,tejo & edit$ by ,rita ,f>9ha 7,biblioteca ,nacional ,digital--http3_/_/bnd4bn4pt74 ,,opusculos 99,,opusculos99 ,,por ,a4 ,,h]culano ,,socio ,,de ,,m]ito ,,da ,,academia ,r4 ,,das ,,sci5cias ,,de ,,lisboa ,,socio ,,e/rangeiro ,,da ,,academia ,r4 ,,das ,,sci5cias ,,de ,,bavi]a ,,socio ,,correspond5te ,,da ,r4 ,,academia ,,da ,,hi/oria ,,de ,,madrid ,,d ,,in/ituto ,,de ,,fran,a 7,,academia ,,das ,,inscrip,,es7 ,,da ,,academia ,r4 ,,das ,,sci5cias ,,de ,,turim ,,da ,,soci$ade ,,hi/orica ,,de ,,nova-,,york1 ,,etc4 99,,tomo ,,vii99 99,,que/,,es ,,publicas99 ,,tomo ,,iv #a4;a ,,edi,o ,,lisboa ,,tav>es ,,c>doso ,,irm,o--,,editores #e1 ,l>go de ,cames1 #f #ahih ,typ4 da ,empreza ,litt]>ia e ,typographica ,rua de ,d4 ,p$ro1 #ahd--,porto ,,adv]t5cia ,o in$ito em =ma de projecto de decreto insrto n'e/e volume com a data de #ahea1 e de c]to modo os e/udos que o volume enc]ra relativos ao concelho de ,belem1 relacionam-se com factos p\co conhecidos da vida d auctor1 e por isso expomos sobre elles os segu9tes escl>ecim5tos p>a sua melhor intellig5cia4 ,em #ahea comb9>a ,a4 ,h]culano collabor> com o m9i/]io que subiu ao pod] em #bc de maio d'esse anno1 em um va/o plano de re=mas de/9adas a melhor> o e/ado economico1 politico e adm9i/rativo d nosso paiz4 ,com esse proposito se pre/\ a entr> em v>ias commisses no remun]adas p>a que foi nomeado1 entreg&o-se desde logo sua patriotica empresa4 ,mas e/e pacto to esp]anoso p>a o paiz1 ap5as pde mant]-se por alguns dias1 antes da recomposio m9i/]ial de #g de julho d mesmo anno1 cess&o de todo qu&o ella occorreu4 ,dos trabalhos de que o hi/oriador se enc>reg>a e em que n'aquelle breve espao de tempo poz]a mo1 a9da por morte d'elle se cons]vavam nas suas pa/as apontam5tos e manuscriptos em div]sos e/ados de des5volvim5to2 e foi entre esses ve/igios de um =moso sonho patriotico1 que a*amos aquelle projecto que1 pela mat]ia de que tracta1 nos p>eceu dev] s] incluido no pres5te volume4 ,com esse projecto pret5dia ,a4 ,h]culano promov] em gr&e escala a cultura dos nossos t]r5os man9hos1 especialm5te a dos que eram v9culados1 facult&o a ali5ao d dom9io util d'e/es ultimos1 por meio de emphyteuse1 e int]ess&o na acquisio d'elles o povo d campo e na cesso os adm9i/radores de v9culos4 ,no preambulo1 como o apres5tmos1 faltam algumas consid]aes com que o auctor o prec$eu c]ca d alcance economico dos decretos dictatoriaes de ,d4 ,p$ro ,,iv1 pois que d respectivo manuscripto ap5as apurmos fragm5tos truncados2 mas a omisso no o prejudica qu] na r$aco qu] na d\tr9a1 quanto ao seu ess5cial objectivo1 s5do c]to que o assumpto de taes consid]aes e/ l>gam5te tractado pelo auctor no seu e/udo sobre v9culos publicado no vol4 ,,iv d'e/a colleco4 ,com o conhecim5to d'e/e e/udo facil nos foi d$uzir da leitura de um dos ref]idos fragm5tos1 que ,a4 ,h]culano attribuia ao seu projecto a vantagem de pod] ob/> a que os man9hos que se tornassem allodiaes pela ext9co dos v9culos1 viessem a accumul>-se1 malb>atados e incultos1 nas mos de p\cos e j aba/ados propriet>ios1 similhana d que succ$]a com muitos dos b5s t]ritoriaes que z leis de ,d4 ,p$ro lib]t>am p>a o dom9io d e/ado4 ,a ext9cco dos v9culos viria depois1 com maior proveito de todos os int]essados inclu9do a soci$ade4 ,em outro dos fragm5tos se l que o gov]no t5cionava m&> rev] o decreto de #bb de junho de #ahdf1 sobre =aes1 p>a o reconduzir ao g5u9o p5sam5to d decreto de #ac de ago/o de #ahcb1 sobre a mesma mat]ia1 acl>&o-se tambem z disposies d'e/e ultimo4 ,mas alguns annos depois1 como se conclue de uma correspond5cia que o auctor m&\ p>a o ,ar*ivo ,rural e que fe*a e/e volume1 j elle a*ava t>de p>a se proc$] a essa reviso1 att5ta a multiplicidade de transaces j ento effectuadas segundo a lei de #ahdf4 ,quanto aos e/udos relativos ao concelho de ,belem so d tempo em que ,a4 ,h]culano presidiu cam>a municipal d'aquelle concelho1 no bi5nio de #ahed-ahef1 e con/am de duas repres5taes da cam>a1 uma ao gov]no1 outra s crtes1 e de um projecto de ,caixa de ,soccorros ,agricolas4 ,=am todos publicados em folhetos e vo reproduzidos no pres5te volume ap5as com leves em5das de reviso que o auctor deix\ indicadas4 ,e/es importantes e/udos e a pres5a d auctor na v]eao d concelho1 tambem se relacionam com os factos politicos a que acima nos ref]imos4 ,a m$ida adm9i/rativa traduzida pelos decretos de #aa de setembro de #aheb1 que ext+uiram o t]mo de ,lisboa e com elle con/ituiram os concelhos de ,belem e dos ,olivaes1 e/ava incluida no plano de re=mas d m9i/]io de #bc de maio de #ahea2 mas o m9i/]io segu9te no att5d]a n'e/es diplomas a todas z razes de ju/ia em que ella devia base>-se1 succ$5do que os novos concelhos fic>am privados dos recursos a que t9ham natural direito e lhes eram impresc9diveis p>a prov] sua livre adm9i/rao e mant] a sua indep5d5cia4 ,como z op9ies de ,a4 ,h]culano n'e/a mat]ia e a sua int]v5o n'aquelle plano de re=mas eram conhecidas de muitas pessoas influ5tes d concelho de ,belem1 d'ahi nasceu a idea de o inve/irem no enc>go de v]eador1 p>a que elle viesse reclam> contra a inju/ia e acl>> o p5sam5to orig9>io da m$ida decretada4 ,accresce que em #ahed o m9i/]io a9da era o mesmo que ref]5d>a aquelles decretos1 e d'e/e modo se explica a eleio d hi/oriador e pelo !or das repres5taes da cam>a se ajuiza de toda a que/o4 ,porm1 no foi ap5as p>a satisfaz] aquelles ju/ificados designios dos seus con/itu9tes que ,a4 ,h]culano acceit\ o enc>go popul> p>a que fra eleito4 ,uma aspirao mais elevada1 sobrelev&o quaesqu] intuitos politicos1 o gui\ n'esse proc$im5to1 aspirao que se revel\ em todos os actos da cam>a da sua presid5cia1 e acc5tuadam5te se pat5teia nos e/udos de que falamos3 era cre> no concelho de ,belem uma norma de adm9i/rao local que1 torn&o-o floresc5te1 podesse s]vir de inc5tivo a outros concelhos3 era t5t> a propag&a d municipalismo pelo exemplo1 j que em #ahea lhe escap>a o ensejo p>a faz] revigor> em todo o paiz1 a gr&e in/ituio que elle tanto enc>ecia e que1 segundo z suas pr(undas inve/igaes hi/oricas1 foi n'outras ras a base da nossa prosp]idade e =a politica4 ,no p>a e/e log> a n>rao de como a cam>a presidda por ,a4 ,h]culano veio a s] dissolvida pelo gov]no1 no consegu9do o hi/oriador lev> a cabo a sua nobre t5tativa4 ,os escl>ecim5tos que ficam expo/os so ba/antes p>a o fim a que se de/9am4 #ahih4 ,os editores4 ,,duas ,,epo*as ,e ,,d\s ,,monum5tos ,,ou ,a ,,granja ,,real ,,de ,,mafra #ahdc ,h\ve entre ns um rei nascido com uma indole g5]osa e magnifica3 foi ,d4 ,joo ,v4 ,favoreceu a =tuna a gr&iosidade d seu animo4 ,durante o re9ado d'e/e pr9cipe z entranhas da ,am]ica p>eciam conv]t]-se em ouro1 e a t]ra brot> diamantes p>a enriquec]em o !s\ro portuguez1 e o nosso primeiro rei d seculo ,,xviii pde emul> ,luiz ,,xiv em fa/o e magnific5cia4 ,ha1 porm1 diff]5z entre os d\s mon>*as3 ,luiz ,,xiv1 mais gu]reador que gu]reiro1 malb>at\ o sangue de seus subditos em conqui/as e/]eis2 ,d4 ,joo ,v1 mais pacfico que timido1 compr\ sempre1 sem olh> ao preo1 a paz ext]na dos seus naturaes4 ,luiz ,,xiv lev\ a altissimo gru d'espl5dor z letras e z sci5cias3 ,d4 ,joo ,v t5t\-o2 mas fic\ muito quem d pr9cipe francez4 ,devemos todavia lembr>-nos de que ,luiz ,,xiv era s5hor de uma va/a mon>*ia1 e ,d4 ,joo ,v rei de uma nao pequ5a4 ,uma litt]atura ext5sa e ao mesmo tempo vigorosa s app>ece onde ha muitos hom5s4 como a gr&e cultura1 que s pode faz]-se em opul5tas propri$ades e dilatados t]r5os4 ,d4 ,joo ,v teve como ,luiz ,,xiv o seu ,l\vre2 mas um ,l\vre em h>monia com o c>act]1 no tanto religioso como beato e hypocrita1 d seu paiz n'aquella epo*a4 ,mafra fic\ duvidosa no des5ho1 entre o mo/eiro e o palacio4 ,z duas entidades ar*itectonicas comp5etram-se ahi d'um modo inextricavel4 ,a prpura e/ l rem5dada de burel2 o burel al9dado com prpura1 e o sceptro d rei enlaa-se com a corda d'esp>to1 ao passo que a alp>gata franciscana ousa pis> os degru d ?rono4 ,os que sabem quo corrompidos =am os co/umes em ,portugal no pr9cpio d seculo passado1 e quo espl5dido e o/5toso foi o culto div9o2 quo brilhante foi a crte portugueza n'esse tempo1 e por quo fr\xas mos &\ o leme d e/ado1 no precisam vr ,mafra4 ,mafra a imagem de tudo isso4 ,um gr&e edificio1 fosse qual fosse o de/9o que seu fundador lhe quizesse d>1 sempre e de muitos modos um livro de hi/oria4 ,os que n'elle buscam s um typo por onde af]ir o progresso ou decad5cia das artes na epo*a da sua edificao1 lem ap5as um capitulo d'esse livro4 ,os ca/ellos1 os templos1 e os palacios1 triplice g5]o de monum5tos que enc]ra em si toda a ar*itectura da ,europa mod]na1 =mam uma *ronica imm5sa1 em que ha mais hi/oria que nos escriptos dos hi/oriadores4 ,os ar*itectos no suspeitavam que viria tempo em que os hom5s s\bessem decifr> nas moles de p$ras affeioadas e accumaladas a vida da soci$ade que z ajunt\1 e deixavam-se ir ao som das suas inspiraes1 que eram det]m9adas pelo viv] e crr e s5tir da g]ao que passava4 ,elles no sabiam1 como os hi/oriadores1 que no seu livro de p$ra1 tambem como nos d'aquelles1 se podia m5tir po/]idade4 ,por motivo tal foi a ar*itectura s9c]a4 ,mafra um monum5to rico1 mas sem poesia1 e por isso sem v]dadeira gr&eza3 um monum5to de uma nao que dormita aps um banquete como os de ,lucullo3 o t\cador de uma ,lais ou ,phr9e ass5tado d5tro d templo d ,deus dos *ri/os1 e sob outro aspecto1 a beat>ia d'uma velha tonta1 affect&o a l+uagem da f ard5te e pr(unda d',orig9es ou de ,t]tulliano4 ,sem conte/ao1 ,mafra uma bagatella m>avilhosa1 o dixe de um rei lib]al1 aba/ado e magnifico2 p\co mais ou m5os o que foi ,portugal na primeira metade d seculo ,,xviii4 ,collocai pela imag9ao ,mafra ao p da ,batalha1 e pod]eis ent5d] quanto cl>a e precisa a l+uagem d'e/as *ronicas1 lidas de p\cos1 em que z g]aes escrevem my/]iosam5te a hi/oria d seu viv]4 ,a ,batalha grave como o vulto hom]ico de ,d4 ,joo ,i1 poetica e altiva como os cavalleiros da ala de ,mem ,rodriguez1 religiosa1 tranquilla1 santa como ,d4 ,philippa rodeada dos seus c9co filhos4 ,z mos que edific>am ,santa ,m>ia da ,victoria1 m5e&o z armas em ,aljub>rota1 deviam s] v5c$oras4 ,a ,batalha repres5ta uma g]ao en]gica1 moral1 cr5te3 ,mafra uma g]ao afem9ada1 que se f+e =te e gr&e4 ,a ,batalha um poema de p$ra3 ,mafra uma semsaboria de m>more4 ,ambas1 ec*os p]5nes que rep]cutem nos seculos que vo pass&o a expresso complexa1 e todavia cl>a e exacta1 de duas epo*as hi/oricas d mesmo povo1 sua juv5tude viosa e robu/a1 e sua velhice ca*etica4 ,o c>act] de um monum5to d tempo pres5te no pde s] por c]to um edificio gigante1 um templo1 ou um palacio4 ,onde z cr5z religiosas vacillam como a luz que se apaga1 o templo s]ia uma pag9a de hi/oria fabulosa3 onde a pobreza extrema sub/itue a riqueza1 um tanto e/upida e fa/osa com mau go/o1 o palacio espl5dido s]ia um capitulo ana*ronico4 ,o monum5to deve resumir a soci$ade1 e em n5hum d'esses g5]os de memoradum se a*>ia repres5tado o actual exi/ir4 ,que somos ns hoje8 ,uma nao que t5de a reg5]>-se3 diremos mais3 que se reg5]a4 ,reg5]a-se1 porque se repreh5de a si propria2 porque se revolve no lodaal onde dormia tranquilla2 porque1 se irrita da sua decad5cia1 e j no sorri sem v]gonha ao insult> d'e/ranhos2 porque pr9cipia1 emfim1 a reconhec] que o trabalho no de%onra1 e vai esquec5do z visag5s s5hors de fidalga4 ,deixai pass> essas paixes pequ5as e ms que combatem na ar5a politica1 deixai fluctu> luz d sol na sup]ficie da soci$ade esses coraes canc]osos que ahi vdes2 deixai ergu]em-se1 tomb>1 desp$aarem-se essas vagas encontradas e confusas das op9ies6 ,tudo i/o acontece qu&o se agita o oceano2 e o m> d povo agita-se debaixo da sua sup]ficie4 ,o s>gao immundo1 a escuma ftida e turva ho-de desapp>ec]4 ,um dia o oceano popul> s] gr&ioso1 puro e s]5o como sahiu das mos de ,deus4 ,a tempe/ade a precursora da bonana4 ,o lago asphaltite1 o ,m>-,morto1 esse que no tem procellas4 ,o nosso e/rebux>1 muitas vezes col]ico1 muitas mais m5tecapto e ridiculo1 prva que a ,europa se enganava qu&o cria que e/a nobre t]ra d ultimo occid5te era o cemit]io de uma nao cadav]4 ,vivemos3 e a9da que similhante viv] seja o delirio febril de moribundo1 e/a situao viol5ta1 aos olhos dos que sabem vr1 uma crise de salvao1 po/o que dolorosa1 e l5ta4 ,confiemos e esp]emos3 o nome portuguez no foi riscado d livro dos et]nos de/9os4 ,um dos signaes evid5tes da re/aurao social d paiz1 e ao mesmo tempo o c>act] mais notavel que di/+ue e/a epo*a o seu movim5to indu/rial1 indu/rial na mais ext5sa significao da palavra4 ,primeira entre z diff]5tes indu/rias a agricultura1 e a agricultura tem inconte/avelm5te sido o nosso pr9cipal progresso4 ,qual s] portanto o monum5to que melhor resuma e/e p]iodo de reg5]ao8 ,s] o aspecto d solo1 o vio dos campos1 a abundancia sub/ituida escaceza na morada d homem laborioso4 ,arroteai algumas geiras de t]ra3 em um m>co esculpi a data d'essa trans=mao3 cobri a sup]ficie de ,portugal d'e/es m>cos4 ,eis ahi1 no um1 porm mil monum5tos que signific>o o espirito d pres5te4 ,plantai o bosque na s]rania escalvada3 que elle braceje vir5te p>a o cu1 e enr$e z suas raizes nas ra*as da p5$ia4 ,agitada pelo v5to1 a selva com o seu rugir ir cont&o a cada seculo que nasc] z t5d5cias laboriosas d nosso1 que j comeam a app>ec]4 ,os cimos das montanhas so z v]dadeiras aras de ,deus3 l que oravam z naes virg5s4 ,sanctificai a vossa religio de patriotismo pelo culto univ]sal e primitivo3 o bosque murmur&o com o espir> da aragem um hymno ao ,ancio dos ,dias3 que e/e hymno nos consagre a memoria ao amor e gratido de nossos filhos6 ,ao lado dos paos mona/icos de ,mafra1 monum5to de uma era de vans gr&ezas1 vai-se hoje alevant&o sem ruido o monum5to mode/o1 mas eloqu5te e sancto1 da ida progressiva da actualidade4 ,ao lado d'essas p$ras amontoadas1 d'esses torrees gigantes1 macissos1 e pesadam5te e/upidos1 s]peam j os prados vir5tes por veigas e valles1 cob]tos a9da ha p\co de abrolhos e urzes4 ,contra/&o com os lanos de muralhas caidas da o*re1 que am>elleja be/ialm5te1 como um cordo de ouropel enfiado em diamantes1 por entre a cr sev]a dos m>mores tisnados pelo tempo1 vem-se ao longo v]dej> os p9heir9hos1 que coroam z alturas ao norte e ori5te d'aquelle edificio mon/ruoso1 hybrido1 e extravagante como uma composio pseudo-poetica da ,ph5ix-,r5ascida4 ,z folhas de t]ra cultivada dilatam-se pelas *apadas e enco/as1 vrias na cr segundo a altura das ce>as1 ou con=me a qualidade d solo1 nos sitios onde a9da z sem5teiras no surgem no como d g]m9>4 como um xadrez enorme1 cujas casas se h\vessem rep>tido ao acaso n'um taboleiro irregul> e imm5so4 ,a vontade real fez app>ec] o edificio3 outras ,vontades ,reaes fiz]am nasc] a granja-modelo4 ,p>a a primeira requ]ia-se ouro e =a2 p>a a segunda intellig5cia e amor d paiz4 ,o sceptro foi robu/o e pot5te qu&o amonto\ aquella p5$ia lavrada e esculpida3 o sceptro o symbolo da paz e da b5efic5cia qu&o em vez de conv]t] po em p$ras1 conv]te g&ra bravia e e/]il em um nobre exemplo que mo/re ao povo onde e/ a sua d]radeira esp]ana1 o progresso da indu/ria e o amor d trabalho4 ,p>a a m>avilhosa inutilidade de ,d4 ,joo ,v ga/>am-se por l>gos annos os milhes que de cont9uo nos entregava a ,am]ica3 o lid> accumulado de c9co5ta mil hom5s consumiu-se em desba/> e pulir essas p$ras hoje esquecidas1 que ap5as s]vem p>a alim5t> por algumas horas a curiosidade dos que passam4 uma v]dade cem vezes repetida1 que o preo de ,mafra t]ia cob]to ,portugal das melhores e/radas da ,europa2 mas nem por s] trivial essa v]dade deixa de s] dolorosa4 ,e todavia tal preo era o m5os6 ,z maldicces submissas dos que =am arra/ados de todos os angulos da mon>*ia1 p>a e/a gr&e anudva nacional1 e z lagrymas das suas familias1 no z pde suffoc> a adulao cortez2 transsud>am at ns nas pag9as da hi/oria1 e cah9do sobre o atade d\rado d pr9cipe que z fez v]t]1 deix>am a inscripo d seu nome man*ada de uma ndoa que o tempo no ga/>4 ,a va/a e risonha granja que viceja ao lado d negro e c>rancudo edificio no cu/\ uma s mealha dos d9heiros publicos2 no arranc\ uma lagryma4 ,no so maldices o seu fructo3 so b5os dos que vivem3 s]o no futuro b5os da po/]idade4 ,o conv5to-palacio1 nascido sob manto de prpura1 alegre na sua juv5tude e habituado a pompas de longos annos1 ahi e/1 illu/re m5digo1 ass5tado hoje n'um como ermo1 onde a vida robu/a de seculos que lhe fadra o fundador1 se vai conv]t5do em antecipada decrepidez4 ,inutilm5te com a sua gr&e voz de bronze elle p$e que o abriguem das injurias das e/aces4 ,z aguas d cu1 filtr&o-lhe por entre os membros1 l os vo l5tam5te desconjunt&o1 o sol cre/a-lhe a fronte e faz prosp]> os musgos1 que lhe arrugam a rija epid]me3 o v5to r$emo9ha atravez das suas janellas mal seguras1 e bram9do n'aquellas solides d seu rec9to1 atira ao ro/o das e/atuas1 aos acan?os dos capiteis1 face polida das p>$es de m>more1 o p que tom\ nas azas pass&o pelas s]ranias4 ,no meio d e/repit> d mundo n+uem escuta o gem] d gigante de p$ra2 n+uem se lembra de tir> d peculio d e/ado a mais pequ5a somma p>a elle4 ,e porque8 ,porque a sua mis]ia no fala aos coraes nem aos ent5dim5tos4 ,memorias gloriosas8 ,no z ha l4 ,utilidade8 ,p>a que s]ve essa p$reira imm5sa8 ,a granja1 porm1 de ,mafra nem teme z aguas d cu1 nem os raios creadores d sol3 pova os seus agros outeiros de p9haes1 a cujo abrigo zomb> em breve da furia dos v5tos4 ,no vae p$ir soccorros munific5cia publica3 util j aos pequ5os e humildes1 s-lo-ha tambem algum dia a quem a fez nasc]1 util em proveitos mat]iaes1 e1 o que mais vale1 em fructos de v]dadeira gloria4 ,ha quatro annos ap5as1 que os muros da crca ou tapada de ,mafra1 e/ir&o-se como s]pe mon/ruosa por tres leguas1 atravez de valles e outeiros1 enc]ravam um va/o man9ho cob]to de s>z ra/eiras1 onde r>o se via alevant> uma arvore solit>ia1 curva e p5dida pelo aout> cont9uo das v5tanias1 ou algum pequ5o e enfezado p9hal p]dido no meio d'aqueles mattos inuteis4 ,era um symbolo de b>b>ia ao p d'um symbolo de opul5cia4 ,o edificio e o p>que p>eciam signific> no seu conjuncto--o orgulho t5do por fundam5to o nada4 ,ha tres annos ord5>am ,,ss4 ,,mm4 se comeassem a desbrav> esses t]r5os incultos4 ,o actual int5d5te das cavalh]iz reaes1 o ,snr4 ,a4 ,sev]9o ,alves1 foi enc>regado de adm9i/r> z caudel>ias alli e/abelecidas1 e da direco daquelle arroteam5to4 ,obra de uma sexta p>te da tapada mais proxima d edificio de/9\-se imm$iatam5te p>a a cultura1 e os trabalhos pr9cipi>am4 ,o e/ado em que e/es se a*am1 comp>ado com z despezas1 proporcionalm5te dim9utas1 que se tem feito1 provam que talvez h\vesse quem fosse to digno de s] enc>regado de realis> o p5sam5to g5]oso1 nobre1 e civilisador dos nossos ,pr9cipes1 mas que n+uem por c]to o s]ia mais que o ,snr4 ,a4 ,sev]9o ,alves4 ,o que vamos diz] no completo2 no a hi/oria p>ticul>isada de tudo que exam9mos com os proprios olhos2 porque no qu]emos s] prolixos4 ,o nosso int5to vr se contribuimos p>a o v]dadeiro progresso da t]ra em que nascemos4 ,se os gr&es ou pequ5os propriet>ios que ab&onam os seus campos e h]dades1 ou que desprezam os meios de os torn> mais productivos1 se mo/ram surdos ao brad> da impr5sa e de todos os hom5s sisudos1 revoc&o e/a malav5turada nao actividade e ao trabalho1 que se env]gonhem ao m5os com o exemplo que lhes d o ?rono4 ,em quanto os gov]nos e os p>lam5tos pond]am a conv5i5cia1 a necessidade d e/abelecim5to das qu9tas de e/udo1 em ,mafra1 sem ruido1 sem v]bosos relatorios e discursos1 se vae e/abelec5do e ap]feio&o uma granja modelo1 que esp]mos faa s5tir d5tro de p\co agricultura portuguesa o seu b5efico influxo4 ,c]tos de que ,,ss4 ,,mm4 se colloc>o fr5te d movim5to agricola d paiz1 porque o augm5to da agricultura deve traz] a prosp]idade aos seus subditos1 n'e/e jornal1 que se d]rama por todos os angulos de ,portugal1 d>emos noticia das exp]i5cias que se =em faz5do1 dos melhoram5tos que se =em introduz9do nas propri$ades d apanagio da ,cora4 ,a nossa situao especial nos habilita p>a obt] a e/e respeito exactas in=maes4 ,a utilidade que d'ahi possa result> aos agricultores1 retribuam-n'a elles em gratido aos ,pr9cipes que s\b]am s] dignos d amor dos portuguezes1 e ent5d]am pl5am5te o grave e progressivo p5sam5to d'e/e seculo4 ,escolhida a poro de t]r5o na tapada de ,mafra1 que se devia de/9> cultura1 dividiu-se aquella p>te em oito gr&es tractos ou folhas1 cujo arroteam5to se tem seguido successivam5te e sem int]rupo at hoje4 ,o sy/ema adoptado p>a e/e fim foi o melhor que era possivel imag9>4 ,alem da cultura feita cu/a da ,casa ,real1 vo-se di/ribu9do aos habitantes da villa de ,mafra os t]r5os que elles qu]em desbrav>4 ,o inteiro uso-fructo d'e/es t]r5os fica p]t5c5do por tres annos a quem os conv]te de man9hos que eram em t]ras araveis1 e a9da que o solo da tapada me p>ea de inf]ior qualidade1 e se a*asse muito det]iorado pelas plantas ru9s de que e/ava cob]to1 todavia essa cultura tem dado excell5tes resultados4 ,a produco da batata1 planta to conv5i5te p>a t]r5os arroteados de novo1 ha sido tal1 que no anno passado se alevant>am na tapada #a3hjj c>radas d'e/e util solano1 cuja introduco na ,europa torn\ impossiveis z fomes espantosas1 que de annos a annos lhe desba/avam a povoao4 ,n'essas enco/as e veigas onde1 to p\co tempo ha1 os olhos esmoreciam along&o-se pelos s>aes1 vem-se e/5didas z se>as1 os campos de milho e os batataes1 e nos ro/os dos habitantes da villa e dos povodos circumvis9hos1 e nos seus trajos e porte1 v-se que se o amor da tab]na tem dim9uido1 os habitos d trabalho1 e por isso a aba/ana tem augm5tado4 ,mais de v9te egoas1 mis e filhas1 e de qu>5ta poldros1 con/ituem j uma caudel>ia que vai adquir9do rapido crescim5to4 ,c9co5ta vaccas entre z de ca/a vulg>1 tor9as e de uma excell5te raa asiatica1 ahi so tractadas com esm]o talvez no inf]ior ao que se emprega na comeada caudel>ia4 ,os e/abulos e curraes1 ord5ados pelos melhores me?odos mod]nos1 e com att5o a importantes consid]aes hygi5icas1 s]iam um bom modelo p>a aquelles que p5sam r$uzir-se o tratam5to dos gados unicam5te a d>-lhes muito de com]1 no importa se bom ou mu4 ,a9da que na granja de ,mafra os animaes sejam alim5tados1 por via de regra1 manjad\ra1 sy/ema hoje aconselhado nos paizes mais adiantados como pref]ivel por graves motivos1 nem por isso deixa de hav] n'e/e e/abelecim5to agricola muitos prados pa/aveis1 compo/os1 alem da azevem1 de uma mi/ura de c]to num]o d'aquellas plantas de que sep>adam5te se compem os artificiaes4 ,e/es1 porm1 m]ecem com razo os especiaes cuidados d ,snr4 ,sev]9o ,alves4 ,z plantas que con/ituem e/es prados1 tanto regados como seccos1 so a luz]na1 os trevos1 branco e enc>nado1 o onobry*is 7sa9fo971 a anafa1 a c5\ra1 e a ervilhaca4 ,a cultura d'algumas d'e/as =rag5s a9da se limita a dim9utas exp]i5cias1 mas a de outras j tem adquirido ba/ante ext5so4 ,admirmos sobretudo um luz]nal1 onde o me?odo da transplantao produziu magnificos resultados4 ,cada p de luz]na lan&o em roda os seus muitos reb5tes ou filhos1 frma uma especie de m\ta robu/a1 que produz em cada crte muito maior poro de pa/o d que produziria uma sup]ficie egual que occupa1 semeada de luz]na que no fosse transplantada4 ,o increm5to que e/es prados podem t] n'aquelles1 d'antes to pobres e tri/es1 hoje to ricos e risonhos t]r5os1 d'extrema importancia4 ,duas enormes lagz1 uma das quaes con/antem5te refrescada e supprida por uma pequ5a veia d'agua p]5ne1 =am limpas e v$adas con/ru9do-se canos subt]raneos por onde se hajam de sangr> conv5i5tem5te4 ,e/as lagz1 collocadas em c]ta altura1 podem reg> um valle ext5sissimo1 optimo p>a o augm5to de prados4 ,a silvicultura1 essa p>te to int]essante e to bella da sci5cia de agricult>1 tem em ,mafra um t]rivel inimigo--o noroe/e4 ,e/e v5to sopra ahi com viol5cia extraord9>ia4 ,alguma arvore silve/re1 que vivia solit>ia no meio d'aquelles mattos ra/eiros1 v]gada p>a sue/e na altura das arrancas1 e/5de ra*ytica os seus ramos aoutados pelas v5tanias quasi p>allelos com a t]ra4 ,e/abeleceu-se porm um sy/ema d'abrigos1 que deve d5tro d'alguns annos torn> no s possivel1 mas at facil1 a propagao de arvores de flore/a e de fructo4 ,os p9heir9hos bravos 7p9us m>itima7 cobrem j os cabeos escalvados que se alevantam por meio das *apadas1 enco/as1 e valles1 e os ca/anheiros1 c>valhos1 e az9heiros bordam os cam9hos3 e/es bosques1 qu&o crescidos1 annull>o em gr&e p>te a viol5cia dos v5tos1 e ento s] possivel o plantio de outras arvores silve/res e fructif]as1 pr9cipalm5te das oliveiras1 de que j se vo prep>&o ext5sos e bem ord5ados viveiros4 ,uma consid]ao que occorre naturalm5te ao imag9> similhante ext5so de cultura1 a dos adubos1 e a d modo de os faz] progressivam5te augm5t>4 c]ca d'e/e ponto capitalissimo1 d>emos brevem5te curiosas e int]essantes noticias1 em um artigo especial4 ,ento t]emos occasio de fal> dos diff]5tes me?odos de amanh> z t]ras1 que progressivam5te se vo introduz9do na granja de ,mafra4 ,os in/rum5tos aratorios e mais ma*9as d s]vio agricola so con/ruidos no mesmo e/abelecim5to em (fic9a p>a isso pr9cipalm5te deputada4 ,ahi se encontra a *>rua +leza1 a aravea gr&e de uma aivca1 a pequ5a de duas1 o semeador1 z grades triangul>es e de div]sos feitios1 o trilho de debulh>1 o eng5ho de traar cevada1 c>ros +lezes1 etc41 alem dos in/rum5tos proprios d paiz con/ruidos com p]feio4 ,tal o rapido quadro da trans=mao que apres5ta uma p>te d'esses man9hos inuteis da tapada de ,mafra4 ,importante em si1 similhante trans=mao muito mais o tem sido pela influ5cia que o exemplo produz n'aquelles arr$ores3 o agricultor1 que por assim diz] palpa z vantag5s que resultam de um sy/ema illu/rado de agricult>1 vae ab&on&o z suas grosseiras usanz1 que todos os discursos dos livros no alcanariam e/irp>4 ,mafra e/ s5do um fco de luz1 uma fonte de progresso agricola4 ,entre os b5eficios que tem produzido e/e porv5tura o maior4 ,aquella va/a granja1 se proporciona a muitos aba/ana1 o alim5to p>a o corpo1 (f]ece a muitos mais z revelaes da sci5cia--o alim5to p>a o espirito4 ,o edificio ahi e/ m5digo1 ab&onado1 canc]oso j1 e inutil1 ao lado da granja *eia de vio1 rica1 g5]osa1 e ab5oada d'esp]anz4 ,so d\s monum5tos de d\s seculos div]sos1 ambos obras de ,reis4 ,que a philosophia julgue um e outro1 e julgue tambem z vontades e z intellig5cias que fiz]am surgir um e outro4 ,,breves ,,reflex,,es ,,sobre ,,alguns ,,pontos ,,de ,,economia ,,agricola #ahdi ,ajuda1 #h de m>o de #ahdi ,circum/ancias meteorol,ogicas extraord9>ias ameaam o nosso bello paiz de uma colheita nulla4 ,p]to de trez mezes de aridez1 na epo*a d anno em que z *uvas so mais necess>ias1 tm quasi de/ruido z esp]anz dos agricultores4 ,um mez mais que dure e/a situao1 e o mal torn>-se-ha int5sissimo e1 em gr&e p>te1 irrem$iavel4 ,os espiritos fracos cont5tam-se com blasphem> ou c>pir-se4 ,i/o cob>dia4 ,muitos voltam-se p>a ,deus e imploram a ,provid5cia4 ,i/o respeitavel4 ,outros p5sam nos alvitres p>a occorr] mis]ia e fome1 que pode vir a pes> sobre a populao m5os aba/ada4 ,i/o g5]oso e nobre4 ,mas aquillo em que p\cos p5sam em conv]t] e/a situao assu/adora n'uma lio salut>2 em d$uzir d mal pres5te proveito p>a o futuro4 ,o nosso povo actual um p\co similhante a seus avs1 os m>9heiros d seculo ,,xvi1 que affrontavam z procellas dos m>es da ,india e da ,am]ica4 ,rudes e f]os na bonana1 voltavam-se p>a o cu qu&o a tempe/ade ameaava subm]gil-os4 ,era d'aquelles trances que os sac]dotes1 seus companheiros de riscos e av5turas1 se aproveitavam p>a os revoc> s sanctas d\tr9as da f1 e era ord9>iam5te ento que n'essas almas rudes a*avam accesso o arrep5dim5to e z v]dades da religio4 ,desej>iamos que a impr5sa fosse tambem um p\co similhante aos bons mission>ios d seculo ,,xvi2 que nos dias da angu/ia dissesse algumas v]dades duras aos povos1 qu&o mais no fosse1 ao m5os p>a int]romp] a monotonia das que di>iam5te diz aos reis4 ,a impr5sa que vive da publicidade1 da publicidade que se e/riba na bolsa d povo1 pratic>ia um acto de devoo mais corajosa1 fal&o sev]am5te aos seus naturaes patronos1 d que dirig9do-se aos pr9cipes1 de quem ella dep5de incomp>avelm5te m5os p>a exi/ir e prosp]>4 ,por isso ns a convid>iamos p>a que1 sem di/9co de p>tidos1 sem lhe import> com a div]sidade da sua misso politica ou litt]>ia1 aproveitasse o ensejo de temores que assaltam g]alm5te os animos1 p>a ins9u> n'e/es importantes v]dades4 ,a natureza d flagello que nos opprime1 z obs]vaes que fizemos n'uma pequ5a excurso p>a o lado de ,c9tra1 nos suscit>am e/as reflexes1 a que esp]amos associem outras de mais valor z pessoas compet5tes4 ,po/o que dom9ados por uma viva affeio agricultura1 a essa ra9ha das indu/rias1 somos ap5as curiosos n'e/a mat]ia4 ,ha1 porm1 uma c]ta somma de v]dades iniciaes na sci5cia que e/o ao alcance de todos os que z buscam1 seja como e/udo1 seja como curiosidade4 ,portugal tem uma agricultura incompleta4 ,se exceptu>mos o ,m9ho1 podemos diz] que o producto d nosso slo exclusivam5te repres5tado pelos c]eaes1 pelo v9ho e pelo azeite4 ,por importantes1 comtudo1 que sejam os d\s ultimos1 o pr9cipal 1 como em todos os paizes1 o dos c]eaes4 ,mas d\tr9a inconte/avel que p>a a cultura d'e/es pod] prosp]> necess>ia a copia de e/rumes2 que p>a hav] copia d'e/es necess>io gado2 que e/e no exi/e1 ou tem uma exi/5cia prec>ia onde no ha pa/ag5s1 e e/as so sempre mis]aveis e insuffici5tes n'um paiz onde a int5sidade1 digamos assim1 d sy/ema agricola no proporcional sua ext5so2 onde a arte no ajuda en]gicam5te a natureza a supprir a alim5tao dos animaes4 ,portugal no tem creaes de gado3 qu]emos diz]1 no tem n'e/e ramo de indu/ria rural s5o o re/rictam5te necess>io p>a a lav\ra1 pelo que respeita a gado grosso2 e o seu gado lanig]o p\co num]oso1 imp]feito1 e r>eado annualm5te pelos resultados de um tractam5to quasi selvagem4 ,porque8 ,porque a9da no adoptmos a d\tr9a fundam5tal de toda a agricultura judiciosa1 a creao dos animaes n'uma l>ga escala1 nem buscmos a9da os meios p>a isso adequados4 ,z nossas t]ras mais f]teis produzem de #aj a #ae sem5tes1 e a produco das m$iocres entre #e e #h4 ,t5do a cultura adquirido uma gr&e ext5so1 com e/a produco acanhada o lavrador a*a-se collocado entre d\s extremos deploraveis4 ,se o anno mau1 a limitada proporo entre a sem5te e o producto torna-se a9da mais re/ricta1 e embora suba o preo d g5]o1 o fabrico absorve quasi a colheita3 se o anno propicio1 a b>ateza no m]cado vem a inutilis> a abundancia1 e o cultivador fica sempre mis]avel4 ,a imp]feio das ma*9as e dos me?odos1 o pessimo sy/ema1 ou antes a negao de sy/ema nas rotaes1 e v>ias outras causas1 contribuem p>a e/e e/ado viol5to2 mas a causa pr9cipal a desproporo enorme na di/ribuio d solo3 o homem cr faz] p>a si a p>te d leo1 e engana-se4 ,espoli&o os animaes que o ajudam nas suas laboriosas t>efas1 os animaes que o ve/em ou lhe f]tilisam os campos1 d qu9ho que lhes cabe nos fructos d'e/es1 torna-se desgraado a si no meio de uma abundancia mais app>5te que real4 ,na ,+lat]ra1 o paiz modelo da agricultura1 os productos de um t]o1 pelo m5os1 da t]ra cultivada p]t5cem aos animaes dome/icos4 ,ns talvez no lhes res]vamos um c5tesimo4 ,o erro n'e/a p>te produz uma inf9idade de factos1 que pr9cipalm5te det]m9am a falta de progresso d'int5sidade na agricultura nacional4 ,um anno p\co favoravel1 como o que vae corr5do1 descobre logo por div]sos modos a nossa situao deploravel4 ,de que ouvimos pr9cipalm5te queix> os agricultores1 qu&o os int]rogamos sobre os fataes effeitos d'e/e e/io inesp]ado1 que veio pes> sobre ns no corao d inv]no8 ,de que esse p\co gado que possuem morr] fome4 ,porque8 ,porque o lavrador pe quasi exclusivam5te z suas esp]anz nas h]vag5s espontaneas2 entrega ,provid5cia o cuidado dos seus bois e das suas ovelhas4 ,e/a confiana nem prud5te1 nem religiosa4 ,deus no deu inutilm5te ao homem a faculdade de reflectir1 nem os braos p>a o trabalho4 ,a proteco da ,provid5cia no vae at o ponto de supprir o desprezo da nossa actividade intellectual e mat]ial4 ,p]demos os p\cos gados1 que possuimos1 qu&o o inv]no secco2 p]demol-os se excessivam5te *uvoso4 ,pode-se diz] que e/e facto p9ta e resume o e/ado d nosso progresso agricola4 ,que prev5es faz em g]al o cultivador p>a obvi> a qualqu] d'eslas hypo!ses t]riveis1 to faceis de v]ific>-se1 pr9cipalm5te a segunda8 ,n5humas4 ,onde e/o os f5os devidam5te colhidos e res]vados1 onde z raizes das plantas *5opodeas e crucif]as1 onde os prados artificiaes1 regados pelos ribeiros1 onde1 emfim1 todos esses recursos1 de que o agricultor dos paizes c5traes e d norte lana mo p>a resi/ir s inc]tezas das e/aes8 ,o lavrador cultiv\ c]eaes1 muitos c]eaes1 e rep\s\1 pelo que tocava ao seu gado2 nos dons espontaneos d inv]no4 ,o inv]no neg\-os4 ,re/a p$ir a ,deus que r$uza regul>idade z v>iaes atmosph]icas1 v>iaes inc]tas s p>a ns1 e dep5d5tes de leis naturaes1 que porv5tura os progressos da meteorologia viro a9da revel>-nos1 e que no cremos se hajam de alt]> a favor da nossa imprevid5cia4 ,sabemos o que se co/uma respond] a i/o3 ,esses f5os1 esses prados1 essas raizes fusi=mes1 que con/ituem uma alim5tao abundante p>a os animaes1 so possiveis nos paizes humidos d norte4 ,o nosso clima adu/o torna impossivel a applicao de um sy/ema analogo4 ,s]ia longo1 mas p\co difficil1 mo/r> sob todos os aspectos o sophi/ico d'e/e argum5to2 mo/ral-o por factos4 ,impressionados pelo que1 com tri/eza1 acabamos de v] n'um tracto de t]ra de c9co leguas1 limit>-nos-hemos a algumas consid]aes especiaes4 ,e primeiro que tudo1 com que direito se invoca1 p>a def5d] a incuria agricola1 falta de humidade no nosso clima1 qu&o deixamos corr] annualm5te p>a o m> milhes de pipas d'agua pelos gr&es rios e por c5t5>es de regatos1 que podiam1 muitas vezes com leve trabalho1 f]tilis> os campos vis9hos e alim5t> prados1 cuja produco exc$]ia quanto a cultura dos paizes d norte (f]ece1 n'e/e gn]o1 mais admiravel8 ,depois1 que meios se empregam p>a temp]> pela arte os effeitos da nossa situao m]idional8 ,os habitos adv]sos a esses meios so os que dom9am entre a populao campe/re4 sabido que z arvores1 a9da nas noites mais seccas d e/io1 attrahem t]ra uma gr&e poro de humidade4 ,a que deve o ,m9ho a frescura dos seus valles1 os enormes productos d seu solo1 que no s(fre comp>ao com z nossas t]ras =tes da ,e/remadura8 ,a uma arborisao admiravel4 ,o homem d sul tem odio1 litt]alm5te odio1 no s s selvas1 mas at arvore solit>ia1 que pode assombr>-lhe algumas pavz de c]eaes1 porque os c]eaes so o idolo que resume todos os seus affectos1 embora a cruel exp]i5cia lhe v5ha prov>1 nos annos desfavoraveis cultura das gram9eas1 que o seu sy/ema acanhado e exclusivo conduz facilm5te mis]ia e p]dio4 ,e/e dio s mattas e arvor$os tem-se tornado n'uma especie de contagio1 que vae lavr&o e ameaa z prov9cias sept5trionaes4 ,a ,beira ha muito que comeou a s] despojada dos seus magnificos bosques1 que por p>tes a tornavam rival d ,m9ho4 ,os effeitos1 porm1 d de/roo ins5sato dos gr&es vegetaes s5tem-se pr9cipalm5te na ,e/remadura1 e sobretudo n'e/e tracto de t]ra entre d\s m>es1 onde se a*a situada a capital4 ,os vapores1 que z arvores1 povo&o os cimos dos montes1 attrahiriam p>a os valles1 no descem t]ra3 os v5tos d norte1 precipit&o-se livres dos visos calvos das coll9as1 fu/igam z enco/as d sul1 remo9ham nas planicies1 e no cons5tem sequ] que o orvalho console noite a vegetao devorada pelo sol d meio-dia4 ,na v]dade1 a aridez dos campos na e/ao e/ival p\co importa ao cultivador exclusivo de c]eaes2 mas qu&o causas desconhecidas imp$em1 durante o inv]no1 o curso dos v5tos *uvosos1 qu&o o v]o vem sub/ituir-se ao inv]no1 no sabemos se como ca/igo se como adv]t5cia1 ento elle maldiz essas torr5tes de v5tania1 que produzem mais seccura em v9te e quatro horas d que tres dias de sol ard5te4 ,maldil-z1 sem se lembr> ou sem sab]1 que seus paes e elle proprio contribuiram p>a a exi/5cia de similhante flagello pela de/ruio das mattas1 ou1 qu&o m5os1 pelo descuido no plantio d'ellas4 ,o ciume cego com que a m5or leira de t]ra aravel disputada aos arvor$os1 por causa d pr$om9io exclusivo dos c]eaes1 explica indirectam5te esse furor com que so p]seguidas z arvores1 at nos sitios mais inf]teis2 com que se lhes disputa a vida at por entre z p5$ias das s]ras4 ,como a cultura das =rag5s insignificante1 e enormem5te desproporcionada dos c]eaes2 como o cu e/ enc>regado1 pelo commum dos agricultores1 de prov] su/5tao dos gados1 o baldio o segundo artigo d cr$o agricola d'elles4 ,os pa/os communs so a cidadella da in]cia e o !atro res]vado pela ignorancia