das imag5s de obras em domnio pblico1 disponibilizadas pela ,bib,r,i,a - ,biblioteca digital dos municipios da ria7 ,,magalh,,es ,,lima 99,o ,,congresso ,,de ,,roma99 7,conf]5cia realisada pelo delegado portuguez ao congresso d livre-p5sam5to7 #aijd ,,lisboa ,,magalh,,es ,,lima 99,o ,,congresso ,,de ,,roma99 7,conf]5cia realisada pelo delegado portuguez ao congresso d livre-p5sam5to7 ,,impress,o ,typographia de ,o ,,di>io ,rua da ,atalaya1 #acd ,,lisboa ,aos livres p5sadores portuguezes ,pelo m&ato com que me di/+uiram no congresso de ,roma ,magalhes ,lima ,meus ,s5hores3 ,com o mesmo direito com que os ca?olicos realisam a sua propag&a e z suas p]egr9aes a ,roma1 empreh5demos ns1 livres-p5sadores1 a nossa cruzada1 no p>a saud> os velhos c>deaes d ,vaticano1 v]dadeiros cadav]es ambulantes1 uma especie de mumias petreficadas1 symbolis&o a ,morte1 mas p>a celebr> a ,vida1 a ,natureza1 o ,cosmos1 em todo o seu espl5dor1 em toda a sua gr&eza1 em toda a sua mage/ade1 na pessoa dos sabios1 dos philosophos1 dos poetas1 dos arti/as1 dos escriptores1 dos hom5s de lettras o dos jornali/as1 seus legitimos e au!nticos repres5tantes4 ,com effeito1 o pod] espiritual d papa o pod] da m5tira1 d erro1 d prejuizo grosseiro1 o pod] d embu/e1 o pod] da treva1 da hypocrisia1 d fanatismo e da sup]/io4 ,o seu pod] temporal repres5t>ia uma usurpao crim9osa1 condemnada pelo proprio ,*ri/o que m&ava d> a ,deus o que de ,deus e a ,cez> o que de ,cez>4 ,p>a ns1 livres-p5sadores1 p>a o mundo mod]no1 ha um unico pod] espiritual--a sci5cia1 e um unico pod] temporal--o trabalho4 ,sim1 meus s5hores1 fmos a ,roma1 no p>a provoc> o esc&alo1 o que s]ia improprio de hom5s que possuem uma educao philosophica des5volvida1 mas p>a d> aos jesuitas1 aos papi/as1 aos ultramontanos e aos reaccion>ios1 de todas z cres e matizes1 o exemplo da nossa cordura1 da nossa s]5idade1 da nossa reflexo e da nossa tol]ancia4 ,fmos a ,roma p>a proclam> com ,haeckel1 o celebre anti-papa1 como lhe *amavam alguns1 a consolidao def9itiva d'um pod] laico1 fundado sobre a ju/ia4 ,fmos a ,roma1 p>a combat] essa t]rivel e pod]osa hi]>*ia que se *ama o ,papismo ou o ,ultramontanismo1 e que se manife/a sob div]sos aspectos1 todos contr>ios natureza1 razo e moral3 o celibato cl]ical2 a confisso auricul>2 z indulg5cias que trans=mam o ca?olicismo em m]cantilismo de judeus repugnantes1 e a f no milagre que g]a o fanatismo e a sup]/io4 ,fmos a ,roma p>a affirm> com ,b]!lot1 outro notavel anti-papa1 que toda a educao1 p>a s] solida e efficaz1 deve lib]t>-se da influ5cia religiosa1 que1 semelhana de uma imm5sa teia de aranha1 tudo envolve e aamb>ca4 ,fmos a ,roma p>a demon/r> solemnem5te que a religio no a padrice1 como dizia ,ramalho ,ortigo1 nem a l\cura1 a idiotia1 a que ,oliveira ,m>t9s *am\ alluc9ao bifronte1 nem o delirio *ronico1 na op9io de um psi*iatra francez em95te1 porque1 n'esse caso1 t]iamos tambem que admittir o alcoolismo como um dos aspectos da religio4 ,fmos a ,roma1 p>a diz] bem alto1 com o pr(essor ,s]gi1 que todas z religies1 pela sua immobilidade1 so imcompativeis com o progresso m5tal e moral das soci$ades mod]nas4 ,a religio1 pela sua natureza e pelo seu valor1 pde e deve consid]>-se como um ph5om5o pre-hi/orico4 o producto d'uma epo*a b>b>a1 orig9ada na ignorancia e no m$o d inf]no4 ,a sub/ancia de toda a religio o feti*ismo4 ,e o ca?olicismo baseia-se1 precisam5te1 sobre o feti*ismo e o t]ror das p5as et]nas1 uma especie de inquisio1 em que o ,papa1 ,torquemada das consci5cias1 pret5de impr-se em nome de um ,deus cruel1 v+ativo e odi5to4 ,sob e/e ponto de vi/a pois1 devemos diz]1 e foi e/a a primeira concluso d ,congresso--que o 99livre p5sam5to 1 ess5cialm5te e fundam5talm5te1 anti-religioso994 ,e era de vr aquelle gr&ioso espectaculo de #d3jjj congressi/as1 repres5t&o oit5ta mil adheses moraes1 trans=m&o a aula magna d collegio romano n'um p>lam5to mondial1 como dev] s] o p>lam5to da ,cidade futura1 e m>*&o altivam5te1 em solemne cortejo1 com z suas b&eiras e os seus e/&>tes desfraldados ao v5to1 p>a a ,porta ,pia1 afim de celebr> a qu$a d pod] temporal d papa1 ou pre/&o hom5agem memoria de ,giordano ,bruno1 hoje mais viva d que nunca1 7como vivas e/o z memorias de ,gallileu1 de ,jean ,jacques ,r\sseau1 de ,voltaire1 de ,cop]nico1 de ,joo ,huss1 de ,j]onymo de ,praga1 de ,eti5ne ,dolet1 d nosso ,antonio ,jos1 ,o ,judeu17 ou descobr9do-se respeitosam5te diante da e/atua de ,g>ibaldi1 que1 t5do contribud1 mais d que n5hum outro1 p>a a qu$a d pod] temporal d papa e p>a a unidade italiana1 deix\ aos v9d\ros o enc>go de complet> a sua obra1 com o anniquilam5to d pod] !ocratico1 que1 mau grado nosso1 a9da imp]a na cidade et]na4 ,e uma vez que falei em ,roma1 p]mitta-me a assembleia que dirija uma calorosa saudao ,italia1 o glorioso paiz que1 em #cj annos1 op]\ a mais notavel evoluo dos tempos mod]nos4 ,a tradio c>bon>ia a9da se mantem ali1 viva e int5sa4 ,mazz9i foi a cabea1 a alma da revoluo2 ,g>ibaldi1 o brao =te1 o gladio flammejante1 po/o ao s]vio dos mais g5]osos ideaes4 ,onde qu] que a lib]dade p]iclitasse1 ali e/ava o h]oico e es=ado combat5te com a sua espada1 no a espada d milit> mas a espada d cidado1 e a sua camisola enc>nada que s por si era o symbolo de uma legio4 ,cavalloti1 ,imbriani1 o irrid5ti/a1 o proprio ,zan>delli1 =am os cont9uadores d'essa mesma tradio que1 trans=mada n'uma evoluo de progresso1 hoje galh>dam5te su/5tada pelos sociali/as1 fr5te dos quaes se encontram hom5s da e/atura de ,lombroso1 ,enrico ,f]ri1 ,turati1 ,labriola1 ,colajanni1 etc4 ,a9da ha p\co tempo1 n'um discurso pr(]ido no ,gremio ,luzitano1 tive occasio de diz] que os progressos d'aquelle paiz me assombr>am gr&em5te4 ,a ,italia atravess\ uma crise f9anceira to aguda como a nossa4 ,a primeira vez que a visitei1 a sua situao era angu/iosissima4 ,a9da cons]vo d'esse tempo uma nota em papel d valor de #ej ris4 ,mas um paiz no morre qu&o tem hom5s da sup]ior env]gadura de muitos italianos1 e que infelizm5te nos faltam a ns4 ,no ha pequ5os paizes2 o que ha pequ5os hom5s1 disse-o ,victor ,hugo4 ,hoje o cr$ito de ,italia e/ altura d da ,frana1 e o des5volvim5to da sua riqueza publica enorme4 ,qu] sob o ponto de vi/a mat]ial1 qu] sob o ponto de vi/a moral a sua situao invejavel1 e1 sem exagro1 se pde diz]1 que1 pelos seus progressos sci5tificos1 sobretudo1 da an?ropologia crim9al1 a ,italia dirige espiritualm5te o socialismo no mundo4 ,cont9a a s] a patria d direito1 e a noo d direito no outra c\sa s5o a evoluo da ju/ia4 ,a sua organisao revolucion>ia no desm5te z suas tradies4 ,na occasio em que se realis\ o congresso de ,roma1 deu-se na ,s>d5ha um motim popul> que impression\ pr(undam5te todos os espiritos lib]aes e avanados4 ,o s>g5to que comm&ava a =a m&\ faz] fogo sobre a multido amot9ada1 e1 d'essa ordem e/upida e brutal1 result\ fic>em f]idos muitos