porque a gr&e logica popul> lhe dizia que effectivam5te ellas deviam pr$om9>4 por isso que a mon>*ia absoluta em toda a p>te e em todo o tempo1 em que se no conv]teu em tyrannia bruta e f]oz1 foi sempre intellectual1 mas de uma intellectualidade p]fumada1 macia e brilhante1 de uma intellectualidade e/ril1 porque applicada exclusivam5te ao especulativo2 intellectualidade de sala1 de !atro1 de gal]ia1 de plpito1 de =o2 intellectualidade boa e moral1 que d]rama lagrymas e esmolas sobre os mis]veis1 mas que lhes recusa o baptismo da in/ruco mat]ial1 que no os obriga a trabalh>1 nem os pune qu&o elles o recusam1 nem promove o ap]feioam5to indu/rial d pas1 cont5t&o-se de uma c>idade impot5te1 porque em vez de tom> o povo por alvo1 toma o indivduo1 similhante quelle que em cidade devorada de sde1 em vez de conduzir p>a l por aqu$ucto p]5ne z guas caudaes de fonte viz9ha1 &asse (f]ec5do de porta em porta sorvetes e limonadas de *eiro e sabor delicados2 intellectualidade1 emfim1 de privilgio1 que pe no log> da in/ruco necess>ia ao commum dos hom5s1 a que s]ve s aos hom5s excepcionaes1 e *ama-lhe com simpleza comicam5te infantil1 in/ruco pblica1 sem que ella sirva de nada ao pblico1 que se compe d gr&e nm]o das massas popul>es1 dos hom5s activos2 dos agricultores e dos indu/riaes1 dos fabricantes e dos m]cadores1 e no dessas classes dim9utas em nm]o1 a que os economi/as no cons5tem que eu *ame improductivas1 mas que pelo m5os *am>ei semi-productivas4 ,devia s]1 portanto1 o c>ct] da in/ruco pblica em ,portugal at os nossos dias1 o que =a desde o re9ado de ,d4 ,du>te1 porque at os nossos dias dur\ a mon>*ia absoluta1 mansa e bondosa quasi sempre1 po/o que quasi sempre desal9hada1 ga/adora e descuidada4 por isso que1 consid]&o att5tam5te a hi/oria da in/ruco pblica entre ns1 vemos nella z t5d5cias exclusivam5te litt]>ias1 no s5tido re/ricto de/a palavra4 ,na re=ma dos e/udos de ,d4 ,joo ,,iii1 de ,d4 ,joo ,,iv1 d m>quez de ,pombal sempre a mesma cr1 o mesmo espirito1 a mesma expresso4 ,era que a mon>*ia absoluta creava e re=mava p>a si2 p>a o seu tempo1 p>a a sua ndole4 ,a mon>*ia absoluta t9ha o in/9cto da vida e em segui-lo tambem t9ha evid5tem5te razo4 ,mas hoje que a soci$ade foi revolvida e se ass5t\ sobre bases todas inteiram5te div]sas das antigas1 e muitas vezes oppo/as a ellas1 pod] e/a frmula social1 e/e baptismo da civilisao1 *amado in/ruco pblica1 seguir um rito condemnado e por isso h]tico1 expresso e p>te de in/ituies cadavricas1 e por isso como ellas cadv]8 ,absurdo4 ,o p5sam5to da re=ma j p5etr\ em muitos espiritos3 o ,in/ituto creado em #ahce pelo ,sr4 ,r4 da ,fonseca ,magalhes foi a primeira expresso delle1 e n+uem pode r\b> a e/e m9i/ro a honra que disso lhe ha-de result> na po/]idade1 porque elle foi ento m>tyr desse p5sam5to4 ,quanta ignorancia1 quanto p$antismo1 quanto m$o da civilisao havia por almas curtas e ra/eiras2 quanta preguia1 quanta incapacidade havia por nossa t]ra1 tudo gemeu1 grit\ e grasn\ insultos1 pond]aes1 reflexes eruditas1 argum5tadas1 soporf]as4 ,foi um rebate g]al em nome d dige/o e dos sup9os1 dos canones e da syntaxe figurada1 da exegese e dos affectos oratorios1 da graa efficaz e d ,humano capiti c]vicem pictor equ9am1 d cdigo !odosiano e das sorites de ,g5ovesi4 ,no h\ve remdio2 a campa cau sobre a physica1 a *imica1 a botanica1 a ma!matica1 a a/ronomia1 e em cima della ass5t>am-se remoados1 al9dados1 triumphantes1 o dige/o1 os sup9os1 os canones1 a syntaxe1 a exegese1 os affectos1 a graa1 o humano capiti1 o cdigo1 e z sorites4 ,ento z c9zas de ,joo ,pa/rana1 d padre ,alv>es1 d lic5ceado ,m>tim ,alho1 d d\tor ,joo ,faanha1 de ,cataldo ,siculo1 de ,j]onimo ,caiado agit>am-se como qu]5do r5asc] vida1 e d fundo de seus sepul*ros so\ uma voz sumida que dizia--,io triumphe6--io triumphe6#c ,era um ridiculo espectculo6 ,mgua foi que ura homem de sci5cia r5egasse della1 p>a s]vir miras ap\cadas ou torpes6 ,depois veiu a revoluo de setembro6 eu inimigo della1 que condemnei essa l\cura1 que a9da a condemno1 no s]ei to cob>dem5te p>cial que negue t]-se ent5dido melhor ento1 no meio das exagg]aes lib]aes dessa po*a1 a que/o nacional da in/ruco pblica4 ,no in/ituto h\v]a um defeito3 aquella fonte de sci5cia v]dadeira1 que se abria caudal e p]5ne1 caa de mui alto1 e a cu/o podia satisfaz] z necessidades da in/ruco popul>3 e a organisao da escola polyte*nica com os cursos !oricos e applicados satisfaz melhor os f9s d'utilidade g]al1 que deve t] toda e qualqu] in/ituio sci5tifica su/5tada a exp5sas da nao4 ,por outra p>te na lei de #ag de novembro evid5tem5te se d o primeiro golpe no velho sy/ema da in/ruco secund>ia1 e se ne/a lei no se revela todo o es=o necess>io p>a d]rub> um collosso que se apoia em preocupaes ins5satas1 a circum/ancia de s] primeira t5tativa absolve completam5te seu auctor4 ,assim mesmo ella foi sophismada e inutilisada3 os lyceus nunca se organis>am1 e o latim e a rhetorica encantoados por toda a p>te como dantes1 riem-se da lei que os apos5tava nas capitaes dos di/rictos3 di>iam5te se p$em cam>a dos deputados cadeiras de latim3 p>ece que os agricultores de ,portugal1 como o ,triptolemo d',walt] ,scott1 pret5dem ar> e cav> pelo sy/ema de ,virgilio1 ,columella e ,v>ro2 que z tigna b9a sesquiquip$alia de ,ces> so os modlos das nossas con/ruces2 que nas tusculanas de ,cic]o se a*am z receitas necess>ias p>a e/amp> *itas ou tec] burel e s>agoa2 que na hi/oria natural de ,pl9io se encontram todos os apontam5tos precisos p>a conhec] os usos dome/icos e z virtudes m$ic9aes das plantas d nosso pas2 e que1 emfim1 na ,ars am&i d',ovidio1 nas poesias de ,catullo ou no ,satyricon de ,petronio ,arbitro e/ a flr e nata da cr5a no nosso ,deus1 dos pr9cipios da nossa moral1 dos inc5tivos d nosso amor da lib]dade e da patria6 ,no pass>ei avante sem faz] m5o de mais um passo1 de mais uma expresso d v]dadeiro p5sam5to progressivo em in/ruco pblica1 expresso positiva que so\ na cam>a dos deputados em #ahci4 ,falo d projecto de re=ma d ens9o prim>io pelo ,sr4 ,tav>es de ,mac$o4 ,comquanto z m9has idz no des9volvim5to de um sy/ema legal sobre e/e importante ou antes pr9cipal ramo d'adm9i/rao1 div]sifiquem das d illu/re ,auctor daquelle projecto1 todavia no posso deix> de consid]> esse trabalho1 nas suas disposies fundam5taes1 como a c\sa incomp>avelm5te melhor que c]ca de tal objecto app>eceu entre ns4 ,se no se att5d] s5o g5]alidade delle1 pode-se diz] que o complem5to da lei de #ae de novembro2 o meio de re=ma directo aps o indirecto4 ,mas e/e papel1 nem avaliado nem compreh5dido1 l jaz sepultado na commisso d'in/ruco pblica donde tem resurgido muito latim e rhetorica1 mas donde talvez s bem t>de surja uma lei que repres5te o v]dadeiro progresso d ens9o pblico4 ,no anno de #ahdj1 eu e o meu amigo o sr4 ,f]r]1 cujas op9ies em similhante mat]ia concordam na maior p>te com z m9has1 t9hamos resolvido apres5t> commisso um projecto de lei sobre a in/ruco prim>ia ou antes g]al1 que devia abrang] z es*olas elem5t>es e z prim>ias sup]iores1 deix&o p>a depois1 ou p>a ent5dim5tos mais robu/os1 o trabalh> na lei ou leis das es*olas especiaes4 ,t9hamos ns ent5dido que a actual diviso d'ens9o prim>io1 secund>io e sup]ior1 arbitrria1 e no tem fundam5to nem na organisao pres5te da soci$ade1 nem na natureza d que se *ama sab] humano4 ,a hi]>*ia na in/ruco pblica um ana*ronismo absurdo4 ,ha in/ruco que todos ou pelo m5os o maximo nm]o de cidados deve possuir3 ha outra que s p]t5ce a classes e a individuos4 ,e/a a nica diviso legtima1 real e logica d ens9o pblico3 com e/e intuito deviam s] r$igidas z leis sobre e/udos cujo corpo havia de con/ituir o cdigo d'in/ruco pblica4 ,no pres5te anno1 expulsos ambos da commisso a que p]t5ciamos1 fomos disp5sados de cogit> mais em tal mat]ia3 gu>dmos por isso os nossos trabalhos1 que relativam5te ao ens9o g]al se a*avam quasi promptos1 esp]&o tempo mais favoravel a p5sam5tos de v]dadeiro e judicioso progresso4 ,qu&o os m>es cruzados e os v5tos ponteiros desal5tam a companha1 o capito prud5te colhe z velas1 e esp]a que o oceano se aquiete p>a proseguir a viagem4 ,de tudo quanto se tem1 pois1 t5tado a favor de uma re=ma radical e completa no desgraado ramo da in/ruco pblica1 sobr5ada ap5as a escola polyte*nica1 contra a qual app>ece um projecto1 que n\tras circum/ancias fra ap5as l\co e ridiculo1 mas que apres5tado na occasio em que os =aes ousam vir p]ante uma cam>a legislativa1 7como o jum5to traj&o a pelle d leo1 cub]tos com o manto da ju/ia17 tem um c>act] s9i/ro e significativo1 porque irmo gmeo dos =aes1 a que se pr5de e enlaa1 s5o pela importancia das consequ5cias imm$iatas1 ao m5os pela unidade de espirito e pelas consequ5cias remotas4 ,a que/o da es*ola polyte*nica e d collegio dos nobres resume e repres5ta a que/o imm5sa d sy/ema d'in/ruco nacional que hade s] e da in/ruco excepcional que foi e 2 que/o entre a educao e melhoram5to dos agricultores1 dos artifices1 dos fabricantes e a propagao dos causdicos1 dos casui/as1 dos p$antes2 que/o entre o trabalho e o cio2 que/o entre a granja e o cro da s2 entre a palheta d e/ampador e a metphora d s]mo2 entre a ma*9a de vapor e o prov> d rbula4 ,por isso ella uma grave e importante que/o4 ,p>a t] c]ca de/e negcio uma op9io segura cumpre t] bem pres5tes os c>act]es da intellectualidade nacional nos diff]5tes p]odos da nossa civilisao2 importa no esquec] que cada pr9cipio politico que dom9a em um pas requ] um sy/ema p>ticul> d'ens9o pblico2 que uma mon>*ia absoluta 7como por exemplo a ,prussia7 cujas leis sobre in/ruco nacional so admiravelm5te adaptadas ao gov]no repres5tativo1 t-lo-ha =osam5te p>a z g]aes futuras1 mas sem convulses nem ruido1 e que uma mon>*ia mi/a como a nossa1 que cons]v> o sy/ema de ens9o pblico creado pelo absolutismo1 e s p>a o absolutismo conv5i5te1 t] necess>iam5te e/e1 ou uma democracia ins5sata e f]oz1 precursora da tyrannia4 ,similhante objecto1 portanto1 p>a o qual gov]nantes e gov]nados olham com v]gonhoso desprezo1 involve nada m5os que os de/9os sociaes da g]ao que vir aps ns2 enc]ra nada m5os que z causas da futura s]vido ou da futura lib]dade4 ,depois1 que significa num pas con/itucional a desigualdade completa das classes1 relativam5te ao ens9o pblico8 ,com que razo ou ju/ia hav] a c>go d !s\ro e/udos cu/osos p>a os legi/as1 p>a os !logos1 p>a os milit>es1 p>a os mdicos1 p>a os cirurgies1 e no ha-de hav] uma granja-modlo p>a se torn>em consumados na sci5cia de agricult> os possuidores de gr&es propri$ades ruraes2 es*olas indu/riaes p>a se faz]em insignes em suas pr(isses os donos ou directores dos gr&es e/abelecim5tos d'ind/ria2 cons]vatorios d'artes e (ficios p>a o ap]feioam5to dos individuos que se do s artes fabris8 ,so porv5tura ilotas os hom5s d'aco e esp>tanos s os hom5s d'especulao8 ,so porv5tura aquelles membros 9teis d corpo social1 e e/es os que os su/5tam8 ,sobre cujos hombros pesa o maior vulto dos impo/os d'ouro1 de trabalho e de sangue8 ,e que obrigao tem a gr&e maioria dos contribu9tes de su>em e tressu>em p>a que se hajam de cons]v> os gr&es e/abelecim5tos da *amada in/ruco sup]ior1 e no fim t]em um juiz a quem pagam pelas contribuies g]aes d e/ado1 um advogado a quem remun]am da sua algibeira qu&o delle precisam1 um mdico que os sra ou mata qu&o lhe do d9heiro8 1 respond]-se-ha1 porque a soci$ade c>ece da exi/5cia de/as classes4 ,conv5ho3 mas no c>ec] a soci$ade de lavradores1 de fabricantes1 d'artifices8 ,eis o v]dadeiro ponto da que/o1 que repres5tada1 de um lado pelo sy/ema antigo1 de outro pelo mod]no3 de um lado pelo collegio dos nobres1 d outro pela es*ola polyte*nica4 ,livre seja p>a os individuos o cultiv>em z letras2 nobre e honroso tudo quanto nos alevanta da t]ra3 mas o gov]no de um pas no uma academia de poetas e d'eruditos3 o gov]n> um pas o feitoris> uma gr&e casa3 deve por isso o feitor s] positivo1 economico e sev]o calculador4 ,a in/ruco pblica um arroteam5to1 e embora na t]ra cultivada de novo haja um cant9ho p>a flores1 c]to que z se>as1 z pa/ag5s1 z mattas e os pom>es so o pr9cipal objecto dos cuidados de um bom adm9i/rador3 de tudo o que nas sci5cias e nas letras puram5te intellectual se compe o j>dim da repblica2 mas a r5da della1 os fructos de que se su/5ta1 s os produzem z sci5cias applicveis e applicadas4 ,tudo o que no fr organis> o ens9o nacional sob a influ5cia deslo p5sam5to1 no ent5d] nem a soci$ade1 nem a nossa po*a1 nem z circum/ancias peculi>es de ,portugal4 ,digo circum/ancias peculi>es de ,portugal1 porque alm das consid]aes g]aes j tocadas1 ha uma especialissima e de gr&e monta que nos diz p>ticul>m5te respeito4 ,vem e/a a s] a de que e/amos excessivam5te pobres2 tri/e v]dade1 da qual abraados com a sombra van d que fomos1 no ha ahi voz que valha a p]suadir-nos4 ,necess>io ao pobre o s] activo e indu/rioso1 e no s] de c]to com o antigo sy/ema d'in/ruco que o povo portugus progr$ir na ind/ria4 ,qu&o os diamantes e o ouro d ,brasil v9ha inund> ,portugal de riquezas2 qu&o ,d4 ,joo ,v comprava a ,roma1 a v5al1 z pompas pontificaes p>a alegr> seus cios2 qu&o e/e pr9cipe1 mulo de ,luiz ,,xiv1 incumbia s artes ba/>das e corruptas d seu tempo que lhe erguessem a magnfica n9h>ia de ,mafra1 ento era preciso entulh> de frades1 de capelles1 de cnegos1 de mons5hores1 de pr9cipaes1 d'escribas1 de desemb>gadores1 de caturras1 de rimadores d'epi?alamios e de elegias1 d'oradores academicam5te imp]t95tes1 o insondavel sorv$\ro das inutilidades pblicas4 ,como d\tro modo devor> z entranhas da ,am]ica8 ,e/a era a gr&e ind/ria portuguesa d'ento2 p>a ella se deviam affeio> os e/udos4 ,o !s\ro d e/ado sub/ituia a aco dos hom5s4 ,com ag5tes esp]tos p>a v5d] diamantes na ,holl&a e obreiros habeis p>a cunh> ouro nos paos da mo$a1 e/avam suppridos trabalhos1 in/ruco popul>1 actividade1 tudo4 ,era aquella uma po*a brilhante2 mas pass\4 ,de quanto possuiam nossos avs s nos re/a uma tradio saudosa1 o arrasam5to indu/rial1 e a tri/e realidade da mis]ia pblica4 ,cumpre-nos acceit> e/a com hombridade1 i/o 1 resignados e resolvidos a recup]> com o trabalho o que p]demos com o cio4 ,z conqui/as no volt>o mais1 porque j no ha novos mundos p>a deva/>1 e z nossas esp]anz devem dirigir-se p>a um solo frtil1 visitado pela b5o de ,deus2 p>a a intellig5cia nacional1 de que a provid5cia no foi escaa comnosco4 ,p>a conv]t] aquella em manancial de riqueza1 e e/a em in/rum5to de prosp]idade mi/] accommod> s necessidades pres5tes o sy/ema d'in/ruco pblica2 e d que fica dicto me p>ece d$uzir-se com evid5cia que o actual1 nos seus c>act]es ess5ciaes1 inteiram5te contrrio a essas necessidades4 ,alm disso1 quo cruel decepo o facilit> desord5adam5te a *amada in/ruco secundria1 qu&o ap5as ella se pode consid]> como o primeiro passo na c>reira univ]sit>ia1 e qu&o em um pas pequ5o como o nosso1 o nm]o dos que seguem essa c>reira deve s] to limitado8 ,vemo-nos afogados em um m> de d\tores1 e no temos talvez dez individuos capazes de con/ruir z mais simplices m*9as mod]nas d'agricultura ou d'ind/ria3 direi mais1 no temos talvez c9co que saibam da exi/5cia dellas4 ,a consequ5cia de/e e/ado de cultura intellectual1 falsa1 inapplicavel e viol5ta1 que z muitas esp]anz m5tidas1 z muitas ambies recalcadas1 todos os annos arremessam p>a a ar5a dos b&os civis c5t5>es de coraes g5]osos1 que ins(fridos ante um prospecto de mis]ia1 se arrojam s lides politicas1 p>a p]ec]em ou pre>em no cadav] defecado d patrimnio da repblica4 ,e a9da o mal s]ia m5or se ao lado de/a decepo h\vesse alguma gr&e v]dade3 se uma es*ola d'applicao mat]ial e/ivesse pat5te juv5tude entre cada dez daquellas em que se ens9am discipl9as puram5te litt]>ias4 ,ao m5os havia p>a ella a escolha6 ,mas no acontece assim4 ,p>a os mancebos de m$ocre eng5ho1 desprovidos de proteco e inhbeis em enr$os politicos1 sobre o dito da in/ruco pblica em ,portugal e/ escripto um d/ico1 invisivel aos olhos dos desgraados1 mas fatal1 immutavel e t]rivel1 o d/ico que o cantor ghibel9o de ,flor5a escreveu com a sua p5na de bronze sobre a porta d inf]no3 ,p] me si va tra la p]duta g5te3 ,lasciate ogni sp]anza voi *'intrate6 ,a nossa legislao sobre ens9o pblico pela maior p>te moralm5te assass9a1 e os seus assass9ios vo m$idos pelos sonhos de ,n]o e reve/idos d c>ct] de ,judas2 porque tom&o a mocidade inteira como um individuo1 ella sada e beija z vctimas1 p>a z apunhal> em massa nos seus futuros de/9os4 ,era1 pois1 preciso quanto in/ruco especial re/r+ir o nm]o das es*olas puram5te litt]>ias2 cre> e g5]alis> os in/ituitos de/9ados ao ap]feioam5to p>ticul> das classes v]dadeiram5te productivas e indu/riaes4 ,o que se *ama in/ruco secundria no nem pode s] s5o uma dep5d5cia univ]sit>ia1 e po/o que espalhada pelo pas1 devia r$uzir-se e cont]-se de c]to modo no gremio da univ]sidade1 mold>-se pelo espirito della1 e suppri-la unicam5te dos alumnos de que ella1 ou1 p>a melhor diz]1 a nao c>ecesse4 ,ni/o consi/iria uma p>te ess5cial da v]dadeira re=ma4 ,mas ha ahi uma classe mi/a e num]osa1 classe condemnada a viv] d trabalho di>io1 e sem a qual de nada s]viria a cultura indu/rial dos fabricantes1 dos me/res d'(fic9as1 dos propriet>ios ou r5deiros ruraes4 ,e e/a a dos op]>ios1 no s5tido mais va/o e completo da palavra4 ,p>a a in/ruco de similhante classe que no exi/e o m5or ve/igio d'ens9o pblico1 e todavia a ella p]t5ce o maior nm]o de cidados reve/idos de direitos politicos e sujeitos aos enc>gos sociaes4 ,dir-se-ha que pr9cipalm5te p>a e/es e/o espalhadas pelo re9o mais de mil es*olas prim>ias1 onde podem receb] uma in/ruco limitada e humilde como os seus de/9os4 ,erro lam5tavel6 ,a9da suppondo que em es*olas elem5t>es1 sem me?odo1 sem sup]9t5d5cia1 sem regul>idade1 sem me/res1 no digo habeis mas s(friveis1 se possa ens9> alguma c\sa1 que so z vossas es*olas prim>ias8 ,ap5as um repositorio d'in/rum5tos p>a apr5d]1 depois de os sab] m5e>4 ,l] ou escrev] no in/ruco def9itiva1 meio de a alcanar3 ella comea alm de/es rudim5tos1 e alm de/es rudim5tos qual o ens9o que vs (f]eceis ao homem d povo8 ,que fonte de vida intellectual e moral puse/es vs na e/rada da sua laboriosa p]egr9ao na t]ra8 ,um ,eutropio e um ,qu9tiliano4 ,e que lhe importa a elle o vosso ,eutropio e o vosso ,qu9tiliano8 ,o que elle vos agradec]a fra que o habilitasseis com os elem5tos das sci5cias naturaes1 accommodados tanto sua capacidade como aos seus de/9os3 que lhe revelasseis os conhecim5tos applicaveis vida mat]ial3 que lhe ens9asseis o des5ho l9e>1 a geometria prctica1 os rudim5tos e factos importantes da physica1 da *imica1 da botanica1 e z regras g]aes d'hygi5e popul>2 que o in/ruisseis na d\tr9a cl>a e simples d evangelho1 p>a no s] um idlatra ou um malvado4 ,eis o que elle vos tiv]a em m]c1 depois de lhe hav] s5tido a utilidade1 e no os lat9s1 os gregos1 z rhetoricas e z ontologias1 que n5huma applicao teem ao melhoram5to da sua exi/5cia de trabalho e de privaes1 p>a a qual no ha outra consolao1 outro refgio1 outra esp]ana1 s5o ou a bruteza da tab]na1 ou o prospecto d rep\s> na valla plebea e sem nome de um cemit]io1 e depois della z promessas de ,deus ao que *ora e s] consolado4 ,a creao das es*olas prim>ias sup]iores uma necessidade d sculo1 d pas em que vivemos1 da misso civilisadora d gov]no repres5tativo1 da c>idade religiosa e at resultado de um direito dos cidados4 ,ellas con/ituem a educao d povo1 porque o ens9o prim>io elem5t> um dev] e ao mesmo tempo uma propri$ade de todos2 d nobre e d humilde2 d aba/ado e d pobre2 e o ens9o especial a educao de classes excepcionaes1 limitadas1 dim9utas4 ,urge que essas es*olas se in/ituam1 e se no temos meios p>a z accumul> s es*olas prep>atorias de duas ou trs especialidades1 c]ceem-se e/as1 e d-se s multides a in/ruco que ellas exigiriam talvez =a1 se no ignorassem a importancia della p>a a futura felicidade de seus filhos4 ,a es*ola polytecnica ess5cialm5te a es*ola normal1 ou1 p>a melhor diz]1 pr(issional1 donde podem sair hom5s habeis p>a me/res d'es*olas prim>ias sup]iores1 v]dadeiram5te popul>es e teis4 ,tudo o que e/es devem s] obrigados a ens9>1 e que se no inclue nas discipl9as pr(essadas na es*ola polyte*nica1 facil lhes de adquirir sem me/res1 ou n\tra p>te4 por isso2 porque creio e esp]o na reg5]ao intellectual e moral d povo portugus1 por meio dum novo sy/ema d'in/ruco pblica1 ao qual p]t5ce e de que hoje nica repres5tante a es*ola polyte*nica1 que eu respeito e/a1 e a def5di e def5do quanto me p]mitte a pobreza d meu cab$al d'eng5ho4 ,sem outros motivos de dio ou affeio por ella1 sem damno ou proveito pessoal na sua exi/5cia1 posso diz] desse in/ituto e dos seus adv]s>ios o que ,tacito dizia dos imp]adores romanos3 ,mihi ,galba1 ,o?o1 ,vitellius nec injuria nec b5eficio cogniti4 ,mas alguem not> que eu t5ha a es*ola polyte*nica na conta de es*ola normal d'ens9o prim>io sup]ior1 qu&o o seu nome e os seus f9s app>5tes suscitam a ida duma es*ola exclusiva de prep>atorios p>a e/udos milit>es4 ,a v]dade que a sua organisao e a natureza das mat]ias nella ens9adas a con/ituem pr9cipalm5te uma es*ola c5tral4 ,que importa a d5om9ao das c\sas qu&o se tracta da sub/ancia dellas8 ,*amem-lhe noviciado da ,cotovia p>a satisfaz] os pseudo-devotos1 que eu cont5to-me com isso e cont9u>ei a consid]-la como o que realm5te 4 ,agora por e/a d]radeira ida me recordo de que fazia um papel em respo/a ao ,a4 da ,analyse d ,p>ec] da ,commisso d',in/ruco ,publica4 ,t9ha-me completam5te esquecido disso1 alis no escrev]a o que fica escripto4 ,fra contradico flagrante com m9has op9ies fal> grego a quem no o ent5de1 nem pode enl5d-lo4 ,voltemos ao bom d ,analy/a1 que o at aqui pond]ado de c]to no p>a elle4 ,e/e homem1 se foi delicioso em direito1 em hi/oria e em !ologia my/ica1 sublime em que/es d'in/ruco4 ,quanto a elle a es*ola polyte*nica um objecto de luxo e o ext9cto collegio uma necessidade4 ,p>a v5tres insaciaveis1 p>a ga/rnomos1 sem dvida3 p>a a v]dadeira in/ruco1 p>a a in/ruco de que o povo portugus c>ece1 tal proposio um desm>cado absurdo4 ,o porque1 escuso diz-lo de novo3 o leitor o t] p]cebido j pelas pond]aes que fiz4 ,torceu o ,auctor da anlyse z palavras d p>ec] p>a pr a commisso em contradico comsigo mesma4 ,recurso de quem no tem outro6 ,t9ha ella dicto que a applicao dos b5s d noviciado da ,cotovia dotao d collegio fra um bom e judicioso p5sam5to1 e deu a razo3 porque assim ao m5os no se e/rag>am e p]d]am esses b5s4 ,daqui se v que a m5te da commisso no era nem l\v> nem deprimir a p>te litt]>ia d collegio2 mas ne/as palavras e no approv> a ext9co delle que o bom d analysador a*a a contradico4 das que no teem respo/a4 ,pod]iamos t] accresc5tado que a9da por outra razo era bem in/ituido o collegio3 porque os f9s da sua creao se adaptavam mon>*ia absoluta3 mas e/e argum5to s]ia mais um motivo p>a revalid>mos a sua ext9co4 ,todavia no se creia que ao m5os elle satisfez z miras d gr&e homem e gr&e dspota que o in/ituira4 ,exi/em provas irrefragaveis de que esse in/ituto1 cujo cadav] se qu]e reve/ir de um sud>io de matizes e ouropel1 foi desde o seu pr9cpio o que lhe *am\ a commisso1 uma excresc5cia litt]>ia1 uma enx]tia aleijada1 um membro mon/ruoso no corpo da in/ruco secundria1 da propria in/ruco secundria dos tempos que j l vo2 que foi1 alm disso1 o que lhe no *am\ a commisso e eu lhe *amo aqui1 uma s5t9a de corrupo1 d'cio e de luxo1 uma sanguesuga 9til da sub/ancia que devia s] applicada ao ens9o pblico g]al4 ,co/ume meu prov> o que digo2 por isso *am>ei a juizo duas te/emunhas irrecusaveis4 ,a primeira o proprio m>quez de ,pombal4 ,em #aggb viu-se elle obrigado a re=m> os e/atutos daquella casa1 por consulta da ,mesa ,c5soria1 de ago/o de #agga1 e tanto no prembulo d alv> sobre i/o passado1 como nas disposies delle se revela que ahi re9ava a desordem e o escndalo em tudo2 na faz5da1 nas letras1 na discipl9a e nos co/umes1 suppondo at uma dessas disposies 7a #h4;a7 a prctica de vicios infames1 i/o qu&o o collego t9ha ap5as #aa annos d'exi/5cia4 ,a segunda te/emunha o clebre pr(essor de philosophia1 ,b5to ,jos de ,s\sa ,f>9ha1 o qual em uma memoria que sobre e/e e/abelecim5to dirigiu a ,d4 ,rodrigo de ,s\sa ,c\t9ho1 faz reflexes mui judiciosas c]ca delle1 suppo/as z idz daquelle tempo1 e p9ta com vehem5cia z desord5s1 o luxo espantoso e a falta de educao litt]>ia1 que ahi re9avam3 lam5ta z sommas enormes que se desp5diam com e/e collegio1 cujo m5eio cu/ava p]to de #hjj3jjj cruzados cada dez annos1 uma boa poro dos quaes saa d subsidio litt]>io1 por onde os pr(essores eram pagos1 e prope vrias re=mas que nunca se execut>am4 notavel essa memoria1 e s9to no pod] transcrev-la ne/e papel4 ,pela re=ma d m>quez de ,pombal v-se o que era o collegio dez annos depois de creado2 pela memoria v]-se-hia o que elle era depois de meio sculo de exi/5cia4 ,tudo o mais que sobre a que/o litt]>ia se encontra na anlyse1 refutava-se pl5am5te de um modo3 transcrev5do-a4 ,mas como isso fra uma inutilidade1 vi/o e/> ella impressa1 que os hom5s ent5didos na mat]ia leiam essa f>ragem1 se pud]em naveg> por entre aquelle m> ap>celado de confuso de idz e de solecismos atrozes3 no qu]o maior ca/igo a seu ,auctor4 ,como no t5ho por agora t5o de torn> a tract> e/e objecto1 salvo se a isso me viol5t>em =tem5te1 no deix>ei de exam9>1 antes de pr t]mo a e/e papel1 o t]ceiro ponto d negcio1 a que/o economica entre os d\s in/itutos4 ,,iii ,os pi$osos re/auradores das opas e bal&raus1 p>a em tudo s]em infelizes at des>razoam com a c\sa mais c]ta1 con/ante e corr5te de/e mundo1 os alg>ismos4 ,em bul9do nelles sai desv>io inevitavel4 ,p>a prova di/o ba/ava uma passagem d relatorio d projecto de lei n4o #eh ,a4 ,diz-se ahi que a h]ana d almirante con/ava de #hj contos em padres de juro1 e de muitos outros b5s4 ,supponhamos que e/es valiam quasi outro tanto1 i/o 1 #fj a #gj contos2 t]amos de capital #aej1 somma exagg]ada1 mas que admitto p>a o clculo4 ,no mesmo relatorio se accresc5tam e/as notaveis palavras3--aquella to quantiosa h]ana da qual som5te em obras d collegio1 suas (fic9as e crca se ga/>am desde o anno de #agfa at o d #agfg a enorme quantia 7o que os hom5s das m$alhas e g>na*as no ga/am grammatica7 de tres5tos e c9co5ta contos de reis4--,agora p]gunto eu1 ha ahi paci5cia humana que comporte um disp>ate similhante8 ,o juro dos padres era de c9co ou seis por c5to3 conc$amos que o re/o d capital1 em faz5da1 todo fosse productivo e dsse igual r5da3 seis por c5to de #aej contos montam a #i contos que1 multiplicados por1 #g annos1 do #fc3 como se ga/>am1 pois1 em #g annos1 #cej contos desses b5s1 a no os v5d] todos pelo dobro d seu valor1 sem escap> sequ] a cabelleira mais dom/ica d almirante8 ,comp>ados com e/es calculadores1 ,newlon e ,eul] =am ap5as uns pobres s&eus6 ,no se creia1 porm1 que a anlyse ficasse dev5do nada ao relatorio4 ,e/as duas mirficas produces so como os pa/ores de ,virgilio3 et cant>e ambo et respond] e p>ati3 entresa*adas uma na outra1 armava-se com ellas uma cloga digna da ,f5ix ,r5ascida4 ,vamos a vr os calculos da anlyse4 ,diz-se ne/a que da creao da es*ola polyte*nica e ext9co d collegio dos nobres result>a p>a o e/ado um augm5to annual de despesa de #ac3cch3dcj4 ,a commisso t9ha affirmado que h\v]a uma economia de mais de oito contos de reis4 ,quem err>ia a computao8 ,exam9emo-lo4 ,a despesa d pessoal da es*ola polyte*nica e a importancia dos premios que se conf]em aos alumnos1 importam1 segundo a lei d oram5to de #ca de julho de #ahci1 em #af3hbf3dec4 ,ne/a somma no se compreh5dem os soldos dos (ficiaes milit>es1 porque e/e v5cim5to no em v]dade despesa feita com a es*ola4 ,suppondo que a e/a quantia se haja de junct> no s a de #b3jjj3jjj1 que1 segundo a op9io da commisso de in/ruco pblica1 a es*ola pode ga/> com os seus e/abelecim5tos1 mas tambem a de #d contos que o ,auctor da anlyse de/9a p>a e/es e outros mi/]es1 s] o total das despesas da es*ola polyte*nica #bb3hbf3dec4 ,passemos agora a exam9> z despesas que o e/ado deix\ de faz] com os e/abelecim5tos a que se ref]e o sr4 deputado por ,lamego1 e que =am ext9ctos na mesma po*a em que se cre\ a es*ola polyte*nica2 exam9emos igualm5te qual economia result\ das suppresses e modificaes que em consequ5cia de se hav] in/ituido essa es*ola se fiz]am4 ,o collegio1 7acceitos os proprios fundam5tos em que o ,auctor da anlyse qu]e e/rib>-se7 cu/ava na occasio em que foi ext9cto #af3bdf3agj2 a academia de m>9ha ga/ava com o seu pessoal e com os premios #f3eaf3jjj2 z cadeiras supprimidas no collegio milit> importavam em ris #b3djj3jjj1 e a despesa que se fazia com o j>dim botanico montava a #b3ecb3jjj3 tudo i/o somma #bg3fid3agj4 ,j se v1 pois1 que na realidade1 a9da d$uz9do o clculo das premissas e/abelecidas na anlyse1 h\ve pelo m5os uma economia de #d3hfg3gag ris4 ,cabe aqui not> uma feia +ratido d ,auctor da anlyse p>a com o ,snr4 deputado por ,lamego4 ,no cont5te com v-lo p5d5te daquella nodosa e sp]a cruz d relatorio1 em que1 vctima expiatoria de alheias cubiz1 mos cruis o preg>am1 a9da1 novo ,longu9hos1 o vai lac]> com a lana aacalada de um atroz epigramma6 ,affirm> que o ,snr4 deputado comp>>a s a despesa d collegio dos nobres com a da es*ola polyte*nica1 diz] por boas palavras que o ,snr4 deputado coxeia da faculdade de julg>1 o que p>ece um esc>neo no m]ecido4 ,pois o ,snr4 deputado propunha que fosse a es*ola sub/ituida no s pelo collegio1 mas pela antiga academia de m>9ha1 aula de physica e *imica1 etc42 comp>ava litt]>iam5te aquelle com e/es in/itutos e economicam5te havia de comp>-lo com um s dos que (f]ecia p>a sub/ituio8 ,se o ,auctor da anlyse no respeit\ os membros da commisso d'in/ruco pblica1 tax&o-os de m5tirosos1 levianos e exagg]ados1 respeite ao m5os o ,snr4 deputado1 que na cam>a exps pi$ade dos legisladores z opas rasgadas1 z fitas p>tidas1 z m$alhas embaciadas e a coz9ha empeonh5tada d collegio dos nobres1 como ,m>co ,antonio a tnica ensangu5tada de ,ces> v9dicta da g5te romana4 ,o ,snr4 deputado no comp>\1 nem devia1 por c]to1 comp>> a despesa da es*ola unicam5te com a d ,collegio1 porque o faz-lo s]ia um desm>cado absurdo4 ,e/a gria com que o ,auctor da anlyse pret5de esquiv> o inv5civel argum5to dos alg>ismos1 por si s prova pl5issima de que at elle ent5de que #bg3fid3agj ris so mais que #bb3hbf3dec4 ,mas no pra aqui o negcio3 z primeiras quantias que se devem addicion> de #d3hfg3gag ris que fica m5cionada1 so3 #hjj3jjj que o ,auctor de/9a p>a conc]to dos edificios1 como se practicava no oram5to d collegio1 e #eie3jjj ris p>a rebate de papel3 a primeira porque a importancia de similhantes conc]tos j vai incluida na somma de que adiante fal>ei1 de/9ada p>a z despesas d mat]ial da es*ola2 a segunda porque a mesma es*ola s uma vez troc\ papel1 logo no pr9cpio da sua adm9i/rao1 segundo me in=mam1 o que e/ bem longe de pod] con/ituir um enc>go annual e p]man5te como se inculca na anlyse4 op9io d ,auctor de/a