s m>avilhas da ,provid5cia4 ,todas z desvantag5s de cons]v> incultos t]r5os que pod]iam s]vir ao homem se adoptassemos um sy/ema mixto1 ou se att5dessemos s indicaes da sci5cia e natureza d nosso clima1 p>a promov]mos a arborisao nos log>es accommodados p>a ella1 no so comp>aveis ao delicioso espectaculo de v] ret\ar meia duzia de ovelhas1 vaccas1 e bois hecticos1 nas g&ras bravias1 qu&o1 n'um sy/ema de cultura judicioso1 cons]v>iamos gordos e anafados dobrado num]o de animaes1 unicam5te com a produco da nossa propri$ade p>ticul>1 sem que deixassemos de colh] n'e/a a mesma quantidade de trigo1 que nos produz o deploravel me?odo da cultura exclusiva4 ,a exi/5cia dos baldios municipaes1 dos pa/os communs1 um dos mais graves emb>aos ao progresso da agricultura entre ns4 ,favorec5do a natural indol5cia d homem d campo1 facilit&o-lhe recursos que1 at c]to ponto1 supprem os defeitos de um me?odo errado e incompleto de afolham5tos1 de uma cultura sem proporo nem equilibrio1 elles oppem uma b>reira1 z mais das vezes inv5civel1 introduco de um sy/ema s5sato e pr(icuo4 ,ignor&o os melhoram5tos que z rotaes judiciosas trazem ao solo1 z vantag5s da e/abulao1 os me?odos de multiplic> em quantidade e em en]gia os adubos animaes1 desconhec5do a applicao dos correctivos m9]aes1 o agricultor baseia nos man9hos1 no s uma sub/ituio cultura das =rag5s1 mas tambem um meio de adub> z suas t]ras1 embora os e/rumes vegetaes que d'elles tira1 pessimam5te prep>ados1 dem t]ra uma alim5tao mis]avel4 -lhe necess>io que z urzes povoem z s]ras nuas de arvor$o1 tanto p>a ahi pasc]em os gados durante uma p>te d anno1 como p>a supprirem a c>5cia d'e/rumes1 resultado d'essa alim5tao erradia d gado1 em que o cultivador1 podemos diz]1 lana fra o mais rico !s\ro de pr9cipios re/auradores1 um dos productos mais importantes da creao dos animaes4 ,se z gr&es v]dades na sci5cia so1 em regra1 f]teis de consequ5cias proveitosas1 os gr&es erros no so m5os f]teis de consequ5cias fataes4 ,como z urzes expulsam z arvores dos t]r5os incultos1 ju/am5te nas vis9hanz de ext5sos man9hos onde muitas vezes mais se exp]im5ta a falta de l5has1 e que por consequ5cia os povos mais rapidam5te de/roem z cepas d'esses mesmos mattos que os supprem de pa/ag5s e d'e/rumes4 ,s5do esse o unico meio de obt] combu/ivel1 e no correspond5do o des5volvim5to das raizes l5hosas rapidez e ext5so d consumo1 o resultado f9al facil de prev]4 ,ha de *eg> um dia em que a imprevid5cia t5ha dado inteiro o seu fructo4 ,esses cabeos e g&ras1 r>eados pela mo d matteiro1 espoliados emfim1 dos ultimos fragm5tos da sua tri/e cora de piornos e tojos1 a*>-se-ho conv]tidos em arneiros escalvados1 onde a falta absoluta de humus torne impossivel a vida da h]va mais ra/eir9ha4 um facto que1 por muitas p>tes1 se tem j v]ificado1 e que successivam5te se vae v]ific&o por outras4 ,ento os effeitos dos erros agronomicos1 a que a g5te d campo tem um affecto to cg1 pes>o t]rivelm5te sobre ella1 v9do depois o rem$io s pelo excesso d mal4 ,admitt9do por um p\co z suppo/as vantag5s dos baldios1 e no int]esse d'esses mesmos pa/os communs1 a necessidade de d$ic> uma poro d'elles silvicultura torna-se evid5te4 ,em ,c9tra1 por exemplo1 cujos antigos bosques desapp>ec]am ha muito1 e onde a cepa j comea a escace>1 como facil de conhec] simples inspeco d t]r5o corr5do os recessos da s]ra1 os habitantes d'aquelles contornos deviam1 por muitas razes1 mas sobretudo por causa d combu/ivel1 =cej> p>a que os cimos escalvados das cordilheiras se povoassem de p9haes ou de s\tos e devesas de outras arvores1 que esses magros t]r5os cons5tissem4 ,indep5d5tem5te das influ5cias1 que a nudez ou o selvoso d'aquelles esc>pados ro*$os possa t] na cultura dos campos vis9hos2 a9da sem att5d] a que ,c9tra p]de de dia p>a dia1 pela deva/ao dos gr&es vegetaes1 os encantos que ahi attrahem os felizes d mundo1 e que por longos annos teem sido p>a os povos dos arr$ores um manancial de prosp]idade2 ao m5os a consid]ao de que a falta de um dos objectos mais necess>ios vida1 igualm5te indisp5savel p>a o rico e p>a o pobre1 vae em s5sivel progresso1 devia conduzil-os a reconhec] que a arborisao da s]ra reclamada talvez j pelo int]esse da g]ao actual1 e sem duvida pelo das g]aes que ho de vir4 ,e todavia1 um successo rec5te1 um successo que fez c]to ruido1 prova que ou todas e/as idz se desconhecem1 ou se pospem a consid]aes de um egoismo1 que nem sequ] tem o m]ito de s] habil1 ou que f9alm5te o nosso paiz e/ condemnado a vr sujeit> ao arrebatam5to das paixes politicas z que/es mais e/ranhas1 z conv5i5cias economicas1 os meios de progresso mat]ial1 z indicaes da exp]i5cia1 traz5do-se p>a um campo neutro1 e que p>a todos devra s] sagrado1 z luctas deploraveis dos nossos b&os civis4 ,o facto a que alludimos foi lanado nos debates da impr5sa1 e por isso hoje d nosso dom9io4 ,s4,m4 ,el-,rei pret5deu a=> uma poro das cumiadas da montanha de ,c9tra contiguas ao p>que da ,p5a4 ,aquella poro de t]r5o +rato e calvo era de/9ado sem5teira ou plantio de um bosque que cobrisse de v]dura e de vida uma pequ5a p>te d'essa ossada de ro*$os1 que se vo prolong&o at a beira d oceano4 ,muitos moradores das aldeias circumvis9has viram1 porm1 n'e/e emp5ho uma calamidade4 ,o man9ho era ameaado nos seus direitos inauf]iveis1 o dorso dos p5hascos (f5dido na sua pudibunda nudez4 ,realm5te o caso era grave4 ,agit\-se tudo1 prote/\-se1 requ]eu-se4 ,a urze e o piorno a*>am logo advogados contra o p9heiro orgulhoso1 contra o luxo da vegetao4 ,i/o absurdo e incrivel4 ,embora4 ,a celebre phrase creio porque impossivel no tem s applicao aos my/]ios d cu2 tem-n'a s mis]ias da t]ra4 ,se os pr9cipios mais solidos da economia agricola no so uma solemne m5tira1 a pret5so d',el-,rei era legitima2 z suas int5es lib]aes4 ,no se tractava de con/rang] os povos a ab&on>em subitam5te o deploravel sy/ema dos pa/os communs3 tractava-se de d> um exemplo de previd5cia e de progresso3 tractava-se de applic> ao solo um capital1 que s depois de qu9ze ou v9te annos pod]ia produzir um dim9uto r$ito3 de c]to no havia aqui1 pelo m5os1 uma inspirao de cubia4 ,n5hum homem desapaixonado e que ame s9c]am5te o des5volvim5to da indu/ria agricola1 pondo a mo na consci5cia1 deix> de qualific> a pret5so de ju/a1 e a int5o de progressiva4 ,e ns limitamo-nos a e/as qualificaes1 porque o lyrismo em mat]ias economicas um p\co sem sabor2 porque nos fazem nausea os extases e z metaphoras de velho e/ylo1 com que se co/umam sempre avali> os actos dos pr9cipes4 ,a9da no decormos z phrases fundidas com que d'uso exalt> esses actos1 sejam mu1 indiff]5tes ou bons1 e que s s]vem de desvirtu> os ultimos4 ,somos pessimos cortezos1 e1 demais1 incorregiveis4 ,mas tambem no sabemos lisonje> o povo2 porque a lisonja p]de-o1 como p]de os pr9cipes3 temos por isso ba/ante consci5cia de ns mesmos1 p>a reclam> a favor d',el-,rei1 que no tem o habito das discusses publicas1 que no pode vir a essa ar5a1 a ju/ia que lhe compete e a que tem tanto direito como o cidado mais obscuro4 ,no acr$itamos que um homem1 porque se *ama rei1 e/eja banido d direito commum2 que1 pria de nova especie1 deva s(fr] em sil5cio que lhe calumniem uma int5o pura1 que o condemnem por actos que n'outro qualqu] s]iam l\vados4 ,qu&o a impr5sa se p]turba e cega at o ponto de assim o practic>1 entri/ecemo-nos por ella2 porque e/amos conv5cidos da sanctidade da sua misso1 e temos os olhos fitos1 no nas paixes pequ5as d pres5te1 mas sim nas esp]anz d futuro4 ,consid]amos aquelle a=am5to em si1 no seu resultado1 nas idz que o aconselhavam4 ,no sabemos se1 no modo de o realis>1 se falt\ a alguma das solemnidades legaes4 ,no valia a p5a4 ,que valesse1 os ag5tes de ,s4,m4 deviam s] dobradam5te zelosos em gu>dal-z4 ,fiz]am mal se z pret]iram4 ,d que porm j foi confessado em um jornal se d$uz que no aconteceu assim4 ,o requ]im5to a favor da sanctidade d des]to1 da integridade d man9ho1 app>eceu e/ampado4 um monum5to3 no podia s] outra c\sa4 ,p9ta o paiz4 ,se os nossos gov]nos de todas z epo*as e de todas z op9ies tivessem ga/ado a c5tesima p>te d d9heiro1 que tantas vezes malb>atam1 em ens9> a lr os habitantes d campo1 em inculc>-lhes z v]dades practicas com que a sci5cia tem vivificado outros povos1 no app>ec]ia1 no anno d ,s5hor de #ahdi1 um tal requ]im5to4 ,como epigraphe a elle faa-se uma adv]t5cia4 ,o man9ho total de ,c9tra abrange dez milhes de braz quadradas3 os p$regaes a=ados teem quatroc5tas e sess5ta de comprido sobre c5to e c9co5ta de l>go4 ,a mutilao horrivel4 ,os requ]5tes decl>am que e/a rea abrange uma gr&e p>te da s]ra4 ,qu&o ,san*o ,pana1 o aldeo man*ego1 se p]suadiu de que subira s solides d espao1 e mir>a das alturas o nosso planeta1 disse que lhe p>ec]a a t]ra d tamanho de uma avellan1 e os hom5s mais pequ5os que c>neiros4 ,o bom ,san*o era um typo6 ,pond]a-se a escaceza de l5has nos arr$ores da s]ra4 ,qual o rem$io8 imp$ir que n'um angulo d'ella sejam semeados p9haes ou se faam plantios de outras arvores4 ,o alvitre infallivel e sobretudo logico4 ,na hi/oria1 na litt]atura1 nos docum5tos1 a*>eis te/emunhos frequ5tes e irrecusaveis de um facto4 ,c9tra foi por seculos a montanha das selvas4 ,onde e/o e/as8 ,cahiram sob o ma*ado da imprevid5cia4 ,os e/evaes seguiram-nas4 ,agora revolve-se o *o p>a arranc> algumas raizes4 ,que arranc>o z g]aes futuras8 ,p$ras8 ,*ri/o conv]teu-z em po3 mas os moradores d'aquelles contornos no teem absoluta c]teza de que seus filhos e netos s]o capazes de m>avilhas analogas3 de z conv]t] em combu/ivel4 ,e que teem elles com seus filhos e netos8 ,elles que p]t5cem a uma epo*a pr(undam5te c>act]isada pelo egoismo8 ,no requ]im5to figuram os op]>ios indo ao dom+o busc> l5ha s]ra1 por no pod]em disp5s> um dia de semana p>a esse mi/]1 o que prova evid5tem5te no s] licito a=> sess5ta e tantas mil braz quadradas de t]r5o n'um baldio de dez milhes d'ellas4 ,depois1 os mesmos trabalhadores app>ecem de mos cruzadas por falta de trabalho1 m&&o os filhos arranc> matto p>a viv]em1 prova de egual =a e de uma concordancia admiravel com a antec$5te4 ,e/es jornaleiros1 occupados e desoccupados1 so pobres e mis]aveis que possuem ovelhas1 vaccas1 eguas1 etc41 situao na v]dade s comp>avel dos op]>ios de ,be?nal-,gre51 symbolo e resumo da mis]ia indu/rial +leza4 ,por fim invocam-se z leis2 leis modificadas pela jurisprud5cia adm9i/rativa mod]na2 leis promulgadas em epo*as1 nas quaes ou eram desconhecidos os v]dadeiros pr9cipios de economia agricola1 ou e/es eram ignorados pelos legisladores2 leis que1 se o uso no h\vesse oblit]ado uma gr&e p>te das suas disposies1 iriam lanar nas g>ras d fisco muitos d'esses tractos de cultura *amados vulg>m5te tomadas1 que se encontram hoje onde s exi/iam1 ha um ou meio seculo1 ext5sos man9hos1 e em cujo a=am5to os hom5s laboriosos que os desbrav>am se viram sempre combatidos pelo ciume d vulgo1 que no pode tol]> irem-lhe encurt&o os dom9ios da indol5cia1 romp]em-lhe um s lano da b>reira mais =te1 que se oppe ao v]dadeiro progresso agricola4 ,i/o no se discute4 ,pelo m5os a ns fallec5os o animo p>a tanto4 ,como demon/r> que d\s e d\s so quatro a quem qu] que sejam c9co8 ,deploramos o ab&ono em que se deixa a intellig5cia d povo3 deploramos que a classe m$ia1 que tem a =a porque e/ organisada2 que tem a =a porque possue a riqueza2 que tem a =a porque illu/rada1 no vote uma p>te dos seus recursos a allumi> os rudes1 os hom5s de trabalho1 que so seus irmos1 e que teem direito no s ao po d corpo mas ao d espirito1 ou antes que sem e/e no *eg>o nunca a m9or> z difficuldades com que luctam p>a obt] aquelle1 nem a rode>-se dos con=tos que so compativeis com a sua condio4 ,deploramos1 sobre tudo1 o tal5to naturalm5te nobre qu&o sacrifica s conv5i5cias transitorias v]dades que1 em outra situao1 proclam>ia sem hesit>2 deploramol-o n'esses mom5tos azigos1 em que se esquece de elev>-se acima das antipa?ias ou sympa?ias pessoaes4 ,qu&o se tem um passado de indep5d5cia e de probidade politica1 g5]oso no vacill> ante a viciosa v]gonha de faz] ju/ia aos que se crem pod]osos1 embora essa ju/ia haja de remont> at um rei4 ,a que/o dos man9hos de ,c9tra a que/o p]ptua dos pa/os communs1 que tem agitado todos os paizes1 e que em toda a p>te e/ resolvida em !oria e em practica1 m5os na ,p59sula4 ,submettida essa que/o s discusses da impr5sa1 mal hav]ia intellig5cia que no v]gasse na t5tativa de def5d] o baldio2 o baldio no que elle tem de mais nocivo e absurdo4 ,confundiram-se idz que importa di/+uir2 e/abelec]am-se proposies que julgamos contr>ias ao melhoram5to da agricultura1 inconv5i5tes ao bem e/> futuro d homem de trabalho1 aos seus int]esses reaes4 ,p]suadidos de que z nossas op9ies na que/o g]al1 que ess'outra p>ticul> veio suscit>1 podem s] uteis1 accresc5t>emos n'um subsequ5te artigo#a algumas reflexes sobre a di/ribuio e applicao dos man9hos4 ,a ,,granja ,,d ,,calh>iz #ahea ,e/e nosso ,portugal que em tantas c\sas uma t]ra de m>avilhas1 m>avilhas na v]dade bem tri/es s vezes1 (f]ece uma das no m5os curiosas na primeira1 na mais grave que/o de progresso mat]ial que se pode agit> entre qualqu] povo1 e sobretudo entre ns4 ,falo da que/o das re=mas agricolas4 r>a a semana em que no se tracta na impr5sa litt]>ia1 e a9da na impr5sa politica1 um ou outro ponto da arte ou sci5cia de cultiv>1 consid]ada debaixo d'e/e ou d'aquelle aspecto4 ,escriptos ha no meio de tantas publicaes que e/o revel&o em seus auctores va/ido de conhecim5tos !oricos2 p\cos onde se exponham e discutam os sy/emas de agricult> nacionaes1 que nem todos1 nem em tudo so maus2 r>os onde se nos mo/rem v]ificadas pela practica propria z d\tr9as dos livros e/ranhos4 ,entretanto inconte/avel que se escreve muito crca da agricultura1 e traduz-se a9da muito mais4 ,mas qu&o se =ceja tanto por espalh> novas1 e1 talvez no maior num]o de casos1 melhores d\tr9as entre os agricultores1 qu&o todos falam na creao de granjas exp]im5taes2 qu&o os proprios lavradores e pessoas affeioadas s c\sas d campo j p5sam1 at1 em =m> associaes1 no p>a agiot> com a agricultura1 mas p>a discutir z re=mas rasoaveis1 que se pdem t5t>1 no admiravel que exi/a no paiz1 a c9co leguas da capital1 uma granja modelo dirigida por um cultivador habil !orico e di/9cto practico1 o snr4 ,gagli>di1 sem que os hom5s compet5tes annunciem e/a boa nova1 sem que1 visit&o uma e muitas vezes aquelle magnifico e/abelecim5to1 dem conta aos int]essados n'e/as que/es dos factos que ahi obs]v>am1 dos resultados das innovaes ahi levadas a effeito8 ,em vez de subm9i/r>em aos cultivadores portuguezes z razes sci5tificas1 7p>a a maior p>te d'elles in9telligiveis7 pelas quaes se lhes aconselham como pref]iveis taes sy/emas1 taes me?odos ou taes especies de cultura1 no s]ia melhor1 mais p]ceptivel p>a todos pr ao lado da regra o exemplo1 ao lado da !oria o facto1 mas o facto positivo1 conclud5te1 irrecusavel1 porque d'e/a t]ra1 e/ aqui1 onde todos o pdem v]ific>8 ,no val]ia i/o tanto como z mais uteis pag9as de ,?a]1 de ,dombasle1 ou de ,gasp>91 bem ou mal traduzidas1 bem ou mal soldadas1 mas quasi sempre obscuras p>a uma populao rural p\co illu/rada na sua g5]alidade8 ,a mim p>ece-me que similhante trabalho1 empreh5dido pelos hom5s pr(issionaes1 s]ia um dos melhores1 talvez o melhor s]vio que pod]iam faz] ao adiantam5to agricola de ,portugal4 ,quem sae de ,lisboa e fala com lavradores1 d'aquelles mesmos que so in/ruidos1 sabe que a repugnancia a alt]> os sy/emas de longos annos seguidos no paiz g]al4 ,e/a repugnancia1 contra a qual tanto se tem escripto1 no nem um capri*o e/olido1 nem unicam5te aff]ro irreflectido s usanz d passado4 ,nasce em boa p>te de causas legitimas4 ,o agricultor vive da sua indu/ria3 um erro1 uma exp]i5cia com mau resultado1 uma confiana desacautelada em qualqu] !oria erronea1 que se lhe inculque n'um livro ou n'um jornal1 no tem p>a elle por consequ5cia unica uma mortificao de amor proprio3 leva-lhe o po que ha de com]2 leva-lhe o po de seus filhos4 ,a natureza to implacavel como z antigas leis d talio e da rev9dicta3 em agricultura1 quem comette erros paga-os4 ,os agronomos que tanto bradam contra os preceitos invet]ados1 e que at c]to ponto e em c]tos casos teem razo1 deviam reflectir n'i/o4 ,depois1 cr-se que todos os nossos cultivadores ho sido surdos voz da impr5sa8 ,no1 por c]to4 ,tem-se adoptado1 no um1 mas cem1 mas mil conselhos dados por ella4 ,=am1 porm1 bons todos esses conselhos8 ,tambem no1 por c]to4 necess>io confess> que muitas vezes se tem discursado em mat]ias agronomicas sem consci5cia1 e que muitas mais o camponez tem sido illudido pelos escriptores1 illudidos tambem pelos livros de fra1 feitos p>a outros climas1 p>a dirigir os amanhos de propri$ades ru/icas div]sam5te con/ituidas1 e cujo sy/ema de cultivao det]m9ado por diff]5tes circum/ancias economicas1 como procura de productos v>iados1 facilidade de transporte1 abundancia de m]cados1 preo d trabalho1 frequ5cia de capitaes disponiveis1 etc4 ,essas illuses so fataes4 ,o cultivador1 que1 movido pelas decisivas d\tr9as1 pelas promessas magnificas1 pelas invectivas ac]bas d jornal ou d livro que lhe *eg\ s mos1 t5t\ em c]ta escala1 na f da letra r$onda1 uma revoluo no seu sy/ema de agricult>1 e que tira em resultado d'isso uma p]da irrep>avel1 pragueja contra a sci5cia por culpa da insci5cia1 e fe*a-lhe p>a sempre a porta4 ,depois no teem faltado en?usia/as1 que1 arra/ados pela poesia bucolica1 no r>a em muitos livros de agricultura1 e deslumbrados como o ,triptolemo de ,walt]-,scott pelas diss]taes dos ,columellas e ,v>res mod]nos1 se arrojam impetuosos conqui/a de descommunaes riquezas1 que se lhes promettem1 olh&o com sob]ano desprezo os me?odos mais s5satos dos seus vis9hos1 mudam tudo1 revolvem tudo1 gritam contra a rot9a1 e os rot9eiros e obtm no fim de trez ou quatro annos uma gloriosa444 m5dicidade4 ,e/es exemplos 7e pr\v]a a ,deus que1 de qu9ze annos a e/a p>te1 elles fossem ap5as c9co ou dez ou v9te7 a9da so mais fataes4 ,aquelle espectaculo at]rador1 aquelle fructo am>go d e/onteam5to e da imprud5cia p>a os animos atemorisados a condemnaco irrevogavel de toda a sci5cia1 de todo o progresso4 ,e1 vi/a dos factos1 ao m5os consid]ados sup]ficialm5te1 como os consid]am em g]al os habitantes d campo1 podemos acaso neg> que esses a quem se d desd5hosam5te a alcunha franceza de rot9eiros1 teem at c]to ponto razo8 ,d'aqui a necessidade absoluta de espectaculos1 de exemplos contr>ios3 d'aqui a necessidade extrema de e/rib> a d\tr9a escripta com a p5na na d\tr9a escripta com a *>rua1 com a en*ada e com o alvio4 ,no s]ia bom que se usasse de uma res]va prud5te em propag> a p>te especulativa e sobretudo os requ9tes da sci5cia1 cuja utilidade conte/avel a9da em paizes mais adiantados1 emquanto essa p>te no e/iv] confirmada entre ns pela apreciao practica em maior ou m5or escala8 ,p>ece-me que sim4 ,e todavia1 repito1 tal apreciao1 feita j sobre muitas que/es agronomicas na va/a propri$ade de ,calh>iz1 desconhecida d publico4 ,alguns curiosos1 alguns lavradores1 alguns agronomos teem visitado aquelle e/abelecim5to1 que talvez j podemos *am> o nosso in/ituto de ,grignon ou de ,roville1 e que dec]to lh'o pod]iamos *am> d5tro de quatro annos1 se a morte no h\v]a privado e/e paiz de um animo gr&ioso e amigo d progresso da patria1 o defuncto duque de ,palmella4 ,mas esses curiosos1 esses lavradores1 esses agronomos teem-se cont5tado com uma admirao e/]il4 ,se proc$]am a inqu]itos sev]os sobre os resultados das div]sas culturas exp]im5tadas n'aquelle e/abelecim5to1 sobre ma*9as1 adubos1 rotaes1 sobre todas z c\sas1 em summa1 de que dep5dem os bons ou os maus sy/emas de agricult>2 se mais que tudo1 em cada g5]o de cultura comp>>am o cu/o com o valor v5al d producto1 que a suprema que/o agricola1 no o sei eu2 mas c]to que at agora nada se public\ a e/e respeito que eu saiba4 ,e comtudo1 o fazel-o s]ia mais util d que repetir op9ies p]egr9as1 sem sanco de exp]i5cia1 e quem sabe se accommodadas sempre a e/e solo e a e/e clima8 ,eu no posso fazel-o3 s\ n'e/as mat]ias um curioso4 ,faltam-me os elem5tos sci5tificos p>a s] agronomo4 ,a direco dos meus e/udos foi outra4 ,amo1 porm1 ard5tem5te o progresso moral e mat]ial da t]ra em que nasci2 e vejo que elle deve sobretudo vir d des5volvim5to da agricultura1 da soluo racional das que/es sci5tificas1 economicas1 e at juridicas e politicas que pdem t] relao com a primeira das indu/rias1 primeira em todos os paizes1 mas que entre ns e/ imm5sam5te acima de quaesqu] outras1 e praza a ,deus que o e/eja sempre4 por isso que escrevo i/o1 no como desemp5ho d dev] que incumbe a outros1 mas como incitam5to aos mais habeis4 ,fao-o tambem p>a practic> um acto de ju/ia4 ,emquanto a impr5sa1 durante qu9ze annos1 clam\ debalde aos gov]nos a favor dos in/itutos agricolas1 sem os quaes e/ demon/rado at saci$ade que no hav] progresso real na maxima indu/ria portugueza1 um simples p>ticul> t5tava com sacrificio de avultados cab$aes uma empreza que os gov]nos no ousavam t5t>1 ou que esqueciam1 enlevados na edificao de !atros1 de j>d9s1 de praz1 de monum5tos1 em manife/aes luxu>ias1 indisp5saveis p>a prov>mos ao mundo que nadamos em ouro1 e p>a d>mos sabida sup]abundancia dos lucros dos nossos quasi unicos contribu9tes1 os cultivadores1 que no sab]iam a que applic> o seu imm5so sup]fluo1 se o tributo os no alliviasse d'elle p>a compr>mos esse luxo das creanz b>badas da inclita ,lisboa4 ,fao-o1 digo1 porque a impr5sa devia memria d fallecido duque de ,palmella um te/emunho de gratido pela sua nobre devoo patria1 devoo que s com o decurso d tempo podia s] apreciada devidam5te2 porque era practicada sem o/5tao nem ruido4 ,e/e te/emunho1 que eu me atrevo a d> em nome d paiz1 insuspeito4 ,nunca procurei a intimidade d duque1 nunca traduzi em convites p>a a acceit> os signaes de b5evol5cia1 a di/9co imm]ecida com que sempre me tract\1 qu] em publico qu] em p>ticul>1 qu&o casualm5te nos encontravamos4 ,confesso mais3 p5sava mal d'elle em muitas coisas2 t9ha-lhe e/a especie de antipa?ia in(f5siva que t5ho maior p>te dos hom5s politicos d nosso paiz4 ,nem na emigrao nem na patria fui nunca isso a que se *amava s] palmelli/a4 ,comeo a sel-o desde que visitei o ,calh>iz2 desde que exam9ei o que alli se tem feito1 e sobretudo desde que vi a correspond5cia d duque com o snr4 ,gagli>di1 correspond5cia que no era de/9ada1 que no podia sel-o1 a vr a luz publica4 ,o desapego d ouro p>a ord5> exp]i5cias cu/osas1 de resultado inc]to1 e a que elle punha uma s condio1 a de pod]em r$und> em proveito d paiz1 evid5te n'essas c>tas1 que corrigiram z m9has ideas crca d homem que z escreveu4 ,d\ graz a ,deus de t] visitado to t>de a granja d ,calh>iz4 ,hoje z m9has palavras vo murmur> sobre um tumulo1 em volta de pobres c9zas1 que no teem pod] p>a a recomp5sa e nem sequ] voz p>a o agradecim5to4 ,n'e/e seculo de gr&es corrupes falta muitas vezes es=o p>a faz] ju/ia1 qu&o se pode suspeit> de v5alidade ou lisonja o que no passa de um tributo de admirao legitima4 ,,projecto ,,de ,,decreto #ahea ,s5hora6 ,o alvo d pres5te projecto de decreto abrir o cam9ho ao homem de trabalho p>a o goso puro e legitimo que nasce d s5tim5to de propri$ade1 pr-lhe nas mos o mais efficaz1 o mais seguro in/rum5to de prosp]idade1 a t]ra1 habilital-o1 emfim1 p>a sem temor d futuro acceit> z duras e os enc>gos de *efe de familia1 facilit&o-se assim um des5volvim5to vigoroso de populao4 ,s5hora6 ,no meio d'e/e gr&e lavor de trans=mao social em que a ,europa se debate1 a braos com z ideas tempe/uosas que agitam os espiritos e com os males economicos que a devoram1 e que1 se no legitimam z ideas de re=mas absurdas1 legitimam pela sanctidade de uma agonia pr(unda a agitao das classes laboriosas1 o povo tem dado mais de uma vez docum5tos de f]ocidade e bruteza repugnantes e t]riveis4 ,em mais de um paiz o prolet>iado sempre cresc5te1 ruge de contnuo ameaz contra a paz e ordem publicas e contra a patria1 porque o pobre no sabe o que patria1 no a ama1 ou antes no a tem1 vi/o que no ha um =te lao moral que o ligue a ella por affectos ou por esp]anz4 n'e/es coraes *agados que alguns espiritos ard5tes illudidos e fanatisados pela propria imag9ao1 e ao mesmo tempo muitos especuladores ambiciosos in/illam !orias de/ructoras da soci$ade1 que t5dem a lanar z multides n'um *os de desordem1 em que a propri$ade e a familia sejam completam5te annulladas4 ,em ,portugal1 ,s5hora1 o atrazo indu/rial d paiz1 a sua civilisao comp>ativam5te pequ5a1 so g>antias contra os graves p]igos que rodeam outras soci$ades onde a condio das classes pobres incomp>avelm5te peior1 porque o capital abuza da sua =a imm5sa p>a z opprimir4 ,mas cumprir acaso que p>a nos premunirmos contra os riscos d futuro fe*emos a porta civilisao8 ,no romp]ia quaesqu] diques esse oceano de progresso que invade todas z regies d velho e d novo mundo8 ,o augm5to da indu/ria fabril1 a concorr5cia1 mil factos economicos nascidos mais da natureza das c\sas1 que da vontade dos hom5s1 teem trazido essa colliso fatal entre o que possue e o que no possue1 entre o trabalho e o capital1 colliso que =ma hoje o supremo1 o trem5do problema politico e social das naes mais adiantadas4 ,deix>iamos por isso de proteg] a nossa indu/ria fabril2 combat]iamos a concorr5cia1 esse maximo inc5tivo da actividade humana2 annull>iamos z consequ5cias de c]tos factos que d'ahi nascem8 ,dev]iamos1 ou pod]iamos fazel-o8 ,s]ia preciso neg> a lib]dade individual1 contr>i> os pr9cipios politicos e economicos mais inconte/aveis e volt>1 como pret5dem alguns espiritos fracos1 at]rados pelas manife/aes das classes laboriosas1 !ocracia ou ao feudalismo dos seculos de b>b>ia1 p>a adopt>mos prev5es de similhante natureza4 ,que ha1 pois1 a faz]8 ,enc>> com frieza o futuro1 e/ud> z complicadas causas que tr\x]am gradualm5te a e/a p5osa situao uma gr&e p>te da ,europa1 e evit> o p]igo1 sem entr> em um combate desigual com a civilisao cuja victoria f9al sempre c]ta4 ,complexas e v>iadas em si1 essas causas enfraquecem-se por div]sas maneiras2 prev9am-se os seus desa/rados effeitos com m$idas adequadas2 aproveitem-se p>a isso z cu/osas exp]i5cias dos outros povos1 de modo que nem z consequ5cias das phases economicas sejam to fataes1 nem v5ham to rapidas que criem emb>aos insoluveis4 ,z naes mais atrazadas teem1 na falta de outras vantag5s1 a de sab] com antecipao z difficuldades prcticas d progresso mat]ial e de pod]em proc$] com prud5cia4 ,quem obs]v>1 ,s5hora1 a m>*a de c]tas ideas de desorganisao1 ha-de not> que ellas pr$om9am onde ou a indu/ria fabril tem accumulado em breves limites populaes num]osas de obreiros1 que possuem apsnas o sal>io de um trabalho mal retribuido1 ou onde a t]ra p\quissimo dividida ou cultivada transitoriam5te por colonos oppressos1 no cons5te ao homem d povo o s5tim5to da propri$ade4 ,em todos os paizes os di/rictos mais pacificos e onde z classes inf]iores no p5sam em dissolv] a soci$ade so os di/rictos ruraes1 e sobretudo aquelles onde o solo retalhado e possuido com segurana pelos pequ5os cultivadores1 tem creado p>a elles uma patria2 porque a patria p>a z compreh5ses vulg>es e rudes e at c]to ponto p>a outras mais elevadas1 o log> re/ricto a que z pr5dem os int]esses1 o longo habito e os affectos pr(undos1 que s a familia e a propri$ade sabem inspir>4 ,favoreamos a indu/ria fabril1 porque ella uma necessidade da epo*a e da civilisao2 mas =cejemos a9da mais por des5volv] a populao agricola1 que subm9i/r> a essa indu/ria1 no seu exc$5te1 braos robu/os1 organisaes *eias de seiva e de vida4 ,faamos cam9h> de fr5te z duas indu/rias2 porque cada uma d'ellas a gr&e consumidora dos productos da outra2 mas procuremos sobretudo dilat> o espirito de familia e o amor da propri$ade pela agricultura4 ,o que rode\ com sebes um campo1 o que o rote\ e seme\ pelas proprias mos e pelas mos de sua mulh] e de seus filhos1 s] =osam5te um homem de paz1 um def5sor da ordem publica4 ,z revolues sociaes podem comprimir-se com o f]ro2 mas s se f]em de morte qu&o se removem z suas causas reaes1 e se faz s5tir practicam5te ao povo que z exagg]aes dos e/\vados ou dos ambiciosos1 so falsas ou ridiculas4 ,no necess>io1 ,s5hora1 diz] que a pres5te propo/a de decreto t] d\s resultados pr9cipaes3 lev> a cultura a uma gr&e poro de t]r5os incultos1 e fom5t> pod]osam5te a diviso da propri$ade4 ,ba/a ll-a p>a se v] que n'ella pr$om9a esse p5sam5to4 ,mas presidiram sua elaborao tantas outras consid]aes de conv5i5cia publica e de progresso mat]ial e moral1 que os m9i/ros de ,v4 ,mage/ade teem por dev] seu explanal-z1 p>a que seja possivel avali> se elles compreh5d]am ou no1 n'e/a p>te1 z mat]naes int5es e os vivos desejos de ,v4 ,mage/ade1 em tudo o que respeita a futura prosp]idade d paiz4 ,adopt&o o pr9cipio g]al de lib]t> tempor>iam5te dos tributos directos os tractos de t]ra inculta que se arroteassem1 o gov]no procur\ tornal-o v]dadeiram5te util e prolifico1 modific&o-o por condies ess5ciaes4 ,a diviso d solo pela emphyteuse1 e a pref]5cia de proteco dada a c]tas culturas1 so no ent5d] d gov]no z provises mais importantes d decreto sob e/e ponto de vi/a4 ,consid]ado em relao ao ,e/ado esse pr9cipio tem a vantagem de produzir o bem sem gravame d !s\ro4 ,os man9hos que se desbrav>em1 no (f]ecem actualm5te mat]ia tributavel3 r$uz-se1 portanto1 tudo a suppor que e/a situao1 que alis s pode acab> rapidam5te por meio de exempes valiosas1 cont9ua em relao ao impo/o directo a subsi/ir por um p]iodo maior ou m5or1 segundo a categoria da cultura a que = de/9ado e/e ou aquelle t]r5o4 ,em relao1 porm1 ao impo/o indirecto obvio que o augm5to de produco e consumo1 effeito necess>io da lei1 tr> desde logo por esse lado um accrescimo progressivo da r5da publica4 ,a emphyteuse1 favorecida por e/e decreto 1 no s um gr&e meio p>a facilit> a applicao d capital t]ra1 porque no s5do necessrio applical-o acquisio antecipada1 digamos assim1 da mat]ia prima1 pode op]> em maior escala sobre a produco1 mas tambem1 e pr9cipalm5te pela sua t5d5cia natural a torn>-se p>cell>ia1 como effeito da maior proteco que a e/a sua modalidade a lei conc$e1 o in/rum5to mais pod]oso que se pode empreg> p>a traz] o prolet>iado propri$ade1 e que portanto produzir todos os resultados politicos e moraes cujo influxo b5efico na paz futura d paiz1 no pode s] duvidoso p>a a alta p5etrao de ,v4 ,mage/ade4 emphyteuse e ao sy/ema p>cell>io teem oppo/o1 ,s5hora1 v>ias consid]aes economicas1 os adv]s>ios d'essa in/ituio1 filha da civilisao romana1 que resi/9do a todos os abalos1 a todas z trans=maes pr(undas v]ificadas durante os seculos m$ios1 *eg\ at ns1 abon&o por esse facto a sua congru5cia com a indole das soci$ades humanas4 ,consid]ada no seu valor absoluto1 e pelas regras da moral e da ju/ia1 nada se v na sep>ao entre o dom9io directo e util1 que (f5da uma ou outra4 ,os motivos p>a a pref]ir allodialidade1 ou p>a lhe pref]ir e/a so todos relativos1 condicionaes4 ,olhada a que/o em ^!1 como !oria ab/racta1 algumas razes podem milit> a favor da allodialidade1 mas1 era hypo!se1 em relao ao nosso e/ado actual1 a emphyteuse pref]ivel se quiz]mos d> impulso cultura e mais rapido movim5to transmisso da propri$ade4 ,n'um paiz onde a repres5tao monet>ia escacea1 onde o atrazo da sci5cia agronomica inconte/avel1 onde1 emfim1 a elevao d sal>io e a depreciao dos g5]os teem produzido um desiquilibrio emb>aoso p>a o cultivador1 a consid]ao acima feita de que o pr9cipio da allodialidade1 i/o 1 a compra d fundo1 absorve desde logo uma p>te d capital1 que nos a=am5tos se sub/itue1 em rigor1 pela promessa de um juro1 juro pagavel depois de obtido o producto da applicao d capital1 bem demon/ra que aquelle pr9cipio no s(fre comp>ao com o emphyteutico1 e quanto e/e s] efficaz p>a os f9s a que se de/9a o pres5te decreto4 ,modificada pelo sy/ema p>cell>io a emphyteuse contrape-se ao sy/ema dos latifundios allodiaes4 ,c>act]isados assim1 a ant9omia entre os d\s pr9cipios torna-se mais evid5te e pr(unda4 ,mas aqui tambem onde a sup]ioridade de um ao outro1 se torna mais inconte/avel4 ,os def5sores dos va/os allodios pond]am que a gr&e cultura s propria dos ext5sos t]r5os1 s ella compativel com os gr&es melhoram5tos1 s ahi se podem introduzir z ma*9as1 que produz9do mais b>ato facilitam o consumo2 e1 no pod5do neg> os inconv5entes sociaes da gr&e propri$ade1 accresc5tam que sujeitos ao direito commum1 esses pr$ios se retalh>o pela diviso =ada das successes1 result&o d'ahi que d5tro de curto praso ha-de app>ec] um novo ph5om5o economico e agricola2 i/o 1 que a propri$ade1 divid9do-se quanto ao dom9io1 se cons]v> unida quanto ao trabalho1 porque de outro modo1 sep>&o-se1 individualis&o-se o trabalho1 a gr&e s]ia =osam5te sub/ituida pela pequ5a cultura1 e inutilis&o-se z ma*9as1 os novos possuidores d solo t]iam de annull> um capital avultado sem vantagem conhecida4 ,assim quanto a elles1 a explorao indu/rial da t]ra se cons]v> unida pela associao1 ao passo que o dom9io se ir retalh&o atravez de todas z phases possiveis1 n'uma esph]a sep>ada4 ,e/as d\tr9as1 ,s5hora1 so inexactas em gr&e p>te4 ,pondo de lado os inconv5i5tes1 z difficuldades prcticas da associao applicada ao trabalho agricola1 qu&o1 sep>ado o dom9io1 o valor d producto relativo a cada fraco d fundo1 no s det]m9ado pela applicao d trabalho1 mas tambem pela =a productiva d solo1 gr&em5te v>iavel em va/os tractos de t]ra2 suppondo possivel e at fcil similhante associao1 e admitt9do sem res]va os seus importantes effeitos1 no se v como o incitam5to d int]esse individual no possa conduzir os colonos no sy/ema emphyteutico1 a associ>em-se p>a sub/ituir pela gr&e a pequ5a cultura1 adopt&o z ma*9as que b>ateam os productos e empreg&o um trabalho commum4 ,por outra p>te inexacto que a pequ5a cultura no possa simplific>-se pela introduco de ma*9as e in/rum5tos novos ou ap]feioados1 embora n'um grau inf]ior ao da gr&e cultura1 e por isso faz] tambem desc] at c]to ponto o valor das subsi/5cias e dos outros productos agricolas1 accresc5do a essa consid]ao o facto inconte/avel1 de que se a introduco dos in/rum5tos e ma*9as que simplificam o trabalho agricola1 a*a mais pod]osos inc5tivos na gr&e cultura1 os me?odos ap]feioados teem nascido e nascem quotidianam5te1 da exp]i5cia e das necessidades da pequ5a cultura4 ,indep5d5tem5te porm1 d'e/e argum5to1 s5do a diviso d solo pela indole da allodialidade sem que/o mais t>dia d que pela emphyteuse p>cell>ia1 favorecida imm$iatam5te pela lei1 porque priv>emos a g]ao pres5te1 o homem de trabalho actual1 d b5eficio que qu]emos proporcion> aos v9d\ros8 ,emfim1 ,s5hora1 os que attribuem to rapidos e efficazes effeitos aos obitos e s successes1 att5d]am a todos os factos que modificam e ret>dam esses effeitos8 ,lembr>am-se1 por exemplo1 dos consorcios1 dos dotes1 das t]z e de tantas outras in/ituies civis1 t5d5tes a entorpec] esse meio1 sem duvida pod]oso1 de retalh> os pr$ios ru/icos8 ,att5d]am acaso aos usos immemoriaes de algumas prov9cias1 como o ,alemtejo1 onde o co/ume dos *amados qu9hes torna a allodialidade inutil p>a a diviso das gr&es h]dades1 porque se rep>te a r5da mas fica o solo unido em pod] de um s agricultor8 ,que o sy/ema da emphyteuse p>cell>ia seja o meio mais efficaz e talvez unico de *am> z classes humildes propri$ade1 p>ece evid5te4 ,a acquisio d dom9io pl5o de va/os pr$ios suppe avultados capitaes4 ,a dos pequ5os pr$ios suppe-nos m5ores2 mas a9da os suppe4 ,nos emprazam5tos de reas limitadas como aquellas cujo maximo se fixa no pres5te decreto1 e que o mesmo e/abelecido no ,alv> de #bg de novembro de #ahjd1 z economias d simples se>eiro1 d op]>io rural1 ba/>o de ord9>io p>a z despezas d arroteam5to4 ,elle conta alm d'isso com os proprios braos1 com o auxilio de sua mulh] e de seus filhos1 recursos cuja efficacia o s5tim5to da propri$ade sabe r$obr> de um modo m>avilhoso4 ,como consequ5cia d facto logo que os a=am5tos d'e/a especie se facilitem e protejam1 o trabalhador celibat>io1 a quem convidam z exempes conc$idas por e/e decreto1 e que uma ambio legitima incita a aproveit>-se d b5eficio da lei1 cuid> em associ> a si uma companheira que o auxilie na sua laboriosa empreza4 ,assim os consorcios s]o promovidos e portanto o des5volvim5to da populao4 ,se1 porm1 a applicao d capital quasi unico das classes pobres1 o trabalho dos proprios braos se torna no s possivel mas tambem facil pela emphyteuse p>cell>ia1 o emprego d gr&e capital monet>io torna-se onde ella pr$om9a assaz difficil4 ,a exp]i5cia quotidiana nos ens9a