,libr>y ( ,portugal 7,biblioteca ,nacional de ,portugal747 ,,viamos ,e ,n,o ,,v]emos4 ,,alegoria ,,moral4 ,acompanhada de outras div]sas ,maximas relativas nossa ,lib]dade ,,con/itucional ,,lisboa ,,na ,,impress,o ,,regia4 ,,anno #ahbj4 ,com ,lic5a da ,commisso da ,c5sura4 ,sacro ,febo1 no cesses ,d'espalh> teus luzeiros2 ,z v]dades mais ss desdobra aos hom5s2 ,qu>tel no d&o ,escurido1 aos ,erros1 ,a ,humanidade mis]a lib]ta ,d ,jugo insoportavel ,da ,ignorancia1 fatal1 que he mi dos males4 ,de ,fr4 ,x4 ,monteiro de ,b>ros4 ,,viamos ,e ,n,o ,,v]emos4 ,,alegoria ,,moral4 ,d$icada ao ,excell5tissimo 999999#a hum dos ,dignissimos ,deputados da ,junta ,provisoria d ,supremo ,gov]no d ,re9o 99 99 99 99 99 ,mil ,b5es caio d ,ceo sobre huma sabia ,con/ituio ,nacional4 ,d ,obs]vador ,con/itucional4 ,viamos e no ,v]emos3 7v]bi gratia7 ,sugeit>-se hum b5em]ito ,milit> ao v]gonhoso ludibrio de procur> hum ,uzur>io 7de que abundava ,portugal7 p>a lhe rebat] os ,soldos1 e depois de lhe p$ir a #be por c5to1 e concluir o negocio hav5do diff]5a em #fjj ris1 a favor d dito ,milit>1 diz] o ,uzur>io1 sem pejo nem consci5cia3 ,os #fjj ris no faamos caso d'elles2 pois n'huma conta d'e/as deve ,v4,s4 c$]-mos 7afirm&o logo que lhos no dava1 porque alis lhe no podia rebat] os ,soldos2 pois t9ha quem se sugeita-se a p]d] #cj em lug> de #be7 p>a eu beb] huma g>rafa de v9ho 7de v55o a precizava elle7 sua saude6 ,viamos e no ,v]emos3 ,que o b5em]ito gu]reiro possa =m> z ju/as queixas que to ju/am5te lhe attribuem e que to inju/am5te se lhes causavo o ,sabio ,escriptor ,joo ,bapti/a de ,ca/ro--,desde m59o tive tal incl9ao ,milicia1 que sempre me agrad\ mais a lana de ,a*yles1 que a ,lira de ,p>s1 mas a exp]i5cia me tem mo/rado1 que mais vale sab] manej> z ,lyras que z ,lanz4 ,j se accabro aquelles tempos1 em que hum ,mi?ridates1 e hum ,d4 ,joo ,,ii4 de ,portugal1 t9ho ,livros em que escrevio os nomes de seus ,soldados p>a os honr>1 e premi>2 agora fica encob]to o m]ecim5to1 e sepultadas z aces na falta d premio4 ,o titulo de h]e j no *ega aos ouvidos d ,sob]ano1 se no cob]to com a capa da nobreza4 ,t5ho-me a*ado em muitas batalhas1 e sempre sahi dellas feito mais espectaculo de compaixo1 d que assumpto de ludibrio2 e com tudo sirvo de exemplo aos desgraados4 ,foi d\tr9a de hum ,filos(o1 que a alma se mi/ura com o sangue2 se assim he1 quantas vezes t5ho eu d]ramado a alma pelo sangue das f]idas por amor d meu ,rei8 ,companheiros conheo eu1 que nunca na campanha s\b]o outro qu>tel1 que o da saude1 nem mais ataque que o d somno2 e hoje o/5to l\ros das batalhas no augm5to dos po/os2 e qu&o eu no descanava de dia e de noite em cont9uas vigilias1 como ,jacob1 a*&o-me em todas z occasies na fr5te d meu ,ex]cito1 com tanto risco da m9ha vida1 s5do muitas vezes o primeiro que arvorei a b&eira sobre a brexa das ,praz2 no sobi mais d que de ,soldado razo no pr$icam5to da =tuna humilde2 nem e/as cs m]ecro s] coroadas ao m5os com a cora da h]a d ,pr(eta ,jonas1 que se mur*ava de qu&o em qu&o4 ,eu bem sei1 que se puz] em concurso os meus m]ecim5tos1 n+uem pod] ajunt> melhores c]tides2 mas de que me s]ve alcanar hum p$ao de po1 depois que o no possa com]1 s(fr5do de mais a mais o insopportavel purgatorio de pret5d5te8 ,qu&o o despa*o se comprava s com o s]vio1 era mais b>ato o despa*o3 agora sahe mais c>o1 porque se compra o despa*o com o s]vio1 e com a p]t5o2 e assim vem a cu/> mais o pret5d] d que o s]vir4 ,viamos e no ,v]emos3 ,z tres faltas ess5ciaes 7e que diz hum ,politico que por modo n5hum se deve falt> aos ,milit>es7 i/o he3 ,a de ,soldo di>io1 a de ,remun]ao extraord9>ia1 e a ,lib]dade depois de c]to e limitado tempo de s]vio4--,o ,ex]cito bem provido de mantim5tos1 t>de ou nunca he v5cido--a paga c]ta al5ta1 porque pela boca se aqu5ta o =no1 e no devemos cr] que sejo os ,soldados como os =nos d',arruda1 que s huma vez na semana se aqu5to1 e i/o lhes ba/a p>a cos]em po de ,dom+o a ,dom+o6 ,tem-se i/o por prodigio gr&e1 e por maior se deve t] que aturem os ,milit>es mezes e mezes sem receb]em hum real de ,soldo p>a se ve/irem e mant]em4 ,a segunda os faz con/antes1 por que o dezejo de aspir>1 e cresc] he natural1 e com a c]teza de melhor> de po/o1 e alcanar bons despa*os1 fazem pelos m]ec]1 e no temem arrisc> z vidas1 porque o e/imulo da honra he o melhor alicate que ha p>a avanar s gr&es emprezas1 e tambem o d int]esse4 ,a t]ceira os faz leaes1 por que se se imag9o captivos1 e que nunca pod]o r5unci> o trabalho da ,milicia1 ve/em-se da condio de escravos1 e he