que alm da somma de #ah3bgf3jjj ris designada pela commisso p>a a despesa total da es*ola polyte*nica1 precisa e/a de ga/> #d3jjj3jjj ris em obras1 cons]vao das aulas1 etc42 i/o 1 pret5de que alm dos #b3jjj3jjj arbitrados pela commisso p>a os e/abelecim5tos da es*ola1 seja necess>ia p>a z despesas que elle designa a quantia j m5cionada de #d3jjj3jjj ris4 ,exam9emos e/a ass]o4 ,em primeiro log> supponho com a commisso que depois que a es*ola t5ha *egado a conseguir o seu &am5to regul>1 sejam suffici5tes #b3jjj3jjj p>a os e/abelecim5tos que v]dadeiram5te lhe p]t5cem4 ,a e/a somma se hade accresc5t> a de #a3fjj3jjj p>a despesas d j>dim botanico e p>a algumas rep>aes nos edificios respectivos2 e como nos oram5tos d collegio dos nobres entravam quantias de/9adas p>a os rep>os d edificio1 s]vio da igreja e enc>gos pios de alguns b5s que adm9i/rava e hoje so adm9i/rados pela es*ola1 ju/o que similhantes despesas1 a que a es*ola e/ igualm5te obrigada1 sejam tambem tomadas em conta na avaliao d que pode cu/> e/e in/ituto4 ,ao primeiro de/es objectos pode-se de/9> a quantia de #ijj3jjj2 com o segundo ga/a-se a de #gbg3fjj1 v9do tudo a somm> #e3bbg3fjj4 ,note-se1 porm1 que uma p>te mui avultada de/a quantia de/9ada p>a z despesas das aulas de physica1 *imica1 m9]alogia e outras discipl9as que actualm5te se pr(essam na es*ola1 e que1 se a9da se ens9assem nas aulas cujo re/abelecim5to se prope1 no deix>iam de traz] o mesmo disp5dio1 o que obvio p>a todos os que no ignoram qual seja o objecto de/as sci5cias1 e o modo de z ens9>4 necess>io1 pois1 abat] na somma arbitrada uma quantia1 que a9da suppondo-a mui mdica1 no pod]ia s] m5or que um conto de ris1 o qual ou se havia de accresc5t> no cu/o dos e/abelecim5tos ext9ctos1 ou se ha-de dim9uir no da es*ola4 ,faz5do e/a sub/raco dos #e3bbg3fjj1 t]emos em vez de #f3jjj3jjj ris1 #d3bbg3fjj ris p>a o ga/o da p>te mat]ial d in/ituto1 d$uzidos dos r5dim5tos que se lhe applic>am4 portanto o total d que se p\pa1 em resultado da creao da es*ola polyte*nica e ext9co d collegio dos nobres e dos outros e/abelecim5tos e cadeiras1 #h3jce3aag3 quantia que de c]to a9da e/ quem d que realm5te se ha de p\p>1 qu&o a es*ola e/iv] em seu &am5to regul>1 que1 deve s] o consid]ado numa que/o de despesas ord9>ias1 que de modo n5hum se devem calcul> pelas d e/ado transitorio4 facil1 pois1 de conhec] agora quem se engan\1 se a commisso1 se o ,auctor da anlyse4 ,mas no ficam aqui os erros de/e afamado calculador4 ,d modo porque elle se expressa sobre uma dim9uio que o gov]no propus]a1 por via d oram5to1 nos ord5ados dos l5tes da es*ola1 p>ec]ia que a commisso t9ha contado com similhante dim9uio p>a a*> a somma de #ah3bgf3jjj ris em que calcula o total das despesas da mesma es*ola1 e que1 a seguir-se a op9io da commisso de gu]ra1 que props a cons]vao dos ord5ados1 hav]ia um augm5to de #c3jjj3jjj alm de/a quantia1 que de tanto a diff]5a dos ord5ados segundo a r$uco propo/a pelo m9i/ro da gu]ra4 ,engan\-se porm3 a quantia de #af3hbf3dec que a commisso apont\ p>a despesas d pessoal da es*ola e dos premios1 abrange os ord5ados da lei1 e de modo n5hum pod] hav] o tal augm5to de #c3jjj3jjj1 que muito folg>ia provavelm5te o analysador de pod] incluir nos seus pr(undissimos calculos4 ,cont9ua elle fal&o de uma v]ba de #c3jih3fjj a que diz mont>em os ord5ados dos empregados d collegio a qual1 na sua op9io1 bem como a de #d3baj3jjj dos ord5ados dos pr(essores d e/abelecim5to ext9cto1 devida creao da es*ola polyte*nica4 ,algum pod]ia crr vi/a d modo porque se exprime o ,a4 da anlyse c]ca da primeira v]ba1 que os empregados que =am d collegio e/o receb5do seus v5cim5tos sem proveito d s]vio pblico3 no porm i/o assim4 ,a esses empregados1 com r>as excepes1 se deu de/9o p>a diff]5tes rep>ties d e/ado onde o seu s]vio se podia aproveit>1 e s os p\cos exceptuados cont9u>am a goz> v5cim5tos esp]&o collocao1 como succ$e em g]al aos de qualqu] rep>tio pblica que se ext+ue e aos quaes cumpre respeit> os direitos adquiridos4 ,quanto v]ba de #d3baj3jjj1 dos ord5ados dos pr(essores1 que o ,auctor da anlyse faz figur> com a antec$5te na diff]5a que apres5ta1 a9da mais arra/ada veiu a pobrez9ha p>a os seus calculos4 ,o gov]no ext+uiu o collegio depois de faz] a re=ma da in/ruco secundria3 no podia portanto deix> de s]1 7em relao a e/a re=ma1 e at como p>te della7 ext9cto o collegio dos nobres3 ne/e caso os seus pr(essores deviam t] entrado nos lyceus2 se alguns no e/o empregados1 se os seus ord5ados se desp5dem inutilm5te1 no por c]to es*ola polyte*nica que cabe o odioso que porv5tura dahi possa result>4 ,o ,auctor p>a introduzir no seu clculo e/e e o antec$5te elem5tos1 s]viu-se de uma hypo!se falsa e absurda1 qual a de hav] o collegio sido ext9cto p>a se pod] cre> a es*ola polyte*nica1 e de t] havido um contracto positivo e bilat]al ins]ido no decreto de #d de janeiro de #ahcg1 sobre a ext9co d collegio1 o qual se a*a ref]5dado pelos m9i/ros da gu]ra e d re9o4 ,o decreto m5cionado no enc]rava de modo n5hum a ida da creao de um e/abelecim5to milit> de in/ruco2 mas nelle se det]m9ava que os collegiaes fossem ultim> os seus e/udos ao collegio milit> que1 como se sabe1 um e/abelecim5to litt]>iam5te anlogo ao ext9cto collegio dos nobres4 ,era pois indisp5savel que tal decreto fosse ref]5dado pelo m9i/ro da gu]ra3 mas e/e decreto s5do de #d de janeiro1 como fica dicto1 no podia involv] obrigao alguma p>a o m9i/]io da gu]ra c]ca da escola polyte*nica1 que ento no exi/ia4 ,ne/e decreto no ha realm5te c\sa alguma que se p>ea com uma conv5o em que se e/ipulasse que a es*ola havia de utilis>-se dos r5dim5tos d collegio1 e fic> sobrec>regada com quantos enc>gos t9ha aquelle e/abelecim5to1 que era de uma natureza inteiram5te div]sa4 ,o decreto de #ab d mesmo ms1 que de/9\ p>a z despesas da es*ola polyte*nica os m5cionados r5dim5tos1 foi ref]5dado por aquelles mesmos m9i/ros1 porque a um delles tocava o entreg> a dicta faz5da1 e ao outro o d> a e/a a nova applicao det]m9ada4 ,onde e/1 porm1 aqui isso a que o ,auctor da anlyse *ama uma condio bilat]al1 a respeito d pagam5to dos empregados d collegio pelos b5s que =am delle8 pois v]dade vi/a d que fica pond]ado1 que nem o collegio dos nobres foi ext9cto p>a d> log> creao da escola polyte*nica1 nem o m9i/]io da gu]ra contrahiu obrigao alguma a respeito dos ord5ados dos empregados d collegio1 nem a v]ba que repres5tava taes ord5ados podia de modo n5hum figur> em qualqu] excesso de despesa1 se porv5tura o h\v]a1 pelo facto da in/ituio da es*ola4 ,no exi/e portanto o augm5to de despesa que o ,auctor apres5ta1 e bem pelo contrrio ha uma economia que pelo m5os sobe a #h3jce3aag ris4 ,re/a-me diz] alguma c\sa sobre o f9al da anlyse que consi/e em uma e/ati/ica dos antigos e/abelecim5tos1 comp>ada com a da es*ola1 e to ridicula como todo o re/o da anlyse4 ,cont5t>-me-hei com faz] z segu9tes obs]vaes4 ,z aulas da casa da mo$a ha muitos annos que t9ham deixado de faz] p>te d nosso sy/ema d'in/ruco pblica1 como notorio3 os cursos de physica e de *imica e/iv]am ab]tos naquelle e/abelecim5to por muito p\co tempo3 os taes #cjj alumnos de todas z condies e idades1 de que fala o ,auctor da anlyse1 so portanto imag9>ios4 ,quanto aos alumnos que h\vessem de frequ5t> o collegio dos nobres1 esses devem a*> os mesmos e/udos nos lycu ou nas outras aulas anlogas4 ,mas qu&o exi/isse essa diff]5a p>a m5os no nm]o d'alumnos da es*ola1 nunca dahi se pod]ia concluir a conv5i5cia da ext9co de/a4 ,deixei pond]ado no captulo ,,ii qual era a v]dadeira natureza de/e in/ituto1 i/o 1 a d'es*ola c5tral4 ,logo que em nossa t]ra se att5da ao mais ess5cial da in/ruco pblica1 a creao das es*olas prim>ias sup]iores1 o nm]o de alumnos da es*ola polyte*nica dobr> ou triplic>1 porque ella deve s] o in/ituto onde se =mem os pr(essores p>a essas es*olas1 e foi de c]to com taes miras1 que a commisso de in/ruco *am\ escola polyte*nica roda indisp5savel na m*9a d ens9o pblico4 ,alm disso1 consid]&o-a luz de uma es*ola especial1 que qu] diz] o avali> a sua importancia ou utilidade pelo nm]o dos alumnos que a frequ5t>am1 e a9da mais comp>> e/e nm]o com o dos alumnos de uns p\cos d'e/abelecim5tos1 alguns dos quaes eram de natureza div]sa8 porv5tura i/o mais que um mesqu9ho sophisma8 i/o mais que t] b>alhadas todas z idz c]ea d'in/ruco pblica8 ,comp>> uma es*ola especial por e/e lado com aulas de ens9o secund>io1 que1 segundo o tri/e e mis]avel sy/ema actual d nosso pais p]t5ce in/ruco g]al1 o mesmo que se comp>assemos o nm]o de alumnos da ,univ]sidade com o dos que frequ5tam z es*olas de lr e escrev]1 e dahi concluissemos a conv5i5cia da ext9co della4 ,c]ro aqui o discurso1 nem volt>ei a tract> de similhante negcio1 salvo se me con/rang]em a s] mais explcito d que eu quis]a4 ,lisboa #ae de junho de #ahda4 ,,nota ,,nota ,os docum5tos a que o ,auctor se ref]e e cujo transumpto apres5tamos ne/a nota1 em con=midade d que dissmos na ,adv]t5cia1 teem z datas de #f de ago/o e #ag de setembro de #ahdj4 ,das allegaes de ordem economica de lado a lado apres5tadas sobre o j conhecido assumpto de que tractam1 nada diremos aqui1 porque todas se a*am reproduzidas e ampliadas no capitulo ,,iii d opusculo4 ,limit>-nos-hemos1 pois1 a extract> z conc]n5tes s que/es de direito e litt]>ia nelles controv]tidas4 ,pelo que toca ao primeiro ponto e p>a seu resumo e cl>eza1 comecemos por complet> o que se diz no opusculo c]ca d almirante de ,casella e d seu te/am5to1 gui&o-nos pelo p>ec] da commisso de in/ruco publica1 ao qual ne/a p>te s]viu de base uma cpia daquelle te/am5to exi/5te no collegio4 ,durante a gu]ra da successo ao ?rono de ,hespanha1 entre o ar*iduque d',au/ria ,d4 ,c>los e ,philippe d',anj\1 o duque almirante de ,ca/ella ,d4 ,joo ,?omaz ,h5riques de ,cabr]a1 que era p>tid>io d ar*iduque1 aus5t>a-se p>a ,portugal onde falleceu te/&o os b5s que possuia ne/e re9o companhia de ,jesus1 p>a que ella fundasse um noviciado onde fossem recebidas--z pessoas da companhia que quisessem sacrific> a sua vida na conv]so dos infiis das ,indias ori5taes e da ,*9a--4 ,o noviciado *am>-se-hia de ,nossa ,s5hora da ,conceio e na sua igreja se diriam missas por alma d te/ador e sua mulh]1 hav5do seis capellas p>a o desemp5ho d culto e m>c&o o te/am5to z cngruas de/9adas aos respectivos capelles4 ,elle s]ia fundado em ,madrid se o ar*iduque ,c>los v5cesse naquella gu]ra e em ,lisboa no caso contrrio1 que foi o succ$ido4 ,expondo a seu modo e/es factos 7em ambos os docum5tos desacompanhados de datas7 accresc5tava-lhes o deputado por ,lamego no relatorio da sua propo/a z allegaes que se sguem3--,que t5do os jesuitas portugueses acceitado a h]ana d almirante1 logo com uma p>te della compr>am t]ras na ,cotovia e m&>am ahi levant> a casa de/9ada ao noviciado1 fic&o a p>te re/ante1 que era a mais quantiosa1 p>a os enc>gos p]man5tes4 ,que1 ext9cta a companhia de ,jesus em ,portugal1 o gov]no de ,d4 ,jos ,i tom>a posse dos b5s con/antes dessa h]ana e com elles dot>a e e/abelec]a no edificio j levantado o real collegio dos nobres1 sujeit&o e/e aos mesmos onus e impondo aos seus capelles e famili>es z mesmas obrigaes recomm5dadas pelo almirante4 ,de/e modo1 concluia o propon5te1 a exi/5cia d collegio a*ava-se ligada a condies de ltima vontade1 no hav5do da p>te dos h]dadeiros naturaes d te/ador direito p>a reclamaes4 ,porm1 sub/ituido o collegio pela es*ola polyte*nica mudava a situao de face1 corr5do o gov]no p]igo de s] dem&ado vi/o que aquellas condies haviam sido m5osprezadas2 p]igo p>a o qual o auctor d projecto dilig5ciava attrahir a att5o da cam>a1 exagg]&o com infundadas citaes o valor dos b5s de que se tractava4 ,no opusculo se desfaz e/e exagg]o e se impugnam outras inexactides d relatorio d projecto acima resumido4 ,a commisso c+ira-se1 porm1 na sua rplica1 ao que era ess5cial p>a a deciso da cam>a4 ,das textuaes palavras d almirante d$uzira ella que o noviciado que elle quis]a se fundasse era de c>ct] religioso e em p]feita h>monia com a misso orig9ria da companhia de ,jesus1 a de propag> a f *ri/an nas regies d ori5te e em toda a p>te4 ,que o p5sam5to d almirante fra evid5tem5te1 ao m5os no que respeitasse ao noviciado que in/ituia1 obrig> a companhia a ab&on> o cam9ho errado em que desde muito tempo se embr5h>a e que veiu a p]d-la1 volt&o rigorosa obs]vancia d seu e/atuto4 ,po/o o que1 mal se podia compreh5d] que o collegio dos nobres correspondesse ltima vontade d te/ador4 ,que similhana havia entre o noviciado de um v>o apo/olico1 o mi/] d qual era o ir d5unci> o evangelho aos infiis d ori5te1 atravess&o m>es procellosos1 rasg&o os ps pelas urzes das br5has intractaveis dos s]tes da ,asia1 desb>at&o a sade e arrisc&o a vida no meio de brb>os atraioados e desconv]saveis1 e a educao de um nobre1 rodeado de mimos1 e cujo de/9o era o viv] vida cortesan nas occupaes e tracto mundanos8 ,que relao havia entre a bblia e a esgrima1 entre a !ologia e a dana1 entre a humildade da cruz e o orgulho dos brases e arm>ias1 entre z s&alias d mission>io e z regras da equitao8 ,era v]dade que ,d4 ,jos ,i ord5>a na c>ta de doao de #ab de outubro de #agfe1 que se cumprissem os legados pios inh]5tes h]ana d almirante de ,ca/ella1 quanto s capellas1 cappelles e missas1 fic&o aquellas annexas ao collegio4 ,tambem a mesma c>ta de doao det]m9>a que esses capelles e quatro dos seus famili>es fossem admittidos com a clusula de irem mission> nas ,indias e na ,*9a1 qu&o o mon>*a assim lhes det]m9asse4 ,mas dahi no d]iv>a p>a o collegio o c>ct] de in/ituto religioso4 ,por outro lado1 z ref]idas capellas cont9u>am a exi/ir e a funccion> depois de creada a es*ola polyte*nica1 nas mesmas condies em que ant]iorm5te t9ham exi/ido1 facto de que a commisso se in=m>a com o devido rigor p>a escl>ec] a cam>a4 ,at os capelles eram a9da os mesmos1 no pod5do por isso neg>-se ao ex]cicio das misses a que e/avam obrigados4 ,a es*ola no tr\x]a1 pois1 n5hum p]igo de dem&as1 como se inculcava no relatorio d projecto4 ,milh>es de baseadas reclamaes s]iam p>a rece> por falta de cumprim5to de legados pios imp5d5tes sobre os b5s das ext9ctas ord5s religiosas1 mas no z dos h]deiros d almirante1 pois que a vontade de/e cont9uava a s] pi$osam5te respeitada at onde z leis p]mittiam e tanto quanto o fra durante a exi/5cia d collegio4 ,o collegio dos nobres havia sido uma in/ituio civil como era a es*ola polyte*nica1 e to bom direito h\v]a p>a applic> p>te d esplio dos jesuitas ao e/abelecim5to de/a como ao daquelle4 ,sem dvida fra bom o p5sam5to d mon>*a que cre>a o collegio1 porque ao m5os imp$ira que os b5s applicados dotao de/e se extraviassem e arru9assem como tantos outros da ext9cta companhia1 aos quaes succ$]a o mesmo que em seus dias a commisso vira acontec] a boa p>te dos das ord5s mona/icas4 ,mas da ento judiciosa applicao daquelles fundos1--de n5hum modo se havia de concluir que ella era immutavel1 e que o gov]no e os repres5tantes da nao no t9ham o direito de lhes d> outra1 pr9cipalm5te s5do e/a mais adequada ao e/ado actual da soci$ade e ao espirito e t5d5cias d nosso sculo1 como ao diante s]ia pond]ado4 ,quanto controv]sia sob o ponto de vi/a litt]>io eis o que se apura dos d\s docum5tos4 ,como j sabemos1 no projecto d deputado por ,lamego se propunha no s o re/abelecim5to d collegio dos nobres1 mas tambem o de outros in/itutos d'in/ruco4 ,no seu relatorio explicava o propon5te como todos esses in/itutos1 haviam con/ituido no seu conjuncto um sy/ema que disp5sava a es*ola polyte*nica1 sem prejuizo d ens9o pblico e com vantag5s economicas p>a o e/ado4 ,accresc5tava que o collegio no dev]a s] ext9cto vi/o que a sua frequ5cia fra por ,d4 ,p$ro ,,iv facultada a todas z classes sociaes1 mas era odiado talvez por t] o nome de real4 ,responde a commisso que o collegio fra ext9cto por hav]em ento sido creados lyceus de in/ruco secundria e e/> em de%>monia com e/es pelas discipl9as que nelle se ens9avam1 taes como esgrima1 msica1 dana e equitao4 ,rebat5do o argum5to ad odium1 que1 em seu diz]1 fugira da p5na ao illu/re ,auctor d projecto1 pond]a que a importancia de um in/ituto de ens9o no podia vir na po*a pres5te s5o da sua utilidade social4 ,que era livre p>a os individuos e associaes p>ticul>es o su/5t>em o luxo sci5tifico ou litt]>io1 mas o ens9o por p>te d e/ado devia re/r+ir-se ao que ess5cialm5te conviesse ao pblico em g]al4 ,com respeito es*ola ent5dia a commisso que longe de s] ext9cta ella dev]a s] creada se no exi/isse j4 ,no era objecto que se pusesse em dvida a necessidade de uma es*ola de sci5cias applicadas na capital d re9o1 es*ola de/9ada a encam9h> p>a o e/udo das pr(isses teis1 (ficiaes ou p>ticul>es1 inclu9do a agricultura e a ind/ria4 ,e ne/a p>te ajunctava a commisso z consid]aes segu9tes1 que acabam d escl>ec] o leitor sobre o projecto d deputado por ,lamego1 e com z quaes damos tambem por concluida a mat]ia da pres5te nota3 ,que pret5de1 pois1 o nobre deputado ,auctor d projecto8 ,quebr> uma gr&e e indisp5savel roda na m*9a da in/ruco pblica1 p>a a sub/ituir por uma excresc5cia litt]>ia1 pela enx]tia de um membro de mais e aleijado1 no corpo da in/ruco secundria4 ,i/o adm9i/rativam5te impossivel4 ,porm 7dir-se-ha7 ne/e projecto prope-se o re/abelecim5to da ,academia de ,m>9ha1 da ,academia de ,=tificao da mesma =ma1 e no mesmo e/ado em que se a*avam antes da sua ext9co2 assim como o da ,aula de ,physica e ,*imica da casa da mo$a4 7,artigo #c4o74 ,ne/e artigo d projecto ha erros gravissimos de facto e de d\tr9a4 ,erro de facto suppr ext9cta a es*ola de =tificao1 qual ap5as se mud\ o nome1 melhor&o-se no me?odo de ens9o4 ,erro de d\tr9a pret5d]1 que voltem ao mesmo e/ado e mesma frma antiga z duas academias4 ,suppe porv5tura o nobre deputado1 que z sci5cias p>assem nos seus rpidos progressos1 desde que essas academias =am in/ituidas1 ou antes que t5ham retrogradado1 porque s assim se pod]ia pref]ir a frma e e/ado antigos8 ,ent5d] acaso o nobre deputado que a es*ola polyte*nica e a es*ola d ex]cito no e/o ao nivel d e/ado actual da sci5cia1 e que z antigas academias o e/avam8 ,se e/e o presuppo/o d nobre deputado1 que elle t5ha a bondade de o explic> e demon/r>3 a vossa commisso acceit> go/osa z consid]aes d nobre deputado1 e no duvid> de propr-vos vi/a dellas uma nova re=ma p>a aquelles e/abelecim5tos4 ,em todo o caso1 p>a que dividir e desloc> e/udos1 ligados naturalm5te entre si1 e que no seu complexo total con/ituem cursos completos p>a div]sas classes de pr(isses especiaes8 ,que vantagem resulta ao e/ado de que z cadeiras de discipl9as anlogas1 e relativas entre si1 sejam soltas e d]ramadas1 em vez de e/>em h>monisadas e unidas1 =m&o um s corpo1 e debaixo de uma s direco8 ,o eng5ho dos membros da vossa commisso no ba/ante p]spicaz p>a pod] compreh5d] ne/e ponto z idz d nobre deputado4 ,a v]dade que j em #ahjj o d\tor ,ci]a propunha uma re=ma de/es e/udos1 e que p\co depois os clebres ,brot]o e abbade ,corra da ,s]ra =am enc>regados de organis> um plano p>a a creao de um e/abelecim5to de sci5cias physicas em ,lisboa1 e que feito o plano1 e at nomeados os pr(essores e designado o local1 no veiu a lume a obra1 por causa da invaso dos franceses1 e da p>tida d pr9cipe reg5te p>a o ,brasil4 ,j1 pois1 desde essa po*a se via a necessidade de d> unidade ao e/udo das sci5cias physicas4 ,emfim1 eis os nomes dos signat>ios d p>ec]1 pela ordem em que ne/e se lem1 nomes que por c]to no s]o lidos com indiff]5a--,ago/9ho ,albano da ,silveira ,p9to 7com decl>ao7--,antonio ,ribeiro de ,liz ,teixeira--,f4,m4 ,tav>es de ,c>valho--,a4 ,h]culano--,f4,j4,d4 ,naz>e?--,almeida ,g>rett--,v4 ,f]r] ,netto de ,paiva4 ,,in/ruc,o ,,publica #ahda ,,in/ruc,o ,,publica ,i ,entre os graves negocios que nas mon>*ias con/itucionaes devem occup> a att5o das cam>as legislativas1 d pod] executivo e de todos os cidados que desejam a prosp]idade d seu pais1 ha um1 importante mais que muitos1 difficilimo pelas consid]aes a que1 no tract-lo1 preciso remont>1 p]igoso pelas cu/osas e s vezes baldadas exp]i5cias que p>a o resolv] a9da hoje se fazem no meio dos povos mais cogitadores e alumiados da ,europa1--escuro1 emfim1 at porque na m5te dos legisladores1 dos hom5s que gov]nam e a9da dos mais ent5didos cidados1 e/o porv5tura vivas preoccupaes da mocidade e de educao1 contra o v]dadeiro modo de contempl-lo1 qu&o se tracta de o conv]t] por via de leis em facto social4 ,e/e negcio importante1 difficultoso1 arriscado e escuro1 o sy/ema de organisao da in/ruco g]al ou nacional que1 nos pases livres1 no pode deix> de s] tida em conta de g>antia pblica e ao mesmo tempo individual1 e que1 por isso1 deve s] regulada de maneira tal que1 s]v9do prosp]idade e civilisao communs1 abranja nos seus b5eficios a todos e a cada um dos cidados4 ,a revoluo francesa d fim d sculo passado1 no meio dos seus crimes1 das suas v]tig5s1 dos seus disp>ates1 proclam\ gr&es v]dades2 e sobre a t]ra ensangu5tada por ella1 lanou z sem5tes dos mais pr(undos pr9cipios sociaes4 ,foi eila que primeiro consid]\ a in/ruco luz da nacionalidade2 que primeiro a saud\ como uma g>antia individual2 como uma dvida d e/ado p>a com os seus membros3 foi ella que primeiro disse--a repblica deve d> aos cidados uma in/ruco g]al4 ,e/e p5sam5to1 assim enunciado1 era incompleto e in=me2 mas era gr&e e g5]oso4 ,desde ento elle cresceu1 vigor\1 e radic\-se na op9io da g5te illu/rada4 ,mais ou m5os completo1 mais on m5os regul>1 modificado pelo progresso das idz ou pelo espirito dos legisladores1 e/e pr9cipio reproduziu-se em alguns dos cdigos legislados no meio das mudanz politicas que1 desde essa revoluo at hoje1 tem agitado a ,europa4 ,entre ns elle foi consagrado na ,c>ta e na ,con/ituio actual4 ,mas o seu enunciado na ,con/ituio vig5te no foi modificado como1 em nossa op9io1 devia s]4 ,a confuso das div]sas especies de g>antias em que ella con/antem5te labora e/5de-se da in/ruco g]al4 ,e/a ap5as ahi consid]ada como g>antia individual2 donde nascem duas consequ5cias damnosas2 uma1 que se contem no artigo con/itucional relativo a e/e objecto2 outra1 que deve =osam5te influir no espirito dos legisladores na feitura de uma lei sobre in/ruco pblica1 pr9cipalm5te na que se pode *am> lei d'in/ruco g]al1 nacional ou prim>ia4 ,e/a in/ruco indubitavelm5te uma g>antia mixta1 g]al e individual4 ,s ella pode assegur> a espontaneidade e indep5d5cia d elem5to capital dos gov]nos repres5tativos--a eleio2 porque s a illu/rao pode faz] conhec] aos eleitores que a votao ne/e ou naquelle indivduo p>a seu repres5tante o acto mais solemne e grave da vida pblica1 e que1 se disso fiz] jogo ou favor1 faz um favor e jogo da sua felicidade futura e da de seus filhos4 ,s e/a g>antia social pode assegur> a cons]vao de um pod] municipal =te e activo1 que resi/a s +]5cias da c5tralisao a9da exagg]ada entre ns e que1 se algum dia = re/r+ida1 ha-de sempre t5d] a exagg]>-se2 ao passo que essa mesma illu/rao f> com que o pod] municipal no ouse transpor os conf9s d pod] c5tral1 cuja aco demasiada a morte da lib]dade1 mas cuja auctoridade legitima m5oscabada ou r\bada a morte da ordem pblica4 ,s e/a g>antia social pode ajud> a religio a moralis> o pas1 e por consequ5cia1 a dim9uir a necessidade de leis viol5tas1 excepcionaes1 e portanto ms4 ,s ella pode1 emfim1 des9volv5do z faculdades dos cidados1 habilit-los p>a conhec]em os seus v]dadeiros int]esses1 p>a desemp5h>em os seus dev]es publicos e dome/icos1 e1 favorec5do o accrescimo da ind/ria1 p>a augm5t> a riqueza e promov] o engr&ecim5to da nao4 ,consid]ada como g>antia individual1 a in/ruco prim>ia realisa o direito1 que tem qualqu] cidado1 de ap]feio> o seu ent5dim5to1 no s p>a se ajud> desse ap]feioam5to no g5]o d'ind/ria a que se d$ica e pelo qual obtem o po quotidiano1 mas tambem p>a pod] avali> o e/ado das c\sas pblicas1 os actos e z op9ies dos que gov]nam e legislam1 ergu5do-se assim de feito dignidade de homem livre4 de/es d\s f9s a que se de/9a a in/ruco pblica que lhe provm a sua natureza de duplicada g>antia3 dev] da soci$ade e direito d indivduo3 dev] d indivduo e direito da soci$ade4 ,da falsa ida de que a in/ruco pblica exclusivam5te direito d cidado1 d]iv\ o preceito ins]ido em mais de uma lei politica1 de que o e/ado subm9i/r> gratuitam5te a in/ruco prim>ia a todos os cidados2 disposio na ess5cia pu]il1 porque no ha n5hum meio de s] gratuito p>a os cidados qualqu] s]vio pblico1 s5o o de obrig> os funccion>ios a s]virem de graa3 d]iv\ tambem torn>-se absurda a compulso ao ens9o1 porque absurdo con/rang]-me a us> de um direito ou vantagem que eu espontaneam5te rejeito4 ,consid]ada1 porm1 a in/ruco g]al como g>antia mixta1 embora incumba aos pod]es pblicos assegur> a exi/5cia da es*ola por toda a p>te1 lev> a in/ruco prim>ia at o mais solit>io casal1 porque sem isso a compulso ao ens9o no sm5te absurdo mas tyrannia1 o legislador pode1 comtudo1 escolh] livrem5te os meios de realis> um facto em que o direito e o dev] da soci$ade e d indivduo se confundem de modo insep>avel3 pode ento legitimam5te e/abelec] o ens9o obrigatorio com a sanco d ca/igo1 sem o que s] sempre uma disposio irrisoria impor aos cidados o dev] de in/ruirem seus filhos4 ,se ha docum5to cl>o p>a prov> a importancia de ass5t> leis sobre solidas !orias1 s-lo-ha o que deixamos pond]ado sobre a in/ruco pblica1 vi/a luz politica4 ,esses hom5s que se ufanam de s] positivos e prcticos1 de no se cans>em com z applicaes de pr9cipios especulativos1 e/o sujeitos muitas vezes a no s]em logicos1 ou a tran/orn>em nas leis regulam5t>es o espirito e a letra das leis fundam5taes1 ou f9alm5te a infelicit>em a nao que lhes cau nas mos1 com leis incompletas e inapplicaveis1 contrrias ao bom regim5 d e/ado e felicidade d povo4 ,eis donde nasce a necessidade de boas d\tr9as politicas4 ,vir um dia em que nos codigos politicos se att5dam os sos pr9cipios e se escreva3 ,a con/ituio consid]a o ens9o g]al como g>antia da soci$ade e d indivduo3 o e/ado obrigado a assegur-lo e mant-lo em todo o seu complexo2 os cidados a acceit-lo no que elle repres5t> de g>antia social4 ,por e/as ou por outras palavras s] esse o seu espirito4 ,esp]amo-lo porque cremos na =a irresi/ivel da v]dade e no progresso d g5]o humano4 ,como ligada a e/as consid]aes cabe aqui escl>ec] uma que/o que tambem se deve reput> de c]to modo prelim9> de tudo quanto t5hamos de expor sobre o assumpto de que tractamos4 ,admittido que a educao intellectual da mocidade possa con/ituir uma ind/ria p>ticul>1 e no vemos razo solida que a isso se opponha1 s] ju/o que a lei attribua ao gov]no uma int]v5o maior ou m5or no ex]cicio dessa ind/ria1 licita e livre como z demais ind/rias8 ,s] absoluta ou re/ricta a lib]dade de ens9o8 ,so os pr9cipios que ho-de resolv] o problema4 ,se a in/ruco prim>ia no fosse uma g>antia social1 affirm>iamos sem hesit> que a lei no podia attribuir aco alguma ao gov]no no ex]cicio d magi/]io privado2 porque privado era o contracto entre o me/re e o discpulo ou seus paes ou tutores4 ,embora esse ens9o fosse uma decepo1 n+uem t]ia direito a prev5ir o engano e s ao pod] judicial toc>ia rep>> o damno1 qu&o h\vesse queixoso4 ,ao gov]no incumbiria ap5as1 proporcion> a es*ola prim>ia a todos aquelles que se quisessem aproveit> della1 e qu&o alguem pref]isse obt] por div]so modo o b5eficio da educao intellectual p>a os seus1 a lei que e/atuisse a int]v5o da auctoridade s]ia uma lei abusiva4 ,mas1 desde que o ens9o prim>io se consid]e como satisfao de uma necessidade pblica1 como um factor indisp5savel na manut5o da soci$ade1 a lei no pode deix> de attribuir auctoridade adm9i/rativa l>ga int]v5o em um assumpto que1 embora importe ao individuo1 importa porv5tura a9da mais ao bem commum4 ,ora1 se a es*ola privada pudesse livrem5te sub/ituir-se es*ola pblica2 e se assim o ens9o pudesse torn>-se numa decepo1 a soci$ade fic>ia sem g>antia c]ca de uma das mais importantes condies da sua exi/5cia4 ,de/as consid]aes devem d]iv> pr9cipalm5te duas disposies da lei1 uma que exija d me/re um ttulo de capacidade e outra que crie um sy/ema sev]o de inspeco1 de modo que a vigilancia d gov]no no a*e ob/aculos p>a evit> quaesqu] males que hajam de result> da ind/ria d ens9o privado4 ,que a lei prev9a os abusos d pod] em relao a essa ind/ria1 mas que z re/rices vo at onde pud]em ir sem (f5sa ao direito individual4 ,a segurana pblica em relao cultura intellectual d povo1 at onde e/a indisp5savel p>a a soci$ade1 exige uma magi/ratura mais =te e uma aco mais enrgica d que a segurana mat]ial dos cidados4 ,importa e/a ao pres5te2 aquella ao pres5te e ao futuro#d4 ,,ii ,e/abelecidos os v]dadeiros pr9cpios politicos1 relativos in/ruco nacional1 e comp>ados com os que a d\tr9a da ,con/ituio repres5ta1 segue-se naturalm5te o aff]ir o e/ado actual dessa in/ruco no nosso pas com uns e outros pr9cpios4 ,se z leis1 ou z provid5cias gov]nativas sobre e/e assumpto e/iv]em ao m5os em h>monia com o preceito con/itucional1 se ao m5os t5d]em a conv]t] num facto o seu p5sam5to1 a nao1 e pr9cipalm5te os hom5s que olham p>a a educao intellectual d povo com a circumspeco que to grave e importante mat]ia exige1 no t]o gr&es motivos de queixa contra os legisladores ou contra o gov]no2 t]o sim de lam5t> que o pacto social no os compellisse a irem mais longe1 no con/rangesse aquelles1 a r$igirem uma lei que tivesse por alvo o faz] com que todos os cidados possuissem um maior ou m5or grau de illu/rao1 e/e1 a empreg> toda a aco adm9i/rativa em torn> effectivas z disposies dessa lei4 ,mas1 se nem z leis1 nem os actos d executivo tiv]em a9da tornado v]dadeira e effectiva a s5t5a da ,con/ituio1 com quanto incompleta1 ento a soci$ade tem direito d'exigir dos seus repres5tantes uma legislao que no deixe illusoria aquella s5t5a1 e d gov]no provid5cias que conv]tam em realidade essa legislao4 ,desgraadam5te e/e o caso em que nos a*amos4 ,ab/rah9do da in/ruco sup]ior e limit&o-nos *amada prim>ia1 quella que o artigo con/itucional teve em mira1 =oso confess> que a lei de #ae de novembro de #ahcf1 lei feita no meio d e/rondo de uma revoluo1 e que fic\ s]v9do como lei de des9volvim5to de um artigo da ,con/ituio decretada d\s annos depois1 no pre5*e os f9s que1 por e/a ltima1 circum/ancia1 t9ha de pre5*]1 apes> dos escassos additam5tos que de ento p>a c se lhe tem feito4 ,quanto s provid5cias sobre in/ruco prim>ia tomadas pelos diff]5tes m9i/]ios que tem havido depois que a ,con/ituio foi promulgada1 pode-se diz] o mesmo3 nem ns os culpamos muito por isso1 vi/o que o mal provm1 na maior p>te1 da lei3 culpamo-los1 sim1 de no t]em tomado a iniciativa de alguma propo/a sobre to srio negcio em que1 mais que em n5hum1 a iniciativa deve s] d gov]no4 ,com effeito s o m9i/]io1 que1 num pas onde a sci5cia da e/ati/ica quasi desconhecida1 talvez seja1 quem unicam5te possua os p\cos factos e/ati/icos1 que ahi se colligem1 pode com algum fundam5to r$igir