,nuno ,lopes 7,projecto ,enclave7 & edit$ by ,rita ,f>9ha 99,,opusculos99 ,,por ,a4 ,,h]culano ,,socio ,,de ,,m]ito ,,da ,,academia ,r4 ,,das ,,sci5cias ,,de ,,lisboa ,,socio ,,e/rangeiro ,,da ,,academia ,r4 ,,das ,,sci5cias ,,de ,,bavi]a ,,socio ,,correspond5te ,,da ,r4 ,,academia ,,da ,,hi/oria ,,de ,,madrid ,,d ,,in/ituto ,,de ,,fran,a 7,,academia ,,das ,,inscrip,,es7 ,,da ,,academia ,r4 ,,das ,,sci5cias ,,de ,,turim ,,da ,,soci$ade ,,hi/orica ,,de ,,nova ,,york1 ,,etc4 ,,que/,,es ,,publicas 99,,tomo ,,ii99 ,,lisboa ,,em ,,casa ,,da ,,viuva ,,b]tr&a ,c4a--,,*iado1 ,n4o #gc ,m ,,dccc ,,lxxiii ,,monum5tos ,,patrios #ahch ,i ,diz-se que uma das mais bellas misses da impr5sa def5d] a boa razo1 a arte1 e a honra e gloria da patria4 ,imag9a-se ampla colheita de r5ome1 de b5os1 de vantag5s de toda a especie p>a o escriptor que alevanta a voz a favor d bom1 d ju/o e d bello1 se a voz d que escreve asss pod]osa p>a se esp]> que mova os animos dos seus concidados4 ,e com effeito1 indic> a e/es o recto cam9ho1 qu&o transviados2 t5t> affeio-los a nobres e puros s5tim5tos2 faz-los am> o solo natal2 desp]t>-lhes affectos pelo que foi gr&e e nobre na hi/oria d paiz1 p>ece que dev]ia produzir fructos de b5o p>a o escriptor que o t5tasse4 ,no 1 todavia1 assim4 ,ha p>a isso um ob/aculo quasi insup]avel2 a sup]/io pelas idz e t5d5cias d pres5te1 mais cega que a sup]/io pelas cr5z d passado4 ,z paixes so mais en]gicas d que z rem9isc5cias1 z aspiraes que z saudades4 ,gloria1 lucro1 respeito1 b5os so p>a aquelle que afaga com palavras m5tidas z preoccupaes popul>es2 p>a aquelle que1 sem discrime1 l\va1 adorna ou repete como e*o z op9ies que ao r$or delle1 talvez por cima delle1 esmag&o-lhe a consci5cia1 passam como torr5te4 ,tumultua o g5]o humano corr5do ao longo dos seculos3 o l\vador1 s vezes o promotor d tumulto1 se a natureza lhe conc$eu imag9ao e tal5to1 vai adiante como capito e guia da g]ao que corre ebria3 incita-a1 arra/a-a1 deslumbra-a4 ,z corz voam-lhe d meio d tropel sobre a cabea4 ,v]dade que ao cabo d tanto lid> elle se desp5h> com essa g]ao no abysmo d passado2 v]dade que o abysmo se fe*> p>a elle com o sllo da reprovao de cima1 e que1 porv5tura1 no t>d> que o futuro passe por ahi a sorrir1 ou se afa/e com t$io d sepul*ro dealbado d erro ou da villania4 ,mais isso que importa8 ,o homem que v5deu ao seculo a consci5cia e o eng5ho1 que ,deus no lhe deu p>a m]cadej> com elle1 foi bemqui/o e glorificado emquanto vivo2 foi antesignano d progresso1 embora e/e seja avaliado algum dia como progresso fatal6 ,mas que pde esp]> aquelle que1 nessa longa e ampla e/rada d tempo1 por onde o g5]o humano corre desord5ado1 quiz] vir1 d lado d futuro e em nome d futuro1 diz] g]ao a que p]t5ce3--p>ae l--8 ,embora a sua voz troveje3 embora z suas palavras devam faz] vibr> todas z cordas d corao e desp]t> todas z convices da alma3 no esp]e s] ouvido4 ,z multides cont9u>o a pass> desatt5tas4 ,esc>necido1 amaldicoado talvez1 dormir esquecido na morte1 e os sabios e prud5tes cultores de uma philosophia corrompida e egoi/a diro1 com insultuosa compaixo1 ao pass> pelo que jaz no p3--,pobre l\co1 recebe/e o premio de qu]] contra/> o seculo6 ,o que havemos dito crua v]dade2 mas a v]dade4 ,ha ne/a epo*a d\s cam9hos a seguir2 um1 e/rada l>ga1 batida1 plana1 sem precipicios1 mas que conduz pro/ituio da intellig5cia2 outro1 v]$a e/reita1 tortuosa1 malgradada1 mas que se dirige ao applauso da propria consci5cia4 ,aquelles cujas esp]anz no vo alm dos umbraes d cemit]io e que ahi veem1 no o t]mo da sua p]igr9ao na t]ra1 mas o remate da exi/5cia1 que sigam a facil e/rada4 ,ns1 porm1 que gu>dmos p>a alm da vida z nossas melhores esp]anz1 tom>emos o bordo d romeiro e iremos rasg> os ps pela v]$a desp9hos4 ,resign>-nos-hemos nos desprezes e1 como os soldados d eremita ,p$ro1 que1 pondo a cruz v]melha no hombro p>a irem morr] na ,pale/9a1 clamavam--,deus assim o qu]6 ,deus assim o qu]6--diremos tambem3--s(frmos o m5oscabo e o vilip5dio3 s(frmos que assim o qu] ,deus4 contra a indole de/ruidora dos hom5s de hoje que a razo e a consci5cia nos =am a ergu] a voz e a *am>1 como o antigo eremita1 todos os animos capazes de nobre es=o p>a nova cruzada4 ,ergu]emos um brado a favor dos monum5tos da hi/oria1 da arte1 da gloria nacional1 que todos os dias vemos desab> em ru9as4 ,esses que julgam progresso apag> ou transfigur> os ve/igios v5]&os da antiguidade que sorriam das nossas cr5z sup]/iciosas2 ns sorriremos tambem1 mas de la/ima1 e z g]aes mais illu/radas que ho de vir decidiro qual de/es sorrisos significava a ignorancia e a b>b>idade1 e se no exi/e uma sup]/io d pres5te como ha a sup]/io d passado4 ,a mais rec5te quadra de de/ruio p>a os monum5tos1 tanto arti/icos como hi/oricos1 de ,portugal1 pde dividir-se em duas epo*as bem di/9ctas4 ,acab\ uma3 a outra aquella em que vivemos4 ,a ultima metade d seculo ,,xviii e os annos j decorridos de/e seculo tem sido um p]iodo de re=ma ou antes de revoluo4 ,a revoluo no de hontem4 ,quasi sempre z manife/aes ruidosas e1 digamos assim1 ext]nas das epo*as de gr&es trans=maes vem muito depois de iniciadas e/as4 ,no seio da =mula social que vai f5ec] ha a ge/ao da =mula social que surge4 ,qu&o z lab>$as rompem pelas janellas d edificio1 ha muito que o inc5dio lavra pelo int]ior dos apos5tos4 ,entre ns1 z re=mas comeou-z um homem gr&e1 mas que era homem d seu tempo4 ,g5io positivo e mui p\co especulativo1 m9i/ro de um rei absoluto1 e sab5do que1 se no cam9hasse depressa1 fic>ia no cam9ho1 o m>quez de ,pombal fez resurgir de salto sci5cia1 artes1 indu/ria e adm9i/rao4 ,a maioria d paiz ob$ecia s re=mas1 mas sem z compreh5d]4 ,o circulo dos individuos que alcanavam o valor dellas e o influxo que deviam t] no futuro1 era asss limitado4 ,a iniciao e/ava feita1 mas o fogo t9ha de lavr> muito tempo debaixo da c9zas4 ,ext]iorm5te1 a maior p>te das re=mas1 de/o&o de habitos invet]ados1 repugn&o no r>o a op9ies vulg>es1 dev5do t] resultados remotos1 que o commum dos espiritos no sabiam antev]1 nem podiam apreci>1 def9h>am-se ou morr]am logo que se quebr\ o brao de f]ro que z realisra e mantiv]a1 sorte ord9>ia de todos os commettim5tos sociaes que antec$em a diffuso das idz que repres5tam4 ,o conde de ,oeiras1 pondo os e/udos ao nivel dos d re/o da ,europa1 fez acceit> o movim5to sci5tifico de/a2 mas z intellig5cias reconduzidas de salto ao bom cam9ho1 sem transies graduaes1 acceit>am mais z frmas d que compreh5d]am o espirito4 ,o que succ$eu na sci5cia succ$eu na litt]atura4 ,acab>am os acro/i*os1 os re/os d gongorismo1 os s]mes de anti!ses e argucias1 os elogios e conf]5cias palavrosas e retumbantes da ,academia da ,hi/oria1 onde o proprio re=mador tambem pecc>a3 ficmos1 porm1 com a litt]atura ,luiz ,,xiv1 cuja influ5cia em ,portugal comeara a despont> no horisonte desde o comeo daquelle seculo e que1 depois1 os nossos innoc5tes ,arcades acceit>am como emanao legitima da arte grega e romana4 ,peior d que na sci5cia1 a reg5]ao litt]>ia1 desprovida de nacionalidade1 alheia s tradies portuguesas1 nascia1 digamos assim1 morta4 ,o mau go/o desapp>ec]a1 mas em log> delle ficava c\sa que p\co mais valia2 a inspirao pautada1 o e/ro conv5cional e a vacuidade da ida escondida debaixo da opul5cia da frma4 ,se1 em p>te1 z sci5cias e a indu/ria =am introduzidas1 ou como inv5tadas1 no re9ado d m>quez de ,pombal1 z artes pla/icas1 e pr9cipalm5te a ar*itectura1 cuja hi/oria1 mais d que a de n5huma arte1 ne/e mom5to nos importa1 j ant]iorm5te exi/iam4 ,a epo*a de ,d4 ,joo ,v foi uma epo*a de luxo e riqueza lanados sobre um paiz mis]avel1 como alfombra preciosa em pavim5to c>un*oso e podre4 ,esse luxo e riqueza1 que brotavam das m9as da ,am]ica1 =am favoraveis aos arti/as4 ,z obras magnificas d nosso ,luiz ,,xiv1 ou antes d simia de ,luiz ,,xiv1 e mais que tudo a edificao d fradesco palacio de ,mafra fiz]am app>ec] e/atu>ios1 esculptores1 ar*itectos4 ,a*\-os o conde de ,oeiras1 e deu aos seus tal5tos nova applicao4 ,ao go/o corrompido da ar*itectura italiana1 que era a seguida em ,portugal1 fez sub/ituir um go/o mais sev]o1 mais util e mais mesqu9ho4 ,era o homem politico1 o homem da vida practica dirig9do z artes3 eram z artes r$uzidas pura e simplesm5te a um ramo de adm9i/rao4 ,comp>e-se o c>act] g]al d conv5to de ,mafra com o das gr&es obras d m>quez de ,pombal1 o plano da nova ,lisboa1 o ,t]reiro d ,pao1 a ,alf&ega1 o ,ars5al da ,m>9ha1 a p>te mod]na dos edificios da ,univ]sidade de ,coimbra4 ,em ,mafra1 a*>-se-ho a exag]ao de ornatos e os primores d c9zel1 mas n5huma inspirao v]dadeiram5te nobre e gr&e2 a*>-se-ha o desmesurado suppr9do o sublime3 nas obras d m>quez1 s se encontram l>gas moles desadornadas1 edificios monotonos1 po/oque uteis ou necess>ios1 uma praa magnifica1 onde campeiam monoli?os enormes e que s]iam admiraveis se no e/ivessem cob]tos de rem5dos e p>*es1 e cujas p>$es se p9t>am de o*re p>a p\p> alguns palmos de silh>ia1 alguns palmos de m>more n'uma coll9a de m>more4 ,o plano de qualqu] obra publica de/a epo*a dir-se-hia sempre traado na m5te de um negociante holl&s4 ,o despotismo ignorante e presumido e/rag>a a arte com a pu]ilidade2 o despotismo illu/rado e/rag\-a com a razo4 ,mafra um poema da ,f5ix-,r5ascida3 a ,lisboa d m>quez de ,pombal um soneto de ,d9iz ou uma ode de ,g>o4 ,a cidade depois d conv5to o ,novo-me?odo d padre ,p]eira expuls&o das es*olas lat9as a grammatica d padre ,alv>es4 ,morreu ,d4 ,jos ,i1 facto insignificante em si1 mas grave pelas suas consequ5cias4 ,com a morte desse homem desapp>eceu da sc5a politica o =te espirito que re9>a em vez delle4 ,portugal sobr\ ento2 ap5as sobre o seu vortice de p]dio boi>am por algum tempo z letras e a sci5cia su/5tadas ao de cima pelo brao d duque de ,lafes4 ,a ar*itectura1 que n'um paiz pequ5o e pobre1 como o nosso1 dep5de quasi exclusivam5te d gov]no p>a exi/ir1 no decahiu porque e/ava j decad5te3 o que fez foi retroc$] das frmas mesqu9has1 mas graves e simples1 que adopt>a1 p>a os fog>u e burris e repolhos e espiraes e gr9aldas da epo*a ant]ior4 ,qu]eis sab] o que ella foi d'ahi vante8 ,olhae p>a o mais notavel edificio d subsequ5te re9ado1 p>a o conv5to d ,corao de ,jesus4 ,como o p5sam5to unico d gov]no era desm5tir o bom1 o mau1 o indiff]5te1 tudo1 em summa1 quanto se fiz]a no antec$5te re9ado1 busc\-se re/aur> a ar*itectura de ,mafra1 m5os a va/ido1 m5os a opul5cia4 ,c>icatura de c>icatura4 ,aquelles portaes microscopicos1 aquellas columnas dis=mes e de=mes1 enco/adas portada da igreja1 especie de polypos de p$ra1 gu>dados alli p>a s]virem de pil>es em outro monum5to que delles viesse a c>ec]2 aquelle atrio que recorda o vomitorium dos amphi!atros romanos2 aquellas torres onde no se p\p>am nem columnellos inuteis1 nem franjas e avellorios de m>more2 tudo isso amo/ra d go/o da epo*a1 go/o que tem durado e que a9da campeia nas fa*adas de v>ios armaz5s ao div9o con/ruidos nos ultimos sess5ta annos e baptisados com a pomposa d5om9ao de templos4 ,tal foi em ,portugal a ar*itectura durante seculo e meio4 ,o r5ascim5to1 que condemn\ em peso1 como b>b>as1 z orig5s das naes mod]nas e especialm5te o que desdizia das div]sas manife/aes da civilisao grega e romana1 envolveu n'e/a condemnao1 em muitos casos inju/a ou inepta1 os admiraveis monum5tos de arte que a idade m$ia leg>a aos tempos mod]nos4 ,z g]aes subsequ5tes1 educadas n'uma adorao irreflexiva de tudo quanto vi]a da ,grecia e de ,roma pagans1 no podiam compreh5d] a sublime mage/ade e1 digamos assim1 o espiritualismo da arte *ri/an4 ,os paos1 os ca/ellos1 z pontes1 os cruzeiros1 z galils das praz1 z portas1 z torres1 os pel\r9hos das cidades e villas1 con/ruidos desde o ,,xi at o ,,xv seculo quasi que desapp>ec]am4 ,cons]v>am-se alguns mo/eiros e sanctu>ios1 algumas ca!draes e p>o*ias1 no por s]em obras da arte1 mas por s]em log>es consagrados a in/ituies religiosas1 e talvez por t]em faltado os recursos p>a os sub/ituir por novas edificaes4 ,a9da assim1 re/>-nos-hiam hoje em mo/eiros1 em ca!draes e em outros edificios consagrados ao culto ine/imaveis monum5tos1 se ne/a t]ra1 desamp>ada de ,deus e da arte1 tivesse havido sequ] um vislumbre de go/o e de v5]ao pelo passado1 e no fosse ju/am5te entre o cl]o1 i/o 1 entre os gu>dadores naturaes desses mesmos monum5tos1 que surgissem os seus mais fune/os adv]s>ios4 ,porm os bispos sabiam !ologia e direito canonico2 os conegos e p>o*os1 alguns sabiam latim2 os frades1 pelo m5os os membros das antigas ord5s mona*aes1 eram eruditos e hom5s de letras2 mas nem os bispos1 nem os conegos e curas d'almas1 nem os frades ent5diam de ar*itectura4 ,entreg>am tudo aos ar*itectos e me/res de obras1 que e/rag>am tudo4 ,quasi que escaceiava a p$ra p>a se conv]t] em cal4 ,os batefolhas no t9ham mos a m$ir4 ,columnas1 capiteis1 abobadas1 torres1 portaes1 arc>ias1 clau/ros1 tudo foi caiado1 d\rado1 enfeitado1 e/ragado4 ,procurae na maior p>te das nossas ss1 das nossas collegiadas1 das nossas velhas p>o*ias1 um desses pil>es poly/ylos1 desses capiteis e cimalhas r5dadas1 desses bocetes e p5duroes v>iados1 dessas g>gulas s vezes insol5tes1 s vezes t]rificas1 s vezes f9am5te epigrammaticas1 e nada a*>eis d que foi4 ,aquelles livros de p$ra1 complexos como os poemas de cavall>ia1 +5uos como os poemas d ,cid ou dos ,nibelung51 conv]t]am-se em palimpse/os donde se rasp\ a hi/oria das cr5z1 dos co/umes1 dos trajos1 das alfaias de antigas eras2 onde se apag>am os ve/igios de successos notaveis1 de dramas popul>es1 de l5das poeticas1 e at retratos unicos de v>es s+ul>es4 ,nesses livros preciosos1 em vez d seu primitivo conted1 s a*>eis z rasuras que mos ineptas ahi fiz]am e os c>act]es que sobre essas pag9as1 outrora eloqu5tes1 traou a peior das b>b>ias1 a b>b>ia pret5ciosa e civilisada4 ,pass\ por l o pico d re=mador1 a colh] d e/ucador1 o mord5te d d\rador4 ,p>$es1 pil>es1 capiteis1 laarias1 ogivas e/o rebocados1 alvos1 polidos1 d\rados4 ,a luz d sol j no bate no pavim5to d templo conv]tida em luz baa e saudosa pelos vidros crados das fre/as esguias1 dos espelhos circul>es3 agora alaga em torr5tes essas p>$es brancas e lisas1 que f+em s vezes absurdam5te p$ras impossiveis e/5didas pela colh] d alv5eu sobre a face rugosa1 mas secul> e v5]&a1 da v]dadeira p$ra4 ,o templo de ,deus como a sala d baile1 como a sala dos legisladores1 como a sala d !atro1 como a praa publica1 sem my/]ios1 sem tradies1 sem saudades4 ,mas se a culta b>b>ia dos nossos avs e de nossos paes =cej\ por cobrir com rem5dado vu os monum5tos dos primeiro seculos da mon>*ia1 deix\ em muitos delles ao m5os1 os seus =mosos e ideaes p]fis1 z suas l9has ar*itectonicas4 ,o p5sam5to que inspir\ essas concepes gr&iosas como que se alevanta d'entre z deva/aes p]petradas pelo cam>tlo1 pela pic>eta e pelos boies de cal delida1 e apes> de se hav]em dirigido sem t9o1 sem go/o1 sem h>monia z re/auraes dos edificios que z injurias d tempo em p>te haviam arru9ado1 re/a a9da muito que e/ud> e admir> nesses mon/ros4 ,at1 em alguns delles1 possivel supprimir1 pela imag9ao1 o mod]no e pr em log> de/e o antigo4 ,a poesia a9da no desamp>\ de todo o mutilado monum5to4 ,mas dur>o por muito tempo esses re/os da mais =mosa e magnifica de todas z artes8 ,no o esp]amos2 mas lavr>emos aqui1 ao m5os1 um prote/o contra o v&alismo actual4 ,nossos paes de/ruiram por ignorancia e a9da mais desleixo3 de/ruiram1 digamos assim1 negativam5te3 ns de/ruimos por idz ou falsas ou exag]adas2 de/ruimos activam5te2 de/ruimos1 porque a de/ruio uma v]tigem de/a epo*a4 ,feliz quem i/o escreve1 se podesse cur> alguem da febre demolidora2 salv> uma p$ra1 s que fosse1 das mos dos mod]nos hunos6 ,,ii ,falmos da decad5cia da ar*itectura durante seculo e meio2 porque z manife/aes dessa decad5cia =am sempre z mesmas em to l>go p]ido4 ,v-se a arte na sua l5ta agonia rodeiada de cur&eiros que se propem s>-la1 mas que a transfiguram1 sem alcanarem qual o a*aque intimo que a devora3 vmos acumul> columnas a proposito e desprositadam5te3 vmos gesso1 ouro e talha3 vmos conv]t] os velhos monum5tos em mon/ros de ,horacio2 pr ao lado da torre ou d curu*eu go?ico zimborios ,buon>oti ou portadas ,b>rozio2 enx]t> a capella d seculo ,,xviii na p>$e de nave d seculo ,,xiv semelhante a um viveiro de cogumlos1 nascidos por entre z fisgas humidas da p$r>ia1 a favor da meia obscuridade daquellas pr(undas arcadas3 vmos altei> edificios que repres5tam o go/o ar*itectonico d m]cador de retalho1 e ergu] templos cujo indec5te e ridiculo elogio o de s]em bonitos3 vmos z gr&es praz de ,lisboa1 bem esquadriadas1 bem symmetricas1 bem prosaicas3 vmos igrejas1 como a da ,enc>nao ou a dos ,m>tyres1 caiadas1 pulidas1 al9dadas1 onde no mra um s p5sam5to de ,deus4 ,a arte ent5deu-se assim por l>gos dias4 ,ao passo que se imprimia a ,poetica d padre ,freire1 que se coroava a ,osmia1 e que se publicavam por ordem sup]ior z poesias1 assim *amadas1 de ,ribeiro dos ,sanctos1 enco/avam-se columnas dis=mes pelas p>$es de um pio armazem1 conhecido vulg>m5te pelo nome de igreja de ,s4 ,dom+os1 ladeiavam-se com ellas os portaes dos edificios publicos e z fre/as d atrio tyscio d conv5to d ,corao de ,jesus4 ,no meio daquellas semsaborias ar*itectonicas p>ecia s5tir-se uma t5d5cia in/9ctiva p>a a reg5]ao2 mas essa t5d5cia1 que buscava uma soluo ao problema nas tradies da arte romana ou antes grega1 no podia l encontr-la4 ,=a o r5ascim5to2 =a a admirao dessas tradies1 at c]to ponto ju/a1 mas exag]ada depois1 que d5tro de p\co mais de cem annos *eg>a1 de modificao em modificao1 at a ar*itectura d seculo ,,xvii1 ar*itectura da ,s nova de ,coimbra1 d ,sem9>io de ,sant>em1 ar*itectura jesuita4 ,no s a reg5]ao litt]>ia e a politica1 mas tambem a da arte devia consi/ir em consid]> o r5ascim5to1 no como phase1 mas como lacuna na vida das naes *ri/ans1 das soci$ades novas2 em desc] logicam5te d cr] e s5tir da sua idade viril4 ,embora a arte seja uma s2 embora seja sempre e em toda a p>te a expresso s5sivel d ideal1 tanto e/e como z suas manife/aes que so div]sos nas div]sas epo*as e em soci$ades diff]5tes4 ,naquelle dilatado p]iodo de decad5cia o que sobretudo faltava ar*itectura era a luz1 o horisonte1 a atmosph]a respiravel1 em que podesse viv] e produzir4 ,a decad5cia1 porm1 na epo*a em que vivmos outra1 e mais pr(unda4 ,j no ha a corrupo d go/o1 o inapplicavel das !orias1 o erro d ent5dim5to4 ,agora o in/9cto b>b>o1 a malevol5cia selvagem1 a philosophia da brutalidade4 ,dura ha p\cos annos2 mas esses p\cos annos d>o maior num]o de pag9as negras hi/oria da arte d que lhe deu seculo e meio4 ,o pico e o cam>tello s ha bem p\co tempo que podem diz]--triumphmos4 ,at ento escaliavam-se p>$es1 roavam-se esculpturas1 faziam-se embr*ados2 mas agora d]ribam-se curu*u1 p>tem-se columnas1 d]rocam-se muralhas1 quebram-se l\sas de sepulturas1 e vo-se apag&o todas z provas da hi/oria4 ,faz-se o palimpse/o d passado4 ,corre despeiado o v&alismo de um a outro extremo d re9o1 desb>at&o e assol&o tudo4 ,comico p]feito1 desemp5ha todos os papeis1 ve/e todos os trajos4 ,aqui v]eador1 alli adm9i/rador de concelho3 ora m9i/ro1 logo deputado3 hoje escriptor1 manhan funccion>io4 ,corre na c>ruagem d fidalgo1 faz ass5tos de debito e cr$ito no escriptorio d m]cador1 d syllabadas em latim de missaes1 prga nos botequ9s s]mes d'economia politica e d direito publico1 capitaneia soldados1 v5de b5s nacionaes1 ens9a sci5cias2 em summa1 tudo e mora por toda a p>te4 ,att5to ao m5or murmurio dos tempos que =am1 indignado pela mais fugitiva lembrana das g]aes ext9ctas1 irrita-se com tudo que possa signific> uma recordao4 ,assim excitado1 argum5ta1 ora1 esbraveja1 esfalfa-se4 ,o eretismo dos n]vos s pde affr\x>-lho1 como z h>monias melan*olicas de h>pa eolia1 o ruido de algum monum5to que desabe4 ,apes> da f]ocidade n]vosa d v&alismo1 no se creia1 todavia1 que elle desal9hado no ve/u>io1 c>rancudo na catadura1 descompo/o nos m5eios4 ,nada disso4 ,o v&alismo aprimorado no trajo1 lhano e grave a um tempo no porte1 pontual na cortezia4 ,encontr-lo-heis nas sallas requebr&o z damas1 dan&o1 tom&o *2 no !atro palmei&o com luvas brancas os lances dramaticos4 ,ent5de francs e leu j ,voltaire1 ,pigault-,lebrun e os melhores tractados d wi/h3 quasi que sabe l] e escrev] portugus4 ,o v&alismo culto1 in/ruido1 civil1 affavel4 ,tirem-lhe de diante os monum5tos2 s] o epilogo de todos os dotes e boas qualidades2 s] a mansido inc>nada4 ,mas1 infelizm5te p>a elle1 o velho ,portugal e/ava cub]to de recordaes d passado4 ,cada facto hi/orico t9ha uma igreja1 uma casa1 um mo/eiro1 um ca/ello1 uma muralha1 um sepul*ro1 que eram os docum5tos p]5nes desse facto e da exi/5cia dos individuos que nelle haviam int]v9do4 ,encontr&o tantas injurias mudas decad5cia pres5te1 o v&alismo irrit\-se1 ergueu-se e fal\ em feudos1 em dizimos1 em corrupes fradescas1 em man9hdegos1 em s]vos de gleba1 em direitos de osas1 em sup]/ies2 cat\1 em summa1 todas z v]gonhas e de%onras d passado que pde e s\be1 entresa*&o-z com s5t5z e log>es communs d ca!cismo politico de ,ramon ,salas e1 por uma logica incompreh5sivel1 por uma logica sua1 *am\ os hom5s d alvio e da pic>eta e comeou a d]rib>1 victoriado pelo povo4 ,s elle1 immovel no meio da mobilidade d nosso tempo1 no meio das op9ies encontradas1 das luctas1 das commoes1 tem apontado con/ante ao seu alvo1 a demolio indiscrim9ada d passado4 ,assim1 p]t5ce a todos os b&os politicos1 acceita todos os pr9cipios1 curva-se a todos os jugos1 comtanto que o deixem ro] os te/emunhos da hi/oria e da arte2 que o deixem faz]-nos esquec] da gloria nacional e de que somos um povo de illu/re asc5d5cia4 ,e/e p5sam5to o seu p5sam5to unico1 p]petuo1 inabalavel4 ,ha p\co que que da villa de ,p5i*e nos escreviam o segu9te3 ,t5do havido quem ousasse revolv] e desfaz] o tumulo em que jazia o cadav] de ,d4 ,luiz de ,a?aide1 na igreja d ext9cto conv5to d ,bom-,jesus de/a villa1 o facto excit\ nos que concorr]am a obs]v> os despojos mortaes daquelle h]oe vivos desejos de ouvirem fal> da sua vida e feitos4 ,no nos fallecem c>tas em que se cont5ham noticias de analogas pr(anaes4 ,de todos os angulos d re9o se alevantam brados de hom5s g5]osos1 que lam5tam a ru9a dos velhos edificios1 a pr(anao das sepulturas1 a de/ruio de todas z memorias da arte e da hi/oria4 ,quem hoje quizesse escrev] z biographias dos nossos hom5s illu/res1 talvez j no podesse diz] onde actualm5te jazem os re/os da maior p>te delles4 ,o brao omnipot5te d v&alismo e/5deu-se p>a os sepul*ros2 z campas e/al>am e os ossos de nossos avs lanaram-se aos ces e rolam pelo p das e/radas e pelas immundicies das ruas4 ,z inscripes lapid>es vo-se ent]r&o por alic]ces e p>$es1 no face de/as1 porque ahi alguem a9da pod]ia l-las2 mas no fundo dos cav\cos ou no amago dos muros4 ,sem isso1 no nos vanglori>iamos com inteira ju/ia de t] completam5te r5egado de nossos maiores4 ,ref]iu-nos um respeitavel viajante hespanhol que1 entre os entulhos d conv5to de ,s4 ,dom+os de ,lisboa1 vira uma lagea onde se lia o epitaphio de ,fr4 ,luiz de ,granada4 ,sollicit\ dos demolidores que a tirassem d meio das ru9as1 porque essa p$ra era valiosa memoria4 ,provavelm5te os economi/as da alavanca1 os philosophos da pic>eta riram a bom rir d desv>io daquelle hespanhol fanatico4 ,a lapide sepul*ral de um dos hom5s mais sabios e eloqu5tes que a ,p59sula g]\ l jaz] a e/as horas nos fundam5tos de algum edificio1 cujo r5dim5to1 abatidos decima e conc]tos1 o v&alismo e o dono a*>o de c]to pref]ivel gloria de ,fr4 ,luiz de ,granada4 ,oh1 civilisao6 ,lev>am-nos a ,coimbra em #ahcd obrigaes de s]vio publico4 ,residiamos ahi qu&o foi supprimido o mo/eiro de ,santa-,cruz4 ,correu ento a noticia de que se pret5dia p$ir ao gov]no que esse bello edificio fosse doado ao municipio4 ,mas1 p>a que8 ,p>a a cam>a o arras> e faz] uma praa4 ,no se realis\ o nef&o alvitre2 mas os bons desejos no falt>am4 ,uma praa no log> onde e/iv]a ,sancta-,cruz2 uma praa calada com os fragm5tos dos r5dados umbraes d velho templo1 com z lageas quebradas dos tumulos de ,affonso ,h5riques e de ,san*o ,i e dos demais v>es illu/res que alli rep\sam6 ,ha ahi1 porv5tura1 quem avalie a sublimidade de tal p5sam5to e mea a incomm5suravel di/ancia que vai d'um edificio monum5to1 onde ap5as ha hi/oria1 arte1 poesia1 religio1 a um t]reiro amplo1 bem amplo1 onde a vadiagem possa e/ir>-se regaladam5te ao sol8 ,infelizm5te2 a cidade litt]>ia1 a alma mat]1 fic\ privada de/e docum5to ineluctavel da sua illu/rao4 ,pelas l>gas que tem tomado o v&alismo1 podemos assegur> que d5tro de/e seculo no hav] em ,portugal um monum5to4 ,o ,mexico ufan>-se-ha d seu templo de ,pal5que1 da sua pyramide de ,tehuantepec2 a ,india dos subt]raneos de ,ellora e de ,elephanta1 e at1 os habitantes b>b>os da ,au/ralia t]o que mo/r> aos e/rangeiros os moraes dos seus antigos deuses4 ,s ns os portugueses no lhes pod]emos diz]3--eis os te/emunhos indubitaveis de que fomos uma nao antiga e gloriosa4 ,correi z pr9cipaes cidades d re9o2 buscae os mais v5]aveis edificios4 ,ou jazem por t]ra ou =am applicados a usos que lhes e/o produz9do a ru9a4 ,a bella e gr&iosa igreja de ,s4 ,francisco d ,porto1 nico monum5to importante d seculo ,,xv que possuia aquella cidade1 foi consagrada a armazem da alf&ega4 ,o mo/eiro dos ,j]onymos em ,belem1 obra prima da ar*itectura mdia entre ao no-go?ica e a da *amada d r5ascim5to1 edificio magnifico de uma epo*a de transio na arte1 como ,sancta ,sophia de ,con/ant9opla o de uma epo*a analoga1 foi deturpada1 no nos importa por quem1 e o seu m>avilhoso clau/ro ludibriado com tapumes caiados e conv]tido em dormitorios =am5te humidos e malsos4 ,a ,batalha1 ,alcobaa1 o conv5to da ordem de ,*ri/o em ,?om> chem em ru9as1 e diz-se--que importa8 ,b>b>os6 ,importa a arte1 z recordaes1 a memoria de nossos paes1 a cons]vao de c\sas cuja p]da irrem$iavel1 a gloria nacional1 o passado e o futuro1 z obras mais admiraveis d eng5ho humano1 a hi/oria1 a religio4 ,vs1 hom5s da de/ruio1 dos al9ham5tos1 dos t]reiros1 da civilisao v&alica1 que importaes bem p\co2 porque1 semelhantes a v]mes1 roeis e no edificaes2 porque no deix>eis ra/o no mundo depois de apag> tantos ve/igios alheios2 porque nada val5do1 m5oscabaes os que val]am muito2 porque se um templo1 um mo/eiro1 um ca/ello dur>am seis ou oito seculos e dur>iam1 sem vs1 outros tantos1 z vossas pic>etas1 z vossas alavancas1 os vossos cam>tellos e/>o comidos de f]rugem e in=mes antes de v9te annos1 e so essas z unicas e tri/es memorias da vossa om9osa passagem na t]ra4 ,desprez> os monum5tos brutal2 p]segui-los impio e sacrilego4 ,os que os desprezam fazem o que faziam os lomb>dos1 apod]&o-se da ,italia1 s =mosas obras da ar*itectura greco-romana4 ,deixavam-nas p]ec]2 porm no z de/ruiam4 ,os que z arrasam ou mutilam so adeptos de uma velha h]esia que resurge2 so iconocla/os r$ivivos4 ,procurae hoje1 por exemplo1 em ,lisboa z antiquissimas igrejas p>o*iaes de ,sancta ,m>9ha e de ,s4 ,m>t9ho3 a*>eis os log>es onde e/iv]am1 e a*-los-heis1 porque aos hunos encapados em lemi/e no dado supprimir um fragm5to d orbe t]raqueo4 ,os hom5s de/a ,lilliput da intellig5cia e/o des5tulh&o aquelles t]r5os p>a faz]em casas4 ,onde haviam elles de mor>1 s5o fizessem alli mais umas casas8 ,sancta ,m>9ha enc]rava memorias ant]iores mon>*ia1 e a p>o*ia de ,s4 ,m>t9ho pr5dia-se com a hi/oria da gr&e crise por que ,portugal pass\ nos f9s d ,,xiv seculo4 ,mas de que mom5to essa consid]ao1 se att5d]mos a que l1 onde e/iv]am os d\s templos ricos de idade e de tradies1 se podem con/ruir duas moradas bem p9tadas1 bem alvas ext]iorm5te1 com sua beirada v]melha e seu rodap am>ello8 ,que importa que se disp]sem os ossos d conde ,&eiro ou se desfaa a sepultura d conde de ,alvor8 ,z c9zas dos mortos podem jaz] to tranquillas debaixo d balco de uma tab]na1 como aos ps de um alt>1 sombra da et]na cruz4 ,bemdicta sejas tu1 g]ao philosophica1 g]ao arrasadora1 g]ao cam>telladora6 ,o futuro1 e/ c]ta disso1 ha de faz]-te ju/ia4 ,uma das mais notaveis obras d seculo ,,xiv foi1 sem duvida1 a muralha com que el-rei ,d4 ,f]n&o c+iu ,lisboa4 ,todos julgavam impossivel a sua edificao1 dizem os *roni/as1 porque suppunham que lev>ia cem annos a con/ruir3 aquelle pr9cipe s\be1 porm1 acab-la em d\s4 ,os povos =am *amados de gr&es di/ancias a trabalh> nella1 faz5do-se alis1 todas z prev5es p>a suavis> aquella especie de anudva extraord9>ia4 ,a e/a muralha deve hoje ,portugal no s] uma prov9cia d',hespanha1 porque salv\ ,lisboa de cahir nas mos d'el-rei de ,ca/ella4 ,se i/o se tivesse realisado1 o re9o e/ava p]dido4 ,consid]ada a semelhante luz1 a muralha de ,d4 ,f]n&o era1 talvez1 o nosso mais importante monum5to hi/orico4 ,o progressivo accrescimo da capital t9ha-a em gr&e p>te de/ruido2 mas re/ava a9da1 alm de outros1 um lano importantissimo4 ,era o angulo que fe*ava a cidade pelo lado d bairro dos judeus4 ,por e/e angulo1 onde h\v]a uma porta e onde a9da re/avam os ve/igios de uma torre que a def5dia1 a torre de ,alv>o ,paes1 se podia del9e> quasi exactam5te a direco que seguiam os d\s lanos de norte e de oe/e4 ,era1 assim1 uma especie de padro que indicava os limites septemtrionaes e occid5taes da povoao1 e uma reliquia que demon/rava a grossura e solidez da antiga muralha1 mui sup]ior de outras port]iorm5te con/ruidas em epo*as mais ricas e mais civilisadas4 ,e/e angulo1 e/e fragm5to1 te/emunha d p]iodo mais glorioso da nossa hi/oria1 l se e/ d]rib&o p>a se faz] uma praa quanto possivel ampla4 ,hom5s gigantes1 como ns1 no cabem onde c\b]am nossos avs1 pygmeus conqui/adores da ,africa e da ,india4 ,f>-se-ha pois uma praa1 que1 se no pre/> p>a mais nada1 pod] s]vir de m]cado de hortalia4 ,uma pyramide de repolhos sub/ituir o ad>ve1 por onde1 em noite sem lua1 se viam a espaos sc9till> z armaduras dos escuderos ou cavalleiros idos em sobr]olda a vigi> z roldas dos be/eiros d conto da cidade1 qu&o pela t]ceira vez no re9ado de ,d4 ,f]n&o os ca/elhanos a accommettiam com gr&e pod]4 ,alli1 no sitio daquella porta1 por onde o1 depois to celebre1 ,nunalv>es sairia muitas vezes nessa conjuctura a espalh> o t]ror e a morte entre os hom5s de armas inimigos1 v5ha a lide incru5ta sobre o preo da c\ve1 sobre o vioso ou mur*o das favas1 sub/ituir o grito clamoroso de ,s4 ,jorge1 que *amava nosso avs1 os rudes burgueses d seculo ,,xiv1 aos combates em defesa da patria4 ,o que e/es netos de ,attila1 de coll>9hos e peitilhos engommados1 so1 sobretudo1 ridiculos4 ,v]gonha confess-lo3 os e/rangeiros tem mo/rado maior v5]ao pelas antiguidades d nosso paiz d que os portugueses4 ,um e/rangeiro salv\ no conv5to dom9icano de ,bemfica a antiga capella de ,d4 ,joo de ,ca/ro4 ,ha p\co ouvimos outro1 em cujos olhos *ammejava a indignao1 clam> altam5te contra a b>b>ia com que se deixavam e/rag> no mo/eiro de ,belem v>ios quadros magnificos de es*ola portuguesa1 nos quaes os pass>os1 entr&o pelas fre/as mal rep>adas d edificio1 vo amonto&o z immundicies4 ,mas e/es e/rangeiros so hom5s que sabem qual seja o valor dos monum5tos da arte e da hi/oria4 ,ns que temos p]dido o s5tim5to e a intellig5cia p>a apreci> essas c\sas4 ,se com a nossa incuria aggressiva e com a nossa raiva assoladora desm5timos o passado1 p>a d>mos em tudo docum5to de insipi5cia desm5timos1 at1 essas mesmas op9ies e t5d5cias d pres5te1 a que recorremos p>a condemn> em nome d progresso1 sem di/9co nem juizo1 o mau e o bom de eras antigas4 a economia politica a sci5cia d nosso tempo3 todos falam em capitaes1 em indu/ria1 em riquezas sociaes1 em valores4 ,mas que s]o os monum5tos8 ,que s]o essas admiraveis aggregaes de m>more ou de granito8 ,so o resultado ou producto da concepo1 da applicao e da execuo3 vem a s]1 portanto1 uma riqueza social4 ,e por qu e p>a qu annullaes vs essa riqueza8 ,dado que repres5tasse um capital improductivo1 com que intuito o deitaes fra8 ,no o so1 porm1 na sua maxima p>te1 os monum5tos4 ,qu&o a arte ou os factos hi/oricos os tornam recomm5daveis1 conv]tem-se em capital productivo4 ,calculae quantos viajantes t]o atravessado ,portugal ne/e seculo4 ,de c]to que no vi]am c p>a corr]em nas nossas commodas dilig5cias pelas nossas bellas e/radas1 ou naveg>em nos nossos rapidos vapores pelos nossos amplos canaes2 de c]to que no vi]am p>a apr5d]em a agricult> com os nossos agricultores1 nem a fabric> com os nossos fabricantes2 mas p>a admir>em os mo/eiros da ,batalha1 de ,alcobaa e de ,belem1 a s velha ,coimbra1 a ca!dral1 a igreja de ,s4 ,francisco e o templo romano de ,evora1 a matriz de ,cam9ha e a collegiada de ,guim>es1 os ca/ellos da ,feira e de ,alm\rol1 e emfim1 tantas obras primas de ar*itectura que enc]ra e/e cant9ho d mundo4 ,crdes que esses romeiros da arte voltam da romagem aos seus l>es sem disp5d] muito ouro1 e esqueceis que esse ouro fic\ por mos portuguesas8 ,e falaes de economia politica1 e anniquilaes o capital dos monum5tos8 ,adoradores d cam>tello1 por qualqu] lado que se obs]ve a vossa obra1 no se descobre s5o o absurdo4 ,quiz]amos que os hom5s de/e paiz que tem corao portugus fizessem uma associao1 cujo trabalho de patriotismo ligasse os seus membros disp]sos por todo o re9o2 que os resid5tes em ,lisboa con/ituissem uma especie de juncta1 qual os das prov9cias1 logo que sua noticia *egasse a demolio de algum monum5to da hi/oria ou da arte1 remettessem uma breve nota1 individu&o z circum/ancias d edificio de/ruido e o nome d arrasador1 qu] e/e fosse magi/rado ou funccion>io publico ou municipal1 qu] fosse individuo p>ticul>4 ,quiz]amos depois que essa breve nota1 sem reflexes1 sem affrontas1 e/ampada em todos os jornaes1 se legasse po/]idade4 ,n5huma lei prohibe que se n>re1 s+elam5te e sem o qualific>1 um facto que o seculo julga indiff]5te4 ,n+uem1 por c]to1 t]ia a queix>-se de semelhante publicao4 ,eram simplesm5te factos que se transmittiam apreciao da po/]idade2 era ap5as um trabalho hi/orico4 ,mas isso provocava z maldices dos v9d\ros4--,e que importam z maldices dos v9d\ros ao que no cura nem da arte1 nem d passado1 nem d futuro1 nem da gloria nacional1 nem da memoria de seus avs1 nem dos sepul*ros1 nem das tradies1 nem sequ]1 emfim1 dos int]esses mat]iaes que resultam e ho de result> da cons]vao dos monum5tos8 ,que importa isso quelles p>a quem os horisontes da vida so exclusivam5te os horisontes da t]ra8 ,nada4 ,ririam desse corpo de delido de t]rivel processo4 ,mas1 talvez1 seus filhos e netos no rissem1 v5do-se obrigados a r5eg> de um nome1 no qual g]aes mais allumiadas e mais nobres haviam =osam5te de imprimir o f]rete de p]petua de%onra4 ,,iii ,os xeques da tribu arabe de ,bka e/avam um dia1 pela volta da t>de1 ass5tados juncto das columnas de um templo1 na extremidade ori5tal da acrpole de ,balbek4 ,d'aqui1 pondo a mo sobre os olhos p>a os resgu>d>em d sol que os deslumbrava1 os *efes da tribu de ,bka alongavam a vi/a p>a a b&a d po5te4 ,e o sol1 que descia rapido1 m&ava a sua luz suave atravez daquellas arc>ias gigantes o imm5sas2 daquellas columnas monoli?as1 a m5or das quaes os braos de dez mil rabes no val]iam a ergu]4 ,a hora era de m$itao e de melan*olia1 e os xeques olhavam com aspecto c>regado p>a a ossada gr&iosa da erma cidade1 que como um olh> de desdem com que o mundo antigo contempla o mundo mod]no1 e ao mesmo tempo demon/rao solemne da vaidade disso a que se *ama pod]io e gloria1 cuja durao se confunde na et]nidade com a durao de um dia4 ,e por entre aquellas rumas de mrmores e de sy5ites viam-se pass>1 busc&o z suas leves e moveis habitaes1 disp]sas entre z ru9as1 os arabes d des]to1 semelhantes aos gusanos que ref]vem no cadav] meio apodrecido d elephante ab&onado pelos caadores nas m>g5s solit>ias d ,zambeze4 ,e depois de l>go sil5cio1 um dos xeques abaix\ os olhos e1 com voz presa de furor intimo1 disse p>a os companheiros3 ,porque cons5tiremos ns1 os filhos d ,propheta1 que e/es gigantes de p$ra e/ejam cont9uam5te assob]b&o a t5da humilde d arabe1 que passa livre no mundo8 ,se a nossa vida um in/ante1 o homem no deve con/ruir edificios de/9ados a transpor seculos4 quasi blasphemia reve/ir o transitorio com o trajo da et]nidade4 ,a et]nidade no da t]ra2 d p>aiso4 ,porque haviam de qu]] os que j no so immobilis> no des]to p>a os seus ultimos netos esse arraial quasi int]m9avel de t5das de p$ra8 ,p>a que semei>am z g]aes passadas uma se>a imm5sa de abysmos pelos p5dores d ,ante-,libano1 arranc&o delle p$reiras macissas1 como se fossem os gros de areia1 com que ergue coll9as mov$iz o sopro d ,simm qu&o v>re o des]to8 ,que temos ns com os tempos que j pass>am1 p>a que elles v5ham increp>-nos com a muda insol5cia dos monum5tos o nosso livre e solto viv]1 e in/ituir p>allelos (f5sivos entre a decad5cia actual e o espl5dor das artes e a magnific5cia laboriosa e incommoda daquellas eras de gr&eza e pod]io8 ,que importa que ento saissem da ,assyria os conqui/adores da ,asia e z frotas que descobriam novos cu e novos m>es1 ou que os poetas de ento tivessem p>a cant> l5das de faanhas quasi incriveis8 ,em vez das conqui/as1 a lib]dade4 ,hoje no ha acto que seja defeso ao arabe d des]to4 ,corremos livres por livres descampados4 ,embora o reluzir d sabre de um spahi de ,ibrahim faa fugir at]rados cem cavalleiros nossos1 e o frangue d occid5te nos despreze como b>b>os4 ,saboreamos quietam5te o po esmolado ou arrebatado ao que o cultiv\ p>a ns4 ,da bolsa d vi&ante o ouro cai-nos aos ps com seu dono4 ,o nosso trabalho ap5as ergu] aquelle qu&o e/e cai4 ,depois de uma vida sem sacrificio1 sem am>guras1 que n5hum monum5to cont> aos v9d\ros1 dormiremos na paz d esquecim5to1 porque no deix>emos ve/igios da nossa jazida4 ,no se revolvem os ossos dos mortos1 qu&o o seu ultimo abrigo a amplido d nosso oceano de areias1 que no cons5te nem lapides1 nem inscripes1 nem edificios na sua face tri/em5te pallida4 ,porque1 pois1 cont9u>o et]nam5te erguidos e/es templos1 e/es palacios1 e/as muralhas1 repreh5so ou antes injuria p]petua ao nosso viv]8 ,que se ajunctem os filhos das pr(undas solides d des]to1 e que1 dia a dia1 vo esboro&o uma p>te1 m9ima que seja1 desses pannos de muros de cem covados1 =mados de p\cas p$ras2 dessas columnatas1 sobre cujos frizos e are/as p\sa noite o abutre1 como co/uma p\s> sobre a cumiada de longa s]rania1 a que essa obra de hom5s se assemelha4 ,call\-se o xeque4 ,os outros abaix>am z cabez com l5to m5eio1 como quem approvava o dicto4 ,se eu1 se vs1 *egassemos ne/e mom5to ao p d velho templo de ,balbek e ouvissemos o discurs> d b$u9o1 o que diriamos no primeiro impeto de ju/issima indignao8 ,diriamos que o xeque era uma vibora1 que1 esmagada debaixo de v9te seculos1 qu]ia volt> contra a hi/oria os d5tes env55ados1 como se a peonha da sua col]a podesse anniquil> a hi/oria4 ,e antes que a nef&a obra que elle traava e os demais applaudiam comeasse a s] executada1 fal>iamos assim quelles l\cos3 ,vs outros qu]eis d]rib> a memoria das g]aes que =am1 porque a mage/ade d passado pesa mais sobre a vossa consci5cia d que pesam sobre esse *o que p>ece acurv>-se e gem] debaixo de tantas gr&ezas1 os pylones macissos1 z sph+es gigantes1 z arc>ias pr(undas1 z p$ras de dez covados ins]idas em muralhas inde/ructiveis4 ,melhor =a que =cejasseis por s] tambem gr&es1 conv]t5do-vos virtude antiga1 e que1 em vez de con/ituir um b&o de mis]aveis1 vos tornasseis n'uma nao illu/rada e =te1 capaz de leg> po/]idade monum5tos como e/es1 qu&o lhe *egasse a sua ultima hora2 porque a morte abrange todas z soci$ades1 todas z civilisaes1 como abrange todos os individuos4 ,cr$es que a luz d sol occid5tal1 bat5do nas columnas av]melhadas d velho templo1 vos reflecte nas faces envilecidas o rubor que z t+e8 ,no s5tis o sangue que e/as palavras vos fazem subir d corao ao ge/o8 o sangue e no o m>more2 que1 mau grado vosso1 ellas =am desp]t> uma voz que no podeis s(foc>1 a da consci5cia1 que vos repreh5de da actual decad5cia4 ,a v]melhido que surgiu nessas faces cre/adas no reflecte da p$ra lisa2 reflecte-se das almas que se rebellam contra si mesmas4 ,ouz>iamos ns1 em v]dade1 diz] i/o aos b$u9os1 sem que tambem o rubor viesse t+ir-nos z faces8 ,no2 porque somos como elles2 porque1 bem como elles1 nos p]suadimos de que1 v>r5do todos os ve/igios d ,portugal antigo1 pod]emos escond] aos e/ranhos a nossa decad5cia actual2 porque1 alm disso1 cremos que p>a s] de/e seculo1 preciso r5eg> dos antepassados4 ,todavia1 a9da ha quem deplore a de/ruio das memorias v5]&as de melhores tempos2 a9da ha quem lucte contra a torr5te de b>b>ia que alaga e/e paiz to rico de recordaes1 recordaes que tantos animos envilecidos pret5dem faz] esquec]4 ,sabemos que os nossos brados de indignao a*am e*o em muitos coraes4 ,temos vi/o e recebido c>tas ac]ca de/e assumpto escriptas com a eloqu5cia da convico e de pr(undo despeito4 ,so prote/os solemnes de que nem todos os filhos de/a t]ra v5d]am a alma ao demonio da deva/ao4 ,provam ellas que o ruido dos alvies e pic>etas no ba/a p>a afog> os brados da razo1 da consci5cia e d amor patrio4 ,l5do-z1 o sangue ref]ve nas veias contra essa ida fatal que entr\ na maioria dos espiritos1 de que tudo quanto antigo mau ou insignificante1 qu&o a peior c\sa que ha essa ida1 a mais insignificante a cabea onde se an9ha1 a mais de/e/avel a mo que a traduz em obras1 e/amp&o sobre a t]ra da sua infancia a inscripo que o a!ismo decreta p>a os sepul*ros3--aqui a jazida d nada4 s+ul>1 por exemplo1 a hi/oria das rec5tes vicissitudes por que tem passado a collegiada de ,sancta ,m>ia da ,oliveira em ,guim>es4 ,guim>es p>ece fadada p>a victima de/a especie de esc&alos4 ,a igreja da collegiada de ,guim>es era um dos mais bellos monum5tos de ar*itectura ogival4 ,o seu tecto de grossas vigas primorosam5te lavradas con/ituia com o da s d ,fun*al e p\cas mais toda a riqueza de ,portugal ne/e g5]o1 porque1 durante a idade mdia1 empregava-se g]alm5te a abobada de p$ra nas edificaes sumptuosas4 ,alm disso1 z bem proporcionadas arc>ias1 os capiteis adornados de esculpturas v>iadas e subtis1 z tres naves mage/osas divididas por elegantes columnas1 inspiravam em subido grau aquelle respeito melan*olico e saudoso que um segr$o das igrejas *amadas go?icas4 ,os annos no t9ham deslisado em vo por cima d monum5to3 arru9ado em p>tes1 c>ecia de rep>os4 ,o cabido ajunct\ p>a isso grossas sommas4 ,*am>am-se obreiros1 e ha sete ou oito annos que e/es lidam por apag> todos os ve/igios da antiga arte4 ,quebr>am-se os lavores dos capiteis e cornijas3 sub/ituiram-se com p$ras lisas3 e/as p$ras cubriram-se de madeira3 e/a madeira d\r\-se1 p9t\-se1 cai\-se4 ,o templo d ,me/re d',aviz l e/ al9dado2 l e/ cub]to de arrebiques4 ,os que deviam mant]-lhe a mage/ade das cans2 os que deviam disp5d] seus !s\ros accumulados1 no em remo-lo1 mas em cons]v>-lhe o v5]&o aspecto e z rugas dos seculos1 fiz]am da casa d ,s5hor um velha pro/ituta que esconde debaixo d caio e d c>mim a flaccidez d ge/o4 ,blasphem>am de ,deus1 no com blasphemias de palavras1 mas com a blasphemia das obras4 ,d]am emfim docum5to indubitavel de que no havia alli quem s\besse a h>monia que exi/e entre a ar*itectura e a religio2 que se lembrasse de que o livro da lei e o templo so d\s typos s5siveis1 d\s v]bos que inspiram1 um directam5te ao espirito1 outro symbolicam5te aos olhos1 z relaes entre o homem e ,deus1 e de que no s impi$ade neg> ouvidos ao v]bo escripto1 mas que tambem impio rasg> o livro de p$ra4 ,e que diss]am os habitantes de ,guim>es durante oito annos em que os v]mes &>am a ro] naquelle cadav]8 ,l\v>am o bonito da obra4 ,o longo tasqu9h> d cabido desp]t\-lhes1 at1 o appetite4 ,alguns lembram-se j de demolir z muralhas da villa recon/ruidas por ,d4 ,d9is4 ,talham a9da banquete mais lauto4 ,t5tam arras> z p>$es que re/am dos paos d conde ,h5rique2 dos paos onde ,affonso ,i nasceu4 ,a gloria dos conegos de ,santa ,m>ia da ,oliveira1 to disp5diosam5te conqui/ada1 (fusc>-se-hia1 assim1 por p\co d9heiro1 como a luz pallida da lua nos espl5dores d surgir d sol4 ,arrasados1 pois1 os muros recon/ruidos pelo rei lavrador1 apagados os ultimos ve/igios dos paos dos nossos primeiros mon>*as1 raspado e s]ap9tado o int]ior da igreja de ,santa ,m>ia1 ,guim>es1 em vez de fic> antiga1 fic> velha g>rida4 ,unicam5te1 p>a a trahir1 lhe re/> uma ruga na face3 o frontispicio da collegiada4 ,mas se a pic>eta d municipio pret5d] humilh>1 como sacrilegam5te se cogita1 o colh]im1 z tigellas de o*re e v]melho e z broxas canonicaes1 v+ue-se o illu/rissimo cabido arranj&o mais alguns v9t5s1 e m&&o cu/a delles pic> e cai> aquelle frontispicio4 ,depois1 p>a esmag> de todo z audazes emulaes burguesas1 enfeite triumphantem5te a front>ia da sua igreja com um rodap enc>nado4 ,mas hav] um gov]no que tol]e tantos desv>ios1 tantas deva/aes brutaes8 ,pde hav]1 e ha4 ,no s]ia difficil encontr> m9i/ros e adm9i/radores g]aes1 que1 se no =a o defeito de l]em sem soletr>1 symptoma altam5te suspeito p>a os eleitores1 d>iam excell5tes v]eaes aos concelhos de/a t]ra1 onde o sangue dos