,biblioteca ,nacional ,digital 7hhtp3_/_/bnd4bn4pt74 ,,bases ,,da ,,ortografia ,,portuguesa ,,por ,a4 ,r4 ,,gon,,alves ,,vianna ,romanista ,g4 ,,de ,,vasconcellos ,,abreu ,orientalista ,,lisboa ,,imprensa ,,nacional #ahhe ,impresso para circular gratuitamente ,,oferta ,,dos ,,autores ,ex4mo ,sr4 ,para respondermos s perguntas que nos teem sido feitas acrca da ortografia adoptada pelos editores tcnicos da ,enciclopdia de cincia1 arte e literatura--,biblioteca de ,portugal e ,brasil#a temos a honra de dirijir a ,v4 ,ex4 esta circular1 e rogamos-lhe que faa to conhecidos1 quanto em seu poder esteja1 os fundamentos em que essa ortografia assenta4 ,os princpios que servem de base reforma ortogrfica iniciada por ns ambos e usada ha dois anos pelo segundo signatrio desta circular1 em escritos particulares e oficiais1 e em artigos publicados em alguns papis peridicos1 so resultado de estudo consciencioso e larga discusso dos iniciadores4 ,so princpios deduzidos ou antes expresso dos factos glotoljicos examinados com rigor2 so todos demonstrveis1 e de simplicidade tal que os poder compreender a s intelijncia1 anda que para ela sejam estranhos os estudos de glotolojia4 ,vamos exp-los apreciao pblica desde j1 e assim comear a preparar-se a crtica de todos os indivduos1 que1 por se prezarem de ,portugueses1 no queiram que estranjeiros censurem no haver1 para a nossa formosssima lingua1 ortografia cientfica e uniforme a que deva chamar-se ,ortografia ,portuguesa4 ,no futuro ,congresso que temos a peito convocar breve1 essa crtica ser o nico juz a que todos ns os ,portugueses havemos de nos sujeitar para adopo de ortografia portuguesa e rejeio absoluta de toda ortografia individual1 seja quem for seu autor4 #a ,esto publicados3 o #a4 vol4 da ,coleco cientfica ,a ,literatura e a ,relijio dos rias na ndia1 por ,g4 de ,vasconcellos ,abreu2 e o #a4 vol4 da ,coleco literria ,mgoas de ,werther1 romance traduzido do orijinal alemo1 de ,j4,w4 von ,goethe1 por ,a4 ,r4 ,gonalves ,vianna4 ,o custo de cada volume de #cjj ris1 brochura1 #djj ris1 cartonado4 ,estes volumes por serem os primeros1 e particularmente ,werther1 saram com erros tipogrficos que no devem ser levados conta do sistema de ortografia4 ,so editores tcnicos ,a4 ,r4 ,gonalves ,vianna1 ,g4 de ,vasconcellos ,abreu 7a quem devem ser dirijidos os manuscritos e toda a correspondncia71 ,s4 ,consiglieri ,pedroso1 em ,lisboa4 ,so editores-impressores ,guillard1 ,ailland ,c41 em ,paris4 ,todos ns1 os que lemos1 e mais anda os que escrevemos para o pblico1 sabemos quo diverjentes so as ortografias das vrias ,redaces e estabelecimentos tipogrficos4 ,teem escritores suas ortografias prprias1 como as teem as imprensas particulares e as do ,estado4 ,e nas do ,estado so diferentes as ortografias da ,imprensa ,nacional e as da ,imprensa da ,universidade--estes plurais so a expresso real de um facto1 sem censura pessoal4 ,com a exposio que vamos fazer dos princpios mais jerais em que assenta a reforma ortogrfica1 por ns iniciada1 temos em vista mostrar1 a todo o pas capaz de pensar e ler1 que o nosso intuito realizar uma das verdadeiras condies da vida nacional--existncia de ortografia uniforme e cientificamente sistemtica a que deva chamar-se ,ortografia ,portuguesa4 ,sigamos dois bons exemplos a que largos anos deram ha muito j a sano3 o exemplo da ,hispanha e o mais antigo da ,itlia4 ,v4 ,ex4 a quem dirijimos esta nossa exposio1 honrar-nos ha dando-lhe a