uma lei sobre similhante objecto1 o qual1 mais que n5hum1 precisa de s] moldado pelos pr9cpios dessa sci5cia4 ,alm disso1 um projecto de lei sobre in/ruco prim>ia1 feito por um simples deputado1 ou hade s] m9utissimo e desc] a um sem num]o de provid5cias regulam5t>es1 ou hade s] defici5te e por consequ5cia quasi 9til4 ,no succ$e porm a um m9i/ro o que acontec]ia a um membro d corpo legislativo4 ,qu&o o m9i/ro leva ao p>lam5to1 =mulado em projecto de lei1 um p5sam5to politico1 uma gr&e ida sobre a organisao de qualqu] ramo de s]vio pblico1 elle deve t] deixado na sua secret>ia z provid5cias regulam5t>es1 que s tornam exequiveis a maior p>te das leis4 ,euto1 se o projecto r$igido com t9o1 limita-se quelles pontos que c>ecem de sanco legal1 e o m9i/ro res]va p>a si o que lhe p]t5ce1 o =mul> os meios da execuo4 ,foi assim que ,mr4 ,guizot ent5deu a que/o d'in/ruco prim>ia na clebre lei de #ahcc2 que1 seja dicto de cam9ho1 no s]ia applicavel ao nosso pas4 ,o que foi votado pelas cam>as francesas era bem p\co1 mas o espirito robu/o que propus]a a lei1 l e/ava p>a a execut>2 e ab/rah9do das imp]feies dessa lei1 imp]feies que hom5s habilissimos antes de ns lhe teem notado1 ella produziu brevem5te vantajosos resultados4 ,i/o de c]to no acontec]a1 se algum simples membro das cam>as legislativas fosse o que tivesse propo/o aquella1 primeira vi/a1 mui defici5te lei4 ,ns temos uma lei d'in/ruco prim>ia a9da mais resumida1 no que ess5cial1 d que a lei francesa de #ahcc1 e a pessoa que a concebeu1 no teve de a execut>3 z p\cas provid5cias regulam5t>es sobre e/e objecto1 de que temos noticia1 no =am na maior p>te homlogas1 porque no =am concebidas pelo auctor da lei2 e a imp]feio de/a1 em que hoje talvez elle proprio conviria1 a9da se torn\ maior pela imp]feio dos meios4 ,o resultado devia s] =osam5te qual foi4 ,apes> das esp]anz1 dos log>es animadores que c]ca de/e assumpto se lem em relatorios de div]sos m9i/]ios1 durante os ltimos trs annos1 a iri/ruco prim>ia se no tem peiorado por c]to no melhor1 nem e/ mais espalhada d que era e e/ava at ahi4 innegavel que o nm]o das cadeiras prim>ias foi augm5tado com mais cem2 e que algumas de/as teem sido po/as em ex]cicio4 ,mas cumpria antes de affirm> que i/o produzira um augm5to d'in/ruco1 um maior d]ramam5to d'ens9o1 exam9> quantas das antigas es*olas teem deixado de s] providas2 se o nm]o dos alumnos augm5t\ em realidade e1 dado esse caso1 se augm5t\ na proporo das novas cadeiras em ex]cicio2 se os me/res so mais habeis1 que d'antes2 se os me?odos d'ens9o teem sido melhorados2 se a assiduidade dos que ens9am1 pr9cipalm5te nos di/rictos ruraes1 maior2 ou se pelo contrrio a prolongao da frequ5cia dos alumnos1 em consequ5cia d desleixo dos me/res1 no encobre a dim9uio das matrculas annuaes4 ,era com o conhecim5to de todas e/as circum/ancias1 que se pod]ia ass5t> um juizo seguro sobre tal mat]ia1 e se z in=maes p>ticul>es que por nossas dilig5cias temos podido obt] no so falsas1 o exame de taes circum/ancias nos de/ruiria essas esp]anz enganosas1 essas prosp]idades m5tidas4 ,os inconv5i5tes de que c]cada a laboriosa vida d magi/]io elem5t>1 vida de abnegao e e/reiteza1 especie de sac]docio que1 similhante ao das primeiras eras d *ri/ianismo1 requ] a mais h]oica resignao em uma exi/5cia de tdio1 de obscuridade e de pobreza1 teem augm5tado com o prospecto de mis]ia que hoje apres5ta essa humilde c>reira4 ,o1 j to dim9uto1 ord5ado dos pr(essores1 a9da mais mesqu9ho se torna pela falta dos pagam5tos1 e nas es*olas ruraes conv]te-se em completa decepo1 porque no ha ahi quem rebata os tnues v5cim5tos de um me/re de primeiras letras4 ,a providncia legislativa1 que obrig\ os municipios a contribuirem com v9te mil ris annuaes p>a z es*olas dos concelhos1 foi quasi por toda a p>te van e illusoria2 porque1 no lev&o essa lei comsigo os meios de con/rangim5to1 z municipalidades quasi por toda a p>te reluct>am2 e os desgraados pr(essores viram-se na alt]nativa de c$]em d seu direito1 ou de int5t>em dem&as ru9osas em que ga/assem trs ou quatro vezes a somma dem&ada2 porque todos sabem que o g5us insatiabile dos escribas e alguazis no co/uma l>g> os m>tyres que lhe cem nas mos1 sem os deix> escor*ados1 e que em ,portugal obt] ju/ia de graa s]ia inaudito1 mon/ruoso e att5tatorio dos nossos bons e antigos co/umes4 ,assim s a extrema mis]ia1 a desesp]ao da fome pode arra/> um indivduo1 que saiba l] e escrev]1 a sepult>-se numa aldeia remota e pobrissima1 p>a ahi morr] l5tam5te mngua4 ,muitas vezes acontece e/> ab]to o concurso p>a uma cadeira prim>ia durante meses e s no fim app>ece algum r>o concorr5te1 na maior p>te dos casos completam5te inhahil1 mas que provido quasi sempre1 porque z auctoridades propo/as a esse negcio ent5dem1 e bem1 que mais vale que o povo apr5da a l] p\co e mal1 que absolutam5te nada4 ,ento a desgraado homem1 desgraado intellectual e mat]ialm5te1 l se encam9ha p>a a es*ola r/ica1 onde no t>da a exp]im5t> a um tempo a difficuldade de ens9> e a de subsi/ir4 ,obrigado a ganh> o po por outro modo1 ab&ona os seus alumnos ou affug5ta-os2 e como n+uem se int]essa em que a es*ola floresa1 porque o nosso povo a9da no cr nem levem5te nos b5eficios da in/ruco1 o gov]no fica enganado suppondo que exi/e uma es*ola onde ap5as ha um individuo que goza o titula honorifico de me/re4 ,ns sabemos de c]ta povoao onde o pr(essor se conv]teu em f]reiro2 e o mais que &\ avisado1 porque1 assim1 esquiva-se a morr] fome4 ,a *amada in/ruco prim>ia em ,portugal mais uma palavra e uma v]ba d'oram5to que outra c\sa4 ,no relatorio apres5tado pelo gov]no cam>a dos deputados em janeiro d anno passado1 assev]ava-se que z es*olas prim>ias eram frequ5tadas por p]to de tr9ta mil alumnos o que s]ia j um e/ado flor5te d'in/ruco2 porque1 segundo os calculos que p>a i/o temos feito1 o nm]o das creancas d sexo mascul9o nas condies de frequ5t>em z es*olas prim>ias1 no pode exc$]1 em relao actual populao d pas1 o de #ff3ffj1 no descont&o z que apr5dem nos proprios domicilios1 nem z inhabilitadas physica e intellectualm5te4 ,seguir-se-hia1 pois1 que j o ens9o prim>io abrangia metade da infancia d sexo mascul9o1 o que em pases mais adiantados que ns1 a9da no acontece4 ,mas a v]dade no pode s] essa1 e o proprio gov]no o deixa v] nesse relatorio1 como facil de mo/r>4 ,primeiro que tudo1 delle mesmo se conhece1 que z in=maes sobre o nm]o d'alumnos so dadas pelos pr(essores2 e no se creia que1 por exemplo1 ao nosso f]reiro cu/asse muito pr de p>te o malho p>a escrev] num papel1 v9te1 tr9ta ou qu>5ta nomes1 se tanto delle se exigiu1 a troco de faz] jus ao b5esse dos #aajjjj ris4 ,que valor podem t]1 portanto1 similhantes in=maes8 ,que calculos se podem faz] sobre ellas8 ,n5huns3 absolutam5te n5huns4 ,faamos1 porm1 ju/ia ao m9i/ro1 que cria tanto como ns na exaco desse alg>ismo4 ,mui habil era elle ne/as mat]ias d'in/ruco p>a ignor> o facto que acima apontamos1 d nm]o possivel d'alumnos que o pas (f]ece1 calculado segundo z regras da sci5cia2 e p>a no v] que era impossivel s] exacto esse nm]o que dava por effectivo4 ,assim1 ao passo que apres5tava em to prsp]o e/ado z es*olas1 concluia o seu relatorio por e/as notaveis palavras3 ,s]o1 porm1 baldadas todas e/as providncias se z es*olas e/iv]em des]tas d'alumnos1 ou se fr entregue o ens9o da mocidade a pessoas ignorantes e indignas1 como sempre hade acontec]1 emquanto se no prov]1 etc44 ,e/a era a expresso s9c]a e exacta1 d que o espirito agudo d m9i/ro ent5dia3 o clculo1 isso era trabalho de secret>ia444 ,p>a lev> ltima evidncia o imag9>io dos taes tr9ta mil alumnos1 accresc5t>emos mais uma breve obs]vao4 ,o nm]o d'es*olas necess>ias p>a d]ram> por toda a sup]ficie d pas a in/ruco prim>ia no pode s] inf]ior1 segundo nossas av]iguaes1 a #a3djj ou #a3ejj4 ,o nm]o legal das que ento exi/iam e a9da exi/em1 no sobe a #a3ajj3 de/as1 segundo o mesmo relatorio1 p\co mais de #hjj e/avam providas1 i/o 1 p\co mais de metade das necess>ias havia p>a satisfaz] z precises d pais1 fic&o por consequ5cia a outra metade de/e sem in/ruco prim>ia4 ,devia-se1 pois1 concluir daquelle nm]o indicado e de/e facto1 que nos di/rictos em que essas es*olas e/o e/abelecidas1 j n5huma creana deixava de apr5d] a l] e escrev]2 o que nos fazia exc$] muito a ,frana e a ,+lat]ra e hombre> com a ,prussia4 ,pobres calculadores6 ,o fe*o d relatorio c]ca da in/ruco prim>ia que desgraadam5te exacto6 ,com honrosas e quasi r>as excepes1 os me/res de primeiras letras no desemp5ham nem podem desemp5h> seu mi/]3 por outra p>te1 os paes e tutores da infancia recusam-lhe a educao litt]>ia1 por motivos que n\tro log> exporemos4 ,sem pr(essores e sem discipulos1 como hav] in/ruco8 ,ella no pode exi/ir4 ,quantas in=maes1 quantos alg>ismos o gov]no apres5t> a e/e respeito1 s]o falsos1 s]o um engano feito s cam>as1 uma decepo p>a o pas4 ,em maio de #ahdj apres5t\-se por p>te d m9i/]io um projecto de enx]tia lei de #ae de novembro4 ,f> e/a v]gntea fructific> a rvore que a exp]i5cia mo/r\ bravia8 ,a commisso d'in/ruco pblica da cam>a dos deputados a9da no emittiu op9io sobre elle3 na falta de/a op9io1 que por c]to s] a mais ac]tada1 att5ta a extraord9>ia capacidade da maior p>te dos membros daquella commisso1 seja-nos lcito1 a ns humildes jornali/as1 faz] c]ca desse projecto algumas pond]aes4 ,,iii ,o gov]no1 como nmos1 t9ha no seu relatorio de janeiro de/e anno indicado o tri/e e/ado em que se a*ava a in/ruco prim>ia2 ao concluir a p>te delle relativa a esse ponto1 desm5t9do os alg>ismos que p\co acima apres5t>a1 pus]a a mo sobre a funda *aga que corroa e corroe a educao intellectual d povo4 ,ahi se affirm>a em nome d executivo aquillo que todos viam1 a solido das es*olas e a inhabilidade da maior p>te dos pr(essores prim>ios4 ,ab/5do-se de enum]> todas z causas de/e ph5om5o1 o gov]no apont>a s um dos motivos da r>idade de me/res habeis1 a falta de uma segura e dec5te su/5tao1 mas no diss]a cam>a porque razo e/avam des]tas z es*olas2 s5do evid5te que a inhabilidade dos me/res no podia s] o unico motivo de similhante facto4 ,fosse1 porm1 o que fosse1 o relatorio m9i/]ial punha o gov]no na necessidade de propr ao corpo legislativo provid5cias que rem$iassem o mal4 ,com effeito no ms de julho app>eceu uma propo/a p>a a re=ma da lei d'in/ruco prim>ia4 ,e/a propo/a devia t] por alvo o remov] todas z causas dos d\s gr&es inconv5i5tes que o m9i/]io apont>a no seu relatorio1 a falta de alumnos e a inhabilidade dos pr(essores4 ,de/e modo ella s]ia logica1 s]ia a consequ5cia d relatorio e revel>ia no m9i/]io a unidade de p5sam5to gov]nativo4 ,exam9emos se esse o c>ct] della4 ,enc]ra essa propo/a #ah artigos3 os primeiros so relativos s es*olas d'ens9o mtuo1 consid]ado como me?odo normal na lei de #ae de novembro de #ahcf4 ,em boa p>te e/es artigos conteem mat]ia que nos p>ece mais regulam5t> que legislativa4 ,aquella lei t9ha omittido judiciosam5te a designao dos locaes das escolas normaes2 porque s5do e/as in/ituies pblicas1 e de n5hum modo p>ticul>es ou municipaes1 era evid5te que p>a o seu e/abelecim5to deviam s] de/9ados edificios pblicos3 o que ord5a seja entregue ao pr(essor a casa e ad]eos da es*ola por via de um auto1 que o torne responsavel por elles p>ece-nos pu]il numa lei4 ,qu&o muito s]ia i/o mat]ia d'in/ruces d gov]no aos seus subalt]nos4 ,no artigo #d4o repete-se a d\tr9a d #a4o d artigo #ae4o da lei1 em que se conc$em tr9ta mil ris de gratificao aos pr(essores d'ens9o simultaneo1 que o sub/ituirem pelo ens9o mtuo4 ,na propo/a supprimem-se z palavras--v]ific&o-se i/o pela auctoridade compet5te1 int]v9do consulta de/a1 e decreto d gov]no--p>a depois se diluirem em um ext5so p>agrapho4 ,o artigo imm$iato 7#e4o7 v]sa sobre um dos pontos mais importantes de qualqu] lei1 que se possa faz] c]ca d'in/ruco prim>ia4 ,e/abelecido o pr9cpio de uma contribuio impo/a aos municipios p>a ajuda d cu/eam5to das es*olas1 era preciso regul-lo na sua applicao4 ,a lei de #ae de novembro era defici5te ne/a p>te4 ,a exp]i5cia tem provado exub]antem5te1 que a disposio que m&a contribuir z municipalidades com v9te mil ris annuaes p>a o ord5ado dos pr(essores prim>ios dos concelhos1 no s inconv5i5te mas tem sido van1 por no traz] comsigo os meios de a torn> effectiva4 ,o p5sam5to d gov]no porm exacto e lum9oso3 e/a contribuio deve s] proporcional ao nm]o de discipulos que frequ5t>em z es*olas3 assim esse onus que1 como j pond]mos1 se pode suppr1 talvez1 contrrio ao espirito da ,con/ituio1 consid]ado luz da razo e dos v]dadeiros pr9cipios politicos se ju/ifica pl5am5te4 ,o concelho desp5de em proporo d b5efcio que recebe3 ajuda a nao a pag> a divida da g]ao actual p>a com a futura2 mas e/e adjutorio assim ju/o e moral4 ,o p5sam5to d gov]no foi1 todavia1 completam5te e/ragado por quem qu] que r$igiu a propo/a1 e/abelec5do que nas cidades pr9cipaes z cam>as paguem c9co mil ris annuaes por cada dez discipulos acima de #fj1 que frequ5t>em a es*ola2 nas outras cidades e villas pelos que exc$]em a #dj2 nas aldeias por cada dcada acima de #be4 ,j dissemos1 e prova-lo-hemos em log> compet5te1 que no e/ado actual da populao d pas1 o nm]o total das creanz d sexo mascul9o1 que devem frequ5t> ao mesmo tempo z es*olas prim>ias1 de sess5ta e tantos mil3 prov>emos tambem que1 att5d5do ext5so da sup]ficie d nosso t]ritorio1 ao d]ramam5to das povoaes1 ao num]o dos habitantes1 natureza irregul> d solo1 falta de e/radas e cam9hos transv]saes1 s difficuldades de trnsito1 que (f]ece um pas mal arroteado1 *eio de torr5tes e brejos invadiaveis no inv]no1 o nm]o d'es*olas precisas p>a lev> a in/ruco prim>ia a toda a p>te1 no deve s] m5or que #a3djj a #a3ejj4 ,dividido o nm]o total dos allumnos possiveis pelo das es*olas indisp5saveis1 temos #de p>a cada es*ola2 d qual alg>ismo1 d$uz9do1 em relao s aldeias1 pelo m5os #e alumnos1 em consequ5cia de dev]mos suppr uma proporo mais avultada nas cidades1 onde a populao e/ agglom]ada1 seguir-se-hia1 que frequ5t&o z es*olas ruraes todas z creanz que z devem frequ5t>1 o ord5ado municipal d pr(essor nunca exc$]ia qu9ze mil reis annuaes2 fic&o assim e/e a9da em peiores circum/ancias d que actualm5te se a*a4 ,mas se att5d]mos a que a hypo!se de uma frequ5cia completa1 s talvez daqui a um sculo se pod] v]ific>2 se att5d]mos1 alm disso1 ao gr&e nm]o de familias aba/adas1 que fazem ens9> seus filhos ou tutelados por me/res p>ticul>es1 por felizes nos d>iamos se uma boa lei de in/ruco fizesse com que d\s t]os da infancia frequ5tassem z es*olas pblicas4 ,ne/a hypo!se1 j excessivam5te favoravel1 a9da o ord5ado municipal d pr(essor rural1 a seguir-se o dictam5 d gov]no1 s]ia quasi ou absolutam5te--nada6 ,nem se diga1 que a propo/a att5deu ao nm]o d'es*olas actualm5te exi/5tes e no ao das que deviam exi/ir4 ,z es*olas no so c\sa volante que se transporte de uma p>a outra p>te4 ,os habitantes das povoaes1 onde no z ha1 no m&am seus filhos busc> o ens9o prim>io a di/ncia de duas ou trs lguas4 ,deixam-nos veget> na ignorancia1 como elles vegetam1 como veget>am seus paes e avs4 ,e a9da qu&o se p]suadissem que i/o um mal e desejassem rem$i-lo1 z circum/ancias proprias e z mat]iaes d pas lhes torn>iam 9teis essas int5es l\vaveis4 ,suppondo1 porm1 que e/e maximum e/abelecido na propo/a1 alm d qual devia comear o v5cim5to municipal dos pr(essores1 ass5tava sobre fundam5tos e/ati/icos1 a9da assim1 o defeito da inutilidade1 que se notava no artigo correspond5te da lei de #ae de novembro1 ficava subsi/9do na propo/a de #af de julho4 ,ba/>ia porv5tura diz]3 e/a gratificao s] paga p]emptoriam5te8 ,t] e/e adv]bio a =a necess>ia p>a se faz] ob$ec] pelas municipalidades1 que1 quasi por toda a p>te1 recusam pag> os v9te mil ris e/abelecidos expressa e t]m9antem5te na lei de #ahcf8 ,se ellas diss]em no temos1 ou no qu]emos1 f>-lhe-ha p5hora nos b5s d concelho o vosso p]emptoriam5te8 ,p]emptoriam5te acaso alguma =a physica ou moral1 que lucte com a c\sa mais robu/a de/e mundo1 a teima municipal8 ,o ju/o p5sam5to de sub/ituir a gratificao fixa pela gratificao fluctante foi1 portanto1 um p5sam5to completam5te inutilisado4 ,deix>emos de p>te z disposies da propo/a1 relativas s apos5taes1 jubilaes1 sub/ituies1 como provid5cias mui secund>ias1 qu&o se tracta da propria exi/5cia d ens9o prim>io2 cont5t&o-nos de t] apontado a leveza com que foi r$igido o artigo relativo s gratificaes municipaes2 ao passo que se desceu ao ridculo de m>c> a po*a e os dias das frias nas es*olas1 qu&o era necess>io resolv] os mais graves problemas da organisao d ens9o popul>4 ,d\s artigos se encontram a9da ne/a propo/a1 d$icados a d> soluo a outros tantos desses problemas capitaes4 ,num delles o p5sam5to nos p>ece excell5te1 pssima a sua frmula3 no outro pssimos o p5sam5to e a frmula4 o primeiro 7art4 #ac4o7 obrig> por via de mulctas os paes ou tutores a envi>em seus filhos ou tutelados es*ola pblica4 ,e/a providncia em um pas to atrasado como o nosso1 onde a9da bem longe de se t] amor in/ruco1 se lhe tem uma especie de horror1 absolutam5te necess>ia3 mas o que vem a s] altam5te absurdo o modo porque se pret5de torn> effectiva essa p5alidade4 ,diz o art4 #ac4o--z cam>as municipaes pod]o impr mulctas annualm5te1 at a quantia de #hjj ris1 aos paes omissos1 que1 t5do filhos v>es de #h a #ab annos de idade1 os no m&>em in/ruir nas es*olas de ens9o gratuito1 hav5do-z nas suas respectivas p>*ias4--,pod]o86 ,quaes s]iam z cam>as legislativas1 que sanccionassem assim o arbitrio municipal de uma p5a pecuni>ia8 ,pela d\tr9a d artigo1 z municipalidades pod]iam impr ou deix> de impr a mulcta1 segundo se lhes antojasse3 os proprios v]eadores1 se lhes apr\vesse1 deix>iam seus filhos sem in/ruco prim>ia1 e obrig>iam os alheios a receb-la3 se lhes apr\vesse e/abelec]iam nos concelhos um privilgio de ignorancia4 ,d\tr9a mon/ruosa fra e/a1 que no s]viria s5o de conv]t] a in/ruco popul> em in/rum5to de discordias e iniquidades4 ,o decreto de #ae de novembro de #ahcf t9ha creado commisses inspectoras nos concelhos1 p>a vigi>em pela execuo das leis e regulam5tos relativos in/ruco prim>ia4 ,e/as commisses gratuitas1 sem sanco p5al p>a os que mal s]vissem nellas1 e sem inc5tivo de prmios p>a aquelles de seus membros que bem desemp5hassem z obrigaes que lhes eram impo/as1 difficultosam5te pod]iam pre5*] os f9s de sua in/ituio4 ,alm disso1 s5do secret>io e vogal de cada uma dellas um pr(essor1 nos concelhos onde h\vesse uma s es*ola1 e/e s]ia ao mesmo tempo vigia e vigiado4 ,pelo contrrio nos concelhos onde h\vesse muitas es*olas1 a inspeco =osam5te havia de desprez> z mais remotas1 no s5do provavel que n+uem quisesse gratuitam5te sujeit>-se a &> numa especie de correio contnua1 p]corr5do z div]sas p>o*ias d concelho1 unicam5te por amor da educao intellectual d povo4 ,assim1 nunca se tract\ sriam5te1 ou nunca se alcanou o in/aur> taes commisses2 e o ens9o prim>io tem hoje por g>antia nica d seu desemp5ho a consci5cia dos me/res1 que no ex]cicio d seu m9i/]io co/uma s] g]alm5te l>ga4 ,a necessidade1 pois1 de re=m> a lei ne/a p>te era evid5te1 e o gov]no transf]iu1 na sua propo/a1 a inspeco das es*olas p>a z cam>as municipaes4 ,com a lei de novembro e/a mudana t]ia graves inconv5i5tes2 com z novas disposies da propo/a t9ha mais alguma c\sa3 era um disp>ate solemne4 ,a exp]i5cia de quatro annos tem-nos provado1 que de todas z despesas g]aes que z leis attribuem aos municipios1 a que e/es com mais avesso animo acceitam a das es*olas prim>ias4 ,calar a te/eira da morada de um v]eador1 negocio p>a e/e mil vezes mais srio 7falamos em g]al7 que a cons]vao de todas z es*olas d mundo4 ,p>a elle s]ia antecip> a bemav5turana cele/ial1 o pod] troc> em preo de pic>etas que arrasassem os monum5tos da arte e da hi/oria1 ou ao m5os em boies de cal que os e/ragassem1 os v9te mil ris1 to *orados1 que a lei vai busc> ao c(re d concelho p>a o pobre me/re es*ola4 ,sub/ituida e/a gratificao fixa pela gratificao fluctuante da propo/a1 e enc>regada a cam>a da inspeco das es*olas1 a victria das pic>etas e da cal delida era irrem$iavel1 e a gratificao passava da bolsa d pr(essor p>a a d f]reiro da aldeia2 porque os v]eadores t9ham nas suas mos o imp$ir que o nm]o dos alumnos exc$esse os maximos e/abelecidos no artigo #e4o da propo/a2 no s como inspectores1 mas como auctorisados a impr ou p]do>1 ad libitum1 z mulctas aos paes e tutores omissos4 ,por e/as rpidas obs]vaes se conhece que a propo/a de #af de julho1 onde inque/ionavelm5te transluzem p5sam5tos de v]dadeira refrma1 pelo errado des9volvim5to de/es1 s]ia1 se a conv]tessem em lei1 mais uma calamidade1 no s p>a os pr(essores1 mas p>a a propria in/ruco4 ,felizm5te p>a o pas1 ella rep\sa em paz na commisso d'in/ruco pblica da cam>a dos deputados1 onde nada rem$eia1 mas onde tambem no faz mal4 ,*eg> um dia1 em que haja quem olhe com sisudeza p>a os de/9os da g]ao que vem aps ns8 ,esp]amo-lo2 porque como diz ,ugo ,foscolo1 a esp]ana a ltima div9dade d homem4 ,entretanto exporemos z nossas idz c]ca d que nos p>ece neccess>io faz] ne/a mat]ia1 p>a o solido e/abelecim5to e g5]alisao d ens9o prim>io no nosso pas4 ,,iv ,incompleto1 desassisado1 r$igido com incrivel leveza1 o projecto d gov]no sobre z es*olas da infancia1 de n5hum modo pod] tir> o ens9o prim>io da sua situao deploravel4 ,exam9&o-o concisam5te1 e com a maior imp>cialidade que pudmos1 nas suas disposies capitaes1 cremos t] dado demon/rao sobeja dessa tri/e v]dade3 tri/e1 dizemos1 porque nossa convico pr(unda1 que s o gov]no e/ habilitado p>a (f]ec] ao corpo legislativo uma propo/a de lei sobre e/e assumpto1 que seja adaptada ao e/ado d pas2 pois que s elle pode ajunt> z !orias a uma segura exp]i5cia4 ,todavia como possivel diz]em-nos que mais fcil critic> que sub/ituir1 por isso trazemos luz z nossas op9ies2 no com a c]teza de s]em z melhores1 mas seguros de que no z atiramos ao papel irreflectidam5te e sem consci5cia4 ,alm de e/abelec] vrias provises1 por assim diz] avulsas1 t5d5tes a torn-la effectiva1 qualqu] lei sobre in/ruco prim>ia deve att5d] a seis pontos pr9cipaes3 #a4o1 mat]ia da in/ruco3 #b4o1 organisao das es*olas2 #c4o1 me?odo d ens9o2 #d4o1 assegur> a concorr5cia1 a capacidade e ao mesmo tempo a su/5tao dos pr(essores2 #e4o1 direco das es*olas2 #f4o1 frequ5cia dos discipulos4 ,cada um de/es pontos requ] c]to num]o de disposies ou legaes ou regulam5t>es1 em que se prevejam z div]sas circum/ncias que nelles se do ou devem d>1 e em que conjunctam5te se faa que de to v>iadas providncias resulte a h>monia1 e por consequ5cia a facilidade da execuo dellas4 ,fcil de v] por e/a enum]ao1 que muitos artigos de uma boa lei de in/ruco prim>ia ass5tam sobre !orias2 mas que outros1 p>a pre5*]em o seu fim1 dep5dem pr9cipalm5te de conhecim5tos especiaes d e/ado mat]ial1 politico1 economico e moral d pas4 ,z modificaes que esse conhecim5to deve produzir1 ao qu]]mos transplant> p>a a nossa t]ra z in/ituies anlogas das outras naes1 so importantissimas2 e1 se a ellas se no att5d] devidam5te1 o resultado s] o mesmo que teem produzido z in/ituies politicas ou civis de outros povos2 que imitadas por ns1 sem att5o div]sidade d nosso e/ado social1 se teem desacr$itado1 s5do em si excell5tes e at susceptiveis de aclimao1 uma vez que se accommodassem ao modo de s] nacional4 ,z melhores providncias sobre a organisao d ens9o prim>io1 tem-se em gr&e p>te successivam5te =mulado sobre a l>ga e solida base de uma diuturna exp]i5cia4 por isso que em cada um dos pases onde a illu/rao se a*a mais d]ramada entre o povo1 essas providncias v>iam segundo z circum/ancias peculi>es delles4 ,a organisao d ens9o na ,prussia e na ,au/ria1 primeiros modlos de que no possivel afa/> os olhos qu&o se qu]em e/ud> z que/es d'in/ruco pblica1 diff]e ess5cialm5te da organisao das es*olas de ,+lat]ra e a9da muito d sy/ema francs4 ,a nao d9am>quesa1 cujos progressos ne/a p>te so admiraveis1 tem *egado a esse resultado por meios bem div]sos dos que emprega a ,suissa1 talvez nada inf]ior a ella na g5]alisao d ens9o prim>io4 ,cada um dos povos mais adiantados tem obtido os mesmos f9s por div]sos cam9hos4 ,i/o succ$e1 porque cada um delles seguiu o cam9ho que mais conv9ha ao seu modo d'exi/ir1 sem se ad/r+ir imitao de sy/ema alheio1 que pode s] excell5te em uma localidade mas inapplicavel a outra4 ,se ha pas1 onde seja necess>io att5d] con/antem5te s circum/ancias p>ticul>es d seu e/ado mat]ial1 e/e em que vivemos4 ,o c>ct] indu/rial da nao pr9cipalm5te o da indu/ria agrcola3 a povoao no proporcional ext5so d t]ritorio3 os accid5tes d nosso solo so v>iadissimos1 pode-se diz] que ,portugal um pas de montanhas3 c>ecemos absolutam5te de meios de communicao int]na3 eis z gr&es difficuldades mat]iaes com que uma lei de in/ruco g]al tem de luct>4 ,z difficuldades moraes no so m5ores1 e porv5tura que a maior p>te dellas nasce da in]cia da ignorancia que ella tem de combat]4 ,tudo o mais comp>ativam5te fcil de obvi>3 mas pelo que toca a e/es emb>aos1 a lei no pode faz] mais que acceit-los1 prov5do em que z suas fataes consequncias produzam o m5or damno possivel2 e mais pode a9da faz] ne/a p>te a aco adm9i/rativa1 que z melhores provid5cias legaes4 por isso que se torna de absoluta necessidade deix> ao arbtrio das auctoridades1 enc>regadas da direco das es*olas1 o resolv]em muitas c\sas que p]t5c]iam lei1 se no fosse impossivel uni=m> completam5te o sy/ema d'ens9o num pas onde acontece o s]em os co/umes1 a ind/ria e o c>ct] dos habitantes duma prov9cia1 to div]sos d gn]o de vida1 ndole e hbitos dos d'outra1 quanto talvez o aspecto e natureza d solo de cada uma dellas so diff]5tes e talvez oppo/os entre si4 ,a exequibilidade a primeira virtude de qualqu] in/ituio1 e a exequibilidade em uma lei d'in/ruco nacional s pode result> de nunca o legislador esquec] esse p5sam5to fundam5tal da v>i$ade na unidade1 que deve presidir feitura da mesma lei4 ,v ,a primeira que/o que naturalm5te se deve suscit>1 qu&o se tracta d grave objecto da in/ruco d povo1 o sab] em que ella haja de consi/ir2 porque e/e o ponto culm9ante roda d qual se collocam1 como subord9adas a elle1 todas z outras que/es4 ,a in/ruco pblica1 repetimo-lo1 tem por alvo o indivduo e a soci$ade1 o b5eficio d cidado e a utilidade da repblica4 ,a illu/rao deve facilit> ao homem o adquirir a subsi/5cia e uma poro maior ou m5or dos cmmodos da vida2 e ao mesmo tempo torn-lo mais digno membro da gr&e familia *amada nao4 ,cumpre1 pois1 que essa educao intellectual realise e/es d\s f9s e que por isso seja consid]ada a duas luzes div]sas4 ,d duplicado de/9o d homem a p>te mais importante inconte/avelm5te o seu de/9o social3 o individuo1 por nos s]virmos de uma imagem1 como que fica sumido na sombra d gr&e vulto da patria4 ,que o egosmo combata e/e gr&e pr9cpio2 embora6 ,proclama-o quanto ha nobre e g5]oso no corao humano1 e accorde com os coraes gr&es2 ens9a-o a mais pura e =mosa de todas z philosophias1 a velha religio d ,*ri/o4 ,a abnegao individual ante o int]esse da patria uma sublime humildade4 ,tirai-a e a soci$ade p]ec]3 o sacrificio d que morre por def5d] a vida e a faz5da dos seus concidados1 por cons]v> livre e honrada a t]ra em que rep\sam os ossos de seus avs1 s] um suicdio1 se volunt>io1 um assass9io1 se exigido3 o que ab&ona o trabalho de que vive p>a ir ass5t>-se juiz no tribunal de seus p>es1 s] um l\co2 l\co o que pag> tributos ou acceit> c>gos pblicos e gratuitos4 ,a exi/5cia d soldado1 d gu>da nacional1 d jurado1 d v]eador1 d contribu9te s] um absurdo4 ,mas a v]dade que o int]esse d indivduo desapp>ece em todos e/es casos diante d int]esse pblico1 e a abnegao necess>ia p>a isso mais ou m5os completa em cada pas1 na proporo d progresso ou atrasam5to da educao intellectual d povo que nelle habita4 ,e/e pr9cpio1 pois1 deve dom9> na organisao d ens9o g]al3 o homem que entra na vida1 p]t5ce primeiro repblica d que a si proprio4 ,mas n+uem diga que haja por esse motivo de se exigir delle1 que desm9ta a voz ntima e imp]iosa que nos ens9a con/antem5te a busc> a propria cons]vao e a propria v5tura4 ,bem longe disso1 a soci$ade a cujo proveito elle pe vida1 trabalho e faz5da1 deve escut> com amor de me essa voz que a natureza faz so> nos coraes de seus filhos4 ,em quanto e/es dissimulam o grito da consci5cia a impulsos de amor da patria1 necess>io que e/a corresponda com igual c>9ho em retribuir aos seus sacrificios4 ,onde e qu&o e/a lucta de g5]osidade e virtude fr s9c]a e completa1 o gn]o-humano t] tocado z raias da p]fectibilidade3 ento a cr5a d evangelho1 e/rada que conduz da morada d homem morada de ,deus1 t] unido a t]ra ao ,cu1 e a ,cruz t] concluido a sua misso dos sculos4 ,oh1 quo ap>tados vamos ns a9da dessa v5tura6 ,mas confiemos e esp]emos4 ,porque se havia a ,provid5cia de esquec] de ns8 ,a lei de in/ruco d povo tem1 pois1 que resolv] um gr&e problema politico3 cre> d\s graus de ens9o1 um p>a o homem como cidado1 outro p>a o homem como indivduo1 faz5do pr$om9> em cada uma dessas divises os d\s prncipios d eu e no eu social1 que p>ecem oppo/os1 mas que a philosophia sabe reunir e h>monis>4 ,in/ruco g]al elem5t>2 in/ruco g]al sup]ior3 eis os fundam5tos da futura felicidade d pas1 da felicidade d e/ado e dos individuos4 ,a primeira repres5t> o direito da republica1 a segunda o de cada um dos seus membros3 aquella dev] s] m9i/rada a todos e a todos con/rang]1 porque obrigao commum e univ]sal3 e/a facultada a todos porque direito commum e univ]sal4 ,a9da n5huma lei att5deu entre ns a e/es di/9ctos c>act]es d ens9o g]al3 por isso a nossa legislao tem v>iado nas suas disposies a e/e respeito e o executivo fluctuado indeciso na sua applicao4 ,acceitai1 porm1 os bons pr9cipios1 e/abelecei1 propagai1 melhorai e/e sy/ema de educao complexa1 e z g]aes v9d\ras vos ab5o>o4 ,,vi ,dividido o ens9o g]al em duas p>tes di/9ctas1 c>act]isadas1 a primeira pelos seus f9s pr9cipalm5te sociaes1 a segunda pelos seus f9s pr9cipalm5te individuaes1 a mat]ia desse ens9o duplicado vem naturalm5te colloc>-se nas respectivas divises2 mas a ext5so delle dev] s] modificada pelas condies e e/ado da soci$ade1 onde se tracta de e/abelec] sobre novos e solidos fundam5tos a in/ruco nacional4 ,z consid]aes que dahi resultam1 no faz5do mud> na ess5cia a mat]ia d ens9o1 e/reitam ou al>gam todavia os seus limites1 em proporo dos meios ou difficuldades1 progresso ou atrasam5to em que se a*a o pas4 ,segundo a lei francesa de #bh de ,junho de #ahcc1 o primeiro grau d'in/ruco g]al compreh5de o ens9o moral e religioso--a leitura--a escripta--o sy/ema legal de pesos e m$idas--os elem5tos d clculo--e os elem5tos da l+uagem4 ,o segundo grau compreh5de1 alm disso1 os elem5tos da geometria e z suas applicaes usuaes1 especialm5te o des5ho l9e> e a agrim5sura--os rudim5tos das sci5ciaes physicas e da hi/oria natural applicaveis aos usos da vida--a musica--os elem5tos de hi/oria e de geographia1 especialm5te os