,libr>y ( ,portugal 7,biblioteca ,nacional de ,portugal747 ,*ri/ovam ,ayres ,manuel da ,maya e os eng5heiros milit>es portugueses no ,t]remoto de #agee ,com os retratos de ,manuel da ,maya1 ,c>los ,m>del e ,j4 ,fr$]ico ,ludovici ,,lisboa ,impr5sa ,nacional #aiaj ,*ri/ovam ,ayres ,manuel da ,maya e os eng5heiros milit>es portugueses no ,t]remoto de #agee ,com os retratos de ,manuel da ,maya1 ,c>los ,m>del e ,j4 ,fr$]ico ,ludovici ,,lisboa ,impr5sa ,nacional #aiaj b5em]ita corporao dos eng5heiros portugueses1 milit>es e civis ,consagra ,*ri/ovam ,ayres ,,manuel ,,da ,,maya ,e ,,os ,,eng5heiros ,,milit>es ,,portugueses ,,no ,,t]remoto ,,de #agee ,int]essante no e/udo relativo ao seculo ,,xiii v]1 embora summ>iam5te1 o papel que tiv]am os nossos eng5heiros milit>es na re/aurao da cidade de ,lisboa1 aps o t]remoto de #agee1 sobretudo o eng5heiro-mor ,manuel da ,maya e os que mais directam5te =am incumbidos dos monum5taes trabalhos1 que honram a eng5h>ia portuguesa4 ,na ,revi/a da ,soci$ade de ,in/ruco d ,porto 7vol4 ,,ii1 #ahhb1 pag4 #bga7 a em95te escritora ,d4 ,c>ol9a ,mi*alis de ,vasconcellos1 trat&o da impresso que na ,allemanha produzira esse memoravel t]remoto1 ref]e-se a tres e/udos que1 logo em seguida1 apres5t\ o gr&e philosopho ,kant1 e que se ligam com outra obra mais consid]avel por elle publicada no mesmo anno3 ,allgeme9e ,naturges*i*te und ,!orie des ,himmels4 ,d'esses tres e/udos1 o segundo o que mais nos int]essa2 porque descreve o t]remoto1 trata das suas causas physicas1 e sobre elle faz consid]aes sci5tificas de gr&e alcance2 e a illu/re escritora1 d&o noticia d seu conteudo1 obs]va3 ,l5do e/e e/udo de ,kant acudiu-nos memoria aquella c>ta1 *eia de bom s5so1 que ,gil ,vic5te m&\ de ,sant>em a ,el-,rei ,d4 ,joo ,,iii e/&o ,sua ,alteza em ,palmella1 sobre o tremor de t]ra que foi a #bf de janeiro de #aeca4 ,o philosopho allemo leva a vantagem ao poeta nacional#a quanto a sab] o ponto de vi/a critico2 entre um e outro ha dois seculos de e/udos sci5tificos2 mas o nosso ,gil ,vic5te no lhe fica atrs na inteireza d juizo e v]dade d s5tim5to4 provavel que z num]osas relaes contemporaneas sobre o t]remoto1 que ,kant teve vi/a1 no fossem todas igualm5te fieis2 comtudo1 o philosopho1 armado com uma sci5cia sup]ior1 positiva1 e com um crit]io elevado1 s\be di/+uir cl>am5te entre os casos impossiveis1 inv5tados1 e z v]dades provaveis1 tom&o e/as p>a base dos seus e/udos4 ,t]ia o gr&e ,m>qus de ,pombal1 na epoca em que del9eava o novo plano de ,lisboa1 noticia d segu9te importante conselho d illu/re philosopho3 que z art]ias das gr&es cidades ameaadas no se devem con/ruir p>alelas s vias fluviaes 7i/o 1 emquanto a ,lisboa1 d ,occid5te p>a o ,ori5te71 porque o movim5to d tremor segue essa direco e prolonga-se pelo curso dos rios8 7pag4 #djd74 ,a sci5cia j ento t9ha feito e/a e outras descob]tas4 ,a e/as obs]vaes da illu/re escritora acresc5t>emos que1 se realm5te se ob$eceu a esse pr9cipio sci5tifico1 no se pode regate> ao gr&e ,pombal a gloria de mais essa =ma sup]ior por que a sua obra foi executada2 mas de ju/ia igualm5te reconhec] que os eng5heiros que tal obra execut>am conhec]am e s\b]am applic> esse importante preceito4 ,figura3 ,manuel da ,maya ,os eng5heiros enc>regados da re$ificao de ,lisboa =am1 pela sua ordem1 ,eug5io dos ,santos1 ,c>los ,m>del1 ,re9aldo ,manoel#b e ,manoel ,caetano4 ,de todos e/es d noticia ,jacome ,ratton1 um contemporaneo1 nas suas ,recordaes#c1 onde se encontram int]essantes porm5ores relativos cidade de ,lisboa depois d t]remoto4 ,de ,eug5io dos ,santos diz3 ,a planta e prospecto 7p>a a re$ificao7 foi dado pelo primeiro ar*itecto da cidade1 *amado ,eug5io dos ,santos1 da escola das obras de ,mafra4 ,ne/a planta se cons]v>am z praz e l>gos quasi com z mesmas dim5so5s que dantes t9ho1 al>g&o-se1 e endireit&o-se z ruas que ero nimiam5te e/reitas e tortuosas2 e ne/as se assign\1 quanto possivel foi1 o *o de cada propriet>io1 p>a edific>em1 d5tro em prazos det]m9ados1 por si ou por outrem1 sob p5a de os p]d]em2 prasos que se =am prorog&o2 por maneira que me no con/a que alguem p]desse o seu t]r5o4 ,a ,inspeco tax\ o preo de cada palmo de front>ia1 con=me a situao das ruas1 p>a que no qu]5do ou no pod5do o proprio dono d *o edific>1 podesse qualqu] outro edificador comprallo ,inspeco1 a qual entregava o d9heiro da compra ao dono d *o4 ,ouvi que =a o projecto de se no cons5tir1 em raso dos t]remotos1 que z casas da cidade nova tivessem mais d que lojas e dois &>es2 mas que em att5o s repres5tao5s dos edificantes1 que no podio t] int]esse algum em edific> casas de to p\cos &>es1 veio o ,gov]no a cons5tir que se edificassem de tres e agoas furtadas2 e ento se pr9cipi\ a edific> segundo o prospecto que d]a ,eug5io dos ,santos1 consi/9do em #a4o &> de sacadas1 #b4o e #c4o1 e agoas furtadas de janelas de peito2 excepo das casas da ,praa d ,rocio1 z quaes tem1 no sei porque1 no #a4o &> janellas alt]nadas de sacada e de peito2 o que faz com que e/a praa p]ca huma gr&e p>te da bellesa que podia t]4 ,z agoas dos telhados ero recebidas em meios canaes praticados no cimo das p>$es1 e conduzidas rua por canaes praticados ne/as1 o que dava hum ar de nobreza s front>ias1 no se v5do z biqueiras2 e muito commodo aos vi&antes4 ,e/e risco veio depois a alt]>-se no successivo re9ado1 no s pratic&o-se #d4os e #e4os &>es sem sacadas1 ou com sacadas em todos elles1 mas deix&o-se cair por biqueiras z agoas rua2 e p>a mais depravado go/o1 e/abelec]o v>&as1 e sobre v>&as nos #d4os e #e4os &>es1 cuja enxelh>ia he lavrada a maneira de telha e p9tada da mesma cr4 ,p>ece impossivel que tal re$ificao viesse lembrana dos habitantes de huma ,cidade sujeita a t]remotos1 e que t9ha s(frido os effeitos d de #agee4 ,he v]dade que z casas con/ruidas de madeira d #a4o &> p>a cima1 cresc5do depois z p>$es de p$ra e cal1 como accessorias1 so hum abrigo aos desa/res que podem result> de hum t]ramoto1 p>a z pessoas que se a*>em d5tro dellas1 e no tiv]em o desacordo de sahir p>a a rua2 mas desgraados dos que se a*>em nas ruas1 se o abalo d]rub> z p>$es2 porque a enxelh>ia dos #d4os e #e4os &>es no deix> n5hum vivo4 ,ao primeiro risco da cidade baixa1 e ruas pr9cipaes ajunt\ o ar*itecto os necess>ios e utilissimos passeios2 e no sei porque fatalidade deixa de os hav] na maior p>te das ruas de ,lisboa que os podem admittir2 comtudo no lhe l\vo a bordadura dos colonellos1 que alem da despeza1 e extravagante configurao1 occupo hum lug> nos passeios tirado aos vi&antes1 dev5do s exi/ir nas esqu9as1 p>a imp$ir que os c>ros e c>roag5s passem1 ao volt>1 por cima dos pavim5tos4 ,mas o que he imp]doavel ne/a nova re$ificao1 he que todas z ruas no t5ho canos1 e todas z casas1 cloacas1 p>a o despejo das primeiras immundicias2 he v]dade que o dito ar*itecto deo o risco dos canos que se a*o em algumas ruas da cidade nova2 mas to disp5diosas pela p$ra lavrada que nelles se empreg\1 que julgo s] e/a a causa de os no hav] nas mais ruas2 e to defeituosas na sua configurao que no pre5*em1 ou pre5*em mui mal os f9s p>a que so de/9ados4 ,primeiram5te por t]em pavim5tos *atos sub9do z p>$es lat]aes em angulos rectos1 nos quaes se depoem z immundicias2 e em segundo lug> por d>em entrada s agoas da m>1 diffund9do-se nas casas hum f$or tal1 que z torna quasi inhabitaveis1 o que tudo se pode em5d> em aquelles que de novo se fiz]em3 #a4o con/ru9do-se de tijolo1 por s] mais b>ato1 e em =ma eliptica p>a se no e/agn>em z immundicias2 #b4o fic&o suas desembocaduras sup]iores s agoas das en*5tes d ,tejo2 #c4o encan&o-se-lhes z agoas dos telhados1 ruas e cos9has1 p>a os cons]v> sempre lavados2 provid5cias que se devem igualm5te e/5d] a toda a cidade velha1 e sem z quaes a f$or5ta cidade de ,lisboa1 s] sempre hum manancial de mole/ias1 a v]gonha da nao1 e hum objecto asc>oso pelos montes de immundicias accumuladas nas ruas1 por effeito d descuido invet]ado de se no v>r]em1 e se no tir>em com a devida regul>idade1 no ob/ante z r5das que ha de/9adas p>a isso4 um int]essante quadro de ,lisboa d seculo ,,xviii1 antes d t]remoto4 ,quem o quiz] conhec] completo leia o livro de ,ratton4 ,seguem-se consid]aes que por ext5sas no transcrevemos1 mas que1 com o tre*o que deixamos reproduzidos1 s]viro p>a confront> z ideias d tempo e o que ,ratton indica como realisado1 attribu9do-o ao executor ,eug5io dos ,santos1 com o que na importante memoria in$ita1 que adeante publicamos1 ,manuel da ,maya apres5ta como plano dos div]sos s]vios a execut>1 rev9dic&o p>a e/e eng5heiro a legitima gloria de z hav] preconizado e indicado aos pod]es publicos4 ,cont9u&o1 diz ,jacome ,ratton3--,succ$eo a ,eug5io dos ,santos hum ar*itecto allemo 7alis hung>o7 *amado ,c>los ,m>del1 o qual seguiu o mesmo plano d seu antecessor p>a a re$ificao da cidade4 ,ignoro se foi por algum de/es1 ou por ambos sugg]ida a ideia de se con/ruir o ,palacio ,real no sitio de ,campo de ,ourique2 mas sei que foi no tempo de ,m>del que se levant\ a planta1 e se colloc>o os m>cos1 dos quaes a9da exi/em alguns junto ,igreja de ,/4 ,isabel1 ,fonte ,santa1 ,praz]es e ,s4 ,joo dos bem casados4 ,muito tempo se trabalh\ nos des5hos1 e cuido que a9da exi/em na casa d risco4 ,entrava tambem no projecto faz]-se navegavel o rio ,alcant>a p>a nelle entr>em os ,escal]es ,reaes at o ,palacio2 mas depois d fallecim5to d sr4 ,rei ,d4 ,jos no se cuid\ mais ne/e projecto1 e depois d inc5dio d ,palacio da ,ajuda1 se adopt\ aquelle sitio p>a a con/ruco de hum novo ,palacio4 ,tambem ne/e p>ticul> d sitio onde se devia con/ruir o palacio real de int]esse a leitura da ref]ida memoria de ,manuel da ,maya4 ,o livro de ,jacome ,ratton hoje r>o2 e/im>o por isso os especiali/as em assuntos de eng5h>ia1 a quem e/e nosso trabalho p>ticul>m5te de/9ado1 conhec] e/es tre*os que reproduzimos1 sem t]em de recorr] aos res]vados das bibliotecas2 a outros abrir o apetite de conhec] a obra4 ,segue se a in=madora n>rativa de ,ratton3 ,a ,c>los ,m>del succ$eu ,re9aldo ,manoel1 e de/e no sei c\sa notavel1 a no s] o des5ho e e/abelecim5to d passeio publico em #agfd1 sobre humas hortas1 que alli exi/io1 *amadas z hortas da c]a1 nas quaes se deit>o os entulhos das ru9as da ,cidade baixa2 e fui eu que dos meus viveiros da ,b>roca d',alva dei todas z arvores freixos que se a*o no dito passeio444 ,a ,re9aldo ,manoel succ$eu1 em ar*itecto da ,cidade e da ,casa ,real1 ,manoel ,caetano1 se me no engano1 que ouvi t] sido canteiro1 e t9ha algumas luzes de des5ho1 sem comtudo possuir os e/udos da arte de ar*itectura1 nem a disposio natural p>a isso1 como provo z obras que dirigio como ar*itecto2 entre z quaes especific>ei a ,igreja da ,inc>nao de fronte d ,loreto2 obra de muito cu/o1 mas de n5hum go/o1 nem ordem alguma de ar*itectura2 a casa d ,mantegueiro na rua da ,horta seca1 *amada pelo seu dono ,dom+os ,m5des1 ,palacete2 e a sua propria casa edificada no sitio que se de/9\ p>a o ,er>io novo1 a qual era muito p>ecida com a torre que o t5deiro da ,esp]ana m&>a con/ruir junto rua da ,procisso1 na ,cotovia de cima4 ,e/a casa foi demolida e paga pelo ,gov]no1 fic&o ao ar*itecto os mat]iaes2 e d&o-lhe o mesmo ,gov]no hum *o de fronte da ,fabrica da s$a1 onde con/ruio huma nova casa excessivam5te maior d que a primeira1 mas to de/ituida de ordem e go/o que ba/a olh> p>a ella p>a se julg> d m]ecim5to d au?or4 ,p5so t] sido elle o introductor da moda de figur> &>es de casas sobre telhados contra todo o s5so commum4 ,tambem julgo t] tido p>te na planta d palacio novo da ,ajuda1 que p\co depois se confi\ aos d\s ar*itectos de pr(isso ,jos da ,co/a e ,silva1 e ,francisco ,xavi] ,fabri2 o primeiro ,portuguez1 o qual apr5deo em ,roma1 e deo provas d seu tal5to na con/ruco d !atro de ,s4 ,c>los em ,lisboa1 e na d hospital de ,runna m&ado con/ruir por ,sua ,alteza a ,s]5issima ,pr9ceza d ,brasil viuva3 o segundo ,italiano de nao1 que fez a planta pela qual se con/ruio o ,porto franco2 e que supponho fic\ com aquella que eu fiz1 de que j fallei4 ,tambem no ,m9i/]io d ,conde de ,l9h>es dirigio o accresc5tam5to que se fez na cordo>ia p>a accommodao de ti>es de lonas1 e segundo ouvi foi quem fez o risco1 e dirigio a con/ruco d palacio d ,m>quez de ,ca/ello ,melhor1 junto ao passeio publico4 ,embora se no trate de con/ruces milit>es1 tem int]esse e/as in=maes de um contemporaneo que assi/iu ao t]remoto e recon/ruco da cidade que1 segundo elle in=ma1 se r$uzia a hum rec9to que abrangia o bairro de ,alfama1 bairro d ,ca/ello1 ,m\r>ia1 rua nova1 ,rocio1 bairro alto1 ,mocambo1 ,&aluz1 ,anjos e ,remul>es2 toda a mais ext5so que foi conv]tida em cidade1 como campo de ,/4a ,cl>a e suas vis9hanz1 campo de ,/4a ,anna1 ,salitre1 ,cotovia de baixo e de cima1 ,boa ,morte e ,alcant>a1 ap5as t9ham algumas casas1 aqui e acol1 borda de cam9hos que atravessavam por t]ras cultivadas4 tradio1 embora no a encontremos confirmada1 que os arcab\os 7gaiolas7 de madeira1 innovados p>a a con/ruco dos edificios1 =am entre ns adoptados ento p>a d> s p>$es maior flexibilidade e equilibrio1 cab5do evid5tem5te aos eng5heiros que trabalh>am na obra da re$ificao essa iniciativa4 ,ao eng5heiro ,c>los ,m>del1 que to l>go qu9ho teve nesses trabalhos1 sobretudo depois da morte d eng5heiro ,eug5io dos ,santos e ,c>valho#d1 attribuida essa innovao#e2 mas no ha1 que nos con/e1 docum5to que o prove4 ,na importante diss]tao in$ita de ,manuel da ,maya1 que adeante publicamos1 relativa aos trabalhos p>a a re$ificao de ,lisboa1 ha ref]5cia a edificios de madeira e aos de p$ra e cal1 e se fala d horror em q se a*ava o publico contra edificios q no fossem de simples madeira1 o que p>ece evid5te no se ref]ir adopo das gaiolas de madeira p>a a edificao2 mas s b>racas de madeira que se t9ham con/ruido4 ,s]ia dessa pref]5cia pelas con/ruces de madeira1 pr9cipalm5te empregadas p>a resi/ir aos embates d m>1 nas praias1 que t]ia v9do orig9>iam5te1 entre ns1 a ideia da armao de madeira p4a z nossas edificaes1 indep5d5tem5te d que se passava n\tros paises8 ,e porque no8 ,temos g]alm5te t5d5cia p>a desluzirmos z nossas iniciativas proprias1 qu]5do attribuir a sua pat]nidade a e/rangeiros2 mas em c]ebros portugueses tambem g]m9am ideias novas1 como o prova o nonio1 o a]o/ato de ,b>?olomeu de ,gusmo1 e tantas outras4 ,mas tambem pode s] que fosse realm5te exp]i5cia por ,c>los ,m>del adquirida na ,holl&a que se devesse a innovao4 ,c>los ,m>del1 natural da ,hungria1 como diz a tradio1 ou de origem francesa1 como suspeita o ,sr4 ,s\sa ,vit]bo#f1 deix\ o seu nome ligado aos trabalhos da recon/ituio da cidade1 como o lig\ tambem a outras importantes obras publicas e p>ticul>es2 pois que1 alem de ar*itecto das ,aguas ,livres1 dos paos reaes e das tres ord5s milit>es1 e de v>ias obras religiosas1 como v]emos1 foi m$idor das =talezas da b>ra1 fallec5do no po/o de coronel de infant>ia com ex]cicio de eng5heiro4 ,entre z obras notaveis que traou e/o z da recon/ruco d ,real ,collegio de ,s4 ,paulo de ,coimbra em #ageb4 ,figura3 ,c>los ,m>del ,em novembro de #agee foi o eng5heiro ,c>los ,m>del enc>regado pelo ,c>deal ,patri>*a de ,lisboa de v] o e/ado em que e/ava a ,igreja de ,s4 ,b5to depois d t]remoto1 sobre o que elle in=m\ que a*\ toda a igreja em muito bom e/ado1 sem t] recebido damno algum e em excell5te e/ado de s]vir2 porem a sacri/ia he a peyor e incapaz de s]vir1 e em lug> della a*ei hum gr&e refeitorio e casa de pr(undis diante d ,refeitorio1 ambas escusadas p>a os ,padres d dito ,mo/eiro1 z quaes so mi/icas ao lado da ,epi/ola da ,capella mr2 e abr9do-se porta p>a a ,igreja no mesmo lado1 temos tudo o que = mi/] p>a accommod> a ,patri>*al1 e a9da com mais abundancia d que aonde e/ava antes4--,em vi/a disso pass>am p>a aquella igreja os (ficios da ,patri>*al4 ,succ$eu porem que s5do a in=mao de ,c>los ,m>del de #ag de novembro1 no dia #ai desse mesmo mez ia o capito eng5heiro ,eug5io dos ,santos e ,c>valho in=m> o ,patri>*a de que1 embora concordasse com o p>ec] d seu collega quanto segurana d corpo e cruzeiro da ref]ida ,igreja1 se lhe fazia suspeitosa uma p>$e da ,capella que1 s5do ord9>ia1 se pode rep>> com modica despeza4--,foi e/e p>ec] seguido2 e fez-se a obra completa sob a direco d ento t55te coronel ,c>los ,m>del e d capito ,eug5io dos ,santos#g4 ,entre z curiosidades apres5tadas na ,exposio de ,c>tographia da ,soci$ade de ,geographia1 em #aijc1 figurava uma ,planta topographica da cidade de ,lisboa arru9ada1 e tambem segundo o novo al9ham5to dos ar*itectos ,eug5io dos ,santos e ,c>valho e ,c>los ,m>del1 feito por ,joo ,p$ro ,ribeiro4 ,p]t5ce ,direco dos ,trabalhos ,geodesicos#h4 ,figura3 ,joo ,fr$]ico ,ludovici1 ,ar*itecto-mor ,mas embora os nomes de ,eug5io dos ,santos e ,c>valho e ,c>los ,m>del1 que ,manuel da ,maya consid]ava alem de eng5heiros de pr(isso1 os primeiros ar*itectos na ar*itectura civil1 sejam os que mais soam e mais elevado qu9ho repres5tam nesses memoraveis trabalhos h]culeos1 muitos =am os eng5heiros milit>es que nelles tiv]am p>te sob a direco de ,manuel da ,maya4 ,na importante ,memoria d'e/e celebre eng5heiro-mor1 que em seguida publicamos1 veem citados1 alem dos nomes de ,m>del e ,eug5io dos ,santos1 os d capito ,elias ,seba/io ,pope e ,p$ro ,gualt] da ,fonseca1 e praticantes ,francisco ,p9heiro da ,cunha e ,jos ,dom+os ,pope1 como t5do sido por elle eleitos p>a o auxili>em na monum5tal obra da recon/ruco da cidade4 ,reynaldo ,manuel se *amava1 como vimos1 o eng5heiro nomeado p4a sub/ituir ,c>los ,m>del nas obras da recon/ruco de ,lisboa1 qu&o e/e morreu em #agfc4 ,jacome ,ratton fala com enc>ecim5to de um eng5heiro milit>1 e/rangeiro mas que muitos s]vios pre/\ entre ns4 ,e ,joo ,fr$]ico ,ludovici1 o celebre ar*itecto de ,mafra1 e que ,ratton apres5ta como s5do o que mais geito e arte mo/r\ na traa e edificao das casas p>ticul>es em ,lisboa4 ,j t9ha fallecido qu&o foi d t]remoto2 mas a cidade j se embellez>a com a sua arte4 ,se pelas obras que os ar*itectos edifico p>a sua propria habitao1 escolh5do a localidade1 e sem outra sugeio que z suas =z1 se pode julg> d seu m]ito1 diz ,ratton1 indic>ei z que entro ne/e caso1 relativas aos quatro ar*itectos d meu tempo1 empregados pelo ,gov]no4 ,joo ,p$ro 7alis ,joo ,fr$]ico7 ,ludovici1 que j era ar*itecto no ,re9ado d ,s5hor ,d4 ,joo ,v1 e o cont9u\ a s] at depois d t]remoto de #agee1 con/ruiu p>a sua morada aquella b>raca1 na calada da ,ajuda1 aonde assi/io ,m>t9ho de ,mello e ,ca/ro1 e edific\ huma casa de fronte da torre de ,s4 ,roque que tem todo o ar de nobre2 e creio que em razo de/a obra se con/ruiu a muralha de ,s4 ,p$ro de ,alcant>a com o pretexto de se faz] alli hum passeio1 o qual se no *eg\ a realiz>2 mas que s]ia bem util pelo ponto de vi/a que (f]ece4 ,tambem supponho que foi e/e ar*itecto quem projeit\ e deo o plano das obras dos arcos das aguas livres2 mas se no foi elle1 foi pelo m5os o que z cont9u\4 ,eug5io dos ,santos que deo a planta da re$ificao da cidade con/ruio humas gr&es casas de cimo da calada da ,e/rella1 com muito m s]v5tia p>a c>roag5s1 e sem outra luz na escada que a que entra pelas sobrepo/as4 ,c>los ,m>del edific\ p>a a sua habitao aquella casa que se a*a ao lado ori5tal da ,igreja de ,/4a ,isabel junto ao cemit]io1 e por baixo da torre dos s9os4 ,manoel ,caetano edific\ z de que j fallei4 vi/a d que todos conviro comigo que o que t9ha melhor t9o era ,joo ,p$ro ,ludovici4 ,joo ,fr$]ico ,ludovice1 o notavel ar*itecto d conv5to de ,mafra1 era desde #aa de setembro de #agej ar*itecto-mr d re9o com pat5te1 soldo e graduao de brigadeiro de infant>ia1 na primeira plana da ,crte2 nasc]a na ,allemanha1 de familia francesa1 e naquelle pas ex]cia a pr(isso de eng5heiro milit>1 t5do porem v9do p>a ,portugal *amado pelos jesuitas pela sua especial p]icia de ourives1 metalli/a2 mas os seus v>iados tal5tos po/os em aco entre ns lhe d]am o ju/o gal>do de se reconhec] que sua d\tr9a se devem o gr&e adiantam5to em que se a*avam z artes em ,portugal#i4 ,e no s em ,lisboa1 mas em outros pontos d pas eram requ]idos os s]vios dos nossos eng5heiros milit>es1 qu] na sua especialidade1 qu] n\tros ramos d s]vio4 ,assim1 t5do o t]remoto arrasado a villa de ,setubal1 foi ,joo ,alex&re de ,*]mont1 coronel de infant>ia com ex]cicio de eng5heiro1 m&ado em #ad de novembro de #agee tom> conta d'aquella villa1 com jurisdio completa1 p>a adopt> z provid5cias necess>ias#aj4 ,e nesse calamitoso p]iodo1 e antes e depois1 e sempre1 de eng5heiros milit>es se valeu o gov]no p>a os s]vios da maior responsabilidade4 ,de tres eng5heiros1 enc>regados em #agfa da dem>cao das quatro leguas exclusivas d di/ricto conc$ido ,companhia da ,agricultura das ,v9has d ,alto ,d\ro1 roda da cidade d ,porto1 temos noticia3 so o s>g5to-mor de infant>ia e eng5h]ia ,francisco ,xavi] d ,rego1 e os seus ajudantes1 o t55te ,ado ,w5celao ,hetsk e ,francisco ,p9heiro da ,cunha4 ,por curiosidade reproduziremos adeante o resultado d'essa dem>cao1 que em manuscrito se cons]va na ,academia ,real das ,sci5cias de ,lisboa#aa4 ,e de quantos outros no pod]iamos d> aqui in=mao4 ,de gr&e num]o d'elles d>emos noticia na nossa ,hi/oria da ,eng5h>ia ,milit>4 99 99 99 99 99 ,qu&o1 das ru9as d'esse horrivel t]remoto1 a en]gica vontade d ,m>qus de ,pombal fez ergu]1 al9hada1 g>rida e bella1 a nova cidade1 os eng5heiros milit>es =am os auxili>es pr9cipaes d'essa vontade de f]ro4 ,o eng5heiro-mor ,manuel da ,maia e os seus (ficiaes dirigiram e execut>am z pr9cipaes obras4 ,por decreto de #bi de novembro de #agee era ord5ado que os ,m9i/ros1 que se a*avam enc>regados da inspeco de cada um dos bairros da capital1 de commum accordo com os (ficiaes de ,infant>ia com ex]cicio de ,eng5heiros1 de/9ados p>a e/a delig5cia1 fizessem logo1 e sem p]da de tempo1 cada qual delles uma exacta discripo d respectivo bairro de que se a*ava enc>regado1 decl>&o-se nella di/9cta e sep>adam5te a l>gura e comprim5to de cada uma das praz1 ruas1 beccos e edificios publicos1 que nelle se cont9ham2 e cada uma das propri$ades p>ticul>es que exi/am nas sobr$itas ruas1 praz e beccos1 com a especificao da fr5te e d fundo que a ellas p]t5cia1 compreh5d5do nessa m$io os qu9taes1 onde os h\vesse1 com z elevaes ou alturas de cada uma das propri$ades1 e com especificao das p>$es que fossem ou proprias de cada edificio1 ou commum a ambos os dois vis9hos confrontantes4 ,assim se conseguiu evit> z reclamaes e pleitos que dec]to depois levant>iam os propriet>ios com respeito aos limites das suas propri$ades1 sem que h\vesse maneira de sab] se z baseavam na v]dade4 ,por ,aviso de #aa de dezembro de #agee foi ord5ado ao ,eng5heiro-mor ,manuel da ,maya que *am&o sua pres5a os (ficiaes de ,infant>ia com ex]cicio de eng5heiros1 que lhe p>ecessem mais habeis e exp$itos1 os m&asse pass> os liveis necess>ios p>a se conhec] e calcul> com cl>eza os declivios que ha dos ,mo/eiros da ,boa ,hora1 d da ,annunciada1 d de ,corpos ,*ri/i1 da ,igreja da ,magdal5a1 e ,s4 ,seba/io da ,pad>ia1 at s cort9as d ,t]reiro d ,pao e da ,ribeira2 t9ha i/o por fim acommod> os entulhos em log>es mais baixos4 ,por ,aviso de #bb d mesmo ms e anno foi ord5ado a ,manuel da ,maya que na con=midade das reaes ord5s fizesse apalp> e abaliz> pelos (ficiaes1 que a*asse mais exp$itos e exactos1 os t]r5os de que se tratava1 em =ma que ficassem di/9ctam5te dem>cados os log>es que se h\vessem de entulh> e z alturas dos entulhos que nelles se haviam de lanar1 p>a que fossem lanados com a devida proporo1 onde mais conviesse e sem o p]igo de se torn>em a mov]1 etc44 ,outro ,aviso da mesma data ao ,duque ,reg$or das ,ju/iz 7,duque de ,lafes7 p>a se nivel> a p>te da cidade que ia entre a rua ,nova d ,almada e a ,pad>ia1 e p>a se prem m>cos e balizas nas covas e declives1 afim de se en*]em com os des5tulhos e fic> nivelado o ,t]reiro d ,pao com z mesmas duas ruas em b5eficio da re$ificao da cidade1 ord5ava ao mesmo ,eng5heiro mor que1 pelos (ficiaes que a*asse mais exp$itos1 fizesse pr z sobr$itas balizas com a brevidade que requ]ia a urg5cia#ab4 ,so e/as umas simples amo/ras d gr&e trabalho e da misso importante que aos eng5heiros milit>es c\be na re$ificao da cidade1 como lhes cont9ua a cab] no decurso dos tempos2 pois que nomes de eng5heiros d ex]cito muito di/9ctos e/o ligados1 no s a obras milit>es1 mas civis1 na hi/oria d nosso pas4 99 99 99 99 99 ,e melhor d que o pod]iamos diz]1 fal> agora d gr&e papel que ,manuel da ,maia teve nesse grave mom5to da nossa exi/5cia social a memoria 7diss]tao7 que em seguida publicamos1 por elle apres5tada sobre a re$ificao da capital1 e que pela primeira vez damos e/ampa4 dividida em tres p>tes3 z duas primeiras cons]vam-se nos papeis de ,jos ,bapti/a de ,ca/ro na ,biblioteca ,publica de ,evora2 a t]ceira encontra-se1 remettida d ,ar*ivo ,milit>1 na ,torre d ,tombo4 ,devia t] uma qu>ta p>te1 que o auctor deix\ de escrev]#ac4 ,damos aqui publicidade s tres p>tes que pudemos felizm5te reunir1 na c]teza de que encontr>o o apreo e a e/imao d leitor4 ,ao ,duque de ,lafes1 na sua qualidade de ,reg$or das ,ju/iz1 era dirigida essa diss]tao1 e d conceito e apreo em que foi tida reza o segu9te (ficio1 cuja copia gu>da a ,biblioteca de ,evora3 ,ex4mo ,sr4 ,agradeo muito a ,v4 ,ex4a a at5o de p>tecip>-me a segunda p>te da ,dis]tao que tem escrito sobre a r5ovao da cidade de ,lisboa de/ruida1 e agora repito a ,v4 ,ex4a o que a respeito de/es papeis t5ho repres5tado a ,el,rey meu ,snr41 porque a*ei que ,v4 ,ex4a compreh5deo