popul>es e mortos alguns4 ,imm$iatam5te se reuniu o comit revolucion>io e resolveu desaffront>-se d mon/ruoso delicto proclam&o a grve g]al em toda a ,italia1 o que realis\1 com espanto de todos1 no curto praso de #dh horas4 ,por aqui se pde ajuiz> da sua iniciativa1 da sua =a e da sua deciso6 ,e/e facto priv\ o congresso da palavra auctorisada dos deputados sociali/as italianos e lev\ o sr4 ,giolliti1 actual presid5te d conselho de m9i/ros1 a lanar-se impud5tem5te nos braos da reaco4 ,por essa occasio1 sem s] propheta1 eu vatic9ra o acontecim5to1 que1 alias1 foi uma consequ5cia logica dos factos4 ,o congresso de ,roma foi1 pr9cipalm5te1 uma impon5te manife/ao int]nacional4 ,a data e o local escolhidos1 o crescido num]o de congressi/as1 a ca!goria das pessoas1 que ali se reuniram1 congregadas por um mesmo ideal e por uma mesma aspirao de lib]dade1 tudo isso fez com que a magna assembleia tivesse uma altissima e innegavel significao politica4 ,o papa1 como des=o1 m&\ enc]r> o museu d ,vaticano e ord5\1 aos seus bispos1 que1 depois de concluido o congresso1 fizessem preces ao ,deus todo pod]oso1 por e/> livre d'aquella praga damn9ha de livres p5sadores1 que1 a seus olhos1 tomavam z propores de uma calamidade publica1 como a fome1 a pe/e1 a gu]ra1 ou qualqu] epidemia 7sic74 ,z c5suras e os vitup]ios d ,vaticano no logr>am imp$ir a reunio4 ,a repres5tao italiana elev\-se a mil e oitoc5tos congressi/as1 com a adheso de c5t5as de municipalidades4 ,e/e facto atemoris\ o gov]no1 e o m9i/ro de in/ruco que havia promettido assi/ir sesso inaugural1 escus\-se ultima hora4 ,o proprio batalho escol> d ,collegio ,romano1 com a sua b&a fr5te1 ao qual havia sido conc$ida lic5a p>a tom> p>te no cortejo civico1 que se dirigiu ,porta ,pia1 retroc$eu a meio cam9ho4 ,d'onde proveiu a hesitao d gov]no8 ,evid5tem5te1 das reclamaes d ,vaticano que se reputava s]iam5te (f5dido com a tol]ancia havida pelo m9i/]io p>a com os livres p5sadores4 ,m]ry del ,val1 ao contr>io d c>deal ,rampolla1 faz o jogo da triplice alliana contra a ,franca4 ,de modo que no s]ia p>a surpreh5d] que o congresso dos livres p5sadores tivesse concorrido indirectam5te p>a uma approximao entre o ,vaticano e o ,quir9al1 facto a que no extranho o imp]ador ,guilh]me4 ,o objectivo de toda e/a intrigalhada de ba/idores era evid5te3 isol> a ,frana na que/o religiosa4 ,conseguil-o-ha a triplice alliana8 ,no o crmos1 porque isso pod]ia cu/> o ?rono ao rei ,victor ,manuel4 mais pod]osa a organisao d p>tido revolucion>io italiano d que a de qualqu] outro paiz1 como j disse4 ,o m9imo pretexto pod] d> azo a uma exploso viol5ta4 ,o congresso de ,roma1 apez> de t] de lut> com a grve g]al2 apez> dos enr$os cl]icaes que lev>am ,m]ry del ,val a p$ir mis]icordia triplice alliana2 apez> da fraqueza d gov]no1 que trahiu os compromissos tomados1 em pl5o p>lam5to1 com a democracia italiana2 apez> de todos os ardis po/os em aco p>a att+ir a ,frana2 apez> de tudo1 da fraqueza de uns e da exaltao de outros1 o congresso de ,roma m>c\ um assignalado triumpho p>a o livre p5sam5to1 uma victoria decisiva p>a a democracia e um applauso caloroso obra de ,combes4 ,a que pod] attribuir-se o e/ranho des5volvim5to que se nota hoje em ,italia8 ,em nosso juizo1 no s ao culto d ,direito que floresce n'aquella t]ra1 ab5oada pela natureza e pela arte1 como em n5huma outra1 s5o tambem ao seu espirito assimilador4 ,a ,italia1 s5do uma nao lat9a1 possu9do o temp]am5to apaixonado e ard5te dos povos lat9os1 assimil\ com extraord9>ia facilidade o crit]io s]5o1 pond]ado e reflectido dos allemes com quem e/ em contacto e d'ahi d]iva evid5tem5te a sua inconte/avel sup]ioridade na civilisao d nosso tempo4 ,o que 1 porm1 o livre-p5sam5to8 ,o direito ao livre-exame4 ,no livre-p5sam5to1 ha lib]dade e p5sam5to4 ,no devemos sacrific> nem o p5sam5to nem a lib]dade4 ,o livre-p5sam5to affirma o direito1 p>a o homem1 de se subtrahir a toda a auctoridade1 a todo o dogma1 procur&o a v]dade1 por meio de uma indagao indef9ida4 ,e o fim d livre-p5sam5to a emancipao da humanidade1 p>a att+ir p\co a p\co a unidade moral e intellectual1 i/o 1 a solid>i$ade entre os hom5s e entre os povos4 ,sobre e/e ponto1 a concluso votada pelo congresso foi cl>a e ca!gorica3 ,o congresso affirma que o livre-p5sam5to tem por fim emancip> o espirito humano de todas z cr5z e prejuizos religiosos que e/o em flagrante contra/e com os resultados da sci5cia2 affirma que o livre-p5sam5to no deve sm5te combat] os prejuizos e dogmas religiosos1 mas tambem1 e pr9cipalm5te1 os politicos e sociaes que so1 pelo m5os1 egualm5te prejudiciaes humanidade4 ,decl>a que a emancipao intellectual e moral no possivel s5o por meio da emancipao mat]ial e economica da classe op]>ia da oppresso capitali/a que sobre ella pesa1 emancipao que lib]t> a humanidade inteira de todas z oppresses1 assegur&o a todos o direito vida4 ,o livre p5sam5to1 segundo a op9io auctorisada de ,f]d9& ,buisson1 o egregio pr(essor da ,sorbonne1 no uma d\tr9a1 antes um me?odo1 qu] diz]--uma maneira de cada um dirigir o seu p5sam5to1 e1 por consegu9te1 a sua aco1 em todos os dom9ios da vida individual e social4 ,longe de c$] t5tativa de con/ruir prematuram5te um sy/ema def9itivo1 o livre p5sam5to prope humanidade1 como o qu] a natureza das coisas1 a inve/igao indef9ida da ,v]dade pela ,sci5cia1 d ,bem pela ,moral e d ,bello pela ,arte4 ,uma soci$ade que se inspira n'e/e me?odo1 tem por primeiro dev] arranc> a todos os s]vios publicos 7adm9i/rao1 ju/ia1 in/rucco1 b5efic5cia1 etc47 todo o c>act] congregani/a4 ,o laicismo integral d ,e/ado a pura e simples applicao d livre p5sam5to vida collectiva da soci$ade1 que consi/e em sep>> a egreja d ,e/ado1 no sob a frma d'uma p>tilha de attribuies entre duas pot5cias que tratam de egual p>a egual1 mas g>ant9do s op9ies religiosas a mesma lib]dade que a todas z outras op9ies1 recus&o-lhe todavia o direito de int]v5o nos negocios publicos4 ,o livre p5sam5to 1 pois1 logicam5te1 o g]ador d'uma sci5cia social1 d'uma moral social e d'uma e/hetica social que1 ap]feio&o-se pelos proprios progressos da consci5cia publica1 con/ituiro um regim5 de ju/ia1 por isso que a ju/ia social no s5o a razo applicada pela humanidade ao seu proprio gov]no1 regulador de relaes entre os hom5s e entre os povos4 ,n\tros t]mos3 o livre p5sam5to ,laico1 ,democratico e ,social1 qu] diz] que regeita1 em nome da dignidade da pessoa humana1 o triplice jugo d pod] abusivo da auctoridade1 em mat]ia religiosa1 d privilegio em mat]ia politica e d capital em mat]ia economica4 ,nunca a que/o havia sido po/a com tal nitidez e rigor2 z concluses d congresso1 sob o ponto de vi/a da educao1 d ens9o e dos s]vios hospital>es1 bem o demon/ram3 ,os livres p5sadores1 consid]&o que a educao religiosa uma peia ao des5volvim5to d p5sam5to humano1 affirmam a laicidade da escola2 consid]&o que