que os pequ5os pr$ios ruraes cultivados por conta d seu dono1 mas no pelas mos d'elle so con/antem5te causa de ru9a4 ,a pequ5a cultura exige gr&e num]o de prev5es1 e de economias insignificantes mas sev]as1 uma actividade contnua1 um zelo sem limites1 um m$it> incessante em torn> productiva a m9ima p>cella de t]ra4 ,nada d'i/o se obtem a troco de sal>ios1 com que o homem d capital monet>io tem de cont> p>a alem d'isso obt] um lucro1 e com que o homem de trabalho no conta porque tir&o da cultura o seu sal>io e o da sua familia1 elle consid]a a somma d'esses sal>ios como o pr9cipal lucro4 ,assim os capitaes amo$ados no pod5do fraccion>-se em pequ5as e ru9osas emprezas1 op]>o com dobrada en]gia na gr&e cultura que sempre ha-de s] avultada1 ao passo que se torn>o mais accessiveis indu/ria fabril4 ,a consid]ao mais grave que se pode oppor idea que pr$om9a n'e/a propo/a de decreto1 e o ,gov]no no qu]1 ,s5hora1 dissimulal-a1 que abr9do-se em l>ga escala o cam9ho da propri$ade s classes trabalhadoras1 os agricultores actuaes1 que j laboram na difficuldade d augm5to gradual d sal>io ao lado da dim9uio de valor nos productos1 v]o cresc] essa difficuldade pela di/raco de um avultado num]o de braos que habilitados p>a trabalh> por conta propria1 recus>o fazel-o por conta alheia4 ,at c]to ponto a consid]ao v]dadeira4 ,mas por um lado ha algumas que a att5uam1 e por outro o gov]no pode e ha-de empreg> os meios p>a que esse inconv5i5te seja comp5sado4 ,primeiro que tudo como o recurso unico d op]>io o trabalho1 ha-de v]ific>-se frequ5tem5te o que j acontece por muitas p>tes4 ,nos tractos de t]ra mais f]teis que se tem arroteado pelo sy/ema p>cell>io1 porque1 a9da sem o favor da lei1 o int]esse individual tem sido ba/ante p>a o faz] adopt> em div]sos log>es1 o novo propriet>io r$obr&o d'es=cos rep>te z suas lidas entre a cultura propria e a alheia4 ,essa diviso gr&em5te facilitada pelo atrazo da agricultura entre ns1 porque s5do e/a na maxima p>te d$icada aos c]eaes1 s v9has e aos oliv$os apres5ta uma procura mui desigual de trabalho1 de modo que elev&o o sal>io desmesuradam5te em c]tas epo*as em outras essa procura affr\xa1 *eg&o o obreiro rural a ponto de no a*> muitas vezes emprego4 ,onde1 porm1 no = possivel re/abelec] o equilibrio por similhante meio1 esse emb>ao ir gradualm5te desapp>ec5do com o accrescimo da populao1 s5do entretanto um inc5tivo pod]oso p>a os gr&es cultivadores irem troc&o o sy/ema das culturas exclusivas pelo das culturas alt]nas1 que1 exig9do n'um tempo dado m5or num]o de braos1 exige um mais con/ante emprego d'elles4 ,f9alm5te t5do a peito o gov]no acudir quanto antes primeira necessidade d paiz1 a con/ruco das e/radas1 p>a z quaes vae applic> todos os recursos de que pode dispor1 a facilidade da viao e por consequ5cia a b>ateza d transporte1 comp5s>o amplam5te qualqu] elevao de sal>ios1 que n'um ou n'outro caso possa result> da applicao d pres5te decreto4 ,no necessrio nem possivel1 ,s5hora1 entr> em l>gas explicaes sobre os motivos que lev>am o gov]no a propor a ,v4 ,mage/ade1 a promulgao das disposies contidas nos div]sos p>agraphos d art4 #d4o4 ,a gradao e/abelecida entre z v>ias culturas corresponde ao e/ado actual da nossa indu/ria agricola e necessidade de no dirigir cegam5te o impulso que se pret5de d>-lhe4 ,o favor1 desproporcionado na app>5cia1 que se lib]alisa plantao dos bosques1 no se e/riba s na consid]ao d demorado resultado que se d no seu cultivo2 funda-se tambem na da repugnancia arborisao que um dos erros mais communs e que p>ece necess>io combat] en]gicam5te4 obvia tambem a causa das excepes c]ca d p9heiro m>itimo1 unica madeira que sup]abunda no nosso m]cado4 ,o favor comp>ativam5te excessivo que o decreto pret5de d> cultura collectiva ou s+ul> das =rag5s1 das amoreiras e d canhamo1 importa a ida de =talec] pela sab$oria das leis civis z re=mas que ho-de traz] o ens9o e educao dos futuros agricultores1 por via das soci$ades agrcolas1 das es*olas1 e dos pr$ios ru/icos exp]im5taes1 que o gov]no comeou j a promov] e fund>1 e que e/ resolvido a faz] progr$ir logo que p>a isso se lhe proporcionem recursos1 cont&o alis com o auxilio de todos os hom5s de boa vontade e s9c]os amigos d paiz4 ,escaceam entre ns os gados1 sobretudo nas prov9cias d sul1 porque a cultivao dos c]eaes tem progr$ido em ext5so e no em int5sidade2 porque os sy/emas bi5nal e tri5nal1 que ahi pr$om9am e que em c]tas circum/ancias s]o desculpaveis1 s]o at pref]iveis1 nunca podem s] uma regra g]al s5o onde a agricultura e/ na infancia3 emfim1 a falta de gados e de bons me?odos de afolham5to explicam a maior p>te dos emb>aos da gr&e cultura em ,portugal4 ,por outro lado se consid]>mos os enormes valores que a ,italia1 o paiz mais analogo ao nosso e a9da agronomicam5te inf]ior a elle1 sabe tir> da produco da s$a1 devemos propag> at onde = possivel o cultivo da amoreira4 ,tambem a exp]i5cia tem provado que o canhamo d nosso paiz1 cultivado judiciosam5te e nos t]r5os conv5i5tes1 exc$e em bondade no s o da ,russia mas o proprio canhamo de ,bolonha1 reputado o melhor da ,italia4 ,por ultimo os fundam5tos da m5or proteco dada aos ramos de agricultura l>gam5te espalhados pelo re9o1 fundam5tos que em p>te d]ivam d que fica dito1 so obvios p>a ,v4 ,mage/ade4 ,era impossivel1 ,s5hora1 propor a promulgao de um decreto t5d5te a traz] produco os t]r5os incultos e a fom5t> a diviso espontanea da propri$ade t]ritorial1 sem e/5d] a sua aco ao solo v9culado4 ,so sobretudo os v9culos que nos (f]ecem o tri/e espectaculo de t]ras1 muitas vezes de primeira qualidade1 inuteis e desaproveitadas4 ,entre z razes moraes1 politicas e economicas1 que condemnam a in/ituio dos v9culos1 esse facto subm9i/ra contra ella um argum5to assaz pond]oso4 ,a sua ext9co p>cial ou completa que/o1 na v]dade1 que os m9i/ros de ,v4 ,mage/ade no pod]iam discutir aqui1 e que se deve tract> pausada e reflectidam5te2 porque1 resolvida de leve e1 sobretudo1 decretada de golpe1 a abolio dos v9culos a9da p>cial1 t]ia1 talvez1 inconv5i5tes politicos e at economicos maiores d que g]alm5te se p5sa4 ,todavia a in/ituio em ^! insu/5tavel e se consid]aes de tempo e de circum/ancias1 podem absolv] a sua exi/5cia e aconselh> a sua condicional cons]vao1 essas consid]aes so absolutam5te inapplicaveis aos t]r5os incultos1 que na maior p>te dos casos no repres5tam valor algum1 ou s o repres5tam m9imo4 ,exempt> os v9culos de contribuirem p>a o bem commum n'e/a p>te s]ia absurdo4 ,egualal-os p>a os effeitos da lei s propri$ades allodiaes1 d>-lhes z mesmas vantag5s e impor-lhes z mesmas re/rices era ju/ia4 ,foi o que se fez n'e/e projecto de decreto4 evid5te que nos a=am5tos dos man9hos v9culados se d um facto similhante ao que se v]ifica nos dos man9hos allodiaes4 ,a somma total dos fros repres5ta um juro e portanto a creao de um capital4 ,o decreto1 suppondo p>a e/abelec] z suas ult]iores provid5cias1 que a somma dos fros repres5ta um juro de c9co por c5to1 faz d'ahi result> um capital inf]ior realidade1 porque sabido que os emprazam5tos difficilm5te produzem essa r5da4 ,em todo o caso e/a nasc] d favor da lei1 favor que se no um sacrificio effectivo e pres5te1 vir a sel-o de futuro4 ,um tal favor1 t5do por fim exclusivam5te des5volv] o progresso de uma agricultura s5sata e *am> o prolet>iado ao amor da paz e da ordem1 pela acquisio da propri$ade1 produziria ao mesmo tempo1 sem z conv5i5tes re/rices1 a consequ5cia de augm5t> o valor dos v9culos ou por outra1 d>ia maior vulto a um g5]o de propri$ade que luz das indicaes economicas ap5as pode s] tol]ado4 ,era1 portanto1 dev] d gov]no ob/> a similhante augm5to1 e o gov]no ob/\-lhe com z provid5cias consignadas nos artigos #aa4o1 #ab4o1 #ac4o1 #ad4o e #ae4o4 ,ao passo que firm\ o pr9cipio de lib]t> um cumulo de b5s igual em valor ao capital accrescido pelos novos a=am5tos1 deu o maximo alv$rio aos adm9i/radores de v9culos p>a se aproveit>em d b5eficio d decreto1 pelo modo que reputassem mais conv5i5te1 e at p>a no se aproveit>em d'elle4 ,entretanto elle f]iu n'um ponto a integridade dos cumulos v9culados4 ,foi na disposio d artigo #ac4o2 mas e/e sacrificio to t5ue comp>ado com o alto objectivo de promov] a diviso d solo1 que os m9i/ros de ,v4 ,mage/ade pod]o antes s] taxados de nimiam5te escrupulosos a favor da in/ituio1 d que suspeitos em demasia de seus adv]s>ios4 ,alguem pod] object>1 ,s5hora1 que em log> d sy/ema um tanto complicado que os m9i/ros de ,v4 ,mage/ade adopt>am1 p>a op]> um gr&e movim5to de propri$ade nos b5s v9culados1 s]ia mais simples1 depois de auctoris> e favorec] a ali5ao d dom9io util dos t]r5os incultos pela emphyteuse p>cell>ia1 auctoris> tambm a ali5ao d dom9io directo d'esses mesmos b5s1 ou pela remisso ou pela v5da4 ,com a lealdade que pr(essam os m9i/ros de ,v4 ,mage/ade1 diro a proposito d'e/a consid]ao1 que p>ece razoavel1 o seu p5sam5to inteiro4 ,primeiro que tudo o movim5to dos valores1 da propri$ade consid]ada de um modo absoluto1 s]ia na v]dade o mesmo2 mas o movim5to d dom9io util da propri$ade t]ritorial s]ia equival5te a metade1 a um t]o1 e em c]tos casos a9da a m5os4 ,o fim pr9cipal d decreto1 o augm5t> o num]o dos propriet>ios1 to favorecido pelos artigos #ab4o e #ac4o1 fic>ia incomp>avelm5te mais re/ricto2 o num]o dos afiliados pelo s5tim5to da propri$ade e da familia ao p>tido da paz e da ordem1 s]ia muito m5or4 ,por outro lado esse sy/ema complexo cria um inc5tivo pod]oso e talvez irresi/ivel1 p>a o rapido a=am5to dos baldios v9culados4 ,no s] tanto o homem de trabalho que procure obt] um tracto de t]ra p>a cultiv>1 como o adm9i/rador de v9culo que busque o homem de trabalho p>a lh'o (f]ec]1 porque um gr&e int]esse o incita4 ,gravados por dividas em gr&e p>te ficticias e fructo mon/ruoso dos desv>ios das paixes e de uma agiotagem infr5e1 uma p>te dos possuidores de v9culos e sobretudo dos gr&es v9culos1 laboram em graves difficuldades economicas1 de que os solt> em muitos casos a lib]tao de uma p>te dos b5s v9culados4 ,nem se diga que a muitos d'elles falt> a cordura p>a aproveit> utilm5te o b5eficio da lei3 a obcecao d'e/es no deve rev]t] em damno dos prud5tes e avisados2 ao passo que esses taes1 a9da qu&o se no v]ificasse a lib]tao de uma p>te d v9culo1 sab]iam sempre complet> de um ou de outro modo a propria ru9a1 ajudados pela agudeza inf]nal da usura e da agiotagem4 ,em todo o caso1 ,s5hora1 o gov]no respeit\ com escrupulo o fundo hypo!c>io e os direitos de t]ceiro1 sem entr> no exame da legitimidade moral da origem d'esses direitos4 ,depois de um gr&e movim5to de propri$ade d5tro d'essa in/ituio immobilisadora1 o fundo v9culado fica em rigor s5do o mesmo e portanto a mesma a g>antia dos enc>gos e hypo!cas4 esse na op9io dos m9i/ros de ,v4 ,mage/ade1 o pr9cipal m]ito1 n'e/a p>te1 da pres5te propo/a de decreto4 ,por todos os motivos e fundam5tos economicos e politicos at aqui pond]ados1 o gov]no tem a honra de (f]ec] ,regia approvao de ,v4 ,mage/ade o segu9te3 ,,decreto ,artigo #a4o ,so confirmadas1 ampliadas1 alt]adas ou revogadas z disposies dos ,alv>s de #bc de julho de #agff1 de #bg de novembro de #ahjd e de #aa de julho de #ahae1 da ,c>ta de ,lei de #bd de novembro de #ahbc1 e de outra qualqu] legislao g]al exi/5te1 relativas a man9hos ou t]r5os incultos de qualqu] especie ou d5om9ao que sejam1 possuidos allodialm5te1 e que =em r$uzidos a cultura por contractos d'emprazam5to1 debaixo das condies decl>adas nos artigos d pres5te decreto4 ,artigo #b4o ,os emprazam5tos a que se ref]e o artigo antec$5te con/ituiro prazos fateos9s p]petuos h]$it>ios4 ,fica a respeito d'elles supprimido o direito s5horial d laudemio1 bem como o de opo e prelao4 ,o canon s] fixado livrem5te por accordo entre o s5horio e o emphyteuta4 ,artigo #c4o ,os t]r5os assim r$uzidos a cultura fic>o tempor>iam5te exemptos de todos e quasqu] impo/os directos g]aes ou municipaes1 tanto em relao r5da liquida d emphyteuta1 como ao =o e/ipulado por e/e com o s5horio directo4 ,artigo #d4o ,os novos pr$ios con/ituidos em virtude d'e/e decreto1 e cuja sup]ficie no exc$] dez mil braz quadradas 7proximam5te dez geiras7 gos>o da exempo conc$ida no artigo antec$5te1 debaixo das condies e com z limitaes segu9tes3 #a4o--,a exempo dur> #cj annos em relao aos pr$ios que =em applicados1 ao m5os em duas t]z p>tes da sua sup]ficie1 ao plantio de bosques de arvores de crte1 que no sejam p9heiros m>itimos1 salvo s5do o pr$io situado na orla d m> oceano1 at a di/ancia de uma legua p>a o int]ior das t]ras1 d5tro da qual a cultura dos p9heiros m>itimos equip>ada de quaesqu] outros arvor$os de crte4 #b4o--,a mesma exempo dur> #af annos s5do os pr$ios applicados1 ao m5os em d\s t]os da sua sup]ficie1 cultura1 s+ul> ou collectiva1 da amoreira branca1 d canhamo e dos prados artificiaes1 qu] p]man5tes1 qu] tempor>ios1 s5do porm necess>io1 no caso de se applic>em os d\s t]os sobr$ictos cultura dos prados artificiaes1 com excluso da amoreira branca e d canhamo1 que se cons]ve sempre um qu>to d dicto pr$io em prados artificiaes p]man5tes1 p>a se v]ific> a exempo conc$ida4 #c4o--,a mesma exempo dur> #ab annos se ao m5os os dictos d\s t]os =em applicados ao plantio de oliveiras4 #d4o--,dur> #h annos a sobr$icta exempo se ao m5os d\s t]os d pr$io =em applicados cultura da v9ha4 #e4o--,se ao m5os d\s t]os d pr$io =em applicados cultura dos c]eaes ou a outras quaesqu] culturas no especificadas nos antec$5tes1 esse pr$io gos> por seis annos de igual exempo4 ,artigo #e4o ,o b5eficio da exempo no applicavel em n5hum caso aos prazos in/ituidos em t]r5os incultos de regadio ou pantanosos1 que se applic>em no todo ou em p>te cultura de arrozaes4 ,artigo #f4o ,se a sup]ficie d prazo exc$] a que fixada no artigo #d4o1 o p]iodo da exempo s] r$uzido a metade d tempo1 em cada uma das hypo!ses dos div]sos d mesmo artigo4 unico--,exceptua-se a cultura dos arvor$os de crte de que tracta o #a4o d artigo #d4o1 qual applicavel favor igual1 seja qual = a ext5so d t]r5o emprazado4 ,artigo #g4o ,se um individuo possuir1 qu] como emphyteuta orig9>io1 qu] como cession>io1 d\s ou mais prazos d'aquelles de que tracta o artigo #d4o1 a exempo fic> r$uzida a metade d tempo em relao a cada um d'elles1 salva sempre a hypo!se d #a4o d dicto artigo #d4o4 ,artigo #h4o ,o b5eficio r$uzido1 designado no artigo #f4o1 igualm5te conc$ido ao propriet>io que1 cons]v&o em si unidos os dom9ios directo e util1 torn> productivos os seus t]r5os incultos1 d&o-lhes a applicao de que tractam o unico d dicto artigo e o #a4o d artigo #d4o4 ,artigo #i4o ,o pres5te decreto fica s5do ext5sivo a quaesqu] man9hos ou t]r5os incultos que t5ham a natureza v9cul>4 ,p>a os effeitos d'e/a disposio os dictos t]r5os so consid]ados como livres e allodiaes1 e os adm9i/radores actuaes ou futuros dos v9culos havidos como propriet>ios d'esses t]r5os com dom9io pl5o1 unicam5te p>a pod]em celebr> com respeito a elles os contractos emphyteuticos1 p]mittidos nos artigos ant]iores1 com z condies n'e/es expressas4 ,artigo #aj4o ,os fros e/abelecidos em cada um dos prazos1 cuja in/ituio facultada no artigo antec$5te1 fic>o incorporados no v9culo a que p]t5cia o t]r5o emprazado1 e sujeitos desde logo aos enc>gos e hypo!cas que pes>em sobre o mesmo v9culo4 ,artigo #aa4o ,tanto que o adm9i/rador de um v9culo h\v] emprazado1 pela maneira prec$5tem5te prescripta1 a totalidade dos t]r5os incultos p]t5c5tes ao mesmo v9culo1 s]-lhe-ha licito ali5> o dom9io pl5o de uma poro de pr$ios urbanos1 ou de pr$ios ru/icos cultivados ant]iorm5te data de/e decreto1 e p]t5c5tes ao cumulo v9culado4 ,e/a poro ali5avel s] igual em valor ao capital que correspond]ia importancia dos fros1 consid]ados como juro de c9co por c5to2 i/o 1 s] igual em valor a v9te vezes a somma dos fros4 ,a livre ali5ao de taes pr$ios no pod] s] emb>aada pelos enc>gos ou hypo!cas que possam pes> sobre o v9culo1 ou por quaesqu] outros motivos ou pretextos4 ,artigo #ab4o ,se o adm9i/rador d v9culo pref]ir ali5> unicam5te por contractos de emprazam5to na frma e/abelecida no artigo #b4o1 unica admittida p>a os effeitos d'e/e decreto1 o dom9io util dos pr$ios urbanos ou dos ru/icos cultivados1 ali5aveis em virtude d artigo prec$5te1 a poro d'elles s] igual em valor ao capital que correspond]ia importancia dos fros accrescidos1 consid]ados como juro de d\s e meio por c5to2 i/o 1 s] igual em valor a qu>5ta vezes a importancia dos dictos fros accrescidos4 ,n'esse caso o canon e/abelecido nos respectivos contractos emphyteuticos1 no pod] s] inf]ior a metade da r5da dos pr$ios a=ados1 calculada pelo r5dim5to m$io dos ultimos trez annos4 ,os fros resultantes d'esses contractos fic>o incorporados no v9culo4 ,artigo #ac4o ,se os emprazam5tos facultados no artigo ant]ior =em feitos por sup]ficies iguaes ou inf]iores a dez mil braz quadradas1 ao m5os em metade da poro de b5s ali5aveis1 calculada pela frma e/atuida n'esse artigo1 o adm9i/rador d v9culo pod] ali5> pela dicta frma1 ou segundo a que se faculta no artigo #aa4o1 mais outra poro de b5s v9culados1 igual a um decimo d fundo lib]tado pelas disposies dos ref]idos artigos4 ,n'e/a hypo!se como na outra os fros fic>o v9culados1 e nunca s]o inf]iores a metade da r5da m$ia1 calculada sobre o r5dim5to dos ultimos trez annos4 ,artigo #ad4o ,se o adm9i/rador pref]ir um sy/ema mixto de v5da d dom9io pl5o1 de emprazam5tos por va/as sup]ficies1 e d'emprazam5tos por sup]ficies re/r+idas a dez mil braz1 o computo d fundo ali5avel s] proporcionado1 em h>monia com z disposies dos artigos #aa4o1 #ab4o e #ac4o4 ,artigo #ae4o ,se o adm9i/rador d v9culo no us> da faculdade que lhe conc$ida nos tres artigos antec$5tes1 uma poro de b5s d v9culo1 computada d modo e/atuido no artigo #aa4o1 fic> por sua morte livre1 allodial e exempta de quasqu] enc>gos ou hypo!cas que pesem sobre o v9culo1 por mais especaes que sejam1 regul&o-se a successo d'esses b5s pelo direito commum4 ,artigo #af4o ,z m$ies a que se proc$] previam5te p>a se v]ific> o dispo/o nos artigos #d4o e #i4o1 dep5d]o da approvao da auctoridade adm9i/rativa local1 ouvido o delegado ou subdelegado d procurador regio4 ,artigo #ag4o ,z avaliaes indisp5saveis p>a se v]ific> o dispo/o nos artigos #aa4o1 #ab4o1 #ac4o1 #ad4o e #ae4o1 s]o feitas judicialm5te1 ouvidos os successores dos v9culos1 e aquelles que tiv]em aco sobre os r5dim5tos dos mesmos v9culos por enc>gos ou por hypo!cas4 ,artigo #ah4o ,fica revogada toda a legislao em contr>io4 ,o ,,paiz ,e ,a ,,na,o 7,,artigos ,,publicados ,,no ,,jornal--o ,,paiz7 #ahea ,i ,por falta de tempo temos deixado de diz] algumas palavras sobre z obs]vaes fulm9antes com que ,a ,nao r$uziu a p impalpavel1 o nosso artigo sobre z diff]5z pr(undas que c>act]isavam o c>tismo de #ahcb a #ahcd1 e o pseudo-c>tismo de #ahdb a #ahej4 ,o nosso artigo f]ia o absolutismo se no nas suas tradies mais h$iondas e atrozes1 ao m5os nas mais odiosas p>a o povo1 nas suas in/ituies espoliadoras e vexatorias2 nas suas rap9as legaes com que elle su/5tava uma nobreza s]vil e devassa1 uma crte pro/ituida1 uma alcata de magi/rados v5aes1 com que mant9ha esses tribunaes de inquisio1 de inconfid5cia1 de policia1 onde se passavam my/]ios horriveis1 com que locupletava essa patri>*al1 esses cabidos1 essas congregaes religiosas1 onde re9avam dissolues sem num]o e sem nome1 onde os vicios1 alim5tados por grossas preb5das1 no faziam diff]5a dos que re9am nos sales e alcovas da agiotagem1 s5o em s]em mais hypocritas1 e e/>em velados pelo sil5cio de f]ro que a c5sura impunha aos animos g5]osos e indep5d5tes que pod]iam apontal-os ao paiz4 ,um gemido ou um murmurio de qualqu] d'esses animos mais audazes1 ba/ava p>a sepult> nas masmorras ou repellir p>a o exilio1 o revolucion>io que ousava apont> p>a z orgias cl]icaes1 p>a z corrupes cortezs1 p>a a v5alidade dos m9i/ros e tribunaes1 p>a a baixeza de uma fidalguia desmoralisada1 to abjecta ante a tyrannia1 como oppressora e orgulhosa p>a com o povo4 ,=am vctimas e te/emunhas d'esse sy/ema de ,baixo-,imp]io1 d'esse gov]no de eunu*os immoraes1 de salteadores legitimos1 o padre ,vieira1 ,francisco de ,luc5a1 ,jos ,ana/acio da ,cunha1 o padre ,!odoro de ,almeida1 ,phyl9to ,elysio1 e tantos outros hom5s que a gloria v+\ dos velhacos corruptos1 que r$uziram e/a nao livre1 =te e respeitada ha quatroc5tos annos1 a s]1 como era j na segunda decada d'e/e seculo1 a fabula e o esc>neo das g5tes4 ,vs dizeis que ,o ,paiz conta com s] o unico docum5to da hi/oria contemporanea p>a o futuro4 ,enganaes-vos4 ,fize/es de ns um espelho em que se reflectia a vossa imagem4 ,vs que imag9aes que a hi/oria da tyrannia e/ s escripta nos vossos hymnos ins5satos ignorancia1 ao obscurantismo1 int5d5cia da policia1 inquisio e aos conv5tos-pro/ibulos de sua mage/ade fidelissima o muito pod]oso1 virtuoso e excell5te rei1 o s5hor ,d4 ,joo ,v1 o b5evolo sob]ano1 que1 ao arranc>-se dos braos de alguma freira de ,odivellas1 m&ava arra/> entre l9has de soldados imbelles z populaes das prov9cias1 p>a virem trabalh> na gr&e dem5cia e ridicul>ia de p$ra e cal *amada o conv5to de ,mafra1 onde p>a seu div]tim5to sua real mage/ade qu]ia mett] uma gr&e manada de frades comiles e ignorantes4 ,ns no p5samos que ,o ,paiz seja o unico docum5to p>a a hi/oria d pres5te4 ,mas tambem no crmos que a hi/oria d absolutismo e/eja nas ,gazetas e ,relaes de ,fr4 ,francisco ,br&o1 nem nos ,m]curios de ,s\sa de ,mac$o1 nem nas e/up5das oraes jaculatorias dos fidalgos tolos que con/ituiam a maioria da academia de hi/oria1 nem nas gazetas de ,mont>roio e dos seus successores at o div]tidissimo ,lopes4 ,e/ae c]tos de que o pres5te ou o futuro ha de e/ud> essas epo*as saudosas por bem div]sos monum5tos4 ,h\ve um frade1 membro illu/re da ordem mona/ica mais respeitavel1 da que s talvez era respeitavel1 a b5$ict9a1 que escreveu a hi/oria secreta e s9c]a dos re9ados de ,affonso ,,vi e de ,p$ro ,,ii4 ,deveis conhecel-a porque sois eruditos4 ,colligi todas z pro/ituies1 todas z villanias1 todas z ladroeiras1 todas z an>*ias1 todas z cob>dias1 todas z infamias dos ultimos dezoito annos1 e comp>ae-z com z descriptas pelo secret>io g]al da congregao de ,s4 ,b5to1 e depois com z dos d\s livros horriveis da cata/rophe e da anti-cata/rophe1 e dizei-nos quantos annos de desordem moral e mat]ial s]o a9da precisos1 p>a =malis> uma conta corr5te entre a epo*a lib]al e esse pequ5o p]iodo das eras d absolutismo8 ,sois s+ul>m5te esquecidos6 ,dizei-nos uma coisa4 ,e/es hom5s *amados lib]aes1 que nos teem r\bado1 mal-gov]nado1 ludibriado1 trad1 quem os viu nasc]1 quem os educ\1 quem os fez hom5s publicos8 ,foi o gov]no lib]al que cre\ essa alcata de velhacos e salteadores8 muito mod]no p>a isso4 ,longe de ns cit> nomes4 ,mas se os podessemos cit> vl-os-ieis approvados era co/umes e sci5cia pela vossa velha univ]sidade1 despa*ados pelo vosso desemb>go d pao1 empregados pelos vossos m9i/ros e pela vossa reg5cia nos c>gos de adm9i/rao e faz5da2 promovidos aos po/os milit>es pela vossa crte beata2 recomp5sados com di/9ces honorificas e lucrativas pelos vossos virtuosos e pios gov]nos4 ,que tem a g]ao nova1 f]vorosa nas suas cr5z1 ard5te nas suas esp]anz1 pundonorosa nos seus s5tim5tos1 com essas fzes que a9da escorrem sobre ns1 da s5t9a d absolutismo8 ,n'e/e campo d jornalismo sabeis que diff]5a ha entre ns e vs4 a que provm da indole dos respectivos p>tidos4 ,ns combatemos com z armas francas e leaes da s9c]idade3 vs com z armas1 que crmos no toma/es por vossa vontade1 mas que eram z unicas que o vosso p>tido vos podia subm9i/r>1 e que o de%onram mais a elle d que a vs2 combateis com z armas atraioadas da falta de s9c]idade e de franqueza4 ,a impr5sa indep5d5te e lib]al accusa os seus hom5s publicos sem disf>ce1 aponta francam5te os defeitos das suas leis1 re=ma z suas op9ies erradas1 reprova os proprios actos qu&o1 reflect9do melhor1 julga que err\2 porque o p>tido dos impios reconhece que compo/o de hom5s sujeitos aos erros e paixes4 ,vs1 p>tido devoto e tem5te a ,deus1 bateis-vos debaixo dos escapul>ios1 dos b5t9hos1 das cam&ulas1 dos agnus-dei3 coraes mais fidalgos1 s5tis que e/aes e sempre e/ive/es acima das fragilidades humanas3 o absolutismo e os seus desemb>gadores1 inquisidores1 esbirros e c>rascos1 eram impeccaveis1 omnisci5tes1 infalliveis4 ,se o diabo tivesse sido alguma vez capito-mr1 g]al dos b]n>dos1 alguazil1 mons5hor1 int5d5te da policia1 decl>aveis o diabo um sancto b5em]ito da mon>*ia4 ,nas vossas in/ituies1 nas vossas leis1 nas vossas cr5z1 ou antes nas vossas f>z politicas e religiosas1 nada ha que deit> fra1 desde z s&ices das crtes de ,lamego at s our9as de cres com que ha p\cos annos qu]ieis inv5t> uma sancta de c>ne e osso1 p>a mett] pelo *o abaixo os soc>res d'e/e seculo blasphemo1 sancta que os malvados maons1 pr(essores e facultativos d hospital de ,s4 ,jos1 tiv]am a insol5cia de demon/r> que no passava de um ms]o in/rum5to das impo/uras d beat]io e dos negociantes e pregoeiros da tyrannia4 ,vs negaes-nos o direito de d5om9> lib]rimas z tradies de ,d4 ,p$ro1 porque os decretos com que elle lib]t\ a sua patria dos comiles e m&ries ao div9o e ao pr(ano1 que devoravam o fructo d suor d povo1 que lhe bebiam o sangue por taz de prata1 ass5tados nos antros escuros da hypocrisia1 recl9ados no collo de mulh]es p]didas1 =am promulgados na epo*a em que elle ex]cia a dictadura1 em que1 emp5hado n'uma lucta de morte com o despotismo1 que se erguia t5ebroso e desesp]ado p>a a ultima e decisiva batalha1 fiz]a o que sempre practic>am os *efes dos povos1 qu] nas mon>*ias1 qu] nas republicas1 em circum/ancias analogas2 negaes o lib]rimo d'essas tradies porque ,d4 ,p$ro conc5trava em si todos os pod]es8 ,essa negativa v9da de outra p>te dava mat]ia discusso3 da vossa uma c\sa ridicula4 ,podeis1 e/ribados nos solidos fundam5tos das crtes de ,lamego1 neg> a legitimidade de ,d4 ,p$ro2 mas suppor que1 como rei que fra1 como repres5tante de sua filha1 como seu log>-t55te1 como seu tutor e protector natural1 no podia tempor>iam5te evoc> a si uma auctoridade1 de que1 segundo z vossas d\tr9as1 t9ham tido direito de us> p]man5tem5te os seus pr$ecessores1 uma d'aquellas f9uras da logica reali/a que vs inv5ta/es p>a div]tim5to d'e/a t]ra4 ,dizei-nos3 d'onde veiu a legitimidade das leis e actos gov]nativos de ,d4 ,joo ,,vi1 como pr9cipe reg5te1 qu&o a9da no era rei de ,portugal e s5do viva a legitima sob]ana1 po/o que impossibilitada de ex]c] a suprema magi/ratura8 ,onde e/o z actas dos tres-e/ados que lhe conf]iram o pod] absoluto de legislador8 ,onde z actas dos tres-e/ados que d]am a um pr9cipe1 que respeitamos porque desgraado e proscripto1 o direito de us> na abrilada de pod]es mage/aticos1 e/&o o sob]ano vivo8 ,a necessidade8 ,a salvao publica8 ,ento conc$ei-nos tambem a ns o direito de v]mos a necessidade e a salvao publica1 na dictadura de ,d4 ,p$ro4 ,o lib]rimo das tradies d duque de ,bragana1 no e/ na origem da sua auctoridade2 e/ no espirito e nas t5d5cias d'esses decretos com que a po/]idade lhe tec] a sua cora de gloria4 ,e/ em t] desfeito e atirado p>a a feira da ladra1 os in/rum5tos c>un*osos e seb5tos1 com que os phlebotomi/as da mon>*ia absoluta1 sugavam a melhor p>te e a mais pura1 da sub/ancia dos que trabalham2 e/ em t] rasgado a trapagem de in/ituies e leis espoliadoras1 por cujo re/abelecim5to os velhos syb>itas d p>tido reali/a1 aquelles que *oram pelas grossas comm5das e grossas preb5das1 iam ha annos faz] preces ao cu1 junto d leito da sua sancta improvisada4 ,o lib]rimo dos decretos da dictadura de ,d4 ,p$ro1 consi/e em s]em esses os ltegos com que sacudimos os v5dilhes d templo1 e enxotmos das vias publicas os salteadores legaes2 consi/e em s]em elles que torn>am impossivel uma re/aurao absoluti/a2 porque o absolutismo1 que s se firmava em abusos1 no t]ia hoje em que se e/rib>4 ,os capites-mres1 os dizimos1 os frades1 z bruxas1 z milicias1 os qu>tos1 os oitavos1 z jugadas1 a patri>*al1 os lobis-hom5s1 z cortes de ,lamego1 z aladas ad hoc1 os tractos esp]tos1 a legitimidade dos adult]ios desemb>gatorios1 =am-se4 ,=am-se1 pobres comiles das comm5das e preb5das1 todas z coisas poeticas e sanctas1 cuja irrep>avel p]da deploraes1 accesos em sancto amor da mon>*ia e da religio de nossos antepassados4 ,sois imprud5tes6 ,porque falmos na ext9co dos tributos =aleiros1 como de um dos actos capitaes da dictadura de ,d4 ,p$ro1 como de uma provid5cia que por si s f>ia a gloria de um pr9cipe1 r$>guis-nos com a mis]ia de muitas familias nobres1 que fic>am privadas de subsi/5cia pelo decreto de #ac de ago/o4 ,qu]eis um excell5te conselho p>a essas familias nobres8 ,trabalhem4 exactam5te o que fazem os hom5s d povo qu&o teem fome3 exactam5te o que ,deus ord5ava que ,ado fizesse1 se qu]ia com]1 e po/o que a fidalguia no prov5ha d'esse primeiro tronco das ca/as popul>es1 aquelle exemplo biblico no absolutam5te p>a despres>4 ,depois a queixa mal fundada4 ,a lei de junho de #ahdf1 rem$i\ at onde era possivel o esc&alo de que vos queixaes4 ,essa lei p]filhae-a1 que con=me no seu p5sam5to s vossas aspiraes4 ,esc&alo6 ,to esc&alo como s]ia o de colh] a policia um b&o de salteadores na sua cav]na1 tir>-lhes a preza j dividida entre elles1 e re/ituil-a aos passageiros ns1 famlicos1 espoliados4 ,a hi/oria d'esses tributos1 da sua cons]vao ao lado dos tributos g]aes d paiz1 da sua delapidao1 apes> dos prote/os solemnes dos povos1 repetidos por seculos nas assemblz nacionaes1 em quanto o absolutismo no esmag\ z antigas lib]dades d'e/a t]ra1 que um d'aquelles esc&alos que s vezes z naes apagam com sangue1 qu&o os pr9cipes no sabem como ,d4 ,p$ro1 riscal-os com o trao de p5na que amaldioaes4 ,qu&o quiz]des que vos des5hemos aquella negra hi/oria em l>gos traos de p5na1 f>-vol-o-hemos1 ajunt&o-lhe ao lado um quadro das faanhas d'essa nobreza1 cuja sorte lam5taes4 ,e/ae c]tos de que a sapi5cia reali/a ha de scism> alguns dias1 antes de vos tir> das ap]turas da situao em que vie/es colloc>-vos4 ,t5des discutido tanto o pres5te1 que preciso discutir-vos tambem o passado4 ,no qu]eis que falemos da lib]dade da t]ra1 porque no falamos dos b5s usurpados egreja4 ,a que b5s vos ref]s8 ,aos das congregaes religiosas8 ,dizei-nos3 #a4o1 se ellas possuiam esses b5s em virtude das leis1 se por d]ogaes especiaes d'ellas2 #b4o1 se o pod] temporal podia ou no recus> a cons]vao das corporaes mona/icas2 #c4o1 se ext9ctas ellas1 os seus b5s1 possuidos em contradico com z leis de amortisao1 caam ou no no dom9io d e/ado4 ,p5sae um p\co antes de respond]4 ,vde no e/ragueis z d\tr9as dos bons tempos que j l vo4 ,p]doae-nos3 mas qu&o alluds aos pescadores1 argum5taes com todo o mimo e g>bo da dialectica mons5hora1 miliciana e dizimeira4 ,sois de m f to exempl>1 que m]ecieis s] feitos abbades de ,lobrigos1 antes d'essa abbadia de tr9ta mil cruzados s] *amada muxila por uma das nobres familias1 cob]tas hoje de lucto1 por v]em os rombos que os impios e demagogos fiz]am no ?rono e no alt>4 ,r$>guis-nos que apez> das lib]dades e excepes que ,d4 ,p$ro conc$eu pesca1 os pescadores &am a m5dig>4 ,pois no era d'isso que ns nos queixavamos8 ,no era ju/am5te por t] o pseudo-c>tismo de #ahdb matado a lib]dade c>ti/a de #ahcb1 que ns bradavamos aqui d'el-rei8 ,qu]eis1 porm1 sab] um facto curioso8 ,qu&o os ,cabraes1 pela lei de #aj de julho de #ahdc1 re/abelec]am os vexames de que ,d4 ,p$ro lib]t>a a pesca1 e/rib>am-se n'uma lei migueli/a de #ahcj4 ,foi d'e/a lei que p>tiram1 foi e/a lei que invoc>am1 lig&o o absolutismo de #ahdb ao de #ahbh1 o sy/ema espoliador antigo ao sy/ema espoliador rec5te4 ,&ae1 que n'e/a p>te os ,cabraes so vossos primog5itos1 e por isso no admireis que os pescadores m5diguem3 o mesmo que succ$ia antes da odiosa dictadura de ,d4 ,p$ro1 qu&o e/es iam a ,queluz1 aos duz5tos e trez5tos1 p$ir esmola ao snr4 ,d4 ,miguel4 ,no cons5ts que folguemos da ext9co dos dizimos1 porque o cl]o e/ na mis]ia e o sy/ema actual de retribuio aos p>o*os inconv5i5te4 ,n'e/e ultimo ponto e/amos de acordo4 ,mas ahi t5des a diff]5ca entre a nossa lealdade e a m f reali/a4 ,ns no nos env]gonhamos de diz] que os lib]aes err>am em qu]] que os p>o*os fossem directam5te subsidiados pelos seus p>o*ianos1 e que os resultados moraes e religiosos de um tal sy/ema so mu2 no hesitamos em proclam> a re=ma1 em accus> duram5te os gov]nos que no a empreh5dem4 ,vs1 pelo contr>io1 qu]eis rem$i> o inconv5i5te com um mal maior1 s porque os dizimos coexi/iram com o absolutismo4 ,que vos importa que nove decimos d'esse tributo absurdo1 d'esse tributo iniquo porque f]ia s uma classe1 a classe mais digna de contemplao1 d'esse tributo anti-economico que recahia1 no sobre o producto liquido1 mas sobre o producto bruto1 fossem devorados por uma fidalguia safada e corrompida1 que s sabia arra/>-se e com]2 e por bispos opul5tos que com os dizimos fundavam f>tos patrimonios p>a todos os seus p>5tes1 por conegos devassos1 por essa com$ia ao div9o1 publica-frma em m9iatura da egreja romana1 *amada a patri>*al2 por conv5tos de frades gordos e ignorantes2 por b5eficados supplices e 9 quocumque /atu1 por todos aquelles1 e por tudo aquillo1 emfim1 que mais abusivo era1 que mais fra e/ava d espirito d *ri/ianismo8 ,com que fronte ousaes fal> da mis]ia actual dos p>o*os8 ,nem ella como a p9taes1 nem tol]avel que alludam a ella os def5sores dos gov]nos immoraes que introduziram to v]gonhosos abusos1 que cons5tiam aos padroeiros1 aos b5eficiados1 aos comm5dadores1 aos conegos1 que desp5dessem nos banquetes1 no luxo1 no jogo1 nos lupan>es1 o fructo dos suores d lavrador1 extorquido impiam5te em nome de ,deus1 em quanto os curas de alma s obt9ham d'esses pod]osos s5hores1 congruas de fabulosa exiguidade4 ,qu]eis um contracto8 ,temos meios de v]ific> quaes so z congruas actuaes das div]sas p>o*ias d re9o3 tambem os temos p>a sab] quaes eram no tempo d absolutismo4 ,tomemos uma diocese qualqu]1 p>a in/ituirmos a comp>ao entre uma e outra epo*a4 ,se1 na sua maioria1 z congruas actuaes =em inf]iores s antigas nas p>o*ias dizimeiras1 t5des vs razo de nos accus>des de causadores da mis]ia d cl]o curado1 pela ext9co dos dizimos2 se porm se v]ific> o contr>io1 haveis de acceit> a qualificao de hypocritas1 pois def5deis z in/ituies d passado no porque eram melhores1 mas porque r5diam mais p>a os agiotas d absolutismo1 i/o 1 p>a os fidalgos1 p>a os comm5dadores1 p>a os abbades n$ios1 p>a os b5eficiados 9 quocumque4 ,se ns fomos to maus p>a o cl]o aproveitae a nossa propo/a4 ,olhae que uma limpa v5iaga4 ,por ultimo increpaes-nos de que ref]9do-nos suppresso d sy/ema vicioso das milicias e ord5anz1 d'esse ,potosi inexgotavel dos capites-mres e coroneis de tibiquoque1 no nos lembrassemos dos soldados1 que v]t]am o sangue e p]d]am os membros ha qu>5ta annos em defesa da patria1 e que morr]am de fome4 ,dirigis n'e/a p>te uma increpao ju/a1 no a ns1 que no somos pod]1 que nunca o fomos1 mas aos gov]nos po/]iores re/aurao de #ahcc4 ,todavia1 que tem isso com a ext9co das ord5anz e milicias8 ,a vossa dialectica reali/a d1 na v]dade1 saltos mortaes4 ,a nossa vae mais devag>4 ,se esses soldados esquecidos p]d]am o sangue e os membros em defesa da patria1 ha qu>5ta annos1 o esquecim5to indigno dos seus s]vios divide-se por metade3 v9te annos com curtos int]vallos p]t5cem ao absolutismo1 v9te re/aurao4 ,onde e/o1 absoluti/as1 regi/adas z p5ses que lhes d/es3 onde situado o hospital de invalidos que edifica/es8 ,o unico que exi/e devem-no os vet]anos portuguezes a uma nobre e sancta pr9ceza1 viuva d pr9cipe ,d4 ,jos1 ,tia ,malhada1 que vs sabeis4 ,de edificaes vossas no temos noticia1 s5o da cont9uao d palacio da ,ajuda1 uma das primeiras necessidades d paiz1 das =cas erectas na praa nova d ,porto e no caes d ,sodr1 de uns p>$es em ,c>naxide p>a a egreja da ,s5hora da ,ro*a1 e das =midaveis =tificaes d ,tejo1 com que torna/es ,lisboa inconqui/avel4 ,talvez vos ref]is unicam5te aos (ficiaes reali/as sep>ados d quadro d ex]cito em #ahcd4 ,i/o mais natural1 porque vs1 fidalgu9hos1 no curaes da soldadesca1 peonagem indec5te1 vil rel popul>4 ,ns lam5tamos tambem que os s]vios d'esses antigos milit>es se m5oscabem por causa de odios politicos1 que a victoria devia t] feito esquec]4 ,como vs1 e/amos promptos p>a repreh5d] e accus>1 p>a deplor> e p$ir2 p>a execr> e amaldio> e/es nossos satrapas pseudo-lib]aes1 que deixam ir de porta em porta os velhos ,belis>ios de ,portugal4 ,mas1 reali/as1 escondei sob z vossas capas de ,s4 ,ignacio essas mos t9ctas em sangue1 d]rubae p>a o ro/o o *apu da companhia1 no vos descubram esse