com va/ido1 discorreo com pr(undidade1 e escolheo1 a meu ent5d]1 com ac]to1 o modo que deve seguir-se4 ,s4 ,mg4e vai mo/r&o que segue o p>ec] de ,v4 ,ex4a2 a9da que a sua mode/a escrupulosidade o duvide1 e v]dadeiram5te s ne/a p>te me no p>ecem solidos os fundam5tos da desconfiana de ,v4 ,ex4a4 ,v4 ,ex4a he um vasalo to util1 como bom compatriota1 e asim se p]cebe no zelo com que vigia sobre a saude publica1 lembr&o-se de que se deve d> corr5teza s aguas e/agnadas na ,praa d ,rocio e na ,rua ,nova dos f]ros4 ,el,rey meu ,snr4 foi s]vido enc>reg>me de evit> aquele p]igo1 e pela m$eao dos ,m9i/ros da ju/ia ,inspectores dos ,bairros de/a ,cidade1 com bem ord5ado trabalho1 se v5c]o muitas defficuldades1 e entre gr&es p]igos no suc$eo a m5or disgraa1 a*&o-se desde a somana pasada esgotados completam5te hum e outro lug>4 ,t5ho entrado a rece> nos posso agora prejudic> z muitas lamas que a cada paso se encontro pelas ruas e o descuido que ha1 e ouve sempre1 em extrahir da sup]ficie da t]ra quantidade de animaes mortos que se a*o expo/os3 porem como e/a incumb5cia me no foi recom5dada p\po-me ao maior pez> que s]ia o que me resultase de se pod] acuz> a m9ha omio1 o que p>a mim s era s5sibilisimo4 ,d4s ,g4e a ,pesoa de ,v4 ,ex4a m4tos an4s4 ,c]ca das ,necessidades a #e de ,m>o de #agef4 ,ex4mo ,snr4 ,manoel da ,maya4 ,mais att5to s]v4or de ,v4 ,e4 ,duque de ,lafes#ad4 ,eis agora o trabalho apres5tado por ,manuel da ,maia1 e que1 embora p\co nitido sob o ponto de vi/a litt]>io1 honra e ju/ifica a alta reputao d eng5heiro1 pois repres5ta todo um complexo plano de obras de at]ram5to1 de esgotos1 de hygi5e1 de al9ham5to de ruas e travessas nas p>tes da cidade a recon/ituir ou a con/ruir de novo1 de con/ruco de edificios publicos1 entre elles os ,paos ,reaes1 a ,biblioteca e z ,alf&egas1 e tambem p>ticul>es1 nas devidas condies de segurana contra tremores de t]ra e de isolam5to d fogo2 da =ma dos pr$ios1 sem passag5s cob]tas p>a evit> att5tados nocturnos2 da salvagu>da dos t]r5os de/9ados a s]vides milit>es junto s =tificaes da cidade1 e de tantos outros assuntos importantes que curioso seguir entre o emm>anhado da prosa d illu/re milit>1 e que1 como vimos j1 lhe vem d> a primazia de muitas iniciativas que lhe no eram attribuidas4 ,a p>te #c4;a da diss]tao muito int]essante1 porque trata dos s]vios de limpeza da cidade1 esgotos1 aba/ecim5to de agua1 bocas de inc5dio1 recon/ruco dos edificios d ,t]reiro d ,pao1 l>gura e e/ructura das ruas1 laia das de ,+lat]ra1 com z respectivas plantas traadas por ,manuel da ,maia1 e que p5a se no saiba onde p>am1 p>a v] se =am realm5te seguidas1 qu&o taes edificios e ruas se fiz]am4 ,debaixo de muitos pontos de vi/a ha de e/a memoria int]ess> aos e/udiosos4 ,diz o segu9te3 99#a4;a ,diss]tao sobre a r5ovao da ,cidade de ,lisboa por ,manoel da ,maya1 ,eng5hr4o mor d ,r4no99 #a4--,reconhecida1 e obs]vada a de/ruio da cid4e de ,lix4a 7no #a4o de ,nov4 de #agee7ae he precizo int5t>-se a sua r5ovao1 e como e/a se pode execut> por div]sos modos1 p>ece tambem precizo que e/es se prepond]em p4a entre elles se faz] eleio d q se conhec] com mais v5tag5s1 e m5os inconv5i5tes4 ,os modos que me occorrem so os segu9tes4 #b4--,o primr4o re/ituila ao seu antigo e/ado1 levant&o os edificios nas suas antigas alturas1 e z ruas nas suas mesmas l>guras4 ,e/e #a4o modo suppoem1 q o t]remoto passado no he prono/ico de outro2 e que assim como em m4tos annos ant4es s5o exp]im5t\ outro sem4e assim se no pode esp]> subsequ5te2 e q por e/a =ma se re/ituir ,lix4a promptissimam4te ao seu antigo e/ado1 e com edif4os melhorados por novos2 receb5do e acomod&o o mesmo n4o de g5te1 e obt5do os propriet>ios os seus antigos r5dim4tos fic&o ,lix4a de/e modo com algua melhora d q dantes era2 s]v9do os mesmos de/roos1 e ru9as p4a a ereco dos edif4os evit&o o trab4o e despeza dos dez5tulhos2 cuja acomodao se faz mui dificil1 e talvez de prejuizo1 onde os quiz]em acomod>1 ou seja no m> ou na t]ra4 #c4--,o #b4o modo1 levant&o os edificios nas suas antigas alturas1 e mud&o z ruas e/reitas em ruas l>gas4 ,e/e #b4o modo tambem despreza a precauo d t]remoto1 e att5de em pr4o log> a melhor s]v5tia d publico pela l>gura das ruas1 e cons]v&o nas alturas das cazas abundantes commodos p4a os habitadores1 q re/>o livres d horrivel flagello1 e p4a os propriet>ios a mayor p4te dos r5dim4tos1 fic&o a cid4e mais =mosa d q d'antes era1 com boas entradas1 q p4a ella se pod]o faz] no t]r4o d ,pao1 evit&ose passag5s cob]tas1 e melhor&ose alguns edificios mayores arru9ados2 fic&o de/e modo ,lix4a com conhecidas v5tag5s1 e cons]v&ose em m4ta p4te os int]esses dos prejudicados nas ru9as1 o q no deixa de m]ec] att5o4 #d4--,o #c4o modo1 dim9u9do z alturas a d\s pavim4tos sobre o t]reo1 e mud&o z ruas e/reitas em l>gas4 #e4--;,e/e #c4o modo se acautela contra sem4es assaltos1 dim9u9do z alturas dos edif4os por se tem]em nos mais altos z ru9as mais c]tas1 e de mayores prejuizos3 como p4lo contr4o nas ruas mais l>gas mayor facilid4e p4a se escap> dos de/roos1 q nas e/reitas s]ve de gr&e imp$im4to ao retiro4 #f4--,o #d4o modo1 arraz&o toda a cid4e baixa1 levant&oa com os entulhos1 suaviz&o assim z subidas p4a z p4tes altas1 e faz5do desc5so p4a o m> com melhor corr5teza das aguas1 =m&o novas ruas com lib]d4e compet5te1 tanto na l>gura1 como na altura dos edif4os q nunca pod] exc$] a l>gura das ruas4 ,e/e #d4o modo no s att5de1 como o t]ceiro1 a prev5o de sem4e flagello1 assim na obs]vao da altura das cazas1 como na l>gura das ruas1 mas a facilit> a difficil acomodao dos dez5tulhos1 s]v9dose delles p4a suaviz> a asp]eza das s]v5tias da cid4e baixa p4a a alta1 e expel9do tambem z aguas com melhor exito p4a o m>1 livr&o ,lix4a baixa das inundao5s q padece em occasio5s de m> *ea4 #g4--,o #e4o modo1 desprez&o ,lix4a arru9ada1 e =m&o outra de novo desde ,alcant>a at ,p$r\os2 com p]misso porem de q os donos das cazas de ,lix4a arru9ada z podesse levant> como quizessem4 ,e/e #e4o modo se facilita mais q todos2 porq em pr4o lug> no tem q v5c] dificuld4es de dez5tulhos1 e suas acomodaens3 (f]ece campo docil1 e livre das em94z de ,lix4a antiga1 sem necessid4e de av]igu> o e/ado das cazas q se devam cons]v> ou d]rib>1 nem ouvir clamores dos donos das q inteiram4te se desprez>em1 e sobre tudo a gr&e despeza1 q na comp5sao de/es prejuizos se f> por qualqu] modo q se pret5da faz]4 ,edific>se com mais go/o pelas melhoras que g]alm4te se reconhecem no t]r5o e prayas d sitio de ,bellem1 e suas viz9hanz1 livr&o os habitadores d horror q conceb]o na de/ruio da cid4e arru9ada2 e com incomp>avel brevid4e e boa organizao de ruas e de edif4os q =m> hua ,lix4a nova1 sem q os dom9antes dos edif4os de ,lix4a de/ruida t5ho de q se queix>1 pois se lhe no faz viol4a algua1 nem se lhes imp$e a re$ificao dos seus edif4os p4a se val]em delles sua vontade4 ,acrece mais1 q a9da q se lanse mo de qualqu] dos ant4es modos1 #b4o1 #c4o e #d4o em q z ruas se al>go1 sempre hade s] precizo e/5d]se ,lix4a at ,bellem1 ou a9da a mayor di/4a p4a acomodao da m4ta g5te q fic> necessitada de commodo por causa da dim9uio das cazas2 pois q z de quatro e s9co pavim4tos fic>o conv]tidas som4te em d\s2 e em hu sitio em q havia quatro ou #e ruas1 ou mais1 se conv]t]o em duas ou #c ao m4to3 e se depois de v5c] m4tas dificuld4es com gr&issimo trabalho1 disp5dio1 e dilao de tempo1 se hade procur> o asylo de ,bellem1 melhor p>ecia busc>se logo p4a mayor facilid4e satisfao d publico1 e escuza de despeza4 ,tambem a sum]so d novo caes da ,alf&ega d tabaco1 p>ece e/> aconselh&o q se no avez9hem a hum lug> q mo/ra e/> combalido de contr4o =tissimo1 q pod] cont9u> em o p]seguir1 e a tudo q o acompanh>4 ,tambem p>ece favorec] e/a op9io o a*>emse em ,portugal alguz cid4es e povoao5s q cons]vo os nomes de outras de/ruidas1 cujas ru9as se p]cebem a9da em di/4z proximas1 sem se especific> a razo daquella repitio de nomes1 e de lug>es2 mas discorr5do qual pod]ia s]1 n5hua razo me occorre mais propria e compet5te p4a e/e efeito d q outra sem4e a q temos diante dos olhos1 faz5do antes eleio de =m> hua cid4e e povoao nova em sitio mais favoravel1 d q r5ov> hua de/ruida por sem4e accid5te4 ,tambem pode faz] pezo ne/a eleio a obs]vao de s] mais viol5to e eficaz o efeito d t]remoto na p4te mais repleta de habitantes cujos excretos1 p5etr&o e p]me&o mais os poros da t]ra1 posso concorr] com mayor adjutorio p4a a =matura d t]remoto1 ou atrair a si os seus efeitos com mais sem4e e abund4e simili4 ,o q pod5do s] assim tambem aviza1 q se evite q4to = possivel a cont9uao de hum tal atractivo4 ,p]suado-me t] lido q j ,lix4a padeceo p]seguio de t]remotos por tempo de um anno2 e como o fogo me consumiu todo o adjutorio de q me valia p4a n>r> com segurana1 no pod]ei det]m9> o tempo nem o vigor de seu pr9cipio1 nem alguz mais especialid4es que occorr]o2 mas sempre pode s]vir de exemplo1 de q a communicao dos taes excretos possa s]vir de alim4to p4a sem4e de/roo4 ,a multiplicidade de t]remotos1 que tem padecido ,con/ant9opla cid4e populosissima p>ece corrobor> e/a supposio3 quae sola non pr(unt1 multa collecta juvant4 #h4--;,atqui o q me occorreo diz] a favor de cada hum dos s9co modos possiveis p4a a r5ovao de ,lix4a2 re/a-me decl>> o q se pod] diz] em contr4o p4a v] se com e/as pond]ao5s me pod]ei det]m9> a tom> algum p>tido em =ma q se no possa diz] q o fiz sem e/as antec$5cias4 #i---,no #a4o modo encontro a falta de at5o ao melhoram4to de hua cid4e que se edifica de novo cons]v&olhe z ruas e/reitas1 o q z fas de aborrecivel uzo1 e z cazas m4to altas com o horror que das suas alturas se tem concebido2 no ob/ante pod]se diz]1 q e/e horror hade s] de p\ca durao1 porq em faz5do algua pessoa v5]&a edif4o de mayor altura de d\s pav4tos logo outras de qualqu] v5]ao a iro imit&o1 e consequ5tem4te todas z q tiv]em com q o faz]2 porq ao mesmo passo q vai esquec5do o horror d t]remoto1 se ir esquec5do o da ley dos d\s pavim4tos4 ,sirva de exemplo a ley d al9ham4to p4a q z cazas q se r5ovassem1 se recolhessem at q z ruas ficassem em c]ta l>gura1 como a da rua dir4ta das portas de ,s4 ,c4na onde se execut\ a? c]to tempo1 e se no cont9u\ em algua das cazas q depois se r5ov>o ou se edific>o de novo4 #aj4--,o #b4o modo1 a9da q att5de =mosura da cid4e p4lo q toca a l>gura das ruas1 tem o defeito de se no acautel> contra o flagello dos t]remotos nas alturas dos edificios2 e po/o q favorece aos donos dos edif4os re/antes em lhes cons]v> o n4o dos moradores1 e consequ5tem4e os r5dim5tos1 e tambem posso diz] q a ley dos d\s pavim4tos t] o mesmo efeito q a ley d al9ham4to1 no so razo5s subsi/5tes por dep5d]em d futuro4 #aa4--,o #c4o modo q p>ece mais admissivel1 porq att5de assim a =mosura da cid4e no espaozo das ruas1 e precauo dos t]remotos nos d\s pavim4tos s p]mitidos1 tem contra si os clamores dos donos dos edif4os ext9ctos1 e outros dim9utos de r5dim4tos pela dim9uio dos inquil9os1 entre cujos clamores1 s]o m4to di/9tos os dos ,morgados1 ,eccles4os e ,irm4des que co/umo s] m4to att5didos2 como tambem tem contra si a acomodao dos dez5tulhos1 porq alem dos q se a*o j occup&o z ruas l>gas e e/reitas1 hade acrec] o de todas z casas q se ho de ext+uir inteiram4te e mais q tudo a gravissima despeza com q se hade sub/ituir a dim9uio dos edificios ext9ctos ou em p4te ou em todo4 #ab4--,o #d4o modo1 po/o q v5ce ao #c4o em evit> o emb>ao dos duz5tulhos1 e em d> melhor s]v5tia cid4e1 sempre fica com o grave pezo de d> a cada hum a ju/a satisfao d q lhe p]t5c]4 #ac4--,o #e4o modo1 q p>ece o mais facilitado1 no deix> de t] contra si o int]esse dos donos das casas edificadas nas ruas pr9cipaes de ,lix4a1 rece&o q se lhes dim9uo o r5dim5to dos seus alugueis1 aum5t&ose m4to o n4o das habitao5s em p4tes de diff]5te eleio4 #ad4--,o q assim pond]ado1 re/a faz] escolha de algum dos s9co modos de q se no possa seguir arrep5dim4to1 no q encontro gr&e dificuldade1 e p4a pod] sair della1 me tem occorrido1 q s a eleio q ,s4 ,mag4e fiz] d sitio p4a o seu ,real ,palacio pod] faz] pez> a op9io q lhe = mais apropriada2 porq se ,s4 ,mg4e = s]vido qu]] o seu novo e real ,palacio no sitio de ,bellem1 fica o modo n4o #e4o infalivelm5te adoptado e pref]ido a todos os outros2 porem se ,s4 ,mag4e fr s]vido qu]] lanar mo de hum sitio salutif]o1 e sup]ior apropriado p4a cabea de ,corte com boas #d communicaes p4a a cid4e e p4a o campo1 aproveit&o-se primr4am4te d b5eficio da agua livre de ,bellas1 e t]r5o firme e solido com bom livelam4to e capacidade p4a edific> com gr&eza1 he e/e o sitio entre ,s4 ,joo dos ,bemcasados e o conv4to de ,n4 ,sr4a da ,e/rella com #d communicao5s de bom uso2 a #a4;a p4a o campo1 int]ior d paiz por ,campolide1 e ,sete rios3 a #b4;a pelo ,rato1 ,noviciado da ,cotovia etc4 a #c4;a p4la rua nova de ,s4 ,b5to1 ou nova colonia2 a #d p4lo cam4o d ,s4r da boa ,morte1 ,fonte ,santa1 ,n4 ,sr4a das ,necessidades etc4 at o m>1 cam9hos todos de bom livelam4to e corr5tezas de aguas p4a limpeza dos edif4os e ruas depois de t]em s]vido nas fontes e tanques d ,real ,palacio1 e de hum ,hospital na quebrada da c]ca de ,s4 ,b5to p4a a p4te d nasc5te1 cuja pozio j escolhi q4d se trat\ d sitio p4a o ,hospital real de todos os ,santos1 por o reconhec] melhor no prez4te tempo d q o de junto a ,s4 ,d4os no rocio4 ,tambem no posso deix> de lembr> q no tal novo e real ,palacio se pod] =m> hua ,biblioteca publica por evit> o ju/o rep>o de a no hav] na ,corte de ,portugal1 e junto a ella a casa d ,real ,ar*ivo1 q a9da q o t]remoto o no de/ruisse1 sempre necessitava de hua tal acomodao imitao d ,ar*ivo ,romano1 p]a o qual se entra pela ,biblioteca d ,vaticano4 ,e p4a o duplicado1 de q tambem ha gr&e preciso1 se escolh] sitio sep>ado4 #ae4--;,e det]m9ado e escolhido e/e lug> d'entre ,s4 ,joo dos ,bem casados e o conv4to de ,n4 ,sr4a da ,e/rella p4a o novo e real ,palacio1 me p>ece se deve pr9cipi> a r5ovao da cid4e de ,lix4a pelos edificios publicos1 que so fabricados por conta da real faz5da1 por s]em os pr4os fundam4tos dos reaes subsidios quasi todos na m>9ha1 p4a o q l>g> ,s4 ,mag4e o seu ,palacio antigo1 assim como os ,sr4es ,reys seus antecessores havio l>gado os em q habitavo1 q se a*o hoje s]v9do de outros uzos3 e pod] tambem =m>se a caza da bola d neg4o e tudo com z direco5s1 e =malid4es no s segundo z n4z das outras ,cortes1 mas com z melhoras q occorr]em1 e o bom discurso alcanar4 #af4--;,z communicao5s da #a4;a praa d t]r4o d ,pao p4a d5tro da cid4e se devem abrir z #a4;z em correspond4a s duas ruas dos ourives d ouro e da prata1 evit&o todas z pasag5s cub]tas q so incidiosas de noite4 #ag4--;,z ruas de cazas q de novo se fabric>o p4a a communicao d novo ,palacio com a cid4e antiga se empr5d]o depois das d4z reaes obras2 mas ou sejo edificadas de madr4a ou de p$ra e cal1 nunca a altura das cazas exc$] a l>gura das ruas1 e q4d z ruas =em mais l>gas q a altura dos d\s pavim4tos sobre z logeas1 nem por isso z cazas pod]o subir a t]ceiro pavim5to4 #ah4--;,e pelo q p]t5ce a r5ovao da cid4e arru9ada me acomodo ao #d4o modo j ass9ado1 val5dome de cons]v> os entulhos p4a d> mayor altura ao pav4to da cid4e baixa1 pr9cipi&o a alteala d adro d conv4to da ,annunciada1 d adro d conv4to de ,n4 ,sr4a da ,boa ,hora1 d adro da ,ermida de ,n4 ,sr4a da ,assumpo da rua dos ourives da prata1 e a e/a imitao todas z mais ruas q e/iv]em no mesmo livelam4to =m&ose hua tal descida p4a o m> q v f5ec] pela porta da ,alf&ega d tabaco4 #ai4--,p4a se pod]em dirigir z ruas na =ma mais regul> se s9al>o primr4o com b&eirolas firmes todas z ruas de/ruidas p4a se reconhec] por e/e modo o t]r5o q occupavo z cazas e ruas1 e pod]se emm5d> com cl>eza1 o q se julg> necessr4o evit&o-se de/e modo o p]igo q pode hav] q4d unicam4te se gui>em por plantas1 como j tem suc$ido1 e pod]se sobre e/a n4a pratica e palpavel tom> a rezoluo de como se ho de suprir z dim9uio5s q h\v]em nas propri$4es1 o q necessita de m4to especial att5o4 #bj4--,p>ece porem preciso det]m9>se se nas ruas pr9cipaes de/e bairro baixo e plano se devem =m> columnatas como havia na rua nova dos f]ros e confeit>ia p4a comodid4e da passagem da g5te em tempo de inv]no1 e *uvoso1 no exc$5do porem a altura das cazas os d4os d\s pavim4tos hum d5tro das columnatas1 e outro sobre ellas4 #ba4--;,decl>o q o res]v> p4a ultimo lug> e/a op]ao he p4a d> tempo a q o gr&e n4o de corpos imm]sos pelos entulhos no posso produzir algua corrupo no ar1 descobr9dose1 e pela mesma razo procuro tambem alte> z ruas p4a no hav] tanta necessid4e de os revolv]2 p]t5d5do tambem com e/a dilao susp5d] o horror em q o publico se a*a contra os edif4os q no so de simples madr4a alem de que por falta de meyos receyo m4to que haja gr&e difficuld4e em edific> de outro modo1 porq os inc5dios ext+uiro quasi todos os cab$aes dos habitantes de ,lix4a4 #bb4--,ne/a pr4a p>te da prez4te ,diss]tao procurei express> em g5]alid4e o q na imag9ao emb>aada com hum to r>o caso me foi possivel revolv]1 sujeit&ome de m4to boa vont4e a toda a correco judiciosa1 q emm5de melhor ou reprove o q a*> q o m]ece1 porq d mesmo modo q e/im>ia tivesse boa aceitao o que proponho1 igualm4te e/im>ei a ju/a reprovao antes q a execuo o emb>ace2 com a diff]5a som4te que deix>ei de me empreg> em segunda e individual p>te1 se na pr4a me tiv] afa/ado d q = mais conv5i5te ao ,real s]v4o e bem d publico2 pois q nas individuao5s p]iga m4to mais o ac]to q4d a g5]alid4e se tem afa/ado da rectido4 #d de ,dez4o de #agee4 ,lix4a ,m4el da ,maya#af4 99,segunda p4te da ,diss]tao sobre a r5ovao da ,cid4e de ,lisboa por ,manoel da ,maya ,me/re de campo g5]al1 ,eng5heir4o mor d ,r4no e ,gu>da mor da ,torre d ,tombo99 #a4--,vi/o p>ec] que vai t5do algua aceitao a #a4;a p4te da m9ha ,diss]tao sobre a r5ovao da ,cid4e de ,lix4a he precizo anim>me a individu> a #b4;a1 como prometi no ult4o da #a4;a1 no ob/ante t]lhe reconhecido m4to mayor dificuld4e4 ,val]me-hei porem d mesmo me?odo q segui na #a4;a1 indag&o por p4tes a natureza de todas z que me propuz] p4a faz] eleio1 p4a q q4d no *egue a det]m9>me inteiram4te1 ao m5os mo/re q z pond]ei at onde a m9ha possibilid4e pode alcanar1 fic&o assim ab]to o cam4o p4a q4m com melhor vi/a possa reconhec] di/9tam5te z v5tag5s e os defeitos q eu no *eg> a p]ceb]4 #b4--,proc$o na suposio de ,s4 ,mag4de faz] eleio d sitio m$io entre ,s4 ,joo dos ,bem casados e o ,conv4to de ,n4 ,sr4a da ,e/rella p4a o seu novo e real ,palacio1 fic&o aquelle sitio cabea e p>te pr9cipal da ,corte e ,cid4e de ,lix4a1 ao q precizam4te se hade seguir a r5ovao d corpo da mesma cid4e de/ruida1 p4a o q se mo/ra m4s apropriado o #d4o modo da r5ovao da cid4e expressado no #f da d4ta #a4;a p>te q diz assim etc4 #c4--,que se queira r5ov> a cid4e baixa he p4a mim indubitavel2 porq a9da sem hav] occazio to =osa1 se tem mo/rado e/a vont4e assim na rua nova d ,almada q se =m\ q4d o bairo alto no t9ha melhor s]v5tia que a rua1 ou beco dos ,=nos1 z ruas dos ourives de prata1 e d ,ouro1 por onde no podia pass> mais q hum c>ro1 e proximam4te a prep>ao p4a se al>g> mais a d4ta rua nova d ,almada at a rua l>ga das portas de ,s4 ,c4na1 =mada assim em s9co5ta e quatro palmos de l>go pela ley d al9ham5to q no teve procurador q a fosse faz5do execut> em todas z p4tes em q h\vesse r5ovacens de cazas3 e vi/a dos ref]idos exemplos p>ece indubitavel a r5ovao de ,lix4a baixa4 ,o que porem re/a he eleg] o meyo mais aju/ado p4a se conseguir e/e muy l\vavel b5ef4o1 p4a o que decl>o q q4d expuz aq4le #d4o modo da r5ovao de ,lix4a1 arraz&o a sua p4te baixa1 foi na expectao de q ,s4 ,mag4de pod]ia escolh] o meyo de tom> a si todos os edificios de tal p4to da cid4e depois de avaliados no e/ado emq se a*assem1 p4a q depois de d]ribados e ext9tos1 =madas novas ruas e novos log>es p4a os edificios novos1 e rep>tida por elles a import4a ou valor das cazas de/ruidas1 e conhecido o que correspondia a cada palmo1 v>a ou braa quadrada1 cada acr$or de edificio recebesse em t]r5o a avaliao q se lhe havia feito1 e q4d lhe no agradasse1 se v5desse aq4m desse a sua importancia p4a a receb] o acr$or3 e no cazo q a9da ni/o h\vesse algua duvida1 m&asse ,s4 ,mag4de edific> por sua conta p4a recolh] a seu patrimonio o r5dim5to por me p>ec] e/e o modo mais dezemb>aado e mais prompto1 p]suad9dome q assim se hav]ia obs]vado em ,turim e em ,londres1 q4d alli se fiz]o semelhantes r5ovao5s2 o que porem no posso segur>1 porque o fogo me despoj\ de todos os meyos de que me co/umava val] em occasio5s sem4es ,e q4d eu vi que se m&ava =m> hua especie de ,tombo dos edif4os da cid4e de ,lisboa com z suas avaliaco5s me p>eceo e/> adoptado e/e #d4o modo de r5ovao2 mas porq bem pode suc$] q a mesma especie de ,tombo possa tambem s]vir p>a outra div]sa =ma de r5ovao1 segundo a nova ordem com q se vo acomod&o os entulhos1 cada hum ao edificio de q sahio1 p4a que cada dono se possa aproveit> dos mat]iaes que nelles a*>1 re$ific&o sua cu/a1 p>ece no se qu]] ,s4 ,mag4e s]vir d dito #d4o modo na =ma deq eu o havia propo/o1 d]rib&o1 e de/ru9do a ,cid4e baixa1 levant&oa no que fosse proveitoso com os seus entulhos1 p4a q depois com novos e melhores mat]iaes e nova =ma1 se re$ificasse a cid4e cuja idea p>ece desvanecida com a nova delig5cia da accomodao dos entulhos e dos mat]iaes q compreh5de4 #d4--,mas porq se no pode ent5d] q4ra ,s4 ,mag4e m&> cons]v> a cid4e baixa com a mesma =ma das ruas q t9ha1 mas q sempre hade qu]] q os donos dos edificios z r$uzo a melhor =ma1 me p>ece s] o tal modo o de cons]v> alguz ruas no seu proprio e/ado1 como z ruas dos ourives d ,ouro da ,prata1 a rua nova dos f]ros1 e a9da a dos ,escudr4os e ,odreiros2 mas que z ruas da corre>ia1 das arcas1 cutel>ia1 esp+>dr4os1 ,m4l ,gonalo1 ,pixilr4os1 e/eiras1 e ,m]cadores1 por detras de ,s4 ,julio p4a a ,conceio1 e a rua nova da ,palma se al>guem por hua p4te fic&o a outra cons]v&ose no e/ado emq se a*a1 mas q e/a p4te1 cons]vada pela melhora q alcana e sem detrim4to1 na tal l>gura1 concorra p4a comp5s> a p4te contr>ia o detrim5to q exp]im5ta1 assim na dim9uio d valor da propri$ade como da despeza da obra aque fica sujeita cuja resoluo directam5te p]t5ce aos ,m9i/ros de ,s4 ,mg4de4 ,o que assim v5cido re/a sab] se hade pass> a mais a r5ovao da cid4e baixa1 =m&o-se ruas novas1 como de ,s4 ,nicolau p4a a rua nova dos f]ros2 d l>go da ,igr4a da ,victoria p4a o ,tronco1 e dahi ao meyo da calcet>ia2 e outras q se pod]o =m> de novo1 de/ru9do m4tas cazas inteiram4te e cort&o outras com m4ta irregul>idade1 noq me p>ece se encontr>o emb>aos muy dificeis de aju/> e de comp5s> e q s]o mayores q os proveitos q se pod]o tir> das taes innovao5s de ruas3 pelo q me p>ece q ne/a =ma de innovao s]ia mais conv5i5te q s5o ent5desse1 alem de al>g> z ruas e/reitas1 cons]vadas por hum lado2 porq o desp$aar becos e cazas q os acompanho s me p>ece praticavel q4d se arru9asse a cid4e baixa inteiram4te e se uzasse da sobr$4a comp5sao expressada no #c4 ,he preciso tambem det]m9> se z ruas q se cons]v>em inteiras1 como a rua nova dos f]ros1 a dos ,d\radores1 a dos ,escudr4os1 a dos ,odreiros1 q no so inteiram4te em l9ha recta1 se se ho de obrig> seus donos a q z emm5dem1 oq tambem hade caus> gr&e viol4a e m4tos requ]im4tos e deprecao5s1 pelo q dos #c modos da r5ovao da cid4e baixa1 o #a4o arraz&oa toda e r5ov&oa toda1 t5ho por sup]ior e melhor2 o #b4o de cons]v> z ruas l>gas1 e al>g> z e/reitas m5cionadas t5ho por m$iado2 e o #c4o de qu]] tambem accresc5t> ao #b4o a r$uco dos becos e travessas a ruas l>gas t5ho por infimo4 ,o abrir s]v5tia descob]ta e l>ga d t]reiro d ,pao p4a a rua nova1 em todos os tres casos he indisp5savel2 se = hua s1 pod] sair ao meyo da rua nova2 e se =em duas1 pod] s] a #b4;a em fr5te da rua dos ourives d ouro4 ,a rua nova d ,almada sempre se deve adoar1 no s p4a facilit> a subida d ,bairro ,alto1 mas p4a d> melhor saida s aguas1 onde se junta com a calcet>ia e p da calada de ,s4 ,franc4o e l>go da ,patri>cal4 ,a calada d ,p$ro de ,novaes tambem e/ p$9do q a facilitem1 pr9cipi&o e/e b5eficio da rua e l>go detras da ,igr4a de ,n4 ,s4a da ,vitoria1 travessa dos ,esp+>dr4os e calad9ha que sobe p4a a ,cruz d ,c>mo1 faz5do-se logo calada em tudo o q se = entulh&o1 p4a q a agua da *uva no descomponha logo o entulho4 ,e/a rua de ,p$ro de ,novaes tambem necessita de se al>g> por hu lado e tambem a comq se entra d l>go da ,victoria p4a o q se lhe segue em fr5te das cazas altas da congregao d ,oratorio1 d&o por ella pr9cipio a melhora da d4a calada de ,p$ro de ,novaes1 como tambem necessita m4to de al>gada a q fas s]v5tia da rua das ,flores p4a a cruz de ,catequef>s4 #e4o ,p>a se re=m> a cid4e baixa na =ma apontada no d4o pr4o modo dos #c1 expressados ne/a #b4;a p4te 7a q me incl9o7 a pr4a dilig4a consi/e em q1 feitas z avaliao5s de todas z propri$4es de casas q se ho de d]rib>1 cada hua de p] si com o nome de propriet>io1 qualid4es de suas obrigao5s1 ou sejo morgados1 cap4z ou =os1 p4a q a comp5sao q se d] a cada propriet>io1 fique com z mesmas obrigao5s primitivas2 e sobre hua planta nova da cid4e baixa com z ruas livrem4te des5hadas1 cons]v&o porem z ,igr4z ,p>oquiaes1 ,ermidas e ,conv4tos e z ext5so5s das ,freg4z nas suas mesmas situao5s o mais aju/ado q fr possivel1 se calcule q4tos palmos sup]ficiaes vo compreh5didos nas areas det]m9adas p>a s]em occupadas de edificios2 e sabido ao todo o valor de todas z casas d]ribadas1 se rep>ta e/e pelo n4o de palmos sup]ficiaes compreh5didos nas d4z areas1 e de/a