maior publicidade que puder2 e por certo se julgar honrado se entender que com essa publicao presta bom servio ptria a quem devemos ste respeito4 ,de ,v4 ,ex4 atentos veneradores ,lisboa1 outubro de #ahhe4 ,a4 ,r4 ,gonalves ,vianna4 ,g4 de ,vasoncellos ,abreu4 ,,bases ,,da ,,ortografia ,,portuguesa ,i ,,princ,,pios ,,jerais ,,de ,,toda ,,ortografia #a4 ,uma lngua um facto social2 no depende do capricho de ningum alter-la fundamentalmente4 #b4 ,como facto social produto complexo1 varivel por evoluo prpria da sociedade cujas relaes serve4 #c4 ,a ortografia o sistema de escrita pelo qual representada a lngua dum povo ou duma nao num certo estado de evoluo glotoljica4 #d4 ,esta representao deve ser exacta para todo o povo1 para toda a nao e portanto deve respeitar a filiao histrica4 #e4 evidente1 pois1 que a ortografia no pode ser especial dum modo de falar1 quer ste seja dum s indivduo1 quer duma provncia ou dialecto da lngua4 #f4 ,em virtude disto a ortografia no pode representar a pronunciao1 que por certo no ser una2 ha de representar a enunciao1 a qual sempre comum ao povo1 nao que fala uma s lngua como seu idioma prprio e exclusivo4 #g4 ,na ortografia1 por consecuncia1 no se pode fazer uso de sinais que indiquem pronncia de uma qualquer letra vogal1 excepto quando essa vogal carea de ser pronunciada com modulao especial para a distino conveniente do emprgo sintctico do vocbulo1 ou anda 7e menos vezes em portugus7 para distinguir na grafia nica modos diferentes de silabizao4 #h4 ,para se representar a enunciao carece-se de acentuar grficamente o vocbulo1 e a ortografia deve ser tal que1 subordinada s leis de acentuao na lngua falada1 mostre para qualquer vocbulo a sua slaba tnica a quem desconhea o vocbulo que l4 ,esclio4-- evidente que a acentuao grfica intil na lngua escrita cuja constituio glotoljica a determina invarivelmente3 tal o latim clssico e as lnguas jermnicas4 ,,ii ,,princ,,pios ,,particulares ,,da ,,ortografia ,,da ,l,,ngua ,,portuguesa ,o ensino ortogrfico da lngua portuguesa reduz-se1 portanto1 na prtica1 ao ensino de3 ,i4 ,leis da acentuao nos vocbulos smplices e nos compostos4 ,,ii4 ,valor histrico dos fonemas anda proferidos e dos que j no se proferem2 influncia dstes sbre a modulao da vogal precedente4 ,,iii4 ,conhecimento dos ditongos e sua dissoluo4 ,,iv4 ,silabizao4 ,v4 ,homnimos e parnimos4 ,,vi4 ,funo dos sufixos4 ,,vii4 ,composio dos vocbulos e formao da perfrase nos verbos1 e uso das enclticas4 ,diremos dstes assuntos em outros tantos paragrafos1 definindo1 todavia1 primeiro1 o que entendemos por ortografia portuguesa4 ,,ortografia ,,portuguesa o sistema de escrita ou grafia representante comum de todos os dialectos do portugus falado2 a sua base a histria da linguajem portuguesa considerada como lngua e como dialecto4 ,considerada como lngua1 estuda-se a linguajem portuguesa no ponto de vista de lngua fundamental ou lngua me1 de que1 por evoluo prpria1 se teem derivado outros modos de falar no tempo e no espao1 depois de assentada a evoluo glotoljica realizada em ,portugal durante mais de um sculo j desde ,d4 ,dinis1 e principalmente durante os reinados de ,d4 ,pedro ,i1 ,d4 ,fernando ,i e ,d4 ,joo ,i4 ,considerada como dialecto1 estuda-se a linguajem portuguesa como evoluo glotoljica neo-latina ou romnica4 ,i--,,da ,,acentua,o #a4 ,a acentuao marcada tnica e no prosdica2 no determina modulao da letra vogal1 determina a slaba elevada na enunciao do vocbulo4 ,esta slaba uma s e a mesma slaba para cada vocbulo na lngua portuguesa em todo o pas1 com excepes espordicas mais ou menos justificadas4 ,exemplos3 htel1 hotel2 bno1 beno4 ,esclio4--,a acentuao grfica sempre a de vocbulo que faz excepo regra jeral4 #b4 ,o sinal grfico da acentuao tnica por excelncia o acento agudo4 ,marca1 porm1 ste acento3--vogal tnica aberta em parnimos3 fsse1 fsse2 sco1 sco2 reis 7pl4 de rei71 ris 7pl4 de real72--i1 u tnicos depois de outra vogal3 pas 7cf4 pais71 rene1 monho1 rum2--a vogal u tnica depois de g em ge1 gi 7cf4 #d473 arge1 argi4 #c4 ,pode ser sinal grfico da acentuao tnica o acento circunflexo1 e o ser especialmente nos casos em que no fonema tnico concorra modulao necessria de 1 1 como fica exemplificado em o nmero precedente1 e se v mais dos seguintes exemplos3 fra 7cf4 fra71 modlo 7cf4 modlo71 sossgo 7cf4 sossgo71 cres 7cf4 cres71 cr 7cf4 cr em de-cr71 vem 7cf4 veem1 do verbo vir71 d 7cf4 de71 dsse 7cf4 dsse71 e anda nos vocbulos sem parnimos1 quando eles sejam esdrxulos ou oxtonos terminados numa dessas vogais seguida ou no de s1 tais3 pssego1 portugus1 flego1 merc4 #d4 ,o acento grave diferencial3 indica sempre a pronunciao alfabtica prpria da letra vogal altervel1 isto 1 susceptvel de ter mais de uma pronunciao 7a1 e1 o74 ,emprega-se na ortografia exclusivamente em tres circunstncias3--na crase da preposio a com o artigo feminino a1 a a 7ambos tonos7 2--na slaba tona cuja vogal altervel haja de se proferir aberta e tona com a sua pronncia alfabtica1 para que se distinga o vocbulo de outro seu parnimo1 ex43 crdor 7cf4 credor71 prgar 7cf4 pregar72--no u de prolaco ge1 gi quando se proferir tono 7cf4 #b473 argir1 agentar1 lingstica4 ,esclio4--,escrevemos cue por que 7qe71 cui por qui 7qi72 ex43 consecuente1 consecuncia4 #e4 ,os vocbulos terminados em a1 o1 e1 as1 os1 es1 so jeralmente enunciados com acentuao na penltima slaba2 logo no teem acentuao grfica marcada4 ,cf4 #b4 e corolrio de #g4 bis4 #e4 bis4 ,todo vocbulo terminado em a ou as1 o ou os1 e ou es1 proferido com acentuao noutra slaba que no seja a penltima1 tem a acentuao marcada na escrita4 ,so innmeros os exemplos2 em toda esta exposio doutrinal os ter notado o leitor1 pois que saltam vista1 sempre como excepo1 as dies cuja grafia acentuada4 #f4 ,os vocbulos terminados em outra qualquer vogal 7i1 u71 ou em vogal pura seguida de outra consoante que no seja s1 e os plurais respectivos1 so jeralmente proferidos com acento na ltima slaba4 ,logo no teem acento grfico4 #f4 bis4 ,todo vocbulo terminado dste modo mas cuja acentuao se faz noutra slaba tem o acento grfico nessa slaba4 ,ex43 pedi1 pedis2 funil1 'funis2 matiz2 pnsil1 pnseis2 cascavel1 cascaveis2 peru1 perus2 ,hindu1 ,hindus2 ,caramuru2 trbu1 trbus2 ,pru4 #g4 ,os vocbulos cuja ltima slaba for em vogal nasal1 ou em ditongo puro ou nasal1 teem jeralmente a enunciao acentuada na slaba final4 ,logo no se lhes marca o acento na escrita4 ,ex43 marfim2 irm1 irms2 irmo1 irmos2 marau1 maraus2 andai1 andais2 louvei1 louveis2 ,simes2 ,magalhes4 ,cf4 #b4 paj4 #g e #ac4 #g4 bis4 ,ser1 porm1 marcada a acentuao dsses vocbulos quando ela se faa noutra qualquer slaba4 ,ex43 rgo1 ,estvo4 ,esclio4--,para os contratos absolutamente indispensvel1 como bem o viu o grande ,ministro1 distinguir os futuros dos pretritos na #c4 pessoa do plural1 sem emprgo do acento grfico1 fcil de esquecer ou de ser psto depois do contrato escrito e assinado1 distinguir-se