o mesmo d odio a seus s5hores1 e em lug> de se port>em como ,gu]reiros ,es=ados1 porto se como ,=ados das ,gals66 ,hum ,politico adiant\ mais1 e *eg\ a ponto de diz]1 que pelo antigo co/ume1 ou pratica obs]vada na ,milicia at ao pres5te1 muito m5os p5ozo era s] ,=ado nas ,gals6 d que ,soldado no ,ex]cito2 pois que o primeiro era preciso que o seu crime fosse muito gr&e p>a se prolong> o seu captiveiro por mais de dez annos1 e o d segundo acabava com a exi/5cia6 ,viamos e no ,v]emos3 ,que hum b5em]ito ,s>g5to que muitas vezes po/o que no t5ha gr&es ,e/udos huma pratica consumada o tem po/o capaz de respond] por huma brigada quanto mais por huma companhia1 s] p]t]ido444 ,em suma consid]ado indigno de pr huma b&a c9ta6 ,de/es b5em]itos ,s>g5tos dignos no s de s]em ,(ficiaes1 como acima dissemos1 mas por huma consumada exp]i5cia1 honra1 e pratica1 capazes de respond]em por huma ,brigada1 se encontro em o ,regim5to de ,artilh>ia ,n4o ,i4 e em outros muitos ,regim5tos4 ,viamos e no ,v]emos3 ,capites ,mres com hum pod] dispotico1 e absoluto p>a c9co ,recrutas que se lhes p$io1 met]em em huma cadeia 7que quasi sempre succ$ia proximo ao ,natal em que os ,lavradores mato os porcos67 cem e mais filhos de ,lavradores1 ,viuvas1 e ,infelizes ,mis2 e depois a troco de peitas solt>em nov5ta e c9co affim de remett]em z c9co p$idas6 ,outro sim met] na mesma conta 7e na mesma cadeia7 hom5s trabalhadores1 que por s]em d'outras t]ras longe de suas familias desprovidos de d9heiro2 7pois que regul>m5te qu&o *ego ao ,sabbado j tem comido p>te d d9heiro que se ha de v5c] na ,semana segu9te7 alli se cons]vavo tr9ta1 qu>5ta1 e mais dias1 quasi morr5do de fome 7o que *eg>ia a succ$] s5o fra a c>idade dos fieis7 at que o indigno ,capito ,mr complete a r$uo dos que pr5deo1 e dos que ha de m&>1 e at das peitas que int5t\ receb]6--,p>ece que p$ia a ju/ia1 e a boa razo1 7se em taes sugeitos se encontrassem67 que logo que se pr5de 7que nunca se devra pr5d]7 hum homem p>a s]vir a ,patria1 fosse su/5tado pelas ,cam>as das mesmas ,villas1 assim como o so os ,soldados nos ,calhaboios4 ,viamos1 e no v]emos1 ,*efes de ,corpos 7que em quasi todas z classes os havia at de ,ladres67 capazes de contrat>em entre ,qu>teis ,me/res1 e ,soldados abonados 7de d9heiro seu66--,no se procura aqui como ganho67 a v5da da ,f>detas qu&o a9da exi/5tes na ,fundio1 e depois o mesmo ,soldado em lug> de dadas que lhe ero em recomp5sa de seus s]vios1 t] de compr> z mesmas a #abjj ris1 os quaes lhe ero descontados no di>io pagam5to1 e qu&o succ$ia no pod] cont9u> a s]vir 7por se a*> s capaz de acab> a sua exi/5cia p$9do esmola67 se lhe punha na sua ,baixa e/a v]ba3 ,vai pago de ,f>das1 e ,f>detas 7pelo contr>io z t9ha comprado com o seu d9heiro67 at ao pres5te 7segundo a ,data da ,baixa1 c47 ,viamos e no ,v]emos1 horrorosos quadros1 como aquelle que nos apres5ta o ,jornal--,o ,patriota--sobre o pessimo e dete/avel sy/ema de trat>1 e escolh] a ,m>uja em ,portugal nos ultimos calamitosos tempos3--,o pessimo tratam5to dos ,m>ujos1 he outra causa da decad5cia da ,armada4 ,hum ,m>ujo vilm5te am>rado com huma corda1 ou com z mos algemadas1 era conduzido p>a huma ,cadeia d'alli passava a huma revi/a1 ero frivolos1 ero sem razo quantos motivos apres5tasse2 da revi/a p>a hum ,deposito1 aonde ociosos se davo a toda a qualidade de vicios1 e de de/emp]os2 d ,deposito p>a huma ,emb>cao1 e na ,emb>cao pela ,b>ra fra444 ,he *egado o mom5to d trabalho444 ,p\cos so capazes de subir1 p\cos so capazes de trabalh>1 porque a maior p>te so hom5s que se alguma vez emb>cro foi d ,caes das ,columnas p>a o de ,cassilhas1 que julgo j l exi/e2 huns ero gallegos d b>ril1 outros padeiros1 e/es ,(ficiaes de ,c>p9teiro1 e ,p$reiro1 e quasi todos peores d que eu1 que ,deos me livre de me a*> em taes assados6 ,mas a ,emb>cao por milagre d ,altissimo l vai444 sim l vai a ,emb>cao expo/a a p]d]-se1 e tantas vidas444 tantas vidas444 faz-se a ,viagem1 volto1 e entro no ,porto1 donde sahiro1 que esp]>o e/es hom5s8444 ,que se lhes pague o seu trabalho1 e tanto mais quanto =o obrigados a trabalh>2 mas que succ$e8 ,demora-los a bordo imm5so tempo1 at que impaci5tados1 ns1 e mis]aveis1 e o que a9da he mais cruel1 e duro1 se tem mulh]es1 irmos1 ou pai1 lembr>em-se de que e/>o morr5do fome1 sem elles lhes pod]em vall]1 t5do alis com que1 pois tem ganho com tanto p]igo huma soldada to dim9uta1444 e e/a mesma se lhe nega444 negava-se-lhe tudo444 at a propria lib]dade444 ,no tem outro recurso s5o fugir444 fugio6 ,p]deo de huma vez os