rep>tio se conhec] o valor que compete a cada palmo1 e segundo o valor de cada edificio d]ribado se lhe commut> o tal valor com o n4o de palmos sup]ficiaes q lhe competirem2 com adv]t5cia porem q sempre se att5d] a qualidade dos sitios1 recomp5s&o o sitio de cada acr$or com outro sitio semelhante3 ao que fosse mais proximo ao m>1 com sitio mais proximo ao m>1 e ao q fosse mais proximo ao rocio1 com sitio m4s proximo ao rocio2 e assim aos mais acr$ores2 e a todos se det]m9> tempo c]to p>a d>em pr9cipio ao edif4o p4a o t]em tambem completo a tempo det]m9ado1 seg4d os des5hos q lhes =em communicados p4lo ,ar*itecto de s5ado o ,cap4am ,eug5io dos ,santos e ,c>v4o1 p4a que cada rua cons]ve a mesma simetria em portas1 janellas e alturas2 e pelo q toca a cotas me p>ece sejo todas de d\s pavim4tos sobre z logeas2 porem q z p>$es que dividem os edificios exc$o a altura das p>$es das front>ias pelo que se julg> ba/ante p4a q o fogo s5o possa communic> de huns telhados a outros1 como co/uma suc$] por no hav] e/a cautela1 e no deixa de s] bem empregada a despeza q demais se faz naquella poro de p>$e1 pela defeza comq cada edif4o se prep>a contra hum tal inimigo4 ,disse asima1 p4a que cada rua cons]ve a mesma simetria em portas e janellas e alturas1 porq me p>ecia melhor que cada rua ou cada ,freg4a tivesse algua div]sid4e ao m5os na cr da p9tura d que por toda a cid4e baixa inteiram4te uni=me1 at p4a no fic>em to di/9tas z outras p4tes da ,cid4e que se cons]v>o na mesma =ma em q se a*o1 porq t5ho moralm4te por impraticavel a r5ovao inteira de ,lix4a em todas z suas ,freg4z2 mas e/a m9ha imag9ao no imp$e q depois de v5cida a re=mao da cid4e baixa1 se possa com melhor segurana empr5d] o q agora tanto se me difficulta4 #f4 ,e po/o que se reprez4te e/e projecto o mais exp$ito1 e mais livre dos emb>aos q nos outros d\s concorrem1 e a v5tagem de s] o q depois de conseguido no padec] a desgraa de arrep5dim5tos porq como vae acompanhado de todas z melhoras possiveis1 no fica lug> aq se lhe notem os defeitos q nos outros se pod]o not>4 ,re/a a9da v5c] o emb>ao deq como p4a q z casas cons]vem hua boa simetria1 devem todas cons]v> entre si correspond5cia1 e s] m4to r>a a occasio emq o n4o de palmos sup]ficiaes ou areas q correspond] pelo preo e/imado a hu acr$or p4lo edif4o em hav] dif]5a de mais ou de m5os area2 p4a v5c] e/a dificuldade s] precizo q det]m9ados na nova planta os novos edificios com a sua aju/ada simetria se ponho e/es em v5da1 pref]9do p4a a compra os acr$ores com a condio que no caso q a area q cada hu receb] tiv] mayor valor q aq deix\1 entregue o excesso p4a com elle se ir satisfaz5do a outro cr$or que receb] area de m5or valor q a que deix\1 e ne/a =malid4e de entreg>em os acr$ores em d9h4o o excesso da area q receb]em de mayor preo d q lhes competia ou receb5do em d9h4o aquelle q complet> o valor da area que deix\ no caso de no qu]] lanar mo de mayor area1 se aju/> a comp5sao2 e q4d sobej>em areas que os cr$ores no queiro compr>1 se v5d]o aos q no =em cr$ores1 p4a os acr$ores receb]em em d9h4o oq lhes p]t5c]2 e se h\v] cr$ores q queiro compr> mais areas das q lhes p]t5c]em1 com e/a ext5so de compras pod] s] prejudicial a outros acr$ores q quiz]em tambem areas1 e no d9h4o2 ne/e caso se susp5d] o d4o excesso de compras1 q s lhes s] p]mittido qd4o falt>em acr$ores q queiro antes d9h4o d que areas4 #g4 ,e p4a v5c] o receyo de falt> q4m queira compr> alguz areas1 nem acr$ores recebelas pelas q deix>o1 me occorre respond] q como a todos os hom5s de neg4o he m4to conv5i5te t]em z suas habitao5s proximas aos ,tribunaes deq dep5dem1 a pr9cipi> ,s4 ,mg4de a r5ovao de ,lx4a como j apontei no #ae4o da m9ha #a4;a p>te1 pelos edificios publicos1 que so fabricados por conta da ,real ,faz5da quasi todos na ,m>9ha1 me faz p]suadir q com e/e atractivo procur>o todos os q tiv]em dep5d4a dos taes tribunaes alcanar sitios e areas p4a edific>1 no rep>&o em d> por hua vez hua s quantia a9da q gr&e em esp]ana deq com o tempo recup]>o abundantem4te nas habitao5s proximas aos tribunaes1 deq quotidiam4te dep5dem p4a os seus int]esses1 e q com hu tal atractivo se facilit> m4to a re$ificao de ,lix4a baixa com z vantag5s prem$itadas no d4o modo de a r5ov>1 arraz&o-a2 mas emq4to me cons]vo na esp]ana de q possa t] effeito o projecto propo/o com o atractivo dos ,tribunaes publicos feitos1 em #a4o lug> me lembro deq o ,tribunal da ,alf&ega q co/uma occup> m4to sitio1 e div]sas e/ao5s1 segundo a v>i$ad4e de faz5das q nellas se despa*o1 se podia r$uzir a hua summa abreviatura imitao da ,+lat]ra1 emq z faz5das despa*adas a9da d5tro dos navios1 vo dalli p4a casa de seus donos1 det]m9&o-se caes prprios p4a o dezemb>que e conf]5cia dos despa*os1 evit&o o trabalho dobrado de z lev> primeiro a ,alf&ega1 e os p]igos q alguz vezes na mesma ,alf&ega exp]im5to de agua1 fogo e r\bos2 e no posso p]suadirme q os ,+lezes cuido m5os no int]esse dos dir4tos reaes1 q os ,portugueses2 e como a casa da ,alf&ega se a*a to arru9ada p>ecia boa occasio de mud> de e/ilo1 p\p&o tempo e d9h4o que na sua creao se ha de ga/>4 #h4 ,atqui me t5ho aplicado a individu> a r5ovao da cid4e baixa1 e como na supposio em q proc$o de ,s4 ,mag4e lanar mo d sitio de ,s4 ,joo dos ,bemcasados e o conv5to de ,n4 ,sr4a da ,e/rella1 toda a ,freg4a de ,s4 ,isabel fica inclusa na cid4e e ,corte de ,lx4a emq se vae edific&o sem ordem nem simetria1 oq j no tempo d ,sr4 ,rey ,dom ,joo ,v se havia pr9cipiado a faz]1 sobre o que fiz hua repres5tao ao mesmo ,rey e ,sr41 p4a q quizesse s] s]vido ord5> ao s5ado da ,cam>a dsse =ma innovaco das ruas q se hio aum5t&o nos suburbios det]m9&olhes z l>guras q havio de t] assim z pr9cipaes como z travessas1 det]m9&o p4a e/as #be palmos ao m5os1 e p4a z ruas pr9cipaes a l>gura da rua dos ,ourives de ,ouro e de ,prata4 ,det]m9&o tambem lug>es mayores p4a praz e m]cados2 e foi o mesmo ,rey e ,sr4 s]vido ord5alo assim p] seu ,real ,decreto q fic\ regi/ado na ,secretr4a de ,e/ado1 e no c>torio d d4o ,s5ado no pode tambem deix> de e/> regi/ado2 e no posso nome> o dia nem o anno1 porq no t5ho hoje memorias deq me val]1 e agora no prez4te tempo emq vo cresc5do tanto os edif4os sem regulam4to algum1 me p>ece a9da mais necess>io regulam4to mais aju/ado1 q bem ent5dido deve s]1 q o s5ado1 com o seu ,arquitecto e ,me/res1 v dem>c> e baliz> os comprim5tos e l>guras das ruas q se vo acrec5t&o cid4e antiga1 e ao mesmo tempo =m&o a planta das ruas novas1 porq de/e balizam4to dep5de a boa ordem que z ruas novas podem obs]v> fic&o z plantas s]v9do p4a tir> alguz duvidas q depois das dem>caes podem sobrevir4 ,adv]t9do q p4a e/a innovao de ruas he mais proprio o balizam4to e dem>cao sobre o t]r5o aq se deve seguir a planta p4a memoria1 dq faz] pr4o a planta ideada p4a a dem>cao d t]r5o4 #i4 ,e porq depois de det]m9adas z ruas e praz he conv5i5te q os edif4os obs]vassem simetria na altura das casas1 =ma das janellas e portas1 s]ia tambe ju/o q o mesmo ,arquitecto d s5ado1 assim como ha de d> des5hos p>a a r5ovao da cid4e baixa arru9ada1 os d tambe p4a e/a p4te q de novo se edifica4 #aj4 ,tambem se me faz preciso adv]tir q se devem acl>> os limites da =tificao de ,lix4a p4a q os novos fabricadores de edificios no vo occup&o t]r5o prohibido1 cuja incumb5cia pod] t] o s>g4to mor ,filippe ,rodrigues de ,olivr4a acompanhado d ,v$or ,g]al das ,=tificao5s1 e de seu escrivo1 assim porq j a &\ obs]v&o na av]iguao das faz5das q p4a a d4a =tificao =am compradas1 como tambem por t] sido privilegiado d fogo q lhe no r\b\ os seus papeis1 entre os quaes cons]va o da d4a =tificao2 e p4a e/a dilig5cia s] completa se poro balizas firmes nos lug>es prohibidos1 assim d5tro1 como =a da =tificao1 que det]m9em os lug>es exceptuados p4a se no faz]em nellas obra algua de p$r4o1 e algua q h\v] j de c>p9tr4o no possa t] posse de cons]vao1 com a obrigao feita na ,v$oria p4a a d]rib>em todas z vezes q = ord5ado1 sem se pod] requ]] satisfao algua1 antes pag>o na mesma ,v$oria1 q o he tambem da ,=tificao1 oq e/e lhe ord5> em reconhecim54to de vassalagem4 ,e ao ,m>quez ,e/ribr4o mor ,gov4or das ,armas da ,prov9cia da ,extremadura e ,corte1 como ,sup]9t5d5te das ,=tificao5s me p>ece p]t5c] m&> execut> e/a dilig4a ord5&o-lhe assim ,s4 ,mag4e4 #aa4 ,e he q4to me occorre diz] ne/a #b4;a p4te res]v&o p4a a #c4;a o q dep5de de planta1 p4a cuja execuo me t5ho a*ado m4to falto de prep>ativos e comodid4e porq a de/ruio exp]im5tada que p5etr\ os lug>es a9da mais res]vados1 como se fosse enviada p4a de/ruir q4to pudesse t] algum uso aos viv4tes que re/>o1 fic&o por e/e modo ext9ctos nos seus ex]cicios1 a9da q vivos p4a se lembr>em d q p]d]o1 tambem fez caso de mim p4a mo/r> q lhe no escap\ c\sa algua1 por dim9uta que fosse4 ,a mat4a q se trata1 a9da q no seja to nova que deixe de t] havido outras semelh4tes1 he comtudo necess4o pond]>lhes z diff]5z das occasio5s em que se fiz]o1 porq nem em ,londres1 nem em ,turim se a*avo os povos flagelados como os de ,portugal qu&o se re=m>o aquellas cortes1 e vae m4ta dif]5a de obras em tempo mais ou m5os calamitozo p4a s] mais ou m5os facilitada a execuo4 ,p4a e/a se conseguir sempre s] hu gr&e adjutorio a saude bem cons]vada3 z aguas corruptas1 e sem movim4to1 assim na rua nova dos f]ros como no ,rocio1 sem despejo1 no deixo de corr]em p]igo de corromp] o ar2 he ponto p]t5c5te ao ,tribunal da ,saude e d ,s5ado da ,cam>a1 q o gov]na1 e ent5do s5o deve desprez> sem (5sa d bom regim54 ,lix4a #af de ,fevr4o de #agefag4 99,t]ceira p>te da ,diss]tao sobre a r5ovao de ,lisboa ,lisboa#ah99 #a4o ,no ultimo da segunda p>te da ,diss]tao sobre a r5ovao de ,lisboa1 prometi e/a t]ceira muy dep5d5te de plantas1 e des5hos que no posso execut> como co/umava faz]1 s5dome preciso val]me de outras pessoas sem s] em m9ha prez5a por falta de commodo que a9da me no tem sido possivel conseguir1 consequ5cia dos fatalissimos flagelos q se tem manife/ado nossa admirao3 ,val5do me porem dos (ficiaes ,eng5heiros e ,praticantes da ,academia ,milit>1 de que me p>eceo faz] eleio1 e communic&olhes a planta da p>te baixa de ,lisboa de/ruida que s me escap\ da voracidade por se a*> =a da m9ha mo1 lhes expliquey a mudana que pret5dia mo/r> por plantas novas em que se podesse faz] conceito dos rem$ios prem$itados1 intim&o ao ,ajudante ,p$ro ,gualt] da ,fonceca1 acompanhado d ,praticante ,francisco ,p9heiro da ,cunha1 tomasse por sua conta express> em huma planta sobre a repres5tao da p>te baixa de ,lisboa de/ruida1 a emm5da das ruas e/reitas1 de mais uzo1 e algum melhoram5to nas l>gas1 p>a que se se quiz] lanar mo d'e/a emm5da propo/a no pr9cipio d #d4o da segunda p>te1 se antevisse a melhora que se conseguia3 e que tambem sobre os becos miudos apontace novas ruas1 p>a que se podesse sobre ellas obs]v> se s]ia escuzado aquelle melhoram5to1 ou inevitavel1 cons]v&o nos seus proprios sitios os ,templos1 ,ermidas e ,freguezias com o seu t]r5o compet5te2 e mud&o a l>gura d t]reiro d ,pao em comprim5to1 ext5d5do-se p>a a p>te d m> ! emp>elh> com o comprim5to#ai da ponte da ,caza da ,india1 fic&o s5do#bj a sua l>gura desde o ,=te ! face d po5te da ,alf&ega d ,tabbaco1 e =m&o a caza da bola dos hom5s de negocio entre a dita ,alf&ega e o arco d ,ass\gue1 sep>ada por duas ruas1 huma da p>te da mesma ,alf&ega1 e outra da p>te d mesmo ,ass\gue p>a d>em s]v5tia p>a a praa re/ante1 entre a dita bola e ,caza dos ,contos1 que s]vir p>a os uzos q co/umava s]vir1 mas sem inficion> a praa pr9cipal1 d]rib&o-se o balu>te1 e sua cort9a1 e faz5do-se no extremo d comprim5to de/a nova praa escadas p>a dezemb>c> em toda a m> sem necessidade de pran*as1 e d&o-se commodo p>a a ,v$oria e ,academia ,milit> entre a ponte da ,caza da ,india1 e o ,=te1 o q vay repres5tado na planta n4o #a4 #b4o ,ao capito ,elias ,seba/io ,pope acompanhado de seu filho o ,praticante ,joze ,dom+os ,pope entreguey outra planta da p>te baixa de ,lisboa de/ruida intim&o-lhe outra 7planta da7 r5ovao 7p>a o mesmo fim7#ba1 com a diff]5a porem q no tratasse de melhor> ruas e/reitas1 nem aproveit>-se das l>gas inteiram5te1 mas que com a lib]dade q julgasse apropriada =masse huma nova planta com z mais condies apontadas na primeira intimao3 ,o que apprez5to executado na planta n4o #b4 #c4o ,ao ,capito ,eug5io dos ,santos de ,c>valho1 acompanhado d ,ajudante ,antonio ,c>los ,&reas1 entreguey outra planta da p>te de ,lisboa baixa de/ruida1 p>a que sobre o t]r5o que occup>a =masse outra nova planta com toda a lib]dade inteiram5te1 e sem sogeio nem preceito algum mais que a cons]vao dos ,templos1 ,ermidas e ,freguezias3 o que vay executado na planta n4o #c4 ,recomm5d&o g]alm5te a todos tres =massem algumas praz em lug>es conv5i5tes#bb p>a q ne/es vazios