a religio uma que/o intima das cr5z e das consci5cias1 affirmam a laicidade d ,e/ado2 consid]&o que z mon>*ias baseiam os seus direitos no pr9cipio h]$it>io e na tradio d direito div9o1 affirmam a necessidade da ,republica1 como sy/ema civil e laico da organisao politica de todos os paizes e como meio de alcanar um melhor modo de s] social que assegure o bem e/> da humanidade4 ,em mat]ia de ens9o1 foi votada por gr&e maioria a propo/a d illu/re pr(essor ,s]gi1 na qual se consigna que se prohiba o ens9o aos religiosos1 s5do sub/ituida a moral religiosa pela que se funda na sci5cia e na solid>i$ade humana1 i/o 1 a que d]iva das leis da vida e da soci$ade4 ,n'essa propo/a fica tambem consignado que ao ,e/ado deve p]t5c] o ens9o laico4 ,o congresso aconselh\ a que se promova1 onde seja possivel1 a creao de univ]sidades popul>es ambulantes4 ,sobre a laicisao dos hospitaes e manicomios1 o congresso1 consid]&o que a pres5a d pessoal religioso dirig5te nos hospitaes e manicomios corresponde ao in/9cto de cons]vao da classe privilegiada e no a n5huma necessidade te*nica e muito m5os moral de trat> dos enf]mos2 que o celibato obrigatorio1 a vida clau/ral e aspirao my/ica matam todas z actividades individuaes e todo o pr9cipio moral1 condio indisp5savel p>a o ex]cicio de uma pr(isso em95tem5te humana3 affirma que e/e sy/ema no tem n5huma g>antia sci5tifica1 porque entrega a direco das salas dos hospitaes a pessoas que no teem o m5or prep>o pr(issional2 e e/ demon/rado pela exp]i5cia1 que a adm9i/rao conc$ida aos religiosos no repres5ta economia alguma1 mas sim um ref9ado sy/ema de vantag5s p>a o pessoal de enf]m>ia e de p>cialidade p>a com os enf]mos ca?olicos2 e s] e/e sy/ema um p]man5te att5tado lib]dade de consci5cia e uma b>reira contra a elevao moral da pr(isso2 e repres5t>em muitas localidades um ob/aculo prem$itado occupao digna de uma boa p>te d prolet>iado fem99o4 ,e1 por ultimo1 e/e pr9cipio g5]ico de boa ori5tao lib]al e sci5tifica3 ,o congresso int]nacional d livre p5sam5to de ,roma1 decl>a adopt> a !oria g]al das evolues cont9uas e sem a int]v5o de n5huma div9dade2 a natureza inteira animada ou inanimada1 t]re/e e cele/e4 ,s]ia1 com effeito1 illogico e absurdo1 qu]] a abolio da tutella religiosa e no qu]]1 ao mesmo tempo1 a abolio da tutella politica e economica4 1 por isso1 que muitas vezes t5ho dito aos meus correligion>ios e amigos que no ba/a s mud> de rotulo1 como succ$e com z g>rafas de v9ho1 cons]v&o a mesma corrupo e os mesmos vicios3 preciso trans=m> radicalm5te o modo de s] da soci$ade1 elim9&o1 por egual1 todos os ob/aculos e todos os e/orvos que se oppem m>*a triumphante d progresso4 ,das tres reaces que1 pres5tem5te1 assolam e opprimem a soci$ade3 a reaco capitali/a1 e qu&o digo capitalismo refiro-me ao abuso e explorao d capital2 a reaco milit>i/a1 i/o 1 o milit>ismo pr(issional que synonimo de gu]ra1 e a reaco cl]ical1 ou antes o p]igo negro bem mais temivel que o p]igo am>ello1 e/a a mais fune/a p>a os povos4 ,e porque8--,porque1 sugge/ion&o a mulh]1 s] fraco1 e empolg&o-a pelo s5tim5to1 tem uma influ5cia decisiva sobre os de/9os da humanidade4 ,porque1 apod]&o-se d c]ebro da creana e amold&o-o aos seus capri*os1 e muitas vezes aos seus intuitos crim9osos1 ex]ce uma aco delet]ia sobre z g]aes1 muito semelhante aco d'um env55am5to l5to4 ,eis aqui1 o motivo porque1 de norte ao sul da ,europa1 a palavra de ordem s uma3 gu]ra ao cl]icalismo1 i/o 1 gu]ra ao inimigo commum1 mas uma gu]ra de ext]m9io1 sem treguas nem rep\so4 ,o livre p5sador no pois1 ap5as o inimigo de uma seita1 de um culto ou de um sy/ema religioso ou philosophico2 o inimigo de todas z religies1 sejam ellas quaes =em1 porque todas enf]mam egualm5te d mesmo vicio inicial4 ,z religies1 disse ,luiz ,bu*n]1 so como os pyrilampos--c>ecem da escurido p>a brilh>4 ,quem diz ,biblia1 quem diz ,evangelho1 quem diz ,alcoro diz fanatismo4 ,o prurido d or?odoxia d\tr9al1 de correco dogmatica1 teem sido levados to longe1 que1 apez> da dura dos co/umes1 que cada vez tol]am m5os os *amados delictos de op9io1 z p]seguies religiosas cont9uam a s] muito frequ5tes4 ,d mesmo modo o republicano o inimigo d privilegio e de todo o pr9cipio dyna/ico1 qualqu] que seja o paiz em que a mon>*ia prevalea4 ,por logica e coh]5cia1 no se pde por isso conceb] um livre p5sador que no seja1 ao mesmo tempo1 republicano e sociali/a4 ,=am e/as z duas affirmaes d congresso de maior significao philosophica e da mais alta transc5d5cia politica4 ,p>a bem atte/> a gr&eza das aspiraes que animavam os congressi/as de todos os paizes que ali se a*avam repres5tados em to avultado num]o1 ba/> affirm> que1 def9idos os intuitos da reunio1 o primeiro acto d congresso foi uma saudao calorosa a todas z victimas da reaco e d despotismo4 ,z leis *amadas scel]ates1 leis b>b>as e crueis1 entre z quaes figura a mon/ruosa e abom9avel lei de #ac de fev]eiro1 muito c\tribuiram p>a isso4 ,t5do a respectiva seco ent5dido que o p>ec] de cada commisso devia s] conglobado n'um prote/o g5]ico1 de modo a torn> collectiva a saudao1 o congresso vot\ por unanimidade a segu9te moo3 ,os delegados ao congresso univ]sal d livre-p5sam5to1 reunidos no ,collegio ,romano1 a #bj de setembro de #aijd1 saudam o prolet>iado d mundo1 affirmam1 em fr5te d ,vaticano1 os immutaveis direitos da ,razo guiada pela ,sci5cia2 prote/am contra todas z fraudes religiosas e capitali/as2 invocam com todas z suas =z o re9ado da ,ju/ia e da ,egualdade1 z quaes sm5te pod]o pr t]mo s gu]ras int]nacionaes1 ao antagonismo de classe1 e assegur> ao mundo a paz univ]sal que sub/ituir vantajosam5te a oppresso moral e religiosa pela solid>i$ade humana1 tornada lei univ]sal4 ,o congresso envia a expresso da sua sympa?ia a todas z victimas da reaco e exprime o voto de que os presos politicos de todos os paizes sejam imm$iam5te po/os em lib]dade4 ,ba/>ia em nosso juizo1 e/a affirmao da consci5cia collectiva p>a prov> ao mundo que1 longe de t] sido e/]il a obra d congresso1 foi1 pelo contr>io1 das mais fecundas por t] contribuido p>a esse almejado accrdo int]nacional em que to devotadam5te e/o emp5hados todos os espiritos que aspiram a uma era de ,ju/ia e de ,paz4 ,se1 pelo num]o de congressi/as1 se tornava impossivel uma discusso ampla e s]5a dos assumptos dados p>a ordem d dia1 c]to que o trabalho das commisses1 que eram p>a assim o diz]1 uns segundos congressos1 suppriram at c]to ponto1 aquella falta4 ,a lib]dade de p5sam5to1 a lib]dade de consci5cia1 a primeira de todas z lib]dades1 da qual todas z outras dimanam4 ,a lib]dade de impr5sa1 a lib]dade de reunio e a lib]dade de associao1 no pod]iam subsi/ir sem aquella4 ,z leis1 z regulam5taes (ficiaes e z peias burocraticas so um ob/aculo ao des5volvim5to de qualqu] d'e/as lib]dades que p>a ns so sagradas e absolutas4 ,qualqu] individuo deve t] o direito de se reunir onde