da hi/oria e geographia da ,frana4 ,na ,prussia 7modlo que a ,frana seguiu7 exi/e a mesma diviso d'es*olas elem5t>es e sup]iores4 ,tanto z elem5t>es 7elem5t>s-*ul57 como z sup]iores ou burguesas 7burg]s*ul57 compreh5dem z mesmas mat]ias1 mas numa escala mais va/a#e4 ,z primeiras teem por alvo o des9volvim5to regul> das faculdades d homem pelo ens9o mais ou m5os ext5so dos conhecim5tos usuaes1 indisp5saveis s classes inf]iores nas povoaes e nos campos4 ,z segundas guiam a mocidade at o ponto em que possam manife/>-se nella disposies p>a tal ou tal pr(isso1 ou a9da p>a os e/udos sup]iores4 ,o projecto de lei apres5tado ao p>lam5to belga em ago/o de #ahca pela commisso especial enc>regada de o elabor>1 e que no sabemos se foi j conv]tido em lei tal qual ou com alt]aes1 t9ha o defeito de no dividir os d\s graus d'in/ruco g]al1 e de sep>> della o ens9o religioso4 ,porm1 a9da que d'um modo incompleto1 a commisso att5d]a ao duplicado fim d ens9o1 e nas es*olas nicas e/abelecia ao m5os vagam5te o ens9o dos elem5tos e das sci5cias applicaveis4 ,o projecto de ,ducptiaux publicado em #ahch rem$iava1 talvez com alguma exagg]ao em contrrio s5tido1 e/es defeitos4 ,no sabemos o modo porque a repres5tao nacional da ,belgica resolveu a que/o ou se j a resolveu3 o que sabemos que naquelle pas a in/ruco d povo vai prosp]&o gr&em5te4 ,na lei d canto de ,vaud na ,suissa1 onde a in/ruco nacional se a*a num e/ado flor5tissimo1 tambem a diviso das es*olas no exi/e3 mas em cada uma dellas o ens9o abrange completam5te ambos os graus1 i/o 1 o elem5t> e o sup]ior1 com levissimas diff]5z dos sy/emas francs e prussiano4 ,na ,au/ria1 na ,lomb>dia1 na ,bohemia e na ,d9am>ca1 a diviso d ens9o a*a-se e/abelecida com maior ou m5or l>gueza em cada uma das suas p>tes1 mas sempre subord9ada ida fundam5tal de d> a in/ruco necess>ia ao total dos cidados em utilidade commum1 e a in/ruco applicavel em proveito individual ao maximo nm]o delles4 ,vemos1 pois1 que no maior nm]o de pases onde z que/es d'in/ruco nacional teem sido m$itadas e ac]tadam5te resolvidas1 onde a illu/rao tem produzido ao mesmo tempo o augm5to da moralidade pblica e o da ind/ria e riqueza1 a auctoridade no se tem limitado a propag> o ens9o de l] e escrev]1 porque por si s no resolvia o problema4 ,a necessidade de o complet> s5te-se por toda a p>te1 e o seu complem5to e/ nas es*olas sup]iores de ens9o g]al4 ,concordes a razo e auctoridade das naes1 que em mat]ia d'ens9o devemos tom> por modlos1 ns proporamos o e/abelecim5to simultaneo das es*olas elem5t>es e sup]iores na proporo que po/]iorm5te indic>emos1 limit&o-nos por agora mat]ia d ens9o tanto em umas como em outras1 accommodada s circum/ancias peculi>es d nosso pas4 ,o ens9o g]al elem5t> deve abrang]3 #a4o ,a leitura d'impressos e manuscriptos #b4o ,a escripta #c4o ,os pr9cipios de ari?metica at regra de trs inclusive #d4o ,o ca!cismo religioso ,o ens9o g]al sup]ior deve abrang]3 #a4o ,a grammatica portugusa e ex]cicios de l] e escrev] correctam5te1 s]v9do de texto p>a a leitura e !mas o ,novo te/am5to #b4o ,os elem5tos de hi/oria patria e de geographia #c4o ,a ari?metica completa1 os elem5tos de geometria e z suas applicaes usuaes1 especialm5te o des5ho l9i> e z noes mais necess>ias de agrim5sura #d4o ,os rudim5tos de physica e com especialidade os de me*anica1 os pr9cipios de *imica applicada s artes1 os elem5tos de botanica applicada agricultura1 e idz g]aes sobre hygi5e popul>4 ,e/e quadro na v]dade mais limitado que o das in/ituies analogas da ,prussia e da ,frana4 ,mr4 de ,gir>d91 o homem que ne/e ltimo pas talvez t5ha m$itado mais sobre similhante mat]ia1 p5sa comtudo no s] suffici5tem5te ext5so o quadro e/abelecido na lei de julho de #ahccf4 ,em ,portugal elle s]ia demasiado e muito mais por consequ5cia o da ,prussia4 ,consid]emos cada uma dessas mat]ias em sep>ado e comp>adam5te3 p>ece-nos e/e o me?odo mais cl>o e simples que podemos seguir4 ,leitura e escripta ,base da in/ruco1 o l] e escrev] em toda a p>te objecto de ens9o elem5t>3 a que/o nica possivel ne/e ponto v]sa sobre pref]5cia de me?odos3 e/a que/o tract-la-hemos em seu devido log>4 ,pr9cipios de ari?metica at regra de trs inclusive ,mais ou m5os resumidam5te e/es pr9cipios1 conhecidos pela d5om9ao de cont>1 ens9>am-se sempre nas nossas es*olas de primeiras letras4 ,ent5demos que necess>io d>-lhes a ext5so que propomos4 ,at s simples propores a ari?metica necess>ia a todos os individuos nos mais triviaes usos da vida2 necess>ia muitas vezes no ex]cicio dos dev]es pblicos2 razo pr9cipal de s] consid]ada como indisp5savel nas es*olas elem5t>es4 ,z expresses clculo e ari?metica prtica1 clculo1 elem5tos de clculo que se empregam na lei prussiana e francesa e nos projectos dos srs4 ,gir>d9 e ,ducptiaux1 p>ec]am-nos vagas1 deix&o de algum modo ao arbitrio dos me/res a ext5so de/e ens9o4 ,det]m9mos por isso o t]mo onde julgamos s] mais conv5i5te que elle *egasse4 ,ca!cismo religioso ,na lei prussiana e/e o nico ens9o moral que se e/abelece p>a z es*olas elem5t>es1 emquanto na lei e projectos franceses e belgas se diz3 in/ruco moral e religiosa4 ,e/a diff]5a1 que p>ece de p\co mom5to1 c>act]i/ica1 por um lado d pr(undo p5s> allemo1 pelo outro das idz anti-religiosas que dom9avam ha meio sculo na ,frana1 e que a9da no =am completam5te extirpadas at nos espiritos mais illu/rados4 ,a educao moral da infancia1 quasi que diramos da g5]alidade dos hom5s feitos1 no deve nem pde s] s5o a que nos (f]ece a religio4 ,no ca!cismo religioso e/ p>a ella toda a moralidade possivel1 e s a moral que se liga aos affectos mais sanctos d corao1 s nossas relaes com o cu e s nossas esp]anz alm da morte1 intelligivel1 porque s ella sabe d> razo da sua exi/5cia4 ,a moral da philosophia suave e pura como uma de/as e/tuas de mulh] que se encontram sobre z campas dos antigos sepul*ros3 =mosa1 mas glida e ins5sivel3 vemo-la1 passamos e esquecemo-la4 ,a moral filha da f assimilha-se virgem *eia de mocidade e vio3 vemo-la e no a esquecemos4 ,ella nos acompanha na p]egr9ao da vida1 porque z promessas e z ameaz de ,deus nos fazem volt> os olhos de contnuo p>a a sua imagem4 ,gu>dai z vossas d\tr9as de sabios p>a o orgulho da sci5cia3 p>a os pequ5os e ignorantes1 ba/a o ca!cismo4 ,o evangelho mais cl>o e preciso que os volumosos escriptos de todos os morali/as philosophos desde ,plato at ,kant3 a moral que no desce d cu nunca f]tilis> a t]ra4 nossa op9io que ne/a p>te d ens9o g]al1 tanto elem5t> como sup]ior1 se no admitta mais d que um bom ca!cismo e a ,biblia1 p>a que logo na infancia se no incuta aos hom5s a errada ida de que possivel sep>> duas c\sas que realm5te so uma s - religio e bons co/umes4 ,na ,prussia o ens9o elem5t> abrange muitas mais discipl9as2 mais a9da d que z por ns propo/as p>a o ens9o das es*olas sup]iores2 mas a ,prussia dec]to o pas mais intellectual da ,europa e porv5tura o mais adiantado em tudo2 e ns1 bem doloroso diz-lo1 somos nascidos de p\co p>a a v]dadeira civilisao4 ,s]ia absolutam5te impossivel a*> em ,portugal cem me/res p>a reg]em es*olas elem5t>es como z prussianas1 e todavia a natureza d ens9o elem5t> traz comsigo a condio indisp5savel de s] rapidam5te levado a todos os ngulos d re9o4 ,na lei francesa z es*olas elem5t>es abrangem1 alm da leitura1 escripta1 ari?metica 7clculo7 e ca!cismo 7in/ruco moral e religiosa7 o sy/ema legal de pesos e m$idas e elem5tos da grammatica vulg>4 ,o projecto de ,mr4 de ,gir>d9 accresc5ta a musica vocal 7canto7 seguida e e/abelecida nas es*olas elem5t>es prussianas4 ,z razes porque omittimos o sy/ema legal de pesos e m$idas e a musica vocal1 so obvias4 ,portugal a9da no tem um sy/ema regul> de pesos e m$idas2 mas logo que elle exi/a1 de necessidade deve faz] p>te d ens9o elem5t>4 ,um trabalho preciosissimo d sabio academico o sr4 ,franz9i sobre e/e assumpto foi apres5tado ao s5ado2 mas provavelm5te t] por fado o esquecim5to1 como por via de regra o tem em ,portugal tudo o que v]dadeiram5te til4 ,quanto musica vocal1 a falta de me/res habilitados p>a a ens9>em1 a torna impossivel nas es*olas2 mas qu&o assim no fosse p>ece-nos que a9da c$o e mui c$o p>a cur>mos de/es apices de civilisao3 talvez pudessemos diz] o mesmo da ,frana1 e das idz de ,mr4 de ,gir>d9 ne/a p>te1 como em outras d seu alis excell5te livro4 ,pelo que respeita ao ens9o dos elem5tos da grammatica da l+ua1 apes> de se attribuirem g]alm5te s es*olas elem5t>es1 ns incl9amo-nos a crr que o tempo applicado a e/e ens9o s]ia de maior proveito infancia1 em lhe radic> melhor no espirito z noes de ari?metica e os pr9cipios religiosos4 ,na idade p>a que so de/9adas z es*olas elem5t>es1 os leves pr9cipios de grammatica em que z creancas podem s] in/ruidas1 s]o facilm5te esquecidos por e/as3 z locues viciosas d povo s podem s] em5dadas pelo habito diuturno de boas leituras1 e a9da pelo exemplo e tracto daquelles que frequ5t>em z es*olas g]aes sup]iores1 onde ns qu]emos que se ens9e a grammatica da l+ua com alguma ext5so4 ,alm disso1 em quanto z trvas da ignorancia popul> so to espessas1 a maior ou m5or correco da l+uagem d vulgo no pode t] a importancia que se lhe d em pases mais civilisados que o nosso4 ,qu&o z precises mat]iaes d ens9o e/iv]em satisfeitas1 ento cur>emos dos ap]feioam5tos puram5te intellectuaes4 ,no receiemos que entretanto os hom5s d povo deixem de se ent5d] p]feitam5te uns aos outros4 ,a exi/5cia das es*olas elem5t>es quasi que s satisfaz um dos po/ulados da in/ruco g]al3 habilit> os individuos p>a desemp5h>em z obrigaes que lhes ha-de impr a soci$ade1 como cidados de um pas livre4 ,com effeito1 o ens9o de l]1 escrev] e cont> e da moral religiosa1 de muito maior proveito s]vir repblica d que aos seus membros individualm5te1 se aqui p>> a educao intellectual d povo4 ,bem p\co de/as d\tr9as tem por si uma applicao imm$iata ao bem e/> mat]ial daquelle que z recebeu1 qu&o pelo contrrio o prep>am p>a s]vir os c>gos gratuitos d municipio ou da p>*ia1 p>a jurado e1 emfim1 p>a mil c\sas que se podem consid]> como gravames ou impo/os on]osos4 ,limitada assim a in/ruco1 a lei que a propag> e torn> obrigatoria s] da p>te da soci$ade uma lei ego/a1 uma lei de sacrificio sem comp5sao2 e no admira que o espirito pblico reaja contra o que ella contm de tyrannia4 o que de algum modo tem acontecido em ,portugal desde #ahcd4 ,uma das causas da solido dessas es*olas que a9da subsi/em no pais1 devida em gr&e p>te a e/e defeito ess5cial da in/ruco prim>ia4 ,o jurado1 essa preciosa g>antia da vida1 honra e faz5da dos cidados2 essa in/ituio to vantajosa1 to portuguesa1 que ns no fomos realm5te p$ir a e/rangeiros porque ella coexi/iu com a infancia da mon>*ia1 e j ento foi um p5hor de ju/ia e um elem5to de ordem2 essa in/ituio b5efica e lib]al tem sido entre ns um flagello p>a a in/ruco4 ,os paes1 a quem z sesses de jurados r\bam muitos dias d trabalho de que se manteem1 consid]am a in/ruco elem5t> que receb]am como um malav5turado pres5te e olham como um b5eficio feito a seus filhos o recus>-lhes o ens9o elem5t>4 ,temo-lo ouvido a muitos e e/a ida propaga-se por toda a p>te1 enraza-se nos animos1 e1 se z c\sas cont9u>em no e/ado em que se a*am1 r5ov>-se-ha ne/e sculo a ignorancia d duodecimo1 em que de dez mil individuos ap5as um conhec]ia os c>act]es d alphabeto4 ,todavia o racioc9io d povo exacto2 z premissas que so falsas2 mas no foi elle que z ps3 foi a soci$ade e a lei4 ,na falta de in/ruco elem5t> em que se a*ava o pas qu&o z novas in/ituies actuaes sub/ituiram z antigas1 o jury devia =osam5te s] um onus pesadissimo p>a aquelles que e/avam habilitados p>a membros delle4 ,era um mal inevitavel2 uma g]ao qualqu] devia pass> por elle4 ,o ponto e/ava em empreg> todos os meios p>a o rem$i>1 e o pr9cipal era por muitos motivos o g5]alis> a in/ruco popul>4 ,faz l/ima ouvir os nossos gr&es hom5z9hos concluirem das resi/5cias que entre ns tem encontrado a in/ituio dos jurados1 e sobretudo dessa =a de in]cia que o povo lhe oppe1 que ella no convem ao pas e e/ em opposio com os habitos dos portugueses4 ,o que no convem ao pas que e/e gravoso impo/o de tracus>-lhes o ens9o elem5t>4 ,temo-lo ouvido a muitos e e/a ida propaga-se por toda a p>te1 enraza-se nos animos1 e1 se z c\sas cont9u>em no e/ado em que se a*am1 r5ov>-se-ha ne/e sculo a ignorancia d duodecimo1 em que de dez mil individuos ap5as um conhec]ia os c>act]es d alphabeto4 ,todavia o racioc9io d povo exacto2 z premissas que so falsas2 mas no foi elle que z ps3 foi a soci$ade e a lei4 ,na falta de in/ruco elem5t> em que se a*ava o pas qu&o z novas in/ituies actuaes sub/ituiram z antigas1 o jury devia =osam5te s] um onus pesadissimo p>a aquelles que e/avam habilitados p>a membros delle4 ,era um mal inevitavel2 uma g]ao qualqu] devia pass> por elle4 ,o ponto e/ava em empreg> todos os meios p>a o rem$i>1 e o pr9cipal era por muitos motivos o g5]alis> a in/ruco popul>4 ,faz l/ima ouvir os nossos gr&es hom5z9hos concluirem das resi/5cias que entre ns tem encontrado a in/ituio dos jurados1 e sobretudo dessa =a de in]cia que o povo lhe oppe1 que ella no convem ao pas e e/ em opposio com os habitos dos portugueses4 ,o que no convem ao pas que e/e gravoso impo/o de trabalho pese ap5as sobre um cidado1 qu&o devia s] rep>tido por cem ou mil1 torn&o-se assim no s supportavel mas leve2 o que no convem ao pas que o povo ignore a importancia dessa g>antia1 importancia positiva e mat]ial p>a a sua vida1 honra e faz5da2 o que no convem ao pas o ab&ono em que vs t5des deixado o ens9o g]al2 o que no convem ao pas que1 a9da qu&o se propaguem z es*olas elem5t>es e todos sejam obrigados a frequ5t-las1 se limite a in/ruco intellectual d povo quillo que de futuro s lhe pode produzir enc>gos sem proveito mat]ial4 ,eis o que no convem4 ,os que p5sam que o jury deve abolir-se pelos seus maus resultados1 apsimilham-se a um homem brio1 que t5do caido por uma escada abaixo1 concluisse dahi que no devia hav] escadas1 em vez de procur> o rem$io de similhantes accid5tes na em5da da embriaguez4 ,so duas v]dades dictas e r$ictas1 mas que nem por isso ficam s5do m5os exactas1 que z in/ituies lib]aes cam9ham a p> e concat5adas1 e que a illu/rao o lao que z une e z torna =tes e prolificas de utilidade pblica4 ,p>a e/e fundam5to de toda a lib]dade pod] fructific> preciso que o povo o conhea e saiba que delle dep5de a sua felicidade4 ,e como p]ceb] o povo que a illu/rao a fonte caudal de todo o bem1 se os fructos imm$iatos que della colhe so s de trabalho e oppresso8 ,os syllogismos d vulgo r>as vezes so falsos em si1 mas o que o vulgo no sabe junt> uma srie delles p>a *eg> v]dade4 ,por isso debalde lhe brad>eis que emquanto se no in/ruir s] desgraado e oppresso4 ,p>t9do dos factos que v e exp]im5ta1 respond]-vos-ha que m5tis1 e esses factos isolados pem evid5tem5te da sua p>te a razo4 ,daqui a necessidade de comp5s> com o ens9o de utilidade individual e imm$iata1 o ens9o cujo alvo pr9cipal o habilit> os hom5s p>a o desemp5ho dos dev]es pblicos4 ,o que temos dicto a e/e respeito prova que tal comp5sao no s dev]1 mas tambem um bom clculo politico4 ,a in/ituio das es*olas popul>es sup]iores o nico meio de obt] esse fim4 ,o c>ct] ess5cial ou pelo m5os pr$om9ante dellas m9i/r> aquelle ens9o cuja applicao mat]ial e imm$iata p>a os usos e proveitos da vida3 o seu alvo quasi exclusivam5te o indivduo1 e por isso como que contrabalanam z es*olas elem5t>es1 cujos f9s so tambem quasi exclusivam5te sociaes4 ,s5do1 e/a a natureza das es*olas sup]iores d'in/ruco g]al1 facil de v] que z mat]ias d'ens9o1 que p>a ellas propomos1 so z mais accommodadas a seus f9s4 ,todavia consid]a-las-hemos de p] s1 como fizmos s que devem con/ituir o ens9o elem5t>#g4 ,,uma ,,s5t5,a ,,sobre ,,b5s ,,regu5gos #ahdb ,,uma ,,s5t5,a ,,sobre ,,b5s ,,regu5gos ,o decreto de #ac d'ago/o de #ahcb foi o facto capital1 a consequ5cia mais transc5d5te da nica revoluo social por que o nosso pas tem passado desde o fim d sculo ,,xv4 ,e/e decreto lib]t\ a t]ra2 lanou o ma*ado arvore podre das tradies quasi feudaes2 acab\ com a oppresso da classe mais importante da familia portuguesa--a dos agricultores4 ,o homem que concebeu tal m$ida era uma intellig5cia robu/a1 e a po/]idade ha-de faz]-lhe ju/ia4 ,elle compreh5deu qual era a gr&e necessidade d povo1 e1 embora nas p>ticul>idades dessa lei das leis se possam not> defeitos1 o seu p5sam5to ntimo a mais bella concepo legislativa dos tempos mod]nos4 ,infelizm5te a s5t5a d decreto de #ac d'ago/o v]sava sobre graves que/es de propri$ade1 f]ia int]esses ari/ocraticos3 a ext9co dos dzimos fra a sepultura de uma fidalguia que da h]ana de seus illu/res avs ap5as cons]vava o nome e o v5tre p>a devor> os fructos da escravido da t]ra3 a lei dos =aes foi a campa que a fe*\4 ,era preciso que a nobreza resurgisse conqui/&o com a virtude1 com a intellig5cia1 com o trabalho e com os s]vios patria uma gr&eza solida1 em vez da gr&eza m5tida que ella na sua deg5]ao pr(unda e/ribava s nas extorses legaes1 e su/5tava cu/a d suor dos hom5s laboriosos e teis4 ,era preciso que a nobreza se reg5]asse1 e r5ascesse pura d tmulo em que a t9ham lanado z leis popul>es e ju/issimas da dictadura d ,duque de ,bragana4 ,i/o era difficultoso4 ,antigam5te na ,frana os nobres da ,bretanha1 qu&o se viam r$uzidos pobreza1 depunham a espada num log> pblico p]ante z auctoridades e am busc> na ind/ria ou no commrcio os meios de su/5t> com dignidade o nome pat]no1 e ou morriam no emp5ho ou saam com seu int5to4 ,ne/e caso rev9dicavam seus fros e sua espada1 e o povo os respeitava mais1 porque t9ham v9do reconhec] no meio delle que o trabalho honra o homem4 ,a nossa ari/ocracia ent5deu que era mais cmmodo clam> contra e/as leis que a annullavam1 accus> de salteadores aquelles que z t9ham r$igido e promulgado1 fal> no sagrado direito de propri$ade e nos feitos h]oicos de seus antepassados4 ,escutai um desses que viviam de in/ituies abusivas3 cr]eis que uma vctima da mais atroz inju/ia3 caus>-vos-ha compaixo1 e amaldio>eis talvez os hom5s a quem a lib]dade deve tudo1 os hom5s que procur>am torn> impossivel o absolutismo ne/a boa t]ra de ,portugal4 ,mas os popul>es1 que teem lido a hi/oria d passado escripta com z lagrymas e com o sangue de seus obscuros maiores1 no se dign>am respond]-lhes4 ,todavia nada mais fcil fra que alevant>-se d meio delles quem r$uzisse ao sil5cio esses ridculos declamadores1 tra&o em resumo a horrivel *ronica dos donat>ios da cora4 ,o coroll>io desse espantoso escripto s]ia que se o sculo ,,xix cons5tisse v+anz de classes contra classes2 se compreh5desse a atrozm5te fidalga in/ituio da rev9dicta1 condemn>ia os donat>ios a pass>em o re/o de seus dias a trabalh> com f]ros aos ps por conta dos agricultores1 p>a lhes pag>em a millesima p>te da dvida de extorses e de oppresso contrahida pelos nobres avs dos s5hores com os vis e refeces avs dos pees4 ,o clamor da g5te de sangue illu/re cre\1 porm1 uma op9io1 um b&o1 b&o na v]dade cov>de que se revela s nos factos e que no ousa diz]1 eis o meu cr$o1 diante da luz d cu1 mas que tem adeptos e sect>ios por toda a p>te1 nos corpos legislativos1 s vezes no pod] executivo1 e sempre na magi/ratura3 op9io que no ousa condemn> a lei1 mas que a sophisma e inutilisa2 op9io que at tem feito torc] d cam9ho da ju/ia hom5s hone/os1 mas ignorantes d passado e incapazes de p]ceb] que uma gr&e que/o social no se resolve com mesqu9has argcias1 com z tradies c>un*osas1 com z frmulas e f9uras inv5tadas pelos p$antes organisadores da tyrannia dos ces>es4 ,no receiamos que hoje uma cam>a ou um gov]no obt5ha a re/aurao d maior abuso dos abusos de outro tempo4 ,quem t5tasse escravis> de novo a t]ra iria antes de o alcanar dormir p>a sempre debaixo della4 ,tememo-nos1 porm1 dos tribunaes2 tememo-nos da magi/ratura2 no porque a julguemos na sua maior p>te v5al ou m5os bem int5cionada1 mas porque a cremos illudida por um demasiado receio de (f5d] o direito de propri$ade1 e falta g]alm5te das luzes hi/oricas necess>ias p>a se pod]em resolv] com ju/ia z que/es que di>iam5te se alevantam entre os hom5s laboriosos e os membros 9teis da repblica1 sobre mat]ia de =aes e de b5s da cora4 ,com effeito a t5d5cia dos magi/rados visivelm5te a de proteg] z pret5ses dos donat>ios3 i/o por todos sabido4 ,a frma que se d aos processos1 z provas exigidas dos =eiros1 e z s5t5z dos tribunaes do um tri/e docum5to de/a v]dade4 ,ha uma especie de conspirao g]al contra o decreto de #ac d'ago/o4 ,a ella se associam alguns por maldade1 muitos pelas relaes e respeitos humanos1 muitissimos por no t]em e/udado suffici5tem5te o grave negcio dos =aes e b5s de cora1 e os fundam5tos incontra/aveis da ju/ia e conv5i5cia da sua ext9co4 ,a e/a ltima classe cremos ns p]t5c]em trs juizes da ,relao de ,lisboa1 que julg>am a que/o de um prazo sito no log> de ,cazellas no regu5go d',algs1 que/o suscitada entre uma viuva =eira e o adm9i/rador de uma capella a que o dicto prazo p]t5cia4 ,apraz-nos confess> que esses juizes so hom5s a quem se no pode neg> probidade e rectido1 mas que nos licito julg> m5os ent5didos na mat]ia1 vi/a da t5o d ,juiz ,relator1 a qual s]viu de base s5t5a4 ,a ,r t9ha-se recusado a pag> o fro1 alleg&o que1 s5do o dicto casal situado d5tro d regu5go d',algs e por consequ5cia orig9>iam5te da cora1 lhe era applicavel o b5eficio dos artigos #c1 #f e #i d decreto de #ac d'ago/o2 que hav5do sido ext9cto aquelle fro vi/a desses artigos1 t9ha cessado p>a ella a obrigao de o solv]4 ,i/o p>ecia evid5te3 comtudo a ,r foi condemnada1 e a sua propri$ade1 livre pela lei1 cont9u> a fic> s]va4 ,o fundam5to pr9cipal da condemnao ei-lo aqui3 julgue-o a op9io pblica vi/a das reflexes que vamos faz]3 ,os b5s regu5gos no eram b5s da cora1 e e/a a op9io de todos os nossos jurisconsultos sem excepo2 porque no e/avam sujeitos lei m5tal1 e os seus possuidores dispunham delles como v]dadeiros s5hores1 de modo que se podiam v5d]1 ali5> e p>tir sem lic5a rgia1 o que tudo se oppunha natureza dos b5s *amados da cora4 ,t5o a fol4 #adh dos autos4 ,e/a proposio s]ia v]dadeira at c]to ponto em algumas hypo!ses1 mas assim g]al e absolutam5te enunciada falsa e contrria hi/oria economica e legal d nosso pas1 e sobre tudo falsissima applicada ao regu5go de ,algs4 ,ba/>ia que o illu/re relator se lembrasse d que diz ,mello ,freire 7,in/4 ,jur4 ,civ41 ,l4 #a1 ,t4 #d1 4 #b--,nota7 p>a v] que os regu5gos se no podiam sujeit> a uma regra g]al1 e que nem todos tom>am a natureza allodial ou patrimonial1 hav5do muitos de que s o rei era s5hor1 e o possuidor simples colono ou usufructu>io4 ,mas seja-nos p]mitido prov> que os havia p]t5c5tes cora1 e que a9da ,mello ,freire no e/ava p]feitam5te in/ruido sobre a natureza dos regu5gos4 ,cumpre no esquec] o que =am orig9>iam5te os regu5gos4 ,no tempo da fundao da mon>*ia os reis tomavam p>a seus b5s patrimoniaes uma poro de t]ras1 outra p>a a cora com o fim de tir> dellas o r5dim5to necess>io p>a z despesas d e/ado1 porque nessa po*a era p]feitam5te desconhecido o sy/ema das contribuies g]aes4 ,at o re9ado de ,d4 ,p$ro ,i e/a di/9co das duas especies de b5s e a sua applicao =am regul>es1 quanto o podiam s] em tempos brb>os4 ,os regu5gos como b5s patrimoniaes d rei =am1 por via de regra1 a=ados a qu>to como o pod]iam s] outras quaesqu] propri$ades p>ticul>es4 ,desde e/a po*a1 porm1 os b5s da cora confundiram-se com os regu5gos que a9da se cons]vavam em pod] d mon>*a2 porque a pessoa d rei comeou a tom> o log> d e/ado4 ,na casa real ga/>am-se indi/9ctam5te os r5dim5tos da cora e os dos b5s real5gos1 como indi/9ctam5te se ga/>am uns e outros nas despesas d s]vio pblico1 e indi/9ctam5te os prdigos ,d4 ,f]n&o e ,d4 ,affonso ,v do>am uns e outros aos gr&es4 ,di/o nos do provas exub]antes z *ancell>ias dos nossos reis desde ,d4 ,p$ro ,i at ,d4 ,joo ,,ii e a9da z po/]iores4 ,assim gradualm5te se consid]\ o alldio real como incorporado no patrimonio da repblica1 porque1 repetimo-lo1 o rei se foi gradualm5te sub/itu9do a e/a1 at que o absolutismo se =mul\ por completo no re9ado de ,d4 ,joo ,,ii4 ,mas1 dir alguem1 porque se cons]v\ sempre a di/9co nom9al de regu5gos e b5s de cora8 ,a razo evid5te3 essa di/9co fic\ subsi/9do no em relao s c\sas1 mas em relao s pessoas4 ,os regu5gueiros t9ham obrigaes e a9da mais privilegios especiaes1 e esses privilegios tornavam necess>ia a diff]5a4 ,foi e/a a razo que os povos d]am a ,d4 ,p$ro ,i nas crtes de #acfa 7,artigo #gg7 p>a lhe p$irem que os b5s v9dos ao fisco por dvidas ao rei no fossem feitos regu5gos1 o que elle conc$eu em b5eficio dos concelhos3 e/e o p5sam5to que se revela em todas z disposies c]ca de regu5gos1 que se encontram na ,ord5ao d re9o4 ,podem-se apres5t> dez5as de docum5tos irrecusaveis desde o sculo ,,xiv1 de que os regu5gos se a*avam confundidos com os b5s da cora1 bem como os c5sos impo/os nos que se haviam a=ado antes dessa po*a1 sem que uma c\sa se confundisse com a outra1 porque esses c5sos caam debaixo da d5om9ao g]al de fros1 ou direitos reaes1 e os t]ritorios cons]vados no dom9io d rei debaixo da de regu5gos4 ,foi i/o o que obrig\ um dos inimigos mais viol5tos d decreto de #ac d'ago/o1 e ao mesmo tempo um dos hom5s mais sabios ne/as mat]ias1 a confess> que os regu5gos se t9ham confundido com os b5s da cora na ext9co da primeira dyna/ia 7,j4 ,p4 ,ribeiro1 ,reflexes hi/41 ,p4 #a1 pag4 #aae71 e a affirm> positivam5te que a palavra regu5gueiros 7b5s7 g]alm5te significa b5s da cora1 e1 em especie1 c]ta qualidade delles 7,id41 ,analyse d ,p>ec] da ,com4 de ,=41 pag4 #ab74 ,e com effeito que outra c\sa podia diz] um magi/rado que t9ha consumido uma vida de oit5ta annos em e/ud> z nossas antigas in/ituies e leis1 porque sabia que se a nao lhe pagava era p>a que ex]cesse dignam5te os c>gos que occup\ de pr(essor e de juiz8 ,que outra c\sa podia assev]> quem t9ha lido1 alm de muitos outros docum5tos1 os segu9tes capitulos das nossas antigas crtes3 ,s5hor3 o vosso povo s5te muito a desord5ana da vossa mui des>razoada despesa1 que sab]ees que os ,rex antiguos sopportavam gr&em5te seus e/ados e def5savam a t]ra p] os direitos reaes que em e/es regnos som confiscaes da coroa d regno444 ,e qu&o o ,iffante ,d4 ,p$ro em vosso nome entr\ no regim5to foy-lhe requ]ido que des5c>reg&o z almas de seu padre e d vosso1 e por no obrig> a vossa z leixasse 7z sizas73 e sua respo/a foi que em elle nom era tal pod] at vs s]des em idade que o a vs requ]essemos1 e ora1 s5hor1 vemos que todalas t]ras4 ,regu5gos1 ,lezirias1 e ,direytos reaes1 assim por vosso av e padre como por vs1 som dadas aos fidalgos que no vos fic\ salvo e/as sizas que levaes contra vontade de vossos povos ,cortes de #adei c4 #c 7,mac4 #b d ,supplem4 de ,crtes1 n4o #ad fol4 #bb em diante e n4o #ae fol4 #bb v]so1 no ,ar*4 ,nac47444 ,vemos que vos no aba/\ d>des t]ras *ans com m]o e mixto imp]io e toda outra jurdiam1 regu5gos1 portag5s1 =os1 e todos outros d]eytos e d]eituras que de vossa coroa real sam1 e a ella p]t5cem444 ,taes m]cs1 doaes1 e emalheaes que assy t5des feytas1 s5hor1 sam todas por d]eyto n5humas1 e z podees1 mas dezemos que devees1 revogu> e r$uzir dellas1 e tornallas vossa coroa real444 e/o mo/r>am vossos povos por d]eito se comprir4 ,cortes de #adgb1 #c capit4 d ,povo--,cap4 da ,ju/ia #c4o 7,ma4 #b4o d ,supplem4 de ,cortes n4o #ad1 no ,ar*4 ,nac47 ,item1 s5hor1 azo som os regu5gos e d]eitos reaes de nunqua torn>em a vossa coroa como som hu vez della desmembrados3 seja vossa m]ce de os recolh]des e av]des p]a vs1 e aos que os teem nom f>ees agravo1 antes lhes f>ees m]ce em suas vidas lhes d>des em vossos livros outro tanto d9heiro quanto ora r5dem os regu5gos e d]eitos reaes1 que assy teem da coroa444 porque os taes regu5gos e d]eitos reaes som os propios !z\ros d rey1 que som hord5ados p>a seu real e/ado1 e o d9heiro p>a faz] com elle m]ce aos que vos s]virem4 ,cortes d',evora de #adhb1 cap4 ,que se tirem os regu5gos e ,direitos ,reaes 7,arm4 #aa da ,cora1 ,ma4 #c n4o #e1 no ,ar*4 ,nac47 ,provavelm5te os procuradores de ,crtes no sculo ,,xv sabiam melhor que os jurisconsultos de hoje o que eram regu5gos4 ,e note-se que na respo/a d'el-rei se no conte/a aquella d\tr9a1 como pod] v]ific> quem quis] consult> o docum5to orig9al na ,torre d ,tombo4 ,f>iamos um livro se quisessemos e/ract> todos os docum5tos d sculo ,,xv por ns conhecidos1 que corroboram a nossa d\tr9a c]ca da natureza de b5s de cora que depois de ,d4 ,p$ro ,i tom>am os regu5gos1 no ali5ados at essa po*a4 ,cont5t>-nos-hemos com trs monum5tos de legislao dos sculos ,,xvi e ,,xvii1 que con/ituem com os mais antigos uma unidade de d\tr9a na successo dos tempos4 ,seja o primeiro o =al de ,montemr-o-,novo1 dado por ,d4 ,manuel em #aejc4 ,ahi se m5cionam d\s regu5gos e se decl>a expressam5te a sua natureza de b5s da cora4 ,eis o extracto desse =al no que vem ao nosso int5to4 ,citamos e/e por se a*> impresso2 mas podiamos adduzir passag5s anlogas de c5t5>es delles4 ,primeiram5te he da coroa real o ,regu5go nosso no t]mo da dita villa1 que *amo ho az9al1 em que ha qu9ze arados1 que e/o a=ados e d>r5dam5tos444 ,e tem mais a coroa real em ha dita villa outro ,regu5go4444 e a valia e r5da delle1 e assy d\tro de cima d az9hal1 ouvemos por escusada decr>> aquy1 porque nam pagam =o c]to1 antes se mudam muitas vezes4 7,=al de ,mont4--,livro de ,=aes ,novos d ,alemtjo1 fol4 #gd no ,ar*4 ,nac474 ,se elrei ,d4 ,manuel1 que m&\ pass> o =al de ,montemr1 e ,f]no de ,p9a que o ex>\ no e/avam d\dos no anno da ,r$empo de #aejc1 p]mitta-se-nos acr$it>mos que no pr9cpio d sculo ,,xvi os regu5gos1 a=ados ou d'arr5dam5to1 podiam s] b5s da cora4 ,seja o segundo a c>ta rgia de #afch sobre confirmaes4 ,nella se diz que aos donat>ios se havia m&ado entregassem ao escrivo das ,confirmaes z doaes1 c>tas1 e provises1 que tiv]em1 e lhes =am outorgadas de alcaid>ias mores1 regu5gos1 =os1 direitos1 padroados1 privilegios1 graz1 lib]dades1 t5z1 (ficios1 assy de ju/ia como de m9ha faz5da1 e outras c\sas da coroa 7,liv4 #d de ,leis f4 #c v4 no ,a4 ,n474 ,o t]ceiro monum5to de que falamos o titulo #i ,liv4 #a4o da ,ord4 ,philip1 7que o #g4o d ,liv4 #a4o da de ,d4 ,manuel71 o qual m&a sejam julgados pelos juizes dos feitos da cora1 os feitos e dem&as que p]t5cem coroa dos nossos re9os1 assim por razo dos regu5gos1 como das jugadas e de todos os outros b5s1 que a ns p]t5cem444 salvo nos feitos das sizas e das r5das1 =os e tributos1 que se p>a ns arr5dam1 porque ne/es casos1 qu&o se no trat> sobre a propri$ade delles 7dos b5s7 mas som5te sobre z r5das1 conhec]o os juizes dos nossos feitos da faz5da4 ,ne/a passagem se conhece evid5tem5te a intellig5cia legal que se dava palavra regu5go1 no d qu>to que pagavam os regu5gos a=ados antes de ,d4 ,p$ro ,i1 porque esse qu>to era um c5so impo/o nos b5s1 era r5da ou =o1 no a propri$ade delles4 ,aqui1 pois1 a palavra regu5go significa evid5tem5te a t]ra1 