tivesse o ar commodos em que produzisse os seus bons effeitos4 #d4o ,e porque entre os tres p5sam5tos propo/os se a*o div]sidades que pod]o s] mais ou m5os agradaveis1 e o meu int5to he som5te apontalos1 no duvid&o q 7a9da sobre os trs modos propo/os7#bc se posso s9al> outros melhores1 p>a o que pod]o s]vir de gr&e#bd adjutorio e/as tres reprez5taes1 porque vi/a das div]sas configuraes de hum objecto1 he q milhor se pode obs]v> a sua propri$ade1 ou impropri$ade1 aproveit&o-me d mesmo soccorro1 noto na planta n4o #c4o que o t]reiro d ,pao nella des5hado exc$e quanto a mim a gr&eza de praa2 mas q o molhe q =ma na ,alf&ega p>a que os b>cos c>regados e nelle recolhidos posso com toda a commodidade desc>reg> d5tro da mesma ,alf&ega1 sem adjutorio da ponte1 me p>ece muito bem adv]tido4 #e4o ,suppondo 7porem7 que se acceita algum dos planos propo/os1 re/a a9da depois de dem>cados os sitios edific&os1 e det]m9ada a commutao dos de/ruidos1 escolh] com antec$5cia o modo com que se devem pres]v> z ruas livres dos emb>aos que z fazem immundas1 faz5do elleio d mais apropriado p>a e/e fim2 e porque sobre o ord9>io de que se cu/uma uz>1 q consi/e em s]em conduzidas pellos c>retes#be em c>gas de be/as todas z sup]fluidades q se lano das janelas1 ha som5te tres q podem concorr] p>a a elleio1 decl>o que o primeiro 7de que se tem uzado alguns paizes7#bf consi/e em que1 fabricadas pello meyo das ruas 7pr9cipaes7#bg cloacas com capacidade p>a receb]em z agoas e 7todas z7#bh sup]fluidades dos edificios1 sayo de/es os conductos subt]raneos pellos quais os edificios se aliviem nas cloacas3 alguns conductos de/es se fiz]o em ,conv5tos e edificios p>ticul>es d'e/a ,cidade1 e se introduziro nos canos reais1 mas tem sido em p\co num]o2 adv]t9do que os canos reais q so z cloacas antigas de ,lisboa1 pella mayor p>te se no a*o capazes de bom s]vio por e/>em muito corruptos e pella mudana das ruas1 que provavelm5te se seguir1 pod] s] preciso hav] mudana nas suas situaes#bi4 #f4o ,consi/e o segundo em reconhec] que em algumas p>tes se uza de c>retas que vezit&o de manh z ruas1 e recolh5do os lixos e sup]fluidades solidas1 z alivio1 e def5dem d mayor emb>ao1 fic&o s sogeitas s agoas q com facilidade se dicipo4 #g4o ,consi/e o t]ceiro em deix> livre entre cada duas ruas1 e z duas ord5s de edificios q z =mo por hua de suas p>tes huma rua e/reita de s9co ou seis palmos que *amo1 alfug]e1 sem que hajo p>a ella portas1 mas s janelas de que se lancem nella z tais sup]fluidades1 que no ,outono co/umo s] extrahidas pellos c>retes1 p>a s]em lanadas em lug>es det]m9ados2 e em algumas p>tes de/a ,cidade1 se a*avo z tais alfug]es1 po/o que com o inconv5i5te de inficion>em o olfato dos moradores daquellas cazas a que fico contiguas1 q necessito de vidraz p>a mod]>em aquelle inconv5i5te1 ou cu/um>em-se a s(rello2 pello que dos quatro modos ref]idos1 sempre o d conductor subt]raneo p>a z cloacas me p>ece o milhor onde z h\v]3 o dos c>ros1 ou c>retas1 hav5do a quantidade suffici5te1 e/imo em segundo lug>2 e em t]ceiro1 o commum e uzados c>retes1 e ultimam5te o das ,alfug]es1 q alem d seu p]petuo inconv5i5te1 dem9uem o t]r5o dos edificios4 ,a consid]ao porem da div]sidade das despezas1 pod] alt]> muito e/e meu p>ec]1 que sempre como tudo o mais deixo p5d5te da melhor pond]ao4 #h4o ,a e/a consid]ao de cons]v> z ruas de ,lisboa livres dos emb>aos que z fazem immundas1 p>a o que concorr] muito a mayor l>gura das ruas1 e a m5or altura dos edificios1 no exc$5do de d\s pavim5tos sobre z loges1 se segue necess>iam5te outra no m5os importante1 e consi/e em det]m9> melhor lug> em que posso os tais emb>aos s] lanados com m5ores inconv5i5tes2 e por que me occorre hum mais livre delles d que os j obs]vados1 e promete huma gr&e conv5i5cia ao bem publico1 sejame licito prez5talo ne/e lug>4 ,consi/e elle em q os tais emb>aos se vo lanar d5tro d ,rio de ,sacavem1 p>a que com e/e adjutorio se *egue a =m> nelle hum valle imitao d de ,*eias1 em que z agoas salgadas *egavo em algum tempo ao templo das ,virg5s ,ve/aes1 hoje ,conv5to de relligiozas de ,sancto ,ago/9ho2 por q se e/e pequ5o ,valle soccorre to agradavelm5te a ,corte com z suas hortaliz e frutas1 quanto melhor o f> o ,valle de ,sacavem com a sua muitas vezes mayor gr&eza1 e sem se pod] diz] que os emb>aos ali lanados podem cauz> algum imp$im5to na b>ra1 como se pode tem] de qualqu] dos outros modos em que se no lano em t]ra3 pode e/a consid]ao t] contra si o emb>ao d refugio das emb>caes no tempo em que se recolhem a buscalo2 mas a isso se pode respond] q nem z emb>caes necessito de todo o e/eyo de ,sacavem p>a se refugi>em1 nem s]ia ju/o q inteiram5te se lhe imp$ice o refugio1 mas que s se =masse em ,valle aquillo que lho no imp$ice q sempre s] de gr&eza muy proveitoza4 #i4o ,tambem p>ece precizo att5d]se com antec$5cia aos conductos da agoa p>a z fontes de que he muito ju/o se milhore e/a cidade baixa de/ruida1 p>a alim5to dos povos p>a ext9co dos inc5dios1 e p>a adorno das praz3 no t]reiro d ,pao pode s]vir a agoa q vem das ,cruzes da ,s3 na praa d ,rocio1 pode o seu *af>iz receb] mayor agoa1 e mais segura d bairro alto1 fic&o a que de prez5te lana ao ,de/]ro de donde traz a sua origem1 onde tambem he necess>ia p>a acodir ao muito povo que naquella circumvez9hana tem crescido3 ,o ,hospital ,real de todos os ,santos pellos seus gr&es privilegios se faz acr$or de toda a agoa q lhe necess>ia3 ,o l>go da ,victoria e/ p$9do com muita razo ao bairro alto hum soccorro de agoa3 o bairro de ,s4 ,jos o imita com a mesma ju/ia1 por que ali a viro busc> d ,campo d curral onde no ha a suffici5te3 e e/es lug>es da ,cidade baixa que t5ho apontado1 so os inexcuzaveis de/e soccorro1 porque se fosse possivel q em cada rua h\vesse huma fonte1 ou cada caza tivesse huma *ave de agoa1 nunca se pod]ia *am> sup]fluo e/e melhoram5to3 mas pois que o no pode s] em todo1 p>a q ao m5os o possa s] em p>te1 se devia faz] alguma delig5cia1 p>a se convoc>em1 e ajunt>em mais agoas1 pois p>a isso =o =mados d\s encanam5tos no ,acqu$ucto q conduz a agoa p>a o bairro alto1 no que se no tem po/o ? o prez5te aquella applicao q a mat]ia m]ece1 e com que se pod]o conseguir1 segundo os apontam5tos que p>a esse fim =o feitos1 q po/o o fogo os consumice todos1 a9da se a*>o alguns ve/igios na ida4 #aj4;a ,e porque a agoa sem in/rom5tos com q se applique he como espada sem brao1 e z bombas o cu/umo s]1 devem e/as a*>se rep>tidas em lug>es conv5i5tes1 e ao m5os hua em cada freguezia1 e junto da mesma ,igreja p>a o que se det]m9> edificio p>ticul> de que pod] t] a *ave o &ador da ,irm&ade d ,santissimo ,sacram5to1 por se a*> ord9>iam5te assi/9do na ,igreja1 ou p]to della3 ,os baldes de c\ro em bom num]o so insep>aveis das bombas1 p>a com promptido e segurana ajud>em ne/e conflicto3 cuja repozio deve s] muito obs]vada por meyo de alguma horroroza p5na contra quem tiv] o desacordo de os no repor em seu lug>1 a*&ose em qualqu] mo fra delle4 #aa4;a ,no posso deix> de acresc5t> aqui s] muito preciza huma especial att5o na elleio das pessoas que hajo de t] por sua conta a execuo de/a difficultosa obra da r5ovao de ,lisba baixa1 p>a a gui>em livre dos emb>aos q se pod]o encontr>1 ou incluir entre a correspond5cia d antigo com o mod]no1 no cazo de hav] alguma commutao d velho1 com o novo que he aonde consi/e a mayor difficuldade2 p>a cuja soluo no julgo inteiram5te suffici5tes os adjutorios das plantas1 e se faz muito precizo que se vo obs]v&o no t]r5o com todo o g5]o de precaues q a mat]ia m]ece2 por que s5do c]to q se no uza de petip nos planos das cidades antigas to irregul>es como cu/umo todas s]1 no se pode uz> delles como de hum plano regul> de hum ,conv5to ou de hum ,palacio3 ,e a9da q a nossa planta de ,lisba antiga se avantage em se lhe t] assignado petip1 nem por isso se deve cam9h> por ella1 sem s] como com huma cont9uada sonda reta por cauza da dita commutao2 porque o =m> huma ,cidade de novo sem att5co mais que a ella propria1 un9doa a outra antiga como em ,turim1 s] mais div]tim5to que trabalho2 p>a e/a execuo me p]suado e/>em em primeiro lug> o ,t55te ,coronel ,c>los ,m>del e o ,capito ,eug5io dos ,santos de ,c>valho1 porque lem de s]em ,eng5heiros de pr(io1 so tambem na ,ar*itectura ,civil os primeiros ,ar*itectos4 #ab4;a ,e como a? o prez5te se no sabe o modo de commutao q se uz> com os donos das cazas de/ruidas1 e a conjectura q eu fazia era na suppozio de que na delig5cia q em =ma de tombo se executava pellos bairros1 se incluia a avaliao dos edificios1 o que com effeito no he assim1 mas s consi/e na m$io das areas1 e algumas cl>ezas q no compreh5dem a avaliao1 me vejo obrigado a ent5d] que1 ou e/a avaliao se f> sep>adam5te por segunda delig5cia1 prez5tes os mesmos edificios ou no prez5tes1 ou que se no qu] uz> mais que de m$ies das ,areas1 p>a s]em commutadas por areas2 porque como na r5ovao da ,cidade baixa por ruas l>gas1 se mudo totalm5te os sitios dos edificios que no so m&ados avali>1 p>ece pod] s] o int5to da commutao por ,areas correspond5tes1 assim aos sitios mais ou m5os proximos d m>1 como gr&eza mayor ou m5or1 correspond5te d edificio de/ruido2 mas como se no pode ent5d] q por cauza da mayor l>gura das ruas re/em areas p>a suprir z dos edificios de/ruidos1 segue-se de/e conhecim5to que commut&o-se z areas com igualdade1 ho de falt> areas p>a complet> z de muitos edificios antigos1 que ou se ho de suprir com areas em outros sitios novam5te det]m9ados1 ou em d9heiro no cazo dos donos dos tais edificios se no con=m>em com a tal commutao4 ,se porem se julg> licito que se faa huma commutao de areas proporcionada de outro modo1 i/o he1 sab5do ao todo a area de todos os edificios de/ruidos1 e sab5do tambem ao todo a area dos t]r5os edific&os1 e obs]v&o a proporo entre e/as duas areas totais2 e faz5do sobre ella1 e sua imitao1 a commutao das areas p>ticul>es1 no s]ia necess>io suplem5to de areas1 e fic>io todos com areas correspond5tes1 a9da que m5ores das que t9ho2 no que s]io mais int]eados os das ruas e/reitas ext9ctas pellas vantag5s das ruas l>gas2 e no cazo de no s]vir de ob/aculo e/a div]sidade p>a se faz] a comp5sao1 re/a a9da av]igu> como se h de suprir o mais ou m5os de area que a alguns acr$ores falt>1 ou cresc] p>a bem edific>2 o que j no #f4o da segunda p>te de/a diss]tao supriamos por meyo das avaliaes que suppunha se fazio3 mas como j reconheo se no tem feito1 e q sem ellas me no occorre suplem5to p>a os tais cazos1 p>ece q p>a elles so z avaliaes inevitaveis se se h\v] de abraar o dito modo de comp5sao2 e no cazo de se faz]em s]ia bom que fosse prez5tes os edificios e r5ovadas z m$ies1 p>a se faz] correco em algumas de que t5ho noticia necessito della1 pois nem sempre z pr9cipaes pessoas z prez5ciavo4 #ac4o ,o ,s5nado de ,lisboa que j cultiv\ e/a mat]ia nas ruas dos ourives da prata1 e d ouro1 e dos d\radores1 no a*\ melhor meyo q tom> a si z cazas avaliadas que qu]ia emm5d>1 e faz5do a obra sua cu/a1 v5del-z a quem mais dce1 p>a satisfaz] aos cr$ores2 e pod] s] q avaliados os edificios de/ruidos de huma freguezia1 e =mados os edificios novos da mesma1 e po/os depois em v5da1 possa o seu producto satisfaz] assim o valor dos edificios de/ruidos1 como a obra dos edificios novos3 e como a ,cidade baixa de/ruida1 se no pode re$ific> toda ao mesmo tempo1 p>ecia ju/o que a exp]i5cia se fizesse em huma de suas p>tes1 que pod]ia s] em p>te da freguezia de ,s4 ,julio no sitio incluzo entre a rua dos ourives d ouro e a rua nova d ,almada1 por hav] nelle muitos beccos e ruas e/reitas q he onde pode hav] a mayor duvida--1 adv]t9do p>ec] conv5i5te que o ,s5nado det]m9ace os arruam5tos1 p>a que segundo elles se =massem logo os edificios com os commodos proporcionados4 #ad4;a ,z duas r5ovaes mais celebres das ,cortes da ,europa1 tem sido a de ,londres1 e a de ,turim2 e dezej&o eu sab] o como se proc$o com os p>ticul>es na sua execuo1 sem t] ,livro de que me val]1 nem ,biblio!ca publica q nunca mais preciza me p>eceo que na prez5te occazio1 nem occazio mais propria p>a se lhe d> pr9cipio que e/a1 a9da q no seja logo tam num]oza como hoje so z mayores q no pr9cipi>o to gr&es1 me a*ey obrigado a m5dig> huma hi/oria de ,+lat]ra que incluice o anno de #afff em q no consegui noticia de proveito2 e v5do no ,diccion>io ,geografico de ,m>t9i]e a descripo de ,londres1 em que lhe del9ea z ruas como z nossas da ,villa de ,?om>1 tambem no a*ey nelle cl>eza de que me s]vice2 o que pod]ia conseguir se tivesse mais q revolv]4 ,a r5ovao da ,corte de ,turim1 no he como alguns dizem1 q =a arraz&o ,turim ,velho1 p>a faz] ,turim novo1 porque s foi acresc5t> ,turim novo a ,turim velho1 faz5do em hum sitio plano contiguo a ,turim1 hum aditam5to