ho1 pois3 juraro1 juraram 7jurro72 vendero1 venderam 7vendro72 prescindiro1 prescindiram 7prescindro72 etc4 ,corolrio4--,por ste motivo o ditongo o1 final tono de verbos1 escrever-se ha idnticamente com am2 e1 por analojia1 se escrever a slaba final dos vocbulos terminados pelo ditongo tono e com a grafia em4 ,a acentuao grfica de tais vocbulos obedece ao princpio #e4 ,ex43 honram1 viajam1 ordem1 viajem1 prem1 alem 7 lem1 v4 alar74 ,n4,b4 ,pelo princpio #e4 bis devemos escrever e escrevemos3 porm1 ningum1 tambm1 alm1 etc42 deveramos1 todavia1 usar da ortografia3 pore1 ningue1 tambe1 etc4 ,deixmos ste ponto para o ,congresso4 anda evidente que os plurais dstes nomes seguem anlogamente a regra dada para os plurais dos nomes em a1 o1 e2 assim3 ordens1 viajens1 7rdes1 vijes74 #h ,os vocbulos compostos teem na escrita a acentuao dos seus smplices respectivamente marcada em obedincia aos princpios que ficam expostos4 ,,ii--,,dos ,,fonemas ,e ,,sua ,,representa,o ,,por ,,letras ,,consoantes ,dois princpios absolutos determinam a excluso de consoante intil2 e quatro ordens de outros factos decidem a adopo cientfica de representao de fonemas articulados4 ,so estes factos3 a7 valores dialectalmente confundidos3 ch 7 tch71 ch 7 x71 x2 s1 2 s1 z4 b7 valores prximos confundidos pela falta de observao da articulao3 s1 x2 g7a71 g7ue1 ui72 g7e1 i71 j2 c7a1 o1 u71 qu4 c7 valor exclusivamente de influncia do fonema articulado sbre o fonema modulado precedente4 d7 valores diferentes de um s smbolo grfico3 x1 entre vogais4 ,,ii a4--,,exclus,o ,,de ,,letras ,,consoantes #a4 ,so banidos da escrita os smbolos grficos sem valor de fonema prprio4 ,so eles th1 ph1 ch1 respectivamente por t1 f1 q7u71 c7a1 o1 u71 c2 bem assim yi4 #a4 bis4 ,pde manter-se kq7u7c7a1 o1 u7 nas abreviaturas de quilmetroklm41 etc4 ,devemos1 porm1 escrever por extenso3 quilmetro#a1 quilograma1 etc4 #b4 ,so banidos da escrita os smbolos grficos sem valor4 ,so eles as consoantes dobradas ou grupos de consoantes no proferidas e sem influncia na modulao antecedente1 nem necessidade por derivao manifesta de outro vocbulo existente em que haja de proferir-se cada uma das consoantes1 como ,ejipto de que se deriva ejpcio4 ,exemplos de smbolos sem valor prprio em portugus3 th t4--thermometro termmetro2 ether ter2 thio tio4 ph f4--ethnographia etnografia2 philtro filtro4 ch q7u74--chimica qumica2 machina mquina2 chimera quimera4 ch c7a1 o74--chorographia corografia2 mechanica mecnica4 y i4--lyrio lrio2 physica fsica4 ,consoantes dobradas3--agglomerar aglomerar2 prometter prometer2 commum comum2 ,philippe ,filipe4 ,grupo de consoantes3--,christo ,cristo2 ,demosthenes ,demstenes2 ,mattheus 7que j se escreve1 sem razo1 ,matheus7 ,mateus2 schola escola2 sciencia cincia2 phthisica tsica4 ,influncia da consoante na modulao precedente3--,vejam-se exemplos em c1 pj4 #aa4 #a4 ,esclio4--,conservamos n dobrado1 m dobrado1 nos vocbulos derivados de outros1 cuja inicial n ou m1 por meio das prepositivas in1 em1 toda vez que a prepositiva significa dentro2 e anda nalguns poucos vocbulos em que n ou m influam na vogal i ou e4 ,a nasal da prepositiva com s a conservamos1 por ste motivo1 em connosco4 ,escrevemos1 pois3 immigrar1 immerjir1 emmalar1 ennobrecer1 innato1 etc42 comoo1 comum1 comutar1 conexo1 etc4 #b4 ,esclio4--,mantemos as representaes grficas das palatais ch1 lh1 nh1 emquanto no houver smbolo nico para cada uma delas4 #a ,a ortografia kilometro por