conqui/adores suevos p>ece t] ficado pr$om9&o nas veias dos seus habitantes4 ,mais de um gov]no tem disputado s cam>as municipaes primores de b>b>idade4 ,j alludimos igreja de ,s4 ,francisco d ,porto conv]tida em armazem da alf&ega2 ao clau/ro de ,belem conv]tido em dormitorio2 ao ab&ono dos conv5tos de ,?om>1 da ,batalha e de ,alcobaa4 ,ha1 porm1 mais4 ,v$e essa igreja de ,s4 ,dom+os de ,sant>em4 ,z suas velhas e grossas portas e/o fe*adas e o conv5to e/ vazio dos seus antigos habitadores4 ,no 1 todavia1 provavel que o templo m&ado edific> pelo malfadado ,san*o ,,ii e de cuja primitiva fabrica a9da re/a inteira a capella mor1 ficasse des]to de culto1 como o conv5to fic\ ermo de frade4 ,a suppresso das ord5s mona/icas no foi a abolio das solemnidades religiosas4 ,v$e1 pois1 o templo1 que1 se agora e/ fe*ado1 no t>d> a ec*o> com oraes e psalmos4 ,transportae-vos pela imag9ao p>a o int]ior da igreja na hora em que os canticos e o inc5so se alevantam ante o alt>2 em que o orgam slta a sua voz melan*olica2 em que a nave e/ *eia de povo e o sac]dote ora por elle e com elle2 na hora em que o sol coado atravs das esguias janellas reflecte pelas p$ras que o tempo am>elleceu uma luz suavem5te pallida2 imag9ae essa hora1 e v]eis que1 se o conv5to se despovo\1 nem por isso fic\ despovoado o templo4 ,a orao d dom9icano no necess>ia nas solemnidades da igreja4 ,no o ab&on\ sol$ade a pia sollicitude dos fieis4 ,de noite1 z lampadas1 p5duradas ao longo da nave1 ou brilh&o na escurido das capellas1 como e/rellas enga/adas em cu pr(undo1 desp$em fr\xos raios que vo quebr>-se por cima de campas onde se divisam1 em c>act]es confusos e ga/os nomes de v>es illu/res que alli vi]am rep\s> das lidas da vida sombra da cruz4 ,l e/o os sepul*ros de ,gil e de ,m>tim d',ocem1 cuja voz exprimia a summa razo e a summa sci5cia nos conselhos dos reis2 l alveja o jazigo d infante ,d4 ,affonso1 filho de ,affonso ,,iv1 e o de ,f]n&o ,san*es1 a quem ,fr4 ,luiz de ,s\sa *ama ba/>do qu]ido de ,d4 ,d9is4 ,por ahi dormem muitos pobres frades1 cuja vida obscura1 mas cuja morte foi invejada4 ,mi/uram-se alli os ossos dos que =am gr&es na t]ra com os dos que reputamos gr&es no cu2 e uns e outros so como te/emunhas que tornam mais solemne o culto1 esse lao que liga ao cu a t]ra4 ,mas z portas d edificio sagrado rangem nos quicios de f]ro1 p>a se abrirem de p> em p>4 ,ondas de povo vo precipit>-se pelo e/reito dito e esprai>-se at juncto d alt>4 ,o sac]dote vai comear o sacrificio incru5to1 e o orgam acompanh> z oraes com z suas h>monias4 ,entremos4 ,no6 ,refujamos6 ,oraes1 psalmos1 h>monias1 luzes1 inc5so1 sac]dotes1 povo1 nada disso ha ahi4 ,h s z trevas da nave pes&o sobre z trevas dos sepul*ros4 ,o velho templo um palheiro d ,commiss>iado444 ,e quem fez isso8 ,foi o v]eador boal de um concelho obscuro8 ,no4 ,foi o gov]no de uma nao que se diz civilisada1 ou que pelo m5os toma ass5to no convivio das naes da ,europa4 ,quasi contiguo igreja palheiro exi/e outra1 modelo em muitas c\sas da mais elegante ar*itectura ogival4 a d ext9cto conv5to de ,s4 ,francisco4 ,l1 na p>te da nave sobpo/a ao cro1 o tumulo da infanta ,d4 ,con/ana1 cujos lavores se vo di>iam5te quebr&o e oblitt]&o1 s]ve de cabide a sell9s e arreios de cavall>ia4 ,applicao igual e igual fim vai t5do o del-rei ,d4 ,f]n&o1 que ant]iorm5te os frades t9ham transf]ido da nave p>a o cro4 ,com e/es exemplos d gov]no no de admir> que ahi mesmo em ,sant>em se d]ribem z portas das velhas muralhas p>a calar z ruas1 ou que na antiga villa da ,torre-de-,moncorvo1 hoje ,moncorvo s1 a antiquissima torre que d]a origem e nome povoao1 fosse deitada por t]ra com o mesmo intuito2 que1 emfim1 se tracte de d> s muralhas da ,gu>da id5tico de/9o4 ,aqui o v&alismo confunde-se com a dem5cia4 ,na ,gu>da1 n9ho d'aguias1 collocado no cimo de um c]ro de granito1 a p$ra vai calar a p$ra4 ,d'antes1 no inv]no1 o viv] alli era bem duro1 qu&o os edificios e/avam abrigados atraz da solida c]ca4 ,agora1 o v5to gelado que passa pelas cumiadas da s]ra da ,e/rella vir precipit>-se rug9do por aquellas ruas meio des]tas e torn> inhabitavel a povoao4 ,a ,gu>da1 que em si propria um monum5to1 e que enc]ra uma ca!dral magnifica1 e/> no decurso1 talvez1 de p\cas dcadas conv]tida n'um covil de fras4 ,dos males que os seculos passados leg>am ao pres5te n5hum foi tal fatal como a ignorancia em que delib]adam5te se cons]vavam z multides4 ,essa ignorancia que ha de lev> annos1 talvez seculos1 a dissip>1 era incomp>avelm5te m5os nociva em epo*as de s]vido1 qu&o o pod] absoluto1 conc5trado em p\cas mos1 podia facilm5te reunir n'um foco z luzes intellectuaes d paiz e aproveit-las desassombradam5te na soluo das que/es de adm9i/rao4 ,hoje que o vassalo se conv]teu em cidado2 hoje que os erros e preoccupaes das intellig5cias incultas se desp5ham de todos os lados na torr5te da op9io publica e se confundem de modo inextricavel com z idz s5satas2 hoje1 f9alm5te1 que necess>io no afront> essa torr5te1 nem qu]] faz-la refluir =a1 os resultados fataes da ignorancia so incomp>avelm5te mais difficeis de evit> e rem$i>4 ,se z portas dos m9i/]ios e/ivessem fe*adas p>a os arrasadores pr(essos1 e fosse exigivel dos pret5d5tes a pa/as uma ju/ificao de que1 nem pelo lado pat]no1 nem pelo mat]no1 desc5diam de algum soldado de ,g5s]ico1 a9da assim1 dada a compet5cia dos magi/rados municipaes1 e o valor moral que resulta p>a os seus actos da sua origem electiva1 um gov]no illu/rado1 mas que no quizesse ultrapass> os limites da propria auctoridade1 no pod]ia talvez r$uzir completam5te ao sil5cio o fragor das demolies que reboa por todos os angulos d re9o4 ,o cam>tello o enlevo1 o bez]ro d'ouro1 o ,molo*1 o ,baal da nossa burguesia4 ,um cam>tello deitado sobre uma ara de p$ra em fr5te dos paos d concelho dev]ia sub/ituir os secul>es pel\r9hos 7tambem j1 em p>te1 roidos ou desp$aados71 como symbolo d pod] municipal4 ,imag9emos1 de feito1 c9co1 seis1 ou mais figures ass5tados ao r$or d'uma banca1 fal&o sem juizo1 s vezes sem dec5cia1 sempre sem grammatica1 sobre a adm9i/rao d municipio1 e pond]&o os proveitos e a=moseam5tos que p>a e/e ho-de result> da de/ruio de um monum5to da arte ou da hi/oria4 ,l p$e a palavra um delles1 logi/a gordo1 ensebado1 v]melho1 quasi-virtuoso1 e cujas unhas e cuja b>ba e/o accus&o a tes\ra e a navalha de v]gonhoso desleixo no desemp5ho das respectivas funces4 o ,demo/h5es d conciliabulo4 ,apr5deu a l] pela ,hi/oria de ,c>los ,magno e dos ,doze ,p>es1 e assignante das traduces de ,paul de ,kock1 p>a se ex]cit>4 ,um palacio1 um muro1 uma igreja de eras remotas fazem-no e/remec] de horror4 ,ao lado de cada ameia d ca/ello ermo lhe p>ece enx]g> um cavalleiro cub]to de armas f]rug5tas2 em cada torre cr ouvir so> z badaladas da campa feudal4 ,escutam com assombro os outros cidados v]eadores o ,mirabeau logi/a4 ,os animos commovem-se3 os cabellos arripiam-se4 ,a s5t5a contra o monum5to vai s] fulm9ada4 ,ha um in/ante de t]rivel sil5cio4 ,o presid5te p$e votos4--,a t]ra3--diz o homem gordo4--,a t]ra3--vo repet9do com voz solemne os outros membros d sanh$rim4 ,ento o secret>io lavra o fatal accordam4 ,por entre aquellas letras1 logo nasc5a am>ellas1 e escriptas com p5na de duvidosa classificao orni?ologica1 surge mage/osa no meio de cada palavra uma letra capital1 como que proteg5do z que a prec$em e seguem4 ,acab\-se emfim a magi/ral composio3 o erudito secret>io e/5de o papel ao presid5te1 que1 enlevado na voz melodiosa da consci5cia a assev]>-lhe que fez desm>cado s]vio patria1 o recebe s avessas1 e lhe lana no topo1 com ademan desd5hoso1 a cruz de seu signal4 ,passa aos outros juizes a acta fulm9ante4 ,o logi/a que1 por incessantes ex]cicios gymna/icos nas pag9as de ,paul de ,kock1 j soletra com rapidez v]tig9osa1 e conhece n'um relance o erro d presid5te1 cujo pundonor litt]>io no ousa1 alis1 f]ir adv]t9do-o d lapso1 escreve o proprio nome1 em m5os de dez m9utos1 no seu devido log>1 e debaixo da g>atuja d ,mirabeau burgus1 os outros magi/rados municipaes vo plant&o z respectivas cruzes n'um devoto calv>io4 ,emfim1 o secret>io assigna1 e o crime e/ consummado4 ,torre1 muro1 pao1 ou o que qu] que sejas1 cuja ru9a foi decretada1 p>a ti j no ha salvao4 ,amanhan1 nos teus lanos desconjunctados1 no teu cim5to desfeito1 nas tuas p$ras e/\radas1 nos teus fundam5tos revoltos1 e/> escripto ponta de pic>eta e de alavanca a palavra fatal--a t]ra6--extrahida d calv>io municipal4 ,mas--dir-se-ha--que qu]eis que se faa c]ca dos monum5tos8 ,que qu]emos que se faa86 ,que se deixem em paz4 ,no p$imos museus2 porque e/es no so1 digamos assim1 s5o necropoles1 em relao ar*itectura4 ,depois1 em muitos casos1 os monum5tos no se transportam1 nem cabem l4 ,os fragm5tos de um edificio1 tirados d seu log>1 sem de/9o1 sem unio1 so mortos2 so c9za e p de cadav]es4 ,reunam-se em biblio!cas e em gal]ias os livros e os quadros que no =am r\bados1 e/ragados ou ab&onados por ignorancia crassissima2 mas z p$ras s p$em rep\so4 ,que os repres5tantes d paiz lhe salvem os seus titulos mais nobres4 ,haja no seio d p>lam5to uma voz que se alevante en]gica a favor d passado4 ,essa voz a*> ec*o em todos os di/rictos d re9o1 porque em todos elles h hom5s sisudos e peitos g5]osos4 ,app>ea uma lei c]ca d assumpto1 efficaz pela sanco d ca/igo1 j que1 n'um seculo corrompido e de decad5cia1 z palavras--pundonor e gloria--vo ins5sivelm5te pass&o p>a o gloss>io dos ar*aismos4 ,ent5da-se1 emfim1 que n5hum monum5to hi/orico p]t5ce propriam5te ao municipio em cujo ambito jaz1 mas sim nao toda4 ,por via de regra1 nem a mo pod]osa que o ergueu rega s esse municipio1 nem z sommas que ahi se desp5d]am sairam delle s1 nem a hi/oria que trans=ma o monum5to em docum5to a hi/oria de uma villa ou cidade1 mas sim a de um povo inteiro4 ,se1 por exemplo1 aos habitantes de ,guim>es1 de ,coimbra1 d ,porto ou de ,lisboa no importa que desapp>eam z mudas te/emunhas dos factos que ahi se d]am1 dos hom5s que ahi pass>am2 se no lhes importa que o viajante v exam9> os monum5tos que os livros dizem exi/ir ahi1 e que1 a*&o-os conv]tidos em pavim5tos das ruas1 fuja espavorido tem5do alguma fr*ada ou azagaiada1 suppondo-se1 por illuso mom5tanea1 nos s]tes invios da ,cafr>ia2 se no curam da propria reputao1 cons5t9do que os seus eleitos vo ass5t> praa po/huma nas ext9ctas legies d',attila1 e que o seu cl]o se filie na seita dos mod]nos iconocla/as1 ao m5os que o gov]no e o p>lam5to no deem ao mundo docum5to de igual ignorancia e b>b>ia1 mas acudam ao que a9da re/a4 ,que uma lei salvadora apos5te de vez os pices e alvies e alavancas que tantas esculpturas tem roado1 tantas campas pr(anado1 tantas columnas quebrado e tantas torres1 muros1 amez1 campan>ios1 arc>ias1 galils d]ribado e desfeito4 ,,da ,,propri$ade ,,litt]>ia ,e ,,da ,,rec5te ,,conv5,o ,,com ,,fran,a ,,ao ,,visconde ,d',,almeida ,,g>rett #ahea ,,app5dice #ahgb ,s5hor ,visconde4--,ha dias que no ,di>io d ,gov]no se public>am v>ios docum5tos assignados por v4 ex4a1 entre os quaes um1 cujo v]dadeiro nome e indole ignoro pela m9ha p\ca noticia dos ritos diplomaticos e =mulas (ficiaes4 ,ne/e docum5to1 no meio de graves pond]aes dirigidas ,sob]ana por v4 ex4a c]ca da conv5o rec5tem5te celebrada com a republica francesa1 vem citado o meu nome em abono1 se no daquella tri/e conv5o1 ao m5os d decreto que cre\ e legitim\ em ,portugal a propri$ade litt]>ia4 ,a honra que v4 ex4a me faz cit&o o meu nome1 e cit&o-o conjunctam5te com o d illu/re ,silve/re ,p9heiro1 exigiria da m9ha p>te o mais vivo reconhecim5to1 se eu pod]a acceit-la4 ,infelizm5te prohibe-m'o a consci5cia4 ,engan>ia os meus conscidados2 engan>ia a v4 ex4a1 se com o sil5cio dsse a m9ha fraca sanco d\tr9a da propri$ade litt]>ia1 a qual consid]o mais que disputavel1 ou conv5o com ,frana1 que1 alm de consagr> op9ies que reputo pr(undam5te inexactas1 prejudicialissima por div]sos modos aos int]esses da nossa t]ra4 ,e torna-se tanto mais indisp5savel e/a m9ha manife/ao1 quanto c]to que1 no s em conv]saes p>ticul>es1 mas tambem pela impr5sa1 desapprovei altam5te a feitura desse ru9oso conv5io4 ,n'um jornal1 em que eu collaborava1 app>ec]am v>ias consid]aes1 que supponho no s]em de desprez>1 contra os aju/es celebrados com ,frana a semelhante respeito4 ,essas consid]aes eram m9has3 adopto-z hoje1 como ento z ex>ei1 sem lhes ajunct> a m9ha assignatura1 porque um nome no d nem tira =a a um racioc9io1 e um absurdo no fica mais ou m5os absurdo qu&o ou deixa de s] adoptado por um eng5ho gr&e ou pequ5o4 ,todos sabiam que o artigo d ,paiz contra a conv5o litt]>ia era meu3 foi1 at1 por isso1 accid5talm5te me con/\ a publicao d papel dirigido por v4 ex4a a ,s4 ,m4 a ,ra9ha2 foi por isso1 e s por isso1 vi/o que nunca leio o ,di>io1 e nomeiadam5te a p>te (ficial1 com temor de *eg> a esquec] a grammatica g]al1 e a indole e propri$ade da nossa l+ua4 ,por alguem1 que supps v] ahi uma refutao d que eu t9ha escripto1 s\be da exi/5cia de tal papel1 que1 no ent5d] dessa pessoa1 affectava com arte s] uma especie de prev5o contra objeces futuras4 ,busquei o ,di>io1 e des5ganei-me de que haviam dado ao docum5to uma int]pretao inexacta e malevola4 ,l5do-o1 conv5ci-me de que a alta razo de v4 ex4a reluctava contra a obra fatal d conv5io1 e de que a voz dos sophi/as1 que v4 ex4a suppunha ouvir d lado d futuro1 era a da propria intellig5cia1 que condemnava a illuso em que se transvi>a4 ,t5t&o p]suadir a ,sob]ana1 v4 ex4a1 sem talvez o sab]1 p]suadia-se a si proprio4 ,era malevola e inju/a1 portanto1 a significao que se dava quelle e aos outros docum5tos publicados no ,di>io a e/e proposito4 ,se v4 ex4a int5tasse refut> z consid]aes d ,paiz1 te-lo-hia feito directam5te1 francam5te1 lealm5te3 sobejam-lhe p>a isso recursos4 ,v4 ex4a t]ia apreciado z razes dos que condemnam a conv5o1 e no se limit>ia a qualific-los de sophi/as1 sem mo/r> que o sophisma e/ava d lado delles4 ,v4 ex4a uma intellig5cia demasiado sup]ior1 p>a no recorr] a essa pobre argum5tao ad odium1 de que contra mim mesmo a hypocrisia ignorante e irritada a9da ha p\co tempo deu ne/a t]ra to deploraveis exemplos4 ,s nas circum/ancias em que v4 ex4a escrevia1 qu&o a impr5sa no t9ha int]po/o o seu voto sobre a mat]ia1 e qu&o v4 ex4a e/ava provavelm5te p]suadido de que s d\tr9as em que se funda o tractado e s provises delle se no opporiam s5o sophismas2 s nessas circum/ancias1 digo1 v4 ex4a pod]ia empreg> z duras phrases com que condemn\ os adv]s>ios possiveis da conv5o litt]>ia4 ,p]suadido de que i/o era assim1 e de que os t]mos g]aes1 em que v4 ex4a se expressava1 no de/ruiam na m9ima c\sa z m9has po/]iores obs]vaes1 eu t]ia evitado o p>a mim1 por muitas razes1 +ratissimo trabalho de escrev] a v4 ex4a sobre o assumpto1 se v4 ex4a me no h\v]a1 at c]to ponto1 *amado auctoria sobre a d\tr9a que s]ve de fundam5to tanto ao decreto de #h de ,julho1 como conv5o1 que se reputa seu coroll>io4 ,mas1 pod5do concluir-se das palavras com que v4 ex4a quiz honr>-me1 que eu commungo nas suas idz sobre a propri$ade litt]>ia1 o que no s]a exacto1 devo rectific> os factos a que v4 ex4a allude1 e expr depois z duvidas que t5ho contra a legitimidade das d\tr9as de v4 ex4a ne/a mat]ia1 bem como os inconv5i5te que1 na m9ha op9io1 resultam p>a ,portugal da applicao de taes d\tr9as feitura d tractado ou conv5o1 em que v4 ex4a foi um dos pl5ipot5ci>ios4 ,diz v4 ex4a que eu e ,silve/re ,p9heiro t9hamos approvado e ap]feioado o trabalho de v4 ex4a sobre o direito de propri$ade litt]>ia1 o qual hoje se a*a conv]tido em lei d re9o4 ,pelo que me toca1 posso assegur> a v4 ex4a que de tal approvao e ap]feioam5to no cons]vo outra memoria que no seja a segu9te3 e/&o eu e v4 ex4a na cam>a dos deputados na legislatura de #ahdj1 t9ha v4 ex4a apres5tado um projecto de lei sobre aquella mat]ia4 ,p]t5cia eu m9oria da cam>a1 e no seu zelo por faz] pass> uma provid5cia1 que1 s9c]am5te o creio1 reputava util e ju/a1 v4 ex4a teve a bondade de fal> comigo e com outros membros da opposio1 p>a que no a fizessemos a esse projecto sobre que a delib]>-se4 ,d'entre os individuos com quem v4 ex4a tract\ o assumpto1 recordo-me de quatro1 dos srs4 ,s\re1 ,f]r]1 ,m>reca e ,seabra1 o ultimo dos quaes1 con=me m9ha lembrana1 reluct\ antes de acc$] aos desejos de v4 ex4a ,eis a memoria que cons]vo de semelhante negocio4 ,se v4 ex4a me mo/r\ ento o seu projecto1 e se eu lhe props a alt]ao ou o accresc5tam5to de algum artigo1 nem o affirmo1 nem o conte/o4 ,so c\sas que completam5te me esquec]am4 ,mas1 se o fiz1 que se d$uz d'ahi a favor ou contra o p5sam5to da lei2 a favor ou contra o direito de propri$ade litt]>ia8 ,esses additam5tos ou obs]vaes podia submett-los consid]ao de v4 ex4a1 acceit&o hypo!ticam5te a d\tr9a1 sem a faz] m9ha2 podia prop-los em att5o ao des5volvim5to logico d projecto1 ou s circum/ancias ext]nas que devessem modific-lo1 sem adopt> a ida g]adora delle4 ,se1 porm1 v4 ex4a qu] que por esse facto eu mo/rasse seguir ento z idz de v4 ex4a1 decl>o que s\ agora contr>io a ellas1 e demitto de mim qualqu] responsabilidade que de tal facto1 se o foi1 possa provir-me4 ,dez annos no passam debalde p>a a intellig5cia humana1 e eu no me env]gonho de corrigir e mud> z m9has op9ies1 porque no me env]gonho de racioc9> e apr5d]4 ,o que me tr>ia o rubor s faces s]ia alt]> d\tr9as e cr5z p>a promov] os meus int]esses2 duvid>ia1 at1 de o faz]1 se tal mudana1 por caso =tuito1 se ligasse com vantag5s p>a mim4 ,m]c de ,deus1 nessa p>te t5ho sido feliz4 desgraa que a9da me no succ$eu4 ,p]mitta-me v4 ex4a que1 antes de lhe expr z duvidas que t5ho c]ca da propri$ade litt]>ia1 eu invoque1 p>a desculp> a m9ha descr5a1 o scepticismo d'uma das primeiras intellig5cias de ,portugal ne/e seculo1 que v4 ex4a mesmo4 ,p>ec5do su/5t> como incontrov]sa a d\tr9a que s]viu de fundam5to ao decreto e conv5o1 affirm> que a moral e o direito s]iam (f5dido se essa d\tr9a no se r$uzisse practica legal1 equip>> a contrafaco fraude1 ao r\bo e falsificao1 consid]> como blasphemos e sophi/as os que duvidam da legitimidade moral da sua !oria1 v4 ex4a assev]a1 comtudo1 que no e/ipul>ia def9itivam5te o artigo #h4o d conv5io1 que f]e os int]esses prov5i5tes da contrafaco1 nem z mais provises que delle se d$uzem1 se no h\v]a v]ificado que era m9ima a somma das nossas importaes de livros da ,belgica4 ,v4 ex4a1 cons9ta-me diz-lo1 calumni>-se-hia a si proprio se h\vessemos de d> a e/as proposies encontradas um valor absoluto4 ,se v4 ex4a e/ivesse p]feitam5te conv5cido das nequicias e immoralidades que lhe apraz atribuir contrafaco1 e da legitimidade sacratissima que presuppe na propri$ade litt]>ia1 v4 ex4a no pod]ia hesit> na e/ipulao d artigo #h4o1 fossem quaes fossem os proveitos que tirassemos da sua elim9ao2 porque nas d\tr9as indisputaveis de moral e de ju/ia quem capaz1 no digo de deix> de proc$] em con=midade d'ellas1 mas sequ] de hesit>1 tambem capaz de trahir o seu dev]1 e v4 ex4a nunca por c]to o s]ia4 ,se v4 ex4a1 p>a resolv] o negocio1 julg\ opportuno exam9> a que/o d'int]esse1 p>a admittir ou repellir o artigo #h4o da conv5o1 cumpre-me acr$it> que reputava duvidosa a legitimidade da sua d\tr9a4 ,exam9emos a ess5cia dessa d\tr9a4 ,o que o direito propri$ade8 o direito transmissivel de possuir e trans=m> um valor creado pelo trabalho d que o possue1 ou trans=ma4 ,esse direito complexo exi/e desde o mom5to em que o homem applic\ o trabalho intellig5te mat]ia1 e cre\ assim um valor4 ,z modificaes1 os limites que a soci$ade lhe impe vem da indole e das necessidades della2 no so inh]5tes ao mesmo direito4 ,a propri$ade litt]>ia 7ab/rah9do das obras d'arte p>a simplific> a que/o7 no pde s] s5o o direito sobre um valor creado pelo trabalho dos que o cre>am2 sobre a repres5tao mat]ial da ida2 porque esse valor e/ ligado a um objecto que se *ama o livro1 na accepo vulg> e s5sivel de/a palavra4 ,o que o livro8 ,um complexo de phrases unidas entre si p>a repres5t>em uma c]ta somma de idz1 fixadas no papel p>a se transmittirem intellig5cia1 e repetidas c]to num]o de vezes p>a aproveit>em a muitos individuos2 mas p>a aproveit>em a9da mais ao auctor4 ,como nasce o livro8 ,pelos es=os comb9ados d escriptor1 d capitali/a que empreg\ o capital p>a a sua publicao1 d fabricante de papel1 d compositor1 d impressor1 etc4 ,so e/es es=os junctos que criam o valor d livro1 valor que1 antes ou depois de trocado1 se rep>te pelos que trabalh>am em cre-lo4 ,qual a p>te que p]t5ce ao auctor nesse complexo de es=os8 ,a correspond5te ao seu trabalho1 no s5tido vulg> da palavra1 porque s o trabalho mat]ial1 embora dirigido pela intellig5cia1 como todo o trabalho productivo1 pde cre> v]dadeiram5te um valor de troca4 ,e/a quota1 indet]m9ada em si1 fixada em cada um dos casos pelas conv5es espontaneas e livres entre os individuos que concorr]am p>a a exi/5cia d valor v5al que o livro repres5ta4 ,como se proc$e ord9>iam5te nessa op]ao economica8 ,o editor1 seja o proprio auctor1 seja pessoa div]sa que subm9i/re o capital1 retribue o trabalho de todos os outros individuos e realisa o valor da m]cadoria1 conjunctam5te com a r5da d capital1 por meio da v5da4 ,todos esses es=os e factos economicos que delles d]ivam =am calculados1 avaliados4 ,a totalidade dos exempl>es de qualqu] publicao repres5ta a totalidade desses div]sos valores2 det]m9ada por elles e det]m9a-os ao mesmo tempo1 porque ha uma condio extranha que a re/r+e1 a das probabilidades maiores ou m5ores da procura no m]cado4 ,e/as phases que se do na indu/ria dos livros1 na sua fabricao e comm]cio1 so z mesmas que se do n'outra qualqu] indu/ria4 ,z leis civis que a protegem devem1 portanto1 s] z mesmas que protegem z outras4 ,a igualdade civil no cons5te que sejam nem mais nem m5os4 ,o direito de propri$ade litt]>ia1 como v4 ex4a o ent5de1 cria1 porm1 um valor ficticio p>a cre> uma propri$ade que no o m5os4 ,de feito1 o que que se transf]e de uma edio p>a outra8 ,unicam5te z idz1 z phrases1 z palavras1 comb9adas de/e ou daquelle modo4 ,pois isso pde s] propri$ade de n+uem8 ,m5os a9da1 se possivel1 que o ar1 o calorico1 a *uva1 a luz d sol1 a neve1 ou o frio4 ,como cada um de/es ph5om5os naturaes1 essas idz1 essas phrases1 essas palavras podem s] uteis2 mas a utilidade no o valor2 porque nada d'isso susceptivel de uma apreciao de troca4 ,o pr(essor1 por exemplo1 no v5de z suas d\tr9as e z =mulas com que z exprime2 v5de o tempo e o trabalho que emprega em ens9-las2 v5de o tempo e o trabalho que emprega em ens9-las2 v5de o tempo e o trabalho que consumiu em adquiri-las4 ,o discipulo que z ouviu uma ou mais vezes1 e que z decor\1 pde ir repeti-las1 ens9-las a outros1 sem que n+uem se lembre de o consid]> como um contrafactor4 ,onde e/ a razo p>a se d>em naturezas div]sas concepo escripta e concepo falada8 ,a lei1 p>a s] logica1 deve prohibir a repetio d discurso pr(]ido seja onde fr1 na cadeira1 no pulpito1 nas assemblz consultivas e delib]antes1 uma vez que o acto da repetio possa produzir lucro4 ,se a ida que se manife/a se torna pelo simples facto da manife/ao uma propri$ade1 preciso que assim se v]ifique sempre e em todas z hypo!ses2 porque a qualidade de escriptor no d a n+uem melhor direito d que ao re/o dos cidados4 ,p]mitta-me v4 ex4a que eu procure um exemplo onde se possa bem s5tir o div]so modo por que cada um de ns concebe a que/o4 ,um individuo quis edific> uma habitao mais ou m5os sumptuosa1 mais ou m5os commoda1 p>a negoci> o pr$io depois de acabado4 ,*am\ um ar*itecto e aju/\ com elle retribuir-lhe o des5ho na proporo d lucro da v5da4 ,o ar*itecto del9e\ o edificio3 o edificador reuniu o cim5to1 a p$ra1 z madeiras e os outros mat]iaes p>a a edificao4 ,veio ento o me/re d'obras com os seus obreiros3 lanaram-se os fundam5tos2 alte>am-se z p>$es2 trav>am-se os madeiram5tos2 ass5t>am-se os tectos2 dividiram-se e adorn>am-se os apos5tos2 ps-se1 emfim1 remate ao edificio4 ,v5deu-se e/e depois1 e o ar*itecto recebeu a retribuio d seu trabalho4 ,em rigor que t9ha elle feito8 ,manife/>a o seu p5sam5to2 escrev]a um livro1 e imprimira-o n'um unico exempl>1 p>a hav] uma quota1 proporcional e livrem5te aju/ada1 d producto da v5da desse exempl>4 ,quanto a mim1 recebida e/a quota1 a especie de co-propri$ade que elle t9ha no pr$io cess\4 ,o comprador podia faz] reproduzir o edificio tal qual n'outra ou n'outras p>tes2 podiam reproduzi-lo todos que o vissem4 ,se1 porm1 fosse v]dadeira a d\tr9a de v4 ex4a era necess>io que se *amasse o ar*itecto a cada nova edificao que se empreh5desse1 e que de novo se lhe pagasse o des5ho1 como lho pag>a o primeiro emprez>io4 ,a !oria da propri$ade applicada s manife/aes da intellig5cia p>a s] lgica comsigo mesma tem de ir at o absurdo4 ,e s5o1 imag9emos outras hypo!ses4 ,um m>c5eiro ide\ uma cadeira elegante e commoda2 deu depois exi/5cia e vulto sua concepo1 fabric&o uma duzia ou um c5to de cadeiras1 em que essa concepo se manife/\1 e v5deu-z com um lucro mais ou m5os avultado4 ,os que crem na propri$ade das idz devem invoc> o direito de propri$ade p>a a concepo d m>c5eiro1 porque o m>c5eiro to cidado como o escriptor3 devem decl>> contrafactor outro qualqu] individuo da mesma pr(isso1 que1 v5do a procura no m]cado daquella frma de moveis1 os imit\ sem lic5a d inv5tor2 sem lhe pag> o preo da ida1 o preo da sua propri$ade intellectual4 ,um cultivador1 =a de obs]vaes e de m$itao1 t5do unido ao e/udo da sci5cia de agricult> o da natureza d solo e das condies d clima em que habita1 a*\ emfim um sy/ema de rotao e um me?odo de cultura muito mais p]feito que o dos seus viz9hos4 ,esses me?odo e sy/ema1 applicados t]ra1 produziram-lhe1 em vez de dez sem5tes1 v9te2 em vez de uma colheita annual1 duas4 ,os viz9hos1 conv5cidos da utilidade das idz d cultivador1 applic>am o novo sy/ema de rotao1 o novo me?odo de amanhos aos proprios campos3 contrafiz]am o livro d lavrador1 escripto a f]ro de *>rua nas va/as pag9as da t]ra4 ,v5ha uma lei que vde e/e att5tado contra a propri$ade sacratissima das idz4 ,e essa lei protectora que se e/5da a tudo quanto o espirito humano pde conceb]3 prohiba-se a luz que o trabalho da intellig5cia d]rama no meio da soci$ade1 e que se *ama a civilisao2 annulle-se a obra de ,deus que ps no mundo os hom5s summos como apo/olos da sua sab$oria et]na1 como in/rum5tos da sua provid5cia2 neguem-se os de/9os de p]petuo progresso1 que so os d g5]o humano1 e cujo mais pod]oso mobil a imitao1 se essa luz1 se essa civilisao1 se esse progresso no = comprado na praa publica2 se no se respeit> o direito da propri$ade litt]>ia1 que no 1 que no pde s] s5o o direito de propri$ade das idz manife/adas1 no importa com que =mulas2 mat]ialisadas1 no importa por que meio1 nos objectos s5siveis4 ,todavia1 dir-se-ha1 o trabalho dos auctores com essa proteco dada ao livro s como uma especie de manufactura p>a que elles contribuiram1 no fica dignam5te retribuido4 ,depois1 no isso faz] desc] o homem de tal5to ao nivel d rude obreiro8 ,no envilec] o nobre mi/] de escriptor8 ,absurdo tudo isso6 ,desde que pondes a retribuio d eng5ho m]c da procura no m]cado1 necess>io que elle se submetta s condies d m]cado4 ,quem o r$uz unicam5te qualidade de fabricante de livros sois vs com z vossas leis de propri$ade4 ,se o qu]eis recomp5s> como recomp5sado o lavrador1 o indu/rial1 no exijaes p>a elle um direito div]so4 ,o auctor de um volume1 que cu/\ um anno de trabalho1 realisada a v5da de mil exempl>es que se imprimiram1 lucr\1 supponhamos1 #cjjjjj ris4 ,que meio t5des p>a v]ific> que o seu trabalho no e/ pago8 ,que outra c\sa1 s5o o m]cado1 regula o valor dos s]vios8 ,quem vos disse1 que1 attribu9do ao auctor o direito exclusivo de reimprimir o livro1 elle ou seus h]deiros1 tantas vezes quantas o exigir a procura1 durante a sua vida e mais tr9ta annos depois da sua morte1 nem mais um mez1 nem m5os um mez1 que a retribuio correspondeu ao lavor8 ,onde e/ a vossa balana1 o vosso metro8 ,respondei4 ,e cabe aqui repetir uma obs]vao a que por p>te dos def5sores da propri$ade litt]>ia nunca se deu respo/a que tivesse o s5so commum4 ,se z idz e z phrases de um livro con/ituem uma propri$ade1 um valor1 um capital accumulado e fixo2 se e/a propri$ade sacratissima1 ou por outra1 se sagrada entre z mais sagradas1 porque lhe recusaes a vantagem que o direito assegura sem excepo a todo o outro capital accumulado e activo1 a p]petuidade8 ,porque espoliaes os h]deiros d auctor no fim de tr9ta annos8 ,o capital no se consummiu1 porque o livro ahi e/4 ,em virtude de que pr9cipio moral ou juridico ho-de elles s] privados de uma h]ana sacratissima8 ,em virtude da utilidade publica8 ,mas z expropriaes de outra qualqu] propri$ade m5os sagrada1 em proveito commum1 por mais remota que seja a origem desse capital accumulado1 pagam-se4 ,a expropriao publica no mais d que uma troca regulada1 como todos os valores1 pelo preo d m]cado4 ,o que me p>ece ineluctavel1 sr4 visconde1 vi/a de/as pond]aes1 que o escriptor1 ao mesmo tempo homem de trabalho e evangelisador da civilisaco e d progresso1 ex]ce na t]ra um duplicado mi/]4 ,na feitura de um livro ha d\s ph5om5os di/9ctos3 um mat]ial1 outro immat]ial4 ,o mat]ial o lavor visivel que essa feitura cu/\4 ,o auctor consumiu horas e horas sobre os livros1 empreh5deu viag5s1 trabalh\ nos laboratorios1 revolveu biblio!cas e ar*ivos1 p5etr\ nas m9as e subt]raneos1 h]boris\ por valles e s]ras1 obs]v\ os ceus1 sond\ os m>es1 e depois1 enc]rado no seu gab9ete1 durante dias inteiros1 no ardor da canicula2 durante longas noites nos rigores d inv]no1 ennegreceu o papel com a traduco visivel das reflexes ou dos factos que o seu espirito havia coord5ado4 ,em todas e/as occupaes1 em todos e/es ph5om5os ext]iores no h\ve da p>te delle s5o a ob$i5cia lei commum d g5]o humano2 a condio d trabalho impo/a a nossos primeiros paes4 ,ext]iorm5te1 a sua situao a mesma d (ficial me*anico1 que1 depois de c9co annos de apr5dizagem1 obteve meios de trabalh> de sol a sol p>a ganh> um sal>io4 ,n5hum pr9cipio de moral1 de ju/ia lhe d melhor direito que ao op]>io que funde o f]ro1 que acepilha a madeira1 que ara a t]ra4 ,sob e/e aspecto1 a soci$ade nada mais lhe deve d que z g>antias da retribuio d seu trabalho d5tro das regras ord9>ias de apreciao4 ,ao lado1 porm1 de es=os grosseiros h\ve outros immat]iaes e inapreciaveis pela craveira commum4 ,so os da cogitao1 da inspirao1 d g5io2 so os que elevam o eng5ho acima d vulgo2 so os que trazem t]ra z c5telhas da inf9ita sci5cia1 da imm5sa sab$oria de ,deus2 so os que att+em os my/]ios1 z h>monias d univ]so1 que o escriptor vem revel>2 so aquelles com que aspiramos e/as p]5nes emanaes d ,v]bo que se esp>gem sobre a humanidade1 transfusas pela intellig5cia1 e que se *amam a civilisao2 so os que do ao homem de letras uma especie de sac]docio1 o sac]docio da impr5sa4 ,e/es es=os immat]iaes no se apreciam1 no se m$em1 no se recomp5sam como a creao e o transporte ao m]cado d'alguns saccos de trigo1 ou como o covado de *ita produzido pelo te> d op]>io fabril4 ,no6 ,se a impr5sa um sac]docio1 no confundamos o que ha nella elevado e espiritual com o trabalho v5al e ext]no2 no in/ituamos a simonia como um direito2 no equip>emos a ida pura1 que vem de ,deus ao homem como os raios d sol que nos illum9am1 como o ar que respirmos1 como todas z utilidades gratuitas que a ,provid5cia nos conc$e2 no a equip>emos ao ouro amo$ado1 geira de t]ra2 no meamos a obra onde pr$om9a a inspirao pela bitola com que m$imos aquella em que pr$om9am os es=os dos musculos4 ,p>a os que no so capazes de apreci> a priori z ant9omias que ha na applicao d direito de propri$ade mat]ial aos trabalhos d espirito s] til exam9> os resultados practicos dessa applicao4 ,a propri$ade mat]ial1 o capital accumulado e activo produz uma r5da3 e/a r5da maior ou m5or con=me a importancia desse capital4 ,se #a3jjjjjj ris em t]ras produz #ejjjj ris1 #bj3jjjjjj ris ho-de produzir #a3jjjjjj ris2 se #bjjjjj ris empregados na agiotagem produzem #djjjj ris1 #fjjjjj ris ho-de produzir #abjjjj ris3 e/a lei con/ante e uni=me1 qu&o circum/ancias accid5taes e extranhas no a modificam4 ,nas letras succ$e exactam5te o contr>io4 ,supponde que cogitaes1 que cont5so d'espirito1 que calculos1 que racioc9ios1 que obs]vaes cu/>am a ,p$ro ,nunes1 a ,leibnitz1 a ,newton1 a ,vico1 a ,brot]o1 a ,kant os livros que nos deix>am4 ,que !s\ros accumulados1 que capital d'e/udo1 ideas6 ,e todavia1 protegidos pela lei da propri$ade litt]>ia1 esses hom5s summos1 esses hom5s cujos nomes so immortaes1 t]iam com ella morrido de fome2 porque os seus escriptos publicados1 os seus meios de obt] uma r5da1 s]iam l5tos e insuffici5tes4 ,comp>ae agora com elles os romanci/as mod]nos1 os ,arl9c\rts1 os de ,kocks1 os ,balzacs1 os ,sues1 os ,dick5s4 ,e/es hom5s1 cujos e/udos se r$uzem a corr] os !atros1 os bailes1 z tab]nas1 os lupan>es1 a viaj> commodam5te de cidade p>a cidade1 de paiz p>a paiz1 a gos> os deleites que cada um delles lhes (f]ece1 a adorn> os vicios1 a exagg]> z paixes1 a traj> ridiculam5te os affectos mais puros1 a corromp] a mocidade e z mulh]es2 e/es hom5s1 que s buscam produzir effeitos que subjuguem z multides2 que espreitam z incl9aes d povo p>a z lisonjei>em1 os seus go/os depravados p>a os satisfaz]em2 a e/es op]>ios da dissoluo e no da civilisao1 a e/es sim1 aproveitam z d\tr9as da propri$ade litt]>ia6 ,p>a elles a recomp5sa d m]cado2 p>a elles os grossos prov5tos d indu/rialismo litt]>io1 que o gr&e incitam5to dos seus infecundos trabalhos4 ,a litt]atura-m]cadoria1 a litt]atura-agiotagem1 tem na v]dade progr$ido espantosam5te sombra de to deploraveis d\tr9as6 ,um dos nossos escriptores mod]nos1 que mais abus\ d tal5to1 e que mais prov5tos auf]iu d sy/ema ignobil d indu/rialismo nas letras1 o padre ,mac$o1 disse1 no me recordo em que escripto1 que a folh9ha era e s]ia sempre a desesp]ao dos auctores1 porque n5hum livro t9ha ou t]ia nunca tantas edies4 ,ne/e dicto e/ resumida toda a critica d falso direito de propri$ade litt]>ia4 ,silve/re ,p9heiro1 o gr&e p5sador portugus de/e seculo1 com cujo nome v4 ex4a acaba de me faz] a honra de associ> o meu1 e ,joo ,p$ro ,ribeiro1 o re/aurador dos e/udos hi/oricos em ,portugal1 morr]am n'uma situao viz9ha da p5uria4 como t]iam morrido sob o regim5 da propri$ade litt]>ia2 porque p>a elles foi como se esse regim5 j exi/isse3 n+uem lhes contrafez1 n+uem lhes contraf> os seus livros4 ,sabe v4 ex4a quem ganh>ia imm5sam5te em viv] hoje8 ,o auctor d ,c>los-,magno4 ,z edies daquelle celebre rol de semsaborias e despropositos a9da no cess>am de repetir-se4 ,que propri$ade s] e/a1 em que os t]r5os de alluvio1 cuidadosam5te cultivados1 s g]am esp9hos1 e z gr$as inf]teis produzem messes opul5tas1 sem n5hum cultivo8 ,p]mitta-me1 sr4 visconde1 que eu duvide da inteireza da sua f na d\tr9a da propri$ade litt]>ia4 ,v4 ex4a c$eu antes a um g5]oso e nobre impeto de corao d que a reflectidas convices4 ,n'uma situao elevada1 v4 ex4a no esqueceu os seus antigos companheiros ne/a rude p]egr9ao das letras1 em que o seu glorioso exemplo foi incitam5to a ns todos4 ,no se env]gonh\ de nos e/5d] a mo aos que p\co podemos e valemos diante dos gr&es d mundo4 ,p5s\ que uma lei de propri$ade litt]>ia nos s]ia gr&em5te util2 util1 sobretudo quelles que1 desvalidos e pobres1 vem no v]dor dos annos associ>-se a ns os que j podemos *am>-nos os vet]anos da impr5sa4 ,v4 ex4a no previu todos os inconv5i5tes de ordem moral e litt]>ia que d novo direito introduzido no paiz podem provir4 ,mas sejam quaes =em os tri/es des5ganos que elle nos traga1 nem eu me queixo1 nem creio que n+uem deva queix>-se das int5es de v4 ex4a2 do-me s1 devemos do]-nos todos de que em mat]ia to grave falhasse uma to bella intellig5cia4 ,o direito de propri$ade litt]>ia1 sr4 visconde1 j exi/ia virtualm5te entre ns nos tempos da c5sura e da inquisio2 j viveu l>gos annos nessas ms companhias4 ,aquelle direito vigorava de c]to modo em resultado dos nossos usos adm9i/rativos4 ,no seculo ,,xvi ou ,,xvii os privilegios de impresso creav>n os mesmos factos juridicos que resultam da lei aconselhada por v4 ex4a ,a diff]5a e/ava em s] uma jurisprud5cia que ass5tava em praxes adm9i/rativas e no em lei g]al4 ,dava-se ao auctor ou editor auctorisao exclusiva p>a public> uma edio de qualqu] livro3 esgotada a edio1 repetia-se igual concesso1 e os que no a t9ham ficavam inhibidos de o reproduzir4 ,fazia-se mais3 almotaava-se o g5]o2 taxava-se o preo de cada exempl>4 ,applicavam-se-lhe z idz economicas d'ento sobre z transaces d m]cado4 ,j se v que a !oria de propri$ade litt]>ia1 d indu/rialismo applicado misso elevada e pura d escriptor1 no nova4 ,succ$e-lhe o que succ$e a muitas das provid5cias legaes1 que1 com rotulos trocados1 nos &am ahi a c>re> de ,londres e de ,p>is1 sirvam ou no p>a c4 ,foi debaixo desse regim5 d privilegio de impresso1 que um g5io a quem ,portugal deve em gloria quanto uma nao pde dev] a um homem2 foi com duas edies dos ,lusiadas feitas d5tro d mesmo anno1 e def5didas pela g>antia de obra grossa *amada privilegio1 ou propri$ade litt]>ia1 que ,luiz de ,cames foi morr] entre z angu/ias da mis]ia e d ab&ono na pobre enx]ga d'um hospital4 ,p\co depois os jesuitas1 imprim9do aos milh>es em div]sos =matos e typos z ,c>tas d ,japo1 lisonjei&o o go/o popul> com z n>rativas dos prprios milagres no ori5te1 mettiam nos c(res de ,s4 ,ignacio bons cruzados extorquidos cr$ulidade1 e1 especul&o na sup]/io1 faziam z vezes dos ,balzacs e de ,kocks1 que especulam nas paixes ms e viciosas de soci$ades corrompidas e ga/as4 ,porm--dir-se-h--se essa mesma recomp5sa1 que retribue na razo inv]sa d m]ito1 se tirasse ao cultor da sci5cia1 r$uzido a receb] o preo d seu trabalho como simples obreiro2 se z concepes uteis e civilisadoras d espirito2 se z gr&es e nobres idz1 que enc]ram os elem5tos d progresso futuro1 no tivessem premio condigno1 z fontes desse progresso e/anc>-se-hiam na sua origem2 e o homem d'eng5ho pref]iria o trabalho braal1 que =tifica os membros e prolonga a vida1 s cont5ses d espirito que a devoram4 ,d'accordo4 ,mas1 em log> de e/abelec] recomp5sas1 id5ticas na ess5cia1 na frma1 nas condies p>a es=os p]feitam5te het]og5eos1 que se movem em esph]as absolutam5te di/9ctas1 eu concebo e desejo retribuies div]sas p>a os div]sos casos4 ,pague o m]cado o trabalho mat]ial2 mas retribua a soci$ade a obra d espirito1 que no de/9ada ao commodo d'um ou d'outro individuo1 mas sim utilidade commum4 ,e ella retribue2 ha de retribui-la sempre1 com leis de propri$ade lit]>ia ou sem ellas2 com o pod] publico ou apes> delle4 ,que a gloria8 ,que so a consid]ao1 os respeitos1 z di/9ces com que a soci$ade tracta o homem que p]ante o seu tribunal deu provas indubitaveis de tal5to ou de g5io2 que colloc\ algumas p$ras no imm5so e int]m9avel edificio da civilisao8 ,que essa voz da op9io publica1 que esmaga tantas invejas1 que faz cal> tantos odios1 e que os pune com a irriso1 qu&o ousam manife/>-se2 que vos cria amigos nos log>es onde nunca e/ive/es1 entre individuos que nunca vos viram2 que transpe os m>es2 que se dilata por toda a p>te1 em que o vosso livro fez bat] um corao1 ou saci\ um espirito s$5to de sci5cia8 ,quanto d>iam s vezes os ricos e os felizes e os pod]osos p>a compr>em ou imporem essas affeies my/]iosas que o escriptor pobre e desvalido vai desp]t>1 por uma aco invisivel1 no seio das multides8 ,a consci5cia1 que vos assegura que t5des tudo isso em grau mais ou m5os subido1 recomp5sa-vos dos vossos es=os intellectuaes4 ,vaidade ou orgulho legitimo1 essa p]suaso um goso1 e o goso a causa f9al de todas z ambies1 de todo o trabalho humano4 ,so na v]dade div]sas z utilidades que provm da riqueza das que provm d eng5ho4 ,pr$om9am naquellas os commodos mat]iaes1 ne/as a satisfao int]ior2 mas por isso mesmo2 tanto n'umas como n'outras1 ha a homog5eidade1 a h>monia entre os es=os e z recomp5sas4 ,se v4 ex4a1 int]rog&o a propria consci5cia1 volv] os olhos p>a a sua c>reira litt]>ia1 ha de =osam5te convir na exaco de/as obs]vaes4 ,qu&o1 por exemplo1 um dos dramas1 a que no falt\ s5o a =tuna de s] escripto em alguma das duas l+uas pr9cipaes da ,europa1 o francs ou o allemo1 p>a s] um dos mais notaveis monum5tos litt]>ios da nossa epo*a2 qu&o ,fr4 ,luiz de ,s\sa fazia corr] z mudas lagrymas de um auditorio extasiado1 ou lhe arrancava ruidosos applausos d'en?usiasmo1 p5sava acaso v4 ex4a nas edies legitimas ou contrafeitas1 no honor>ios da repres5tao1 nas provises da lei de propri$ade litt]>ia8 ,atrevo-me a prote/> que no3 atrevo-me a jur> que v4 ex4a se reputava sobejam5te pago com s5tir-se gr&e1 com faz] vibr> z cordas da dor e da pi$ade em tantas almas2 com essas manife/aes ard5tes que respondiam ao v]bo de seu g5io1 digamos assim1 inc>nado n'um espectaculo sc5ico4 ,mas--arguir-se-ha novo--se o trabalho d escriptor duplo e het]og5eo1 tambem a sua exi/5cia o 4 ,se a m5te o eleva acima d vulgo2 se o illum9a mais d que ao vulgo um raio da intellig5cia div9a1 os seus ps rasgam-se tambem1 como os delle1 nos abrolhos da vida4 ,a dor1 z privaes1 todos os males humanos1 todas z necessidades pesam d mesmo modo sobre o eng5ho4 ,a virtude da abnegao1 o animo p>a luct> com a mis]ia e a9da p>a viv] na e/reiteza no so mais communs no homem de letras d que nos outros hom5s4 ,limitados a uma retribuio de ordem moral pelo lavor litt]>io1 e equip>ados ao op]>io pelo trabalho mat]ial1 muitos ab&on>iam o seu +rato mi/]1 com detrim5to d progresso e civilisao d paiz1 e da propria sci5cia4 ,torno a repetir que concordo pl5am5te nessa p>te4 ,o rem$io1 porm1 p>a taes inconv5i5tes no e/ na lei de propri$ade litt]>ia4 ,creio t-lo provado4 ,a civilisao de qualqu] povo no um negocio d'individuos1 uma que/o da soci$ade1 de que dep5de o seu futuro3 uma religio que tem m9i/ros1 e e/es m9i/ros so os hom5s de letras ou de sci5cia4 ,se e/abeleceis di/9ces1 privilegios1 subv5es p>a o sac]docio d culto ext]no1 porque no haveis de subm9i/r> os commodos da vida1 z recomp5sas1 reguladas pela j]>*ia intellectual1 p>a o sac]docio da impr5sa8 por e/e arbitrio que z retribuies mat]iaes se tornam possiveis1 no pela falsa m$ida da procura comm]cial4 ,a soci$ade1 cre&o uma exi/5cia aprazivel quelle que lhe util1 no e/abelece equaes impossiveis entre z idz e os cruzados novos2 mas proporciona os gosos d individuo aos gosos que elle lhe deu4 ,em vez da an>*ia delet]ia e repugnante que o regim5 da propri$ade litt]>ia produz1 e em que o homem de tal5to1 mas immoral1 env55a z multides p>a se locuplet>1 emquanto o g5io de sci5cia e consci5cia morre de fome1 um sy/ema de recomp5sas publicas prud5tem5te organisado tr>ia a ordem e a ju/ia1 e sub/ituiria o v]dadeiro progresso s orgias intellectuaes1 v5iaga da corrupo moral1 resultado infallivel da conv]so das idz em capital productivo4 ,o direito de propri$ade litt]>ia6 ,que aproveita esse direito ao mancebo desconhecido1 em cuja alma se eleva a sancta aspirao da arte ou da sci5cia1 e p>a quem1 no b]o1 a =tuna se mo/r\ av>a8 ,como entr> elle nesse m]cado d espirito1 onde a m>ca de um nome illu/re necess>ia p>a se t5t>em com vantagem z luctas da concorr5cia8 ,esse direito1 que se diz protector d tal5to e das fadigas d espirito1 como que protege os neophytos das letras1 aquelles que mais c>ecem de proteco8 ,suppre elle alguma das in/ituies que realm5te fazem progr$ir a cultura d espirito humano8 ,uma lei de recomp5sas nacionaes s]ia a v]dadeira lei protectora dos tabalhos da intellig5cia4 ,nos paizes onde exi/e a jurisprud5cia introduzida agora em ,portugal exi/em ao lado della fundaes pod]osissimas1 que so z que suscitam os livros realm5te uteis4 ,em ,frana o premio ,mon?yon e os outros analogos1 z p5ses academicas1 z empresas litt]>ias ou sci5tificas d gov]no1 o pr(essorado1 os provim5tos de c]tos c>gos de/9ados1 inv5tados talvez1 unicam5te p>a d> po aos hom5s de letras1 tem sido os incitam5tos mais efficazes p>a se escrev]em z obras graves e civilisadoras4 ,a lei de propri$ade litt]>ia1 ou antes a lei d'envilecim5to1 que p5dura a idea no m]cado entre o b>ril da manteiga e a sacca de algodo1 essa o que produz em regra os taes livros absurdos1 frivolos1 prejudiciaes1 que1 na op9io de v4 ex4a1 so quasi os unicos cujas contrafaces nos subm9i/ra a ,belgica4 ,qu&o1 ex4mo sr41 o direito creado ne/e paiz pelo decreto de #h de julho no tivesse contra si z prec$5tes consid]aes1 e outras que omitto p>a no faz] um livro em vez de uma c>ta1 ba/>ia um facto p>a condemn> esse decreto1 e consegu9tem5te a conv5o com ,frana1 que1 embora ant]ior1 se e/riba no p5sam5to daquelle decreto e fica s5do um coroll>io delle4 ,toda a lei inutil m1 e e/a inutilissima4 ,desej>ia que se me apontasse uma contrafaco1 uma unica1 feita entre ns2 um exemplo desses delictos que z provises d decreto t5dem a cohibir4 ,se exi/e1 to obscuro que no *eg\ m9ha noticia4 ,exam9ada a p\ca solidez de alic]ce em que ass5ta a conv5o litt]>ia com ,frana1 cons9ta-me v4 ex4a que eu passe a faz] algumas