a ,turim1 no que no havia difficuldade que v5c]2 donde v5ho a concluir q a r5ovao de ,lisba de/ruida tem muito mais que pond]> que o augm5to da de ,turim acresc5tada4 ,o que re/a a9da det]m9> he se z ruas mais pr9cipais se devem dividir em tres p>tes como z de ,+lat]ra2 e se se ho de faz] porticos1 ou columnatas em algumas ruas como havia na rua nova dos f]ros1 e na ,confeit>ia3 sobre o que me p>ece diz] q nas obras d t]reiro d ,pao z columnatas sejo de bom uzo1 e bom adorno1 mas que nas ruas de logeas me p>ece mais conv5i5te que no haja columnatas e que z antigas da rua nova dos f]ros s]viro aos hom5s de negocio por falta d edificio da bola1 q faz5do-se no t]reiro d ,pao como esp]o1 he escuzado suplem5to em outra p>te2 decl>o q z ruas de ,+lat]ra so =madas de trez divizes1 a d meyo mais l>ga p>a z c>ruag5s1 e z duas dos lados p>a a g5te de p2 aquella calada de p$ra miuda1 e z duas de en*elh>ias groz com seus po/es que z sep>o da d meyo1 p>a que z c>roag5s no vo emb>aar os d\s passeyos2 z pr9cipais so de l>guras excessivas1 o que ns pod]iamos suprir com qu>5ta e c9co ou c9co5ta palmos de l>go1 d&o dez palmos a cada hum dos d\s passeyos1 fic&o o re/o no meyo p>a uzo das c>roag5s3 mas no me incl9o a e/a divizo de ruas1 porque nas occazies de fe/as1 e de concuros1 se no pod]o conc]v> bem em seu e/ado proprio1 no s5do de huma l>gura muito mayor1 o que no gr&e comprim5to de algumas ruas de ,+lat]ra se faz mais adequado1 e na nossa ,cidade de ,lisba baixa de/ruida consumir muito t]r5o1 em prejuizo dos donos dos edificios que obrigados a no levant> mais q d\s pavim5tos sobre z logeas1 clam>o contra a maior l>gura das ruas d que z tres divizes s]o cauza4 ,na planta n4o #d4o apres5to mais huma r5ovao da cidade baixa arru9ada expressada pello ,ajudante ,p$ro ,gualt] da ,foncca com toda a lib]dade possivel1 sem att5d] cons]vao dos sitios das ,igrejas ,p>roquiais p>a no cazo de no s]vir de emb>ao a tal mudana possa tambem entr> na conta dos p5sam5tos pond]ados4 #ae4;a ,em #e4o lug> (f]eo a planta de huma rua de #fj palmos de l>go imitao de algumas da de ,londres dividida em tres p>tes1 a d meyo de #dj palmos de l>go p>a c>ruag5s1 e g5te de cavalo1 e z duas dos lados de dez palmos de l>go cada huma p>a a g5te de p e ,cadeir9has1 com a sep>ao de pil>es e pavim5to que o pr(il mo/ra1 e no mesmo pr(il a figura da ,cloaca1 ou ,cano ,real p>a s]v5tia das agoas dos montes e limpeza dos conductos1 que dos edificios se lhe introduzem4 #af4;a ,em #f4o lug> (f]eo o primeiro prospecto em que se mo/ra a altura e simmetria dos edificios com d\s pavim5tos sobre z logeas com janelas rasgadas no primeiro1 e com janelas de peitoris no segundo1 e divizes de p>$es altas sobre os telhados p>a deff5sa da communicaco dos inc5dios4 #ag4;a ,em #g4o lug> (f]eo o segundo prospecto1 em que se mo/ra a altura1 e simmetria dos edificios com d\s pavim5tos sobre z logeas1 ambos de janelas rasgadas1 e com divizes de p>$es altas p>a diff5sa da communicao dos inc5dios4 #ah4;a ,em #h4o lug> (f]eo o #c4o prospecto1 em que se mo/ra a altura1 e simmetria dos edificios1 com seus porticos1 ou columnatas1 contra z inclem5cias d tempo com d\s pavim5tos sobre z logeas1 e ambos de janelas rasgadas1 e divizes de p>$es altas sobre os telhados p>a imp$im5to dos inc5dios4 #ai4;a ,em #i4o e ultimo lug> (f]eo huma =ma de edificio mais nobre p>a o ,t]reiro d ,pao com seus porticos com mezan9os contra z inclem5cias d tempo1 d\s pavim5tos de janelas rasgadas 7dos quais hum se pod] abat] p>ec5do gr&e a altura7 e outro pavim5to de mezan9os junto aos telhados2 e divizes de p>$es altas p>a deff5sa da communicao dos inc5dios2 e todas e/as s9co ultimas reprez5taes so expressadas pello ,capito ,eug5io dos ,santos e ,c>valho4 ,e he quanto me foi possivel unir ne/a #c4;a p>te1 gu>d&o o re/ante p>a a qu>ta4 ,lx4a #ca de m>o de #agef4 99,additam5to99 ,em decimo lug> (f]eo a planta n4o #e p4a a r5ovao da cidade de ,lisboa baixa arru9ada sem att5o cons]vao de sitios de templos ideada pello ,cap4m ,eug5io dos ,santos e ,c>valho na qual a cor am>ela mo/ra o que se f> de novo1 e o v]melho o que se cons]va d antigo4 ,em undecimo lug> (f]eo a planta n4o #f4o p4a a r5ovao de ,lisba baixa arru9ada sem att5d] cons]vao dos sitios antigos1 ideada pelo ,capito ,elias ,seba/io ,pope4 ,lx4a #ai de abril de #agef4--,manuel da ,maya#cj4 99 99 99 99 99 ,ba/a e/e trabalho p>a mo/r> a compet5cia e autoridade de ,manuel da ,maya como um v]dadeiro eng5heiro1 na mais ampla accepo d'e/a palavra1 e com z mais l>gas vi/as sobre os complexos assuntos que se pr5dem com a sua pr(isso e nella exigem os conhecim5tos mais pr(undos sobre z necessidades capitaes da organizao social4 ,no admira por isso que o seu nome cresa no respeito dos v9d\ros1 como fra respeitado e qu]ido pelos seus contemporaneos4 ,d conceito e e/ima em que era tido pela g5te d seu tempo1 reza por exemplo o segu9te tre*o d #ad4o volume d ,!atro de ,manuel de ,figueir$o1 repositorio importante de in=maes e noticias com que entramos no conhecim5to d meio portugus no seculo ,,xviii1 por uma =ma por vezes pittoresca e palpitante3 virtuoso1 con/ante e di/9cto ,portugus ,manuel da ,maya6 ,quanto no s(fr]ias p>a nos deix> aquelle incomportavel !s\ro1 que hoje desfrutamos6 7e at os mesmos ,gallegos7 fallo d manancial das ,agoas-,livres1 obra de pr9cipios to solidos e plano to exacto1 imag9ada e conhecida por ti2 aquella abundancia que tanto tem concorrido p>a a su/5tao da ext5sa cidade de ,lisboa3 tua sab$oria e ao teu g5io se deve e/e bem6 ,no emprega/e z ma!maticas nos utilissimos f9s de nos mat>mos huns aos outros com mais pre/eza1 mas sim em evit> o morr]mos sde4 ,nunca ouvi gab> e/es teus cuidados e lembrana orig9al2 cu/\-me a sab] quem t]ia sido a origem de/e to gr&e bem1 que nos deixa/e4 gr&e ,patriota ,manuel da ,maya6 ,o ceu te remun]e z tuas gr&es virtudes quanto utiliz\ nellas o teu gr&e ,discipulo6 ,que orig9aes lhe no deixa/e impressos no corao e no ent5dim5to6 ,aonde tive/e a satisfao de pres5ce> o quanto =o respeitadas pela ,provid5cia aquellas obras no gr&e abalo t]re/re de #a de novembro de #ageeca4 ,da consid]ao em que os planos de ,manuel da ,maya =am tidos nas regies (ficiaes1 diz o (ficio d ,duque de ,lafes que atraz deixmos publicado2 mas aqui temos outro docum5to1 e/e (ficial1 em que1 p\cos dias depois da data da t]ceira p>te d relatorio d em95te eng5heiro1 o gov]no m&a pr em execuo em gr&e p>te z suas ideias3 ,manoel da ,maya ,m4e de ,campo ,gn4al e ,eng5hr4o mor d ,r4no4 ,em virtude de hua ordem de ,s4 ,mag4e a mim dirigida e p>tecipada ao ,ex4mo ,s4r ,duq4e ,rej4or ord5o ao ,t54e ,coronel ,c>los ,m>del e aos ,cap4es ,eug5io dos ,santos1 ,elias ,seb4am ,pope acompanhado d ,ajud4e ,ant4o ,c>los ,&rey1 e d ,prat4e ,jos ,dom4es ,pope tomem por sua conta faz]1 del9e>1 dem>c> e balis> o t]r5o q jas entre os t]r5os de ,lisboa edificada e o l9eam4o de sua ,=tef4am pr9cipi&o a delig4a desde a porta d c>ro da casa pr(essa de ,s4 ,roque1 cont9u&o por defronte de ,s4 ,p4o de ,alcant>a1 ,noviciado da ,cotovia1 toda e/rada fronteira1 a bica das aguas livres at ,anjos ao ,arco d ,c>valho tudo q4to fica a p4te direita4 ,z ruas1 praz1 e m]cados1 q no d4o t]r5o se pod]em em boa =ma di/ribuir1 assim p4a o bom uso e comodid4e d publico como p4a enobrec] a d4a ,cid4e com e/e augm4to da melhor eleio1 r$uz9do ao mesmo tempo em planta o q se = dem>c&o debaixo d petip que vay s9alado a m>gem p4a se aju/> com a da r5ovao de ,lisboa baixa arru9ada1 empreg&ose nas ruas mais pr9cipaes1 e de mayor comprim4o a l>gura de #fj palmos1 e nas m5os pr9cipaes de #dj p4mos e nas travessas de #cj1 no s]v9do de emb>ao ao tal balizam4o e dem>cao muros de qu9tas1 nem valados de faz4z1 des5h&o tambem prospectos de casas de d\s pavim4os sobre z lojas1 o #a4o com janellas rasgadas1 o #b4o com peitoris1 ou 44444 div]sific&o z ruas pelas cores em q z portas e janelas s]o p9tadas3 ,p>a z casas nobres se =m>o prospectos de div]sos portados com mais n4o de janelas mas no de mayores alturas1 por no alt]> a pr9cipal regul>id4e4 ,z p>$es q dividirem os edificios exc$]o a altura das p>$es das front>ias pelo q se julg> ba/4e p>a q o fogo se no comunique de hum telhado p4a outros3 ,z ruas mais pr9cipaes q recebem z aguas dos montes1 ou das fontes devem cont] cloacas por onde possa &> hum cav4o digo hu homem a cav4o1 com os quaes edificios ho de t] comunicao por seus aqu$uctos1 o q s] repres5tado em hum p]fil das mesmas cloacas1 pois he o modo de melhor pres]vao p4a q os edificios se aproveitem delle com antec$4a q4d z cloacas se =mo1 de q tudo se f> impresso p4a se di/ribuir1 e comunic> aos int]essados p>a q se execute e/e projecto com a promptido q4 ,s4 ,mag4e ord5a4 ,o d4o ,t54e ,cor4el avis> z pessoas ne/a ordem m5cionadas p4a lhes comunic> em c]to dia a ordem1 como he co/ume1 e pelo q toca s despesas q ne/e projecto se f>o1 o d4o ,t54te ,cor4el com o rol q apres5t> ao d4o ,ill4mo e ,ex4mo ,snr4 ,duque ,reg4or alcanar promptam4e o desp4o p4a a satisfao da import4a--,lisboa #i de abril de #agefcb4 99 99 99 99 99 amabilidade d digno p> d re9o ,sr4 ,francisco ,simes ,m>gio*i devemos o t] conhecim5to de uma preciosa colleco de manuscritos ref]5tes a ,manuel da ,maya1 reunidos por seu pae1 uns da letra d gr&e eng5heiro1 outros1 docum5tos (ficiaes a seu respeito1 d'onde tir>emos desde j algumas in=maes1 gu>d&o a publicao d'esses docum5tos p>a outro log>1 pr9cipalm5te p>a qu&o n\tro log> nos occup>mos da biographia d re$ificador de ,lisboa4 ,no seu te/am5to datado de #bg de junho de #agfd diz ,manuel da ,maya3--,decl>o que s\ natural d'e/a cidade de ,lisboa1 baptisado na freguesia de ,sam ,julio em c9co de ,ago/o de mil seis c5tos sett5ta e sette1 s5do meu ,padr9ho o muito ,rev]5do ,padre ,p$ro de ,v>gas capello da ,capella ,real d ,s5hor ,rey ,dom ,p$ro o segundo1 filho legitimo de ,francisco da ,maya e de sua segunda mulh] ,paula de ,almeyda1 recebidos na freguezia de ,santiago da ,villa de ,almada1 de donde pass>o p>a a freguesia de ,so ,julio de/a corte1 onde viv]o at o fim de sua vida e =o ent]rados no conv5to de ,so ,francisco da mesma ,corte1 em cuja ,religio ero t]ceiros4 ,no fui casado e no t5ho h]deiro algum =ado asc5d5te ou desc5d5te1 e se h\v] alguem que pr\e lhe s\ deu$or de alguma c\za ord5o seja att5dido como fr ju/o4 ,nomeyo por meus te/am5teiros em prim4o lug> ao ,rev]5do ,b5eficiado da ,santa ,igreja ,patri>*al ,p$ro d ,valle ,maya1 em segundo lug> a seu 787 tio ,!odoro da ,silva ,maya a quem rogo queyram por c>idade e amor de ,deus d> a execusso o que aqui det]m9o4 ,s] meu corpo leuado no esquife ou tumba da m9ha ,v5]avel ,irm&ade dos ,cl]igos pobres com o titulo de c>idade e proteco da ,santissima ,tr9dade cita no hospital ,real de todos os ,santos e acompanhado pella mesma ,v5]avel ,irm&ade 7 qual87 (f]eo dez mo$as de ouro como j (f]eci na m9ha entrada1 e s] sepultado no mesmo conv5to de ,sam ,p$ro de ,alcant>a das ,religiosas ,arrabidas cuja communidade toda no dia segu9te dir missas pela m9ha alma de corpo pres5te444 ,mais adeante diz3--,decl>o que o fogo que se seguiu ao t]ramoto d primeiro de ,novembro de mil sete c5tos s9co5ta e s9co me queim\ o edificio em que morava na travessa d ,salema1 freguezia d ,santissimo ,sacram5to de/a corte e me de/ruhio quanto nelle t9ha em que entravam todas z m9has memorias conseguidas em l>gos annos com docum5tos1 plantas e in/rum5tos da m9ha pr9cipal pr(issam e da m9ha fabrica1 e noticias proc$idas de div]sos empregos d ,real ,s]vio assim diurnas como nocturnas1 e que ao depois fiz algumas n\as diss]tao5s1 discursos e rep>os e pr9cipalm5te p]t5c5tes ao lug> de ,eng9heiro mor d ,reyno e ao de ,gu>da mor da ,torre d ,tombo conduc5tes ao ,real s]vio e bem publico1 dos quaes alguns tem sido por mim propo/os a9da que nem todos att5didos e que os primeiros se a*>o na m9ha casa de visitas e os segundos na casa em que t5ho os liuros1 e pesso ao ,rev]5do ,b5eficiado ,p$ro d ,valle ,maya meu te/am5teiro primeiro que com os d\s de/es ,rev]5dissimos ,padres ,frey ,antonio de ,santa ,anna e ,frey ,ana/acio dos ,santos os revejo e obs]vem com att5o 7pois que eu com a dim9uio de pot5cias e s5tidos e de mais de out5ta e seis de idade me no a*o em t]mos de o faz]71 sep>&o o que lhe p>ec]em util p>a se entreg>em da m9ha p>te aos meus d\s successores que lhe d>o a pr\id5cia que melhor lhes p>ec]444 ,na c>ta regia de #i de dezembro de #ageh em que a ,manuel da ,maya se faz m]c de doze mil reis de t5a annual1 vem os segu9tes dados biographicos3 ,fao sab] aos que e/a m9ha c>ta de ,padro virem que t5do respeito aos s]vios de ,manoel da ,maya filho de ,francisco da ,maya natural de/a cidade feitos pello espao de v9te e hum