olh> implacavel6 ,entre os milit>es que p5dura/es das =cas2 entre aquelles com que atulha/es z cadz e z masmorras das =talezas1 com que povoa/es z praias d de/]ro e os presidios de ,africa1 no havia n5huns d'esses que v]t]am o sangue em defeza da patria commum8 ,por que1 durante c9co annos1 mansos cordeiros d evangelho1 rosiclres ambulantes de v]onicas e relic>ios1 no vos veiu ao espirito um unico p5sam5to de p]do e de pi$ade8 ,dizei-nos o que t]ieis feito de todos esses milit>es1 se a provid5cia tivesse deixado protrair-se at agora o vosso re9ado8 ,eram p>a vs inimigos politicos8 exactam5te o que =am p>a ns os vossos (ficiaes4 ,maldicto o lib]al que a9da cons]va rancores p>a os v5cidos3 maldicto o gov]no que no lhes paga a divida da patria4 ,mas que a ju/ia div9a cia tambem sobre aquelles que d]ram>am nos patibulos o sangue dos val5tes que j o t9ham d]ramado por e/a t]ra2 ou lhes fiz]am v]t] durante c9co annos o suor da agonia sobre z lageas dos calab\os1 ou os torn>am errantes por praias e/ranhas1 onde lhes branque>am os cabellos z saudades da sua t]ra1 onde t]iam acabado a vida1 proscriptos e mis]aveis1 se o brao da ,provid5cia e o g5io d duque de ,bragana no os h\v]am salvado4 ,collegas1 deixae-vos d'e/as que/es de que no ent5deis nada4 ,ide lr a vida d padre ,an*ieta1 que decididam5te o sancto que fez mais milagres n'e/e mundo1 ou se pref]is occup>-vos em outra obra pia1 ide ajud> os cabrali/as a v5d] a bulla da sancta-cruzada1 que elles compr>am a prazos1 ao vosso virtuoso amigo o c>deal ,antonelli4 ,s] uma v]gonha que no haja d9heiro p>a o pagam5to1 qu&o elle sac> letras sobre o escriptorio da salvao de ,portugal4 ,,ii ,na viva discusso entre ,pr\dhon e ,ba/iat1 sobre o cr$ito e a legitimidade dos juros1 e/e ultimo dizia ao seu irritado adv]s>io na c>ta com que t]m9\ a discusso3 ,todos os gremios religiosos se p>ecem uns com os outros3 qu&o no teem razo1 agoniam-se4 o caso da r$aco da ,nao comnosco4 ,o nosso artigo foi provocado4 ,no t9hamos atacado o jornal reali/a4 ,apreci>amos n'um artigo nosso o espirito das re=mas de ,d4 ,p$ro comp>&o-o com o espirito que c>act]is\ a reaco de #ahdb4 ,era uma que/o e/ranha ao p>tido reali/a4 ,na v]dade alludimos ento accid5talm5te ao absolutismo2 mas imag9avamos que a ,nao1 res]v&o p>a o seu p>tido a nacionalidade1 consid]ava o absolutismo1 cujo pr$om9io no paiz1 durante c]tos p]iodos da nossa hi/oria1 inconte/avel1 como uma ab]rao1 um abuso da con/ituio primitiva d paiz1 con/ituio assaz livre1 po/o que no to democratica como o indic>iam algumas provises d'essas crtes1 a que a ,nao foi busc> duas l9has p>a l5da da sua b&eira1 se tes crtes h\v]am exi/ido4 ,imag9avamos que a ,nao compreh5dia nos seus affectos esses seculos de nobre recordao1 em que e/e cant9ho d mundo se gov]nava com g>antias e lib]dades s+ul>es p>a o povo2 em que o feudalismo no transpunha z nossas fronteiras1 em quanto1 a bem diz]1 toda a ,europa gemia debaixo d seu jugo de f]ro4 ,imag9avamos que a ,nao se recordava das nossas admiraveis c>tas de municipalidade1 dos nossos p>lam5tos1 d'essas duas h]anz de lib]dade romana e de lib]dade g]manica1 que nossos avs haviam salvado atravez da edade m$ia4 ,enganava-mo-nos4 ,a ,nao regeita tudo isso3 a ,nao cifra todo o passado nos seculos mais rec5tes4 ,da com$ia mona/ica das crtes de ,lamego salta com$ia real das crtes de #afda4 ,p>a ella a velha mon>*ia no a dos primeiros ,affonsos1 de ,d4 ,d9iz1 de ,affonso ,,iv1 de ,d4 ,f]n&o1 de ,joo ,i ou de ,affonso ,v3 o absolutismo1 comp>ativam5te mod]no1 na sua =ma pura1 exclusiva4 ,s depois vimos i/o2 s depois vimos que os tempos ant]iores ao e/abelecim5to d pod] real sem limites1 e/avam tanto fra da communho reali/a1 eram to h]eticos p>a a sua mon>*ia or?odoxa1 como e/es tempos lib]aes1 que1 em nossa pr(unda ignorancia1 suppunhamos e/rib>em a sua legitimidade hi/orica nas tradies primitivas4 ,sem o sab] t9hamos blasphemado d cr$o reali/a3 d sancto1 d legitimo1 d div9o absolutismo4 ,mas a ignorancia d cr$o de uma egreja alheia1 no devia concit> o ana!ma contra o ignorante4 ,a ,nao devia t] adv]tido com c>idade a nossa rudeza1 con=me m&a o evangelho4 ,era uma obra de mis]icordia4 ,em log> d'isso fu/ig\-nos duram5te4 ,foi um proc$] f]9o4 ,irritamo-nos tambem4 ,pod]iamos discutir com a ,nao sobre z =mulas da lib]dade4 ,talvez muitas d'aquellas com que a mon>*ia cresceu e vigor\ fossem1 accommodadas civilisao de hoje1 pref]iveis s actuaes3 era uma que/o de d\tr9a disputavel4 ,acceit> como base de controv]sia a negao completa da lib]dade humana1 o pr$om9io de um homem sobre a humanidade1 a sci5cia c]ta e o pod] absoluto individual1 como fundam5to d direito2 eis o que a consci5cia1 a dignidade d homem1 o seu espirito immortal1 no cons5te intellig5cia que dispute com placidez4 ,o absolutismo como !oria politica a nossos olhos um insulto feito a ,deus e ao g5]o humano4 ,i/o 1 p>a ns1 uma v]dade de consci5cia4 ,seguimos o impulso da indignao2 porque s a indignao pde correspond] a essa !oria a um tempo immoral e f]oz4 ,n'um artigo de jornal1 escripto a corr]1 talvez haja uma ou outra phrase mais ou m5os inconv5i5te3 retiramol-a4 ,mas z idz1 nem uma1 por mais viol5ta que os nossos adv]s>ios a supponham2 porque a v]dade no se retira diante da apo!ose da corrupo e da tyrannia4 ,no meio1 porm1 da cl]a no esquecemos a cortezia de jornali/as4 ,evitmos tudo que fosse pessoal aos r$actores da ,nao2 lanamos at conta d seu p>tido a deslealdade da sua argum5tao4 ,e no respeitmos s os r$actores2 procurmos no f]ir individualm5te n+uem4 ,nas increpaes a um p>tido a responsabilidade que se lana sobre elle rep>te-se em tantas quotas1 que o valor de cada uma inapreciavel4 ,a ,nao dirigiu-se ao individuo1 aproxim\ escriptos cujo tom1 cujo c>act] era div]so1 e que1 a hav]em sido similhantes1 ella se t]ia pro/ituido discut9do alguns e elogi&o-os em p>te4 ,fal\ no ,raio e no ,rabeco1 n'esses papeis abjectos1 que insultavam os individuos e p5etravam na vida p>ticul>2 n'esses papeis que app>ecem em toda a p>te em que re9a a lib]dade de impr5sa1 a lib]dade da ida e da palavra2 n'esses papeis que no provam outra c\sa s5o uma v]dade s$ia1 s5o que se abusa s vezes das coisas mais legitimas e uteis4 ,era1 porm1 ao orgo d absolutismo que tocava faz] alluses d'e/as8 ,de que epo*a so o ,ma/ig(oro1 o ,cacete1 a ,be/a-,esfolada1 e c5t5>es de publicaes analogas8 ,eram essas publicaes h$iondas como aquellas que alludis1 especulaes torpes de alguns mis]aveis que exploravam o esc&alo p>a viv]8 ,no4 ,eram composies de hom5s que vs elevaveis ao episcopado2 eram obra de sac]dotes1 que iam consagr> a ho/ia ao cordeiro1 e prg> o evangelho 7sabe ,deus o que elles prgavam7 com os labios escorr5do em fel1 com z mos immundas de t9cta que elles sabiam se havia de conv]t] em sangue4 ,e era isso um abuso da lib]dade de escrev]1 que vs to l>gam5te aproveitaes1 embora seja inv5o diabolica dos lib]dadeiros8 ,no4 ,a c5sura1 a auctoridade1 o pod] publico1 inexoravel1 frio1 grave1 calculado1 l e/ava4 ,esses sac]dotes iam com os seus libellos subir z escadas d desemb>go d pao1 onde se enfileiravam z solemnes cabelleiras dos bons tempos1 ou bat] cella onde curtia os p]iodos d ,l>raga1 o sabio de ento1 o frade ou o monge p$ante4 ,e o desemb>gador1 ou o frade1 ou o monge liam pausadam5te o libello1 e a injuria torpe1 calumniosa1 pessoal1 sangu9ol5ta1 descia p>a os prlos legitimada pelo tribunal1 sanctificada pelo conv5to1 irreplicavel1 fulm9ante2 porque o magi/rado e o frade l t9ham nas mos o aamo p>a imp$ir a retaliao1 p>a ob/> ao gemido da victima4 ,lib]dadeiros dete/aveis1 que fize/es lib]t&o a palavra e o p5sam5to8 ,p>a vossa v]gonha et]na ahi t5des o ,rabeco e o ,raio4 ,ns *ammos z coisas pelo seu nome3 *ammos pro/ituio pro/ituio2 mas remontmos os seculos2 buscmos nas g]aes1 ext9ctas ha muito1 os nossos exemplos4 ,sabeis1 e se no sabeis p]guntae-o em segr$o aos vossos comp>tid>ios1 que no precisavamos de remont> muitas decadas1 ou &> muitas leguas1 p>a irmos encontr> debaixo dos freixos de um p>que1 espalhadas no *o1 z folhas avulsas d capitulo #bf d livro ,,xi dos ,annaes de ,tacito4 ,vs accometteis os vivos1 insultaes quem no se pde def5d]1 porque s o f>ia envilec5do-se1 cuspis nas faces de uma mulh]1 vilip5diaes a sanctidade da fraqueza1 qu&o ns vos davamos o exemplo d respeito pela sanctidade da proscripo e da desgraa4 ,cavalleiros portuguezes antigos1 erguei-vos das vossas camilhas de p$ra2 v9de contempl> z g5tis faanhas dos def5sores d passado6 ,que a ,nao prosiga em v9te columnas com que nos ameaa1 refut> z nossas seis columnas cuja ext5so a espant>am4 ,esp]amol-a4 ,depois ns4 ,v]emos se sa9do dos accid5tes vem aos factos3 se acceita a luva que lhe atirmos4 ,se nos prova a ju/ia1 a conv5i5cia1 a moralidade das pre/aes =aleiras1 dos dizimos1 da soltura cl]ical e mona/ica1 dos gravames sobre a pesca2 emfim1 de todas essas v]gonhas de que ,d4 ,p$ro nos lib]t\1 pelo que a sua memoria nos c>a4 ,,iii ,os sete seculos ,agora ns4 ,def5sores d absolutismo1 vs escreve/es um livro a proposito de um artigo d ,paiz1 que t9heis provocado1 e atulha/es com elle no sabemos quantas columnas d vosso jornal4 que esse artigo vos f]iu pr(undam5te4 ,z nossas ignorancias1 z nossas falsidades1 z nossas faltas de logica e de e/ylo1 z nossas l\curas1 o nosso orgulho ins5sato1 todas z mis]ias d espirito humano1 epilogadas em ns1 que dev]iam desp]t> a compaixo d'essas almas ca?olicas e pias1 fiz]am-vos proromp] em rugidos de uma cl]a ess5cialm5te h]etica1 pag1 selvagem4 ,atira/es-nos com os ?uribulos1 com z galhetas1 com os flabellos1 com os to*eiros1 com z sacras1 com os missaletes4 ,ap9ha/es-vos porta da sacri/ia a grit>1 a vocif]>1 a qu]]des salt> uns por cima dos outros4 ,os remoques1 os vitup]ios1 z maldies1 z pragas *ov]am por dias sobre ns1 que de braos cruzados e com z lagrimas nos olhos1 contemplavamos compungidos a vossa resignao *ri/4 ,def5sores d absolutismo1 isso no bonito6 ,tanto fogo1 tantas desc>gas c]radas sem ordem nem discipl9a1 no pre/am p>a nada4 ,uma c>ga de bayoneta vale mais que tudo isso4 ,granadeiros d ,m9dello1 con=me nos *amaes1 sabemos como o simples reluzir das bayonetas era efficaz comvosco4 ,fica/es sempre um p\co milicianos4 ,ga/aes muita polvora2 mas atrapalhaes-vos demasiado ao desfe*>1 e z balas zumbem ap5as por cima da cabea dos inimigos4 ,c>icatura de ,eum5ide1 a ,nao1 ahi e/ava ha uns p\cos de annos a descompor1 no a podrido de vicios e de corrupes1 com que o despotismo de tres seculos env55\ a seiva da soci$ade2 no a h]ana de envilecim5to que o habito de trem] diante dos frades inquisidores1 ou dos cabelleiras da inconfid5cia e da int5d5cia1 sev]os e puros como os accusadores da filha de ,helcias1 leg>a aos que vi]am antes de ns1 e e/es g]ao que vae acab&o2 no a abjeco apr5dida nas ante-salas da nobreza1 d alto cl]o1 dos magi/rados v5aes1 dos cortezos que m]cadejavam nas m]cs regias1 mas sim a lib]dade1 a civilisao1 o progresso1 que so leis de ,deus1 reveladas nas aspiraes de todos os hom5s1 nos c>act]es dos seculos1 no des5volvim5to inv5civel d espirito humano2 a lib]dade1 a civilisao e o progresso1 que se conteem no ,evangelho de ,*ri/o e no no ,evangelho dos ,ph>iseus1 e que ho-de ir l5tam5te desb>at&o esse caput mortuum de depravaes e baixezas1 que os despotas passavam de mo em mo p>a dom9>em pela desmoralisao e pelo t]ror4 ,eum5ide de roca c9ta1 a ,nao ahi e/ava agu5t&o nas co/as gibosas1 a cana/ra *eia de p>*es fetidos com que a hypocrisia da crte1 dos tribunaes1 das sacri/ias1 cobria z *agas purul5tas d corpo social1 flagellado1 rasgado1 exhaurido de =z pelos vampiros def5sores d ?rono e d alt>3 ella ahi e/ava resmon9h&o improp]ios contra a dignidade e os fros d homem1 e aprego&o a panacea p>a todos os males1 na immunda trapagem da cana/ra absoluti/a4 ,no lhe diziamos nada3 no lh'o diriamos talvez nunca4 ,t5t\-a porm o peccado um dia1 p>a vir lanar nossa porta o seu ridiculo prego4 ,fez-nos asco a mumia ambulante1 e com o bico da bota atirmos-lhe a cana/ra ao ar4 ,os p>*es espalh>am-se no *o1 e quem passava tap\ o n>iz e os olhos2 era um espectaculo h$iondo e repugnante4 ,a velha fic\ embaada1 absorta na dr e na col]a4 ,depois torn\ a si1 arranc\ mos *eias de cabellos desgr5hados3 c>ete\1 rugiu1 bab\-se3 e1 ,messal9a desd5tada e tonta1 f9c&o os punhos engelhados nos quadris angulosos1 epilog\ em si a ,ribeira-,nova e blasphem\1 blasphem\1 blasphem\ quatro dias4 ,grita1 ,eum5ide de f>a2 grita1 que te ouam todos6 ,t5s razo1 pobre velha1 a bota impia e/rag\-te a m]cadoria4 ,apanha essas rodilhas esf>rapadas das comm5das e preb5das1 e conc]ta outra vez a cana/ra4 ,vitup]a e/a raa maldicta dos lib]dadeiros1 que no qu]em s5tir os ossos a e/al> no potro1 ou vl-os queim> nas fogueiras da sancta-inquisio2 que no qu]em que os desemb>gadores durmam impunem5te no ?alamo nupcial1 o somno d adult]io em nome d livro #e4o2 que no qu]em d> cem mil cruzados a cada successor dos descalos apo/olos1 p>a fund>em morgados p>5tella1 nem grossas preb5das aos mons5hores1 conegos e b5eficiados 9 quocumque1 p>a atulh>em de legitimaes os livros da *ancell>ia1 e faz]em app>ec] uma edio annual d ,cos9heiro ,mod]no4 ,apanha a cana/ra e os f$or5tos empla/ros1 e cont9ua a aprego> os teus recipes1 sacud9do de vez em qu&o esse latego imag9>io com que1 na tua tonteira1 p5sas ca/ig> a civilisao1 por t] ent]rado a s5t9a d absolutismo nas ru9as das taipas e pu podres de que era con/ruida4 ,v9de c1 def5sores d absolutismo1 quem vos deu o direito de fal>des d'e/a nobre t]ra de ,portugal nos tempos em que era livre8 ,em ,portugal o despotismo que mod]no1 e a lib]dade antiga4 ,c]rae de todo os olhos1 vs os que amaes curv>-vos ante um s5hor dos vossos b5s e das vossas cabez4 ,no vos deslumbre o brilho dos quatro primeiros seculos da mon>*ia6 ,z g]aes d'essas eras sacrosanctas no vos p]t5cem2 so z dos nossos antepassados3 os vossos a*am-se nas que viv]am de joelhos porta da inquisio1 d palacio-mon/ro de ,d4 ,manuel e d conv5to absurdo de ,mafra4 ,def5sores d absolutismo6 ,a hi/oria dos tempos das comm5das e preb5das por que vs *oraes1 comea n'uma usurpao e acaba n'outra3 a primeira a da lib]dade d povo1 a segunda a d ?rono legitimo4 ,entre e/es d\s horisontes1 c]rados e negros1 e/ contida ap5as a longa decad5cia1 a l5ta agonia de uma nao pequ5a pelo num]o1 mas gr&e pelo es=o1 gr&e sobretudo pela sua actividade agricola1 comm]cial e m>itima2 gr&e pela politica dos seus pr9cipes popul>es2 gr&e por um en]gico e t5az amor dos seus fros2 gr&e pela sab$oria comp>ativa das suas in/ituies e leis1 no meio d atrazo politico da ,europa2 gr&e1 no pelas virtudes das classes privilegiadas1 mas sim pelas dos villos1 pelas de nossos avs2 gr&e pela alliana e/reita entre a mon>*ia e a democracia1 contra z olig>*ias que nascem da inde/ructivel desegualdade humana e que1 segundo os tempos1 se *amam patriciado1 fidalguia1 agiotagem1 e cuja manife/ao suprema se exprime con/antem5te por duas palavras unicas3 viol5cia e rap9a4 ,def5sores d absolutismo e da legitimidade6 ,os actos politicos dos tempos que vos p]t5cem e que vs def5deis1 con/ituem ap5as uma s]ie de illegitimidades3 mais d que isso1 uma s]ie de att5tados commettidos contra o povo1 pelos pr9cipes p]v]tidos1 por uma fidalguia que1 to orgulhosa d'antes1 se decl>>a v5cida ao v] rol> algumas cabez sob o cutello d algoz1 e que a*ra em fim s] mais commodo s]vir1 engan>1 e com]1 com] muito2 p]v]tidos pelos jurisconsultos que t9ham ido beb] nas es*olas e/rangeiras z d\tr9as de direito publico dos tyrannos de ,roma1 como vs nos accusaes de t]mos ido beb] z ideas de lib]dade1 que e/o escriptas no corao d homem1 nos livros dos impios d'e/e e d prec$5te seculo4 ,def5sores d absolutismo e d direito div9o6 ,em que dia desceu e/e d cu sobre a cabea d'el-rei ,d4 ,manuel1 p>a ord5> aos seus escribas que rasgassem c5t5>es de pactos con/itucionaes1 onde e/avam escriptos os fros e lib]dades d'e/a t]ra2 c5t5>es de pactos municipaes1 onde e/avam consignadas z lib]dades e g>antias das cidades e villas d re9o8 ,em que dia desceu o direito div9o a sanctific> a conv]so em simples leis fiscaes1 dos codigos em que se cont9ham z immunidades e franquias popul>es1 cujo espirito sempre1 e cuja lettra muitas vezes provam1 que esses codigos eram rigorosos contractos politicos1 livrem5te (f]ecidos e acceitos8 ,a re=ma que os povos p$iam cora era acaso a morte das suas lib]dades1 ou era a cessao dos abusos que a nobreza1 a magi/ratura real e o cl]o t9ham introduzido1 p\co a p\co1 em contrav5o com o direito publico municipal1 base d direito politico d paiz8 ,respondei4 ,respondei1 def5sores d absolutismo6 ,que eram os nossos p>lam5tos at #adhj1 s5o z assemblz onde o povo prote/ava sempre1 ameaava no r>o1 e ca/igava algumas vezes c]r&o z bolz1 z quebras d que1 na l+uagem imp]feita d'aquellas eras1 *amava seus privilegios1 e que ns hoje *amamos direitos e g>antias politicas8 ,que eram esses p>lam5tos 7conc$ei-nos o uso d'e/a palavra lib]dadeira e revolucion>ia1 de que j usavam nossos avs1 os malhados d seculo ,,xv7 s5o uma af]io solemne entre os actos d gov]no1 o ex]cicio d pod] real1 por si ou por seus delegados1 e z regras d direito con/itucional com que cresc]a e vigorava o paiz8 ,respondei1 se o sabeis1 e se o no sabeis ide e/udal-o em docum5tos um p\co mais graves e au!nticos1 d que esse rol de tolices b]n>das a que *amaes crtes de ,lamego4 ,elles e/o pat5tes p>a vs como p>a ns4 ,m5ti/es qu&o disse/es que fiz]amos monopolio d'esses titulos da legitima e v]dadeira gloria d'e/a nao1 que se con/ituiu e cresceu sombra da lib]dade1 porque s assim z naes se con/ituem e crescem4 ,m5ti/es p>a encobrir a vossa incapacidade e preguia4 ,p>a os busc>1 e/udal-os e compreh5del-os1 necess>io o sacrificio d tempo1 dos praz]es1 da saude1 dos int]esses mat]iaes2 necess>ia a abnegao da exi/5cia ext]ior1 no que ella tem mais grato1 p>a viv]1 anno aps anno1 de uma vida int]ior que nos devora1 de uma ida que nos illum9a4 e/a ida que vos foge1 que no cabe no vosso espirito1 enlevado na viso beatifica e long9qua das comm5das e das preb5das1 apoqu5tado pela saudosa imagem d'aquelles pescoos anafados1 rolios1 torneados em roscas at\c9hadas1 dos bons tempos patri>*aes1 canonicaes e mona*aes4 ,esses tempos1 essas saudades1 essa religio da gula1 d luxo1 dos vicios hypocritas2 essa contemplao cont9ua da corrupo absoluti/a1 que no vos deixa ergu] os olhos p>a os pulv]ul5tos ar*ivos d re9o1 cujo exame nos lanaes em ro/o como se fra um crime6 ,no6 ,vs no podeis vr os p]gam9hos cob]tos de p4 ,esse p que rep\sa sobre elles1 va p>a os ares qu&o se lhes toca3 o lodo d *>co em que t5des os olhos fitos que nunca se alevanta da t]ra1 e z vossas palpebras de s]vos e/o atrophiadas2 os vossos olhos esquec]am o movim5to com que os dos hom5s livres olham p>a o que e/ elevado1 p>a o ar e p>a o cu4 por isso que qu&o a v]dade inexoravel vem esmag> os embu/es em que e/ribaes a tyrannia1 a*aes mais simples neg> essa v]dade1 e accus> de falsificadora a mo que a atira s faces sem pudor d absolutismo4 ,o homem de bem qu&o diz a outro homem--falsifica/e1 inv5ta/e1 deturpa/e1 sumi/e os docum5tos de um1 ou de muitos factos1--traz sempre na mo z provas de uma accusao1 que importa um crime p]ante z leis moraes e p]ante z leis civis4 ,sem isso a injuria no de%onra o accusado1 de%onra o accusador4 ,discipulos d d5unciante d illu/re ,damio de ,goes2 discipulos d padre ,simo ,rodrigues2 beatos filhos de ,sancto ,ignacio1 bem se v que respeitaes z tradies da vossa ordem1 e que e/udaes a moral pelos livros dos ,busembaus1 dos ,lessios1 dos ,tambur9is1 os quaes vos aconselham1 que se quis]des deit> a p]d] qualqu] pessoa1 convm que comeceis por espalh> calumnias p>a a difam>1 porque1 acr$it&o-se mais facilm5te o mal que o bem1 s]eis cridos1 com o que o calumniado p]d] a =a que lhe d a boa reputao1 e s]eis v+ados4 ,o que t] no bah a r\peta1 cabeceira z cam&ulas1 e hav] e/udado por bons livros6 ,e que demonio podieis vs faz] s5o calumni> sanctam5te1 em quanto no deixamos o nosso monopolio1 e no se faculta o uso dos ar*ivos vossa s$e de in/ruco1 ao vosso amor da v]dade1 ao vosso extremado aff]ro pelas in/ituies primitivas8 ,def5sores d absolutismo1 como assim8 ,engrifaes-vos p>a def5d] contra os salteadores d ,m9dello a vossa propri$ade1 z pre/aes =aleiras1 os dizimos1 os b5esses das capitanias-mres1 e metteis ao mesmo tempo no peitilho da r\peta1 os sete seculos da mon>*ia8 ,isso no vale3 isso no p>a mos b5tas4 ,l>gae quatro seculos que no so vossos3 gu>dae os tres que vos p]t5cem4 ,antes d'elles1 no caremos de vol-o repetir1 o povo portuguez era livre1 no n'um lat9orio piegas de frade b]n>do1 mas na realidade dos factos1 e pelo me*anismo da soci$ade politica4 ,essa lib]dade no se consub/anciava inteira na exi/5cia das gr&es assemblz nacionaes4 ,pelo contr>io1 z crtes eram a sua manife/ao mais incompleta4 ,ahi o povo1 a villanagem1 que vs sabeis1 nobres s5hores1 empregava1 a9da amea&o e repreh5d5do1 =mulas cortezes p>a com o mon>*a1 analogas1 at em phrases1 s que emprega a villanagem +leza de hoje p>a com os seus reis4 ,no que era novo1 nas m$idas adm9i/rativas1 ou nas leis civis que a civilisao mo/rava uteis ou ju/as1 o povo limitava-se a discutir a sua conv5i5cia2 mas no que f]ia o pacto fundam5tal das cidades e villas1 ou aquella p>te d direito consuetud9>io1 homologado conjunctam5te com a c>ta municipal1 e que repres5tava direitos politicos1 oppunha-se t5azm5te innovaco4 ,a mon>*ia n'esse caso curvava a cabea e reconhecia a sanctidade dos pr9cipios4 ,nunca um rei de ,portugal livre ous\ diz] aos seus concelhos3 quebrei z vossas immunidades1 os vossos fros1 porque assim apr\ve m9ha sci5cia c]ta1 pod] real e absoluto4 ,qu&o z accusaces dos povos apontam a (f5sa das g>antias1 a rep>ao1 ou a promessa solemne d'ella no falha1 porv5tura1 uma s vez1 nas actas das crtes dos antigos tempos4 ,assim a lib]dade popul> e/ribava-se no tanto nos p>lam5tos como nos =aes1 e a g>antia dos pr9cipios contidos n'e/es1 era a e/ructura robu/a dos corpos municipaes4 ,os concelhos eram a organisao da democracia contra os pod]osos1 que s entravam n'esses gremios politicos por concesses r>as1 condicionaes1 difficeis de obt]1 sobretudo nos tempos primitivos4 ,essa organisao dava os meios de repellir z viol5cias dos tyrannetes privilegiados3 dava uma t]rivel solemnidade aos aggravam5tos dos povos4 ,os cavalleiros villos1 os b/eiros municipaes1 a peonagem armada l t9ham o f]ro p>a o desaggravo1 se o rei no cumpria o seu dev]4 ,a =a e/ava atraz da d\tr9a2 porque a =a e s ella mantem solidam5te o direito4 um axioma que vs acceitaes l>gam5te4 ,e s5o1 p$i aos vossos amigos de ,roma1 da ,au/ria1 da ,prussia1 da ,russia e da ,turquia1 que m&em p>a casa os seus milhes de soldados1 e ns vos d>emos em breve1 novas da boa-saude d direito div9o4 ,que fez a mon>*ia d seculo ,,xvi e dos que se lhe seguiram1 dos nossos velhos concelhos8 ,entreg\-os am>rados aos fidalgos1 aos padres e aos ag5tes d pod] real4 ,sub/ituiu gradualm5te um ex]cito p]man5te democracia armada1 a essa democracia que to leal fra aos antigos reis1 que os t9ha ajudado a cont]em nos limites d seu direito os dignos b>es1 avs de vossas excell5cias rev]5dissimas4 ,d4 ,manuel1 que subiu ao ?rono1 cusp9do nas nodoas de sangue de seus irmos assass9ados1 enlevado dos descobrim5tos e conqui/as feitas pelos coraes g5]osos1 pelos hom5s ousados que os ultimos dias de lib]dade leg>am aos primeiros de tyrannia1 acab\ a obra d seu antecessor4 ,os =aes em vez de se cunh>em de novo com os seus primitivos c>act]es politicos1 fic>am desde a sua re=ma lettra morta p>a z franquias d povo1 lettra morta como padres con/itucionaes1 e s viva e bem viva p>a z extorses d fisco4 ,algumas =mulas ext]nas que re/avam nos co/umes apag>am-se p\co a p\co2 mas o espirito de lib]dade morreu e o absolutismo ass5t\-se tranquillam5te sobre o paiz4 ,at ao seculo ,,xv1 po/o que j a indole politica da soci$ade comeasse a alt]>-se1 porque os desemb>gadores cam9h>am de longe e de vag> p>a no s]em s5tidos1 os procuradores de crtes t9ham uma significao1 um valor politico2 atraz d'elles e d seu m&ado e/ava um grupo social1 a democracia1 =mado de muitos grupos1 os concelhos4 ,desde que e/es se compoz]am de cl]o1 nobreza e povo1 desde que z classes se confundiram politicam5te1 a lib]dade popul> morreu4 ,os concelhos no =am mais d'ahi vante1 d que um in/rum5to de gov]no e uma diviso t]ritorial e adm9i/rativa4 ,cess\ entre ns o direito politico d povo1 e re9\ despeado o absolutismo4 ,que so todas essas crtes po/]iores s5o um simulacro1 ou antes um esc>neo dos nossos antigos p>lam5tos8 ,esses procuradores d povo1 eleitos pelo cl]o1 nobreza e povo1 s5o uns tit]es com que os oppressores se div]tiam cu/a da democracia8 ,desde o seculo ,,xvi ,portugal teve factos politicos mais ou m5os tyrannicos1 mais ou m5os v]gonhosos1 mais ou m5os abusivos2 mas o direito con/itucional onde e/ava elle8 ,onde e/avam os pactos sociaes que ,f]no de ,p9a trocra por outros1 re=mados exclusivam5te com os olhos no co e nas amplas b>rigas dos alcaides-mres1 dos donat>ios da cora1 dos dignissimos avs de vossas excell5cias e rev]5cias8 ,e/avam esquecidos no fundo dos ar*ivos d re9o1 onde a9da e/o hoje p>a vossa v]gonha et]na1 raa de escravos1 que succ$e/es n'e/a nobre t]ra a uma raa gigante de hom5s livres2 e/avam onde a9da exi/em hoje1 onde os podeis lr e polluir com essas mos s]vas1 m5tirosos insignes1 porque z portas e/o ab]tas p>a exam9>des a infidelidade com que os citamos1 z entrel9has que n'elles escrevemos1 z raspaduras com que os viciamos4 ,ide1 mis]aveis1 punir-nos6 ,respondei1 illu/res ,pegas ad ord9ationem1 donde veiu aos reis de ,portugal o direito de resc9dir contractos politicos solemnes8 ,os mon>*as portuguezes da edade m$ia reconhec]am e/>em limitados os dev]es dos povos e os proprios direitos1 por essas c>tas con/itucionaes1 que reunidas eram o complexo d direito publico d paiz1 e que t9ham em si proprias z g>antias da realidade3 os seus successores proclam>am o pr9cipio contr>io e d]iv>am d'ahi a manife/ao d pod] publico4 ,como agrupaes vs e/as duas idz que se excluem1 que se negam8 ,como unis a morte vida8 ,como ousaes diz]3 p]t5cem-nos sete seculos8 ,a vs8 dem5tes6 ,o primeiro monum5to grave da vossa hi/oria1 o primeiro resultado practico das vossas adoradas d\tr9as a inquisio4 ,a inquisio no foi filha da p]v]sidade da curia romana1 que tem sobejos crimes p>a que no se lhe attribuam os alheios4 ,a inquisio foi um calculo frio e f]oz d absolutismo de ,d4 ,joo ,,iii 7e/e vosso3 gu>dae-o7 que e/ava pobre pela sua falta de juizo e pelas vaidades pat]nas4 ,quiz queim> os judeus p>a os r\b>1 e p$iu lume a ,roma1 que lh'o recus\ l>go tempo1 porque no ignorava p>a que elle o p$ia4 ,qu&o quiz]des z provas d'isso1 fallae2 j se sabe1 entrel9hadas1 supprimidas1 respanadas1 viciadas segundo o velho co/ume de que nos accusaes com z provas na mo1 como bons e v]dadeiros jesuitas4 ,absoluti/as1 vs acceitaes a solid>i$ade d passado3 po/o que no possaes reclam> s5o a d que vos p]t5ce4 ,falamos por isso comvosco1 no p>a apont> uma ou outra man*a no vosso pr$om9io1 como vs mode/am5te imag9aes1 mas p>a vos diz] o que elle foi na sua ess5cia4 ,comea/es1 insult&o o evangelho1 por queim> aquelles que no adoravam ,deus vossa guiza1 e t]m9a/es1 mat&o s ma*adadas prisioneiros in]mes1 diante dos quaes1 armados1 tantas vezes t9heis fugido4 ,na vossa hi/oria o espectro da tyrannia esconde a fronte no fumo da c>ne humana1 assada p>a o sancto rei ,d4 ,joo ,,iii t] d9heiro1 e firma os ps nas poz de sangue1 sobre os ossos triturados e z c>nes esmagadas pelos ma*ados dos bravos que to val5tem5te fugiam das nossas bayonetas4 ,mas o vosso p$e/al e a vossa cora so comp>ativam5te d\s dixes infantis4 ,o crime imp]doavel1 sem nome1 pelo qual a po/]idade vos ha de escrev] a maldio sobre a campa1 o t]des vivido abraados durante tres seculos com esse espectro da tyrannia4 o t]des arra/ado aos ps dos cortezos1 dos conegos de ,gil ,vic5te1 dos ,pegas1 dos bobos regios1 dos frades gordos1 luxuriosos e hypocritas1 de que nos fala o viso-rei ,d4 ,joo de ,ca/ro na sua correspond5cia in$ita1 7viciada por ns1 j se sabe71 z velhas lib]dades d paiz1 z lib]dades d povo1 que qu]ieis espoli> sem que vos resi/isse1 conc$5do-lhe ap5as1 se e/aveis de pa*orra p>a d> g>galhadas1 o direito dos gemidos4 ,qu&o o vosso idolo vos fugiu das mos1 qu&o a espoliao1 regio-fidalga1 cl]ical e desemb>gatoria pass\ p>a mos ca/elhanas1 que vos tract>am como vs t9heis tractado o povo durante oit5ta annos1 veiu-vos1 excell5tissimos e rev]5dissimos s5hores1 um accesso mom5taneo de febre lib]dadeira4 ,incumbi/es ento um frade ignorante de vos r$igir um codigo imag9>io1 em que todas z in/ituies sociaes da edade m$ia e/o desm5tidas1 e em que at o regicidio elevado altura de pr9cipio politico4 ,porque fize/es i/o8 ,porque entre vs e z epo*as de lib]dade havia um abysmo insondavel2 porque o seculo que prec$ra se divorciava da antiga mon>*ia1 em que os povos no precisavam d regicidio p>a def5d] os seus fros1 de que s =am privados por uma s]ie de traies cob>des e indignas4 ,na v]dade depois de sacudido o jugo e/ranho repres5ta/es uma f>a p>lam5t>1 e depois outras f>z analogas4 ,sempre go/a/es de galh(a1 como succ$e a todos os m&ries1 que comem bem e dormem commodam5te cu/a d suor alheio4 ,vi]am folia politica os procuradores d povo1 eleitos tambem pelo cl]o e nobreza das cidades e villas3 vi]am ahi os padres e os fidalgos4 ,apraziam-vos e/es espectaculos em que o povo fazia o papel de urso4 ,que importa que no preambulo das crtes de #afda1 se escrevesse a d\tr9a da sob]ania nacional sobre os proprios reis4 ,era o horror da tyrannia1 que tambem vos fiz]a exp]im5t> como morde1 quem vos arrancava e/a concesso !orica1 reproduzida por ,velasco de ,g\va1 no livro com que a vossa recondita erudio nos assass9a8 ,p]guntae-o aos vossos cabelleiras d absolutismo4 ,essa d\tr9a foi decl>ada depois illusiva1 ob e subrepticia1 atroz e sacrilega1 introduzida n'essas crtes e no livro de ,velasco1 pelo syn$rio mon>*omaco dos jesuitas2 porque de adv]tir que o jesuitismo e o absolutismo &>am sempre s unhadas1 emquanto os ,franzonis e os ,autonellis no os jungiram com a mesma soga1 p>a trabalh>em na v9ha d ,s5hor com a b5o c>d9alicia4 ,entre p>5!sis4 ,os jurisconsultos de ha cem annos p>eciam-se convosco1 d\tores da ,nao4 a mesma logica4 ,regeitavam z idz jesuiticas sobre o direito dos subditos p>a deporem os reis1 e acceitavam z crtes de ,lamego1 o codigo d frade b]n>do1 onde se proclama o regicidio4 ,o absolutismo tem ao m5os uma gloria3 a de v]ific> em si um milagre3 o de s] ao mesmo tempo pr(undam5te atroz e sob]anam5te ridiculo4 ,vamos1 sabi*es6 ,que o que vale8 ,so z d\tr9as d syn$rio mon>*omaco de ,velasco e d frade regicida1 ou o direito div9o8 ,podemos esgan> de vez em qu&o o nosso reizito1 se reconhec] supremacia e/ranha2 depl-o1 se no nos &> a geito1 ou pelo contr>io inviolavel a legitimidade da mon>*ia8 ,e dizeis vs que haveis de morr] no vosso po/o6 ,qual po/o1 nem qual morte1 nem qual c>apua8 ,quem ha-de agora mat> meia duzia de patetas1 que p>ecem m&ados de proposito pela ,provid5cia p>a div]tim5to d'e/a t]ra1 no meio das mgoas e afllices que lhe causa o cabralismo8 ,sabeis o que so1 alem de f>z1 z vossas crtes de #afda1 e z outras crtes d absolutismo8 ,so um monte de inepcias em direito politico4 ,depois de proclam>em a sob]ania nacional por ordem dos jesuitas1 os absoluti/as de #afda e/abeleciam que o te/am5to de um rei era uma con/ituio1 d'onde d]ivava a legitimidade de outro rei por direito incontrov]so6 ,def5sores d absolutismo1 buscae nas actas p>lam5t>es da edade m$ia1 alguma passagem em que os m&at>ios dos concelhos de ,portugal decl>em1 como os tit]es de #afda1 que a demisso dos tributos viol5tos1 impo/os tyrannicam5te pelos reis de ,ca/ella1 era uma lib]alidade1 uma magnific5cia1 uma m]c d'el-rei4 ,onde a*aes vs l e/a l+uagem de ,baixo-,imp]io8 ,l oppunham-se os aggravam5tos dos concelhos aos abusos d pod]4 ,era a di/ancia que vae de uma epoca de lib]dade a outra de s]vido4 ,a s]vido1 a s]vido6 ,eis o gr&e crime dos tres seculos que vos p]t5cem4 ,p5saes vs que nos importam1 consid]ados em si1 os adult]ios da mulh] de ,affonso ,,vi1 ou que ,d4 ,joo ,v dormisse em ,odivellas1 ou cantassem n'aquella be/ialidade ar*itectonica de ,mafra1 cem ou duz5tos frades comiles e ignorantes8 ,importa-nos tudo isso porque vs1 que nos accusaes de no hav]mos feito nada em dezoito annos1 no fize/es cusa n5huma em tres seculos1 s5o consumir a sub/ancia publica em devassides e em bugi>ias2 s5o queim> judeus p>a os r\b>1 e p]seguir-vos uns aos outros1 jesuitas e absoluti/as1 qu&o vos falt\ o judaismo p>a cev> os vossos in/9ctos sangu9>ios4 ,o que nos importa que vs1 legitimi/as de agua doce1 repres5taes a illegitimidade de tres seculos3 a tyrannia conv]tida em pr9cipio politico1 por velhacadas desemb>gatorias que havemos de vos cont> um dia1 e pela +ratido fem5tida da dyna/ia manuel9a p>a com o povo1 que to leal havia sido mon>*ia nas suas luctas com os padres e fidalgos d'e/a t]ra4 ,importa-nos que1 accus&o-nos di>iam5te de de/ruidores dos ?ronos1 t5des e/ampada na fronte d vosso jornal a lei regicida d frade b]n>do1 e que ento&o hymnos lealdade1 ao realismo d alto cl]o e da fidalguia1 ousaes mett] no peitilho da r\peta os quatro seculos de lib]dade1 durante os quaes o unico exemplo de um rei atirado d ?rono p>a o exilio1 e sub/ituido por um pr9cipe e/rangeiro1 7e/rangeiro segundo z vossas d\tr9as7 foi dado pelo alto cl]o e pela nobreza1 em quanto o povo combatia a favor de uma illu/re desdita4 ,importa-nos pag>-vos a divida d p>tido lib]al1 que e/aes insult&o refalsadam5te1 porque tem tido a desgraa de hav]em obtido o pod]1 pelos meios ess5cialm5te absoluti/as da corrupo e da viol5cia1 hom5s cujas d\tr9as prcticas de gov]no so z vossas1 e contra z quaes t5des vi/o prote/> a maioria d p>tido lib]al1 com a palavra e com o f]ro1 d mesmo modo que o fiz]a contra vs4 ,importa-nos que p5seis p>vam5te ao vr-nos regeit> a an>*ia ou a demagogia1 t] descob]to nas nossas idz contradices mon/ruosas4 ,importa-nos que en*aes z bo*e*as com z vossas cr5z1 escrev5do ao signal das *ibatas dos vossos s>g5tos1 adoradores da c5sura1 da abnegao s]vil das proprias idz1 e t5do op9ies uni=mes por que e/o /]eotypadas nas capellas e sacri/ias4 ,importa-nos que1 no vos mov5do impulsos de convices espontaneas1 qu&o vdes na impr5sa z provas de que o sac]docio vem audazm5te insult>1 n'um conv5io insol5te1 z regalias d imp]io civil1 7a su/5tao das quaes o unico ponto em que so acordes z d\tr9as politicas dos sete seculos da mon>*ia7 vos caleis cob>dem5te1 p>a no t]des de despir a r\peta de sancto ,ignacio1 ou de tir> a cabelleira desemb>gatoria1 ao que essa que/o =osam5te vos con/rang]ia1 prov&o assim que os vossos en?usiasmos mon>*icos1 o vosso patriotismo1 so ap5as hypocrisias necess>ias p>a vr se grangeaes de novo z comm5das e z preb5das1 os qu>tos e z jugadas1 z alcaid>ias-mres e z capitanias-mres1 os bispados e z conezias1 e os b5eficios succul5tos4 ,sic valeas ut f>9a es4 ,,iv ,z pre/aes =aleiras e a fidalguia ,os s]vos volunt>ios e p]petuos1 os que v5d]am alma e corpo tyrannia1 insultam-nos a ns lib]aes1 e cospem sobre z c9zas de ,d4 ,p$ro1 porque no quizemos que e/a t]ra de ,portugal fosse uma va/a gleba de adscriptos que trabalhassem p>a suas excell5cias rev]5dissimas4 ,os b5s da cora1 o patrimonio publico1 os tributos locaes eram propri$ade d'esse grupo de nobres luxu>ios1 que enlameavam com o rod> dos seus co*es1 com o galop> dos seus cavallos1 o homem laborioso curvado p>a o slo desde que o sol rompia at que desapp>ecia no occaso4 ,assim nol-o affirmam4 ,debalde nossos avs1 os villos1 prote/>am contra a accumulao dos tributos g]aes e dos locaes1 debalde a mon>*ia1 a propria mon>*ia absoluta1 fazia record> nas leis e nos actos1 que a r5da publica no era1 no podia s]1 patrimonio dos donat>ios2 os d\tores da ,nao1 esses ,pegas que nos atiram a proposito de tudo com a sua sab5a juridica1 que nos falam nas manuel9as e nas philipp9as1 nas extravagantes1 e nas leis de ,d4 ,jos1 decl>am que os b5s da cora eram d dom9io dos comiles1 alcunham-nos de communi/as e1 qu&o dizemos a esses illu/res s5hores que vo trabalh>1 respondem-nos em nome d'elles que os espolimos j d fructo d trabalho dos seus antepassados1 e que qu]emos que trabalhem de novo p>a de novo os r\b>mos1 porque o primeiro r\bo no satisfez z ambies de todos ns4 ,o que mais admiravel n'e/as palavras absurdas1 a dem5cia ou a imprud5cia8 ,m5ts1 porque todas z leis1 todos os actos d pod]1 desde a lei m5tal at lei sobre confirmaes d #agfi1 vos e/o diz5do que z t]ras1 os direitos dom9icaes1 os tributos locaes1 z jurisdies1 z r5das1 tudo emfim1 quanto fra havido da cora pelos donat>ios1 era em seu pod] um simples uso-fructo1 que o rei podia faz] cess> por solemne1 p]petua1 incondicional1 que fosse a concesso4 ,d'onde v9ha1 pois1 esse direito de propri$ade de que falaes1 em contradico no s com o direito publico d tempo da lib]dade1 mas at com z leis1 com z d\tr9as e com os actos d absolutismo8 ,d'onde v9ha essa propri$ade1 causidicos dos orgulhosos comiles1 e m&ries das arm>ias e dos repo/eiros8 ,da prescripco8 ,mas vs1 d\tores da ,nao1 ignoraes que a9da nas vossas crtes de #afda1 se proclam\ a d\tr9a de que contra o paiz no ha prescripo1 emquanto elle no tem lib]dade p>a reclam>1 e esqueceis que a tol]ancia dos povos durante os seculos ,,xvi1 ,,xvii e ,,xviii1 c]ca da ladroice com que eram malb>atados os b5s da cora1 no significa o seu cons5so1 mas sim os t]rores d absolutismo8 ,vs p5saes que os r$actores d ,paiz so os dos jornaes d conde de ,?om>1 aos quaes vs ousa/es diz] que z crtes de ,lamego haviam sido invocadas a favor de ,d4 ,ca?