pond]aes c]ca dessa mesma conv5o4 ,no sei se z razes que me obrigam a consid]-la como um acto diplomatico deploravel tem algum valor1 ou se me condemnam a entr> na categoria dos sophi/as1 contra os quaes v4 ex4a quiz prev5ir de antemo a ,sob]ana no papel que lhe dirigiu4 ,seja v4 ex4a o meu juiz4 ,j tomei a lib]dade1 sr4 visconde1 de diz] que duvidava da inteireza da sua f no direito de propri$ade litt]>ia4 ,agora comearei por diz] que no acr$ito na dos hom5s d'e/ado da ,frana1 que m&am sollicit> nos paizes pequ5os e atrazados conv5es em que seja sanctificado esse mais que controv]so direito4 ,ha ni/o1 a meu v]1 a arte vulp9a de quem qu] faz] triumph> uma ida em cuja en]gia e legitimidade no cr4 ,se a ,frana e/ivesse conv5cida da ju/ia e moralidade d pr9cipio que pret5de introduzir no direito publico da ,europa1 no v9ha tract> comnosco1 nem com o ,piemonte3 dirigia-se aos d\s gr&es focos da impr5sa2 aos d\s paizes seus rivaes na sci5cia1 e tambem no indu/rialismo litt]>io1 a ,allemanha e a ,+lat]ra4 ,era cam9h> direito ao alvo2 era prov> uma convico s9c]a4 ,a falta de/a convico d$uz-se tambem d exame dos motivos imm$iatos d conv5io4 ,o que f]e sobretudo os int]esses da ,frana a contrafaco belga3 e esse conv5io uma phase da gu]ra decl>ada ao indu/rialismo litt]>io da ,belgica pelo indu/rialismo litt]>io da ,frana4 ,os franceses pos]am-nos nas mos1 a ns e aos piemonteses1 os riffles dos seus ars5aes1 e lanam-nos em atiradores p>a a fr5te d inimigo4 ,se os hom5s de e/ado daquelle paiz e/ivessem p]suadidos de que a propri$ade litt]>ia a mais inque/ionavel de todas z propri$ades1 como a v4 ex4a apraz *am>-lhe1 no proc$]iam assim2 porque o seu proc$im5to s]a indigno de uma gr&e nao4 ,segundo a nova d\tr9a1 c5t5>es1 talvez milh>es de franceses e/o s5do r\bados pelos belgas no mais legitimos e sagrados dos seus hav]es4 ,bruxellas o ,alg] d mundo litt]>io4 ,supponhamos agora que e/e facto esc&aloso se v]ificava em hav]es m5os sagrados2 que1 durante annos e annos1 ,lam>t9e1 ,dumas1 ,sue1 ,?i]s1 e cem1 e mil outros p]sonag5s influ5tes e respeitados1 pass&o por aquella ,a*em da ,europa1 por aquella horr5da spelunca latronum1 eram con/antem5te desvalijados porta das hosp$>ias por grupos dos *ananeos bruxell5ses1 sem que os magi/rados ou a =a publica int]viessem a favor dos espoliados e/angeiros4 ,cr v4 ex4a que ne/a hypo!se a ,frana nos viria p$ir que no comprassemos a matalotagem daquellas illu/res victimas2 que fe*assemos os nossos portos aos adellos das m>g5s d ,s5ne8 ,no4 ,reclamaes in/antes1 ameaadoras e viol5tas p>tiriam de ,p>is p>a ,bruxellas1 e f>iam entr> o gab9ete e a nao belgas no cam9ho da moralidade e da ju/ia4 ,se essas reclamaes fossem desatt5didas1 v]iamos z esquadras de ,ro*e=t e de ,bre/ naveg>em p>a a foz d ,scalda1 e z brigadas francesas pass>em a fronteira4 ,porque no succ$e i/o n'um caso que se diz mais grave8 porque os que proclamam em ,frana a sanctidade d indu/rialismo litt]>io no acr$itam na validade moral das proprias !orias4 ,o gov]no francs1 actuado pelas pod]osas influ5cias da impr5sa1 desejoso de concili> a b5evol5cia dos fabricantes d g5]o litt]atura1 protege pelos meios que pde uma indu/ria importante3 e faz bem4 ,ns que no sei se o fazemos1 ajud&o-o nesse emp5ho com prejuizo proprio4 ,se conv5o de #ab de abril falta a base moral em que se quis fund>1 falta-lhe a9da mais a base racional e de conv5i5cia2 porque1 se primeira se pde d> c]ta plausibilidade com pretextos e phrases1 que no admira illudam z compreh5ses vulg>es1 qu&o1 at1 illudiram a alta intellig5cia de v4 ex4a1 no vejo necessidade1 circum/ancia1 utilidade1 ou consid]ao alguma que favorea a segunda4 ,por e/a p>te a conv5o1 sem nos traz] um unico bem1 ac>reta-nos muitos males1 sobre os quaes1 com p]misso de v4 ex4a1 (f]ec]ei aqui v>ias pond]aes1 alm daquellas que j exps no jornal ,o ,paiz4 ,z pr9cipaes que ento exp5di =am1 em resumo1 que1 a9da admitt9do que fabricao dos livros contrafeitos se associasse um acto immoral1 s]ia c\sa inaudita que uma nao prohibisse a entrada de qualqu] objecto indu/rial s porque no acto da sua produco concorresse alguma circum/ancia m5os con=me com z regras da e?ica e d direito2 que1 se tal pr9cipio se h\vesse de e/abelec]1 s]a necess>io ord5> um inqu]ito moral sobre a indu/ria e o comm]cio e/rangeiros1 e fe*> depois os nosses portos a tudo aquillo em que a*assemos esse vicio de origem2 que1 no se contrafaz5do em ,frana os nossos escriptos1 nem compr&o aquelle paiz s5o por excepo algum livro portugus contrafeito ou no contrafeito1 no pde hav] ne/e caso reciprocidade entre ,portugal e ,frana2 e de feito1 n'um comm]cio puram5te passivo1 todo e qualqu] tractado1 que no seja p>a o lig> com outro comm]cio activo1 s] sempre inconv5i5te2 que1 cre&o emb>aos diffuso da leitura em ,portugal1 a conv5o contr>iava pod]osam5te os progressos da civilisao entre ns2 que1 pelas condies actuaes d nosso trafico de livros com o ,brazil1 p>a cujo movim5to no contribuem s z publicaes portuguesas1 mas tambem z reexportaes de livros e/rangeiros2 o tractado1 torn&o e/as g]alm5te inexequiveis1 longe de favorec] os auctores portugueses1 os priv>ia em boa p>te dos b5eficios da concorr5cia no m]cado brazileiro2 que o sello ord5ado no artigo #ac4o da conv5o p>a legitim> a posse das contrafaces1 no s era inju/o1 pun9do quem compr\ na boa f d direito exi/5te1 mas tambem involvia a imposio de um tributo1 que1 embora se consid]asse vlido como acto da dictadura1 tr>ia o absurdo de no pod] s] annullado pelo p>lam5to1 vi/o a*>-se e/atuito n'um conv5io feito com um paiz e/rangeiro2 que1 f9alm5te1 esse impo/o d sello era exigido antes de se v]ific>1 pelos meios que a propria conv5o assignala1 quaes so os livros contrafeitos1 o que o torna inexequivel4 ,taes =am z objeces que me occorr]am ao escrev] o artigo d ,paiz1 e que no so talvez metade das que pod]iam faz]-se quelle infeliz tractado1 se o comportassem os breves limites das columnas d'um jornal politico1 mas que me p>ec]am s por si suffici5tes p>a p5s>mos desde logo em rem$i> um tal erro1 ap5as expire o praso durante o qual somos =ados a respeit> a conv5o litt]>ia4 ,entretanto no leve v4 ex4a a mal que n'uma publicao avulsa eu aponte v>ias outras provises dessa conv5o que reputo inconv5i5tes ou inju/as4 ,move-me a faz-lo o desejo de no pass> aos olhos de v4 ex4a por um daquelles sophi/as contra que v4 ex4a invectiva no papel em que se congratula com o ,*efe d ,e/ado pela concluso de um negocio1 que a meus olhos o mais deploravel que ha muitos annos temos concluido com um paiz e/rangeiro1 embora a nossa hi/oria diplomatica no seja a mais gloriosa d mundo4 ,consid]ados em g]al os aju/es celebrados entre v4 ex4a e mr4 ,b>rot1 affigura-se-me a mim que v4 ex4a cahiu n'uma s+ul> illuso4 ,a sua m5te era1 se no me engano1 que e/a conv5o1 ao passo que consagrava os pr9cipios da moral e d direito1 fosse favorec] aquelles--que trabalham no sil5cio d gab9ete1 rodeiados da p5uria e da fome tantas vezes1 victimas da sci5cia1 m>tyres da civilisao1 que no p\cas o tem pago com a vida1 que pela maior p>te sacrificam =tuna1 saude1 o futuro de seus filhos gloria das letras1 d seu paiz1 e da especie humana4--,eis-aqui os que v4 ex4a qu]ia que fossem protegidos por um tractado que vai f]ir os contrafactores1 e sobretudo os contrafactores belgas4 ,i/o dizia v4 ex4a sob]ana3 dizia-o s9c]am5te1 na m9ha op9io1 arra/ado por um nobre e g5]oso1 embora inexacto1 p5sam5to4 ,mas que dizia tambem v4 ex4a ao m9i/ro d re9o no seu (ficio de #bh de maio c]ca de/e mesmo assumpto8--,z nossas quasi unicas importaes da livr>ia belga so de maus livros1 de romances absurdos1 de quanto ha mais frivolo e prejudicial na litt]atura francesa contemporanea2 pois todos os outros livros1 os bons1 os uteis1 os civilisadores1 directam5te os havemos de ,frana1 e os lemos nas edies legitimas1 sem prejuizo de seus propriet>ios4 ,se1 porm1 v4 ex4a supunha que i/o era assim1 como possivel que associasse o seu illu/re nome quella fatal conv5o8 ,p>a os escriptores franceses de livros bons1 uteis1 civilisadores1 ella p]feitam5te inutil4 ,a sua propri$ade1 na op9io de v4 ex4a1 e/ segura e def5dida no e/ado actual das c\sas4 ,a quem pois favorece o tractado8 ,que propri$ade vai elle g>antir1 admitt9do tal propri$ade8 ,a dos maus livros1 a dos romances absurdos1 a de quanto ha mais frivolo e prejudicial na litt]atura francesa contemporanea4 ,que tri/e illuso foi e/a1 sr4 visconde1 que lev\ v4 ex4a a conv5cion> favores exclusivos p>a a ins5satez1 p>a a corrupo e p>a a immoralidade8 ,felizm5te por um lado e infelizm5te por outro1 o presuppo/o de v4 ex4a1 quanto s contrafaces da ,belgica1 no todavia exacto4 ,se v4 ex4a v]ificasse quaes tem sido no ultimo dec5nio z importaes dos livros belgas2 se exam9asse os catalogos dos livreiros de ,lisboa1 ,porto e ,coimbra1 comp>&o-os com os catalogos dos div]sos e/abelecim5tos typographicos de ,bruxellas1 conv5c]-se-hia de que no compramos s livros maus ,belgica2 de que nem sempre o trabalho da impr5sa alli apllicado s obras de simples di/raco1 e de que no r>o os prelos belgas reproduzem os escriptos graves e uteis1 po/oque1 na v]dade1 em proporo inf]ior1 e provavelm5te mais de uma vez com p]da4 ,mas a sup]ioridade num]ica dos livros inuteis e insignificantes encontra d mesmo modo nas publicaes legitimas de todos os paizes1 e o resultado1 no da contrafaco1 mas sim d indu/rialismo litt]>io1 indu/rialismo que z d\tr9as da propri$ade1 mal applicadas ao p5sam5to1 no fazem s5o promov]4 ,ao r$or de mim1 no mom5to e no log> onde escrevo1 t5ho muitos volumes datados de ,bruxellas1 que no me p>ecem nem insignificantes nem inuteis1 e e/\ c]to de que v4 ex4a me faz a ju/ia de acr$it> que no me entret5ho demasiado com leituras frivolas4 ,e/es livros de edio belga 7que por signal no e/\ incl9ado a m&> sell>1 colloc&o-me assim em manife/a rebellio7 pref]i-os por s]em mais b>atos1 circum/ancia att5divel p>a mim1 que no s\ aba/ado1 e muito mais att5divel p>a os que1 m5os felizes d que eu1 rodeiados de p5uria1 victimas da sci5cia1 e m>tyres da civilisao tem de cort> pelo necess>io vida physica p>a compr>em o alim5to da vida immat]ial4 ,p>a e/es quiz]a eu1 no conv5es litt]>ias que1 accresc5t&o afflices ao afflicto1 lhes tolham satisfaz] a primeira necessidade d homem de letras1 a dos livros1 mas in/ituies que os amp>assem na asp]a p]egr9ao em que vo consum9do a exi/5cia4 ,qu&o mancebos de/a g]ao que vem aps ns1 e que confio em ,deus s] a todos os respeitos melhor d que a nossa1 desprezados1 esquecidos1 e tanto mais desprezados e esquecidos1 quanto mais um nobre orgulho os cons]va arr$ados d gr&e receptaculo de corrupes *amado o pod]1 luctam debalde com a pobreza p>a cre>em pelos es=os da intellig5cia uma situao no mundo6 ,como eu1 v4 ex4a no ignora quantas vezes essas almas pr$e/9adas1 e que annunciam a e/e paiz a aurora de melhor futuro1 se vem con/rangidas a ir v5d] por vil preo ao m9otauro da impr5sa p]iodica escriptos imp]feitos1 na l+ua1 no e/ylo1 no des5ho1 no p5sam5to1 mas onde c5telham z faiscas d g5io4 ,e ns1 ns que fazemos tractados1 cujo resultado1 se fosse possivel t-lo1 s]ia grangei> p>a os romanci/as1 p>a os poetas1 p>a os especuladores litt]>ios da ,frana mais uma noite de orgias1 ou os meios de d> mais uma vez por anno v]niz nas suas c>ruag5s1 sorrimo-nos das faltas grammaticaes1 das incorreces d'e/ylo1 dos erros de sci5cia dos pobres desvalidos1 que nasc]am como ns ne/a t]ra1 sem nos lembr>mos de que no seu balbuci> litt]>io lhes s]ve frequ5tem5te de musa a urg5te necessidade1 qu&o no a mis]ia6 ,ns1 os hom5s feitos1 que temos c5t5>es de contos de ris p>a con/ruir !atros1 que sejam ao mesmo tempo aleijes arti/icos e esc&alos adm9i/rativos1 e que no temos v9te contos1 dez contos1 c9co contos p>a d> po aos tal5tos desa=tunados1 vamos em troco d'isso priv-los dos meios d'in/ruco2 vamos priv-los de livros6 ,e no exagg]o qu&o assim me exprimo4 ,pr\v]a a ,deus que exagg]asse6 ,a conv5o litt]>ia1 pelas provises que enc]ra1 t5de a combat]1 no em especial o comm]cio das contrafaces1 i/o 1 dos livros b>atos1 mas sim em g]al o comm]cio dos livros4 ,qual s] o livreiro que no trema das provises dos artigos #i4o e #aj4o1 e que ouse faz] encomm5das p>a essa mesma ,frana1 que1 em vez de prg> s]mes aos belgas1 nos m&a conv]t] moral pelo orgam de mr4 ,b>rot8 ,con=me a d\tr9a daquelles artigos1 a contrafaco fica equip>ada ao contrab&o1 e1 como meio de v]ific> e punir o delicto1 e/atue-se que quaesqu] remessas de livros sejam acompanhadas de um atte/ado passado em ,frana pelo prefeito ou sub-prefeito da localidade d'onde se faz a remessa4 ,essa atte/ado deve especific> o titulo1 volumes e exempl>es de cada obra4 ,se na alf&ega se a*> que uma dellas no vem descripta no atte/ado s] confiscada1 e o livreiro que fez o despa*o multado em oit5ta mil ris1 afra z p]das e damnos a que possa s] condemnado por dem&a que sobre isso lhe movam4 ,e/as disposies so inqualificaveis4 ,nada mais facil d que escap> ao magi/rado francs o m5cion> um dos artigos da remessa no atte/ado2 nada mais facil d que hav] erro na nota dada pelo livreiro francs ao mesmo magi/rado2 nada mais facil d que mo inimiga aqui1 em ,frana1 ou no transito1 introduzir na caixa que contiv] a remessa um livro no incluido no atte/ado3 tudo pde s]1 m5os t] culpa de contrab&o o que tem de s] multado1 espoliado1 dem&ado por contrab&i/a1 que o livreiro de ,portugal4 ,z m9has idz de ju/ia1 sr4 visconde1 ficam inteiram5te b>alhadas vi/a de taes disposies1 na v]dade incompreh5siveis p>a intellig5cias fracas4 ,mas o que1 sobretudo1 me espanta a sev]idade de taes provid5cias sobre remessas feitas directam5te de ,frana4 ,a conv5o leva-nos a rond> os proprios b\lev>ds de ,p>is p>a gu>d>mos a propri$ade litt]>ia contra os communi/as belgas4 ,o objecto d tractado exclusivam5te mant] o *amado direito dos auctores franceses e ob/> aos contrafactores das suas obras3 que1 portanto1 se exigissem na alf&ega facturas que provassem vir a remessa integralm5te de ,frana1 e que no se dsse despa*o aos livros no contidos na factura1 a9da se ent5de2 mas sujeit> o livreiro portugus a sev]o ca/igo1 porque daquelle paiz lhe veio um livro c]ca d qual se no cumpriram l c]tas =malidades1 faz cr] que tambm ahi ha belgas4 ,s]ia por isso prud5te que o gov]no francs1 antes de gu]rei> fra os contrafactores1 os expulsasse de casa4 ,o segundo membro d artigo #aj4o no p>a mim m5os incompreh5sivel4 ,podem1 vi/a delle1 vir de qualqu] paiz a ,portugal livros escriptos em francs4 ,ho-de1 porm1 diz a conv5o1 s] acompanhados de atte/ados analogos das auctoridades compet5tes d paiz d'onde provm1 decl>&o que so todos publicao orig9al d dicto paiz1 ou de qualqu] outro onde z mesmas obras =am impressas e publicadas4 ,se a m5tira e a fraude podessem s] rem$io p>a alguma c\sa1 e/a disposio deix>ia o cam9ho ab]to p>a se rem$i>em em boa p>te os inconv5i5tes da conv5o4 ,pelo artigo #aa4o a admisso nas alf&egas dep5de unicam5te d pre5*im5to das =malidades d artigo #aj4o ,s a contrav5o dellas importa o delicto de contrab&o1 e ao que no fr contrab&o ha-de d>-se despa*o4 ,se os contrafactores belgas1 por exemplo1 se accordassem com z auctoridades compet5tes d seu paiz1 sejam quaes =em1 p>a os favorec]em1 e imit&o em tudo z edies orig9aes francesas1 remettessem p>a aqui exempl>es contrafeitos1 acompanhados d respectivo atte/ado1 d>-lhes-hiam1 ou no1 despa*o8 ,mais3 embora o auctor francs h\vesse pre5*ido z =malidades dos artigos #b4o e #c4o p>a g>antir a sua *amada propri$ade1 pod]ia elle faz] dem&> nunca o livreiro portugus1 ou os ag5tes da alf&ega1 por t]em introduzido em ,portugal uma contrafaco8 ,depois1 quem so essas auctoridades compet5tes p>a pass> atte/ados na ,belgica ou na ,+lat]ra1 na ,italia ou na ,allemanha8 ,so todas1 ou no n5huma4 ,a compet5cia vem das funces atrribuidas pela lei ao funccion>io2 e a conv5o que e/abelece um ponto de direito int]nacional unicam5te entre a ,frana e ,portugal1 no d nem tira funces aos magi/rados de outra qualqu] nao que no int]veio nesse pacto4 ,como ho-de os nossos ag5tes fiscaes v]ific> se o atte/ado de uma auctoridade compet5te8 ,eu j alludi n'outra p>te inexequibilidade d artigo #ac4o1 e flagrante inju/ia que nelle se e/atue2 mas cons9ta-me v4 ex4a que diga a9da algumas palavras c]ca desse deploravel artigo4 ,a retroactividade das suas disposies manife/a4 ,a entidade contrafaco no exi/ia legalm5te p>a ns antes da promulgao d conv5io3 os livros franceses reimpressos na ,belgica eram o mesmo que os legitimos3 eram o mesmo que os livros italianos1 allemes1 hespanhoes1 ou +leses1 impressos em ,p>is pelos summos sac]dotes da religio da propri$ade litt]>ia4 ,z nossas alf&egas despa*avam-n'os como outros quaesqu]3 v5diam-se publicam5te3 compravam-n'os os magi/rados judiciaes e adm9i/rativos1 os ag5tes fiscaes1 os membros d p>lam5to1 os m9i/ros da cora4 ,e todavia1 ao ex>>-se o tractado1 assev]a-se que exi/iam j det5tores de uma c\sa que no exi/ia4 ,det5tores86 ,mas e/a palavra significa o que retem o alheio1 e eu que comprei os meus livros n'um log> publico1 luz d meio dia1 p]ante a policia1 os tribunaes e o gov]no1 sem (f5d] lei alguma1 s\ um det5tor d alheio8 ,s\1 e no o s\ impunem5te3 a conv5o ca/iga-me2 a conv5o impem-me uma multa a titulo de sello1 p>a me ens9> o respeito das leis futuras e cont+5tes4 ,se possuir mil volumes belgas1 cuja propri$ade orig9al se haja ju/ificado como francesa1 cu/>-me-ha o delicto qu>5ta mil ris4 ,i/o1 sr4 visconde1 affigura-se-me que no tem defesa possivel4 ,supponhamos que o homem de letras1 apes> da escaceza dos seus recursos1 e por causa dessa mesma escaceza1 colligiu1 cu/a de sacrificios e de tempo1 uma colleco de livros uteis1 mas b>atos1 mas dessa contrafaco que legalm5te no exi/ia3 supponhamos que no pde ou no quis sujeit>-se d5tro d praso fatal dos tres meses m>cados no artigo #ac4o a e/5d] a bolsa p>a pag> um tributo que n5hum p>lam5to vot\3 supponhamos mais que a necessidade ou a mis]ia1 que to frequ5tem5te visitam o tal5to e a sci5cia n'e/a t]ra1 ,babylonia d de/]ro p>a o eng5ho1 obriga daqui a seis meses a conv]t] os seus livros em po8 ,no pde faz-lo4 ,v$a-lh'o a conv5o2 v$a-lh'o a lei que protege a propri$ade das idz em ,frana1 e de/roe em ,portugal a propri$ade mat]ial d pobre homem de letras4 ,nem se diga que z disposies d artigo #ac4o se ref]em exclusivam5te aos m]cadores de livros3 no isso que importa o texto1 e semelhante int]pretao s s]viria p>a ajunt> a iniquidade inju/ia e viol5cia4 ,o artigo #c4o relativo s traduces1 ao passo que revela at que ponto de absurdo se pde lev> o pr9cipio de propri$ade litt]>ia1 1 a meu v]1 sr4 visconde1 pr(undam5te illogico4 ,e/atue-se ahi a prohibio de traduzirmos z obras francesas d5tro d anno imm$iato sua publicao e ao cumprim5to das =malidades que se exigem d auctor p>a se lhe g>antir o seu *amado direito4 ,se1 passado um anno1 elle no tiv] publicado a traduco em portugus1 qualqu] a pde faz]4 ,mas p]gunt>ei uma c\sa3 o auctor tem a propri$ade d livro3 obteve o titulo legal de posse e dom9io3 o facto torn\-se indubitavel2 e essa propri$ade sacratissima1 qu&o a outra ap5as sagrada4 ,no fim d anno acab\ o direito8 ,anniquil\-se a propri$ade8 ,sorveu-a a t]ra8 ,em virtude de que maxima juridica ou moral auctorisado o traductor portugus a ass5horei>-se d alheio8 porque o auctor nega a ,portugal a utilidade das suas idz8 ,mas algum1 pde algum s] obrigado a ir v5d] o producto d seu trabalho1 a sua propri$ade1 no m]cado de um paiz e/rangeiro8 ,se em ,portugal escaceiassem z victualhas durante um anno1 conv5cion>ia a ,frana comnosco que os nossos armadores fossem aos depositos de c]eaes1 de legumes1 de batatas das suas cidades m>itimas1 expirado esse anno1 e que1 c>reg&o a bordo dos proprios navios o que lhes conviesse1 o v5dessem nos m]cados portugueses1 tom&o p>a si o lucro8 ,passe1 porm1 e/a viol5cia contra a propri$ade sacratissima das idz1 que1 na mat]ial e pr(ana1 s]a intol]avel1 impossivel4 ,recorr]-se-ha ao subt]fugio da expropriao por utilidade publica1 e unio hypo/atica de portugueses e franceses1 p>a faz]em bolo commum de progresso e civilisao8 ,mas1 ne/a hypo!se1 cumpre indemnis> o expropriado3 cumpre d>-lhe o equival5te d que lhe havia de val] a v]so d seu livro3 assim que se practca crca da propri$ade mat]ial1 onde qu] que ella se respeite4 ,depois1 o ultimo p>agrapho de/e artigo1 defici5te e muitas vezes inexequivel1 manife/a cl>am5te o espirito de indu/rialismo grosseiro applicado s obras da intellig5cia1 que pr$om9a em toda a conv5o4 ,previu-se ahi a publicao das obras ext5sas que se imprimirem gradualm5te aos volumes1 ou por fasciculos1 p>a se cont> o anno de morto desde o cumprim5to das =malidades legaes c]ca de cada um desses volumes ou fasciculos4 ,no se previu1 porm1 a publicao feita por uma vez das obras volumosas1 e cuja traduco no se pod]ia concluir n'um anno4 ,quanto a e/as1 o s]vio da gu>da municipal de ,lisboa no se e/5de at z ruas de ,p>is4 ,no se att5deu1 sobretudo1 aos livros de sci5cia1 entre os quaes ha1 no digo obras va/as1 mas simples volumes1 mas resumidos comp5dios1 cuja v]so d>ia tanto trabalho como deu o escrev-los1 e p>a a qual um anno s]a insuffici5te4 ,no se att5deu1 sequ]1 aos nobres filhos da musas4 ,concluir-se-hia n'um anno uma traduco1 digna d orig9al1 d ,jocelyn de ,lam>t9e1 ou d ,cames de v4 ex4a8 ,o que e/o revel&o provises de/a ordem8 ,que ao ex>>-se o tractado se p5sava s nesses escriptos inuteis1 frivolos1 ephem]os1 contra os quaes v4 ex4a com tanta razo declama2 que se p5sava s no ignobil indu/rialismo litt]>io que devora a intellig5cia e os co/umes da ,frana2 que se p5sava s nas fabricas p>isi5ses de novellas1 dramas1 viag5s1 com$ias1 romances1 folhet9s1 physiologias moraes ou immoraes1 e no sei de que outros productos2 nas fabricas de ,balzac1 ,sue1 ,s&1 ,dumas1 ,scribe1 ,arl9c\rt e ,c4a4 ,eis1 sr4 visconde1 z consequ5cias de um pr9cipio falso3 cada phase da sua applicao trahe a vaidade delle4 o indu/rialismo litt]>io portugus1 a9da felizm5te balbuciante e debil1 atirado p>a debaixo das rodas d opul5to indu/rialismo litt]>io da ,frana4 e/e o espirito1 a int5o d conv5io 7no digo a int5o de v4 ex4a1 que se deix\ illudir pelo seu amor s letras72 o espirito1 e a int5o1 repito2 porque o resultado real delle ha-de s] o entorpecim5to das nossas relaes litt]>ias com a ,europa1 a difficultao da leitura e d e/udo1 e os emb>aos ao progresso intellectual1 e1 portanto1 civilisao d paiz4 ,no t]m9>ei1 ex4mo sr41 sem accresc5t> algumas palavras relativas aos d\s docum5tos publicados no ,di>io de #g de novembro ultimo1 a que j me ref]i1 i/o 1 ao (ficio de v4 ex4a de #bh de maio1 e repres5tao de #bi de junho1 docum5tos que se podem consid]> como um comm5t>io conv5o4 ,ha ahi c\sas sobre que eu desej>ia *am> a att5o de v4 ex4a ,public&o uma nota (ficial da alf&ega c]ca das importaes de livros da ,frana e da ,belgica1 affirma v4 ex4a que1 vi/a della1 se conhece s] insignificante o nosso comm]cio de livros com e/e ultimo paiz1 exc$5do-o no dobro a importancia d que fazemos com aquell'outro4 ,mas essa nota diz-nos que a importao de livros belgas foi em #ahdi de #d3bfgdjj ris1 e em #ahej de #d3gciijj ris1 o que produz nos d\s annos a somma total de #i3jbgcjj ris4 ,a duplicao de/a v]ba1 que deve1 segundo a affirmativa de v4 ex4a1 repres5t> a nossa importao de ,frana1 de #ah3jedfjj ris4 ,ora1 por essa mesma nota sabemos que a importao d ultimo paiz foi #ahdi de #d3hghfjj ris1 e em #ahej de #f3gdaajj ris1 o que p]faz um total de ris #aa3faigjj4 ,j se v1 pois1 que a op9io de v4 ex4a e/ um p\co longe de s] exacta4 ,lam5ta v4 ex4a que z especies subm9i/radas pela alf&ega no sejam de um e/atisfica mais individuada2 tambem eu o lam5to1 mas lam5to a9da mais1 que v4 ex4a no quizesse applic> a e/es factos a natural p]spicacia d seu alto eng5ho4 1 na v]dade1 tri/e que1 tract&o-se de uma que/o comm]cial asss grave1 se no buscasse av]igu> quaes =am z importaes dos ultimos oito ou dez annos4 ,d'ahi se pod]ia tir> um t]mo m$io seguro2 mas z de tres annos eram rigorosam5te indisp5saveis p>a o calculo a9da mais imp]feito4 ,os alg>ismos relativos a #ahdi provam que z importaes dos d\s paizes so quasi iguaes1 e os relativos a #ahej que z de ,frana exc$em quasi um t]o z da ,belgica3 dos d\s factos um t5de a mo/r> igualdade1 outro excesso4 ,era1 portanto1 indisp5savel que1 pelo m5os1 um t]ceiro facto1 o facto d t]ceiro anno1 viesse d> razo a um delles4 ,mas a que/o deve s] consid]ada sob um aspecto muito mais importante1 que esqueceu a v4 ex4a ,aquelles alg>ismos repres5tam o d9heiro que dmos1 e no os livros que recebemos2 repres5tam o nosso passivo e no o nosso activo4 ,a que/o no caso pres5te que pores de volumes entr>am em ,portugal nesses annos1 e no que d9heiro saiu delle4 ,todos sabem que z reimpresses belgas cu/am metade d que cu/am z edies francesas1 e por isso que1 se a ,belgica nos lev\ quatro contos de ris por seis mil volumes1 a ,frana lev\-nos oito pelo mesmo num]o delles4 vi/a d mappa da alf&ega e de/as consid]aes1 qual comm]cio de livros s] mais importante p>a ,portugal1 o da ,frana ou o da ,belgica8 ,se v4 ex4a foi m5os exacto na apreciao comp>ativa d nosso comm]cio de livros com esses d\s paizes1 tambem me p>ece que1 decl>&o insignificante o que fazemos com o ultimo1 no avali\ devidam5te e/a especie de trafico4 ,transaces de v9te ou tr9ta contos de ris sobre algodes fabricados1 ou sobre c]eaes s]iam insignificantes2 sobre gutta-p]*a ou sobre rhuib>bo s]iam no s importantes1 mas tambem excessivas4 ,a importancia de qualqu] ramo de comm]cio no dep5de s d valor absolutos das m]cadorias4 ,n'um paiz pequ5o1 p\co povoado1 e onde a in/ruco e os habitos de leitura no se a*am diffundidos1 a introduco de p]to de seis mil volumes annualm5te1 que tanto repres5t> o t]mo m$io de #d3ejjjjj ris que damos ,belgica em troca de livros1 tem alguma significao4 ,qu]o que de/es seis mil volumes seja um t]o p>a reexport>1 e que dos que ficam metade p]t5am categoria das obras frivolas e absurdas1 o que talvez seja a avaliao mais ju/a4 ,re/am d\s mil volumes uteis1 que cada anno se espalham no paiz1 e que n'um dec5nio subiro a v9te mil4 ,por c9co pessoas que1 t]mo m$io1 leiam cada um desses volumes no mesmo dec5nio1 imag9e v4 ex4a que somma d'ideas uteis1 civilisadoras1 progressivas t]o no fim delle entrado em circulao6 ,s] e/e facto insignificante8 ,s] indiff]5te um acto que o de/roe1 ao passo que longe de facilit> a importao das edies francesas1 a difficulta8 ,calcul> a importancia de uma m]cadoria que se usa sem se consummir1 como se calcul>ia a sacca de arroz ou a caixa de assuc>1 1 na m9ha op9io1 pelo m5os uma s+ul> leveza6 ,v4 ex4a1 lan&o imm]ecidam5te o desfavor sobre uma p>te dos comm]ciantes de livros em ,portugal1 aos quaes n5hum acto crim9oso se pde attribuir1 salvo se culpa negocei> em objectos cuja importao at agora n5huma lei v$ava1 suppe1 todavia1 que a9da hav] ne/a t]ra livreiros que repres5tem z tradies dos impressores celebres dos tempos passados1 como os ,craesbecks1 os ,e/evams1 os ,elzevirios1 os ,didots4 ,no me p>ece que elles devam apreci> demasiado essas comp>aes4 ,v4 ex4a havia de t] algum trabalho em demon/r>1 por exemplo1 a moralidade dos ,elzevirios1 de cujos prelos sahiram tantos livros ignobeis1 e que essas nitidas reimpresses dos escriptores franceses d seculo de ,luiz ,,xiv1 feitas j\xte l'dition de ,p>is1 eram padres levantados por aquelles celebres typographos sua creana ard5te na religio da propri$ade litt]>ia4 ,ha1 f9alm5te1 no papel dirigido ,sob]ana por v4 ex4a uma circum/ancia que1 se no fosse a epo*a em que v4 ex4a o escreveu muito ant]ior data d meu artigo publicado no ,paiz1 p>ec]ia uma repreh5so indirecta contra a rudeza 7a que s\ na v]dade prop5so7 com que falei d assumpto4 ,se no fosse o ob/aculo da *ronologia1 eu imag9>a que v4 ex4a me oppunha1 como accusao muda contra a ru/ica s9c]idade com que tractei a que/o1 o nome illu/re d s5ador piemonts ,cibr>io--cuja reputao lib]al e sci5tifica 1 diz v4 ex4a1 to g]alm5te reconhecida e confessada entre os nossos mesmos--1 e que fui enc>regado de e/ipul> uma conv5o analoga entre o ,piemonte e a ,frana4 ,na hypo!se 7que se no d7 de v4 ex4a oppr s m9has phrases rudes e sev]as a auctoridade d'um nome por mim v5]ado1 eu diria a v4 ex4a1 que se o c>act] um p\co intractavel que ,deus me deu me cons5tisse m$ir z palavras qu&o falo de (f5sas feitas aos int]esses legitimos d meu paiz1 no precis>ia d peso de altas reputaes e/rangeiras p>a gu>d> sil5cio ne/e caso1 qu&o t9ha em ,portugal um nome ante o qual com mais go/o me curv>ia--o nome de v4 ex4a ,unem-me a ,luiz ,cibr>io a amizade pessoal1 e a confrat]nidade de hi/oriadores da mesma es*ola1 e de membros d'um mesmo corpo litt]>io1 a ,academia das ,sci5cias de ,tur94 ,reputo-o um dos gr&es escriptores de ,italia1 e respeito-o como um nobre c>act]4 ,liga-nos1 at1 a id5tidade das ideas fundam5taes das nossas cr5z politicas2 a convico que ambos temos de que a lib]dade v]dadeira1 o regim5 d paiz pelo paiz1 sem democracia1 sem socialismo1 sem repetir inuteis e torm5tosas exp]i5cias1 s se realis> pela desc5tralisao adm9i/rativa e por uma =te organisao municipal2 utopia horr5da p>a todos aquelles que sabem a*> na conc5trao d pod]1 qu&o lhes cai nas mos1 incognitas duras1 bem div]sas dos m>tyrios de que c]tos utopi/as suppoem esse pod] rodeiado4 ,apes>1 porm1 de tantas aff9idades e sympa?ias que deve hav] e ha entre mim e o hi/oriador d ,piemonte e da ,economia ,politica da ,idade-,m$ia1 se a situao da ,s>d5ha em relao ao comm]cio de livros era analoga de ,portugal2 se z condies d conv5io negociado por ,cibr>io =am z mesmas e ass5t>am sobre os mesmos pr9cipios de indu/rialismo litt]>io que c>act]isam a conv5o de #ab de abril1 s me re/a accresc5t> que =am d\s hom5s em95tes1 em log> d'um s1 que no anno d ,s5hor de #ahea fiz]am1 no ob/ante z mais puras int5es1 um altissimo dess]vio s suas respectivas patrias4 ,digo-o1 porque e/\ intimam5te conv5cido de que digo uma gr&e v]dade4 ,,app5dice ,dez annos depois de escripta e publicada a prec$5te c>ta1 p]t5cia eu commisso enc>regada de rev] e corrigir o projecto de codigo civil1 que o gov]no int5tava submett] approvao d p>lam5te4 ,a*ava-se consagrada nesse projecto a d\tr9a da propri$ade litt]>ia1 e a commisso acceit\-a sem hesit>1 modific&o ap5as uma ou outra das disposies t5d5tes a r$uzir a !oria praxe4 ,pela m9ha p>te1 ab/ive-me absolutam5te de int]vir na discusso1 e limitei-me a decl>> que votava pela suppresso completa de todos os artigos relativos ao assumpto4 ,e/a ab/5o era aconselhada pela prud5cia4 ,a unidade de p5sam5to ente tantos e to di/9ctos jurisconsultos e publici/as fazia-me1 na v]dade1 duvid> da solidez da propria op9io4 ,o debate sobre o pr9cipio que rege no codigo e/a mat]ia pod]ia t]-me escl>ecido1 e at conv]tido1 talvez2 mas ent5di que se conciliava mal com o meu dev] suscit> tal debate4 ,no t9ha probabilidade alguma de r$uzir z intellig5cias sup]iores dos meus collegas a admittirem como or?odoxa a h]esia da mais fraca de todas z que alli concorriam1 e a m9ha conv]so era de to p\co mom5to p>a o paiz1 que no valia a p5a de protrahir por causa della o longo e difficil trabalho da commisso4 ,cont9uei1 pois1 na het]odoxia4 ,no meu modo de v]1 a propri$ade litt]>ia1 emquanto reside nas regies da !oria1 um p>adoxo bom p>a se bord>em nelle p]iodos sci5tillantes de imag5s phantasionas2 p>adoxo in(f5sivo1 como o 1 absolutam5te fal&o1 um milagre da ,virgem de ,l\rdes ou da ,s5hora da ,ro*a4 ,mas1 bem como o milagre1 que s se inv5ta p>a f9s mundanos1 o p>adoxo no deixa de t] inconv5i5tes se transfundem no positivo1 se o incorporam nas leis4 ,em tal caso1 passam ambos1 um a s] negocio dos sac]dotes d alt>1 outro a s] negocio dos sac]dotes da impr5sa4 ,negoci>1 porm1 com milagres ou com d\tr9as sempre mau4 ,como texto de oraes pro domu sua1 que incessantem5te se reproduzem na republica das letras com v>iadas frmas e cres v>iegadas1 a propri$ade litt]>ia tem c]to valor3 como dogma vale p\co mais ou m5os o mesmo que os rec5tes dogmas d ,vaticano4 ,o que1 porm1 c]to que p>a def5d-lo no faltam1 nem falt>o nunca os ,cic]os4 ,a*> um unico ,hort5sio que o combata1 eis o que p>ece difficil4 ,entre os milagres que voltam a habit> entre ns e o novo dogma juridico precursor dos novos dogmas !ologicos ha1 todavia1 uma diff]5a digna de not>-se4 que o milagre sabe p>a onde vai4 ,a propri$ade litt]>ia que no sei se conhece p>a onde cam9ha4 ,conceb] uma especie de propri$ade que1 con=me v]emos1 escapa apreciao dos s5tidos2 pr o objecto de um direito fra d objectivo attribuir ao vocabulo--propri$ade--um valor por tal modo indef9ivel1 associ>-lhe uma ida to nebulosa1 que deixa atrs de si z nebulosidades da es*ola hegeliana4 ,de feito1 nem proprio ,hegel concebe o direito de propri$ade s5o como uma aco da vontade sobre qualqu] c\sa1 que por esse facto se torna m9ha1 det]m9&o-lhe a de/9ao sub/ancial1 ou que por indole no t9ha#a4 ,n'uma epo*a em que os cortesos das multides *amam como ru ao pretorio d ces>ismo analphabeto e lutul5to todos os pr9cipios1 todas z maximas fundam5taes da soci$ade1 p]igoso introduzir na noo cl>a1 precisa1 inconcussa da propri$ade um desses gongorismos das idz ab/rusas de que vivem os seus adv]s>ios2 p]igoso que das f5das da sepultura d antigo direito div9o brote uma nova e s+ul> especie desse mesmo direito1 e que ao p] me reges regnant1 mal int]pretado1 succ$a o p] me scriptores scribunt4 ,t9ham passado outros dez annos sobre a m9ha imp5it5te incr$ulidade4 ,quasi esquec]a o debate que o conv5io celebrado com ,frana sobre e/e assumpto suscit>a na impr5sa1 debate em que a consci5cia me fiz]a acceit> um papel talvez odioso2 o de adv]s>io1 no da causa das letras1 mas da causa da indu/ria litt]>ia4 ,no fim1 porm1 de to l>go p]iodo1 uma publicao rec5te feita em ,p>is por um compatricio nosso#b1 veio aviv>-me a recordao dessa lucta em que tive a honra de combat] com uma das mais bellas e altas intellig5cias que ,portugal ha g]ado1 ,almeida ,g>rett4 ,li com avidez o novo opusculo1 que o auctor me envi>a com expresses mais que b5evolas4 ,era possivel que ahi surgisse p>a mim a luz1 que por escrupulo1 talvez execessivo1 eu deix>a fic> debaixo d meio alqueire na commisso d codigo civil4 ,infelizm5te1 porm1 o opusculo no allumi\ z trevas da m9ha impi$ade4 ,e/e escripto1 v9do aps tantos outros relativos ao assumpto1 t5de pr9cipalm5te a propugn> uma ida que me p>ece indubitavel1 suppo/a a exi/5cia de um direito orig9>io de propri$ade litt]>ia4 a ida da sua p]petuidade4 ,todas z legislaes que consagram aquelle s+ul> direito re/r+em-no1 recus&o-lhe uma condio inh]5te a qualqu] propri$ade absoluta4 ,o auctor combate vantajosam5te z razes que de ord9>io se allegam p>a torn> incompleta uma especie de dom9io que os seus def5sores reputam o mais sagrado de todos4 ,no era difficil a t>efa4 ,j na c>ta prec$5te havia eu feito not> to evid5te absurdo4 ,indaga depois o auctor z causas por que os legisladores em todos os paizes e/atuem o dom9io tempor>io em relao propri$ade litt]>ia1 e a*a1 como origem da contradico1 no sei que preoccupaes2 no sei que concesses ao socialismo4 ,p]mitta-me o auctor que sub/itua a sua hypo!se por outra4 ,eu explic>ia o facto presuppondo que no espirito desses legisladores re9ava a mesma incr$ulidade que re9a no meu4 ,z leis relativas ao assumpto affiguram-se-me leis de circum/ancia ou de conv5i5cia4 ,n'uma epo*a em que a impr5sa ex]ce imm5sa influ5cia na op9io1 igual ou sup]ior que a op9io ex]ce em todos os corpos d e/ado1 uma d\tr9a1 ou antes pret5so1 a que1 com r>as excepes1 subscrevem o commum dos escriptores e que def5dem com a en]gia d proprio int]esse1 ha-de =osam5te influir1 no direi na consci5cia1 mas nos calculos e previses dos hom5s publicos4 ,c$e o legislador de mau grado2 mas1 de c]to1 no ao socialismo que c$e4 ,nas re/rices1 o que se revela a sua repugnancia4 ,como que diz ao escriptor3--aproveita e/a fico de direito1 e que a aproveitem os teus h]deiros4 ,os h]deiros dos teus h]deiros1 esses s]-te-ho provavelm5te desconhecidos e indiff]5tes3 s-lo-ho tambem p>a a lei que te favorece4 ,toma l isso1 e cala-te4--,d'ahi nasce1 a meu v]1 a ant9omia2 d'ahi o illogico2 d'ahi a affirmao de um direito absoluto p>a depois se affirm> o transitorio delle4 ,a*> a negao da propri$ade litt]>ia nas mesmas leis que a affirmam1 e v] ni/o uma transaco1 uma condesc5d5cia com o socialismo 1 de feito1 absolutam5te infundado4 ,ampli> a tal ponto a noo de propri$ade1 lev-la p>a regies onde ella no cabe1 imag9>1 em summa1 a realisao d direito no ideal1 na ab/raco1 que1 sob outro aspecto1 pde d> vantagem s d\tr9as philosophicas d socialismo4 ,a g5]alisao1 que no s5o uma =mula d ideal1 da ab/raco1 a sua gr&e arma e a fonte pr9cipal dos seus erros4 ,porque no transigem com elle os legisladores c]ca de toda a outra propri$ade8 porque toda a outra propri$ade tangivel1 real1 positiva1 e por consequ5cia objecto possivel d direito de propri$ade4 ,z leis de propri$ade litt]>ia1 consid]adas correlativam5te legislao sobre os novos inv5tos1 longe de cont]em o m5or ve/igio das exagg]aes d socialismo1 no *egam sequ] a respeit> um dos dogmas fundam5taes da es*ola lib]al1 a igualdade civil4 ,a ida =mulada1 traduzida1 repres5tada no inv5to manife/ao p]feitam5te analoga da ida =mulada1 traduzida1 repres5tada no livro4 ,p>a aproveit>em ao auctor e ao publico1 a condio da reproduco id5tica n'um e n'outro4 ,o inv5to pde t] at exigido mais trabalho1 mais en]gia intellectual1 mais sci5cia d que o livro2 e todavia1 s por privilegio1 i/o 1 por uma excepo d direito commum1 alcanar s] propri$ade1 o que radicalm5te equivale a no o s]4 ,se1 porm1 o inv5to mais humilde2 se ap5as o melhoram5to concebido pelo (ficial me*anico em alfaia vulg>1 a lei nem sequ] o conhece1 nem por privilegio entra na categoria da propri$ade4 ,tudo i/o faz lembr> o desemb>gador ou fidalgo da m9ha casa da velha ,ord5ao1 em que/es de adult]io4 ,propri$ade completa na int5sidade1 e s incompleta na durao1 p>a os fidalgos da m9ha casa das letras e das boas artes2 propri$ade ap5as legal1 det]m9ada pela apreciao1 ou o que vale o mesmo1 pelo arbitrio d gov]no1 p>a uma especie de burguesia1 p>a os hom5s que no escrevem1 mas que fazem s]vir z sci5cias de applicao aos progressos da civilisao mat]ial2 absolutam5te no propri$ade p>a z mode/as manife/aes dos ent5dim5tos que dirigem e ap]feioam o trabalho vulg> e plebeu4 ,de c]to leis de tal indole no so sociali/as3 no *egam sequ] a s] lib]aes1 no *egam sequ] a s] m$iocrem5te s5satas4 ,tem a sua razo de s] na sob]ania d alphabeto2 no a tem na natureza humana4 ,at c]to ponto o auctor d opusculo reconhece i/o mesmo4 ,na s]ie das consequ5cias inevitaveis que d]ivam de se attribuir ida =mulada ou =mula da ida1 em ab/racto1 a natureza objectiva de propri$ade1 foi logicam5te muito alm d'aquella em que os legisladores p>>am2 mas por fim p>\ tambem4 ,e p>\ porque *egava a uma consequ5cia que demon/rava por absurdo quanto van a d\tr9a da propri$ade litt]>ia4 ,depois de reconhec] que o inv5to1 em relao ao direito1 deve entr> ineluctavelm5te na mesma categoria d livro1 e/abelece em favor d inv5to addicional uma !oria que1 no seu sy/ema1 s]ia o privilegio da espoliao1 embora t5te palli-lo4 ,desde que a ida1 completa ou incompleta1 realisada por frma nova1 se conv]ta em propri$ade1 fic> immovel ou quasi immovel o progresso da civilisao4 ,p>ece i/o obvio2 mas o auctor d opusculo ent5de que no passa de um conjuncto de palavras cas4 ,na sua op9io1 o progresso nada padece com a p]petuidade d dom9io em qualqu] inv5to4 ,ba/a que a propri$ade pre diante d melhoram5to4 ,o melhoram5to pde invadi-la sem que o direito seja (f5dido4 ,p>a isso ha uma condio extremam5te simples4 a de se ap]feio>1 de se corrigir sem se copi>4 ,a condio no tem s5o um defeito3 o de s] !orica e practicam5te impossivel4 ,ap]feio>1 corrigir1 ou melhor> significa mant] a sub/ancia ou o todo1 e alt]> o accid5te ou a p>te4 ,se a sub/ancia e os accid5tes =em completam5te sub/ituidos2 se z p>tes de que se compe o todo =am totalm5te subrogadas1 no ha melhoram5to3 ha uma c\sa nova1 um inv5to novo4 ,melhor> e no copi> excluem-se inv5civelm5te4 ,qu&o1 p>a regul>is> os movim5tos diff]5ciaes1 ,watt e ,evans inv5t>am os respectivos p>allelogrammos1 e applic>am a sua nova ida s ma*9as de vapor1 copi>am-nas como exi/iam em tudo aquillo que no int]essava a translao d movim5to4 ,a sub/ituio d helice s rodas1 na navegao a vapor1 no alt]\ s5o n'uma pequ5a p>te a mais p]feita con/ruco dos navios4 ,ne/as1 como em milh>es de hypo!ses analogas1 no se compreh5de por que modo1 int5tado o melhoram5to1 se evit>ia a copia1 i/o 1 a (f5sa da propri$ade dos inv5tos4 ,se i/o v]dade2 se inevitavel que no ap]feioam5to se reproduza o que se no alt]a na c\sa ap]feioada1 a d\tr9a d opusculo ou conduz immobilidade no progresso1 ou ha-de lev>-nos a neg> a propri$ade litt]>ia que o auctor confessa no s] de indole div]sa da propri$ade dos inv5tos4 ,se1 no livro1 bem p5sado e bem escripto1 a*ei uma subdiviso1 um artigo qualqu] delle a que faltem esses pr$icados1 no (f5do direito algum em corrigi-lo e aprimor-lo4 ,removida1 como impossivel1 a condio com que se imag9\ re/r+ir-me a lib]dade de melhor>1 p>a mim acto licito reproduzi-lo1 depois de corrigida a p>te defeituosa4 ,mas1 em tal caso1 onde fic\ a propri$ade litt]>ia8 ,que se diria daquelle que1 possu9do um pequ5o mas f]til campo contiguo a va/o pr$io rural em que &asse incorporada improductiva *>neca1 decl>asse que desaggregava e/a d pr$io1 sub/itu9do-a pelo seu campo1 e que em virtude desse acto arbitr>io1 exigisse uma quantia avultada na r5da total da h]dade8 ,a logica =ar-nos-hia a d> razo ao pret5sor1 se o direito de propri$ade real podesse assimil>-se ao suppo/o direito de propri$ade litt]>ia4 ,o auctor come&o a defesa de/e s+ul> direito p>ece extasi>-se diante de uma phrase de ,k>r com aspiraes a agudeza4 ,ha c]ta es*ola litt]>ia1 vulg> sobretudo em ,frana1 que1 se no faz gr&e consumo de idz1 vive sempre com gr&e opul5cia de phrases4 ,no so e/es escriptores os m5os ciosos dos seus suppo/os direitos4 ,eis a phrase3-- evid5te que a propri$ade litt]>ia uma propri$ade--4 ,em consci5cia1 a agudeza no t9ha jus a gr&es admiraes4 ,nas aulas de logica a uma agudeza de/as *amam os rapazes petio de pr9cipio3 entre os hom5s feitos *ama-se-lhe pu]ilidade4 ,a phrase vale o mesmo que val]ia a segu9te3-- evid5te que a propri$ade da quadratura d circulo uma propri$ade4 ,no opusculo repete-se o argum5to que por div]sas maneiras se tem feito cem vezes1 e que p>ece impossivel a9da se repita3 ,ha--diz-se ahi--no direito d auctor1 z condies ess5ciaes de qualqu] propri$ade1 a ext5so relativa e a ext5so absoluta4 ,que diff]5a se d entre o creador de uma casa e o creador de um livro8--,a respo/a simples e facil4--,n5huma4--,no tem o auctor d livro o mesmo direito que tem o da casa de dispor da sua obra8--,a respo/a nem mais difficil1 nem mais complexa4--,de c]to4 ,p>emos aqui4 ,qu] o direito de propri$ade se realise unicam5te1 como creio1 nos productos d trabalho intellig5te d homem1 qu] se funde na faculdade que elle tem de apod]>-se dos objectos capazes de s]virem realisao dos seus f9s racionaes1 c]to que a propri$ade presuppe sempre d\s elem5tos1 ou antes d\s factores1 mat]ia e espirito1 objecto actuado e intellig5cia actu&o1 indisp5saveis p>a a sua manife/ao no mundo real4 ,e/a condio necess>iam5te commum a toda a especie de propri$ade3 ao livro1 como casa2 alfaia1 como t]ra individualisada2 ao artefacto1 como ao in/rum5to que ajud\ a fabric-lo4 ,p>a que a soci$ade a proteja e os individuos a respeitem1 cumpre que exi/a no positivo2 que os s5tidos possam transmittir a sua exi/5cia s consci5cias p>a que e/as gu>dem com relao a ella z respectivas noes d dev]4 ,os direitos em ab/ractos1 puros1 exi/em no ideal1 subjectivam5te3 em concreto1 realisados1 s podem exi/ir no real1 objectivam5te4 ,a propri$ade a realisao de um direito3 s pde d>-se no concreto1 no exi/5te1 e no no possivel1 no ideal4 ,os def5sores da propri$ade litt]>ia ass5tam a ma*9a dos seus discursos n'uma ambiguidade4 ,esp]em-na sempre qu&o elles figuram hypo!ses2 qu&o in/ituem comp>aes4 ,a confuso d s5tido natural com o metaphorico enc]ra toda a philosophia juridica da propri$ade litt]>ia4 s p]guntas1 int5cionalm5te fulm9antes1 que se fazem aos incr$ulos d direito div9o dos escriptores1 ficam dadas respo/as to simples como completas4 ,entre o creador de uma casa e o de um livro 7dizem7 no ha diff]5a3 um e outro tem igual direito a dispor da sua obra4 ,quem o duvida8 ,mas o que um livro no mesmo s5tido natural em que empregaes a palavra casa1 que alis tambem tem significaes metaphoricas8 ,um livro uma poro de p>allelogrammos de papel dobrados e cozidos de c]to modo1 =m&o folhas