de/roe a proposio ennunciada na t5o d illu/re ,juiz4 ,e tanto mais evid5te se torn> o que affirmamos se nos lembr>mos d #d d alv> de #ae de julho de #aggi4 ,ahi se *ama a esses qu>tos direitos reaes e =os que pagam z t]ras dos regu5gos e orig9>iam5te da cora1 no esquec5do de cam9ho not> e/as ltimas palavras1 que def9em a natureza dos regu5gos4 ,e/a mesma di/9co consign\ nos seus escriptos um jurisconsulto mod]no que especialm5te e/ud\ e tract\ a mat]ia de ,b5s da ,cora4 ,foi e/e o desemb>gador ,alb]to ,c>los de ,m5ezes1 a quem se no podem neg> conhecim5tos mui sup]iores aos vulg>es sobre que/es de/a espcie4 ,no seu ,plano de ,re=ma de ,=aes 7,p4 #a #c7 aquelle habil magi/rado apres5t\ uma tabella d patrimonio da cora divid9do os b5s della em corporaes e direitos reaes4 ,foi nos primeiros que incluiu os regu5gos e no os direitos reaes1 tanto elle ent5dia que havia regu5gos em que a cora t9ha o dom9io da t]ra1 e que no entravam na classe de b5s patrimoniaes4 ,no seu tractado dos ,tombos diz o mesmo jurisconsulto3 ,os b5s e direitos reaes que os reis co/umam do>1444 aquelles que co/umam v5d]1 como jugadas1 =os1 regu5gos e outros b5s1 se elles se a*am possuidos com uma posse immemorial1 ignorada a origem de/a posse1 no se prescreve o seu dom9io contra a cora1 s5do b5s da cora444 porm s5do elles possuidos com aquella posse reputado donat>io o possuidor ,t4 #b p4 #aad74 ,i/o no mais que a d\tr9a das nossas leis4 ,comp>e-se essa d\tr9a com a t5o que s]ve de base s5t5a e avaliem-se os fundam5tos della4 ,eis como todos os jurisconsultos sem excepo julgam os regu5gos b5s patrimoniaes2 eis como os monum5tos legaes os julgam no b5s da cora4 ,a9da nos ficam todavia muitas leis1 muitas op9ies1 e muitos monum5tos que pod]iamos cit> em nosso abono1 mas receiamos s] demasiadam5te prolixos4 ,cremos suffici5te o at aqui pond]ado4 ,resum9do3 os regu5gos que exi/iam em pod] d rei no fim da primeira dyna/ia =am successivam5te confundidos como b5s de cora1 d mesmo modo que os c5sos impo/os nos j ali5ados2 e portanto desde o tempo de ,d4 ,joo ,i#h =am regulados pela lei m5tal4 ,a elles so applicaveis todas z resolues relativas a b5s de cora4 ,demon/rada1 como p>ece fica1 a di/9co neccess>ia entre a espcie de direitos reaes *amados qu>tos1 que con/ituem o canon impo/o nos allodios reaes ali5ados por a=am5to1 e os b5s corporaes desse mesmo patrimonio d rei1 confundido com os proprios da cora no decurso dos sculos3 demon/rada1 dizemos1 a necessidade de/a di/9co1 desapp>ece o fundam5to capital da s5t5a1 fundam5to cuja =a e/ s na univ]salidade da proposio nelle contida1 e por isso pod]iamos fic> aqui1 deix&o ao supremo tribunal da op9io pblica o avali> ou a ju/ia ou a sci5cia dos julgadores que pr(]iram a s5t5a4 ,mas iremos mais longe e desc]emos que/o especial de que se tracta2 porque e/a que/o gravissima4 ,importa a milh>es de familias que a9da crem que o decreto de #ac d'ago/o lei d pais2 que a9da crem na lib]dade da t]ra1 e que se z c\sas cont9u>em de/e modo t]o de ir receb] nos tribunaes o des5gano de que z suas esp]anz =am uma decepo cruel4 ,e/abeleamos alguns factos4 ,primeiro4--,z t]ras regu5gueiras no ali5adas at resoluo de crtes de #acfa1 pass>am nessa po*a a t] a natureza de b5s de cora4 ,a di/9co que fic\ subsi/9do era quanto a pessoas e no quanto a c\sas4 ,segundo4--,o regu5go d',algs e/ava nessa po*a no dom9io d rei pela maior p>te4 ,t]ceiro4-- portanto de presumir que o casal de que se tracta p]t5ceu cora1 e ao ,auctor cumpre prov> o contrrio4 ,qu>to4--,mas a ,r prova pelo docum5to de folhas #add que o casal sobre que v]sa o pleito fra doado com outros ao capilo-mr d m> ,gonalo ,t5reiro em #acgc 7era #adaa74 ,qu9to4--,donde se conclue que ne/e tempo elle p]t5cia cora1 segundo a intellig5cia dada palavra regu5go por trs assembleas nacionaes successivas4 ,sexto4--,o decreto de #ac d'ago/o diz no artigo #f4o3 ,ficam ext9ctos todos os fros1 p5ses1 1 etc444 impo/os nos b5s ennum]ados no artigo #c 7b5s da cora7 ou pelos reis1 ou pelos donat>ios1 ou por contractos de emprazam5to ou subemprazam5to1 ou de c5so fundados em doaes rgias1 ou em =aes1 ou em s5t5z1 ou em posses1 a9da que sejam immemoriaes1 ou por outro qualqu] titulo1 po/o que no especificado4 ,o primeiro de/es seis factos fic\ provado4 ,os t]ceiro1 qu9to e sexto no c>ecem de prova4 ,re/a o segundo e o qu>to4 ,o docum5to de fol4 #add s por si1 qu&o faltassem outros1 ba/>ia p>a os comprov>4 ,o illu/re ,juiz ,relator na sua t5o diz que segundo se depreh5de das expresses da doao a ,gonalo ,t5reiro1 no =am por ella doadas z proprias t]ras1 mas som5te os fructos que pagavam cora1 e aquelles direitos reaes que era co/ume do>4 ,ni/o que cremos ir todo o erro4 ,suppondo1 caso negado1 que os casaes de ,cazellas e/ivessem alheados com o canon d qu>to1 antes de ,d4 ,p$ro ,i1 o que s]iam os fructos que elles pagavam8--,direitos reaes4 ,todo enc>go assi real como pessoal ou my/o1 que seja impo/o por lei ou por co/ume longam5te approvado direito real4 ,veja-se a ,ord4 ,liv4 #b ,tit4 #bf 4 #bc4 ,que diz a doao8 ,que lhe da ,algs com sua ribeira e ,oucorella e ,neiom-a-velha1 e ,cazellas com seus t]mos e com suas entradas e saidas1 com todas suas jurdies e direitos e r5das e p]t5z4 ,aqui ha a di/9co p]feita de t]ras e direitos1 e a doao faz expressa m5o dumas e d\tras4 ,esses log>es podiam e/> habitados e cultivados por arr5dam5tos1 ou por qualqu] outro modo ou g5]o de contracto1 at por a=am5tos de mui div]sa natureza dos qu>tos 7como vimos nos regu5gos de ,montemr71 em que o rei cons]vasse o dom9io directo1 similhantes quelles de que se encontram milh>es de docum5tos nas *ancell>ias dos nossos reis1 pr9cipalm5te de ,d4 ,d9is1 feitos tanto nos b5s lanados nos quatro livros de ,recab$o ,regni1 como nos descriptos nos d\s livros ,de ,meo ,repositorio4 ,qu&o se doavam qu>tos1 a frmula g]al era decl>> que se doava o direito d qu>to no casal de tal ou tal regu5go1 como se v 7p>a no multiplic> exemplos nem os ir busc> longe7 duma doao de/e mesmo rei e d anno antec$5te de #acgb no regu5go de ,oeiras lmitrophe ao d',algs1 em que se diz que el-rei faz m]c a ,alv>o ,pires d direito d qu>to de um casal d regu5go d',oeiras 7*ancell4 de ,d4 ,f]n&o41 ,l4 #a fol4 #ih1 no ,ar*4 ,n474 ,desej>iamos com effeito que se nos apontasse uma doao feita exclusivam5te dos c5sos de algum regu5go ali5ado antes de #acfa1 cuja frmula fosse anloga ao docum5to exhibd pela ,r4 ,mas o que de/roe completam5te a supposio d illu/re ,juiz ,relator o absurdo que resulta da concesso de jurisdico naquella doao1 se admittirmos que a m]c de ,d4 ,f]n&o a ,t5reiro era unicam5te dos c5sos impo/os em b5s que se t9ham tornado patrimoniaes1 o que no e/abelecia entre o donat>io e os b5s regu5geiros s5o um ponto de contacto--a recepo e soluo annual d canon4 ,p>a que eram z jurisdices8 ,damos v9te annos p>a se nos mo/r> uma doao1 inconte/avelm5te exclusiva1 de qu>tos de t]ras patrimoniaes regu5gueiras1 a que se ajunctasse a m]c da jurisdico4 ,havia1 v]dade1 z alcaid>ias-mores das villas e cidades1 aca/elladas1 nas doaes das quaes quasi sempre se fazia tambem m]c de direitos reaes e jurisdices1 sem que a essas alcaid>ias &assem annexas t]ras da cora4 ,mas o que era o alcaide-mr da nossa idade mdia8 ra uma trans=mao d conde visigodo e d al-kaid rabe3 era uma auctoridade pblica anloga ao municeps dos sculos ,,xi e ,,xii que cumulava funces milit>es1 judiciaes e adm9i/rativas2 era uma entidade politica successivam5te modificada e afeioada pela unidade mon>*ica trabalh&o atravs dos sculos p>a se con/ituir absoluta2 trabalh&o p>a se complet>4 ,o facto de algumas alcaid>ias sem jurisdico era por isso excepcional2 era a l5ta revoluo da mon>*ia que passava por l e apagava com a sua mo robu/a uma tradio d passado4 assim que ns a*amos na clebre lei das jurisdices promulgada nas crtes d',att\guia de #acge1 a ennum]aco das doaes a que ellas se annexavam4 ,eram e/as z de vilas1 t]ras e log>es unicam5te4 ,porque1 nessa lei to p>ticul>isada e previd5te sobre a que/o jurisdiccional2 se no p>ticul>is\ nem previu a hypo!se de um donat>io de simples r5das da cora1 que conjuntam5te o fosse da jurisdico8 ,foi inque/ionavelm5te porque tal donat>io no exi/ia4 ,veja-se aquella lei transcripta no ,livro #b4o ,tit4 #fc da ,ord4 ,affons9a4 ,d !or da doao a ,t5reiro sem dvida se depreh5de que se lhe fez m]c de l>gos tractos de t]ra1 alm dos direitos reaes4 ,mas que importa isso1 ou que difficuldade ha em que exi/isse a9da na cora1 nos f9s d sculo ,,xiv1 o dom9io desses l>gos tractos em um regu5go que se e/5dia desde z m>g5s d ,alcnt>a at ente/> com o de ,oeiras por mais de uma lgua de nasc5te a po5te1 e quasi outro tanto de norte a sul8 ,no e/avam ahi p>a os cultiv>em nossos avs 7de ns os plebeus7 tanto pees como m\ros8 ,no sabido por qualqu] m$ocre sab$or da hi/oria patria que a populao meia egypcia meia rabe de ,lisboa1 foi d]ramada pelos campos viz9hos na occasio da conqui/a8 ,temos1 se no nos enganamos1 feito v] o n5hum fundam5to da intellig5cia que o digno ,juiz ,relator deu aos t]mos da doao a ,t5reiro3 re/a tract> o segundo facto que ennuncimos2 i/o 1 que naquella po*a a maior p>te d regu5go d',algs e/ava a9da na cora4 ,o docum5to exhibido pela ,r s]ve de demon/rao e por isso procurmos primeiram5te p-lo sua v]dadeira luz4 ,mas outros factos vem corrobor-lo4 ,peguemos nas ,li/as de ,b5s ,nacionaes po/os em praa ,n4o #aec1 etc4--e ,n4o4441 e v]emos quantos b5s de/e regu5go exi/iam a9da em nossos dias no dom9io da coroa4 ,junctem-se a e/es os que actualm5te possuem como donat>ios em vida ,jos ,ribeiro de ,c>valho1 ,d4 ,m>ia ,violante da ,cunha e outros1 e diga-se-nos se no probabilissimo que ha quatro p>a c9co sculos fosse muito maior8 ,mais3 d mesmo rei ,d4 ,f]n&o exi/em doaes d'h]dades e casaes no regu5go d',algs4 ,tal a doao d casal d ,rolo juncto ponte d',alcnt>a feita a ,affonso ,ribeiro em #achj 7*anc4 de ,d4 ,f]n&o1 ,liv4 #b fol4 #ge1 no ,ar*4 ,n47 e outros que s]ia longo ennum]>4 ,demon/rados os factos que e/abelecemos1 que se d$uz delles8 ,n5huma outra consequ5cia pod] tir> a9da o espirito mais agudo e sophismador1 s5o que o fro d casal da viuva ,simes de ,cazellas1 e/ inque/ionavelm5te ext9cto4 ,diz o illu/re ,juiz ,relator em sua t5o que a doao a ,gonalo ,t5reiro no mo/ra a id5tidade dos b5s a=ados ,r4 ,pois ne/a doao faz el-rei m]c d log> de ,cazellas e seus t]mos1 e um cazal que vem entr> d5tro daquella aldeola no e/ necess>iam5te incluido nos t]r5os m5cionados nesse antigo diploma866 ,que n+uem imag9e ,cazellas como uma cidade similhante a ,p>is ou ,londres e/5d5do-se por muitas lguas de t]ra1 e onde seja difficilimo av]igu> antigas divises t]ritoriaes4 ,cazellas um aggregado de dzia e meia de tugrios1 com duas ou trs casas de lavradores mais aba/ados4 o que s]ia p\co mais ou m5os no tempo del-rei ,d4 ,f]n&o ou ,d4 ,joo ,i4 ,o digno ,juiz allude ao relatorio d decreto de #ac d'ago/o2 allude1 por assim diz]1 ao espirito g]al daquella lei1 que respeit> o direito de propri$ade4 ,seja-nos por isso lcito alludir tambem a esse espirito1 sem que em nossas palavras se ent5da hav] o m5or s5tim5to de m vontade ou d'injuria contra o ,auctor de/a causa1 que no conhecemos1 e que1 como nosso dev]1 suppomos um leal e honrado cavalheiro4 ,o espirito dessa gr&e lei na v]dade respeit> o direito de propri$ade1 mas tambem o seu p5sam5to capital o allivi> o homem que trabalha d enc>go de su/5t> quem no trabalha4 ,e qual o resultado de/a s5l5a8 aquelle fic> com o nus que t9ha1 e e/e livre de desembols> a p>te que a coroa tomava p>a si na diviso da presa4 ,se nos p]mittida uma metaphora1 diremos que at aqui o tigre e o lobo devoravam junctos a rs1 agora o lobo cev>-se-ha sz9ho nella4 ,brilhante consequ5cia d decreto de #ac de ago/o6 ,p>amos aqui porque no julgamos preciso diz] mais4 ,mas no p5se alguem que ne/e negocio dos regu5gos nada mais ha4 ,ha muito6 ,se cumprisse1 ns prov>iamos que em rigor z mesmas t]ras a=adas a qu>to antes de ,d4 ,p$ro ,i1 no con/ituiam1 propriam5te b5s patrimoniaes2 que no havia por esses contractos v]dadeira transmisso de dom9io directo e til2 que o qu>to no era um c5so1 no s5tido que hoje se d a e/a palavra2 que todas essas di/9ces das r5das e tributos no eram conhecidas entre ns nos primeiros tempos da mon>*ia1 porque o direito romano1 especie de !ologia es*ola/ica1 a9da no t9ha v9do conv]t] em meada inextricavel a nossa jurisprud5cia2 que =am leis po/]iores a esses contractos primitivos que lhes d]am novos c>act]es2 que os reis no podiam alhe> os b5s d allodio real1 porque isso se oppunha directam5te s in/ituies economicas d pas fundadas nas in/ituies politicas1 sup]iores a todas z leis civis que depois se fiz]am2 que e/as z desp$aaram e annull>am de facto1 mas que no z podiam annull> de direito4 ,tudo i/o prov>iamos ns at a evid5cia2 mas no necess>io aqui2 e e/amos c]tos que algum dia se demon/r> onde a demon/rao possa s] til--no p>lam5to1--qu&o a ,provid5cia nos conc$] uma cam>a de deputados que repres5tem v]dadeiram5te z classes teis e laboriosas1 e no os int]esses d privilgio e dos abusos1 cam>a que ns no sabemos se j exi/iu ou no ne/e malfadado pas4 ,a ,,es*ola ,,polyte*nica ,e ,o ,,monum5to #ahdc ,a ,,es*ola ,,polyte*nica ,e ,o ,,monum5to ,! are m ?+s 9 heav5 & e>?1 ,horatio1 ,?an are dreamt ( 9 y\r philosophy4 ,%akspe>e-,hamlet 7impresso em ,+lat]ra7 ,act4 #a1 sc4 #e4 ,i ,o inc5dio da es*ola polyte*nica1 acontecim5to tri/e em si1 mais tri/e pelas suas consequ5cias em relao ao ens9o pblico1 tri/issimo pelas difficuldades que a pobreza d er>io oppe re/aurao desse e/abelecim5to1 foi uma v]dadeira calamidade p>a a in/ruco nacional4 ,no e/ado de m organisao e de ab&ono em que e/a se a*a1 a es*ola polyte*nica era uma brilhante excepo4 ,naquella fonte de conhecim5tos teis3 naquelle foco de luz intellectual se haviam de encontr> algum dia os elem5tos mais ess5ciaes p>a a creao d ens9o g]al1 qu&o os hom5s que presidissem aos de/9os da nossa t]ra compreh5dessem z v]dadeiras condies de uma lei d'in/ruco pblica4 ,como a es*ola polyte*nica s]ia a pr9cipal alavanca p>a e/a reg5]ao no o direi aqui1 porque nem esse o meu int5to1 nem o tempo pres5te me p>ece proprio p>a tract> similhantes mat]ias4 ,conv]tido o edificio da es*ola num monto de ru9as1 e p]didos no meio de/as p>te dos objectos preciosos p>a a sci5cia que ahi se enc]ravam1 o primeiro p5sam5to1 que naturalm5te occorreu1 foi o de busc> um meio p>a rep>> to fatal damno4 ,em milh>es de espiritos surgu simultaneam5te uma ida gr&e e g5]osa1 e com rapidez incrivel essa ida se conv]teu em op9io g]al4 ,a razo pblica1 sempre mais illu/rada e segura que a dos individuos1 p]filh\ o p5sam5to de applic> z sommas colligidas p>a a creao d monum5to com e/tua1 re/aurao da es*ola polyte*nica4 ,a impr5sa p]iodica1 sem di/9co de p>cialidades1 fez s5tir z conv5i5cias1 no da nova applicao que se propunha p>a aquellas sommas1 mas da nova frma da mesma applicao4 ,a impr5sa fez o que devia2 e/e negcio p]t5cia-lhe ess5cialm5te porque era uma que/o de intellectualidade4 ,o alvitre1 que n+uem d]a1 por que todos o t9ham dado1 p>ecia no enc]r> difficuldades4 ,era quasi um axioma de civilisao e patriotismo2 era a expresso da d\tr9a de ,jesus--o conv]t] p$ras em po--o conv]t-las em alim5to da intellig5cia1 em vez de passatempo dos olhos4 ,era emfim uma r>idade em ,portugal1 uma c\sa pblica feita com bom juizo4 ,todavia a mat]ia no era tanto de primeira intuio como g]alm5te p>ec]a4 ,em muitos animos suscit>am-se dvidas e escrupulos sobre a legitimidade da nova =ma que se pret5dia d> ao monum5to de ,d4 ,p$ro4 ,e/as dvidas a pr9cipio fracas1 env]gonhadas1 inc]tas1 tom>am vulto e a*>am rgo na impr5sa3 o que p>ec]a axioma conv]teu-se em ^! disputavel e disputada4 ,agora ahi &a na tla da discusso1 e quem sabe qual s] o seu de/9o8 ,quem sabe se os que podem promov] a realisao d p5sam5to pblico se incl9>o p>a um ou p>a outro lado8 ,uma c\sa sei eu2 e 1 que todos os hom5s de boa e s9c]a vontade1 a quem ,deus conc$eu alguma poro de int5dim5to1 devem desc] ar5a d combate2 porque o resultado delle no s s] grave e importante em si1 mas s]vir de padro por onde e/rangeiros affiram o grau da nossa civilisao4 ,os que contra/am a op9io g]al ne/e negcio no teem por c]to n5hum p5sam5to res]vado1 n5hum de/es motivos mesqu9hos1 que tantas vezes nas que/es de int]esse pblico transviam os melhores espiritos4 ,devo e qu]o crr1 que os seus receios nascem todos de uma delicadeza excessiva de consci5cia1 de um erro de racioc9io causado por um s5tim5to puro e nobre4 ,s]ia mon/ruoso e incrivel que z suas palavras nascessem de outra origem2 porque n5hum portugus hav]ia ahi to corrupto1 que por capri*o1 por antipa?ia ou por qualqu] outro motivo abjecto1 gu]reasse a educao da mocidade1 e quisesse conv]t] o monum5to de um pr9cipe lib]al e illu/rado em monum5to de uma faanha de vndalos1 que nos de%onr>ia aos olhos da ,europa inteira4 ,qu&o se tracta de uma que/o que involve a memoria de um homem como o ,duque de ,bragana1 e da exi/5cia d nico in/ituto d'in/ruco sup]ior nascido sombra da lib]dade1 ns1 g]ao pobre de gloria2 ns1 que =tes em d]rib> z c\sas dos tempos que =am1 nos temos mo/rado t>dos e dbeis em recon/ruir p>a o futuro1 devemos debat-la sem *l]a1 e com animo desassombrado de paixes1 como o requ]em a memoria de um gr&e pr9cipe e a importancia desse in/ituto4 ,z objeces capitaes a que se r$uz tudo o que se tem dicto1 tudo o que se pde diz] por p>te dos def5sores da p$ra contra o po1 so trs3 #a4;a1 a falta de f pblica a respeito de uma somma de/9ada p>a c]to e det]m9ado fim pelos contribu9tes1 applicada p>a f9s div]sos1 sejam elles quaes =em3 #b4;a1 que repres5t&o o monum5to de ,d4 ,p$ro uma ordem de idz exclusivam5te moraes1 quanto se pond]> c]ca da utilidade de recon/ruir a es*ola polyte*nica no vem ao int5to1 porque todas essas pond]aes p]t5cem a uma ordem de idz diff]5tes3 #c4;a1 que essas duas ord5s de consid]aes so como duas l9has indef9itas p>allelas1 que cam9ham ao lado uma da outra1 sem que seja possivel encontr>em-se jamais4 ,eis o que era sub/ncia se tem dicto1 escripto e repetido por p>te dos def5sores d monum5to da praa pblica2 tudo o mais so accessorios2 so consid]aes que t5dem a re=ar e/es trs argum5tos pr9cipaes4 ,exam9emos a sua =a4 ,se na v]dade so solidos1 necess>io seguir a op9io quasi s+ul>1 e ab&on> z ru9as da es*ola polyte*nica1 p>a que e/a seja recon/ruida qu&o e como se podr4 ,se o no so1 preciso que o monum5to de ,d4 ,p$ro seja digno delle3 preciso respeit> a op9io d pas4 ,pela m9ha p>te int5do que o primeiro argum5to incontra/avel4 ,s9c]a e lealm5te o confesso4 ,quem contribuiu p>a qualqu] obra det]m9ada1 tem direito de exigir que essa obra se execute4 ,fosse ella o maior dos absurdos1 fosse a v]gonha da arte e d s5so commum1 uma vez que no (f5desse a moral e z leis1 a vontade dos contribu9tes devia s] respeitada4 ,no caso pres5te havia um programma1 bom ou mau1 p>a a feitura d monum5to d ,imp]ador2 e/ava at escolhido o log> onde se havia de erigir qu&o a subscripo se abriu4 ,os subscriptores acceit>am aquellas condies3 fez-se um v]dadeiro contracto4 ,a todas z razes de conv5i5cia1 que se faam1 o m5or dos contribu9tes pode respond]3--,no vos importe se uma imprud5cia1 uma l\cura1 uma brutalidade4 ,z condies d meu contracto so e/as3 cumpri-z1 e no cureis dos meus rros4 ,e t]ia razo4 ,o transvi> o d9heiro d monum5to p>a o mais til fim1 sem cons5tim5to daquelles que o d]am1 s]ia uma falta de f pblica2 mais3 um v]dadeiro latroc9io4 ,mas no hav] algum meio de resolv] a difficuldade8 ,ha1 e muito simples4 ,que z auctoridades propo/as a e/e negcio decl>em que lcito a todo e qualqu] subscriptor retir> a somma que (f]eceu1 se int5d] que o monum5to intellectual no satisfaz z condies da sua gratido4 ,depois di/o abra-se uma subscripo sem limite no quantum p>a os que no se (f5dem de v] a memoria de ,d4 ,p$ro ligada a um e/abelecim5to litt]>io4 ,p>ece-me que posso com c]teza affirm> que mais bolsas se ho-de desc]r> p>a contribuir de novo1 que p>a receb] o j (f]ecido4 ,sem e/a m$ida prvia int5do que moralm5te impossivel mud> z condies capitaes da feitura d monum5to1 e por consequ5cia impossivel satisfaz] z exig5cias da op9io pblica4 ,consid]emos agora os outros argum5tos que p]t5cem c\sa em si1 e em relao moralidade1 no de um contracto1 mas de um p5sam5to nacional que reune e =mula por c]to modo trs idz di/9ctas--a de um gr&e homem1 a de um povo e a da po/]idade4 ,tracta-se de um monum5to4 ,por onde se devia comear8 ,por def9ir bem cl>am5te aquillo de que se tractava4 ,fez-se isso8 ,no4 ,sabemos o que significa essa palavra3--dir-se-ha4 ,pode s]2 mas ahi se imprimiu j--que um monum5to um ponto de contacto entre a gloria e a admirao4 - ,e porque se disse i/o8 ,porque se tom\ uma hypo!se por uma ^!2 p>tiu-se d s+ul> p>a o univ]sal1 d condicional p>a o absoluto4 ,a def9io falsa1 e da sua falsidade nasceu talvez a multido de p>alogismos intol]aveis1 que todos temos lido e ouvido4 ,um monum5to um meio de transmittir ao futuro uma lembrana d passado4 ,ess5cialm5te s i/o4 ,accid5talm5te mil condies podem v>i> o seu modo de exi/ir1 mas a condio unicam5te absoluta de/e exi/ir o lembr>4 ,onde h\v] i/o ha monum5to3 o livro e o templo1 o obelisco e a e/tua1 o palacio e a campa2 a arvore e at o *o defeso e condemnado a p]ptua e/]ilidade podem s] monum5tos4 ,o objecto lembrado1 repito1 a condio exclusivam5te absoluta de um monum5to4 ,a columna erguida em uma das praias d nosso ,tjo em monum5to d supplcio de alguns regicidas1 e o templo viz9ho della1 edificado no stio em que se p]petr\ o delicto1 s]o pontos de contacto entre a gloria e a admirao8 ,s-lo-ha a cruz plantada no cam9ho des]to em memoria d assass9o que ahi despoj\ da vida o seu similhante8 ,responda-se4 ,po/o i/o1 v5hamos hypo!se4 ,que pret5demos ns8 ,edific> um monum5to a ,d4 ,p$ro4 ,e p>a qu8 ,p>a lembr> po/]idade o que lhe deve ,portugal--ns e os v9d\ros4--,o monum5to p>a elle2 p>a a sua memoria4 ,quaes so os elem5tos de/e p5sam5to8 ,so a gr&eza moral d individuo1 transmittida ao futuro1 e a gratido especialm5te nossa1 se quis]em4 ,eis a sua expresso mais simples4 ,so duas idz4 ,dellas se deve p>tir p>a resolv] a segunda e t]ceira objeces capitaes que os adv]s>ios nos fazem4 ,das duas idz qual a causa f9al d monum5to1 qual a sua condio absoluta8 ,a primeira4 ,qual o accid5te8 ,a segunda4 ,em tran/orn> e/as duas idz1 em lhes troc> os valores que e/ pr9cipalm5te o rro4 nossa gratido que levantaes o monum5to1 ou lembrana de ,d4 ,p$ro8 ,se primeira1 afa/ai da vossa obra a m5or sombra de utilidade2 porque proveito proprio e agradecim5to annullam-se3 e/e s] de/ruido1 e o que no exi/iu no pode s] lembrado3 se a ,d4 ,p$ro1 embora o monum5to seja til1 utilissimo1 a condio moral necess>ia fica satisfeita2 o que v>ia o que pode v>i> e s] modificado1 o accid5te4 ,engana o corao aquelles que vem o egoismo na op9io g]al sobre a judiciosa trans=mao d int5tado monum5to4 ,logo mo/r>ei quanto vasia de s5tido similhante accusao4 ,entretanto seja-me lcito lembr>-lhes que involunt>iam5te so elles os ego/as1 alm de ego/as orgulhosos4 ,no s] mais egosmo sub/ituir como ida pr9cipal a da propria gratido da memoria de ,d4 ,p$ro8 ,levant&o um monum5to de que n5hum proveito resulta ao pas1 e/es hom5s g5]osos crem pag> ao ,lib]tador a dvida nacional6 ,pagam com o seu d9heiro a lib]dade que elle nos deu1 e z esp]anz de nossos filhos6 ,elles1 hom5s obscuros como ns1 saldam contas com o gr&e ,pr9cipe1 atir&o alguns cruzados p>a se conv]t]em em p$ras que lhe sejam consagradas6 ,se essas p$ras fossem teis havia um saldo contra elles3 era uma v]gonha p>a e/a g]ao1 sim pobre1 mas fidalga4 ,ns cremos outra c\sa4 ,cremos que a nossa divida insoluvel1 insoluvel a dvida das g]aes que vi]em aps ns3 cremos que o monum5to de ,d4 ,p$ro no deve s] um s2 que no unicam5te no fron/ipicio da es*ola polyte*nica re/aurada que se ha-de escrev] o seu nome em lettras cubitaes de bronze4 ,multiplicai os in/itutos de civilisao e de progresso1 e consagrai-lh'os2 porque o primeiro lo da cadeia da nossa reg5]ao moral e mat]ial p>te d meio das suas c9zas1 e/ sumido na n\te d seu atade4 ,que por toda a p>te o nome de ,d4 ,p$ro surja entre ns como o de ,tell entre os suissos1 smbolo de lib]dade3 que por toda a p>te z g]aes infantes t5ham de p]gunt> s g]aes adultas a significao de/e nome1 e ellas lhes possam relat> z tradies de saudade que j ouviram recont> a seus paes4 ,se um b5eficio1 incalculavel1 porque os seus resultados p]t5cem a um futuro indef9ito e desconhecido1 se retribue com meia duzia de p$ras de ,p]o-,p9heiro1 digo-vos que t5des l riqueza com que compr> p>a a nao portuguesa no s a felicidade t]r5a1 mas z proprias *aves d p>aiso4 ,pelo amor de ,deus no pagueis a ,d4 ,p$ro6 ,despi a vossa vaidade de pigmeus diante da sua memoria4 ,o vulto d gr&e ,pr9cipe um vulto gigante4 ,por muito que faais podeis e/> c]tos de que a po/]idade no vos enx]g> sequ]1 na p5umbra imm5sa desse vulto1 que se alevanta sobranceiro no meio das nossas mis]ias como o c$ro no meio das arz ra/eiras4 ,s$e gratos1 porque cumpris um dev]3 mas no queiraes associ> a vossa gratido como ida pr9cipal ao monum5to d homem illu/re1 porque i/o um orgulho ridiculo4 ,que importa ao futuro o vosso nome1 ou1 o que a9da m5os1 um de vossos affectos8 ,no man*eis o que sublime e sancto com o que s]ia trivial e burlesco--uma pequ59a vaidade4 ,vaidade--no cess>ei de o repetir--s vaidade &a ne/a gu]ra que se faz ao p5sam5to pblico3 ella quem (fusca o int5dim5to dos que o combatem4 ,a prova ahi e/3 deu-se como razo suprema--que n+uem acr$it>ia que a ereco dum monum5to fsse um signal d nosso respeito a ,d4 ,p$ro1 se aquella op9io se realisasse4 ,o monum5to pois consagrado1 no a ,d4 ,p$ro1 mas a um s5tim5to nosso1 a ns4 ,se elle lembr> s o ,imp]ador nada lembra2 p]de a sua significao de monum5to1 porque n+uem acr$it> que tivemos tal ou tal affecto4 ,os nossos nomes1 z nossas virtudes no *eg>o po/]idade com gravissimo detrim5to dos v9d\ros6 ,oh mis]ia das mis]ias humanas6 ,talvez eu no int5da bem a que/o4 ,digam-me se um recibo de p$ra1 que pret5demos faz] pass> au!nticam5te1 e em pblico1 de que pagmos cm admirao at o ltimo ceitil d que deviamos a ,d4 ,p$ro4 ,se isso1 t5des razo4 ,concluido e/e negcio e/amos quites e livres4 ,depois elle1 se podr1 que gu>de d sepul*ro o cab$al que lhe entregmos4 ,podemos esquec]-nos delle4 ,se z revolues da natureza ou dos hom5s de/ruirem o monum5to1 nada temos com isso4 ,que a sombra de ,d4 ,p$ro cons]vasse melhor a sua propri$ade4 ,de que lado e/> o egosmo1 o clculo mesqu9ho1 a +ratido at8 ,p>ece-me que no d lado da op9io d pas4 ,z vossas d\tr9as conduzir-vos-ho ao absurdo e blasphemia moral3 ba/a que t5haes logica4 ,vs dizeis que um monum5to =osam5te ha-de s] 9til4 ,e/a condio absoluta t9heis obrigao de demon/r-la4 ,havia de lev>-vos algum tempo4 ,devieis comear por de/ruir metade dos monum5tos d passado1 que vos desm5tem4 ,a*a/es mais facil attribuir aos adv]s>ios a proposio diametralm5te oppo/a1 de que todo o monum5to deve necess>iam5te s] til4 ,cre/es que a def5so de um absurdo e/ava em combat] outro absurdo4 ,engana/e-vos4 ,n5huma das duas proposies v]dadeira1 porque z idz que repres5tam no se conteem na de monum5to3 n5huma por isso de/roe a outra4 ,pode hav] consid]aes que movam a erigir um monum5to til ou 9til2 mas essas consid]aes so alheias ess5cia d objecto4 ,se todavia a vossa d\tr9a que s a inutilidade pode s] monum5tal1 limitai-vos a prov-lo4 ,epigrammas1 que f]em em vo1 conv]tem-se em semsaborias4 ,p>ece-me fic> demon/rado que em relao ida de monum5to e em relao a p]petu> a memoria d ,duque de ,bragana a que/o da utilidade ou inutilidade de qualqu] edificao1 que se haja de faz] com o intuito monum5tal1 uma que/o ociosa4 ,vejamos agora o negcio sob outro aspecto3 vejamo-lo em relao a ns4 ,qu&o surge um p5sam5to pblico2 qu&o uma nao se congrega em volta de uma ida p>a a r$uzir a um facto1 ella deve consid]> bem att5tam5te o seu des5ho antes de o execut>4 ,uma nao responsavel p]ante z outras naes1 como o indivduo p]ante a soci$ade a que p]t5ce4 ,e/a responsabilidade1 po/oque exclusivam5te moral1 tem na ,europa um juizo inexhoravel onde s] julgada2 a s5t5a =mula-a a impr5sa3 a op9io o tribunal que ha-de confirm> e/a1 e a hi/oria o regi/o onde p>a a p]petuidade se lanar o julgam5to4 ,graves e m$itadas devem por isso s] z aces que p]t5cem ao corpo social2 preciso que levem o cunho da moralidade1 da dec5cia1 da sab$oria4 ,sem i/o a condemnao c]ta4 ,pod]iamos na v]dade affront-la1 se z g]aes no fossem solid>ias2 se uma soci$ade no fosse um indivduo cuja vida se prolonga atravs dos seculos1 e que em cada um delles tem direito a glori>-se das suas boas aces passadas1 como os outros povos teem direito a lanar-lhe em ro/o os rros ou crimes que commetteu em ant]iores po*as da sua exi/5cia4 ,uma g]ao no p]t5ce unicam5te a si1 p]t5ce ao pret]ito cuja h]deira 1 ao futuro1 cuja te/adora s]4 ,e/a d\tr9a nunca dev]a esquec] s naes3 nunca dev]a s] desprezada pelos que z dirigem4 ,muitos arrep5dim5tos t>dios se hav]iam p\pado3 muitas maldices t]iam deixado de cair sobre z c9zas de hom5s em95tes2 muitas mais memorias virtuosas a*>iam os povos no !s\ro das suas recordaes1 e muito m5os btas negras sulc>iam z pag9as dos annaes d gn]o-humano4 ,se consid]ado na sua ess5cia o monum5to pode indiff]5tem5te s] uma columna ou uma es*ola1 um tmulo ou um hospital1 uma pyramide ou um s>cphago3 se o seu de/9o lhe no det]m9a os accid5tes como por uma deploravel confuso d'idz se tem pret5dido1 cumpre exam9> quaes condies lhe possa impr a circum/ancia de s] no s um monum5to1 mas um monum5to nacional2 de s] uma edificao pblica levantada memoria de um homem illu/re4 ,aqui uma nova ordem de consid]aes se apres5ta3 so umas de conv5i5cia1 outras de dec5cia1 outras emfim de moralidade1 e at de poesia1 porque se ha-de att5d] a s5tim5tos1 tradies e affectos2 porque uma nao que se esquece de tudo i/o no s corrompida1 uma nao gangr5ada4 ,a e/a luz1 em relao a ns1 como povo livre1 aos motivos que torn>am illu/re a memoria d ,duque de ,bragana1 s tradies humanas1 e sobretudo s tradies dom/icas1 p>ece-me no s e/> resolvida a que/o a favor da op9io pblica sobre e/a mat]ia1 mas at prov>-se que moral e poeticam5te impossivel o consagr> s recordaes de ,d4 ,p$ro o j prov]bial ,monum5to com e/atua1 o mote ar*itectonico de classico abbadessado4 ,pelo lado da conv5i5cia quasi escusado diz] uma palavra entre a p$ra e o livro2 entre o luxo de uma praa pblica1 e o alim5to intellectual da juv5tude2 entre o obelisco que desaba ao rugir d volco subt]raneo1 ou d volco popul> a9da mais e/upidam5te assolador1 e o monum5to prolfico da sci5cia1 que1 uma vez d]ramada1 no de/roem nem z revolues dos hom5s nem z da natureza3 no possivel discutir