quiz] e qu&o quiz]1 sem p>ticipao de qualqu] natureza auctoridade4 ,mais que os tribunaes1 os desm&os da impr5sa encontram o seu correctivo na op9io publica4 ,a approvao dos e/atutos d'uma associao pelo gov]no um entrave a um legitimo direito e que se no compreh5de por colloc> z associaes na dep5d5cia d'um capri*o adm9i/rativo4 ,tudo o que diz respeito lib]dade1 1 p>a ns1 sagrado e absoluto1 repetimos1 e por isso se nos afigura que ao congresso de ,roma se deve um alto b5eficio por t] ori5tado to sup]iorm5te a democracia mod]na4 ,a um adv]s>io de todas z religies1 ao pan!i/a ,sp9oza1 c\be a honra de t] sido o primeiro a reiv9dic> no sm5te a tol]ancia1 s5o tambem a lib]dade de p5s> e de cada um manife/> livrem5te z suas op9ies4 ,como os dei/as +lezes que vi]am mais t>de1 intitul&o-se os primeiros livres p5sadores1 elle d$uziu a !oria da lib]dade de p5s> d facto da tol]ancia que z div]sas seitas prote/antes us>am entre si1 em ,am/]dam4 ,foi por e/a evoluo de tol]ancia que os colonos da ,am]ica acab>am por consid]> a lib]dade de p5s>1 como um direito inh]5te p]sonalidade humana4 ,o sabio pr(essor ,jell9ck acaba de demon/r> que z decl>aes dos direitos d homem que s]viram de preambulo s con/ituies dos ,e/ados da ,unio ,am]icana e que do uma ideia d'aquella que adopt\1 em #aghi1 a ,assembleia ,con/itu9te da ,frana1 tiv]am a sua origem hi/orica nos pr9cipios de ,p5n e de ,rog] ,william e teem sido praticados pelos ,e/ados ,unidos da ,am]ica que d'ellas tir\ a consequ5cia logica1 proclam&o a sep>ao da ,egreja d ,e/ado4 um facto duplam5te importante1 porque e/abelece que os direitos d homem1 que a ,revoluo franceza proclam\ e que so hoje a base da con/ituio de todos os paizes livres1 teem a sua origem hi/orica assim como a sua base racional na lib]dade de consci5cia e que1 tanto em ,frana como na ,am]ica1 aquelles que reconhec]am e proclam>am os direitos d homem =am levados logicam5te a d$uzir d'elles a sep>ao da ,egreja d ,e/ado que a ,frana pratic\ de #agie a #ahja1 e que fic\ s5do uma das bases inconte/adas da democracia am]icana4 ,todas z con/ituies dos ,e/ados civilisados proclamam ha muito a lib]dade absoluta da consci5cia e das suas manife/aes ext]iores1 ou1 pelo m5os1 a tol]ancia p>a com todas z op9ies4 ,mas e/e pr9cipio entravado na pratica por re/rices e privilegios de toda a ordem1 pod5do mesmo diz]-se que a applicao completa e imp>cial das consequ5cias logicas da lib]dade de consci5cia no tem sido at hoje integralm5te realisada s5o na ,am]ica4 ,em pl5o seculo ,,xx1 por uma suprema irriso1 a9da se in/auram processos por (f5sas religio1 como succ$e1 a cada passo1 entre ns4 ,a titulo de in=mao1 importa aqui consign>1 que a egreja ca?olica mantem p]ante o e/ado pret5ses exorbitantes e intol]aveis4 ,por uma incompreh5sivel evoluo1 o ca?olicismo torn\-se contraditorio com z normas e os preceitos d seu fundador4 ,at ,c>los ,magno1 o imp]ador1 foi o *efe da egreja submettida ao ,e/ado4 ,a egreja or?odoxa d ,rito grego1 fic\ sob e/a tutella1 e a ,russia1 um vivo ana*ronismo no mundo mod]no1 uma amo/ra d'e/e regim5 bysant9o4 ,foi o *ri/ianismo que1 pela primeira vez1 e/abeleceu a sep>ao entre o pod] espiritual e o pod] temporal2 e ,*ri/o1 proclam&o que o mundo p]t5ce a ,ces> e a alma a ,deus1 pde e deve s] consid]ado como o primeiro apo/olo da sep>ao da ,egreja d ,e/ado4 ,se h\vesse logica e respeito pelos pr9cipios1 os ca?olicos deviam s] os primeiros a adopt> tal m$ida2 mas os int]esses1 z conv5i5cias1 a ignorancia1 o fanatismo1 a sup]/io1 fallam n'elles mais alto1 d que a obra de ,jesus1 de que se dizem os cont9uadores4 ,a sep>ao completa1 radical1 absoluta d e/ado da egreja2 a abolio de qualqu] privilegio conc$ido no importa a que culto ou a que cr5a1 no som5te a consequ5cia logica d pr9cipio da lib]dade de consci5cia1 s5o tambem o resultado necess>io da evoluo das relaes entre a ,egreja e o ,e/ado nos tempos mod]nos e uma necessidade politica primordial p>a todos os paizes livres4 ,a exp]i5cia de sep>ao feita no ,mexico1 paiz de populao exclusivam5te ca?olica e1 durante muito tempo1 victima da ,inquisio hespanhola1 1 sem duvida1 a mais int]essante p>a ns1 por isso que o resultado no podia s] mais lisongeiro1 vi/o como o ,mexico se pde e deve consid]> como o ,e/ado mais pod]oso1 mais prosp]o1 mais e/avel e mais tranquillo de toda a ,am]ica hespanhola4 ,a sep>ao no deu log> a qualqu] excitao politica1 desde a qu$a de ,maximiliano que su/5tava os cl]icaes1 e no con/a que qualqu] p>tido tivesse nunca p5sado em reclam> o antigo e/ado de coisas4 ,o cl]o ca?olico possuia no ,mexico o t]o dos b5s das t]ras e z suas r5das eram accresc5tadas com cem milhes por anno2 c]tos prelados possuiam um milho de r5da e a influ5cia da ,egreja sobre z populaes indianas p>ecia inde/ructivel4 ,o ,e/ado foi secul>isado1 o ens9o laicisado1 os conv5tos supprimidos e os b5s d cl]o v5didos1 e1 apes> d'essa trans=mao1 todos se s5tem bem e o proprio cl]o nada reclama4 ,ao contr>io d que p5sava ,emile de ,laveleye1 e/a exp]i5cia prova que no difficil realis> nos paizes ca?olicos z solues democraticas que elle a*ava racionaes p>a os paizes prote/antes4 99 99 99 99 99 ,nunca um assumpto foi mais palpitante d que e/e3 a sep>ao da ,egreja d ,e/ado4 ,por isso se nos afigura de toda a opportunidade ref]ir o que1 c]ca da que/o1 se pass\ no congresso de ,roma1 e que ba/ante influiu1 a nosso vr1 no projecto d gov]no francez4 ,os paizes em que ha a religio d ,e/ado1 so a ,russia1 a ,r\mania1 a ,s]via1 a ,bulg>ia1 a ,grecia1 a ,hespanha1 ,portugal1 a ,columbia1 o ,p]1 o ,*ili1 a ,republica ,arg5t9a1 a ,bolivia1 ,v5ezuella1 ,equador1 ,italia1 a ,suecia1 a ,noruega e a ,d9am>ca4 ,o primeiro dos qu>5ta e dois mil artigos d codigo russo1 diz textualm5te que o imp]ador de todas z ,russias um sob]ano autocrata e absoluto4 ,o proprio ,deus ord5a a ob$i5cia ao seu pod] supremo1 no s pela cr5a s5o tambem por um dev] de consci5cia4 ,e/e facto 1 por si1 o ba/ante1 p>a prov> que a religio d ,e/ado um dos meios adoptados pelos *efes das naes p>a melhor pod]em opprimir e escravis> os povos4 ,no ,p]u1 como na maioria dos paizes onde exi/e a religio d ,e/ado1 a con/ituio proclama que a nao pr(essa a religio ca?olica apo/olica romana1 no 99p]mitt9do o ex]cicio publico de n5huma outra994 ,qu] diz]3 a religio d ,e/ado no s traduz intol]ancia como tambem significa despotismo e viol5cia4 ,z naes com cultos reconhecidos e privilegiados so z segu9tes3 a ,prussia1 a ,bavi]a1 a ,saxonia e a ,au/ria4 ,exi/e a sep>ao da ,egreja d ,e/ado nos 99,e/ados ,unidos da ,am]ica992 na 99,suissa992 no 99,mexico991 em que a con/ituio de #be de setembro de #ahgc consigna que o ,e/ado e a ,egreja so indep5d5tes e que o congresso no pde promulg> leis1 e/abelec5do ou prohib9do qualqu] religio2 no 99,brazil991 em que se prohibe aos ,e/ados como ,conf$]ao e/abelec]1 subv5cion> ou