e pag9as que me*anicam5te se cobrem de palavras escriptas4 ,a op]ao1 tambem puram5te me*anica1 pela qual se repetem1 em mil ou duas mil pores iguaes de p>allelogrammos id5ticos e id5ticam5te unidos1 z mesmas palavras escriptas1 con/itue o que *amamos uma edio1 que o complexo de mil ou dois mil livros4 ,a propri$ade d livro tem todos os c>act]es da outra propri$ade4 ,o dono pde dispor dos exempl>es a seu talante1 como o ourives pde dispor de cem ou mil colh]es de prata de c]to feitio4 ,o direito commum protege-a d mesmo modo2 os tribunaes punem o r\bo della como outro qualqu] r\bo4 ,os productores de livros e/o p]feitam5te equip>ados aos demais productores4 ,a propri$ade litt]>ia i/o8 ,no1 por c]to4 ,se o fosse1 a expresso s]ia uma tautologia pu]il4 c\sa mais alta1 my/]iosa1 que se bamboleia no possivel1 que no habita na t]ra1 e que s desce a ella p>a auf]ir alguns lucros4 ,pura condesc5d5cia com z fraquezas humanas4 ,busquemo-la1 a v] se a encontramos entre os mortaes4 preciso no esquec] nunca o pr9cipio de que na con/ituio da propri$ade int]vem sempre1 em grau maior ou m5or1 a intellig5cia4 ,suppo/a a !oria da apropriao1 no me aproprio de qualqu] c\sa sem t] a*ado pelo racioc9io aquillo p>a que s]ve1 sem lhe d> pela vontade um de/9o e alma1 na phrase de ,hegel#c4 ,na !oria economica1 a propri$ade nasce sempre d trabalho associado intellig5cia p>a produzir um valor1 qu] a intellig5cia e o trabalho sejam de um individuo1 qu] sejam de div]sos2 qu] o valor seja de utilidade qu] de troca4 ,assim1 toda a propri$ade contm em si um ou mais actos d espirito que vem incorpor>-se1 manife/>-se no objectivo1 no real4 ,que ha n'um escripto impresso1 nisso a que *amamos livro sem figura de rh]ica1 que no entre ne/a regra commum2 que t5ha alguma c\sa acima ou alm della8 ,na edio de um escripto ha a idea e a mat]ia1 como em todas z obras humanas3 ha multiplicao d objecto livro1 como nos productos de uma fabrica de tecidos ha a multiplicidade das pez de faz5da d mesmo padro4 ,escuso de repetir o que disse na prec$5te c>ta4 ,no s\ eu que rebaixo z inspiraes d g5io altura dos productos da indu/ria3 so aquelles que z m$em pela bitola da c\sa mais positiva1 mais vulg>1 mais vezes apreciada pelo seu valor v5al1 a propri$ade4 ,acceitemos a comp>ao feita pelo auctor d opusculo entre os edificios e os livros4 ,nos edificios1 como nos livros1 ha a concepo g]al e z concepes das p>ticul>idades1 que vem d espirito1 e ha a incorporao na mat]ia1 que vem d trabalho mat]ial4 ,e/abelec] comp>aes entre o edificio1 manisfe/ao complexa da aco de d\s factores1 e o livro1 qu&o se d a e/a palavra um s5tido metaphorico p>a repres5t> s um dos factores1 i/o 1 z ideas concebidas por c]ta ordem e com c]tas frmas subjectivas1 traduzidas depois1 por um acto mat]ial1 no objectivo1 a meu v] um tri/e p>alogismo4 ,o que correspond]ia ao exclusivo1 a e/a especie de e/anco1 de monopolio de idz =muladas no ent5dim5to e depois e/ampadas no papel1 a que se *ama propri$ade litt]>ia1 s]ia1 no edificio1 o e/anco1 o monopolio das l9has e propores d propecto1 da comb9ao entre a di/ribuio das janellas e portas e a dos apos5tos1 da collocao dos corr$ores e escadas1 d tamanho e communicaes das quadras1 dos ps direitos dos &>es1 das incl9aes dos tectos1 das mil comb9aes1 em summa1 com que o trabalo da intellig5cia deu alma e de/9o p$ra1 ao f]ro1 ao cim5to1 s madeiras e aos demais elem5tos exigidos p>a a con/ruco de um edificio4 ,equip>ado ao homem de letras1 o que t]ia a reiv9dic> o edificador da casa s]a o exclusivo1 o monopolio sobre a comb9ao das suas ideas2 t]ia o direito de ob/> a que alguem fizesse outro pr$io urbano inteiram5te irmo d seu1 em toda a sup]ficie d t]ritorio que a lei de propri$ade intellectual abrangesse4 ,o auctor d opusculo illude-se a si proprio applic&o a factos id5ticos vocabulos div]sos p>a assim p>ec]em factos di/9ctos4 ,a diff]5a que ha--diz elle--entre z duas propri$ades 7a da casa e a d livro7 que uma repres5ta um objecto unico e palpavel2 ao passo que a outra se manife/a ao publico por milh>es de exempl>es4 ,porque repres5ta uma1 e manife/a a outra8 ,a v]dade que ambas con/ituem propri$ade palpavel4 ,a que proposito vem s] a casa uma e os livros mil8 ,mil pez de *ita irman saidas de uma e/amp>ia so tanto d fabricante1 como os mil volumes de uma edio d editor ou auctor1 como a casa d edificador4 ,o dono dos volumes1 como o d edificio1 pde d-los1 troc-los1 v5d-los1 leg-los1 de/rui-los2 como o das pez de *ita pde ajunt-las n'um cubo ou n'um f>do1 e alhei-las1 como se alheia um pr$io urbano ou rural1 por qualqu] especie de contracto4 ,a lei reconhece e legitma todos esses actos de igual modo4 ,a propri$ade movel e a de raiz di/+uem-se nos seus effeitos economicos e portanto no seu modo de s] civil1 mas1 na ess5cia1 e em relao ao direito absoluto de propri$ade1 ha entre ambas id5tidade p]feita4 ,quanto mais cavamos nas pr(undezas da propri$ade litt]>ia1 mais a noo della1 desse quid div9um1 escapa nossa compreh5so4 ,ap]temos a9da a analyse dos factos2 sigamos o escripto impresso nas suas ultimas evolues4 ,commumm5te o producto producto total da v5da de uma edio di/ribue-se em tres quotas proporcionaes1 uma p>a z despesas da publicao1 outra p>a recomp5s> o trabalho d editor1 o juro d seu capital e d risco1 z commisses que paga1 etc41 outra f9alm5te p>a o auctor4 ,que v5deu e/e8 ,alguma c\sa que era producto d trabalho mat]ial dirigido pela intellig5cia1 como o era o trabalho d compositor1 d impressor1 d fabricante d papel1 d fabricante de typos1 em que e com que se imprimiu a obra4 ,supponhamos a edio esgotada1 e o seu valor liquidado e di/ribuido4 ,todos os int]essados h\v]am o producto d seu tabalho2 mais ou m5os4 ,que/o de m]cado1 que/o de concorrecia4 ,p>ece que a propri$ade d producto desapp>eceu p>a todos1 porque todos o v5d]am integralm5te4 ,pois no assim4 ,o auctor1 em cujo dom9io1 bem como no dos seus collaboradores1 no re/a o m9imo ve/igio dos mil1 dos d\s mil volumes completam5te ali5ados2 o auctor que v5deu o que ahi t9ha1 e o que t9ha era o trabalho de escrev] palavras e phrases1 dispo/as e ord5adas com c]to e det]m9ado intuito1 cons]v\ a9da1 em virtude da sua propri$ade litt]>ia1 um dom9io extrahido da c\sa ali5ada4 ,no o jus 9 re2 no o jus 9 rem2 mas um jus qualqu]4 ,no se manife/a aos s5tidos2 no e/ em p>te n5huma na t]ra4 um fumos9ho que se elev\ d escripto impresso1 que se adelgaou1 que se esvaiu no cont+5te1 no possivel1 no ideal1 e que e/ l4 ,c'tait l'ombre d'un co*] ,avec l'ombre d'une brosse1 ,brossant l'ombre d'un c>rosse4 ,no de espant> que ns os iconocla/as1 os bagaudas da propri$ade litt]>ia no possamos top> com ella ne/e mundo sublun>4 ,os seus def5sores tambem no p>ecem muito adiantados sobre o assumpto4 ,o auctor d opusculo fluctua a cada passo3 a propri$ade litt]>ia ora consi/e na ida =mulada1 ora s na frma da ida4 ,indep5d5tem5te da noo da propri$ade1 que presuppe sempre a aco d espirito sobre a mat]ia1 d ideal sobre o real1 no como possivel1 mas como exi/5te1 admittamo-la no subjectivo2 supponhamo-la incorporea2 supponhamos que o seu objecto no-objecto a concepo complexa das idz antes e depois de manife/ada1 e de v5dida a sua manife/ao feita sobre o papel4 ,essa concepo =mul\-se n'uma s]ie de vocabulos e phrases p5sados e no escriptos4 ,cada vocabulo e cada phrase o molde1 a frma de uma ida simples ou complexa4 ,a concepo disso a que metaphoricam5te se *ama uma obra1 um escripto1 um livro1 nada mais 1 pois1 d que a juxtaposio1 em tal ou tal ordem1 das idz reve/idas das suas frmas p>ticul>es que e/o catalogadas no diccion>io da l+ua p>a uso commum4 ,a9da luz da mais exagg]ada d\tr9a da subjectividade1 e admitt9do que seja applicavel s frmas das idz a !oria de ,kant de que o direito de propri$ade o direito ao uso exclusivo 7,privatgebrau*7 de qualqu] c\sa que orig9>iam5te era d dom9io commum1 evid5te que p>a se t] esse direito totalidade1 qu] das idz =muladas1 qu] s das respectivas =mulas1 necess>io que se t5ha igualm5te direito a cada uma dellas4 ,donde se d$uz que qualqu] individuo que us> d t]mo ou da phrase que outrem j empreg\ r\ba a propri$ade alheia4 ,lev>-se-ha at os apices da subtileza a def5so de/a propri$ade inaccessivel e inconcebivel1 que vamos segu9te por entre os nevoeiros d ideal8 ,deixemo-la ir at l4 ,supponhamos que ella consi/e s no acto de ajunct> successivam5te 7o espirito no pde op]> de outro modo7 z idz =muladas1 e cujas =mulas 7palavras ou phrases7 se a*am colligidas no diccion>io da l+ua4 ,a difficuldade cont9ua a subsi/ir e s muda de log>4 ,dez mil actos desses que s]o necess>ios p>a coord5> o livro 7s5tido metaphorico7 no con/ituiro melhor direito d que tres ou quatro4 ,o direito no que/o de alg>ismos1 nem se m$e aos palmos4 ,quem sobre o papel repetir tres ou quatro phrases que succ$am umas s outras n'um livro1 um salteador de e/rada4 ,taes so os absurdos a que a logica nos arra/a qu&o vamos colloc> a propri$ade na ab/raco1 no ideal4 ,o auctor d opusculo diz-nos que fic>am p>a sempre celebres c]tas palavras de ,lam>t9e1 que transcreve4 ,tri/e celebridade4 ,quanto melhor =a que o altissimo poeta em vez de se entret] com e/as que/es1 se d$icasse a illu/r> a9da mais o seu nome1 d&o ,frana um novo ,jocelyn6--,ha hom5s que trabalham com z mos--diz ,lam>t9e--e ha hom5s que trabalham com o espirito4 ,so diff]5tes os resultados1 mas igual o jus de uns e de outros444 ,ga/a c]to individuo z =z em fecund> um campo3 firmaes-lhe a posse delle p>a todo o sempre444 ,consome outro a vida inteira1 descuidoso de si e dos seus1 p>a opul5t> o g5]o humano com alguma obra prima1 ou com algum p5sam5to que v trans=m> o mundo4 ,nasceu a obra prima3 surgiu a ida2 apod]am-se delias z intellig5cias2 aproveita-z a indu/ria2 negoceia-z o comm]cio2 conv]tem-se em riqueza444 todos tem jus a ellas1 m5os o seu creador444 ,i/o no tem defesa4 ,o que no tem defesa que em to p\cas phrases se accumulem tantos desac]tos4 ,em que obra humana que t5ha um fim racional1 e portanto um valor de utilidade ou de troca1 se d essa di/9co completa d trabalho da intellig5cia e d trabalho physico8 ,prepond]> um ou outro2 mas sep>-los e omittir um delles1 eis o que impossivel4 ,o que s] facil det]m9> z dses1 digamos assim1 que a obra ha de cont] de cada um4 ,p>a faz] um livro 7s5tido metaphorico7 ou hei de escrev-lo1 ou hei de dict-lo4 ,no mundo real que elle no entra sem o ex]cicio dos meus orgos4 ,por outro lado1 o trabalho physico sem a direco da intellig5cia no trabalho3 *ama-se movim5to4 ,o rol> da p$ra pela ladeira1 o corr] d regato1 a agitao desord5sada d febricitante1 o e/orc] d epileptico1 o &> e murmur> d somnambulo1 nada disso trabalho4--,ga/a z =z o individuo que fecunda o campo--pond]a o poeta francs4 ,mas quaes =z8 ,z mesmas que ga/a o que faz o livro2 z d corpo e z d espirito4 ,a *>neca ou o paul no se conv]tem em v9ha1 em olival1 em folhas de semeadura1 em prados1 sem a direco intellig5te d arroteador4 ,qual cu/>ia a ,ma!us de ,dombasle mais vigilias1 mais cogitaes1 mais disp5dio de =z intellectuaes2 conv]t] o solo +rato de ,roville em modelo admiravel de boa cultura1 ou escrev] os ,annaes daquella granja exempl>8 ,porque no havia de s] exclusivo de ,dombasle e dos seus h]deiros o applic> o sy/ema de trans=mao e cultura de ,roville a outro qualqu] solo8 ,nada ha mais obviam5te inexacto d que affirm> que o auctor da obra prima litt]>ia o unico que no tem direito a ella4 ,pois no v5de a edio qu&o a publica2 no a reimprimir quantas vezes quiz]8 ,no tem a vantagem de pod] faz] nova edio melhorada que mate z edies *amadas contrafaces8 ,onde e como elle excluido d direito de reimpresso8 ,agora pelo que toca a esse escriptor que consumiu a vida1 esquecido de si e dos seus1 s com o intuito de augm5t> o !s\ro commum d espirito humano1 isso poesia4 ,s]ia uma entidade capaz de nos subm9i/r> um ,jocelyn das letras3 no mundo real que duvido muito que exi/a4 ,e se exi/e1 o maior favor que lhe podem faz] reproduzir-lhe o escripto4 ,mais depressa se realis>o os seus intuitos2 os f9s da sua incomp>avel abnegao2 d seu imm5so sacrificio4 ,confundir a evoluo economica da propri$ade movel com z condies da immovel1 e depois argum5t> de/a p>a aquella e daquella p>a e/a1 um dos et]nos p>alogismos dos def5sores da propri$ade litt]>ia4 ,na propri$ade d campo que o individuo fecund\ ha um capital incorporado1 capital de trabalho intellectual e physico1 que1 associado com a t]ra e com a r5ovao annual d trabalho1 ajuda e/e e z =z naturaes e gratuitas da t]ra e da atmosph]a a s]em productivos4 ,a r5da repres5ta a quota proporcional que no producto corresponde ao capital incorporado1 e no a diff]5a da qualidade da t]ra1 como o pret5de c]ta es*ola de economi/as +leses4 ,os volumes1 porm1 de uma edio de qualqu] obra so um producto completam5te1 =adam5te1 movel e v5al3 no possivel conv]t-lo em capital immovel sem o trans=m>4 ,v5dido o ultimo volume1 o auctor pde inv]t] o preo da edio1 no todo ou em p>te1 n'uma c\sa immovel ou immobili>ia4 o que succ$e com outro qualqu] producto que con/itua uma propri$ade movel4 ,mas o fabricante pr9cipal d livro 7s5tido natural7 no se cont5ta com i/o2 qu] ga/> at o ultimo ceitil a sua quota d producto1 e que todavia fique uma ab/raco1 a possibilidade de um acto2 a reproduco cont+5te d livro 7s5tido figurado7 con/itu9do uma propri$ade analoga ao capital incorporado no baldio r$uzido a solo productivo4 ,diz] i/o s] socialismo8 possivel que eu t5ha e/ado a faz] socialismo1 como mr4 ,j\rda9 fazia prosa1 sem o sab]4 ,o auctor d opusculo lana a suspeita dessa h]esia politica sobre todos os que combatem com vigor o phantasma de uma propri$ade que se reputa capaz de preo fra da esph]a da apreciao1 fra d mundo real1 onde1 e s onde1 se movem e actuam os direitos e os valores4 ,dir-se-hia que combat] o absurdo era c\sa defesa antes de surgir o socialismo1 e que foi e/e que inv5t\ a logica e a sev]a exposio dos factos4 ,no conheo o livro ,majorats ,littraires de ,pr\dhon1 citado no opusculo1 mas se e/e combateu ahi a propri$ade litt]>ia1 no s] por isso que o s5so commum o condemne s gemonias4 ,no se me afigura que *am> sociali/a a quem discute1 que impor um labu mais ou m5os affrontoso desfaa um argum5to1 nem que seja demon/rao conclud5te e irresi/ivel o affirm> que taes ou taes !orias so ms porque so sociali/as1 e que o socialismo mau porque propaga essas !orias4 ,z es*olas sociali/as 7nem eu sei j quantas so hoje7 tem d\tr9as positivas e critica negativa4 ,z d\tr9as positivas p>ecem-me longos ros>ios de despropositos3 a critica negativa1 embora frequ5tem5te exagg]ada1 a meu v] uma c\sa sria4 ,ha ahi indicaes de males pr(undos e dolorosos no corpo social1 que fazem e/remec] z consci5cias2 que fazem cogit> tri/em5te os espiritos lib]aes e s9c]os4 ,no so desses males1 por c]to1 z leis de propri$ade litt]>ia3 so ap5as uma fraqueza2 so a subs]vi5cia dos pod]es publicos a uma classe prepond]ante1 mas em cujo gremio no r>a a pobreza1 e a9da m5os r>a a necessidade de se rodei> de gosos e espl5dores1 que muitas vezes acc5dem a imag9ao e inspiram os arrojos d eng5ho4 ,entretanto os damnos que provm ao mundo da d\tr9a da propri$ade litt]>ia1 no deixam de t] c]ta gravidade4 ,o maior mal que os livros frivolos1 corruptores ou que repres5tam p\co e facil trabalho so os que ella mais favoneia3 o m5or o inconv5i5te moral de associ> a uma c\sa sria1 ao complexo de direitos orig9>ios d homem1 uma esp]teza sophi/ica4 por isso que me no p]mitte a consci5cia1 apes> d cons5so dos legisladores1 v] no ru de contrafaco um crim9oso4 ,ha1 todavia1 na sua especulao o que qu] que seja que repugna4 ,os s5tim5tos delicados no entram na esph]a juridica1 mas tem na soci$ade seu preo e valia1 e quem os m5ospreza faz mal4 ,a usura no hoje um delicto1 porque os int]esses legitimos d capital no se podem det]m9> priori4 ,a lei ju/a e s5sata sub/ituiu ne/a p>te a lei irreflectida4 ,mas1 que homem digno e honrado deix>ia de receb] como (f5sa a qualificao de usur>io8 ,dos def5sores de propri$ade litt]>ia s conheo um que s\besse evit> a confuso d ideal com o real4 ,foi ,tommaseo#d4 ,o que p$e p>a os escriptores a immunidade1 o privilegio de s elles pod]em reimprimir z proprias obras4 ,eis o que admissvel4 ,funda-se em razes de equidade1 de conv5i5cia social1 de m]ecida b5evol5cia4 ,se nem sempre os seus argum5tos so conclud5tes1 a maior p>te delles so dignos de att5o4--,no di/+o--diz ,tommaseo quasi no comeo d seu opusculo--o p5sam5to da frma que o reve/e p>a affirm> que um v5al1 outro no4 ,a frma p>te viva d p5sam5to em si2 no c\sa comm]cial4--,de/roe assim pela base a philosophia jurdica da propri$ade litt]>ia4 ,p\co depois prosegue3--,por c]to que se o paiz podesse recomp5s> com ju/ia os escriptos de m]ito por via de mod]ados e/ip5dios1 deix&o livres p>a todos z reimpresses1 s]a e/a a applicao mais nobre dos tributos4 ,mas onde ha d9heiro p>a isso8 ,onde se a*>o os juizes8 ,p>a disc]nir os gr&es dos m$iocres 7escriptores7 s]ia preciso um congresso dos gr&es1 e que fossem1 alm disso1 desapaixonados2 um congresso de deuses4 ,a d\tr9a v]dadeira a que ,tommaseo indica1 e que eu indiquei na prec$5te c>ta2 a recomp5sa nacional dada ao escriptor que com um bom livro foi por qualqu] modo util patria4 ,mas o obice practico po/o pelo critico italiano realisao da d\tr9a igualm5te v]dadeiro4 ,os hom5s de letras t]iam de aquilat> z obras uns dos outros1 e o excesso de indulg5cia1 ou os excessos de sev]idade s]iam inevitaveis4 ,em todos os paizes a classe dos hom5s de letras e/ sujeita1 como z outras1 talvez mais d que z outras1 viol5ta das paixes4 ,z malevol5cias que muitas vezes g]a a lucta das idz1 os res5tim5tos que deixam enraizados no corao z f]idas d amor proprio1 a mutua ho/ilidade das es*olas e dos corrilhos1 z invejas ro$oras2 tudo1 emfim1 quanto pde vici> z apreciaes humanas actu>ia na apreciao d livro4 ,o indef9ido progresso da civilisao tr> porv5tura um e/ado de c\sas em que se torne possivel a applicao da !oria4 ,por emquanto1 s\ o primeiro em reconhec] que ella inexequivel4 ,entretanto1 se nem a recomp5sa publica realisavel1 nem a inv5o de um direito absoluto e orig9>io de propri$ade litt]>ia admissivel1 n+uem1 por c]to1 nega a utilidade de favorec] o trabalho litt]>io e sci5tifico1 pr9cipal elem5to d progresso social4 ,busquem-se os meios de o faz]4 ,outros lembr>o melhores alvitres1 mas seja-me p]mittido propor o que me occorre4 ,na m9ha op9io1 o livro deve desc] categoria dos inv5tos4 e/a a ju/ia1 porque a igualdade civil4 ,nessa categoria no ha o direito absoluto4 ,a propri$ade ahi ap5as legal1 porque d]iva d privilegio1 da lei de excepo 7privata lex71 e portanto exi/e com z condies e limites que ella lhe impe4 ,nas d\tr9as lib]aes g]alm5te recebidas o privilegio s legitimo qu&o se e/riba na utilidade publica4 pois necess>io que na propri$ade creada pelo privilegio se d essa c>act]i/ica4 ,eis a condio impret]ivel de todas z leis que decl>>em propri$ade privada os inv5tos1 z obras de arte e os livros4 ,a apreciao p>a di/+uir os uteis dos inuteis1 os eng5hosos dos insignificantes1 os b5eficos dos nocivos1 portanto inevitavel1 e todavia1 ju/am5te ne/e ponto que surge a mais grave difficuldade4 ,como resolv-la8 ,o suppo/o direito de propri$ade litt]>ia dom9a em todos os paizes civilisados2 qu] diz]1 em todos os paizes onde os que escrevem e imprimem con/ituem um pod] irresi/ivel4 ,esse pod] tem actuado nas relaes int]nacionaes1 como nas legislaes4 ,os tractados sobre o assumpto prosp]am a olhos vi/os4 ,ns proprios no podemos esquiv>-nos a celebr> um que pela natureza das c\sas era a negao completa da reciprocidade que nelle se o/5tava4 ,creio t-lo demon/rado na c>ta a que e/as pond]aes s]vem de app5dice4 ,quiz]a eu1 porm1 que e/e accesso de febre diplomatica se aproveitasse p>a faz] em favor dos hom5s de sci5cia e de letras alguma c\sa mais s5sata e sobretudo mais moral d que uma imag9>ia propri$ade1 que por via de regra d maior favor ao livro nocivo ou1 pelo m5os1 frivolo1 que ao livro util e grave4 ,na p59sula hispanica habitam duas naes irmans que falam duas l+uas irmans4 ,navegadoras ambas1 descobriram out'ora a ,am]ica e colonis>am-na em gr&e p>te4 ,z colonias portuguesas vi]am a trans=m>-se no va/o e opul5to imp]io d ,brazil2 z hespanholas nas v>ias e turbul5tas republicas que m$eiam entre o ,brazil e os ,e/ados ,unidos4 ,como z indoles1 a religio1 os co/umes e z tradies juridicas das duas naes p59sul>es se transmittiram s suas colonias de outr'ora1 assim z duas l+uas so z l+uas faladas e escriptas dessas amplas regies1 onde uma populao1 j num]osa1 cresce rapidam5te4 ,na ,p59sula o portugus m$iocrem5te in/ruido l o livro ca/elhano sem s5tir mais vezes a necessidade de um diccion>io bil+ue d que s5te a de consult> o d proprio idioma p>a conhec] a accepo de alguns vocabulos ou phrases dos escriptores v]naculos4 ,por muito tempo se reput\ entre ns luxo litt]>io escusado um diccion>io da l+ua ca/elhana4 ,quantos no lem jornaes e livros dos nossos viz9hos sem delles se aproveit>em1 e ignor&o at a sua exi/5cia8 ,o mesmo succ$e em ,hespanha com a publicaes portuguesas4 ,um hespanhol e um portugus1 ambos com c]to grau de educao1 conv]sam horas inteiras1 fal&o cada qual no proprio idioma1 sem se des5t5d]em4 ,os mesmos ph5om5os se reproduzem necess>iam5te na ,am]ica4 ,podem faz]-se longas e eruditas diss]taes sobre a indole div]sa das duas l+uas1 sobre os elem5tos v>ios que int]vi]am na respectiva =mao e des5volvim5to1 sobre z suas di/9ctas primazias2 mas os factos actuaes1 positivos1 practicos1 obs]vados por todos so e/es4 ,uma conv5o entre os div]sos e/ados onde dom9a qualqu] das duas l+uas resolv]ia a gr&e difficuldade e s]viria p>a favorec] z manife/aes sup]iores da intellig5cia1 qu] nas letras e na sci5cia pura1 qu] nas boas artes1 qu] nos inv5tos4 ,p>a i/o =a necess>io que em todos elles se consid]asse o exclusivo da reproduco como um direito positivo1 in/ituido a favor d homem de letras1 d arti/a1 d inv5tor1 mas t5do por pr9cipal motivo o progresso intellectual1 moral e mat]ial da soci$ade4 ,a concesso d privilegio repres5t>ia ento uma conv5i5cia social1 que lhe d>ia solidos fundam5tos4 ,em virtude d tractado1 todo aquelle que obtivesse tal concesso na maioria dos paizes ligados por essa conv5o1 exceptuado o seu1 t]ia direito de exigir imm$iatam5te d seu gov]no o diploma que lhe assegurasse o respectivo privilegio4 ,logo que o auctor ou inv5tor fizesse reconhec] pelo gov]no d proprio paiz o direito exclusivo de reproduco ou a propri$ade legal d seu livro ou inv5to1 em virtude das concesses obtidas1 ella dev]ia s] mantida no re/o dos e/ados contractantes1 embora extranhos concesso4 ,z demais provises d tractado1 como por exemplo1 o gratuito das concesses1 o enc>go impo/o aos consules g]aes de sollicit>em ex (ficio a exp$io dos negocios de/a especie em que int]essassem os seus concidados1 d&o-se assim a esses negocios um c>act] publico2 tudo1 em summa1 que t5desse a torn-lo de facil e segura execuo s]ia mais ou m5os importante2 mas z bases d conv5io consi/iriam necess>iam5te naquellas disposies fundam5taes4 ,com e/a conf$]ao1 com e/a especie de amaphyctionia consagrada a mant] a religio d progresso1 obt]-se-hiam tres gr&es resultados em relao s letras3 #a4o1 torn> quasi impossiveis z apreciaes apaixonadas e inju/as1 alis quasi c]tas no sy/ema das recomp5sas nacionaes2 #b4o1 deix> ne/e assumpto legislao de cada paiz conf$]ado o seu c>act] autonomo2 porque1 repudiado o pr9cipio d direito absoluto de propri$ade1 e adoptado o da propri$ade legal1 a durao e ext5so d privilegio1 a escolha dos corpos sci5tificos e litt]>ios ou a in/ituio de jurys1 incumbidos de resolv] os negocios de semelhante ordem ou de propor a sua resoluo1 z solemnidades necess>ias p>a se obt] a concesso1 os meios de se realis> o exclusivo da reproduco1 tudo fic>ia a arbitrio dos legisladores de cada e/ado2 #c4o1 os livros frivolos ou delet]ios1 que o direito absoluto de propri$ade protege tanto como os bons e uteis e uteis1 e que infelizm5te o m]cado protege sem comp>ao mais1 fic>iam expo/os sem defesa especulao dos contrafactores1 e na propria procura d m]cado a*>iam p>a seus auctores o in/rum5to d ca/igo4 ,e/as tres consid]aes deviam ba/>1 creio eu1 p>a mov] o gov]no a entabol> negociaes sobre essas bases com a ,hespanha1 com o ,brazil e com z republicas da antiga ,am]ica hespanhola1 ou ao m5os com z pr9cipaes dellas4 ,s]ia favorec] os hom5s de v]dadeira sci5cia ou de v]dadeiro eng5ho1 melhor d que confund9do gratuitam5te nas leis com o direito absoluto de propri$ade a s+ul> inv5o da propri$ade litt]>ia absoluta4 ,,c>ta ,,assembl,a ,,g]al ,,da ,,academia ,,das ,,sci5cias ,,recus&o ,o ,,auctor ,a ,,reelei,o ,,de ,,vice-,,presid5te #ahef ,s5hores4--,uma commisso vossa acaba de me faz] sab] que me quize/es d> um novo te/emunho de apreo1 p$9do-me por int]v5o della que volte ao vosso gremio1 e reassuma o c>go de vice-presid5te1 de que me dimitti na sesso de #ca de m>o4 ,subsi/9do a9da z causas que me inspir>am aquella resoluo1 era con/rangido a resi/ir1 no s aos desejos manife/ados pela ,academia1 mas tambem aos impulsos d meu corao2 era con/rangido a deix> completo um desses asp]os sacrificios1 que1 nas po*as de gr&e devassido1 e dadas c]tas circum/ancias1 ao homem de bem cumpre faz]1 ao m5os como um prote/o de que no seu paiz no expir>am de todo z tradies moraes1 e o s5tim5to da dignidade humana4 ,resolvido a mant] a dimisso que d]a da vice-presid5cia da ,academia1 precisava comtudo de explic> o meu proc$im5to4 ,devia-o a e/a corporao1 de quem t5ho recebido demon/raes de b5evol5cia taes1 que o zelo com que creio hav-la s]vido1 e/ longe de me lib]t> d'uma gr&e divida de agradecim5to4 ,em semelhante presuppo/o1 p$i lic5a commisso p>a me ab/] da respo/a vocal1 e p>a a dirigir por escripto ao illu/re gremio1 ao qual1 depois da sua ultima re=ma1 tanto me ufano de t] p]t5cido4 necess>io que comece por uma adv]t5cia indisp5savel4 ,compellido a ju/ific>-me p]ante os meus antigos collegas de desob$ec] pela segunda vez sua vontade1 manife/ada j unanimem5te na sesso em que me dimitti1 e a mo/r> que no podia1 sem de%onr>-me1 tol]> em submisso sil5cio os rec5tes actos d gov]no em relao ,academia1 t]ei de exam9> e julg> esses actos con=me z m9has idz1 e ajudado pela maior ou m5or capacidade que ,deus me deu p>a apreci> z c\sas4 ,quem d'entre vs z aff]ir por outras idz1 e com mais subido grau de intellig5cia1 *eg>1 acaso1 a concluses div]sas4 ,taes concluses s]o to legitimas como z m9has2 e dessa legitimidade d]iv> a d proc$im5to de cada um dos membros da ,academia4 ,em mat]ias de honra e dignidade no desej>ia que alguem acceitasse a m9ha op9io sem a avali>1 nem eu acceit>ia sem isso nem voto alheio1 por mais auctorisado que fosse1 p>a me gui> por elle4 ,que se me p]mitta resumir aqui o negocio que me =ou a tom> uma resoluo extrema1 resoluo talvez a mais cu/osa que na m9ha vida me t5ha impo/o a voz da consci5cia4 ,eis os factos3 ,o secret>io g]al p]petuo da ,academia receb]a de/a um voto de c5sura por falta volunt>ia no cumprim5to dos seus dev]es4 ,irritado por aquella c5sura1 elle re9cidiu1 recus&o ex]cit> seu (ficio nas assembleas g]aes e nas sesses d conselho adm9i/rativo1 mas res]v&o z outras attribuies d c>go4 ,a ,academia no tol]>ia to insolita resoluo em qualqu] socio que ex]cesse funces gratuitas3 m5os a podia tol]> ao socio que era funccion>io pago4 ,procur\ *am-lo razo1 e no foi escutada4 ,era1 portanto1 indisp5savel complet> a meia susp5so que o secret>io impos]a a si proprio4 ,f-lo por votao unanime4 ,todavia no priv\ o empregado susp5so d seu v5cim5to1 porque proc$ia sem paixo4 ,se obr>a sev]am5te1 =a a isso compellida pela necessidade de mant] z leis e a discipl9a da corporao4 ,seguia-se d> conta de/e grave successo ao gov]no pelo m9i/]io d re9o4 ,a ,academia f-lo tambem4 ,a repres5tao de #aj de julho de #ahee expunha lealm5te o que havia occorrido1 e p$ia provid5cias decisivas que t]m9assem por uma vez os cont9uos emb>aos que suscitava o secret>io p]petuo4 vi/a dos factos pond]ados nessa repres5tao1 se o m9i/ro quizesse respeit> um in/ituto que em todas z po*as foi tido na mais subida consid]ao pelos pod]es publicos1 e a quem elle dev]a a honra de s] admittido no seu seio1 a unica resoluo possivel era a apos5tao d secretrio4 ,a sua provecta idade1 os longos annos que ex]c]a o secret>iado1 e os conflictos que di>iam5te se alevantavam entre aquelle funccion>io e o corpo academico1 tornavam no s plausivel1 mas tambem necess>ia semelhante provid5cia4 ,a p]petuidade d (ficio importava vantag5s e enc>gos p>a o secret>io3 a apos5tao cons]vava-lhe z primeiras1 e lib]tava-o dos segundos4 ,o corpo academico satisfazia-se com i/o3 comprava a paz com um sacrificio pecuni>io1 e podia d$ic> aos trabalhos litt]>ios o tempo que consummia em cohibir um empregado absolutam5te incorrigivel4 ,alguns membros da ,academia1 em relaes mais e/reitas com o m9i/ro d re9o1 p>ece t]em-no aconselhado a assim proc$]4 ,ignoro o que a e/e respeito se pass\4 ,o que sei que1 por uma gross]ia s+ul>1 a repres5tao de #aj de julho fic\ sem respo/a ou deciso durante alguns mezes1 bem como o fic\ a de #c de dezembro1 em que a ,academia dirigia ao gov]no novas e vivas in/ancias sobre o assumpto4 ,uma circun/ancia dgna de not>-se dava1 porm1 uma t5d5cia (f5siva ao proc$] d m9i/ro4 ,havia muito que circulavam boatos p\co honrosos p>a o c>act] moral d secret>io p]petuo4 ,falava-se c]ca de abusos practicados no ex]cicio das attribuies demasiado amplas que lhe facultavam os e/atutos e regulam5tos academicos4 ,nunca eu t9ha dado cr$ito a taes boatos3 eleito1 porm1 vice-presid5te da ,academia1 e a*&o-me por isso membro d conselho adm9i/rativo1 conheci que esses boatos no c>eciam de fundam5to4 ,membro como eu d conselho1 o digno presid5te da primeira classe tambem sabia das circun/ancias que ju/ificavam z suspeitas4 ,amigo pessoal e politico d m9i/ro d re9o1 e hav5do-se enc>regado d sollicit> extra (ficialm5te uma respo/a repres5tao de #aj de julho1 fal\-lhe com a lealdade e franqueza que o c>act]isam1 e pond]\-lhe z p>ticul>idades que =avam o gov]no1 por seu proprio decoro1 a tom> uma resoluo accorde com os desejos da ,academia4 ,evitava-se assim um esc&alo1 e que a de%onra viesse a cahir algum dia sobre a cabea encanecida d'um homem de letras1 consequ5cia que a necessidade de ob/> p>a o futuro aos desconc]tos passados mais t>de ou mais c$o havia de produzir4 ,o m9i/ro p>eceu tom> em conta essas consid]aes amigaveis1 e s4 ex4a o sr4 presid5te da primeira classe ref]iu n'uma reunio de academicos o que se pass>a4 por isso que cito aqui semelhante facto4 ,pela sua elevada j]>*ia como p> d re9o1 s4 ex4a t9ha direito a esp]> que z palavras d m9i/ro h\vessem sido graves e s9c]as3 como membro da maioria de uma das cam>as t9ha a9da maior direito a faz] ouvir os seus conselhos1 vi/o que diante d paiz acceita um qu9ho de responsabilidade moral pelos actos d pod]4 ,no succ$eu1 porm1 assim4 ,contra a razo1 contra todas z indicaes da dec5cia1 o secret>io p]petuo da academia1 susp5so por ella com ju/os fundam5tos n'uma votao unanime1 man*ado por suspeitas p\co honrosas1 conhecidas d m9i/ro d re9o1 e que o m9i/ro d re9o t9ha obrigao de v]ific>1 se que o individuo que lhas communicava no m]ecia a sua pl5a confiana2 o secret>io p]petuo1 que1 colloc&o-se n'uma posio illegal1 respond]a com o desprezo s adv]t5cias mod]adas da sua corporao1 e se mo/r>a alheio ao s5tim5to d proprio dev]2 esse homem1 p>a quem a ,academia desejava1 na sua imm5sa indulg5cia1 a obscuridade e a paz dos ultimos dias da vida1 foi nomeiado gu>da-mr da ,torre d ,tombo1 c>go importante1 porque presuppe1 no s elevados dotes litt]>ios1 mas tambm inconcussa probidade4 ,era a unica e def9itiva respo/a d gov]no s respeitosas repres5taes de #aj de julho e de #c de dezembro1 e aos conselhos prud5tes e amigaveis de um homem que o m9i/ro dev]a respeit>4 ,honrado com a confiana d supremo pod]1 v+ado d des> que receb]a1 o successor de ,gomes ,eannes de ,azur>a1 de ,rui de ,p9a1 de ,damio de ,goes1 ,joo ,p9to ,ribeiro1 de ,jos de ,seabra1 de ,d4 ,francisco de ,s4 ,luiz1 atir\ ,academia com os seus diplomas de secret>io e de socio4 ,o gov]no t9ha-lhe dado outro que p>a elle1 e talvez p>a o mundo1 era de maior valia4 ,pelas m9has faces no roaram esses diplomas2 porque na sesso da vesp]a depus]a p]ante a ,academia o c>go de vice-presid5te1 conv]tido agora n'uma cruz de vilip5dio com que os meus hombros no podiam3 no roaram pelas m9has faces1 nem pelas dos num]osos membros desse respeitavel in/ituto1 que na mesma sesso decl>>am e/>em resolvidos a retir>em-se como eu1 se a corporao a que p]t5ciam no fosse pl5am5te desaggravada de uma (f5sa imm]ecida4 ,sei que h\ve quem dissesse que essa dimisso volunt>ia d secret>io p]petuo1 despa*ado pelo m9i/ro na con/ancia da sua susp5so1 importava um desaggravo p>a a ,academia1 como se a injuria d pod] acumulada ao desprezo d agraciado equivalessem a uma rep>ao6 ,disse-se tambem1 creio eu1 que no havia lei p>a a apos5tao d secret>io p]petuo1 como se no valessem ne/a hypo!se os pr9cipios g]aes de ju/ia e z regras de adm9i/rao2 s5o h\vesse por um lado a p]petuidade d c>go e por outro a impossibilidade physica ou moral d individuo1 e se emfim1 o gov]no1 nimiam5te escrupuloso1 no podesse obt] sobre isso d p>lam5to qualqu] decl>ao legislativa4 ,no qualific>ei taes desculpas3 s direi que deploro tamanha ab]rao d'espirito4 ,havia1 porm1 no acto d gov]no uma circum/ancia que p>ticul>m5te f]ia a segunda classe4 ,sabe a ,academia quo va/o e difficil trabalho ella empreh5deu na publicao dos monum5tos hi/oricos d nosso paiz1 e que a p>te pr9cipalissima desse trabalho tem sido e dev]ia cont9u> a s] feita na ,torre d ,tombo4 ,o m9i/ro1 colloc&o fr5te daquelle e/abelecim5to o empregado susp5so pela ,academia1 fe*ava z portas d ,ar*ivo g]al d re9o1 no s a mim1 que mais p>ticul>m5te e/ava enc>regado da empresa1 mas tambem a qualqu] socio que h\vesse de succ$]-me2 porque creio firmem5te que todos elles tem ba/ante dignidade e amam asss a propria reputao1 p>a nunca mais cruz>em os umbraes d ar*ivo nacional emquanto o ex-secret>io da ,academia se a*> fr5te daquella rep>tio4 ,o gov]no pde entreg> a quem quiz] a gu>da dos docum5tos d e/ado1 e de outros em que se e/riba a =tuna de muitas familias1 cons]vados na ,torre d ,tombo4 ,livre a sua aco adm9i/rativa2 sua a responsabilidade p]ante o p>lam5to e p]ante o paiz4 ,sem o aggravo que lhe foi feito1 a ,academia nada t]ia com esse acto4 ,os membros1 porm1 da segunda classe1 e nomeiadam5te os da seco de hi/oria1 alm da (f5sa commum1 receb]am outra mais grave2 =am virtualm5te expulsos d ar*ivo publico4 ,o gov]no condemn\-os inaco2 porque1 no e/ado actual dos conhecim5tos humanos1 n5huns e/udos s]ios sobre a hi/oria de ,portugal1 sobre a sua jurisprud5cia1 e a9da sobre um c]to num]o de que/es economicas e litt]>ias relativas ao nosso paiz se podem faz] dignam5te sem o exame dos monum5tos acumulados naquelle va/o repositorio1 que hoje se a*a a9da mais enriquecido pelos es=os1 e at cu/a da ,academia4 ,ha p]to de oit5ta annos que todos os gov]nos se tem mo/rado sollicitos em favorec] taes e/udos1 e em facilit> aos membros da primeira soci$ade litt]>ia d re9o os meios de cultiv>em z letras patrias4 o actual o primeiro que quebra essas tradies1 e que os =a pelos s5tim5tos mais nobres d homem1 pelo pundonor1 e a9da mais1 pelo receio de compromett] a propria honra em qualqu] extravio que possa occorr] de docum5tos publicos1 a consid]>em como v$ado p>a elles o accesso da ,torre de ,tombo4 ,e/e proc$im5to na v]dade inexplicavel4 ,o m9i/ro d re9o1 socio da ,academia ,real das ,sci5cias1 homem de letras1 e ent5dim5to cl>o1 avaliava bem quo doloroso devia s] p>a os seus consocios1 no s a demon/rao de desprezo1 que o gov]no lhes dava1 mas tambem o v]em-se em p>te banidos da republica das letras pela coaco moral4 ,entre elles ha amigos pessoaes e politicos d m9i/ro1 ha hom5s in(f5sivos1 exclusivam5te d$icados sci5cia1 ha individuos cujos prop5ses os impellem p>a trabalhos litt]>ios sem connexo com z indagaes hi/oricas2 mas1 infelizm5te1 em outros davam-se1 alm dessas1 outras condies4 ,o m9i/ro sabia-o1 calculava o alcance d que fazia1 a consci5cia no podia deix> de accus-lo1 e apes> disso1 no recu\ diante de uma nomeiao1 deploravel em si1 e evid5tem5te ho/il ,academia4 ,se a razo nos assegura que o m9i/ro obrava mal delib]adam5te1 um facto significativo vem confirm> de mais directo modo a induco d racioc9io4 ,se lanardes os olhos p>a z columnas d ,di>io d ,gov]no1 onde se lem a cada passo os diplomas de nomeiao dos empregados a9da mais obscuros1 no busqueis l o d novo gu>da-mor da ,torre d ,tombo1 porque no o haveis de encontr>4 ,sabeis o que e/e sil5cio8 a voz da consci5cia d m9i/ro4 ,e depois1 no ouvi/es segr$> pelos cantos no sei que int]v5es da cora ne/e deploravel negocio8 ,a deslealdade e a incon/itucionalidade p>ece t]em sub/ituido a d\tr9a que faz responsaveis s os m9i/ros4 ,acaso ne/a quadra que vamos atravess&o1 e que tantas vezes nos recorda z pag9as mais tri/es da hi/oria d ,baixo ,imp]io1 deix\ de acat>-se j1 no direi a p]sonificao de um supremo pr9cipio politico1 impeccavel e sancto1 mas1 ao m5os1 a innoc5cia e a probidade dos dezoito annos1 em que a9da todos cremos na ju/ia publica e na lealdade dos hom5s8 ,nem sequ] uma fronte pura escap> ao lodo que p>a ns espadana d *>co das paixes politicas8 ,a calumnia1 murmurada em voz baixa1 ha de neg>-se a si propria4 ,bem o sei2 porque sei que a c]tos individuos falta at o es=o das gr&es cov>dias4 ,mas que me importa isso1 se o murmurio da calumnia nem s por mim foi ouvido8 ,o que me p>ece evid5te que se practic\ um acto mau com det]m9ada int5o2 que a injuria que recebe/es foi friam5te dirigida1 e que1 tanto por dignidade propria1 como por dignidade da corporao a que tive a honra de presidir1 no posso acceit> o vosso to apreciavel convite4 ,cu/a-me1 e muito1 p5s-lo assim4 ,accordes em g]al n'um s vontade1 =cejavamos todos p>a re/ituir ,academia o seu primitivo espl5dor4 ,pela m9ha p>te no p\pei incommodos e es=os de mais de um g5]o p>a que ,portugal podesse associ>-se ao re/o da ,europa1 de um modo digno de ns1 no emp5ho da publicao dos seus monum5tos hi/oricos4 ,se o alcancei ou no1 emquanto m'o cons5tiram1 di-lo-ha a ,academia3 o que eu sei diz] que a n5hum outro paiz1 nem ao nosso em casos analogos1 foi to p\co disp5dioso tanto trabalho como o que se a*a feito4 ,levo saudades de/a empresa1 porque era um docum5to de pundonor academico e de patriotismo4 ,outros a cont9u>o melhor algum dia1 po/oque no com maior zelo4 ,como sabeis1 ahi fica impressa a legislao d b]o da mon>*ia1 e fic-lo-ha igualm5te1 con=me vos prometti1 o primeiro fasciculo das antigas *ronicas e memorias de ,portugal1 que ne/e mom5to se imprime4 ,e/o colligidos e em p>te promptos p>a entr>em no prelo muitos monum5tos n>rativos1 toda a legislao patria at os f9s d seculo ,,xiii1 os =aes primitivos d re9o e o seu direito consuetud9>io1 alm de muitos c5t5>es de diplomas importantes d seculo ,,viii at o ,,xi4 ,dos socios da segunda classe que ent5d]em s]-lhes licito cont9u> a p]t5c] ao quadro effectivo da ,academia1 os que se h\v]em de enc>reg> da empresa a*>o sempre em mim boa vontade p>a lhes subm9i/r> z especies de que c>ec]em relativas a esse assumpto4 ,no meu moveu resoluo que tomei1 no me move a mant-la agora n5hum capri*o pu]il1 n5hum s5tim5to de malevol5cia p>a com pessoa alguma4 ,move-me a convico de que cumpro os dev]es de homem hone/o que presa o proprio c>act]4 ,no ab&ono sm5te por e/es dev]es a honra de vos ajud> nos vossos enc>gos academicos2 ab&ono os meus int]esses privados1 mat]iaes e litt]>ios4 ,p>a mim a c>reira de hi/oriador cess\1 e o mais provavel que cessasse def9itivam5te2 porque qu&o uma vez nos afa/amos de c]ta ordem de ideas1 de c]tos e/udos1 que requ]em sobretudo paci5cia e con/ancia1 difficil e r>o que voltemos depois a elles4 ,esses em que mais me comprazia ahi ficam truncados1 incompletos4 ,se o pod] se gloria com isso1 que folgue3 gloria que ha de dur> mais d que eu e d que elle4 ,e/>eis lembrados d que vos disse depondo em vossas mos a dignidade de que me havieis reve/ido por duas vezes1 erro que1 a meu v]1 vos ac>ret\ os dissabores d insulto (ficial4 ,se o receio de um compromettim5to de honra me no fe*asse z portas da ,torre d ,tombo1 fe*ava-m'z a m9ha situao especial4 ,o accesso dos ar*ivos d re9o s pde s] franqueiado ou pela b5evol5cia e confiana d seu *efe responsavel1 ou por ordem expressa d gov]no4 ,como membro da ,academia e p>a s]vio publico pod]ia acceit> e at sollicit> essa ordem3 como individuo p>ticul> nem to insignificante m]c receb]ia dos hom5s que nos regem4 ,d *efe actual d ar*ivo1 desse obvio que no posso desej> nem a confiana nem a b5evol5cia4 ,o sacrificio que imps a mim mesmo como simples cidado abona a s9c]idade d que fao como membro da ,academia4 ,debaixo da affronta collectiva s5ti a aggresso individual contra o adv]s>io politico2 aggresso dissimulada1 tortuosa1 mesqu9ha1 e todavia pung5te1 como cumpria que fosse v9da de que v9ha2 porque os habeis so sobretudo os que sabem aproveit> bem e me todas z relaes z conjuncturas propicias4 ,inutil classe por inactividade =ada1 a m9ha cons]vao na vice-presid5cia no s]ia s5o a origem de novos aggravos a uma corporao to respeitavel como in(f5siva4 ,ba/ava e/a consid]ao p>a me afa/> da vice-presid5cia da ,academia4 ,t]m9>ei faz5do votos pela prosp]idade desse in/ituto3 p>a que haja de contribuir pod]osam5te p>a o progresso d espirito humano e p>a a gloria litt]>ia e sci5tifica da t]ra em que nasci4 ,o que no sei se i/o vos s] possivel n'uma epo*a e n'uma situao em que por cam9hos t5ebrosos se f]em os adv]s>ios leaes1 no no corpo1 mas na alma2 em que se calcula de antemo que a hone/idade e o pundonor da propria victima a ageit>o f]ida2 em que p>a punir z op9ies se mutilam ou atrophiam z intellig5cias4 a gr&e diff]5a que vai da decad5cia das soci$ades antigas decad5cia das soci$ades actuaes4 ,os ,sejanos de ,tib]io1 s]vidos pelo f]ro e pelo v55o1 accordes com o ces> n'uma s vontade1 eram mat]iali/as e grosseiros na satisfao dos seus odios4 ,hoje a falta de um ,tib]io no incommoda os ,sejanos mod]nos3 s]-lhes-hia inutil o velho de ,caprea4 ,tem horror ao sangue3 so tol]antes1 espirituali/as1 delicados1 subtis4 ,ou corrompem1 ou assass9am o espirito4 ,no vai mais longe a sua tyrannia4 ,depois1 os ,sejanos d'outrora acompanhavam com rir f]oz os gemidos dos m>tyres3 os de hoje respondem ao grito que nos arranca a dor da angu/ia moral1 com esprem] duas lagrymas sobre z faces1 e com murmur> queixumes1 em voz s5tida e flebil1 contra os que calumniam z suas int5es mais innoc5tes e puras4 ,,m\s9ho ,,da ,,silveira ,,ou ,,la ,r,,volution ,,portugaise #ahef ,la ,provid5ce1 qui fait aux nations des orig9es et des de/9es div]ses1 ouvre aussi la ju/ice et la lib]t plus d'une voie p\r entr] dans les g\v]nem5ts4 ,guizot1 ,hi/4 des ,orig94 du ,g\v]n4 ,reprs41 ,prface ,i ,v\s me dem&ez1 mon *] ,f4441 quelques notes sur ,m\s9ho da ,silveira1 sur ce p]sonnage1 qui n'a t ni agioteur1 ni b>on1 ni noble1 ni gnral1 ni acadmici51 ni j\rnali/e1 et que1 cep5dant v\s avez ent5du vant] comme l'un des hommes les plus rem>quables de notre poque1 comme le plus rem>quable1 peut-tre1 de notre pays4 ,si je v\s envoyais les notes rclames1 je ne p\rrait v\s dire que ce qu'il v\s e/ loisible lire dans sa biographie1 crite1 si je ne me trompe1 p> ,m4 ,d',almeida-,g>rett4 ,je ne connais1 en effet1 d'autres p>ticul>its sur sa vie1 que celles qui sont consignes1 dans cet crit4 ,mais ce que je puis1 c'e/ essay] de v\s faire compr5dre1 d'une manire peut-tre plus claire et plus prcise1 p\rquoi ceux qui voi5t les *oses d'une c]ta9e hauteur reg>d5t ,m\s9ho da ,silveira comme un homme suprieur1 je dirai plus1 un gnie4 ,la raison en e/ que ,m\s9ho fut un v]be1 une ide faite *air3 il a t la p]sonnification d'un gr& fait social1 d'une rvolution qui e/ sortie de sa tte1 et qui1 b\lev]sant la socit portugaise de fond en comble1 a tu notre pass et cr notre av5ir4 ,il a pris au srieux la lib]t du pays1 et1 en l'asseyant sur des bases 9branlables1 il a r5du impossible le rtablissem5t du despotisme1 ou t\t du mo9s d'un despotisme durable4 ,sur un petit ?tre1 il a fait plus que ,rob]t ,peel en ,anglet]re2 c> la rvolution de ,m\s9ho ne fut pas seulem5t conomique2 elle fut aussi politique et sociale4 ,lui et ,d4 ,p$ro1 voil1 p5dant la premire moiti de ce sicle1 les deux hommes publics du ,portugal1 qui ont laiss sur cette t]re une empre9te jamais ineffaable4 ,l'un tait la p5se1 l'autre le coeur et le bras4 ,avant l'poque o le duc de ,bragance prit en ma9 les rnes d'un p\voir conte/ et *oisit ,m\s9ho p\r m9i/re1 les essais de g\v]nem5t reprs5tatif1 *ez n\s1 n'avai5t ab\ti ri51 c> les moy5s qu'on employait p\r l'obt5ir tai5t impuissans ou plutt ridicules4 ,avant ces deux hommes1 les in/itutions librales en ,portugal ressemblai5t ces arcs de triompbe qu'ont btit1 les j\rs de fte1 avec des bran*es d'arbres t\ffues1 qui tomb5t fanes au b\t d'une sema9e4 ,les deux robu/es pionni]s fir5t autrem5t4 ,sur un sol imbib de sang ils passr5t la *>rue et1 ret\rnant les rac9es des bruyres p>asites1 deposr5t au fond des sillons les g]mes d'in/itutions durables4 ,entre n\s soit dit1 mon *] ,f4441 avant et aprs les v5em5ts de #ahca #ahcd1 l'hi/oire du libralisme en ,portugal n'e/ qu'une comdie de mauvais gt1 qui s'lve ou desc5d quelque-fois 7je ne sais trop quel e/ le mot propre7 au ton du mlodrame4 ,du ,%akespe>e de bon aloi1 on n'en tr\ve qu' cette poque1 et1 dans notre drame %akespe>i51 n'app>aiss5t que deux gr&es et nobles figures3 ,m\s9ho et le fils de ,jean ,,vi4 ,le re/e1 et je le dis en t\te humilit de coeur1 ne vaut pas la pe9e qu'on en p>le4 ,ce sont des f9anci]s1 des b>ons1 des vicomtes1 des comtes1 des m>quis de fra*e et mme d'anci5ne date1 des comm&eurs1 des gr&s cordons1 des conseill]s1 qui glapiss5t1 qui se ru5t1 qui se press5t1 qui se culbut5t1 qui se r5v]s5t et se relv5t1 qui rong5t cette maigre proie qu'on appelle le budget1 ou qui cri5t au voleur qu& ils ne peuv5t pas pr5dre "p la cure4 ,j'cris la hte ces lignes1 remplies probablem5t d'autant de fautes de franais qu'il y a de billeveses dans la tte de nos hommes d'tat4 ,je n'ai pas le temps de les corrig]2 il suffit que v\s puissiez me compr5dre4 ,en v\s faisant un rsum hi/orique de la naissance et des progrs du sy/me libral dans ce pays1 il e/ possible que le croquis devi5ne c>icature3 ce ne s]a pas ma faute4 ,s\s la plume de l'criva91 la =me s'adapte1 p>fois l'insu de l'auteur1 la nature du sujet4 ,je t*]ai de respect] les individus vivants1 c> la bi5sance l'exige4 ,p\r ce qui reg>de les gr\pes1 les cot]ies1 les factions1 les p>tis1 je me moque de leurs colres6 ,j'ai le c\rage de mes op9ions1 ,dieu m]ci6 ,ce croquis v\s f]a apprci] dm5t1 je l'espre1 ce que c'tait que ce mtore appel ,m\s9ho da ,silveira2 c> il ft un mtore1 qui1 app>u un mom5t dans les horizons politiques1 a presque aussitt disp>u1 en laissant aprs lui une trane lum9euse1 que t\tes nos folies et t\tes nos fautes n'ont put effac] du sol de la patrie4 ,je comm5ce un peu de lo92 v\s v]rez que ce n'e/ pas inutile4 ,imbus des ides librales1 que les livres et les j\rnaux franais ont1 p5dant un demi-sicle1 inculques p>t\t dans l'esprit des hommes des classes moy5nes1 nos pres prp>r5t1 dans des socits secrtes1 une rvolution librale1 qui clata en #ahbj4 ,a dire vrai1 cette rvolution rpondait de gr&s beso9s sociaux et politiques4 ,le ,portugal1 ce vieux conqurant des plages m>itimes de l',afrique et de l',asie1 ce colonisateur d'une p>tie de l',amrique1 tait dev5u1 son t\r1 une colonie s+ulire dans son g5re4 conomiquem5t p>lant1 n\s tions des colons d ,brsil1 o un g\v]nem5t corrompu1 les m9i/res de ,jean ,,vi1 espce de roi ,rn affubl du *apeau crasseux de ,luiz ,,xi1 dp5sai5t sottem5t les impts ou les volai5t p\r s'enri*ir ou p\r enri*ir des p>v5us sans mrite ou de nobles abt>dis4 ,politiquem5t p>lant1 n\s tions des colons anglais4 ,notre arme tait une arme anglaise1 dont les soldats1 et presqu'uniquem5t les soldats1 tai5t ns dans ce pays4 ,un gnral anglais n\s g\v]nait au moy5 d'une rg5ce s]vile1 qui tait c5se reprs5t] en ,portugal le roi ret5u ,rio-de-,janeiro4 ,on avait mme p\ss l'impud5ce jusqu'au po9t d'imprim] o/5siblem5t au front de nos pres le sceau de la s]vitude1 en mettant un diplomate anglais au nombre de ces rg5ts de comdie4 ,un trait malheureux avait plac notre comm]ce la remorque du comm]ce anglais1 et notre indu/rie avait t absolum5t sacrifie l'indu/rie anglaise4 ,il ne n\s manquait que d'tre =cs exprim] le peu d'ides que l'absolutisme reg>dait comme viables dans le b>ag\9 celto-saxo-norm&1 qu'on appelle la langue anglaise et dont1 depuis deux c5ts ans1 on s'ef=ce de faire un langage huma91 un m\le littraire4 ,ce n'tait pas l'action1 ou1 si on le veut1 la pression qu'ex]ce une gr&e1 ri*e et puissante nation sur un peuple pauvre1 petit et faible1 qu& la m>*e des vnem5ts et des sicles a tabli entre les deux socits des rapports intimes4 ,celle-l1 on la s\ffre1 c> elle e/ 9vitable1 fatale4 ,non1 ce n'tait pas cela4 ,c'tait une dom9ation insol5te et brutale2 c'tai5t la honte1 la misre1 l'abrutissem5t de l'esclave4 ,il fallait bi5 sortir de l ou m\rir4 ,si les ides librales n'euss5t pas eng5dr la rvolution de #ahbj1 une autre m*e quelconque et fait saut] la m9e4 ,mme extnus et moribonds1 les peuples1 comme les individus1 tressaill5t t\j\rs l'aspect du trpas4 ,la rvolution s'accomplit1 et les beso9s moraux les plus pressants du pays fur5t satisfaits4 ,le roi rev9t ,lisbonne1 et la ta*e de colonie brsili5ne s'effaa du front de la mtropole4 ,cela am5a plus t>d l'mancipation du ,brsil4 ,ce ft un mal p\r n\s peut-tre1 mais notre avilissem5t antrieur tait pire4 ,du re/e1 le ,brsil1 en s'affran*issant1 tait dans son droit4 ,le proconsul anglais1 ,c>r-,b]es=d1 s'en alla en ,anglet]re trill] ses grooms et ses *evaux de race1 inspect] ses tonneaux de bire et df5dre1 au nom de je ne sais combi5 de /atuts1 les livres de ses gl5s des empitem5ts des braconni]s4 ,les (fici]s anglais de ,portugal suivir5t le noble "l4 ,on r5voya ,jean ,,ii1 dans son c]cueil1 la *>le de l'absolutisme1 et ,jean ,,iii1 galem5t dans le si51 la bulle de l'inquisition4 ,on brla de la cire et de l'huile foison en des illum9ations spl5dides1 et l'on s'habilla de drap national horriblem5t grossi] et passablem5t *]4 ,ce fut un feu crois de banquets1 de processions1 de fuses1 de disc\rs1 d'arcs-de-triomphe1 de revues1 de ,te ,deum1 d'lections1 d'articles de j\rnaux1 et de c\ps de canon4 ,*aque j\r am5ait sa fte n\velle2 on en raffolait4 ,ctait une pluie battante d'hymnes1 de sonnets1 de *ansons1 de drames1 de c\pes d'habits1 de =mes de s\li]s libraux4 ,les loges maoniques se multipliai5t3 des sots y allai5t en f\le v]s] leur arg5t en l'honneur du ,suprme ,ar*itecte de l',univ]s1 et les habiles y allai5t aussi mang] pieusem5t le susdit arg5t1 t\j\rs en l'honneur du susdit ,ar*itecte4 ,c'tait en crev] de plaisir et d'en?