direitos a tudo quanto sobre z aguas d m> debaixo de procellosos aguaceiros t9ha adquirido444 7qu&o no p]dia a vida como succ$eo a hum infeliz de outros muitos1 mas m5os d que elle1 que hio fug9do ha coisa de dois annos p\co mais ou m5os1 de bordo d ,brigue--,tejo--que m&&o o ,comm&ante hum ,escall] sobre a ,lanxa em que hio fug9do sobre a qual atirro alguns tiros1 d que result\ qu&o *egro outra b&a1 a*>em e ,lanxa encalhada1 t]em fugido os que ficro vivos1 e fic> hum infeliz morto67 ,oh ,santa ,razo6 ,quanto e/avas degradada entre os hom5s6444 ,mas graz mil1 graz mil aos nossos ,lib]tadores1 ousamos assegur>1 que s] hum dos primeiros objectos digno da sua alta ,consid]ao1 da sua ,ju/ia1 ,rectido1 e ,amor da ,patria6 ,viamos e no ,v]emos1 ,leis que posso t] s o titulo de ,leis ,lisbon5ses6 ,qualqu] individuo podia t] huma ,loja de ,livros na ,cidade d ,porto 7,cidade ,illu/re por onde pr9cipi\ a dissipao de/as trevas7 em ,coimbra1 ,evora1 ,elvas1 c4 ou em outra qualqu] p>te d ,re9o4 ,ap5as em ,lisboa huma inju/a repres5tao 7pois que z ju/as no z deixavo *eg> a seus ouvidos7 feita a ,s4 ,m4 por hum ou mais ,encad]nadores1 que nunca vivro de v5d] ,livros encad]nados1 mas sim de encad]n>1 dois objectos to diff]5tes hum d outro1 como he o de hum ,f]reiro faz] pregos 7seja-nos p]mitida e/a expresso7 e huma ,loja de ,f]ragem v5de-los2 foi resolvida em ,consulta no ,rio de ,janeiro1 que s aos ditos ,encad]nadores fosse p]mittido v5d] ,livros1 d que result\ ao pobre e infeliz--,m*as--p]feito modello da actividade no seu g5]o1 s] citado por elles ,encad]nadores1 ento ,juizes d ,(ficio1 ou p>a se exam9>1 ou fe*> a ,loja1 e de/a =ma vir a p]d] hum e/abelecim5to1 d'onde tirava subsi/5cia p>a si1 e sua desgraada familia4 ,elle confessa1 e at prova1 que s huma ambio desm$ida lhe pod]ia neg> que elle no fosse activo p>a si1 int]essante p>a com seus ,concidados1 e de utilidade p>a os mesmos ,encad]nadores que t9ho cavado a sua ru9a3 ,em fim cont9a elle3 ,s]-me-ha preciso ab&on> a m9ha ,patria p>a me ir e/abelec] a hum ,re9o ,e/rangeiro8 7o que t]a feito s5o fosse d> a ent5d] a seus ,cr$ores que t9ha d9heiro mettido em si7 qu&o em ,portugal no precisa s] ,encad]nador1 mas ba/a s] ,e/rangeiro 7ou que seu pai o fosse7 p>a t] ,loja de ,livros8444 ,s]-me-ha e/ranho1 ou intol]avel o &> eu1 de dia e de noite1 (f]ec5do ,livros pelas ,lojas de ,bebidas1 e ,bilh>es d ,caes d ,sodr1 ens9&o por e/e modo aos meus ,patricios1 que eu no me despreso de que com a mesma mo com que escrevo p>a o ,pblico 7 falta de ,escriptores7 com essa mesma (f]eo os ,livros1 e que ao homem nada e/ mal s5o o mal proc$]8444 ,no d\ eu que faz] aos mesmos ,encad]nadores8 ,no t5ho eu feito trabalh> z ,impr5sas1 e obrigado a compr>1 ,livros com a m9ha indu/ria a hom5s que ap5as em outro tempo talvez se lhes no a*assem meia duzia de ,livros em casa1 hoje em dia tem en*ido z ,e/antes dos que a mim me tem comprado8 ,des5ganem-se que i/o de ,livros1 ou ,leitura he hum vicio 7vicio assz l\vavel1 e int]essante67 e que quanto mais ha quem v5da ,livros1 mais ,livros se v5dem6 ,a9da que assim no fosse1 aonde ha damno de t]ceiro1 no pde hav] contemplao com c]tos individuos2 pois que o bem g]al deve prevalec] utilidade de alguns4 7,se he que no he huma utilidade mal ent5dida67 ,f9alm5te huma gr&e1 evid5te1 e decisiva prova sobre o s]em prejudiciaes indu/ria popul> z ,corporaes privilegiadas1 ou ,companhias exclusivas1 se pde vr em hum dos jornaes de ,p>s de #ab de ,septembro d pres5te anno1 e na ,gazeta de ,lisboa em #i de ,outubro d dito4--,hum sabio ,m9i/ro de ,napoles1 entre outras muitas importantes maximas1 trata em hum ,capitulo sep>ado a segu9te3 ,fica (f5dida a lib]dade da indu/ria 7prossegue o ,m9i/ro7 qu&o se e/abelecem ,corporaes de ,artes1 e ,(ficios2 qu&o o ,gov]no tem faculdade de faz]-se empres>io2 qu&o se frmo ,companhias exclusivas de ,comm]cio2 qu&o se exclue algum ramo de indu/ria1 ou he opprimido com impo/os4 ,quanto propri$ade que se adquire com a indu/ria1 pde s] prejudicada directa ou ind]ectam5te pelas ,leis da confiscao2 pela usurpao d pod] adm9i/rativo nas cauzas civis2 pelos empre/imos que tomasse o ,gov]no sem huma utilidade evid5te p>a o ,e/ado2 pelas p5ses conc$idas sobre a divida pblica fra dos casos prescriptos pelas ,leis2 por impo/os mal e/abelecidos1 ou que exc$em z necessidades pblicas4 ,viamos e no ,v]emos1 que se conc$o ,privilegios at aos ,cegos 7que p>ece mesmo ,privilegios de ,cegos67 a hum ponto tal que os au?orizasse p>a nas t]z feiras faz]em apreh5o em