>9a em #aeej1 antes de z inv5t> o frade b]n>do1 e que no s\b]am punir-vos d'e/a falsificao8 ,m5ts qu&o dizeis que ns qu]emos que os fidalgos trabalhem p>a os espoli> de novo4 ,falta a primeira espoliao p>a d'ella inf]irdes a segunda4 ,o decreto de #ac de ago/o que respondeu def9itivam5te aos aggravos dos nossos avs1 os canalhas d tempo de ,d4 ,f]n&o1 de ,d4 ,joo ,i1 de ,affonso ,v2 que torn\ uma realidade prctica1 em h>monia com a sci5cia economica e fiscal das eras mod]nas1 z promessas d'aquelles pr9cipes e o direito que elles reconheciam nos povos1 se teve algum defeito foi o s] nimiam5te g5]oso com os donat>ios1 com os excell5tissimos filhos d sol e netos da lua3 foi a hom5agem que os ladres d ,m9dello pre/>am ao trabalho e morig]ao1 aos nobres que haviam sabido tract> d'esses b5s mal-havidos por seus antepassados1 inve/9do-os no dom9io allodial dos pr$ios que desfructavam at ahi por uma posse mal-segura1 mas que1 como bons economos1 como hom5s de co/umes regul>es1 os cultivavam por si ou por seus r5deiros1 e no t9ham ali5ado o dom9io util d'elles por titulos p]man5tes4 ,o decreto de #ac de ago/o no p]gunt\ se os que auf]iam proveitos das suas disposies1 eram lib]aes ou absoluti/as2 lib]t\ o solo e honr\ a morig]ao e o trabalho4 ,o p>tido lib]al deix\-vos1 excell5tissimos1 aquillo de que segundo z vossas leis t9ha direito de priv>-vos4 ,os descamisados1 os hom5s d povo que o absolutismo trazia subjugados pela mis]ia1 e a classe m$ia em cujos b5s patrimoniaes e adquiridos licitam5te1 vs vos ceva/es durante c9co annos pelos seque/ros1 pelas peitas dadas aos vossos esbirros togados1 p>a conc$]em um p\co de ar nas masmorras1 e pelas luvas p>a troc>em a =ca pelos presidios de ,africa1 podiam aju/> contas comvosco1 expuls&o-vos d'esses b5s mal-havidos p>a se res>cirem de lhes hav]des r\bado tudo1 inclusivam5te a camisa1 recordaes gloriosas1 em que se e/riba o vosso direito de lhes *am>des descamisados4 ,os descamisados p]guntam-vos pela nossa bocca quanto r5d]am na almo$a dos seque/ros1 z camisas repassadas d suor da agonia1 qu&o despi/es os m>tyres da lib]dade en=cados no campo de ,sanct',anna1 na ,praa-,nova1 no ,ces d ,tojo1 no ,ces d ,sodr8 ,quanto r5d]am z camisas dos m>tyres da lib]dade fallecidos nos presidios pe/if]os da ,africa e nas casa-matas de ,s4 ,julio e de ,cascaes1 z dos mortos a pu ao s]em conduzidos das enxovias d ,porto p>a z de ,lamego1 e z dos presos assass9ados nas outras cadz d re9o8 ,quantas orgias fize/es no fundo das sacri/ias1 nas alcovas soturnas dos palacios com esse d9heiro8 ,z dos prisioneiros mortos a ma*ado1 essas haviam de e/> muito desp$aadas4 ,p\co deviam val]4 ,ns vamos traar-vos em rapido esboo os titulos da vossa propri$ade1 que vos convidmos a desm5tir4 ,a faz5da publica d paiz consi/ia na sua origem em propri$ades1 cujos cultivadores pagavam fros1 p5ses1 quotas por um sy/ema assaz v>iado e complexo1 nos tributos dos concelhos1 pagos pelo uso-fructo d slo1 e por um sy/ema analogo1 nas multas judiciaes1 nas portag5s ou direitos de b>reira das villas e cidades1 e f9alm5te nos impo/os das alf&egas m>itimas4 ,os tributos indirectos1 os cobrados nas alf&egas e b>reiras recahiam pela sua natureza sobre todas z classes4 ,dos tributos directos eram is5tos os nobres4 ,nas honras e c\tos no entrava o ag5te fiscal nem o judicial4 ,p>a z despezas d e/ado pagava o homem laborioso2 o nobre m&rio no t9ha nada com isso4 ,o s]vio milit>1 o tributo de sangue e/ava regulado pelo mesmo pr9cipio4 ,organisados os concelhos1 os seus habitantes1 divididos em cavalleiros1 be/eiros e pees1 segundo a sua =tuna1 ou a natureza ant]ior da sua propri$ade1 eram arrolados p>a o s]vio da gu]ra1 ou p>a os trabalhos de =tificao1 que se consid]avam analogos4 ,armavam-se1 compravam cavallos e su/5tavam-se sua cu/a1 salvo se a gu]ra ou os trabalhos se protraiam demasiadam5te4 ,os nobres eram is5tos da defeza da patria1 salvo o caso de uma recomp5sa4 ,a maxima p>te da r5da publica n'isso se consumia4 ,os ricos-hom5s gov]nadores civis e milit>es dos di/rictos1 recebiam uma gr&e p>te dos tributos locaes1 e di/ribuiam a p]cepo das r5das dos b5s publicos pelos cavalleiros1 a cada um sua alda1 sua poro de cazaes1 etc4 ,a i/o *amava-se pre/amos4 ,os alcaides-mres1 *efes milit>es1 e at c]to ponto civis dos concelhos1 haviam pelo seu s]vio uma poro de r5das4 ,e/e sy/ema pr(undam5te inju/o1 segundo z idz de hoje1 no f]ia ento os espiritos4 ,o nobre t9ha o direito de no support> enc>gos na sua propri$ade patrimonial1 e de no def5d] a patria2 o villo devia pag> e s]vir1 e a9da com o seu d9heiro comprava o s]vio dos illu/res suissos d'aquelle tempo4 ,rico-homias1 pre/amos1 alcaid>ias1 tudo era movel3 o rei tirava-o1 dava-o1 trocava-o a seu bel-praz]2 porque nada d'isso passava em rigor de um sy/ema de subv5es pessoaes4 ,entre ns no havia nada que recordasse a fixidade d feudalismo4 ,gradualm5te e/es enc>gos e concesses =am-se torn&o m5os moveis2 mas a h]$it>i$ade feudal nunca se introduziu3 mesmo qu&o os filhos succ$iam aos paes1 os e/ylos e z leis recordavam que tudo isso era accid5tal1 tempor>io1 dep5d5te da vontade d pod] c5tral1 d pr9cipe4 ,mas tambem gradualm5te se introduziu um abuso4 s r5das publicas proc$idas das imposies directas sobre o solo1 dadas a qualqu] nobre e depois d'elle a seus filhos1 =am-se p\co a p\co consid]&o como m]cs graciosas1 e d'ahi nasc]am os soldos1 z quantias dos nobres1 i/o 1 um v5cim5to em d9heiro p>a s]virem o paiz4 ,dizemos quantias dos nobres porque tambem os villos t9ham quantias1 mas negativas2 i/o 1 avaliavam-se-lhes os b5s p>a na proporo d'e/es t]em armas e cavallos1 s]em b/eiros ou lanceiros1 p>a =m>em1 digamos assim1 a cavall]ia1 a infant]ia pezada e a infant]ia ligeira1 tudo gratuito4 ,introduzido aquelle abuso dos soldos1 a economia d'e/a organisaco fic\ s5do3 o povo pag> na proporo dos seus meios1 e s]vir milit>m5te na mesma proporo3 os nobres s]em is5tos de tributos e de s]vio milit>1 ao passo que1 como hom5s de gu]ra1 comiam uma boa poro da r5da publica em soldos1 e outra p>te como donat>ios da cora4 ,nos f9s d seculo ,,xiv e/e iniquo sy/ema de p]cepo e di/rbuio da r5da publica1 t9ha tomado propores to espantosas1 que a pr9cipal mat]ia dos aggravam5tos popul>es1 nas div]sas assemblz de crtes d re9ado de ,d4 ,f]n&o1 e/e assumpto4 ,ahi o rei reconheceu a ext5so d mal1 e prometteu at onde fosse possivel rem$io1 que na v]dade era difficultoso1 att5to o pod] da nobreza4 ,na revoluo de ,d4 ,joo ,i1 uma gr&e p>te da nobreza1 ou seguiu a p>cialidade de ,ca/ella1 ou se mo/r\ avessa ao me/re de ,aviz4 ,os fidalgos1 porm1 no se esquec]am no meio dos transes e mis]ias porque a nao passava na lucta gigante que empreh5d]a1 de cons]v> intacta a malv]sao da faz5da publica4 ,emquanto z d]ramas e z sizas v9ham pelas necessidades da gu]ra aggrav> a sorte d povo1 a fidalguia invocava o passado p>a que se lhe pagassem z quantias em d9heiro1 e z t]ras se lhe dessem gratuitam5te1 p>a s] m]c acabada4 ,d4 ,joo ,i commettra a atrocidade de resolv] com o povo em cortes1 que aos fidalgos que s]viam na gu]ra se lhes descontassem z quantias nos r$ditos das t]ras de que eram donat>ios1 j se sabe1 com5do elles o re/o de mo-beijada1 porque esse re/o no se dividia em pre/amos p>a pag>em a outros cavalleiros que os seguissem na gu]ra1 segundo a organisao primitiva4 ,era s o s]vio pessoal que por essas t]ras se exigia dos illu/res suissos dos seculos ,,xiv e ,,xv4 ,os villos1 esses combatiam de graa1 l e/avam p>a su/5t> com a bola e com o corpo1 a indep5d5cia d paiz4 ,esse vil e esc&aloso requ]im5to da nobreza l e/ impresso ha muitos annos na ord5ao affons9a4 ,vs1 d\tores da ,nao1 conhec]eis melhor a philipp9a1 o codigo d rei e/rangeiro1 mas ns conhecemos melhor a affons9a1 o codigo d rei portuguez4 ,sabeis vs1 como a nobreza se des=rava da falta de despa*o sua petio8 ,o sancto ,nunalv>es1 os me/res das ord5s e os outros fidalgos1 r\bavam os mantim5tos nas povoaes por onde passavam3 os alcaides-mres em vez de pag>em s gu>nies dos ca/ellos1 p$iam g5te dos concelhos p>a os gu>d>2 e os s5hores qu&o se a*avam n'alguma povoao com hom5s de armas1 ba/antes p>a sope> os villos1 deixavam-se fic> ahi1 com5do e beb5do sem pag> e =&o mulh]es4 ,l t5des essas gloriosas pag9as da nobreza nas crtes de #acig4 ,o desb>ato gradual da r5da publica pelas mos dos fidalgos1 fez app>ec] o sy/ema dos tributos g]aes directos3 a pr9cipio pelos p$idos reaes1 que eram em rigor o mesmo que o rec5te impo/o de rep>tio1 que ha p\cos annos se quiz introduzir no paiz1 com a diff]5a de que os p$idos s se rep>tiam entre os concelhos4 ,z sizas =am o primeiro tributo g]al directo que abrangeu tudo4 ,sobre e/as bases se fund\ o sy/ema das contribuies g]aes1 de que o e/ado subsequ5tem5te viveu4 ,nas crtes d seculo ,,xv1 como nas d ant]ior1 o povo prote/\ sempre contra a disp]so dos b5s da cora4 ,a mon>*ia dava-lhe razo1 promettia em5da1 e alguma c\sa *eg\ a faz] por vezes1 mas insuffici5te e e/ragada d'ahi a p\co por influ5cia dos pod]osos4 ,ha uma obs]vao s+ul> a e/e respeito4 ,o povo em vez de exigir a organisao dos impo/os g]aes1 e a suppresso dos *amados direitos reaes que con/ituiam o grosso dos b5s da cora1 qu]ia que se despojassem os donat>ios1 e que o e/ado vivesse das suas r5das primitivas4 ,era um erro economico1 mas que provava o des9t]esse dos villos1 e quanto elles amavam z in/ituies de lib]dade1 com que e/ava ligado por muitos modos1 aquelle sy/ema da imposio antiga4 ,o absolutismo triumphante poz emfim ordem n'e/as grit>ias popul>es4 ,o paiz fic\ dotado com d\s sy/emas tribut>ios3 o primitivo p>a os fidalgos e desemb>gadores com]em1 pag&o-se-lhes alm d'isso o s]vio que faziam3 p>a os fidalgos e desemb>gadores comeados por m]c acabada1 como diziam os virtuosos avs de suas excell5cias e rev]5cias3 o outro sy/ema p>a se pag> aos que comiam os fructos d antigo1 e p>a o re/o das despezas d e/ado4 ,como se i/o no ba/asse mett]am-lhes na b>riga os dizimos e os outros r5dim5tos das comm5das1 preb5das e b5eficios4 ,realm5te1 os absoluti/as teem razo de *or> pelos bons tempos4 ,aquillo era uma delicia4 ,e/e seculo de f]ro s foi feito p>a os demagogos e p>a os p$reiros livres4 ,e crem os pantales que em fal&o em duas ou tres batalhas1 em d\s ou tres nomes hi/oricos1 em ,ourique1 em ,aljub>rota e em ,montes-,cl>os1 em ,m>tim de ,freitas1 no ,conde/avel e em ,affonso d',albuqu]que1 na ,sancta religio1 no amor das nossas c\sas antigas1 teem feito tudo2 teem-nos mettido pelo *o abaixo1 esmagados pelo peso de tantas m>avilhas4 ,p5sam que ao lado da hi/oria dos conv5tos1 das ca!draes e dos palacios1 no se escreve a da *\pana1 a d homem de trabalho8 ,p5sam que se esses nobres s5hores teem os seus regi/os espl5didos e luxu>ios1 o povo no tem tambem z suas humildes memorias de espoliaes1 de aggravos1 de s(frim5tos8 ,enganam-se4 ,tem-nas1 e l-z4 ,por isso impossivel a volta d absolutismo4 ,e crdes vs que e/a g5te insaciavel1 *eg\ a compreh5d] o patriotismo e a abnegao8 ,abri z *ancell>ias de ,philippe ,,ii1 v]eis que ella sacrific\ sempre ao egoismo e cubica4 ,l a*>eis os f]retes que o rei ca/elhano poz em tantas familias illu/res por seus avs e pela sua situao4 ,l e/o os preos porque cada alcaide-mr1 cada titul>1 cada desemb>gador v5dia e/a t]ra ao e/rangeiro1 em quanto a canalha1 a villanagem1 combatia e morria nas espadas e lanz dos soldados d duque d',alva1 p5s&o t] um novo ,d4 ,joo ,i no prior d ,crato1 o mis]avel que tractava tambem com ,philippe ,,ii sobre o preo d'esse povo g5]oso1 que cria n'elle1 porque era da raa dos seus pr9cipes4 ,depois de sess5ta annos de oppresso1 em que o paiz receb]a duras lies1 crdes que os donat>ios da cora apr5d]am a am> a patria e a morr] por ella4 ,qu]eis o rev]so dos qu>5ta conspiradores de #afdj1 muitos dos quaes v+>am com a revoluo aggravos p>ticul>es8 ,no vos fal>emos das conspiraes fidalgas e episcopaes contra ,d4 ,joo ,,iv4 ,p$imos-vos s que leiaes um p>ec]1 hoje impresso1 d procurador da cora1 ,?om ,p9heiro da ,veiga1 um dos mais v5]ados e v5]aveis c>act]es d'aquella epo*a4 ,vianna1 no meio da excitao popul> que a revoluo produzira1 teve uma saudade1 uma velleidade das suas g>antias da edade-m$ia4 ,lembr\-se dos tempos em que p]t5cia ao povo em muitos concelhos d typo de ,salamanca1 que fra o da sua origem1 a in/ituio electiva d seu *efe milit>1 d seu alcaide-mr4 ,p$iu-a4 ,?om ,p9heiro da ,veiga foi ouvido sobre a pret5o e vot\ por ella4 ,n'um impeto de indignao1 elle que t9ha por dev] reprimir e amaldio> 7como elle se exprime7 e/as pret5es da democracia1 viu-se con/rangido a ab5oal-z4 ,e porque8 ,lde-o4 ,porque os alcaides-mres comiam z r5das e desamp>avam os ca/ellos no f]vor da gu]ra1 sem ga/>em um v9tem na defesa1 no hav5do quasi n5hum1 que cumprisse os seus dev]es1 no que se p>eciam com os outros *efes milit>es1 os capites-mres1 que comiam os soldos e r\bavam os soldados4 ,elle ahi lana em ro/o aos avs de vossas excell5cias e rev]5cias1 o atro>em o pao com peties de b5s da cora1 sem faz]em c\sa n5huma4 ,s] ,?om ,p9heiro um dos ladres d ,m9dello8 ,bem sabeis que tambem f>iamos um livro contra vs1 se quizessemos desc] aos factos s+ul>es que mo/ram a corrupo espalhada l>gam5te entre a ari/ocracia dos tempos d absolutismo4 ,no quizemos s5o apres5t>-vos em gr&e1 a origem mon/ruosa d'essa propri$ade1 de que ns a espoliamos1 e mo/r>-vos quanto ella em massa era digna de que se cons]vassem d\s sy/emas tribut>ios no paiz3 um p>a o e/ado e outro p>a ella3 ambos1 porm1 tirados aos contribu9tes4 ,direis que com esses b5s da cora recomp5s\ o absolutismo os s]vios das comqui/as8 ,recomp5s\ v]dade2 mas foi os d'aquelles que v9ham curv> a fronte gloriosa corrupo cortez3 z almas altivas e nobres t9ham paga div]sa4 ,lembrae-vos de ,pa*eco1 de ,albuqu]que1 de ,cames4 ,depois s]viram elles nos tempos mod]nos p>a isso mesmo8 ,quantas alcaid>ias-mres1 quantos direitos regu5gueiros1 quantas t]ras da cora1 di/ribui/es pelos soldados da gu]ra p59sul>1 cuja sorte v9des hoje deplor> com lagrimas hypocritas8 ,fo/es sequ] busc> os b5s da cora a essas casas1 onde elles se t9ham tornado uma especie de patrimonio1 p>a recomp5s> aquelles que se batiam contra ns os salteadores d ,m9dello8 ,rep>ti/es sequ] a tunica popul> segundo z vossas idz de ju/ia politica8 ,respondei4 ,com o decreto de #ac de ago/o ,d4 ,p$ro cumpriu z promessas dos seus antepassados1 os reis da edade-m$ia2 mas cumpriu-z segundo z condies da civilisao mod]na3 aboliu o sy/ema tribut>io local e excepcional que s]ia hoje absurdo1 e que devorado pela nobresa era um duplicado esc&alo4 ,z c9zas de tantas g]aes de villos espoliados por seculos1 =am1 emfim1 v+adas pelo brao de um rei4 ,que qu]eis8 ,ns1 os vis1 por =a havemos de ab5o> a memoria de ,d4 ,p$ro4 ,dizei1 d\tores da ,nao1 v]dade ou m5tira aquillo que se escreveu nas actas das vossas crtes de #afda1 que no ha prescripo contra o re9o emquanto elle no tem faculdade1 nem lib]dade p>a reclam> os seus direitos8 ,outra vez3 respondei4 ,sabeis vs uma coisa8 ,se o decreto de #ac de ago/o podesse cont] disposies de uma rep>ao atroz1 no s s]ia preciso faz] cess> z pre/aes =aleiras1 mas tambem m&> trabalh> nos campos com z cadz da s]vido aos ps1 tres ou quatro g]aes de donat>ios de b5s da cora1 por conta das suas victimas4 ,nem assim1 talvez1 flc>ia comp5sada a oppresso e o esc&alo de alguns seculos4 ,v ,no mom5to em que escreviamos e m&avamos p>a a impr5sa o ultimo artigo1 em respo/a ao que a ,nao escrev]a contra ns1 a proposito das leis da dictadura de ,d4 ,p$ro1 mal imag9avamos que o ag5te publico int]v9ha na que/o1 p>a def5d] nos tribunaes a memoria d imp]ador1 se1 como crmos1 exacto o que se l hoje nas columnas d'aquelle jornal4 ,se o tivessemos sabido a tempo1 o nosso artigo t]ia sido supprimido4 ,desde o mom5to em que a auctoridade int]veiu no combate1 a que/o acab\ p>a ns4 ,d4 ,p$ro e a sua vida p]t5cem hoje hi/oria3 na nossa op9io o def5del-o ou aggr$il-o no p]t5ce ao m9i/]io publico4 ,crmos que sem neg> os seus deffeitos de homem1 t]iamos meios de o faz] vr a uma luz mais favoravel1 d que o viu a ,nao1 e que sab]iamos reiv9dic> p>a elle a ju/ia dos hom5s1 que apreciam os actos e os successos no s em si1 mas tambem nas suas causas e effeitos4 ,z reiv9dicaes da impr5sa so mais efficazes e uteis p>a os mortos d que z dos tribunaes4 ,na r$aco d ,paiz ha quem fosse soldado de ,d4 ,p$ro2 quem entrasse em mais de v9te combates sob o seu m&o supremo4 ,no lhe con/a que elle dsse nunca ordem aos seus soldados p>a que1 no recontro com os inimigos1 *amassem os (ficiaes de ju/ia p>a os pr5d]em1 ou os escrives p>a os aucto>em4 ,a ordem era lev> os sess5ta na patrona1 outros sess5ta no burnal1 e z bayonetas bem pulidas4 ,se z ord5s tivessem sido o inv]so1 o m9i/]io publico no t]ia hoje o incmmodo de accus> o jornal reali/a4 ,de hoje vante at que se conclua o processo da ,nao1 o orgo d p>tido d snr4 ,d4 ,miguel no nos ha-de encontr> mais no campo da impr5sa1 a9da mesmo qu&o nos aggr$isse4 ,a p]seguio sanctific\ e torn\ p>a ns inviolaveis os nossos adv]s>ios politicos4 ,os r$actors d ,paiz so em g]al pobres1 e os recursos de um jornal nasc5te so sempre limitados4 ,se1 todavia1 os ga/os de um processo1 ou o seu resultado na hypo!se de s] desfavoravel1 colloc>em a ,nao em emb>aos pecuni>ios1 ns rogamos s+ella e s9c]am5te aos seus r$actores que no se esqueam de que no escriptorio d ,paiz1 ho de encontr> alguns dos seus irmos na impr5sa1 po/o que seus inimigos1 e provavelm5te inimigos irreconciliaveis1 em op9ies politicas#b4 ,,repres5ta,o ,,da ,,cam>a ,,municipal ,,de ,,belem ,,ao ,,gov]no #ahed ,s5hor4 ,a cam>a d concelho de ,belem1 eleita p>a o bi5nio de #ahed e #ahee1 no mom5to de entr> no ex]cicio das suas funces1 ent5deu que o seu primeiro dev] faz] subir pres5a de ,v4,m41 uma exposio fiel da situao economica e adm9i/rativa d novo municipio1 e p$ir ju/ia p>a os habitantes d'elle1 sem o que a cam>a no se pod] habilit> p>a e/abelec] os seus meios de adm9i/rao e satisfaz] aos enc>gos que pesam sobre ella4 ,os v]eadores s5tem t] de di/rahir a att5o de ,v4,m4 e a dos seus m9i/ros1 dos negocios g]aes d ,e/ado p>a uma que/o puram5te local2 mas con/range-os a assim proc$]em a obrigao que teem de no trahir a confiana que n'elles deposit>am os seus concidados4 ,os decretos de #aa de setembro de #aheb1 que con/ituiram os d\s concelhos de ,belem e dos ,olivaes com o antigo t]mo de ,lisboa1 =am uma provid5cia b5efica2 mas =am a9da mais d que isso3 =am uma provid5cia ju/a no seu p5sam5to4 ,o ,gov]no reconheceu no respectivo relatorio a urg5cia e a ju/ia d'aquella m$ida reclamada pelos povos4 ,po/o que ahi no se p>ticul>isassem os fundam5tos d'essa ju/ia1 os m9i/ros que propoz]am e ref]5d>am aquelles decretos t9ham-nos por c]to pres5tes4 cam>a de ,belem cumpre1 todavia1 apont> os pr9cipaes p>a n'elles e/rib> z concluses mais importantes d'e/a repres5tao4 ,talvez em n5huma que/o de direito publico1 o legislador deva s] mais cauteloso em no f]ir o dogma da igualdade dos cidados p]ante a lei1 d que em mat]ia de tributos4 ,era todavia n'e/a relao que os habitantes d d5om9ado t]mo de ,lisboa1 p>eciam con/ituir uma classe de ilotas no meio da populao portugueza4 ,aos tributos g]aes d'e/e t]ritorio1 que entravam nos c(res d ,e/ado1 accresciam outros que con/ituiam pela sua indole e origem1 e pela sua importancia1 a melhor poro dos impo/os municipaes1 s5do necess>io a9da contribuir com uma s]ie de pesadas e v>iadas contribuies directas e indirectas1 que cons]vavam o primitivo de/9o1 p>a p]faz] a sua quota nos enc>gos g]aes d concelho de ,lisboa1 a que o mesmo t]ritorio &ava annexo4 ,por e/e modo os num]osos habitantes de algumas leguas quadradas em volta da capital1 ficavam n'essa p>te fra d direito commum4 ,na app>5cia1 e/a situao con/itucionalm5te impossivel1 v9ha a s] a mesma de ,lisboa1 onde z contribuies arrecadadas na rep>tio das ,sete ,casas1 so v]dadeiros impo/os municipaes que entram no !s\ro publico e de que o ,gov]no d$uz c]ta p>te p>a dotao d concelho4 ,mas em ,lisboa e/a excepo t9ha e tem um fim ju/o4 ,t5de a e/abelec] a igualdade p>ec5do de/ruil-a3 equilibra por excesso de enc>gos um excesso de vantag5s4 ,lisboa tem !atros1 aqu$uctos1 j>d9s1 monum5tos que cu/>am milhes tirados dos c(res publicos1 es*olas sup]iores1 academias1 museus1 biblio!cas1 tudo mantido cu/a d ,e/ado4 ,gr&e p>te das contribuies g]aes desp5dem-se no seu seio1 e a circum/ancia de s] o c5tro da adm9i/rao1 o foco d luxo e da civilisao d paiz1 d-lhe uma populao fluctuante1 que vem por mil modos consummir ahi boa p>te da r5da liquida da propri$ade e d trabalho nacional4 ,a applicao de uma poro das r5das d municipio a comp5s> b5eficios to cu/osos p>a o re/o d re9o como importantes p>a a cidade1 ju/a4 ,repetimol-o1 desigualdade app>5te n'e/e caso a igualdade real4 ,e/as consid]aes no eram nem so applicaveis ao t]ritorio circumadjac5te de ,lisboa1 di/ricto pela maior p>te rural1 cuja indu/ria agricola def9hava1 como bem adv]tiu o ,gov]no1 debaixo da presso inevitavel da fiscalisao dos impo/os de consumo4 ,aqui a desigualdade de situao1 relativam5te aos outros concelhos ruraes1 era palpavel e esc&alosa1 porque no t9ha n5huma das comp5saes que ju/ificam o gravame extraord9>io que pesa sobre a capital4 ,ba/ava comp>> d\s factos que e/avam pat5tes aos olhos de todos1 p>a conhec] a inju/ia que se practicava4 ,ao ponto que em ,lisboa os edificios arru9ados se re$ificavam e se multiplicavam z novas con/ruces2 emquanto ahi o comm]cio em grosso e de retalho e z indu/rias fabris cresciam a olhos vi/os1 na p>te urbana mais populosa d t]mo e que se consid]ava at como um bairro da cidade1 nas freguezias de ,belem e ,ajuda1 viam-se cair ou s]em d]ribadas z casas1 fe*>em-se lojas1 acab>em pequ5as indu/rias1 emfim todos os signaes de uma rapida decad5cia4 ,a oppresso e o excesso d impo/o faziam seu (ficio2 o que faltava eram os elem5tos de vida que annullam em ,lisboa os effeitos da desigualdade das contribuies4 ,taes deviam s] os fundam5tos pr9cipaes da desannexao4 ,a consequ5cia =osa d'e/a1 era equip>> os novos concelhos aos outros concelhos d re9o4 ,foi o que s se fez at c]to ponto1 deix&o-se cont9u> a subsi/ir a inju/ia na applicao p>a o !s\ro publico1 de uma p>te dos impo/os de sua natureza municipaes1 que at ento se cobravam pela alf&ega das ,sete ,casas4 ,os decretos de #aa de setembro de #aheb1 tiv]am por objecto b5efici> os habitantes d antigo t]mo4 ,negal-o s]ia neg> a v]dade4 ,o que no lhes fiz]am foi ju/ia inteira4 ,talvez se possa su/5t> a legitimidade d impo/o excepcional e gradativo1 que a lei e/abeleceu nas lic5z p>a a v5da de lquidos1 at c]ta di/ancia da l9ha de circumvallao de ,lisboa4 mat]ia essa que e/a cam>a a9da no exam9\ devidam5te e sobre que1 portanto1 no se julga habilitada p>a reclam>1 pod5do acaso consid]>-se tal tributo como uma trans=mao de p>te dos impo/os de consumo da capital1 que de n5hum modo se pod]iam cobr> nas b>reiras4 ,mas alem d'esse1 e/abelec]am-se outros d\s p>a os quaes a cam>a no a*a razo plausivel4 ,so os de dez reis em canada de v9ho1 v5dido a miudo e de qu9ze reis em arratel de c>ne v]de4 ,a disposio que os e/abeleceu1 r$uz9do os direitos que o t]mo pagava s ,sete ,casas1 importava um b5eficio1 uma concesso p>cial2 mas importava tambem um enc>go que nada pode ju/ific>4 ,no relatorio que prec$e um dos decretos de #aa de setembro relativos a e/e assumpto1 assev]a-se que a soluo dos impo/os especiaes que os novos concelhos cont9uam a pag>1 ju/a pelos b5eficios e cmmodos que lhes resultam d contacto com a capital4 ,quaes so os fundam5tos d'e/a affirmativa8 ,occult\-os o ,gov]no4 ,a cam>a procur\ ra/rial-os4 ,exam9&o a s]ie de factos em que ella se pod]ia e/rib>1 no a*\ s5o tres que no sejam insignificantes3 #a4o a segurana publica mantida n'uma pequ5a poro d seu t]ritorio pela gu>da municipal3 #b4o desnecessidade de um e/abelecim5to especial d'expo/os3 #c4o a proximidade d gr&e m]cado de ,lisboa p>a os productos da indu/ria agricola dos d\s concelhos4 ,fra d'i/o a cam>a no at9a com z vantag5s que possa traz] aos seus adm9i/rados a vis9hana da capital4 ,pelo que respeita ao s]vio de segurana publica1 feito n'uma pequ5a p>te d concelho1 a cam>a de ,belem1 uma vez que se faa inteira ju/ia1 pag> cora a melhor vontade pelo seu c(re1 a quota que se arbitr> proporcional ao s]vio da gu>da municipal de ,lisboa n'e/e concelho4 ,relativam5te aos expo/os o concelho de ,belem e/ igualm5te prompto a contribuir p>a a ,sancta ,casa da ,mis]icordia de ,lisboa1 d mesmo modo que contribue a cam>a da cidade1 gu>dada a relao das respectivas populaes1 alem de e/> c]to que a ,junta ,g]al d ,di/ricto no deix> de prov] n'esse caso1 con=me z attribuies que lhe conf]e o #g d art4 #baf4o d codigo ,adm9i/rativo4 ,reconhec5do essas vantag5s1 a cam>a de ,belem d um docum5to de boa f1 (f]ec5do-se volunt>iam5te a retribuil-z4 ,a mesma boa f a obriga1 porm1 a pond]> que o #c4o fundam5to que pde occorr] p>a a cons]vao de impo/os excepcionaes1 ou no exi/e ou comp5sado de sobra por desvantag5s reaes4 ,a populao dos novos concelhos de ,belem e dos ,olivaes uma populao pr9cipalm5te rural1 facto que no dev]ia t] esquecido na confeco das leis de setembro4 ,todos sabem que hoje o maior emb>ao da agricultura portugueza a escacez de braos4 ,t5do-se des5volvido muito em ext5so e p\co em int5sidade1 o augm5to progressivo d seu producto bruto1 resultado da maior area cultivada1 no e/ em h>monia com o des5volvim5to da populao agricola4 ,assim1 em quanto os productos da primeira indu/ria nacional cam9ham regul>m5te p>a a baixa pela sup]abundancia1 o sal>io t5de de contnuo a elev>-se4 ,no re9o em g]al a situao d prolet>io melhor\ e muito1 porm o cultivador por essas t5d5cias oppo/as de alta e baixa1 mas que conv]gem ambas em seu damno1 cada vez se v em maiores apuros e difficuldades4 ,e/e ph5om5o commum aggrava-se nas c]canias de ,lisboa por div]sas circum/ancias1 que ju/am5te proc$em da vis9hana de uma populosa capital4 ,a indu/ria fabril des5volvida em ,lisboa desproporcionadam5te com o re/o d paiz1 exceptu&o1 talvez o ,porto1 traz uma procura maior de braos1 que causa pod]osa d accrescimo d sal>io rural nos concelhos limitrophes4 ,depois o excesso de producco g]al mant5do um excesso de concorr5cia por toda a p>te1 exagg]a e/a no pr9cipal m]cado d re9o1 e a depresso dos preos torna-se correlativa d'essa exagg]ao2 por isso acontece1 no s equip>>em-se s vezes1 mas at a*>em-se mais b>atos os g5]os 7captivos de direitos7 na capital d que nos di/rictos remotos onde =am produzidos4 ,accresc5te-se a i/o a decad5cia no m]cado dos trigos durazios1 pr9cipal produco d antigo t]mo1 e a pref]5cia dada aos trigos ribeiros improprios d'e/es t]r5os2 accresc5te-se tambem a cont9ua de/ruio dos pom>es por uma enf]midade que no tem sido1 que no s] provavelm5te atalhada1 e pod]-se-ha calcul> se os novos concelhos1 debaixo de/as condies desfavoraveis1 indep5d5tes da sua proximidade ou no proximidade da capital1 mas peioradas pelas circum/ancias que nascem d'essa vis9hana1 devem s] on]ados com impo/os extraord9>ios4 ,na situao economica em que se a*a a agricultura1 de produzir c>o e v5d] b>ato1 a t5uidade d lucro s5te-se com dobrada =a na vis9hana da capital1 e essa vis9hana p>a z populaes agricolas1 longe de s] um bem um mal4 ,a maxima concorr5cia d num]>io em ,lisboa1 e o num]>io como outra qualqu] m]cadoria deprime-se pela concorr5cia2 ou por outra1 a vida torna-se mais c>a por esse motivo no s na cidade mas tambem nas suas imm$iaes4 ,ao passo porm1 que se d e/e facto1 occorre outro que com elle se comb9a4 ,a populao rural vis9ha de ,lisboa1 cuja civilisao mat]ial muito maior que a das prov9cias1 p>ticipa mais ou m5os d'essa civilisao1 porque a influ5cia d'e/a inevitavel e irresi/ivel4 ,d'ahi resulta p>a ella um maior num]o de necessidades a satisfaz] com o num]>io deprimido no seu valor de troca4 ,e e/e facto vem no s influir directam5te no bem e/> d propriet>io1 d agricultor1 d se>eiro1 d pequ5o comm]ciante1 dos contribu9tes1 em summa1 mas tambem associ>-se s causas g]aes e locaes da elevao d sal>io1 e a recair por outro modo indirectam5te sobre elles4 ,ha mais4 ,qu&o a aco fiscal das ,sete ,casas abrangia tambem o t]mo1 os c]eaes que v9ham de fra encontravam aqui um tributo que rigorosam5te con/ituia um dos *amados direitos protectores p>a os lavradores d'e/es contornos4 ,era o de #fj reis por arroba no g5]o1 ao passo que os c]eaes de lavra propria consumidos no t]mo no s(friam contribuio alguma de consumo4 ,sep>ados os novos concelhos1 os c]eaes e/ranhos vem concorr] livrem5te com os de produco local1 que alis tem de ir luct> com elles no m]cado de ,lisboa1 on]ados com os mesmos #fj reis por arroba que os outros pagam4 ,accresce a i/o outro inconv5i5te resultante da proximidade de um gr&e m]cado4 ,os c]eaes d ,ribatejo e ,alemtejo afflu9do capital1 deprimidos como se not\ j por uma concorr5cia excessiva1 a*&o ab]to o m]cado contiguo dos novos concelhos1 com um favor de quasi #ej reis por alqueire que lhes resulta da suppresso d direito fiscal n'e/es pontos1 e sem diff]5a de cu/o no transporte1 affluem naturalm5te aqui a9da mais d que a ,lisboa1 e augm5tam pelos effeitos de urna concorr5cia exagg]ada1 no m]cado int]no dos dictos concelhos1 os emb>aos g]aes e p>ticul>es em que laboram os agricultores d nosso t]ritorio4 ,a cam>a1 ,s5hor1 tem de adv]tir de passagem1 p>a que os seus desejos no sejam calurmniados e z suas idz mal int]pretadas1 que no suspira por direitos alguns protectores1 por leis d'excepo que favoream a agricultura d concelho de ,belem com detrim5to da alheia4 ,pelo contr>io e/ p]suadida de que a lib]dade da indu/ria e d comm]cio1 quanto mais ampla melhor1 hade vir a rem$i> os males que quasi sempre resultam da transio d antigo sy/ema de tropeos fiscaes1 p>a o sy/ema contr>io que o v]dadeiram5te protector4 ,a cam>a cr s] fiel int]prete da op9io dos seus repres5tados1 assev]&o que e/es pref]em a sua indep5d5cia municipal1 a essa unio absurda com a capital1 que t9ha por base a inju/ia e a iniquidade2 pref]em-na a essa r$e de vexames que fazia pes> sobre e/e t]ritorio a fiscalisao das ,sete ,casas e que eram uma fonte p]5ne de immoralidade e de crimes2 pref]em-na aos tributos desiguaes e sem razo d'exi/5cia com que e/avam on]ados4 ,o intuito da cam>a prov> que os que se decret>am so to inju/os como os que =am supprimidos1 porque z vantag5s da vis9hana de ,lisboa em que a dictadura se fund\ p>a os e/abelec]1 no exi/em ou so annulladas por desvantag5s que resultam da mesma circum/ancia4 ,ha1 ,s5hor1 um fado assaz significativo1 que se pr5de a e/a que/o1 e sobre o qual a cam>a de ,belem *ama a att5co dos m9i/ros de ,v4,m4 ,o t]mo fiscal das ,sete ,casas no abrangia s o t]ritorio dos concelhos novam5te creados3 e/5dia-se por freguezias de outros concelhos limitrophes4 ,acab&o com o t]mo1 e cre&o os novos impo/os s nos d\s municipios1 a dictadura lib]t\ indirectam5te de todos os onus extraord9>ios aquellas freguezias4 ,se isso era ju/o em relao a ellas1 como o s]ia tambem que ficassem ao mesmo tempo on]adas z que compem os concelhos de ,belem e dos ,olivaes8 ,n5huns motivos podem exi/ir p>a to flagrante desigualdade4 ,mas supponhamos1 ,s5hor1 que z consid]aes em que se e/riba a imposio dos novos tributos1 cuja suppresso a cam>a p$e1 eram exactas4 ,no desapp>ecem essas razes diante de outro facto da propria dictadura1 de que ella se esqueceu ao promulg> os decretos de #aa de setembro8 ,o ,gov]no contract\ a feitura de um cam9ho de f]ro que p>t9do da capital vai atravess> alguns t]ritorios mais f]teis d re9o4 ,os effeitos de uma tal via de communicao s]o o approxim>1 torn> contiguos1 digamos assim1 das portas da capital1 um gr&e num]o de ricos concelhos da ,extremadura e d ,alemtejo4 ,em relao ao contacto comm]cial entre e/a e muitos dos concelhos d ,ribatejo2 em relao facilidade de transportes1 e communicaes de toda a ordem1 esses concelhos fic>o mais p]to d c5tro de ,lisboa d que ,odivellas1 ,c>nide1 ,porcalhota1 o valle de ,oliveiras ou a ribeira de ,algs1 cujos cultivadores teem de conduzir os productos da sua indu/ria ou de ir busc> os objectos de que c>ecem1 por e/radas ord9>ias ab]tas imp]itam5te em enco/as ladeir5tas1 e/radas que no possivel mud> ou sequ] melhor>1 sem disp5dio de avultados impo/os municipaes4 ,se dos novos concelhos se devem tir> algumas dez5as de contos de reis porque e/o em proximo contacto com ,lisboa1 ou a igualdade dos cidados p]ante z leis tribut>ias uma fabula1 ou a esses concelhos corographicam5te mais remotos1 mas atravessados pelo cam9ho de f]ro1 se ha-de exigir uma maioria de impo/os1 tanto ou mais pesados que os creados pelos decretos de #aa de setembro1 p>a o t]mo desannexado e con/ituido municipalm5te4 ,mas ab/rah9do da exi/5cia ou no exi/5cia d cam9ho de f]ro1 temos um facto actual e no cont+5te1 que mo/ra com evid5cia o n5hum fundam5to de um impo/o especial nos d\s municipios d antigo t]mo4 o dos concelhos da m>gem esqu]da d ,tejo em fr5te de ,lisboa4 ,todos sabem que a facilidade de transporte e communicao pelas vias aquaticas ap5as inf]ior que proporcionam z e/radas f]reas1 e que em relao b>ateza esse meio de transito s vezes sup]ior ao d'e/as4 ,nos seus effeitos economicos a di/ancia de algumas freguezias dos novos concelhos ao int]ior da cidade1 empreg&o os meios ord9>ios de transporte1 pelos cam9hos communs1 e/ talvez n'uma razo quadrupla da di/ancia d',almada 7por exemplo7 ao c5tro da capital4 ,e todavia n+uem se lembra de faz] pag> aos habitantes d'aquelles t]ritorios um impo/o especial1 pela rapidez e facilidade das suas communicaes com ,lisboa4 ,a cam>a1 ,s5hor1 no p$e esses impo/os1 porque no p$e absurdos1 nem folga com os males e oppresses alheias4 ,reclama simplesm5te p>a os seus adm9i/rados o direito commum1 a lei da igualdade g>antida na ,c>ta con/itucional4 ,demon/rada a insubsi/5cia da razo d relatorio que prec$e um dos decretos de #aa de setembro1 re/a outra talvez m5os categoricam5te expressa no mesmo relatorio1 mas que era a mais =te em relao ao !s\ro publico4 ,o respectivo m9i/ro presuppunha uma dim9uio de r5da pelo facto da desannexao d t]mo4 ,ob/ava-lhe i/o suppresso de alguns direitos de consummo em ,lisboa1 mas influia tambem na cons]vao de p>te d'elles no antigo t]mo4 ,vem proval-o a discusso que h\ve na cam>a dos ,dignos ,p>es na sesso de #ac de ago/o de #ahec1 exclusivam5te relativa aos impo/os excepcionaes cons]vados nos d\s novos concelhos4 ,n'essa sesso o mesmo m9i/ro decl>\ que1 att5to o e/ado da ,faz5da1 a m5te d ,gov]no no fra effectu> uma r$uco no quantitativo dos impo/os1 mas unicam5te allivi> os vexames4 ,po/o que e/a decl>ao seja altam5te inexacta1 7vi/o que foi dim9uido o quantitativo na c>ne e no v9ho1 e sub/ituida a base d consummo pela da v5da1 o que pe a salvo d mesmo impo/o1 todos os que m&>em vir de fra d concelho aquelles d\s g5]os directam5te p>a o proprio consummo1 e vi/o que =am inteiram5te abolidos outros impo/os das ,sete ,casas1 no t]mo1 como os d azeite e d combu/ivel7 todavia a explicao t]m9ante quanto s consid]aes economicas que mov]am a dictadura a cons]v> nos novos concelhos uma p>te dos antigos