\siasme4 ,les corts s'assemblr5t4 ,on fit une con/itution peu prs republica9e1 mais p>faitem5t inapplicable au pays4 ,on rpta1 mot p\r mot1 traduits en portugais1 ou peu s'en fallait1 les disc\rs les plus saillants du ,*oix des ,rapports1 ou les pages les plus exc5triques de ,r\sseau et de ,b5?am2 ce que l'on faisait avec la probit littraire la plus scrupuleuse l'g>d des ides1 en n'omettant que le nom des auteurs4 ,le peuple tait bahi de se tr\v] si gr&1 si libre1 si ri*e en droit ?orique1 c> p\r ce qui tait de la ralit1 c'e/--dire les faits palpables1 matriels de la vie conomique1 ils tai5t re/s1 bi5 peu de *ose prs1 les mmes4 ,cela dura deux bonnes annes4 ,t&is que les libraux babillai5t1 l'absolutisme1 qui s'tait t1 p5sait2 et quoique1 comme *acun sait1 il ne soit po9t un trs-=t p5seur1 il raisonna ju/e1 c> il en avait bso94 ,la rvolution1 prise dans son ensemble1 n'(frait qu'un ct srieux4 ,c'tait ce qui avait quelque rapport avec ses causes les plus efficaces1 ce qui tait la consqu5ce de ces causes2 l'affirmation de son ide negative4 ,il n'y avait plus d'anglais dans l'arme1 ni1 d'une manire o/5sible1 dans le g\v]nem5t2 le roi n'tait plus au ,brsil4 ,l'inquisition1 vieille mgre aux d5ts br*es1 aux ongles briss1 qui ne faisait plus peur1 qu& on la tua1 qu' quelque femmelette assez sotte p\r se croire sorcire1 ou quelque mo9e lascif assez f\ p\r affi*] publiquem5t ses vices1 avait cess d'exi/]1 c'e/ vrai2 mais l'absolutisme p\vait1 sans gne1 se pass] de ses s]vices4 ,en laissant les anglais en ,anglet]re1 le roi ,ajuda ou ,bempo/a1 et l'inquisition la voirie1 la raction n'avait r5contr] sur sa r\te aucune ide morale assez gr&e p\r lui (frir un ob/acle de quelque poids1 aucuns intrts matriels n\veaux crs1 p\r le peuple et p>mi le peuple1 qu'il fallt heurt]4 ,quant ces intrets1 la rvolution n'avait song qu'aux draps1 et les draps tai5t *ose morte4 ,nos amis d',anglet]re n\s avai5t f\rni du drap national meilleur et plus bas prix4 ,le patriotisme de re ve/i>ia avait dj ds]t p\r le camp anglais4 ,il ne re/ait ri5 combattre que les criaill]ies des beaux p>leurs4 ,mais la raction1 en f]mant les corts et en mettant leur place la c5sure et la police1 en aurait aism5t raison4 ,voil ce qu'on p5sait et ce qui tait d'un bon s5s admirable4 ,aussitt que l'absolutisme tr\va le fruit mur1 il le dta*a de l'arbre presque sans sec\sse4 ,l'arme1 qui avait fait la rvolution1 la dfit4 ,d'un c\p de pi$1 l'on envoya la con/itution r\l] la voirie o gsait l'inquisition4 ,elles y re/r5t paisiblem5t t\tes les deux1 cte cte1 dormant le sommeil du ju/e4 ,le roi se tr\va matre absolu du pays4 ,p]mettez-moi que je v\s p>le un peu de ce bon ,jean ,,vi1 qui tail1 peut-tre1 le plus brave homme de son royaume4 ,quoiqu'il ft trs laid1 nos vieux libraux1 avec quelques gra9s de bon s5s1 en aurai5t fait l'un des plus beaux types de roi con/itutionnel qui ft jamais4 ,philosophe et ?ologi5 sa manire1 les que/ions tant soit peu creuses et my/iques du droit div9 et de la s\v]a9et populaire ne sembl5t lui avoir donn done beac\p de s\ci4 ,il n'tait pas mme en trs-bonne odeur de sa9tet auprs des vritables amis du trne et de l'autel4 ,on l'accusait de p5*] du ct des francs-maons1 ce qui peut faire honneur sa bont1 mais pas du t\t son intellig5ce4 ,il aimait ses aimait presqu'autant que ses bonnes pices d'or1 qu'il encaissait avec une t5dresse vraim5t pat]nelle2 presqu'autant que ses mo9es francisca9s la voix de ,/5tor1 avec lesquels il psalmodiait1 ,mafra1 des ,oremus4 ,les libraux lui avai5t ponctuellem5t pay je ne sais combi5 de millions de francs de sa dotation royale1 et le *ant des mo9es avait ret5ti1 sans int]ruption1 s\s les votes du c\v5t-palais de ,mafra1 ,il ne p\vait raisonablem5t pas g>d] rancune de si honntes g5s4 ,du re/e1 ces dmocrates de #ahbj1 empess1 raides1 la cravate blan*e1 l'habit noir1 aux manires respectueuses et poses1 pr5ant normem5t de tabac1 cuirasss de droit roma91 et ne p>lant des rois-jadis qu'en faisant claqu] devant leurs noms la =mule sacrm5telle le seigneur roi un tel1 ne p\vai5t inspir] m\lte cra9te ,jean ,,vi1 qui avait t\te cette f9esse prov]biale des campagn>ds de la banlieue de ,lisbonne1 o il tait n4 ,aprs la *te de la con/itution1 quelques bonnes mes v\lai5t1 t\te =ce1 qu'il ttt un peu de la tyrannie2 mais ce n'tait pas un mts de son gt2 il prfrait les p\les grasses que ses compres1 les campagn>ds de la banlieue1 lui v5dai5t le plus *] possible1 et que1 bi5 assaisonnes1 sa maje/ se plasait dpec]1 sans c\teau ni f\r*ette1 de ses royales ma9s4 ,c'tait sa cruaut lui6 ,on insi/a1 croyant que1 p>cequ'il portait un *apeau tr\ et rapic comme ,luiz ,,xi1 il devait port] aussi un coeur de tyran4 ,le roi riait dans sa b>be de cette trange bvue4 ,s'il portait ce *apeau1 c'e/ qu'il ne v\lait pas en a*et] un autre1 c> un *apeau n'e/ pas *ose qu'on a*te avec des mots4 ,il le portait aussi p\r une autre raison1 t\t ju/e et absolum5t contraire aux dsirs de ces bons messieurs les tyranneaux4 ,de sa vie1 il n'avait eu qu'une seule fois l'envie de faire le ,nron4 ,ce fut props d'un sup]be manteau de drap bleu t\t neuf1 qui lui avait cot une d\za9e au mo9s de belles et bonnes pices d'or1 et qu'on lui vola dans son c>rosse1 un j\r qu'il s'tait r5du l'glisse patri>*ale1 p\r ent5dre beugl] des anti5nes je ne sais plus quel basso clbre v5u1 t\t exprs1 dans ses tats1 p\r *ant]1 moy5nant un prix fabuleux1 le nom du ,seigneur4 ,sa colre lui avait fait mal2 les ides de v5geance et de sang qui lui avai5t trott p> la c]velle1 en se tr\vant vol1 le remplissai5t d'horreur4 ,or1 s'il a*etait un *apeau neuf1 ne p\rrait-on pas le lui vol] aussi1 et ne p\rrait-il pas lui1 la colre l'emportant1 envoy]1 propos d'un *apeau vol1 quelque pauvre diable au gibet8 ,c'e/ l ce qui lui faisait pass] outre le *apitre des *apeaux neufs4 ,l'hi/oire du roi ,jean ,,vi f9it comme f9iss5t t\tes les biographies3 p> la mort4 ,les libraux en fur5t dsols4 ,je n'tais alors qu'un enfant2 mais je g>de encore bi5 vif le s\v5ir de cet vnem5t4 ,mon pre1 libral de vieille ro*e1 ma mre1 mon aeule1 t\te la famille pleurait *audes l>mes3 je pleurais aussi1 c> j'etais n un peu pote et j'avais l'in/9ct de l'h>monie4 ,il e/ vrai que je n'y compr5ais ri51 c> p\r moi ces mots--,le roi e/ mort6--signifiai5t t\t bonnem5t que je ne v]rais plus un gros et laid vieill>d1 l'oeil t]ne1 aux j\es basanes et flasques1 au dos vot1 aux jambes enfles1 enfonc dans un c>rosse et suivi d'un escadron de caval]ie4 ,si donc je pleurais1 c'tait p\r l'ensemble2 c>1 p\r p>l] fran*em5t1 ne p\vant appreci] le moral du roi1 son physique me faisait horriblem5t peur4 ,le vieux dicton franais ,le roi e/ mort1 vive le roi6 a1 quoiqu'on dise1 un s5s pr(ond4 ,c'e/ que la mon>*ie1 lm5t et symbole de l'unit sociale1 ne peut pas plus avoir une solution de cont9uit dans la succession des temps1 que s'p>pill]1 dans sa vie d'actualit1 aux ma9s de deux ou trois individus4 ,la royaut1 mon *] rpublica91 n'a pas de fissures4 ,les emp]eurs ne s'y gliss5t pas comme des *5illes3 il faut qu'ils ouvr5t une tr\e bi5 l>ge1 en face de t\t le monde et beaux c\ps de canon1 ce qui n'e/ pas facile1 att5du que les vieilles royauts ont la peau et les os assez durs4 ,c'e/ ce qu'on a compris ,lisbonne en #ahbe1 mieux qu' ,p>is en #ahdh3 je v\s en dem&e bi5 p>don4 ,t\t le monde cria donc3--,le roi e/ mort1 vive le roi6--et t\t le monde aussi tomba d'accord que le roi tait ,d4 ,p$ro1 le fils an de ,jean ,,vi4 ,cela1 du mo9s1 semblait clair4 ,p\r les uns ,d4 ,p$ro signifiait l'espoir du g\v]nem5t absolu1 p\r les autres le ret\r aux in/itutions librales4 ,il fallait bi5 que quelqu'un se trompt4 ,on envoya au ,brsil une dputation *>ge de port] au pr9ce la vieille c\ronne portugaise et les s]m5ts d'allgeance de son peuple4 ,d4 ,p$ro1 en acceptant la c\ronne1 dr\ta les esprances de ceux qui avai5t compt sur lui ou1 du mo9s1 sur son indiffr5ce suppose t\*ant les affaires du ,portugal1 p\r tay]1 en son nom1 l'difice v]m\lu du pass4 ,il octroya une *>te ses n\veaux sujets1 *>te qui avait sur la con/itution dmocratique de #ahbb la supriorit inconte/able d'tre possible2 puis il abdiqua la c\ronne en faveur de sa fille la re9e ,d4 ,m>ia4 ,en suite de ces actes l ,d4 ,p$ro dev9t1 comme de raison1 de roi on ne peut plus lgitime1 furieusem5t illgitime4 ,je ne sais si ce que je vais v\s dire e/ un fait en ,france2 *ez n\s1 c'e/ la rgle4 ,dans t\s procs1 il e/ d'usage que les p>ties fass5t p>v5ir au juge *acune son factum extra-judiciaire1 o elles expos5t leur droit1 et o l'on dcl>e avoir ple9e et entire confiance dans les lumires1 l'imp>tialit1 la ju/ice et les autres inconte/ables v]tus du magi/rat4 ,la cause juge1 il faut bi5 que l'un des deux plaideurs re/e sur le c>reau4 ,alors1 le mo9s dont le va9cu accuse le ci-devant intgre et savant p]sonnage1 c'e/ d'tre un voleur ou un ignorant4 ,je tr\ve cela1 s9on trs philosophique1 du mo9s trs huma94 ,en octroyant la *>te1 ,d4 ,p$ro dev9t ex-lgitime au mme titre que le juge devi5t ex-intgre et ex-savant4 ,ce fut un fait qui porta ses fruits4 ,la *>te fut donc proclame en ,portugal4 ,les vieux libraux reprir5t leur cravate blan*e1 leur habit noir1 leur tabatire1 sans oubli] de remettre galem5t s\s le bras leur dige/e1 leur ,*oix de ,rapports1 leur ,r\sseau et leur ,b5?am4 ,les illum9ations1 les fuses1 les arcs-de-triomphe1 les j\rnaux1 les hymnes1 les revues militaires1 les franc-maons1 les banquets1 les disc\rs patriotiques tombr5t1 comme une rose bi5faisante1 sur le sol aride de la patrie4 ,mme1 se j'en g>de bon s\v5ir1 le drap national1 fabriqu ou non en ,anglet]re1 grimpa en pantalons jusques aux han*es de ces messieurs4 ,le drame allgorique alla son tra9 sur les ?tres1 et l'ode patriotique remplaa le vieux sonnet2 c> on avait fait des progrs en littrature4 ,les deux *ambres1 qui avai5t pris la place des corts1 s'ouvrir5t4 ,on p>la1 on dclama1 on fit des rapports et d'autres *oses qui avai5t la prt5tion de ressembl] des lois4 ,on se g>da bi51 cep5dant1 de t\*] la vieille ma*9e sociale4 ,t\s les abus1 t\tes les in/itutions p\dreuses1 v]m\lues1 branlantes1 qui s]vai5t1 tant bi5 que mal1 de bquilles la mon>*ie pure dans sa l\rde m>*e g\v]nem5tale1 re/r5t sur pi$4 ,l'absolutisme1 qui1 s\s le s\fflet de ,d4 ,p$ro1 tait tomb la r5v]se1 se releva1 sec\a les basques de son habit de vel\rs1 raju/a sa p]ruque1 se tta le p\ls1 et tr\va qu'en bonne consci5ce il y avait lo9 de cette re*te con/itutionnelle une apoplexie f\droyante4 ,il drogea une fois encore ses habitudes de non-p5seur1 et se mit se creus] la tte comme le premi] manant v5u4 ,la rflexion e/ la mre du bon conseil4 ,aprs deux annes d'hymnes et de disc\rs1 on ne peut plus libraux1 les in/itutions reprs5latives s'en allr5t de n\veau1 *asses1 cette fois1 un peu plus rudem5t1 c> le libralisme v\lut se df5dre et il fut battu plate c\ture4 ,comme dans les ,templi]s de ,rayn\>d3 444444les *ants avai5t cess2 c> le bon roi ,jean ,,vi dormait dans son c]cueil4 ,il y eut des l>mes mles de sang4 ,je ne v\s rappell>ai pas ce qui se passa en ,portugal p5dant quatre annes3 l',europe en a ret5ti4 ,ce fut admirable selon les uns2 ce fut rep\ssant selon les autres4 ,*acun a ses g\ts4 ,quelques libraux p]scuts1 traqus comme des btes fauves1 allr5t se cramponn] sur un ro*] au milieu de l'ocan4 ,d'autres *]*r5t un asile en ,france1 en ,anglet]re et en ,belgique4 ,ils oublir5t un peu les sonnets et les odes2 ils dev9r5t mo9s loqu5ts et plus taciturnes4 ,l'air de l'exil e/ bon quelque *ose2 a retrempe les n]fs4 ,d'ailleurs1 p5dant dix ans1 la mort et la vieillesse avai5t clairci les rangs des dmocrates de #ahbj4 ,dj la cravate noire empitait sc&aleusem5t sur la cravate blan*e4 ,la gnration n\velle surgissait grave et p5sive1 au milieu de ces bonnes g5s la face rebondie1 l'en?\siasme ronflant1 graneis admirateurs de la fausse lib]t roma9e1 l5ts1 v5trus1 sol5nels1 comme un anci5 abb de ,alcobaa ou de ,clairvaux4 ,on attaqua les con/itutionnels dans leur le3 ils se df5dir5t bravem5t et rep\ssr5t l'assaut4 ,aprs cela1 ils t*r5t d'organis] une petite arme4 ,l'migration ne cessait pas4 ,des hommes h>dis et dv\s allai5t1 trav]s des prils innombrables1 et luttant avec des difficults presqu'insurmontables1 se runir eux et grossir les rangs de cette arme naissante4 ,en dpit de la vigilance du g\v]nem5t de ,lisbonne1 les con/itutionnels qui tai5t re/s en ,portugal envoyai5t ,t]ceira des sec\rs et surt\t des promesses4 ,ds lors1 on songea agr&ir l'asile que la lib]t avait tr\v au milieu des m]s et o1 de prime abord1 on avait p5s qu'elle tr\v]ait sa tombe4 ,on emporta de vive =ce quelques unes des autres les des ,aores4 ,on y tr\va des ress\rces en hommes et en arg5t4 ,la lutte dev5ait srieuse4 ,ce fut au milieu de ces vnem5ts que ,d4 ,p$ro1 p> des causes bi5s connues1 revi5t en ,europe et prit en ma9 la direction des affaires de la re9e sa fille4 ,ce fut alors1 aussi1 qu'en organisant un m9i/re1 le duc de ,bragance jeta les yeux sur ,m\s9ho et l'appela dans son conseil4 ,,ii ,si v\s1 mon *] ,f4441 eussiez connu ,m\s9ho da ,silveira1 v\s l'auriez pris au premi] abord p\r un homme vulgaire4 ,il n'y avait1 dans sa figure1 dans son reg>d1 ri5 qui dnonat ce gnie audacieux et b\illant1 cette ame aux p5ses mles et n]giques1 allant droit au b comme la balle la cible4 ,ces p5ses brisai5t les ob/acles1 semai5t la d\leur droite et gau*e1 tr\blai5t le bonheur de ma9tes familles1 voire mme de classes entires2 mais elles tai5t t\j\rs r=matrices1 fcondes1 ple9es d'av5ir4 ,je n'ai connu p]sonnellem5t ,m\s9ho que quelques annes aprs son m9i/re aux ,aores et ,porto4 ,a cette epoque1 simple soldat l'arme de ,d4 ,p$ro1 passablem5t ignorant1 et dpassant pe9e l'ge de v+t ans1 je ne me s\ciais gure des m9i/res de l'ex-emp]eur1 ni de leurs ordonnances rvolutionnaires4 ,p\r moi1 comme p\r mes cam>ades1 il n'y avait p>mi t\s ces g5s qui n\s m5ai5t qu'un p]sonnage p\r lequel n\s eussions une admiration sans bornes4 ,c'tait ce duc de ,bragance1 ce pr9ce qui1 en tombant du trne1 s'tait relev hros2 c'tait ce fils de ,jean ,,vi le roi dbonnaire1 que le j\r du combat n\s voyions au milieu des balles qui pleuvai5t1 donnant des ordres avec sa voix vibrante1 ou po9tant un canon comme le plus habile artilleur2 c>1 je v\s le jure1 mon *] rpublica91 cet ex-roi de ,portugal1 cet ex-emp]eur du ,brsil1 ce petit-fils de tant de rois savait se battre p\r la lib]t beauc\p mieux que bon nombre de libraux et de dmocrates de notre connaissance4 ,or ,m\s9ho ne se battait pas1 lui2 c'tait un pk91 qui b>b\illait du papi]1 qui griffonnait des rapports et des dcrets2 s\rd1 gau*e1 trs-peu soign dans sa mise1 n'ayant jamais s5ti l'odeur de la p\dre1 ni degu/ le rack1 et p> dessus le m>* un peu f\1 ce qu'on disait4 ,il e/ vrai qu'au biv\ac et s\s la t5te dresse avec des bran*es de *ne et de m>ronni] rec\v]tes de paille1 durant les longues veilles d'un hiv] rig\reux1 n\s autres les soldats n\s n\s oubliions quelquefois au po9t de p>l] politique4 ,alors un vieux docteur de rgim5t en capote grise1 la b>be t\ffue1 aux m\/a*es retr\sses1 se levait1 f\rrait la ma9 gau*e dans sa ce9ture de cuir1 tirait de sa po*e la ,*ronica 7j\rnal (ficiel71 et1 en sec\ant p> saccades sa gib]ne luisante1 il lisait haute voix quelque n\veau dcret de dmolilion sociale accro* un de ces rapports1 cau/iques et srieux la fois1 ple9s de fautes de grammaire1 mais t\j\rs graves dans leur b et donnant t\j\rs p5s]4 ,il y avait de vieux s\d>ds1 qui drogeai5t jusqu'au po9t d'pel] quelque ,premi]-,porto1 o l'on rappelait1 en /yle diablem5t faux et embr\ill1 les lois dictatoriales dj promulgues p\r dtruire l'anci5ne organisation politique du royaume1 en les mettant au rang de nos plus puissans moy5s de triomphe4 ,en c\tant ces fadaises1 n\s haussions les paules de piti1 et n\s reg>dions le b\t de nos fusils1 en frappant de la ma9 sur nos gib]nes4 ,ces dcrets1 ces rapports et ces longs articles n\s inspirai5t un s\v]a9 mpris4 ,une *>ge la baonnette1 ou une bonne d\za9e de voles de balles tai5t1 notre avis1 des moy5s inf9im5t plus fficaces que t\t ce fatras de lois ridicules1 faites p\r un pays o n\s ne possdions que trois ou quatre lieues c>res1 et qu'il fallait conqurir sur des soldats aussi fanatiques dans leurs croyances que n\s l'tions dans les ntres4 ,et cep5dant c'tait le rapport b>b>e de la loi2 c'tai5t mme1 helas6 les bav>dages du j\rnali/e qui avai5t raison4 ,en effet1 faites v\s l'ide la plus exagre que v\s p\rrez1 du c\rage1 du dv\em5t1 de la discipl9e1 de l'en?\siasme de ce petit corps d'arme dont le duc de ,bragance tait l'ame3 sans un =t branlem5t moral du pays en sa faveur1 elle eut pu accomplir les plus hauts faits d'armes1 qu'elle n'aurait ab\ti qu' se faire taill] en pices4 ,si ce n'e/ en ,*9e1 il ne s]a jamais possible qu'une arme de mo9s de huit mille hommes fasse la conqute d'un royaume df5du p> quatre v+t mille4 ,et quels soldats1 bon ,dieu1 tai5t ceux de l'arme royali/e6 ,n\s qui les avons vus de prs1 n\s savons ce qu'ils valai5t4 ,leurs *efs1 leurs (fici]s n'galai5t po9t les notres2 tant s'en faut2 mais les soldats n\s surpassai5t peut-tre4 ,cep5dant ils se laissr5t battre presque t\j\rs3 et ces =ces1 discipl9es1 sup]bem5t quipes1 fanatises p> les prtres et les mo9es1 qui payai5t de leur p]sonne1 et que j'ai vus moi-mme deux ou trois fois1 au milieu de la fusillade1 les habits retr\sss1 le crucifix la ma91 les h>anguant et leur montrant la victoire ou le ciel au ab\t de leurs ef=ts2 ces =ces s'am9cissai5t1 s'p>pilai5t1 disp>aissai5t p5dant que les ntres grossissai5t1 s'levant la f9 de la gu]re civile jusqu' soixante mille hommes4 ,ce fait1 qui frappait les esprits1 a donn c>rire des explications de t\t g5re4 ,en gnral1 les royali/es n'y ont vu que des trahisons2 les libraux que la gr&eur de leurs exploits1 que leur activit et leur c\rage4 ,p\r *acun des vnem5s p>tiels dont se compose l',iliade de cette poque sanglante1 on tr\va des motifs1 bons ou mauvais1 t\t ju/e suffisans p\r satisfaire le c\rt raisonnem5t des petits-esprits4 ,c'tait une brigade1 un rgim5t1 une compagnie s'branlant ou ne s'branlant pas propos2 c'tait un c\ri] arrivant ou n'arrivant pas en tems et lieu2 c'tait un gnral1 un colonel1 un capita9e imprud5t ou peureux4 ,au dessus de t\s ces motifs ou d'autres semblables planait la trahison des *efs3 la trahison expliquait t\t en d]ni] ressort4 ,j'aime autant croire que le triomphe def9itif des libraux a eu des causes plus hautes et plus gnrales4 ,p>mi ces causes les lois de ,m\s9ho fur5t vraim5t les plus fficaces1 c> ces lois t\*ai5t aux plus graves que/ions sociales4 ,on abolit la dme ecclesia/ique et les droits seigneuriaux3 p> l la proprit rurale et les travail agricole1 la petite indu/rie et le petit-comm]ce se tr\vai5t librs des deux ti]s des impts dont ils tai5t grvs1 et dont pe9e un m9ce lambeau rev5ait au fisc4 ,on sp>a les fonctions judici>es des fonctions adm9i/ratives4 ,on organise les tribunaux de ju/ice en h>monie avec la *>te4 ,on adopta le sy/me adm9i/ratif franais1 ce qui fut1 disons-le en passant1 une erreur pratique1 et un contre-s5s politique4 ,les emplois publics dev9r5t p]sonnels et non-transmissibles p> hrdit4 ,la deuxime et troisime lignes de l'arme fur5t abolies4 ,on laissa t\t le monde de droit d'enseign] ce qu'un *acun savait1 s\s c]ta9es re/rictions raisonnables1 mais sans les entraves qu'en ,france1 mme aprs la rvolution de juillet1 on n'a jamais os bris]4 ,on entama la vieille et anti-conomique in/itution des majorats p> la suppression de t\s ceux dont le rev5u ne dpassait pas la somme de mille francs4 ,les corporations de ma9-morte fur5t attaques p> la scul>isation d'un c]ta9 nombre de c\v5s1 et dans le rapport de l'ordonnance que l'on r5dit ce sujet1 l'on jeta des bases rationnelles p\r la suppression totale1 et cep5dant graduelle1 des tablissem5s de ce g5re et des autres corps ecclsiatiques non compris dans la vritable hir>*ie de l'glise4 ,cette suppression1 il e/ vrai1 fut ralise depuis avec une imprvoyance et une brutalit in\ies1 et1 ce que pis e/1 inutiles4 ,l'impt sur v5tes et a*ats 7sisas7 fut limit aux transactions sur des bi5s fonds3 encore dans ce cas fut-il rduit de moiti1 et mme de plus dans c]ta9es hypo?ses1 c> les sisas tai5t assez v>iables en v]tu du droit c\tumi]4 ,on dtruisit1 enf91 quelques monopoles1 tels que ceux de la fabrication de savon1 de la v5te l'trang] du v9 de ,porto1 etc4 ,a9si le cab9et dont ,m\s9ho tait l'me m5ait de front la rvolution politique et la rvolution conomique4 ,en effet1 presque t\tes les lois dictatoriales du duc de ,bragance t5ai5t d'un ct la premire1 et de l'autre seconde4 ,elles n'avai5t pas autant le c>actre d'une dification n\velle1 que celui d'une effrayante dmolition4 ,mais la dmolition1 vu l'tat du pays1 tait bi5 plus importante que l'organisation4 ,il faudrait avoir connu fond la vieille masure o la nation s'abritait1 p\r savoir apprci] combi5 il y avait de =ce et d'audace1 et surt\t de bon s5s1 dans ce travail gigantesque de dblai4 ,il fallait arra*] la gorge du peuple aux griffes de l'absolutisme qui l'treignai5t4 ,p\r y arriv]1 le plus sur et le plus c]ta9 tait de les c\p]1 et *acune des ordonnances du duc de ,bragance tait un t]rible c\p de ha*e4 ,si elles p\vai5t une fois dev5ir lois du pays1 les anci5nes in/itutions tombai5t aussitt p\r ne plus se relev]4 ,croyez v\z que le peuple ne comprit pas cela8 ,qu& je dis le peuple je n'ent5ds pas p>l] de la populace1 qui ne rfl*issait po9t2 qui n'avait presque pas d'intrts matriels ou moraux atta*s aux mesures du cab9et ,m\s9ho2 qui j\rnellem5t tait pr*e1 excite1 fanatise p> des prtres et p> des mo9es4 ,cette p>tie de la nation tait alors ce qu'elle auj\rd'hui1 ce qu'elle s]a dema94 ,elle aimait m5di] aux portes des c\v5s et des abbayes1 et s'enrl] p>mi la valetaille des donat>ios da cora1 des comm5dadores1 des capites-mres1 de t\s ceux qui vivai5t du produit des vieilles taxes1 que les in/itutions et les lois r5dai5t lgales1 mais que la ju/ice1 la raison1 et l'humanit r5dai5t illgitimes4 ,non1 ce n'e/ pas de ces g5s-l que je v\s p>le3 j'en laisse le so9 aux dmocrates4 ,p\r moi1 le peuple e/ quelque *ose de grave1 d'intellig5t1 de laborieux2 ce sont ceux qui possd5t et qui travaill5t1 depuis l'humble mtay]1 ou le lab\reur de son propre *amp1 jusqu'au gr& propritaire2 depuis le colporteur et le b\tiqui] jusqu'au m>*& en gros2 depuis l'homme de mti] jusqu'au fabricant4 ,c'tai5t ceux-ci que les lois de ,m\s9ho reg>dai5t de plus prs2 c'tait eux qu'elles s'adressai5t4 ,t\tes les mesures du p>ti royali/e p\r emp*] l'effet moral de ces ordonnances sur l'esprit des g5s qu'elles favorisai5t1 tai5t inutiles3 les libraux les faisai5t circul] p>t\t3 on les lisa9t2 on les comm5tait2 on comp>ait leurs rsultats ncessaires avec les l\rdes *>ges qui crasai5t les classes laborieuses1 et qui emp*ai5t t\t progrs matriel3 c>1 p\r v\s donn] une ide de l'tat de notre agriculture et de notre indu/rie il y a v+t ans1 il suffira de v\s dire que ce pays1 qui ma9t5ant exporte des crales1 des pommes de t]re1 de l'huile1 de la vi&e1 n'avait pas de quoi mang] p5dant deux ou trois mois de l'anne1 et se tr\vait oblig d'a*et] des subsi/ances prix d'or2 il v\s suffira de savoir que dans ce pays1 o voyez pullul] tant d'indu/ries1 surt\t de petites indu/ries1 on ne tissait pas une p\ce de cotonnade1 et qu'on v5dait le lige de nos *nes aux anglais1 qui n\s le r5voyai5t faconn en b\*ons4 ,ces faits rsum5t et reprs5t5t notre hi/oire agricole et indu/rielle p5dant les tr5te premires annes du dix-neuvime sicle4 ,les doctr9es proclames et dvelopes dans les rapports et sanctionnes dans les ordonnances du cab9et ,m\s9ho1 la religion du bi5-tre matriel1 du progrs conomique1 tai5t le seul moy5 que le p>ti lib]al eut oppos] l'habile emploi que le p>ti contraire faisait de l'ignorance et de la crdulit de la populace4 ,on avait mis les intrts du g\v]nem5t absolu s\s la sauveg>de des croyances religieuses2 on avait accro* le salut des ames au b\t de la lance de l't5d>d bleu et r\ge3 ,m\s9ho mit le salut du corps des g5s taillables et corvables s\s la bannire bleue et blan*e4 ,les deux p>tis usai5t de leur droit1 mais avec des rsultats div]s4 ,l'avantage app>5t re/ait du ct r\ge et bleu2 l'avantage rel re/ait du ct bleu et blanc4 ,t\t le monde assure qu'on aime son ame plus que son corps1 et t\t le monde m5t ou se trompe4 ,peu de g5s en tombant malades appell5t le confesseur avant le mdec94 ,cette obs]vation trs simple et d'une exactitude admirable1 comme presque t\tes les vrits fcondes1 faisait le fond de la politique de ,m\s9ho4 ,voil1 ce me semble1 ce que explique1 non pas absolum5t1 je le sais1 mais en gr&e p>tie1 ce manque d'n]gie et d'ensemble1 ces dc\ragem5s pr(onds aprs des excs d'en?\siasme1 ces tiraillem5s et ces hsitations qui travaillai5t le p>ti royali/e1 et qui l'on p]du4 ,l'ide progressive et l'esprance d'un meilleur av5ir se tr\vai5t face face avec l'ide de l'immobilit dans la gne et avec le malaise gnral4 ,il y avait l'arme absoluti/e tant d'individus qui gagnai5t tre battus1 qu'il eut t vraim5t tonnant que beauc\p d'entre eux n'euss5t pas *]* de leur mieux se faire battre4 ,c'tait la trahison1 mais non celle des *efs3 c'tait la trahison des milici5s1 des volontaires1 voire mme des capites de ord5anz1 m>mottant t\s bas1 et dans un autre s5s1 le refra9 de ,brang]--viv5t nos amis2 nos amis les ennemis--aprs avoir cri tue-tte--vive la religion2 vive le ri4--,il fallait bi5 que l'ide progressive triompht1 c> c'tait la loi hi/orique4 ,cep5dant comme ceci e/ un fait qu'on ne mesure pas l'aune2 qui n'e/ ni blanc ni r\ge2 qu'on ne t\*e pas du doigt1 presque p]sonne n'y croyait alors1 vu qu'il n'e/ pas donn t\t le monde1 nommm5t ceux qui admett5t comme des oracles les plus grosses sottises1 de croire ces *oses l4 ,mais cet imm5se dblai d'in/itutions v]m\lues fait p> ,m\s9ho a t surt\t une oeuvre d'av5ir4 ,la dme1 les droits seigneuriaux1 l'organisation militaire du pays1 la confusion de l'adm9i/ratif et du judiciaire1 les majorais1 l'hrdit des emplois1 la c5sure1 la puissance du haut cl]g et des ordres mona/iques2 t\tes ces vieilles *oses1 qui arretai5t la sve de la vie sociale1 =mai5t les arcs-b\tants du g\v]nem5t absolu4 ,si quelques rvolutionnaires en h]be jetai5t bas la vote1 on pr5ait les mollons tombs et on la rebatissait du soir au mat94 ,ce fut ce qui arriva aux poques de #ahbj-c et de #ahbf-h4 ,en rasant t\t1 en brisant les pi]res de l'difice1 en les mettant en p\ssire1 et en jetant cette p\ssire au v5t de ,dieu1 la rdification dev5ait impossible4 ,la mon>*ie pure a vcu p5dant plus de trois sicles1 p>ce qu'elle s'h>monisait avec l'tat de la socit2 p>ce qu'elle tait entre dans les moeurs4 ,p\r r5v]s] t\t fait cet ,ante politique1 il fallait bi5 lui ot] le sol de dess\s les pi$s4 ,le despotisme appuy sur les baonnettes1 sur la =ce et sur la t]reur1 e/ possible auj\rd'hui1 comme il l'a t1 comme il le s]a1 tant qu'il y aura sur la t]re des armes p]man5tes1 in/itution sans av5ir1 et qui videmm5t comm5ce se dta*] des socits1 comme les *airs corrompues d'une plaie en voie de gurison4 ,mais le despotisme-m\s-ta*e1 s'il arrive1 ne dur]a1 ju/e1 que le temps ncessaire p\r puis] sa viol5ce4 ,l'absolutisme1 *ose possible1 *ose viable avec c]ta9es donnes sociales1 et p>tant plus cra9dre1 il ne revi5dra po9t *ez n\s1 je v\s l'assure4 ,il lui manque l'atmosphre p\r respir]1 c> aut\r de lui e/ le vide que les lois de ,m\s9ho ont fait4 ,p\r v\s donn] une ide de la =ce que la royant absolute puisait dans l'anci5ne organisation sociale1 il me suffira de faire un peu d'hi/oire1 et de v\s dire quelques mots t\*ant deux ou trois de ces vieill]ies4 ,pr5ons la dme4 ,la dme *ez n\s1 comme p>t\t1 s'e/ tablie peu peu p5dant les poques tnbreuses du moy5-ge4 ,aux ,,xii et ,,xiii sicles1 elle prit le rang d'une in/itution2 on la reg>da comme de droit div94 ,c'tait une erreur1 v\s le savez1 mais ce n'tait pas une *ose absolum5t draisonnable4 ,il fallait bi5 qu'on ma9t9t le cl]g1 qu'on p\rvut au matriel du culte1 qu'on sec\rut les pauvres4 ,selon la doctr9e d',innoc5t ,,iii1 voil les trois causes f9ales de la dme4 ,p5dant les poques suivantes1 les nobles1 les c\rtisans1 les mo9es convoitr5t un peu ce plat succul5t1 que le cl]g hir>*ique et les pauvres devai5t mang] t\t-seuls4 ,on imag9a des expdi5s1 on inv5ta des prtextes1 et p\r sanctionn] ces expdi5s et ces prtextes on a*eta des bulles au gr& m>* de ,rome4 ,au b\t de c9q sicles la dme tait dev5ue une *ose peu-prs sculire4 ,il e/ vrai qu'on g>da1 jusqu' un c]ta9 po9t1 les app>5ces4 ,c'tait aux ordres religieux et militaires1 et aux in/ituts mona/iques que rev5ait la meilleure p>tie de cet impt1 qui se rapportait1 non la r5te de la t]re1 mais au produit brut de la culture4 ,de plus1 les ordres militaires et les c\v5s avai5t l'obligation de subv5ir aux dp5ses du culte dans les p>oisses dont ils mangeai5t la dme4 ,et ils le faisai5t avec une p>cimonie admirable2 je dirais presque t\*ante4 ,le bas cl]g1 les curs1 p\r ne pas m\rir de faim1 tai5t obligs de se faire pay] le s]vice p>oissial p> leurs ouailles1 ce qu'on appelait1 et qu'on appele encore1 le pi$ d'autel4 ,au temps des aptres on l'aurait appel simonie2 mais ces temps ne sont plus4 ,le ciel tait dev5u trop *]4 ,le haut cl]g1 les vques et les *apitres n'y voyai5t pas de mal3 on leur avait fait la "p du lion1 et l'on avait respect cette "p1 att5du que1 si p> leurs fonctions ils app>t5ai5t la vraie hir>*ie ecclsia/ique1 p> leur position sociale ils t5ai5t aux nobles et aux puissans4 ,a la f91 cep5dant1 mme de ce ct1 on tran*a dans le vif4 ,on inv5ta un patri>*e de ,lisbonne et une glise patri>*ale avec =ce pr9cipaux1 monseigneurs1 *ano9es1 etc4 espce de c>icature de la c\r papale1 qui s]vait gay] ce fameux l\p-c]vi] appel le roi ,jean ,v1 dont les dgts p>mi les vi]ges du ,seigneur =m5t peu prs l'hi/oire de son rgne4 ,au fond1 l'glise patri>*ale n'tait qu'un rang de nonveaux c\v]ts mis la table de la dme1 c\v]ts de/9s surt\t au cadets des nobles familles4 ,en un mot1 p\r v\s faire compr5dre quelles b\*es on pr5ait depuis long-temps cette table1 il suffira de v\s dire que d'une seule fois le roi ,emmanuel atta*a l'ordre du ,*ri/ quatre-c5ts p>oisses2 c'e/--dire qu'il mit au rgime br\ssaisi5 quatre-c5ts pauvres curs p\r engraiss] quelques d\za9es de comm&eurs l'gal de ces e/urgeons et de ces lamproies mirifiques qu'on sav\rait avec dlices aux banquets roma9s4 ,or ,m\s9ho savait p> coeur son cat*isme3 il y avait lu p>mi les comm&em5s de l'glise2 tu pai]as la dme et les prmices ,dieu notre seigneur4 ,alors il flaira de lo9 ces gros abbs mitrs et crosss1 ces bnfici]s m>is1 ou pire1 ces comm&eurs des ordres militaires1 braves g5s1 qui mangeai5t1 j\ai5t ou ronflai5t sur les deux oreilles1 se s\ciant =t peu de savoir si les infidles1 turcs ou algri5s1 faisai5t ram] des *rti5s sur les bancs de leurs galres4 ,aprs avoir flair1 il lui v9t d'ide que ces messieurs n'tai5t pas prcisem5t le ,dieu notre seigneur du cat*isme4 ,il dev9t colre4 ,en sa qualit de f\ 7je crois avoir eu dj l'honneur de v\s prv5ir que ,m\s9ho tait f\1 ce qu'on disait7 il les envoya au diable1 et1 r5v]sant d'un c\p de pi$ la sa9te table1 il dit aux bonnes g5s dcims3 ,g>dez votre bi52 c> on v\s vote4 ,il aimait dire de ces btises l4 ,on lui pr\va que cette ripaille1 qui durait depuis trois ou quatre sicles1 tait *ose legale et p>tant lgitime3 il haussa les paules4 ,on l'appela assass91 hrtique1 satan3 il envoya d]e*ef les tapageurs t\s les diables4 ,plus t>d1 qu& l'ordonnance qui avait dtruit ce gr&e abus1 dev9t loi de droit et de fait p\r t\t le pays1 il y eut encore p> ci p> la des ames timores1 d'honntes lab\reurs qui empilr5t le dixime de leurs rcoltes au b\t d'un *amp1 et mettant un croix dessus y laissr5t p\rrir la dme du ,seigneur4 ,ceci dura peu4 ,en voyant que la f\dre ne frappait ni la cave1 ni le celli] de leur vois9s mo9s scrupuleux2 que la sant de ceux-ci n'tait pas p\r cela mo9s florissante1 ni leur rcoltes mo9s ri*es1 ni leur btail plus maigre1 ils se ravisr5t4 ,p> le temps qui c\rt1 mon *] ,f4441 si l'on v\s a sali l'habit de quelqu'un de ces brimborions qu'on appele comm&]ies de ,sa9t-,jacques1 du ,*ri/1 ou d'autres1 je ne v\s conseille pas d'all] recueillir les pieux dpts sur les t]res qui payai5t des dmes votre ordre4 ,hls6 v\s ret\rn]iez les ma9s vides2 c> l'abom9ation de la dsolation s'e/ ni*e dans t\s les co9s de ce royaume1 et l'on n'y p5se plus l'engraissem5t des comm&eurs4 ,ma9t5ant1 p\r v\s consol]1 pr5ons les rev5us de la c\ronne1 les ,direitos ,reaes1 comme on les appelait1 p> antiphrase1 je p5se4 ,c'tait quelque *ose de plus absurde encore que la dme4 ,imag9ez-v\s t\tes les exactions1 t\t ce que la rapacit fiscale du moy5-ge1 t\t ce que son ignorance des pr9cipes conomiques avai5t inv5te p\r frapp] la proprit t]ritoriale1 p\r pressur] le travail1 p\r se faire une "p magnifique dans les pr(its comm]ciaux1 et v\s saurez ce que signifiai5t avant #ahcb ces mots de ,bi5s de la ,c\ronne1 de ,droits ,royaux1 de ,contributions des ,=aes1 que v\s aurez ent5dus b\rdonn] vos oreilles dans les conv]sations1 et que v\s aurez lus dans les j\rnaux1 o il faut quelquefois en p>l]1 c> au b\t de quatorze ans on a rtabli ce qu'il tait possible de rtablir de t\tes ces absurdits-l4 ,les ,bi5s de la ,c\ronne1 ou ,droits ,royaux1 *oses id5tiques en fait et en droit1 se composai5t des bi5s-fonds1 qui tai5t c5ss app>t5ir intgralem5t l'tat2 des droits sur des f]mes1 possdes bail emphytotique1 ou grves de c5s trs l\rds1 comme1 p> exemple1 le qu>t du produit brut1 impos sur les t]res 7regu5gos7 que p> une fiction hi/orique et lgale on supposait avoir t de/9es1 l'occasion de la conqute du pays sur les maures1 l'apanage du roi2 des anci5s octrois des villes2 des am5des p\r les dlits2 des mille s\rces1 enf91 de rev5u de notre vieux sy/me d'impts1 analogue celui des autres contres de l',europe p5dant le moy5-ge4 ,t\tes ces exactions1 presque innombrables dans ses v>its aux noms b>b>es1 jetes 9galem5t sur le pays1 frappant aveuglem5t sa vie conomique1 =mai5t un joli pt propre allum] l'apptit de t\s les ,fal/affs1 de t\s les ,hudibras du bon vieux temps d'allong] s\rnoisem5t le bras1 et de mettre sans bruit la ma9 sur l'apptissant pt1 et de l] p]c] du b\t de l'ongle1 et de tir] soi quelques miettes1 et d'y ret\rn]1 et d'y eng\ffr] t\s les doigts1 et de tir] de n\veau soi1 et de rpt] ce mange jusqu' ce qu'il ne re/t que quelques morceaux de crote brule4 ,ces messieurs qui faisai5t ce beau travail s'appelai5t nobles1 s'appelai5t vques1 s'appelai5t abbs1 s'appelai5t juges1 s'appelai5t s]viteurs du roi4 ,aussi le roi tait-il c5s di/ribu] t\t ceci ces braves g5s3 on l'crivait du mo9s sur des p>*em9s1 aux quels on apposait le sceau royal4 ,on tr\va un mot la/ique1 9puisable1 p\r expliqu] ces p>*em9s3--les s]vices4 ,il e/ vrai qu'on payait des soldes aux nobles p\r se battre 7le peuple se battait gratis71 des dmes ou du mo9s des subv5tions aux prtres p\r dire des messes et *ant] des oremus1 des appo9tem5s aux juges p\r faire p5dre les assass9s et les voleurs 7de gr&-*em971 des honoraires aux s]viteurs du roi p\r ne ri5 faire2 mais les s]vices se dressai5t t\j\rs insatiables1 impayables4 ,ils s'atta*ai5t aux gnrations comme la *emise de ,nessus la peau d',h]cule4 ,les ,droits ,royaux tai5t p>t\t1 except aux ma9s du roi4 ,la royaut tait dev5ue m5diante4 ,en consqu5ce elle t5dit la ma9 aux communes p\r attrap] quelque arg5t3 les communes temptr5t4 ,on les apaisa p> de belles p>oles3 on fit1 mme1 une loi qui semblait r5dre *ose prissable ces rcomp5ses t]nelles3 les communes payr5t4 ,on mangea ce qu'elles avai5t donn et on leur dem&a de n\veaux subsides4 ,n\velles criaill]ies3 n\velles promesses3 n\velles concessions de la b\rgeoisie4 ,on vcut a9si p5dant de longues annes4 ,au milieu de t\t ce br\haha1 on tablit peu peu un autre sy/me de f9ances bas sur des impots gnraux1 tant directs qu'indirects4 ,c'eut t un vritable progrs1 si l'on en eut f9i en mme temps avec les anci5nes r$evances des hameaux et des villes4 ,on n'en fit ri53 les g5s aux s]vices ne v\lai5t pas dmordre4 ,mesires ,hudibras et ,fal/aff veillai5t l'honneur de la noblesse1 ses prrogatives4 ,comme le peuple1 cet enfant d5tition t]nelle1 pleurni*ait t\j\rs et quelquefois criait1 on oublia peu peu de convoqu] les tats ,gnraux 7,cortes7 et t\t fut dit4 ,on pr\va que la fable de l'ne1 qui ne se s\ciait gure de *oisir entre deux matres1 c>1 disait l'ne1 il ne port]ait jamais deux bts1 n'tait au fond qu'une n]ie4 ,le peuple les porta t\s les deux jusqu' nos j\rs sans se pla9dre4 ,il tait dum5t baillonn et bt1 et on le disait tranquille4 ,or ,m\s9ho savait t\t cela2 un peu confusem5t1 la vrit2 mais il le savait4 ,c'tait p\r lui *ose incompreh5sible que l'immutabilit1 l't]nit1 l'inf9i des rcomp5ses p\r des s]vices trs conte/ables4 ,en revan*e1 il compr5ait trs bi5 qu'il s]ait absolum5t impossible de relev] l'agriculture du pays1 languissante1 arrire1 misrable1 tant que dans la c\r de *aque f]me1 dans d'aire de *aque *amp1 sur le seuil de *aque cave on v]rait les ag5s du comm&eur ou de l'vque1 du *apitre ou de l'abb1 du donat>io ou de l'alcaide-mor dem&ant1 l'un la dme1 l'autre le qu>t1 l'autre le huitime du r5dem5t total des crales1 du v91 du l91 de l'huile1 de presque t\s les produits de la t]re2--tant qu'on v]rait lesdits ag5s1 supputant ici combi5 de *>retes de mas le lab\reur devait1 en v]tu d'un =al d',alphonse ,i1 un gros monsieur j\flu1 joyeux compagnon1 illu/re fa9ant1 issu de nobles aieux1 mais qui c]ta9em5t n'avait pas hrit la c\ronne dudit ,alphonse ,i2 l dnombrant une kirielle de r$evances1 aux noms htroclites et b>b>es1 exigibles du hameau ou de la f]me2 tant qu'on v]rait encore1 qu& le pauvre cultivateur tombait puis1 le cosur navr de d\leur1 sur les re/es du fruit de son travail1 v5ir l'exacteur fiscal lui dem&]1 au nom du roi vivant1 des n\veaux diximes1 et d'autres impts dont tait r$evable t\t ce qui ne lui avait pas t enlev au nom des rois morts4 ,ce spectacle s\levait aussi la colre de ,m\s9ho4 ,dom9 p> l'indignation1 il ne savait plus se cont5ir4 ,d'un c\p de po+ il fit vol] en clats la vieille ma*9e pressur] les lab\reurs4 ,les droits royaux s'en allr5t4 ,t\s ceux qu'y vivai5t atta*s1 comme les huitres aux ro*es crevasses de la m]1 tombr5t v5tre t]re en criant3 au voletir6 ,sa colre passe1 ,m\s9ho se cont5ta de rpondre3 ,pr5ez g>de1 messieurs1 que ce ne soit votre *o4 ,et il passa outre3 c> il tait press1 le t]rible dmolisseur4 ,,iii ,il s]ait trop