quantos ,livros a*assem v5da1 ou1 fossem ou no de p>ticul>es1 e que a m5or p5a impo/a1 era1 o p]dim5to d'elles1 e #e4 de condemnao6444 ,acabamos de sab] em fim que elles se tem deixado 7po/o que a sua vontade fosse o contr>io7 de ob/> aos rapazes que ao pres5te se occupo 7e que at he huma provid5cia2 pois que a maior p>te d'elles se occupava em tir> l5os7 em v5d] folhetos1 e ,v]sos analogos ,lib]dade ,con/itucional4 ,viamos e no ,v]emos1 que a huma pobre e honrada mulh] lhe fosse prohibido v5d] huma saia1 ou huma camisa com o risco de a p]d]1 e ir p>> ao ,limoeiro4 ,viamos e no ,v]emos1 huma infame ,proclamao que d o nome de--,rebeldes666--aos ,h]es que no dia #bd de ,ago/o levantro pela primeira vez a voz da ,razo1 e d ,h]oismo sobre a ,lib]dade ,con/itucional4 ,viamos e no ,v]emos1 hum infeliz crim9oso e/> prezo quatorze annos ao fim dos quaes propor-se em ,relao1 e d>-se-lhe a escolh] se qu]ia morr]1 ou s] c>rasco6 ,to infeliz quanto g5]oso1 e de alma gr&e foi hum crim9oso1 que respondeo3 ,qu]o morr]1 porque po/o que eu com con/ancia t5ha supportado quatorze annos de prizo1 no me a*o com =z ba/antes p>a fic> o re/ante da vida com a obrigao de s] algoz da ,humanidade6 ,em fim ,viamos444 ,viamos444 ,viamos444 e no ,v]emos444 e no ,v]emos444 e no ,v]emos444 coisas que tanto nos fazio a vi/a turva1 e que nos e/avo quasi faz5do cahir em hum p]feito ,chos de escuridade2 porm agora pelo contr>io ,v]emos444 ,v]emos444 e ,v]emos444 coizas que nos fao1 e f>o a vi/a cl>a qual ,l9ces1 nossos gosos felizes1 e af=tunados444 ,em concluso3--,v]emos1 que assim como ,portugal he nomeado1 ou tido por--,p>aiso na t]ra--ns o s]emos por--,entes bemav5turados no ,mundo4 ,p5sam5tos1 e ,maximas proprias1 e adequadas s ,idz ,intellectuaes1 e ,moraes d ,homem4 ,lib]dade4 ,i4 ,diog5es1 p]guntado1 que c\sa havia melhor na vida1 respondeo3 ,a lib]dade que p]de o ,av>5to1 em quanto se faz escravo de todos os vicios4 ,,ii4 ,emp5h\-se ,p]icles a t] em sua companhia a ,timon1 e lhe fazia to gr&e p>tido1 que lhe prometteo com gr&eza tudo quanto lhe fosse necess>io p>a pass> a vida humana alegrem5te3 ,respondeo-lhe elle1 que no v5dia a sua lib]dade4 ,,iii4 ,nunca usamos melhor da nossa lib]dade1 d que qu&o a sacrificamos direco de pessoas1 que ho de respond] necess>iam5te da au?oridade com que della uro4 ,,iv4 ,quem se lembrasse1 que no foi dada a lib]dade p>a della us> descrio das paixes1 mas s pelas regras d bom s5tido1 da razo1 e das ,leis1 logo que se no s5tisse com =z p>a a lev> por e/es cam9hos1 a no qu]] desp5h>-se1 e/im>ia top> a quem quizesse c>reg>-se d contrapezo de respond] por si e pelos outros4 ,v4 ,p]suadia huma ,hippcrates1 que se passas-se p>a ,x]xes1 diz5do-lhe que era bom ,s5hor4 ,respondeo elle3 ,nem a9da de bom s5hor t5ho eu necessidade4 ,,vi4 ,a lib]dade politica1 he a que tem cada individuo da soci$ade1 no p>a execut> quanto lhe fiz] empreh5d] huma fantezia selvatica2 no foi p>a i/o1 que nas primeiras conv5es se acordro os hom5s entre si de hum deposito commum de suas =z relativas2 mas he p>a goz>em toda a segurana de quanto lhes p]t5ce1 sem dev] s] p]turbado de outro seu igual1 e similhante ,feliz ,e/ado1 em que s se dep5de da ,lei4 ,,vii4 ,a hum que invejava a =tuna de ,ari/oteles1 por com] meza com ,alex&re1 disse ,diog5es3 ,melhor he a m9ha1 pois ,diog5es janta qu&o ,diog5es qu]2 e ,ari/oteles qu&o qu] ,alex&re4 ,,viii4 ,non b5e pro toto lib]tas v5ditur auro1 disse ,horacio4 ,e o judicioso ,falco introduz a hum rato muito invejoso de v] a outro em huma ratoeira rodeado de muito com]1 e campo mui espaoso p>a passe>4 ,assim he lhe respondeo elle1 porque no me falto igu>ias1 e e/e palacio to =moso p>a me div]tir2 mas amigo tom>a-me eu daqui cem legoas4 ,,ix4 ,diog5es1 p]guntado1 que c\sa havia melhor na vida1 respondeo1 que a lib]dade3 lib]tas4 99 99 99 99 99 ,se ns nos podmos *am> felizes por obs]v>-mos depois de hum ,quadro to espantoso de passados males1 hum to brilhante de b5s pres5tes1 e futuros b5s2 com melhor razo nos pod]iamos *am> felicissimos se podessemos recup]> a p]da deploravel d objecto que trato os dois ultimos v]sos d m>avilhoso ,soneto de hum dos nossos sublimados ,eng5hos1 que abaixo transcrevemos1 que pde s]vir de quadro s passadas1 e pres5tes circun/ancias em que se vio1 e v ,portugal4 99,,soneto499 ,com o tempo o prado secco rev]dece1 ,com o tempo cahe a folha ao bosque umbroso1 ,com o tempo pra o rio caudaloso1 ,com o tempo o campo pobre se enriquece4 ,com o tempo hum l\ro morre1 outro florece1 ,com o tempo hum