chilometro d ocasio a traduzir-se metro-de-burro e no mil-metros4 ,em grego kllos significa burro1 e chlioi significa mil4 ,porque razo1 pois1 havemos de escrever cirurgia1 chimera1 kilo1 quando o c1 o ch e o k representam a mesma orijem ch1 transcrio latina do 1 grego8 #c4 ,esclio4--,s ao ,congresso compete tratar da excluso ou conservao da aspirante h4 ,,ii b4--,,adop,o ,,de ,,letras ,,consoantes a7--#a4 ,escrevem-se com ch as slabas que so proferidas com palatal dura1 segundo os dialectos1 explosiva ou contnua3 chave1 chapeu1 chuva2 etc4 ,a etimolojia e as lnguas conjneres determinam que sigamos o exemplo dos nossos clssicos e de vrios monumentos escritos usando-se da grafia ch4 #b4 ,escrevem-se com x 7melhor seria 7 as slabas cuja inicial palatal dura contnua3 xacoco1 xadrez1 xarafim2 enxrcia1 enxada1 enxrga1 enxrga1 enxertia1 enxaimel1 enxame1 enxndia2 rixa1 roixo2 etc4 ,cf4 d74 #c4 ,escrevem-se com s as slabas cuja final sibilante dura palatal e1 espordicamente1 sibilante dura dental3 mas2 basta2 foste2 dmos1 dmos2 bosques2 portugus1 portugueses2 etc4 ,a etimolojia1 o dialecto transmontano e as lnguas conjneres determinam a grafia s4 #d4 ,escrevem-se com s inicial1 ou com ss entre vogais1 as slabas em que a sibilante dura ou dental1 ou supra-alveolar1 conforme os dialectos3 saber1 classe1 diverso1 sesso1 conselho1 sossgo1 sossgo1 etc4 ,determinao histrica e comparao4 #e4 ,escrevem-se com 1 ou com c7e1 i71 inicial as slabas em que a sibilante dental dura1 e s supra-alveolar nas partes do pas onde no ha outra sibilante dura inicial3 peo1 cincia1 concelho1 poo1 doura1 preo1 apato1 ara1 crcere1 etc4 ,determinao histrica e comparao4 #f4 ,escrevem-se com s entre duas vogais 7uma final da slaba a que pertence a sibilante1 outra final da slaba precedente7 as slabas em que a sibilante branda dental ou1 segundo o dialecto1 supra-alveolar3 posio1 coser 7consuere71 precioso1 preso 7prehensum1 cf4 prezo71 preciso1 pso1 pso1 etc4 ,determinao histrica e comparao4 #g4 ,escrevem-se com z inicial as slabas em que a sibilante dental branda em todo o pas1 excepo daqueles pontos em que se no profere sibilante inicial seno supra-alveolar3 azdo1 azdo1 azebre1 razo1 cozer1 prezo 7cf4 preso71 etc4 ,determinao histrica e comparao4 #h4 ,escrevem-se com z final os vocbulos que nos seus derivados so escritos com c 7e1 i7 correspondente sibilante final deles4 ,assim o determina a etimolojia1 evidente na derivao1 e a pronncia dialectal4 ,exemplos3 infeliz1 infelicidade2 smplez1 smplices1 simplicidade2 ourvez1 ourivezaria2 etc4 ,corolrio4--,escrevem-se com z infixo os diminutivos e aumentativos zito1 -zinho1 -zo1 etc41 e os sufixos 7derivados do latino -itia7 -eza1 -ez2 bem como os sufixos de verbos1 -izar1 e de nomes1 -izao4 ,esclio4--,os plurais dos nomes diminutivos formam-se do tema do plural do nome fundamental e do plural do sufixo4 ,do testemunho os dialectos4 ,assim1 pois1 escrevemos3 homemzinho1 homemzinhos1 no homensinhos2 acozinha1 acezinhas1 no acesinhas2 pozinho1 pezinhos1 no pesinhos2 mozinha1 mozinhas2 aneizinhos2 etc4 b7--#a4 ,adoptmos1 pelo que fica dito em a7 #c41 a representao grfica s para a sibilante palatal dura final de slaba1 que muitas pessoas julgam ser absolutamente igual a x 774 #b4 ,por falta mais grave na observao se tem confundido as articulaes g7a71 g7ue1 ui71 j7a71 j7e1 i71 e ainda c7a71 q7ue1 ui74 ,os pontos articulatrios so diferentes4 ,no congresso trataremos estes assuntos4 ,carecemos de caracteres prprios para distinguir na escrita as articulaes j7a71 g7e1 i71 j7o1 u71 nas palavras ,jacob1 ,jeremias1 ,jos1 ,jesus1 ,jutlandia1 ,jerusalem1 geme1 gemer1 gentes1 gymnasio1 ,gil2 etc42 e certo que no podemos1 to pouco1 distinguir ,guilherme1 guerra1 garra1 gume1 causando estranheza invencvel a grafia ,geremias1 ,gesus1 e ficando anda infiel gemer1 geral1 e sempre em contradio com uma pronncia ,grusalm ou ,jerusalm2 tendo ns1 pois1 de escrever ,jeremias1 ,jesus1 adoptmos o smbolo j para os fonemas articulados das slabas ja1 jo1 ju1 ge1 gi1 e por ste sistema grfico evitamos tambm regra especial para a conjugao dos verbos em 7-ger1 gir7 -jer1 -jir4 ,esclio4-- evidente 7pelo que fica dito em b7 #b47 a necessidade anda existente de mantermos o modo de escrever gue1 gui1 nas slabas terminadas na vogal palatal i ou e1 precedida do fonema gutural brando1 mostrando-se pelo acento grave sbre o u da prolao ge1 gi1 as silabizaces gu-e1 gu-i1 como fica dito em #d4 de pj4 #g4 c7 ,conservamos todo sinal grfico de fonema histrico1 hoje nulo1 cuja influncia na vogal precedente persistente3 aco1 actor1 predileco1 redaco1 respectivo1 trajectria1 baptismo1 concepo2 e anda quando facultativa a pronunciao1 como em carcter4 ,esclio4--,os fonemas i1 u1 no esto sujeitos a esta influncia3 edito edicto 7cf4 dito72 corruto corrupto2 corruo corrupo4 d7 ,conservamos a grafia x para representar os diferentes fonemas que de facto representa na lngua portuguesa1 porque no temos direito1 nem ,congresso nenhum1 de impor pronncia pela ortografia4 ,o ,congresso poder assentar as bases para o dicionrio ortopico2 e no tocante a pronncia nada mais pode fazer--estabelece o padro1 d a norma--para que se dilijenceie ler dum modo nico o vocbulo escrito4 ,ningum pode contestar o direito de se pronunciar o vocbulo exemplo de uma das seguintes maneiras3 izemplo1 isemplo1 eizemplo1 eisemplo1 isjemplo4 ,ningum pode contestar o direito de se pronunciar trouxe3 troue1 trouce2 extravagante3 eistravagante1 istravagante1 'stravagante2 fixo3 fio1 ficso1 fico4 ,,iii--,,dos ,,ditongos ,pelo que fica dito se v qual a maneira por que indicamos a dissoluo do ditongo4 ,no usamos da direse1 tambm chamada pices1 e mais jeralmente trema 1 que alguns gramticos entre ns querem que se use na vogal prepositiva ou conjuntiva1 e no u das prolaes1 para neste caso mostrar que faz sinrese com a voz seguinte4 ,o trema sinal que nos veiu de pases estranhos4 ,tem na escrita de lnguas europeas significao insubstituvel2 que nas jermnicas frma abreviada de um e1 e nesta significao nicamente o empregamos4 ,,iv--,,da ,,silabiza,o ,em quanto sibalizaco devemos mencionar aqui apenas os tres seguintes princpios3 #a4 ,dividem-se as slabas1 considerando os vocbulos como portugueses para ste efeito1 sem que se atenda derivao de lngua estranha1 nem derivao dentro da prpria lngua3 ma-nus-cri-to1 cons-p-cu-o1 obs-t-cu-lo1 ins-cre-ver1 no-ro-es-te1 nor-des-te1 pla-nal-to1 a-lhei-o1 mai-or1 mai-o-res4 #b4 ,conserva-se slaba a consoante que determina a modulao da sua vogal 7paj4 #aa1 c773 ac-o1 fac-tor1 cor-rec-to1 bap-tis-mal4 #c4 ,na passajem de uma para outra linha empregamos em ambas as linhas o trao de unio1 tanto o prprio de vocbulos compostos cujos smplices se distingam na escrita entrepondo-se-lhes o hfen1 como o prprio da ligao das vozes enclticas s suas subordinantes3 porta--bandeira1 guarda--fato1 clara--boia2 luso--brasileiro2 deu--m'o1 