entrav> o ex]cicio dos cultos religiosos2 99,guatemala99 e o 99,japo991 onde o ,e/ado p]feitam5te leigo4 ,os paizes onde a ,egreja livre1 mas subsidiada e privilegiada1 so a ,belgica1 a ,holl&a e o ,luxemburgo4 ,pela sep>ao da ,egreja d ,e/ado1 cessam os subsidios1 os ord5ados1 os sal>ios1 z indemnisaes1 e os auxilios conc$idos ao cl]o1 a qualqu] culto1 ou a qualqu] in/ituio religiosa4 ,o projecto ,combes deixa s associaes o us(ructo gratuito dos edificios d culto1 durante dois annos4 ,outros mais radicaes desej>iam o imm$iato arr5dam5to das egrejas a longo praso ou a v5da em ha/a publica4 ,mas tornava-se indisp5savel1 no int]esse da causa lib]al1 que a transio fosse1 quanto possivel1 mod]ada1 e em h>monia com z circum/ancias de mom5to4 ,como o projecto ,combes reflecte1 mais ou m5os1 os pr9cipios proclamados no ,congresso de ,roma1 com o applauso dos lib]aes e dos democratas de todos os paizes1 publicamos em seguida algumas das suas disposies g]aes4 ,artigo #a4--;,a p>tir d #a4 de janeiro que se seguir promulgao da pres5te lei1 so e ficam supprimidos3 todas z despezas publicas p>a o ex]cicio ou manut5o de qualqu] culto2 todos os ord5ados1 indemnisaes1 subsidios ou auxilios conc$idos aos m9i/ros de qualqu] culto1 pelos fundos d ,e/ado1 dos dep>tam5tos1 das communas ou dos e/abelecim5tos hospital>es publicos4 ,art4 #b4--;,durante dois annos1 a p>tir d #a4 de janeiro1 que se seguir promulgao da pres5te lei1 s] deixado s associaes o us(ructo gratuito dos edificios d culto4 ,decorrido e/e p]iodo de tempo1 cess> o direito de us(ructo gratuito dos edificios religiosos3 ca!draes1 egrejas1 capellas1 templos e synagogas1 bem como dos edificios de sem9>ios e de habitao1 arcebispados1 presbyt]ios1 po/os disposio dos m9i/ros dos cultos pelo ,e/ado1 pelos dep>tam5tos e pelas communas4 ,art4 #c4--,os b5s mobili>ios e immobili>ios p]t5c5tes s confr>ias1 fabricas1 consi/orios1 conselhos presbyt]iaes e outros edificios publicos de/9ados aos cultos ant]iorm5te reconhecidos1 s]o conc$idos1 a titulo gratuito1 s associaes que se =m>em p>a o ex]cicio de um culto1 nas antigas circumscripes ecclesia/icas em que se encontr>em esses b5s4 ,e/as concesses que s t]o effeito a p>tir d #a4 de janeiro que se seguir promulgao da pres5te lei1 s]o feitas d5tro dos limites das necessidades d'e/as associaes1 por decreto d ,concelho de ,e/ado ou por alv> prefeitoral1 segundo o valor d'esses b5s se elev> ou no a dez mil francos1 por um p]iodo de dez annos1 e com o enc>go de d> conta d'elles ao expir> esse p]iodo4 ,z concesses pod]o s] r5ovadas nas mesmas condies por p]iodos de egual ou m5or durao4 ,no pod]o s] incluidos n'e/as concesses3 #a4 os pr$ios prov5i5tes de doaes ao ,e/ado1 que volt>o a p]t5c]-lhe2 #b4 os b5s de/9ados a um fim c>itativo1 que s]o conc$idos por decreto d concelho de ,e/ado ou por alv> prefeitoral1 segundo a di/9co acima preceituada1 a e/abelecim5tos situados na communa ou na circumscripo4 ,os b5s no conc$idos no praso de um anno1 e aquelles cuja concesso no t5ha sido p$ida de novo1 s]o de/9ados1 da mesma frma1 aos e/abelecim5tos de assi/5cia acima visados4 ,art4 #d4--,os m9i/ros dos cultos1 que1 pela applicao da pres5te lei1 deix>em de ex]c] funces retribuidas pelo ,e/ado1 receb]o z segu9tes p5ses e subsidios3 #a4--;,aos p>o*os e coadjuctores1 vig>ios g]aes e conegos1 de mais de #fj annos de edade1 e cont&o pelo m5os #be annos de s]vio1 #ijj francos2 aos vig>ios nas mesmas condies1 #cej francos4 #b4--;,aos p>o*os e coadjutores1 vig>ios g]aes e conegos de mais de #ej annos de edade e cont&o pelo m5os #bj annos de s]vio1 #gej francos2 aos vig>ios nas mesmas condies1 #cjj francos4 #c4--;,aos p>o*os e coadjuctores1 vig>ios g]aes e conegos de mais de #dj annos de edade e cont&o pelo m5os #ae annos de s]vio1 #fjj francos2 aos vig>ios nas mesmas condies1 #bej francos2 #d4--,os p>o*os e coadjuctores de m5os de #dj annos receb]o1 durante #d annos1 um subsidio de #djj francos4 ,os m9i/ros dos cultos prote/ante e israelita1 os directores e pr(essores dos sem9>ios d'e/es cultos t]o z mesmas p5ses e subsidios que os p>o*os e coadjuctores1 segundo z di/9ces acima citadas e m$iante taxas calculadas nas mesmas propores em relao aos actuaes ord5ados4 ,os arcebispos e bispos1 e o gran-rab9o d ,consi/orio c5tral1 t]o um subsidio de #a3bjj francos4 ,e/as p5ses e subsidios cess>o de direito no caso de condemnao a p5a afllictiva ou infamante1 ou por qualqu] dos delictos previ/os nos artigos #ag e #ai da pres5te lei4 ,z condies de pagam5to d'e/as p5ses e subsidios bem como todas z m$idas t5d5tes a assegur> a execuo d pres5te artigo1 s]o det]m9adas por um regulam5to de adm9i/rao publica4 ,art4 #e4--,os edificios e outros b5s de/9ados aos cultos ant]iorm5te reconhecidos1 e que p]t5c]em ao e/ado1 aos dep>tam5tos ou s communas1 s]o conc$idos1 a titulo on]oso1 a associaes que se =m>em p>a o ex]cicio de qualqu] culto1 nas antigas circumscripes ecclesia/icas em que se encontr>em esses b5s4 ,essas concesses1 que s comearo a vigor> a p>tir d #a4 de janeiro que se seguir promulgao da pres5te lei1 s]o feitas a d5tro dos limites das necessidades d'essas associaes1 por decreto d conselho de e/ado ou por alv> prefeitoral1 con=me esses b5s p]t5c]em ao e/ado1 aos dep>tam5tos ou s communas1 por um p]iodo de dez annos1 com o enc>go de d>em conta d'ellas ao expir> o praso1 e de t]em a seu c>go z despezas de cons]vao e gr&es rep>aes4 ,pod]o s] r5ovadas1 nas mesmas condies1 por p]iodos da mesma ou m5or durao4 ,o preo da concesso no pod] exc$] a decima p>te das receitas annuaes da associao1 v]ificadas segundo z disposies d artigo #i da pres5te lei4 ,p>a z gr&es rep>aes pod]o s] conc$idos subsidios aos dep>tam5tos e s communas1 d5tro dos limites d cr$ito inscripto annualm5te no oram5to d m9i/]io d int]ior4 ,os b5s no reconhecidos uteis p>a z necessidades das associaes d'um culto1 ou cuja concesso no t5ha sido p$ida de novo1 pod]o1 sob z mesmas frmas1 s] conc$idos a outro culto ou de/9ados a algum s]vio publico4 ,os conselhos municipaes e os conselhos g]aes s]o *amados a d> p>ec] sobre z concesses de b5s1 communaes e dep>tam5taes4 ,z associaes =madas p>a occorr] s despezas da manut5o de qualqu] culto1 no fic>o sujeitas s demais prescripes d'e/a lei1 sob res]va das segu9tes disposies3 ,dev]o t] por fim exclusivo o ex]cicio dum culto1 no pod5do empreg> e/rangeiro algum no ex]cicio d'esse mesmo culto4 ,os seus adm9i/radores ou directores dev]o s] franceses1 e/> d goso dos seus direitos civis e t]em o seu domicilio no canto onde se encontr>em os edificios consagrados ao ex]cicio d culto4 ,z c]imonias de um culto1 procisses ou quaesqu] outras manife/aes religiosas nunca pod]o realis>-se na via publica1 nem em n5hum log> publico1 com excepo das c]imonias funebres1 nem em qualqu] edificio publico1 alm dos que =em conc$idos a um culto4 prohibido p>a o futuro