he s]5o1 outro inv]noso1 ,com o tempo foge o mal duro e p5oso1 ,com o tempo torna o bem j qu&o esquece4 ,com o tempo faz mudana a sorte av>a1 ,com o tempo se aniquilla hum gr&e ,e/ado1 ,com o tempo torna a s] mais em95te4 ,com o tempo tudo corre1 tudo pra1 ,mas s aquelle tempo que he passado1 ,com o tempo se no faz tempo pres5te4 99 99 99 99 99 ,a9da que huma sabia ,con/ituio ,nacional no abrangesse 7como abrange7 hum bem g]al compo/o de div]sos1 e inf9itos b5s1 ba/ava aquelle de con/ituir hum sabio1 e digno ,codigo1 que d a ,deos o que he de ,deos1 a ,ces> o que he de ,ces>3 ,em suma3--,que j mais posso t] z ,leis z int]petraes que lhes d]o 7po/o que com ironia7 ,solon1 ,ana*>sis1 e o sabio ,p4 ,m4 ,fr4 ,jos ,suppico1 como abaixo transcrevemos4 ,solon1 e ,ana*>sis1 comp>avo z ,leis s teas de aranha1 porque assim como e/as s pr5dem algum mosquito1 ou bi*9ho semelhante1 e os maiores z rompem1 e zombo dellas1 assim tambem z ,leis s opprimem1 e ca/igo os humildes1 e pobres2 e os gr&es z despreso1 e fazem to p\co caso dellas1 que nem a9da z toco com o d$o6 ,o muito ,rev]5do ,p4 ,m4 ,fr4 ,jos ,suppico3 ,rep>a1 ou pond]a no emp5ho que ,h]odes mo/r\ em qu]] tir> a vida a ,*ri/o1 e no o esp]> no ,templo1 qu&o o levassem a apres5t> a elle4 ,p>a que se ca ,h]odes em mat> innoc5tes1 em p]seguir ju/os1 em dobr> s5t9ellas1 e em povo> e/radas8 ,esp]e no ,templo a ,deos ,m59o4 ,mas oh que &\ ,h]odes como ,pr9cipe2 e t9ha ouvido diz] aos ,magos1 que ,*ri/o nascia ,rei3 ,e ne/a supposio diz entre si3 ,no t5ho que me car em procurallo no ,templo2 he ,rei8 he ,gr&e8 ,pois no ha de ir ao ,templo1 porque se o ir ao ,templo he obs]vancia da ,lei1 e/es no gu>do z ,leis1 quebro z ,leis4 ,torno a repetir segunda vez3 ,qu&o huma sabia ,con/ituio no nos tr\xesse outro bem1 mas sm5te aquelle de pr o ,m9i/ro n'huma sev]a re/r9co de d> a ,deos o que he de ,deos1 e a ,ces> o que he de ,ces>1 i/o he3 ,virtude p>a o premio1 ,vicio p>a o ca/igo1 s]em em suma e/es os dois pontos fixos das suas delib]aes sem aquella di/9co que todos ns sabemos1 de que tanto se vangloriavo os ,nobres 7que deixo de o s] huma vez que pret5dem torc] a ,v>a da ,ju/ia7 e se la/imavo os plebos6 ,no precisa s] gr&e ,juris-,consulto p>a sab] 7qu&o se no queira fe*> os ouvidos vos da razo1 ou d int]esse667 que o premio he dado-- ,virtude--e o ca/igo ao ,crime--que o plebo depois de pratic> huma virtude1 he nobre1 e que o nobre depois de pratic> huma vileza he plebo4 ,e/a v]dade inegavel confessa mesmo o ,ru/ico applaude1 e elogia o ,sabio1 e o ,poeta canta3 99,,soneto499 ,pobre1 ou rico1 ,vassallo1 ou ,sob]ano1 ,iguaes so todos1 todos so p>5tes1 ,todos nascro ramos desc5d5tes ,d tronco antigo d primeiro humano4 ,saiba quem de seus titulos ufano ,toma por qualidade os accid5tes1 ,que duas g]aes ha s diff]5tes1 ,virtude1 e ,vicio tudo mais he engano4 ,por mais que affecte a v ,g5ealogia ,introduzir nas vz a nobreza1 ,de melhor sangue que ,ado t]ia1 ,no f> desm5t9do a natureza ,que seja sem virtude a ,fidalguia ,mas que hum tri/e fantasma da ,gr&eza4 ,rimas de ,j4 ,x4 de ,mattos4 ,tom4 ,,ii4 pag4 #dg4 ,consid]aes sobre z ,leis em g]al1 e em p>ticul>1 de alguns clebres1 ,filos(os1 ,sabios1 e ,oradores4 ,i4 ,p]gunt&o ,pli/onacto a ,pausanias1 a causa1 porque entre os ,esp>tanos e/avo z ,leis1 a9da z mais antigas1 tanto em seu vigor1 respondeo3 ,porque entre os ,lac$emonios z ,leis sempre dom9o1 e nunca =o dom9adas4 ,,ii4 ,dem/h5es *amava s ,leis1 alma da ,republica1 porque assim como o corpo sem alma logo acaba1 assim a ,republica falt&o z ,leis1 logo se arru9a4 ,,iii4 ,sem ,leis1 sumptu>ias1 que dem o tom aos diff]5tes ramos1 que podem desp$ir d ?rono g]al d pblico int]esse1 de mui p\co viro a s]vir a bondade d ,sol1 a f]tilidade d *o1 a actividade da indu/ria1 e a in]gia d homem4 ,,iv4 ,p>a nos mo/r> que no muitas mas sabias ,leis1 e risca obs]vadas so o que =mo a felicidade ,pblica1 dizia o sabio ,arcesilo1 que assim como aonde ha mais abundancia de ,m$icos1 ha mais enf]midades1 assim aonde ha muitas ,leis ha mais vicios6 ,v4 ,z enfadonhas =malidades 7que at ao pres5te se tem obs]vado1 porm graz nossa ,nova ,con/ituio que z dissip>7 de que se a*o c>regadas z ,leis na prtica d ,=o de huma gr&e p>te das ,naes1 que se dizem policiadas1 pde s]1 que fossem boas na sua in/ituio primitiva3 pelo m5os hoje p>ece que s]vem sm5te de et]nis> z mat]ias dos litigios2 de d> que faz] aos ,advogados2 de faz] viv] os ,(ficiaes d ,exp$i5te2 de obrig> a desi/ir hum pobre2 que no tem mais1 que muita ju/ia2 e de