pref]5cias1 tanto porque a discusso fra ridicula1 como porque responsaveis p>a com o futuro1 elle t]ia direito de condemn>-nos por lhe hav]mos legado em log> de um in/rum5to de civilisao p>a todo o pas1 uma pblica-frma de um velho dixe romano1 p>a adorn> ou ob/ruir uma praa da capital4 ,e aqui vem a ponto repellir a infundada accusao de egosmo que se nos faz1 porque pref]imos o monum5to-es*ola ao monum5to-columna4 ,o que o egosmo8 o amor exclusivo de si1 o cur> unicam5te dos proprios int]esses sem consid]> os de mais n+uem4 ,o egosmo ess5cialm5te individual4 ,mas p>a quem pode a es*ola polyte*nica produzir fructos de b5am8 ,p>a ns os hom5s feitos1 p>a ns os que pret5demos que ella seja o monum5to de ,d4 ,p$ro8 ,c]to que no4 ,rudes ou cultivados1 ignorantes ou sabios1 j no vamos ass5t>-nos a esse banquete d'illu/rao4 a mocidade que l tem seu log>1 o futuro que ha-de saci>-se nessa fonte caudal de civilisao e de v]dadeiro progresso4 ,onde e/ pois o egoismo8--,se alguma c\sa d corao entra ni/o1 exactam5te o contrrio2 a abnegao4 ,attribuirmos aos adv]s>ios motivos maus numa que/o de similhante natureza1 p>a torn>mos odiosa a op9io que impugnamos1 confess> indirectam5te que s5timos a fraqueza das nossas d\tr9as4 ,e/as armas so faceis de m5e>1 e no falt>ia ba/im5to dellas aos que pelej&o com racioc9ios so accommettidos no sanctu>io da sua consci5cia4 ,no z empreg>ei eu1 porque nada prov>ia esse esgrimir ins5sato4 ,deix&o o egosmo1 os int]esses mesqu9hos1 z causas occultas a quem de direito p]t5c]em1 tract>ei de consid]aes mais graves4 ,um monum5to no uma inv5o mod]na3 desde a origem das soci$ades a arvore solit>ia se plant\ p>a a recordao dos hom5s1 p>a z recordaes se amonto>am z p$ras borda das torr5tes ou sobre os visos dos outeiros4 ,todos os tempos e todas z g5tes deix>am mais ou m5os subtilm5te escriptas1 mais ou m5os completas e/as memorias de si4 ,os monum5tos teem portanto uma hi/oria1 e logo uma philosophia4 ,vs os que vos alcunhaes de gr&es philosophos1 e nos olhaes com sobrec5ho de sup]ioridade1 indaga/es acaso os resultados dessa hi/oria busc&o por tal modo alguma luz p>a das normas g]aes d$uzir z condies da hypo!se8 ,no6-- que i/o era ap5as consult> a razo d g5]o humano1 c\sa bem escusada t5do vs a vossa razo to logica1 to f9a1 to pr(unda como fica provado4 ,que nos diz em resumo a hi/oria dos monum5tos8 ,o que nos dizem todas z c\sas2 todos os aspectos d passado3--que a ida c>act]i/ica de qualqu] po*a1 o facto capital e ntimo de qualqu] soci$ade se reproduz em todos os seus modos d'exi/ir4 ,entre os monum5tos de um pas e cada uma das suas po*as ha sempre uma h>monia1 h>monia a que por via de regra se ajuncta a d aspecto moral d indivduo em95te cuja memoria se quis transmittir po/]idade1 ou1 tract&o-se de um sucesso1 a da natureza de/e4 ,de similhante v]dade1 s5tida1 mas a9da no racioc9ada e talvez unicam5te della1 nasceu a applicao da alegoria s edificaes monum5taes4 ,s]ia longo1 d>ia um livro1 o volt> de/a syn!se anlyse miuda dos factos que a comprovam em todos os log>es1 em todos os tempos e nos monum5tos cuja data conhecida1 e conhecida a hi/oria da g]ao que os alevant\4 ,no cabe aqui esse va/issimo trabalho3 cont5t>-me-hei com algumas obs]vaes mais notaveis e de mais imm$iata applicao ao negcio que hoje se v5tila entre a op9io pblica1 e esses espiritos que se crem mais illu/rados d que ella4 ,muitos monum5tos como o que se pret5de d$ic> a ,d4 ,p$ro1 muitas columnas com e/tuas e sem ellas alevant>am os romanos aos seus hom5s em95tes3 duas ap5as se conhecem que prec$essem o e/abelecim5to d imp]io1 a de ,m5io e a de ,decillio1 monum5tos obscuros de que s faz m5o ,pl9io4 ,com o progresso d decair romano multiplic\-se e/a especie de padres1 que m>cam1 ou a s]vido dos romanos como os que pr(usam5te espalh>am os primeiros cs>es1 ou tri/es victorias que ao desmoron>-se aquelle colosso da civilisao antiga1 unicam5te s]viam p>a torn> mais torm5tosa a sua l5ta agonia4 ,alguns dos pr9cipes a quem essas memorias =am consagradas1 como os ,anton9os tiv]am uma tri/e illu/rao3 =am nobres e virtuosos no meio da corrupo e vileza d seu povo de escravos4 ,outros a tiv]am a9da mais tri/e1 porque de%onrosa aos olhos da philosophia2 porque =am ap5as ambiciosos de gloria milit>1 que cubriram a t]ra de e/ragos e sangue1 como de ,trajano com tanta razo obs]va ,gibbon4 ,outros f9alm5te z tiv]am no meio dos ultimos transes d imp]io1 como ,phocas1 tyranno e/pido e f]oz1 a quem o ex>*a ,sm>agdo ps tambem uma columna com e/tua no sei em que praa da velha ,roma1 que baqueava j1 e se desfazia em p entre z mos robu/as dos b>b>os4 ,taes monum5tos eram na v]dade um smbolo da po*a e da soci$ade que os erigia3 smbolo morto de um povo que se dissolvia2 exi/5cia infecunda p>a o bem moral ou mat]ial dos hom5s1 e por isso em h>monia com a velhice horr5da de um imp]io que se aniquilava3 memoria1 emfim1 de individuos que no faziam outra c\sa s5o presidir mais ou m5os v]gonhosam5te ao desfaz] de uma gr&e ru9a4 ,mas que foi ,d4 ,p$ro8 ,foi o homem da lib]dade2 foi o homem da reg5]ao2 foi o homem d p5sam5to vivificador2 foi o homem que nos acord\ d le?>go da s]vido e d opprobrio p>a nos pr no cam9ho da vida social e da esp]ana4 ,que somos ns8 ,uma nao que r5asce1 que esp]a1 que tem futuro1 se no esquec]mos os exemplos e z d\tr9as que o ,duque de ,bragana nos h]d\4 ,se ,d4 ,p$ro no foi um conqui/ador como ,trajano1 que *orava por no pod] imit> o gr&e m5tecapto *amado ,alex&re o gr&e2 se o +5ho de ,d4 ,p$ro era en]gico1 activo1 creador1 bem diff]5te d de ,anton9o1 o ,pio1 cuja vida se esco\ no rep\so da sua villa ,lanuvia2 se fra atrocidade infame comp>> ,d4 ,p$ro com o brutal e h$iondo ,phocas1 porque insi/is em macaque> p>a seu monum5to a columna de ,trajano1 de ,anton9o ou de ,phocas8 ,porque subis ao vosso balco1 e cont9uaes a deit> o mote monum5to com e/atua1 como o ex>*a ,sm>agdo o deitava a um povo agonisante d balco d s5ado de ,roma8 ,se crdes1 e esp]aes da patria1 porque qu]eis que nossas mos de hom5s livres vo des5t]r> ao gr&e cemit]io romano--,a ,antiguidade ,explicada de ,montfaucon--um dixe de antigos dspotas pagos1 p>a o d$ic> por cpia a um rei lib]al e *ri/o8 ,se t5des a furia das imitaes1 ao m5os no exijaes que imitemos a obra de uma nao s]va e moribunda4 ,v5hamos j aos tempos mod]nos4 ,so z tradies humanas mais proximas de ns2 so pr9cipalm5te os exemplos dome/icos que condemnam a vossa pret5so de consagr> ao ,duque de ,bragana um monum5to improprio d indivduo a quem d$icado e da soci$ade que lh'o d$ica4 ,no b]o1 na infancia e na juv5tude das naes mod]nas a ida pr$om9ante e c>act]i/ica da vida social foi o p5sam5to religioso4 ,e com razo4 ,o *ri/ianismo era p>a essas po*as a civilisao1 pelas d\tr9as moraes2 a =a1 pelo en?usiasmo da f4 ,assim a religio det]m9\ o accid5tal dos monum5tos4 ,os templos =am os padres po/os memoria dos individuos em95tes e dos successos gloriosos4 ,o egosmo t9ha sido o s5tim5to que absorv]a todos os s5tim5tos e idz da vida decad5te1 ou antes d l5to morr] d imp]io1 e por consequ5cia os seus monum5tos haviam sido tambem ess5cialm5te ego/as1 i/o 1 ess5cialm5te 9teis4 ,modificados pela ida capital da soci$ade os da idade mdia =am prolficos e civilisadores3 a ca!dral e o mo/eiro correspondiam como smbolo e como realidade es*ola mod]na2 como smbolo1 porque a religio foi nessas eras quasi o nico in/rum5to d progresso moral2 como realidade1 porque no mo/eiro e na ca!dral progr$iu a intellig5cia humana at que app>eceu a impr5sa4 ,a utilidade social aggreg\-se por esse modo execuo dos monum5tos4 i/o o que nos diz a hi/oria da ,europa nesse p]odo1 e em especial a hi/oria d nosso pas4 ,depois z naes envelhec]am1 e lucta d povo e dos nobres1 d cl]o e dos reis1 que era vida1 crescim5to e lib]dade1 seguiu-se o pacfico triumph> da mon>*ia1 a somnol5cia d rep\so dom/ico1 que era decad5cia4 ,ento comearam a surgir de novo os motes d ex>*a1 os monum5tos com e/tua4 ,luiz ,,xiv que complet\ o absolutismo em ,frana teve a sua glosa quelle mote3 teve-a ,d4 ,jos ,i1 que complet\ o absolutismo em ,portugal4 ,aps i/o veiu a r5ovao4 ,a ,providncia1 que trans=m>a o mundo antigo pelas invases d septemtrio1 vai trans=m&o z naes mod]nas pelas agitaes inte/9as4 ,l empreg\ o f]ro e z trvas3 c z revolues e a discusso4 ,a lei provid5cial a mesma2 s a frma da applicao div]sa4 ,a analogia entre a nossa po*a e a meia-idade m>avilhosa e completa sob o aspecto da trans=mao social4 ,p>a v] i/o preciso sab] a*> a philosophia da hi/oria4 ,os elem5tos mud>am1 mas a sua aco id5tica4 ,a es*ola tem hoje a pre5*] a misso que o templo desemp5hava ha quatro p>a c9co sculos4 ,o f]ro e a b>b>ia que mat>am a dissoluo1 e amput>am a gangr5a romana1 abriram fundas f]idas no seio da civilisao3 o blsamo d evangelho veiu cur-las4 ,z revolues e z d\tr9as que vo dissolv5do organisaes sociaes c>un*osas e impossiveis na actualidade1 deixam ahi avultado f]m5to de desordem e de lic5a3 quem ha-de annull> e/e f]m5to a illu/rao4 ,p>a isso a es*ola tem de sub/ituir o templo4 ,qual o maximo vulto da idade m$ia portuguesa8-- ,d4 ,joo ,i4 ,o seu monum5to a ,batalha4 ,qual o gigante da nossa reg5]ao social8 ,d4 ,p$ro4 ,no s]ei eu3 sejam todos os coraes que compreh5dem a gravidade dos nossos novos de/9os de povo livre2 todos os que crem e esp]am1 todos os que sabem quanta poesia pode hav] nos te/emunhos de gratido popul>3 todos os que respeitam z tradies nacionaes2 todos os que buscam na hi/oria d passado d\tr9a p>a o pres5te2 todos os que int5dem que a memoria de ,d4 ,p$ro uma c\sa pura1 sancta e sublime2--sejam elles que digam se o monum5to d ,lib]tador deve s] a es*ola polyte*nica ou o mote s$io d ,strapa de ,phocas2 s] um smbolo de progresso e de vida1 ou um smbolo de decad5cia e de morte4 ,,ii ,qu&o publiquei no n4o #ch da ,revi/a um artigo sobre a que/o indicada na epgraphe acima1 disse eu1 que a trans=mao d monum5to de p$ra em monum5to es*ola se t9ha conv]tido em ^! disputavel4 ,disse o que me p>ecia s] a cr5a daquelles que se afa/avam nesla mat]ia da op9io g]al4 ,hoje vejo que me enganei1 e que nem p>a esses mesmos o negcio realm5te disputavel4 ,a nica impugnao que1 at o mom5to em que escrevo e/as l9has1 app>eceu contra z reflexes que fiz1 foi o artigo lanado nas columnas d ,espectador de #ac de/e ms1 que hoje 7#ah7 me veiu casualm5te s mos4 ,esse escripto prov\-me que os fautores da p$ra polida a9da e/o talvez mais p]suadidos que ns de que def5dem uma pssima causa4 ,se assim no fosse1 como hav]ia a m5os boa-f de tran/orn> completam5te z idz contidas no meu artigo1 p>a z combat] depois8 ,como se d>iam ass]es gratuitas por argum5tos8 ,como se amonto>iam desbragadam5te tantas contradices flagrantes8 ,um homem a ponto de afog>-se no f>ia mais m5eios descompo/os1 mais t5tativas 9teis1 mais movim5tos p>a ir em m5os tempo ao fundo4 ,os hom5s que pret5dem conv]t] a columna de ,phocas em um palimpse/o onde sacrilegam5te escrevam o nome de ,d4 ,p$ro1 afogam-se evid5tem5te4 ,que a mis]icordia de ,deus os t5ha de sua mo6 ,na introduco d artigo fui eu a mat]ia sujeita das consid]aes d jornali/a4 ,aos elogios e c5suras ahi lanados s direi uma c\sa3 recuso o julgam5to3 recuso-o no bem e no mal1 emquanto o juiz no prov> pelos seus ttulos litt]>ios a compet5cia d tribunal4 ,p>a z s5t5z val]em co/uma o julgador firm-las com o seu nome4 ,sem isso um fiel de feitos pod]ia em vez de os lev> de porta em porta2 intromett]-se a s5t5ce-los4 ,comea o incgnito por diz] que escrevo sem ref]5cia ao artigo da ,revi/a1 nem s m9has idz1 e no ha um p>grapho em todo aquelle papel1 que se no refira a ellas1 truncadas1 tran/ornadas1 po/as a uma falsa luz1 v]dade1 mas sempre a ellas4 p>a d> logo1 na concepo g]al d escripto1 a prova da sua compet5cia p>a avali> a m9ha p\ca logica4 ,eu fiz a di/9co que era necess>io faz] entre a ida absoluta de qualqu] monum5to e z condies v>iaveis delle3 provei que a ida no importava s5o o lembr>2 que a frma1 z circum/ancias1 os motivos que o faziam ergu] eram accid5taes em relao a elle3 falei da ^! antes de fal> da hypo!se4 ,o bom d incgnito confunde tudo i/o1 e diz que eu fao da gratido um accid5te4 ,com e/a trapaa1 duas ou trs exclamaes e alguns pontos de admirao1 cr o pobre homem t] respondido a uma ordem sev]a de racioc9ios4 ,o que uma hypo!se8 a modificao de uma ^! por circum/ancias v>iaveis e accid5taes4 ,se a gratido condio absoluta da ida1 monum5to1 um padro po/o p>a record> a *eia de um rio significa um te/emunho de gratido *eia3 a memoria de/9ada a p]petu> a lembrana de um gr&e crime1 uma prova de gratido ao crim9oso4 ,eis ao que se devia respond]1 e no se respondeu1 nem se respond] nunca4 ,onde disse eu que a gratido era um accid5te em relao a ns8 ,o que disse foi exactam5te o contrrio3 foi que ella era um dev] nosso4 ,o que eu a*o sob]anam5te e/pido e ridculo o qu]]mos lembr> po/]idade z nossas importantissimas p]sonag5s porque desemp5hamos uma obrigao moral4 ,se no a desemp5hassemos era ento que deviamos t] um monum5to1 mas monum5to de condemnao e infamia4 ,a gratido uma ida necess>ia em relao a ns3 condicional em relao ao monum5to4 ,provai que e/a d\tr9a d artigo falsa1 e depois f>eis exclamaes e admiraes1 que por si ss ap5as so boas p>a v5til> que/es de pontualidades amorosas em grade de freiras4 ,no artigo impugnado assev]\-se um facto3 i/o 1 que a op9io pblica pref]ia o monum5to es*ola polyte*nica ao monum5to palimpse/o de ,phocas4 ,diz-se que no o provei4 ,como e p>a qu8 ,escrevia p>a o pblico1 e o pblico t9ha a consci5cia de que eu falava v]dade4 ,agora porm o adv]s>io colloca-me a9da em melhor t]r5o3 teve boa-f uma vez4--,foi engano1 por isso no lh'o agradeo4 ,confessa t] exi/ido o facto assev]ado por mim4 ,concordamos pois todos nesse ponto4 ,logo a sua exi/5cia inconte/avel4 ,pret5de que a op9io pblica mud\3 i/o 1 affirma que um novo facto veiu sub/ituir o primeiro4 ,s\ eu que devo prov> e/e1 ou elle que deve prov> ess\tro8 ,a respo/a e/ no ,g5u5se4 ,p>a contrabalanar o voto da razo pblica cita-se a op9io de uma alta p]sonagem4 ,no sei quem 1 nem o desejo4 ,o que1 porm1 sei que1 seja qual fr a altura dessa p]sonagem1 ne/as que/es de d\tr9a1 o seu voto no significa mais d que uma unidade4 ,diz o ,espectador que os seus adv]s>ios se escoram na base falsissima1 de que no se pod] edific> a es*ola sem que se deixe de alevant> o monum5to a ,d4 ,p$ro4 ,pondo de p>te a gria tacanha com que se d por provado o absurdo de que o monum5to de ,d4 ,p$ro significa =osam5te a pblica-frma d mote d ex>*a ,sm>agdo1 e que uma es*ola1 um templo1 ou outra qualqu] c\sa no pode s] monum5to2 pondo de p>te essa gria1 porque v]gonhosa e p>va1 direi s1 que no foi isso que eu tractei de prov>4 ,o que provei foi que em relao ao ,imp]ador1 ao sculo em que vivemos1 philosophia da hi/oria1 aos c>act]es politicos da soci$ade portuguesa actual1 a hypo!se de que se tracta1 o monum5to que se pret5de ergu]1 deve s] uma es*ola e no uma cpia mesqu9ha de um tri/e monum5to de decad5cia de outra nao4 ,se a es*ola polyte*nica exi/isse a9da intacta1 o monum5to com e/tua no s]ia por isso m5os absurdo1 e moralm5te impossivel4 ,taxa o ,espectador de pu]il e no sei de qne mais o alvitre que dei1 de se *am>em os contribu9tes a levant>em z suas quotas no caso de no approv>em o monum5to-es*ola4 ,e/e modo lib]al1 dec5te1 moralissimo1 de consult> a op9io daquelles que teem direito a s]em consultados na mat]ia2 de respeit> a propri$ade e a vontade p>ticul> naquillo em que deve s] respeitada1 m]ece o pr(undo desprezo d auctor d artigo4 ,e/\ bem longe de suppor que z suas aces como homem e como cidado sejam con=mes com z suas d\tr9as moraes2 mas e/as pelo que se v aqui so to exactas e sans1 como z idz que tem c]ca de monum5tos4 ,o re/o d artigo todo d mesmo go/o4 ,v]sa sobre o presuppo/o mis]avel e ridiculo1 que =a d mote monum5to com e/atua1 no ha salvao monum5tal possivel4 ,se eu me occupasse um m9uto em respond] m*9a de s5saborias que sobre e/e fundam5to de palha se alevant\1 m]ecia bem meia duzia de palmatoadas4 ,era uma creancice intol]avel4 ,qu]em um ex digito ,gigas8 ,ahi vai3 444 em todos os seus p]iodos 7os d meu artigo7 a*amos reproduzidos um ou outro dos dois s(ismas1 se no p>alogismos1 de sobre que ass5ta a ma*9a eng5hosa1 mas s eng5hosa1 que nos propusmos d]rib>4 ,i/o traduz-se assim3--444a*amos reproduzidos um ou outro dos d\s argum5tos falsos por m f de quem os emprega1 se no so c\sa muito mais condemnavel1 se no so argum5tos falsos1 por rro no racioc9io e no por m f4 ,aqui teem o meu me/re de logica4 ,qu&o os admiradores d mote d ,rocio pret5d]em def5d-lo1 faam c\sa tangivel4 ,emquanto assim no o fiz]em e/ejam c]tos de que os deix>ei b>afu/> calado4 ,no t5ho tempo nem paci5cia p>a refut> o que e/ refutado por si4 ,,iii ,um artigo de/9ado a refut> o que crca de/a importante que/o eu escrev]a no n4o #ch da ,revi/a comeou a app>ec] no jornal o ,correio4 ,pela =ma em que e/ escripto m]ece att5o e respo/a4 ,t-la-ha1 e pl5issima3 pl5issima se no me engana a p]suaso1 em que e/\ de que essa causa que def5do a da philosophia1 da civilisao1 d *ri/ianismo1 disso a que ,guisot *ama o aspecto poetico da hi/oria1 e f9alm5te a causa d s5so commum4 ,nunca esp]ei1 receb] na m9ha vida uma to longa lio de exegese4 ,se a valia no gr&e pela sub/ancia1 -o pela ext5so e pelo /ylo4 ,no sei se o auctor foi levado a faz] um to l>go comm5t>io pelo temor de que eu1 novo ,juliano ,apo/ata1 t5tasse d> em t]ra com o mage/oso edificio da religio4 ,se foi1 peo-lhe que se tranquilise4 ,ho-de pass> muitos sculos por cima dos meus ossos e a cruz a9da ha-de ha/e>-se triumphante sobre a t]ra4 ,no a teem d]ribado z tempe/ades3 no tema tambem que um v]me1 que nasceu p>a logo morr]1 pudesse faz-la tomb> d seu p$e/al et]no4 ,a v]dade 1 ao m5os assim me p>ece1 que o digno auctor d artigo acr$it\1 que eu me t9ha collocado em uma situao falsa3 que e/ava em contradico com o evangelho1 e que por isso devia aproveit> uma c\sa que na que/o era um incid5te1 e conv]t-la em p>te integrante della1 p>a dahi tir> alguns epigrammas e div]sas amplificaes1 que o so quas todos os p]odos d meu respeitavel adv]s>io1 a9da que elle o no queira4 ,e donde nasceu e/a p]suaso que o induziu a comear to infelizm5te um artigo1 que talvez seja uma obra admiravel8 ,nasceu1 p]doe-me elle1 d errado presuppo/o de que o evangelho se pode e/ud> em qualqu] fragm5to de citao1 po/a fr5te de livr9ho francs de e/reias annuaes1 ou dalgum folhetim de ,julio ,jan94 ,e/as fontes podem-se aproveit>1 por exemplo1 qu&o qu]emos cit> v]sos de um poeta que nunca lemos1 e cuja l+ua no int5demos4 s vezes a compra sai av>iada1 mas mais b>ata1 passamos por eruditos1 e a c\sa no tem consequ5cias4 ,o esprito d *ri/ianismo1 esse que no se colhe de relance no tpo de um captulo de romance2 e/uda-se na ,bblia1 que volume mais grosso e pesado que os l9dos nadas da crtica de folhetim2 e/uda-se nas obras dos ,padres1 e nas tradies da igreja4 ,s9to diz-lo1 p>a ap/olo to f]voroso o meu adv]s>io e/1 se no analphabeto d ca!cismo *ri/o1 ao m5os muito esquecido d que elle ens9a4 ,que disse eu8 ,que a d\tr9a de ,jesus era conv]t] a p$ra em po2 em po d corpo1 e em po d espirito4 ,s] i/o v]dadeiro ou falso8 ,em que se resume toda a d\tr9a moral d *ri/ianismo8 ,no s]mo da montanha1 o qual tambem vem resumir-se na ida fundam5tal da cr5a d ,calv>io3--a c>idade4 ,a c>idade1 porm1 em que consi/e8 ,em faz] por ,deus todo o bem aos hom5s1 tudo o que lhes pode s] util2 corporal1 intellectual e moralm5te4 ,e quem seguir a d\tr9a d me/re3--aquelles que applic>em os seus hav]es1 z suas =z1 ou a sua intellig5cia esmola1 e esmola tambem a educao que melhora os co/umes1 ou aquelles que desb>atam tudo isso p>a faz] triumph> uma ida absurda1 sem proveito humano1 pagan1 mesqu9ha e ins5sata8 ,quem int5de o espirito d evangelho3 aquelle que obra humana pret5de associ> um p5sam5to de civilisao e de b5efic5ca1 ou aquelle que a pret5de exclusivam5te d$icada no tanto gloria alheia como propria vangloria8 ,no meu *ri/ianismo1 que me p>ece s] o dos ap/olos1 e das tradies *ri/ans1 inconte/avelm5te o primeiro4 ,z rem9isc5cias d meu adv]s>io arm>am-lhe um lao cruel4 ,lembr\-se de duas passag5s d evangelho de que eu no fal>a1 e esqueceu-se completam5te daquillo a que eu alludira1 a d\tr9a de ,jesus4 ,pois e/a d\tr9a e/ em duas passag5s s+ul>es relativas a duas circum/ancias especiaes em que o ,salvador se a*\1 ou no complexo dos seus preceitos1 das suas s5t5z cl>as e positivas1 dirigidas ao gn]o-humano8 ,que se diria daquelle que val5do-se das palavras de ,jesus3 ,no vim traz] a paz1 mas a espada1 concluisse dahi que o espirito d *ri/ianismo era o promov] os gr&es assass9ios collectivos entre z naes1 *amados gu]ra8 ,no qu]o diz] eu d auctor d artigo o que se diria desse homem1 i/o que nunca t9ha lido o evangelho4 ,s]viu-se o diabo na t5tao d des]to das palavras po e p$ra no s5tido natural3 s]vi-me eu dellas casualm5te no s5tido figurado4 ,daqui concluiu o meu adv]s>io1 que eu attribuia a ,jesus d\tr9as oppo/as s suas4 ,confesso que no sei respond] a i/o3 tanto como o meu impugnador desc]ia a respond]-me1 se1 argum5t&o das phrases francesas d seu artigo1 de que se pod]ia s]vir por seisc5tos motivos div]sos1 concluisse dahi que elle era francs e no portugus4 ,mas j que foi busc> duas passag5s d evangelho p>a me prov> que eu no t9ha razo em qu]] um monum5to-es*ola1 no s]ei to descorts que lh'z regeite4 ,v5ham esses passos1 que s]vem m>avilhosam5te ao int5to4 ,muito velho era o diabo qu&o ,jesus veiu ao mundo4 ,era velho e manhoso1 e disso no faltam provas4 ,diabo p>vo a9da n+uem imag9\4 ,logica devia sab-la3 um rapaz apr5de-a bem num anno3 melhor a devia t] apr5dido ,satans em tantos sculos4 ,sabia tambem que esse a quem t5tava era um ,deus4 ,po/o i/o1 que fez elle8 ,fez-lhe um argum5to p] te1 que se pde exprimir assim syllogi/icam5te3 ,o ,filho de ,deus conv]te z p$ras em po3 ,tu dizes que s ,filho de ,deus3 ,logo conv]te z p$ras em po4 ,que respondeu ,jesus8 ,que o homem no vive s de po1 mas tambem da palavra de ,deus4 ,di/+uiu2 no conte/\ a maior nem a m5or2 e disse sublimem5te o que eu homem rude repeti grosseiram5te4 ,o po que elle dava aos hom5s era o d corpo e d espirito2 eram tambem os coraes de p$ra1 z intellig5cias broncas ou p]v]tidas que alim5tava com a luz1 com o v]bo de ,deus4 ,e de feito foi e/e proc$] que o div9o ,me/re deix\ como d\tr9a aos que pret5dessem seguir o cam9ho da cruz4 ,agora3 quem int5d] o p5sam5to d ,crucificado1 aquelles que pugnam pela es*ola que alumia e moralisa1 ou os mant5$ores da p$ra bruta que no alim5to nem d corpo nem d espirito8 ,responda quem quis]4 ,se o meu illu/re impugnador foi infeliz em se val] da hi/oria da t5tao no des]to1 no o foi m5os no texto que busc\ p>a epgraphe4 ,judas era um hypcrita que pret5dia engan> ,jesus4 ,invoc&o a utilidade dos hom5s contra a aco de ,m>ia que d]ramava o blsamo sobre os ps de ,*ri/o1 s]iam z d\tr9as dos ,ph>iseus1 dos ,sadduceus ou dos ,essnios1 que invocava1 ou a d ,r$emptor8 ,a no o t]mos por um m5tecapto s e/a podia s]2 e que s e/a era se torna evid5te da respo/a de ,jesus4 ,nas vsp]as d dia em que o ,filho d ,homem devia s] crucificado1 acceitava de bom animo o te/emunho de affeio que lhe dava ,m>ia4 ,de que modo desculp\ elle a irman de ,laz>o8 ,neg\ a d\tr9a que ,judas invocava8 ,no1 por c]to2 no podia faz-lo4 ,t]ia condemnado a sua vida passada1 t]ia desm5tido o v]bo d ,pae4 ,o que fez foi confundir o hypcrita record&o-lhe que elle ,jesus era um ,deus1 que os a deix>1 e que ne/e mom5to solemne aquelle signal de affecto fra uma boa obra2 porque fra a c>idade no seu mais alto s5tido2 fra o amor de ,deus4 ,era com a c>idade na sua expresso ideal que ,jesus confundia o hypcrita1 como confundira o demonio1 que p5sava o podia lev> pela sob]ba a faz] um milagre escusado1 com a expresso mais pura d b5eficio1 lembr&o-lhe que o homem no precisa s d alim5to d corpo1 mas tambem d alim5to d espirito4 ,que fazem1 pois1 os que abusam das palavras de ,*ri/o em circum/ancias especiaes p>a condemn>em a sua d\tr9a8 ,fazem o que faziam ,satans e o hypcrita1 que abusavam dessa d\tr9a1 um p>a o t5t> pela sob]ba1 outro p>a blasphem> da c>idade p>a com ,deus sombra da c>idade p>a com os hom5s4 ,os que condemnam a obra da illu/raco p>a def5d] a obra bruta1 condemnam z palavras com que o ,messias repelliu o t5tador4 ,a es*ola1 que in/rue e civilisa1 tambem um in/rum5to religioso1 porque a civilisao nasceu d *ri/ianismo1 e trabalha p>a elle afug5t&o z mis]ias e vicios humanos1 que na maxima p>te no so mais que habitos ou tradies da b>b>ia4 ,a es*ola1 que revela z gr&ezas de ,deus nas condies d univ]so1 e que ens9a os meios de s] laborioso e til aos hom5s1 tambem um v]bo de cima4 ,aquelle que int5d] z h>monias dos mundos ha-de =osam5te crr em ,deus2 aquelle que pela sci5cia obtiv] os meios de s] laborioso com utilidade1 s-lo-ha e s] virtuoso1 porque a virtude por via de regra a companheira d trabalho4 ,quem o alliado d ,isc>iotes e de ,satans3--eu ou o meu antagoni/a8 ,aconselho-o s9c]am5te a que se deixe de consid]> o negcio da sua pblica-frma d mote d ex>*a romano pelo lado religioso4 ,o e/udo d *ri/ianismo no o seu =te4 ,no me cite o evangelho que eu conheo um p\co melhor d que elle4 ,cite-me antes ,%akspe>e4 ,fic>ei na que/o incid5te4 ,publique-se o re/o d artigo e ento v]ei se na que/o pr9cipal posso luct> com to duro a?leta4 ,nessa occasio tract>ei d que ne/e como publicado se encontra relativo j folha avulsa d livro de ,montfaucon1 que se pret5de transmut> em p$ra e transf]ir da ,biblio!ca p>a o ,rocio4 ,p4 ,s4 ,ne/e mom5to acaba de me *eg> mo o re/o d artigo d ,correio4 ,p>a no occup> demasiadam5te z columnas da ,revi/a com e/e objecto1 fique esse re/o p>a outra vez4 ,a m9a riquissima4 ,evangeliso vobis gaudium magnum1 quod erit omni pupulo4 ,ajuda1 #bc de junho4 ,,iv ,arrogantiam et sup]biam et os bil+ue dete/or4 ,prov]b4 cap4 #h4 ,vae vobis444 qui ornatis 444 monum5ta ju/orum4 ,ev4 ,ma?oeis cap4 #bc4 ,cria eu que todas z vezes que em negcio importante p>a uma nao1 p>a uma soci$ade inteira1 e/a concordasse g]alm5te em resolv-lo de c]to modo1 esse modo s]ia sempre o mais conv5i5te e judicioso4 ,qu&o1 no todos os individuos1 mas a maioria dos individuos de todas z classes e condies1 concordassem sobre a frma de r$uzir a facto um p5sam5to1 que signific>ia tal accordo s5o a c\sa mais d'e/im> e respeit> e que mais r>a de encontr> ne/e mundo1 a op9io d s5so commum8 ,qu&o uma tal op9io se apres5tasse inconte/avel1 cria eu que z resi/5cias s]iam impossiveis por absurdas3 cria que ante a razo da soci$ade a razo 787 individual s]ia pelo m5os mode/a4 ,a que/o d monum5to d ,duque de ,bragana veiu1 porm1 des5gan>-me d meu rro4 ,numa effuso de s9c]idade um dos def5sores da p$ra contra o ,v]bo confess\ a exi/5cia dessa con=midade de op9ies2 mas porque algumas mud>am1 combatem-se furiosam5te z daquelles1 que int5d]am no hav] fundam5to p>a ab&on> o voto d s5so commum4 vi/a di/o t]emos talvez de confess> que o crit]io da v]dade nem sequ] na razo pblica se encontra4 ,assim cada dia da vida nos de/roe uma cr5a e g]a em nossa alma uma dvida4 ,o scepticismo completo s] acaso o t]mo f9al d cogit> humano8 ,e/a ida repugnante3 esse abysmo de inc]tezas ab]to nas fronteiras da morte horr5do4 ,att]ra-me pelo m5os a mim1 e por isso combato4 gu]re> por m$o4 ,qu&o se ent5ebrec] a e/rella pol> da razo humana1 que fa*o nos alumi> ne/e mundo1 que1 como diz o ,ecclesia/es1 ,deus entreg\ aos disputadores8 ,o que valha a razo individual1 a9da cultivada e erudita1 provam-n'o os artigos d ,correio c]ca d monum5to a ,d4 ,p$ro4 ,o que eu disse foi condemnado em ps pelo meu antagoni/a como um monto de sophismas4 ,no me fez espanto4 ,j uma alta p]sonagem 7alta p]sonagem no synonimo d'alta intellig5cia7 p]t5c5te a isso que por ahi gov]na1 ou legisla1 ou adm9i/ra1 ou &a em c>ruagem1 ou d banquetes1 obs]v\ pr(undam5te que os meus sophismas no m]eciam respo/as4 ,a quem escreve e discute1 respond]ei discut9do como ,deus me ajud>3 a quem rosna com suffici5cia e/pida2 a quem cr que ao ve/ir a f>da bordada se despe a animalidade pura que deu a b]o1 que hei-de eu respond]8 ,duas palavras s1 e s]o respo/a cabal a essas excell5cias ridculas3 ,e/o v]des1 excell5tissimo6 ,a que/o de d\tr9a evanglica suscitada pelo meu illu/re adv]s>io tractei-a num artigo ant]ior4 ,era necess>io sep>> esse incid5te da mat]ia pr9cipal4 ,os muitos p>graphos ga/os por elle a proposito de uma phrase m9ha1 fazem suspeit> que lhe cu/ava o vir ao ponto sub/ancial da discusso4 ,havia alm disso naquelle incid5te uma accusao contra mim de anti-*ri/ianismo4 ,os hom5s que int5dem alguma c\sa da religio de ,jesus sorriram por c]to de tal accusao2 mas desgraadam5te no falta quem a ignore4 ,o adv]s>io desp$aara a base nica da d\tr9a moral d *ri/ianismo1 a c>idade1 essa norma po/a por ,deus p>a af]irmos por ella todas z nossas obras3 int]pret>a erradam5te1 a a diz] blasphemam5te1 duas passag5s d evangelho2 e ass5t>a a ?ica religiosa444 em qu8 ,nem eu o sei6 ,em nada faz] util humanidade4 ,nada1 digo1 porque eu t9ha affirmado que a d\tr9a de ,*ri/o era a b5efic5cia corporal e espiritual1 d> aos hom5s o po d corpo e o po d espirito4 ,segundo elle i/o no passa de uma !oria de ,satans e de ,judas4 ,era injria que escap>a aos encyclop$i/as4 ,cumpria refut-la3 assim o fiz1 e creio que o meu antagoni/a fic>ia pl5am5te satisfeito4 ,agora segui-lo-hei passo a passo pelo que p]t5ce que/o pr9cipal1 naquellas p>tes d seu discurso1 que a m9ha rudeza me cons5tir int5d]4 ,humildem5te confesso que ha algumas to sublimes que no pude at9> com o que provavam1 no digo contra a m9ha op9io1 mas contra ou a favor de qualqu] op9io de/e mundo6 ,queira ,deus que no seja assim6 ,a primeira c\sa que elle me recusa o direito de def9ir um monum5to em ^!1 porque ,guisot diz que um objecto se contm quasi sempre mais complelam5te na ida que delle temos1 que na ida que delle se d4 ,primeiro que tudo1 ba/ava que ,guizot deixasse excepes sua proposio p>a se no oppr e/a proposio que o auctor d artigo julg\ contrria1 e que no de ,locke1 mas de todos os hom5s que teem sabido dialctica desde ,ari/oteles at ,s*ell+4 ,no podia o objecto--monum5to--p]t5c] excepo indicada por ,guisot nas palavras quasi sempre8 ,depois1 tem acaso gr&e valor em ideologia e/as proposies1 vagas por s]em excepcionaes1 sem excepes def9idas e det]m9adas8 ,p>ece-me que no4 ,porm no s isso4 ,o que diz ,guisot nada tem que vr com def9ies de !ses ou de hypo!ses3 a d\tr9a contida nas suas palavras evid5te e litt]alm5te que--a ida na sua exi/5cia subjectiva mais p]feita e completa que na frmula objectiva da l+uagem com que a exprimimos4--,o gr&e me/re de ,hi/oria nos tempos mod]nos no fez mais d que diz] elegantem5te uma v]dade trivial1 i/o 1 que z lnguas