annos quatro mezes e hum dia nos po/os de ,apontador das =tificao5s1 ,ajudante de ,+5eiro1 ,capp4am1 ,s>g5to ,mayor1 e no de coronel de ,infant>ia com o mesmo ex]cicio de ,+9eiro desde v9te e sete de ,mayo de seisc5tos nov5ta e oito at v9te e sete de ,mayo de/e anno de mil setec5tos e dezanove2 no de mil setec5tos e hum assi/ir s obras da m>9ha e das bat>ias da b&a de ,alem1 tom&o z alturas e exam9&o os mat]iaes e faz] os riscos das plantas das ditas obras com muito ac]to e ajud&o em todas ellas ao ,l5te das =tificaes1 ,francisco ,pim5tel1 com o qual foy a ,extrems p>a exam9> o que faltava =tificao da ,praa2 no de mil sete c5tos e quatro conduzir p4a ,abrantes hum ,regim5to de ,ol&ezes1 e despois volt>1 torn> p>a a dita ,villa obra da =tificao faz5do a m$io planta d armazem e a in=mao doque conv9ha p>a a de ,tancos na ,campanha d ditto anno2 acompanh> ao ,conde ,apoz5tador mor que foy aqu>tel> a munto alto e munto pod]oso ,rey ,dom ,p$ro segundo de boa memoria1 meu ,rey e ,s5hor que ,deus foy s]vido lev> p>a sy1 s]v9do de qu>tel ,me/re da ,corte2 no de mil sette c5tos e s9co1 s] m&ado p>a ,elvas1 e sah9do no ex]cito assi/ir obra de huns r$uctos que se fiz]o a 787 da da ,godianha p>a gu>da da ponte das b>cas1 h9do muitas vezes vizit> os ataques e bat>ias por ordem d mesmo s5hor2 traduzir d\s livros ,francezes que trato da =tificao1 que =o recebidos com g]al acceitao pello e/illo e f da traduo e pello seu bom pre/imo e intellig5cia t] sido muntas vezes occupado em v>ias dilig5cias d ,real s]v4o e por ordem expecial faz] a planta de ambas z cidades de ,lisboa1 occid5tal e ori5tal1 com toda a individuao de ,praz1 ,palacios1 ,templos1 ,mo/eiros1 ,freguezias1 ,irmidas1 ruas e travessas com os nomes de todas e/as c\zas em to boa =ma e to ajuizado ao ,t]r5o que accr$it\ o seu e/udo e trabalho de s9co annos444 ,por e/e docum5to se v que ,manuel da ,maya entr\ nos s]vios da eng5h>ia em #h de setembro de #agcg1 como apontador2 nelle vemos tambem z div]sas datas das suas v>iadas occupaes como eng5heiro1 tanto em tempo de paz como na gu]ra4 ,os seus v5cim5tos em #agfd con/am d segu9te decreto3 ,a ,junta da ,caza e ,e/ado de ,bragana m&a faz] novo ass5tam5to a ,manuel da ,maya ,m4e de ,campo ,g5]al de meus ex]citos e gu>damor da ,torre d ,tombo de hum conto duz5tos oit5ta e oito mil reis1 que deve hav] em cada hu anno pelo ,!s\reiro da mesma ,caza1 que so de s9co p>cellas1 que levava na folha d'ella1 a sab] quatroc5tos e oito mil reis1 que antec$5tem4te lhe ero conc$idos de ord9>ia sem abatim5to de quatro e meyo por c5to2 duz5tos mil reis de t5a com o enc>go de pag> quatro e meyo por c5to2 s5to e sess5ta mil reis de ord5ado como *roni/a2 c5to e v9te mil reis p>a alugu] de casa1 por aviso de #ah de ,dezembro de #aged1 e quatroc5tos mil reis mais de ord9>ia1 que lhe m&ei cont9u> por ,alv> d d4o dia #ah de ,dezembro de #aged4 ,belem #cj de ,julho de #agef4 ,rubrica del ,rey ,n4 ,s4--,reg4da a fl4 #ef4 ,manoel da ,maya foi nomeado me/re de campo g5]al por c>ta pat5te de #bd de janeiro de #ageh1 e s>g5to mor de batalha pela c>ta pat5te de #ab de janeiro de #agfj4 ,entre os trabalhos que ao di/9cto eng5heiro =am confiados1 e/o os d hospital das ,caldas da ,ra9ha4 ,d'isso d noticia e/a c>ta que se cons]va na propria lettra de ,manuel da ,maya4 ,s5hor ,no anno de #agjf se entreg>o no ,tribunal da ,meza da ,consci5cia que tem o gov]no d ,hospital das ,caldas da ,raynha1 qu>5ta mil cruzados em faz5das p4a d seu producto se =m> a convalec5ca p4a os do5tes pobres1 que se vo cur> ao d4o hospital1 e com effeito *eg\ a hav] d\s mil cruzados de r5da por anno produzidos da r$uo que se fez das taes faz5das2 mas no anno de #agej ultimo em que a ,mag4de ,fidelissima ,s4or ,rey ,d4 ,joo ,qu9to quiz cont9u> aquelle rem$io1 s5o a*ava fabricada a convalec5a1 o que o ,mesmo ,s5hor det]m9\ se executasse2 e com e/a firmeza pr9cipiei a m&> conduzir alguns mat]iaes p4a a tal obra2 e por q o dito ,tribunal m&\ ao seu ,ar*itecto fizesse planta p4a a tal convalec5a1 e e/e a fizesse1 e se =masse consulta pella ,mesa da ,conci5cia1 de/a consulta se me deo vi/a p4a eu respond] o que me p>ecesse2 e porq a*ei q se devia regeit> huma janela que se qu]ia abrir em huma casa p]t5c5te ao commodo das ,religiosas1 e o hav] que nas janelas de tal convalec5a se int5t>a faz] de mais despesa e feitio q o da ,front>ia d ,hospital1 o decl>ei assim na m9ha respo/a decl>&o os inconv5i5tes que havia nas ditas duas c\zas3 e ent5do q e/a consulta se a*a detida na ,secret>ia d ,e/ado1 de que foi secret>io ,diogo ,m5dona ,corte ,real1 que hoje habita em ,mazago1 na qual secret>ia se pode procur> e/a consulta p4a se lhe d> a provid5cia necess>ia1 assim p4a bem dos pobres convalec5tes1 como p4a o d4o ,tribunal d> cumprim5to a obra de que se enc>reg\4 ,v4 ,mag4de m&> o que = s]vido4 ,lisboa #b de #i4;bro de #agfa4 ,manoel da ,maya4 ,autographo4 ,importantes =am os s]vios pre/ados por ,manuel da ,maya ,torre d ,tombo como gu>da-mor1 no s no que respeita ord5ao e catalogao dos docum5tos1 mas por occasio d t]remoto de #agee em que1 em vez de acudir sua casa1 que deix\ ard]1 procur\ no que p\de salv> os !s\ros d ,ar*ivo4 ,falleceu em #ag de setembro de #agfh1 e foi1 con=me a sua vontade1 sepultado na casa de capitulo d conv5to de ,s4 ,p$ro de ,alcant>a4 ,passava dos nov5ta e um annos2 e toda a vida manteve sev]am5te um voto de ca/idade que fiz]a aos doze4 ,a sua exag]ada devoo lev\-o a s] d5unciante d ,santo ,(ficio1 o que nesse tempo era tido como virtude4 ,d5unci\ em #h de julho de #agee um allemo das relaes d ,p4e ,c>done por transmud> o azongue em prata1 reput&o-o um illum9ado1 e d5unci\ um cunhado de ,mang91 abridor de cunhos da ,casa da ,mo$a1 como mao#cc4 ,que om9osos tempos aquelles em que at os espiritos mais lucidos enf]mavam d'e/as ab]raes moraes6 99 99 99 99 99 ,a titulo de curiosidade d>emos noticia da orao congratulatoria que os eng5heiros milit>es e assi/5tes da ,torre d ,tombo1 e o sup]ior de uns e outros1 ,manoel da ,maya1 (f]ec]am a ,el-,rei ,d4 ,jos ,i por hav] escapado ao att5tado contra elle havido1 e foi recitada em ,s4 ,antonio de ,lisboa pelo ,p4e ,fr4 ,manoel de ,sam ,boav5tura1 religioso c>melita descalo4 ,cons]va-se in$ita1 e n\tro lug> a public>emos1 por no t] cabim5to ne/e e/udo de natureza milit>4 ,mas no resi/imos a d> uma amo/ra na p>te em que explica como especialm5te a congratulao p]t5ce aos eng5heiros milit>es e aos empregados d ,ar*ivo3 ,todas z g]>quias de pessoas sam obrigadas a e/e gratulatorio obsequio2 mas com muita especialidade p]t5ce e/a acam de graz aos nobilissimos congressos dos ,eng5heiros milit>es1 e ao dos gu>das assi/5tes ao ,ar*ivo da ,torre d ,tombo4 ,unem se e/as duas g]>*ias em hua mesma pot5cia motrix1 que os gov]na3 e he id5tico em ambos e/es nobilissimos congreos1 a obrigao1 e por isso he simultaneo o seu agradecim5to que pat5teo ne/e solemne ,te-,deum ,laudamus4 ,occorre especial obrigao aos ,eng5heiros milit>es e aos assi/5tes d arquivo da torre d ,tombo1 por huma id5tica congru5cia das suas proprias ocupao5s4 ,aos ,eng5heiros milit>es p]t5ce a =tificao das praz2 assim como aos assi/5tes d arquivo a cons]vao das memorias q nelle se deposito3 e como o arquivo em que melhor se gu>da a memoria dos b5eficios recebidos seja a acam de graz1 s5do como he e/e agradecim5to huma =taleza ou hum lug> bem dispo/o recepo de mayores petre*os p>a a def5sa1 a quem p]t5ce a delimitao d'esse lug> ou =taleza8 ,a quem se hade recomm5d> a gu>da d'e/a memoria to importante8 ,no ha duvida que aos assi/5tes d arquivo1 e aos ,eng5heiros milit>es d ,re9o4 ,a e/es pois he obrigatorio com especialidade o obsequio d ,l\vor1 que d$icam ,maje/ade ,div9a2 com e/e agradecim5to desemp5ham dos seus (ficios4 ,uns1 gu>d&o no arquivo da gratido a insi/5cia d b5eficio2 outros ampli&o a praa1 em que hade entr> multiplicidade de socorros ,div9os4 ,e assim s] todo o meo emp5ho mo/r> que z vozes d ,te-,deum ,laudamus que a ,deus se (f]ecem1 so huma maqu9a de +5ho milit>1 com que se agradecem ao mesmo ,deos os b5eficios feitos na pessoa d nosso ,fidelissimo ,rey1 a todo o ,reyno2 maqu9a de indu/ria tam artificioza1 que he o arquivo em que melhor se cons]vo os padro5s da recesso e cont9uao dos favores ,div9os#cd4 ,pode-se *am> a i/o rhetorica eng5heira6 ,notas3 #a ,ref]e-se a ,goe!1 que tambem se impression\ com o t]remoto1 cont&o ento seis annos4 #b ,re9aldo ,manoel de ,s\sa4 #c ,recordaes de ,jacome ,ratton4 #fe4 #d ,em alguns docum5tos ,eug5io dos ,santos de ,c>valho4 #e ,de/e ponto1 entre outros muito int]essantes1 trat\ o nosso e/imavel cam>ada1 capito de eng5h>ia1 ,francisco ,luis ,p]eira de ,s\sa numa conf]5cia que realiz\ na ,associao dos ,eng5heiros ,civis1 e que e/ imprim9do1 t5do tido a extrema amabilidade de nos mo/r> z provas relativas a e/a p>te1 pelo que lhe deixamos aqui os nossos agradecim5tos e o nosso apreo pelo seu valioso trabalho4-- muito int]essante a apreciao das razes que ju/ificam a con/ruco da gaiola p>a a maior e/abilidade dos edificios relativam5te aos abalos sismicos1 o que apoiado com argum5tos tirados da exp]i5cia d5tro e =a d pas4 ,o titulo da obra que1 des5volv5do a sua conf]5cia1 traz no prelo o nosso illu/re cam>ada e di/9cto eng5heiro 3 ,effeitos d t]remoto de #agee nas con/ruces de ,lisboa4 #f ,annu>io da ,soci$ade dos ,ar*itectos1 #aijh4 #g ,provid5cias sobre o t]remoto de ,lisboa1 p4 #bjj e ant]iores4 #h ,catalogo da ,c>tographia ,nacional1 p4 #ajh4 #i ,decreto de #aa de setembro de #agej1 que nome\ ,ludovice ar*itecto-mor d re9o4 #aj ,provid5cias sobre o t]remoto de ,lisboa1 p4 #aca4 #aa ,colleco ,trigoso1 tomo #af1 p4 #aaf4--,vide ,doc4 ,e4 #ab ,mem4 das pr9cipaes provid5cias que se d]o no ,t]remoto que padeceo a ,corte de ,lisboa no anno de #agee1 por ,amador ,patricio de ,lisboa4 ,pag4 #cah4 #ac ,entre os papeis de ,joo ,bapti/a de ,ca/ro1 e pela letra d'e/e1 cons]va a ,biblioteca de ,evora z copias completas da primeira e segunda d'e/as diss]taes1 e d pr9cipio da t]ceira at #f4o--,no tomo ,,xix d supplem5to d ,diccion>io ,bibliographico in=ma o ,sr4 ,brito ,aranha que os h]deiros de ,antonio ,f]reira ,simas possuiam copia d'e/as ,diss]taes1 t5do no fim a segu9te nota3--,deix\ o autor de faz] a qu>ta p>te no se sabe porque4 #ad ,cod4 ,c_/#b-bj ,no #ac4--;,bibl4 d',evora4 #ae ,entrel9ha d ,padre ,joo ,bapti/a de ,ca/ro4 #af ,nota de ,joo ,bapti/a de ,ca/ro3 ,sobre o dez5ho de r5ov> a cid4e de ,lix4a se pode accomod> o epigramma daq4le ,poeta1 fall&o de ,roma de/ruida e depois re$ificada1 em q disse q se ,roma no se tivesse arru9ado1 fic>ia m5os gr&iosa4 ,et tanti cecidissi tuum1 ,roma inclyta tanti6 ,si />es1 esses1 ,roma sup]ba1 m9or4 ,igual a e/e p5sam4to he o q disse ,cic]o lib #d 9 ,v]rem fall&o d inc5dio d capitolio depois da morte de ,sylla1 e diz q aquellas *amas p>ecio vir d ceo1 no p4a de/ruir o templo de ,jupit] mas p4a lhe p$ir outro melhor1 e mais magnifico4 ,et illa flamma div9itus extitisse videatur non quae del]et ,jovis optimi maximi templum s$ quae praecl>ius1 magnific5tius que deposc]et4 ,v4e ,p5ses +5ieuses pag4 #bjh e o pigr4 de ,ov5 #ab4 ,liv4 #b4 ,ex c9]e ut ,pho5ix ,ph5icis nascitur alt]1 ,lisbon et ,troyae prodiit ex c9]e4 ,vid4 ,ru9as de ,j4 ,h4 de ,mattos1 pag4 #abf4 #ag ,peculio #i d ,p4e ,joam ,baut4a de ,ca/ro ,cl41 ,b5eficiado da ,s4 ,basilica ,patri>*al de ,lisboa4 ,an4 de #agfj4 ,cod4 ,,cxii_/#b-i1 fl4 #fff a #fhj1 da ,bibl4 de ,evora4 ,segue-se a ,t]ceira ,p4te que e/ copiada ap5as at ao #f1 incompleto1 fl4 #fha a #fhc4 #ah ,na ,biblioteca de ,evora1 em cont9uao das duas p>tes ant]iores1 vem e/a #c4;a p>te1 at pr9cipio d n4o #g1 com v>iantes4 ,d'ellas d>emos em notas z mais importantes4 ,ha a9da a not> que1 dec]to por lapso d copi/a1 no exi/em na copia de ,evora algumas palavras que e/o na da ,torre d ,tombo4 #ai ,a copia de ,evora no traz z palavras comprim5to da4 #bj ,na copia de ,evora at em vez de s5do4 #ba ,z palavras entre p>5!ses1 que completam o s5tido1 so da copia de ,evora4 #bb ,apropriados1 na copia de ,evora4 #bc ,e/as palavras entre p>5!ses so da copia de ,evora4 #bd ,algu em vez de gr&e na copia de ,evora4 #be ,c>retas1 na copia de ,evora4 #bf ,da copia de ,evora z palavras entre p>5!ses4 #bg ,idem4 #bh ,idem4 #bi ,na copia de ,evora e/ nos canos e cloacas1 em vez de nas suas situaes4 #cj ,t4 d ,tombo4 ,m4o da ,gu]ra--,mao n4o #bgj da remessa de #bf de dezembro de #ahia4 #ca ,!atro de ,manuel de ,figueir$o1 tomo ,,xiv1 p4 #fcj4 #cb ,biblioteca ,nacional--,col4 ,pombal9a1 mss4 #deg1 fl4 #cdj v4 #cc ,t4 d ,tombo4 ,cad4 #aad dos promotores da ,inquisio de ,lx4a fl4 #baj4--;,communicao d ,sr4 ,p$ro de ,azev$o4 #cd ,no ,ar*ivo p>ticul> d digno p> ,simes ,m>gio*i4