aviz> a ,et]nidade a hum desvalido desesp]ado litigante4 ,o gr&e ,p4 ,antonio ,vieira1 diz com bem graa em hum de seus ,s]mes1 que se o ,processo ,crim9al1 que se fez a ,jezu ,*ri/o em ,j]usalem1 fosse =malisado pela prtica actual d ,=o1 a9da no seu tempo no e/>ia consumada a ,r$empo4 ,,vi4 ,bias s5t5ci&o morte hum del9qu5te1 lhe corrro z lagrimas2 e p]guntado porque *orava1 se como ,juiz podia livr> o ,ro1 respondeo3 ,porque no posso falt> s ,leis da ,ju/ia1 nem s da natureza4 ,,vii4 ,a ,augu/o ,ces>1 dizia ,ovidio3 ,se todas z vezes1 ,s5hor1 que os hom5s pecco1 cahisse sobre o del9qu5te hum raio1 em breve tempo se v]ia ,jupit] sem armas4 ,mas no inf]io bem1 diz o ,padre ,vieira1 antes se todas z vezes que os hom5s pecco1 cahisse logo o raio sobre o del9qu5te1 no se acab>io1 mas sobej>io raios3 porque tanto que o ca/igo &asse junto com o delicto1 n5hum homem se havia de arroj> a del9quir4 ,,viii4 ,a cl>eza1 e a precizo1 so dois attributos indisp5saveis das boas ,leis4 ,desde o primeiro at ao ultimo dos hom5s he conv5i5te1 a meu vr1 que saibo todos1 o que lhes he m&ado prohibido1 ou tol]ado4 ,p>ece que dev]ia s] a primeira ,c>tilha d ,me/re ,ignacio1 que se m&asse lr aos rapazes na escolla2 como acontece com a ,biblia nas escolas em ,+lat]ra4 99 99 99 99 99 ,e/e s5tim5to que ns *amamos ,brio1 qu&o elle tem por objecto o amor da nossa ,patria1 he a primeira das virtudes ,sociaes4 ,todo o homem que possue1 e cultiva e/e s5tim5to1 s] sempre o bem-feitor da sua especie1 assim como tambem s] hum modello de ,h]oismo p>a os hom5s que h\v]em nascido no mesmo t]r5o1 e fall>em a mesma ,l+uagem3--,pois3 ,a9da que seja hum dev] o am> a todos os hom5s1 a pref]5cia que ns d]mos aos nossos ,compatriotas1 s produces da sua ,indu/ria1 aos fructos2 e ,cultura de seu t]r5o1 s] m$ida de gradu>mos a nossa propria e/imao2 ,quem deu tanta sup]ioridade ,nao ,+leza 7faamos-lhe ju/ia ne/e p>ticul>71 e tantos respeitos sobre os outros povos da ,europa8444 ,o seu ,brio ,nacional6--,portuguezes lembremo-nos d ,brio ,nacional dos ,h]es que honrro 7e ho-de honr>7 tanto a nossa ,patria1 que em todos os seculos =o1 e s]o1 o espanto1 e admirao d mundo ,qual s]ia a ,nao1 que se no s5tira ufana por t] por ,compatriota hum ,albuqu]que1 que em imm5sa di/ancia da sua ,patria1 ameaado de todo o pod] de hum ,rei ,p]siano sem quasi algum soccorro1 respondeo aos ,embaixadores de/e ao p$irem-lhe ,tributos8--,eis a mo$a 7apont&o-lhes p>a hum monte de ballas e granadas1 e pondo a mo no seu alfange7 de ,tributo com que co/uma a pag> ,el,rei de ,portugal6 ,he precizo que sejamos quem d'antes fomos4 ,qu&o huma nao tem gr&es virtudes ,pblicas1 nunca lhe falta aquella elevao de c>act] que a faz sobressahir entre z outras ,naes contemporaneas4 ,a criao que ,el-,rei ,d4 ,joo #a4o s\be dr a seus filhos1 e ,crte1 produzio tamanhos effeitos sobre o c>act] ,nacional1 que por quasi dois seculos ,portugal cons]v\ a prepond]ancia d valor1 e da =tuna sobre o re/o da ,europa4 ,ne/es famosos tempos1 a ,hi/oria ,milit> dos ,portuguezes mo/ra illu/res docum5tos de quanto se conhecio1 e se praticavo z virtudes h]oicas que et]nizro o nome dos ,gregos1 e dos ,romanos1 e quanto o amor da familia era g5]osam5te sacrificado ao ,amor da ,patria4--,entre outros gr&es exemplos ,portuguezes1 ba/> sm5te cit> o de ,antonio ,moniz ,b>reto1 ,gov]nador da ,india4--,a*ava-se em e/reito c]co a importante ,=taleza de ,malaca4--o pod] dos ,a*5s1 e dos ,jos era to =te1 que a prud5cia mesma desconfiava d bom successo das nossas ,armas4 ,entre gr&es precises d e/ado1 o ,illu/re ,b>reto qu]5do aprompt> accel]adam5te os recursos que p>ecio impossiveis de se hav]em diz aos moradores de ,goa4--,portuguezes trata-se de salv> a ,patria tanto maior he o nosso p]igo1 tanto maiores sejo os nossos sacrificios4--,eu t5ho hum filho m59o1 eu o (f]eo go/osam5te m9ha ,patria4--,so necess>ios v9te mil padros 7qu9ze mil cruzados7 p>a cons]v> ,malaca2 meu filho seja o p5hor de que o empre/imo de que fazeis ao ,e/ado 7a9da com melhor razo d que se fiz] ao corpo ,politico de huma ,nao se deve esp]> outro tanto7 vos s] fielm5te satisfeito4--,du>te ,moniz1 m59o de sete p>a oito annos1 fic\ em p5hor4--,malaca foi cons]vada1 e o g5]oso ,b>reto1 que se desemp5h\ promptam5te p>a com a ,cidade de ,goa1 deix\ a todas z ,naes hum et]no monum5to d amor da ,patria4 99 99 99 99 99 ,o ,amor da ,patria sempre se int]essa mais pelas aces ,illu/res que nos prec$em2 porm a nossa curiosidade mais vivam5te se inflama qu&o vemos que o sexo das graz e