so incompletas e imp]feitas1 e que nem sempre podemos ou sabemos repres5t> com palavras z concepes da intellig5cia4 ,por isso creio que a9da de/a vez a ,t5tativa sobre o ,int5dim5to ,humano d tont>ro de ,locke no ir fogueira da ama de ,d4 ,quixote4 ,t9ha eu dicto que no artigo d ,correio a que alludia1 se def9ira a ida de monum5to por uma hypo!se1 o que era errado modo de def9ir3 porque era applic> z condies d cont+5te e v>iavel ao absoluto e necess>io4 ,replica o meu antagoni/a que fiz]a muito bem porque ao monum5to de que se tracta cabia e/a def9io4 ,i/o m]ece exam9>-se por mid porque exactam5te aqui onde e/ o lo de todas z equivocaes d meu adv]s>io4 ,qual o p5sam5to pr$om9ante em tudo o que elle tem escripto c]ca de/a mat]ia8 ,qual o seu alvo8 ,prov> que o monum5to de ,d4 ,p$ro no pode s] s5o a columna d ,rocio4 ,qual era o meu intuito8 ,prov> exactam5te o contrrio3 que o monum5to no s podia1 mas devia s] outro4 ,como me cumpria proc$] na discusso8 ,vejamos4 ,eu t9ha a e/abelec] uma srie de racioc9ios1 e t9ha p>a isso a att5d] a trs idz ou c\sas1 o monum5to1 a pessoa a quem era d$icado e z que o d$icavam4 ,e/es trs elem5tos devia exam9-los um por um1 busc> z condies de cada um delles1 e vr como e/as entravam e actuavam na ida complexa4 ,p>a seguir a ordem natural comecei pela ida--monum5to--sem a confundir com z outras4 ni/o que fiz mal1 segundo o meu antagoni/a6 ,paci5cia6 ,que t9ha elle escripto8 ,que um monum5to um ponto de contacto entre a admirao e a glria4 ,qu]o-lhe conc$] por mom5tos que e/a def9io seja exacta p>a a hypo!se1 como agora diz2 que no uma especie de trocadilho da ,ph5ix-r5ascida2 que se pod]ia r$uzir l+uagem *an e sev]a da philosophia4 ,mas foi o seu monum5to1 a sua hypo!se que elle def9iu naquellas palavras1 ou a ida ab/racta de monum5to8 ,foi e/a inconte/avelm5te3 n+uem que saiba lr a*> outra c\sa naquelle p]odo4 ,assim a m9ha accusao de que se confundira a ^! com a hypo!se v]dadeira1 como v]dadeira a def9io que lhe sub/itui4 ,o mais antigo escriptor por mim conhecido que def9isse a palavra monum5to1 o romano ,fe/o#i4 ,monum5to--diz elle-- qualqu] c\sa que se fez por memoria de alguem ou de alguma c\sa4 ,disse eu3 ,um monum5to um meio de transmittir ao futuro uma lembrana d passado4 ,entre e/as duas def9ies to irmans na sub/ancia quanto di/antes na ordem dos tempos1 no ha um escriptor que dsse outra4 ,engano-me6 ,h\ve o meu adv]s>io4 ,e porque o fez elle8 ,porque confund9do a hypo!se com a ^!1 e attribu9do a e/a z condies que julgava absolutas naquella1 d$uzia dahi a seu modo a necessidade de s] o monum5to como o desejava2 ent5dia faz] luct> a ida ab/racta de monum5to com a utilidade1 e excluir e/a por aquella4 ,o lao1 po/oque involunt>io1 era demasiado grosseiro p>a que eu casse nelle2 p>a que entrasse em uma discusso sem convirmos em t]mos4 ,o adv]s>io t9ha feito o mesmo que f>ia1 se pret5d5do def9ir o homem1 tomasse a hypo!sse de um m5tecapto1 e dissesse3 um homem um animal1 que d com a cabea pelas p>$es1 conclu9do dahi que onde no h\vesse cabeada em muro1 no se pod]ia d> a entidade homem4 ,qu&o demon/rei a impossibilidade de applic> ^! a def9io da hypo!se1 no avaliei e/a em si3 rejeitei-a como impropria p>a tract> a que/o com me?odo2 como trasladada absurdam5te d concreto p>a o ab/racto4 ,agora1 porm1 v\ mo/r> como essa def9io d meu antagoni/a falsa a9da em hypo!se1 no em uma ou outra1 mas em todas ellas4 ,monum5to--ponto de contacto entre a gloria e a admirao4 ,temos trs c\sas ne/as palavras1 a glria1 a admirao1 e uma t]ceira que z liga1 o monum5to4 ,mais nada4 ,v5hamos applicao4 ,supponhamos que tiraes a vossa pblica frma romana e a lanaes no meio d ,rocio4 ,passa um sculo ou d\s3 um e/ranho ou um homem d povo1 que no saiba a nossa hi/oria1 *ega ao p d monum5to1 l ahi o nome de ,d4 ,p$ro1 v emblemas allegoricos que no int5de1 v baixos-relevos de batalhas1 cujos motivos e resultados ignora4 ,adiv9h> elle o valor1 a significao real de tudo isso8 ,s]vir a columna d ex>*a de conductor electricidade que deve produzir a fasca8 glria que deve produzir admirao8 ,no ha elem5tos n5huns int]mdios1 alm d obelisco1 necess>ios p>a que o homem que ignora1 admire o homem delle ignorado apes> d monum5to8 ,se1 como eu creio1 d5tro de um ou d\s sculos1 aos olhos de g]aes mais civilisadas que ns1 os conqui/adores que assol>am a t]ra p>a satisfaz]em z suas desregradas paixes de ambio e cubia1 os hom5s que cubriram z familias de lucto no seu proprio pais p>a irem d]ram> todo o gn]o de orph&ade em t]ras e/ranhas2 que abus&o da =a se ass5t>am sobre z ru9as da lib]dade p>a legisl>em1 no importa se bem se mal1 sem consult>em o voto da soci$ade2 se taes hom5s =em tidos pelo que realm5te so1 por flagellos d gn]o-humano1 como s]vir a vossa columna de ponto de contacto entre a gloria e a admirao6 ,com a sua e/tua de bronze1 com os seus baixos-relevos1 com os seus emblemas1 com z suas datas de batalhas1 com tudo o que quis]des1 no pod]ia ella mudados os nomes e alg>ismos s]vir a qualqu] dos gr&es e furiosissimos assass9os por grosso1 que teem assolado o mundo e conv]tido os hom5s em s]vos8 ,a ,alex&re1 a ,ces>1 a ,attila1 ou a ,napoleo8 ,p>a sab] z causas das batalhas de ,d4 ,p$ro1 e os resultados dellas1 a origem e os f9s das suas leis1 ba/> o monum5to palimpse/o ou outro qualqu] monum5to8 ,no4 preciso a hi/oria1 e uma hi/oria onde a philosophia t5ha discrim9ado os factos e c>act]es1 e a sua valia e moralidade4 ella que pode e/abelec] o contacto da gloria e da admirao4 ,um monum5to1 imag9ai-o como vos appr\v]1 nunca sub/ituir a hi/oria2 porque e/a lembra1 c>act]isa e julga1 e os monum5tos lembram sm5te4 ,por isso elles a prec$]am2 =am a hi/oria primitiva1 a *ronica rida e ap5as balbuciada d gn]o-humano infante e brb>o4 ,a vossa def9io falsa3 falsa a9da na hypo!se4 ,em ^! mais que falsa2 ridicula4 ,consid]ai um por um todos os monum5tos desde o imp]io dos ,ph>as at z mon>*ias mod]nas4 ,qual delles vos habilita por si s p>a julg> os factos ou indivduos a que =am consagrados8 ,n5hum4 ,como podeis pois admir> sem julg>8 ,como pode um monum5to s]vir de ponto de contacto entre a glria e a admirao8 ,a nossa def9io que a nica dada por todos desde o grammatico ,fe/o at o diccion>i/a ,moraes1 det]m9a nos monum5tos um valor con/ante1 sempre possivel1 sempre v]dadeiro1 o meio de transmittir uma lembrana aos v9d\ros4 ,apes> dos seus c>act]es de exaco e de univ]salidade2 apes> das suas cans de tantos sculos o meu antagoni/a rejeita-a4 ,o motivo da rejeio 1 segundo diz1 o no def9ir ella nada2 porque1 accresc5ta1 monum5tos podem s] at ut5silios de coz9ha444 os a*ados em ,pompeia e ,h]culanum so meios porque se transmittiram ao futuro lembranz d passado4 ,se o auctor dos artigos d ,correio1 a quem devo um conceito que e/\ longe de m]ec]1 no tivesse ga/o todas z admiraes possiveis sobre a m9ha irreflexo1 enf]midade m5tal a que1 na sua op9io1 no co/umo s] sujeito1 eu f>ia aqui c]ca de similhante p]odo todos os enc>ecim5tos da admirao4 ,p]gunt>-lhe-hei todavia1 qual a significao das palavras transmittir--meio8 ,transmittir1 se no m5te a etymologia1 significa m&> alm--e meio ne/e log> s pode signific> in/rum5to4 ,po/o i/o1 p]gunt>ei mais3 qu&o uma c\sa s]ve de in/rum5to ella que actua1 ou quem a emprega8 ,o meio de m&> alm qualqu] objecto que m&a1 ou a int5o que se s]ve delle8 ,a que vem1 pois1 os re/os des5t]rados em ,pompeia8 ,quem foi que os ps l p>a nos lembr>em o passado8 ,p]doe-me o adv]s>io uma expresso grosseira1 mas exacta3 no que disse sub/ituiu ideologia humana a ideologia dos ces4 ,o co1 qu&o lhe atiram uma p$rada1 morde a p$ra1 em vez de mord] a mo que a desp$iu4 ,o pobre animal confunde a vontade que actua com o in/rum5to passivo4 ,eis porque eu analysei z idz simples que compem a ida complexa de monum5to3 foi p>a no cair ne/as ideologias can9as4 ,c app>ece um p>grapho que me faz trem]6 ,assev]a o meu adv]s>io que armei um--sophisma to grad que se no e/ivesse em lettra r$onda no o acr$it>ia4 ,virgem sanctissima6 ,grossa p>voce disse eu6 ,que foi8 ,vejamos3 ,segundo elle 7e/e elle s\ eu7 o te/emunho de agradecim5to por um s]vio era a annullao desse s]vio2 um meio de p]petu> a sua lembrana1 era um recurso contra a sua importancia4 ,segundo e/a d\tr9a quem escrev] o panegyrico de um homem que admira1 depois delle escripto pode deix>-se da admirao1 porque o l\vor igual\ o m]ecim5to4 ,um arco de triumpho fica s5do um meio de esquecim5to1 e at uma illum9ao s] ba/ante p>a tir> aos que a fazem toda a razo de admir>em aquelles a favor de quem feita4 ,no1 os s]vios de ,d4 ,p$ro no se pagam com umas p$ras m$idas e c9zeladas1 mas no tambem p>a lhe pag> os seus s]vios que ns nos lembramos de um monum5to1 p>a satisfaz] a necessidade da manife/ao d nosso reconhecim5to p>a com elle--s p>a isso4 ,agora ahi vai p>a o meu processo de ar*isophi/a mais uma pea importante3 a passagem d artigo d ,correio a que eu alludia na inacr$itavel p>voce que escrevi1 condemn&o o orgulho ins5sato dos que pret5diam pag> em admirao 7fraca mo$a67 o que devemos a ,d4 ,p$ro4 ,p>a repellir toda a ida da utilidade no monum5to d ,imp]ador2 p>a desacr$it> o alvitre de lhe d$ic> uma es*ola em vez de um p5$o lavrado romana1 dizia o ,correio3 ,se quis]em podem affirm> que um ltimo b5eficio que delle recebemos1 mas que seja a paga em admirao d que lhe devemos em s]vios1 isso que no2 isso que no se demon/ra nem em trs nem em mil artigos4 ,i/o no c>ece de comm5t>ios4 ,nada 1 pois1 segundo a mim de todos esses segundo elle1 amontoados por amplificao rhetorica4 ,segundo a mim o que l e/ no meu artigo2 que a nossa dvida insoluvel1 insoluvel a dvida das g]aes que vi]em aps ns2 eis o que eu creio1 e o que disse4 ,confesso que *ego a t] l/ima d meu illu/re antagoni/a6 ,fu]za de consonante a cuanto obligas1 ,que haces que sean blancas las hormigas6 ,fique por aqui hoje3 o re/o s] p>a outro ou outros dias4 ,v ,s$ ego quae monum5ti ratio sit nom9e ipso moneor1 ad memoriam magis spect>e debet po/]itatis1 quam ad praes5tis temporis gratiam4 ,cic]o4 ,cr5a idolatrada d seu corao *ama o meu adv]s>io pblica-frma em p$ra d mote d ex>*a1 em que se pret5de escrev] por entrel9ha ou rasura o nome de ,d4 ,p$ro3 cr5a idlatra1 *am>ei eu antes a essa adorao cega das p$ras de ,p]o-p9heiro3 cega como a dos primeiros discipulos d propheta de ,yatrib1 que se atiravam ao f]ro inimigo p>a morr] nelle1 p5s&o ganh> o cu e sujeit> a t]ra inteira aos de/emp]as d ,koran4 ,e a idolatria um gr&e peccado3 ,deus allumie o auctor dos artigos d ,correio p>a que a ab&one1 e se volte ao evangelho1 que j prov\ exub]antem5te hav] de todo esquecido4 ,os commettim5tos1 que elle me faz1 so todos de quem combate com os olhos fe*ados como os ,musslims primitivos1 que muitas vezes a*avam a morte onde esp]avam encontr> a victria4 ,ahi vai mais uma lam5tavel prova dos p]igos das cr5z idlatras4 ,no segundo p>grapho d primeiro artigo publicado no ,correio c]ca da que/o v5tilada1 e a9da ne/e mesmo artigo dirigido contra a ,revi/a1 so taxados de egosmo os que qu]em a es*ola emvez da columna4 ,repelli eu aquella accusao def99do o que era egosmo1 e mo/r&o que na feitura da es*ola1 n5hum int]esse exi/ia p>a ns indivduos4 ,como ao que eu disse no havia respo/a1 o meu antagoni/a a*\ mais facil suppor condies d egosmo o amor da familia1 dos amigos1 da patria1 dos v9d\ros6 ,i/o incrivel1 mas l e/ escripto4 ,os que def5demos a es*ola temos esse egosmo2 nem o ab&on>emos1 se p>a ador>1 no o bez]ro de ouro1 mas os p5$os de ,p]o-p9heiro1 nos necess>io r5eg> os affectos mais bellos e puros d corao humano4 ,lembro de passagem ao ,correio que ego em latim significa eu em portugus2 que ,kant1 com quem logo no seu primeiro artigo nos quis mett] m$o 7abr5untio67 fe*a todo o univ]so no eu1 e no eu2 e f9alm5te que ego/a o que conc5tra todos os seus affectos no eu e ab/rai completam5te d no eu4 ,t5ho p5a de que os limites de um artigo de p]idico me no cons9tam exam9> os deliciosos p>graphos sobre a unidade de p5sam5to nas obras arti/icas1 p>a v]mos cuja era a intellig5cia de quem todos se haviam de rir4 na v]dade admiravel a innoc5cia com que ahi se rejeita a condio d bom no bello2 com que se condemna a e/e?ica de ,kant1 d mesmissimo ,kant1 que o meu adv]s>io mett]a na sua phalange e com quem1 por um triz1 nos no mata logo a pr9cpio6 ,p]mitta ,deus que ne/e negocio de ,kant1 no &e alguma emburilhada como a de ,%akspe>e6 ,umas p]gunt9has porm iro aqui por amo/ra4 ,entre outras c\sas a que se nega a possibilidade de s] til a um livro sublime1 sob p5a de univ]sal risada4 ,a ,biblia ou no ao mesmo tempo sublime e til8 4 ,quem a dict\8 ,deus4 ,no p>ece ao meu antagoni/a um p\co grosseiro rir da intellig5cia de ,deus8 ,sobre o re/o da primeira p>te d artigo1 s sei exclam> como ,hamlet--palavras6--palavras6--palavras6 ,a que veem ahi todas z especies de monum5tos onde a ida moral de utilidade p>a os v9d\ros se pod]ia associ> a e/'outra ida moral1 a de lhes record> o ,lib]tador8 ,como se prova que p>a hav] coh]5cia necess>io que o monum5to t5ha por condio todo o gn]o de utilidades8 ,onde disse eu que na ida absoluta d objecto se enc]rava =osam5te como qualidade primeira a ida de uma utilidade1 quanto mais de todas z utilidades8 ,no foi exactam5te isso que eu decl>ei um absurdo creado pelos sect>ios da op9io contrria p>a o combat]em com o outro absurdo1 de que condio absoluta de todo e qualqu] monum5to o s] 9til8 ,de que modo conclue o meu antagoni/a d pr9cpio que e/abeleci1 de que um monum5to no tem por condio ess5cial s5o o lembr>1 que p>a s] logico hei-de qu]] que elle seja sem remisso til de seisc5tos modos8 ,que logica e/a8 ,ou eu e/\ doido1 ou o meu adv]s>io cego na adorao extatica dos seus p5$os idolatrados4 ,eu fiz nasc] a conv5i5cia e propri$ade de s] o monum5to de ,d4 ,p$ro uma es*ola em vez d obelisco de ,trajano ou de ,phocas1 no da natureza da c\sa em si1 mas de uma ordem de consid]aes relativas ao ,imp]ador e a ns1 z quaes deviam det]m9> z circum/ancias accid5taes d monum5to4 ,combat] essas consid]aes3 mo/r> que ellas no so det]m9antes1 isso int5do eu3 mas confundir tudo2 tanto o que relativo ao lembrado1 como c\sa que lembra1 como aos que qu]em faz] lembrado2 tir> de uma ordem de racioc9ios argum5tos contra uma ordem de racioc9ios div]sos1 pr o *os e z trevas no log> da h>monia e da luz3 mo/r> que se no sabe ou no se qu]e avali> idz complexas1 que se no concebe ou se no qu]e conceb] o que seja a anlyse4 ,eis porque se repugna def9io rigorosa da ida g5]ica monum5to4 ,a cl>eza1 o me?odo1 z d$uces logicas e precisas matam os def5sores da p$ra4 ,qu]e o meu adv]s>io refut>-me8 ,prove que um monum5to no um meio de lembr>1 que alguma c\sa mais ou m5os ou div]sa3 prove que a natureza da ida monum5to repugna sempre e em todos os casos natureza da ida utilidade4 ,se fiz] i/o a que/o e/ acabada4 ,se o no podr faz]1 demon/re ao m5os que na hypo!se actual z consid]aes que me fazem crr1 que uma es*ola o monum5to mais proprio de ,d4 ,p$ro1 no so v]dadeiras2 que outras consid]aes mais exactas det]m9am que o accid5tal d monum5to seja um obelisco ou uma columna2 mas que essas consid]aes se apres5tem slidas1 leaes1 contrrias v]dadeiram5te s m9has1 e no traga argum5tos como aquelle por onde t]m9a a primeira p>te d seu artigo1 no qual qu]5do su/5t> a ^! de que um monum5to um ponto de contacto entre a admirao e a gloria1 diz que os d\s monum5tos d regicidio de ,d4 ,jos ,i1 po/os no log> d crime e d supplcio provam contra mim1 porque a columna e o templo podiam reunir-se num s monum5to1 e a casa de ,deus express> duas idz1 a recordao dolorosa d delicto e o agradecim5to provid5cia1 i/o segundo a m9ha op9io4 ,a m9ha op9io que um monum5to deve lembr>3 que a frma da lembrana1 z circum/ancias que a acompanham podem s] div]sas4 ,em que prova pois o templo ou a columna contra mim8 ,confesso que no int5do1 e a muita mais g5te ha-de succ$] isso4 ,emvez de/a affirmativa inexplicavel1 eu peo ao meu adv]s>io que mo/re qual gloria fazem admir> aquelles d\s monum5tos1 que eu citei1 como pod]ia cit> milh>es de outros1 p>a lhe demon/r> que era falsa a sua def9io g5]ica d objecto monum5to4 ,p$i acima consid]aes leaes3 o meu adv]s>io auctoris\-me a p$i-las com o modo porque comea o seu segundo artigo4 ,aproveit\ uma virgula trocada na impr5sa p>a affirm> que eu conc$o lic5a de s]mos gratos a ,d4 ,p$ro3 porque disse que no monum5to o lembr> era o ess5cial e a gratido1 nossa e dos v9d\ros1 ou especialm5te nossa se quis]em1 era o secund>io1 o accid5tal4 ,quem lr o que escrevi v]1 junct&o os d\s p>graphos1 em que exprimi essa ida1 que o se quis]em se ref]e ao especialm5te nossa1 e no a gratido4 ,suppe-me o auctor d artigo to ins5sato1 que decl>&o s] a nossa dvida a ,d4 ,p$ro insoluvel e a gratido um dev]1 conc$esse no mesmo artigo1 na mesma pg9a1 como um favor a lib]dade de s]mos gratos8 ,no2 elle no o suppe2 mas como um homem que se affoga segura-se a um palito1 ao ar1 e at s proprias ondas1 assim elle lanou mo de uma vrgula trocada1 p>a salv> uma causa p]dida4 ,por quem lhe peo que no imite ,cames nas guas d ,mecon3 deixe ir ao fundo a columna romana3 olhe que no vale os ,lusiadas4 ,lembro-lhe at que no busque outras razes p>a su/5t> uma op9io insu/5tavel1 se qu]e que ella prevalea4 ,levado evidncia que o mote d ex>*a uma c\sa ana*ronica1 e/pida1 insol5te p>a com a memoria de ,d4 ,p$ro1 sem poesia1 sem v]dade1 sem s5so commum1 e que uma es*la dev]ia s] o monum5to d homem da civilisao1 e/eja c]to de que s] mais facil arras> todas z es*olas de ,portugal d que deix> de se ergu] a tal tranca de p$ra2 e/eja c]to de que os nossos ,angelos ,mai de obra grossa com tanto mais aff]ro se ag>r>o ao seu palimpse/o1 quanto mais absurdo elle fr4 ,a hi/oria de/a bemdicta nao no pres5te sculo lhe fiadora sobeja disso1 em todos os seus aspectos4 ,disse eu1 e repito1 que o ess5cial no monum5to o transmittir po/]idade a gr&eza moral d individuo1 e o accid5tal nelle a gratido4 ,proclama-se1 portanto1 7obs]va o meu antagoni/a7 que a inutilidade irrisoria o ess5cial1 e que a virtude indisp5savel o accessorio4 ,onde affirmei eu que o lembr> ,d4 ,p$ro era inutilidade irrisoria8 ,pois o homem que quis]a v] d]ramadas por todos os angulos da mon>*ia recordaes de ,d4 ,p$ro int5de que seja irrisorio o record-lo8 por c]to involunt>io1 mas um falso te/emunho que o adv]s>io me levanta4 ,o que escrevi corre impresso2 julgue-o o meu mais cruel inimigo e diga se ha ahi uma phrase ou uma palavra que o auctorise a attribuir-me similhante p5sam5to4 ,portanto66 ,portanto1 o qu8 ,ba/ava t] vi/o de longe uma es*ola de logica p>a n5hum ente racional tir> similhante illao das premissas que o ,correio foi busc> ao meu artigo4 ,hav5do e/abelecido que a condio unicam5te ess5cial d monum5to o lembr>1 conclu dahi que a frma1 os motivos1 ou outra qualqu] circum/ancia da sua ereco eram accid5tes1 eram qualidades segundas1 e que o s] ou no util em nada lhe mudava a ess5cia4 ,resulta de/a d\tr9a inexpugnavel1 que todas z vezes que se fala em til ou 9til1 se ha-de suppor salva a ida moral e poetica de record>1 porque tal ida involve a exi/5cia d monum5to1 e se eu int5desse que e/e era absolutam5te 9til1 no s]ia to p>vo que dissesse--faa-se uma es*ola em vez de uma columna2 diria--no se faa nem uma c\sa nem outra1 porque o record> ,d4 ,p$ro escusado4 ,qu&o falei de utilidade falei da conv5i5cia de ergu] um monum5to1 que fosse tambem prolfico1 um monum5to que associasse ao p5sam5to d bello1 que a sua ess5cia1 o p5sam5to d bom1 que uma condio e/htica4 ,d> e/as explicaes no meu artigo tive v]gonha de o faz]2 tive v]gonha de tract> os leitores como creanz de babad\ro e &adeiras4 ,a bulha que o meu adv]s>io faz com eu diz] que a gratido ou outro qualqu] affecto ou razo det]m9ante d monum5to accid5tal e por isso accessoria1 uma mis]ia que o f>ia crr e/udant9ho imb]be1 e a9da nem sequ] *egado ao ,g5u5se1 se outras circum/ancias dos seus artigos no revelassem nelle o homem habituado s lides intellectuaes da impr5sa p]idica1 a su/5t> o pr e o contra4 ,o s] accid5tal no o contrrio de s] importante1 grave1 bello ou moral2 o contrrio de s] necess>io4 ,no pod]ia alevant> o monum5to a ,d4 ,p$ro a saudade filial ou a de um amigo que nada lhe devesse2 o orgulho de um ricao1 o en?usiasmo milit> que s visse no ,imp]ador o gr&e capito8 ,deix>ia de s] monum5to se e/es ou outros quaesqu] fossem os motivos det]m9antes8 ,n+um o dir4 ,logo o ess5cial o lembr>1 e a gratido o accid5te4 ,d\ dez annos ao meu adv]s>io p>a que a*e uma respo/a a i/o1 que t5ha o s5so commum4 ,graz a ,deus1 que encontro emfim uma d\tr9a cl>a1 precisa1 oppo/a francam5te m9ha6 ,a f9al o meu impugnador decl>a que a po/]idade no necessita que lhe lembremos ,d4 ,p$ro2 que no preciso m&> faz] um pregoeiro de p$ra e cal enc>regado de e/> lembr&o aos v9d\ros uma ida que nem pode fugir1 nem desvanec]-se4 ,bem6 ,isso agora int5de-se4 ,o monum5to no p>a memor> ,d4 ,p$ro1 porque isso s]ia uma tolice1 uma calumnia po/]idade3 logo p>a lembr> a nossa gratido3 logo o monum5to de/9ado a record> que ns hom5s que hoje vivemos cumprimos um dev] trivial1 o s]mos agradecidos a quem nos fez b5eficios4 ,j vejo que p]cebi o p5sam5to que v9ha embrulhado no primeiro artigo de ,correio1 e que o exprimi com cl>eza e exaco no meu artigo4 ,o monum5to d ,rocio de/9ado a diz]3--,lembrae-vos v9d\ros de que ns os hom5s1 que viviamos em #ahdc1 no fomos +ratos4 ,nesse caso1 porm1 requeiro desde j um monum5to na praa d comm]cio que lembre aos v9d\ros1 que no fomos ladres 7os que no o temos sido73 outro no caes d ,sodr1 que recorde que no fomos assass9os2 e assim por diante4 ,se todas z virtudes sociaes e communs devem s] memoradas por monum5tos1 cubram-se delles praz1 ruas1 vielas1 bcos2 seme-se por entre a cidade de casas outra cidade de agulhas e obeliscos4 ,se uma virtude trivial de/a g]ao lhe deve grange> um monum5to1 haja equidade com todas z virtudes anlogas4 ,e no v o meu adv]s>io1 que rejeit&o o monum5to como meio de record> ,d4 ,p$ro1 ou fal&o poeticam5te1 de et]nis> seu nome1 rejeita a biographia1 o panegrico1 o poema que j p$iu p>a elle8 ,a biographia1 o panegrico1 o poema1 so obras individuaes3 no podem por isso lembr> a gratido collectiva1 mas s a gratido individual1 e assim no repres5t&o o que se qu]e que repres5te o monum5to1 a nossa gratido1 no tem valor monum5tal1 salvo se pret5dem que o bigrapho1 o panegyri/a1 o poeta1 resuma toda a soci$ade1 seja um novo ,*ri/o que pague a dvida univ]sal4 ,e agora por poema me lembra um peccado velho4 ,disse-se que o monum5to sub/ituia o poema1 que ns no t9hamos sabido ou qu]ido faz]4 ,a g5te da ,revi/a no sabe faz] poemas picos1 nem tem vontade de o sab]4 ,quanto z nossas =z o p]mittiam consagrmos ao ,imp]ador1 no inc5ses bolor5tos porque a t>dana os apodreceu1 mas z l9has de gratido e saudade que o corao nos inspirava qu&o a morte no-lo r\b\4 ,o bulo de pobres que tributmos sua memoria ahi &a nas mos de todos4 ,digam outro tanto de si aquelles a quem o accesso poetico de to mel9drosa gratido e saudade cbeg\ a furo s depois de oito annos1 como um tumor frio que precis\ de todo esse tempo p>a amadurec]4 ,conheci um advogado velho1 que em ouv9do de/as1 exclamava logo3 outro (ficio6 ,mais2 eu decl>o por m9ha p>te que se p>a *eg> po/]idade a h]oica virtude que tive de s] agradecido a ,d4 ,p$ro1 se ergue a columna d ,rocio1 recuso a m9ha p>te de glria1 porque t5ho m$o de que a po/]idade se ria da fatuidade com que pret5demos occup>-lhe a att5o1 porque no fomos +ratos ao ,pr9cipe que nos deu lib]dade e patria4 ,vem o adv]s>io com o argum5to de que se a es*ola polyte*nica re/aurada pode intitul>-se de ,d4 ,p$ro1 to bem ou melhor o pode a ,univ]sidade1 que a que repres5ta completam5te o p5sam5to da civilisao4 ,o que repres5ta a ,univ]sidade e a es*ola polyte*ica em relao aos progressos sociaes d pas1 ou por outra1 sua civilisao1 sabe-o tanto o adv]s>io1 e toda essa g5te que no qu]e a es*ola porque qu]e a columna1 ou qu]e a columna porque no qu]e a es*ola2 como eu sei turco ou *im4 ,mas1 pondo e/a que/o de p>te1 7e desde j lhe asseguro1 que no capaz de me faz] entr> actualm5te nella7 mui categoricam5te lhe decl>o1 que no me opponho ida de que a memria de ,d4 ,p$ro se una univ]sidade de ,coimbra1 ou a todos os in/itutos litt]>ios1 e que assim p]de o seu tempo em *am> inconsequ5te e tmido ao homem que disse3 ,multiplicai os in/itutos de civilisao e de progresso e consagrai-lh'os444 que por toda a p>te o nome de ,d4 ,p$ro444 surja1 smbolo da lib]dade4 ,pois quem diz i/o recua diante das consequ5cias1 e tmido8 ,exceptuo a ,univ]sidade ou outro algum in/ituto similhante1 de s]vir ao gr&e fim monum5tal8 ,*ego s vezes a p]suadir-me de que o meu adv]s>io me refut\ sem lr o que eu escrevi4 ,mais3 se uma gr&e cidade se h\vesse hoje de edific> no nosso pas s]ia bello e lib]al o d>-lhe o nome de ,d4 ,p$ro4 ,foi assim que os ,e/ados ,unidos p]petu>am a memria de ,wa%+ton4 ,que lhe p>ece i/o ao meu adv]s>io8 ,no so bem ego/as1 sophi/as e a!i/as aquelles brutos dos am]icanos d norte em porem cidade que creavam capital dos ,e/ados1 a uma das c\sas mais teis de/e mundo1 o nome de ,wa%+ton8 ,oh l se o so6 ,brutissimos4 ,eu cito contra o meu adv]s>io o exemplo de uma nao a9da virgem e todavia civilisada e livre1 qu]5do alevant> um monum5to ao seu lib]tador3 entre e/as circum/ancias e z nossas ha p>idade3 d\s lib]tadores1 duas naes livres1 d\s monum5tos4 ,que cita elle contra mim8 ,os t5deiros municipaes de ,frana1 os caiadores de o*re1 os arrasadores de monum5tos1 qualificados j devidam5te por ,victor-,hugo1 que vo alevant&o uns bonecos aos hom5s notaveis nascidos na sua t]ra1 hom5s todavia obscuros comp>ados com ,d4 ,p$ro4 ,aqui1 confesso que o meu adv]s>io melhor *ri/o d que eu4 edificativa essa abnegao da consci5cia e razo nacionaes ante os gr&es philosophos e arti/as v]eadores das municipalidades de ,frana4 ,s no cu elle pod] a*> a recomp5sa de to *ri/an humildade4 ,quanto a ,napoleo1 que me importa a mim que lhe levantem a columna de ,sm>agdo8 ,que tem ,napoleo com ,d4 ,p$ro8 ,bonap>te foi um ,alex&re1 um ,cs>1 um ,trajano1 um ,attila1 um ,g5gis-kan1 ou tudo isso juncto2 mas o que elle no foi ,wa%+ton1 ou ,d4 ,p$ro4 ,escravis\ e enluct\ a ,frana p>a atravs da ,europa r\bada e assolada *eg> a ,wat]loo4 ,ergam-lhe a columna com e/tua1 que ju/o4 ,mas1 ao m5os1 como soldado que fui de ,d4 ,p$ro1 deixem-me prote/> contra a associao be/ial d seu nome com o nome d assass9o d duque d',enghi52 d salteador que r\b\ e opprimiu a ,p59sula1 como r\b>a e opprimira a re/o da ,europa1 at que *eg\ o dia em que comemos a adub> os nossos campos com os cadv]es de cem mil desses g>otos armados com que nos regal>a4 ,d4 ,p$ro foi tambem como elle soldado1 mas hone/o4 ,no foi salteador nem assass9o6 ,e depois1 que a columna e a e/tua de ,napoleo8 ,a columna de ,v5dome foi erguida em #ahjf por elle proprio 7os dspotas teem o cuidado de faz]em os seus monum5tos1 porque l lhes sobejam razes p>a no esp]>em que os outros lh'os faam73 em #ahad tir>am a e/tua de bronze que elle pus]a a si proprio no cimo da columna1 p>a fundirem o cavallo da e/tua de ,h5rique ,,iv3 em #ahcc a mon>*ia de julho fez uma rev5dida mon>*ia de ,luiz ,,xviii1 e torn\ a pr o boneco4 ,se em ,frana volvesse o sceptro l9ha dos ,b\rbons pegavam provavelm5te no novo boneco e faziam um s9o1 ou uma bomb>da1 ou um cavallo p>a ,philippe ,augu/o1 ou p>a ,luiz ,,xviii4 ,e de/as hi/orias ridculas que se qu]em tir> condies det]m9antes p>a a edificao de um monum5to em que no ha p>idade alguma com z circum/ancias da c\sa citada8 ,misria6 ,p>a que vem o adv]s>io cit>-me a e/tua de ,guttemb]g8 ,um ou mil exemplos de monum5tos1 exclusivam5te de/9ados a lembr>1 sem n5huma ida associada de proveito1 nada provam contra mim1 que e/abeleci em pr9cpio no s] a utilidade ou inutilidade condio ess5cial de um monum5to1 e que fiz dep5d] de consid]aes alheias natureza da c\sa e relativas s ao objecto lembrado e vontade que lembrava1 a escolha das condies accid5taes da frma4 ,os exemplos1 que t5ho citado1 e que podia cit> aos c5t5>es1 so esses que matam a sua proposio absoluta de que um monum5to no pde s] til1 e j que me lev\ a ,moguncia1 ahi mesmo1 e na mesma praa da e/tua de ,guttemb]g1 lhe d>ei mais um exemplo contra ella p>a faz] v]dadeiro o proloquio3 vir busc> l e sair tosquiado4 ,aquella praa *ama-se de ,guttemb]g2 d$icada ao clebre impressor1 e todavia s]ve e til p>a tudo aquillo p>a que s]ve e til uma praa4 preciso alm disso que o meu adv]s>io no se esquea d que o monum5to e d que foi ,guttemb]g4 ,o monum5to de ,moguncia propriam5te d$icado a um facto complexo1 a inv5o da impr5sa1 symbolisado no homem que no a inv5t\1 mas que lhe fez d> o passo gigante de a conv]t] de tabulria em mvel3 antes e depois delle muitos outros trabalh>am em ap]feio> e complet> esse inv5to1 que no de um indivduo1 mas de uma nao1 a allem1 e de um sculo1 o ,,xv4 ,accresce que em ,guttemb]g no h\ve int5o moral de progresso e civilisao3 elle nem sonh\ quaes eram z consequ5cias da arte de imprimir4 ,qu&o se lembr\ de mobilis> os typos s cur\ de ganh> mais d9heiro que os copi/as ord9>ios1 a quem no era possivel d> cpias to b>atas e em tanta abundancia4 ,re/am provas di/o4 ,nem pois entre elle e ,d4 ,p$ro ha p>idade alguma1 nem supponha o meu adv]s>io a ,allemanha to tonta que elevasse essa e/tua mais d que como um smbolo4 ,ne/e monum5to no ha gratido1 ha lembrana dum facto complexo que p]t5ce a muitos hom5s4 ,mas conc$o-lhe que seja a e/tua de ,guttemb]g o que elle quis]4 ,pode-se oppr todavia um facto isolado d pres5te d\tr9a que resulta d e/udo de muitos sculos8 ,desprez> a hi/oria desde z mais remotas ras at ao nosso tempo p>a d> valor a e/e ou quelle fado1 practicado hoje ne/a ou naquella nao1 e ahi mesmo contradicto logo por outro facto anlogo1 no um abuso intol]avel d argum5to de auctoridade8 ,mas1 acode o meu adv]s>io1 o que dizeis d c>ct] dos monum5tos1 e da h>monia das suas condies accid5taes com o e/ado politico e moral da po*a e d povo que os viu ergu]1 falso4 ,e porque falso8 ,vejamos4 ,j eu mo/rei que os obeliscos ou columnas monum5taes no se alevant>am em ,roma1 s5o desde que a tyrannia dos ,ces>es sub/ituiu a lib]dade antiga4 ,responde-me o adv]s>io1 que antes disso no se cultivava a ar*itectura com aproveitam5to e proteco1 e p]gunta-me no fim1 muito an*o1 se o que eu disse lico de logica ou de hi/oria4 ,no era nada disso3 era uma simples v]dade3 agora o que vai l] que talvez seja uma e outra c\sa4 ,se a soci$ade romana no tempo que era livre compreh5desse a creao desses obeliscos1 que cresc]am em volume e em nm]o1 no segundo o progresso da arte mas com a sua decad5cia1 at a completa corrupo1 *amada byzant9a2 se ella cresse que os manes dos hom5s em95tes se affrontavam de que memria d seu nome se associasse um