long1 et presque impossible dans une lettre1 de v\s expos] en dtail la porte de t\tes les mesures du cab9et ,m\s9ho1 ou de v\s faire connatre t\s les vieux abus qu'elles drac9r5t1 abus puissans1 devant lesquels avai5t jusqu' alors trembl les rvolutionnaires aux gr&s mots et aux petites oeuvres des deux poques librales de #ahbj et de #ahbf1 et que quelques esprits *agr9s oppos5t encore comme des beauts adm9i/ratives aux sottises qu'on a faites depuis1 et que je suis lo9 de ni]4 ,v\s aurez ent5du1 p> exemple1 vant] l'anci5ne organisation militaire du ,portugal4 ,c'e/ qu'il y a des g5s1 qui oubli5t vite4 ,cette organisation n'aurait en ri5 emp* l'anantissem5t de notre indp5dance1 si la politique gnrale de l',europe n'eut t intresse la s\t5ir4 ,il y avait1 sans d\te1 quelque *ose de bon dans l'ide de l'in/itution des milicias et des ord5anz1 mais pas assez dans le fait p\r comp5s] les maux qui dc\lai5t de cette organisation militaire1 dont l'tre9te embrassait t\te la population mle du pays4 ,se je v\s faisais la description de ce que c'tait un capito-mor1 c'e/ dire le *ef militaire de la troisime ligne dans *aque localit1 v\s en frmiriez4 ,dans ses ma9s exi/ai5t mille moy5s d'opprim] une population de soldats1 soldats p\r s\ffrir des avanies1 et p\r a*et] le repos p> des prs5s1 p> des s]vices indus1 p> le des honneur mme2 mais non soldats p\r se battre1 c> ils n'tai5t arms que de piques et ne recevai5t aucune in/ruction militaire srieuse4 ,les capites-mores tai]it des pa*as turcs1 devant lesquels les villageois tremblai5t4 ,c'tait l'oppression j\rnalire organise p>t\t2 c'tait un phantme m5aant qui se dressait mat9 et soir au seuil de *aque porte1 sur le toit de *aque famille4 ,figurez-v\s ma9t5ant si t\s ces donat>ios da cora1 ces comm&eurs1 ces alcaides-mores1 ces capites-mores1 ces opul5s vques1 ces gros *ano9es1 ces abbs puissans1 qui t\s1 plus ou mo9s1 t5ai5t leurs ri*esses du bon plaisir du roi1 c'e/--dire de ses m9i/res1 ne pr*ai5t po9t p>t\t une obissance sans bornes aux volonts royales2 s'ils ne mettai5t pas en usage t\tes leurs ress\rces matrielles et morales p\r emp*] de cri] ceux qui p\vai5t en avoir envie4 ,ils euss5t support t\tes les inju/ices1 t\tes les tyrannies1 la honte et le de%onneur1 plutt que de p]dre les gros bnfices de ces vieilles exactions1 qu'on leur g>dait et que le g\v]nem5t p\vait leur t] d'un j\r l'autre sans sortir de la lgalit4 ,imag9ez quelles t5dances de basse s]vitude on devait imprim] aux populations2 comme les ides de dignit morale1 de lib]t1 de ju/ice1 devai5t tre j\rnellem5t calomnies1 mprises1 conspues4 ,une anecdote curieuse v\s f]a compr5dre dans quelle fange on tait tomb qu& on arriva au milieu du dix-huitime sicle4 ,p5dant l'int]rogatoire des nobles qui t5tr5t d'assass9] le roi ,joseph1 qu& le t\r du duc d',aveiro fut v5u1 craignant les tortures de la "q1 il av\a que la cause du crime tait la v5geance des ,tavoras contre le roi1 qui avait d%onor leur famille4 ,les juges re/r]it bahis3 cela passait leur croyance4 ,ils fir5t obs]v] au prv5u que ce motif tait absurde1 mon/rueux1 impossible2 p>ce que1 disai5t-ils1 dans ce cas1 la tradition1 le pr9cipe1 le droit s]ait de se laiss] d%onor] humblem5t1 ou t\t au plus d'ab&on] le pays sans s\ffl] un mot sur les royales fr$a9es4 ,c'e/1 peut-tre1 la p>tie la plus horrible de cet horrible procs4 ,cela pe9t cette poque de dcad5ce morale1 pire c5t fois que le rel*em5t actuel1 et dont le ret\r e/ ma9t5ant dev5u impossible2 c>1 du mo9s1 les ag5s de la pression g\v]nem5tale1 les ag5s de l'ordre 7mot1 qui1 selon ,mr4 ,guizot1 e/ le prtexte de t\tes les tyrannies7 ne sont plus en rgle les ri*es1 les nobles1 les hommes d'influ5ce morale1 mais de pauvres diables1 mal retribus1 obscurs1 qui ma9tes fois pressur5t le peuple1 mais qui ne se frott5t pas volonti]s la ri*esse1 l'intellig5ce1 au c\rage civil du citoy5 qui connait son droit1 et surt\t la presse4 ,voil le bon vieux temps1 que v\s aurez ent5du vant] des g5s qui se ti5n5t p\r s5ss et qui v\s auront gravem5t dbite un milli] de billeveses sur l'imprud5ce des r=mes de ,d4 ,p$ro1 sur les ru9es qu'on a amonceles1 sur les moy5s de g\v]nem5t qu'on a dtruits4 ,t\t ceci e/ s\v]a9em5t bte2 mais qu'importe8 ,on fait le prud5t1 on fait le capable1 on fait l'homme d'tat bon m>*4 ,et les badauds d'admir] et d'applaudir4 ,dieu en soit l\6 ,ent5dons-n\s1 mon *] ,f444 ,je ne reg>de po9t notre organisation actuelle comme un type de p]fection4 ,lo9 de l4 ,mon dfaut n'e/ po9t de m'extasi] devant les hommes ni devant les *oses de notre temps4 ,p]sonne ne dte/e plus cordialem5t que moi la manie qui n\s possde d'imit] la ,france dans t\tes ses ides de g\v]nem5t1 et dans t\tes ses in/itutions4 ,je dplore pr(ondem5t cette abdication honteuse de la raison nationale4 ,ri5 de plus contraire1 je ne dis pas seulem5t l'autonomie portugaise1 je dis aussi l'autonomie pn9sulaire1 que cette espce d'absolutisme hypocrite1 affubl du manteau libral1 qu'on appelle c5tralisation1 que les cs>s sans-culottes de votre premire rvolution ont lgu au cs> la c\ronne de f] appel ,buonap>te1 et qu'il a p]fectionn l'usage de son despotisme-m\/a*e1 p\r le lgu]1 ensuite1 la re/auration1 et1 ce qu'il semble1 t\tes les re/aurations1 et rvolutions1 et rpubliques1 et mon>*ies1 et empres1 que v\s avez faits et que v\s avez dfaits2 que v\s f]ez et que v\s df]ez jusqu' la consommation des sicles4 a peut v\s conv5ir3 mais a ne n\s va pas4 ,j'aime le pass de mon pays1 et ses traditions primitives4 ,je lui dsire une manire d'tre logique avec ses orig9es1 p>ce que dans les =mules sociales de *aque nation son b]ceau t\t vi5t naturellem5t2 les in/itutions dc\l5t des in/9cts de lib]t inns dans le coeur de l'homme1 de ses beso9s matriels et moraux1 que la =ce alors mprise et qu'elle rduit quelquefois au sil5ce1 mais que p]sonne ne songe sophi/iqu]4 ,il y a1 cette poque de la vie des peuples1 beauc\p de *oses incompltes1 b>b>es2 il y a beauc\p d'absurdits de dtail2 mais1 passez moi le mot1 la *>p5te de la socit n'e/ jamais absurde4 ,ces poques son en gnral trop grossires p\r avoir des lgislateurs songe-creux1 des faiseurs de sy/mes1 des jurisconsultes *>gs d'embr\ill] les usages simples du peuple4 ,je v\drais qu'on ratta*t la lib]t mod]ne la lib]t antique4 ,j'aime les *oses anci5nes2 mais je n'aime pas les vieill]ies4 ,de ce que je sais que1 en tudiant les in/itutions de notre moy5-ge on y dc\vre presque t\s les pr9cipes de lib]t qu'on croit avoir dc\v]ts de nos j\rs2 de ce que je vois l des g>anties plus rlles1 plus solides au fond que celles dont n\s j\issons1 il ne s'ensuit po9t que je mconnaisse l'expri5ce des sicles1 les avantages de la civilisation et les vrits acquises aux sci5ces sociales4 ,puis1 quel passe *]*e-t'on p\r lapid] le prs5t et p\r tu] l'av5ir1 comme si l'on p\vait le tu]8 ,ce qu'on veut ent\r] des respects dus la tradition nationale1 ce qu'on oppose la corruption actuelle n'e/ que de la corruption vieillie1 laide1 puante1 quoique demi voile p> l'ombre sa9te des tombeaux1 dore p> le soleil de milli]s de j\rs3 c> le soleil te9t la t\r lz>de et cr\lante l'gal de la pyramide compacte et t]nelle4 ,je dfie1 qui que ce soit1 de me pr\v] que les in/itutions que ,m\s9ho a r5v]ses ai5t exi/ avant le seizime sicle1 ou que1 dans le cas affirmatif1 elles soi5t arrives au comm5cem5t du dix-neuvime sans avoir t dnatures1 au po9t d'tre dev5ues compltem5t mconnaissables2 je le dfie de me pr\v] que cette epoque elles remplissai5t en aucune faon leur de/9ation primitive2 de me pr\v]1 enf91 que ce qu'on appele des moy5s de g\v]nem5t tait autre *ose que des moy5s d'absolutisme4 ,y a-t-il une b\tade de mauvaise humeur dans ce que je vi5s d'crire8 ,peut-tre4 ,mais notez bi5 ceci3 je ne fais po9t allusion ceux que des intrts cruellem5t blesss1 des affections froisses1 des croyances acceptes comme une religion p5dant la jeunesse1 et qu'ils n'ont jamais discutes p5dant l'ge mur1 atta*5t immuablem5t aux s\v5irs d'un pass trop mod]ne4 ,je m'explique l'am\r pre et colre avec lequel ils df5d5t leur foi politique4 ,je compr5ds leur ha9e pr(onde contre t\tes les ides de lib]t4 ,le malheur res]re les li5s de nos affections1 p>ce que dans l'int5sit mme de ces affections n\s puisons du c\rage p\r s\ffrir4 ,non1 je ne fais pas d'allusion ceux-ci3 la foi ne discute po9t1 ou si elle discute1 elle ne veut jamais savoir quels sont les faits1 ou ce que les faits pr\v5t3 elle ne les accepte1 que p\r se pr\v] soi-mme3 autrem5t1 elle les rejette ou les oublie4 ,ce qui me blesse c'e/ de voir les capables du p>ti libral1 les soi-disants sages1 les hommes d'tat au petit-pi$ f\droy] de leur s\rire ddaigneux ces deux gans qui dorm5t dans la tombe1 et qu'on appele ,m\s9ho et ,d4 ,p$ro4 ,c'e/ *ose curieuse que de les ent5dre1 amoncelant des tas de lieux communs p\r n\s pr\v]1 aux applaudissem5s des sots1 que la dmolition de la vieille masure de l'absolutisme n'a t qu'une insigne folie4 ,puis ils v\s analys5t un article de telle loi qui n'e/ pas clair3 ils v\s cit5t une ordonnance o il manque un p>agraphe dont l'abs5ce dp>e l'ensemble2 ils s'apitoi5t sur l'imp]fection du /yle et du langage1 sur le dsordre des ides et sur je ne sais plus quels dfauts1 qui pullul5t dans les rapports et dans les textes des lois de ,m\s9ho4 ,c'e/ faire dress] les *eveux sur la tte4 ,aprs ces graves considrations1 on conclut que t\t a ne vaut ri54 ,c'tait un vrai boti5 que ce pauvre ,m\s9ho6 ,sont-ils pas savans ces messieurs8 ,quelle piti6 ,il faut le rpt]3 je ne vante pas le peu d'organisation positive qu'on tr\ve dans l'oeuvre de la dictature de ,d4 ,p$ro2 pas plus que ce qu'on a fait aprs elle4 ,ce que je vante c'e/ la dmolition1 c> la dmolition tait la lib]te1 tait le progrs1 tait la suret des n\velles in/itutions politiques1 et p>tant tait virtuellem5t la possibilit d'une bonne organisation p\r l'av5ir4 ,si ,m\s9ho eut g>d le p\voir plus longtemps1 son gnie aurait compris que ce n'tait pas avec des imitations bat>des des in/itutions et des lois trangres qu'on p\vait rajeunir ce peuple rappel la vie4 ,il aurait compris qu'il fallait tudi] ses orig9es1 ses moeurs1 ses habitudes1 ses in/itutions civiles1 ses conditions conomiques1 ses traditions lgitimes1 et modifi] t\t cela1 mais seulem5t modifi]1 p> les vrits acquises irrvocablem5t aux sci5ces sociales1 non p>ce qu'elles sont ou ne sont pas acceptes en ,france ou en ,anglet]re1 mais p>ce qu'elles sont des vrits inconte/ables4 ,il n'a pas eu le temps de faire ceci4 ,les vieux libraux la cravate blan*e1 vieill]ie qu'on avait oubli de dmolir1 frappai5t en f\le la porte du m9i/re1 presss qu'ils tai5t de j\ir du p\voir4 ,homme suprieur1 il ne savait po9t se cramponn] un buffet de m9i/re1 ou atta*] son bonheur aux c>tons d'un portefeuille4 ,il sortit1 et ce fut p\r ne jamais r5tr]4 ,les liliputi5s politiques craignai5t1 en m>*ant ct de lui1 que p> mg>de il ne les crast s\s son pi$4 ,on p\vait le calomni]2 on p\vait le p]scut]2 on fit mieux3 on l'oublia1 et il disp>ut dans l'obscurit4 ,on dit qu' son heure d]nire ,m\s9ho se s\v9t de ce qu'il avait fait p\r le salut de son pays1 et que1 comme ,cames1 il m\rut avec la conviction de sa gloire4 ,il avait raison3 n\s p\vons l'oubli]2 mais l'hi/oire ne l'oubli]a pas4 ,,c>ta ,,aos ,,eleitores ,,d ,,circulo ,,de ,,c9tra #aheh ,s5hores eleitores d circulo eleitoral de ,c9tra4--,acabaes de me d> uma demon/rao de confiana1 escolh5do-me p>a vosso procurador no p>lam5to3 s9to que me no seja p]mittido acceit-la4 ,se tal escolha no foi um daquellas inspiraes que vem ao mesmo tempo ao espirito d gr&e nm]o1 o que altam5te improvavel1 porque o meu nome deve s] desconhecido p>a muitos de vs2 se alguem1 se pessoas prepond]antes nesse circulo1 pelo conceito que vos m]ecem1 vos apres5t>am a m9ha c&idatura1 &>am m5os pr,udentemente1 faz5do-o sem me consult>em1 e promov5do uma eleio nutil4 ,ha annos que os eleitores de um circulo da ,beira1 na sua muita b5evol5cia p>a comigo1 pret5d]am faz]-me a honra que me fize/es agora4 ,um delles1 um dos mais nobres1 mais puros e mais intellig5tes c>act]es dos muitos que conheo1 sumidos1 esquecidos1 nessa va/a granja da capital *amada--z prov9cias1 enc>reg\-se de vir a ,lisboa consult>-me4 ,respondi-lhe como a consci5cia me disse que lhe devia respond]1 e o meu nome foi po/o de p>te4 ,de ,c9tra a ,lisboa mais p]to1 e a communicao mais facil1 d que dos remotos e quasi imp]vios s]tes da ,beira4 ,duas vezes nos comicios popul>es1 muitas na impr5sa t5ho manife/ado a m9ha intima convico de que n5hum circulo eleitoral deve escolh] p>a seu repres5tante individuo que lhe no p]t5a2 que por l>ga exp]i5cia no t5ha conhecido z suas necessidades e mis]ias1 os seus recursos e esp]anz2 que no t5ha com os que o eleg]em communidade de int]esses1 int]esses que v>iam1 que se modificam1 e at se contradizem1 de prov9cia p>a prov9cia1 de di/ricto p>a di/ricto1 e s vezes de concelho p>a concelho4 ,e/a d\tr9a1 po/oque t5ha vantag5s no pres5te1 reputo-a sobretudo importante pelo seu alcance1 pelos seus resultados em relao ao futuro4 1 no meu modo de v]1 o ponto de ,ar*im$es1 um fulcro de alavanca1 dado o qual1 z g]aes que vi]em depois de ns pod]o lanar a soci$ade n'um molde mais portugus e mais s5sato d que o actual1 inutilis&o z copias1 ao mesmo tempo s]vis e ba/>das1 de in/ituies p]igr9as1 que em meio seculo tem dado sobejas provas na sua t]ra natal d que podem e d que valem p>a mant]em a paz e a ordem publicas1 e mais que tudo uma hone/a lib]dade4 ,durante meses1 no decurso de d\s annos1 tive de vag> pelos di/rictos c5traes e septemtrionaes d re9o4 ,pude ento obs]v> amplam5te quantas mis]ias1 quanto ab&ono1 quantos vexames pesam sobre os habitantes das prov9cias1 pr9cipalm5te dos di/rictos ruraes1 como o vosso1 que con/ituem a gr&e maioria d paiz4 ,vi com dor e tri/eza def9hados e moribundos os re/os das in/ituies municipaes que o absolutismo nos deix>a3 vi com indignao essas solemnes m5tiras a que impiam5te *ammos a agricultura1 a v]dadeira indu/ria de ,portugal1 lid&o inutilm5te por des5volv]-se no meio da insuffici5cia dos seus recursos2 vi1 em resultado dos erros economicos que pullulam na nossa legislao1 a m organisao da propri$ade t]ritorial e a desigualdade espantosa na di/ribuio das populaes ruraes1 proc$ida da mesma origem1 e d&o-nos ao sul d re9o uma imagem das solides s]tanejas das ,am]ica1 e ao norte uma ,irl&a em p]spectiva3 vi a inju/a rep>tio e a peior applicao dos tributos e enc>gos3 vi a falta de segurana pessoa e real1 especialm5te nos campos1 onde o homem obrigado a confi> s em si e em ,deus p>a a obt]3 vi um sy/ema adm9i/rativo mu por si e pessimo em relao a ,portugal1 com uma j]>*ia de funccion>ios e uma di/ribuio de funces que tornam remotas1 complicadas1 gravosas1 e at impossiveis1 a adm9i/rao e a ju/ia p>a z classes popul>es1 e incommodas e espoliadoras p>a z altas classes3 vi1 sobretudo1 a falta da vida pblica1 a conc5trao d homem na vida individual e de familia1 que ao mesmo tempo causa e effeito da decad5cia dos povos que se dizem livres3 vi todos esp]>em e tem]em tudo d gov]no c5tral2 confi>em nelle1 como se fosse a ,provid5cia2 maldiz]em-no1 como se fosse o pr9cipio mu3 idz completam5te falsas1 po/oque bem desculpaveis num paiz de c5tralisao2 idz que significam uma abdicao trem5da da consci5cia de cidado1 e da actividade humana1 e que so o symptoma infallivel de que os males pblicos proc$em1 no da vontade de/e ou daquelle individuo1 da indole p>ticul> de/a ou daquella in/ituio1 mas sim d e/ado moral da soci$ade e da indole em g]al da sua organisao4 ,e i/o que vi p]spicuam5te1 apes> de uma obs]vao transitoria1 vem-no todos os dias1 palpam-no1 e1 o que mais 1 padecem-no c5t5>es de hom5s hone/os e intellig5tes que vivem obscuram5te por essas villas e aldeias de ,portugal4 ,como os seus viz9hos1 elles so victimas da nossa absurda organisao2 disso a que por antiphrase *amamos adm9i/rao e gov]no4 entre taes hom5s que os circulos dev]iam escolh] os seus repres5tantes3 entre elles que os escolh]o por c]to no dia em que compreh5d]em que o direito eleitoral uma espada de d\s gumes com que os cidados e/o armados p>a se def5d]em a si e a seus filhos1 mas com que tambem podem assass9>-se e assiss9-los4 ,foi o que disse a todos aquelles1 e no =am p\cos1 que durante a m9ha p]egr9ao p>ec]am confi>1 s5o no valor das m9has op9ies1 ao m5os na s9c]idade d'ellas4 ,int]rogado c]ca d l5itivo que suppunha possivel p>a os males que pres5ciava1 indiquei sempre1 no como rem$io def9itivo1 mas como prep>ao p>a elle1 como in/rum5tos de uma re=ma futura1 a eleio exclusivam5te local e os es=os con/antes p>a obt]1 contra o int]esse das faces1 dos p>tidos e dos gov]nos1 a r$uco dos gr&es circulos a circulos de eleio s+ul>1 que um dia possam s]vir re/aurao da vida municipal1 da expresso v]dadeira da vida publica d paiz1 e de g>antia da desc5tralisao adm9i/rativa1 como a desc5tralisao adm9i/rativa a g>antia da lib]dade real4 ,=tes t5d5cias p>a a eleio da localidade se manife/am j por muitas p>tes1 e os gov]nos e z p>cialidades vem-se con/rangidos a transigir com esse in/9cto salvador4 ,se no me licito glori>-me de t] contribuido p>a elle se des5volv]1 s]-me-ha licito1 ao m5os1 applaudi-lo4 o primeiro passo dado no cam9ho d v]dadeiro progresso social3 cumpre no recu>4 ,mas1 p5s&o assim1 como pod]ia eu1 sem desm5tir a m9ha consci5cia e z m9has palavras2 sem trahir a v]dade1 sem vos trahir a vs proprios1 acceit> em sil5cio o vosso m&ato8 honroso m]ec] a confiana dos nossos concidados1 mas mais honroso viv] e morr] honrado4 ,no hav] no meio de vs um propriet>io1 um lavrador1 um advogado1 um comm]ciante1 qualqu] individuo1 que1 ligado comvosco por int]esses e padecim5tos communs1 t5ha p5sado na soluo das que/es sociaes1 adm9i/rativas e economicas que vos importam2 um homem de cuja probidade e bom juizo o tracto de muitos annos vos t5ha c]tificado8 ,ha1 sem dvida4 ,porque1 pois1 no haveis de escolh-lo p>a vosso m&at>io8 ,os que no vem como eu ne/a ida da repres5tao exclusivam5te local o primeiro lo de uma cadeia de trans=maes1 que s]o ao mesmo tempo adm9i/rativas e politicas1 podem1 sem desd\ro1 no s acceit>1 mas at sollicit> os vossos votos4 ,n+uem deve aff]ir os seus actos livres s5o pelas proprias op9ies1 pelas d\tr9as que tem propugnado4 ,aff]ir pelas m9has idz o meu proc$] o que unicam5te fao4 ,recus&o o vosso favor1 nem por isso vo-lo agradeo m5os2 e a prova que vo-lo retribuo com e/es conselhos1 que no s]o bons1 mas que evid5tem5te so des9t]essados4 ,da confiana que mo/ra/es t] em mim d]iva o meu direito a d>-vo-los4 ,aconselho-vos1 como acabaes de v]1 uma c\sa p>a a qual os e/adi/as de pr(isso olham com supremo desprezo1 a eleio de campan>io1 s a eleio de campan>io1 a eleio de campan>io1 p]mitti-me a expresso1 at a f]ocidade4 ,no sei se pod]eis s(fr] o affrontoso ridiculo que &a associado d\tr9a que vos inculco4 ,eu posso4 ,em mim e/e alto es=o o habito que resulta d longo tracto4 ,a aguda e graciosa invectiva de deputado de campan>io tem cs v5]aveis4 ,conheo-a ha muitos annos4 ,alm dos ,pyr5os &ava j em s]vio dos ambiciosos1 dos (ficiaes de politica ha bem meio seculo4 ,os nossos politicos enc>tados traduziram-na p>a seu uso4 que1 assim como traduzem leis1 traduzem o mais1 po/oque1 se me licito diz-lo1 o faam mal1 muito mal1 de ord9>io4 ,indubitavelm5te e/e paiz trasborda de hom5s gr&es1 de pr(undos e/adi/as4 ,aqui o e/adi/a nasce1 como nasce o poeta3 prec$e a escla3 disp5sa-a1 at4 ,s\ o primeiro em confess-lo4 ,e a paixo dos hom5s gr&es1 dos pr(undos e/adi/as1 a salvao da patria3 a sua vocao1 o seu de/9o1 a sua suprema felicidade4 ,esses v>es illu/res p]t5cem1 porm1 ao paiz3 d paiz que devem s] deputados4 ,ent5dem-no elles assim1 e p>ece-me que ent5dem bem4 ,em tal caso1 eleja-os o paiz4 ,qu&o algum vos m5dig> de porta em porta1 e com o *apu na mo1 os vossos votos1 respondei-lhe1 como os eleitores dos div]sos circulos d re9o lhe respond]iam1 se o so juizo fosse uma c\sa desmesuradam5te vulg>3 ,somos uma pobre g5te1 que ap5as conhecmos z nossas necessidades1 e qu]mos por m&at>io quem tambem z conhea e que n'ellas t5ha p>te2 quem seja v]dadeiro int]prete dos nossos desejos1 das nossas esp]anz1 dos nossos aggravos4 ,se os deputados dos outros circulos proc$]em de uma escolha analoga1 ent5demos que z op9ies triumphantes no p>lam5to repres5t>o a satisfao dos desejos1 o complem5to das esp]anz1 a rep>ao dos aggravos da v]dadeira maioria nacional1 sem que i/o ob/e a que se att5da aos int]esses da m9oria1 que ahi se a*>o repres5tados e def5didos como se repres5ta e def5de uma causa propria4 ,na vulg>idade da nossa intellig5cia1 cu/a-nos a ab&on> z sup]/ies d nossos pes3 cremos a9da na ari?metica1 e que o paiz no s5o a somma das localidades4 ,homem d absoluto1 das va/as concepes1 se a vossa abnegao *ega ao ponto de sollicit> a deputao d campan>io1 fazei com que vos elejam aquelles que vos conhecem de p]to1 que podem apreci> z vossas virtudes1 o vosso c>act]4 ,c]tam5te vs habitaes n'alguma p>te4 ,se no qu]eis abat]-vos tanto1 arr$ae-vos da sombra d nosso presbyt]io1 que (fusca o brilho d vosso gr&e nome4 ,sde1 como razo que sejaes1 deputado d paiz4 ,no temos p>a vos d> s5o um m&ato de campan>io4 ,a respo/a dos eleitores aos e/adi/as p>ece-me que dev]ia s] e/a4 ,a eleio de campan>io o symptoma e o preambulo de uma reaco desc5tralisadora1 a desc5tralisao a condio impret]ivel da adm9i/rao d paiz pelo paiz1 e a adm9i/rao d paiz pelo paiz a realisao mat]ial1 palpavel1 effectiva da lib]dade na sua pl5itude1 sem an>*ia1 sem revolues1 de que no vem quasi nunca s5o mal4 ,p>a obt] e/e resultado1 necess>io comear pelo pr9cipio2 necess>io que a vida pblica r5asa4 ,na v]dade1 a d\tr9a de que o excesso de aco adm9i/rativa1 hoje acumulada1 deve d]iv> em gr&e p>te d c5tro p>a a circumf]5cia repugna aos p>tidos1 e irrita-os4 ,sei isso1 e sei porque4 ,os p>tidos1 sejam quaes =em z suas op9ies ou seus int]esses1 ganham sempre com a c5tralisao4 ,se no lhes d maior num]o de probabilidades de v5cim5to nas luctas d pod]1 conc5tra-z n'um ponto1 simplifica-z1 e obtido o pod]1 a c5tralisao o gr&e meio de o cons]v>em4 ,nunca esp]em dos p>tidos essas t5d5cias4 ,s]a o suicidio4 ,d'ahi vem a sua incompet5cia1 a n5huma auctoridade d seu voto n'e/a mat]ia4 preciso que o paiz da realidade1 o paiz dos casaes1 das aldeias1 das villas1 das cidades1 das prov9cias acabe com o paiz nom9al1 inv5tado nas secret>z1 nos qu>teis1 nos clubs1 nos jornaes1 e con/ituido pelas div]sas camadas d funccionalismo que 1 e d funccionalismo que qu] e que ha de s]4 ,a c5tralisao tem ido at z saturnaes4 ,a j]>*ia adm9i/rativa *eg\ j1 por exemplo1 a arrog>-se o direito de decl>> susp5sas ou em vigor z leis civs e crim9aes d re9o e a aco dos tribunaes4 ,lde o artigo #ceg4o d codigo adm9i/rativo e e/udae a sua jurisprud5cia1 que haveis de fic> edificados4 ,vde se algum gov]no1 se algum gr&e e/adi/a1 sad de qualqu] p>te1 props a sua revogao4 ,no o esp]eis jmais4 ,o pod] que pela immunidade d funccion>io crim9oso1 que pelo monopolio na di/ribuio de todas z funces retribuidas1 que pela mon/ruosa inv5o d cont5cioso adm9i/rativo1 que pelas mais ou m5os disf>adas dictaduras1 cuja necessidade elle mesmo cria1 que por mil concesses arrancadas fraqueza ou condesc5d5cia p>lam5t>1 a*a gr&es facilidades p>a p5etr> na esph]a dos outros pod]es1 deve ir longe na propria esph]a4 ,e vai4 ,qu]eis encontr> o gov]no c5tral8 ,d b]o cova encontrae-lo por todas z phases da vossa vida1 r>am5te p>a vos proteg]1 de cont9uo p>a vos incommod>4 ,nada1 a bem diz]1 se mov] na vida collectiva d povo1 que no v5ha de cima o impulso1 ou que pelo m5os o gov]no se no associe a esse impulso4 ,entrae1 por exemplo1 no presbyt]io da primeira aldeia que top>des4 ,v]eis ahi um homem en*5do a pia da agua b5ta1 apag&o ou acc5d5do z vlas1 arrum&o os c]eaes4 o gov]no c5tral4 ,o sacri/o1 exornado com o titulo pomposo de !s\reiro1 seu funccion>io2 a mo delle e/5dida at o gaveto das ve/im5tas4 ,esse p]sonagem tem c>ta pela secret>ia de e/ado4 ,i/o impossivel que seja racional1 s5sato4 ,essa imm5sa tutela de milhes de hom5s por seis ou sete hom5s =osam5te absurda4 ,deve hav] um dia em que a soci$ade1 como os individuos1 *egue maioridade4 ,no receeis que a desc5tralisao seja a disgregao4 ,o gov]no c5tral ha de e deve t] sempre uma aco pod]osa na adm9i/rao pblica2 ha de e deve c+i-la2 mas cumpre re/r+ir-lhe a esph]a d5tro de ju/os limites1 e os seus ju/os limites so aquelles em que a razo pblica e z demon/raes da exp]i5cia prov>em que a sua aco inevitavel4 ,o ambito de/a no deve dilat>-se mais4 ,a c5tralisao1 na cpia portuguesa1 como hoje exi/e e como a s(fremos1 o fidei-commisso legado pelo absolutismo aos gov]nos repres5tativos1 mas enriquecido1 exagg]ado2 1 desculpae-me a phrase1 o absolutismo lib]al4 ,a diff]5a e/ ni/o3 d'antes os fructos que d o pr$om9io da c5talisao suppunha-se colh-los um homem *amado rei3 hoje colhem-nos seis ou sete hom5s *amados m9i/ros4 ,d'antes os cortezos rep>tiam entre si esses fructos1 e diziam ao rei que tudo era d'elle e p>a elle3 hoje os m9i/ros res]vam-nos p>a si ou di/ribuem-nos pelos que lhes s]vem de voz1 de braos1 de mos2 pelo p>tido que os def5de1 e dizem depois que tudo d paiz1 pelo paiz1 e p>a o paiz4 ,e no m5tem4 ,o paiz de que falam o seu paiz nom9al2 a sua cli5tella1 o seu funccionalismo2 o proprio gov]no2 a traduco mod]na da phrase de ,luiz ,,xiv l'tat c'e/ moi1 m5os a s9c]idade4 ,no accuso alguem em p>ticul>2 descrevo um facto g]al2 no sirvo1 nem combato n5hum p>tido3 pago-vos com a franqueza um p\co rude da m9ha l+uagem a vossa b5evol5cia4 ,se accusasse1 accusava-me tambem a mim1 e talvez a vs4 ,n+uem e/ acima das paixes1 dos preconceitos1 das frmulas1 da indole da sua po*a4 ,nem sequ]1 e muito 1 os e/adi/as o e/o1 se me conc$ido avali> essas altas capacidades4 ,a c>ne fraca4 ,sejam quaes =em z nossas aspiraes1 z nossas !orias1 e se quiz]em1 os nossos sonhos quanto ao futuro1 vivemos no pres5te1 e qu&o no nos ab/emos da politica1 enfileiramo-nos nos p>tidos1 s vezes1 at1 sem o qu]]mos1 sem o sab]mos4 ,como tive a honra de vos faz] not>1 a que/o da lib]dade na sua pl5itude e na sua exi/5cia real e/ fra1 ou antes1 acima dos p>tidos4 ,se1 con=me creio1 a eleio na qual quize/es que eu tivesse uma p>te honorifica manife/a z vossas prop5ses p>a mant] o m9i/]io actual1 no se d$uz d que vos digo a necessidade de mo/r> prop5ses contr>ias4 ,por ora no se tracta s5o de adopt> um pr9cipio1 uma regra1 cujas consequ5cias v]dadeiram5te importantes viro mais t>de4 ,no importa1 em relao a essas consequ5cias1 que escolhaes n'e/e ou n'aquelle p>tido3 o que importa que escolhaes d'entre vs2 o que importa que os circulos ruraes no obriguem algum homem gr&e a consummir dez m9utos em procur> no mappa d re9o a situao relativa d di/ricto que repres5ta1 e muitas horas em soletr> os nomes romanos1 go?icos1 m\riscos1 b>b>os1 que n'esse mappa designam rios1 montes1 log>ejos1 aldeias1 freguezias1 concelhos1 em que nunca ouviu fal>4 ,pelos reco/os das vossas p9torescas montanhas1 pelos vossos valles frondosos1 pelas qu9tas e granjas mais remotas1 no campo ou nas povoaes1 deve habit> algum amigo de m9i/]io que m]ea os vossos votos4 ,dae-lh'os1 se ent5deis que os hom5s que e/o no pod] so m5os mu d que os seus adv]s>ios4 ,no me cons5t9do a brevidade d tempo e a urg5cia de outras occupaes expr-vos todos os motivos por que d\ tanta importancia d\tr9a eleitoral que submetto vossa consid]ao1 no t5ho direito a insi/ir em que a sigaes com a inabalavel firmeza com que intimam5te creio que a dev]ieis seguir4 ,n'essa hypo!se1 se vos apres5t>em c&idaturas de individuos extranhos ao vosso circulo1 cujo c>act] no possaes avali> por vs mesmos1 cons5ti em que vos lembre um arbitrio p>a no s]des ludibriados4 ,consultae aquelles que pessoalm5te os conhec]em1 mas s aquelles1 que1 pag&o tributos1 e no disfruct&o-os1 viv]em no meio de vs ha longos annos d producto d seu trabalho ou da sua propri$ade1 e que gos>em de solida reputao de intellig5cia e de probidade4 ,como hom5s de bem1 e como t5do int]esses analogos aos vossos e confundidos com os vossos1 elles no podem engan>-vos4 ,escolhei o que elles escolh]em2 regeitae o que elles regeit>em4 ,v5a qual p>tido v5c]1 t]eis ao m5os um procurador hone/o2 porque todos os p>tidos tem no seu seio g5te honrada4 ,escusado diz]-vos o que n'isso haveis de ganh>4 ,depois1 qu&o alguem1 que accid5talm5te se a*e no meio de vs1 sem casa1 sem b5s1 sem familia1 sem indu/ria de/9ada a augm5t> com vantagem propria a riqueza commum1 e s porque o seu talh] na mesa d tributo fic\ po/o p>a esse lado1 se mo/r> demasiado sollicito em nobilit> o vosso voto pela escolha de algum celebre e/adi/a1 em que nunca talvez ouvi/es fal>1 ou em livr>-vos de eleg]des algum mu cidado1 cujas malfeitorias escutaes da sua bca pela primeira vez1 voltae-lhe z co/as4 ,padre1 milit>1 magi/rado1 funccion>io civil1 seja quem =1 esse homem que tanto se agita1 afflicto pela vossa honra eleitoral1 pelos vossos ac]tos ou desac]tos politicos1 pde s] um p>tid>io ard5te e des9t]essado2 mas mais provavel que seja um hypocrita1 um mis]avel1 que j t5ha na algibeira o preo d vosso ludibrio1 ou que1 por s]vios abjectos1 esp]e obt]1 ou dos que so gov]no1 ou dos que qu]em faz] o imm5so sacrificio de o s]em1 a realisao de ambies que a consci5cia lhe no legitima1 e c]ca das quaes s podeis sab] uma c\sa3 que z haveis de pag>4 ,p]mitti-me1 s5hores eleitores1 que t]m9e e/a c>ta1 j demasiado ext5sa1 reit]&o-vos os prote/os da m9ha gratido pela vossa bondade p>a comigo1 e assegur&o-vos que1 se me fallece ambio p>a acceit> os vossos votos contradiz5do z m9has op9ies1 sobeja-me av>eza p>a busc> no p]d] jmais um ceitil da vossa e/ima4 ,,manife/o ,,da ,,associa,o ,,popul> ,,promotora ,,da ,,educa,o ,,d ,,sexo ,,fem99o ,,ao ,,p>tido ,,lib]al ,,portugu,s #aheh ,muitos cidados de ,lisboa p]t5c5tes s div]sas fraces d p>tido lib]al1 movidos por um s5tim5to de p]igo commum1 t5do-se congregado p>a delib]>em sobre o modo de obvi> a esse p]igo1 que reputam mais ou m5os grave1 mais ou m5os imm95te1 mas indubitavel1 resolv]am con/ituir uma associao1 que1 cresc5do e dilat&o-se pelo re9o1 possa combat-lo com vantagem4 ,o lao pr9cipal d'e/a associao consi/e na unidade de idz1 e na unidade de es=os p>a annull>1 sem sair da e/ricta legalidade1 z t5tativas de reaco anti-lib]al1 cuja manife/ao mais importante o emp5ho de transvi> a educao popul>1 entreg&o-a a congregaes religiosas1 no s e/rangeiras1 mas tambem regidas por pr9cipios oppo/os s in/ituies d e/ado4 ,a ,associao1 desej&o firm> bem a sua b&eira1 e habilit> o paiz p>a a favorec]1 ou p>a a condemn>1 ord5\ que em seu nome se publicasse o pres5te escripto1 onde amplam5te se exposessem os motivos da sua exi/5cia e o alvo em que pe a mira4 ,os acontecim5tos de #ahdh1 que agit>am a ,europa1 d]am origem a exagg]aes e desconc]tos1 que1 f]9do no s os int]esses ligados manut5o d passado1 o que p\co importava1 mas tambem1 o que era mais grave1 os int]esses das num]osissimas classes que unicam5te vem o progresso no l5to e prud5te des5volvim5to das idz e das in/ituies repres5tativas1 produziram temores que1 pod5do ju/ific>-se a pr9cipio1 no t>d>am a ultrapass> os limites d ju/o e a precipit>-se n'um sy/ema de reaco1 que se confundiu com o dos p>tidos ant]ior e absolutam5te adv]sos lib]dade legitima e hone/a1 proc$im5to no m5os absurdo que o d'aquelles que se haviam decl>ado inimigos da soci$ade4 ,no meio d e/ampido das revolues1 das p]ipecias dos ?ronos e das g5tes1 das luctas e das desgraz publicas1 algumas naes1 ancoradas no porto das in/ituies lib]aes1 e =cej&o pacificam5te por obt]em o progresso pelos meios que subm9i/ra o gov]no p>lam5t>1 haviam-se ab/ido de se associ>em ao movim5to revolucion>io da ,europa1 vi/o que disso no c>eciam p>a assegur> os seus de/9os futuros4 ,tal =a a ,+lat]ra1 a civilisadora d mundo1 esse paiz modelo1 essa t]ra da nobre raa anglo-saxonia1 def5sora natural dos povos livres m5os pod]osos3 taes haviam sido ,portugal e a ,belgica4 ,outras1 por um accordo g5]oso entre o sob]ano e os subditos1 s\b]am tir> da gr&e agitao europa s z consequ5cias ju/as1 e vi]am associ>-se1 emfim1 pacificam5te ao gremio das soci$ades livres4 ,tal foi o ,piemonte1 to mod]ado nos dias prosp]os1 como t9ha sido nobre nos da adv]sidade1 e que a ,provid5cia colloc\ nos p5dores dos ,alpes e dos ,ap59os como ph>ol e ultima esp]ana da ,italia4 ,ha annos que e/as naes respondem triumphantem5te com a eloqu5cia dos factos s accusaes da reaco contra a lib]dade3 ha annos que apontam a povos que se reputavam mais allumiados d que ellas1 e que s sabemos t]em sido ou mais imprud5tes ou mais infelizes1 a lei moral d futuro1 z condies impret]iveis de vitalidade p>a z in/ituies repres5tativas2 i/o 1 a mod]ao e a firmeza4 ,=agidos de todos os paizes1 que no seio dellas tem v9do recl9> a cabea e respir> a atmosph]a da lib]dade1 volt&o algum dia patria no esquec]o z salut>es lices que receb]am1 e ame/r>o os m5os exp]i5tes p>a no confundirem o desacato d direito com o direito1 a revolta com a resi/5cia legitima1 a lic5a com a lib]dade4 ,prote/o vivo contra a reaco1 a frma da exi/5cia politica d'e/as naes devia s] pr(undam5te odiosa aos que sonham na re/aurao d passado4 ,absorv-las1 affeio-las pelo proprio p5sam5to1 desm5tir a sua muda l+uagem1 era p>a a reaco um po/ulado importante4 ,na ,gr-,bretanha a empreza s]ia impossivel4 ,d m> das ,hebridas a canal da ,man*a1 a luz da lib]dade que fulgura no cu da ,+lat]ra demasiado int5sa4 ,a reaco fic>ia deslumbrada pass&o alm da p5umbra d cont95te4 ,mas a ,gr-,bretanha1 physicam5te insulada1 podia s-lo moralm5te1 se lhe de/ruissem z aff9idades cont95taes que a9da cons]va4 ,no ,piemonte a reaco apres5t\-se audaz1 e a lucta foi r5hida2 mas a firmeza mod]ada dos pod]es con/itucionaes tem ba/ado p>a a reprimir4 ,no evit\ a ,belgica s] conv]tida em campo de batalha1 po/oque o p>tido lib]al alevantasse en]gicam5te a luva que se lhe atirava s faces4 ,a prud5cia1 porm1 de um mon>*a v]dadeiram5te con/itucional1 gr&e pelos dotes da intellig5cia1 mas a9da maior pela sab$oria que d a longa exp]i5cia1 imp$iu at agora que o fogo1 nem sempre lat5te1 se conv]tesse em assolador inc5dio4 ,portugal no podia fugir sorte commum4 ,ha annos que os annuncios da procella assomavam nos horisontes2 que nuv5s fugitivas (fuscavam os ares4 ,no falt\ quem o adv]tisse2 mas a adv]t5cia pass\ desp]cebida4 ,debalde em publicaes asss conhecidas se *am\ a att5o d paiz p>a c]tas t5d5cias que se manife/avam3 debalde a impr5sa p]iodica mais de uma vez z assignal\ tambem4 ,foi necess>io p>a o espirito publico desp]t>1 que essas t5d5cias assu/adoras se conv]tessem em actos demasiado positivos e palpaveis1 e que1 com o pretexto de se cre>em os meios de dirigir melhor a educao publica1 se fizesse uma grave inju/ia moralidade e intellig5cia nacionaes1 introduz9do-se em ,portugal me/ras e/rangeiras1 p]t5c5tes a uma corporao d sexo fem99o1 que1 cons]v&o a sua organisao actual1 incompativel com z leis e in/ituies d paiz4 ,de/e desp]t> da att5o publica nasceu e/a ,associao4 ,no foi o p5sam5to de um ou de alguns hom5s que a cre\4 ,foi uma ida que brot>a ao mesmo tempo no commum dos espiritos2 uma de/as illum9aes subitas que o povo tem s vezes na hora dos gr&es p]igos4 ,o que se *ama de ord9>io o in/9cto d povo no s5o um racioc9io2 mas racioc9io obvio1 simples1 cl>o1 accessivel a todos os ent5dim5tos1 e irresi/ivel p>a a consci5cia de todos4 ,a reaco ameaava a lib]dade1 no s no pres5te1 mas tambem no futuro2 dava um dos passos mais importantes p>a a conqui/a1 s5o da soci$ade que 1 ao m5os da soci$ade que ha de s]4 ,e o p>tido lib]al uniu-se e m>*\ ao encontro d inimigo no t]r5o em que elle lhe apres5tava o combate4 ,de c]to que nem todas z pessoas envolvidas ne/a deploravel manife/ao dos planos reaccion>ios podem com ju/ia s] taxadas de favorec]em de proposito delib]ado os int5tos da reaco4 ,no t5do provavelm5te e/udado a hi/oria dos progressos de/a na ,europa1 dos seus es=os e artificios1 dos seus triumphos e dos seus desa/res nos ultimos tr9ta ou qu>5ta annos1 deix>am-se embar pela sua l+uagem devota1 pelos seus ademanes mode/os1 pelo seu app>5te zlo da moral e da ordem publica4 ,ignoravam quantas vezes ella tem soltado rugidos de col]a e de ameaa2 quantas vezes se tem trahido a si propria1 e revelado o seu intimo p5sam5to3 ignoravam como c]tos hom5s1 cujo c>act] religioso e au/]o1 e cuja mod]ao de op9ies politicas e/o acima de qualqu] suspeita1 tem julgado o p>tido cujas t5d5cias e/a ,associao de/9ada a combat]1 e que por toda a p>te se manife/am pr9cipalm5te no desvelado aff9co com que esse p>tido procura apod]>-se dos animos fem9is e de affeio> aos seus intuitos z g]aes novas4 ,cremos que eram nobres e puras z int5es das pessoas s9c]am5te lib]aes que1 sem o sab]em1 sem o qu]]em1 amp>>am com o seu nome1 com a sua bolsa1 e com a sua influ5cia o p5sam5to da reaco1 ou della se torn>am in/rum5tos4 ,mas nem a respeitabilidade d seu c>act] z torn>ia infalliveis1 a9da em mat]ias nas quaes fossem mais compet5tes1 nem essa respeitabilidade pde obrig>-nos a submett]-lhes o nosso alv$rio1 a nossa intellig5cia e a livre manife/ao das proprias convices4 ,o nosso unico dev] p>a com ellas uma ju/ia indulg5te2 no accus> z suas int5es1 que no o m]ecem1 nem reput> irremissivel o seu erro4 ,a essas pessoas s p$iriamos1 qu&o c]tos res5tim5tos infundados *egassem a acalm>1 que reflectissem n'um ph5om5o que tem diante dos olhos2 que1 digamos assim1 z rodeia por todos os lados1 e que de uma significao indubitabel e imm5sa4 ,depois de t]em reflectido1 p$ir-lhes-hiamos sm5te que seguissem1 no o que lhes dictasse o peior dos conselheiros1 o amor proprio (f5dido1 mas a voz intima de uma hone/a consci5cia4 ,exi/e em ,portugal um p>tido num]oso1 dirigido por hom5s intellig5tes1 que ha v9te e c9co annos e/ organisado e discipl9ado2 p>tido moralm5te to legitimo como o p>tido lib]al1 mas que pr(essa francam5te o seu amor exclusivo ao passado1 e cujos escriptores1 us&o dos fros de cidados de um paiz livre1 affirmam ha v9te e c9co annos p]ante ,deus e o mundo o direito de o no s]em1 ou1 p>a melhor diz]1 o direito de no se lhes tol]> que o sejam4 ,na gr&e que/o agita o paiz1 e que ns cremos import> uma grave manife/ao d p5sam5to reaccion>io1 n+uem mais d que esse p>tido tem mo/rado zlo ard5te pela educao p]egr9a1 e por tanto lanado com mais viol5cia o /ygma de incapacidade moral e intellectual sobre z pessoas d sexo fem99o nascidas ne/a t]ra que possam d$ic>-se ao magi/]io4 ,no symbolo daquelle p>tido1 uma adorao sup]/iciosa da nacionalidade figur>a entre os seus artigos fundam5taes por v9te e c9co annos2 e qu&o1 no e/a ou aquella mulh]1 mas a mulh] portuguesa1 em g]al1 vilip5diada1 amaldicoada1 condemnada na sua capacidade moral e intellectual de me 7porque a educadora v]dadeira me da infancia que lhe confiada71 esse p>tido apaga aquelle artigo fundam5tal d velho symbolo1 e sada a invaso e/rangeira6 ,e no a sada s2 decl>a-a a tboa de salvao das novas g]aes4 ,no a*a que apod]>em-se de orphos adoptados pela patria seis mulh]es e d\s ou tres frades e/rangeiros seja um facto insignificante ou indiff]5te4 que os hom5s em95tes desse p>tido tem e/udado a hi/oria4 ,no seio delle no ha uma voz que se alevante p>a prote/> contra a suppresso da mais exagg]ada s5t5a d seu cr$o2 no ha quem no m>*e alegrem5te ao combate4 ,no meio das pr(undas fileiras d laz>ismo1 ou d jesuitismo1 ou d ultramontanismo1 ou como quiz]em *am>-lhe1 os vultos lib]aes ap5as r>am5te se descort9am1 p]didos entre a multido dos combat5tes que dete/am a lib]dade4 ,s]a o p>tido que sempre se mo/r\ to leal1 to francam5te e1 no duvidamos diz-lo1 to nobrem5te reaccion>io1 porque pde hav] nobreza at no erro e no mal1 s]ia esse p>tido asss ins5sato p>a faz] sacrificios taes1 se no e/ivesse emp5hado nisso o seu dogma supremo1 a reaco8 ,val]ia p>a elle a p5a de se agit>1 col]ico e impaci5te1 por causa de seis mulh]es e d\s frades1 e de combat] com tanto az$ume os que repellem essa importao e/rangeira2 elles1 os hom5s da nacionalidade exagg]ada8 ,se tal facto no diss] nada aos transviados d campo lib]al1 ento s nos re/a deplor> a sua irrem$iavel cegueira4 ,ha tres seculos que tambem d\s frades de um in/ituto novo1 *amado a ,companhia de ,jesus1 entravam ss9hos em ,portugal4 ,um delles ab&onava logo e/e paiz p>a atravess> o oceano e ir embr5h>-se entre z g5tilidades da ,asia4 ,fic\ o outro4 ,foi o que ba/\ p>a nucleo de uma associao1 que em breve dom9\ tudo4 ,a mocidade amiga de novidades4 ,mancebos sados d seio das mais nobres familias1 outros nascidos entre o povo e entre a burguesia corr]am a ali/>-se no gremio nasc5te1 ao passo que os re=os e/rangeiros *egavam p\co a p\co4 ,v9ham1 dizia-se1 moralis> o paiz e in/rui-lo pela religio4 ,hom5s de e/ado conspicuos1 a univ]sidade de ,coimbra1 a p>te mais illu/rada da soci$ade era-lhes adv]sa1 e fazia s9i/ras pr$ices1 que o tempo se enc>reg\ de ju/ific>4 ,o pod] e/ava1 porm1 nas mos d fanatismo1 da hypocrisia1 e sobretudo da imbecilidade intellectual4 ,a lib]dade da palavra1 a lib]dade d p5sam5to escripto1 a lib]dade de associao no exi/iam4 ,pond]avam-se os f9s to uteis d sancto in/ituto1 o bem que t9ha feito fra d paiz1 como por toda a p>te o acolhiam4 ,z reluctancias1 e/]eis porque sem nexo1 esmorec]am e cal>am-se4 ,a in/ituio e/rangeira v5ceu1 enraiz\-se1 dilat\-se e dom9\4 ,a hi/oria politica1 social e litt]>ia d paiz durante duz5tos annos e/ ahi p>a respond] aos que p]gunt>em quaes =am os resultados da influ5cia incontra/ada e incontra/avel dos jesuitas4 ,e/e exemplo memoravel e de tri/e recordao dome/ica deve s] inutil p>a ns8 ,z appreh5ses actuaes s]o m5os ju/ificadas d que z dos hom5s in/ruidos1 sisudos e exp]i5tes d meiado d seculo ,,xvi8 ,ha quem diga que sim2 ha quem p5se que a hi/oria s]ve s p>a pa/o de uma curiosidade van2 quem supponha que z leis da humanidade no so sempre z mesmas2 que onde se d]em causas id5ticas no se ho de repetir os mesmos effeitos4 ,deploremos a intellig5cia dos que assim p5sam4 ,dizem-nos que o espirito das congregaes religiosas div]so d que foi2 que ellas no ex]c]o a p]niciosa influ5cia que ex]c]am n'outras epo*as1 ao passo que podem s] gr&em5te uteis illu/rao e moralidade4 ,affirmam-nos que preciso retemp]> os antigos in/rum5tos de religiosidade p>a os oppor irreligio d indiff]5tismo que invadiu z soci$ades1 e p>a =tific> o elem5to *ri/o1 unico que pde combat] com vantagem os delirios das novas es*olas que poem em que/o a propri$ade e a familia1 pr9cipios vitaes da exi/5cia civil4 ,a educao1 dizem-nos1 e/ fra da esph]a dos p>tidos3 educae e in/rui s por educ> e in/ruir1 e no cureis de sab] qual s] o de/9o politico das novas g]aes4 ,ens9ae-lhes os elem5tos da in/ruco g]al1 a religio e a moral1 de modo que depois se adaptem a todas z frmas de gov]no1 a todas z situaes da soci$ade4 ,diz-se i/o1 escreve-se1 proclama-se4 ,os que assim falam so os reaccion>ios occultos1 os transfugas d campo lib]al1 e tambem aquelles que devemos consid]> como suas victimas1 os que se deixam illudir pelos sophismas desses hom5s de trevas1 que1 no t5do a nobre ousadia de decl>> lealm5te que ab&on>am os seus e/&>tes1 calumniam a lib]dade p>a a trahirem sem trahirem os proprios intuitos1 e sem sacrific>em os prov5tos que lhes resultam da sua suppo/a p]man5cia na fileiras em que &avam ali/ados4 ,comp>ada com a l+uagem de/es1 a dos reaccion>ios puros nobre1 porque franca e s9c]a4 ,o mal1 na sua op9io1 no consi/e nas ab]raes d lib]alismo2 consi/e no proprio lib]alismo4 ,z d\tr9as lib]aes conduzem logicam5te1 =adam5te1 os povos aos desv>ios an>*icos1 negao absoluta da ordem social4 precioso re/aur> o passado nas frmas mais absolutas1 nas maximas extremas da igreja e d e/ado2 expungir todos os axiomas1 todas z idz de progresso civil e politico dos ultimos dez ou doze lu/ros1 todas z in/ituies d'ahi d]ivadas4 ,os progressos mat]iaes de/e seculo so acceitaveis3 nada mais4 ,o molde social novo cumpre quebr-lo1 repondo z soci$ades no antigo1 unico em que podem salv>-se4 ,entre e/e p>tido e o nosso e/ dicto tudo4 ,somos radicalm5te adv]s>ios4 ,podemos combat] sem mutuam5te nos desprez>mos2 podemos s] mais ou m5os viol5tos na lucta1 sem que1 em regra1 em pr9cipio1 nos accusemos de deslealdade4 ,no esse p>tido1 que nos obriga a def5d] e/a ,associao1 e a expr na impr5sa os motivos da sua exi/5cia1 a sua indole1 o p5sam5to que dirige todos os seus actos4 ,z accusaes d'alli v9das s]o o seu melhor titulo p>a grangei> a confiana d p>tido s9c]am5te lib]al2 porque os d\s campos e/o e/remados e circumscriptos4 ,o que importa precav]-nos contra o mal que lavra nos proprios arraiaes2 contra os inimigos que nos qu]em introduzir nelles como alliados4 ,o fim dos nossos es=os deve s] repellir d\tr9as que se vo p$ir empre/adas s !orias