beleza tem s]vido de engr&ec] a nossa ,hi/oria3--,no tempo em que o nome ,portuguez se fazia temido nas mais remotas p>tes d mundo em que z nossas ,b&eiras t9ho o respeito das ,naes da t]ra1 em que a nossa ,l+uagem foi apr5dida pelos mais antigos ,povos da ,asia p>a receb]em o nosso ,m&o3 ,z nossas ,emprezas encontravo ob/aculos1 porm no os encontrava a nossa gloria1 nem a nossa ,=tuna3--,a ,praa de ,diu foi hum !atro de ambas6 ,apez> de todos os p]igos da gu]ra1 sempre o nosso valor foi aqu brilhante coroado4 ,era o tempo d segundo c]co1 p>a que t9ho concorrido alm da gr&e fama e pod] dos ,turcos1 todos os ex=os d',el,rei de ,cambaia2 porm era tambem ao mesmo tempo 7por =tuna nossa1 e gloria sua67 o ,gov]nador da praa ,d4 ,joo de ,masc>anhas4 ,todos os recursos p>ecio falt>-nos1 excepto o brio e o amor da gloria6--,z mulh]es quiz]o seguir o cam9ho da immortalidade que z circun/ancias (f]ecio ao ,nome ,portuguez66444 ,sem rep>o nem ao e/ado1 nem idade1 todas correm defeza d commum int]esse 7g]al da ,nao7 sem o m5or indicio de int]esse p>ticul> mais d que aquelle que resulta a todos os v]dadeiros ,cidados de v]em exaltada a sua ,patria4--,os trabalhos mais defficeis so go/osam5te supportados entre ,canticos ,patrioticos6--,a mi t9ha a v+> hum filho6--,a esposa hum m>ido6--,a amante hum namorado4 ,n'hum dia de conflicto g]al a companhia1 ou a lembrana de tantos p5hores qu]idos1 e amados1 s]vio sm5te de e/imul> os ex=os communs1 e reciprocos3--,isabel ,madeira que p>ecia de/+uir-se nas proezas d'e/e dia tanto1 ou mais1 como j era de/9cta pelas virtudes conjugaes3--,hum tiro de ,bomb>da desp$aa1 a seu lado1 o seu amante esposo1 e a deixa na posse de quatro filhos4--,z ,matronas1 e z donzellas que a rodeio levanto hum grito de dor2 porm ella fica immovel e seus olhos enxutos666 ,e/as unicas palavras respondem con/]nao g]al das mais1 e pat5teio a gr&eza d seu corao3--,n+uem haja de la/im>-me6 ,meu m>ido morreo pela ,patria6 ,posso meus filhos m]ec]em e/a v5tura6 ,assim se exprimia em outro tempo o ,h]oismo ,fem5il em ,lac$emonia4 ,obs]vao--,alegoria--,critica--,moral4 ,qu&o z discusses de hum ,congresso so feitas por ,cidados1 ,sabios1 e ,prud5tes1 ento lhes podmos *am> ,discusses inspiradas por ,deos de ,moyss 7,omnipot5te ,deos ,creador d ,univ]so71 e bem podmos e/> c]tos que a p>te re/ante dos ,cidados1 que no entro em tal ,congresso1 s] feliz igualm5te1 i/o he3 ,s]o concid]ados igualm5te1 ou sejo gr&es1 ou pequ5os 7,fidalgos1 ou ,plebos7 pois que o direito das ,g5tes no conhece di/9co mais d que a ,virtude1 ou o ,crime3 outro sim ap5as de/+ue qu&o se trata de premi> os bons2 e ca/ig> os mos1 que os hom5s todos so hom5s6 ,iguaes so todos todos so p>5tes1 ,todos nasc]o ramos desc5d5tes ,d tronco antigo d primeiro humano4 ,pelo contr>io qu&o z ,discusses so feitas por ,ex-,cidados 7hom5s s na figura67 ignorantes1 e orgulhosos1 ento lhe podmos *am> ,discusses inspiradas por ,jove6 ,deos dos ,poetas6 7ou das quim]as que val o mesmo67 e pod]mos fic> c]tos que os hom5s ne/e caso no s]o tratados con=me os seus m]ecim5tos1 mas sim con=me a sua orgolhosa ,repres5tao1 e exclam>mos com ,la ,fonta9e4 ,jove duas mezas poz p>a os dois lotes ,da g5te d'e/e mundo3 ,o ,de/ro1 o ,esp]to1 o ,=te e/o s5tados primeira2--os pequ5os ,comem os seus sobejos segunda4 99 99 99 99 99 ,obs]vaes ,criticas1 e ,alegoricas4 ,i4 ,no conceito de todos os ,escriptores de boa nota 7e at na realidade exi/5te7 ,portugal em longitude de t]r5o1 e mesmo no circulo circumf]5cial no he hum dos maiores ,re9os644 ,porm qu] pela sua riqueza1 posio geografica1 brio de seus habitantes1 em summa por s] *eio como hum vo 7valho-me de/a expresso por no s] eu o primeiro que della uso7 foi sempre olhado por todas z ,naes ,europeas com admirao1 ou emulao1 con=me lhe quiz]em *am>8444 ,no ob/ante tal he a alt]nativa dos tempos1 que ou por huma innao1 ou por huma politica 7que impolitica lhe *amra eu67 mal consid]ada1 e/e pequ5o circulo *eio como hum vo1 que assim se podia consid]> at poca de #ahjg que a ex-politica ,franceza o gal\1 e outras circun/ancias 7pelas causas acima que dissemos7 o regalro1 a no s] huma inesp]ada ,provid5cia com a mira n'hum ,h]oismo ,con/itucional1 e/ava o sobr$ito vo a ponto de se *oc> de todo644 ,,ii4 ,dizem os ,politicos1 7e eu o creio7 que por todas z razes o homem deve apr5d] a ,grammatica da sua propria l+ua444 ,suppomos hum inteiro e sev]o ,magi/rado3 ,que bella c\sa no he sab] conjug> o ,v]bo--,eu p]co 7diz hum s que s vezes he mui bem que p]ca por que