p5sam5to de utilidade1 como p>eciam acr$it> os tyrannos que depois a escravis>am1 no podia tambem t] alevantado columnas e obeliscos8 ,to rudes eram os antigos romanos1 que no s\bessem amonto> p$ras sobre p$ras p>a faz] uma pyramide1 ou uma agulha8 ,pois no t9ham a columna toscana1 nascida na ,italia antes da influncia grega1 p>a a colloc> no meio de uma praa como a collocavam num templo8 ,os negros semibrb>os d',axum pud]am alevant> um obelisco3 ,!bas1 a egypcia1 pde ergu] tantos3 os ,ph>as s\b]am con/ruir z pyramides3 todo o despotismo1 emfim1 d ori5te1 e/pido e selvagem1 deix\ o slo cub]to desses ve/igios de um orgulho exclusivo e ins5sato1 e os contemporaneos dos ,scipies1 os v5c$ores da civilisada ,c>?ago eram impot5tes p>a edific> um monum5to de similhante gn]o8 ,porque o s]iam8 ,porque no conheciam a arte grega1 diz o meu antagoni/a4 ,ha paci5cia que tal s(fra8 ,vi/o isso onde no h\v] columna cor9?ia1 dorica1 ou jonica no ha columna1 no ha obelisco exclusivam5te monum5tal1 no ha nada4 ,faltava mais e/a desgraa ao gn]o humano4 ,o obelisco de ,luxor1 que os franceses dizem t] trazido d ,egypto1 o monoli?o d',heliopolis1 que se cr tr\x]a p>a ,roma ,caligula e re/aur>a ,xi/o ,v1 7que d\s monum5teiros d'obeliscos67 tudo isso so contos da c>o*9ha3 os egypcios no conheciam z trs ord5s gregas2 como haviam1 portanto1 de alevant> esses monum5tos8 ,os franceses e os italianos enganam-nos desc>adam5te4 ,o que eu nunca vi foi tanta l/ima juncta4 ,e a ,grecia8 ,porque no fala/es na ,grecia8--clama triumphante o meu adv]s>io4 ,pelas razes que l e/o no que escrevi3 porque se falasse na ,grecia e no ori5te1 nos povos antigos e nos povos mod]nos1 f>ia um livro e no um artigo4 ,escolhi o romano entre uns1 porque era o pr9cipal delles3 escolhi o nosso entre os outros porque era aquelle cujos exemplos nos tocavam mais de p]to4 ,como1 porm1 o meu antagoni/a requ] ,grecia1 t] ,grecia e s] em p\cas l9has4 ,d\-lhe um anno p>a me apont> uma columna ou um obelisco grego1 de/9ado a record> a memria de um morto illu/re1 e erecto na po*a da lib]dade grega1 que se afa/e das trs frmulas--edificio de s]vio pblico--templo--sepul*ro4 ,i/o categrico4 ,todas essas especies teem ao lado da ida lembr> a ida de utilidade3 o templo porque s]via tambem ao culto1 o sepul*ro porque tambem s]via p>a resgu>d> os re/os daquelles que ahi jaziam1 porque era til p>a a religio dos mortos4 ,agora tudo o que se diz a respeito de deit> abaixo igrejas1 arras> sepul*ros1 e outras g5tilezas que vem no cabo d artigo e numa curiosa nota app5sa a elle1 no lhe respondo1 porque e/ abaixo at de uma respo/a jocosa4 um de/es espalhafatos de fe*o d'acto1 em drama ultra-romantico p>a o effeito de sc5a4 ,deix-lo e/>1 que e/ muito bonito4 ,tambem o meu artigo fic\ em p a9da de/a3 deix-lo e/> igualm5te que e/ bem4 ,esp]emos p>a a outra trovoada4 ,,vi ,,ultima ,,v]ba ,talvez eu no devesse escrev] mais uma nica palavra a e/e respeito3 talvez alguem me lance o faz-lo em conta de cob>dia4 ,depois d auctor dos artigos d ,correio se t] retirado d campo da argum5tao1 p>a se decl>> vctima da m9ha gross>ia1 falta de philosophia e boa f1 devia elle m]ec] g5]osidade4 ,p>a diz] i/o1 no era necess>io deix> pass> dez ou doze dias depois da publicao d meu artigo4 ,evid5tem5te e/e p]odo ga/\-se em procur> argum5tos contra mim4 ,no app>ec]am4 ,sau-se por e/a porta4 ,a inv5o no nova4 ,compreh5do o doloroso da situao1 e respeito-a4 ,respeit-la-hia com o sil5cio3 deix>ia aos que teem seguido e/a discusso avali> os fundam5tos da queixa1 se a queixa fosse unicam5te contra a m9ha falta de educao e de philosophia3 ni/o no ha culpa3 cada um tem a educao que lhe d]am e a philosophia que a sua intellig5cia comporta4 ,mas queixa ajuncta-se a accusao2 accusao de inconsi/5cia de d\tr9as1 de immoralidade litt]>ia e de m f nas citaes4 ,i/o grave3 grave p>a mim4 ,no me importa que o adv]s>io1 t5do-lhe eu tambem feito a segunda p>te da mesma accusao1 e t5do provado o meu dicto1 se julgasse absolvido de me respond]4 ,eu no p5so assim3 talvez por demasiado respeito op9io pblica4 ,so modos de v]4 ,e/a ltima respo/a p>a mim mais uma necessidade moral1 que uma necessidade litt]>ia4 ,peo aos leitores da ,revi/a p]do de lhes r\b> quatro ou c9co columnas de/e jornal a objectos mais importantes4 ,os =os da intellig5cia lcito deix-los calc>2 os da consci5cia nunca4 ,a p\ca educao1 com que tractei o adv]s>io1 a primeira das m9has culpas3 vem depois z provas3 em todas ellas nada se allega s5o z m9has affirmativas 7provadas7 de que o adv]s>io ignorava os elem5tos d *ri/ianismo1 no sabia def9ir1 no racioc9ava com logica1 no escrevia em portugus1 e fiz]a um p$ao de ideologia can9a4 ,se 7 excepo da ltima7 em qualqu] de/as c\sas ha incivilidade1 qual a discusso litt]>ia ou sci5tifica onde faltem accusaes anlogas1 e que portanto deixe de s] incivil8 ,no a conheo4 ,a comp>ao que fiz de um argum5to que se me opps com o argum5t> dos ces1 exacta mas grosseira4 ,eu mesmo o confessei2 mas p$i p]do ao adv]s>io de a empreg>4 ,os leitores1 que julguem1 se o homem que faz i/o pret5de affront> o seu cont5dor4 ,quanto falta de philosophia1 como no ,correio se no responde m9ha argum5tao1 deixo tambem aos que nos l]em1 avali> quem ne/a discusso mo/r\ ignor-la2 quem mo/r\ conhec-la4 ,quanto aos crimes moraes1 elles ahi vo4 ,trunquei numa epgraphe um v]so d evangelho de ,s4 ,ma!us faz5do uma mutilao sacrlega4 ,respo/a4 ,falta mo/r> onde e/ o sacrilegio1 e como peccado cit> s c]tas palavras de um v]so d evangelho1 uma vez que no mudem o s5tido1 e no o cit> um v]so sem cit> todo o evangelho4 ,cortei o que era relativo aos sepul*ros1 porque no v9ha ao int5to1 no s]via nem p>a mim nem contra mim3 cortei o vocativo ,scribae et ,ph>isaei hipocritae1 porque o homem grosseiro no quis d> e/es nomes injuriosos ao seu antagoni/a4 ,se porm faz muito go/o nelles1 pode re/ituir a integridade d texto1 que eu nada t5ho com isso4 ,diz o ,correio1 que eu sub/itu a palavra egosmo palavra int]esse1 p>a lhe demon/r>1 que a accusao de egoi/as que fiz]a aos que pret5diam a es*ola-monum5to era van4 ,no fui eu que fiz a sub/ituio de m f3 foi elle2 e eu m]ec]ia a d5om9ao de orate1 com que o meu delicado adv]s>io me mimose\ no p>grapho ltimo d seu artigo1 se lhe acceitasse essas trans=maes de expresso1 com que elle pret5dia esquiv>-se aos golpes da logica4 ,no seu #a4o artigo1 #b1 l9ha #b4;a1 t9ha elle e/abelecido =malm5te o prov> de egosmo contra ns3 foi i/o que eu refutei3 p>a me respond] sub/ituiu ao egosmo int]esse3 def5d5do o meu artigo devia eu acceit> e/a mudana desleal da que/o p>a um falso t]r5o1 ou con/rang-lo a vir p>a o v]dadeiro8 ,no qu]o que seja o publico3 seja elle quem o decida4 ,a*a o auctor dos artigos d ,correio1 que muito bem cabia na discusso1 em que lidvamos1 o tract> a que/o da unidade de p5sam5to nas obras de arte1 e se e/a unidade ficava de/ruida pela associao d bom ao bello1 porque era mais uma ida s4 ,*ego a env]gonh>-me1 pelas letras portuguesas1 de que se imprimam entre ns similhantes proposies1 a9da que seja num jornal politico1 que no tem obrigao de s] lit]>io4 ,o pr9cpio mais grave e fecundo das mod]nas !orias da arte1 p>a tract> o qual1 em si1 e muito mais no t]r5o em que o adv]s>io o colloc\1 preciso suscit> todas z que/es alevantadas entre a antiga e a mod]na es*ola1 jog> com z d\tr9as mais ab/rusas da e/htica e da critica da razo prctica1 no passa de uma ida mais1 que se pod]ia discutir1 provavelm5te hora da s/a1 faz5do o *ylo1 e como por debique6 ,repito1 *ego a env]gonh>-me de que quem se atreve a pr em letra r$onda os seus escriplos1 fale e insi/a sobre c\sas1 cujos rudim5tos mo/ra desconhec] to completam5te1 que julga pod]-se contrahir a um p>grapho de artigo1 o que s pode s] mat]ia de longo e trabalhado livro4 ,no sei se (f5do o meu adv]s>io2 mas no esse o meu int5to no que v\ diz]4 ,fez-me lembr> com i/o a quadra d nosso ,tol5t9o3 ,p$iu-me c]ta s5hora1 ,pela qual a9da hoje p5o2 ,que lhe fizesse um soneto ,a9da que fosse pequ5o4 ,s\ accusado de m f por sub/ituir a d5om9ao de int]esseiro1 que elle d]a ao monum5to-es*ola1 pela de til4 v]dade que o fiz4 ,fi-lo1 porque tomei a palavra int]esseiro por lapso de p5na1 ou rro de impr5sa4 ,p>ecia-me impossivel que o adv]s>io ignorasse to completam5te o valor das palavras da sua lngua1 que no s\besse que um homem pode s] int]esseiro1 mas uma c\sa s pode s] til ou int]essante4 ,peco-lhe p]do de t] avaliado em mais d que devia o seu conhecim5to d idioma patrio4 ,muito agoniado e/ comigo o meu adv]s>io6 ,no tem razo1 que eu s\ bom moo1 e no lhe qu]o mal4 ,teve a crueldade de me accus> aos v]eadores das communas francesas de eu os hav] injuriado4 ,que lucra elle em me vr pag> alguma multa municipal por acrdo daquelles sapi5tissimos e v5]abilissimos v>es8 ,nada4 ,uma das causas porque o adv]s>io me julga indigno de mais favores seus1 a irrev]5cia1 com que tractei ,napoleo1 aquelle gr&e e g5]oso homem1 de quem diz o ignorantissimo e insol5tissimo conde de ,tor5o#aj1 que o seu proc$im5to na invaso e occupao de ,portugal foi digno dos tyrannos brutaes da idade mdia1 o g5]oso conqui/ador que subjug\ a nossa resi/5cia1 occup&o o pas em som de paz1 e impondo-nos logo uma contribuio de cem milhes de resgate2 que pr(an\ os nossos campos1 r\b\ os nossos vasos sagrados p>a que os seus g5]aes tivessem d9heiro com que se embriag> e frequ5t> os pro/bulos da ,babilonia d ,s5a2 daquelle gr&e homem1 cujo nome sa como um dobre por f9ado em quasi todas z familias dos nossos irmos1 porque os ossos das vctimas que elle nos fez a9da no apodrec]am de todo debaixo da t]ra4 ,s\ indigno de combat] com o homem que qu]e associ> o nome de ,d4 ,p$ro a esse nome6444 ,s\6 ,confesso e acceito essa honrosa e portuguesa indignidade4 ,o meu adv]s>io s5tiu um ataque de n]vos1 porque leu o que eu disse c]ca de ,napoleo1 porque limitei a sua glria de ,ces>1 d',attila1 de ,g5gis-,kan1 e porque f9alm5te me honro de p]t5c] m9ha po*a1 e de olh> p>a esse gn]o de glria com mais l/ima que admirao1 deix&o aos gr&es philosophos o extasi>em-se diante de um campo cub]to de cadv]es humanos2 ou ao escut>em o som dos tambores e trombetas em revi/a de tropas1 gn]o de philosophia em que sempre lhes ha-de lev> vantagem1 no primeiro caso o algoz1 no segundo o rapaz de oito ou dez annos4 ,e/imo sab] o effeito de nevralgia que isso produziu no meu adv]s>io1 p>a lhe d> um conselho s9c]o e de amigo1 att5d5do a que z nevralgias so um gn]o de mole/ia mal conhecida a9da1 e que o podem mat>4 ,recomm5do-lhe que no leia ,j4 ,b4 ,say1 que tem em mui p\co ,bonap>te como adm9i/rador1 *eg&o a ponto a sua e/upidez de seguir a op9io contrria d meu adv]s>io1 i/o 1 que elle em vez de t] feito bem indu/ria francesa1 lhe fez mal#aa4 ,que no leia ,c4 ,comte1 o clebre auctor d ,tractado de ,legislao1 que teve a insol5cia de diz] que em socialismo ,bonap>te fez retrograd> a ,frana p>a a b>b>ia#ab2 que no leia ,lam>t9e1 aquelle gr&issimo al>ve de ,lam>t9e1 que commetteu a atrocidade de faz] peior d que eu1 de comp>> a po*a de ,augu/o ,ces>1 com a de ,bonap>te1 no que ellas tiv]am de tyrannico1 de abjecto1 de anti-potico1 de horroroso e de desprezivel#ac2 que no leia o ignoranto e rombo ,ago/9ho ,?i]ry1 que1 fal&o das d\tr9as de jurisprud5cia1 *ama ao tempo d imp]io um lodaal#ad4 ,veja o adv]s>io o caso que aquella alim>ia faz das leis de ,bonap>te1 que tanto o en*em de admirao6 ,que no leia ,byron1 ,walt] ,scott1 ,alfr$o de ,vigny1 e emfim n5hum de/es escriptores que a ,europa e/upidam5te applaude como maximas intellig5cias em poesia1 em politica1 em philosophia1 porque se o fiz] z nevralgias ho-de mat-lo4 ,s lhe peo1 a elle innom9ado1 que t5ha d de mim1 que tive a desgraa de assim p5s>1 como todos esses tontos1 a quem elle1 cub]to de glria lit]>ia1 possuidor de um nome1 que reboa nos quatro angulos d univ]so1 no desc]ia a combat]1 sem que o njo lhe produzisse uma nevralgia fatal4 ,t5ho a infelicidade por via de regra qu&o qu]o e/abelec] o me?odo nos meus artigos1 de &> a salt> ora aqui ora alli pelos p>graphos d adv]s>io4 ,i/o1 provvel que proc$a da m9ha e/upidez e falta de ordem nas idz4 ,no provavel2 c]to4 ,acab>ei por onde elle pr9cipi\1 e s] de um modo srio e sev]o4 ,o meu adv]s>io invoc\ contra mim os artigos1 que app>ec]am sem nome em outro jornal1 e que se me attribuem2 invoc\-os p>a a*> contradico entre o meu p5s> de hoje e o meu p5s> d'ento4 ,e/e proc$im5to no o qualific>ei4 ,e quem sabe se eu pod]ia faz] uma t]ribilissima represlia8 ,no o sei1 nem o qu]o sab]4 ,prefiro deix> talvez in9telligivel uma das m9has epgraphes1 que ignoro se incommod\ o meu adv]s>io4 ,p>a diz]mos de artigos de diff]5tes jornaes no assignados1 ou s em p>te assignados1 que so d mesmo escriptor1 ord9>iam5te necess>io abus> de confid5cias p>ticul>es4 ,e/e homem grosseiro e immoral nunca porm o f>ia1 se a hypo!se actualm5te se dsse4 ,seja o que =1 i/o ap5as uma digresso1 provavelm5te ins5sata3 vamos ao que importa4 ,acceito pl5am5te por meus os artigos que se me attribuem4 ,so meus3 repito-o4 ,no ha sobre isso que duvid>4 ,e porque so elles meus8 ,porque nasc]am das mesmas d\tr9as1 que hoje pr(esso3 da !oria sobre monum5tos de que d$uzi a necessidade de s] o de ,d4 ,p$ro uma es*ola e no um obelisco4 ,que t5ho eu dicto e repetido talvez at a imp]t95cia8 ,que z condies accid5taes dos monum5tos devem s] det]m9adas pelo espirito da po*a em que so edificados2 que elles so uma *ronica de p$ra1 um docum5to1 que o vulgo no l porque lhe ignora a paleographia1 mas de que o homem da sci5cia hi/orica sabe aproveit>-se3 que necess>io hav] h>monia entre o seu modo de s]1 e z circum/ancias dos que o consagram4 ,eis a m9ha d\tr9a de que tudo quanto t5ho escripto c]ca d monum5to de ,d4 ,p$ro1 no mais d que a applicao ou o comm5t>io4 ,e a que pessoa habituada a g5]alis> e applic> pr9cipios1 no fic> evid5te que bem longe de repellirem e/a d\tr9a1 os artigos que escrevi no ,panorama contra os hom5s d cam>tello1 no so mais d que uma consequ5cia della8 ,que p$i eu ahi8 ,que no desp$aassem a *ronica de p$ra1 que no rasgassem os docum5tos da hi/oria2 porque o mo/eiro1 a muralha1 a ca!dral1 a torre1 eram docum5tos hi/oricos2 porque nellas e/ava e/ampada a vida social e ntima das g]aes que os haviam ex>ado4 ,peo hoje que se faa um monum5to com z mesmas condies1 e dizem-me que me contradigo6 ,se o valor e o crr portugus dos sculos ,,xiv e ,,xv e a9da d pr9cipio d ,,xvi1 e/ivesse repres5tado1 no pela muralha de ,d4 ,f]n&o1 pela ,collegiada de ,guim>es1 pela ,batalha1 ou pelo mo/eiro de ,belem1 mas por pyramides1 obeliscos e columnas1 e eu tivesse p$ido que no os d]ribassem1 no pod]iam diz] que actualm5te eu t9ha op9io div]sa da que seguira4 ,mas a idade mdia symbolis\-se a si propria nos monum5tos dos seus hom5s illu/res3 fez o que todas z po*as e todos os povos fiz]am2 e porque depois de demon/r> essa v]dade1 digo aos meus compatricios--1no vos afa/eis da gr&e logica d gn]o-humano1--respondem-me--,rcca68 ,como s] possivel esquiv>mo-nos a um s5tim5to de compaixo1 qu&o vemos assim calc>em-se aos ps os dictames d s5so commum8 ,eu no condemnei nesses artigos s os que d]ribavam os monum5tos3 condemnei igualm5te os que os p]v]tiam2 os que lhes mudavam o aspecto1 os que viciavam aquella especie de docum5tos4 ,em que se fundava a condemnao8 ,em que os monum5tos assim trans=mados cons]v>iam talvez o seu c>act] ess5cial1 o lembr>em o individuo1 ou a c\sa1 mas p]d]iam z suas condies de hi/oria social4 ,no dep5dia pois a ju/ia das m9has invectivas de p>tir dos mesmos pr9cipios que hoje invoquei a favor da es*ola contra a columna8 ,se no p>tia dahi1 qual podia-s] a ida fundam5tal d que escrevi8 exactam5te e/rib&o-se na d\tr9a que sigo1 que se pode int]por um veto s assolaes d v&alismo4 ,se os monum5tos s]vem tambem como diplomas que illu/rem a v]dadeira hi/oria1 a da soci$ade1 preciso respeit-los todos4 ,embora t5do de escolh] =osam5te entre a runa de um que lembrasse um homem em95te1 e repres5tasse uma po*a gloriosa e a d\tro que fosse consagrado a um tyranno1 e repres5tasse um p]odo de s]vido e decad5cia1 devessemos pref]ir a salvao d primeiro2 onde e/a =a maior no exi/ir todos elles devem respeit>-se2 o d mu p>a sua condemnao1 o d bom p>a seu elogio2 ambos p>a nos ajud>em a avali> z po*as que repres5tam por condio accessoria4 ,mas depois di/o2 depois de provada a unidade das m9has d\tr9as a e/e respeito1 com que direito associa o auctor dos artigos d ,correio z suas op9ies ao que escrevi contra os caiadores e de/ruidores dos monum5tos8 ,quem lhe deu o direito de tambem se rir desses vndalos8 ,rir-se86--,qu&o eu invectivava contra a cam>a de ,lisboa por arras> a muralha de ,d4 ,f]n&o1 e a velha torre de ,alv>o ,paes3 qu&o eu e/ampava o f]rete d'ins5satos na fronte dos que deturpavam v]gonhosam5te o templo de ,guim>es1 no devia elle desc] da altura da sua intellig5cia at o ra/eiro da m9ha1 e diz]-me3 ,calai-vos2 porque aos monum5tos no se pode associ> ida alguma de utilidade1 o monum5to exclusivam5te um ponto de contacto entre a admirao e a glria1 e essas edificaes de que falaes no so monum5tos4 ,o templo s]via p>a o culto de ,deus1 e ao mesmo tempo era uma es*ola onde se ens9ava a limitada sci5cia daquellas eras3 a muralha e a torre s]viam p>a def5d] ,lisboa dos ca/elhanos4 ,que vos importa que os v]eadores arrasem umas p>$es velhas1 e os cnegos caiem um templo go?ico8 ,porque *amaes monum5to ao que no o 8 ,embora ,d4 ,f]n&o m&asse esculpir na sua obra gigante uma inscripo que recordasse aos v9d\ros quem a t9ha alevantado3 embora ,d4 ,joo ,i te/emunhasse por docum5tos irrefragaveis que elle qu]ia em ,s4 ,m>ia da ,oliveira deix> uma memoria de si po/]idade1 ,d4 ,f]n&o e ,d4 ,joo ,i engan>am-se ou m5tiram4 ,z suas obras no podiam s] monum5tos1 porque elles lhes associ>am a utilidade6 ,eis o que o meu adv]s>io p>a s] consi/5te em suas d\tr9as devia t] feito emvez de se rir comigo4 ,i/o era melhor d que pret5d] a*> contradices1 que exi/em1 nas op9ies d'alguem3 no1 por c]to1 nas m9has4 ,emquanto me p]suadi de que razes1 exemplos1 poesia1 dec5cia1 moralidade podiam imp$ir que se fizesse ao ,duque de ,bragana uma injria de p$ra1 escrevi4 ,agora que o meu cont5dor 7que eu t5ho motivos p>a crr bem in=mado7 me assegura que no t] log> a em5da1 e que o absurdo palimpse/o de ,phocas se ha-de ergu] no ,rocio1 deponho z armas1 porque o combate 9til4 ,o prote/o em nome da op9io d pas1 da razo1 d respeito s tradies humanas e memoria de um pr9cipe illu/re1 ahi fica4 ,o futuro no actuado pelas nossas paixes mesqu9has nos julg>4 ,i/o importa-me um p\co mais que o juizo de c]ta g5te4 ,,um ,,livro ,,de ,v4 ,f4 ,,netto ,,de ,,paiva #ahdc ,,um ,,livro ,,de ,v4 ,f4 ,,netto ,,de ,,paiva ,c5tro e in/ituio pr9cipal d ens9o sup]ior no nosso pas1 a univ]sidade de ,coimbra (f]ece nas phases da sua exi/5cia um dos meios mais seguros p>a pod]mos avali> o progresso ou decad5cia das sci5cias e das letras em ,portugal4 ,em todos os tempos1 desde a sua fundao at hoje1 por ella que a hi/oria se tem regulado p>a avali> o e/ado de intellectualidade nacional4 ,e1 de feito1 daquelle fco de luz que por c9co sculos se tem d]ramado a illu/rao p>a todos os angulos de ,portugal1 illu/rao boa e v]dadeira porque em h>monia sempre com o e/ado e precises da nossa soci$ade4 ,sejam quaes =em z mudanz que a nova organisao politica d pas1 z suas novas necessidades1 e z d\tr9as mais escl>ecidas d sculo actual nos obriguem a faz] no sy/ema d ens9o pblico1 m9ha convico pr(unda que a univ]sidade1 longe de se dev] gu]re> com o intuito de a aniquil> ou pelo m5os de lhe dim9uir a importancia1 se ha de augm5t> e complet>1 conv]t5do-se em v]dadeiro sanctu>io da sci5cia no mais alto e puro s5tido de/as palavras4 ,quanto mal ella pode produzir--e inconte/avel que no e/ado actual da in/ruco pblica aquella academia pode g]>1 e talvez g]a j1 graves damnos sociaes--tudo isso nasce no da ess5cia d in/ituto1 mas da falta de philosophia politica que tem presidido a todas z re=mas at agora feitas no ens9o pblico4 ,qu&o a univ]sidade repres5t> tanto em ext5so como em int5sidade1 o maximo grau de progresso sci5tifico2 qu&o z condies litt]>ias exigidas p>a s] inscripto no livro dos alumnos =em taes que s intellig5cias em95tes possam arro/> com os ob/aculos po/os frequ5cia das faculdades1 e a9da depois disso acquisio dos graus2 ento o influxo daquelle in/ituto s] de muitos modos b5efico1 e z unicas accusaes att5diveis e srias que se fazem contra elle cairo completam5te por t]ra4 ,po/o p]t5a quelles a quem incumbe organis> a in/ruco pblica1 e/abelec] por via da lei e/a ordem de c\sas de um modo fixo e positivo2 todavia ao alcance dos pr(essores e/ o ir aplan&o o cam9ho p>a essa gravissima re=ma4 ,so elles1 que podem traz] pela prctica a d\tr9a1 pelo facto o preceito4 ,po/a realm5te a sci5cia na univ]sidade a p> dos conhecim5tos conqui/ados em toda a ,europa1 o mais comp>ativam5te facil1 logo que haja um gov]no que ent5da o v]dadeiro sy/ema d'ens9o nacional1 em relao aos int]esses moraes e mat]iaes da nao4 ,muitos dos novos pr(essores da univ]sidade teem concebido cl>am5te e/as d\tr9as e avaliado a sua importancia4 ,os comp5dios sobre div]sas mat]ias que se tem publicado em ,coimbra ne/es ltimos annos1 so disso prova cabal4 ,elles de/roem os preconceitos arreigados em muitos espritos contra a univ]sidade4 ,e/es preconceitos so de d\s gn]os1 ambos ridculos1 tacanhos e indignos de ent5dim5tos alumiados4 ,segundo uns1 com z cabelleiras d m>quez de ,pombal1 com z abbat9as1 e com os ademanes de uma gravidade e/udada e de l+uagem oracul>1 a sci5cia desapp>eceu4 ,pr(essores mancebos1 *eios de en]gia1 de vida intellectual1 de amor de gloria1 e v5do diante de si a impr5sa1 que hoje tem o direito de os julg>1 so incapazes de cons]v> e augm5t> o espl5dor das letras1 porque falam como os outros hom5s e com elles1 porque trajam e vivem como toda a g5te4 ,e/a a preoccupao dos filhos d sculo passado1 preoccupao innoc5te1 que a morte vai di>iam5te desfaz5do at a aniquil> de todo4 ,segundo outros a univ]sidade velha porque antiga1 e por isso incapaz de progresso2 logica de p]alvilhos1 logica bruta que em vez de melhor> o que susceptivel de s] melhorado1 o de/roe1 sem exam9> se ahi havia alguma c\sa util e respeitavel que alis se no pode supprir2 como se a nao no fosse a9da mais antiga que a univ]sidade1 e se p>a a elev> gr&eza e civilisao d sculo1 fosse preciso aniquil-la e sub/itui-la por outra nao amassada de novo b>ro4 ,e/es taes suppem e/abelecido na ponte d ,mondego um emb>go p]ptuo p>a os livros1 p>a os in/rum5tos sci5tificos1 p>a z idz1 p>a tudo o que repres5ta actualidade e progresso1 por que =a de ,lisboa no suppem possivel salvao litt]>ia1 e z b>reiras da capital so os limites d seu orbe ca!dratico4 ,similhante cr5a1 no innoc5te como a dos velhos1 absurda1 mas p]igosa4 della que nasce em boa p>te a gu]ra l5ta1 mas t5az que se vai alevant&o1 no contra o que a univ]sidade tem de mau1 que essa ju/a e legitima1 porm contra a sua exi/5cia1 o que altam5te ins5sato4 ,a gr&e respo/a que a univ]sidade tem dado1 e me p>ece que hade cont9u> a d>1 so z preleces dos seus pr(essores1 os seus comp5dios e livros4 ,no creio ceg>-me pela amizade se assev]> que ne/a lucta gr&e e nobre um dos campees mais di/9ctos o sr4 ,vic5te ,f]r]1 auctor dos ,elem5tos de ,direito das ,g5tes1 e que e/e anno acaba de public> o seu ,curso de ,direito ,natural1 segundo o e/ado actual da sci5cia4 ,enc>regado d ens9o daquelles difficultosos ramos da sci5cia que tocam por um lado na critica da razo prtica ou philosophia moral1 e por outro na jurisprud5cia positiva1 o sr4 ,f]r]1 v5c5do os emb>aos que lhe (f]ecia a gravidade da mat]ia1 e ao mesmo tempo z di/races a que o tem con/rangida a c>reira politica era que por vezes o lanou j o voto dos seus concidados1 elabor\ e r$igiu no meio desses emb>aos e agitaes d\s comp5dios importantissimos1 que no s falam pela univ]sidade1 mas honram o pas1 que pode gab>-se de possuir pr(essores dignos d sculo em que vivem1 e da grave misso d magi/]io que lhes foi confiada4 ,con/rangido a seguir nas suas preleces o comp5dio de ,m>t9i--,positionis de ,lege ,naturali--adoptado pelo conselho da faculdade de direito1 o sr4 ,f]r] applic\-se pr9cipalm5te a d\s f9s3 a illu/r> z obscuridades frequ5tes naquelle clebre escriptor1 e a modific> z suas d\tr9as pelas dos mais afamados auctores mod]nos e pelos proprios e/udos e cogitaes4 ,assim o curso d sr4 ,f]r] uma especie de comm5t>io p]ptuo a ,m>t9i e ao mesmo tempo o resumo sub/ancial das op9ies dom9antes1 pr9cipalm5te na ,allemanha1 pais que por via de regra o fco de toda a s9c]a e v]dadeira sci5cia4 ,numa po*a em que a lib]dade *ama todos os cidados a avali>em os proprios direitos e dev]es1 o livro d sr4 ,f]r] no uma obra puram5te univ]sit>ia4 ,z obrigaes e os direitos politicos e civis l vo ass5t> na jurisprud5cia natural4 ,importa conhec] e/a p>a conhec] at onde se e/5dem tanto umas como outros4 ,,fim ,,d ,,volume ,,viii ,,indice ,adv]t5cia ,da p5a de morte 7#ahch7 ,a impr5sa 7#ahch7 ,da es*ola polyte*nica e d collegio dos nobres 7#ahda7 ,nota ,in/ruco pblica 7#ahda7 ,uma s5t5a sobre b5s regu5gos 7#ahdb7 ,a es*ola polyte*nica e o monum5to 7#ahdc7 ,um livro de ,v4 ,f4 ,netto de ,paiva 7#ahdc7 ,,notas #a ,veja a nota que se segue ao captulo f9al4 #b ,foi desde aqui at fim d captulo que o ,auctor pass\ os traos em *eio de que falamos na ,adv]t5cia4 #c ,no meu int5to r5ov> z desgraadas cont5das que em #ahce se alevant>am entre a ,univ]sidade e o ,in/ituto1 e que t]m9>am pela ru9a de/e3 alludo ao que vi e ouvi por ,lisboa1 onde ento casualm5te residia4 ,a ,univ]sidade t9ha em p>te razo2 no s foi imprud5te o annunci> a transf]5cia das faculdades de sci5cias naturaes p>a a capital1 mas a execuo de/e int5to s]ia damnoso ao progresso dessas sci5cias1 consid]ado o negocio luz puram5te especulativa1 e alm disso e/>ia em contradico com os pr9cipios d v]dadeiro sy/ema d'in/ruco nacional1 porque facilit>ia o augm5to de classes excepcionaes4 ,=a necess>io t] re=mado completam5te z leis sobre e/udos1 p>a se pod]1 por exemplo1 e/abelec] a faculdade de m$ic9a em ,lisboa1 e virem a t] peso z consid]aes que se co/umam (f]ec] em abono dessa mudana4 ,em todo o caso c]to que a gr&e re=ma da ,univ]sidade e/1 segundo meu ent5d]1 em al>g> nella o ambito da sci5cia1 i/o 1 em complet-la quanto a mat]ias d'ens9o1 e em dim9ui-la quanto ao nm]o d'alumnos1 p>a que no regorgitem de individuos z classes excepcionaes que ella alim5ta4 ,a ,univ]sidade deve s] o padro por onde s affira tudo o que diz respeito intellig5cia3 a sua misso duplicada--d'es*ola qu&o prov de novos sugeitos z classes excepcionaes2 d'academia1 qu&o os seus membros1 viv5do pela sci5cia e p>a a sci5cia1 teem na mo o fa*o que allumia z es*ola d'applicao1 o fa*o dos progressos puram5te especulativos4 #d ,a reviso mais acc5tuada pelo ,auctor p>\ aqui4 ,nos capitulos segu9tes1 exceptu&o o f9al d ,v1 foi mais leve e nalguns pontos ap5as indicativa de contornos de l+uagem que no *eg>am a s] effectuados4 #e ,p>a no s]mos demasiado ext5sos enviamos os leitores ao que se disso sobre z es*olas da ,prussia no ,repositorio ,litt]>io1 jornal publicado no ,porto em #ahcc--;e os que s\b]em francs ao ,relatorio sobre a ,in/ruco ,publica na ,alemanha por ,victor ,c\s91 e excell5te obra de ,ducptiaux sobre o e/ado da ,in/ruco prim>ia e popul> na ,belgica4 #f ,de ,l',in/ruction ,publique en ,france 7,p>is #ahdj7 pag4 #ch #g ,a publicao no cont9u\4 ,entre os pontos que ficavam por discutir na especialidade e/avam indicados pelo ,auctor os relativos capacidade e remun]ao dos pr(essores4 ,nas attribuies da es*ola poly!cnica incluira elle1 como sabemos1 z de es*ola normal de ens9o g]al sup]ior1 falt&o-lhe tract> das es*olas normaes de ens9o elem5t>4 ,quanto ao sy/ema de remun]ao dos pr(essores1 importantes indicaes t]ia porv5tura d acresc5t> s expo/as no exame da propo/a gov]nam5tal1 p>a o def9ir cabalm5te4 ,todavia a nossa ref]5cia a e/es pontos no p>a nos demor>mos em conjecturas1 mas p>a (f]ec]mos aos leitores o resumo de algumas consid]aes que se pr5dem com o ltimo e que o ,auctor exps na cam>a dos deputados1 na mesma sesso em que pr(]iu z que nos s]viram p>a anot> o artigo sobre impr5sa4 ,discutia-se na cam>a um projecto p]mitt9do em pr9cpio aos funccion>ios pblicos apos5tados o desemp5ho de outras funces depois da que tivessem ex]cido1 accumul&o v5cim5tos4 ,havia a commisso de in/ruco pblica propo/o a applicao delle aos pr(essores de primeiras letras e na cam>a se e/ranh\ o exclusivismo da propo/a1 t5do-se por melhor que ella se tornasse ext5siva aos (ficiaes milit>es1 aos magi/rados e a todos os pr(essores4 ,alguem h\ve at que pond]asse a necessidade d p>lam5to s] cauteloso quanto quelles pr(essores1 t5do em vi/a a quantiosa v]ba que se diap5dia com elles4 ,como relator da commisso1 respondeu ,a4 ,h]culano que no era da compet5cia de/a tract> de todas z g5]alisaes de que se falava4 ,que1 sem afa/>-se da sua esph]a de iniciativa1 ella se lembr>a dos pr(essores de ens9o prim>io por motivos de ju/ia absoluta4 ,e/es humildes funccion>ios1 alm de s]virem a soci$ade no pres5te1 lhe m9i/ravam os g]m5s de futuras prosp]idades que ella ia accumul&o successivam5te1 porque a educao e illu/rao d povo eram fontes illimitadas de progresso4 ,dahi nascia p>a elles o direito a uma retribuio tambem complexa4 ,nas suas mos se trans=mavam em cidados os s]ranos1 os s]ranos que muitas vezes no di/avam tanto dos animaes como d homem civilisado4 ,que os milit>es1 os magi/rados e outros funccion>ios pblicos goz>am de honras e prov5tos quo conqui/avam gradualm5te at att+irem em95tes posies sociaes1 emquanto p>a aquelles b5em]itos obreiros da civilisao e/ava v$ado o cam9ho p>a alm da sua tri/e obscuridade4 ,por isso a commisso se lembr>a delles1 con=m&o-se1 porm1 com z razes de ju/ia e conv5i5cia pblicas que aconselhassem a applicao d projecto a outras classes4 ,acaso pod]iamos concluir de/es argum5tos que ,a4 ,h]culano1 a proseguir nos seus artigos1 p5sasse em cre> uma g]>*ia na classe dos pr(essores de ens9o elem5t>1 alm de favorec] e/a classe com outras concesses1 como a quo e/ava em discusso e foi approvada8 ,p>ece provavel e por isso apontamos a ida ne/a nota4 #h ,a lei m5tal no vigor\ s desde a po*a da sua publicao4 ,effectivam5te ,d4 ,joo ,i se t9ha regulado por ella1 d que se a*am ve/igios na sua *ancell>ia4 #i #a ,monum5tum e/ quidquid ob memoriam alicujus factum e/4--,todos sabem que o g5itivo alicujus significa dalguem ou dalguma c\sa4 #aj ,revol4 ,espaa1 ,t4 #a1 ,l4 #a4 #aa ,c\rs d',econ4 ,pol4 7#ahdb7 ,t4 #a1 p4 #i1 #bc1 #dcf1 #faa1 #fah etc4 ,t #b1 pag4 #bhc1 #bhg4 #cec etc4 #ab ,trait de ,legislat4 ,liv4 #e1 ,c4 #ba4 #ac ,discu\rs de ,recoption l',acad4 ,fran4 #ad ,dix ,ans d',etudes ,hi/4 ,c4 #f4