dos adv]s>ios p>a se nos d>em como idz progressivas2 deve s] repellir taes d\tr9as pr9cipalm5te nas suas applicaes practicas4 ,dizem-nos que e/amos n'uma po*a de progresso1 e no podemos retrograd>2 que a publicidade1 a discusso1 a lib]dade ba/am p>a pres]v> a soci$ade das aggresses da reaco4 ,so phrases oucas1 sem valor1 nem alcance na que/o que deu origem a e/a ,associao1 porque no det]m9am n5hum facto especial4 ,de c]to que o g5]o humano progride no seculo pres5te2 porque o progresso uma condio impret]ivel da sua exi/5cia3 progride ne/e seculo1 como progr$iu em todos desde z mais remotas eras4 ,nem os tempos torm5tosos das invases dos b>b>os deix>am de s] uma po*a de progresso4 ,demon/ra-o a hi/oria4 ,mas tem esse gr&e facto de g5]o-humano imp$ido que1 n'um ou n'outro paiz1 dom9e a tyrannia depois da lib]dade2 que os fros d homem t5ham sido desprezados2 que z naes t5ham sido individualm5te opprimidas1 desmoralisadas1 b>b>isadas1 dissolvidas1 anniquiladas como entidades politicas8 ,concluir d progresso con/ante da civilisao g]al que um povo no pde retrograd>1 e que portanto no deve premunir-se contra a reaco que o aggride1 aconselh> ao homem que se no prev9a contra z causas ord9>ias da morte1 porque a raa humana tem por condio a p]petuidade4 ,a lib]dade d p5sam5to1 a discusso1 a publicidade1 z g>antias1 em summa1 de um paiz livre ba/am defesa da soci$ade4 ,mas ento porque se a*a extranho que p5semos livrem5te1 que discutamos1 que nos associemos1 que usemos1 d5tro da e/ricta legalidade1 d'esses meios que z in/ituies facultam aos cidados1 p>a affa/>mos um p]igo que cremos srio e imm95te8 ,porque a injuria1 a col]a1 a calumnia8 ,dir-se-hia1 ao v] os sanctos furores que se alevatam em regies mais que suspeitas1 que os nossos temores no so to infundados1 z nossas prev5es to inuteis como se affirma1 e que o p]igo v]dadeiro e real4 ,a reaco no pde v5c]-nos3 cruzemos os braos6 ,como se julg>ia o homem1 que n'uma praa sitiada1 mas def5dida por c5t5>es de canhes e por uma gu>nio num]osa e agu]rida1 clamasse aos soldados no mom5to d ataque3--,no asse/eis a artilh]ia3 no m>*eis p>a z muralhas2 confiae na efficacia dos nossos recursos2 cruzae os braos1 porque a praa inexpugnavel4--,e/e homem no *eg>ia a s] reputado traidor3 te-lo-hiam ap5as por m5tecapto4 ,dizem-nos que a aggresso no exi/e2 que a importao de um in/ituto e/rangeiro1 repugnante pela sua indole1 pela sua regra1 s in/ituies d paiz1 no um symptoma1 e mais d que um symptoma1 um acto de reaco organisada4 ,exam9emos esse facto em si3 procuremos a sua causa4 ,uma calamidade publica det]m9\ subitam5te na capital d re9o a exi/5cia de um gr&e num]o de orphos1 que =am p]filhados pela compaixo publica4 ,sem aquella calamidade1 esses individuos t]iam recebido a educao no seio das suas familias1 ou nos e/abalecim5tos de educao j exi/5tes1 e a soci$ade no t]ia vi/o n'isso um gr&e mal4 ,eram os e/abelecim5tos publicos e privados1 j in/ituidos no re9o1 e de/9ados educao da infancia e da pu]icia1 radicalm5te incapazes de pre5*] o seu fim8 ,onde e/o z provas8 ,cumpria cre> um e/abelecim5to de educao div]sam5te organisado8 ,se assim era1 z pessoas que t9ham dirigido1 mantido1 protegido p>te dos j exi/5tes1 o p>lam5to e o gov]no que mant9ham e dirigiam outra p>te1 todos se haviam enganado1 ou enganavam o paiz4 ,em p]to de um milho de mulh]es portuguesas1 no havia c9co ou seis que se podessem enc>reg> da sancta e nobre misso de s]em z mes adoptivas dos orphos tutelados pela commis]ao publica8 ,a sci5cia da educao inspira-a ,deus por metade ao corao da mulh]1 porque o de/9o provid5cial de/a a mat]nidade3 a outra metade do-lh'a z tradies dome/icas1 z recordaes dos primeiros annos1 o ens9o dos livros e dos me/res e a obs]vao da soci$ade4 ,t9ha-se ,deus esquecido de ns8 ,a mulh] portuguesa ignorava1 porv5tura1 esses delicados affectos1 essa arte in/9ctiva1 com que o espirito fem9il attrahe p>a o bem a infancia desprev5ida1 e lhe suavisa z asp]ezas inevitaveis d primeiro ens9o8 ,dir-se-hia1 acaso1 que o typo da mulh] me e me/ra no exi/ia em ,portugal1 ou exi/ia em regies to elevadas1 e por excepo to s+ul>1 que descobrir no paiz quem podesse desemp5h> z graves funces de educadora s]ia um problema insoluvel8 ,se assim fosse1 a familia no exi/iria entre ns s5o por excepo1 porque1 a primeira e impret]ivel qualidade da me de familia possuir o in/9cto e os dotes de educadora4 ,onde se no d essa condio1 a familia no passa de uma juxta-posio de pessoas4 ,acr$it> que e/a fosse a nossa situao2 que pod]ia s] a situao de alguma povo1 s]ia presuppor um absurdo4 ,no se p>tiu1 de c]to1 de semelhante hypo!se p>a a introduco em ,portugal das irms de c>idade francesas4 ,e se assim foi1 digam-nos que meios empreg>am p>a v]ific> a exi/5cia de to mon/ruoso facto8 ,foi essa introduco ap5as um capri*o1 uma pu]ilidade8 ,capri*o1 leveza pu]il1 pod]ia t]-se reputado1 se a indignao1 manife/ada desde logo pelo s5tim5to nacional f]ido1 h\v]a ens9ado a prud5cia4 ,mas o s5tim5to publico s desp]t\ col]as indiscretas e declamaes apaixonadas4 ,i/o prova que o facto no nasc]a de irreflexo2 que =a calculado1 discutido1 apreciado1 nos seus motivos e nas suas consequ5cias4 ,buscava-se o bem ou o mal2 mas buscava-se alguma c\sa importante4 ,podiam z pessoas que figuravam naquelle emp5ho no m$ir o seu alcance2 mas atraz dellas e/ava dec]to quem o m$isse1 e que talvez gu>dasse p>a si previses e esp]anz que no lhes revelava4 ,nasc]ia o facto d desejo de d> a conhec] ao paiz sy/emas e me?odos mais p]feitos de educao physica e intellectual8 ,cremos que se devem e/ud> os sy/emas de educao e/rangeira1 e adopt> aquillo que nelles = v]dadeiram5te util e applicavel a ,portugal4 ,mas p>a i/o no ba/am nem s]vem algumas irms de c>idade francesas collocadas fr5te de um asylo-es*ola4 ,suppondo que a ,frana fosse o paiz classico da p$agogia1 o que mais que duvidoso#e1 s]ia das es*olas normaes de metras que alumnas nossas pod]iam traz] a ,portugal os ap]feioam5tos de que c>ecessemos1 ou alumnas dessas es*olas vir introduzi-los1 no n'um asylo-es*ola1 mas n'uma es*ola normal4 ,a lei francesa de #ae de m>o de #ahej1 promulgada no meio d t]ror d socialismo1 lei organica d artigo con/itucional que proclamava a lib]dade d ens9o1 p]mittiu s congregaes religiosas o magi/]io sem a habilitao das es*olas publicas4 ,qu]ia-se oppr o ens9o cl]ical ao d pr(essorado secul>1 que1 na escala inf]ior1 t5dia1 con=me se affirmava1 p>a z idz sociali/as4 ,o titulo de capacidade das irms de c>idade francesas p>a o magi/]io e/ nas prescripes dessa lei de reaco fundada no m$o1 prescripes que1 alis1 qualificam d mesmo modo os individuos de ambos os sexos p]t5c5tes a quaesqu] outras c5gregaes religiosas4 ,especialm5te1 z irms de c>idade no tem habilitao alguma (ficial como educadoras3 tem ap5as z provises g]aes da sua regra2 mas nem essa regra indica sy/ema algum de ens9o1 nem temos meio n5hum de v]ific> a bondade dos que seguem1 se alguns seguem1 a no s] a auctoridade da congregao laz>i/a1 e z vagas affirmativas dos p>tid>ios da educao cl]ical4 ,que se pde esp]> das congregaes religiosas como in/rum5tos da educao8 ,a circul> d m9i/ro de in/ruco publica em ,frana1 de #ai de ago/o de #ahej1 diz3--,pelo que respeita creao de me/ras1 z es*olas normaes e os cursos normaes que exi/em tem feito s]vios asss positivos p>a no se pod] duvid> de que os recursos p>a mant] essas es*olas sejam facilm5te votados--e o comm5tador da lei de #ae de m>o4 ,r5du1 accresc5ta3--,a utilidade de/as es*olas normaes tanto mais apreciada quanto c]to que em quasi todos os dep>tam5tos ha falta de me/ras1 falta provada pela exp]i5cia di>ia4--,o gov]no1 portanto1 que procur\ entreg> quanto fosse possivel a educao ao cl]o1 appella especialm5te p>a os antigos in/itutos secul>es1 e pe nelles a sua esp]ana de pod] subm9i/r> ,frana me/ras habeis1 ao passo que um dos hom5s mais compet5tes na mat]ia nos revela que ellas faltam em quasi todos os di/rictos adm9i/rativos d imp]io4 ,mas que fazem essas v9te ou tr9ta congregaes a quem se tiram todas z re/rices no ens9o1 e que devem salv> z g]aes futuras da impia educao secul>8 ,a regra de ,s4 ,vic5te de ,paulo no excluiu o patriotismo4 ,envi&o a e/e paiz inhospito e b>b>o seis irms de c>idade habilitadas p>a educadoras1 o g]al dos laz>i/as priv\ a ,frana dos seus s]vios e trahiu o prprio dev]1 s5o p>a com ,deus1 de c]to p>a com a patria4 ,o que1 porm1 na realdade a circul> d m9i/ro e z palavras de ,mr4 ,r5du provam que o progresso da educao em int5sidade e em ext5so no ha de nem pde vir de se entreg> o magi/]io s corporaes religiosas1 cuja impot5cia no meio da lib]dade de ens9o que se lhes conc$eu1 sem g>antias sequ] p>a a soci$ade1 os factos e/o demon/r&o4 ,pde e ha de vir de in/itutos secul>es lib]al e =tem5te organisados4 ,a civilisao gradual e cresc5te das soci$ades pela educao popul> uma das primeiras que/es de gov]no1 e no uma intriga de sacri/ia4 ,se ha paizes onde z paixes politicas a r$uzissem a essas dim5ses1 deploremos os seus de/9os1 mas ab/5hamo-nos de os imit>4 ,assim1 consid]ada pelo lado p$agogico1 a introduco das irms de c>idade francesas no correspondeu a n5huma ida de progresso2 no satisfez a n5huma necessidade da educao popul>4 ,fugir-se-ha de/a que/o suprema p>a a de simples c>idade8 ,dir-se-ha que o e/abelecim5to que s]viu de pretexto introduco desses frades e dessas mulh]es no propriam5te um in/ituto de ens9o1 mas de b5efic5cia8 ,todos os absurdos se podem diz] qu&o se def5de uma ruim causa1 mas1 em tal caso1 porque excluir a mulh] portuguesa8 ,porque reput-la incapaz de c>9ho1 de aceio1 de religio1 de moralidade8 licito1 porm1 admittir-se que o asylo entregue ao laz>ismo seja ap5as um abrigo p>a a indig5cia mat]ial8 ,z casas de asylo so ess5cialm5te in/tutos de educao4 ,o mais sup]ficial exame da sua indole o e/ prov&o4 ,se os hom5s da reaco ignoram at isso1 cit>-lhes-hemos uma auctoridade insuspeita p>a elles1 a d actual gov]no francs4 ,o decreto d imp]ador ,napoleo de #ba de m>o de #ahee diz3--,z casas de asylo1 qu] publicas1 qu] livres1 so in/itutos de educao1--e a circul> de ,mr4 de ,=t\l de #ah de maio d mesmo anno decl>a-z--casas de educao primeiro que tudo4--,de c]to no s]iam nem o s5so commum1 nem a op9io que prevalece em ,frana que auctoris>iam os fautores de educao laz>i/a a consid]> o asylo confiado s irms de c>idade como simples in/ituto de b5efic5cia4 ,se accus> z mulh]es de um paiz em peso de falta de capacidade natural p>a a educao da infancia equivale a neg> a possibilidade da exi/5cia da familia1 e portanto da soci$ade1 proposio de tal modo absurda que por si propria se refuta2 se manife/aes inequivocas nos provam que a introduco das irms de c>idade francesas no foi um acto de capri*o ou de inconsid]ao2 se nem z d\tr9as nem os factos relativos a to grave assumpto legitimam aquella importao e/rangeira no int]esse d progresso d ens9o1 que re/a p>a a explic> s5o um p5sam5to de reaco social1 p5sam5to que se tem1 em assumptos analogos1 manife/ado na ,belgica e no ,piemonte1 e que triumpha por outras p>tes8 ,mas o que qu] e/a reaco8 ,p>a onde cam9ha8 ,at onde vai8 o s5tim5to *ri/o que se pret5de aviv>1 re/aur&o por elle a moral positiva e practica8 a f amortecida no animo das multides1 que por um impulso sublime de c>idade se lhes qu] re/ituir em toda a sua b5efica en]gia1 com guia1 consolao e esp]ana1 no meio das mis]ias da vida8 ,no nada d'isso4 ,se o fosse1 e/a ,associao1 ju/am5te porque compo/a de lib]aes s9c]os1 de hom5s de ordem1 de ju/ia e de paz1 s]ia tambem reaccion>ia4 ,a reaco o ca?olicismo po/o ao s]vio dos int]esses mundanos2 uma p>te importante d cl]o que se deixa assoldad> pelo absolutismo com a esp]ana de que faz5do retroc$] os povos at o e/ado social que prec$eu a lib]dade1 pod] um dia recu> a9da mais longe e re/abelec] a supremacia cl]ical sobre o pod] civil4 1 por outro lado1 o absolutismo1 que1 s]v9do-se dessa p>te d cl]o1 e da pod]osa arma da religio1 procura re/aur> o proprio pr$om9io1 p]suadido de que1 depois de obtido o triumpho1 cont] o seu p]igoso alliado pelos mesmos meios que outr'ora empreg\ p>a o dom>1 a resi/5cia en]gica s suas pret5es1 e a p>ticipao g5]osa nos prov5tos dos abusos1 viol5cias1 espoliaes e vexames com que por seculos flagell\ a humanidade4 ,a reaco o abrao refalsado de d\s pod]es que se ho/ilis>am1 que se p]seguiram1 que alt]nadam5te se esmag>am muitas vezes durante seculos1 e cuja paz nos ultimos tempos era ap5as uma tregua que tacitam5te aju/>a a corrupo4 ,o direito div9o da mon>*ia absoluta e a supremacia d *efe da igreja sobre os mon>*as so duas idz que repugnam entre si2 que a9da hoje mutuam5te se condemnam na regio das !orias1 como durante sete seculos os seus repres5tantes se t9ham amaldicoado1 injuriado1 desp$aado mutuam5te1 em nome de d\s pr9cipios contradictorios1 que se diziam ambos emanados d cu4 ,o absolutismo e o ultramontanismo1 d&o um abrao frat]no dimittiram a hi/oria4 ,a desgraa aconselhava-lhes a unio4 ,gu>d>am p>a tempos mais prosp]os os odios mutuos1 filhos de mutuos aggravos1 e no vacuo que lhes deixava nos coraes aquelle antigo s5tim5to fic\ mais l>ga o rancor contra a lib]dade4 ,na lucta gigante que empreh5d]am1 p>a faz] retroc$] a torr5te impetuosa das g]aes e das idz1 empregam a arte e a dissimulao onde lhes falta a =a2 a =a onde a arte e a dissimulao se escusam4 ,onde e qu&o cumpre1 o absolutismo pro/itue e compromette a mon>*ia em s]vio d rec5te alliado2 o ultramontanismo pro/itue e compromette a religio em vantagem d seu implacavel adv]s>io de outr'ora4 ,os def5sores d ?rono absoluto somem cuidadosam5te debaixo dos degraus delle os processos1 z s5t5z1 z provid5cias1 z leis1 com que1 unanimes1 os tribunaes ca?olicos e os sob]anos da ,europa fulm9>am e anniquil>am a soci$ade dos jesuitas1 como um gremio de hom5s corruptos e crim9osos3 o jesuitismo esconde nos recssos mais escusos das casas-pr(essas z va/as biblio!cas da litt]atura d regicidio1 os volumes pulv]ul5tos de ,bell>m9o1 de ,su>es1 d',escob>1 de ,mol9a1 de ,juv5ci1 de ,bus5bum1 de ,lacroix1 de ,mazotta1 e dos outros escriptores1 dos bons tempos da companhia de ,jesus4 ,a sancta alliana pde no s] durad\ra1 porque z res]vas casui/icas e/o atraz della2 mas intima e =te4 ,abonam-na os cu/osos sacrificios feitos pelos d\s alliados sobre o alt> da concordia4 ,um homem de e/ado dos maiores da ,europa1 o maior talvez d seu paiz1 cujos de/9os dirigiu l>gos annos1 to probo e mod]ado como escriptor1 quanto o foi na vida publica1 descreveu com rapidos traos1 n'um livro rec5tissimo1 o c>act] da reaco cl]ical e absoluti/a a que impiam5te foi sacrificado o s5tim5to religioso que r5ascia em ,frana4 ,o mal que a9da dura--diz ,mr4 ,guizot-apes> de tantas procellas e de tanta luz v]tida1 a gu]ra decl>ada por uma poro consid]avel da igreja ca?olica de ,frana soci$ade francesa actual1 aos seus pr9cipios1 sua organisao plitica e civil1 s suas orig5s e s suas vocaes444 ,em n5hum tempo h\ve gu]ra de tal natureza mais des>razoada e inopportuna444 ,o movim5to que reconduzia a ,frana p>a o *ri/ianismo era s9c]o e mais grave d que p>ecia444 ,entregue a si1 e su/5tado pela influ5cia de um cl]o que s se preoccupasse de r5ov> a f e a vida *ri/1 aquelle movim5to t]ia gr&es probabilidades de se propag>1 e de re/ituir religio o seu legitimo imp]io4 ,mas1 em vez de se cons]v>em ne/a alta esph]a1 muitos membros d cl]o ca?olico e seus cegos p>tid>ios desc]am a que/es mundanas1 e mo/r>am-se mais ard5tes em repr no antigo molde a soci$ade francesa1 com o intuito de re/ituir igreja a ant]ior situao1 d que em re=m> e dirigir moralm5te os espiritos#f4 ,e/a s5t5a fulm9ada por uma altissima intellig5cia1 por um nobre c>act]1 collocado por muitos annos n'uma posio sem igual p>a ajuiz> com segurana das t5d5cias e f9s de todas z p>cialidades d seu paiz2 e/a affirmativa trem5da de um homem de bem ass5tado na borda d tumulo1 to v]dadeira1 como tri/e p>a ns os que1 sem int5es res]vadas1 amamos o ca?olicismo1 como cr5a de nossos paes1 como religio unica na con/ancia e unidade de d\tr9a1 e cujos dogmas1 precisos1 indubitaveis1 completos1 se tem cons]vado immutaveis por mais de dezoito seculos1 desde os tempos apo/olicos at agora1 no meio das h]esias1 das v>iaes1 das sup]/ies1 nascidas hoje p>a se desm5tirem1 se alt]>em ou desapp>ec]em manh4 ,o facto descripto pelo gr&e hi/oriador da civilisao repete-se em ,portugal4 ,p]v]t]am-se aqui como l z t5d5cias *ri/s1 que se manife/>am depois dos graves acontecim5tos de #ahcc1 p>a se ir t5t&o gradualm5te a re/aurao de c]tas =mulas sociaes e politicas1 de c]tos abusos esc&alosos condemnados e de/ruidos irrevogavelm5te4 ,faz-se gu]ra soci$ade portuguesa actual1 aos seus pr9cipios1 sua organisao politica e civil1 s suas orig5s e s suas vocaes4 ,faz-se int]vir a religio em que/es mundanas1 e p5sa-se mais em repr no antigo molde a soci$ade portuguesa d que em re=m> e dirigir moralm5te os espiritos4 ,a corrupo de uma p>te prepond]ante d cl]o1 a sua p>ticipao nas rap9as1 nas viol5cias1 nas extorses fiscaes dos antigos tempos1 a sua devassido1 o seu luxo1 e por fim os seus es=os ins5satos a favor d absolutismo1 levados at a coop]ao armada1 fiz]am com que elle se a*asse debaixo das ru9as d edificio que a lib]dade desmoron\ no dia assignalado pela ju/ia de ,deus4 ,o p>tido lib]al no desejava encontr> l o cl]o2 mas tambem no p]gunt\ quem t9ha ido abrig> a cabea debaixo d tecto maldicto4 ,confundem facilm5te os espiritos vulg>es a ida com a manife/ao1 a d\tr9a com o homem4 ,o povo confundiu at c]to ponto o alt> com o m9i/ro1 e confundiu-o1 ju/am5te1 porque por muitos annos a poro corrupta d cl]o fiz]a escudo d alt>4 ,o s5tim5to religioso esmorec]a4 ,a mocidade intellig5te ous\ ento p$ir paz p>a o innoc5te1 p]do p>a o culpado1 respeito p>a a cruz4 ,uma p>te dos v5c$ores riram-se1 e todavia a supplica era ju/a4 ,suspeitosos de ns1 os v5cidos sorriram tambem2 e todavia a supplica era s9c]a4 ,ouviu-a ,deus4 ,no fim de tempos o s5tim5to *ri/o dom9ava no lib]alismo4 ,a litt]atura de qu9ze annos1 e a impr5sa p]iodica de/a po*a ahi e/o p>a respond] por ns qu&o o futuro tiv] de julg> a reaco e a lib]dade4 ,os espiritos mais nobres e mais illu/rados d p>tido d progresso social compreh5diam1 emfim1 uma v]dade simples1 que z paixes haviam (fuscado2 compreh5diam que o *ri/ianismo e a lib]dade eram a prolao d evangelho2 eram d\s irmos que os maus t9ham inimizado1 e que cumpria reconcili>4 ,de todas z obras d pregresso1 a mais grave1 a mais fecunda1 a mais civilisadora era e/a4 ,mas1 incorrigivel aqui1 como em ,frana1 como por toda a p>te1 o velho p>tido da corrupo na igreja1 que fiz]a j uma vez paz com o absolutismo1 porque o absolutismo t9ha ouro1 t9ha gr&ezas1 t9ha espl5dores p>a o saci>1 ap]t\ mais en]gicam5te os laos que o ligavam a elle4 ,at]rava-o a ida de que a religio podesse ergu]-se pura e illesa d seio das revolues sociaes4 ,r5dia p\co uma religio assim4 ,correi z publicaes *amadas religiosas feitas n'e/e paiz ha v9te c9co annos2 v]eis que z suas t5d5cias1 z suas manife/aes de sympa?ia so1 talvez sem excepo1 p>a o ultramontanismo1 i/o 1 p>a o despotismo na igreja1 e p>a a mon>*ia de direito div9o1 i/o 1 p>a o despotismo na soci$ade4 ,excluem-se os d\s pr9cipios em !oria2 excluiram-se por seculos nos factos3 mas que importa isso aos gr&es incr$ulos *amados os def5sores da religio8 ,se gos>em d\s dias n'e/e mundo1 que lhes importam os males futuros dos povos8 ,que lhes importa que d'aqui a cem annos a ?i>a role no lodo aos ps d ?rono dos reis1 ou que z coroas se revolvam no p aos ps d solio pontifical8 ,d'ahi veio a gu]ra implacavel e t5az feita lib]dade4 ,onde e/a se debilit\ pelo excesso tempor>io de vida1 at deg5]> em lic5a e em ameaa soci$ade1 a reaco1 que =a at ento v5cida1 v5ceu a f9al4 ,e to completam5te v5ceu1 que j nos horisontes app>ecem1 como consequ5cias inevitaveis dessa victoria1 os primeiros signaes da lucta entre o sac]docio e o imp]io1 ou antes entre os d\s despotismos1 que1 por =a da propria indole1 so obrigados a aggr$ir-se desde que se equilibram4 ,nos paizes onde a lib]dade =te1 porque mod]ada1 como na ,belgica1 no ,piemonte e em ,portugal1 o def9itivo triumpho s] mais difficil p>a os reaccion>ios1 se o p>tido lib]al1 sejam quaes =em z suas diss5ses inte/9as1 no cahir nas exagg]aes politicas1 e se cons]v> unido em fr5te da reaco4 ,por muito tempo foi e/a apreciada mal entre ns1 porque z suas manife/aes eram desconnexas1 int]mitt5tes4 ,app>ec]am1 desapp>ec]am1 r5ov>am-se c]tas confr>ias e associaes d sexo fem99o1 nas quaes um s+ul> p]fume de my/icismo se accommoda aos habitos e co/umes luxu>ios que d a opul5cia4 ,a devoo ahi div]so de c]tas classes1 a quem o b]o e a =tuna habilit>am p>a se esquiv>em dura comm9ao d trabalho impo/a no ,gnesis4 ,publicaes devotas e quasi romanticas1 traduzidas d francs1 e onde nem1 sempre a pureza sev]a da cr5a ca?olica respeitada1 feitas com a elegancia typographica dos prelos franceses vi]am expuls> d m]cado ari/ocratico o antigo livro de resas portugus1 grosseiro na frma1 rude no aspecto1 s+elo na phrase4 ,a reaco civilisa-se4 ,alguns dos v]dadeiros amigos d alt> e d ?rono1 que1 refugiados em ,p>is1 v]tiam ou ar*itectavam1 em l+ua proximam5te portuguesa1 essas m>avilhas d my/icismo francs1 j =am recomp5sados por prelados nossos dos seus s]vios boa causa politica e boa causa religiosa4 ,aquelles v>es apo/olicos no recus>am o amplexo frat]no igreja lusitana arrep5dida4 ,esp]emos que os mais col]icos e p]t9azes no cont9uem a neg> ao arrep5dim5to o osculo de paz4 ,o povo no esqueceu reaco3 a c>idade de/a e/5de-se a todos e a tudo4 ,trovej&o contra a soci$ade mod]na1 mission>ios analphabetos sobem aos pulpitos dos povoados e dos campos1 e ora se occultam1 ora resurgem como fogos fatuos4 ,os milagres t9ham militado no campo da reaco em ,frana1 na ,allemanha1 e na ,italia3 no podiamos por isso disp5s-los4 ,os milagres1 porm1 entre ns =am de mu go/o3 os fabricantes eram inexp]tos1 e a impi$ade da sci5cia inutilis\ a obra#g4 ,reconheceu-se que eram soldados de p\co pre/imo4 ,mas a ag5cia da associao francesa da propagao da f fazia ali/am5to de tropas mais solidas2 e se inf]irmos da v]ba total da contribuio paga por ,portugal quelle in/ituto1 att5d5do exiguidade da quota1 no se podem calcul> os seus adeptos ne/e paiz em m5os de quatorze ou qu9ze mil individuos#h4 ,o nexo app>5te que une e/a va/a associao a contribuio p>a z misses francesas e a leitura dos ,annaes da ,propagao da ,f1 tecido de embu/es1 j desmasc>ado por um mission>io1 o padre ,gabet1 e por outros escriptores4 ,os ,annaes1 especie de ,c>los-,magno da reaco1 s]vem p>a mant] com patranhas a confiana dos adeptos na influ5cia da associao1 na gr&eza dos seus recursos1 e no zlo dos seus mission>ios1 mas a9da mais lhe devem s]vir p>a calcul> z =z de que pde dispor em cada paiz1 e p>a mant] sem cu/o por toda a p>te uma j]>*ia de ag5tes1 cujos s]vios utilize nas occasies opportunas1 como1 por exemplo1 em grangei> assignaturas a favor de alguma t5tativa reaccion>ia4 ,e/es meios1 sem exceptu> os proprios milagres1 e alm delles outros1 taes como os trabalhos occultos da soci$ade cujos gremios se d5om9am capellas1 especie de maon>ia ao div9o1 de ha muito organisada1 ou como z invectivas di>ias de c]ta p>te da impr5sa ignobil e da impr5sa politica1 dirigidas contra z in/ituies lib]aes1 e a9da alguns desabafos1 mais ou m5os viol5tos1 na impr5sa litt]>ia1 a proposito de/e seculo f]reo1 que no desconjuncta no potro1 no p5dura no patibulo1 no esqu>teja nem queima n+uem pelos erros ou ac]tos da sua intellig5cia2 tudo isso eram e so manife/aes da reaco que vai lavr&o2 mas o p>tido lib]al podia e devia tol]-las1 embora nem sempre fossem alheias sanco d codigo p5al4 ,era ao gov]no que p]t5cia submett] esses factos apreciao dos tribunaes2 e todavia1 no qu]emos invectiv-lo pelo seus desleixo ou indol5cia ne/a p>te4 ,se ha alguma circum/ancia em que aos magi/rados se deva p]do> a fr\xido no cumprim5to de leis1 s vezes demasiado sev]as1 qu&o a applicao dessas leis pde compromett] aos olhos da consci5cia publica a d\tr9a evangelica e lib]al da tol]ancia4 ,mas ao lado de/as div]sas manife/aes o/5sivam5te desconnexas1 e mais ou m5os p>ticul>es1 app>ec]am outras de maior gravidade1 porque mo/ravam que o mal havia invadido tambem z regies (ficiaes4 ,uma das primeiras em data e em pond]ao foi o conv5io de #ba de outubro de #ahdh1 monum5to de subs]vi5cia1 onde o pl5ipot5ci>io portugus tol]ava que o m9i/ro d gov]no papal escrevesse a insol5te qualificao de odiosa em relao a uma lei vig5te d re9o2 onde se pactuava um compromisso v]gonhoso c]ca d arcebispo de ,goa1 que se h\v]a com valor repell9do z d\tr9as subv]sivas e z espoliaes brutaes dos ag5tes da ,propag&a na sua prov9cia d ori5te2 onde a curia ousava fix>1 no s congruas a membros da j]>*ia ecclesia/ica da igreja portuguesa1 mas1 at1 a remun]ao de simples funccion>ios2 onde se e/atuia a manut5o de corporaes religiosas e a faculdade de novas pr(isses1 em contraposio s leis d re9o2 onde1 f9alm5te1 se cons5tia que o nuncio *amasse esc&alo a annunci>-se a v5da dos b5s nacionaes1 que t9ham p]t5cido s corporaes de mo morta1 acceit&o-se a validade das d\tr9as ultramontanas a tal respeito1 e conculc&o-se a auctoridade legitima d pod] civil4 ,ne/e acto1 porm1 a reaco no m$ira bem a ext5so dos seus recursos4 ,o gov]no viu-se con/rangido a engan> o p>lam5to1 escond5do-lhe z condies mais repugnantes de/a deploravel negociao#i4 ,entretanto a curia romana e com ella o p>tido reaccion>io t9ham dado um gr&e passo2 t9ham feito amaldico> os pr9cipios que haviam presidido gr&e revoluo social de #ahcd1 por um gov]no cuja legitimidade moral e1 portanto1 cuja =a d]ivavam ju/am5te d pr$om9io desses pr9cipios4 ,seguir com prud5cia a victoria de g5]al habil4 ,o arcebispo de ,goa foi compellido a condemn> p]ante o papa tudo quanto diss]a e fiz]a na ,india em defesa dos seus irrefragaveis direitos metropoliticos1 compr&o por esse preo a coadjutoria e futura successo da mitra de ,braga4 ,e/atuira-se que se creasse uma delegao da nunciatura em todas z cam>as ecclesia/icas1 e e/a novidade realis\-se1 ao m5os em p>te4 ,os prov5tos moraes da bulla da cruzada1 das disp5sas de ,roma1 e de outras concesses igualm5te importantes cahiram como *uva b5efica sobre o solo arido de ,portugal4 ,os prov5tos mat]iaes1 esses cahiram c e em ,roma1 mas com a devida seleco de favorecidos4 ,o ultramontanismo ganh>a muito1 e z c\sas ficavam encam9hadas p>a novos triumphos2 mas era preciso cont> com um elem5to indisp5savel1 o tempo4 ,era preciso deix> funccion> o my/icismo francs1 z confr>ias romantico-religiosas1 a impr5sa tem5te a ,deus1 os milagres1 os padres emigrados1 a associao da propagao da f3 era preciso augm5t> o producto bruto da bulla da cruzada1 e o producto liquido das sanaes e disp5sas2 a reaco bem sabia p>a que#aj4 ,era preciso1 sobretudo1 ir vici&o1 gangr5&o sy/ematicam5te o p>tido lib]al1 adquir9do nelle patronos e ag5tes occultos1 illud9do os bons e inexp]tos com z esp]anz da re/aurao da moralidade1 e compr&o os ambiciosos1 que e/avam ne/a campo s porque no e/avam no outro1 com o prospecto de uma victoria def9itiva1 que1 re/abelec5do os vexames e espoliaes d povo1 e z s9ecuras e espl5dores que a revoluo de #ahcc t9ha de/ruido1 podesse amplam5te satsfaz] tanto z gr&es como z pequ5as cubiz4 ,qu&o todo e/e conjuncto de elem5tos delet]ios tivesse produzido suffici5te effeito1 ento pod]-se-hia arroj> a masc>a1 e no se pass>1 como em #ahdi1 pela humilhao de cal> diante d p>lam5to z vantag5s adquiridas4 ,uma t5tativa que por muito tempo fic\ occulta1 apes> d seu bom resultado1 deu reaco1 tempo depois1 a m$ida dos progressos que havia feito nas regies (ficiaes4 ,a audacia dessa t5tativa1 pura e exclusivam5te ultramontana1 e/ indic&o que era uma exp]i5cia4 ,ac]t&o o golpe1 a reaco cl]ical tirava d'ahi duas vantag5s2 obt] uma nova victoria1 e obt-la no mesmo t]r5o onde sempre =a repellida pelo seu rec5te alliado1 o absolutismo1 qu&o o absolutismo era o pod] civil4 ,ficava assim e/e adv]tido de que no dia d commum triumpho1 se tal dia tivesse de rai>1 lhe cumpria s] mais docil p>a com z pret5ses d ultramontranismo4 ,a*ava-se vaga a diocese de ,aveiro1 no exi/ia alli cabido1 a nomeiao d vig>io capitul> devolvia-se1 por isso1 ao metropolitano1 o arcebispo de ,braga4 ,app>eceu ento uma bulla pontificia auctoris&o o metropolita como delegado da s apo/olica p>a faz] aquella nomeiao4 ,uma tal bulla1 que con/ituia um att5tado contra o direito canonico recebido no re9o1 que (f5dia por mais de um modo z lib]dades da igreja portuguesa1 que vilip5diava a primeira1 a mais illu/re metropole d re9o1 apres5tada ao gov]no na epo*a d absolutismo1 t]ia dado em resultado a sada d nuncio de ,lisboa d5tro de qu>5ta e oito horas2 no gov]no lib]al teve a confirmao regia1 o placet4 ,placet a d]ogao virtual d direito ecclesia/ico2 placet a quebra dos fros da igreja portuguesa2 placet a affronta d sob]ano protector e def5sor dessa igreja2 placet a confisso de que ,roma triumph\ emfim n'uma lucta de sete seculos4 ,politicam5te1 o gov]no que sanccion\ semelhante esc&alo1 era responsavel por elle2 moralm5te no4 ,no ha responsabilidade de/a especie onde no exi/e a faculdade de apreciao4 ,co9cid9do com e/e facto1 facto gravissimo1 no tanto pelo seu objecto como pela sua significao1 cam9hava-se nas trevas p>a se realis> outro de igual significao1 mas cuja importancia mat]ial era sem comp>ao maior4 ,falamos da concordata sobre o nosso padroado d ,ori5te4 um facto asss rec5te e asss e/rondoso p>a e/> na memoria de todos4 ,na impr5sa e no p>lam5to fez-se conhec] de modo innegavel a mon/ruosidade dessa conv5o desa/rosa4 ,nunca o ultramontanismo havia obtido mais decisivas vantag5s4 ,repetir aqui z pond]aes que opportunam5te se fiz]am a e/e respeito =a escusado4 ,o que importa agora not> com c]ta individuao o que nas discusses que ento se alevant>am e que induziram a cam>a dos deputados a inutilis> a concordata1 rejeit&o algumas das suas provises mais esc&alosas1 no se fez s5tir s5o accid5talm5te1 i/o 1 a influ5cia que t9ha na politica g]al da ,europa aquella nova e mais audaz t5tativa da reaco ultramontana4 ,o p5sam5to da concordata r$uzia-se1 na sua expresso mais simples1 a deix> subsi/ir na inc]teza o ex]cicio d nosso direito de padroado nas igrejas ca?olicas da ,india1 e a priv>-nos desse direito nas regies transgangeticas1 especialm5te na ,*9a4 ,na ,india1 z luctas d cl]o portugus com o cl]o ultramontano p]turbavam a paz publica no t]ritorio +ls1 e z decises dos tribunaes +leses1 qu&o que/es dessa ordem eram levadas p]ante elles1 decididas sempre a nosso favor e con=me a ju/ia1 no podiam ob/> repetio das desord5s1 que a associao da propagao da f de ,p>is e ,lyo e a ,propag&a de ,roma indirectam5te alim5tavam e alim5tam com toda a especie de auxilios que enviam aos seus ag5tes naquellas p>tes4 ,na ,india1 a cons]vao d /atu quo era uma vantagem p>a a reaco1 porque z turbul5cias que suscita a cont5da tem tres resultados importantes3 disfruct> o p>tido ultramontano1 por p\co ou por muito tempo1 os b5s e r5dim5tos de igrejas num]osas e em gr&e p>te opul5tas1 incommod> uma nao lib]al e ca?olica no ex]cicio de um direito que com ju/ia se lhe no pde disput>1 e mant] mais um elem5to de desordem nos e/ados indicos da ,gr-,bretanha lib]al e prote/ante4 ,na ,*9a1 a que/o reve/ia-se de outras circum/ancias1 e tomava div]sa frma4 ,ahi era necess>io de/ruir a influ5cia moral dos nossos bispos e mission>ios2 influ5cia antiga1 radicada e at acceita na propria crte de ,pek91 onde mais de uma vez esses bispos e mission>ios t9ham sido reve/idos de c>gos importantes na j]>*ia dos funccion>ios civis4 ,a nossa influ5cia na ,*9a no podia de c]to s] util ao anglicanismo2 mas era-o sem duvida aos int]esses mat]iaes da ,+lat]ra4 ,nao pequ5a e por consequ5cia inhabilitada p>a disput> prepond]ancia e pref]5cias politicas naquella va/a e populosa regio1 que se acaba de abrir ao comm]cio e s comb9aes diplomaticas dos e/ados da ,europa1 no podia a influ5cia moral que alli h\vessemos de ex]c] por meio da religio s] adv]sa aos intuitos comm]ciaes e politicos da ,+lat]ra4 ,a alliana s9c]a de ,portugal com a patria de ,nelson e de ,well+ton inde/ructivel1 porque proc$e1 no s das tradies hi/oricas e da analogia de in/ituies politicas1 mas tambem da =a das circum/ancias actuaes4 ,a origem dessa intima alliana tem a data escripta no mais gr&ioso monum5to d paiz4 ,a ,batalha recorda-nos que ha um pacto p]petuo asselado com sangue entre ,portugal e a ,+lat]ra4 ,qu&o o povo portugus deix> de s] o irmo e o amigo d povo +ls1 tem que d]rib> primeiro o templo de ,sancta ,m>ia da ,victoria1 e de l1 de cima das suas ru9as1 sobre os ossos de ,d4 ,joo ,i1 o arauto da discordia1 tem a annunci> ao mundo que esse velho pacto expir\4 ,ha p]to de quatro seculos1 nos campos de ,aljub>rota e em fr5te dos esquadres franceses e ca/elhanos1 a inv5civel infant]ia +lesa jurava com os cavalleiros portugueses que e/a t]ra s]ia livre1 e uns e outros cumpriam h]oicam5te o seu voto4 ,ne/a po*a1 porm1 de actividade1 de indu/ria1 de trabalho ligam-nos aos alliados d me/re d',aviz1 d rei mais nobre e mais portugus da nossa hi/oria1 no s z rem9isc5cias d passado1 mas tambem os int]esses mat]iaes d pres5te4 ,a ,+lat]ra a consumidora dos nossos productos2 ns os consumidores de uma pequ5a p>te da imm5sa produco indu/rial +lesa3 ns levamos ao m]cado de v9te e sete milhes de individuos a melhor p>te d que nos sobeja da nossa produco agricola2 elles entregam n'um m]cado de quatro milhes de hom5s em productos da sua indu/ria ou em metaes preciosos o equival5te d que nos convem v5d]-lhes4 ,a nossa vida economica tem uma relao to intima com a vida economica da ,gr-,bretanha1 que no se compreh5de sequ] como se pod]iam ho/ilis> os int]esses dos d\s povos na extremidade da ,asia1 a9da suppondo que c\besse nas nossas =z contra/> ali o pod] collossal da ,+lat]ra4 ,assim a reaco sabia que z influ5cias religiosas1 influ5cias mais efficazes naquellas regies remotas d que g]alm5te se cuida1 no z podia empreg> em damno da ,gr-,bretanha1 da sua mortal inimiga1 se o nosso direito de padroado nas igrejas ca?olicas da ,*9a fosse respeitado4 ,espoliava-nos1 pois1 desse direito1 com a acquiesc5cia dos seus adeptos em ,portugal1 emquanto c5t5>es de laz>i/as1 de jesuitas e no sabemos de que outras congregaes italianas e francesas velejavam p>a o ori5te ao lado das esquadras britannicas que iam abrir aquelle imm5so m]cado s especulaes da ,europa4 ,se o gov]no de ,+lat]ra no compreh5deu ento o que significava a espoliao d padroado d ,ori5te feita ao seu antigo alliado1 o povo +ls fic> algum dia sab5do sua cu/a a connexo que esse negocio t9ha com os seus futuros int]esses4 ,taes =am os mais notaveis factos d que ha muito d5unciavam a obra reaccion>ia nas regies d pod]4 ,e/as t5d5cias ultramontanas e anti-lib]aes tem tal p]man5cia1 con/ituem uma s]ie de actos to logicos e concat5ados entre si1 atravez de todas z modificaes de hom5s e de p>tidos proprias d gov]no repres5tativo1 que se torna facil *eg> a uma tri/e illao4 que esses factos no proc$]am das div]sas adm9i/raes que tem succ$ido umas s outras no decurso de dez ou doze annos4 ,a culpa real dos individuos a quem cabe a responsabilidade politica de tantos erros e v]gonhas unicam5te a de t]em ambicionado ou de t]em acceitado funces sup]iores sua capacidade4 ,a ida1 o intuito inflexivel e fatal residia e reside =osam5te em funccion>ios m5os elevados1 porm mais p]man5tes1 ou em influ5cias occultas1 que actuam con/antem5te na g]5cia dos negocios publicos1 e que reproduzem ahi de modo mais s]io z outras manife/aes1 na app>5cia irregul>es e desconnexas1 da reaco4 d'e/es prec$5tes que pr9cipalm5te d]iva a gravidade d facto da introduco das irms de c>idade francesas em ,portugal1 introduco que1 segundo j mo/rmos e cont9u>emos a mo/r>1 no se pde reput> alheia conspirao organisada ne/e paiz contra a lib]dade2 que no 1 que no pde s] s5o uma nova phase della4 ,nada mais logico da p>te dos reaccion>ios d que1 ao passo que aggr$iam a soci$ade actual1 comearem a prep>> o t]r5o p>a futuras victorias apod]&o-se da educao4 ,havia tempos que se d]a pr9cipio empreza inspir&o a pessoas pi$osas e collocadas em alta j]>*ia o desejo de sollicit>em d gov]no1 no a p]misso de augm5t> e organis> melhor o in/ituto portugus das irms de c>idade1 porque e/e ap5as s]viria p>a satisfaz] aos preceitos de utilidade practica da regra de ,s4 ,vic5te de ,paulo1 mas sim a admisso de irms de c>idade francesas1 in/rum5tos cegos dos laz>i/as1 muitos dos quaes p\co depois se dirigiam ao ,ori5te p>a recolh] o fructo da expulso d cl]o portugus de uma p>te das nossas igrejas da ,asia4 ,o mais difficultoso d negocio era que essas pobres mulh]es deviam1 em con=midade com a discipl9a da ordem1 s] acompanhadas de alguns daquelles membros da congregao das misses que se no t9ham reputado necess>ios p>a combat] em regies long9quas o nome portugus e os direitos da cora de ,portugal1 paiz que alis a corte de ,roma decl>ava (ficialm5te s*ismatico1 n'uma especie de circul> aos vig>ios apo/olicos da ,india#aa1 na mesma conjunctura em que1 por int]v5o d seu nuncio em ,lisboa1 negociava comnosco a famosa concordata que t9ha por fim pr9cipal ho/ilis> o pr$om9io da ,+lat]ra na ,asia4 ,diz-se que h\ve resi/5cias nova pret5so1 mas c$eu-se por fim a pod]osas influ5cias1 e z irms de c>idade francesas1 acompanhadas dos seus m5tores1 no t>d>am em *eg> a ,portugal1 em p>te p>a tom>em conta d novo asylo de orphos que se cre>a1 em p>te com o pretexto d s]vio dos hospitaes4 ,a reaco ganh>a outra victoria1 na app>5cia mais obscura1 mas a mais importante de todas nos seus resultados4 ,tem5do1 todavia1 a irritao publica1 o p>tido ultramontano appellava p>a a impr5sa1 no s p>a a impr5sa ignobil e p>a a impr5sa politica1 mas tambem p>a a litt]>ia4 ,apo!oses das irms de c>idade e dos laz>i/as franceses prec$iam e acompanhavam a sua entrada no re9o1 e essas apo!oses1 espalhadas pelas columnas dos jornaes1 tomavam s vezes a frma de livro1 e apres5tavam-se ao mundo com pret5ses de e/ylo e de philosophia4 ,ahi o lib]alismo1 v]b]ado despi$adam5te1 era confundido e anniquilado4 ,pond]avam-se os s]vios das irms de c>idade nos tumultos de ,p>is e nos arraiaes da ,crima1 e dessas premissas concluia-se1 com logica admiravel1 que n+uem era mais apto d que ellas p>a educ> a infancia e reg5]> a mulh] em ,portugal4 ,taes escriptos no passavam de um tecido de pu]ilidades2 mas provavam ao m5os1 pela data em que comearam a app>ec]1 e pela po*a em que se espalh>am debaixo de outra frma1 que1 se reaco faltavam recursos intellectuaes p>a torn> plausiveis z suas d\tr9as1 no lhe falleciam bons desejos de z inculc>4 ,apes> de t] esse lado ridiculo1 a que/o no p]dia nem a sua importancia1 nem a sua gravidade4 ,c]tas associaes1 compo/as de pessoas respeitaveis pela pureza das suas int5es1 mas altam5te incompet5tes p>a apreci>em o valor dos factos luz dos gr&es int]esses sociaes1 t9ham exp]im5tado subitam5te1 syn*ronicam5te1 e em log>es d re9o asss remotos entre si1 um s5tim5to1 uma convico pr(unda e irresi/ivel da urg5tissima necessidade da introduco d laz>ismo em ,portugal4 ,se no suppos]mos quasi um milagre1 como acr$it> na espontaneidade de/a inspirao simultanea8 ,evid5tem5te na p5umbra dessas div]sas associaes havia uma entidade1 uma ida1 um designio1 que z illudia e z inspirava4 ,e o que podia s]1 s5o a reaco1 j em tantas que/es e por tantos modos manife/ada8 ,no a e/a ,associao que p]t5ce accus>1 nem p$ir a responsabilidade das div]sas adm9i/raes que s]viram de doceis in/rum5tos ao p>tido ultramontano4 ,essa responsabilidade vem de longe4 ,temos f nas in/ituies4 ,incumbe ao p>lam5to mant] a fiel execuo das leis d re9o2 p]t5ce-lhe a manut5o dos pr9cipios politicos que o regem4 ,no nos associmos p>a o sub/ituir4 ,o p>tido lib]al o que faz prep>>-se p>a uma lucta a que foi longam5te provocado1 e que z in/ituies lhe p]mittem acceit>4 ,se os p>lam5tos passados1 se o p>lam5to pres5te tem at hoje julgado opportuno oppr ap5as resi/5cia passiva s entreprezas da reaco1 possivel que manh se erga trem5do e inexoravel p>a punir mais de um culpado4 ,como cidados1 os membros de/a ,associao so tambem juizes dos repres5tantes d paiz na impr5sa e juncto da urna2 mais como corporao1 os seus dev]es e os seus direitos e/o limitados1 circumscriptos pelos f9s que se propos]am4 ,a reaco e/ illudida1 se p5sa1 com os seus clamores1 faz]-nos ultrapass> e/a meta4 ,entretanto a hi/oria d dom9io commum1 e os factos consummados so d dom9io da hi/oria4 ,z leis d re9o e o in/ituto das irms de c>idade francesas so ant9omicos1 ant9omicos na letra1 e a9da mais na espirito4 ,antes de def]ir s supplicas em que se p$ia que z leis fossem infr+idas1 o gov]no consult\ alguns prelados4 ,era uma exorbitancia4 ,o gov]no no t9ha que consult> s5o o codigo dos seus dev]es1 que imprud5tem5te rasg\ vi/a das in=maes dos bispos4 ,deploramos o proc$im5to d pod] executivo3 no deploramos m5os que z consultas dos prelados fossem publicadas1 porque nos doe que o cl]o hi]>*ico1 que os legitimos pa/ores possam subm9i/r> malevol5cia suspeitas de fraqueza diante de influ5cias mundanas4 ,diz5do ao gov]no que z irms de c>idade francesas no v9ham e/abelec] um in/ituto regul>1 os prelados no previam que os factos haviam em breve de desm5ti-los4 ,affirm&o que os membros da congregao da misso1 vi/o pre/>em ob$i5cia ao ord9>io1 e delle receb]em jurisdico quanto aos actos ext]nos d (ficio sac]dotal1 podiam s] admittidos ne/e paiz1 ultrapassavam os limites da sua compet5cia1 invadiam z attribuies d procurador g]al da cora1 e enr$avam-se a si e ao gov]no n'um sophisma cujas consequ5cias tambem no previam4 ,a que/o no era se os laz>i/as reconheciam a auctoridade d diocesano4 ,fazem-no assim hoje1 porque sempre o fiz]am4 ,impe-lhes o cumprim5to desse dev] a propria regra#ab2 e se tanto ba/asse1 pod]iam admittir-se no re9o os jesuitas1 cujo in/ituto igualm5te os obriga a reconhec] a jurisdico diocesana#ac4 ,a que/o era se a base dos e/atutos dos laz>i/as e da congregao d sexo fem99o1 que elles dirigem1 ou no a ob$i5cia cega1 illimitada1 absoluta1 a uma *efe p>a ns e/rangeiro2 se os individuos que pr(essam esses e/atutos podem ent5d] a sujeio aos diocesanos de outro modo que no seja at o ponto em que ella se no a*e em colliso com a vontade1 ou simplesm5te com os intuitos d g]al1 que p>a elles deve s] como um ,deus na t]ra#ad4 ,a que/o era se a lei que aboliu em ,portugal os regul>es1 e entre elles a congregao da misso1 no (f5dida qu&o se admittem ne/e paiz1 p>a nelle p]manec]em1 hom5s que publicam5te se proclamam membros de uma soci$ade abolida1 que publicam5te usam dos trajos e de todos os signaes ext]nos da sua ordem1 e que assim affirmam a exi/5cia de uma soci$ade que a lei nega4 ,o direito natural e a con/ituio d e/ado dizem que a manife/ao d p5sam5to livre1 livres todas z aces que no p5etram na esph]a da livre aco dos outros1 que a lei civil de/9ada a g>antir2 e a exi/5cia dos laz>i/as no meio de ns uma affirmao publica de que so licitos pactos de escravido m5tal contr>ios ao direito natural e aos nossos pr9cipios con/itutivos4 ,o e/rangeiro que vem viv] no meio de/a soci$ade tem jus sua proteco1 mas tem tambem a obrigao de a reconhec] e de a respeit>4 ,no =o intimo1 na vida dome/ica1 e/rangeiros e portugueses podem s] jesuitas1 mormons1 laz>i/as1 ou o que bem lhes p>ec]3 o =o intimo e a vida dome/ica so sanctu>ios onde os pod]es publicos no p5etram4 ,mas essa condio fundam5tal da exi/5cia de um povo livre no auctorisa n+uem p>a sar rua1 proclam&o com z suas decl>aes (ficiaes1 com os seus actos1 e at com os seus trajos1 que o direito natural no imprescriptivel1 que a con/ituio e z leis no tem validade moral4 ,a provid5cia legislativa que supprimiu z corporaes regul>es no aboliu s os gremios compo/os de um c]to num]o de individuos3 aboliu a in/ituio1 aboliu os e/atutos1 aboliu z regras4 ,quem se acc+ir publicam5te a esses e/atutos1 a essas regras1 seja um1 sejam mil1 e/ em contrav5o com a lei4 ,nem se diga que um ou muitos membros de congregaes religiosas podem t] necessidade de vir a e/e paiz sem que o pod] publico haja de lhes tolh] a entrada1 ou de os obrig> a sairem antes de concluirem os negocios que os compelliram a habit> tempor>iam5te entre ns4 ,de c]to1 n5hum gov]no de nao civilisada proc$]ia de tal modo2 mas o primeiro cuidado desses individuos1 se =em prud5tes e hone/os1 s] ab/]em-se de contra/> por manife/aes ext]nas z leis e os co/umes da nao cujos hosp$es so4 ,se proc$essem de div]sa maneira1 o executivo1 que tem o dev] e o direito de ex]c] vigilancia sobre a ordem publica e sobre a execuo das leis1 t]ia o dev] e o direito de os cohibir ou de os expuls> d paiz4 ,pde1 porm1 a exi/5cia de laz>i/as