se faz m]ec$or de p]d]2 pois que tem p]dido outros p>a elle ganh>673 ,ns p]demos 7s vezes inju/am5te73 ,e que a pluralidade d ultimo deve s] pref]ida s+ul>idade d primeiro6 ,,iii4 ,qu&o re9a o ,despotismo1 e o ,rigor1 o ,g5io ,gr&e no c5tro de hum ,palacio1 vive p>a si acanhado1 aborrecido1 e p>a os outros ,entes morto6444 ,qu&o a doce lib]dade o pequ5o ,g5io d5tro de huma *\pana vive altivo1 mage/oso1 e entre balbuciantes vozes de ignorancia66 lhe escapo alguns p5sam5tos int]essantes1 e de/a sorte se torna mais util ,soci$ade o ,ignorante livre1 d que o ,sabio captivo4 ,,iv4 ,qu&o o ,gov]no he ,mon>quico1 succ$e1 regul>m5te1 que e/&o hum homem no ,?rono1 he gov]nado o ,re9o por huma ,mulh]6 e se e/ huma ,mulh]1 por hum homem6 ,e de/a maneira vem a s] ,gov]nados os ,pvos ora pelos capri*os de hum1 ora de outro individuo6 ,v4 ,qu&o o ,gov]no de hum ,re9o he repres5tado por ,cidados1 todos os ,cidados desfruto das graz que lhes competem por seus m]ecim5tos2 e qu&o he repres5tado por hum ,gov]no mon>quico ap5as z desfructo os ,criados ,p>ticul>es d ,pao1 e aquelles que tem p>ticul>idades com elles6 99 99 99 99 99 ,que aproveita ao que he depravado nos co/umes proc$] de ,illu/re ,g]ao8 ,politica ,pr$icavel1 e ,d\tr9a ,moral d bom ,gov]no d ,mundo4 ,pag4 #dhf4 4 ,,ii4 ,n4o #h4 99 99 99 99 99 ,aos ,h]es ,portu5ses1 que no dia memoravel #bd de ,ago/o de #ahbj erguro pela primeira vez a ,voz da ,razo1 e d ,h]oismo a ,lib]dade ,con/itucional4 ,vivei felizes ,pios1 ,v5c$ores1 ,em ouro escriptos sejo vossos nomes1 ,em c$ro1 em diamantes1 em todo o mundo4 4444444444444444444444444444444444444444 4444444444444444444444444444444444444444 ,em vossos peitos sos1 limpos ouvidos ,caio meus v]sos1 quaes me ,febo inspira1 ,eu de/a gloria s fico cont5te1 ,que a m9ha t]ra amei1 e a m9ha g5te4 ,f]reira4 ,m5os deloroso he 7aos olhos d bom ,obs]vador7 vr a virtude sem premio 7pois j o leva no primeiro objecto7 d que o vicio sem ca/igo3--,o ,immortal ,vate o expressa4-- ,e pondo na cobia freio duro1 ,e na ambio tambem que indignam5te ,tomais mil vezes2 e no torpe escuro ,vicio da tyrania infame1 e urg5te3 ,porque essas honras vs1 e esse ouro puro1 ,v]dadeiro valor no do g5te3 ,melhor he m]ece-los sem os t]1 ,que possui-los sem os m]ec]4#b ,cames4 99 99 99 99 99 ,a ,nobreza s he v]dadeira onde ha ,virtude1 sem a qual he vaidade3--,os ,viciosos no so v]dadeiram5te ,nobres1 e infamo a sua ,nobreza4-- ,ro/o de =mosura1 e graa ornado1 ,riqueza1 g]ao1 =z1 e honra4 ,e todos os mais b5s da v =tuna1 ,juntam5te pors n'huma balana2 ,n'outra a ,virtude subir s e/rellas ,a balana ligeira da =tuna3 ,mas a grave e pezada da ,virtude ,com o seu pezo aos abysmos dec]4 ,diogo de ,teive4 99 99 99 99 99 ,no he o ,sob]ano1 mas sim z ,leis z que devem ,re9> sobre os ,pvos4 ,massillon4 99 99 99 99 99 ,se o ,co/ume he ,lei1 e o vicio he ,engano1 ,a e/rada vos mo/ro d ,des5gano4 99 99 99 99 99 ,eu a ,virtude elevo1 o ,crime abato1 ,exalto o ,luzo1 o ,gollo vitupro1 ,d'e/e z aces tyranicas relato2 ,daquelle o ,patriotismo1 o peito fro3 ,poeticas fices no junto ao facto1 ,natural s+eleza seguir qu]o1 ,rodeios no procuro s v]dade ,assim fall> co/uma humanidade4 ,o ,porto ,invadido1 e ,lib]tado4 ,cant4 #a4o #a4;a ,out4 ,d'hum ,chos surjamos qual d'antes eramos6 7,d ,obs]vador ,con/itucional47 ,aquella antiga idade1 que contemplo ,dos nossos afamados ,portuguezes1 ,das quaes erguidas vs hum e outro templo4 4444444444444444444444444444444444444444 44 4444444444444444444444444444444444444444 44 ,t5do a m$iocridade por riqueza1 ,todo o sobejo fau/o aborrecio2 ,quo limpa1 e =mosa era a sua pobreza6 ,f]reirra #b4o ,livro das ,c>tas3--,c>ta #c4;a 99 99 99 99 99 ,quantos ha na nossa ,aldea ,lees e ,lobos f+idos1 ,que hov]o de &> despidos1 ,s5o fra a pelle alheia4 ,francisco ,rodrigues ,lobo4 99,,fim994 ,v5de-se por #abj rs4 nas lojas de ,joo1 ,h5riques1 ao fundo da ,rua ,augu/a2 de ,antonio ,manoel ,polyc>po da ,silva1 de baixo da ,arcada d ,s5ado1 e ,c>valho1 defronte da ,rua de ,s4 ,francisco ao ,*iado4 99,notas399 #a ,po/o que fosse nossa t5o public>mos e/a ,alegoria com o ,nome por ext5so que acima occultamos de/e sabio ,v>o1 fomos in/ados pelo mesmo 7a quem solicitamos o cons5tim5to1 e a quem a remettemos em manuscripto antes de a public>mos p>a que no fizessemos m5o d seu nome72 pois que elle antes qu]ia s] sepultado no esquecim5to d que inc5sado com ,elogios6 ,assim o deviamos ns esp]>2 pois que he d v]dadeiro sabio eximir-se aos ,elogios1 e d ,ignorante sollicit-los6 #b ,os titulos4