louva--lhe1 dmo'--lo1 louva--o1 louv--lo1 arrepender--se1 dom--lo--ia4 ,v--,,dos ,,hom,,nimos ,e ,,par,,nimos #a4 ,os homnimos confundem-se umas vezes na escrita do portugus como na sua pronncia2 exemplos3 cedo 7verbo e advrbio72 conto 7verbo e nome73 so 7verbo e adjectivo74 ,outras vezes distinguem-se com exactido na escrita1 embora no se distingam em todas as pronncias2 exemplos3 vez1 vs2 cem1 sem2 coser1 cozer2 sesso1 cesso2 -passo1 pao1--parnimos no dialecto em que se faa diferena na articulao de s para a de e para a de z4 ,podem anda os homnimos distinguir-se na escrita e no se distinguirem em pronncia nenhuma3 houve1 ouve2 d-se1 dsse4 ,esclio4--,distinguem-se na escrita1 mas sem exactido rigorosa3 hora1 ora2 heis1 eis2 e por rro de analojia falsa1 pelo cuja orijem per-lo1 que deu pel lo e pe'-lo homnimo1 quando se pronuncie enfticamente1 de pello1 que etimoljicamente s tem um l e devemos escrever 7como de facto se escreve nesta ortografia proposta7 plo 7cf4 plo1 pelo74 #b4 ,os parnimos so perfeitamente distintos na presente ortografia3 pelo1 plo1 plo2 para1 pra2 cr1 cr2 cesto1 sexto 7homnimos em ,lisboa72 fsse1 fsse2 fra1 fra2 sesso1 cesso1 seco2 coando1 quando2 quanto1 canto2 credor1 crdor2 incmodo1 incomodo2 colhr1 colhr2 contrato1 contracto2 alias1 alis2 alem 7verbo71 alm2 papeis 7verbo71 papis2 reis 7pl4 de rei71 ris 7pl4 de real72 bateis 7verbo71 batis2 caia1 caa2 etc4 ,,vi--,,dos ,,sufixos ,conservamos toda a exactido na ortografia dstes elementos morfoljicos cuja funo anda to ignorada4 ,pululam os galicismos1 os estranjeirismos1 at na ortografia da nossa linguajem e na sua morfolojia1 que no s em se introduzirem vocbulos novos desnecessrios1 e em se esquecer a sintaxe dela4 rro escrever-se civilisao por civilizao1 organisar por organizar2 chapeleria por chapelaria2 cortez por corts2 etc4 ,,vii--,,da ,,composi,o1 ,,da ,,per,,frase1 ,e ,,das ,,encl,,ticas ,dissemos o bastante acrca do primeiro e terceiro dstes pontos4 ,em quanto perfrase1 diremos que as linguajens perifrsticas dos verbos so diferenciadas em linguajens de perfrase consciente e perfrase inconsciente4 linguajem perifrstica consciente a formada com o presente do verbo haver4 ,escrevemo-la1 pois1 sem hfen de ligao3 descrev-lo hei1 louv-la has1 dar-lh'o ha1 amar-nos hemos1 unir-vos heis1 receber-se ho4 linguajem perifrstica inconsciente1 com tmese evidente1 a formada com um resto do pretrito imperfeito do verbo haver3 -ia 7hav7ia1 -ias 7hav7ias1 -ia 7hav7ia1 -amos 7hav7amos1 -eis 7hav7eis1 -iam 7hav7iam4 ,escrevemos estas linguajens sem o h1 perdido com os outros elementos de hav-1 em todas as pessoas do pretrito imperfeito do verbo haver1 que entra na perfrase4 ,exemplos3 descrev-lo-ia1 deixar-me-ias1 aborrec-la-ia1 evit-lo-amos1 comportar-vos-ieis1 obedecer-lhe-iam4 ,,iii ,o ,,nosso ,,intuito ,se quisssemos entrar em minudncias de linguajem e defender em todos os pontos a ortografia que inicimos1 teramos de escrever um livro de grosso volume4 ,se o nosso intuito fsse ensinar1 publicaramos um tratado4 ,mas diferente o fim dste escrito1 que oferecemos gratuitamente aos nossos conterrneos1 como testemunho de respeito pelas cousas da nossa ptria3 ,damos razo da reforma iniciada e sujeitamos ao so critrio as bases em que esta assenta4 ,por ste motivo deixmos de tratar pontos de que o ,congresso ter de se ocupar4 ,andam infelizmente esquecidas por alguns escritores regras de gramtica1 que1 a serem lembradas1 os no