impo/os4 ,alm da p]suaso de que era ju/o pag> mais pela contiguidade de ,lisboa1 z appreh5ses d ,gov]no c]ca de um desfalque na r5da publica1 em fr5te de um deficit1 obrig>am-no pois1 a no e/5d] a e/a p>te d paiz o b5eficio d direito commum4 ,sem discutir se licito invoc> motivos de tal ordem qu&o se tracta de um negocio de ju/ia ou de inju/ia1 porque se o acto ju/o z consid]aes de conv5i5cia ou inconv5i5cia so sup]fluas1 e se inju/o nunca ellas o podem legitim>1 a cam>a de ,belem acceita esse fundam5to4 ,se1 porm1 os factos vi]em prov> que a desannexao d t]mo1 longe de traz] um desfalque nas r5das cobradas pelas ,sete ,casas1 deu um resultado contr>io1 i/o 1 um augm5to de receita1 evid5te que esse mesmo fundam5to cae por t]ra1 e a cons]vao dos direitos nos novos concelhos fica r$uzida categoria de uma oppresso absolutam5te infundada4 ,e exactam5te1 ,s5hor1 o que se v]ifica4 ,tomado o r5dim5to das ,sete ,casas e ,t]reiro 7rep>ties unidas pelas re=mas de #aa de setembro de #aheb7 durante os primeiros seis mezes da nova organisao1 7setembro1 outubro1 novembro1 dezembro1 de #aheb1 janeiro e fev]eiro de #ahec7 a*a-se que o seu valor foi de #ecb3jihdba ris3 exam9&o porm os r5dim5tos das duas rep>ties sep>adas1 nos mezes correspond5tes de #ahea a #eb1 a*a-se que o das ,sete ,casas foi de #daf3jedebc ris e o d ,t]reiro de #gj3hididj ris1 o que p]faz um total de #dhf3ididfc ris4 ,assim a conc5trao da aco fiscal at l9ha da circumvallao1 onde essa aco possivel e efficaz1 produziu o effeito que devia produzir1 um augm5to de receita em seis mezes de #de3adhieh ris4 ,na v]dade1 os novos direitos creados sobre legumes e que subiram n'esse p]iodo a #e3dejefa ris1 r$uziriam o excesso a m5os de #dj contos3 mas deve-se att5d] tambem a que desapp>eceu d r5dim5to das ,sete ,casas a v]ba dos direitos de exportao de v9hos1 e alm d'isso1 por effeito da nova lei da sisa1 o producto d'e/a dim9uiu nos seis mezes de #aheb a #ec1 tomados por t]mo de comp>ao1 de #c3ejjjjj ris1 pod5do-se d$uzir da falta de uma v]ba e da dim9uio da outra1 que o sobr$ito accrescimo nos direitos de consummo1 exc$e muito os #de contos de ris4 ,taes so1 ,s5hor1 os factos e z razes que a cam>a municipal de ,belem submette consid]ao de ,v4,m41 c]ca dos impo/os extraord9>ios que fic>am pes&o sobre os novos municipios4 ,a abolio d'elles moralm5te necess>ia1 e de c]to o ,gov]no de ,v4,m4 no deix>1 vi/a das consid]aes expo/as1 de tom>1 p]ante o ,p>lam5to1 a iniciativa de uma modificao indisp5savel da lei1 cujo espirito e cuja int5o b5efica no possivel desconhec]4 ,a cam>a1 ,s5hor1 diz--int5o b5efica--e dil-o mui de proposito4 ,repet9do a9da uma vez que os habitantes d'e/e concelho tir>am vantag5s reaes dos decretos de #aa de setembro1 ella s5te que lhe cumpra repres5t> d5tro em breve a ,v4,m41 sobre z int]pretaes =adas que se tem dado s disposies cl>as e t]m9antes da lei1 p>a se grav>em os povos1 e abusos que se tem practicado e practicam1 p>a cons]v> em proveito p>ticul> os vexames de que1 na sesso de #ac de ago/o de #ahec1 o m9i/ro da faz5da assev]ava 7provavelm5te por falta de exactas in=maes7 e/>em livres os novos municipios4 ,n'e/a p>te a cam>a recorr] opportunam5te a ,v4,m41 p>a que de prompto se occorra a males1 cujo rem$io dep5de simplesm5te d executivo4 ,na pres5te supplica re/r+e-se a mo/r> os inconv5i5tes que s podem s] removidos pelo legislativo4 ,a insubsi/5cia dos motivos que se busc>am p>a cons]v> os novos concelhos n'uma situao excepcional produziu1 como era de esp]>1 disposies que na lei contr>iavam esses motivos4 ,a consci5cia de que realm5te os novos concelhos no deviam s] on]ados com os enc>gos especiaes que se lhes impoz]am1 inspir\ a prescripo d artigo #ab4o d decreto de #aa de setembro de #aheb1 exp$ido pelo ,m9i/]io d ,re9o1 no qual se e/atue que o ,gov]no d> annualm5te uma pre/ao s cam>as dos municipios novam5te creados1 equival5te despeza m$ia que ant]iorm5te fazia a cam>a de ,lisboa1 com a illum9ao e caladas no t]ritorio desannexado4 ,se na realidade os impo/os ento e/abelecidos eram uma conp5sao das vantag5s obtidas pela proximidade da capital1 se o ,gov]no qu]ia alem d'isso ob/> com elles a um augm5to de deficit1 a cam>a de ,belem no pde at9> com a razo porque se lhe havia de faz] um dom puram5te gratuito1 augm5t&o p>a isso o deficit em detrim5to commum da nao4 ,nem se diga que essa dadiva d$uzida da pre/ao conc$ida ao conselho de ,lisboa4 ,no importam p>a e/e caso nem a origem ou legitimidade d'aquella pre/ao1 nem a ju/ia das d$uces que n'ella se fazem4 ,o que importa que e/abelec5do a dotao que se de/9a a e/a cam>a1 a dictadura ou no e/ava bem firme nos pr9cipios que invocava1 ou desb>atava uma somma que alis dev]ia entr> nos c(res publicos1 faz5do donativo d'ella aos habitantes d antigo t]mo4 ,mas e/a disposio no s contradictoria com os fundam5tos das provises tribut>ias de um dos decretos de #aa de setembro3 tambem inexplicavel em si mesma4 ,ord5a-se ahi que z sommas dadas aos novos concelhos1 sejam calculadas pela m$ia da ant]ior despeza local1 de illum9ao e caladas4 ,porque1 porm1 essas duas unicas v]bas ho-de s] tomadas p>a base d calculo1 e no conjunctam5te a assaz avultada da limpeza1 a dos v5cim5tos1 etc48 ,se o ,gov]no ent5de1 contra z suas proprias decl>aes1 que receb5do d'e/es d\s concelhos p]to de #fj contos annuaes de contribuio extraord9>ia1 tem o dev] de prov] s suas despezas municipaes1 no por c]to com supprim5tos calculados arbitr>iam5te e muito inf]iores aos enc>gos locaes1 que rep>> a flagrante inju/ia d'aquella contribuio4 ,se todavia taes provises devem cair deante das consid]aes que !oricam5te z invalidam1 que dir1 ,s5hor1 e/a cam>a c]ca d artigo #f4o d decreto de #aa de setembro exp$ido pelo ,m9i/]io d ,re9o1 que priva o concelho das propri$ades municipaes1 p>a z attribuir ao de ,lisboa8 ,acaso os lograd\ros communs dos vis9hos e que s pelos vis9hos podem mat]ialm5te s] utilisados1 os m]cados1 cuja localidade alis p]t5ce cam>a escolh]1 com approvao da ,junta ,g]al de ,di/ricto1 os cemit]ios emfim1 onde rep\sam z c9zas dos paes1 irmos e filhos dos habitantes d concelho1 podem ou devem con/ituir propri$ade alheia8 ,e/a prescripo1 van quanto a m]cados e lograd\ros de que os habitantes de ,lisboa no podem utilis>-se1 (f]ece1 quanto aos cemit]ios1 uma nova especie de s]vido1 a s]vido que passa alem dos tumulos4 ,z c9zas dos mortos d concelho de ,belem p]t5c]o ao municipio da capital1 e pod]o s] mudadas ou disp]sas ou v5didas com o *o que z cobre1 sem que seja licito propria municipalidade ob/> a taes actos8 ,=tes deviam s] os motivos que a dictadura teve pres5tes p>a tom> to e/ranha provid5cia2 mas e/a cam>a no os alcana1 e por isso mal pde combatel-os4 ,demon/rado1 como p>ece fic>1 que os decretos de #aa de setembro1 ju/os e b5eficos no seu p5sam5to1 pelas provises especiaes que enc]ram1 annullam na maior p>te os bons effeitos d'esse p5sam5to1 segue-se a necessidade da sua re=ma4 ,t5do sido os mesmos decretos acto d ,gov]no con/ituido em dictadura1 e s5do p>a elle honroso o havel-os publicado1 embora imp]feitos no seu des5volvim5to1 e/a cam>a ent5deu que devia antes dirigir-se a ,v4,m4 d que ao ,p>lam5to1 p>a que o ,gov]no podesse us> n'e/e negocio de uma iniciativa que ju/am5te lhe p]t5ce4 ,no s essa consid]ao1 mas tambem o sabido e provado amor de ,v4,m4 equidade e a tudo quanto possa arr$> dos povos oppresses e vexames1 asseguram feliz exito a uma pret5o to legitima1 e fundada em to urg5tes razes4 ,se1 porm1 os m9i/ros de ,v4,m4 h\vessem de desprezal-a1 o que de n5hum modo e/a cam>a esp]a1 ento ella se v]ia na necessidade de appell> directam5te p>a os repres5tantes d paiz1 e no cess>ia nas suas supplicas at obt] desaggravo e inteira ju/ia4 ,a cam>a de ,belem e/ to conv5cida de que no exi/e motivo n5hum razoavel p>a os seus adm9i/rados viv]em1 em relao aos impo/os1 fra d direito commum2 conhece tanto a impossibilidade de sobrec>reg> com f9tas1 d]ramas ou outros quaesqu] tributos1 um concelho em cuja p>te urbana z app>5cias ext]nas ba/am p>a indic> decad5cia1 e que na p>te rural lucta com z difficuldades que ficam pond]adas2 repugna-lhe to pr(undam5te annull> pelo e/abelecim5to de novos enc>gos1 o allivio que result\ p>a e/e t]ritorio da sua sep>ao da capital1 que e/ na firmissima resoluo de no exigir dos habitantes d'elle um unico ceitil p>a z despezas d municipio1 em quanto no =em lib]tados d tributo extraord9>io lanado pelas leis de setembro sobre d\s dos mais importantes objectos de consummo1 z c>nes v]des e o v9ho1 tributo cuja importancia n'e/e concelho exc$e a #cj contos de ris4 ,seja qual fr o resultado dos seus es=os1 que s]o incessantes c]ca d'e/e negocio1 a resoluo que tom\ de no legitim> com a sua aquiesc5cia uma situao con/itucionalm5te impossivel1 fic> inabalavel porque ass5ta em convices inde/ructiveis4 ,a cam>a reconhece que o mal no pode s] rem$iado s5o n'um c]to prazo1 pela indisp5savel int]v5o d ,p>lam5to4 ,exi/e alm d'isso um contracto de arrematao dos novos impo/os no concelho de ,belem1 que s t]m9a em junho d corr5te anno1 e um dos primeiros dev]es d ,gov]no mant] illsa a f publica4 ,o tempo que re/a a9da p>a os habitantes d'e/e municipio s(fr]em a arrematao dos direitos de v5da sobre o v9ho e c>nes v]des1 suffici5te p>a o ,gov]no faz] vot> nas duas casas d ,p>lam5to1 z re=mas indisp5saveis dos decretos dictatoriaes de #aa de setembro4 ,no decurso d'e/e p]iodo a cam>a procur> concili> os dev]es que lhe impe a voz da consci5cia com a escrupulosa ob$i5cia s leis vig5tes1 porque sabe que a primeira condio da lib]dade a obs]vancia da lei4 ,na orbita da sua aco no tol]> abusos da p>te dos arrematantes d'aquelles tributos excepcionaes1 mas no tol]> tambem que lhes sejam defraudados pelos habitantes d concelho d que legitimam5te lhes p]t5c]4 ,applic&o ao c(re municipal de ,belem uma quota d$uzida da dotao d de ,lisboa1 calculada sobre uma base des>razoada1 mas precisa1 z leis de setembro attribuiram ao ,gov]no e cam>a da capital a avaliao d'essa quota1 exclu9do virtualm5te a cam>a de ,belem d direito de v]ific>1 vi/a dos docum5tos da mesma avaliao1 a exaco d'ella4 mais uma viol5cia transitoria a que e/e concelho tem de submett]-se4 ,a cam>a acceit> essa somma 7qualqu] que v5ha a s]7 fixada pelo arbitrio d ,gov]no e da cam>a de ,lisboa int]essada em que seja a mais modica possivel4 ,com ella1 com o producto das lic5z e com outra qualqu] pequ5a fonte de r5dim5to que possa exi/ir1 occorr] s despezas de adm9i/rao1 de limpeza1 de caladas e de illum9ao1 at onde esses r5dim5tos *eg>em1 c]ta de que os seus repres5tados pref]iro a falta tempor>ia de uma p>te dos cmmodos e vantag5s que deve subm9i/r>-lhe a adm9i/rao municipal1 a que e/a cam>a practique o m9imo acto1 d qual se possa d$uzir que o concelho pre/a a sanco d seu ass5tim5to a provises tribut>ias que so moralm5te impossiveis4 ,se porv5tura1 ,s5hor1 o ,gov]no de ,v4,m4 ent5desse dev] c]r> os ouvidos s repres5taes d'e/a cam>a1 o que nem remotam5te os abaixo assignados suspeitam1 tambem ella pod]ia elev> respeitosam5te pres5a de ,v4,m41 uma supplica p>a que ord5asse ao seu ,gov]no que1 us&o das attribuies que lhe conf]e o artigo #ajf4o d ,codigo ,adm9i/rativo1 a dissolvesse1 s5do c]to que os habitantes d concelho de ,belem facilm5te a*>iam outros cidados que melhor s\bessem promov] os seus int]esses municipaes d que os actuaes v]eadores4 ,deus ,gu>de a ,vossa ,mage/ade por muitos e dilatados annos como todos havemos mi/]1--,cam>a #aa de fev]eiro de #ahed--,o presid5te1 ,alex&re ,h]culano--,joo ,f]reira ,god9ho--,joo ,jos ,teixeira--,jos ,/reet d',arriaga e ,cunha--,visconde da ,junqueira4 ,,repres5ta,o ,,da ,,cam>a ,,municipal ,,de ,,belem ,,ao ,,p>lam5to #ahed ,s5hores deputados da nao portugueza4 ,a cam>a municipal d concelho de ,belem vem p]ante o ,p>lam5to p$ir a re=ma dos decretos de #aa de setembro de #aheb1 que in/ituiram com o antigo t]mo de ,lisboa os d\s concelhos de ,belem e ,olivaes4 ,ella recorreu j com esse intuito ao ,gov]no de ,sua ,mage/ade1 p>a que o mesmo ,gov]no usasse da sua iniciativa naquella re=ma1 pelos fundam5tos expo/os no requ]im5to que lhe dirigiu1 e que se ajunta pres5te spplica4 vi/a d'e/e o ,p>lam5to no s apreci>1 sem que seja necess>io repetil-z aqui1 z razes em que e/a cam>a se e/riba1 p>a p$ir uma re=ma altam5te reclamada pelos pr9cipios mais inconte/aveis d direito publico con/itucional e da economia politica1 mas tambem avali> devidam5te o proc$] d ,gov]no sobre to grave assumpto4 ,n'esse requ]im5to a cam>a dava ao ,m9i/]io uma prova de def]5cia1 expondo-lhe os aggravos que dos decretos de setembro resultam p>a os seus adm9i/rados1 e confi&o sua iniciativa o rem$io dos mesmos aggravos4 ,via na ida fundam5tal dos decretos uma ida b5efica e ju/a1 e esp]ava que o ,gov]no adoptasse uma des5voluo mais logica de um p5sam5to que era seu4 ,qu&o assim no succ$esse e/a cam>a t9ha o direito de cont> com uma d5egao franca e positiva d5tro de curto prazo4 ,s assim pod]ia recorr] em tempo opportuno ,repres5tao ,nacional4 ,v]s&o a que/o pr9cipalm5te sobre tributos cobrados por arrematao1 e dev5do e/a r5ov>-se antes de julho d anno corr5te1 cl>o que a resoluo favoravel da pret5so da cam>a de ,belem fic>ia indef9idam5te addiada1 logo que1 celebrada a nova arrematao1 se creasse a necessidade de mant] por um1 d\s ou tres annos a f de um contracto1 que nem o proprio ,p>lam5to pod]ia invalid> sem prvia indemnisao aos lesados4 def]5cia d'e/a cam>a o ,gov]no respondeu com o sil5cio2 confiana d'ella na sua illu/rao1 na sua ju/ia1 na sua lealdade respondeu com uma das propo/as apres5tadas na ,cam>a dos ,s5hores ,deputados pelo ,m9i/ro da ,faz5da1 na sesso de #aa de abril1 propo/a relativa ao impo/o d real d'agua1 inteiram5te connexa com a pret5so d municipio de ,belem1 e cuja approvaco sem re/rices importa uma negativa s suas ju/issimas spplicas4 ,e/e proc$im5to1 po/o que s+ul>1 s]ia na v]dade cmmodo p>a sem ruido se calc>em aos ps a ju/ia e o direito de milh>es de cidados1 se a e/a cam>a no incumbisse vel> por elles1 e imp$ir que o ,p>lam5to haja de s] illudido1 torn&o-se innoc5te cumplice de uma obra de iniquidade4 ,report&o-se s pond]aes feitas no requ]im5to dirigido ao ,gov]no1 sobre z div]sas disposies mais ou m5os irreflectidas e inju/as dos decretos de #aa de setembro1 que e/a cam>a esp]a sejam abrogadas ou sub/ituidas pelo ,p>lam5to1 ella invoca especialm5te a att5o dos ,s5hores ,deputados da ,nao sobre o impo/o excepcional de qu9ze ris em arratel de c>ne e de dez ris em canada de v9ho1 creado nos d\s novos concelhos de ,belem e ,olivaes1 e assimilado ao real d'agua1 por s] lanado1 no sobre o consumo total1 mas sobre a v5da a retalho1 e por fic> inclu9do em si1 nos ditos concelhos1 aquelle antigo tributo g]al4 ,na repres5tao junta pres5te spplica e/ pond]ada l>gam5te a insignificancia dos fundam5tos em que a dictadura de #aheb se e/rib\1 p>a cre> aquelle tributo excepcional4 ,aqui1 e/a cam>a tem consid]aes de outra ordem que ajunt> s que (f]eceu ao ,gov]no1 e que por c]to no s]o inuteis na discusso da mat]ia4 ,a p>te tribut>ia dos decretos de #aa de setembro pecca desde logo na base4 sabido que os tributos d paiz1 em h>monia com z nossas in/ituies1 se dividem em duas categorias3 tributos g]aes e contribuies municipaes4 ,directos ou indirectos1 a condio de todos os impo/os g]aes a univ]salidade4 ,a ,c>ta consagr\ e/e pr9cipio4 ,a lei que o quebr> de direito nulla4 ,pela sua indole o impo/o indirecto affecta s vezes mais p>ticul>m5te uma classe de cidados1 con=me os objectos sobre que recae2 mas esse facto resulta sempre das leis economicas e da div]sidade das condies sociaes4 ,o direito publico escripto no pde nunca admittir a hypo!se de se tribut>em div]sam5te os habitantes de div]sas circumscripes4 ,os impo/os municipaes1 de/9ados a despezas publicas exclusivam5te locaes1 so os unicos que ju/am5te v>iam de localidade p>a localidade1 porque o municipio uma pequ5a soci$ade civil d5tro da gr&e soci$ade1 e os seus membros teem dev]es e direitos1 vantag5s e enc>gos proprios e exclusivos da vida publica municipal4 ,os decretos de setembro1 em contrav5o d'e/as d\tr9as1 cre>am um tributo hybrido nos d\s concelhos d antigo t]mo3 fundiram no impo/o d real d'agua outro1 que municipal na sua indole1 porque exclusivo e de localidade1 e que ao mesmo tempo g]al na sua applicao1 por s] de/9ado a entr> nos c(res d ,e/ado4 ,e/a situao1 mon/ruosa e con/itucionalm5te impossivel1 que o ,p>lam5to1 a quem incumbe mant] z d\tr9as da ,c>ta e a inviolabilidade dos pr9cipios1 deve primeiro que tudo faz] cess>4 ,na v]dade a dictadura fundam5t\ z insolitas provises dos decretos de #aa de setembro1 nas vantag5s que os d\s concelhos deviam auf]ir da proximidade da capital4 ,dado1 porm no conc$ido1 o facto1 a consequ5cia d'elle1 se a dictadura s\besse respeit> z boas d\tr9as1 s]ia exigir uma comp5sao directa d municipio1 na hypo!se de que essas vantag5s resultavam de um sacrificio especial d ,e/ado1 porque1 result&o das condies naturaes e corographicas dos d\s concelhos1 ignor> os elem5tos da economia politica1 imag9> que taes vantag5s escapam aos tributos g]aes4 ,r$uz9do os fundam5tos allegados pela dictadura s suas v]dadeiras dim5ses na repres5tao junta1 e/a cam>a decl>\ que acceit>ia de bom grado o enc>go de retribuir directam5te quaesqu] b5eficios1 em que se dessem os c>act]es que exigem uma retribuio especial4 ,era o mais que legitimam5te d'ella se podia exigir1 e que ella se apress\ a (f]ec] p>a tir> todos os pretextos espoliao4 ,indep5d5te da incon/itucionalidade d tributo especial1 que os decretos de setembro e/abelec]am nos d\s concelhos d antigo t]mo1 p>a elles pod]em gos> de um direito desconhecido dos publici/as1 o direito de proximidade1 de not> o desacordo d'e/e acto da dictadura com o sy/ema que1 como tal1 e depois como pod] executivo1 o actual ,m9i/]io p>ece hav] adoptado4 ,z suas t5d5cias1 pela r$uco das pautas1 pela adopo d impo/o de rep>tio e por outras provid5cias analogas1 bem ou mal concebidas1 so evid5tem5te p>a o tributo directo e p>a a sua diviso equitativa4 ,e todavia1 tract&o de impr uma especie de contribuio de gu]ra nos d\s concelhos que crera1 em vez de exigir a troca de s]vios1 fossem elles quaes fossem1 a comp5sao directa dos sacrificios especiaes d ,e/ado em b5eficio especial dos mesmos municipios1 por uma somma qualqu] paga pelos c(res das respectivas cam>as1 a dictadura qu9tuplic\ ahi o impo/o d real d'agua1 impo/o cuja sub/ituio ha muito h\v]a procurado qualqu] ,gov]no1 que1 habitu&o-se a faz] ou a propr leis depois de exam9> os factos1 a*asse que elle tira das bolsas dos contribu9tes talvez o triplo d que entra nos c(res publicos1 com (f5sa flagrante dos pr9cipios fundam5taes sobre mat]ia de contribuies1 acceitos por todos os economi/as desde ,adam ,smi? at hoje4 ,a dictadura1 promulg&o os decretos de #aa de setembro1 reconheceu nos respectivos relatorios uma v]dade sabida por todos1 a decad5cia da riqueza nos t]ritorios extramuros sujeitos fiscalisaco das ,sete-,casas1 decad5cia que na realidade1 e segundo a op9io d proprio ,gov]no1 proc$ia d peso dos impo/os e dos vexames1 a9da mais gravosos1 que se ligavam sua arrecadao e fiscalisao4 ,esse e/ado1 proc$ido de uma situao tribut>ia especial1 repugnava a todas z conv5i5cias publicas2 repugnava ju/ia e moral4 ,a primeira e mais importante necessidade na re=ma das ,sete-,casas era1 na op9io dos ,m9i/ros1 de/ruir esse e/ado anormal4 ,o ,gov]no ent5dia com a m$ida que decretava prov] amplam5te s urg5tes e ju/as reclamaes dos povos4 evid5te que z consequ5cias logicas d'e/as premissas consi/iam em acab> com o tributo excepcional e com z oppresses2 em acab> no t]mo1 como diziam os ,m9i/ros1 com os impo/os de cidade e vexames a elles inh]5tes4 ,vejamos como e/as bellas promessas se realis>am4 ,depois d'espoli> os novos concelhos de todos os proprios1 que lhes p]t5ciam pelo simples facto de exi/irem1 attribu9do cam>a de ,lisboa baldios1 lograd\ros1 pr$ios urbanos e ru/icos1 m]cados1 aqu$uctos1 e at os ossos dos mortos1 nos d\s concelhos de ,belem e ,olivaes1 d modo que se v nos decretos de #aa de setembro1 e vai l>gam5te expo/o no requ]im5to app5so a e/a spplica1 a dictadura veiu que/o d impo/o especial4 ,escondido no meio das phrases pomposas1 dos annuncios prosp]os d futuro1 encontra-se no relatorio dos ,m9i/ros o segu9te p]iodo3--os concelhos novam5te creados1 fic&o sujeitos s imposies g]aes d re9o1 ap5as so obrigados ao pagam5to de alguns tributos a maior1 que a9da os deixa em gr&issima vantagem em relao ao seu e/ado ant]ior4--,exam9emos se os factos condizem com e/as affirmativas4 ,o antigo t]mo fiscal das ,sete-,casas1 como vulg>m5te sabido1 compunha-se de #cg freguezias1 #bc p]t5c5tes ao t]mo municipal de ,lisboa1 e #ad aos t]mos de outros concelhos limitrophes4 ,no anno economico que prec$eu imm$iatam5te a re=ma das ,sete-,casas e a creao dos d\s concelhos de ,belem e ,olivaes1 o r5dim5to d'essa casa fiscal no t]mo d'ella dep5d5te foi proximam5te1 segundo os mappas (ficiaes1 de reis #fb3jjjjjj4 ,suppondo z =z economicas das #bc freguezias extramuros d concelho de ,lisboa similhantes s das #ad dos outros concelhos1 porque z desigualdades entre z de cada um dos d\s grupos so comp5sadas pelas desigualdades entre z d outro grupo1 segue-se que os habitantes dos d\s novos concelhos1 ou das #bc freguezias1 pagavam proximam5te #ch ou #dj contos4 ,o novo impo/o foi arrematado nos d\s concelhos em #ea contos1 despresadas z fraces4 portanto evid5te que o enc>go tribut>io dos d\s concelhos fic\ s5do maior d que era d'antes4 vi/a di/o1 o ,p>lam5to pod] apreci> qual essa gr&issma vantagem em que os deix>am1 relativam5te ao seu e/ado ant]ior1 os decretos de #aa de setembro4 ,cumpre aqui obvi> a um rep>o que por p>te d ,gov]no1 ou dos hom5s de simples !orias se pod] faz]4 ,desc5do analyse dos impo/os das ,sete-,casas a*>-se-ha na v]dade que d'antes1 no t]ritorio dos d\s novos concelhos1 eram tributados mais g5]os d que hoje1 e que nas proprias c>nes v]des o impo/o era duplo e no v9ho quadruplo4 ,mas o ponto v]dadeiro da que/o o comp>> a totalidade d onus a que e/es t]ritorios e/avam sujeitos1 com aquelle a que o e/o agora4 ,qu&o se diz que era impossivel que o t]mo prosp]asse debaixo da presso dos tributos1 att5de-se ao facto real1 e no ao facto nom9al4 ,a diff]5ca enorme1 que a*amos entre os suppo/os resultados das imposies e fiscalisao das ,sete-,casas e os seus resultados v]dadeiros1 o que prova8 ,prova o mesmo que se d$uz de outro facto altam5te significativo1 obs]vado na hi/oria d r5dim5to das ,sete-,casas no decurso de #ah ou #bj annos1 i/o 1 que esse r5dim5to augm5ta logo que se encurta o t]mo fiscal1 dim9ue desde que e/e se dilata2 prova que a m$ida de r$uzir a aco das ,sete-,casas ao p]imetro da circumvallao da cidade foi pr(undam5te judiciosa1 e um acto em que1 ju/ia feita aos habitantes d antigo t]mo1 sep>&o-os municipalm5te da capital1 se associ\ a conv5i5cia d !s\ro2 prova f9alm5te que1 a no suppormos uma espantosa malv]sao nas ,sete-,casas1 o contrab&o1 esse ca/igo supremo e inevitavel de leis ineptas e anti-economicas1 rem$iava at c]to ponto a exagg]ao d tributo1 s5do impot5te contra elle uma fiscalisao viol5ta1 assoladora1 immoral nas suas consequ5cias1 e incapaz de pre5*] os f9s a que era de/9ada4 ,o impo/o sobre a c>ne e o v9ho ba/a pois1 na realidade1 p>a comp5s> actualm5te com um gravame novo1 a9da maior1 o gravame antigo4 ,mas no ha s i/o4 ,na repres5tao junta1 dirigida ao ,gov]no1 e/a cam>a ab/eve-se de discutir o impo/o gradativo1 e/abelecido pelos decretos de #aa de setembro p>a z v5das de liquidos4 ,qu]ia exam9> primeiram5te os effeitos positivos d'esse impo/o1 que ao simples aspecto p>ece t] unicam5te por objecto torn> mais facil a fiscalisao das b>reiras da cidade1 e f]ir especialm5te1 de um modo indirecto1 o consumo de v9ho feito pelas classes inf]iores da capital fra da l9ha de circumvallao4 ,a v]dade1 porm1 que elle nem protege a fiscalisao naquella l9ha1 nem recae s sobre o povo da capital que vem 7quasi exclusivam5te nos dias sanctos7 consumir v9ho nos arrabaldes4 ,por gr&e que seja e/e consumo1 evid5tem5te muito inf]ior ao dos proprios moradores dos novos concelhos1 cujo ga/o di>io1 e que consomem outros liquidos4 ,assim1 calcul&o proximam5te em #g contos de ris annuaes o producto das lic5z gradativas de cem1 c9co5ta1 v9te e dez mil ris1 exigidas pelo fisco s lojas de liquidos dos novos concelhos1 pde-se affirm> sem exagg]ao que #d contos de ris recaem sobre os habitantes d'elles e no sobre a populao inf]ior de ,lisboa4 ,e/a somma addicionada aos #ea contos por que foi arrematado o impo/o da c>ne e v9ho1 eleva o gravame actual pelo m5os a #ee contos1 augm5t&o-lhe assim o excesso sobre o gravame antigo4 ,ao mesmo tempo a nova taxa de lic5a1 pelo lado dos seus effeitos economicos e comm]ciaes1 por muitos modos vexatoria p>a os novos concelhos2 porque o resultado della foi fe*>em z portas c5t5>es de pequ5as lojas de liquidos1 que no pod]am resi/ir a um direito quasi prohibitivo1 conv]t5do-se assim a taxa n'uma especie de direito de pat5te de um exclusivo1 exigida aos donos dos gr&es armaz5s de liquidos4 ,de similhante exclusivo result\ que1 alm de fic>em na mis]ia c5t5>es de familias1 apes> d impo/o gradativo o preo d v9ho no subiu1 porque o novo enc>go p>a os gr&es e/abelecim5tos fic\ sup]abundantem5te comp5sado pelo triplicado ou quadruplicado da v5da4 ,todavia z consequ5cias d'e/e e/ado de c\sas vo mais longe4 ,dim9u9do em virtude de tal facto o num]o das lic5z municipaes1 e consequ5tem5te os r$ditos das novas cam>as prov5i5tes d'essa origem1 ellas teem de ir busc> por outro qualqu] meio s algibeiras dos contribu9tes1 o supprim5to de similhante desfalque4 ,e/a p]da e gravame p>a os habitantes dos d\s concelhos rev]te1 porm1 em b5eficio d fisco8 ,como todos os tributos1 sobretudo indirectos1 imprevid5tem5te e/abelecidos1 os #f ou #g contos auf]idos por esse meio1 produzem por outro lado um desfalque1 talvez igual4 ,so duz5tos a trez5tos sellos de lic5z1 duz5tas a trez5tas v]bas de decima e d impo/o de quatro por c5to sobre casas1 que desapp>ec]am com a cessao d'esses duz5tos a trez5tos e/abelecim5tos comm]ciaes4 ,entretanto os #f a #g contos da taxa gradativa figur>o como um augm5to de receita no oram5to g]al d ,e/ado1 d mesmo modo que tantas outras decepes1 que n'elle figuram por motivos analogos4 ,e/a cam>a disse que o impo/o gradativo no protege a fiscalisao nas b>reiras da cidade4 ,efectivam5te n'e/a relao elle de todo impot5te ou nullo4 ,ba/a p>a o conhec] sab]-se o que no nosso sy/ema fiscal se ent5de em regra por impo/o de consumo1 vi/a d ,codigo ,adm9i/rativo e leis correlativas4 ,o impo/o de consumo unicam5te se pde v]ific> na v5da a retalho4 ,assim1 no sm5te em virtude dos regulam5tos exi/5tes1 mas tambem pelas indicaes da exp]i5cia1 o unico meio de fiscalisao p>a taes impo/os o me?odo dos manife/os comb9ados com os v>ejos dados nas lojas de retalho4 ,o sy/ema d impo/o das b>reiras1 como exi/e em ,lisboa1 o que propriam5te corresponde aos direitos *amados em ,frana d'octroi et d'entre4 ,se z b>reiras e regi/os fiscaes na orla dos d\s novos concelhos fossem licitos1 e todos os g5]os importados pagassem sem di/9co um direito maior ou m5or1 essas b>reiras1 especie de gu>da avanada das de ,lisboa1 def5d]iam mais ou m5os e/as1 faz5do elev> sempre os preos dos g5]os no t]ritorio dos d\s concelhos1 que assim volt>iam legalm5te ao e/ado de oppresso e vexame1 de que z leis de setembro t5t>am lib]tal-os4 ,mas sem i/o1 nem o impo/o de consumo sobre a c>ne e o v9ho1 nem a taxa gradativa das lic5z conduzem1 por essa p>te1 a resultado algum4 ,o contrab&i/a no precisa de s] tab]neiro1 c>niceiro ou m]ceeiro1 p>a ex]c] o seu odioso mi/]1 e no o s5do pde livrem5te conduzir o objecto de/9ado ao contrab&o at proximidade da l9ha de circumvallao1 sem pag> nem o impo/o nem a taxa gradativa4 ,uma vez que no v5da a retalho o que conduz1 nada tem com elle o fisco ou os seus subrogados4 ,que o ,p>lam5to releve a e/a cam>a uma obs]vao4 ,z l9has fiscaes de ,lisboa def5dem-se como se def5d]am ha v9te annos z suas l9has milit>es4 ,def5dem-se com animos probos2 com a lealdade dos ag5tes fiscaes2 com a vigilancia e actividade de quem qu] e sabe cumprir o seu dev]2 com a sev]idade d ca/igo e com a ju/ia das recomp5sas4 ,o espirito mais rude compreh5de que uma alta muralha1 dom9ada por um passeio de ronda1 onde de noite e de dia se patrulhe conv5i5tem5te1 e cujas v9te ou tr9ta portas sejam cont9uam5te vigiadas por hom5s zelosos1 inaccessivel ao contrab&o4 ,se1 por hypo!se1 h\vesse um ,m9i/ro que viesse p]ante o ,p>lam5to diz]--t5ho nas b>reiras da capital empregados fiscaes que trahem o seu dev]3 t5ho *efes a quem incumbe vigial-os e que no os vigiam3 t5ho regulam5tos imp]feitos3 t5ho consid]aes de patronato que me imp$em de demitir os suspeitos1 e de faz] punir os culpados3 conc$ei-me1 portanto1 que c9ja essas b>reiras com uma faixa de t]ritorio sujeito a uma lei excepcional1 com um va/o pomo]ium de maldio1 cujos habitantes innoc5tes1 absolutam5te innoc5tes1 dos descam9hos que tol]o por falta de en]gia e de vigilancia1 ou por consid]aes pessoaes1 sejam obrigados a comp5s> pelas suas bolsas1 os effeitos da corrupo ou da incapacidade dos meus propo/os e subord9ados1--o ,p>lam5to rejeit>ia com indignao e/a propo/a dem5te e atroz1 e por c]to o individuo que assim esc>necesse da intellig5cia e da consci5cia dos ,repres5tantes d paiz1 no torn>ia a s5t>-se nos bancos d ,m9i/]io4 ,no 1 por consequ5cia1 possivel que o ,gov]no p5se em def5d] por e/e lado a manut5o das provises tribut>ias dos decretos de #aa de setembro1 alis j condemnadas no tribunal da razo1 por contradictorias com a sua ida fundam5tal1 vi/o que em vez de r$uzirem os impo/os que effectivam5te pesavam sobre o t]ritorio dos d\s concelhos1 os aggravam1 directa e indirectam5te1 a9da mais4 ,ao augm5to de enc>gos que veiu pes> pelo tributo indirecto sobre e/e opprimido t]ritorio1 em virtude de expressas disposies das leis de setembro1 accresce o de outro impo/o directo1 augm5to que resulta das leis g]aes de ,faz5da4 ,os quatro por c5to sobre a r5da das casas cuja base era em ,belem1 como di/ricto municipal de ,lisboa1 de #cjjjj ris1 agora1 conv]tido e/e t]ritorio em concelho sobre si1 teem por base a r5da de #abjjj ris1 v9do a sobrec>reg> z classes pobres com um tributo de que e/avam exemptas1 e aos propriet>ios urbanos que1 com difficuldade a*avam inquil9os p>a os seus pr$ios1 d que do te/emunho z casas de%abitadas e em ru9as que se encontram a cada passo n'e/a povoao1 augm5tam-se por essa mudana de base tribut>ia1 z difficuldades p>a auf]irem uma r5da modica dos seus capitaes immobilisados4 ,se1 porm1 aquelles decretos e z suas consequ5cias1 no torn>am m5os oppressivas z contribuies que affligiam o antigo t]mo1 cumpre confess> que ao m5os o exemptavam dos vexames a que os sujeitava a fiscalisao das ,sete-,casas1 com o seu cortejo de viol5cias1 de emb>aos comm]ciaes1 de extorses1 de rixas1 e at de assass9ios1 quadro repugnante1 que por inutil e/a cam>a no des5h> diante dos olhos dos ,s5hores ,deputados4 ,mas infelizm5te esse b5eficio1 que e/ na lei e que devia traduzir-se nos factos1 no *eg\ a realis>-se no concelho de ,belem4 ,o que se tem passado a similhante respeito no se acr$it>ia1 se a n>rativa dos successos no se e/ribasse em provas irrecusaveis4 ,na repres5tao junta1 e/a cam>a julg\ dev] ab/]-se de m5cion> c]tos factos e de apreci> sev]am5te outros1 de modo que p>ecesse dirigir ao ,gov]no acres c5suras4 ,o proc$im5to d'e/e p>a com ella1 solt&o-a de quaesqu] consid]aes1 habilitam-na p>a diz] a v]dade nua1 a v]dade em toda a sua ext5so1 p]ante os ,repres5tantes d paiz4 ,ap5as celebrados pelos f9s de #aheb os contractos de arrematao dos novos impo/os1 nos d\s concelhos d antigo t]mo de ,lisboa1 e o d real d'agua no re/o d antigo t]mo fiscal das ,sete-,casas1 os arrematantes e/abelec]am imm$iatam5te regi/os fiscaes no p]imetro d t]ritorio que os seus contractos abrangiam4 ,n'e/es regi/os exigiam-se direitos de consumo1 e davam-se guias dos g5]os despa*ados4 ,por auctoridade p>ticul> colloc>am-se hom5s armados em div]sos pontos1 e comearam a appreh5d]-se individuos que1 diziam os gu>das dos arrematantes1 se esquivavam ao pagam5to dos impo/os4 ,a fiscalisao1 emfim1 das ,sete-,casas1 to odiosa e to ju/am5te odiada1 r5ascia n'e/e infeliz t]ritorio com todo o seu sequito de abusos e viol5cias4 ,unanimem5te1 porm1 z auctoridades adm9i/rativas d concelho dos ,olivaes e dos outros concelhos limitrophes ao antigo t]mo municipal de ,lisboa1 aonde d'antes *egava o t]mo fiscal das ,sete-,casas1 intim>am os arrematantes p>a retir>em os regi/os1 e faz]em cess> um sy/ema de fiscalisao incompativel com os regulam5tos e com a indole d impo/o que haviam arrematado4 ,ob$ec]am elles s intimaes dos magi/rados adm9i/rativos1 e o abuso cess\4 ,no ,concelho de ,belem no succ$eu assim4 ,a auctoridade tol]\ tudo1 e os r5ovados vexames das ,sete-,casas cont9u>am4 ,como era natural1 surgiram z resi/5cias1 e os arrematantes p5s>am em mant] o abuso recorr5do ao ,gov]no4 ,requ]]am ao ,m9i/]io da ,faz5da p>a que lhes assegurasse a cons]vao d'aquella especie de b>reiras fiscaes que haviam e/abelecido2 mas z suas spplicas =am indef]idas2 nem podiam deix> de o s]4 ,communic\-se (ficialm5te e/a resoluo ao respectivo ,adm9i/rador de concelho1 que se recus\ a cumpril-a por motivos que e/a cam>a ignora1 e apes> das leis1 dos regulam5tos e da deciso d ,m9i/ro1 z c\sas cont9u>am no mesmo e/ado4 ,entretanto crescia a reaco popul> contra um abuso intol]avel1 e tanto mais intol]avel qu&o se consid]ava que os outros concelhos limitrophes1 e sobretudo o dos ,olivaes1 creado pelas mesmas leis1 com z mesmas condies de exi/5cia1 e s5do-lhe applicaveis os mesmos regulam5tos fiscaes1 e/avam p]feitam5te exemptos de taes vexames1 s res]vados ao t]ritorio d concelho de ,belem4 ,os habitantes d'e/e lembr>am-se ento de procur> allivio aos seus males recorr5do tambem ao ,m9i/ro1 que j ord5>a se lhes pozesse t]mo e que no havia sido ob$ecido4 ,dirigiram pelo ,m9i/]io da ,faz5da um requ]im5to em que p$iam de novo essa ju/ia1 que j espontaneam5te se lhes m&>a faz]4 ,mais de um anno tem decorrido desde ento1 e at hoje1 uma spplica to simples1 to ju/a1 to cl>a1 at1 p>a o ,m9i/ro1 que de antemo e por si proprio a resolvra1 no pde obt] uma resoluo favoravel6 ,a cam>a de ,belem deixa apreciao d ,p>lam5to similhantes factos4 ,a sua significao e o seu valor podem todavia calcul>-se melhor pela comp>ao com outros que lhes so correlativos4 ,s+ul>es e e/ranhos1 e/a cam>a no ousa nem qu] explical-os4 ,p]t5ce ao ,p>lam5to remont> s suas causas4 de antigos tempos conte/avel e conte/ada a ext5so que se deve d> ao impo/o d real d'agua4 que/ionavel se elle deve recair unicam5te sobre z c>nes v]des ou se tambem abrange z seccas1 salgadas ou fumadas4 ,os tribunaes teem julgado div]sam5te1 e o ,gov]no em div]sas epo*as e por div]sos actos tem procurado faz] admittir a significao mais lata4 ,e/es actos d ,gov]no so p]feitam5te indiff]5tes1 porque no ao ,executivo1 mas ao ,legislativo que p]t5ce a int]pretao das leis4 ,de que a d real d'agua obscura no ha a m5or dvida4 ,ao passo que o ,pod] ,judicial vacilla a e/e respeito1 o ,m9i/ro da ,faz5da vem ao ,p>lam5to p$ir a sua int]pretao1 reconhec5do por esse acto a nullidade de todas z port>ias1 circul>es ou (ficios com que se tem pret5dido fix> o s5tido d'ella4 ,po/o i/o1 v5hamos aos factos4 ,os decretos de #aa de setembro de #aheb1 conglob>am o real d'agua no novo impo/o que e/abelec]am nos d\s concelhos4 ,lib]to dos impo/os das ,sete-,casas1 e/e t]ritorio ficava por esse facto submettido ao d real d'agua1 a que a dictadura1 por aquelles decretos1 veiu accresc5t> nove ris em canada de v9ho e onze ris em arratel de c>ne4 ,os #a4o e #b4o d artigo #c4o d decreto exp$ido pelo ,m9i/]io da ,faz5da1 dizem que os d\s concelhos so obrigados3 ,a pag> o impo/o de dez ris por cada canada de v9ho v5dido a miudo1 nos mesmos t]mos em que se paga o real d'agua4 ,a pag> qu9ze ris por cada arratel de c>ne v]de1 compreh5d5do-se n'e/e direito o real d'agua1 e os tres ris addicionaes4 ,se a dictadura ent5dia que o impo/o d real d'agua era legalm5te ext5sivo s c>nes seccas1 evid5te que quiz re/r+ir a nova imposio s c>nes v]des43 se ent5dia que no o era1 quiz torn> bem s5sivel a intellig5cia que dava lei d real d'agua1 exclu9do positivam5te z c>nes seccas4 ,se e/as ultimas se compreh5diam n'aquella designao limitativa1 quaes eram z que excluia a lei8 ,trez mezes depois o ,m9i/]io da ,faz5da publicava z condies p>a a arrematao d real d'agua no antigo t]mo fiscal das ,sete-,casas1 compreh5d5do o t]ritorio dos d\s novos concelhos1 desannexado d municipio de ,lisboa1 e z freguezias dos outros concelhos limitrophes1 que haviam p]t5cido ao t]mo fiscal das ,sete-,casas4 ,a qu9ta condio dizia assim3 ,que ao arrematante fic> p]t5c5do no t]ritorio que con/ituia o t]mo fiscal da ext9cta alf&ega das ,sete-,casas1 a p]cepo d impo/o d real d'agua1 assim em canada de v9ho que se v5d] p>a consumo nas ditas t]ras1 qu] seja nas tab]nas1 qu] fra d'ellas1 como em arratel de c>ne de gado vacum1 su9o1 lanig]o e cabrum1 que no e/ado de v]de1 secca1 ou por qualqu] frma prep>ada1 fr v5dida nos aougues ou fra d'elles2 s5do o sobr$ito impo/o1 nas freguezias dos concelhos que faziam p>te d ref]ido t]mo1 de um real por canada de v9ho1 e quatro ris em arratel de c>ne1 con=me foi e/abelecido pelo alv> de #bc de janeiro de #afdc1 lei de #ba de novembro de #ahdd1 e mais legislao a similhante respeito2 e nas freguezias que =mam actualm5te os concelhos de ,belem e ,olivaes1 de dez ris em canada de v9ho1 e qu9ze ris em arratel de c>ne1 como se a*a det]m9ado nos n4os #a4o e #b4o d artigo #c4o d decreto de #aa de setembro d pres5te anno4 ,n'e/a condio o ,m9i/]io da ,faz5da revelava a intellig5cia que a dictadura dra lei d impo/o d real d'agua1 i/o 1 a ext5siva1 m&&o regul> a p]cepo d'elle pela legislao ant]ior dictadura1 e ao mesmo tempo m&ava que nos d\s novos concelhos se obs]vasse na p]cepo d impo/o excepcional dos dez ris em canada de v9ho e dos qu9ze ris em arratel de c>ne1 o dispo/o nos n4os #a4o e #b4o acima citados d decreto com =a de lei de #aa de setembro1 exp$ido pelo mesmo ,m9i/]io1 e que o re/r+ia ao v9ho e s c>nes v]des4 ,a condio discrim9ava z duas hypo!ses e ref]ia-se nos seus d\s membros s leis que regulavam uma e outra4 ,rigorosam5te a condio e/ava d5tro da e/ricta legalidade4 ,s]ia nulla se d'ella se dep>tisse4 ,os arrematantes1 depois de celebrado o contracto1 no ent5d5do a condio1 ou f+9do no a ent5d]1 exigiram direitos das c>nes seccas4 ,resi/iram-lhes os int]essados4 ,recorr]am elles ao ,gov]no4 ,a #ab de janeiro de #ahec exp$ia-se pelo ,m9i/]io da ,faz5da a segu9te port>ia3 ,m9i/]io da ,faz5da4--,direco ,g]al das ,alf&egas4--,sua ,mage/ade a ,ra9ha1 att5d5do ao que lhe repres5t>am os arrematantes d impo/o d real d'agua1 nas c>nes1 e no v9ho dos ,concelhos de ,belem e ,olivaes1 sobre a necessidade de se faz] con/> aos moradores d'e/es ,concelhos1 que lhes cumpre pag> a elles arrematantes no s aquelle impo/o na razo de dez ris em canada de v9ho1 e qu9ze ris em arratel de c>ne v]de1 e secca1 de todas z qualidades d'e/es g5]os que =am encontrados em s] na occasio d v>ejo a que se proc$eu1 e das que de novo admittirem p>a consumo2 mas tambem o impo/o addicional p>a amortisao das notas d ,banco de ,lisboa3 ,ha por bem det]m9> que o ,delegado d ,!s\ro1 no di/ricto de ,lisboa1 expea z ord5s conv5i5tes aos escrives de faz5da dos ,concelhos de ,belem1 e ,olivaes1 p>a que elles faam con/> por meio de ,editaes affixados nos lug>es publicos dos mesmos ,concelhos1 quaes z condies com que o ref]ido impo/o foi arrematado1 e z p5as a que e/ sujeito todo e qualqu] individuo que se recus> ao pagam5to d'elle1 z quaes so z de que tractam os #d4o e #g4o d ,alv> de #bc de ,janeiro de #afdc1 e mais leis po/]iores a similhante respeito4 ,o ,p>lam5to desculp> por c]to alguma expresso mais dura que possa escap> aos signat>ios da pres5te spplica1 ao faz]em a repugnante exegese d'e/e s+ul> diploma4 ,a maior demon/rao de b5evol5cia que pod]iam d> ao ,m9i/ro que o assign\ s]ia acr$it> que o fez sem l] o que assignava4 ,e/a cam>a qu] suppol-o assim4 ,na ess5cia a port>ia de #ab de janeiro illude a que/o4 uma d'essas composies1 com pret5so ambiguidade1 indignas de um ,m9i/ro da ,cora4 ,despojada d seu preambulo1 das longas e tortuosas phrases que se arra/am como a s]p5te1 o que re/a8 ,uma ordem p>a se public>em por ,editaes z condies da arrematao1 e z p5as em que incorre quem dev5do pag> o impo/o1 recus> fazel-o4 ,mas o que p$iam os arrematantes8 ,p$iam1 que entre outras c\sas1 se fizesse con/>1 no aos logi/as1 aos v5d$ores de retalho1 mas aos moradores dos d\s concelhos1 que deviam pag> qu9ze ris de cada arratel no de c>ne v]de1 mas de c>ne v]de1 e secca4 ,era e/e o ponto importante4 ,na sua mode/a spplica elles exigiam simplesm5te que ao direito de consumo cobrado sobre a v5da a retalho1 fosse sub/ituido um direito de entrada ou b>reiras4 ,qu]iam torn> fecundos os seus regi/os de ,belem4 ,p$iam que1 limit&o o decreto de #aa de setembro o impo/o da c>ne s c>nes v]des1 o ,gov]no o e/5desse s c>nes seccas4 ,eram pret5ses absurdas que o ,m9i/ro devia desatt5d] porque t5diam a ultrapass> uma lei1 e lei tribut>ia4 ,p$iam-lhe que p]petrasse um crime4 ,e em vez de repellir a injuria2 em vez de recomm5d> aos seus subalt]nos sev]idade e vigilancia em cohibirem z viol5cias dos arrematantes e em mant]em o direito dos cidados1 que se def5diam da espoliao1 o ,m9i/ro1 invoc&o n'e/a com$ia v]gonhosa o nome d ,*efe d ,e/ado1 ord5ava que se lhes recordasse a p5alidade fulm9ada contra os que t5tam subtrahir-se ao pagam5to dos tributos legitimos4 ,por uma inv]so de todas z idz adm9i/rativas e at d s5so commum1 a adv]t5cia sev]a fazia-se aos cidados ameaados1 que se def5diam com a lei3 a att5o era p>a z pret5ses da cobia insol5te que reclamava p>a *eg> aos seus f9s1 o apoio illegal d pod]6 ,que todo o homem hone/o diga com a mo na consci5cia1 se ao l] a port>ia de #ab de janeiro no conhece o intuito com que foi r$igida2 se no s5te que se busca produzir um effeito de temor1 p>a que os habitantes dos d\s concelhos se hajam de submett] s exaces dos arrematantes ju/as ou inju/as1 sem que todavia se possa em rigor accus> o ,m9i/ro de exorbit>8 ,quem no tivesse pres5tes os decretos de #aa de setembro2 quem no conhecesse bem o me*anismo dos nossos impo/os de consumo e os div]sos regulam5tos sobre a sua p]cepo e fiscalisao1 v5do n'essa port>ia que o ,gov]no att5dia s repres5taes dos arrematantes1 sobre a necessidade de recomm5d> aos cidados o cumprim5to de c]tos dev]es1 e que o mesmo ,gov]no depois de enum]> sem di/9co esses dev]es1 reaes e imag9>ios1 ameaava os r5it5tes com o rigor das leis2 quem1 dizemos1 se no p]suadiria de que os arrematantes invocavam unicam5te direitos legitimos1 resultantes de um contracto1 que a boa f d ,executivo era obrigada a mant]8 ,o povo1 todavia1 cont9u\ no concelho de ,belem a resi/ir ao vexame dos regi/os e guias1 e d'e/as resi/5cias *eg>am a orig9>-se symptomas de graves conflictos4 ,por outra p>te os v5d$ores de c>nes seccas1 bem aconselhados1 deix>am os ag5tes publicos affix> os seus ,editaes1 z suas condies1 z suas port>ias1 e recorr]am ao ,pod] ,judicial1 de quem a9da hoje e/ p5d5te a deciso d negocio4 ,d'esse ,pod] esp]am elles ju/ia1 se antes d'isso z ,crtes no approv>em a actual propo/a d ,m9i/ro da ,faz5da2 porque sanccionada ella1 nada mais re/a aos cidados d que curv> a cabea ante a sob]ania nacional4 ,aos factos prec$5tes veiu1 passados mezes1 associ>-se outro que os completa1 e que illu/r&o o ant]ior proc$im5to d ,m9i/]io da ,faz5da1 acaba de habilit> a ,cam>a dos ,s5hores ,deputados p>a avali> aquelle proc$im5to e talvez remont> s suas causas4 ,int]pellado na ,cam>a dos ,dignos ,p>es1 na sesso de #ac de ago/o de #ahec1 sobre os impo/os e vexames dos d\s concelhos de ,belem e ,olivaes1 o ,m9i/ro da ,faz5da contradisse o direito e os factos1 e fez revelaes deploraveis4--,disse que a int5o d ,gov]no1 7qu]ia diz] da dictadura7 nos decretos de setembro fra pr os povos ao abrigo das vexaes1 sem o !s\ro d'isso tir> p>tido1 e que tambem o ,gov]no 7a dictadura7 no quiz]a dim9uir o quantitativo dos impo/os nos d\s concelhos1 como o decl>ava no relatorio de um d'esses decretos4 ,tudo i/o era inexacto4 ,os vexames no cess>am como se acaba de mo/r>4 ,o !s\ro tir\ p>tido da re=ma1 porque em lug> de #ch ou #dj contos que auf]ia d t]ritorio dos d\s concelhos1 pass\ a tir> #ee contos como tambem se mo/r\4 ,dim9uiu-se o quantitativo dos impo/os1 embora os factos viessem depois prov> que a dim9uio era nom9al4 ,emfim1 a dictadura no decl>\ z int5es que o ,m9i/ro lhe attribuia n'essa memoravel sesso1 cit&o aquelle relatorio1 porque todas quantas consid]aes n'elle se fazem relativas a deficit1 impossibilidade de r$uzir impo/os1 etc41 ref]em-se aos direitos fiscaes na cidade de ,lisboa1 e no aos dos d\s concelhos1 como facilm5te v]ific> quem se d] ao trabalho de o l]4 ,e tanto assim1 que depois d'essas consid]aes os ,m9i/ros da dictadura accresc5t>am1 que os concelhos de ,belem e ,olivaes ficavam sujeitos s imposies g]aes d ,re9o1 e ap5as obrigados ao pagam5to de alguns tributos a maior1 que a9da os deixava em gr&issima vantagem em relao ao seu e/ado ant]ior1 mas que era ju/o pagassem pelos b5eficios e cmmodos que lhes resultam d contacto com a capital4 ,se i/o deploravel1 mais o foi a9da a defesa da port>ia de #ab de janeiro4 ,o ,m9i/ro que nessa conjunctura confessava que no s\b]a r$igir o decreto de #aa de setembro1 relativo ao assumpto1 podia tambem decl>> francam5te que no s\b]a o que t9ha feito exp$9do-a4 ,a ,cam>a dos ,dignos ,p>es s]ia por c]to indulg5te vi/a d'e/a confisso +5ua4 ,o jov5 ,m9i/ro a*\1 porm1 mais facil empreh5d] a apologia d'aquella mon/ruosidade adm9i/rativa4 ,p>a isso pref]iu confess> que a port>ia t9ha por alvo faz] consid]> como ext5sivo s c>nes seccas o novo impo/o4 ,o real d'agua era-o na op9io d ,tribunal d ,!s\ro1 d conselho da direco dos impo/os e d'elle ,m9i/ro1 que hoje vem p$ir ao ,p>lam5to a int]pretao d'essas leis sobre o real d'agua1 c]ca das quaes n5huma duvida t9ha4 ,por um g5]o novo de h]m5eutica tir\ d'esse facto suppo/o uma concluso s+ul>4 ,o decreto de #aa de setembro era lei promulgada por uma dictadura4 ,e/a1 assum9do1 bem ou mal1 o pod] legislativo1 podia modific>1 alt]>1 revog> todas z leis d ,re9o1 m5os o alv> de #afdc e a c>ta de lei de #ahdd1 relativos ao real d'agua4 ,a esse pod] nem se qu] era licito d>-lhes uma int]pretao m5os ext5siva d que lhes dava o ,m9i/]io da ,faz5da e z rep>ties ou individuos d'elle dep5d5tes4 ,aquelle alv> e z leis correlativas eram inviolaveis como o ,*efe d ,e/ado1 embora se dissesse no decreto de #aa de setembro que os d\s novos concelhos pag>iam o impo/o de qu9ze ris por arratel de c>ne v]de4 ,suppo/a a inviolabilidade d alv> de #afdc e da int]pretao m9i/]ial1 essa designao no podia signific> o que significa4 ,a expresso c>nes v]des1 dizia o ,m9i/ro1 alli similhante disposio em globo d alv> de #afdc e da lei de #ahdd4--,na sua op9io v]de o g5]o1 secco a especie4 ,at hoje os adjectivos indicavam z qualidades d sujeito1 e importavam sempre uma limitao porque excluiam z qualidades contr>ias1 e repugnavam ao absoluto2 mas desde agora podem incorpor> aquellas e repres5t> e/e4 ,se qualific>mos de branco um corpo qualqu]1 isso no ob/> a que seja ao mesmo tempo preto4 ,branco fic> qualific&o o g5]o2 preto fic> qualific&o a especie4 pelo m5os e/a a !oria d illu/re ,m9i/ro da ,faz5da4 ,a grammatica g]al e o diccion>io da l+ua =am abrogados por elle naquella memorada sesso4 ,apes>1 porm1 da nova !oria1 o ,m9i/ro no evit\ a responsabilidade dos seus actos4 ,qu&o se public>am z condies da arrematao d impo/o que nos d\s concelhos de ,belem e dos ,olivaes sub/ituiu o real d'agua1 essa !oria era desconhecida no mundo visivel4 ,podia exi/ir na intellig5cia d ,m9i/ro e na jurisprud5cia occulta dos seus tribunaes e conselhos fiscaes1 mas de c]to no na dos licitantes d'aquella arrematao4 ,o dev]1 portanto1 d ,m9i/ro era expl-a a tempo1 e tanto mais que exi/9do a9da a dictadura s]ia legal1 embora absurda1 a int]pretao dada por ella ao n4o #b d artigo #c4o d respectivo decreto4 ,valia a p5a fazel-o n'uma que/o de tributos4 ,decl>&o-se aos licitantes que a expresso c>nes v]des significava igualm5te c>nes seccas1 evid5te que o preo da arrematao subiria alguns contos de ris4 ,adoptal-a por uma port>ia qu9ze ou v9te dias depois da adjudicao1 e int]pretal-a e confirmal-a p]ante o ,p>lam5to passados seis mezes1 foi defraud> o !s\ro1 em proveito p>ticul>1 da somma diff]5cial a que t]ia subido o preo da arrematao4 ,mas se tudo i/o ap5as m]ece a compaixo ou o riso dos ,s5hores ,deputados1 ha no acto m9i/]ial de #ab de janeiro uma circum/ancia que se tornava de notavel gravidade1 desde que o ,m9i/ro v9ha decl>> n'uma das casas d ,p>lam5to que a ambiguidade evid5te na =ma d'esse acto1 no exi/ia na indole e na int5o d'elle e que1 pratic&o-o1 o ,m9i/ro da ,faz5da adoptra como v]dadeiras e legitimas z indicaes dos arrematantes4 ,dizia-se na port>ia que os moradores dos d\s concelhos deviam pag> o impo/o d v9ho e de todas z c>nes v]des e seccas exi/5tes1 ou que de futuro se consumissem4 ,e/a d\tr9a alt]ava =osam5te o sy/ema da fiscalisao4 ,pelo ,codigo ,adm9i/rativo os impo/os sobre o consumo affectam s os g5]os v5didos a retalho d5tro de qualqu] circumscripo fiscal4 ,o v9ho ou z c>nes que os moradores conduzem de fra d'essa circumscripo1 p>a seu proprio consumo e no p>a rev5d]em1 so livres4 ,d'aqui a frma de se v]ific> a cobrana e fiscalisao d impo/o4 a e/a frma de arrecadao a que evid5tem5te allude o decreto de #aa de setembro4 ,o v5d$or a retalho manife/a o g5]o p]ante a auctoridade qu&o o intruduz e paga o impo/o3 os ag5tes fiscaes fiscalisam pelos v>ejos1 comp>&o os resultados d'e/es com os manife/os4 ,consid]&o como sujeitos ao pagam5to d impo/o todos os moradores da circumscripo1 e on]ado sem excepo o g5]o tributado consumido d5tro d'ella1 7que o que succ$e em ,lisboa7 a frma da cobrana e fiscalisao v>ia necess>iam5te4 ,surgem ento z b>reiras1 z l9has de circumvallao e1 falta d'e/as1 os regi/os1 z guias1 os hom5s armados que vigiam a orla d r$il fiscal1 que espancam e assass9am os contrab&i/as1 ou que so por elles espancados e assass9ados4 ,volta-se ao sy/ema das portag5s d seculo ,,xiii4 ,a port>ia de #ab de janeiro1 confund9do o tributo portuguez de consumo pela v5da a retalho com o tributo francez de octroi1 de b>reiras1 ou de consumo absoluto1 legitimava z guias1 os regi/os1 os gu>das armados que exi/iam por excepo no concelho de ,belem1 ao passo que indef]ia a spplica dos arrematantes p>a os e/abelec]em4 ,a auctoridade local1 despres&o esse indef]im5to e mant5do o vexame1 era mais logica d que o ,m9i/]io da ,faz5da1 e e/e mais logico deix&o sem soluo at hoje a repres5tao dos moradores d concelho1 d que indef]9do a pret5so dos arrematantes4 ,de tudo quanto se pass\ na sesso de #ac de ago/o da ,cam>a dos ,dignos ,p>es1 a proposito da int]pellao d ,sr4 ,conde de ,p5i*e1 nada porv5tura mais s+ul> d que a audacia com que o ,m9i/ro exclamava3 ,hoje no ha a guia 7nos d\s concelhos73 transita-se por toda a p>te sem o incmmodo d'esses exames g]aes a que proc$iam os gu>das das ,sete-,casas3 no ha regi/o1 etc4 ,e no mesmo dia1 e mesma hora1 talvez1 em que elle orava no ,p>lam5to1 os gu>das dos arrematantes e/avam po/ados a espaos nas e/radas d concelho de ,belem1 e os moradores que conduziam g5]os p>a seu consumo eram arra/ados aos regi/os1 onde se lhes exigiam os impo/os1 que pagavam ou deixavam de pag> con=me conheciam melhor ou peior o seu direito1 e t9ham mais ou m5os valor p>a o su/5t>4 ,no dia1 e talvez na hora1 em que o ,m9i/ro falava1 davam-se guias selladas e pagas n'esses regi/os1 que no s exi/iam ento1 mas tambem exi/em hoje1 embora com um c>act] m5os vexatorio1 porque e/a cam>a sab]ia def5d] os seus adm9i/rados se actualm5te se dessem viol5cias1 recorr5do1 no ao ,m9i/]io da ,faz5da1 mas sim ao *efe da policia p>a que mantivesse a segurana das vias publicas1 e aos tribunaes p>a que punissem os culpados4 ,a cam>a de ,belem1 depois da exposio de todos e/es factos1 to incriveis como v]dadeiros1 transcreve um p]iodo da respo/a dada pelo ,m9i/ro da ,faz5da int]pellao d ,digno ,p> ,conde de ,p5i*e4 ,so z suas palavras textuaes3 ,se o ,gov]no sub/ituisse os vexames dos arrematantes pelos da ,faz5da t]ia feito talvez peior2 porque os impo/os arrematados so sempre cobrados com maior rigor fiscal2 mas o ,gov]no no tem admittido o regi/o pelos arrematantes2 no e/ e/abelecido o sy/ema de guias como antes e/ava444 ,confessa1 portanto1 o ,m9i/ro que em relao aos vexames1 o sy/ema que *ama de ,faz5da1 e pelo qual e/a cam>a suppe que elle ent5de o das ,sete-,casas ou de b>reiras com regi/os1 guias1 etc41 a situao dos novos concelhos1 dada a hypo!se da arrematao dos impo/os1 s]ia mais dura de s(fr] d que antes1 pela maior sev]idade da fiscalisao feita em proveito p>ticul>4 ,ora o sy/ema que tem regido o ,concelho de ,belem o dos regi/os e guias4 ,logo a situao dos habitantes d'e/e concelho tem sido1 con=me a op9io dos ,m9i/ros1 mais vexatoria d que sob o regim5 das ,sete-,casas4 ,fica1 portanto1 cl>o1 vi/a dos factos pond]ados n'e/a spplica e na repres5tao annexa dirigida ao ,gov]no1 que o concelho de ,belem1 espoliado dos b5s que lhe deviam p]t5c]1 sobrec>regado de onus tribut>ios1 nom9alm5te m5ores1 mas na realidade maiores d que os da epo*a em que =mava p>te d de ,lisboa1 s(fr5do em relao aos impo/os g]aes z consequ5cias da acquisio da sua individualidade municipal1 cont9u&o a exp]im5t> por um abuso intol]avel da auctoridade os vexames das ant]iores frmas fiscaes1 vilip5diado na sua magi/ratura municipal pelo desd5hoso sil5cio com que foi despresada a mode/a e respeitosa repres5tao dirigida ao ,gov]no pela cam>a d mesmo concelho1 no podia deix> de vir busc> proteco e ju/ia no seio d ,p>lam5to4 o que em nome d'elle e/a cam>a faz4 ,fal-o porque o seu re/ricto dev]2 fal-o porque de outro modo trahiria a confiana dos que a eleg]am4 ,p$e a re=ma dos decretos de #aa de setembro2 p$e que z provises d'esses decretos se affiram pelos pr9cipios et]nos da moral e da ju/ia2 que o concelho de ,belem seja lib]tado de tributos excepcionaes e que tambem seja privado de quaesqu] vantag5s excepcionaes1 cuja manut5o e/eja a c>go da ,faz5da ,publica ou d municipio de ,lisboa1 uma vez que no se prefira hav] uma comp5sao recebida d c(re d'e/a cam>a2 que se lhe retire consequ5tem5te a subv5o d$uzida das pre/aes dadas pelo ,gov]no cam>a de ,lisboa2 que se lhe re/ituam z propri$ades1 t]r5os e edificios municipaes contidos no p]imetro d concelho1 e que fique e/e sujeito unicam5te ao impo/o d real d'agua como os outros concelhos d ,re9o1 cobrado e fiscalisado d mesmo modo2 p$e em summa1 em quanto esse admiravel inv5to dos economi/as de ,d4 ,joo ,,iv cont9u> a deva/> o paiz1 que aos habitantes d'e/e t]ritorio seja applicado o direito commum1 e conc$ido igual qu9ho nos dev]es e enc>gos que on]am os outros cidados1 igualdade g>antida a todos pela lei politica da mon>*ia4 ,e/a cam>a1 precis&o de applic> s despezas ord9>ias d municipio uma somma exc$5te a dezeseis contos de ris1 tem de r5dim5to actual1 inclu9do a subv5o d ,gov]no e/abelecida nas leis de setembro1 m5os de nove contos de ris4 ,on]ados j com o impo/o excepcional1 a c>ne e o v9ho1 no pod]iam s] tributados municipalm5te s5o n'uma proporo t5uissma4 ,no meio dos emb>aos em que labora a agricultura d concelho1 emb>aos que se a*am expo/os na repres5tao dirigida ao ,gov]no1 s]ia absolutam5te impossivel sobrec>reg> com imposies os c]eaes1 o pr9cipal1 o quasi unico alim5to das classes mais infelizes1 e a unica produco importante d'e/e t]ritorio4 ,os impo/os indirectos sobre outras subsi/5cias d>iam ap5as sommas insignificantes4 ,re/a a contribuio directa4 ,e/a pelas nossas in/ituies adm9i/rativas no pde exc$] a dez por c5to da decima d concelho1 e hoje da respectiva quota de rep>tio1 a qual se eleva proximam5te a #af contos de ris1 e cujo decimo1 portanto1 equivale ap5as a #a3fjjjjj ris4 ,assim1 a9da lan&o todas z contribuies possiveis1 directas e indirectas1 e/a cam>a difficilm5te *eg>ia a igual> a sua receita com z suas inevitaveis despezas4 ,mas p>a ob/> decad5cia da riqueza na circumscripo municipal de ,belem1 decad5cia evid5te a todos os olhos e que o proprio ,gov]no reconheceu1 alm d'essas despezas ord9>ias a municipalidade tem de recorr] recon/ruco de e/radas g]aes e cam9hos travessos1 pela maior p>te intransitaveis1 p>a o que se precisam sommas avultadissimas1 desp5didas com a mais sev]a economia1 porque a l9ha das e/radas e cam9hos de todo o municipio equivale ext5so de muitas leguas4 ,urge tambem a con/ruco de matad\ros1 porque a populao inteira clama contra os abusos no =necim5to das c>nes v]des1 abusos que no s lhe affectam z bolsas1 mas tambem a saude e a exi/5cia1 e p>a ob/> aos quaes o unico meio o e/abelecim5to de matad\ros publicos1 onde o g5]o se fiscalise1 porque um dos resultados d impo/o d real d'agua qu] simples qu] qu9tuplicado1 como nos d\s novos concelhos1 impossibilit> a concorr5cia e conv]t] o =necim5to das c>nes v]des em monopolio dos arrematantes d impo/o4 s despezas porm1 d m5eio ord9>io d regim5 municipal1 e s extraord9>ias que so inevitaveis p>a acudir decad5cia d concelho1 e s primeiras exig5cias da hygi5e publica1 ajunta-se a necessidade de occorr] creao d mat]ial indisp5savel da adm9i/rao de um concelho novo1 con/ituido no t]mo de outro concelho1 p>a o qual pass\ a maior p>te d mat]ial empregado no s]vio d t]ritorio desannexado4 ,em similhante situao1 a cam>a actual ignora a que meios hade recorr] p>a mant] a adm9i/rao d municipio1 se cont9u> a pes> sobre elle o impo/o excepcional4 ,n'e/es t]mos1 a cam>a esp]a d ,p>lam5to uma resoluo favoravel sobre o pres5te assumpto4 ,e4,r4,m4 ,ajuda #bh de abril de #ahed4 ,o presid5te1 ,alex&re ,h]culano4 ,vogaes1 ,joo ,f]reira ,god9ho--,jos ,/reet d',arriaga e ,cunha--,joaquim ,f]reira ,p9to ,ba/o--,joo ,jos ,teixeira ,leal--,ma?ias ,antonio ,vieira4 ,,projecto ,,de ,,caixa ,,de ,,soccorros ,,agricolas #ahee ,s5hor4 ,a cam>a municipal de ,belem1 resolvida a occorr] a uma das maiores necessidades d concelho1 a cre> uma in/ituio d mais subido int]esse e cuja utilidade j hoje n+uem se atreve a pr em duvida1 embora z op9ies v>iem sobre o modo de a realis>1 (f]ece approvao d ,gov]no de ,vossa ,mage/ade1 p$9do o uso da iniciativa d mesmo ,gov]no p]ante o ,p>lam5to a favor d'elle1 o projecto de lei junto1 relativo fundao de uma ,caixa de ,soccorros ,agricolas1 especie de banco rural1 accommodado s necessidades d'e/e concelho1 ao nosso e/ado economico e juridico1 aos nossos usos agricolas1 e at s idz e talvez s preoccupaes dos cultivadores1 idz e preoccupaces que1 no hav5do inconv5i5te1 se devem respeit>1 porque esse o meio de faz] acceit> in/ituies novas1 de cuja importancia s a exp]i5cia de seus salut>es effeitos pde p]suadir os m5os illu/rados4 ,vossa ,mage/ade p]mittir que e/a cam>a exponha1 com a brevidade que taes mat]ias comportam1 os fundam5tos que abonam a ida g]al d projecto e z suas v>ias disposies4 ,por toda a ,europa se tem reconhecido a necessidade de salv> da usura a indu/ria agricola1 de facilit> a e/a capitaes1 cujo modico juro seja accommodado aos mode/os lucros d cultivador4 ,em ,portugal1 onde tantas vezes e por tantas maneiras tem re9ado uma agiotagem des5freada1 nem a indu/ria fabril1 nem o comm]cio1 nem a faz5da publica teem padecido talvez por e/e lado metade dos males que a agricultura padece4 ,nas prov9cias d sul1 sobretudo1 os campos so devorados por uma praga de usur>ios1 que cons]vam o lavrador n'uma b>b>a s]vido1 e que defec&o-lhe de cont9uo os recursos1 no s lhe ob/am a toda e qualqu] t5tativa de ap]feioam5to rural1 mas tambem o vo gradualm5te conduz9do mis]ia4 ,clama-se contra o atrazo dos cultivadores portuguezes1 contra a imp]feio dos me?odos1 e esses clamores so em gr&e p>te p\co assisados4 ,sem pret5d]mos que a nossa agricultura seja modelo1 c]to que muitos dos defeitos que se lhe notam1 no so s5o necessidades resultantes d clima1 d solo1 d e/ado da viao1 das condies dos m]cados1 d modo de s] da propri$ade1 e de mil outras circum/ancias economicas e juridicas1 que os agronomos especulativos desconhecem1 ou que no apreciam4 ,se att5d]mos elevao quasi con/ante dos sal>ios ruraes desde #ahcd p>a c1 depreciao progressiva dos g5]os1 e sobretudo c>e/ia sempre cresc5te dos capitaes1 o accrescimo con/ante da massa dos nossos productos agricolas1 abona a cr5a de que o sy/ema de agricult> no to imp]feito como folgam de p9tal-o os admiradores exclusivos das prcticas e/rangeiras4 ,os gr&es emb>aos p>a o mais rapido des5volvim5to da agricultura consi/em sobretudo na falta de capitaes1 nas leis que por diff]5tes modos se oppem diviso da t]ra e translao d dom9io1 falta de vias de transito e de policia rural1 a circum/ancias1 em summa1 que nada teem que vr com e/a ou com aquella frma de in/rum5tos agricolas1 com e/e ou com aquelle sy/ema de afolham5tos1 com a introduco d'e/a ou d'aquella cultura nova1 ou que1 se teem alguma influ5cia n'essas c\sas1 em d> razo s vezes ao agricultor p>a no z adopt>1 embora sejam boas absolutam5te consid]adas4 ,a cam>a de ,belem1 tract&o de remov] o maior dos ob/aculos ao des5volvim5to da agricultura n'e/e concelho1 a c>e/ia dos capitaes1 deve faz] s5tir a maneira como a usura proc$e na obra inf]nal de arru9> os cultivadores4 ,o quadro que ella vae traar tri/e1 mas v]dadeiro1 e oxal no repres5tasse ao mesmo tempo o que se passa na maioria dos outros concelhos1 ao m5os no sul d re9o4 ,em g]al a usura ex]cida sobre a agricultura de duas especies4 ,a #a4;a tem os c>act]es g5]icos d'e/a immoralidade3 o mutuante1 segundo a necessidade d agricultor1 empre/a sobre z hypo!cas ord9>ias com os juros mais exorbitantes que pde1 suppo/as taes ou taes circurm/ancias no mutu>io3 um agiota insol5te1 vulg>1 vido como qualqu] outro4 ,a #b4;a especie tem c>act]es p>te3 a usura hypocrita1 muito mais commum no campo d que a primeira4 ,o usur>io d'e/a especie segue div]so rumo4 homem *o1 mode/o1 exacto no cumprim5to dos seus dev]es civis1 laborioso1 val$or3 quasi um bom homem4 ,ignora z p>tidas dobradas e repugnam-lhe por via de regra1 no s os juros exorbitantes mas at o juro legal4 ,qu&o empre/a o seu d9heiro ao agricultor por d d'elle2 p>a lhe acudir n'um apuro4 ,o que qu] assegur> o reembolso da somma mutuada4 ,t5do horror s dem&as1 se o lavrador propriet>io no lhe acceita o pr$io como hypo!ca1 porque conhece a imp]feio das nossas leis hypo!c>ias3 se o no 1 nem por isso qu] ab&onal-o4 ,n'e/a situao que faz8 ,empre/a sem juro2 mas exige um contracto que lhe d a c]teza d reembolso4 ,o cultivador ha de pag>-lhe em g5]o na eira4 ,e como ha de s] o pagam5to8 ,os c]eaes regul>-se-ho pelo preo mais inf]ior d g5]o n'essa conjunctura4 uma precauo4 ,p>a os riscos das baixas possiveis que depois sobrev5ham de uma v5da ant]ior1 de uma divida desconhecida1 de uma colheita insignificante1 etc41 o mutu>io promette o abatim5to de um1 de d\s1 de tres v9t5s ou mais em alqueire4 outra precauo4 ,o usur>io compassivo1 b5evolo p>a com a sua victima1 mas precisa de s] prud5te4 ,o contracto fica secreto ou como secreto2 no se escreve porque o mutuante conta com a probidade d mutu>io1 ou p>a melhor diz]1 com o temor que e/e t] de a*> em novos apuros condies mais on]osas1 e esses apuros so quasi inevitaveis desde que o cultivador cau uma vez nas suas mos4 ,taes so z frmas mais communs da agiotagem rural n'e/e e n'outros concelhos4 ,z circum/ancias especiaes modificam-nas1 mas em g]al z transaces d'e/e g5]o c>act]isam-se assim4 ,o segr$o que se gu>da c]ca d'e/as transaces obscuras e h$iondas1 a que se pde *am> a crapula da agiotagem1 pr$om9a tambem =osam5te no facto g]al que resume esses mil factos de usura4 ,a c>go da irregul>idade das e/aes e dos m]cados1 da falta de vias de transito1 d peso dos impo/os1 etc41 ficam todos os males d lavrador4 ,murmura-se vagam5te e em voz baixa2 mas nas queixas publicas o usur>io passa ills4 ,como busc&o o v]me que de/roe a arvore antiga1 preciso que o ouvido d obs]vador seja bem agudo e o sil5cio roda d'elle bem pr(undo1 p>a s5tir a usura ro5do no amago da indu/ria agricola4 ,se o ,gov]no ou o ,p>lam5to in/ituissem um inqu]ito solemne a e/e respeito1 o mais provavel que fosse nullo o seu resultado4 ,o agricultor cal>-se-hia porque no cr na auctoridade2 no esp]a d'ella rem$io4 ,m>tyr1 olh>ia p>a o algoz e vr-lhe-hia nas mos os in/rum5tos dos tractos1 ao passo que no pod] publico s cr]ia descort9> a indiff]5a1 a fraqueza1 a impot5cia4 ,curv>-se-hia por isso e respeit>ia o mais =te4 ,evit>ia assim que no segu9te anno a sua imprud5cia fosse ca/igada com mais uma volta na corda d potro2 com mais um ou d\s v9t5s de abatim5to no preo por que dev]a v5d] cada alqueire de trigo4 ,p>a se avali> bem toda a ext5so d mal1 necess>io1 ,s5hor1 att5d] a alguns factos4 ,ord9>iam5te o lavrador executa com um capital seu os primeiros trabalhos annuaes4 ,na prosecuo d'esses trabalhos que vulg> virem a falt>-lhe os recursos1 e ento que elle compromette o futuro4 ,z mondas1 z sa*as1 z cavas1 z ceifas1 z v9dimas1 a*am-no muitas vezes desprovido4 ,ora entre e/es ultimos trabalhos e o recolhim5to dos fructos m$eiam ap5as de c9co a d\s mezes e a9da prazos mais curtos4 ,por outro lado1 como vulg>m5te sabido1 a epo*a em que os productos da agricultura teem m5or valor na occasio da colheita4 ,ajunte-se a i/o a r$uco de um tanto no preo de cada alqueire de c]eaes ou de cada almude de v9ho1 e imag9e-se qual s] a exorbitancia d lucro d mutuante4 ,supponhamos 7e e/a supposio no vae por c]to longe d que commumm5te succ$e7 que o preo m$io annual dos trigos temporos1 pr9cipal produco d'e/e concelho1 corresponde a #ejj reis1 e que na epo*a das eiras o c]eal vale a #dfj reis4 ,faz5do o abatim5to de #bj reis em alqueire1 o lavrador paga com cada um d'e/es ap5as #ddj reis de uma divida que1 suppondo-se contrahida por uma m$ia de tres mezes1 vem a s(fr] um juro de #ab por c5to em trime/re1 ou #dh por c5to ao anno4 ,e/a cam>a1 ,s5hor1 no foi busc> exemplos aos casos mais esc&alosos1 que annualm5te occorrem4 ,qu&o o cr$ito d lavrador e/ abalado1 muitas vezes por causa das mesmas usuras de que foi victima1 qu&o a sua reputao de probidade no inconcussa1 qu&o os seus habitos de economia so p\co sev]os1 qu&o z inc]tezas das e/aes o empobrec]am1 z usuras r$obram de viol5cia4 ,mas1 ou maiores ou m5ores1 z difficuldades da sua situao augm5tam de anno p>a anno1 e o resultado mais ou m5os remoto d'essa situao a ru9a e a mis]ia4 ,o cancro da usura devor\-lhe int]iorm5te a vida economica l5to1 l5to e sem ruido2 e e/a l5tido e e/e sil5cio so uma das c>act]i/icas da agiotagem rural que a tornam mais difficil de extirp>4 ,o que enleva1 o que arra/a sobretudo o lavrador1 o my/]io d'essas transaces leon9as que no se escrevem1 que no se vo cont> na praa1 porque o usur>io discreto e sabe tir> p>tido d'essa preoccupao dos agricultores4 ,foi att5d5do a e/es factos e s circum/ancias d'elles1 que se concebeu o projecto de uma in/ituio que1 suppr9do com vantagem os bancos ruraes como exi/em nos outros paizes e que p>ecem1 ao m5os por emquanto1 inapplicaveis ao nosso1 tr\xesse um alivio seguro agricultura d'e/e concelho1 mais compromettida e ameaada de ru9a d que se cuida4 ,o p5sam5to d projecto foi aproveit> a exp]i5cia1 digamos assim1 da indu/ria da usura p>a a combat]1 organis&o a ,caixa de ,soccorros de modo que facilidade das transaces se ajuntasse a modicidade d juro1 e o respeito por c]tos habitos e preoccupaes que o progresso da illu/rao ha de de/ruir1 mas que desatt5didos emquanto so vigorosos1 imp$em sempre a realisao das melhores c\sas4 ,affirm\1 ,s5hor1 e/a cam>a que a ,caixa de ,soccorros1 in/ituio simples e exequivel1 sub/ituir com vantagem os bancos ruraes1 que e/a cam>a reputa inapplicaveis ao paiz4 ,efectivam5te v>ias objeces gravissimas se pdem oppr t5tativa de cre> entre ns o *amado cr$ito rural por via de bancos4 ,que so os bancos t]ritoriaes ou hypo!c>ios8 ,uma in/ituio de g>antia1 int]m$ia entre o mutuante e o mutu>io1 ou mais exactam5te entre o capital e a propri$ade1 e que attrahe aquelle pela segurana1 e/a pela b>ateza d d9heiro que a segurana d empre/imo produz4 ,na expresso da indole de taes bancos se manife/a desde logo o imp]feito da in/ituio1 a9da absolutam5te consid]ada4 ,no s1 diremos mais1 no tanto a propri$ade rural como a indu/ria rural que precisa de s] por toda a p>te soccorrida por capitaes b>atos4 ,a t]ra um capital como o d9heiro1 porque no passa de um in/rum5to de produco3 o productor o que a cultiva4 p>a e/e1 p>a quem repres5ta o trabalho que sobretudo taes bancos dev]am s] in/ituidos4 ,propriet>io ou r5deiro1 que importa a qual das duas ca!gorias p]t5ce o cultivador1 o indu/rial agricola8 ,um c>ec] s de s] mutu>io d capital d9heiro2 outro c>ec] d capital d9heiro e d capital t]ra4 ,qual d'elles precisa de maior proteco8 ,evid5tem5te o segundo4 ,os bancos ruraes no satisfazem a e/a necessidade4 ,aproveitam aos primeiros1 porm no aos segundos1 ao m5os directam5te4 ,e todavia1 no dizemos em ,portugal1 mas em quasi todos os paizes1 o maximo num]o dos cultivadores so os r5deiros4 ,na ,polonia1 na ,allemanha1 na ,russia1 na ,d9am>ca1 na ,belgica1 z in/ituies de cr$ito agricola no vo alm da propri$ade t]ritorial4 ,nem outra c\sa podia s] porque ellas suppem g]alm5te a exi/5cia d fundo1 os b5s de raiz1 como hypo!ca p>a o reembolso4 ,d'esse facto d]iva outra objeco grave contra os bancos ruraes4 ,os paizes d norte1 onde a in/ituio nasceu1 teem luctado com os mil tropeos1 que traz sua consolidao o regim5 hypo!c>io1 e a ,frana debate-se p>a a cre> com z difficuldades d'esse mesmo regim51 mais imp]feito a9da que n'aquelles paizes4 ,entre ns o sy/ema de hypo!cas pde consid]>-se na infancia1 e elle s]ia um ob/aculo insup]avel ao e/abelecim5to dos bancos de cr$ito t]ritorial4 ,dir-se-ha que z nossas leis hypo!c>ias s]o re=madas como acto prelim9> creao dos bancos8 ,z naes mais adiantadas teem consumido annos e annos em e/udos e t5tativas p>a re=m> essas leis1 que pr5dem directa ou indirectam5te com todo o direito civil1 e a9da no o teem completam5te alcanado4 p]mittido por isso duvid> de que tal facto se v]ifique entre ns1 que a9da no temos um ,codigo ,civil e onde a legislao um *aos4 ,faz1 na v]dade1 sorrir a facilidade com que se imag9a prov] em ,portugal1 ao complem5to e organisao d'esse esboo que ahi temos de um sy/ema hypo!c>io4 ,z in/ituies de/9adas a s]virem de int]m$io entre os capitali/as e os propriet>ios1 ou dep5dem de associaes pod]osas e respeitaveis1 ou da g>antia publica4 ,mas qu] sejam de um1 qu] de outro g5]o1 necess>io que o seu cr$ito se repute inabalavel4 ,sem isso debalde se busc>ia obt] capitaes b>atos p>a agricultura4 ,mas quaes s]o z associaes pod]osas e respeitaveis que possam ou queiram organis> entre ns os bancos t]ritoriaes8 ,por outra p>te a hi/oria da faz5da publica e dos gr&es e/abelecim5tos de cr$ito n'e/e paiz1 no abon>ia demasiado a confiana dos mutuantes na g>antia publica4 ,todos os div]sos bancos ruraes actualm5te exi/5tes na ,europa presuppem a emisso de notas1 de letras1 de inscripes1 de titulos de cr$ito1 em summa1 p>a funccion>em4 ,mas quem prud5tem5te pod]ia esp]> hoje em ,portugal a acceitao de taes titulos8 ,mr4 ,?i]s dizia em #ahdh p]ante a assembla nacional1 n'um paiz onde o cr$ito publico mal se pod]ia comp>> com o nosso3 ,ba/a que um papel se introduza n'um paiz como nota de banco p>a se me torn> suspeito4 ,ns os portuguezes no suspeitamos3 descremos4 ,e e/a descr5a mat> todas z t5tativas2 porque o cr$ito nem se improvisa1 nem se decreta4 s prec$5tes objeces vem associ>-se outra1 talvez no m5os p]emptoria4 ,os capitaes em ,portugal teem um valor subido4 ,so communs os empre/imos1 feitos com toda a segurana compativel com o desord5ado e incompleto das nossas leis civis1 a #g1 a #h e a mais por c5to4 ,a9da suppondo possivel a exi/5cia de bancos ruraes que (f]ecessem solidas g>antias1 e que a situao actual da agricultura portugueza admittisse a exig5cia de um juro de #e ou #f por c5to1 como attrahir os capitaes p>a os bancos8 ,como resolv] o capitali/a a cont5t>-se com um juro de #d ou #e por c5to1 vi/o s] necess>io res]v> pelo m5os #a por c5to p>a z despezas da g]5cia dos bancos1 qu&o elle pde obt] p>a o seu d9heiro um preo mais subido8 ,re/>ia s um meio1 a emisso de notas que no repres5tassem valores positivos2 re/>iam z *im]as da mobilisao d solo e da multiplicao dos capitaes1 ou por outra a mo$a papel1 que os utopi/as crem t] descob]to porque inv5t>am algumas phrases ou palavras novas1 p>a exprimir