e de irms de c>idade francesas em ,portugal consid]>-se como um facto accid5tal e tempor>io8 ,os prelados1 nas consultas que dirigiam ao gov]no sobre e/e assumpto1 buscavam att5u>1 sem effectivam5te o conseguirem1 os graves inconv5i5tes da entrada simultanea dos laz>i/as e das irms de c>idade1 o que indica no julg>em possivel a sep>ao dos d\s factos4 ,e de feito1 g]alm5te sabido que essa entrada se negoci\ primeiro com o g]al dos laz>i/as2 que elle veio a e/e paiz tract> d assumpto2 que delle p>tiu a p]misso da v9da daquellas mulh]es4 ,emfim1 o prelado de ,lisboa dizia expressam5te na sua consulta1 que z irms de c>idade francesas e/o sujeitas ao g]al da congregao da misso4 ,os def5sores d laz>ismo assev]am1 portanto1 com fundam5to1 que os d\s in/itutos so insep>aveis4 ,a exi/5cia1 a p]man5cia1 a p]petuidade dos laz>i/as em ,portugal so consect>ios =ados da exi/5cia1 da p]man5cia1 da p]petuidade da congregao laz>i/a d sexo fem99o4 ,assim a que/o simplifica-se4 ,r$uz-se a uma p]gunta3--,a admisso e a resid5cia em ,portugal das irms de c>idade d in/ituto francs accid5tal e tempor>ia1 ou importa o e/abelecim5to de um in/ituto p]man5te8 ,se uma resid5cia accid5tal e tempor>ia1 onde e/o z vossas magnificas promessas de reg5]ao moral p>a e/a t]ra1 onde a educao p>a a infancia1 a conv]so p>a a deg5]ada mulh] portuguesa1 a luz p>a ns todos1 povo de ignorantes1 de impios1 de b>b>os8 com seis mulh]es que haveis de faz] essas m>avilhas8 ,ou qu]eis que o g]al da congregao da misso despovoe successivam5te a ,frana das irms de c>idade e dos seus directores p>a nos re/ituir a luz da f1 a pureza dos co/umes1 a educao *ri/1 que1 segundo p>ece1 os successores dos apo/olos1 os successores dos discipulos1 os repres5tantes dos d\tores primitivos1 os pa/ores1 em summa1 de in/ituio div9a deix>am p]d]1 e que so1 con=me dizeis1 incapazes de re/aur>8 ,no2 vs no qu]eis colloc> o *efe d laz>ismo na dura colliso de arrisc> a patria a novas invases de impi$ade1 p>a d$ic> os inexgotaveis !s\ros d seu amor d proximo a g5te p]egr9a e rude1 que talvez no lh'o agradea4 ,no2 vs qu]eis plant> entre ns ao mesmo tempo ambos os in/itutos de ,s4 ,vic5te de ,paulo2 qu]eis edific> p>a os seculos4 a mode/ia que vos obriga a envolv] no my/]io os vossos g5]osos designios4 ,a salvao das g]aes futuras m]ece-vos tanta sollicitude como a das g]aes pres5tes4 ,um facto decisivo demon/ra que i/o assim1 e que os prelados compromett]am a propria v]acidade affirm&o o contr>io4 ,entre ns exi/ia uma congregao de irms de c>idade sujeitas auctoridade diocesana e s a ella1 em con=midade das leis d re9o4 ,o titulo da sua in/ituio era legitimo1 viviam em commum1 t9ham habito proprio1 b5s proprios4 ,era uma casa regul> no rigor d t]mo4 ,e/a congregao desapp>eceu4 ,nem a auctoridade civil nem a ecclesia/ica podiam aboli-la4 ,s a lei o podia1 e no a aboliu4 ,dissolveu-se1 ext+uiu-se por si8 ,ento a faz5da nacional deve t] tomado posse da casa da rua de ,santa ,m>?a e dos p\cos b5s a ella annexos4 ,no aconteceu nada disso4 ,foi s que trans=m>am a congregao portuguesa em congregao francesa1 e incorpor>am aquellas pobres mulh]es com z recem-v9das4 ,commett]am simplesm5te um crime#ae4 ,que o fiz]am1 que o que con/ituiram1 s5o uma casa regul>8 ou no essa casa sujeita ao g]al dos laz>i/as franceses8 ,a lei qualifica de rebellio o acto de se reconhec] em qualqu] corporao religiosa um prelado maior que no seja o bispo diocesano1 e impe aos contrav5tores a p5a da sua rebeldia4 ,o crime aqui aggravado pela circum/ancia de s] esse prelado um e/rangeiro4 ,a reaco amot9\-se contra z leis2 e/amos em pl5a revoluo4 ,a po*a de #ahcb a #ahcd foi condemnada1 e amaldicoado o nome d gr&e pr9cipe que a fez surgir4 ,velhos soldados d duque de ,bragana1 sois j p\cos p>a def5d] z suas c9zas2 sois a9da sobejos p>a morr] ao p dellas4 ,soldados de ,m9delo rodeiae o tumulo d imp]ador6 ,a capital de/e paiz1 remido p>a a lib]dade ha v9te e c9co annos cu/a de torr5tes de sangue1 pres5ci\ com assombro um espectaculo digno dos bons tempos da tyrannia4 ,qu&o em c>ruag5s espl5didas passavam1 commodam5te recl9ados1 os confrades daquelles que1 no extremo ,ori5te1 &am occupados em apag> os ve/igios dos nossos m>tyres2 qu&o1 ao lado delles1 se viam essas pobres mulh]es enviadas de ,p>is p>a in/rum5tos dos planos de ultramontanismo1 o lodo das ruas espadan&o debaixo das suas c>ruag5s ia salpic> a e/am5ha mona/ica1 o grosseiro crucifixo de metal de outras mulh]es que p]passavam com a fronte incl9ada p>a o *o1 com z faces ret9ctas na pallidez que ahi t9ha imprimido o longo padec] de longas mis]ias4 ,eram z irms de c>idade portuguesas1 decl>adas s*ismaticas pelo syn$rio da rua de ,s4 ,laz>o em ,p>is1 como a sua patria era decl>ada s*ismatica pela congregao da ,propag&a1 no sabemos de que rua de ,roma4 ,z irms portuguesas e/avam irregul>es3 t9ham ob$ecido aos bispos in/ituidos ap5as por ,*ri/o1 e no ao g]al dos laz>i/as creado por n+uem m5os d que por ,urbano ,,viii3 t9ham ap5as seguido risca por tr9ta ou qu>5ta annos os preceitos da c>idade evangelica2 mas no t9ham *egado a compreh5d] todos os ap]feioam5tos d evangelho1 que z c>tas pat5tes de ,luiz ,,xiv haviam em #afeh revelado ,frana#af4 ,vacillavam quasi borda d a!ismo4 ,era por i/o que o zelo com que haviam sido in/ituidas esfri>a em quasi todos os animos devotos3 era por i/o que1 porta dos palacios sumptuosos1 r>am5te o lacaio grosseiro lhes atirava ao regao alguma esmola mesqu9ha4 ,z economias da devoo era necess>io en!s\r-las p>a torn> commodas z c>ruag5s que t9ham de s]vir aos v]dadeiros ag5tes da exaltao da f4 ,v9ha a s] o mesmo que en!s\r-las no cu4 ,o povo solt\ um gemido de dor e de indignao olh&o p>a suas irms2 porque z mulh]es macil5tas que passavam a p1 ao lado das c>ruag5s dos laz>i/as1 eram irms d povo4 ,d alto da tribuna respondeu-lhe a injuria4 ,h\ve quem receiasse que o gem] se conv]tesse em rugido4 ,enganavam-se4 ,o povo paci5te1 porque *ri/o1 e porque tem a =a4 ,calumni>am-no ento4 ,affirm>am que elle insult>a z mulh]es e/rangeiras4 ,a regra de ,s4 ,vic5te de ,paulo diz3 ,se a congregao ou qualqu] das pessoas a ella sujeitas = p]seguida ou calumniada1 ab/]-nos-hemos cuidadosam5te de tir> disso a m5or v+ana1 de maldiz]mos o (f5sor1 e at d m9imo queixume4 ,consegu9tem5te o laz>ismo foi a casa da policia1 d5unci\ int5es1 e p$iu v+ana4 ,a policia saiu1 correu1 espreit\1 inquiriu e veio1 desconsolada e tri/e1 decl>> ao laz>ismo que m5tia4 ,a policia tornava-se evid5tem5te impia4 ,era deploravel4 ,os adeptos consol>am-se com um gr&e e honrado triumpho que haviam entretanto obtido4 ,a auctoridade ecclesia/ica desc]a ao humilde retiro das mulh]es macil5tas1 e com ge/o sev]o impos]a-lhes o dev] de ve/irem o novo trajo que *eg>a de ,frana4 ,era a salvao4 ,ob$ec]am caladas4 ,aquelle escapul>io1 que beb]a tantas vezes o suor da agonia na fronte d moribundo enco/ada ao peito da mulh] d evangelho2 aquella ve/idura1 cuja fimbria t9ham regado tantas lagrymas de creanc9has abraadas aos joelhos da mulh] macil5ta1 ao p da enx]ga da me expirante2 aquella e/am5ha1 !s\ro das pobres enf]meiras dos desvalidos1 porque lhes era esp]ana no ceu e mortalha na t]ra1 diss]am-lhes que a despissem1 porque sem c]tos trajos franceses no havia irms de c>idade4 ,tr9ta ou qu>5ta annos de privaes1 de insomnias1 de abnegao1 de preces1 de lagrymas1 tudo isso =a vo e m5tido diante de ,deus4 ,no sabemos se aquelles velhos habitos se v5d]am vantajosam5te p>a a congregao4 ,sabemos s que o homem d povo1 qu&o os = encontr> no m]cado dos &rajos1 deve salv-los1 gu>d&o-os como uma memoria sancta entre z memorias dos seus1 sob p5a de s] +rato4 ,z pobres mulh]es d evangelho t9ham tido o seu pretorio1 a sua *lamyde cocc9ea e a sua cora de esp9hos4 ,ignoramos se1 antes disso1 lhes haviam apontado p>a z c>ruag5s espl5didas d laz>ismo1 e repetido em voz baixa z palavras de um livro *amado a ,biblia1 de que possivel t]em noticia c]tos def5sores da religio3 ,haec omnia tibi dabo1 si cad5s adorav]is me4 ,z leis1 os pod]es publicos1 a auctoridade adm9i/rativa1 tudo curva a cabea1 tudo se esconde p>a deix> desemb>aado o cam9ho reaco1 que no seu impeto revolucion>io passa radiosa4 ,vilip5diado o direito canonico recebido ne/es re9os1 em que se e/riba a jurisdico imm$iata dos prelados diocesanos nas respectivas dioceses1 violadas z leis que mantem esse direito e punem como crim9osos d'e/ado os seus infractores1 abrogadas pela vontade privada z condies legaes com que z irms de c>idade exi/iam entre ns como corporao reconhecida1 re/ava esc>nec] das leis1 que regem a educao publica1 e que no so1 na sua ess5cia1 s5o a expresso das d\tr9as dom9antes nas leis analogas de uma gr&e p>te dos paizes civilisados4 ,z leis e regulam5tos de in/ruco publica exigem habilitao p>a o magi/]io1 tanto publico como livre1 e fixam z condies1 z frmas dessa habilitao4 ,os gov]nos relaxados que ha muito dirigem os negocios d paiz haviam tol]ado abusos na educao privada1 que1 sem deix>em de s] p]niciosos1 no t9ham1 todavia1 inconv5i5tes politicos4 ,no relatorio dos f9s de #ahef o commiss>io g]al dos e/udos em ,lisboa assignalava esses abusos1 e p$ia a sua represso3 ,os me/res e me/ras das casas de asylo da infancia desvalida--dizia elle--ex]cem alli o magi/]io sem prvio exame feito p]ante e/a commisso4 ,quem os pde exempt> dessa obrigao8 ,n+uem3 a lei cl>a e t]m9ante4 ,e no vir daqui em gr&e p>te o n5hum progresso de taes es*olas8 ,creio que sim4 ,inquieto com z manife/aes d desgo/o publico1 o gov]no ord5ava em setembro de #aheh quelle zeloso funccion>io que visitasse z es*olas d asylo dos orphos da ,ajuda1 dos asylos da infancia desvalida#ag e d hospicio de ,sancta ,m>?a1 e que posesse ahi em vigor z leis e regulam5tos d'in/ruco publica4 ,devia t]m9> o exame1 que alis era obrigao d seu c>go1 por um relatorio1 em que proposesse z provid5cias que exc$essem a sua alada1 e fossem precisas p>a se v]ific> o exacto cumprim5to da lei4 ,fez-se o exame3 os abusos exi/iam2 o relatorio no podia deix> de s] accorde com z in/antes repres5taes feitas pelo commiss>io d\s annos antes4 ,se o mal era pr(undo at ahi por falta de suffici5tes habilitaes litt]>ias nos me/res e me/ras das casas de asylo1 os inconv5i5tes actuaes1 a9da ab/rah9do de todas z consid]aes politicas1 eram sem comp>ao maiores4 ,z irms de c>idade no s c>eciam de habilitaes legaes1 mas t9ham1 at1 sido exemptas de concurso4 ,*egavam de ,p>is p>a ens9> a l] e escrev] portugus3 v9ham explic> infancia z v]dades fundam5taes da religio n'uma l+ua que lhes era extranha1 qu&o sabido que na d\tr9a ca?olica uma palavra trocada1 uma phrase inexactam5te empregada podem conv]t] um dogma n'uma h]esia4 ,no excesso d abuso associava-se o p]igoso ao ridiculo1 o illegal ao inconv5i5te4 ,o relatorio d habil funccion>io fez de c]to s5tir ao gov]no toda a ext5so d mal4 ,o commiss>io dos e/udos s]a indigno das funces que ex]citava1 trahiria ignobilm5te a sua consci5cia1 se1 pondo de p>te z d\tr9as de legalidade que invocava d\s annos antes1 no ord5asse1 d5tro da esph]a das sua attribuies1 rem$io a tantos desconc]tos1 e no sollicitasse d gov]no z provid5cias que ultrapassavam a sua jurisdico4 ,por c]to ord5\3 por c]to p$iu4 ,e todavia a situao mon/ruosa e illegal dos e/abelecim5tos da ,ajuda e de ,sancta ,m>?a no mud\4 ,os preceitos d commiss>io dos e/udos no =am respeitados1 a lei no se cumpriu1 e o gov]no1 que a m&>a execut> rigorosam5te1 abaix\ a cabea em pr(undo sil5cio4 ,como explic> ph5om5os taes1 s5o pela vontade en]gica da reaco1 prepond]ante j1 po/oque occulta1 na esph]a dos pod]es politicos8 diante dos factos que temos pond]ado2 diante de signaes to evid5tes1 de manife/aes to positivas de uma va/a conspirao contra a lib]dade2 e qu&o z desc>gas c]radas da reaco fuzilam na impr5sa p]iodica1 nos livros1 nas associaes1 nas secret>ias1 na tribuna1 nas regies diplomaticas1 nas alturas da j]>*ia civil e da j]>*ia ecclesia/ica1 nos pulpitos das aldeias e nas es*olas da infancia1 que a insipi5cia e a p]fidia nos accusam de combat] contra seis mulh]es e d\s frades6 ,qu&o apontamos p>a z leis rasgadas1 p>a os pr9cipios po/]gados1 p>a os canones e p>a z lib]dades da igreja nacional vilip5diados1 p>a a mulh] portuguesa insultada e calumniada1 accusam-nos de rancorosos e de viol5tos6 ,a viol5cia e/ da nossa p>te4 ,a ,europa indigna-se1 porque o fanatismo r\ba um filho a seu pae p>a o educ> n'uma religio1 embora v]dadeira1 em que e/e no cr4 ,a ns no nos p]mittida a indignao qu&o aos que dormem debaixo da t]ra1 f]idos pelo flagello de ,deus1 se lhes entregam os filhos1 que elles no podem def5d]1 a que affeioe aquelles espiritos innoc5tes aos intuitos da reaco ultramontana e absoluti/a2 aos intuitos desses mesmos hom5s1 cuja audacia fanatica a ,europa solemnem5te acaba de condemn>4 ,no nos licito oppormo-nos a que z novas g]aes se eduquem no odio dos pr9cipios que regem a t]ra patria1 e pelos quaes a g]ao pres5te padeceu e combateu longam5te4 ,no val]o1 prov5tura1 nada os pr9cipios1 qu&o se tracta da innoc5cia desamp>ada1 depois que sobre os labios frios dos seus naturaes def5sores se e/amp\ o sello da morte8 ,no meio de tantos delirios1 uma das c\sas que repugnam mais razo1 consci5cia e v]dadeira pi$ade1 a blasphemia que se encobre debaixo d diluvio de phrases com que se exaltam1 sobre z ru9as da j]>*ia ecclesia/ica e da div9a misso dos pa/ores1 essas congregaes religiosas de ambos os sexos nascidas ha d\s dias1 jesuitas1 laz>i/as1 irms de c>idade1 e no sabemos que mais inv5es mod]nas d ultramontanismo1 desconhecidas durante qu9ze seculos da igreja4 ,o bispo1 o p>o*o1 aquelles que o ,salvador in/ituiu p>a ens9>em a lei e a salvao2 aquelles que o ,div9o ,me/re julg\ suffici5tes p>a mant]em a pureza da f1 p>a s]em o sal da t]ra e a luz d mundo1 so decl>ados inhabeis ou insufici5tes p>a ex]c]em z funces que exclusivam5te lhes =am commettidas1 e muitos delles no hesitam em subscrev] ao p5sam5to impio1 escondido como o aspide nos morraaes da alg>avia devota4 ,a congregao t5de irresi/ivelm5te a supprimir o episcopado e a ordem inf]ior dos pa/ores1 como uma inutilidade4 ,d mesmo modo que dimitte a hi/oria1 a reaco dimitte a igreja4 ,se escapa aquelle que ns todos reconhecemos como o primeiro entre os seus irmos1 como o metropolita dos metropolitas1 como o *efe espiritual d ca?olicismo1 p>a o conv]t]em n'um despota2 p>a precipit>em o re9o ,deus das alturas d cu no abysmo da t]ra2 p>a colloc>em a ?i>a1 nas relaes temporaes1 acima d pod] civil2 p>a1 emfim1 resolv]em de modo def9itivo o trem5do problema propo/o por ,gregorio ,,vii soci$ade *ri/4 ,a e/es intuitos a exi/5cia ou1 pelo m5os1 a auctoridade da ordem sup]ior e da ordem inf]ior d cl]o legitimo h-de s] sempre um ob/aculo1 s5o insup]avel1 ao m5os altam5te incommodo4 ,sempre ha-de hav] uma p>te delle que saiba a sua origem1 que creia na sua misso div9a1 e que ouse prote/> contra o despotismo da curia romana4 ,se a influ5cia dos *efes das congregaes sobrepuj> a dos prelados1 no re/a a e/es s5o uma en]gica e legitima resi/5cia1 a no qu]]em a desauctorao d proprio c>act] e a dissoluo da igreja4 ,aquelles *efes1 porm1 cujos subditos devem s] diante delles como o cadav]1 como o baculo na mo d cego1 como a lima na mo d obreiro1 e cujo despotismo1 no pod5do e/rib>-se no cu1 foi busc> sanctificao em ,roma2 esses1 de c]to1 nunca ho-de prote/> contra a applicao soci$ade *ri/ e soci$ade civil de um pr9cipio que a ess5cia d proprio pod]4 ,o antigo mona*ato1 na s+eleza da sua origem1 nem era um p]igo p>a z in/ituies sociaes1 nem s]ia uma ameaa p>a a lib]dade4 ,o mona*ato1 como elle nos app>ece nos primeiros seculos *ri/os1 repres5tava os pr(undos des5ganos1 o cansao e o t$io d viv] civil4 ,o monge despos&o a solido firmava um acto de divorcio com a soci$ade4 ,e/a no s]ia nem tol]ante nem ju/a se p]guntasse ao que se collocava alm della1 que nada lhe p$ia1 nem impunha1 nem (f]ecia1 nem acceitava1 qual era a norma da sua exi/5cia4 ,o mo/eiro nos desvios selvaticos devia s] uma sanctu>io talvez a9da mais immune que a familia4 ,nesses tempos1 nem sequ] exi/ia nexo entre c5obio e c5obio1 embora ente elles h\vesse uma regra commum4 ,p>a adquirir o alim5to pelo trabalho e o cu pelo sacrificio no era preciso transport> p>a o des]to o me*anismo de uma organisao complicada1 nem ve/ir a cogulla ao despotismo4 ,um *efe electivo mant9ha em cada gremio a discipl9a indisp5savel p>a a quietao de todos4 ,nas relaes puram5te espirituaes1 esses hom5s pios nem sequ] imag9avam que o sac]docio devesse associ>-se como o ermo1 e se ab&onavam a soci$ade civil1 no deixavam por isso de acceit> e reconhec] a igreja4 ,nunca se p]suadiram de que a in/ituio div9a dos pa/ores fosse insuffici5te p>a apasc5t> o rebanho4 ,na s9c]idade d seu corao no suspeitavam1 sequ]1 que viriam tempos1 em que os hom5s a*assem incompleto o *ri/ianismo1 e quizessem ap]feio> a j]>*ia e o gov]no da igreja1 immutaveis na ess5cia1 como a sua d\tr9a4 ,os in/itutos mona/icos dilat>am-se1 prosp]>am1 deg5]>am regress&o ao mundo social1 decahiram e p]ec]am1 ou vejetam ap5as n'um tri/e crepusculo4 ,o lib]alismo olha-os com suspeitas que os factos ju/ificam4 ,entretanto a sua condemnao completa no se escreveu a9da4 ,talvez um dia1 qu&o a lib]dade = por toda a p>te uma condio impret]ivel da civilisao e da exi/5cia das naes *ri/s1 o mona*ato resurja na sua primitiva pureza4 ,ha dores p>a z quaes a vida civil no tem balsamo1 desal5tos p>a que no tem con=to1 desesp]anz p>a que no tem illuses1 am>guras que no cabem nella4 ,alm das suas fronteiras1 dos seus asylos p>a os in=tunios vulg>es1 porque se no deix> con/ruir um refugio de preces e de lagrymas p>a z mis]ias moraes incuraveis1 e p>a z situaes insoluveis e extremas8 ,mas que ha commum entre i/o e z congregaes mod]nas1 que se organisam pelo ideal d despotismo1 e que1 regidas por esse pr9cipio1 to odioso e brutal como en]gico1 p5etram no amago da soci$ade como o f]ro d ma*ado no c]ne d roble8 ,qu&o ellas p$irem ao povo o corao da mulh] p>a o dirigir1 e a debil intellig5cia da infancia p>a a affeio>1 o povo1 se no = ins5sato1 h-de =osam5te replic>-lhes3--,p>a que p$is isso8 ,v9des d despotismo3 no podeis s5o arra/-los p>a o despotismo2 p>a o despotismo na igreja1 e p>a o despotismo no e/ado4 ,a introduco das irms de c>idade francesas no s5o o prodromo d re/abelecim5to das congregaes1 que1 longe de busc>em os ermos1 s tem em mira apod]>-se da soci$ade4 ,a reaco sabe que s vezes melhor ir de roda p>a *eg> mais depressa4 ,n'um docum5to (ficial alleg>am-se os s]vios das irms de c>idade francesas no ,ori5te1 pr9cipalm5te nos arraiaes da ,crima1 p>a legitim> a admisso daquelle in/ituto no re9o1 qu&o o pr9cipal fim o/5sivo dessa admisso era o gravissimo negocio de educao da infancia4 ,v9ha a s] a melhor allegao1 s5do pessima4 ,naquelle docum5to dimittia-se a logica2 e conv]tia-se a enf]m>ia em es*ola normal4 ,a reaco1 to a/uta de ord9>io1 tem suas pu]ilidades4 ,a capacidade das irms de c>idade francesas p>a o magi/]io talvez a9da v5ha a ins]ir-se como dogma no catecismo4 ,por emquanto e/ sujeito discusso4 ,a regra de ,s4 ,vic5te de ,paulo no enc]ra em si a demon/rao de tal capacidade1 e os factos a9da tambem no a demon/r>am4 ,ens9> no synonimo de ens9> bem4 ,p]mittam-nos1 pois1 que entretanto duvidemos da virtude p$agogica dessa regra1 virtude que s]ia mais um milagre dos (ficiaes de/e g5]o de producto1 porque no resulta de n5huma das sua disposies positivas4 ,a c>idade pod]1 talvez1 s por si faz] uma boa enf]meira2 o que de c]to no faz uma boa me/ra4 ,o in/ituto das irms de c>idade c]ca-se de uma aurola facticia1 porque um in/rum5to de reaco4 ,admitti que a d$icao1 alis l\vavel1 dessas mulh]es seja um titulo que suppra a sci5cia1 que inutilise a int]v5o d e/ado na educao1 e diante d qual devam c$] os pr9cipios1 z leis1 os regulam5tos1 e a*>-vos-heis em breve nas regies d jesuitismo4 ,que vale a hi/oria1 mais ou m5os exagg]ada1 dos sacrificios1 d zelo1 da con/ancia das irms de c>idade ao lado dos sacrificios1 d zelo1 da con/ancia dos jesuitas1 no ne/e ou naquelle paiz da ,europa1 mas no mundo conhecido8 ,depois1 o jesuitismo tem titulos de sci5cia bem div]sos d que podem invoc> z irms de c>idade e a ordem que z dirige4 ,entregae1 portanto1 a educao e a in/ruco1 no s da pu]icia1 mas tambem da mocidade1 companhia de ,jesus4 ,l *eg>emos1 se no e/iv]mos precavidos contra os sophi/as4 ,o furor dimissorio da reaco no pra1 nem na hi/oria1 nem na j]>*ia *ri/1 nem nos canones da logica3 vai at a ,provid5cia e at o ,evangelho4 ,que ha p>ticul> e exclusivo na regra de ,s4 ,vic5te de ,paulo p>a produzir os resultados b5eficos daquella associao como e/ con/ituida em ,frana8 ,a =a impulsiva da vontade absoluta de um s homem na v]dade um elem5to efficaz1 po/oque vulg>4 ,o despotismo produz s vezes o bem1 a9daque em regra s produza males4 ,mas os effeitos dessa organisao1 innegavelm5te pod]osa1 acabam ahi4 ,o re/o op]am-no a indole da mulh] e a luz immortal d ,evangelho4 ,quem ha que no visse1 ao m5os alguma vez1 na obscuridade da vida dome/ica1 uma irm de c>idade ass5tada beira d leito da dor ou da ultima agonia8 ,onde e/ a mulh] e/ a irm de c>idade4 ,o seu espirito adeja em volta d padec] humano1 p>a se precipit> nelle1 como a m>iposa roda da luz4 o seu in/9cto1 a sua indole1 o seu de/9o4 ,o amor1 a amizade1 a affeio filial ou frat]na1 a mat]nidade escondem aos olhos dos outros e a seus proprios olhos z t5d5cias irresi/iveis que a arra/am p>a lev> um affecto aonde qu] que sa um gemido4 ,acima de todos os votos que se lhe podem ou p$ir ou impor em nome d cu1 ella tem d\s1 escriptos l d5tro1 que a seguem d b]o ao tumulo1 a pi$ade e a paixo d sacrificio4 ,impellidas pelo s5tim5to religioso1 essas t5d5cias vo at o sublime da abnegao3 vo mais longe d que a irm de c>idade2 vo at a mulh] que se precipita na fogueira dos fun]aes d ,indo/o4 ,essa mulh]1 como a irm de c>idade na ,europa1 repres5ta a suprema devoo pelo sacrificio4 ,a diff]5a1 porm1 no e/ na regra de ,s4 ,vic5te de ,paulo3 e/ em que na ,europa a mulh] educa-se luz espl5dida d ,evangelho2 no ,indo/o ao crepusculo tri/e dos ,vdas4 ,sem a sujeio aos laz>i/as1 o que a regra de ,s4 ,vic5te de ,paulo pde faz] d> unidade e ordem aos admiraveis in/9ctos da mulh] sanctificados pela religio2 e/5d] o que ha mais bello no mundo1 z consolaes d affecto dome/ico juncto de um leito de dores1 aos que no tem familia que lhas possa d>1 ou aos que a mis]ia e a do5a entreg>am c>idade (ficial4 ,mas attribuir virtude d in/ituto o que pr9cipalm5te provm da natureza e da religio1 depr a ,provid5cia e o ,*ri/ianismo p>a en?ronis> um homem3 suppor que a sua obra vale mais que a obra de ,deus3 a blasphemia da sup]/io4 ,com o pr$om9io1 porm1 d laz>ismo2 com uma ob$i5cia cega a individuos que abnegam1 diante de um *efe supremo1 a vontade1 a razo e a consci5cia1 z irms de c>idade no so s5o mais um p]igo p>a a soci$ade debaixo de app>5cias illusorias4 ,o bem que a9da assim fazem nem remotam5te comp5sa os males que podem produzir4 ,in/rum5tos1 provavelm5te insci5tes1 d ultramontanismo1 so como os maus actores1 que se limitam a e/ud> o respectivo papel1 sem conhec]em nem o enr$o1 nem os effeitos d drama4 ,os s]vios feitos humanidade na gu]ra d ,ori5te pelas irms de c>idade francesas1 texto fecundo das p>5eses da impr5sa reaccion>ia1 e que to p\co a proposito figuram em docum5tos que dev]iam s] graves1 tem acaso o valor e a significao que se lhes attribue8 ,a gu]ra d ,ori5te foi empreh5dida por duas das mais pod]osas naes1 uma d'ellas a mais opul5ta e illu/rada da ,europa4 ,z mis]ias e desgraz ord9>ias da gu]ra so faceis de prev]1 e os gov]nos dessas naes t9ham-nas previ/o3 tnham-se prep>ado p>a ellas4 ,facultativos1 hospitaes1 enf]meiros1 rem$ios1 os con=tos1 em summa1 que so compativeis com a dura e av5turada vida d soldado1 no t9ham sido pr$ispo/os com mo av>a4 ,aquelles p>a quem esses imm5sos soccorros se de/9avam eram hom5s no vigor da exi/5cia1 educados p>a affront> virilm5te z privaes1 a dor e a morte4 ,z calamidades imprevi/as no =am1 nem podiam s] combatidas com m5or en]gia4 ,z inspiraes da simples humanidade eram avivadas pelo int]esse de mant] a =a mat]ial e moral dos ex]citos1 n'uma campanha onde se decidia o duello entre z soci$ades d ,occid5te e os netos de ,attila4 ,quanto a sci5cia1 a indu/ria1 a riqueza e a actividade adm9i/rativa podiam sugg]ir e applic> p>a allivio dos males insep>aveis da gu]ra1 tudo se a*ava ao lado d homem robu/o que padecia nos arraiaes da ,crima4 ,imag9> que c9co5ta ou cem mulh]es di/ribuidas pela va/ido dos hospitaes milit>es1 suppriam1 modificavam sequ] z privaes e os incommodos nascidos da falta accid5tal de recursos1 ou das desord5s imprevi/as da natureza1 um p>adoxo1 que p$imos lic5a p>a no acr$it>1 embora t5ha a seu favor o te/emunho insuspeito de g5]aes que haviam metralhado a lib]dade por conta da reaco1 e que se ufanavam com a intimidade dos *efes d jesuitismo2 embora se e/ribe nos elogios gratuitos de funccion>ios collocados n'uma situao elevada1 mas dep5d5te desses pios g5]aes1 e que nada p]diam em exagg]>1 vontade delles1 os s]vios dos jesuitas1 dos laz>i/as1 das irms de c>idade1 ou de outras quaesqu] corporaes1 que elles pret5dessem exalt>4 ,os pomposos relatorios das m>avilhas practicadas pelas irms de c>idade no ,ori5te o que provam de modo p]emptorio que a reaco hbil4 ,sabeis o que se passava ento no paiz que ellas ab&onavam p>a supprir z insuffici5cias dos gov]nos da ,+lat]ra1 da ,frana1 da ,s>d5ha e da ,turquia8 ,dir-vo-lo-hemos4 ,em ,frana1 dos doze milhes de desgraados cuja alim5tao consi/e ap5as em c5teio1 batatas e agua1 e que em gr&e p>te vivem em casebres infectos#ah1 morriam de fome e de mis]ia oit5ta mil pessoas1 s no decurso de #ahee6 uma auctoridade insuspeita1 o *efe actual da rep>tio de e/ati/ica em ,frana1 que no-lo assegura#ai4 ,onde era o po/o da irm de c>idade francesa no meio de tantos in=tunios8 ,era na patria1 ou nos acampam5tos d ,ori5te8 ,era ao p d soldado1 f]ido ou do5te1 mas de con/ituio robu/a e de animo fro1 vigiado1 ac>iciado pela previd5cia sollicita dos pod]es publicos1 ou na aldeia1 no casal solit>io1 na agua furtada d op]>io fabril1 ao p da enx]ga d velho1 da mulh]1 d infante1 ns1 esfaimados1 esquecidos d mundo1 ab&onados pela c>idade publica1 e envi&o1 talvez1 no ultimo al5to um grito de maldico soci$ade8 ,se1 educadas antes de se descobrir em ,frana1 que toda a mulh] deve apr5d] nos primeiros annos a execut> os artefactos proprios d seu sexo1 no podiam trabalh> de noite e dia p>a m9i/r> aos ext5uados e quasi moribundos1 no con=tos1 no c>9hos1 no suavidades1 mas simplesm5te um bocado de po negro que devorassem ass5tados no atrio da morte1 podiam ao m5os =cej> p>a que o ultimo suspiro delles no fosse um grito de desesp]o1 mas um murmurio de resignao2 podiam ir pelas portas d palacios sumptuosos implor> a pi$ade dos ricos2 pelas moradas da devoo opul5ta p$ir-lhe que fe*asse por m9utos o ,mez de ,m>ia1 p>a l] algumas pag9as d'um livro plebeu *amado o ,evangelho1 que ba/\ p>a inspir> todas z virtudes1 todos os h]oismos d mais ard5te amor d proximo nos seculos primitivos d *ri/ianismo4 ,os preceitos d livro plebeu podiam cumprir-se em ,frana4 ,no sabemos se =am cumpridos no ,ori5te4 ,o que sabemos que a pi$ade com o in=tunio1 ex]cida obscuram5te1 no casebre1 na mans>da1 nos recssos onde se occultam z gr&es mis]ias1 v-a sm5te ,deus4 ,a ,crima1 ,a!nas1 ,v>na1 ,gallipoli eram prosc5ios diante quaes se ass5tava espectadora a ,europa1 e a reaco sabe o que valem z artes sc5icas4 ,o !atro t5tava6 ,se no s]via excessivam5te a humanidade envi&o z irms de c>idade ao ,ori5te1 o laz>ismo escrevia um magnifico !ma p>a z p>5eses dos seus mission>ios1 qu&o tractasse de z introduzir e de se introduzir1 sombra dellas1 em qualqu] paiz1 onde a reaco c>ecesse d seu auxilio4 ,aggr$ida1 no s desde o primeiro dia da sua exi/5cia1 mas1 at1 a9da antes de se con/ituir1 a ,associao ,popul> ,promotora da ,educao d ,sexo ,fem99o precisava de mo/r> a sua opportunidade1 a sua indole e os seus f9s4 ,p>a i/o cumpria traar rapidam5te a hi/oria da reaco nos ultimos dez annos4 ,essa hi/oria revela o progresso con/ante da ida reaccion>ia1 a sua p]t9acia e z suas victorias4 ,os factos provam que o p>tido lib]al necessita1 emfim1 de acord> d seu longo torpor1 e essa necessidade ju/ifica a exi/5cia de/a ,associao4 ,os ant]iores triumphos dos sect>ios de toda a especie de despotismo tem sido daquelles que um gov]no firme e escl>ecido pde facilm5te inutilis> em qualqu] tempo4 ,a p]v]so1 porm1 das g]aes novas1 sobretudo a p]v]so d espirito das mulh]es1 produz consequ5cias fataes1 durad\ras1 e difficeis de extirp>4 ,no homem1 a in/ruco sup]ior e a exp]i5cia d mundo corrigem s vezes z idz falsas1 z ms t5d5cias da primeira educao4 mulh] faltam de ord9>io esses d\s auxilios4 ,vehiculo seguro da peonha que lhe in/il\ no ent5dim5to a maldade1 vai1 sem o sab] nem o qu]]1 prop9-la no seio da familia aos que entranhavelm5te ama4 ,p]suadida uma vez de que z abuses e os actos mais contr>ios indole grave e s]v]a d *ri/ianismo so condies da vida religiosa1 no ha sup]/io1 nem cr5dice que no imprima1 com a quasi inde/ructibilidade das primeiras impresses1 em animos innoc5tes1 que ella1 na s9c]idade d seu corao1 cr gui> pelo cam9ho d cu4 ,corrompe1 logo a d\s passos de b]o1 o infante reg5]ado pelo baptismo2 torna moralm5te ra*itico o que1 como *ri/o e como homem social1 deve s] moralm5te =te4 ,da juv5tude at a velhice vai seme&o na t]ra o mal e o erro1 e morre tranquilla4 ,morre tranquilla com razo2 porque foi ap5as o baculo na mo d cego1 a lima na mo d obreiro1 o punhal na mo d assass9o4 da educao que pde d> e receb] a mulh] que a reaco t5de a apod]>-se introduz9do em ,portugal z irms de c>idade francesas4 ,nos asylos da primeira infancia a me/ra sub/itue a me2 na es*ola d sexo fem99o educam-se z que ho de s] mes4 ,entregae esse asylo e essa es*ola influ5cia de congregaes =tem5te con/ituidas1 e hoje arregim5tadas p>a combat] o lib]alismo1 e calculae como p5s>o daqui a v9te annos z g]aes novas1 e o que s] feito1 d'ahi a outros v9te1 da lib]dade politica e d v]dadeiro *ri/ianismo4 ,a ,associao ,popul> ,promotora da ,educao d ,sexo ,fem99o deplora a fraqueza dos pod]es publicos diante dessa t5tativa audaz2 lam5ta que no haja ne/a t]ra quem fale em nome d direito natural1 da con/ituio1 das leis e da soci$ade2 que os ,?oms ,p9heiro da ,veiga1 os ,joss de ,seabra1 os ,p]eira ,ramos no tivessem successores2 que no se alevante uma voz auctorisada pelo seu c>go p>a revoc> os gov]nos e os funccion>ios ao s5tim5to d proprio dev]4 ,pessoa moral p>ticul>1 compo/a de simples cidados1 e/a ,associao no pde nem qu] sub/itui-los2 limita-se a repellir o emp5ho ultramontano na esph]a de aco que z in/ituies lhe conc$em4 ,busca oppor o asylo lib]al1 a es*ola lib]al1 ao asylo ultramontano1 es*ola ultramontana4 ,a lucta no nem facil1 nem +loria4 ,indep5d5te das suas allianz1 publicas e secretas1 e d p5sam5to politico que s]vem1 os humildes mission>ios de ,s4 ,vic5te de ,paulo no so adv]s>ios de desprez>4 ,se no brilham1 como nunca brilh>am1 pela sci5cia1 tem outra =a que a vale4 ,rots*ilds das congregaes religiosas1 dispem de milhes1 prud5tem5te empregados nos fundos publicos de div]sas naes da ,europa1 e adquiridos nas pias especulaes d comm]cio e da indu/ria#bj4 ,no +lria a lucta p>a mant] o esc&alo de no s] repres5tada nas assemblz g]aes da congregao laz>i/a a prov9cia de ,portugal#ba4 ,dizem-nos que viemos t>de2 que outras associaes nos prec$]am no emp5ho da educao4 ,cremos1 apes> disso1 que viemos a ponto4 ,no temos a pret5so de hav]mos inv5tado a es*ola2 no temos mais en?usiasmo pelas es*olas d que por outro qualqu] meio de civilisao moral ou mat]ial4 ,no nos associmos at aqui p>a z fund>1 pela mesma razo porque no nos associmos p>a con/ruir e/radas1 ou cam9hos de f]ro1 ou caixas economicas1 ou bancos ruraes1 ou presepes da infancia no b]o4 ,a lei d paiz impe a todos os cidados o dev] de m&> seus filhos es*ola1 e obriga1 portanto1 o e/ado a subm9i/r>-lha4 ,pagamos os tributos1 e nunca prohibimos aos nossos m&at>ios que votassem amplam5te os recursos p$idos p>a quaesqu] in/itutos de educao publica que reputassem necess>ios ou uteis4 ,fimo-nos nas leis1 nos gov]nos1 nos p>lam5tos4 ,podiamos in/ituir es*olas como especulao3 no quizemos especul> no g5]o4 ,se int5tamos fund-las hoje1 como in/rum5to politico2 porque a reaco cam9ha ha dez annos de conqui/a em conqui/a1 e aggride agora a lib]dade por um lado p]igosissimo4 ,o proc$im5to dos pod]es publicos durante dez annos e z suas tri/es hesitaes na actual conjunctura legitimam1 sanctificam a nossa resoluo2 porque se tracta d env55am5to moral da soci$ade pelo env55am5to moral da familia4 ,uma lei de/a t]ra1 uma lei de sete seculos1 uma lei cuja durao repres5ta um pr(undo s5tim5to de honra1 diz que se pde s] homicida sem crime qu&o a pro/ituio d adult]io vai ennodo> o seio da familia#bb4 que a familia a molecula social1 e gangr5ada ella1 a soci$ade esphacela-se n'um monte de podrido4 ,vamos muito m5os longe que a lei4 ,e todavia o p]igo maior2 porque nos sem9>ios da reaco no se ho/ilisa s a lib]dade3 ens9a-se tambem a revel> donzella e me de familia delictos mais mon/ruosos que o adult]io4 ,def5demos nossas mulh]es1 nossas irms nossas filhas3 def5demos z mulh]es1 z irms e z filhas dos que ho de vir depois de ns4 ,onde e/> aqui o crime1 a viol5cia1 o erro1 o motivo sequ] de suspeio8 ,no dissimulamos1 no t]giv]samos2 a nossa l+uagem simples e explicita como z nossas int5es4 ,e diz-se-nos que eduquemos por educ>1 e in/ruamos por in/ruir2 que in/ituamos cidados aptos p>a todas z frmas de gov]no2 que ens9emos a l] e escrev] e a d\tr9a *ri/1 e no curemos de mais nada4 ,todos esses conselhos no *egam a s] absurdos3 ficam aqum2 na dem5cia4 ,educ> por educ>6 ,in/ruir por in/ruir6 ,s ha uma c\sa nas obras humanas que t5ha em si mesma a sua causa f9al2 a arte4 ,tudo o mais tem por objecto a soci$ade ou o indivduo4 ,a educao no n5hum poema1 n5hum quadro1 n5huma p>titura3 a educao e a in/ruco so o acto pelo qual uma g]ao transmitte a outra os !s\ros de progresso moral e intellectual que h]d\ e augm5t\2 so uma gr&e que/o social1 e por isso que o e/ado ex]ce nellas int]v5o to ampla4 ,se no fosse assim1 a lei que1 em todos os paizes cultos1 fra os individuos a receb]em na es*ola esse baptismo da civilisao1 =a tyrannia2 =a tyrannia a inspeco d e/ado na educao livre4 ,cre> cidados aptos p>a todas z frmas de gov]no6 ,mas ha frmas de gov]no que vos p$em vassalos1 que vos p$em s]vos1 que vos p$em escravos1 mas que no vos acceitam cidados4 ,se qu]eis subm9i/r>-lhes o que elles p$em1 fazei-o3 ns no qu]emos4 ,ns =cejamos p>a que a g]ao que vi] aps ns seja uma nobre raa de hom5s livres2 que odeie1 no o reaccion>io1 que pde e/> involut>iam5te no erro1 mas o despotismo e a s]vido2 qu]emos affeio> uma g]ao nova rancorosa1 mais rancorosa d que ns4 ,que ens9emos a l]1 a escrev]1 a cont>1 e a d\tr9a *ri/ sm5te4 ,ens9ae-o1 se podeis1 a uma creana sem lhe imprimir no espirito1 c9co5ta1 cem1 mil vezes mais idz d que z necess>ias p>a possuir esses elem5tos de cultura4 ,metade d que conhece d mundo mat]ial e moral a mais va/a intellig5cia adquiriu-o na infancia4 nessa po*a da vida que a torr5te das idz1 boas ou ms1 exactas ou inexactas1 accumuladas pela tradio humana1 se precipita com mais =a no nosso espirito4 ,o ens9o volunt>io e previ/o 1 sem comp>ao1 m5or d que o involunt>io e desap]cebido1 que d educador ou d me/re recebe o educ&o ou o discipulo4 ,z preoccupaes e os erros de facto ou de apreciao passam1 com a mesma facilidade que z idz sans1 de um p>a outro espirito1 e passam1 a cada hora1 a cada mom5to1 com uma auctoridade1 com um pre/igio1 que no tem z transmittidas pelos outros individuos que revelam ao homem na infancia o mundo em que vai viv]4 ,e/as v]dades triviaes1 elem5t>es1 s z ignora quem z qu] ignor>4 ,a reaco pde faz] com que z affoguem em phrases oucas e em p>adoxos2 mas prva de sobejo1 pelos seus actos1 que sabe o que ellas valem4 ,tambem ns o sabemos2 e nessas phrases e nesses p>adoxos no vemos s5o uma injuria recta razo d paiz4 ,no meio das pu]ilidades1 das affrontas1 das calumnias1 das maldices1 ns proseguiremos vante ne/a cruzada sancta da civilisao e da lib]dade4 ,*amamos a ella todos os hom5s s9c]am5te lib]aes1 que no e/o resolvidos a transigir com g5]o algum de absolutismo1 nem no e/ado1 nem na igreja4 ,esses hom5s so os que qu]em z consequ5cias da re/aurao de #ahcc1 re/aurao que foi ao mesmo tempo uma gr&e revoluo1 ou antes a unica revoluo v]dadeiram5te importante de/e paiz4 ,a gu]ra da reaco dirigida a9da mais contra z conqui/as sociaes que ento fizemos d que contra o gov]no p>lam5t>1 embora tambem e/e seja aggr$ido4 ,qu]em-se os dizimos1 os b5s da cora1 os direitos de =al1 os privilegios de ca/a ou de classe1 os (ficios h]$it>ios1 z r5dosas capitanias-mres1 z mitras opul5tas1 z ricas abbadias1 os b5eficios patri>*aes1 a mage/ade d ?rono calumniada pela rapacidade cortez1 a suppresso da impr5sa1 me?odo facil de moralis>1 que consi/e em faz] sil5cio ao r$or da corrupo4 ,a lib]dade torn\-se incommoda1 no s p>a os que p]d]am com os successos de #ahcc1 mas tambem p>a muitos daquelles que mais ganh>am com elles4 ,os que esgot>am o que a nova situao t9ha p>a d>1 vem agora que o absolutismo dispunha de in/rum5tos mais efficazes p>a sug> da riqueza publica1 d fructo d trabalho hone/o1 a quota d luxo e da devassido dos escolhidos4 ,todas essas deploraes sobre a decad5cia da moral e da religio2 todos esses es=os p>a re/aur> in/ituies d]rocadas1 so calculos de cubia4 ,o fanatismo r>o3 o que e/ s5do vulg> a hypocrisia4 ,z comp>aes que se fazem d pres5te com o passado so falsas4 ,sem desconhec] que os co/umes e/o corrompidos1 prote/amos1 com a hi/oria nas mos1 que a decad5cia moral dos seculos de absolutismo era muito maior d que a nossa4 ,o rem$io d mal pres5te no e/ em approxim>mo-nos delles1 e/ em affa/>mo-nos4 ,os que p5sam o contr>io illudem-se2 os que f+em p5s-lo so os que qu]em lucr> com z especulaes ao div9o4 ,deploramos que1 semelhantes s faces religiosas d ,baixo-,imp]io1 ana!matis&o-se mutuam5te d5tro dos muros de ,con/ant9opola ass$iada pelos mussulmanos1 z p>cialidades lib]aes no ouam1 no meio das suas discordias1 o e/repito da reaco que m>*a de victoria em victoria4 ,extranha a essas p>cialidades1 sem compromisss ant]iores1 e/a ,associao a n5huma tem de s]vir1 nem de combat]4 ,no busca p>a si um log> no meio dos grupos que pleiteiam na urna1 no p>lam5to1 e na impr5sa um pod] ephem]o4 ,no tem n+uem a quem o (f]ec]4 ,que o p>tido lib]al no abdique2 fic> satisfeita4 ,todos os gov]nos devem e/> tranquillos c]ca da influ5cia maior ou m5or que ella possa ex]cit>1 porque no ha de empreg-la s5o contra os hom5s que se mo/r>em delib]adam5te favoraveis s t5tativas reaccion>ias4 ,esses1 se um dia se a*>em no pod]1 contem com uma ho/ilidade implacavel da p>te della4 ,p]sigam-na1 que d seu int]esse faz-lo4 ,hoje con/itue-se p>a fund> es*olas e asylos2 pde amanh al>g> a esph]a da sua aco1 ou trans=m>-se4 ,z phases da lucta det]m9>o o seu proc$]4 ,se por emquanto s tracta de atalh> o p]igo pres5te1 porque gravissimo1 no se infira d'ahi que cruz> os braos qu&o qualqu] outro p]igo igualm5te grave ameaar a soci$ade nova1 e a aggr$ir nas suas t5d5cias1 na sua indole1 ou nas suas tradies4 ,se a aggresso a9da mais social que politica1 a defesa hade t] os mesmos c>actres4 ,como os antigos templ>ios1 cujas preceptorias se collocavam nos conf9s dos paizes remidos p>a o *ri/ianismo e na front>ia dos s>rac5os1 ns vamos plant> z nossas t5d> de gu]ra juncto aos m>cos que dividem os dom9ios da reaco dos dom9ios da lib]dade4 ,vigi>emos emquanto outros dormem3 combat]emos emquanto outros disputam4 ,qu&o algum de ns cahir1 os seus companheiros p]gunt>o quem rege os arraiaes da lib]dade2 p]gunt-lo-ho p>a p$ir sete palmos de t]ra livre que d asylo ao que cahiu4 ,se os h\v] p>a no-los d>em1 no indag>emos como se *amam os que no-los conc$]am4 ,sabemos que esses sete palmos no podem e/> encravados em t]ra de s]vos4 ,eis o facto importante1 e o fim supremo de/a ,associao4 o titulo da melhor h]ana que temos de leg> a nossos filhos4 ,notas #a ,die ,p]son hat das ,re*t 9 i$e ,sa*e ibr5 ,will5 zu leg51 wel*e dadur* die ,me9ige i/1 zu ihrem sub/antiell5 ,zwecke1 da sie e9e sol*5 ni*t 9 si* selb/ hat1 etc4 ,sa*e1 em contra/e com ,p]son1 exprime a c\sa physica e que capaz de s] possuida1 e contrape-se a ,idee1 ,g$ank54 #b ,etude sur la proprit littraire1 p> ,f4 de ,azev$o4 #c ,ihr] ,be/immung und ,seele me95 ,will5 erhlt4 #d ,/udj critici1 tom4 ,,ii1 pag4 #ddd 7,delle ri/ampe74 #e ,o artigo #dh4o da lei de #ae de m>o de #ahej1 que hoje rege a in/ruco publica em ,frana1 prescreve que nas es*olas prim>ias d sexo fem99o se ens9em os trabalhos de agulha4 ,segundo o comm5tador ,r5du1 e/a disposio da lei uma feliz innovao4 ,saibam z me/ras portuguesas que os legisladores franceses descobriram em #ahej1 que z m59as devem apr5d] a cos]1 a bord>1 etc4 ,z irms de c>idade introduzidas em ,portugal em #aheh =am de c]to educadas antes de #ahej4 ,sab]o ellas faz] uma camisa8 ,cremos que licito p]gunt-lo4 #f ,memoires1 tom4 #a4o1 pag4 #bgb 7#aheh74 #g ,a m>avilha da s]va de ,deus1 que fazia milagres de dysuria1 adornados pelas cores d prisma1 incommod\ a policia de ,lisboa4 ,recolhida ao hospital a sancta mulh]1 os facultativos descubriram com facilidade a origem da m>avilha4 ,o negocio supit\-se p>a evit> o esc&alo4 ,entretanto a auctoridade d di/ricto de ,coimbra applicava a um sancto vivo1 que comeava a disp>> milagres naquelle di/ricto1 o celebre di/ico4 ,de p> le roi1 df5se ,dieu ,de faire miracles dans ce lieu4 #h ,a quota dos membros da associao da propagao da f no exc$e a #dhj ris annuaes1 e o producto de/as quotas remettidas p>a ,frana tem subido alguns annos a #h3jjjjjj ris4 #i ,no relatorio feito s cortes pelo m9i/ro dos negocios e/rangeiros em #ahdi vem o texto mutilado d conv5io de #ba de outubro de #ahdh1 donde foi transcripto p>a a ,colleco de ,tractados d sr4 ,borges de ,ca/ro 7tom4 #g1 pag4 #bba74 ,o texto por integra app>eceu no jornal ,o ,paiz1 em ago/o de #ahea4 #aj ,nas especulaes de exportao da bulla da cruzada o nimio zelo dos corretores trahiu-se imprud5tem5te no confession>io1 annos depois1 o que obrig\ o sr4 ,seabra1 s5do m9i/ro dos negocios ecclesia/icos e de ju/ia1 a tom> sev]as provid5cia p>a r$uzir aquelle comm]cio aos seus limites naturaes4 #aa ,veja-se a circul> da congregao ,de ,propag&a ,fide de #d de junho de #aheh a p4 #ge d ,additam5to s ,reflexes sobre o padroado portuguez no ,ori5te4 #ab ,con/itutiones ,communes ,congreg4 ,miss4 cap4 #e4o1 #a4o1 e cap4 #aa4o1 #d4o e #e4o4 #ac ,cm igressi fu]9t loca ea1 9 quibus ,ord9>ii resid5t1 eos quam primm adeant1 suamque op]am illis submiss (f]ant1 et facultatem ad ex]c5da societatis m9i/]ia mode/ ac religios petant4 ,in/itutum societ4 ,jesu1 vol4 ,i1 pag4 #cgf4 #ad ,non solum quoad ejus voluntatem nobis notificatam1 s$ etiam quoad ejus int5tionem4 ,con/4 ,com4 ,congreg4 ,mission41 cap4 #e4o1 #b4o1--t5ebit pro c]to voluntatem ,dei sibi signific>i p] voluntatem sup]ioris4 ,ibid1 #d4o4 #ae ,vide decreto de #i de ago/o de #ahcc4 #af ,o in/ituto das irms de c>idade foi auctorisado em ,frana em #afeh4 #ag ,ne/es asylos1 de que o commiss>io dos e/udos se queixava em #ahef1 os log>es de magi/]io eram providos por concurso na frma dos respectivos e/atutos approvados pelo gov]no4 ,em #aheh1 porm1 z me/ras j haviam sido sub/ituidas por irms de c>idade francesas por m]o arbitrio das pessoas que os dirigiam4 #ah ,de ,lav]gne1 ,l',agriculture et la ,population1 pag4 #cii4 7,note ,f47 #ai ,legoyt1 ,j\rnal des ,economi/es1 m>s de #aheg2 ,de ,lav]gne1 ibid41 pag4 #ccg4 #bj ,les laz>i/es ont plus de v+t millions placs en r5tes sur diff]5ts tats1 de manire qu' t\t vnem5t leurs ress\rces et leurs moy5s d'action ne leur manqu5t jamais4 ,gn91 ,ou l'glise ou l'tat1 pag4 #bac4 ,t\s les j\rnaux1 et notamm5t l',univ]s1 ont t remplis d'annonces et de prospectus de la caisse militaire et des di/ill]ies du ,nord1 et p>mi les noms des adm9i/rateurs de/9s faire arriv] l'actionnaire1 le public lisait avec dification3 ,mr4 l'abb ti5ne1 procureur gnrale des prtres de ,s4 ,laz>e444 ,mr4 ,j4 ,b4 ,nozo1 suprieur gnral des laz>i/es4 ,les laz>i/es m>*&s d'hommes et fabricants d'eau de vie6 ,id4 ,ibid4 #ba ,except l'in=tune ,pologne1 l',espagne1 le ,portugal1 t\tes les prov9ces de l'ordre y sont reprs5tes4 ,l',univ]s cit4 por ,gn91 pag4 #baa4 #bb ,ord41 liv4 #e4o tit4 #ch4 ,,indice ,monum5tos ,patrios ,da ,propri$ade ,litt]>ia ,app5dice ,c>ta ,academia das ,sci5cias ,m\s9ho da ,silveira ,c>ta aos ,eleitores d ,circulo de ,c9tra ,manife/o da ,associao ,popul> ,promotora da ,educao d ,sexo ,fem99o