erigir ou colloc> qualqu] emblema religioso em monum5tos publicos ou em qualqu] log> publico com excepo dos edificios conc$idos p>a o ex]cicio de um culto dos t]r5os das sepulturas privadas dos cemit]ios1 bem como dos museus ou exposies publicas4 ,z reunies p>a a celebrao de um culto s pod]o t] log> prec$5do decl>ao feita nas frmas e condies da lei4 prohibido s]vir-se d edificio de/9ado a um culto1 p>a n'elle effectu> reunies politicas4 ,so punidos com multa de #ajj a #a3jjj francos e priso de seis dias a tres mezes1 ou d'uma s d'e/as p5alidades1 os que1 ou por ameaz ou por abusos da auctoridade1 ou faz5do tem] a outrem a p]da de um emprego ou qualqu] prejuizo sua pessoa1 familia ou =tuna1 tiv]em t5tado con/rang] ou imp$ir uma ou mais pessoas ao ex]cicio de um culto1 a concorr] p>a z despezas d mesmo1 celebr> c]tas fe/as1 obs]v> tal ou tal dia de rep\so1 e1 por consegu9te1 abrir ou fe*> z suas (fic9as1 lojas ou armaz5s1 faz] ou ab&on> det]m9ados trabalhos4 ,todo o m9i/ro de um culto que1 nos log>es onde se ex]c] esse culto1 tiv]1 por meio de discursos pr(]idos1 leituras feitas1 escriptos di/ribuidos ou c>tazes expo/os ao publico1 ultrajado ou diffamado um membro d ,gov]no ou das ,cam>as1 ou alguma auctoridade publica1 ou que tiv] procurado influir d voto dos eleitores ou det]m9a-l'os a ab/]-se de vot>1 s] punido com a multa de #ejj a #c3jjj francos e priso d'um mez a um anno1 ou d'uma s d'essas duas p5as4 ,se algum discurso pr(]ido ou escripto affixado1 lido ou di/ribuido publicam5te1 nos log>es onde se ex]c] um culto1 contiv] qualqu] provocao directa a resi/ir execuo das leis ou aos actos legaes da auctoridade publica1 ou t5d] a sublev> ou a arm> pessoas umas contra z outras1 o m9i/ro d culto que d'isso se tiv] tornado culpado1 s] punido com priso de tres mezes a dois annos1 i/o sem prejuizo das p5as de cumplicidade1 d caso em que a provocao haja sido seguida de s$io1 revolta ou gu]ra civil4 ,a sep>ao da ,egreja d ,e/ado1 longe de s] uma m$ida p]turbadora1 antes1 ao contr>io1 uma salvagu>da dos int]esses publicos e uma g>antia de ordem e de h>monia social4 99 99 99 99 99 ,o que o papa e qual a sua situao p]ante os ,e/ados8 ,a e/a int]rogao1 responde triumphantem5te o deputado francez ,gu/avo ,hubb>d1 no seu bello relatorio apres5tado ao congresso1 intitulado--,z relaes diplomaticas entre os ,e/ados e z ,egrejas4 ,o ,papa de ,roma no s5o o *efe d syndicato ca?olico univ]sal e no pde s] consid]ado como um sob]ano no s5tido juridico da palavra4 ,z conv5es das concordatas no pdem t] c>act] de tratados int]nacionaes4 ,os enviados d ,papa1 sejam elles quaes =em1 legados1 nuncios1 etc41 no devem s] consid]ados como v]dadeiros ag5tes diplomaticos4 ,a repres5tao das naes junto d ,papa e z relaes entre elle e os div]sos gov]nos so relaes exclusivam5te de direito int]no e no dizem respeito s relaes diplomaticas exi/5tes entre z pessoas sob]anas eguaes e autonomas que con/ituem a soci$ade juridica dos povos civis4 ,os div]sos gov]nos teem o direito de consid]> o ,papa como um simples cidado1 *efe de um va/o syndicato de individuos de diff]5tes nacionalidades e1 por consequ5cia1 todo o acto que t5d] a attribuir-lhe uma sob]ania1 embora limitada1 sobre a cidade de ,roma ou sobre uma qualqu] poro d t]ritorio italiano1 s] uma violao da indep5d5cia e da autonomia1 s quaes tem direito a nao italiana4 ,sabe-se que1 apez> de todos os es=os1 o papa no p\de conseguir que o seu repres5tante na ,haya1 fosse admittido na conf]5cia da ,paz1 que abriu v]dadeiram5te a era d direito cosmopolita mod]no e da legislao int]nacional4 ,o papa no logr\ faz]-se reconhec] na ca!goria das pessoas moraes sob]anas1 em pl5o ex]cicio1 que =mam z soci$ades juridicas dos povos civilisados egualm5te autonomos4 ,e/a deciso das pot5cias1 to cl>am5te oppo/a s tradies pontificias dos seculos passados1 foi rigorosa1 sob o ponto de vi/a juridico1 por isso que n5hum *efe de religio1 ap5as como *efe de religio1 era *amado1 ou podia mesmo sel-o1 a figur> n'e/a soci$ade dos povos civilisados4 ,o corpo diplomatico1 con/ituido pelo conjuncto dos div]sos gov]nos junto d ,vaticano1 absolutam5te di/9cto d v]dadeiro corpo diplomatico que reside em ,roma e que o unico acr$itado junto d sob]ano italiano em con=midade com z conv5es e os co/umes int]nacionaes4 ,os embaixadores da ,au/ria1 da ,hespanha1 de ,portugal1 os m9i/ros pl5ipot5ci>ios da ,bavi]a1 da ,belgica1 da ,bolivia1 d ,brazil1 d ,equador1 da ,co/a ,rica1 d ,*ili1 de ,guatemala1 de ,monaco1 de ,nic>agua1 d ,p]1 da ,republica ,arg5t9a1 d ,s4 ,salvador1 o enc>regado dos negocios da ,prussia1 gosam de immunidades diplomaticas em ,roma1 mas ap5as em virtude da lei italiana4 ,e/as legaes1 podem pois1 desapp>ec]1 por uma simples deciso unilat]al dos pod]es que repres5tam1 sem que se produza a tal respeito uma violao de qualqu] pacto int]nacional4 99 99 99 99 99 ,os relalorios dos deputados1 belga ,georges ,lor& e francez ,gu/ave ,hubb>d1 de cuja d\tr9a1 acabamos de s] n'e/e log> os fieis int]pretes1 con/ituiram p>a o congresso1 com a !oria d monismo apres5tada pelo em95te sabio ,haeckel os tres pr9cipaes objectos de discusso4 ,o que o monismo8 ,o monismo1 por s] a frma mais mod]na e a mais compreh5siva d mat]ialismo1 exclue absolutam5te da natureza a aco e a pres5a d'um ,deus qualqu]4 ,no exi/e um espirito creador1 nem uma mat]ia creada1 vivificada por esse mesmo espirito4 ,no ha s5o uma c\sa no mundo4 7,monos significa em grego s1 unico74 ,essa c\sa revela-se-nos umas vezes =a1 outras vezes mat]ia1 e1 a9da outras vezes1 vida1 consci5cia1 s5tim5to1 intellig5cia1 espirito e alma4 ,mas1 sob e/as frmas div]sas1 o mundo no s5o um4 a antiga d\tr9a de ,democrito1 de ,leucippe1 de ,epicuro e de ,lucrecio1 =tificada e enriquecida pelas descob]tas da sci5cia mod]na4 ,foi e/a a d\tr9a que ,haeckel corrobor\ e ampli\ com os seus admiraveis e/udos consagrados biologia1 em virtude da qual os pequ5os v]tebrados passam rapidam5te por todas z phases da vida1 reproduz9do1 por trans=maes successivas1 a srie total dos s]es vivos at ao mais alto grau de p]feio relativa1 que repres5ta a sua propria especie4 ,compreh5de-se o p>tido que o sabio allemo tir\ d'e/a lei to decisiva1 com respeito aos antigos prejuizos1 relativos fixidez1 immutabilidade das especies1 creao e ao creador4 uma das provas mais demon/rativas em favor da unidade e da id5tidade da vida em toda a srie animal4 ,a concluso que1 no dom9io da vida assim como no dom9io da natureza e d ,univ]so1 ha unidade e cont9uidade4 ,o monismo repres5ta pois1 a ,v]dade4 ,int]rogado por um jornali/a francez1 ,haeckel decl>\ o segu9te3 ,t5ho a ideia de fund> uma alliana de moni/as1 de/9ada a propag>1 nos diff]5tes meios1 a concepo d mundo baseado sobre a !oria d monismo4 ,n'e/e int5to dividi o meu programma em duas p>tes3 o ,monismo !orico e o ,monismo pratico4 ,no