deixariam cometer erros imperdoveis4 ,temos visto ortografar 7e at pronunciar6671 passeiando1 passeiata1 ideiou1 receiar1 feichara1 etc41 em vez de passeando1 passeata1 ideou1 recear1 fechara1 etc4 certo que a maioria dos leitores sabe que1 por motivo de a acentuao tnica se fazer nas tres pessoas do singular e terceira do plural de todos os presentes dos verbos1 como idear1 recear1 passear1 etc41 nicamente nessas frmas pessoais aparece o ditongo ei no radical3 passeio1 passeias1 passeia1 passeamos1 passeais1 passeiam2--passeava1 passeavas1 etc42--passeei1 passeaste1 etc42--passearei1 passears1 etc42--passearia1 etc42--passeia tu1 passeie ele1 passeemos ns1 passeai vs1 passeiem eles2--que eu passeie1 que tu passeies1 que ele passeie1 que ns passeemos1 que vs passeeis1 que eles passeiem2--passear1 passeando1 passeado4 ,o radical portugus passe-4 claro que tratar de assuntos como ste no objecto de uma smplez circular4 ,e se o leitor houver notado que usmos nela de modos de ortografar para que no encontra explicao nos princpos que ficam estabelecidos1 atribua o facto a no caber a explicao suficiente nos princpios jerais4 ,cremos que as bases1 como ficam postas1 constituem mtodo sem contradies3--se o ,congresso fr at suprimir 7como julgamos que deve suprimir7 as letras consoantes inteis nos nomes prprios e nos de famlia1 assinaremos sem dobrar as consoantes nn1 ll dos nossos nomes4 ,no nos preocupa uma idea preconcebida4 ,no nos domina um subjectivismo apaixonado4 ,desejamos que no pas todo se una para discutir de boa f quem tiver estudado o problema1 e que ste se resolva estabelecendo-se ,,ortografia ,,portuguesa4 ,,alguns ,,outros ,,trabalhos ,,publicados ,,pelos ,,mesmos ,,autores ,,por ,a4 ,r4 ,,gon,,alves ,,vianna ,estudos ,glottologicos3 ,graphica e ,phonetica4 ,o livro da ,escripta do ,professor ,faulmann4--,porto1 #ahha4 ,essai de ,phontique et de ,phonologie de la ,langue ,portugaise d'aprs le dialecte de ,lisbonne4--,paris1 #ahhc4 tudes de ,grammaire ,portugaise4--,louvain1 #ahhd4 ,mgoas de ,werther 7romance de ,j4 ,w4 von ,goethe trasladado a portugus74--,paris1 #ahhe4 ,,por ,g4 ,,de ,,vasconcellos ,,abreu ,questions ,vdiques4--,paris1 #ahgg4 ,sobre a ,sde originaria da ,gente rica4--,coimbra1 #ahgh4 ,investigao sobre o caracter da ,civilisaco rya-hindu4--,lisboa1 #ahgh4 ,importncia capital do soskrito como base da ,glottologia rica e da ,glottologia rica no ensino superior das lettras e da historia4--,lisboa1 #ahgh4 ,contribuies mythologicas4 ,grammatica da lngua soskrita3 ,phonologia4--,lisboa1 #ahgi4 ,fragmentos de uma tentativa de ,estudo ,scoliastico da ,epopea ,portugueza 7publicados pelo #c4 ,centenrio de ,cames2 a #b4 parte dste trabalho foi traduzida em ingls pelo sr4 ,donald ,fergusson1 com o ttulo ,buddhist ,legends from ,fragmentos 444 by ,g4 de ,vasconcellos ,abreu4 ,translated with additional notes4 ,ceylon74--#ahhj4--ahhd4 ,o ,reconhecimento de ,chakuntal 7texto devangrico e traduo portuguesa do ,acto ,i do clebre drama de ,xacuntal do poeta ,calidaa1 segundo a recenso ,bengali74--,lisboa1 #ahgh4 ,manual para o ,estudo do ,soskrito clssico4 ,tomo ,i1 ,resumo ,grammatical4--,lisboa1 #ahha-ahhb4 ,de l',origine probable des ,toukhres et leurs migrations travers l',asie4--,louvain4 ,lisbonne4 7,memria acerca da orijem dos ,teucros1 apresentada ao ,congresso antropoljico de ,lisboa em #ahhj74 ,a literatura e a relijio dos rias na ndia4 ,primeira ,parte4--,paris1 #ahhe4