erros velhos4 ,e/a cam>a julga inutil combat] similhantes preoccupaes1 porque o ,gov]no de ,vossa ,mage/ade e o ,p>lam5to e/o acima de taes desvios4 ,se fosse possivel no o e/>em1 a op9io publica f>ia prompta e inexoravel ju/ia a esses papeis de cr$ito1 desacr$itados a9da antes de emittidos4 ,e/a cam>a1 ,s5hor1 no pret5de com o que leva dito neg> os b5eficios produzidos pelos bancos ruraes nos div]sos paizes da ,europa1 nem que o progresso das luzes economicas os v5ha a torn> mais amplos nos seus effeitos1 nem f9alm5te que possa *eg> um dia em que a sua fundao seja no s possivel1 mas tambem conv5i5te ao nosso paiz4 ,quiz s mo/> a convico pr(unda que tem de que1 por agora1 p>a faz] alguma c\sa v]dadeiram5te util agricultura1 consid]ada nas suas relaes com o capital1 cumpre tom> por base outro p5sam5to1 e des5volvel-o em h>monia com o nosso e/ado economico e civil1 e alm d'isso com z idz1 habitos e at preoccupaes innoc5tes dos agricultores4 ,na creao da ,caixa de ,soccorros1 que submette approvao1 e p>a que p$e a iniciativa d ,gov]no1 e/a cam>a tom\ p>a ponto de p>tida o tributo municipal1 em vez da esp]ana de obt] capitaes alheios p>a g]ir4 ,a razo simples3 no os obt]ia s5o por um preo que o e/ado da agricultura d concelho no comporta4 ,consid]aes mais l>gas a e/e proposito talvez aqui tivessem cabida1 mas ella cont5ta-se com o que j pond]\1 e que no caso especial decisivo4 ,conhec5do pelos exames a que proc$eu sobre a mat]ia1 que o gr&e mal consi/e nas usuras a que o lavrador tem de sujeit>-se p>a obt] os meios de execut> os amanhos annuaes1 foi sobretudo e/e mal que procur\ combat]4 ,se a usura espreita z necessidades in/antes1 que regul>m5te vm assalt> o cultivador no grangeio annual1 ahi que deve s] repellida4 ,a ,caixa de ,soccorros empre/> annualm5te e s annualm5te4 ,d'e/e pr9cipio resultam a possibilidade e a pr(icuidade da in/ituio4 ,resulta3 #a4o que s5do a hypo!ca d empre/imo os fructos em vez d pr$io1 z que/es hypo!c>ias desapp>ecem com um pequ5o favor da lei1 e sem (f5sa grave d direito de t]ceiro3 #b4o que limit&o-se a quantia mutuada ao equival5te da r5da liquida d cultivador1 r$uzida a9da a tres qu>tos p>a obvi> aos inconv5i5tes das alt]aes inevitaveis n'essa r5da1 a ,caixa1 obrigada a subm9i/r> ap5as sommas comp>ativam5te modicas1 pod] multiplic> os empre/imos e1 recolhido integralm5te o capital todos os annos1 salvo nos de escacez completa1 e/> sempre habilitada com recursos p>a r5ov> opportunam5te o b5eficio3 #c4o que limit&o-se a empre/imos annuaes a mesma ,caixa1 evit> um dos gr&es escolhos dos bancos hypo!c>ios1 a absorpco de capitaes avultados por um p]iodo indet]m9ado ou demasiado longo2 i/o 1 evit> a causa mais ord9>ia da ru9a dos bancos hypo!c>ios3 #d4o que por e/a mesma razo deix> de cair na ju/ificada c5sura1 que mais de uma vez se tem feito aos bancos t]ritoriaes1 de favorec]em a paixo excessiva pela propri$ade1 paixo vulg> no homem d campo1 e a que se pde *am> o vicio da t]ra4 ,e/e vicio produz1 mais frequ5tem5te d que se cuida1 a ru9a d cultivador4 ,ha uma obs]vao feita j por toda a ,europa1 e que facil de faz] em ,portugal4 ,o lavrador que pde obt] um capital por tempo indet]m9ado ou asss longo1 no procura em regra d> maior int5sidade ou ap]feioam5to1 cultura d pr$io que cultiva3 tracta de dilat> o grangeio4 s difficuldades com que luctava accresc5ta maiores1 endivida-se cada vez mais2 cada vez faz maiores sacrificios at que completam5te se arru9a4 e/a a hi/oria de muitos4 ,o propriet>io rural no deve e/5d] a sua propri$ade s5o com economias realisadas3 o r5deiro no deve conv]t]-se em propriet>io s5o pelos mesmos meios4 ,tudo o mais imprud5te e arriscado1 e tanto mais arriscado quanto c]to que o vicio da t]ra cria facilm5te na imag9ao d cultivador esp]anz de lucros1 que se no v]ificam4 ,os bancos ruraes teem no meio de muitas vantag5s e/e inconv5i5te4 ,a amortisao pelas annuidades1 sy/ema facil p>a o mutu>io remir a divida ins5sivelm5te1 no rem$eia o mal s5o caus&o outro4 ,a annuidade no significa p>a o cultivador s5o um augm5to de juro1 que exc$5do z =z productivas da t]ra1 o arru9a tambem4 ,no fim de um c]to num]o de annos no dev] o capital ext9cto pelas annuidades1 mas dev] outro que tom> empre/ado1 qu&o a somma da annuidade com o juro annual exc$] o producto liquido da sua indu/ria4 ,nas disposies organicas da ,caixa de ,soccorros ,agricolas1 e/a cam>a ins]iu algumas provises t5d5tes a remov] uma appreh5so grave4 ,e/a appreh5so1 a que j ant]iorm5te se alludiu1 funda-se n'um facto de ordem moral3 o cultivador portuguez env]gonha-se de tom> d9heiro a juro3 ent5de que ha o que qu] que seja m5os regul> n'esse acto to innoc5te como legitimo4 ,pref]e tudo publicidade d que elle *ama a sua mis]ia1 e que s vezes o 4 ,no r>o o usur>io explora e/e s5tim5to de orgulho1 porv5tura nobre na sua origem4 ,cu/a m5os ao agricultor p$ir quelle a quem j p$iu uma vez1 e que no assoalha o facto1 porque o defeito da usura no s] vangloriosa4 ,o usur>io cont5ta-se com ret] em s]vido p]ptua o cultivador que uma vez lhe caiu nas mos4 ,aos olhos de muitos essa circum/ancia p>ec]ia de bem p\co mom5to3 a e/a cam>a p>eceu que1 practicam5te1 era uma das maiores difficuldades a v5c]1 e por isso insi/e n'ella4 ,um facto1 hoje esquecido1 prova a sua importancia4 ,em #ahde o ,gov]no decret&o um empre/imo aos lavradores d ,ribatejo1 convid\ a ,companhia das ,lezirias a fazel-o4 ,acceit\ a ,companhia o enc>go com condies que presuppunham a publicidade como g>antia4 ,p$ia-se um juro modico em relao s usuras de que ord9>iam5te victima quelle di/ricto agricola4 ,n5hum mutu>io todavia app>eceu4 ,era o empre/imo um acto publico1 e at c]to ponto ruidoso1 no qual cumpria que cada um se confessasse necessitado4 ,pref]iram a usura1 e uma circum/ancia app>5tem5te insignificante ba/\ p>a inutilis> z int5es bemfazejas d ,gov]no e da ,companhia4 ,importava1 portanto ob/> a que igual successo se r5ovasse no caso pres5te4 ,imag9\-se o meio de concili> a segurana da ,caixa com z prev5es dos cultivadores1 e e/a cam>a cr tl-o a*ado nas disposies dos artigos #e4o1 #aa4o e #ab4o ,o regi/o dos empre/imos1 se no d a c]teza de um segr$o absoluto1 (f]ece pelo m5os tantas g>antias de p\ca publicidade como a discrio dos usur>ios4 ,p>a o mutu>io hone/o ha a segurana de que1 paga a divida1 no fic>o d'ella ve/igios escriptos1 e de que emquanto subsi/iu1 o conhecim5to da sua exi/5cia no pass\ de p\cos individuos4 ,na occasio da v5da dos productos agricolas1 r>as vezes t] de se v]ific> o dispo/o no artigo #ad4o ,n+uem duvida em g]al de entreg> ao lavrador uma p>te d preo d g5]o v5dido antes de complet> a trca4 ,com os simples meios de op]> z transaces tanto dos empre/imos como da re/ituio adoptadas por e/a cam>a1 o cultivador evita esses tramites complicados a que fic>ia sujeito n'outra qualqu] in/ituio de cr$ito4 ,os cultivadores1 em troco d direito que adquirem a obt] um capital b>ato qu&o lhes convi]1 no tomam s5o o enc>go de m&> busc> ,caixa de ,soccorros uma c]tido de corr5te1 se d'ella precis>em antes d dia #cj de ago/o1 p>a sem ob/aculo negoci>em os seus g5]os1 e os compradores de productos agricolas nunca pod]o alleg> ignorancia1 vi/o s] prohibido aos cultivadores d concelho op]>em qualqu] transaco sobre fructos1 sem mo/r>em o e/ado das suas relaes com a ,caixa4 ,a vantagem dos cultivadores1 sobretudo dos de c]eaes1 que so a gr&issima maioria dos d concelho1 no s a de obt]em capitaes a #a_/d por c5to ao mez1 ou a #c por c5to ao anno1 em log> dos juros exorbitantes de #cj1 #dj ou #ej por c5to2 tambem a de pod]em v5d] em conjunctura mais propicia d que a da colheita1 vi/o que a re/ituio s tem de e/> v]ificada no fim de janeiro3 e se1 por causa da facilidade de se h>monis>em os empre/imos com os reembolsos1 os primeiros ficam circumscriptos ao p]iodo de fev]eiro a julho1 e/a a epo*a em que realm5te o cultivador precisa d'elles1 porque sabido que todo aquelle que no pde execut> os primeiros trabalhos d anno agricola com os proprios recursos1 no e/ habilitado p>a s] agricultor4 ,qu&o porm tal situao se dsse1 t]ia o lavrador a lib]dade de v5d] na eira1 re/itu9do o empre/imo ,caixa1 faz5do os primeiros trabalhos com o re/o1 e v9do busc> em fev]eiro novo empre/imo4 ,explicado o p5sam5to da cam>a no ess5cial1 s]ia (f5d] a intellig5cia d ,gov]no e d ,p>lam5to1 d> tambem a razo de cada uma das provises d projecto4 ,em g]al1 ha n'elle a manife/ao de desconfiana da boa vontade com que s] mantida de futuro a nova in/ituio4 ,e/a desconfiana exi/e de feito no espirito da actual cam>a4 ,a fundao da ,caixa de ,soccorros ,agricolas f]e int]esses pod]osos4 ,esses int]esses cuja legitimidade mais que disputavel1 ho-de combatl-a antes e depois de creada1 e o combate s] tanto mais p]igoso1 quanto c]to que a usura tem de cam9h> nas trevas1 us&o de meios indirectos4 ,eram necess>ias prev5es contra o p]igo1 e a cam>a cr tl-z tomado4 ,qu&o1 o que no de esp]>1 viesse uma v]eao ho/il exi/5cia da in/ituio1 z provises d projecto so taes1 que os v]eadores compromett]iam s]iam5te a propria =tuna1 falt&o n'e/a p>te ao seu dev]4 ,alm d'isso1 o adm9i/rador da ,caixa1 cuja subsi/5cia dep5d] da p]man5cia da in/ituio1 def5dido de uma demisso inju/a da p>te da cam>a pelas disposies da lei1 s] um ob/aculo p]man5te aos abusos que pod]iam traz] a ru9a da mesma ,caixa4 ,re/a a9da1 ,s5hor1 a e/a cam>a d> algumas explicaes sobre o meio adoptado p>a a =mao d fundo1 e sobre a quantia que se fix\ p>a o con/ituir4 ,das consid]aes at aqui feitas d]iva a creao d fundo por meio de um impo/o4 ,o capital assim accumulado1 s5do propri$ade d concelho1 pde mutu>-se por um juro insignificante sem detrim5to de n+uem4 ,levant&o-se um capital por empre/imo e applic&o-se o impo/o amortisao d'elle1 z op]aes da ,caixa pod]iam na v]dade satisfaz] desde logo a toda a procura de pequ5os capitaes2 mas evid5te que o impo/o on]>ia o concelho por mais annos1 e o juro exigido dos mutu>ios no pod]ia s] inf]ior a seis ou sete por c5to1 p>a occorr] ao pagam5to d juro de #e por c5to 7suppondo que se obtivesse d9heiro por preo tal7 e s despezas d e/abelecim5to4 ,a cam>a1 porm1 e/ conv5cida de que a cultura d concelho1 sobretudo a de c]eaes1 no s(fre similhante juro4 ,alm d'isso1 s5do e/a uma in/ituio nova no paiz1 t5do contra si z repugnancias e hesitaes que sempre se do em taes casos1 a fra a gu]ra que lhe ho-de faz] os int]essados em mant] o e/ado actual das c\sas1 a procura de pequ5os capitaes deve s] t5ue a pr9cipio e cresc] gradativam5te m$ida que o fundo augm5t>4 ,a base adoptada p>a det]m9> o alg>ismo d fundo foi a e/ati/ica dos pr$ios ru/icos d concelho1 a que a cam>a m&\ proc$] com a exaco possivel1 suppo/a a sabida c>5cia de recursos que ha p>a obt] a exaco em taes mat]ias4 ,exi/em no concelho #hab pr$ios ru/icos1 que se di/ribuem d modo segu9te1 por uma escala gradativa da sua r5da liquida3 ---------------------------------------- -------------------------- ,de #ajjj;,de #ajjjj;,de #ejjjj;,de #ajjjjj;,de #bjjjjj;,de #cjjjjj ,,fregueziasa #ajjjj;a #ejjjj a #ajjjjj;a #bjjjjj a #cjjjjj a #fjjjjj reis reis reis reis reis reis ---------------------------------------- -------------------------- ,belem #c #aj #g #b -- #b ,ajuda #af #cg #ad #aa #e #c ,s4 ,p$ro d' ,alcant>a -- #b #aa #aj #c -- ,bemfica #cj #aic #gd #dh #ad #e ,s4 ,seba/io da ,p$reira -- #bj #bj #bd #d #c ,c>nide -- #di #h #aj #b #b ,odivellas #ah #ajg #bh #ac #c #a ---------------------------------------- ---------------- #g ,freguezias #fg #dah #afb #aah #ca #af ---------------------------------------- -------------------------- ,tomadas z m$ias da escala gradativa1 e multiplic&o cada m$ia pelo num]o de pr$ios de cada-gru1 a*amos a m$ia da r5da liquida total s] de #eg3agejjj reis4 ,mas aconselh&o a prud5cia que se limitem os empre/imos a trez qu>tos da r5da liquida de cada mutu>io1 seguir-se-hia que o fundo da ,caixa dev]ia s] proximam5te de #db contos de reis4 ,entretanto1 d segu9te mappa1 em que os pr$ios ru/icos d concelho so classificados segundo a natureza das respectivas culturas1 d]iva a consequ5cia de que uma somma m5os elevada satisf> pl5am5te aos f9s da in/ituio4 ,eis o mappa3 ---------------------------------------- ----------------------- ,,freguezias ,qu9tas,casaes,t]ras,hortas,v9has,c]cas, olivaes,p9haes ---------------------------------------- ----------------------- ,belem #d #b #ad #d -- #a -- -- ,ajuda #ai #ai #fg -- -- #a -- -- ,s4 ,p$ro d',alcant>a #ac #f -- #b #a -- #a -- ,bemfica #hi #fa #bai -- #be -- #c -- ,c>nide #ai #a #ba #aa #bg #b #b -- ,odivellas #bb #cd #abc #af #i #a #c #b ,s4 ,seba/io da ,p$reira #cc #g #ba #b #g -- #c -- ---------------------------------------- ----------- #aii #acj #dfe #ce #fi #e #ab #b ---------------------------------------- ----------------------- ,z qu9tas e z hortas no prec$5te mappa con/ituem mais da qu>ta p>te dos pr$ios ru/icos d concelho4 ,z primeiras p]t5c5tes no maximo num]o a propriet>ios aba/ados da capital1 e cultivadas por seus donos1 s5do alm d'isso muitas d'ellas antes objecto de luxo que de indu/ria1 no c>ec]o provavelm5te nunca de soccorros da ,caixa p>a o seu cultivo4 ,z segundas pela indole de uma cultura1 que no s(fre a accumulao de fructos que possam s]vir de g>antia ao empre/imo1 e/o =adam5te excluidas d b5eficio da ,caixa4 ,muitos dos pr$ios1 porm1 incluidos n'e/as duas categorias1 figuram entre os de maior r5da na li/a das propri$ades ru/icas d concelho4 ,s]ia1 portanto1 necess>io que todos os cultivadores1 p>a cuja utilidade1 ou antes p>a cuja r$empo d captiveiro da usura e/a in/ituio de/9ada1 c>ecessem de empre/imos integralm5te equival5tes a trez qu>tos da respectiva r5da liquida1 p>a s] absorvido o fundo creado de #ce3jjjjjj reis4 ,o impo/o de/9ado p>a e/e objecto1 po/o no seja s5o a trans=mao de outro mais antigo e pesado1 que hoje no pod]ia subsi/ir1 tem encontrado z difficuldades que se co/umam encontr> na fiscalisao e cobrana de um impo/o novo4 ,p>a o realis> era necess>io que a mod]ao acompanhasse a firmeza4 ,e/a cam>a adopt\ o me?odo das av5z1 me?odo popul> que facilita z op]aes da cobrana1 tanto p>a os exactores como p>a os contribu9tes1 e que sob c]to aspecto equivale ao sy/ema d impo/o directo e simples1 e e/ demon/r&o a excell5cia d'elle1 excell5cia que infelizm5te o povo a9da no compreh5de4 ,z av5z feitas no repres5tam por agora a v]ba d que o impo/o deve produzir2 mas ho de approxim>-se d'ella m$ida que fr possivel ir torn&o a fiscalisao mais sev]a4 ,se a cam>a se no illude nas suas previses1 o fundo da ,caixa e/> pre5*ido d5tro de sete ou oito annos1 pod5do e dev5do cess> o impo/o desde que e/iv]em pre5*idos os f9s d'elle4 ,res]v&o a qu>ta p>te d tributo especial p>a z despezas g]aes d municipio1 a cam>a att5deu a que sem e/a res]va recaria sobre os outros ramos d s]vio municipal a cobrana e fiscalisao d'elle1 bem como a despeza com a g]5cia da ,caixa1 emquanto os seus r5dim5tos no *eg>em p>a isso1 e f9alm5te consid]\ essa res]va como uma indemnisao pelo enc>go e/abelecido no ultimo p]iodo d artigo #bc4o4 ,a cam>a de ,belem esp]a que e/a sua t5tativa1 p>a acudir mais urg5te necessidade de um concelho1 em gr&e p>te rural1 m]ec] a b5evola att5o de ,vossa ,mage/ade1 e que o projecto junto1 corrigido pela sab$oria d ,gov]no de ,vossa ,mage/ade1 s] submettido approvao d ,p>lam5to1 que no a recus> por c]to a uma in/ituio1 cuja utilidade inque/ionavel4 ,deus ,gu>de a preciosa vida de ,vossa ,mage/ade1 como todos havemos mi/]4--,cam>a1 em ,v]eao1 #bg de m>o de #ahee4 ,o ,presid5te--,alex&re ,h]culano4 ,joaquim ,f]reira ,p9to ,ba/os4 ,joo ,jos ,teixeira ,leal4 ,ma!us ,antonio ,vieira4 ,jos ,/reet d',arriaga e ,cunha4 ,,caixa ,,municipal ,,de ,,soccorros ,,agricolas ,artigo #a4o in/ituido no concelho de ,belem um fundo p]man5te com a d5om9ao de ,caixa ,municipal de ,soccorros ,agricolas4 ,o seu de/9o subm9i/r> capitaes b>atos aos cultivadores p>a os amanhos ruraes4 ,artigo #b4o ,o fundo d'e/a ,caixa =m>-se-ha com tres qu>tos d producto d actual impo/o de #bj reis em cada alqueire de f>9ha fabricada1 at complet> a somma de #ce3jjjjjj reis4 unico4 ,a cam>a pod] sub/ituir o dito impo/o por outro qualqu]1 uma vez que o seu producto seja pelo m5os equival5te ao dos mesmos tres qu>tos d actual4 ,se a cam>a1 porm1 di/rahir e/es d fim a que so de/9ados1 ou supprimir o impo/o sem o sub/ituir1 antes de se complet> o fundo1 embora com approvao d ,conselho de ,di/ricto1 os v]eadores fic>o responsaveis por seus b5s ao complem5to d'elle4 ,artigo #c4o ,a adm9i/rao sup]ior da ,caixa incumbe a uma direco compo/a d presid5te da cam>a1 que s] o presid5te da direco1 d fiscal1 e de um vogal eleito pelos c9co membros re/antes da cam>a d'entre si4 ,artigo #d4o ,a ,caixa empre/> aos cultivadores d concelho1 por prazos que nunca exc$]o a um anno1 e a juro de #a_/d por c5to ao mez1 o capital necess>io p>a o movim5to da cultura annual dos respectivos pr$ios1 pela totalidade da somma exi/5te em ,caixa at ao complem5to d fundo creado1 e d'ahi vante pelo total d mesmo fundo1 o qual por n5hum pretexto pod] t] outra applicao1 que no seja a de empre/imos annuaes aos cultivadores4 ,artigo #e4o ,hav] um regi/o1 num]ado e rubricado em todas z folhas pelos membros da direco1 de todos os cultivadores d concelho4 ,artigo #f4o ,os ditos cultivadores s]o designados em duas categorias3 #a4;a lavradores2 #b4;a faz5deiros4 #a4o ,ent5de-se por lavrador o cultivador de c]eaes1 e por faz5deiro o v9hateiro1 o pom>eiro e o que cumulativam5te cultiva v9has e pom>es4 #b4o ,qu&o o grangeio d cultivador abrang] ambas z categorias1 o mesmo cultivador s] classificado con=me a importancia relativa d'esse grangeio em cada uma d'ellas4 ,artigo #g4o ,abrir-se-ha um titulo a cada um dos cultivadores d concelho1 cont5do o seu nome1 a natureza e condies da cultura1 que det]m9>am a sua categoria1 e bem assim a v]ba d producto liquido ord9>io da mesma cultura1 vi/a da ultima quota d tributo g]al directo1 em que o cultivador tiv] sido tributado4 ,a adm9i/rao1 porm1 da ,caixa recorr] s in=maes que julg> opportunas p>a v]ific> a exaco da v]ba1 que todavia nunca pod] s] sup]ior que corresponde a quota d tributo directo4 ,artigo #h4o ,a somma mutuada por cada cultivador1 nunca pod] exc$] a tres qu>tos da sua r5da liquida av]bada no regi/o4 ,artigo #i4o ,s]o hypo!ca especial d empre/imo os fructos d anno corr5te1 produzidos no pr$io ou pr$ios cultivados pelo mutu>io1 e na falta d'e/es os dos annos imm$iatos at o reembolso da divida4 ,artigo #aj4o ,os empre/imos f>-se-ho durante o decurso dos mezes de fev]eiro a julho de cada anno1 por uma vez na importancia de tres qu>tos da r5da liquida d mutu>io1 ou por duas vezes em duas p>cellas iguaes1 que completem os ditos tres qu>tos1 ou ap5as por um t]o da r5da liquida d mesmo mutu>io1 tudo a arbitrio d'e/e4 ,artigo #aa4o ,hav] um livro de talo1 *amado d regi/o annual dos empre/imos1 num]ado e rubricado em todas z folhas pelos membros da direco da ,caixa1 onde se regi/>o z em5tas dos mesmos empre/imos4 ,e/as em5tas1 que cont]o um num]o de ordem1 o nome d mutu>io e a quantia por que fica dev$or1 s]o escriptas1 datadas e sobscriptas pelo adm9i/rador da ,caixa e assignadas pelos mutu>ios ou por outra pessoa a seu rogo1 e por uma te/emunha qu&o o mutu>io no s\b] escrev]4 ,no talo escrev]-se-ha o num]o de ordem1 a quantia mutuada e data da transaco4 #a4o ,cada uma das em5tas feitas da maneira det]m9ada no prec$5te artigo1 s] lanada n'uma folha sep>adam5te4 #b4o ,z c]tides passadas d livro das em5tas pelo adm9i/rador da ,caixa1 e ref]5dadas pelos membros da commisso e pelo adm9i/rador d concelho1 t]o p>a os effeitos legaes o valor de uma escriptura publica de divida4 #c4o ,o exame d regi/o annual dos empre/imos v$ado a todas z pessoas e/ranhas adm9i/rao da ,caixa1 salvo ao adm9i/rador d concelho4 #d4o ,na escripturao da ,caixa de ,soccorros o num]o de ordem sub/ituir sempre o nome d mutu>io4 ,artigo #ab4o ,no fim d anno1 ou antes se os cultivadores o quiz]em1 v]ific>-se-ha o reembolso da ,caixa1 capital e juro1 dev5do esse reembolso e/> realisado d5tro d mez de janeiro imm$iato4 ,entreg>-se-ha a cada mutu>io como quitao a em5ta ou em5tas1 que lhe =em relativas cortadas dos respectivos tales4 ,artigo #ac4o ,a aco e direito da ,caixa de ,soccorros t] a pref]5cia a outra qualqu] aco e direito p>ticul>1 sobre os fructos d anno em que foi contrad o empre/imo4 ,exceptua-se a aco da faz5da publica pelos impo/os devidos4 ,artigo #ad4o ,n+uem pod] levant> por titulo de compra1 troca1 cesso ou outro qualqu] contracto1 os fructos d pr$io ru/ico cultivados pelos individuos designados nos artigo #e4o e #f4o1 sem que o cultivador lhe apres5te c]tido d e/ado da sua conta com a ,caixa de ,soccorros4 #a4o ,e/as c]tides s]o rubricadas pelos membros da direo da ,caixa1 e passadas gratuitam5te pelo adm9i/rador da mesma1 e s ao cultivador int]essado4 ,se a c]tido decl>> e/e em divida1 o comprador dos fructos s] obrigado a entr> na ,caixa com a importancia1 capital e juro1 da dita divida1 pag&o ao cultivador a somma correspond5te a essa importancia com o recibo respectivo4 ,se no cumprir o dispo/o n'e/e artigo1 fic> responsavel pela divida1 capital e juro4 #b4o ,se o contracto de compra ou de outra qualqu] especie1 e o levantam5to dos fructos tiv] sido feito occultam5te1 aquelle que h\v] feito o contracto ou recebido os fructos1 fic> no s responsavel pela divida1 capital e juro1 mas tambem sujeito a uma multa de #bj por c5to da mesma divida p>a o (ficial da cam>a ou da adm9i/rao1 que descobrir o facto1 ou p>a outro qualqu] individuo que v5ha d5uncial-o direco da ,caixa4 #c4o ,se o cultivador tiv] v5dido os fructos a comprador transeunte e desconhecido1 s5do por e/e levantados os mesmos fructos1 fic> o dito cultivador incurso no crime de burla1 e sujeito s p5as das leis4 #d4o ,aos cultivadores d concelho1 que no h\v]em recebido empre/imos da ,caixa1 envi>-se-ha a c]tido corr5te n'esse anno at ao dia #cj de ago/o1 embora elles no a hajam ant]iorm5te exigido4 ,artigo #ae4o ,os cultivadores que mud>em de pr$io s]o obrigados a d> aviso adm9i/rao da ,caixa1 e a decl>> a importancia d seu novo grangeio e d r5dim5to liquido d'elle4 ,os que no o fiz]em1 fic>o inhabilitados por d\s annos p>a receb] empre/imos da ,caixa4 ,artigo #af4o ,todos os annos1 depois de concluido o lanam5to dos tributos g]aes directos1 o adm9i/rador d concelho communic> direco da ,caixa z alt]aes que h\v]em occorrido nas respectivas quotas de rep>tio1 em relao aos cultivadores d concelho4 ,dadas essas alt]aes1 mud>-se-ha no regi/o a v]ba1 at a qual pde subir o empre/imo ao respectivo cultivador4 ,artigo #ag4o ,acontec5do que o total das v]bas p$idas pelos cultivadores exc$a os recursos da ,caixa1 a pref]5cia s] dada em razo asc5d5te da m5or r5da liquida p>a a maior4 ,artigo #ah4o ,se qualqu] cultivador d concelho fr eleito v]eador no pod]1 em quanto ex]c] esse c>go1 s] mutu>io de somma alguma havida da ,caixa de ,soccorros ,agricolas4 ,artigo #ai4o ,a n5hum dos mutu>ios individualm5te pod] a adm9i/rao da ,caixa espaar o prazo fatal d reembolso no fim d anno4 ,qu&o por motivo de escacez das colheitas1 ou de outra calamidade publica1 se reput> necess>ia a concesso de mra1 a cam>a resolv] essa concesso1 e fundam5t&o-a a (f]ec] sanco d ,conselho de ,di/ricto4 ,s5do por e/e approvada1 gos>o d b5eficio da mra todos os mutu>ios que d'ella quiz]em aproveit>-se4 ,se a cam>a1 porm ent5d] que z circum/ancias aconselham que se faca a dita concesso1 ou s classe dos cultivadores de c]eaes1 ou s dos faz5deiros1 conc$]-se-ha a essa classe a mra especial com approvao d ,conselho de ,di/ricto1 sob a mesma condio de nunca s] individual4 #a4o ,a mra ent5de-se em todo o caso p>a o capital2 o juro s] pago no prazo prefixo4 #b4o ,o pagam5to da divida no pod] s] exigido nos annos subsequ5tes1 s5o pela decima p>te da r5da liquida d cultivador1 que se calcul> com abatim5to da mesma decima p>te p>a o effeito de novos empre/imos4 #c4o ,so hypo!cas d'e/a divida os b5s de raiz d cultivador-propriet>io1 e os d cultivador-r5deiro1 se os tiv]4 ,se e/e no os tiv]1 sel-o-ho os seus b5s moveis e semov5tes1 s5do alm d'isso obrigado a d> fiador idoneo divida4 #d4o ,e/as dividas no v5c]o juro1 e a aco e direito da ,caixa p>a z cobr> s]o os mesmos da faz5da publica4 ,artigo #bj4o ,p>a supprir at onde fr possivel o desfalque d fundo pala mra1 dada a hypo!se d artigo antec$5te1 a ,caixa tom> um empre/imo d5tro das segu9tes limitaes3 #a4;a ,o total d empre/imo s] equival5te ao capital repres5tado por d\s t]os d r5dim5to liquido da ,caixa1 consid]ados como juro1 os quaes effectivam5te fic>o applicados ao pagam5to d juro d empre/imo4 #b4;a ,o t]o re/ante d r5dim5to liquido fic> de/9ado amortisao1 bem como o remanesc5te annual dos d\s t]os applicados p>a o pagam5to d juro4 #c4;a ,a cam>a1 sobre propo/a da direco1 submett] o contracto d empre/imo sanco legal1 na =ma d artigo #ajc4o d ,codigo ,adm9i/rativo4 ,artigo #ba4o ,os membros da direco da ,caixa s]o responsaveis pelos actos da sua g]5cia1 remett5do annualm5te at o mez de m>o uma conta especificada das transaces op]adas no anno ant]ior1 p>a o ,conselho de ,di/ricto exam9> se a lei foi cumprida1 e impr a responsabilidade direco4 ,artigo #bb4o ,hav] um adm9i/rador com o v5cim5to annual de #cjjjjj reis1 a quem p]t5c] o m5eio de todos os negocios da ,caixa que lhe =em incumbidos pelo respectivo regulam5to4 ,os zeladores da cam>a s]viro por turno de contnuos1 e o procurador da mesma cam>a s]vir de ag5te =5se1 m$iante uma gratificao annual arbitrada pela cam>a1 e approvada pelo ,conselho de ,di/ricto1 a qual nunca exc$] a #bjjjj reis4 ,qu&o trabalhos extraord9>ios o exigirem1 a direco requisit> da cam>a o s]vio de um ou mais amanu5ses da secret>ia da mesma cam>a4 ,artigo #bc4o ,o adm9i/rador da ,caixa s] nomeado pela cam>a1 que lhe exigir fiana idonea no valor de #c3jjjjjj reis2 s1 porm1 pod] s] demittido por uma resoluo d ,conselho de ,di/ricto1 sobre propo/a da direco1 approvado pela cam>a1 a qual alis o pde susp5d]1 hav5do p>a isso propo/a da direco4 ,artigo #bd4o ,os v5cim5tos acima ref]idos e mais despezas da ,caixa s]o pagos pelo seu r5dim5to e emquanto e/e p>a isso no *eg>1 s] completada a somma total da despeza pelo c(re da cam>a4 ,artigo #be4o ,o r5dim5to da ,caixa1 d$uzidas z despezas da sua g]5cia1 e fra d caso previ/o no artigo #bj4o1 s] exclusivam5te applicado1 a arbitrio da cam>a1 aos segu9tes objectos3 #a4o manut5o das es*olas prim>ias municipaes de #a4o ou de #b4o grau2 #b4o compra de sem5tes1 cuja introducco se repute util1 p>a s]em gratuitam5te di/ribuidas aos cultivadores1 que quiz]em t5t> a sua cultura2 #c4o compra de in/rum5tos1 ma*9as ou ut5silios agricolas1 com z mesmas condies e f9s2 #d4o sem5teira ou plantio de p9haes ou mattas nos baldios ou t]r5os de inf]ior qualidade1 p]t5c5tes ao concelho1 ou adquiridos por elle p>a tal fim4 unico4 ,e/as applicaes s se v]ific>o depois de completo o fundo da ,caixa4 ,at ahi o seu r5dim5to liquido s] n'elle encorporado4 ,artigo #bf4o ,a cam>a f> os regulam5tos opportunos p>a a boa g]5cia da ,caixa1 os quaes t]o vigor depois de approvados pelo ,conselho de ,di/ricto4 ,cam>a de ,belem1 #bg de m>o de #ahee4 ,alex&re ,h]culano4 ,,sobre ,a ,,que/,o ,,dos ,,=aes #aheh ,meu amigo4--,s9to que z primeiras l9has que escrevo p>a o seu jornal1 e que escrevo e escrev]ei p>a satisfaz] ao desejo que me manife/\1 de que o ajudasse na sua util empreza con=me z m9has escassas possibilidades1 seja p>a rectific> idz ahi contidas e que me p>ecem p\co exactas4 ,so z de uma correspond5cia insrta a pag9as #id d #a4o volume d ,ar*ivo4 ,pond]a-se n'aquella correspond5cia a necessidade de uma nova lei de ,=aes4 ,no sei at que ponto essa nova lei possivel1 depois de tantos factos consummados em h>monia com a c>ta de lei de #bb de junho de #ahdf4 ,qu&o m$ito nas difficuldades1 nas inju/iz relativas1 nas inc]tezas que result>iam de novas provid5cias contr>ias s d'aquella lei1 eu1 que no recuo facilm5te diante das consequ5cias de commettim5tos de tal ordem1 qu&o se tracta de gr&es re=mas1 de gr&es actos de ju/ia social1 titubeio p]ante z hypo!ses que prevejo se d>iam qu&o se tratasse de legisl> com mais lib]al espirito sobre to grave assumpto1 e fao votos p>a que os legisladores que t5t>em tal empreza1 a*em a soluo racional de um problema1 que a meus olhos no a tem das mais faceis4 ,a lei de #ahdf uma lei reaccion>ia1 pr(undam5te reaccion>ia4 a exploso da gu]ra occulta feita por int]esses illegitimos ao gr&e acto de ju/ia nacional1 *amado o decreto de #ac de ago/o de #ahcb1 p5sam5to talvez o mais gr&ioso da dictadura d ,duque de ,bragana1 a que s falt>am des5volvim5to e provises1 que facilitassem a sua execuo1 falta que subm9i/r\ pretextos ao espirito de reaco p>a o falsific> e annull> em gr&e p>te4 ,a lei de #ahdf no me inspira s ho/ilidade2 inspira-me indignao4 ,mas qu&o uma lei tem actuado durante doze annos sobre o modo de s] de uma gr&e p>te da propri$ade t]ritorial d paiz1 qu&o tem regulado milh>es de contractos1 s]vido de norma a milh>es de s5t5z1 influido em milh>es de successes1 det]m9ado p>a mais ou p>a m5os milh>es de =tunas1 pret5d] alt]al-a pde no s] uma gr&e tem]idade1 mas requ] por c]to uma alta =a de intellig5cia1 e uma circumspeco p\co vulg>4 ,mas o que ha mais grave na correspond5cia que o meu amigo public\ uma outra circum/ancia4 ,adopta-se ahi um erro analogo ao que produziu z peiores disposies da lei de #bb de junho1 se ab/rahirmos d seu p5sam5to fundam5tal1 o salv> tudo o que1 sem extremo esc&alo1 fosse possivel salv> das velhas extorses dom9icaes4 ,o p5sam5to1 infelizm5te mal des5volvido1 d decreto de #ac de ago/o era lib]t> o paiz d nosso primitivo sy/ema de r5da publica1 d]ivada por abusos de seculos p>a a algibeira de p>ticul>es1 e sub/ituido em relao ao e/ado por outro sy/ema de r5da1 o que tr\x]a uma situao intol]avel p>a a maior p>te da propri$ade t]ritorial1 a soluo de duas s]ies de impo/os uma s das quaes *egava aos c(res d er>io4 ,o decreto de #ac de ago/o supprimia a s]ie primitiva1 a s]ie delapidada4 ,era uma ida simples1 cl>a1 ju/a em ^!4 ,o mal veiu da insuffici5cia dos meios na sua applicao hypo!se4 ,o decreto de #ac de ago/o no tiv]a1 no podia t] em mira (f5d] contractos p>ticul>es sobre propri$ade patrimonial3 o que cumpria em qualqu] lei po/]ior t5d5te a escl>ecel-o e a rectifical-o1 era re=m> z suas provises que de qualqu] modo dessem azo a s] (f5dido o direito privado1 e por outra p>te complet> aquellas que no ba/assem a extirp> o gr&e abuso1 a imm5sa extorso publica a que se poz]a o ma*ado4 ,p>a isso tornava-se necess>io design> quaes c>act]es1 quaes condies1 na falta de provas directas e inconte/aveis1 s]viriam p>a demon/r> ou p>a se presumir que tal fro1 tal c5so1 tal direito dom9ical proc$ia de um contracto expresso ou tacito com o e/ado4 ,onde e qu&o z condies e os c>act]es fossem demon/rativos1 a prova em contr>io dev]ia s] supprimida2 onde e qu&o produzissem s presumpes1 admittir-se-hia essa prova em contr>io4 ,tudo o mais reput>-se-hia resultado de contractos p>ticul>es1 salvo tambem o direito d colono1 emphyteuta1 ou c5su>io a prov> a origem publica d onus ligado ao pr$io que possuia4 ,o pr9cipio da abolio1 dada essa origem publica1 no podia t] nem excepo nem limites4 ,a lei devia reconhec] a indemnisao pelo e/ado na unica hypo!se em que ella era ju/a1 a da v5da de direitos dom9icaes feita pela cora4 ,a v]ba total no havia de s] demasiado avultada2 e que o fosse era uma divida que se pagava4 ,z g]aes so solid>ias4 ,em vez d'i/o1 appell\-se p>a a di/9co c]ebr9a de titulo g5]ico e titulo especial1 que v9ha tanto p>a o assumpto1 como uma sura d alcoro1 ou um artigo das leis de ,man2 e sombra d'e/a di/9co que no di/+uia nada1 confundiu-se tudo1 e re/aur\-se quasi tudo faz5do-se aos colonos orig9>iam5te da cora1 o gr&e favor de pod]em remir o onus d&o por elle 7consid]ado como juro ou r5da7 o equival5te em capital4 ,o que os legisladores quiz]am bem av]iguado foi se a transmisso d uso da t]ra1 res]vado o dom9io1 fra escripta p>a s]vir de titulo a muitos colonos ou a um s1 se n'um se em muitos diplomas4 ,era uma curiosidade ar*eologica sobre a abundancia ou a r>idade d p]gam9ho na idade m$ia1 que pod]ia subm9i/r> um capitulo int]essante a alguma nova edio da ,economia ,politica del ,m$io ,evo1 d meu amigo ,luiz ,cibr>io4 e/e erro1 e/a confuso d direito privado com o publico1 mas em s5tido oppo/o ao da lei de #bb de junho1 que me p>ece cont]-se na correspond5cia de que falo4 ,rigorosam5te1 e consid]ado na sua v]dadeira indole1 o decreto de #ac de ago/o e/atuiu sobre uma que/o de direito publico4 ,consid]al-o de outro modo desconhec] os seus f9s e o seu alcance4 ,lib]t> a t]ra exemptal-a de onus inju/os1 de vexames1 de enc>gos impo/os pela =a2 no annull> contractos livres p>ticul>es c]ca da propri$ade patrimonial4 ,qu&o se p$e uma lei que crie p>a emphyteutas e sub-emphyteutas1 sem excepo1 o direito de remir todos os fros1 p$e-se que a lei desfaa contractos livrem5te debatidos1 espontaneam5te celebrados1 e con=mes na sua ess5cia aos pr9cipios de ju/ia absoluta4 ,o canon emphyteutico1 o c5so1 qualqu] quota no producto da t]ra que o s5horio directo de um pr$io1 de accordo com o colono1 res]va p>a si transmitt9do o dom9io directo1 em rigor a r5da de um capital1 ou alugu] p]ptuo de um in/rum5to de produco4 ,pde a lei expropri> o dono d'esse in/rum5to p>a utilidade p>ticul>1 e por um preo taxado de antemo por ella8 ,se tal se h\vesse de admittir porque no se admittiria a regra contr>ia8 ,porque no revoc>ia a si o s5horio directo o capital1 o in/rum5to1 pag&o z bemfeitorias ao colono8 ,suppondo ju/a a primeira prescripo1 porque se reput>ia inju/a a segunda8 ,repito3 no sei se possivel recu> no cam9ho que abriu a lei de #bb de junho4 ,se o 1 se os fros de ,alpi>a p]t5cem categoria d'aquelles que o decreto da primeira dictadura qu]ia abolidos1 e se a lei reaccion>ia e ins5sata que de/ruiu1 ao m5os em p>te1 aquelle gr&e acto de ju/ia nacional1 pde a9da s] sub/ituida por outra mais con=me com o espirito d'esse acto1 no a remisso de taes fros que d'ella deve result>1 qu] o s5horio directo p]t5a hoje ao e/ado1 qu] a corporaes1 qu] a individuos2 a suppresso1 a abolio completa4 ,quanto a fros em b5s de origem patrimonial1 impossivel acceit> a d\tr9a da correspond5cia4 ,escrevo e/as l9has1 meu amigo1 ao corr] da p5na e sem os des5volvim5tos que requ]ia a gravidade d assumpto1 porque antevejo os inconv5i5tes sociaes da propagao de taes d\tr9as4 ,p>a mim o gr&e meio de progresso na cultivao d paiz1 da melhor di/ribuio da populao1 d melhoram5to das classes laboriosas1 d *amam5to d prolet>io ao goso da propri$ade1 e por ella aos bons co/umes e ao amor da familia e da patria1 a emphyteuse4 ,a meus olhos1 a emphyteuse o unico meio de ob/> aos inconv5i5tes da diviso indef9ita d solo1 e ao mesmo tempo de combat] os males que resultam da exi/5cia dos latifundios1 sobretudo dos latifundios amortisados1 e/]ilisados pela in/ituio v9cul>4 ,mas se a op9io que proclama o direito de remisso a bel-praz] d emphyteuta1 ameaar de contnuo o dom9io directo1 todas z provid5cias que se hajam de tom>1 que se devem tom>1 p>a impellir indirectam5te os donos de va/os tractos de t]ra a retalhal-os por a=am5tos1 s]o baldadas4 ,os possuidores de latifundios mal cultivados pref]iro o atrazam5to agricola1 os m5ores r$ditos actuaes espoliao futura1 e o paiz difficilm5te sahir de uma situao economicam5te mais emb>aosa d que muitos crem1 e que nos horisontes d futuro se me repres5ta assaz c>regada4 ,que o direito emphyteutico seja simplificado2 que se dispa de todos os accessorios de que o reve/iram os co/umes e z idz de epo*as b>b>as1 necess>io e ju/o3 que se vicie na sua ess5cia1 n'aquillo em que legitimo1 s5sato1 b5efico e civilisador1 absurdo4 ,a lei que tal ord5asse s]ia ao mesmo tempo espoliadora e inepta4 ,julho1 #aj de #aheh4 ,a4 ,h]culano4 ,,fim ,,d ,,volume ,,vii4 ,,notas #a ,o novo artigo no veio a publico4 ,nota dos editores4 #b ,e/e artigo foi publicado em #bb de ago/o e o primeiro em #g d mesmo mez4 ,nota dos editores4 ,,indice ,adv]t5cia ,duas epo*as e d\s monum5tos ou a granja real de ,mafra ,breves reflexes sobre alguns pontos de economia agricola ,a ,granja d ,calh>iz ,projecto de decreto ,o ,paiz e ,a ,nao ,repres5tao da ,cam>a ,municipal de ,belem ao gov]no ,repres5tao da ,cam>a ,municipal de ,belem ao p>lam5to ,projecto de ,caixa de ,soccorros ,agricolas ,sobre a que/o dos =aes