primeiro1 a concepo unit>ia d mundo baseada exclusivam5te sobre os dados da sci5cia1 adquiridos pela razo1 por meio da exp]i5cia critica4 ,a d\tr9a moni/a liga-se ao trans=mismo de ,lam>ck 7evoluo da vida1 =mao das especies1 por via da trans=mao cont9ua47 ,decl>\ que t9ha por e/e sabio francez d pr9cipio d seculo ,,xix uma admirao pr(unda1 obs]v&o que a ,frana1 na primeira metade d ref]ido seculo1 cont\ sabios de primeira ordem4 ,desde ento tem decl9ado1 e os sabios hoje so uma excepo4 ,a causa d'e/a p5uria no pde attribuir-se s5o invaso cl]ical4 ,os pr9cipios e z condies ess5ciaes d monismo so z segu9tes3 ,por um lado1 devemos fund> exclusivam5te sobre os dados da sci5cia1 a ideia g]al que fazemos d mundo1 e1 por outro lado1 devemos e/abelec] a nossa moral1 exclusivam5te sobre o conhecim5to sci5tifico d mundo e da vida4 um dev] /ricto afa/> todos os dogmas que rep\sam1 z mais das vezes1 sobre o embu/e int5cional4 ,o mundo o mesmo em todas z suas p>tes e por toda a p>te4 um1 com z mesmas leis1 leis immutaveis que regem todos os a/ros e todos os sy/emas sol>es4 ,a mat]ia uma4 ,mat]ia1 =a e vida so id5ticas4 ,os corpos vivos e/o submettidos exactam5te s mesmas leis que os corpos inorganicos4 ,a sci5cia da vida ou biologia uma p>te da *imica4 ,todos os s]es vivos de hoje1 so os desc5d5tes modificados de uma longa s]ie de animaes desapp>ecidos ha muito tempo4 ,e/a s]ie des5volveu se no nosso planeta durante muitos milhes de annos4 ,o homem o ultimo t]mo d'essa srie1 long9qua e imm5sa1 dos s]es vivos4 ,os ph5om5os da vida so todos p]feitam5te r$uctiveis aos da phisica e da *imica1 no s5do a vida1 a en]gia e a mat]ia s5o uma unica e a mesma realidade4 ,o homem faz pois1 p>te da natureza e e/ sujeito s suas leis immutaveis4 ,no teve creador4 ,a especie mais similhante ao homem a dos macacos4 ,o homem um macaco s5sivelm5te ap]feioado2 o macaco um homem s5sivelm5te inf]ior4 ,o p5sam5to um facto natural1 uma funco d c]ebro1 que cessa1 assim como a consci5cia1 qu&o o c]ebro deixa de funccion>4 ,qu&o o c]ebro morre1 morre tambem o p5sam5to4 ,a pret5dida immortalidade da alma uma illuso4 ,a ideia d'um ,deus pessoal de que vivem z religies1 deve s] relegada ao dom9io da poesia my/ica4 ,a ,sci5cia regeita-a t]m9antem5te4 ,dos diff]5tes pr9cipios1 sci5tificam5te e/abelecidos1 ,haeckel tira um c]to num]o de concluses de ordem pratica1 relativas ,educao1 ,moral e ,politica4 ,essas concluses so vigorosam5te ho/is religio e ao cl]icalismo4 ,d que fica expo/o d'uma maneira muito g5]ica1 facilm5te se d$uz que o sy/ema philosophico d livre-p5sam5to1 apres5tado por ,haeckel1 foi um v]dadeiro acontecim5to sci5tifico que s por si ba/>ia p>a engr&ec] o congresso de ,roma1 aos olhos de todos os p5sadores e democratas4 ,haeckel1 tom&o p>te n'aquella magna assembleia1 prov\ que1 alm d'um sabio de gab9ete1 era tambem notavel vulg>isador e educador4 ,e1 por isso1 a sua pres5a no congresso1 repres5t\ um alto s]vio pre/ado ao livre-p5sam5to1 o qual1 como to bem o disse ,hector ,d5is1 entr\ def9itivam5te no dom9io da aco e da vida1 proclam&o a sua maioridade e a sua capacidade organisadora e creadora4 ,de hoje1 em deante j n+uem o pod] accus> de s] ap5as um elem5to de revolta e de negao4 ,confunde-se com a sci5cia positiva1 e s]1 como ella1 organisador e legislador4 99 99 99 99 99 ,foi-me pessoalm5te muito agradavel o t] feito p>te da meza presidida pelo afamado juiz ,magnaud1 e o t] p]t5cido commisso dirigida por ,f]d9& ,buisson4 ,magnaud1 segundo uma notavel biographia publicada pelo sr4 ,diaz ,enriquez1 o presid5te d mode/o tribunal francez de ,*ateau-,?i]ry4 ,os seus compatriotas *amam lhe o bom juiz1 porque1 sem o pret5d]1 tem tido a virtude de satisfaz] os anhelos da ju/ia de um povo j desconfiado d'ella4 ,a sua fama transpoz z fronteiras3 z suas s5t5z1 reproduzidas na impr5sa e/rangeira1 colleccionadas depois1 v]tidas em todos os idiomas d mundo civilisado1 produziram uma emoo g]al4 ,no que se ref]e s s5t5z1 ,magnaud proc$e con=me a maxima de que o cumprim5to da lei 1 alm de ca/igo1 ens9am5to4 ,e/a d\tr9a humanit>ia1 *ri/1 no uma novidade1 c]tam5te1 mas orig9al que um magi/rado a applique com o valor1 com a t5acidade e a inteireza com que o faz ,magnaud4 ,n'uma soci$ade organisada em favor das classes elevadas1 na qual s o facto de s] desgraado1 colloca o individuo em e/ado de suspeitoso2 soci$ade sem amor1 sem c>idade1 sem ideaes1 que contempla impassivel z creanz fam9tas1 &rajosas1 tirit&o de frio1 enroscadas sob os humbraes das portas nas noites geladas d inv]no2 que cons5te a pro/ituio de t5ras creaturas1 acolhidas ao lupan> p>a aplac> sua e/imulante mis]ia2--n'uma soci$ade d'e/a natureza1 necessita-se t] um pr(undo s5tim5to da ju/ia1 uma consci5cia sev]a d dev]1 uma ideia alta d papel de magi/rado1 p>a pr-se em pugna com todos os elem5tos dirig5tes com seus proprios collegas em primeiro log>1 que se creem c5surados por uma ju/ia adm9i/rativa sem ult]iores intuitos de m]c444 ,magnaud no um illuso nem um vo s5tim5tal1 mas um homem de intellig5cia cl>a1 de va/a cultura1 conhec$or da soci$ade em que vive e dos p]igos a que se expe4 ,a s5t5a p>a ,magnaud1 no pois1 uma =mula livre1 uni=me1 defici5te em que unicam5te se reflictam os c>act]es da lei applicada1 ab/rahidos d facto1 com proposito delib]ado1 por um processo de dissecao que1 deix&o-lhe a sua frma ext]na1 a despoja da sub/ancia da sua orig9alidade2-- antes a expresso cond5sada d'uma realidade viva1 palpitante1 que emociona1 que indigna1 que conv5ce1 que id5tifica o leitor com o juiz1 porque traduz a h>monia d s5tim5to e da razo1 a suprema syn!se da ju/ia4 ,temos vi/o1 pois1 que ,magnaud segue uma !oria3--a de que o regim5 d direito o regim5 da solid>i$ade humana1 segundo a moral d ,evangelho4 ,d'ahi se depreh5de que aquelle que mais pde1 mais dev]es tem a cumprir2 por isso1 o que1 como o m5or e o l\co1 c>ece da faculdade de agir1 s tem direitos e no dev]es4 ,f]d9& ,buisson1 um dos mais auctorizados pr(essores de ,p>is4 ,j foi director g]al de in/ruco publica em ,frana1 e na ,sorbonne1 occupa um log> privilegiado entre os seus collegas d magi/]io4 99 99 99 99 99 ,muito p>a lam5t> foi que a repres5tao portugueza se encontrasse to r$uzida4 ,a9da assim1 cumpre-nos decl>> que a coop]ao d nosso velho e qu]ido amigo ,f]no ,botto ,ma*ado1 o valoroso e hone/o republicano1 foi das mais efficazes1 pela sympa?ia e confiana que s\be inspir> a todos os congressi/as1 pela attraco intellig5te que imprimiu aos seus trabalhos1 e pela compreh5so nitida d livre-p5sam5to1 como base de todo o movim5to democratico1 de que tem dado sobejas provas durante toda a sua vida1 de r>a coh]5cia e de inalt]avel abnegao4 ,embora inf]iores no num]o1 logrmos conqui/> p>a ,portugal um log> mode/o sim1 mas muito honroso1 ao lado das naes que mais val5tem5te luctam pela emancipao da consci5cia4 ,em ,portugal1 a reaco prosegue1 na sua obra t5ebrosa1 affront&o z leis impunem5te e provoc&o o espirito lib]al da populao1 apoiada pelo elem5to (ficial e protegida por altas p]sonalidades que ob$ecem palavra de ordem1 emanada d ,sacr-,coeur1 de ,p>is4 ,z fe/as e o monum5to projectado immaculada ,conceio1 so uma prova edificante d que acabamos de diz]4 ,em pl5o seculo ,,xx1 proclama-se a infallibilidade papal1 o ,syllabus e os dogmas absurdos1 p]mitt9do-se que nas g>es dos cam9hos de f]ro se levantem vivas ao papa-rei1 e tudo i/o com a cumplicidade dos pod]es publicos que no fazem cumprir z leis1 ou1 pelo m5os1 se mo/ram indiff]5tes ao seu cumprim5to em mat]ia religiosa4 ,o p]igo e/1 pr9cipalm5te1 no ens9o e nas obras de b5efic5cia que so z duas armas de que se s]vem os jesuitas p>a att+ir os seus f9s nefa/os e p]niciosos4 ,os balu>tes da reaco1 erguem-se1 por esse paiz fra1 sem a m5or fiscalisao por p>te dos ag5tes d gov]no4 ,ahi temos o collegio de ,campolide1 de ,s4 ,fiel1 nas proximidades de ,ca/ello ,branco1 d ,espirito ,santo1 em ,braga2 ahi temos os conv5tos d ,b>ro1 d ,v>atojo1 d ,l\rial 7bispado de ,coimbra71 de ,brancannes1 d ,l\rial d ,campo1 de ,aldegav9ha1 das ,tr9as1 de ,s4 ,patricio1 de ,bemfica e ,s4 ,dom+os de ,bemfica1 etc41 e c5t5as de outros coios su/5tados pelo beat]io rico1 de/9ados a fom5t> a obra maldita dos inimigos da familia e da soci$ade4 ,no ba/a j hoje combat] a reaco1 nos seus processos maleficos4 preciso ir mais longe4 preciso organis> o livre-p5sam5to1 como meio de emancip> a consci5cia portugueza dos prejuizos religiosos que a tem entorpecido e subjugado4 preciso laicis> a in/ruco e a educao1 arranc&o a mulh] e a creana s g>ras d cl]icalismo4 preciso que a b5efic5cia deixe de s] um pretexto p>a favorec] o jesuitismo4 preciso1 emfim1 que os lib]aes se unam e se tornem solid>ios no combate1 se no quiz]em vr novam5te z fogueiras accesas e o ,santo (ficio em pl5a actividade4 ,z manife/aes projectadas memoria de ,jos ,e/evo e d m>quez de ,pombal1 so um indicio consolador de que o lib]alismo portuguez1 longe de e/> adormecido1 se apre/a p>a a lucta com d5d e galh>dia4 ,e devemos diz] que ,maon>ia1 cabe um avultado qu9ho de gloria n'e/a campanha1 pelo zelo e devoo civica com que tem def5dido a lib]dade1 e os int]esses nacionaes4 ,por isso no lhe regateamos os elogios e os l\vores a que tem direito4 ,a propag&a deve s] p]si/5te e in9t]rupta4 escola jesuitica devemos oppr a escola livre2 ao pulpito sagrado a tribuna pr(ana2 b5efic5cia ca?olica o pr9cipio da frat]nidade e da solid>i$ade humana4 ,por toda a p>te a que/o religiosa1 a que/o d dia1 uma que/o de vida ou de morte4 ,e da sua soluo dep5de a futura ori5tao da politica europeia4 ,coop]emos todos n'e/a obra santa de ,v]dade1 de ,ju/ia e de ,emancipao ,social4 ,e os ph>iseus que nos amaldiem e excommunguem6 ,respond]-lhes-hemos com z famosas palavras de ,guilh]me ,braga1 o gr&e e immortal poeta3 ,embora sobre mim pese1 ,o teu ana!ma1 ahi1 ,eu1 bispo d'outra diocese1 ,tambem te excommungo a ti4 99,f]n&o ,lozano99 ,acc$5do ao nosso convite1 apr\ve a ,f]n&o ,lozano1 alma de santo e espirito de apo/olo1 honr>-nos e confundir-nos1 n'uma et]na gratido1 v9do expressam5te de ,madrid a ,lisboa1 afim de assi/ir nossa conf]5cia4 ,foi um v]dadeiro acontecim5to que celebrmos nas segu9tes palavras1 cob]tas com o applauso g]al e uma ovao en?usia/ica3 ,e/a conf]5cia assume z propores de um congresso4 uma v]dadeira solemnidade4 ,e/ pres5te ,f]n&o ,lozano1 o val5te ,dem(ilo das ,dom9icales1 o *efe d livre-p5sam5to na p59sula1 que1 s por si1 pelo seu c]ebro pod]oso1 pela sua vontade indomavel1 pelo seu espirito suge/ivo e pela sua auctoridade inconte/ada1 vale por todo um p>tido4 ,saudemol-o calorosam5te1 e1 n'elle1 os bravos legion>ios1 seus compatriotas1 que o acompanh>am a ,roma4 o ,p$ro1 o ,eremita1 da nova cruzada d livre p5sam5to1 de/9ada a v+> a memoria de todos os m>tyres da sci5cia1 que a ,egreja1 o cl]icalismo e a ,inquisio condemn>am p5a ultima1 entre os quaes figuram ,miguel ,s]vet1 em ,hespanha e ,antonio ,jose1 o ,judeu1 em ,portugal4 ,saudemol-o e acclamemol-o1 cobr9do-o de flres1 e beij&o-o como ao nosso maior e ao nosso melhor evangeli/a4 99,hom5agem a ,combes99 ,como complem5to e digna coroao d'e/a noite memoravel1 proponho que seja enviado a ,combes o segu9te telegramma3 ,ao val5te e d5odado def5sor dos ,direitos d homem1 enc>nao viva d pr9cipio republicano1 a ,combes1 *efe d gov]no francez1 sadam os livres-p5sadores portuguezes1 pela sua gloriosa campanha em favor da ,razo1 da ,soci$ade ,civil e da ,republica1 faz5do votos por que complete a obra de saneam5to moral1 to brilhantem5te encetada1 como lio1 exemplo e ens9am5to aos povos que gemem a9da escravisados sob o jugo d despotismo cl]ical4 ,a assembleia manife/\-se n'e/e s5tido e a sesso t]m9\ aos gritos de ,viva ,combes6 ,viva a democracia6 ,viva o livre-p5sam5to6 ,viva ,f]n&o ,lozano6 99,a lei de #ac de fev]eiro99 ,allud9do saudao1 dirigida pelo congresso1 a todas z victimas d despotismo e da oppresso1 exhortmos todos os que nos escutavam a adh]ir nobre campanha1 campanha de ju/ia e de solid>i$ade humana1 levantada contra a mon/ruosa e b>b>a lei de #ac de fev]eiro1 que repres5ta uma man*a p>a um paiz que pret5de pass> por civilisado1 p$9do que o nome de ,b>?olomeu ,con/ant9o fosse acclamado como prote/o contra o abom9avel decreto4 ,torna-se indisp5savel uma propag&a t5az e p]si/5te1 afim de prov> ao e/rangeiro que a democracia no uma palavra v em ,portugal4 ,a lei de #ac de fev]eiro no s uma mon/ruosidade2 tambem uma de%onra que deve s] elim9ada1 por dignidade de todos e at d proprio gov]no4 99,o proximo congresso99 ,o proximo congresso d livre-p5sam5to1 deve realis>-se em ,p>is1 no dia #d de setembro de #aije4 ,s] uma nova e impon5tissima manife/ao da solid>i$ade int]nacional e a consagrao da gloriosa obra de ,combes4 ,convm que os livres-p5sadores portuguezes se prep>em p>a tom> p>te n'essa assembleia1 com uma repres5tao digna das nossas tradies democraticas1 no s pelo num]o como tambem pela qualidade4 por isso e p>a isso1 que se torna in/ante e urg5te a imm$iata organisao d livre-p5sam5to em ,portugal4 ,d mesmo auctor3 ,,m9iaturas ,,romanticas4 ,a ,,s5hora ,,viscondessa 7romance74 ,,co/umes ,,madril5os4 ,a ,,que/,o ,,d ,,banco ,,nacional ,,ultram>9o4 ,a ,,actualidade 7,e/ado ecconomico social74 ,,padres ,e ,,reis4 ,o ,,papa ,,p]ante ,o ,,seculo4 ,,os ,,e/ados ,,unidos ,,da ,,europa 7trad474 ,a ,,revolta 7#a4 p>te74 ,a ,,revolta 7#b4 p>te74 ,,pela ,,patria ,e ,,pela ,,republica4 ,o ,,socialismo ,,na ,,europa4 ,o ,,livro ,,da ,,paz4 ,o ,,primeiro ,,de ,,maio4 ,a ,,f$]a,o ,,ib]ica 7edio franceza74 ,,paz ,e ,,arbitragem4 ,o ,,f$]alismo4 ,o ,,c5t5>io ,,no ,,e/rangeiro 7conf]5cia7 ,a ,,gu]ra ,e ,a ,,paz 7conf]5cia74 ,a ,,obra ,,int]nacional 7edio portug4 e franceza7